Design Thinking
e Ágil
No contexto da Transformação Digital
1
Su-
má-
rio
2 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
O mundo é digital 04
Como inovar em um
mundo hiperconectado 06
Por que investir em
Design Thinking e Ágil 10
A união DT + Ágil 14
DT e Ágil na prática 20
Conclusão 34
Case de sucesso 36
Sobre a MJV 40
O mundo
é digital
4 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Em um mundo conectado, o grande desafio é como estar
alinhado às práticas de mercado. Para manter a compe-
titividade, o uso de métodos e práticas inovadoras deixam
de ser um luxo e se fazem necessidade no dia a dia dos
negócios.
Nota-se que as organizações que mais inovam em desen-
volvimento de produtos e serviços digitais têm alcançado
resultados unindo práticas de Design Thinking e Ágeis
para otimizar processos e entregar, de forma contínua e
eficaz, soluções inovadoras e com alto valor de mercado.
Nesse e-book, você entenderá porque inovar continu-
amente, o que são as abordagens de Design Thinking
e práticas Ágeis, como as duas redesenham processos,
criam governanças mais ágeis e aproximam seu negócio
da transformação digital.
Também verá como é possível simplificar e humanizar
os produtos digitais, fazendo entregas mais alinhadas às
necessidades dos seus clientes, além de ter dicas para
desenvolver o mindset de colaboração na sua equipe. Ao
final, separamos um case de sucesso para você.
Boa leitura!
5
Como inovar em um
mundo hiperconectado
Para começar, é impor-
tante sair um pouco “Inovação não é mais so-
bre tecnologia por si só.
do senso comum para
entender que inovação É sobre novos modelos
de organização. Design
abrange muito mais do não é mais somente
que a simples manipu- sobre formas; é um
método de pensamen-
lação de ferramentas to que pode levar a
tecnológicas. Segundo ver além da curva.
Bruce Nussbaum, reno- E as maiores disrup-
ções tecnológicas que
mado professor de ino-
temos hoje não são
vação e design da Par- sobre velocidade e
performance, mas sobre
sons The New School of colaboração e diálogo”.
Design, em Nova Iorque:
6 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
O mundo de hoje é volátil e rápido. O que é
novo agora deixará de ser logo ali na frente.
Modelos de negócio consolidados são ame-
açados por novos produtos e serviços que
despontam no mercado, conseguindo atrair
rapidamente a atenção dos consumidores.
A pergunta que não cala, como
se manter atual neste mundo
que evolui em uma velocidade
jamais vista, sem se tornar
obsoleto depois de amanhã?
A relação performance e agilidade \
É nesse cenário, em que tudo está sendo cons-
tantemente desafiado, surgem novidades, es-
pecialmente em produtos digitais - cada vez
mais alinhados aos desejos e necessidades
dos consumidores e mercado. Elas surgem e
perdem popularidade com incrível rapidez,
exigindo mais esforço das empresas para
aprender a tirar proveito dessa dinamicidade.
Assim, é essencial criar novas estratégias
para lidar com um alto nível de incertezas,
propondo inovações realmente relevantes.
7
As startups e as empresas tech-driven, com
estratégia de significar seus negócios a partir
da tecnologia, acabam se beneficiando deste
novo modelo por já nascerem adaptadas para
trabalhar com agilidade e focada no usuário.
Mas esse movimento pode ser aproveitado de
maneira produtiva por qualquer organização,
independente do mercado ou do seu nível de
maturidade digital. As questões aqui são:
Planejar X Planejar com agilidade \
Existe uma diferença muito grande entre planejar
e planejar com agilidade. Esse detalhe, que parece
pequeno, mas não é, pode mudar o resultado do jogo.
Projetos de longa duração podem estar obsole-
tos antes mesmo de chegar a uma implementação
prática. É aí que entra a importância da união de
duas abordagens que fazem toda diferença quando
o assunto é user-centric: Design Thinking e Agile.
Reunidos, são métodos que tornam mais fá-
cil lidar com a realidade, muito promissora,
8 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
de que problemas antes desconhecidos
podem revelar oportunidades incríveis.
Na prática, a união das duas abordagens, no
contexto da transformação digital, permite
aprender com o usuário final, testar e melhorar
continuamente o produto final. Além é claro
de possibilitar uma governança mais ágil para
as empresas - crucial para o time to market.
Se quiser entender como funciona a união das
duas metodologias, acompanhe a leitura. Ao final,
falaremos com mais aprofundamento dos concei-
tos do Design Thinking e Agile. Assim, é possível
compreender o quanto eles podem facilitar a
geração e implementação de ideias inovadoras.
9
Rompendo paradigmas
tradicionais: por que
investir em Design
Thinking e Ágil?
O mundo é digital! A tecnologia evolui cada vez
mais rápido e modifica a forma como realizamos
as atividades mais inerentes ao nosso dia a dia.
Nesse contexto de constante mudança, empresas
precisam se estruturar cada vez mais rapidamente aos
novos produtos, serviços e modelos de negócio que
ganham o mercado e o coração do consumidor.
Modus Operandi das
abordagens tradicionais \
1. De forma geral, nas abordagens tradicionais,
as áreas de negócio identificam oportunidades de
mercado cuja solução passa por desenvolver um
novo software ou incrementar algum já existente.
2. A área de Negócios demanda a área de Tecno-
logia da Informação, que recebe o pedido já com
todos os requisitos praticamente definidos.
10 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
O problema desse processo:
Para acompanhar o ritmo dinâmico dos dias de hoje, as empre-
sas precisam promover movimentos de mudança. O dilema é
que elas estão acostumadas a criar e desenvolver soluções digi-
tais de um jeito e o mercado necessita que façam de outro: mais
ágil, colaborativo e que considere as reais necessidades e dese-
jos do consumidor final. Vivemos o tempo do user-centric.
Entre os problemas da abordagem tradicional,
podemos destacar:
Passagem de bastão
Por não participar do processo desde o início,
nem sempre o que TI desenvolve é o que o
cliente precisa.
Time-to-market
Na abordagem tradicional, o lançamento da
solução pode levar anos. Entre a data do pe-
dido e o prazo final, o panorama de mercado
muda e a empresa é incapaz de absorver as
mudanças de curso de forma satisfatória.
Surpresas no lançamento
Aspectos indesejáveis do software só cos-
tumam ser descobertos quando o produto
é lançado e já é tarde demais para efetuar
mudanças estruturais importantes.
11
Para solucionar esses problemas que assolam
grandes players do mercado. A nova abordagem
DT + Ágil proporciona os seguintes benefícios:
• Maior aderência às necessidades dos usuários;
• Maior alinhamento entre TI e negócios;
• Promove o engajamento dos stakeholders;
• Maior assertividade dos requisitos de sof-
tware a serem desenvolvidos;
• Redução do custo total de propriedade (TCO);
• Entrega contínua.
Não há dúvidas que através da combinação das aborda-
gens Design Thinking e Agile, obtêm-se uma metodologia
enxuta e orientada à resultados, com foco no profundo
entendimento das necessidades do consumidor, além de
uma forma eficiente e otimizada de executar projetos.
12 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
A união
DT + Ágil
Para falarmos das vantagens de usar
o Design Thinking combinado às práticas
ágeis para solucionar desafios de negó-
cios, vamos conceituar brevemente as
duas abordagens. Mas fique tranquilo,
ao final do e-book abordaremos todos os
processos referentes às metodologias.
14 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
O que é Design Thinking \
Podemos definir o Design Thinking como: “uma abor-
dagem estruturada de inovação que tem o ser humano
como foco e busca gerar soluções que alinham o desejo
e as necessidades do usuário consumidor à geração de
valor para o negócio”.
O que é Agile \
Voltadas para apoiar desenvolvimento de projetos (não
somente em Tecnologia da Informação), as metodologias
ágeis fazem a gestão e execução de projetos provendo
mais produtividade, qualidade e rapidez nas entregas de
projeto através de uma dinâmica enxuta.
A ideia geral é:
+ + +
maximizar diminuir a mitigar otimizar
a criação ênfase em riscos processos
de valor documenta-
ções extensas
A abordagem garante agilidade e frequência nas entre-
gas, a partir da adoção do framework Scrum, ferramenta
que auxilia o desenvolvimento de projetos. O diferencial
está no formato espiral de sua estrutura, que possibilita
15
que as etapas (iterações) ocorram e sejam validadas
gradativamente, o que gera mais agilidade ao proje-
to já que as falhas são ajustadas logo que surgem e
não ao final do projeto.
Agora estamos prontos! Vamos seguir com os
motivos para adotar um mindset ágil e inovador
na sua empresa.
DT + Ágil \
A partir desses entendimentos, tem início o projeto.
É importante ressaltar o conceito de Inception - em
poucas palavras, é uma cerimônia realizada para
dar o “start” no planejamento das atividades. Esta
cerimônia tem a duração variável, de acordo com
a complexidade do projeto e o tempo disponível,
podendo ter de quatro horas a uma semana, e tem
como objetivo:
Reunir e promover o engajamento
e a colaboração da equipe envolvida
com o projeto
16 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Neste evento há a descrição e visão do produto, requi-
sitos macros, objetivos e milestones, buscando com-
preender, de forma colaborativa, as principais funcio-
nalidades e definindo um roadmap para o projeto.
É importante ressaltar que o foco da Inception não é
promover a compreensão do projeto do ponto de vis-
ta dos usuários e do contexto, gerar empatia ou testar
ideias. É por este motivo que a combinação do Scrum
com o Design Thinking, metodologia centrada no usu-
ário final, se faz absolutamente válida e promissora.
O resultado de um produto, ou de um software, que
tem a sua base no design centrado no usuário, não
pode ser diferente do que a humanização deste pro-
duto. E a coerência com os desejos e anseios de um
grupo de pessoas reais, com características que, mui-
tas vezes, são desconhecidas pelas empresas, deve vir
de um processo de empatia.
17
Por outro lado, a aplicabilidade do Design Thinking também
pode ajudar a simplificar o produto e trazer o foco para fun-
cionalidades específicas que as pessoas realmente precisam.
Ao final da etapa de prototipagem, obtém-se como resulta-
do o protótipo do projeto - um sneak peek do produto final.
Este material é de alto valor para iniciar o desenvolvimento
do projeto, já que apresenta utilidade em todas as fases da
construção ágil, servindo de referência e mitigando possíveis
dúvidas para todos os envolvidos.
18 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Como o DT e o Ágil
funcionam na prática?
Como prometido, vamos nos aprofundar sobre os
processos do Design Thinking e as práticas Ágeis.
Por dentro do Design Thinking \
Vale lembrar que o Design Thinking complementa a vi-
são mercadológica de que para inovar é preciso focar no
desenvolvimento e na integração de novas tecnologias e na
abertura de novos mercados. Além disso, é uma metodolo-
gia que inova ao introduzir novos significados aos produtos,
serviços e relacionamentos a partir do foco no ser humano
(todos os stakeholders envolvidos).
20 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Mas como isso funciona na prática?
Funciona através de alguns princípios que são aplica-
dos em projetos de inovação para as mais diversas
finalidades:
1. Foco nas pessoas
2. Colaboração multidisciplinar
3. Tangibilização das ideias e conceitos
O Design Thinking é utilizado para
gerar inovações que atendam às
necessidades humanas, sem perder
de vista a viabilidade tecnológica e o
valor gerado ao negócio.
É importante saber também que cada profissional
ou gestor de projeto aplica o Design Thinking de uma
maneira diferente. E, de fato, cada projeto e cada con-
texto exigem uma avaliação de quais são as melhores
técnicas e ferramentas para serem empregadas.
No entanto, de maneira geral, o Design Thinking
possui fases bem definidas e é composto por um
processo sistemático, em que cada fase é importante
e contribui para o resultado final.
21
Entenda, em detalhes, cada uma dessas etapas:
Imersão Análise Ideação Prototipagem
Imersão
Fase caracterizada pela aproximação do problema.
A equipe mergulha nas implicações do desafio através
do ponto de vista dos diversos stakeholders. Para obter estes
insumos, são feitos diversos tipos de pesquisas: entrevistas,
buscas de tendências, ou cool hunting, observação direta, etc.
O objetivo é criar o entendimento global de tudo que cer-
ca o desafio, entendendo as necessidades e desejos de
todas as partes envolvidas, com especial atenção para
os usuários finais. A palavra-chave aqui é EMPATIA.
A imersão ainda pode ser dividida em Prelimi-
nar, quando há um primeiro contato com o proble-
ma e em Profundidade, quando se inicia o levanta-
mento das necessidades e oportunidades que irão
nortear a geração de soluções posteriormente.
22 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Análise
Fase de Análise, em que a equipe busca sintetizar as infor-
mações coletadas. Neste momento, todo o material bruto
levantado serve de base para essa etapa. Faz-se, então,
o cruzamento das informações para encontrar padrões e
consolidar os insights através de materiais que ajudem a
entender e a explicar as descobertas.
Esses materiais podem ser diversos: personas, jornadas,
critérios norteadores, etc.
É na fase de análise que são definidas as personas, através
do mapeamento dos diferentes tipos de stakeholders:
como são | o que pensam | o que fazem | o que sentem
Também é preciso estabelecer o Backlog do Produto: lista
dos requisitos identificados em forma de Histórias de Usuá-
rio, ordenada por prioridade de desenvolvimento.
Temos ainda as jornadas, que indicam de que forma o usu-
ário ou consumidor se relaciona com o produto ou serviço,
touchpoints, etc. É nessa hora que se evidenciam os pontos
e momentos mais críticos que tangenciam o desafio. E é
também o momento de, muitas vezes, reenquadrar o pro-
blema; perceber que a pergunta inicial talvez tenha muda-
do um pouco — o que é natural depois de tudo o
que se descobriu.
23
Ideação
É na etapa da ideação que acontece o brainstorming,
a tempestade de ideias. O objetivo aqui é apresentar
o maior número de ideias, sem nenhum tipo de julga-
mento. É neste momento também que os participan-
tes do projeto propõem alternativas e soluções para o
contexto identificado na análise.
É aqui que os envolvidos começam a “pensar fora da
caixa”, propondo soluções para o problema. Para isso,
utilizam-se práticas de estímulo à criatividade, como
o Workshop de Cocriação, que reúne os envolvi-
dos para pensar em respostas para as questões do
usuário final, de acordo com o contexto do assunto
trabalhado.
Não há limite de ideias nesta fase. Também é
aconselhável que haja variedade de perfis de pessoas
envolvidas, incluindo até quem será beneficiado com
as soluções propostas. Técnicas colaborativas aju-
dam os stakeholders a priorizar quais itens são mais
importantes e devem ser produzidos.
24 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Prototipagem
A última fase é a da prototipagem, ou prototipação.
De acordo com os autores do livro Design Thinking
- Inovação em Negócios, “prototipar é tangibilizar
uma ideia, é a passagem do abstrato para o físico
de forma a representar a realidade — mesmo que
simplificada — e propiciar validações”.
Em resumo, a prototipagem é a fase de validação das
ideias geradas. É a hora de aparar as arestas, ver o
que se encaixa no projeto, juntar propostas e colocar a
mão na massa.
A produção dos protótipos digitais prevê a forma de
funcionamento do produto, seja em forma de aplica-
tivo, sistema storyboard, etc. Em seguida, são feitos
testes com usuários e clientes reais para a coleta de
feedback e aprendizado.
Nos projetos de produtos tecnológicos digitais, que
vão culminar no desenvolvimento ágil, o foco desta
fase é desenvolver um protótipo de baixa fidelidade,
com o objetivo de tangibilizar as principais soluções,
complementando e validando com os usuários a visão
conceitual e funcional que buscamos.
25
É neste momento que a ideia está pronta para ser
desenvolvida. Isso acontece quando existe clareza
para todos dos seguintes pontos:
1. O problema que estamos buscando solucionar
2. As pessoas envolvidas (para quem queremos
solucionar o problema)
3. A visão do futuro da solução
Equipe
Representante Facilitador multidisciplinar
do negócio do processo que executar‡ o
projeto
Stakeholders Product Owner Design Thinker Innovation Team
26 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Entendendo o Agile \
As etapas ágeis comumente encontradas nos
frameworks são:
Requisitos
Planejamento
Modelagem
Desenvolvimento
Entrega
Mensuração
27
O Manifesto Ágil \
É importante saber que o uso da palavra ágil deriva
do Manifesto Ágil. No início da década de 90, buscando
diminuir a burocracia dos processos de desenvolvimento
de softwares, foram criadas novas abordagens, mais enxu-
tas, que se mostraram mais úteis e efetivas que as tentativas
anteriores.
Essas novas metodologias passaram a ser chamadas de
ágeis a partir de 2001, quando um grupo de 17 especialistas
se reuniu em Utah, no Estados Unidos, para discutir manei-
ras de desenvolver softwares de forma mais leve, rápida e
centralizada em pessoas, não em processos.
Pela primeira vez, a indústria de software encontrou uma
forma real e sustentável para resolver problemas que
sufocavam várias gerações de times de desenvolvimento.
Com isso, constitui-se o manifesto, que apresenta 4
premissas fundamentais:
Nós valorizamos:
• Indivíduos e interações: mais do que
processos e ferramentas;
• Softwares em funcionamento: mais
do que documentação abrangente;
• Colaboração com o cliente: mais
do que negociação de contratos;
• Responder a mudanças: mais do
que seguir um plano.
28 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Os métodos ágeis tem como característica o desenvol-
vimento em etapas- ou seja, as entregas são realiza-
das por partes, até que, ao final de todas as entregas,
obtêm-se o produto final. Esta forma é conhecida
também por “método em espiral”, já que as sprints
ocorrem repetidamente até obter-se o produto final.
Neste contexto, visualizamos o Scrum, um dos frameworks
mais conhecidos baseado em Agile
29
Frente a frente com
o framework Scrum \
Os times Scrum estão associados à papéis, eventos, arte-
fatos e regras. Cada componente dentro do framework
serve a um propósito específico e é essencial para o uso
e sucesso do Scrum.
Stakeholders
Business
Owner
SCRUM Product
Master Owner
SCRUM Team
SCRUM Master (SM) \
O Scrum Master é o facilitador do time. É ele que auxilia
na remoção de impedimentos (blocks), garante o correto
cumprimento dos ritos Scrum e contribui para que as
entregas do projeto ocorram conforme as determina-
ções e prazos.
30 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Product Owner (PO) \
É o dono do produto, ou seja, o responsável por
escrever o backlog, definir requisitos (user stories),
apoiar o time no dia a dia de desenvolvimento do
projeto, e validar se as entregas ocorreram conforme
suas expectativas.
SCRUM Team \
O Scrum Team é responsável pela estimativa e execu-
ção das entregas definidas no Product backlog.
O time de desenvolvimento é comumente composto
de 3 a 8 membros - profissionais com características
de auto gerenciamento e multifuncionais.
Em times Scrum, considera-se que quanto mais
plural forem as competências técnicas do time, maior
será o alcance de alta performance na execução
das entregas.
Product Backlog \
O product backlog consiste no escopo do projeto.
Um Product Backlog estruturado corretamente con-
tém User Stories - requisitos e regras técnicas e/ou
de negócios.
Essa é uma maneira de documentar o projeto visando
maior flexibilidade, otimização do tempo e orientada
ao valor das informações.
31
Sprint \
Sprints são as etapas onde ocorrem a execução de ativi-
dades. Ao término de cada sprint, é entregue um incre-
mento do produto.
O Scrum pressupõe quatro cerimônias formais. São elas:
Reunião de planejamento da Sprint \
Todos os membros do projeto participam.
Neste momento são analisadas as informações do back-
log, estimadas (em esforço/complexidade) e, posterior-
mente, distribuídas nas sprints.
Esta reunião ocorre antes do início de cada sprint.
Reunião Diária \
O Scrum Master e o time participam desta reunião.
Tem como foco:
Status das atividades;
Posicionamento de todos os envolvidos sobre
o andamento das atividades em curso;
Identificação de gaps e blocks da sprint .
Deve acontecer diariamente, em todo o sprint.
32 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Reunião de revisão da Sprint \
Todos os membros do projeto participam.
É a reunião onde, essencialmente, é apresentado o
resultado e as entregas da sprint em curso, avaliando,
assim, se a entrega ocorreu dentro das expectativas
do Product Owner.
Esta reunião ocorre ao final de cada sprint do projeto.
Retrospectiva da Sprint \
Há o enfoque em melhoria contínua, já que todos os
envolvidos no projeto se reúnem para debater sobre pon-
tos positivos e negativos durante a trajetória do projeto.
Esta reunião ocorre ao final de cada sprint do projeto.
33
Conclusão
34 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
Como vimos ao longo deste e-book, unir Design
Thinking com Agile é uma forma de agregar inovação
e entregas mais ágeis no âmbito da tecnologia.
Vale ressaltar que, para se alcançar os resultados de-
sejados, a cultura organizacional da empresa precisa
estar alinhada com as propostas destas novas práticas
e metodologias.
Você e seu time estão dispostos a mergulhar em uma
abordagem inovadora, onde Design Thinking e Agile
caminham juntos, na direção de resultados
realmente surpreendentes?
35
Case
Plataforma de venda
Em 2015, uma empresa do setor financeiro identificou a
necessidade de uma plataforma digital para sua equipe
comercial. O objetivo era reunir todas as informações e
ferramentas necessárias para o dia a dia operacional em
um só ambiente.
Apesar de ter foco nos clientes internos, havia o temor de
encontrar dificuldades na adesão da plataforma. Para mi-
tigar este risco e aumentar as chances de sucesso entre
os usuários, a empresa decidiu focar a concepção deste
36 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
produto nas reais necessidades dos usuários. Neste con-
texto, entenderam que o Design Thinking seria a melhor
abordagem e a MJV para tomar frente do projeto.
O desafio
Desenhar os fundamentos de uma plataforma digital
capaz de empoderar a equipe de vendas, aumentando
volume, valor e qualidade das operações para garantir:
cobertura transacional, flexibilidade, usabilidade, dis-
ponibilidade de informação, inteligência do sistema e
adesão dos usuários.
O projeto
Com base em quase quarenta entrevistas com stake-
holders envolvidos no desafio, foi possível desenhar a
jornada dos usuários em suas operações. Por meio de
imersão e análise, foram identificados problemas, pa-
drões e insights em cada etapa.
Na fase de ideação, a equipe da MJV organizou dois
workshops de cocriação, reunindo 28 pessoas. Através
de uma série de atividades colaborativas, buscamos
explorar, desenhar e priorizar as funcionalidades do
portal. Também incentivamos o foco nos pontos mais
críticos da jornada.
Durante a fase de prototipagem, a tangibilização das
ideias surgidas durante estes workshops culminou no
desenho de web frames navegáveis pela equipe da MJV.
37
A solução foi, então, submetida a testes e avaliações com
clientes e usuários, refinada em ciclos, até que as hipóte-
ses que geraram os primeiros esboços foram validadas e
ajustadas para as reais necessidades dos usuários finais.
A entrega deste projeto foi um protótipo navegável em
HTML, registrado através de fluxos, sitemaps, glossários
e notas de funcionamento, além do desenho da jornada
dos usuários com os principais insights em cada etapa.
Juntos, os materiais empoderaram o time desenvolvedor a
tomar decisões mais assertivas durante o desenvolvimento.
O resultado
O resultado foi a concepção de uma estrutura base, que
fornece a visão e, ao mesmo tempo, a flexibilidade neces-
sária para o planejamento do projeto — hoje em fase de
desenvolvimento em modelo ágil.
Esta estrutura vai atender as necessidades de operação dos
mais de quatro mil produtos que serão implantados pouco
a pouco, gerando valor à medida que são disponibilizados.
Os impactos do projeto podem ser resumidos em:
• Aderência da plataforma às necessidades dos usuários;
• Alinhamento entre negócios e TI desde o início;
• Assertividade em recursos e tempo alocado no estágio
de desenvolvimento.
38 Design Thinking e Scrum | No contexto da transformação digital
O mais interessante é que o protótipo criado não
engessa o projeto. Ele funciona, na verdade, como
um guia para as ações do time de desenvolvimento.
Toda vez que surgir uma nova necessidade, ainda
não endereçada, o UX designer do time vai conseguir
ajudar a priorizar as novas demandas, com o apoio
das ferramentas da jornada do usuário e do enten-
dimento que se criou. Desta forma, fica muito mais
fácil desenhar novas funcionalidades idealizadas pe-
los desenvolvedores, inclusive aplicando técnicas de
Design Thinking para extrair a raiz das necessidades
das novas demandas dos usuários.
39
Sobre a MJV:
people transforming business
Durante mais de 20 anos, a MJV Technology &
Innovation tem ajudado a influenciar a inovação e
resolver os desafios de negócios com algumas das
maiores empresas do mundo. Com escritórios na
Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, a
consultoria conta com uma equipe multidisciplinar,
composta por mais de 700 profissionais divididos
entre designers, engenheiros, antropólogos, cientistas
de dados, desenvolvedores, empreendedores e
muito mais. Acreditamos no trabalho colaborativo e
aplicamos o Design Thinking e a Metodologia Ágil como
um guia para todos os projetos que desenvolvemos.
Mauricio Vianna Ysmar Vianna
CEO, PhD Chairman, PhD
[email protected] [email protected]40
A MJV é composta por quatro pilares, estruturados
em completa sinergia:
Inovação em Negócios: Desenvolvimento e
implementação de soluções inovadoras para reduzir
custos, aumentar lucros e gerar novos modelos de
negócios.
Consultoria em Tecnologia: Desenvolvimento e
implementação de serviços personalizados de Business
Intelligence (BI), TI e Internet das Coisas (Internet of
Things).
Estratégia Digital: Desenvolvimento e implementação
de estratégia corporativa e experiência do usuário de
forma que o “ser digital” e o “pensar digital” se tornem
intrínsecos ao modelo de negócio.
Outsourcing de Perfis Profissionais: Alocação de
profissionais de UX, UI, Marketing e TI contando com
o apoio total da MJV no que diz respeito ao trabalho
realizado e controle de qualidade.
41
EUROPA: AMÉRICA DO NORTE:
Reino Unido Estados Unidos
Londres Atlanta
[email protected] [email protected]
Houston
Portugal [email protected]
Lisboa
[email protected] AMÉRICA DO SUL:
Itália Brasil
Roma Rio de Janeiro
[email protected] [email protected] São Paulo
França
[email protected] Paris SP Alphaville
[email protected] [email protected] Curitiba
[email protected]42