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Formação e Petição Inicial no Processo Civil

1) O documento apresenta um resumo da aula sobre formação, suspensão e extinção do processo civil na primeira instância. 2) A petição inicial é o instrumento para veicular a demanda ao juiz e deve conter elementos como juízo, partes, fatos, pedidos e provas. 3) A aula discute conceitos como causa de pedir, valor da causa e requisitos para cumulação de pedidos na petição inicial.

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Isa Marques
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Formação e Petição Inicial no Processo Civil

1) O documento apresenta um resumo da aula sobre formação, suspensão e extinção do processo civil na primeira instância. 2) A petição inicial é o instrumento para veicular a demanda ao juiz e deve conter elementos como juízo, partes, fatos, pedidos e provas. 3) A aula discute conceitos como causa de pedir, valor da causa e requisitos para cumulação de pedidos na petição inicial.

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Processo Civil I

Professor: Antônio do Passo Cabral


E-mail: [email protected]

Bibliografia: Manuais: Fredie Didier (I e II); Marinoni, Arenhart, Mitidiero (Vol. II); Alexandre
Câmara (Volume único); e D.A.A., Neves (Volume único - Juspodivm)

Não tem aula: 24/10; 26/10 (estagiário deu aula); 12/12; 14/12

19/10/22
Aula 01

Formação, suspensão e extinção do processo

Obs: estudaremos o processo na 1ª instância.

Formação do processo
Petição inicial
-> Instrumento da demanda; Veicula a demanda para o juiz. É um ato solene com diversos requisitos
legais que precisam ser preenchidos para ser admitido.
- Art. 319 - CPC: procedimento comum. No procedimento especial, é requerido algo extra.
I - O juízo a que é dirigido. Dessa forma, o autor não poderá arguir a competência relativa.
II - Qualificação das partes. Caso não tenha todas as qualificações necessárias é preciso explicar isso
na petição inicial com as características físicas do Réu. Para descobrir os dados: i. Google; 2.
SPC/SERASA.
III. Fatos e fundamentos jurídicos do pedido - Fala sobre a causa de pedir ou “causa petendi”.
-> Causa de pedir (“causa petendi”): significa fato ou conjunto de fatos que servem para embasar a
pretensão. Tendência de agrupamento dos fatos com os fundamentos jurídicos.
- Classificação: 1. Causa de pedir remota: É o fato ou o título que fundamenta a pretensão. A
pretensão pode ser ativa ou passiva. Ativa: fatos constitutivos do direito autoral. Passivo: Fatos lesivos
do direito do Autor (aqui se fundamenta o interesse do agir).
2. Causa de pedir próxima: Espécie de direito pela qual se demanda. Fundamento jurídico.
Enquadramento jurídico. Simplesmente informar; Se existe ou não é questão de mérito. A
qualificação jurídica não é relevante para fins de causa de pedir, tendo em vista os princípios: e iura
novit curia e narra mihi factum, daba tibi ius.

Aula 02
26/10

Formação do processo: petição inicial

O pedido será a delimitação do assunto sobre o qual o juiz poderá decidir. Os elementos da petição
são genericamente referidos no art. 319, mas são minuciosamente tratados em dispositivos
específicos.
O valor da causa (art. 319, V, c/c art. 292), um dos elementos que devem ser indicados na petição
inicial, pode ser um parâmetro para a fixação de custas da parte que sucumbiu, pode definir
competência do processo (por exemplo, até 40 salários mínimos, a ação é ajuizada no Juizado
Especial). Ademais, por exemplo, o valor da causa é um dos elementos de relevância para a
interposição de um recurso especial.

*Art. 292, II.

O art. 319, VI, fala sobre os meios de prova. No saneamento do processo, o juiz indicará os pontos
de controvérsia e provocará as partes para que se manifestem provas sobre esses pontos
controvertidos. A produção da prova é feita com mais rigor numa fase mais à frente da petição
inicial. Por isso, geralmente é referida de maneira mais indireta: “requer-se a produção de todas as
provas de que tem direito, como, por exemplo, ”, porque ela será reiterada futuramente na fase de
saneamento.

Art. 319, VII (c/c art. 334). Fala sobre a audiência de conciliação. O CPC tenta estimular os meios
autocompositivos de resolução de controvérsias, dentre as quais a conciliação e a mediação. Na fase
postulatória, o juiz chama as partes e questiona se há alguma viabilidade de acordo entre elas e, a
depender da resposta, determina que elas celebrem um acordo fora do Judiciário ou são
encaminhadas para uma sessão específica com o mediador, para que não se movimente a máquina
judiciária desmotivadamente. Porém, de qualquer forma, trata-se de uma opção do autor, mas
ambas as partes devem ter o interesse na conciliação (salvo em matéria de direito de família, em
que estão envolvidas questões sensíveis, na qual a mediação/conciliação é dispensada, mesmo
quando apenas uma das partes não guarda esse interesse).

*No interesse de agir, verifica-se qual ação “vale a pena” de ser apreciada pelo Judiciário”.

*A dispensa de ambas as partes em participar de uma audiência de conciliação constitui um negócio


jurídico processual atípico.

Art. 319, §1º. Fala sobre as hipóteses em que o autor não dispõe de todas as informações do réu.
Neste caso, o juiz determinará diligências para que o autor consiga colher essas informações.
Art. 319, §2º. A partir do momento em que consigo citar o réu, mesmo que eu não disponha de todas as
informações sobre ele, o próprio réu trará as suas informações necessárias.

Art. 319, §3º. Se ficarem comprovados os esforços do autor em buscar as informações do réu, mas se a
tentativa de obter as informações do réu tornar impossível ou excessivamente oneroso o acesso à
justiça, a petição inicial não deixará de ser deferida.

Art. 320. Os documentos indispensáveis à propositura da demanda dividem-se em: substanciais


(essenciais à propositura de qualquer demanda, como a apresentação da procuração ou comprovante
de residência) e fundamentais (documentos acessórios não essenciais para o ajuizamento natural da
demanda. São os documentos narrados na minha inicial. Por exemplo, na execução, é dispensável o
título executivo).

Art. 321. Fala sobre a possibilidade de emenda da petição inicial. Se o autor não corrigir esses defeitos,
quando intimado, o juiz irá indeferir a sua inicial. Mesmo diante da ausência de um dos documentos, o
juiz geralmente não anula um ato processual de cara, para dar à parte a oportunidade de sanar as
irregularidades formais, sem precisar ajuizar uma nova demanda. Geralmente, o juiz dá um prazo para
que a parte entregue o documento faltante.

*Nesse despacho de emenda processual, o juiz deverá indicar os vícios que devem ser corrigidos. Logo,
após a entrega da documentação faltante, o juiz não pode, depois, indicar haver mais documentos
faltantes e, por isso, indeferir a inicial. É um caso de necessidade de cooperação do juiz.

Art. 321, p.ú. Apenas se o autor não conseguir cumprir a diligência que o juiz indeferirá a petição
inicial.

O juiz está adstrito ao pedido das partes. Há o pedido mediato (é o bem da vida tutelado na questão) e o
imediato (é a providência jurisdicional requerida).

O juiz deve ser certo, determinado, claro e coerente (arts. 322 e 324). Esses requisitos, no entanto, não
são absolutos, já que comportam exceções. Por exemplo, há hipóteses de pedido genérico (não
determinado), de pedidos implícitos, etc.

Art. 322, §§1º e 2º. Por exemplo, na causa de pedir, falo sobre danos morais, mas esqueço de pedir
indenização por danos morais no pedido. Neste caso, não há pedido implícito. Mas o autor pode fazer
esse aditamento até o saneamento do processo, desde que com o seu consentimento.
Art. 324, §1º. Hipóteses de cabimento de pedido genérico.

Como dito, o pedido deve ser claro e coerente. Não o são os pedidos alternativos ou pedido subsidiário
(casos de cumulação imprópria), pois não é possível receber ambos os pedidos.

Art. 325. Pedido alternativo (“quero um pedido ou outro”).

Art. 326. Pedido subsidiário (“eu quero esse pedido, mas se não der, eu aceito aquele”).

Art. 327. Com a cumulação de pedidos, não preciso ajuizar demandas distintas. Existem as seguintes
hipóteses de cumulação:
a) Própria: o autor quer que ambos os seus pedidos sejam acolhidos. É a cumulação simultânea
de ambos os pedidos.
a.a) Simples: não há relação de procedência lógica. É comum no caso dos danos morais e
materiais. Logo, posso ter um ou outro ou ambos acolhidos, pois a análise de um
pedido não depende da análise do outro.
a.b) Sucessiva: um dos pedidos é precedente em relação ao outro. Há precedência lógica e
análise de um direito para pedir a análise do outro. Geralmente, temos uma questão de
prejudicialidade ou preliminariedade entre eles. Por exemplo, primeiro peço o
reconhecimento de paternidade para depois, conseguir pedir a concessão de alimentos.
Neste caso, a concessão de alimentos depende do reconhecimento da paternidade
(inicial → reconhecimento de paternidade → alimentos). Outro exemplo é a ação de
exigir contas, que, primeiro, deve envolver o reconhecimento de uma relação jurídica
que gera o dever de exigir contas para, depois, analisar as contas e ver se aquela
pessoa me deve algo.

b) Imprópria: formulam-se vários pedidos, mas a cumulação não é simultânea (eu quero um
pedido ou o outro).
b.a) Alternativa: a preferência pelo pedido é indicada pelo próprio autor.
b.b) Subsidiária/Eventual: o autor prefere um pedido, mas, caso o juiz não o acolha, ele
analisará o pedido subsidiário.

*Na cumulação sucessiva, o juízo negativo no primeiro pedido impede a análise do segundo pedido. Na
cumulação subsidiária, o juízo negativo do pedido preferencial leva à análise do pedido subsidiário.

*Na cumulação sucessiva, o juízo positivo (de admissibilidade) do primeiro pedido não importa juízo
automático de procedência do segundo pedido.
Art. 327, §1º. Fala sobre os requisitos que devem ser observados para a cumulação. A compatibilidade
(inciso I) é verificada na causa de pedir e à luz da cumulação própria. Ademais, o mesmo juízo deve
ser competente para analisar ambos os pedidos (inciso II), embora isso seja um pouco mitigado. O
inciso III é mitigado pelo
§2º. Neste caso, os pedidos cumulados devem ter procedimentos minimamente comuns a ambos, tendo
em vista a economia processual. Quando essa incompatibilidade é mínima, o procedimento comum
será utilizado majoritariamente, ressalvada a utilização de algumas técnicas do procedimento especial.

Art. 328. Por exemplo, há um bem indivisível a ser entregue para mais de um credor. Como o CPC não
prevê o litisconsórcio ativo necessário, aquele que não participou do processo receberá a sua parte,
deduzidas as despesas na proporção de seu crédito.

Aula 03
31/10

Formação do processo (continuação)

1- Petição inicial
-> Cumulação de pedidos
-> Concurso de ações

2- Características do pedido - A questão do pedido condicional.


-> Questões sobre o pedido
-> Correlação entre sentença e pedido
-> Estabilização da demanda

-> O juiz não pode ter conhecimento prévio dos fatos, é necessário partir do marco zero.
-> As partes também têm a conformação em relação às questões jurídicas.
-> Portanto, essa dicotomia de juiz - direito; parte-fato está sendo flexibilizada na contemporaneidade,
ou seja, as partes também estão protagonizando na questão do direito e na qualificação jurídica, assim
como o juiz está mais próximo dos fatos, eis que pode determinar de ofício frente aos fatos.

Texto sobre isso: Fretz Baur - RePro n. 3 -1977/1978

Petição inicial
-> Quando você soma vários pedidos numa só ação, há o concurso de pedidos, que pode ser uma
cumulação simples. A forma que os pedidos são acumulados impacta na atividade do juiz.
-> Concurso de ações - Quando a lei dá alternativas para o demandante propor a ação. Exemplo: Vício
redibitório - Ação estimatória e redibitória. Na tradição romana, se você escolhesse um caminho não
poderia pretender outra alternativa.
-> Em alguns casos, a coisa julgada de uma ação impacta na possibilidade da outra. Exemplo: Ação
redibitória julgada procedente, não pode depois ajuizar ação estimatória. Ao contrário, há
controvérsia.
-> É possível haver pedidos formulados pelos Réus.
- Quando?
1. Hipóteses de reconvenção. Ação própria contra o Autor.
2. Pedidos contrapostos. Por exemplo, em juizados especiais cíveis (que não admitem pedidos
de reconvenção).
3. Ações dúplices - As conclusões judiciais podem valer para os dois lados, então o resultado
pode beneficiar o Réu.
4. Contra Direitos - Direitos que se exercem em defesa. Só pode invocar o direito se for
demandado.

Pedido condicional
-> Para evitar que o pedido seja genérico, é exigido que o pedido seja certo e determinado.
-> O pedido condicional é sempre um pedido genérico.
-> O pedido tem que ser certo, mesmo nos casos de negócios jurídicos que haja condição.
-> Pouco importa se o pedido é condicionado, tem que garantir o direito de defesa e, para isso, precisa
que seja preciso.

Correlação (ou adstrição ou congruência) entre sentença e pedido


Sentença: decisão; Pedido: requerimento
-> Podem ser consideradas nulas as decisões citra petita (omissa); ultra petita (excede o limite do
pedido - em quantidade) e extra petita (excede o limite do pedido, mas pela qualidade)

Art. 492/CPC

Aula 04
07/11/22
ESTABILIZAÇÃO DA DEMANDA
→ Importante para organização do precedente.
→ Dois tipos:
- Objetiva: conteúdo do debate
- Subjetiva: Tem relação com os sujeitos e as partes

Em especial ao réu, a estabilização cumpre uma função garantista. Nessa parte, difere bastante do
processo penal, tendo em vista que lá se admite mudanças. Mas, toda vez que muda é como se o
processo começasse do zero.

A partir de quando a demanda não pode mais ser mudada?


→ Art. 329 CPC: “ O autor poderá:

I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de


consentimento do réu;

II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com


consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no
prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar.

Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva causa de


pedir.”
Até a citação. Então até a citação o autor pode mudar as partes, causa de pedir e o pedido. E até a
citação porque o Réu tem o direito de ação.
→ Da citação até o saneamento, para qualquer mudança é necessário o consentimento do Réu.
→ Após o saneamento, a demanda se estabiliza.

→ Hoje, cresce o posicionamento que é possível alguma alteração após o despacho saneador. Uma
exceção é os fatos supervenientes, eis que antes as partes não tinham conhecimento. Art. 493 do CPC:
“Se, depois da propositura da ação, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito influir
no julgamento do mérito, caberá ao juiz tomá-lo em consideração, de ofício ou a requerimento da
parte, no momento de proferir a decisão.

Parágrafo único. Se constatar de ofício o fato novo, o juiz ouvirá as partes sobre ele antes de
decidir.”

→ Mutatio libelli: acréscimo de fatos além daqueles que foram inicialmente alegados.
2° exceção: Fatos de nova notícia. Os fatos aconteceram antes, mas as partes só tomaram
conhecimento depois. As partes não tinham conhecimento anteriormente à propositura da ação, então
pode apresentar quando tomar conhecimento, desde que prove que só tomou conhecimento depois.
3° exceção: as partes concordarem com uma modificação da demanda, ou seja, por acordo ou
convenção. Interpretado junto com o art. 190.
→ Maior restrição à mutabilidade: improbidade administrativa (Lei 8429/92). Praticamente
impossível a alteração da demanda.

Possibilidade da demanda no âmbito subjetivo


→ Autora: Sofia Temer
→ As diferenças do art. 329 do CPC/15 com os arts. 284 e 294 de 1973.
→ Hoje não há mais uma estabilização subjetiva da demanda tão rígida quanto na estabilidade
objetiva.
→ Hipóteses de litisconsórcio necessário.
→ Hipóteses de litisconsórcio multitudinário.
→ Sucessão processual
- Habilitação (procedimento especial)

Suspensão do processo
→ Razão de eficiência, economia processual, humanitária e organização judiciária.
→ Art. 313 CPC: “ Suspende-se o processo:

I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu
representante legal ou de seu procurador;

II - pela convenção das partes;

III - pela arguição de impedimento ou de suspeição;

IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas;

V - quando a sentença de mérito:

a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência


de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente;
b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de
certa prova, requisitada a outro juízo;

VI - por motivo de força maior;

VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de


competência do Tribunal Marítimo;

VIII - nos demais casos que este Código regula.

IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo processo
constituir a única patrona da causa; (Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016)

X - quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e


tornar-se pai.”

→ VIII - Art. 922 : “Convindo as partes, o juiz declarará suspensa a execução durante o prazo
concedido pelo exequente para que o executado cumpra voluntariamente a obrigação.

Parágrafo único. Findo o prazo sem cumprimento da obrigação, o processo retomará o seu
curso.”

Aula 05
09/11/22
CITAÇÃO
→ Conceito e natureza
→ Atos de comunicação processual
- Citação: Primeira comunicação. Apenas para o Réu.
- Intimação: É para todos
- Cartas
- Cooperação judiciária: Arts. 67 a 69 do CPC; Resolução 350/2020 do CNJ

Cartas
→ Precatória: comunicação dos juízes de comarcas diferentes, dentro do território brasileiro.
→ Rogatória: comunicação com autoridades estrangeiras
→ De ordem: comunicação entre juízes diferentes com superioridade hierárquica
→ Arbitral: comunicação entre árbitros e juízes estatais. Art. 260, §3°: “São requisitos das cartas de
ordem, precatória e rogatória:
§3° A carta arbitral atenderá, no que couber, aos requisitos a que se refere o caput e será instruída
com a convenção de arbitragem e com as provas da nomeação do árbitro e de sua aceitação da
função.”

Cooperação judiciária - Podem se comunicar com o meio informal.

Conceito de citação
→ Art. 238 do CPC: “Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado
para integrar a relação processual.”
→ É o ato pelo qual se convoca os sujeitos para integrarem a relação.
→ Despolarização da demanda
Modalidades da Citação
→ Real: Citações que o citando é efetivamente comunicado.
→ Fita ou presumida: não há certeza que o citando tomou ciência das alegações imputadas contra ele.
→ Tem que sempre priorizar as citações reais.
Exemplos de citação real: e-mail, correio, Oficial de Justiça e presencial.
Exemplos de citação fitas ou presumidas: hora certa e edital.

→ Hora certa: acontece quando o oficial de justiça vai citar e tem indícios que o citando está se
escondendo. Coloca um aviso no portão e avisa para os vizinhos a hora que que irá voltar para citar.
Hora certa só existe no processo de cognição. Em processo de execução não existe a possibilidade de
citação por hora certa.

→ Edital: O juízo publica um anúncio dos fatos que estão sendo alegados contra o Réu.

Regulação: CPC e Lei do Processo Eletrônico (11. 419/06). Art. 246: “A citação será feita
preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até 2 (dois) dias úteis, contado da decisão que a
determinar, por meio dos endereços eletrônicos indicados pelo citando no banco de dados do Poder
Judiciário, conforme regulamento do Conselho Nacional de Justiça.”

Aula 06
16/11/22

RESPOSTA DO RÉU
→ Modalidade:
1. Contestação:
- Característica de defesa
- Concentração da alegação
- Taxatividade?
- Documentos e provas?
- Prazos e termos

A defesa do Réu é a reação que ele tem após a citação. Pode ser considerada a outra face do exercício
da ação.
→ A contestação tradicionalmente sempre foi a peça de defesa do Réu.
→ Na defesa o Réu não pede nada para ele, apenas contrapõe as alegações. Com o CPC/15 isso
mudou, então na Contestação o Réu também pode pedir algo ao seu favor. Então na mesma petição de
contestação pode ser colocada a Reconvenção.

Características de defesa
→ Marcada por uma série de normas. Como a boa-fé e a cooperação. Arts. 5° e 6°.
→ Princípio da concentração das alegações. As alegações da defesa têm que ser concentradas.
Tradicionalmente, chamada de princípio da eventualidade.
→ Concentração da defesa: todos os argumentos defensivos devem ser argumentados de uma vez só,
ainda que no ponto de vista lógico pareçam incompatíveis.

Taxatividade
Uma das hipóteses de indeferimento da inicial é a inépcia, não permite a constituição viável do
processo. Se dá quando as alegações se contradizem.
Para o Réu a contradição argumentativa é permitida. Para aumentar a chance de defesa, tendo em vista
que tem apenas 15 dias para se defender.

Rejeição liminar da petição inicial


→ Art. 321 e ss.
→ O juiz precisa indicar precisamente o defeito que contém na inicial para que o Autor possa
emendar.
→ Art. 330: “ A petição inicial será indeferida quando:

I - for inepta;

II - a parte for manifestamente ilegítima;

III - o autor carecer de interesse processual;

IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321 .”

- Indeferimento da inicial
- Inépcia; ilegitimidade; interesse de agir; prescrição
- Pedido indeterminado
- Pedidos incompatíveis
→ Art. 332: “ A petição inicial será indeferida quando:

I - for inepta;

II - a parte for manifestamente ilegítima;

III - o autor carecer de interesse processual;

IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321 .”

- Aqui é analisado o mérito.

→ Art. 337. O rol não é taxativo, é somente exemplificativo. Existem outras argumentações que
podem ser arguidas pelo Réu.
→ As questões prévias (antes do mérito) se subdividem em: questões preliminares (direito processual)
e prejudiciais (direito material/incidentalmente)
→ Questões de mérito: direito material + principaliter.
→ A alegação de competência tem que ser feita na contestação.
→ Perepção: tem a ver com a possibilidade da propositura da ação. As partes abandonam ou desistem
do processo três vezes, então ficam impedidas de ajuizar novamente a ação que tenha o mesmo objeto.
→ Litispendência: fenômeno sincrônico; coisa julgada: não tramitam ao mesmo tempo.

→ O réu precisa indicar o que pretende produzir. Art. 366. Nesse momento, geralmente, é falado que
quer produzir todas as provas.
→ Correção do polo passivo: art; 338 e 339 CPC. Tem o dever de indicar a pessoa legítima.

→ Prazo de contestação: 15 dias. O termo inicial do prazo varia, porque depende da forma da citação
e outras circunstâncias. Art. 235.

Aula 07
23/11/22

→ Concentração de defesas na Contestação.


- Impedimento, suspeição
- Incompetência - Art. 340 do CPC: “Havendo alegação de incompetência relativa ou
absoluta, a contestação poderá ser protocolada no foro de domicílio do réu, fato que será
imediatamente comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por meio eletrônico. § 1º A
contestação será submetida a livre distribuição ou, se o réu houver sido citado por meio de
carta precatória, juntada aos autos dessa carta, seguindo-se a sua imediata remessa para o
juízo da causa. § 2º Reconhecida a competência do foro indicado pelo réu, o juízo para o
qual for distribuída a contestação ou a carta precatória será considerado prevento. § 3º
Alegada a incompetência nos termos do caput , será suspensa a realização da audiência de
conciliação ou de mediação, se tiver sido designada. § 4º Definida a competência, o juízo
competente designará nova data para a audiência de conciliação ou de mediação.”

Classificações
→ Tipos de alegação
- Execução
- Objeção

→ Tipos de defesas
- Questões prévias - Preliminares
- Questões de mérito: Direto e indireto

→ A alegação de incompetência tem que ser na Contestação. Mas, se o Réu for residente de outra
comarca pode peticionar na Comarca mais próxima. Nesse caso, será feita em uma peça separada.

Classificação
- As alegações que podem ser conhecidas de ofício pelo juiz, são alegações de objeção
(Einwerdung)
- Já as alegações que precisam ser suscitadas pelas partes, é a exceção (einrede).
- As defesas de mérito são as mais importantes.
- → Direta: A que o Réu se limita a se contrapor às alegações do Autor
- → Indireta: O Réu não se limita a contrargumentar as alegações do Autor. Mas, alega também
fato novo, que podem ser modificativos, extintivos (o pagamento, por exemplo) e impeditivos
(exemplo, a capacidade).

→ A depender da alegação invocada pelo Réu, terá o ônus de prova. Porque quem alega, tem que
cobrir o ônus probatório.

Defesas preliminares processuais


- Peremptórias: Se forem acolhidas, a causa é extinta.
- Dilatórias: Não levam à extinção do processo, na verdade, prolongam a duração do processo.

Revelia
→ A ausência de defesa no processo. É possível que ele responda, mas não se defenda. Exemplo:
apresenta reconvenção sem contestação.
→ Revelia = rebeldia. Visão ultrapassada. A ausência de defesa é a autonomia da vontade. A revelia
não pode ser considerada ilícita.
→ Na cível, ainda pode se dizer que os direitos são disponíveis.

Efeitos da Revelia
→ Pode ter um Réu Revel que os direitos da revelia não se observam.
Os efeitos podem ser:
- Material → Presunção de veracidade dos fatos alegados. Essa presunção ocorre na revelia
porque o Réu não apresentou nenhuma defesa. Mas, na Contestação há a figura da
impugnação específica, ou seja, precisa ser defendido de cada fato alegado. Caso não, o fato
não defendido será presumido verdadeiro. Em alguns casos, essa presunção de veracidade não
sera observada, exemplo: Art. 341: “Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente
sobre as alegações de fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não
impugnadas, salvo se:I - não for admissível, a seu respeito, a confissão; II - a petição inicial
não estiver acompanhada de instrumento que a lei considerar da substância do ato; III -
estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto. Parágrafo único. O
ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao defensor público, ao advogado
dativo e ao curador especial.”
A presunção de veracidade também não é permitida contra a fazenda pública.

→ Processual
- Julgamento “antecipado” - Art. 355: “O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo
sentença com resolução de mérito, quando: I - não houver necessidade de produção de
outras provas; II - o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver
requerimento de prova, na forma do art. 349 .”
- Ausência de intimação do Réu. Art. 346 do CPC - Mesmo não tendo contestado, o Réu pode
participar, desde que a partir do momento que os autos se encontrem com a manifestação dele,
é necessário que passe a ser intimado dos atos processuais.

→ Máximas de experiência: São fatos que as pessoas inseridas na sociedade sabem que acontecem.
→ O réu revel pode requerer produção de provas, se aparecer posteriormente a tempo.

Aula 08
30/11/2022

Reconvenção - Réu exerce pretensão sem remuneração


- Pedido contraposto (contestação)
- Ações dúplices

→ Defesa X ação do Réu (contra-ataque)


→ Reconvir é uma faculdade X contestar é um ônus
→ Finalidade: eficiência no tratamento de pretensões interligadas (ação e defesa). Art. 343.
→ Legitimidade ativa e passiva - CPC ampliou.
a) Pode ter litisconsórcio ativo ou passivo. Arts. 343, § 3° e 4°.
b) A ação pode ser contra o substituído + o Autor também tem que ser legitimado extraordinário.
→ Interesse em reconvir - desnecessário/inútil
→ Não conhecimento - juizados
→ Reconvenção na reconvenção? Apenas se a reconvenção for fundada na defesa.
→ Hoje não existe mais a obrigatoriedade da ação principal e a reconvenção serem julgadas na
mesma sentença.
→ Interesse: Utilidade e necessário
→ A reconvenção precisa ter a mesma competência originária que a ação principal.

Impugnação ao valor da causa


Art. 319 - Indicar um valor
Art. 291 - Conteúdo econômico da pretensão.

→ O valor da causa é o que vai medir as custas do processo. Além disso, define as custas do processo,
como os honorários sucumbenciais.
→ Art. 292.

FLUXOGRAMA

A parte autora tem que informar se tem interesse na audiência de conciliação. Hipóteses de não
agendamento da Audiência de Conciliação: Arts. 334, §4°, I e II.
- Quando o direito for indisponível e o autor afirmar que não tem interesse.
- Quando ambas as partes afirmarem não ter interesse.

Aula 09
07/12/2022

Prazos
1. Definição
- Instância temporal a ser observado entre dois atos ou fatos. Há de ser considerado o ato
subsequente para fazer o ato futuro.

2. Objetivos
- Congregar 2 princípios: eficiência (duração razoável do processo e subparticipação das
partes) e segurança jurídica para as partes. Em relação a segurança jurídica é para haver
estabilidade.

3. Prazos aceleratórios: Impulsionam e fazem mudar os processos, vinculado à eficiência. Exemplo:


prazo para contestar.
Prazos dilatórios: Retardam os atos processuais e asseguram a defesa do contraditório. Exemplo:
saneamento do processo antes do réu apresentar a contestação. Obs: Os prazos para os juízes são
dilatórios, mas poderão ser também, em algum momento, aceleratórios. Art. 226 do CPC.

4. Preclusão temporal:
- Art. 223. Trata-se da não observação dos prazos.
- Determinação de dever do Autor ao Réu, pode praticar os atos, após o prazo, no que tange ao
ônus das partes.
- Quando o prazo trata de um ônus preclui, mas se for uma determinação que reverte em
benefício da outra parte, não preclui.
4.1. Prazos próprios x prazos impróprios: Os prazos próprios são preclusivos, enquanto os impróprios
não são preclusivos.
5. Prazos endoprocessuais X prazos extraprocessuais (esoprocessuais): O primeiro causam
consequências para o mesmo processo, enquanto no segundo, as consequências são causadas em outro
processo.

6. Prazos peremptórios: Não admitem flexibilização, em tese. (Art. 222, § único). Prazos dispositivos:
Admitem flexibilização, em tese. Art. 191, CPC; 222, § 1°.

7. Prazos legais X prazos judiciais


→ Quando não há preclusão: Art. 218, § 3° CPC.

8. Possibilidade de alteração dos prazos:


- Art. 191 CPC
- Art. 222, §1°
- Art. 313
- Art. 222

9. Contagem dos prazos


→ Dias úteis (art. 219) para os prazos processuais.
→ Regra geral de computar (art. 224 CPC).
Obs: Fluir é diferente de contar.
→ Prazo em dobro (art. 180, 183, 186, 229)
→ Contagem em horas.

10. Atos extemporâneos (art. 218, § 4° CPC.)


11. Termo inicial - Art. 231 CPC
12. Renúncia do prazo - Art. 226
13. Interrupção X suspensão X prorrogação

Aula 10
02/01/2023

1. Prova - Acepções do conceito


2. Prova e verdade
3. Objeto da prova
4. Classificações
5. Fontes e meios de provas
6. Sujeitos - destinatário de prova
7. Lugar de produção
8. Momento de produção
9. Ciclo probatório
10. Prova emprestada

Conceito
Tradicionalmente, assimilada à convicção. Evoluiu para dois outros sentidos: (i) demonstrativo e (ii)
persuasivos.
(i) Trazer os fatos ao processo. Um mecanismo para transportar os fatos da realidade ao processo. É
um paradigma sujeito-objeto. É no sentido de verdade como correspondência.
(ii) Pressupõe a teoria da verdade como aceitação. O foco é no procedimento do descobrimento da
verdade. O paradigma é o sujeito-sujeito-lógica da argumentação/convencimento.

Objeto da prova
O fato bruto não é necessariamente o que vamos analisar no procedimento. Porque as percepções do
fato são diferentes.
Prova tem a ver com fatos. Questões jurídicas não seriam provadas, apenas questões fáticas. Mas, há
exceções.
Exceção: Se o fato não for alegado não será provado, exceção a isso são os fatos supervenientes (Art.
493). Para ser provado, o fato tem que ser controverso, porque o incontroverso é presumido
verdadeiro. Fato notório também não precisa ser provado.

Regras de experiência
- Comum
- Técnicas
São avaliações dos fatos, obtidas pelo pertencimento das pessoas a certas categorias. Exemplo: Cidade
interiorana que todos sabem a época de plantio de soja. Assim, não precisa ser provado. É um
suplemento para que alguns fatos não precisam ser provados.

Portanto, nem todos os fatos precisam ser provados.

Fatos que são compostos de presunção absoluta também não precisam ser provados.

Presunções-técnicas legislativas para simplificação da prova e pretendem dar tratamento jurídico a


partir do que comumente acontece. O fato presumido não precisa ser objeto de prova, mas pode ser
objeto de contraprova. A absoluta não admite prova em contrário, mas a relativa, sim. Há
entendimento, hoje em dia, que presunções absolutas são projetos de lei inconstitucionais.

Ficção - Tem a ver com analogia jurídica. São fora da realidade, não precisa ter prova.

Questões jurídicas não precisam ser provadas, mas há exceções. Quando for alegado direito
estrangeiro → É direito, nem sempre terá prova; Quando for alegado direito municipal, art. 376;
Quando alegar direito costumeiro.

Classificações
Quanto à previsão legal:
- Típicas - Expressamente previstas em lei.
- Atípicas (Art. 369). Qualquer meio de prova que seja lícito e admitido.
Quanto ao momento de produção:
- Causais: produzidas no curso do processo juridicamente
- Pré-constituídas: Antes de ir para o judiciário
Quanto ao meio de prova:
- Depoimento pessoal
- Prova testemunhal
- Esclarecimentos de perito.

Fontes e meios de provas


Fontes: Da onde a prova provém, que é emanado por pessoas ou coisas.
Meios: Mecanismos que trazem a prova aos autos.
Cabem às partes indicarem as fontes de provas. Mas, a testemunha pode indicar outra fonte de prova.
Exemplo: testemunha referida.

Sujeitos:
Antes, entendia que o juiz era o destinatário da prova e que o papel das partes era secundário.
Entendimento equivocado a respeito dos poderes probatórios do juiz, que tem um poder subordinado.

Aula 10
04/01/2023

Ciclo probatório - Procedimento - Admissão.


Violação da prova. Proposição ou requerimento. Produção.

Lugar de produção da prova → Sede de juízo

Momento de produção de prova


- Urgência periculum in mora

Art. 381 e 382, II e III → Prova antecipada sem periculum in mora


- Produção de prova antecipada sem urgência
- Finalidades diferentes: a prova serve para os envolvidos conhecerem os fatos, avaliação
estratégica, etc. Tem a finalidade de evitar o processo. Aumenta a probabilidade de acordo,
porque equilibra as informações. A produção de prova antecipada pode acontecer quando a
parte não sabe exatamente se irá conseguir provar os fatos. Na produção da prova antecipada
ainda não tem pretensão formulada.

Atualmente, também está sendo feita a convenção de prova antecipada por negócio jurídico
processual.
Na produção de prova antecipada é formulada por um juiz e a ação principal (pretensão posterior) será
analisada por outro juiz. Mas, essa pretensão posterior pode nunca acontecer, visto que pode haver
acordo.

O direito à prova, hoje, é um direito autônomo. E, por isso, não precisa invocar direito porque ainda
não tem pretensão, portanto, não tem sucumbência.

Sistemas de valoração da prova


As partes também avaliam a prova, mas pensando no sistema, estamos pensando na valoração judicial
da prova.
- Ordálias (“Juízos de Deus”)
- Prova legal ou tarifada → Sistema focado no legislador, este dava uma pontuação para cada
prova produzida e o juiz apenas calculava. Portanto, era briga quantitati.
- Íntima convicção - O julgador podia valorar a prova livremente de acordo com a sua
consciência e baseado na coerência. Não era exigido pelo juiz nenhuma fundamentação.
- Sistema da persuasão racional livre convencimento motivado - O mais importante nesse
sistema é a justificação, o fundamento pelo juiz. Art. 371. O “livre” é controvertido.

“Standards” (Estándares de prova)


- No processo civil é o “mais provável que não”
- No processo penal é o “além da dúvida razoável”. Para condenar você deve ter um
convencimento mais elevado.
- Alguns sistemas trazem estándares intermediários que são a prova clara e convincente.
Acontece na ação de improbidade, PAD, etc.

Aula 10
09/01/2023

Prova emprestada - “Translado”


Tem o seu valor probatório diferente, a depender a contra quem ela tá sendo invocada. Porque se a
prova tiver sido trazida pelo adversário do outro, aquele que traz a prova não pode invocar nenhum
problema de direito à prova.

A prova documentada pode ser um documento obtido por outros meios de prova.
A prova emprestada acontece bastante no judiciário, é muito comum.

Prova ilícita
Todos os meios legítimos para a produção de provas são permitidos, independentemente daquilo que
está regulado especificamente no código.
Há limites a busca à verdade e estes limites decorrem de normas materiais e normas processuais. O
mandado de busca e apreensão tem que ser discriminado o lugar exato da busca. É necessário haver a
identificação, para limitar o mandado. Se o mandado for genérico, não contiver a identificação, há um
obstáculo processual para analisar a licitude da prova. Então, essa prova pode ser considerada ilícita.

Se a prova for obtida por meio de um crime, também é prova ilícita. Exemplo: confissão mediante
tortura.
Pouco importa se a regra que foi violada é material ou processual, o efeito é o mesmo: a invalidez da
prova.
Mas, até a prova ser considerada inválida, já foi valorada pelo juiz, o juiz já leu porque já foi juntada
aos autos. E quando acontece isso, o que o juiz deve fazer? Desentranhar dos autos. Mas, ele já leu as
provas, não há como apagar a prova da mente. Então, parte da doutrina diz que o juiz deve se
considerar suspeito.
Em alguns casos, admite-se a valoração da prova ilícita. Nesses casos, é quando a prova ilícita é
obtida pelo Réu. Então, por ele ser réu - passível a sofrer uma condenação - teria uma excludente de
ilicitude. Mas, há de se considerar o tamanho da condenação que o réu poderia ter, para analisar o
possível estado de necessidade.

Existem hipóteses que ilicitude da prova contamina outras provas. A prova ilícita por derivação (“fruit
of the poisonous tree”) é aquela que foi contaminada proveniente de uma prova originária ilícita.
Exemplo: A PM obteve uma confissão ilícita, é requerido ao juiz uma busca e apreensão em um
endereço delatado pelo depoente. Ora, a busca e apreensão é lícita, mas foi obtida (a confissão) por
meio de uma prova ilícita. Dessa forma, o que foi achado na busca e apreensão não poderia ser usado.

Há algumas exceções que vão excluir a ilicitude da prova ilícita por derivação. Nesses casos, é
admitida a valoração da prova.
Exceções:
1. Encontro fortuito de provas - Vai em um lugar para busca e apreensão buscando determinada
prova, mas é encontrada outra prova de outro crime. Ele pode ser processado pelo outro ilícito
(da prova encontrada). Exemplo: interceptação telefônica para conseguir provas acerca de um
crime, mas é ouvido confissão sobre outros crimes - o réu pode ser processado por esses
outros crimes. O limite é a prova (que não está sendo procurada) estar a plena vista. Se esses
questões estão a plena vista, o indivíduo não pode alegar violação da intimidade (ou seja, não
há expectativa ao direito da intimidade), eis que estão a plena vista para todo mundo perceber.
O lixo que foi jogado fora também pode ser revistado.
2. Descoberta inevitável: quando uma prova é colhida derivada de outra ilícita. Em um cenário
onde houver vários meios para obtenção de uma determinada prova. É escolhido um meio,
mas esse meio fica viciado (a testemunha é torturada, por exemplo) aí lá no final, a partir
dessa testemunha, é encontrada a prova que queria desde o início. Se provar que, por outro
meio de prova, poderia conseguir a informação que queria, então não pode ser considerado
nulo.

Prova científica - Baseada naquilo que o juiz não dispõe, muitas vezes a partir do exame pericial.
Como o juiz não domina casos científicos, pode acontecer que, no final, quem julga é o perito. O foco
tem que ser no procedimento de produção da perícia. Isso implica em 2 questões:
1. O controle da expertise do perito - Verificar a técnica adequada do perito. Art. 473, CPC.
2. Correção do procedimento

Uma das funções da ilicitude da prova é estimular que as pessoas não causem violações para obtenção
de provas. É um desestímulo sistêmico.

Normalmente, as pessoas não topam participar das experiências invasivas, invocando o direito à não
autoincriminação.

Gabarito da P1

1) Alegar: Indeferimento da inicial, impugnar o valor da causa e contestar os fatos (menos valorou).
Não cumpriu os requisitos do 319. O juiz ter aplicado o 231. Os pedidos não eram incompatíveis -
Pedido subsidiário. Valor do principal e não subsidiário. Não tinha vício no produto, concurso de
ações, o autor não apresentou provas suficientes.

2) R: Não. Se um contesta, a revelia não produz efeitos de revelia para os demais. Então não pode ser
aplicado o 356.

3) R: Não. O saneamento é negocial, submetido à homologação. Não há razão para o juiz negar os
efeitos jurídicos da convenção das partes.

Aula 11
11/01/2023

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