0% acharam este documento útil (0 voto)
170 visualizações9 páginas

Livro

[1] O documento é uma reflexão sobre o livro "Os Sete Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes" de Stephen Covey, onde a autora destaca alguns pontos principais do livro e faz anotações pessoais. [2] O livro discute a importância de mudanças internas de comportamento e paradigmas, e desenvolvimento de hábitos eficazes. Ele está dividido em quatro partes que cobrem vitória interna, pública e renovação. [3] A autora reflete sobre ética do caráter versus é

Enviado por

paula
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
170 visualizações9 páginas

Livro

[1] O documento é uma reflexão sobre o livro "Os Sete Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes" de Stephen Covey, onde a autora destaca alguns pontos principais do livro e faz anotações pessoais. [2] O livro discute a importância de mudanças internas de comportamento e paradigmas, e desenvolvimento de hábitos eficazes. Ele está dividido em quatro partes que cobrem vitória interna, pública e renovação. [3] A autora reflete sobre ética do caráter versus é

Enviado por

paula
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Pós-Graduação em Direção Comercial e Vendas Ana Caeiro

Reflexão sobre o livro “Os Sete Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes” (Stephen Covey, 1989)

Ana Leonor Rodrigues Caeiro

Pós-graduação em Direção Comercial e Vendas

ISCAC – Coimbra Business School Edição 2018/19

Introdução

Ao longo do livro, Stephen Covey refere a necessidade de aprendermos a fazer mudanças de dentro para
fora (mudança de comportamentos), alterarmos os paradigmas sobre a forma como interpretamos o mundo
e como desenvolver hábitos eficazes para mais facilmente atingirmos os nossos objetivos pessoais e
profissionais. O autor baseou seus fundamentos para o sucesso na Ética do Caráter – atributos como
integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem, justiça, paciência, diligência, simplicidade,
considerando a Ética da Personalidade – crescimento da personalidade, treinamento em práticas de
comunicação e educação na área de influências estratégicas e pensamento positivo, secundária para a Ética
do Caráter, que somos é muito mais do que dizemos ou fazemos.

Retirei do livro as frases que mais significativas para mim, fiz algumas anotações/significados. Usei um
discurso critico no sentido prático, o mais objetivo possível e aplicado ao meu cotidiano.

O livro encontra-se dividido em 4 partes:

1) Paradigmas e Princípios

2) Vitória Interna/Particular (hábitos 1, 2 e 3)

3) Vitória Pública (hábitos 4, 5 e 6)

4) Renovação (hábito 7)

1
Pós-Graduação em Direção Comercial e Vendas Ana Caeiro

Ética do carater/Ética da personalidade

“As influências marcantes em nossas vidas - família, escola, religião, ambiente de trabalho, amigos,
colegas e paradigmas sociais em vigor, como a Ética da Personalidade – foram responsáveis por um
impacto inconsciente e silencioso em nossas mentes, ajudando a formar nossos quadros de referências,
paradigmas e mapas.”

Os primeiros anos da nossa vida são fundamentais para a formação da nossa personalidade. A vivência social,
vai permitir formação da nossa personalidade e dá origem ao carater, a identidade da pessoa, a imagem que
os outros têm de nós. São muitos os fatores condicionantes e os promotores a esta construção.

Por exemplo, ter um irmão mais velho sete anos, foi fundamental para a construção da minha personalidade,
ter de ganhar o meu espaço que então era só dele, sentir-me sempre protegida por ele, ser uma referência
ao nível das conquistas pessoais, influenciou a minha forma de ser. Teria de atingir pelo menos o que ele
conseguiu e sentia que se algo não corresse bem, ele iria apoiar-me.

Ao longo de toda a nossa vida estamos expostos aos fatores exteriores que influenciam e por vezes definem
a nossa personalidade, no entanto temos a capacidade de desenvolver as competências de libertação desses
fatores e ter um espírito critico, traçar a nosso carater, definindo os valores éticos e morais que nos
diferenciam.

“Os paradigmas são poderosos, pois se constituem nas lentes pelas quais vemos o mundo. A força contida
na mudança do paradigma impulsiona os saltos qualitativos, seja a mudança um processo lento e
deliberado ou uma transformação instantânea.”

A minha visão do mundo é diferente da visão da minha amiga, pois não tivemos as mesmas experiências nem
capacidades, para mim o copo pode estar meio cheio e para ela meio vazio.

Esta visão, também muda com o tempo (como costumam dizer os mais velhos) e com as experiencias
pessoais, se à alguns anos atrás encontra-se um cão abandonado, afastava-me com medo que me fizesse
mal, hoje aproximo dele, faço-lhe um carinho e dou-lhe de comida se tiver comigo, só não o levo para casa
porque não posso (ainda não tenho a minha própria casa).

Porque mudei de atitude? O meu comportamento rege-se pelos meus princípios e prioridades: justiça e
equidade, integridade, honestidade, dignidade humana, servir, excelência e o crescimento como ser
humano. Os meus princípios não me permitem desprezar um ser vivo que está abandonado, esta é a minha
visão.

“Podemos fazer "pose" ou "enganar" um estranho ou um colega. Podemos fingir. E, por algum tempo, ir
levando adiante a farsa - pelo menos em público. Podemos até enganar a nós mesmos.”

2
Pós-Graduação em Direção Comercial e Vendas Ana Caeiro

Em algumas situações somos tentados a mostrar algo que profundamente não somos, dá-nos estatuto e
reconhecimento, mas não revela a nossa identidade, não nos define, é uma ilusão. O jogador de futebol que
paga milhões para ter um filho biológico, que não terá o direito de conviver com a mãe que o gerou, revela a
ilusão de todo-poderoso, de alguém que tudo pode, mas que é mais um que caminha pela face da terra. Este
exemplo é revelador de uma personalidade formada apressadamente ou em foram ignoradas algumas
etapas sequenciais amadurecimento.

“Através do trabalho com o conhecimento, a capacidade e a vontade, conseguimos atingir novos níveis de
eficácia pessoal e interpessoal, rompendo com os antigos paradigmas que representaram a fonte da
pseudo-segurança por tantos anos.”

Grande parte da minha vida foi passada em campo, a jogar basquete, tive jogos em que marquei muitos
pontos, mas que equipa foi derrotada. Os meus sentimentos eram bastante ambíguos, sentia a satisfação
pelo sucesso pessoal (pelo qual me ensinaram a lutar), por outro uma frustração de não ter sido capaz de
passar para as minhas colegas o entusiasmo e esforço, que nos poderia ter levado à vitória. Estes
sentimentos, modificaram a minha de forma de jogar, em vez de concluir a jogada sozinha comecei a passar
a bola e a dar mais oportunidades de concretização às minhas colegas, umas vezes resultava outras não, mas
senti que a eficácia e motivação, em campo, melhorou.

Devemos mostrar aos outros que também são capazes e que o seu sucesso é também nosso sucesso.
Procurar uma solução de dentro para fora é necessário para a descoberta do nosso carater.

“Pessoas independentes podem ser eficazes a nível individual, mas não constituem líderes adequados ou
bons elementos em uma equipe. Eles não adquiriram ainda o paradigma da interdependência, necessário
para se conseguir o êxito na vida familiar, no casamento e no mundo profissional.”

Segundo John Donne “No man is an island”, unir os nossos talentos permite-nos ir mais longe e criar algo
maior. Não quer dizer que não possamos ser independentes, conseguir obter o que queremos sozinhos, mas
se combinarmos os nossos esforços teremos um resultado melhor. Embora a independência seja uma
conquista e ser sinonimo de maturidade ela não é suprema. A criança começa a ser independente no sentido
de se conseguir alimentar sozinha, mas continua dependente na preparação dos alimentos. Ser
interdependente significa ter a oportunidade de me relacionar melhor e potenciar os recursos do outro, é
uma escolha das pessoas independentes que se conhecem e reconhecem as competências do outro.

3
Pós-Graduação em Direção Comercial e Vendas Ana Caeiro

7 Hábitos para a Vitória interna

1-Ser proativo

“Temos também a livre escolha - a capacidade de agir conforme manda a autoconsciência, livre de
qualquer influência.”

Todos conseguimos fazer o exercício de "autoconsciência", ou seja, fomos dotados da habilidade de pensar a
respeito do próprio processo de pensamento, o que permite examinemos até mesmo o modo como nos
"vemos", o que afeta não somente nossas atitudes e comportamentos, mas também o jeito como vemos as
outras pessoas. Através deste exercício podemos ser proativos, que significa assumirmos a responsabilidade
por quem somos e pelo que acontece na nossa própria vida, pensando numa perspetiva de dentro para fora.

Agir antes do acontecimento é uma caraterística própria do ser humano. Se tenho de fazer um trabalho
original, ser critica e aplicá-lo ao dia a dia, então recorro à minha consciência “vou fazer uma leitura atenta e
recorrer à minha “autoconsciência”, questionando, se me dessem a ler o trabalho eu iria considera-lo
original”.

Outras pessoas são mais reativas deixam que as circunstâncias externas controlem as suas vidas,
comportamentos e emoções. Tenho de fazer o mesmo trabalho, mas vou deixar para depois, o trabalho é
uma “treta”. Afinal o trabalho demorou mais tempo do que aquele que eu previa, fiquei stressada e saíu
qualquer coisa e não obtive a nota que gostaria. Estou dececionada comigo.

A proatividade foca-se no “Círculo de Influência”, pois é sobre este que podemos fazer algo que modifique
substancialmente a nossa vida. Ao longo da vida o círculo aumenta, pois estamos focados naquilo que
podemos mudar/controlar. Consequentemente, o nosso “Círculo de Preocupação” irá diminuir. O tipo de
resposta face aos acontecimentos é indicador real do nosso comportamento proativo ou reativo.

2. Começar com o objetivo em mente


“Cada momento de sua vida - o comportamento de hoje, amanhã, da semana que vem ou mês que vem -
pode ser analisado dentro do contexto geral daquilo que realmente é mais importante para você.”

Começar com o objetivo na mente significa começar tendo a compreensão clara do que se quer, saber o
caminho a seguir, de modo a compreender melhor onde está agora, e dar os passos sempre na direção
correta.

Enquanto estudante do secundário tinha um objetivo em mente, sair da minha “santa terrinha”, estudar
gestão, conhecer outras pessoas, fazer uma especialização, tirar boas notas (se possível) e ser selecionada
por uma multinacional, que permita andar pelo mundo e ter uma casinha com muitos cães.

Mas facilmente nos distraímos, na correria da nossa vida, do nosso objetivo (lá ficou uma cadeira para trás),
outra vezes corremos de tal forma atrás do nosso sucesso, que quando nos apercebemos ficou a meio do

4
Pós-Graduação em Direção Comercial e Vendas Ana Caeiro

caminho a nossa saúde física ou mental, a família, os amigos. Por vezes obtemos vitórias e sucessos através
de sacrifícios de coisas e pessoas que muito são importantes para nós e mais valiosas. Gerir esta dicotomia é
difícil e complexa, requere uma grande organização e por vezes um espírito de sacrifício que nem todos
conseguem ou valorizam.

O autor sugere que tenhamos diariamente presente a imagem do nosso objetivo final, como referência para
definirmos o caminho para alcançarmos esses objetivos e nortearmos todas as nossas decisões. Os nossos
objetivos são criados duas vezes: uma vez quando pensamos neles e quando efetivamente as realizamos.
Para termos o controlo, é importante definirmos um propósito de vida assente em princípios corretos que
permitam o desenvolvimento dos quatro alicerces que sustentam uma base sólida da vida: segurança,
orientação, sabedoria e poder.

No contexto empresarial, se quisermos ter uma empresa bem-sucedida, necessitamos de ter um bom plano
que se irá traduzir num determinado objetivo, só possível com uma boa liderança seguida de uma boa
gestão.

3. Primeiro o mais importante


“A integridade é, fundamentalmente, o valor que damos a nós mesmos. É a nossa capacidade de assumir
compromissos sérios com nossa própria mente, e manter os assumidos com os outros, é "fazer o que
dizemos".”

Este hábito é o fruto pessoal, é a realização, a elaboração física, do ser proativo e começar com objetivo em
mente, baseia nos quatro dons exclusivamente humanos, a imaginação, a consciência, a vontade soberana e,
em particular, a autoconsciência. É o poder de fazer conforme a sua autoconsciência o sugere, sem
influências exteriores. A importância de definir prioridades e de como as trabalhar, diferenciar o que é
urgente (tudo o que requer a nossa atenção imediata) do que é importante (tudo o que tem a ver com
resultados que contribuem para nossa missão, objetivos e valores). É pôr em prática a vontade soberana da
pessoa, é uma atuação, centrada nos princípios pessoais, no seu dia a dia.

No nosso dia a dia, tendemos a priorizar apenas o que é urgente, no entanto para que possamos ser mais
eficazes e proativos, é crucial despendermos mais tempo ao que é importante. No meu dia a dia, dou
prioridade à elaboração de trabalhos que tenho de entregar (por vezes com prazos muito curtos), ao estudo
de conteúdos programáticos que tenho que saber (porque vou ter teste, neste momento alem da pós
graduação estou ainda a fazer dois “cadeirões” da licenciatura) e fico com pouco tempo, para me dedicar a
coisas que são importantes, ou de “menor importância”, para a promoção do meu bem estar físico e mental,
por exemplo preparar refeições saudáveis, praticar exercício físico, conviver com amigos ou visitar a família
(que se encontra a uma distancia de 5 horas de autocarro).

A necessidade de uma planificação das prioridades e das coisas que são importantes é fundamental, pois o
que se considera menos importante é crucial e motivador para o desempenho eficaz das prioridades
(urgências). Guiados pelos valores e capazes de nos organizar e agir conforme as prioridades da nossa vida

5
Pós-Graduação em Direção Comercial e Vendas Ana Caeiro

com integridade, então podemos escolher a interdependência, a capacidade de construir relacionamentos


ricos, duradouros e altamente produtivos com outras pessoas, propícios ao amadurecimento pessoal.

4. Pensar em vencer/vencer
“Vencer/Vencer é um estado de espírito que busca constantemente o benefício mútuo em todas as
interações humanas.”

O princípio vencer/vencer procura constantemente o benefício e satisfação mútua em todas as interações


humanas, garantindo que todas as partes se sintam bem com a decisão. Para podermos ganhar, a outra parte
não necessita de perder.

Pessoas ou organizações que abordam conflitos a partir de uma atitude vencer/ vencer possuem três traços
de caráter vitais: integridade, maturidade (o equilíbrio entre a coragem de expressar sentimentos e a
consideração pelos outros) e mentalidade da abundância (acreditar que há muito para todos).

Para se alcançarem soluções deste princípio é necessário um processo com quatro fases: ver o problema do
ponto de vista do outro, identificar as questões-chave e as preocupações envolvidas, definir os resultados
aceitáveis e identificar as novas opções possíveis para atingir esses resultados.

A atitude de uma equipa desportiva na entrada em campo é sempre vencer/vencer, mas para que isso
aconteça não vale tudo, existem regras e valores que se têm de respeitar. A “febre” de vencer por vezes leva
à derrota. O foco, a maturidade, inteligência e a gestão emocional e do esforço (por vezes quase sacrifício)
são os instrumentos disponíveis que conduzem a equipa à vitória. É frequente assistir a jogos de equipas que
ficam no final da tabela de classificação e que são premiadas pelo fair play que outras equipas vencedoras
descuram de todo.

5. Procurar primeiro compreender, depois ser compreendido


“Estamos lotados com nossos conceitos, nossa própria biografia. Queremos que nos compreendam. Nossas
conversas tornam-se monólogos coletivos, e nunca entendemos o que realmente se passa dentro de outro
ser humano.”

Procurar primeiro compreender implica uma profunda mudança no paradigma - procuramos primeiro que
nos compreendam antes de compreender. Num diálogo, normalmente não damos atenção empática, com a
finalidade de compreender. Ou seja, primeiro compreender o outro e só depois fazer o outro compreender-
me. A atenção empática entra dentro do quadro de referências da outra pessoa, olhar para dentro dele, é
ver o mundo como ela o vê e compreender o que ela sente. Existe tipicamente uma forte tendência para
atropelarmos os sentimentos das pessoas sem sequer as deixar concluírem o raciocínio, não nos permitindo
entender os seus problemas, necessidades e pontos de vista. Sendo um princípio-chave para uma eficaz
comunicação interpessoal, deveremos reservar algum tempo para o diagnóstico, para tentar compreender
verdadeira e profundamente o problema das outras pessoas para que elas possam também compreender.

6
Pós-Graduação em Direção Comercial e Vendas Ana Caeiro

A essência da atenção empática não está em concordar com alguém, mas sim em compreender aquela
pessoa profundamente, tanto no plano emocional quanto no intelectual. A atenção empática significa muito
mais do que registar, repetir ou mesmo entender, é uma abordagem criadora de uma atmosfera de cuidado
mútuo na

procura de uma solução positiva para um problema. É importante para nós, numa situação interdependente,
que nos compreendam.

No dia a dia, numa conversa entre amigos ou colegas de trabalho temos a tendência em falar mais de nós do
que ouvir os outros a falar de si (por algum motivo temos dois ouvidos e uma boca). Quando nos apresentam
uma situação, temos sempre duas ou mais para contar do mesmo género, dando pouca importância ao que
os outros dizem e sobrevalorizando o nosso assunto. É frequente ouvir “Estou tão cansada.” e em reposta
ouvir “Se tivesses de fazer o que eu faço.”, é um exemplo banal, mas representativo da falta de empatia pelo
outro.

6. Criar sinergias
“A sinergia é a essência da liderança baseada em princípios. Ela catalisa, unifica e libera os poderes
existentes dentro das pessoas.”

A sinergia é a atividade mais dinâmica, o verdadeiro teste e a manifestação de todos os outros hábitos
conjuntos. As formas mais desenvolvidas da sinergia concentram-se nos quatro dons exclusivamente
humanos: a imaginação, a consciência, a vontade soberana e, em particular, a autoconsciência. O hábito de
criar sinergias implica cooperação criativa e trabalho em equipa combinando as forças das pessoas. As
pessoas com mentalidade vence/vence e que escutam com empatia podem aproveitar as suas diferenças
para gerar ideias e opções que antes não existiam. Valorizar com humildade as diferenças percecionais,
emocionais e psicológicas entre as pessoas é a essência da sinergia. Trata-se de valorizar a perceção do outro
- perceber que todas as pessoas veem o mundo não com ele é, mas como elas o percecionam.

Quando trabalhamos em equipa existem diferentes formas de interpretação. Se tivermos a empatia de


escutar o outro, poderemos concluir que estávamos a focar um ponto que pode não ser fundamental para a
resolução do problema, mas que captou a minha atenção devido a minha experiência.

Por exemplo, ao longo deste trabalho terei abordado temas ou exemplos que outras pessoas poderão não
considerar pertinentes para o trabalho pedido, mas esta é a minha visão, a minha perceção da realidade.
Possivelmente se o trabalho fosse realizado por um grupo, o produto final seria totalmente diferente, pois
haveria perspetivas diferentes de abordagem.

7. Afinar o instrumento
“Este é o investimento isolado mais poderoso que podemos fazer na vida - investir em nós mesmos, no
único instrumento que possuímos para lidar com a vida e contribuir para a humanidade.”

7
Pós-Graduação em Direção Comercial e Vendas Ana Caeiro

"Afinar o instrumento" significa expressar as quatro motivações: física, intelectual, espiritual e


social/emocional. Quer dizer exercer as quatro dimensões da nossa natureza individual, com regularidades e
consistência, de formas equilibradas e sensatas. Reflete sobre a necessidade de cuidarmos e
autorrenovarmos as nossas condições.

Afinar o instrumento significa comer alimentos adequados, descansar e relaxar o suficiente, fazer exercício
(dimensão física), desenvolver o intelecto através da leitura e da escrita (dimensão intelectual) e exercitar a
espiritualidade (dimensão espiritual). A dimensão emocional está diretamente vinculada aos
relacionamentos com os outros através dos quais se manifesta, requere dedicação e empatia.

Para além de “afinarmos o nosso instrumento” devemos incentivar os outros a fazê-lo também. Destacar a
sua natureza proativa e tratá-los como pessoas responsáveis, ajudar a torná-los indivíduos centrados nos
princípios, baseados nos valores, independentes e responsáveis. Fornecer um reflexo positivo para os outros
não nos diminui em nada. Só amplia o nosso ser, porque aumenta as possibilidades de interação eficaz com
outras pessoas proativas.

Diariamente e com bastante frequência aconselhamos os amigos, familiares, colegas a ter hábitos de vida
saudáveis: receitas com alimentos essenciais ao nosso organismo, dizer não ao consumo de produtos tóxicos
e bebidas alcoólicas, convites para fazer desporto, aconselhar um livro ou uma serie televisiva ou
simplesmente tirar um tempo para conservar e ouvir o outro.

Conclusão
"Tudo que obtemos com excessiva facilidade valorizamos muito pouco. Só damos real valor ao que
amamos. Deus sabe colocar o preço certo nas coisas".

Thomas Paine

A leitura e a reflexão sobre os temas abordados no livro de “Os sete hábitos das pessoas muito eficazes” de
Stephen R. Covey, permitiu conhecer-me melhor, de um modo mais profundo e significativo. Possibilitou o
reconhecimento da minha natureza, dos meus valores mais intrínsecos e minha capacidade específica de
contribuir com o que tenho de melhor.

Refletir sobre como vivo de acordo com meus valores, senso de identidade, integridade, controle e caracter
próprio. Perceber que o meu caracter é definido de dentro para fora e não pela opinião ou comparações
feitas pelos outros. Chamou-me à atenção que devo preocupar-me menos com o que os outros pensam a
meu respeito e a importar-me mais com os outros.

Relembrou-me que estou sempre a tempo de trocar os antigos padrões autodestrutivos por padrões novos,
por hábitos inéditos de eficácia comprovada, pela felicidade, por relacionamentos baseados na confiança
mútua e a ter paciência comigo mesma e com os outros. E que não há investimento maior que o
amadurecimento delicado da minha personalidade, que requere tempo, dedicação, esforço e autoestima.

Ao professor Gonçalo Ribeiro agradeço a proposta de realização deste trabalho.

8
Pós-Graduação em Direção Comercial e Vendas Ana Caeiro

Você também pode gostar