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TCCJÉSSICA

O documento discute a importância da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) como um importante instrumento para o planejamento financeiro empresarial. A DFC fornece informações sobre as movimentações financeiras de uma empresa em determinado período de tempo de forma clara e objetiva, auxiliando na tomada de decisões. A DFC substituiu a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) em 2008 por ter uma linguagem mais simples e padronizada.

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O documento discute a importância da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) como um importante instrumento para o planejamento financeiro empresarial. A DFC fornece informações sobre as movimentações financeiras de uma empresa em determinado período de tempo de forma clara e objetiva, auxiliando na tomada de decisões. A DFC substituiu a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) em 2008 por ter uma linguagem mais simples e padronizada.

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DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA: IMPORTANTE INSTRUMENTO NA

GESTÃO FINANCEIRA EMPRESARIAL

CASH FLOW STATEMENT: IMPORTANT INSTRUMENT IN BUSINESS


FINANCIAL MANAGEMENT

Jéssica Pereira de Resende1


Graduanda em Ciências Contábeis pela UniEVANGÉLICA – GO.

Ms Milton Neemias2
Professor do curso de Ciências Contábeis da UniEVANGÉLICA – GO.

1 Jéssica Pereira de Resende – Bacharelanda no curso de Ciências Contábeis pelo Centro


Universitário de Anápolis (UniEVANGÉLICA) - Brasil – E-mail: jessica_alkz@[Link]
2 Ms Milton Neemias – Professor do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário de Anápolis

(UniEVANGÉLICA) – Brasil – E-mail: milton@[Link]


2

RESUMO: A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) é um dos principais relatórios contábeis que
auxilia no controle interno da empresa e na demonstração dos movimentos financeiros para possíveis
investidores, por ter uma linguagem simples e padronizada é considerada uma demonstração de fácil
entendimento. A DFC tem por objetivo oferecer informação sobre a posição financeira da empresa o
que é bem útil para a tomada de decisão pelos usuários, afim de, atender suas necessidades de
informação. O objetivo deste artigo é compreender a Demonstração dos Fluxos de Caixa e avaliar
sua importância como instrumento de planejamento e controle da gestão financeira empresarial. Este
artigo utiliza o método de pesquisa bibliográfica, que abrange importantes autores da área da
contabilidade, expondo os principais conceitos para elaboração da Demonstração dos Fluxos de
caixa.

Palavras-Chave: Planejamento financeiro, Fluxos de caixa, DFC, Tomada de decisão.

ABSTRACT: The Statement of Cash Flows (DFC) is one of the main departments of information and
demonstration of financial movements for investors, having a simple and standardized language is a
demonstration of easy understanding. The purpose of DFC is to provide information on a company's
financial position and is successful in making a decision by users in order to meet their information
needs. The purpose of this article is to demonstrate cash flows and evaluate their importance as an
instrument for planning and controlling corporate financial management. This article is the
bibliographical research method, which covers important authors of the area of accounting, exposing
the main concepts for the elaboration of the Statement of Cash Flows.

Key Words: Financial planning, Cash flow, DFC, Decision making.


3

1. INTRODUÇÃO

No cenário atual um dos principais desafios das organizações é a busca de


instrumentos que auxiliem no planejamento financeiro de forma eficaz, instrumentos
que ofereçam resultados indispensáveis para tomada de decisões, a fim de obter um
equilíbrio essencial para que a empresa apresente bons resultados e se mantenha
sólida no mercado.
Para Padoveze (2014) a Demonstração do Fluxo de Caixa foi legalmente
introduzida pela Lei n° 11.638/07, em substituição a Demonstração das Origens e
Aplicações de Recursos (DOAR), no pressuposto de que os usuários externos têm
mais facilidade de entendimento desta demonstração do que a DOAR.
Para Ribeiro “Demonstração dos Fluxos de Caixa é um relatório contábil que
tem por fim evidenciar as transações ocorridas em um determinado período e que
provocaram modificações no saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa”.(RIBEIRO,
2014, p. 88)
A Demonstração do Fluxo de Caixa é um importante relatório que contém
informações necessárias para a tomada de decisões gerenciais em uma
organização, essa demonstração indica quais foram as movimentações de caixa
durante um determinado período e o resultado final desses fluxos de caixa.
De acordo com a CVM n.º 547 de 13 de agosto de 2008:

A demonstração dos fluxos de caixa, quando usada em conjunto com as


demais demonstrações contábeis, proporciona informações que habilitam
os usuários a avaliar as mudanças nos ativos líquidos de uma entidade, sua
estrutura financeira e sua capacidade para alterar os valores e prazos dos
fluxos de caixa, a fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e
oportunidades. A demonstração dos fluxos de caixa também melhora a
comparabilidade dos relatórios de desempenho operacional para diferentes
entidades porque reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes
tratamentos contábeis para as mesmas transações e eventos.

O objetivo deste trabalho é avaliar a importância da Demonstração do Fluxo


de Caixa como instrumento que auxilia na gestão financeira empresarial, apresentar
brevemente os objetivos desta demonstração e seus métodos de elaboração para
maior compreensão dos usuários.
4

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Histórico

A partir de 1° de janeiro de 2008, quando entrou em vigor a Lei nº


11.638/2007, a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) substituiu a
Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) como demonstração
obrigatória para as sociedades por ações e para as sociedades de grande porte.
(NEVES, 2011, p. 259)
A Lei 11.638/07 em seu artigo 03° paragrafo único considera grande porte
como:
[...] “a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver,
no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00
(duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$
300.000.000,00 (trezentos milhões de reais).”3

Segundo o Código Civil de 2002, em seu artigo 1.088, S.A. “É aquela em


que o capital social da empresa está dividido em ações, onde a responsabilidade de
cada sócio ou acionista está limitada pelo preço de emissão das ações que adquirir
ou subscrever.”
“A companhia fechada com o patrimônio líquido, na data do balanço, inferior
a 2 milhões de reais não será obrigada à elaboração e publicação da Demonstração
dos Fluxos de Caixa.” (MARIOM, 2013, P.54)
Nota-se que a obrigatoriedade da elaboração e publicação da Demonstração
do Fluxo de Caixa veio após a publicação da Lei 11.638/07 que substituiu a DOAR
pela DFC, por ser de fácil compreensão e ter uma linguagem padronizada. A
obrigatoriedade cabe as empresas de grande porte e para as sociedades anônima, a
fim de, gerar informações valiosas para os diversos usuários, entre eles os
administradores, contadores e investidores.
“A DCF substituiu a Demonstrações das Origens e Aplicação de Recursos
(DOAR) a partir do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2008”. (PEREZ
2009, p.184).
“A demonstração das origens e aplicações de recursos (DOAR) é a
demonstração contábil destinada a evidenciar, num determinado período, as

3
Disponível em: [Link]
5

modificações que originaram as variações no capital circulante líquido da Entidade”.


(NBC T 3-6, 1990).
Padoveze afirma que:
A diferença fundamental entre a DOAR e a DFC é que a DOAR é elaborada
com base no conceito de capital circulante líquido, dentro do regime de
competência, (disponibilidade de médio prazo da empresa), e a DFC
baseia-se no conceito de disponibilidade imediata, dentro do regime de
caixa (recebimentos/pagamentos). (PADOVEZE, 1997, p. 66).

Percebe-se que a Demonstração do Fluxo de Caixa gera informação sobre


as movimentações financeiras ocorridas no caixa da entidade, exibidas de forma
clara e objetiva, facilitando o entendimento aos usuários o que auxilia no
planejamento financeiro da entidade.

2.2 Conceitos

2.2.1 Planejamento financeiro

O planejamento financeiro “é um aspecto importante das atividades da


empresa porque oferece orientação para a direção, a coordenação e o controle das
providências tomadas pela organização para que atinja seus objetivos”. (GITMAN,
2004, p.92)
Segundo Sá “o planejamento financeiro trata-se de um agrupamento de
operações financeiras realizadas para alcançar um determinado objetivo”. (SÁ,
2008, p.13)
Percebe-se que o planejamento financeiro tem a importante função de
orientar, direcionar, coordenar e controlar a tomada de decisão feita pelos
administradores, onde os movimentos financeiros são representados principalmente
pelos fluxos de caixa.

2.2.2 Fluxos de Caixa

“Denomina-se fluxo de caixa de uma empresa ao conjunto de ingressos e


desembolsos de numerário ao longo de um período determinado”. (ZDANOWICZ,
2000, p. 23).
Compreende-se fluxo de caixa como as movimentações financeiras de
entrada e saída ocorridas no caixa de uma empresa em determinado período.
6

De acordo com o CPC 03 “Fluxos de caixa são as entradas e saídas de


caixa e equivalentes de caixa”. Onde:
Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários
disponíveis. Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto
prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em montante
conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de
mudança de valor. (CPC_03, 2010, p.03)

Percebe-se que toda movimentação financeira ocorrida durante um período


no caixa da empresa denomina-se fluxos de caixa, onde os fluxos são as entradas e
saídas de componentes monetários, o caixa um montante numerário onde ocorrem
essas movimentações e equivalentes de caixa são os ingressos financeiros de curto
prazo.
“Fluxo de caixa é um instrumento de planejamento financeiro, que tem por
objetivo fornecer estimativas da situação de caixa da empresa em determinado
período”. (SANTOS, 2001, p.57)
Segundo o autor os fluxos de caixa são as movimentações financeiras
ocorridas no caixa da empresa durante um determinado período, através da
demonstração dos fluxos de caixa a gestão consegue expor informações
importantes para compor o planejamento financeiro que auxilia na tomada de
decisão.

2.2.3. Tomada de decisão

Segundo Maximiano (2009, p.58):


[...] O processo de tomar decisão começa com uma situação de frustração,
interesse, desafio, curiosidade ou irritação. Há um objetivo a ser atingido e
apresenta-se um obstáculo, ou acontece uma condição que se deve corrigir,
ou está ocorrendo um fato que exige algum tipo de ação, ou apresenta-se
uma oportunidade que pode ser aproveitada.

“A tomada de decisão refere-se à conversão das informações em ação.


Portanto, decisão é uma ação tomada com base na analise de informações”.
(OLIVEIRA, 2014, p.24)
Entende-se tomada de decisão como o processo que gera uma ação diante
de um ocorrido, onde se analisa as informações para fazer uma escolha e alcançar
um objetivo, um dos instrumentos que auxiliam nesse processo são os fluxos de
caixa apresentados em forma de relatório contábil nomeado de Demonstração do
Fluxo de Caixa (DFC).
7

2.2.4. Demonstração do Fluxo de Caixa

“A DFC é um relatório contábil que tem por fim evidenciar as transações


ocorridas em um determinado período e que provocaram modificações no saldo de
caixa e equivalentes de caixa.” (RIBEIRO, 2013, p.430).
A DFC é uma demonstração contábil dinâmica que evidencia,
resumidamente, todas as variações ocorridas na conta “caixa e equivalentes
de caixa” duma entidade, ao longo de um período. Portanto indica a origem
de todas as entradas de dinheiro no caixa (disponibilidades), bem com a
destinação de todo o dinheiro que saiu do caixa em um determinado
período. (BORINELLI, 2010, p.249).

Entende-se DFC como um relatório contábil onde são demonstradas as


movimentações financeiras de entrada e saída do caixa de uma empresa durante
um determinado período.
“O objetivo essencial da DFC é disponibilizar informações relevantes sobre
os fluxos financeiros (em dinheiro) de pagamentos e recebimentos realizados por
uma empresa, no exercício social.” (NETO, 2015, p.100)
O principal proposito da Demonstração dos Fluxos de Caixa é fornecer
informações sobre os recebimentos e pagamentos de uma organização. O
segundo proposito é proporcionar ao usuário da demonstração financeira
uma compreensão das atividades operacionais, de financiamento e de
investimento da organização. (GRIFFIN, 2012, p.58)

“A Demonstração dos Fluxos de Caixa evidencia as modificações ocorridas


no saldo de disponibilidades (caixa e equivalentes de caixa) da companhia em
determinado período, por meio de fluxos de recebimentos e pagamentos.” (MARION,
2013, p.54)
A DFC permite que se analise, principalmente, a capacidade financeira
da empresa em honrar seus compromissos perante terceiros (empréstimos
e financiamentos) e acionistas (dividendos), a geração de resultados de
caixa futuro e das operações atuais, e a posição de liquidez e solvência
financeira. O demonstrativo oferece ainda ao analista importantes
informações sobre os fluxos de pagamentos e recebimentos ocorridos no
período, e as influências dessas operações sobre o caixa da empresa.
(NETO, 2015,p.104)

Percebe-se que a DFC oferece uma análise ampla aos seus usuários sobre
a capacidade financeira da empresa em garantir o cumprimento de suas obrigações,
através do registro das movimentações de entrada e saída em certo período exposto
através da Demonstração do fluxo de caixa.
Nota-se que a DFC fornece informações sobre os recebimentos e
pagamentos de caixa durante um período, as informações contidas nesse relatório
8

contábil envolvem as atividades operacionais, de financiamento e de investimento


que ocorrem na organização.
A Demonstração dos Fluxos de Caixa informa o efeito do caixa em suas
atividades. Isso acontece ao classificar os efeitos em três categorias: efeitos do
caixa em atividades operacionais, em atividades de investimento e em atividades de
financiamento. (GRIFFIN, 2012, p.58)
Entende-se que a estrutura da Demonstração dos Fluxos de Caixa é
composta pela apresentação dos fluxos financeiros operacionais, de investimentos e
financiamentos onde todos os ingressos e desembolsos são expostos
separadamente, a fim de, facilitar o entendimento a seus administradores e
possíveis investidores.

NETO (2015, p.104) cita as definições dos fluxos financeiros como:

Fluxos Financeiros Operacionais: descrevem basicamente as transações


registradas na Demonstração de Resultado do Exercício (DRE).
Fluxos Financeiros de Investimentos: são geralmente determinados por
variações nos ativos não circulantes (ativos de longo prazo) e destinados à
atividade operacional de produção e venda da empresa.
Fluxos Financeiros de Financiamentos: referem-se basicamente as
operações com credores e investidores.

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis 03 define os fluxos financeiros


como:
Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da
entidade e outras atividades que não são de investimento e tampouco de
financiamento.
Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de
ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos
equivalentes de caixa.
Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no
tamanho e na composição do capital próprio e no capital de terceiros da
entidade. (CPC_03 R2, 2010, p.03)

Compreende-se fluxo operacional como resultado das principais atividades


geradoras de receitas adquiridas pela empresa; o fluxo de investimento demonstra a
dimensão da despesa feita pela entidade que resultem em ativos, já o fluxo de
financiamento são as operações entre credores e investidores que resultam na
composição do capital próprio e de terceiros, esses fluxos financeiros compõem a
estrutura da DFC através de dois métodos de apresentação.

2.3. Métodos DFC


9

NETO afirma “a legislação permite que a DFC seja elaborada tanto pelo
Método Direto como pelo Método Indireto. As companhias brasileiras são
incentivadas a adotarem o método indireto.”
O Método Indireto parte do lucro líquido do exercício para se conciliar com o
caixa gerado pelas operações. O Método Direto destaca as movimentações
financeiras explicitando as entradas e saídas de recursos de cada
componente da atividade operacional, como recebimento de vendas,
pagamentos de juros e impostos etc. (NETO, 2015, p.105)

Entende-se que a escolha por um ou outro método de apresentação da DFC


é permitida pela normatização contábil vigente, nesse sentido, as empresas podem
escolher o método de sua preferência.
O item 11 da NPC n° 20/1999, diz que a DFC deve apresentar o fluxo de
caixa oriundo ou aplicado nas atividades operacionais, de investimentos e
financiamentos do exercício ou período, apresentando a liquidez dos saldos em
relação ao caixa e equivalentes de caixa. A elaboração por ser através de dois
métodos, direto ou indireto.
NEVES (2011, p.272) define os métodos de elaboração da Demonstração
dos Fluxos de Caixa como:

O método direto consiste em mensurar diretamente as entradas e saídas de


caixa ou equivalentes de caixa (Disponível) derivados das atividades
operacionais.
O método indireto procura reconciliar o lucro líquido do exercício com o
caixa gerado pelas atividades operacionais, mostrando quanto desse lucro
se converteu efetivamente em caixa ou equivalentes-caixa, evidenciando as
parcelas do lucro que foram aplicadas em outros grupos do Ativo ou
Passivo Circulante.

Compreende-se o método direto como a apresentação direta dos fluxos de


caixa operacionais, já o método indireto apresenta quanto do lucro se converteu em
fluxos disponíveis das operações.
GRIFFIN (2012, p. 61) afirma que:

[...] a diferença está na maneira como os fluxos de caixas operacionais são


mostrados. Os dois métodos – o direto e o indireto – apresentam o mesmo
resultado, mas procedimentos diferentes são usados para chegar ao fluxo
de caixa.

SANTOS (2006), ilustra a estruturada DFC elaborada pelo método direto e


pelo indireto, respectivamente.
10

Formato da DFC pelo Método Direto

Fonte: Santos (2006, p. 33)


11

Formato da DFC pelo Método Indireto

Fonte: Santos (2006, p. 36)

Santos (2005) apresenta que a única diferença entre métodos de elaboração


é a apresentação do caixa das atividades operacionais.
Nota-se que a diferença entre o método direto e indireto de elaboração da
demonstração do fluxo de caixa é a forma em que as atividades operacionais são
expostas, lembrando que independentemente do método utilizado o resultado
apresentado deverá ser o mesmo, já que, os métodos não se contradizem.
12

3. METODOLOGIA

A metodologia utilizada para a construção deste trabalho foi a pesquisa


descritiva bibliográfica, através da leitura de diversas publicações relacionadas ao
tema como livros, artigos científicos, Legislação.
BRUYNE (1991), a metodologia “é a lógica dos procedimentos científicos em
sua gênese e em seu desenvolvimento, não se reduz, portanto, a uma “metrologia”
ou tecnologia da medida dos fatos científicos”.
A metodologia deve ajudar a explicar não apenas os produtos da
investigação científica, mas principalmente seu próprio processo, pois suas
exigências não são de submissão estrita a procedimentos rígidos, mas antes da
fecundidade na produção dos resultados. (BRUYNE, 1991 p. 29)
Michel define metodologia como:
[...] os passos que deverão ser seguidos para que a solução/implantação
seja efetivada. Neste momento, os objetivos são transformados em metas,
quando são definidos: etapas, responsáveis, participantes, passos, ações
especificas, definidos padrões verificadores de atingimento e de qualidade
da ação, assim como devem ser definidos e incluídos parâmetros
necessários e verificáveis de execução, controle e avaliação. (MICHEL,
2009, p.87)

Danton (2008) relata que a pesquisa bibliográfica descritiva é toda pesquisa


realizada em livros, internet, revistas, jornais, e-books a fim de ressaltar os
conhecimentos, observando seus registros por pesquisa social analisando as
características do tema proposto.

Gil, (2012, p. 29) explica que:


A pesquisa bibliográfica é elaborada com base em material já́ publicado.
Tradicionalmente, esta modalidade de pesquisa inclui material impresso,
como livros, revistas, jornais, teses, dissertações e anais de eventos
científicos. Todavia, em virtude da disseminação de novos formatos de
informação, estas pesquisas passaram a incluir outros tipos de fontes, como
discos, fitas magnéticas, CDs, bem como o material disponibilizado pela
Internet.
13

4. CONCLUSÃO

Com a aprovação da Lei nº 11.638/07 as mudanças ocorridas devido a


substituição da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) pela
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DOAR), trouxe entre outros benefícios, a
harmonização das normas contábeis, essa demonstração apresenta uma das mais
importantes movimentações da entidade, os fluxos financeiros.
"sem o fluxo de caixa fica quase impossível projetar e planejar-se
financeiramente. Sem orçamento (planejamento financeiro) é impossível ter uma
administração sadia." (MARION, 2008, p.115)
Confirma-se através das palavras do autor e nas afirmações expostas no
decorrer desde artigo a importância da DFC como instrumento no planejamento
financeiro, o que reflete diretamente na gestão empresarial, essa demonstração
consegue oferecer uma visão real da situação financeira da empresa, dando aos
usuários confiança nas escolhas a serem feitas.
14

5. REFERÊNCIAS

[Link] nº. 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Disponível em:


[Link] Acesso
em: 15/10/2017.

BRUYNE. Paul de - Jacques Herman - Marc de Schouthe.- Dinâmica da Pesquisa


Em Ciências Sociais. 1991 Editora: Francisco Alves. A Savassi Livros MG - Belo
Horizonte.

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. CPC 03. Disponível em:


[Link]
Acesso em: 15/10/2017.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa: 5ª edição. São Paulo:
Atlas, 2012.

GITMAN, Lawrence [Link]ípios de administração financeira . 10. ed. - São Paulo: Addison
Wesley, 2004.

GRIFFIN, Michael P. Contabilidade e finanças- Série Fundamentos: 1ª Edição. São


Paulo: Saraiva, 2012.

MARION, José Carlos. Contabilidade Básica : 8ª Edição. São Paulo: Atlas, 2008.

MARION, José Carlos. Análise das demonstrações contábeis: contabilidade


empresarial, 7ª edição. Atlas, 2013.

MAXIMINIANO, Antônio Cesar Amaru. Introdução á Administração - 5 ed.- Revista e


Ampliada, São Paulo: Atlas, 2000.

NETO, Assaf, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços: Um Enfoque Econômico-


Financeiro, 11ª edição. Atlas, 2015.

NEVES, Silvério das. Contabilidade avançada e análises das demonstrações


financeiras - 16ª Edição. São Paulo: Saraiva, 2011.

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas de Informações Gerenciais, 16ª


edição. Atlas, 2014.
15

PEREZ JR, Jose Hernandez, Glaucos Antonio Begalli. Elaboração das Demonstrações
Contábeis - 4ª Ed. 2009.

PEDOVEZE, Clovis Luis. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória


e intermediária - 9 ed.- São Paulo:Atlas, 2014.

PEDOVEZE, Clóvis Luis – Contabilidade Gerencial: Um enfoque em sistema de


informação contábil. – SP: Atlas, 1997.

RIBEIRO, Osni Moura. Estrutura e Análise de Balanço Fácil, 11th edição. São Paulo
Saraiva, 01/2014.

SÁ, Carlos Alexandre. Fluxo de caixa. A visão da Tesouraria e da Controladoria. 3.


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SANTOS, Cosme [Link] prático para elaboração do demonstrativo dos fluxos de caixa -
DFC . Curitiba: Juruá, 2005.

ZDANOWICZ, José Eduardo– Planejamento financeiro e orçamento. 2ª ed.. Porto


Alegre: Sagra Luzzatto, 1998.

ZDANOWICZ, José Eduardo. Fluxo de caixa: uma decisão de planejamento e


controle financeiros. 8ª edição. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2000.

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