Controle do Conversor Boost em Eletrônica
Controle do Conversor Boost em Eletrônica
CAMPUS SOBRAL
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
DISCIPLINA: ELETRÔNICA DE POTÊNCIA E SISTEMAS DE CONTROLE
DINÂMICO
EQUIPE
SOBRAL
2017
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Conversor Boost................................................................................................................3
Figura 2 - Circuito com a chave fechada..........................................................................................4
Figura 3 - Circuito com a chave aberta............................................................................................4
Figura 4 - Esquema do conversor Boost..........................................................................................5
Figura 5 - Corrente no indutor............................................................................................................8
Figura 6 - Diagrama de Blocos SG3525.........................................................................................14
Figura 7 - CI SG3525........................................................................................................................14
Figura 8 - Tempo Morto....................................................................................................................15
Figura 9 - Esquemático da geração de sinal PWM.......................................................................16
Figura 10 - Saídas do SG3525........................................................................................................16
Figura 11 - SG3525...........................................................................................................................17
Figura 12 - Saída de chaveamento do SG3525............................................................................17
Figura 13 - Polos e zeros de Gboost (s).............................................................................................21
Figura 14 - Esquemático de todo o sistema..................................................................................22
Figura 15 - Diagrama de Bode da FT de Malha Aberta...............................................................23
Figura 16 - Estrutura do compensador...........................................................................................26
Figura 17 - Diagrama de bode da FTMACOM...............................................................................27
Figura 18 - Resposta ao degrau de FTMF.....................................................................................28
Figura 19 - Sistema de malha fechada...........................................................................................29
Figura 20 - Tensão de saída e de entrada.....................................................................................30
Figura 21 - Correntes no indutor e na carga..................................................................................31
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..............................................................................................................3
1.1 Conversores.....................................................................................................................3
1.2 Conversor “Boost”..........................................................................................................3
4 Circuito de Chaveamento..............................................................................................14
4.1 Simulação do chaveamento...........................................................................................16
4.1.1 Cálculo para a frequência de oscilação.......................................................................18
6 COMPENSAÇÃO DO SISTEMA................................................................................25
6.1 OBTENÇÃO DO COMPENSADOR...........................................................................25
6.2 RESULTADOS OBTIDOS NA SIMULAÇÃO...........................................................29
6.2.1 ANÁLISE DE TENSÃO.................................................................................................29
6.2.2 ANÁLISE DA CORRENTE...........................................................................................31
7 CONCLUSÃO..............................................................................................................32
REFERÊNCIAS........................................................................................................................33
1
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INTRODUÇÃO
1.1 Conversores
Em certas ocasiões é necessário fazer a transformação de uma tensão cc
em outra para que o objetivo seja alcançado, como em um trem ou metrô
onde uma tensão de cerca de 4.000 V do sistema de distribuição é
transformada em 300 V na alimentação de um motor CC, ou então, a partir de
12 V alimentar um equipamento de 120 V.
Fonte – (UDESC)
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Fonte: (UDESC)
Fonte: (UDESC)
Quando a chave for aberta, quem conduzirá agora é o diodo, com isso,
a corrente no indutor vai cair e a energia armazenada nele será transferida
para a carga na saída, sendo assim, a tensão de saída será a soma da
tensão de alimentação com a energia armazenada no indutor.
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V L=V i
Como,
d IL
V L=L
dt
Então,
d IL
L =V i
dt
dIL Vi
=
dt L
Vi
Δ I L= ∗Δt
L
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Vi
Δ I L= ∗DT
L
Onde:
V i = Tensão Inicial
T = Período
D = Duty cycle
V L=V i−V 0
Como,
d IL
V L=L
dt
Então,
d IL
L =V i−V 0
dt
d I L V i−V 0
=
dt L
V i−V 0
Δ I L= ∗(1−D)T
L
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V i−V 0 −V i
∗( 1−D ) T = ∗DT
L L
V i=V 0 (1−D)
Vi
V 0=
(1−D)
A fórmula obtida mostra que a tensão de saída pode ser maior (D<1)
ou igual (D=0) a tensão de entrada.
Pi=V i∗I L
E a de saída
2
V0
P0=
R
2
V0
V i∗I L=
R
( )
2
1 Vi
V i∗I L= ∗
R (1−D )
1 2
∗V i
R∗V i
I L= 2
(1−D)
Vi
I L=
(1−D)2∗R
ΔI L
I max=I L +
2
ΔI L
I min =I L −
2
Vi V i DT
I max= +
(1−D) R 2L
2
Vi V i DT
I min = −
2
( 1−D ) R 2L
chegue a zero, ou seja, I min > 0. Caso I min seja igual a zero dizemos que o
indutor está no modo entre a continuidade e a descontinuidade. Quando I min =
0 pode-se calcular o valor mínimo do indutor para o sistema, como pode ser
visto abaixo.
Vi V i DT
I min = −
( 1−D ) R 2
2L
Vi V i DT
0= −
( 1−D ) R 2
2L
Vi V i DT
2
=
( 1−D ) R 2L
2
DR (1−D)
Lmin =
2f
V iD
L=
ΔI L f
ΔV 0 D
=
V 0 RCf
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Parâmetro Valor
∆V 10%
Ondulação de tensão no capacitor (
Vout
)
∆ iL 10%
Ondulação de corrente no indutor ( )
iL
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V¿
D=1− =0.5
V out
V¿
D min =1− max
=0.292
V out
V¿
Dmax =1− min
=0.625
V out
V out ²
R0 = =23,04 Ω
Pout
V ¿∗Dmax
L=
∆iL∗f s
Vinmin
iL = 2
=5.556 A
(1−D max ) ∗R
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∆ iL
=10 %
iL
∆ iL=0.10∗iL=0.10∗5.556
∆ iL=0. 5556 A
V ¿∗Dmax 24∗0.625
L= = ≈ 675 µH
∆iL∗f s 0. 5556∗40000
ΔV 0 Dmax
=
V 0 R∗C∗f
0.625
C= =6.782 µF
23.04∗0.10∗40000
Para o cálculo do capacitor foi utilizado o duty cycle máximo, pois este
é o caso em que a saída apresentaria uma maior variação da tensão,
possuindo uma limitação máxima de 10%.
O diodo de potência foi escolhido pela sua tensão reversa e pela sua
corrente de condução direta, sendo que a corrente precisa ser maior que
I d > 4.39 A e sua tensão reversa precisa ser maior que V d >50 V .
rev
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I MOSFET >4,37 A
V MOSFET >50 V
rev
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4 Circuito de Chaveamento
Fonte: (SEMICONDUCTOR)
Figura 7 - CI SG3525
1
Freq=
0.7∗R∗C
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Como pode ser visto na Figura 10, cada saída possui um transistor. As
formas de onda das saídas são de mesma amplitude e período, porém
quando um transistor está ligado o outro está desligado, o que faz com que as
saídas sejam complementares.
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Figura 11 - SG3525
Como o MOSFET chaveia com uma tensão entre 10 e 20V, é possível ver que a
tensão de saída do SG3525 obtida é capaz de chavear o MOSFET.
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1
Freq=
0.7∗R∗C
3 1
40∗10 = −9
0.7∗R∗10∗10
R1=3.571 KΩ
Fonte: Autor
Após isso, foram analisados os pinos de saída. Para obter uma saída
com duty cycle de 50%, os potenciômetros R xe R y tiveram que ser
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Fonte: Autor
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Gboost =
((
Kd∗ 1+
s
wz1)(
∗ 1−
s
wz2 ))
1+
s
( )
s2
+ 2
w0∗Q w0
Onde:
Vin
Kd=
(1−Dmax )2
1
w z 1=
C∗RSE
( 1−Dmax )2∗R
wz2=
L
1
w 0= ∗( 1−Dmax )
√ L∗C
Q=w0∗C∗(R+ RSE)
Kd = 170.6667;
Wz1 = 9.830400*106
Wz2 = 4.8*103
W0 = 5.5426*103
Q = 0.8666
−2.518∗1013∗s 2−2.474∗1020∗s+1.188∗1024
Gboost ( s ) =
2.266∗1014∗s2 +1.45∗1018∗s+6.962∗1021
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Polos Zeros
Fonte: Autor
Fonte: Autor
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Fonte: (ELMANO)
Vref 0.48
H ( s )= → H ( s )= =0.01
Vout 48
1 1
F m= → Fm= → F m=0.303
Vm 3.3
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−7.63∗1010∗s2−7.497∗1017∗s +3.6∗1021
FTMA= 14 2 18 21
2.266∗10 ∗s +1.45∗10 ∗s +6.962∗10
Margem de fase entre 45° e 90°, o sobressinal está ligado diretamente com a
margem de fase do sistema. Estando dentro desse limite estabelecido, pode-
se garantir a estabilidade e uma boa sobretensão e oscilação.
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Pelo Diagrama de Bode da figura 15, nota-se que o sistema não está
cumprindo com os critérios de estabilidade. Não há uma frequência de corte,
a margem de fase para esse caso é infinita e o diagrama de módulo não está
cruzando o 0dB a -20dB/dec.
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6 COMPENSAÇÃO DO SISTEMA
Ki 1250
C V ( s )= →C V ( s )=
s s
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1
K i RC
=
s s
10 2 17 21
−7.63∗10 ∗s −7.497∗10 ∗s+3.6∗10
∗1250
2.266∗1014∗s 2+1.45∗1018∗s+ 6.962∗1021
FTMACOM =
s
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13 2 20 24
−9.57∗10 ∗s −9.403∗10 ∗s +4.516∗10
FTMACOM = 14 3 18 2 21
2.266∗10 ∗s +1.45∗10 ∗s +6.962∗10 ∗s
Ramo direto
FTMF=
1+ FTMA
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15 2 22 26
−9.57∗10 ∗s −9.403∗10 ∗s +4.516∗10
14 3 18 2 21
2.266∗10 ∗s + 1.45∗10 ∗s + 6.962∗10 ∗s
FTMF= 14 3 18 2 21 24
2.266∗10 ∗s +1.449∗10 ∗s +6.022∗10 ∗s+ 4.516∗10
2.266∗1014∗s 3+ 1.45∗1018∗s 2+ 6.962∗1021∗s
15 2 22 26
−9.57∗10 ∗s −9.403∗10 ∗s+ 4.516∗10
FTMF=
2.266∗1014∗s 3 +1.449∗10 18∗s 2 +6.022∗1021∗s+ 4.516∗1024
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7 CONCLUSÃO
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REFERÊNCIAS
HART, D. W. Eletrônica de potência análise e projetos de circuitos. Porto Alegre: bookman, 2012.
NISE, N. S. Engenharia de Sistemas de Controle. 3ª. ed. [S.l.]: LTC, 2002. Cap. 9, p. 397-399.
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