ALTERAÇÕES
POSTURAIS
Fisioterapia nas alterações
posturais
CIFOSE
Desvio da coluna no
plano sagital
Aumento da Cifose
fisiológica: normal =
36º
(20º a 40º)
Compensação lombar
com Lordose
CIFOSE
Curvatura torácica ↑ - protração escapular e
cabeça.
Freqüente na infância e adolescência.
Causas comuns→Posturais ou atitudes cifoticas:
miopia, hipertrofia idiopática, congênitas,
traumáticas, infecciosas, inflamatórias, alterações
de MMII, etc
CIFOSE
Classe das curvas →redutíveis ou funcionais.
Irredutíveis ou estruturadas.
Sintomatologia → gibosidade arredondada.
Projeção da cabeça e ombros para frente.
Proeminência das escápulas para trás.
Aplainamento do tórax para frente.
Abaulamento abdominal.
↑ da lordose de compensação, Antero versão pelve
CIFOSE
Postural⇒vício,mau hábito, corrige em extensão.
Dorso curvo⇒ sem alterações na forma da
vértebra ao RX, não corrige totalmente. Angulo
até 45/50°.
Scheurmann: alteraçoes ao RX, 3 vértebras, +5°
CIFOSE
confundida com vício postural.
Precoce é negligenciado.
A postura viciosa pode ser uma manifestação de
alterações morfológicas graves na coluna
vertebral.
Diagnóstico e tratamento precoces dos pacientes
com dorso curvo produzem uma correção
satisfatória da deformidade.
DOENÇA DE SCHEUERMANN
Hipercifose torácica rígida devido ao
acunhamento vertebral produzido durante a
adolescencia.
Holger Werfwl Scheuermann 1921.
DOENÇA DE SCHEUERMANN
A etiologia desconhecida.
Poucos estudos. Teorias
propostas, nenhuma
amplamente aceita.
O fator genético não foi
estabelecido.
Descrição da ocorrência de
vários casos em uma
mesma família.
DOENÇA DE SCHEUERMANN
1964: critérios de
Sorenson.
3 vertebras adjacentes
acunhadas em pelo
menos 5°.
Nodulos de Schmorl.
Irregularidade na
placa terminal.
Etiologia
Alteração do desenvolvimento do colágeno.
Transtorno na ossificação das placas vertebrais.
Corpos vertebrais com forma de cunha.
Outras
Cifoses
QUADRO CLÍNICO
Hipercifose rígida.
Hiperlordose compensatória.
Escoliose leve.
Encurtamento Isquiotibial.
Comprometimento neurológico
infreqüente
Dor na cifose ou na
hiperlordose
QUADRO CLÍNICO
Manifestações iniciais ⇒ relacionam-se com a
deformidade.
Com ou sem dor no vértice da cifose.
Maior incidência de dor ⇒ início da adolescência,
em torno de 50%
Mais freqüente na cifose de 1.ª e 2.ª vértebras
lombares em cifose fixa.
EXAME FÍSICO
Observa fácil o ⇑ da cifose torácica e lordose
lombar normal.
Perda de mobilidade →não corrige por completo
quando o paciente faz a hiperextensão torácica.
Lordose lombar não morfológica→corrige pela
flexão do tronco.
Algumas vezes pequena escoliose, com discreta
proeminência costal.
Retrações musculares peitorais e isquiotibiais
Cintura escapular para a frente e limitando a
Hipercifose não desaparece no teste de Adams
AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA
Alterações ⇒ raramente Os melhores critérios para
antes dos 12 anos. o diagnóstico de RX são:
20% a 30% → uma a) placas terminais
discreta escoliose (10° a vertebrais irregulares;
20 °)com ou sem rotação b) estreitamento aparente
vertebral do espaço discal;
Cifose acima de 40° no c) uma ou mais vértebras
paciente em crescimento é em cunha de 5° ou mais;
anormal. d) aumento da cifose
Não se conhecem os dorsal normal.
ângulos normais da lordose
AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA
COMPLICAÇOES
Uma cifose de menos de 40° raramente tem importância
estética.
Curva evolui ⇒ deformidade clínica mais acentuada,
inclusive na criança obesa.
Deformidades maiores de 65° são volumosas, aumentam a
lordose e projeção da coluna cervical.
Um aspecto estético extremamente desagradável.
Curvas desta magnitude podem continuar evoluindo mesmo
depois do crescimento completo.
A dor nas costas pode ser transitória, com ou sem
tratamento.
COMPROMETIMENTOS MUSCULARES
Flexibilidade ⇓ músculos intercostais, peitoral
maior e menor, grande dorsal e serrátil anterior,
elevador da escápula e TFS.
Músculos fracos e alongados→ rombóides e TFM.
ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA
O tratamento: As indicações para o
tratamento da cifose em
Deformidade torácica com
crianças são:
aspectos psicológicos
1)corrigir deformidade estética;
importantes. 2)prevenir a progressão da
deformidade;
Incapacitante dor nas
3)aliviar os sintomas presentes;
costas no futuro. 4)evitar problemas posteriores
derivados de uma doença não
tratada.
INDICAÇÕES DE FISIOTERAPIA
Cifose Postural: correção da atitude cifótica
através de exercícios para fortalecimento dos
grupos musculares torácicos posteriores.
INDICAÇÕES DE FISIOTERAPIA
Dorso Curvo do Adolescente:
Curvas flexíveis.
Ângulos até 45º.
Potencial de crescimento grande.
Sem alterações ao RX.
INDICAÇÕES DE FISIOTERAPIA
Dorso Curvo do Adolescente:
- Alongamento de isquiotibiais
- Alongamento de peitorais
- Correção da cifose torácica
- Correção da lordose lombar
ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA
Curvas de 20° a 40 °
COBB: normal.
Curvas de 40 ° a 60 °
COBB: órtese e
fisioterapia.
Curvas acima de 60 °
COBB: cirurgia.
INDICAÇÃO DE ÓRTESE
Curvas acima de 45º.
Com alterações ao RX.
Curvas rígidas.
Potencial de
crescimento para
correção.
Uso por 6 meses.
COLETE DE MILWAUKEE
COLETE DE MILWAUKEE
cifose patológica a fisioterapia isolada não produz
bons resultados,
útil como complemento ⇒colete de Milwaukee,
Corrige as contraturas musculares.
os resultados apontam melhora de 40% da cifose
com este tipo de órtese.
O colete deve ser usado 23 horas por dia,
COLETE DE MILWAUKEE
Estabilização da curva , fim do crescimento
→colete descontinuado.
Complicações pelo uso do colete → mal
confeccionado.
Correção excessiva da cifose → lordose torácica.
TRATAMENTO CIRÚRGICO
O tratamento cirúrgico → raramente necessário.
Indicações:
cifose grave em crescimento completo.
dor acentuada e incapacitante na área da cifose não
responde ao tratamento conservador.
sinais e sintomas neurológicos secundários a cifose.
Cifoses maior que 60º
curvas rígidas
INDICAÇÃO DE CIRURGIA
CIRURGIA: via anterior
84º 35º
DORSO PLANO
Diminuição da curvatura torácica.
Escápulas e clavículas deprimidas e postura de
retificação cervical.
Postura militar exagerada→ não é comum.
COMPROMETIMENTOS MUSCULARES
⇓ da flexibilidade dos eretores da coluna torácica
e retratores da escápula.
Restrição dos movimentos escapulares→ diminui
liberdade de elevar ombro.
Fraqueza dos músculos que fazem protação da
escápula e intercostais torácicos anteriores.