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Ervas Sagradas e Seus Usos Mágicos

O documento lista várias ervas e suas aplicações ritualísticas e medicinais associadas a diferentes orixás da religião candomblé. As ervas são usadas em banhos, obrigações, defumações e outras cerimônias para limpeza, proteção e cura. Algumas ervas também são usadas na medicina popular para tratar problemas de saúde.

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Ervas Sagradas e Seus Usos Mágicos

O documento lista várias ervas e suas aplicações ritualísticas e medicinais associadas a diferentes orixás da religião candomblé. As ervas são usadas em banhos, obrigações, defumações e outras cerimônias para limpeza, proteção e cura. Algumas ervas também são usadas na medicina popular para tratar problemas de saúde.

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Ervas de Exu:

Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades
lucrativas. Na medicina popular seus frutos são comestíveis, porém em grandes quantidades
causam diarreia de sangue.

Angelim-amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei nos rituais,
suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de nanã e as cascas são utilizadas em
banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possam haver, realizando
um excelente descarrego nos filhos de exu.
A medicina popular indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada
em doses pequenas.

Aroeira: Nos terreiros de candomblé este vegetal pertence a exu e tem aplicação nas obrigações
de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É
usada como adstringente na medicina popular, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve
casos de inflamações do aparelho genital.

Arrebenta cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para
baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia.
Não é usada na medicina popular.

Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com
entidades.
Não é usada na medicina popular.

Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a
purificação das pedras.
Entretanto, não deve fazer parte do axé de exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das
aves ou bichos de quatro patas. Na medicina popular ela é indicada para menstruações difíceis.

Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de exu.
Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de exu. Não tem uso na medicina popular.

Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em
pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os
móveis.
Na medicina popular, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes
Ervas de ogum:

Espada de São Jorge: Utilizado em banhos de defesa e na ritualística de ogum.

Folha de dendezeiro “Mariô”: Folha poderosa ligada a ogum muito utilizada em seu
assentamento e na entrada de terreiros com a função de impedir a entrada de “eguns”.

Lança de Ogum: Utilizada em banhos e na ritualística de ogum.

Carqueja: Sem uso ritualísticos. A medicina popular aponta esta erva como cura decisiva nos
males do estômago e do fígado. Também tem apresentado resultado positivo no tratamento da
diabetes e no emagrecimento.

Samambaia: Na umbanda esta planta é associada diretamente a linha de caboclos e utilizada


em banhos de coroa.
Ervas de Oxóssi:

Araçá – araçá de coroa: Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô
e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético
adstringente a utilizando no trato de desarranjos intestinais e cólicas.

Capim limão: Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos
terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina popular a utiliza em vários
casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o
trabalho do estômago.

Cipó-caboclo: Muito utilizada em banhos de descarrego a medicina popular a utiliza no trato do


linfatismo através de banhos e no combate inflamações das pernas e dos testículos.

Jaborandi: De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou esta planta
como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia
nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.

Lágrima de nossa senhora: É usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
descarrego ou limpeza. A medicina popular a utiliza seu chá como diurético. Os banhos
debelam o reumatismo e reduzem as inchações. As folhas e as sementes são indicadas para
banhar os olhos, propiciando bem-estar. A aplicação deve ser feita pela manhã, após ter deixado
o banho ficar na noite anterior sob o sereno. Retire antes do sol nascer e aplique sobre os olhos.

Sabugueiro: Seu uso ritualístico é indicado como banho forte de descarrego e na medicina
caseira no tratamento das doenças eruptivas: sarampo, catapora e escarlatina. O cozimento das
flores é excelente para a brotação do sarampo.

Erva doce: Seu uso ritualístico é indicado no banho de coroa, na medicina popular ela pode ser
utilizada como calmante, no alivio de cólicas intestinais, gases, vomito, no alivio de contrações
musculares e cicatrizante.
Ervas de xangô:

Alecrim do campo: Seu uso se restringe a banhos de limpeza e defumações.


Na medicina popular seu banho é utilizado no trato de reumatismo.

Alevante ou Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.

Erva de São João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A medicina
popular, indica-a como tônico para combater as disenterias. Aplicam-se no tratamento do
reumatismo. Usa-se o chá em banhos.

Erva-grossa \ Fumo-bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos ebori e


como axé do orixá. A medicina popular indica as raízes em cozimento, como antifebril, as
mesmas em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tônico combatendo o catarro
dos brônquios e pulmões.

Mangueira: Aplicada em banhos fortes de descarrego e nas obrigações de ori, após tais
obrigações deve-se vestir roupas limpas.
As folhas são utilizadas para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina popular é indicada
para tratar diarreias, e asma, suas folhas cozidas são utilizadas no tratamento de corrimento
vaginal.

Musgo da pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais, que
são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.

Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são usadas nos
sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético. É
aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as contrações do
coração.
Ervas de Iemanjá:

Aracá da praia: Planta arbórea pertencente a Iemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações
de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso
popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para
fazer lavagens genitais.

Fruta da condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos
abô. É de grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um grande
remédio para a epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da irreversibilidade da
doença.

Guabiraba anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos
de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô de ori. A
medicina popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites). Banhos
demorados favorecem ajudam no trato de reumatismo.

Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas
obrigações de ori e nos banhos de limpeza dos filhos de Iemanjá. Os musgos são utilizados pela
medicina popular nas perturbações das vias respiratórias.

Pata de vaca: Empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos dos
orixás a que pertence. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada no trato do diabetes e por
essa razão é tida como insulina vegetal e também no leucoreia em lavagens vaginais.

Bananeira: Banho de descarrego de iemanjá na medicina caseira prepara-se de sua seiva um


xarope de grande eficácia nos males das vias respiratórias ou doenças do peito.

Rosa branca: Participa das obrigações de coroa.


Na medicina popular ela é utilizada como laxativo branco “chá” e no tratamento da leucoreia
“corrimento” sob forma de lavagens e chá ao mesmo tempo. Como laxativo, é aplicado o chá.
Ervas de oxalá:

Angélica: Tem emprego ritualístico muito reduzido. Sua flor espanta influências malignas e
neutraliza a emissão de ondas negativas. É aplicado na magia do amor, propiciando ligações
amorosas. A flor também é usada como ornamento e dá-se de presente na vibração do que quer.
Não possui uso na medicina popular.

Barba de velho: aplicadas em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. Usa-se
também após as defumações pessoais feitas após o banho. A medicina popular indica seu uso
tópico no combate às hemorroidas.

Funcho: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e em banhos de limpeza. Usa-


se, do mesmo modo, para tirar mão de zumbi. O povo dá-lhe bastante prestígio como excitante
e para as mulheres aumentarem a secreção de leite. Eficaz na liberação de gases intestinais,
cólicas, diarreias, vómitos. É usado no tratamento dos males aqui referidos quando se trata de
crianças.

Girassol: Seu uso ritualístico é nas obrigações de cabeça, abô e banhos de descarrego. Tem
grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de eguns e destruidora de larvas
astrais. Nas defumações usam-se as folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das
flores, colhidas antes do sol. Não possui uso na medicina popular.

 Guiné-caboclo: Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos,
nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na umbanda e no candomblé. A
medicina popular a usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má
digestão. Usa-se o chá.

Poejo: Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que sejam os orixás
dos referidos filhos. A medicina popular a utiliza para atenua os males do aparelho respiratório
aconselhando o uso do cozimento das folhas e ramos. Muito eficaz nas perturbações da
digestão, usando-se o chá.

Tapete de oxalá: Utilizado em banhos de coroa.


Ervas de oxum:

Abiu-abieiro: Sem uso na liturgia, tem folhas curativas; a parte inferior destas, colocadas nas
feridas, ajudam a superar; se inverter a posição da folhas, a cura será apressada. A casca da
árvore cozida tem efeito cicatrizante.
 
Agrião do pará – Jambuaçu: É usado nas obrigações de cabeça e nos abô, para purificação de
filhos; como axé nos assentamentos da deusa de água doce. A medicina popular a utiliza para
combater tosses e corrigir escorbuto (carência de vitamina c) e tambem excitante.

Alfavaca-de-cobra:  É usada em todas as obrigações de cabeça. No abô também é usada, o


filho dorme com a cabeça coberta. Antes das doze horas do dia seguinte o emplastro é retirado,
e torna-se um banho de purificação. A medicina popular a indica como combatente ao mau-
hálito.
Ervas de Iansã:

Altéia – malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras
dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Iansã e Iemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e
gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angico da folha miúda – Cambuí: Só possui aplicação na medicina popular a casca ou os


frutos em infusão no vinho do porto ou otin (cachaça), age como estimulador do apetite. Os
frutos em infusão, também fornecem um licor saboroso, do mesmo modo combate a dispepsia.

Bambu: É um poderoso defumador contra kiumbas. O banho também é excelente contra


perseguidores. Na medicina popular é benéfico contra as doenças ou perturbações nervosas, nas
disenterias, diarréias e males do estômago.
Ervas de Nanã:

Pinhão roxo: Aplicada em banhos fortes esta planta possui o grande valor de quebrar encantos
sendo poderoso nos banhos de limpeza e descarrego e também nos sacudimentos domiciliares,
usando-se os galhos.
Não possui uso na medicina popular.

Guarabu – Pau-roxo: Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
purificação dos filhos de ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina
popular indica o chá das folhas, pois este possui efeito balsâmico e fortificante.

Manjericão roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá das
endemias. Colhido e seco, sua folha previne contra raios e coriscos em dias de tempestades,
usando o defumador. Também é usada como purificador de ambiente. Não possui uso na
medicina popular.

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