Amplificadores Operacionais
Amplificadores Operacionais
PROPÓSITO
Compreender os conceitos e as características dos amplificadores operacionais, diferenciais e dos de múltiplos estágios,
discutindo suas aplicações.
PREPARAÇÃO
Antes de iniciar este conteúdo, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora científica ou use a calculadora de seu
smartphone/computador.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
MÓDULO 1
O AMPLIFICADOR OPERACIONAL
Os amplificadores operacionais começaram a ser largamente utilizados com a popularização dos transistores, tendo em vista
que são componentes essenciais em sua construção. A substituição das válvulas pelos transistores e a redução no custo de
produção levou a uma ampliação no uso desses circuitos integrados que apresentam uma grande versatilidade.
OS AMPLIFICADORES OPERACIONAIS
O amplificador é um componente eletrônico que possui 3 terminais (2 entradas e 1 saída), como pode ser visto na Figura 1.
Assim como os transistores, os amplificadores operacionais também precisam de alimentação por uma fonte contínua de
corrente para a polarização do circuito.
A maioria dos circuitos que utilizam amplificadores operacionais, usam uma alimentação simétrica, ou seja, uma tensão
positiva e negativa para seu funcionamento (Figura 2).
VOCÊ SABIA?
Além dos pinos de entrada, saída e alimentação, um amplificador operacional tem dois terminais para correção de offset e
anulação de frequência, além de um terminal não conectado.
Quando o amplificador operacional é considerado ideal, pressupõe-se que a impedância entre a entrada inversora e a entrada
não inversora é infinita ou muito alta. Essa suposição garante que nenhuma corrente circulará internamente entre as entradas
do amplificador operacional.
Por outro lado, a impedância na saída é considerada nula. Dessa maneira, na saída, sempre será disponibilizado um sinal
igual a:
Assim, o modelo ideal do amplificador operacional é definido por uma impedância de entrada muito elevada (circuito aberto) e
por uma impedância na saída é muito baixa, como na Figura 4.
V1 = V2
), a saída será nula.
Entretanto, um ganho infinito seria impossível e, ganhos muito elevados, sempre levariam a saída do amplificador à saturação
(limite operacional de um componente).
Por esse motivo, raramente utiliza-se um amplificador operacional em malha aberta. Em geral, circuitos são utilizados para
realimentação, garantindo um ganho em malha fechada.
SEM REALIMENTAÇÃO
O amplificador operacional nessa situação é considerado em malha aberta. Dessa maneira, o ganho do amplificador é
fornecido pelo fabricante e tende a assumir valores muito elevados. Não há controle sobre esse ganho, como na Figura 6:
REALIMENTAÇÃO POSITIVA
Os circuitos realimentados são mais comuns e recebem o nome de circuitos em malha fechada.
Quando a realimentação é positiva (Figura 7), o circuito tende a apresentar instabilidade, tendo em vista que o crescimento do
sinal realimentado tende a ser instável. Esses circuitos são comuns em circuitos osciladores.
REALIMENTAÇÃO NEGATIVA
Essa topologia, vista na Figura 8, é a mais utilizada com amplificadores operacionais e também é conhecida como malha
fechada. Diferentemente do que ocorre na realimentação positiva, o ganho não cresce indefinidamente, mas permanece
limitado e controlado.
SAIBA MAIS
Os circuitos utilizados com amplificadores operacionais possibilitam a definição de ganhos em malha fechada que, por sua
vez, permitem a limitação do ganho do circuito e, dessa maneira, evita-se a saturação do circuito.
Por meio do ajuste dos elementos que compõem o circuito, é possível definir a amplitude do ganho e a utilização do circuito
como amplificador ou atenuador.
COMPARADORES DE TENSÃO
São circuitos desenvolvidos com amplificadores operacionais em malha aberta (sem realimentação). São utilizados,
basicamente, para realizar a comparação entre dois sinais distintos ou entre um sinal e uma referência.
Como o amplificador está em malha aberta (ganho muito elevado), se a diferença entre os dois sinais for positiva, a saída do
amplificador ficará saturada positivamente. Caso a diferença seja negativa, a saturação será negativa.
Vi > 0
, então,
VO = + V
.
Vi < 0
, então,
VO = − V
DICA
Se a entrada inversora fosse utilizada no lugar da entrada não inversora, a lógica do circuito seria invertida.
O AMPLIFICADOR INVERSOR
O circuito da Figura 10 consiste em um amplificador operacional ideal e dois resistores de polarização.
No circuito da Figura 10, o resistor R2 está conectado entre o terminal de saída do amplificador operacional e o terminal da
entrada negativa (ou inversora). Nesse caso, a resistência R2 está aplicando uma realimentação negativa.
O terminal positivo (não inversor) é conectado ao terra, de maneira que apenas o sinal aplicado ao terminal inversor é
considerado na entrada do amplificador. Um resistor R1 é conectado entre a entrada inversora e a fonte de entrada.
O ganho em malha fechada do circuito é definido a partir do somatório das correntes da Figura 11:
O amplificador operacional é considerado ideal (ganho infinito — A) e entrada com impedância infinita. Assim:
V0
V2 − V1 =
A
Como A é infinito, pode-se supor que, na entrada do amplificador, as tensões de entrada são vistas como aproximadamente
iguais:
V2 − V1 ≅ 0
V2 ≅ V1
Para que isso seja possível, as entradas devem estar interligadas. Isso só será possível se a entrada inversora e a entrada
não inversora estiverem ligadas ou em curto-circuito. Esse conceito é chamado de curto-circuito virtual, pois não existe
fisicamente.
Com a entrada não inversora conectada ao terra e o conceito de curto-circuito virtual, um terra virtual aparece na entrada
inversora, como pode ser visto na Figura 12:
(V 1 = V 2)
N1
I1 + I2 = 0
I1 = − I2
V1 = R1 ⋅ I1
V1
I1 =
R1
VO = R2 ⋅ I2
VO
I2 =
R2
Dessa maneira:
I1 = − I2
V1 VO
= −
R1 R2
V1
VO = − R2 ⋅
R1
R2
VO = − ⋅ V1
R1
ATENÇÃO
Esse resultado define o ganho em malha fechada para o amplificador inversor. É importante observar que a tensão de saída
apresenta um sinal negativo, indicando que ela terá fase invertida comparada com o sinal de entrada. O ganho do amplificador
inversor é definido como a razão entre a resistência de realimentação e a resistência limitadora de entrada.
Rf
) conecta a saída à entrada negativa do amplificador (realimentação negativa). Como várias entradas são conectadas ao
terminal negativo do amplificador, utilizando-se o princípio da superposição, cada uma delas pode ser avaliada de maneira
independente, comportando-se como um inversor para cada entrada:
V1 V2 VN
I1 = ; I2 = ; . . . ; IN =
R1 R2 RN
(N 1)
corresponde a:
I = I1 + I2 + . . . . + IN
VO = − RF ⋅
( V1
R1
+
V2
R2
+... +
VN
RN )
⇋ Utilize a rolagem horizontal
Isso significa que a saída é a soma ponderada (visto que os resistores têm “peso” em cada parcela do somatório) dos sinais
de entrada. A influência de cada parcela na entrada do amplificador pode ser ajustada pelo resistor da entrada
correspondente. Por serem utilizados em diversas operações matemáticas (multiplicação, adição, diferenciação e integração)
os amplificadores operacionais recebem esse nome.
R2
é responsável pela realimentação da saída na entrada inversora. A entrada inversora é conectada ao terra por meio de uma
resistência
(R 1)
O ganho desse circuito é definido de acordo com o conceito de terra virtual e dos mesmos passos adotados no circuito
amplificador operacional inversor. Assim, na Figura 15, pode-se observar que
V1 = V2
I1 = − I2
V1 (V1 − VO )
= −
R1 R2
V1 = V2
V2 (V2 − VO )
= −
R1 R2
V2 V2 VO
= − +
R1 R2 R2
VO V2 V2
= +
R2 R1 R2
R2 R2
VO = ⋅ V2 + ⋅ V2
R1 R2
R2
VO = ⋅ V2 + 1 ⋅ V2
R1
VO = 1 +
( ) R2
R1
⋅ V2
É possível observar que a saída não apresenta o sinal negativo do circuito amplificador inversor, mostrando que está em fase
com a entrada. Também é possível observar que essa configuração sempre apresentará um ganho maior do que 1.
Nessas circunstâncias, um ganho unitário é obtido com o circuito, fazendo com que a entrada e a saída sejam iguais.
Portanto, fica clara a aplicação desse circuito no casamento de impedâncias, conectando circuitos de alta impedância com
circuitos de baixa impedância e não como amplificadores.
VO = VI
O sinal produzido na saída será dado de maneira proporcional à diferença entre as entradas:
R2
VO =
R1 (
⋅ V2 − V1 )
PROPORCIONAL
INTEGRAL
DERIVATIVO
DV I(T)
V O = − RC
DT
⇋ Utilize a rolagem horizontal
1 T
RC ∫
VO = − V (T)DT
0 I
MÃO NA MASSA
R 1 = 2, 4KΩ
R 2 = 240KΩ
E QUE A TENSÃO NA ENTRADA DO CIRCUITO VALE
120ΜV
A)
12mV
B)
12, 12mV
C)
12µV
D)
1, 2mV
E)
− 12, 12mV
R 1 = 2, 4KΩ
R 2 = 240KΩ
V I = 80ΜV
.
A)
V O = 80, 8V
B)
V O = − 80, 8V
C)
V O = 80V
D)
V O = − 80V
E)
V O = 82, 42V
R 1 = 10KΩ
R 2 = 20KΩ
R F = 20KΩ
V 1 = 5MV
V 2 = 10MV
.
A)
V O = 10mV
B)
V O = − 10mV
C)
V O = 20mV
D)
V O = − 20mV
E)
V O = 5mV
R 1 = 10KΩ
R 2 = 20KΩ
V 1 = 25MV
V 2 = 50MV
.
A)
V O = 25mV
B)
V O = − 25mV
C)
V O = 50mV
D)
V O = − 50mV
E)
V O = 10mV
(V O)
, CONSIDERANDO-SE:
R 1 = 10KΩ
R F = 20KΩ
V 1 = 10MV
E
V 2 = 10MV
A)
V O = 10mV
B)
V O = − 40mV
C)
V O = 40mV
D)
V O = − 20mV
E)
V O = 20mV
VO
. SABE-SE QUE:
R 1 = 100KΩ
R 2 = 20KΩ
V 1 = 10MV
V 2 = 10MV
.
A)
VO = 0
B)
V O = − 10mV
C)
V O = 10mV
D)
V O = − 20mV
E)
V O = 20mV
GABARITO
R 1 = 2, 4kΩ
R 2 = 240kΩ
120µV
.
A alternativa "B " está correta.
Calcule a tensão de saída do circuito a seguir, considerando-se que os resistores tenham os seguintes valores
R 1 = 2, 4kΩ
R 2 = 240kΩ
V i = 80µV
Como pode ser observado, esse circuito da figura é composto por um amplificador não inversor seguido de dois
amplificadores inversores.
Pelo princípio da superposição, é possível observar os ganhos separadamente, ou seja, de cada circuito amplificador
individualmente. Sendo assim, o ganho total do circuito é dado por:
( )( )( )
VO = 1 +
R2
R1
⋅ −
R2
R1
⋅ −
R2
R1
⋅ V2
V O = 80, 8V
Observando-se o circuito somador desta figura, determine a saída do circuito, sabendo que
R 1 = 10kΩ
R 2 = 20kΩ
R f = 20kΩ
V 1 = 5mV
V 2 = 10mV
.
A alternativa "D " está correta.
Como a configuração é de um circuito somador, cada ganho pode ser analisado separadamente. Dessa maneira, tem-se que:
V1
I1 =
R1
V2 V1
I2 = I1 =
R2 R1
V2
I2 =
R2
(N 1)
corresponde a:
I = I1 + I2
VO = − RF ⋅
( V1
R1
+
V2
R2 )
VO = −
( RF
R1
⋅ V1 +
RF
R2
⋅ V2
)
VO = −
( 20
10
⋅ V1 +
20
20
⋅ V2
)
(
VO = − 2 ⋅ V1 + 1 ⋅ V2 )
V O = − (2 ⋅ 5M + 1 ⋅ 10M)
V O = − (10M + 10M)
V O = − 20MV
R 1 = 10kΩ
R 2 = 20kΩ
V 1 = 25mV
V 2 = 50mV
A determinação da saída pode ser obtida por meio da equação do ganho de amplificadores operacionais como subtratores:
R2
VO =
R1 (
⋅ V2 − V1 )
20
VO =
10 (
⋅ V2 − V1 )
(
VO = 2 ⋅ V2 − V1 )
V O = 2 ⋅ (50M − 25M)
V O = 2 ⋅ (25M)
V O = 50MV
O circuito a seguir combina um circuito amplificador inversor com um circuito somador. Determine a tensão na saída
(V O)
, considerando-se:
R 1 = 10kΩ
R f = 20kΩ
V 1 = 10mV
e
V 2 = 10mV
Observando-se o circuito, é possível perceber que cada entrada pode ser avaliada separadamente. Dessa maneira, para a
entrada
V1
VO =
( )( )
−
RF
R1
⋅ −
RF
R1
⋅ V1
VO =
( )( )
−
20
10
⋅ −
20
10
⋅ V1
V O = ( − 2) ⋅ ( − 2) ⋅ 10M
V O = 4.10M
V O = 40MV
Já para a entrada
V2
VO =
( )
−
RF
R1
⋅ V2
VO =
( )
−
20
10
⋅ V2
V O = ( − 2) ⋅ 10M
V O = − 2 ⋅ 10M
V O = − 20MV
⇋ Utilize a rolagem horizontal
V O = 40MV − 20MV
V O = 20MV
VO
. Sabe-se que:
R 1 = 100kΩ
R 2 = 20kΩ
V 1 = 10mV
V 2 = 10mV
VO =
( R2
R2 + R2 )( ⋅
R1 + R1
R1 ) ( )
⋅ V2 −
R1
R1
⋅ V1
VO =
( 20
20 + 20 )( ⋅
100 + 100
100 ) ⋅ V2 −
( )
100
100
⋅ V1
VO =
( )( )
20
40
⋅
200
100
⋅ V2 − V1
1
VO = ⋅ 2 ⋅ V2 − V1
2
VO = V2 − V1
V O = 10M − 10M
VO = 0
GABARITO
TEORIA NA PRÁTICA
2, 5MV
R 1 = 2KΩ
R 2 = 200KΩ
RESOLUÇÃO
VERIFICANDO O APRENDIZADO
R 1 = 100KΩ
R 2 = 500KΩ
V 1 = 2V
A)
V O = 12V
B)
V O = − 12V
C)
V O = 10V
D)
V O = − 10V
E)
V O = 5V
R 1 = 100KΩ
R 2 = 400KΩ
V 2 = 3V
A)
V O = − 15V
B)
V O = 15V
C)
V O = 12V
D)
V O = − 12V
E)
V O = 3V
GABARITO
R 1 = 100kΩ
R 2 = 500kΩ
V 1 = 2V
N1
I1 + I2 = 0
I1 = − I2
V 1 = R 1. I 1
V1
I1 =
R1
V O = R 2. I 2
VO
I2 =
R2
Dessa maneira:
I1 = − I2
V1 VO
= −
R1 R2
V1
VO = − R2 ⋅
R1
R2
VO = − ⋅ V1
R1
500K
VO = − ⋅ V1
100K
VO = − 5 ⋅ V1
VO = − 5 ⋅ 2
V O = − 10V
⇋ Utilize a rolagem horizontal
O circuito da figura a seguir é conhecido como amplificador operacional não inversor. Determine o ganho do circuito,
considerando que os parâmetros do circuito são:
R 1 = 100kΩ
R 2 = 400kΩ
V 2 = 3V
I1 = − I2
V1 (V1 − VO )
= −
R1 R2
V1 = V2
V2 (V2 − VO )
= −
R1 R2
V2 V2 VO
= − +
R1 R2 R2
VO V2 V2
= +
R2 R1 R2
R2 R2
VO = ⋅ V2 + ⋅ V2
R1 R2
R2
VO = ⋅ V2 + 1 ⋅ V2
R1
VO = 1 +
( ) R2
R1
⋅ V2
VO = 1 +
( 400K
100K ) ⋅ V2
V O = (1 + 4) ⋅ V 2
VO = 5 ⋅ V2
V O = 5.3V
V O = 15V
MÓDULO 2
INTRODUÇÃO
Como foi visto, os amplificadores operacionais apresentam grande utilidade e inúmeras aplicações. Quando devidamente
realimentados, são capazes de apresentar ganhos razoavelmente elevados e estáveis. Também foi discutido que os
amplificadores operacionais apresentam grande impedância de entrada e baixa impedância de saída, além do elevado ganho.
A configuração emissor comum do transistor bipolar de junção (TBJ), por exemplo, permite um ganho elevado com uma
impedância de entrada não muito baixa, dependendo das resistências utilizadas na polarização. Contudo, apresenta apenas
uma entrada de sinais. Dessa maneira, é possível observar que um amplificador TBJ emissor comum apenas não seria capaz
de originar um amplificador operacional. Para tal, uma composição de transistores como amplificadores seria necessária.
O amplificador diferencial é um circuito com duas entradas e uma saída. E, por esse motivo, a grande maioria dos circuitos
integrados faz uso dos amplificadores diferenciais.
EXEMPLO
Suponha um amplificador diferencial ideal (Figura 20) no qual duas tensões de entrada iguais
(V 1 = V 2 )
são aplicadas. A saída será nula. Isso ocorre porque esse amplificador diferencial apresenta em sua saída uma tensão
proporcional à diferença entre os dois terminais de entrada e rejeita os sinais comuns das entradas aplicadas.
Se
V b1 = V b2
, as tensões
V c1
V c2
mantêm-se inalteradas mesmo quando as tensões da base variam (dentro do limite operacional).
Se
V b1 ≠ V b2
, as tensões
V c1
V c2
serão diferentes. Por isso, é possível dizer que o par diferencial apresenta rejeição de modo comum e responde a sinais
diferentes.
Como os transistores são idênticos, a soma das correntes no emissor é constante para a variação na tensão diferencial entre
as bases
R D = 2R E
Onde
re
é a resistência na entrada de cada transistor. Assim, a corrente na entrada diferencial pode ser definida por:
VD
ID =
2R E
I C = ΒI B
I C = ΒI D
Logo:
V C1 = − R CI C
VD
V C1 = − R C Β
2R E
V C1 1 R CΒ
A D1 = = −
VD 2 RE
V C2 1 R CΒ
A D2 = =
VD 2 RE
V C1 − V C2 R CΒ
A DD = = −
VD RE
O ganho
A dd
corresponde ao ganho de um amplificador com entrada e saída diferenciais, como na Figura 24.
Outra maneira de obter o ganho é assumir que o amplificador é idealmente diferencial (ganho em modo comum nulo). Assim,
pode-se analisar a resposta a um sinal de entrada
Vi
, na entrada do transistor
T1
T2
T2
T1
. Assim:
RC RC
A DD = − = −
R E1 R E2 R E1
R E2 + +
Β1 Β2 Β1
Como
r e2 r e1
≅
β2 β1
RC RC
A DD = − = −
R E1 R E1 R E1
+ 2
Β1 Β1 Β1
R CΒ 1
A DD = −
2R E1
Para traçar o comportamento da outra saída, basta considerar que as correntes dos dois coletores são iguais e que o ganho é
simétrico ao calculado anteriormente. Uma maneira de realizar a análise para pequenos sinais é utilizar a comparação entre o
par diferencial e a configuração de um transistor como emissor comum.
Então, observando a Figura 26, é possível ver o funcionamento de um circuito diferencial, no qual:
VD
V B1 =
2
VD
V B2 = −
2
V C1 R CΒ
= −
VD RE
2
(r O)
seja relevante:
V C1 Β
VD
= −
RE (RC / / RO )
2
Como
V C1
A d1 =
Vd
, então:
Β
A D1 = −
2R E (R C / / R O )
⇋ Utilize a rolagem horizontal
Sendo
A d2 = − A d1
A DD = 2A D1
ATENÇÃO
Devido à simetria, a análise de metade do circuito é suficiente para entender o circuito completo, como ilustra a Figura 29:
Se
RC
(R C << r O)
V C1 ΑR C RC
A C1 = = − ≅ −
V CM R E + 2R 2R
⇋ Utilize a rolagem horizontal
Por analogia, é possível dizer que o ganho no transistor T2 pode ser definido por:
V C2 ΑR C RC
A C2 = = − ≅ −
V CM R E + 2R 2R
V C1 − V C2
A CD = =0
V CM
V B1
V B2
V D = V B1 − V B2
E
(VB1 + VB2 )
V CM =
2
VD
V B1 = V CM +
2
VD
V B2 = V CM −
2
V1
V2
na entrada, tem-se:
VD = V1 − V2
E
(V1 + V2 )
V CM =
2
V O = A 1V 1 + A 2V 2
V O = A DV D + A CMV CM
Então:
(A 1 − A 2 )
AD =
2
A CM = A 1 + A 2
V O = A DV D 1 +
( A CM
AD
⋅
V CM
VD )
⇋ Utilize a rolagem horizontal
(V O = 0)
VO ≠ 0
As diferenças entre as resistências de carga dos amplificadores, ou nas características dos transistores, precisam ser
consideradas nas expressões que definem o comportamento do circuito. Sendo assim, quando há diferença nas resistências
de carga, tem-se:
ΔR C
R C1 , 2 = R C ±
2
ΔR D
R D1 , 2 = R D ±
2
⇋ Utilize a rolagem horizontal
Caso as entradas sejam diferentes, a tensão de modo comum pode ser considerada nula
(V CM = 0)
V O = A DV D + A CMV CM
V O = A DV D + A CM ⋅ 0
V O = A DV D
VO
VD =
AD
I/2
I B1 = I B2 =
Β+1
⇋ Utilize a rolagem horizontal
IB
são chamados de correntes de polarização. Considerando que a simetria é fisicamente impossível, as correntes serão
diferentes; e essa diferença é denominada desvio de corrente à entrada:
|
I OS = I B1 − I B2 |
⇋ Utilize a rolagem horizontal
Havendo uma diferença significativa nos valores dos ganhos dos transistores
(β)
, tem-se:
ΔΒ
I OS = I B
Β
VOCÊ SABIA?
Quando os valores exigidos para as resistências são de difícil aplicação para circuitos integrados, pode-se utilizar circuitos
baseados em MOSFET.
Nesses circuitos, o uso de resistores é descartado e o circuito utilizado é similar ao da Figura 31.
V GS
são idênticas, as suas correntes serão iguais. Essa igualdade se verifica quando
V DS1 = V DS2 = V GS
.
Um circuito similar pode ser utilizado com transistores bipolares de junção (TBJ), como pode ser visto na Figura 32:
I REF
é igual a:
V CC − V CE
I REF =
R
Admitindo-se
T1 = T2
e da resistência de saída
(r O)
, tem-se:
V BE1 = V BE2
⇋ Utilize a rolagem horizontal
I O = I REF
IO 1
=
I REF 2
1+
Β
, menor será o erro. De maneira similar, a resistência de saída do circuito utilizado na polarização sendo apenas
rO
, pode ser insuficientemente alta. Assim, algumas modificações podem ser realizadas nesse circuito de polarização com o
intuito de influenciar os valores do ganho
e a resistência de saída
(r O)
. O uso de um transistor adicional, como na Figura 33, representa uma boa alternativa:
Outras configurações como Wilson (Figura 34) e Widlar (Figura 35) oferecem melhorias nos valores desses parâmetros:
Β
AD =
2R E (R C / / R O )
⇋ Utilize a rolagem horizontal
Caso não seja possível utilizar resistências muito elevadas (fazendo com que
R C << r O
), então:
ΒR C
AD ≅
2
RO
, onde
R O >> r O
E, considerando que
R O = 4r O
Β
AD =
2R E (0, 8RO )
⇋ Utilize a rolagem horizontal
r O(r O2 = r O4 = r O)
, tem-se:
Β
AD = RO
2R E
O resultado do ganho pode ser ainda melhor com o aumento das resistências de saída da carga de corrente, como nos
circuitos de Widlar (Figura 39) e de compensação de corrente de base (Figura 40):
Utilizando a configuração Widlar, ou a configuração com compensação de corrente de base, o ganho obtido será o mesmo:
Β
AD =
2R E (RO2 / / RO4 )
⇋ Utilize a rolagem horizontal
r O2 = r O4 = r O
R O4 > r O
, tem-se:
Β
AD > RO
2R E
Por exemplo, se
R O4
for igual a 4
rO
Β
AD =
RE (0, 8RO )
Assim, pode-se concluir que o ganho máximo, em circuito aberto, é da ordem de:
ΒR O
AD =
2R E
A tensão contínua de saída é, normalmente, estabelecida pelos transistores T3 e T4. O circuito é análogo ao dos transistores
bipolares de junção. Assim, a corrente pode ser definida por:
G MV D
I=
2
Onde:
I
gm =
V GS − V t
V O = 2I(R O2 / / R O4)
Quando
VA
r O2 = r O4 = r O =
I
2
VO ΒR O VA
AV ≡ = =
VI 2R E V GS − V T
SAIBA MAIS
O uso de transistores do tipo FET é especialmente interessante pelos valores muito elevados das resistências de entrada que
esses tipos de transistores permitem que os amplificadores (par)diferenciais obtenham. O desvio de tensão é da mesma
ordem de grandeza (alguns poucos milivolts) dos amplificadores (par)diferenciais com transistores bipolares de junção, mas as
correntes de polarização à entrada são muito menores do que as possíveis correntes com os TBJ.
O principal problema a ser considerado na utilização dos transistores do tipo FET é a baixa transcondutância (a razão entre a
variação de tensão na porta de saída em relação à variação de corrente na porta de entrada) e, consequentemente, o menor
valor do ganho que esses amplificadores (par)diferenciais podem obter.
Nos dias de hoje, os fabricantes de circuitos integrados do tipo amplificadores operacionais usam a tecnologia CMOS, com
boas características gerais. Sendo que a melhor característica consiste em poderem ser utilizados com baixíssimas tensões
de polarização (na faixa do 1V) e consumindo níveis baixos de energia.
Uma alternativa para obtenção de ganhos elevados é a utilização de circuitos com múltiplos estágios ou um (par)diferencial do
tipo cascode (amplificador de dois estágios). Entretanto, os circuitos do tipo cascode reduzem a amplitude do sinal de saída.
Considere que os transistores T1 e T2 sejam simétricos de tal maneira que suas características como corrente de emissor
(I E)
, corrente de coletor
(I C)
(V BE)
O ponto quiescente do circuito pode ser determinado a partir da suposição dessa condição de simetria, e anulando as fontes
de tensão nas bases dos transistores T1 e T2 (colocando-as em curto-circuito). O transistor T3, por sua vez, funcionará como
uma fonte de corrente contínua e constante e tem sua corrente de emissor dada pela equação:
V Z − V BE3
IE =
R E3
(V BE)
como aproximadamente 0,6V (valor razoável para um transistor de silício). Como o ganho
desse transistor é razoavelmente elevado, a corrente de coletor do transistor T3 apresentará quase o mesmo valor da corrente
no emissor do transistor
(I C3 ≈ I E3)
. Levando em conta a simetria do circuito, a corrente no coletor do transistor T3 é o somatório das correntes nos emissores
dos transistores T1 e T2. Assim:
I E3 I C3
I C = I C1 = I C2 ≅ ≅
2 2
IC
a corrente quiescente (corrente do ponto de operação) de coletor para os transistores T1 e T2. Dessa maneira, a tensão nos
coletores T1 e T2 será dada pela equação:
I E3
V C1 = V C2 = V CC − R C ⋅
2
Considerando que os dois transistores estão em condição de condução, com as bases dos transistores aterradas (conectadas
ao terra), temos:
V E = − V BE1 = − V BE2 ≅ − 0, 6V
VE
é a tensão do coletor do transistor T3 em relação ao referencial (ou seja, o terra). Assim, a tensão entre o coletor e o emissor
do transistor T3 é dada por:
V CE3 = V E − V EE − I E ⋅ R E3
V CE1 = V CE2 = V CC − V E − I C ⋅ R C
V CC
V EE
simétricas e
V CC
positiva, então:
V CC = − V EE
. Por fim, as correntes nas bases dos transistores T1 e T2 podem ser calculadas pela equação fundamental dos transistores:
IC
IB =
Β
(R 1)
deve ser calculada de maneira a garantir, adequadamente, que a corrente através do diodo zener o deixe em condição de
operação na região zener. Supondo que a corrente de base do transistor T3 é desprezível comparada com a corrente de
zener, pode-se estabelecer a relação:
V CC − V EE − V Z
IZ =
R1
De maneira inversa, para efetuar o projeto de um circuito, especificam-se os pontos quiescentes dos transistores, calculando-
os a partir das equações utilizadas anteriormente e dos valores das resistências. Embora, em operação normal, as
resistências internas das fontes de alimentação não sejam nulas, os valores determinados são bastante próximos dos valores
necessários para garantir a operação do circuito, podendo-se desprezar os valores das resistências das fontes.
V O1 G MR C
A VD1 = = −
VD 2
V O2 G MR C
A VD2 = = +
VD 2
A VD = G MR C
Onde:
IC
gm =
vT
vT
é a tensão térmica fornecida pelo fabricante.
ΒR C
A VCM1 = A VCM2 = −
R Π + 2R P(Β + 1)
V O1
A VCM1 =
V CM
V O2
A VCM2 =
V CM
Os ganhos nessa configuração são definidos de maneira idêntica aos ganhos da configuração com fonte de corrente no
emissor:
G MR C
A VD1 = −
2
G MR C
A VD2 = +
2
A VD = G MR C
Onde:
IC
gm =
vT
vT
é a tensão térmica fornecida pelo fabricante.
ΒR C
A VCM1 = A VCM2 = −
R Π + 2R P(Β + 1)
V O1
A VCM1 =
V CM
V O2
A VCM2 =
V CM
Em circuitos de comunicação sem fio, por exemplo, sinais com pequena amplitude (por exemplo, cerca de 100μV de
amplitude), captados por antenas, precisam ser amplificados até atingirem amplitudes com magnitude suficiente (da ordem de
alguns volts) para serem adequadamente processados.
Caso contrário, esses sinais recebidos podem ser confundidos com ruídos e seu processamento torna-se bastante complexo
e, em alguns casos, até impossível. No projeto de amplificadores operacionais é necessário atender às especificações muito
exigentes, como ganhos de tensão muito elevados (maiores que
10 5V / V
1, 0MΩ
100Ω
), simultaneamente.
Tais especificações tão exigentes somente podem ser alcançadas com circuitos amplificadores que combinam diversos
transistores, como os amplificadores (par)diferenciais, ou de múltiplos estágios, como pode ser visto na Figura 45.
AV =
VO
VS (
= − G M. R C1 ⋅
R 1 / / R 2 / / R Π1
R S + R 1 / / R 2 / / R Π1 )( ⋅
(Β + 1) / / R E2 / / R L
R C1 + R Π2 + (Β + 1) ⋅ R E2 / / R L )
⇋ Utilize a rolagem horizontal
R O = R E2 / /
( R C1 + R Π2
Β+1 )
⇋ Utilize a rolagem horizontal
A transcondutância é igual a:
IC
GM =
VT
rπ
Β
RΠ =
GM
MÃO NA MASSA
V TH = 0, 5V
I D1 = 2, 0MA
I D2 = 1, 0MA
A)
V GS1 = − 0, 125V
V GS2 = − 0, 125V
B)
V GS1 = 2, 0V
V GS2 = − 1, 0V
C)
V GS1 = − 0, 125V
V GS2 = − 1, 0V
D)
V GS1 = 1, 0V
;
V GS2 = − 1, 0V
E)
V GS1 = 1, 0V
V GS2 = − 0, 125V
VTH = 0, 5V
ID 1 = 2, 0MA
ID 2 = 1, 0MA
I D3 = 3, 0MA
V GS
É IGUAL A:
A)
V GS3 = 1, 0V
B)
V GS3 = − 1, 0V
C)
V GS3 = 0V
D)
V GS3 = 0, 5V
E)
V GS3 = − 0, 5V
A VD1
. CONSIDERE:
Β = 100
E UMA TENSÃO
V T = 25MV
A)
A Vd1 = 60, 72
B)
A Vd1 = − 60, 72
C)
A Vd1 = 121, 44
D)
A Vd1 = − 30, 36
E)
A Vd1 = 30, 36
V O1
V O2A VD1
, CONSIDERANDO:
Β = 100
E UMA TENSÃO
V T = 25MV
, É IGUAL A:
A)
A VCM = − 0, 0148
B)
A VCM = 0, 0148
C)
A VCM = 60, 72
D)
A VCM = − 60, 72
E)
A VCM = 0
Q1
Q2
Β = 100
V T = 25MV
I C1
A)
I C1 = 9, 9µA
B)
I C1 = − 0, 99mA
C)
I C1 = 0, 99mA
D)
I C1 = − 9, 9µA
E)
I C1 = 0
NO AMPLIFICADOR DA FIGURA A SEGUIR, E CONSIDERANDO OS TRANSISTORES IDÊNTICOS,
DETERMINE O GANHO
A VD1
. CONSIDERE:
Β = 100
, UMA TENSÃO
V T = 25MV
I C = 0, 99MA
A)
A Vd1 = 79, 2
B)
A Vd1 = − 79, 2
C)
A Vd1 = 1, 31
D)
A Vd1 = − 1, 31
E)
A Vd1 = 158, 4
GABARITO
Para o circuito com múltiplos estágios com transistores do tipo MOSFET na figura a seguir, determine os valores das
tensões entre gate e source
(V GS)
V th = 0, 5V
I D1 = 2, 0mA
I D2 = 1, 0mA
Vth = 0, 5V
ID 1 = 2, 0mA
ID 2 = 1, 0mA
I D3 = 3, 0mA
V GS
é igual a:
A alternativa "A " está correta.
A análise para o transistor MOSFET 3 (M3) deverá seguir o mesmo procedimento de anulação das fontes de sinal e
considerar apenas as fontes de alimentação. Assim, o circuito poderá ser desenhado como:
V G3
no terminal porta do transistor MOSFET (M3) é derivada de um divisor de tensão resistivo, o que nos leva a uma tensão igual
a:
R4
V G3 = ⋅ V DD
R3 + R4
350
V G3 = ⋅ 12 = 7, 0V
250 + 350
Pela lei das tensões, é possível determinar a tensão entre gate e source:
V G3 − V GS3 − R F3 ⋅ I D3 = 0
V GS3 = V G3 − R F3 ⋅ I D3
V GS3 = 7, 0 − 2, 0K ⋅ 3, 0M
V GS3 = 7, 0 − 6, 0
V GS3 = 1, 0V
A Vd1
. Considere:
β = 100
e uma tensão
v t = 25mV
.
A alternativa "B " está correta.
O primeiro passo para a análise do circuito amplificador diferencial é a determinação do ponto de polarização dos transistores
Q1 e Q2. Para tal, são utilizadas as fontes de polarização de tensão e corrente e eliminam-se as fontes de sinais. Assim:
I C1 = I C2
. Dessa maneira:
I E1 + I E2 = I P + I RP
Como
I C = α. I E
, então:
I E1 + I E2 = I P + I RP
IC IC
+ = I P + I RP
Α Α
IC
2⋅ = I P + I RP
Α
A corrente
I RP
0 − V BE − R P ⋅ I RP = V EE
( − VEE − VBE )
I RP =
RP
(5 − 0, 6)
I RP = = 0, 044MA
100
IC = Α ⋅
( I P + I RP
2 )
Β
Α=
Β+1
IC =
( )
Β+1
Β
⋅
( I P + I RP
2 )
IC =
( 100
100 + 1 )( ⋅
2 + 0, 044
2 ) = 1, 012MA
Assim:
IC 1, 012 MA
GM = = = 40, 48
VT 0, 025 V
G MR C
A VD1 = −
2
40, 48.3
A VD1 = − = − 60, 72
2
V O1
V O2A Vd1
, considerando:
β = 100
e uma tensão
v t = 25mV
, é igual a:
A alternativa "E " está correta.
ΒR C
A VCM1 = A VCM2 = −
R Π + 2R P(Β + 1)
100 ⋅ 3
A VCM1 = A VCM2 = −
2, 47 + 2 ⋅ 100 ⋅ (100 + 1)
300
A VCM1 = A VCM2 = − = − 0, 0148
20202, 47
V O2 − V O1
A VCM =
V CM
V O1 = V O2
. Então:
V O2 − V O1
A VCM =
V CM
A VCM = 0
Q1
Q2
β = 100
v t = 25mV
. Determine a corrente de polarização
I C1
Em um primeiro momento, deve-se realizar a análise de polarização do amplificador para determinação das correntes de
polarização. O procedimento é: anulam-se as fontes de sinal e consideram-se apenas as fontes de alimentação
V CC
. Assim:
R2
V TH = ⋅ V CC
R1 + R2
18
V TH = ⋅ 12 = 3, 72V
40 + 18
R TH = R 1 / / R 2 = 12, 41KΩ
Agora, é possível aplicar a lei das tensões para determinar as correntes do circuito. Como o circuito de polarização é
simétrico, as correntes de polarização dos transistores
Q1
Q2
I C1 = I C2 = I C
I B1 = I B2 = I B
. Então:
V TH − R TH. I B − V BE − 2 ⋅ (Β + 1)I B ⋅ R E = 0
V TH − V BE 3, 72 − 0, 6
IB = = = 9, 9ΜA
R TH + 2 ⋅ (Β + 1) ⋅ R E 12, 41 + 2 ⋅ (100 + 1) ⋅ 1, 5
Q1
Q2
I C2 = I C1 = Β. I B1 = 100.9, 9Μ = 0, 99MA
A Vd1
. Considere:
β = 100
, uma tensão
v t = 25mV
I C = 0, 99mA
(I C = 0, 99mA)
IC 0, 99 MA
GM = = = 39, 6
VT 0, 025 V
G MR C
A VD1 = −
2
39, 6.4
A VD1 = − = − 79, 2
2
GABARITO
TEORIA NA PRÁTICA
RESOLUÇÃO
VERIFICANDO O APRENDIZADO
Β = 100
(V T = 25MV)
I C1 = 0
B)
I C1 = 0, 99mA
C)
I C1 = − 0, 99mA
D)
I C1 = − 9, 9µA
E)
I C1 = 9, 9µA
A VD1
. CONSIDERE:
Β = 100
, UMA TENSÃO
V T = 25MV
I C = 0, 99MA
.
A)
A Vd1 = 79, 2
B)
A Vd1 = − 79, 2
C)
A Vd1 = 118, 8
D)
A Vd1 = 59, 4
E)
A Vd1 = − 59, 4
GABARITO
O amplificador da figura a seguir está polarizado como (par)diferencial sem fonte de corrente. Nesse circuito, os
transistores são simétricos e apresentam um ganho
β = 100
(v t = 25mV)
Comentário: A corrente de polarização é determinada anulando-se as fontes de sinal de entrada e considerando apenas as
fontes de tensão contínua. Assim, o circuito pode ser redesenhado como:
I C1 = I C2 = I C
I E1 + I E2 = I RE
Dessa maneira:
IC
2⋅ = I RE
Α
Percorrendo-se a malha 1:
0 − V BE − R E ⋅ I RE = V EE
( − VEE − VBE )
I RE =
RE
(5 − 0, 6)
I RE = = 2, 0MA
2, 2
I RE
IC = Α ⋅
2
IC =
( )
Β+1
Β
⋅
( )
I RE
2
IC =
( 100
100 + 1 )( )
⋅
2, 0
2
= 0, 99MA
A Vd1
. Considere:
β = 100
, uma tensão
v t = 25mV
I C = 0, 99mA
(I C = 0, 99mA)
IC 0, 99 MA
GM = = = 39, 6
VT 0, 025 V
⇋ Utilize a rolagem horizontal
G MR C
A VD1 = −
2
39, 6 ⋅ 3
A VD1 = − = − 59, 4
2
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo desses dois módulos descrevemos o que são amplificadores operacionais e como eles funcionam. Foram
apresentadas as características dos amplificadores operacionais e os modelos utilizados para análise dos seus parâmetros.
Discutimos os principais circuitos utilizados com amplificadores operacionais, tais como: amplificador inversor, amplificador
não inversor, somador, diferenciador, integrador, entre outros.
Analisamos os circuitos com amplificadores, e a apresentação de amplificadores do tipo (par)diferenciais com TBJ, com FET e
com MOSFET. Assuntos como as operações com pequenos sinais em amplificadores diferenciais com TBJ, a polarização dos
amplificadores (par)diferenciais e a determinação do ponto de operação também foram estudados.
Além disso, foram abordadas as diferentes topologias e a determinação dos ganhos diferencial e comum para cada uma
delas; e os amplificadores de múltiplos estágios, suas vantagens e desvantagens.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
BOYLESTAD, R. L.; NASHELSKY, L. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos. 11. ed. São Paulo: Pearson Education,
2013.
CATHEY, J. J. Dispositivos e circuitos eletrônicos. 1. ed. São Paulo: Makron Books, 1994.
EXPLORE+
Leia o artigo Analogia eletrônica no ensino de física, de Ronilson Rocha, Luiz S. Martins-Filho e Romuel F. Machado, na
Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 27, n. 2, p.211-215, 2005.
CONTEUDISTA
Raphael de Souza dos Santos
CURRÍCULO LATTES