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Na Seara Do Bem

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Luis Anténio Ferraz pelo espirito Anténio Carlos Tonini 4 ecigdo + 19°G0 15*miheto + Junho de 2016 Copyright® 2013 by casa tatora Esta “Plee-Foul Dicir” va Leonerda Commer 3179 Bair Porzabon Tolffor (17) 34268570 {GeP 1833 023- Voluporanga [srt Ema cxsoratera.com bt Sie: war ecttoroceforcom.br Todo» produto desta eciea0 & dertinado & manutene¢8o do Lor ‘eneficente "Calin e seis Geporiomentos. obra socio do SE Ese wenoecocasecge Na S GS ara Imagem de capa: Prejeto Imagem vn. pojeteimagem.com br Boot do Bem Mf oenue Nos Bastidores de uma Reunido Espirita Impress: Us Grétca e taora tt. Ruafalce antonio Aes 370 ep 07175-480 Guano (SP) ~Brst Tes: (11) 33820777 Ema: egrafcattagratica. comb Ste: worl fngraica. com. editor Emer) Casa Esitora Esptita "Piore Paul Dicier" Impresso no Brasil Printed in Brazil Dados para Catalogacao (Blaborado Na sera do bom peicagrafado porl 4. ed, ~~ Votupora sPierre-Paul Didier", Junho psicografadas I. Fer IT. Titulo. Menaagens psicoarafadas Editora) (expizito) anio Carlos Toninl cpo-133.93 ara eatdlogo sistomético: nitions 133.93 Na Seara do Bem Amigo leitor: O Centro Espirita é sublime educandério das almas, onde aprendemos a estudar as ligdes de Jesus & luz do Evangelho Redivivo E recanto de oragio, onde nos fortalece- mos para as realizagdes no campo da ascensio espiritual... Sobretudo, & a vasta Seara do Bem, onde somos convidados ao trabalho que edifica e prepa- ra a paz do porvir. Nessa gleba de realizagdes com Jesus, os dois planos da vida se irmanam, aten- dendo ao convite do Amoravel Senhor: “Vem hoje trabalhar na minha vinha”... Na Seara do Bem 7 Nestas paginas singelas, narramos de for- ma despretensiosa os servigos que os Benfeitores Espirituais realizam, no intento de auxiliar a todos os que se interessam pela propria renovagao. Nosso tinico propésito € 0 de exortar a quantos se interessem por estas linhas 4 confian- ‘ca no amparo celestial e 4 valorizagao das béngaos recebidas. ‘Agradecendo a oportunidade do trabalho, rogamos a Jesus nos abengoe © nos estenda as mios compassivas, para que possamos prosseguir em nossas tarefas de cada dia. Anténio Carlos Tiosso Tonini Votuporanga (SP), 4 de setembro de 1996, 8 Luis Anténio Ferraz | Anténio Carlos Tonini Indice Na Seara do Bem, O Retorno.... O InmGo Joel... Os Preparattives ... Setor de Vigilancia. Setor de Enfermagem. Setor de Esclarecimentos. Setor de Comunicagéo Outros Esclarecimentos O Setor de Selecao A Misica .. 57 Prece Inicial 63 © Orador.. 69 A Palestra 73 Obstdculo...... 79 O Fator Consola¢ao 16- - 18- a? — 20- 21- 22- 23- ms 26- Evangeliza¢ao Infantil Servicos Exteriores Os Passos ter meee rc cesseeite 101 A Fluidificacdo das Aguas... 107 Satide e Enfermidade ....csceceneeeneee 3 Atendimento Fraterno.. Auxilio e Socorro, Confraterniza¢Go..... Encerramento.. Servico Continua... Na Seara do Bem Nos Bastidores de uma Reunido Espirita alavras no existem que possam P rhitlendehsaterieaetel, quando, juntamente com o Irmao -adentrei respeitavel agremiagio espirita trabalho na Crosta. Pela vez primeira, apés a minha desen- io, eu retomnava ao ambiente fraterno de Casa Espirita. ___ Devotara-me as atividades espiritas quan- encarnado, encontrando na mensagem do Con- Prometido os esclarecimentos necessarios ‘a compreenso dos enigmas da existéncia. Na Seara do Bem 15 Fascinavam-me, entiio, as imimeras ati- vidades desenvolvidas nos nticleos espiritas que, aos meus olhos, assemelhavam-se a verdadeiros Educandarios de Luz, no abengoado mister de conduzir as almas a Deus. Estudando a Doutrina, meditava demora- damente na assisténcia espiritual sempre presente nas tarefas que, nesses niicleos de amor, so reali- zadas sob a égide do Mestre dos mestres — Jesus. Tais reflexdes alimentavam em mim o de- sejo de observar o servico desses abnegados Ben- feitores que, no anonimato, servem, incansavel- mente, nas tarefas do Bem. Afeigoado ao estudo das obras do célebre codificador Allan Kardec e de outras obras subsi- didrias que enriquecem a literatura espirita, guar- dava preciosas informagdes sobre a influéncia espiritual durante tais atividades. E, conquanto sentisse, nas reunides de que participava, a pre- senga ¢ 0 auxilio dos amigos invisiveis, através da intuigdo ou através dos recursos fluidicos do pas- se, ponderava, vezes sem conta, em quanto seria maravilhoso, mercé da Providéncia Divina, co- nhecer ¢ acompanhar as prestimosas tarefas dos seareiros do Cristo durante uma reuniao espirita. E porque, em verdade, a morte nao exis- te ¢ gracas 4 Misericérdia Divina, eis-me, entao, 14 Luis Antonio Ferraz | Antonio Carles Tonini © decesso carnal, de retorno ao ambiente 0 e salutar de uma Casa Espirita. Enquanto seguia ao lado do Irmao Can: sentia no proprio peito o coragao bater mpassado, devido a ansiedade que me do- Wa. Assemelhava-me a um menino que, apos viagem a um pais distante, retornava ao am- de gratas recordagées onde vivera inumeras iéncias. Percebendo-me 0 encantamento e as emo- alteradas, 0 Irm&o Candido, generosamente, ervou: —Lembre-se, meu filho, de que excursio- los na Crosta, ndo para satisfazer a curiosida- va, tampouco para alimentar em nés os vincu- com a existéncia carnal. E natural a alegria retorno, entretanto, imprescindivel o controle proprias emogdes, a fim de que a experién- ia se transforme em valioso aprendizado. Os ab- gados Benfeitores de nossa colénia espiritual, ybservando-nos a gradual adaptagao a vida nova € 0 crescente interesse em nossa propria renova- go — através do estudo que aprimora e do tra- balho que aperfeigoa —, concedem-nos o ingresso 4 novas etapas de aprendizado, visando sempre © nosso progresso. Entretanto, 0 acesso a essas abengoadas oportunidades exigiré do aprendiz Na Seara do Bem 15) interessado maior quota de responsabilidade e disciplina, para que a concessao divina seja devi- damente aproveitada. E, a sorrir, abragou-me carinhosamente dizendo: — Venha. Vou apresenté-lo ao Irmaio Joel. E ele o responsavel pelas tarefas espiri- tuais desta Casa. 16 Luis Anténio Ferraz | Anténio Carlos Tonini 2 O Fundio Joel companhando 0 generoso ami- A go, adentrei amplo salo desti- nado as reunides doutrinarias, O ambiente era de paz. Embora extenso ¢ muito bem cuidado, o no se caracterizava pelo luxo mas pela sim- idade aliada a0 bom gosto, do que resultava lugar aprazivel e apropriado & meditagao. _ Suaves emanagdes impregnavam o vasto . resultantes das tarefas que ali se desenvol- em nome do Eterno Amor. Respirei a longos haustos e, com atitude de undo respeito dirigido aquele Templo-Escola, io Irmo Candido, que, efusivamente, saudou a entidades, a semelhanga dos cristios primitivos: Na Seara do Bem 7 — Paz seja nesta casa! Um homem aparentando cinquenta janei- ros, cabelos grisalhos, olhos brilhantes ¢ largo sor- riso adiantou-se, estendendo as maos. — Candido, que agradavel surpresa! A paz do Senhor seja conosco! —Irmio Joel, felicito-me em revé-lo. ‘Apés as saudagées fraternais, 0 Irmao Joel adiantou-se, indagando: — Qual 0 motivo de sua vinda?... Vejo que vocé tem companhia, Assim falando, fitou-me compassivo. — Deixe-me apresenté-lo — interveio Can- dido, Este é 0 amigo Tonini, um dos nossos tute- lados inscritos nos grupos de aprendizado em nos- sa colénia. O Benfeitor, estendendo-me a destra, afirmou: — Seja bem-vindo ao nosso campo de reali- zagdes, em que 0 Senhor nos honra com a oportu- nidade de servi-Lo. Estes sio nossos colaborado- res Marcos e Ana. Cumprimentei os novos amigos, que, com graga e simpatia, dispensavam-me carinho e aprego. — Irmao Joel ~ continuou Candido, — estou encarregado de algumas tarefas na Crosta e dese- jaria a sua permissaio para que 0 nosso Tonini aqui 18 Luts Anténio Ferraz | Anténio Carles Tenini rmanecesse, a titulo de observagaio © aprendiza- do, Ele tem grande interesse pelos servigos espi- rituais levados a efeito em reunides piblicas, nos Centros Espiritas. Quando na Terra, trabalhou na Seara espirita. Tenho certeza de que, aqui, encontra- 1 iniimeras oportunidades de estudo ¢ instrugaio. Inmio Joel, com simpatia e gentileza, respondeu: — Naturalmente que sim. Ele ser nosso convidado. ~ Ent, deixo-o aos seus cuidados. Ago- Ta preciso ir. Ao término dos trabalhos desta noite, estarei de volta. j Candido despediu-se ¢ partiu para desin- cumbir-se dos deveres programados. Com expressiva gentileza, 0 Irmao Joel yoltou-se para mim, dizendo: — Percebo, meu amigo, que esta € a vez primeira que vocé retorna a uma Casa Espirita, ‘apés a desencarnagio. — Sim — adiantei-me solicito — ¢ estou sin- ceramente agradecido a Jesus, pela oportunidade ‘abengoada. O abnegado Benfeitor sorriu cordialmente ¢ demonstrando profunda gratidao e respeito por aquele local, circunvagou o olhar pelas adjacén- cias e em seguida aduziu: Ne Seara do Bem 19 = Conforme © Divino Amigo nos ensi nou, a Casa do Pai é o Universo. Nos intimeros mundos habitados, bem como nas diversas esfe- ras espirituais, 0 sublime Amor do Criador esté presente. Na Terra toda, em particular, vemos sentimos a divina presenga do Amor celeste; en- tretanto, é inegavel que sintamos profunda afeigao, carinho e respeito por essas nobres instituigdes que se erigem na Crosta, para 0 abengoado mister de servir, em nome do Mestre de Nazaré. Depois de breve pausa, prossegui — O Centro Espirita é sempre uma estrela que se desprendeu do infinito céu da bondade di- vina e incrustou-se na Terra, para clarear os cami- nhos dos homens... E a seara portentosa, campo sublime de realizagdes, abengoado educandario das almas, oficina de luz onde Senhor nos per- mite a singela e humilima colaboragao. E segurando as minhas maos entre as suas, © generoso Benfeitor concluiu: —E aqui, meu filho, no trabalho dignificante, que muitos de nés aprendemos a romper com o passado de erros, preparando um futuro melhor. ‘Apés ouvir-Ihe as palavras amigas, perma- neci por mais alguns minutos na sua agradavel com- panhia, enquanto aguardava o inicio das atividades. 20 Luis Anténio Ferraz | Antonio Carles Tonini r 3 Os Prepatativos —— 2 niimeros servidores chegavam pa- ra as atividades que se realizariam dentro de pouco tempo. Médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, Colaboradores outros formavam uma pequena as- sembléia para em conjunto servirem no Bem. Reunindo-os no salao apropriado, o Irmao Joel convocou-os ao servico, dizendo: ~ Meus irmiios, iniciaremos os preparativos para as atividades desta noite. Cumpre-nos lem- brar que todos nés somos necessitados ante a Pro- vidéncia Divina, pois que ainda nos reconhecemos imperfeitos. Entretanto, ninguém realiza a ascen- Silo espiritual sem esforgo e trabalho. Somente ser- Vindo ao semelhante estaremos enriquecendo-nos. Na Seara do Bem 21 Todo trabalho no Bem oferece-nos os valiosos re~ Scincide:Esclireotiistte matin cursos da experiéncia. Valorizemos, pois, a opor- tunidade que o Senhor nos oferece e tratemos de todos estes setores notei a presenga de realizar o melhor, certos de que o amparo do Mais Espiritualidade, Aparethos os mais di- ‘Alto nao nos faltaré. Busquemos a inspiragao no preparados para auxiliarem nos em- amor de Jesus para com todos nés e recordemo-nos itos de socorro e auxi \do-me a surpresa, Marcos indagou: O amigo se sente surpreso ante as nossas de suas palavras sublimes quando afirmou: “Toda “vez que 0 fizestes a um destes pequeninos, é a mim que o fizestes”. Iniciemos os preparativos. As palavras do Benfeitor causaram entu- ~ Sim — respondi prontamente. — Nao ima- siasmo e emogao em todos os servidores, os quais, fossem tantas, e também me surpreendem de acordo com suas atividades especificas, organi- Ss recursos existentes na realizagao das zaram-se em diversos grupos de trabalho, ruman- dos nobres servidores. do cada qual para o setor de sua atuagio. O estimado companheiro, demonstrando © Inmio Joel incumbiu 0 companheiro e respeito, aduziu: = Devemos todos esses recursos & bonda- Excelso Mestre Jesus. Sob a responsabili- Marcos para acompanhar-me nas observagdes, en- quanto se reuniria com alguns dos seus assessores, para definir alguns planos de servigo que, em bre- do Irmao Joel, os auxilios divinos chegam ve, seriam executados. ‘nds, favorecendo-nos as realizagdes que nos Na agradavel companhia de Marcos, 08 a efetivar. passei a percorrer todos os setores de realizagdes Marcos ~ voltei a indagar, — sao iname- dos colaboradores do Irmo Joel. servidores em tarefa neste nucleo. Estao A cada passo, a cada observagdo, surpre- ‘sob a diregao do Irmao Joel? endia-me com os intrincados ¢ complexos recur- — Sim — elucidou gentil. — Todos os tare- sos de que dispunham os tarefeiros do Bem. ‘feiros dos quatro setores de atividades trabalham Os diversos trabalhos ali realizados esta- ‘sob a coordenagao do abnegado Irmao Joel. No ini- vam assim divididos: Setor de Vigilancia, Setor gio das tarefas, quase vinte anos atras, éramos um 22 Luis Aniénio Ferraz | Anténio Carlos Toni Na Seara do Bem =) nimero reduzido de trabalhadores; a medida que 6 grupo cresceu, as tarefas multiplicaram-se e 0 It- mio Joel, a pouco € pouco, foi convocando novos seareiros, formando assim essa sdlida e homogénea equipe. Hoje, ele conta com dezenas de servidores. — E, quanto aos setores de atividades, se um novo tarefeiro € admitido na equipe, quem o designaré para este ou aquele setor de realizagdes? —Naturalmente, o proprio Irmao Joel. —E que critérios utilizara ele para realizar tal indicagao? —O primeiro critério ¢ 0 da boa vontade. O yeneravel Irmio Joel sempre tem afirmado que 0 trabalhador com Jesus deve estar pronto para ser- vir onde existir a necessidade. Aqui, Tonini, nos aprendemos que 0 servigo é oportunidade de ilu- minagao e crescimento; por isso mesmo, nao exis- te servigo melhor ou pior que outro. Todo auxilio em favor do semelhante representa abengoada conquista em nosso proprio beneficio. Entretanto, o abnegado Benfeitor nao colocard uma tarefa sob a responsabilidade de um servidor que ainda nio se encontre apto a realiza-la. ‘Apés breve intervalo, Marcos prosseguiu: — Devemos considerar também que a nos- sa equipe permanece homogénea no servigo do Bem, gracas a sdbia diregao do Inmao Joel. Em 2 Luts Antonio Ferraz | Anténio Corlos Tonini ando nas diversas tarefas, vai ele ve- as nossas disposigdes intimas, os recur- adquirimos ¢ as nossas tendéncias psi- . utilizando-as neste ou naquele setor € iando-nos desenvolvé-las, visando sempre crescimento interior. Marcos, pacientemente, descrevia com as diversas atividades desenvolvidas, res- lo prontamente as intimeras indagagdes formulaya, umas apés outras. Frente as re- espirituais, eu me assemelhava a apren- ar maravilhado com as primeiras ligdes dario. Na Seara do Bem 25 4 Selot de Vigilaneia niimeros espiritos estavam envol- vidos nos trabalhos deste setor. Eu nao desconhecia a necessidade des- ‘iros junto as atividades espiritas, entre- ndia-me com a quantidade de servi- sse campo de agao, Marcos, observando-me a surpresa, eeu: — Tonini, as reunides espiritas so, sem i ia do Cristianismo_ primi- ‘Comparecem a elas todos os tipos de espi- Para esse banquete de luz, a entrada esta aos “pobres ¢ estropiados”, conforme Entretanto muitos espiritos, en- que sao, apresentando tragos de desequili- Ne Seara do Bem 7 brio e muitos outros, ainda renitentes no mal, ten- tam investir contra nossas atividades de libertagaio espiritual. Dai, a necessidade dos diversos cola- boradores para que a disciplina e a ordem sejam mantidas, a beneficio de todos. Percebendo-me a atengio ¢ 0 interesse, 0 bondoso amigo prosseguiu: — No Setor de Vigilancia, muitas tarefas slo desenvolvidas. Varios servidores sio desta- cados para acompanhar os intimeros espiritos en- fermos que, aqui, so enviados para a recupera- do. Cabe a esses seareiros a assisténcia fraterna aos seus tutelados, inspirando-lhes bom 4nimo ¢ esperanga, bem como usarem de energia, quando necessaria, auxiliando-os no processo da autoe- ducagao. Muitos desses irmaos, vezes sem conta, premidos pelas consequéncias dolorosas dos seus equivocos ou acicatados pelo remorso, entregam- -se ao desespero sempre prejudicial. ‘A movimentagiio dos trabalhadores era inten- sa. Todos, porém, apresentavam alegria e boa vonta- de. Todas as tarefas eram desenvolvidas com dedica- <0 e gentileza, em clima de verdadeira fratemidade. Parecendo adivinhar-me os pensamentos, Marcos esclareceu: 28 — Observe, meu amigo: o bem faz bem primeiramente a quem o executa. Quando os Luis Antonio Ferraz | Ant6nio Carlos Tonini ybrirem a importancia do servi- do semelhante, estario a caminho definitiva dos préprios problemas. €, antes de tudo, a nossa participes na obra da Cria- izar 0 melhor ao nosso al- oportunidade de realizagio oncede. juanto ouvia as sabias palavras do meu ‘observava, curioso, 0 ambiente ¢ a apa- instalada para o servigo. Como deserever o que vislumbrava per- ‘emocionado?... Onde encontrar palavras sem exprimir tudo que percebia?!... Para me fazer entendido, apenas posso que no ambiente da Casa Espirita hd um ibiente “‘interexistente”. Nele, o nobre sa- (Ses ampliava-se para além das paredes ia. Um outro auditério ali se acoplava, a receber os espiritos desencarnados iam assistidos. O niicleo de servigos estava todo envol- um halo de luz protetor. Voltando-me para , indaguei: — Qual a natureza e procedéncia deste de prata’”? Provém, por acaso, dos apare- i instalados? Na Seara do Bem 29 — Nao — respondeu-me 0 amigo, escla- recendo. — Diz respeito a vibragdes do ambiente aqui cristalizadas. O amigo nio desconhece que pensamento é vida e que as atitudes mentais das criaturas se exteriorizam, plasmando 0 ambiente spiritual que Ihes corresponda as inclinagdes. O clima de paz, as emanagdes saudiveis ¢ as luzes argénteas que envolvem esta Casa, so resultan- tes do trabalho edificante, das oragdes, do pensa- mento retilineo e da mensagem consoladora que ha anos tem sido aqui veiculada, para proveito de quantos venham a esta Casa de Jesus. ~ Eos aparelhos?... — voltei a indagar. ~ Todos estes equipamentos do Setor de Vigilincia sao utilizados no servigo de defesa da Instituigdo. Muitos espiritos, empedernidos no mal e que desejam prejudicar estes micleos de evangelizagio na Terra, programam investidas contra as fileiras do Bem. Entretanto os tarefeiros estiio sempre prontos, executando a orientagdo do Divino Mestre: “Vigiai e orai”. ‘Apés breve intervalo, Marcos prosseguiu, elucidando: — Tratando com espiritos totalmente mate- rializados e ainda nao preparados para a necessé- ria autotransformagdo, os companheiros utilizam- -se destes aparelhos, instalando um sistema de 50 Luis Antonia Ferraz | Anténio Carlos Tonin luz da verdade. luiu: |, ainda estamos na Terra. em nivel de eletrochoques ou explosées ia condensada, a fim de dispersé-los, pa- @ ordem ¢ a harmonia sejam mantidas. Tais 6 néio devem ser interpretados como de ar- ¢ violéncia. Sao ainda os recursos indis- iveis no trato com esses nossos irmaos, cegos Observando-me a atengdo, 0 amigo — 0 que seria da Terra sem as leis discipli- sem os presidios que reeducam os crimino- itores da ordem social?... que, embora desenfaixados da maté-ia Nao podemos Ouvindo 0 companheiro, eu observava detalhadamente, refletindo demoradamente s servidores realizavam. Na Seara do Bem za dos servigos que, em nome de Jesus, 3 de Enfetmagem assavamos, agora, a observar os preparativos para a ago da equi- pe de enfermagem espiritual. leste setor de atividades, os membros da Toda a equipe trajava alva tinica. Esta, a t6rax, ao lado esquerdo, exibia delicado Duas pequenas Anforas, lembrando os de ensaio das experiéneias quimicas nos wrios terrestres, encontravam-se superpos- uma cruz alvinitente. Na Seara do Bem 3B Marcos comegou a elucidar: — Sao espiritos ligados a uma das inimeras escolas de Medicina da vida superior. Como mui- to bem demonstra 0 significativo emblema de seus uniformes, a atividade médica que professam esté submetida aos auspicios de Jesus, 0 Divino Mé- dico das Almas, aqui representado pela cruz. A Medicina, muitas vezes malbaratada na Terra por profissionais irresponsaveis, aqui assume um ca- rater divino. Por isso mesmo, muitos destes au- xiliares e enfermeiros foram médicos no mundo ¢ agora, libertos da matéria, continuam © proprio aprimoramento neste setor. Aqui, para alcangar um “titulo” de superior em Medicina nao basta conhecimento técnico: torna-se imprescindivel a aquisigao de virtudes. Nas tarefas em que servem, os médicos do nosso plano nao utilizam somen- te a razio, mas sobretudo 0 coragdo. Em nosso” nucleo de atividades, o-bondoso Irmo Joel con-— ta, neste setor, com a administrago direta do Dr. Cornelius = espirito nobre que, ha tempos. tem se _ dedicado a Medicina Espiritual. A certa distancia, eu observava 0 nobre esculépio na orientagao dos preparativos que sua equipe organizava. Aparentava quarenta janeiros. Os cabelos louros emolduravam-lhe a face serena, onde dois is brilhavam intensamente. A bondade e estayam estampadas nos seus gestos. Tocando-me fraternalmente os _ombros, aduziu: ~ Prossigamos. Nao nos convém agora re- ‘0 abnegado médico de suas tarefas. De- ywando as atividades estiverem em anda- voeé tera ensejo de dialogar com ele. Acompanhando os passos do amigo, ei: — Marcos, quais sto as atividades desen- por estes servidores? ~~ Sao muitas — respondeu. — Desde a mani- dos ¢ substancias medicamentosas, cirurgias levadas a efeito em cer- ico. Desempenham tarefas, so- durante as aplicagdes ou transfusdes de cabendo-lhes auscultar os pacientes ¢ 0 servigo dos médiuns passistas.. —Vocé disse cirurgi Ante a minha estupefacdo, Marcos larece! = Sim, muitos companheiros encarnados idos aqui, neste niicleo de amor, com 0 es- empreendido no aprendizado e com a con- ite mudanga comportamental, conseguem a sso direta dos nossos servidores da enfer- 34 Luis Antonio Ferraz | Antonio Carles Tonini No Seara do Bem 35 magem junto ao Inmio Joel e, apés analisada cada questo dentro da lei de causae efeito, conside- rando as atenuantes ¢ os méritos adquiridos, sao submetidos a cirurgias espirituais durante 0 pro- cesso natural do sono. Depois de breve interregno, Marcos continuou: — Vocé nao desconhece 0 papel do peris- pirito, ou corpo espiritual, no processo da reen- carnagéio. Os nossos servidores do Setor de En- fermagem atuam diretamente no corpo fluidico, ‘semimaterial, alterando-Ihe algumas disposiges com interferéncia cirirgica. Como consequéncia natural, erradicam diversas enfermidades fisicas, visto que tais processos tém génese no perispirito. Isto, devido a lesées que a consciéneia de culpa Ihe impés, mediante os erros perpetrados no pas- sado, como consequéncia de uma vivéncia em de- -sarmonia com os cédigos divinos. E, apés meditar por alguns segundos, © simpatico assistente continuou: — Através do servigo dos intmeros ser- vidores no campo da Medicina Espiritual, reali- zam-se as promessas do Divino Médico de todos s: “Vinde a mim todos vés que vos achais afli- -vegetais, em seu proprio beneficio. Dai tos e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”... Voce, ) Sensagio agradavel e reconfortante que experi- ‘meu caro, embora afeigoado as tarefas dos passes, Menta junto as drvores, na paisagem campesire. ~se- ao observar estes amigos em ser- J... quantos males organicos e psiquicos itados... quanto auxilio ¢ ofertado... quanto 6 prestado através da fluidoterapiat As palavras do amigo agugavam ainda meu vivo interesse pelas tarefas dos Ben- ‘Deparei-me, entdo, com alguns aparelhos ente, eram utilizados na enfermagem. Pequenos painéis luminescentes lembra- aparelhos de televisio que conhecia na Chamaram-me a atengio algumas anforas que guardavam certa substincia bri- Notando-me a curiosidade, Marcos explicou: — Trata-se de recipientes onde sio guar- tancias vitais retiradas dos vegetais. casos, sio utilizadas para o tratamen- .. Embora a Ciéncia Terrena ainda admita completamente esta possibilidade, nds, lide, fazemos uso dela. Cumpre-nos lembrar de ha muito, o homem, na Terra, por intuigo, sbe a atuacao revitalizante do ténus vital hau- 36 Luts Antonio Ferraz | Anténio Corlos Tonini Na Seara do Bem 37 Dessa certeza, derivam também algumas priticas silvicolas de adorag&o a vegetais, desde as mais recuadas épocas. Depois de breve pausa, meu interlocutor prosseguiu: — Entre nds, estes recursos sao utilizados, ‘alcangando resultados significativos, gragas a atu- ago dos técnicos da enfermagem espiritual. 38 Luts Antonio Ferraz. | Anténio Carlos Tonini de Eselatecimentos. eunidos em pequeno circulo, alguns espiritos trocavam con- sideragdes sobre as atividades is seriam desenvolvidas. centro, sobre singela mesa, percebi al- s e também uma espécie de fichario que ia um arquivo, Durante a conversagao, consultado pelos servidores. ~ Esta é a nossa equipe de agao do Setor imentos — adiantou-me Marcos, sem- il. — Venha, aproximemo-nos. E com esta que colaboro. Pereebendo-nos a presenga, os companhei- saudaram, Marcos fez. as apresentagdes. Ne Seara do Bem Ali também prestava colaborago a jovem ‘Ana, que j me havia sido apresentada pelo Irmao Respondendo-me as indagagdes mentais, explicou: Joel, por ocasitio da minha chegada. RENO Sctor de Esclarecimentos, desenvol- Dirigindo-se aos companheiros de reali- das atividades. Compete-nos'o auxiliora- zagdes, Marcos esclareceu: igo aos companheiros encamados, encar- — Por certo, 0 abnegado Irmao Joel ja iow vag Sticosé doutrindrios Ihes informou: hoje estarei acompanhando nos- BS rindo;contimou: so irmiio Tonini. Nosso amigo desenvolvia tare- fas espiritas na Crosta e agora deseja conhecer melhor a atuagio espiritual nessas mesmas ati- vidades. Os abnegados seareiros felicitaram-me os propésitos de aprendizado e, quando ja nos retiré- vamos, a fim de no atrasa-los nos preparativos, um deles, dirigindo-se a Marcos, disse: — Marcos, fale ao nosso irmio a respeito de nossas tarefas, pois percebo que, enquanto na Crosta, ele, nas atividades de divulgagaio doutri- naria que empreendeu, recebeu auxilio de outros companheiros ligados nossa drea de trabalho. — Por certo que sim — respondeu Marcos, despedindo-se dos companheiros. Enquanto seguiamos, 0 meu pensamento fervilhava. Que atividades desenvolviam os ami- gos?... A que tipo de auxilio fizera mengaio um dos servidores, afirmando ter sido recebido por mim, ainda quando encarnado? E a respeito desse auxilio que um dos irmaos do grupo fizera mengao. Na seara quando encarnado, nas reunides de estu- naturalmente recebia 0 amparo de com- espirituais. Recordei-me, entiio, das reunides de estu- itas. Lembrei-me de acontecimentos pito- ito comuns em nossas reunides. Bu buscava estudar. Preparar os estu- lo entanto quantas vezes, dialogando com iros, um exemplo novo, uma idéia conereta, um pensamento mais amplo assal- minha mente, facilitando a compreensaio em estudo! ~Toda vez, Tonini, que 0 homem se predis- a conhecer a verdade e divulgé-la em nome do f estd recebendo assisténcia espiritual! 40 Luis Anténio Ferraz |. Anténio Carlos Tonini NetSsciw/derBlea aL ‘Apés breve intervalo, prosseguiu: — Nossa equipe presta também assisténcia no setor das orientagées, junto ao atendimento fraternal realizado nas Casas Espiritas. Ainda aqui, valemo-nos do campo intuitivo dos companheiros encarnados, de acordo, naturalmente, com as suas possibilidades meditinicas. Igualmente, assistimos diversos espiritos desencarnados em perturbagao, dialogando com eles, demoradamente, esclare- cendo-os quanto a nova realidade a que esto vin- culados. Aprendemos aqui que a verdade ¢ im- prescindivel a iluminagao das criaturas, entretanto, ha que ser dosada de acordo com a maturidade de cada um. Por isso, para que realizemos o melhor ‘a0 nosso alcance, participamos, sempre que possi- vel, de cursos ¢ conferéncias que nos permitam o jus de Comunieaeao- bservava, agora, uma nova equipe de trabalhadores vineu- lados ao Setor de Comunicagio. tifiquei a presenga de intimeros técni- piritualidade ¢ também de muitos apare- dos ao servigo daquele setor. ‘omo sempre, Marcos informava: Este a o da Comunicagao, exerce 0 televantey: visto que to- amos se servem dos qui fo Os aparelhos que vo- va: telas eletromagnéticas, comunicado- Jonga distancia, receptores, auscultadores is e demais mecanismos facilitam as ta- ‘aqui desenvolvidas. ‘dar sem violentar € colaborar sem exigir. ‘As palavras de Marcos conduziam-me a profundas reflexdes quanto & responsabilidade do servigo no Bem. 42 Luis Anténio Ferraz | Anténio Carlos Tonini No Seara do Bem 43 Ante as observagdes por mim realizadas, samento fervilhava com as inimeras in- gOes que surgiam entre profundas elocu- es. Nao poderiam todos aqueles servidores indirem de todos aqueles aparelhos?... Nao iam dispensar 0 concurso de todos aqueles umentos engenhosos nas tarefas que desen- 12... Parecendo adivinhar-me os pensa- 9s mais intimos, Marcos tornou a esclarecer: — Meu caro, nao estranhe o uso de toda Ihagem técnica. Antes de mais nada, yre-nos considerar que estamos agindo na em regides muito proximas a ela, ou seja, | meio onde nossa ago encontra quase sem- itos obstaculos. Entre eles, destacamos as mentais desequilibrantes oriundas de agem de espiritos encarnados no desencarnados que, presos ainda a carnal, gravitam em toro da Terra, :pacta legiao de sofredores, Em um hostil, as nossas realizagdes seriam desen- idas de forma mais lenta e penosa, nao fosse so destes aparelhos. Entretanto, sera justo consideremos também a nossa propria condi- spiritual. Depois de breve intervalo, 0 estimedo ‘Apés ouvir estas informagdes, inquiri: — Que servigos so aqui desenvolvidos? — Muitos — respondeu, prestimoso — en- tre os quais destacamos: fornecimento de dados ao Setor de Vigilancia, aquisigao de informa- gdes para o atendimento do Setor de Enferma- gem, colaboragdo valiosa aos servidores do Se- tor de Esclarecimentos. E também neste setor que se realizam os servigos de atividades exter- nas, tais como: visitas necessérias a familiares ligados aos companheiros assistidos nas reuni- des publicas desta Casa, incursdes nas regides inferiores do plano espiritual, visando o traba- Iho de intercambio e auxilio a espiritos sofredo- res € necessitados. Enquanto ouvia as elucidagdes de Marcos, eu observava a movimentagao dos operosos cola- boradores. Equipamentos os mais diversos eram ins- talados nos mais variados locais, destacando-se ‘aos meus olhos uma grande tela luminescente fi- xada no salio de reunides. ‘Acompanhando-me 0 interesse, 0 amigo objetou: — No inicio das atividades, vocé tera en- sejo de observar, em maiores detalhes, as realiza- des dos nossos irmfios. Na Seara do Bem 45 a4 Luis Antonio Farraz |. Anténio Carlos Tonini — Excetuando-se 0 Irmao Joel ¢ alguns co- ‘i, recordando-me das atividades que laboradores seus, nds outros, somos to somente quando encarnado. Quantas vezes, humilimos servidores. Somos espiritos em apren- cu mesmo chegava ao Centro Espirita dizado ¢ crescimento. Nossas faculdades espirituais aquelas mesmas tarefas?!... nao esto totalmente desenvolvidas. Isto consegui- ia, sim, da presenga dos amigos esp'ri- remos somente mediante largo tempo € muito tra- ito, nao imaginava que tudo que ago- batho. Desta forma, onde os nossos préprios recur- acontecia na realidade. sos se mostrem incapazes, utilizamo-nos dos mais diversos aparelhos, criados e desenvolvidos aqui mesmo, em nosso plano, por brilhantes técnicos da Vida Maior, no propésito de facilitar e agilizar as, nossas realizagdes, no servigo de amparo e auxilio © Centro Espirita adquiria para nova vistio. O respeito ¢ a veneragio dentro de mim e eu agradecia a Deus por eos de amor espalhados na Terra. ital, Escola, Oficina, Subli- aos encarnados e desencamados. almas, o Centro Espirita é a A medida que ouvia as elucidagdes do isericérdia de Deus materializadas amigo, crescia dentro de mim a expectativa de ob- io das criaturas, servar todos aqueles servidores em agiio no traba- Tho do Bem. Todos os setores de agdo, pude perceber, jj estavam prontos para o trabalho. ‘Algo que nao posso esquivar-me de citar, quando 0s preparativos para o trabalho do “nosso la- do” ja estavam organizados, foi o fato de um servidor ‘encamado abrir o porto de acesso a Casa Espirita. ‘Acompanhei, curioso, o trabalhador. Abriu ele as varias portas ¢ janelas da Ins- tituigdo, iniciando assim, os preparativos do “ou- tro lado” para as tarefas daquela noite. 46 Lufs Anténio Ferraz. | Anténio Carlos Tonini Na Seara do Bem ‘odos estes apontamentos amplia- vam-me os horizontes do entendi- mento, permitindo-me uma nova das realizagdes de um niicleo espirtista. im, nao pude furtar-me a algumas in- tarefas espirituais seriam realizadas as instituigdes espiritas?... Em caso afir- guardariam as mesmas proporgdes ou ha- substanciais entre elas O solicito amigo elucidou: A cooperagao dos servidores espirituais ite em todas as agremiagdes volta- Bem e & Verdade, espiritas ou nao. Igreias, os mais diversos recebem do Mais Alto Na Seara do Bem 49 © auxilio em favor de quantos os busquem com a sinceridade da fé © os propésitos do bem e da re- novagao. Afirmou o Divino Mestre: “Quando du- as ou mais pessoas se reunirem em meu nome, ai “eu estarei”. Cumprindo, pois, a divina promessa, através dos seus mensageiros, o Senhor esté sem- pre presente onde floresga a fé. Com relagio as instituigdes espiritas — que sfio o seu interesse © tema para estudos ¢ reflexdes —, posso assegurar ‘a vocé que, igualmente, a atuagio do mundo in- visivel se faz a beneficio de todas elas. Essa agao espiritual, no entanto, nao ¢ a mesma para todas as agremiagdes, obedecendo as caracteristicas € aos recursos de cada uma. Também so sempre consideradas as necessidades de seus frequen- tadores. O trabalho que vocé aqui observa est sob a coordenagiio do nosso abnegado Irmio Jo- el. Ele mesmo organizou os setores de atividades que hoje conhecemos. Antes, porém, ndo era as- sim. Conforme informagées do Irmao Joel, uma Casa Espirita materializa-se na Crosta sob a ins- piragiio do Mais Alto. A medida que se desenvol- ‘ve, ampliando as suas tarefas, novos recursos s%0 mobilizados da Vida Maior, sob a assisténcia do seu diretor espiritual. Assim, 0 amor de Jesus es- t4 sempre presente através de seus mensageiros. Apenas 0 meio de realizagao ¢ que se modifica, de a diregao espiritual que a promove. igualmente, considerar as necessidades isticas de cada instituigdo, bem como a idade de servidores espirituais, pois que de Jesus: “A seara é imensa e sdo pou "também é vélida aqui, no plano movimentamos, Sabemos de agremia- Varios tarefeiros acumulam diversas ati- tesponsabilidades. ssado nos apontamentos recebidos, siderar: Entretanto, sabemos da existéncia de S que, embora tenham por denomina- Espirita”, vivem muito distantes dos da Doutrina Espirita ¢ da mensagem 10 de Jesus, atendendo, em ostensivo 10, aos interesses imediatistas dos seus res. Pergunto: mesmo em tais institui- 0 servigo dos Benfeitores Espirituais De forma sincera, Marcos elucidou: Reportemo-nos aos ensinos do Senhor “Onde estiver 0 vosso tesouro, ali estara Ha inameros compa- que colocam o proprio coragtio no tesoura das facilidades e conquistas materiais. Fo- trabalho que edifica, distanciam-se do es- ue eselarece ¢ liberta, mantendo-se aprisio- 50 Lots Antonio Ferraz. | Ani6nio Carlos Toni! Na Seara do Bem 51 nados a espiritos ignorantes que vibram na mesma faixa mental, em verdadeiro conabio psiquico. Por certo, nada ou muito pouco podemos realizar em favor de tais grupos, pois que encamados ¢ desen- carnados a eles vinculados permanecem surdos 4 verdade. Os nossos Maiores respeitam-lhes o livre arbitrio, deixando-os entregues a si mesmos, aguar- dando 0 momento propicio para o despertar. Apés breves minutos, ocasiio em que pa- recia meditar, o companheiro prossegui — Entretanto, a Bondade Divina alcanca a todos esses nossos irmaos. Somos sabedores de que, vez ou outra, abnegados tarefeiros visi- tam esses micleos a fim de observar-lhes as pré- prias condigdes e, quando julgam haver chegado 0 momento, comegam a agir, possibilitando que as mudangas necessarias se efetivem, visando sem- pre a melhoria de todos. Os esclarecimentos de Marcos oferta- ‘vam-me novas e preciosas ligdes. Fui despertado das reflexes intimas pelo amigo, 0 qual ponderou: — Vamos! Os companheiros nos aguardam para o inicio das atividades. 9 Selot de Seleeao movimentagio dos encamados era grande, Homens, mulheres, jovens criangas chegavam Aquela Casa adultos buscavam acomodagao no sa- ides, enquanto os petizes corriam para jento de Evangelizacao Infantil, no cli- ia que Ihes é peculiar, leros espiritos desencarnados foram | 4 reunio pelos servidores do Setor de Tratava-se de irmaos nossos que esia- sbendo a assisténcia ¢ 0 auxilio, apresen- recuperacio. ‘Tais espiritos foram conduzidos para o au- acomodados sob a guarda vigilante de al- ‘iliares. 52 Luis Antonio Ferraz | Anténio Carlos Tonini Reeecisidoibon ~ Vocé esta certo, meu amigo. Sim, sio ir- ‘nossos completamente equivocados. Acre- portal de luz seja a entrada para o aguardam e exigem. Ainda guardam a eo de que basta crer para alcangar as es. Foram adeptos sectarios que quise- “titulo” religioso que ostentavam mé- ¢ para 0 Reino dos Céus ¢ transfor- iio em mera carteira de identidade, que sentar nos portdes celestes, esqueci- vivéncia crista e da reforma intima. O servigo de nossos seareiros da Vigilin- prosseguiu Marcos ~ ¢ de selecionar todos es- se candidatam a recuperagao. Alguns deles am-se aptos ao atendimento; muitos, porém, © clima da revolta, do édio ¢ da vin- Stes, se aqui admitidos, trariam a desordem 1¢0 que, naturalmente, perturbariam tanto quanto os desencarnados. Observei, atento, que, alheios aos gritos ¢ s, alguns servidores, utilizando-se de apare- aqui denominaremos de “capacitadores ais”, identificavam os espiritos sofredores, fortes vibragdes demonstravam sincero arre- oe verdadeiro desejo de renovagao. Tais espiritos eram encaminhados a Insti- ¢, na companhia dos vigilantes, seguiam para Na companhia de Marcos, aproximei-me do portdo de acesso & Casa Espirita. O halo lumi- noso que eu ja observara, cercava toda a Instituigao, protegendo-a dos espiritos empedernidos no mal, ainda nao preparados para a autotransformagao. Percebi, surpreso, que no local de acesso a nobre Instituigdo os seareiros do Setor de Vigi- lancia haviam instalado um aparelho que abrira ali pequena passagem para a entrada dos espiritos de- sencarnados. Um verdadeiro servigo de selegao era en- to realizado por esses vanguardeiros da ordem ¢ do bem. La fora, uma turba de espiritos agitava-se, atraida pela movimentagio dos encarnados e pe- las luzes espirituais. Muitos blasfemavam, langan- do impropérios; outros, zombeteiros, desferiam gargalhadas e grande quantidade de sofredores implorava por auxilio. Gritos lancinantes, uivos, gemidos, pedi- dos de socorro partiam de toda parte. Espiritos em alto grau de desespero tenta- vam entrar, gritando: —Deixem-nos entrar! Exigimos 0 Paraiso! Queremos 0 Céu, 0 Cé Marcos, percebendo-me as reflexdes, ob- servou: 54 Luts Antonio Ferraz | Anténto Carlos Tonini Ne Seara do Bom 55 © auditério, onde eram informados da necessidade do siléncio, do autoequilibrio, recebendo igualmente 0s primeiros socorros da equipe de enfermagem. Marcos esclarecia, solicito: — Muitos irmaos nossos, embora desen- faixados da matéria densa, continuam sustentan- do os pensamentos desequilibrantes que Ihes siio proprios. Diversos zombam das tarefas socorris- tas, cristalizados nas ilusdes do prazer e do vicio. Somente 0 tempo e a dor poderao facilitar-lhes as. modificagdes necessarias. — Quando enlouquecidos no édio — conti- y nuou © amigo, — tentam investir contra os segui- dores da luz ¢ recebem o amor deles em forma de energia disciplinadora. Dai, as baterias preparadas para os diversos dispositivos de defesa que disper- sem esses infelizes. E tudo 0 que podemos fazer por eles ¢ orar. Por isso, sempre em nossas ativida- des finais, 0 Irmo Joel dedica alguns minutos as preces e vibragdes em favor desses nossos irmaos. Eu observava a movimentagao dos tarefei- ros e meditava na infinita misericordia de Deus. 10 A Misiea 0 vasto salio de reunidesd ou- trindrias, intimeras pessoss &S- tavam devidamente acon da- ‘dando o inicio das atividades. ~ O Irmo Joe! coordenava as atividades em selores, acompanhando-as todas, sery>te amoroso. _ Dois homens ¢ uma mulher sentarams€ & le estava disposta a frente da assemb'Gia. iam dirigidas as atividades da noite. Um dos companheiros encamados solisit-0u de todos os presentes, rogando-tIhes s1 €n- de se prepararem para o inicio da reuniiQ- Logo em seguida, convidou um jover 1P2- itagdio de um numero musical. 56 Luis Antonio Ferraz | Anténio Carles Tonini Na Seara do Bem 37 © rapaz, acomodado em pequeno bi comegou a dedilhar um viol&o e, com voz te agradavel, entoou uma emocionante cang’o exaltava a bondade de Deus em diversas ex} ses da natureza. cuidadosamente. Marcos, sempre no propésito de a jeu Deus!... Como explicar 0 que ar-me no aprendizado, comentou: ificaram?!... — Tonini, atente para as modificagdes toda a minha vontade e matural- ambiente. Observe como a miisica elevada 1 por Marcos, comecei a pe-rceber cute nas criaturas. uma chuva de pequeninas pétalas Ante a observagao do prestativo co idas que caiam sobre os poresen- nheiro, passei a analisar as reagdes das pes lhes 0 estado intimo para melhor. presentes., ante a minha surpresa ¢ ericania- A medida que 0 som harmonioso do indicou-me o cantor. Tao e a voz canora do jovem cantor se espalhay) musicista era 0 foco geractor da- pelo ambiente, a platéia assumia comportamel que a todos auxiliava. Do seu t6- diverso daquele que, até entdo, demonstrara, fluidicas jorravam, dan gando Muitos respiravam profundamente, €spago, acompanhando o ritmo das semblantes pacificavam-se, e eu percebi que 4 propagarem-se através do som. pensamentos de quantos ali se encontravam facenou com a cabeca, como que monizavam-se, acompanhando a linguagem idade do misico, e explicou: cae musical. amigo nao canta somente com os Algumas pessoas, talvez mais sensiyi mas também com 0 coragao. 0 ar- enxugavam a face, pois que derramavam diser iio negligencia os dons que a Pro- lagrimas, emocionadas pelas vibragdes que a the outorgou, torna-se verdadeiro sica deixava no ambiente. lo, através de ricas e variadas ex- ‘Uma vez mais, Marcos observou gentili wpria e enlevo. agugar sua visio espirituzil, mo- poderosas forgas da vontade. indo a destra sobre minha _fronte, 58 Luls Anténio Ferraz | Anténio Corlos Tonin Na Seara do Bem 59 Depois de ligeira pausa, meu instrutor continuou: — A misica estd presente na vida do ho- mem desde os tempos mais remotos. De todas as expresses da Arte, ela é a mais sublime. Nin- guém nega a emogao que muitos sentem ante a beleza plastica de uma escultura ou da policromia de uma pintura, 0 prazer de ouvirem uma pega de oratéria ou lerem os versos de um poema... En- tretanto, a musica tem linguagem universal. Ven- cendo as barreiras culturais, sociais e idiomati- cas, sensibiliza profundamente a muitas criaturas. Quero ainda acrescentar que grande numero de pesquisas cientificas j4 demonstrou os beneficios salutares da musica para 0 desenvolvimento dos animais ¢ dos vegetais. Vocé, por certo, no des- ‘conhece que a mtisica em nosso plano é cultivada com devotamento e que, nas esferas sublimadas, atinge expressdes inimaginaveis de beleza. — Entio, Marcos... ‘Adiantando-se, 0 amigo elucidou: ~ Ja sei. Deseja saber se a misica nfo de- veria ser mais frequente nas Casas Espiritas. Lon- ge de nés a idéia de instituir rituais exteriores em nossas agremiagdes espiritas, entretanto, ndo po- demos negar os beneficios da misica elevada em ‘nosso mei E apés breve intervalo, prossguit ~ Por certo, a musica nao ¢ {tor indispern- ‘is realizagdes no Bem, mas, yando preser- ser considerada como elemento de aux i- Em siléncio, ouviamos os wordes finais peca musical. Em minha tela mental, eu ne reportavaa 0s romanos, quando os crisis primitivo:s havam com a prépria vidsa mensagenn , entoando canticos ao (iador. 60 Luis Anténio Ferraz | Anténio Carles Tonini Na Seara do Bem 11 Piece Inieial 0 horitio previsto para o inicio da reunifio, © dirigente convi- dou todos os presentes & oragao, Acostumado as atividades espiritas, pre- para orar, cerrando os olhos, buscando a do pensamento. Marcos falou-me, discretamente: ~ Tonini, procuremos manter sentimentos € permanecer atentos ao aprendizado. O da oragio & abengoado campo de precio- Abri os olhos e, respeitosamente, passei a @ assembléia. Na tribuna, 0 diretor ini- -Prece, comovido. O Irmio Joel e alguns postaram-se a seu lado. Na Seara do Bem nto nas ‘A oragao a Jesus era proferida nos dois .¢- mantinham o pest planos: espiritual e material, interligados no mes- didrioS. Friston, mo propésito. Nélindo-mé 2 reprovari0 sist © dirigente encarnado mantinha 0 ie perov: Alucacao pensamento sintonizado no clima espiritual ele- “yt é uM problema de wel paics ir vado, pois que, proferindo sentida oragao, algu- momen & de oragiio, no ext YW zzinecem mas vezes filtrava as palavras do Irmao Joel e as repetia aos encarnados, sem aperceber-se do fenémeno intuitivo. Os seus puros e elevados sentimentos har- monizavam-se com os do Irmio Joel, com os dos seus assistentes ¢ com os dos encarnados que se mantinham no clima de oragio. Ténue luz irradiava-se dos presentes, sen- do mais intensa ¢ fulgurante a que se projetava do torax do Irmao Joel, elevando-se ao Céu, endere- gada que era ao generoso coragio do Excelso Mestre Jesus. A resposta divina nao se fez tardar. Qual chuva de béngdios provindo das fontes celestes, vibragdes salutares derramavam-se por so- bre o ambiente, propiciando paz ¢ reconforto. Entretanto, percebi que nem todos assimi- distintes da disciplina mental, seria 0 ilhoadey Ais sudS preocupagées. 8° “> neces- le dy refazimento espiritual ¢ 1Y”-opésito, poigim, nao Se esforgam nse P_garmoni- Certo,dde alguia forma, o ambit apa po- 0s aixiliara; NO entanto, se eof maior iam agimilar 0S fluidos salute! >, esto sidade, Em" presentes # ee) ento da tes, Jesus, com profundo cit nen logia Inumané, asseverou: Trio "ido ami- Ow indo a8 observagdes do@® genfeito- recorduya-me das elucidagoes *S (ps 659 ¢ Espiriueris a Allan Kardec nas iy explica- de “0 Livro dos Espiritos”, und d, © agra- 1e, pando, Podemos louvar ?8, forte ©, prec? torna 0 homem®@ socorro lavam aquelas dadivas, aproveitando-lhes os ‘poferida com sinceridade,™ beneficios. Se alguns se emocionavam até as lé- D! » Estava grimas, abrindo o préprio corag%o na stiplica ao Evestava diante de uma righvi™ Senhor, muitos dos irmios encarnados, embora ‘and tais ensinamentos na pric 65 64 Luis Antonio Ferraz | Anténio Carlos Tonin! Ne Seara do Bem doutrinarias em torno da prece, entretanto... lente com o amadurecimento as criaturas po- avaliar os sublimes valores da oragio. E, concluindo, lembrou: — Nao olvidemos que 0 proprio Jesus nos emplo da fé e do valor da oragao, ensi- a orar. E Ele mesmo, no Jardim das } a0 Pai, buscando-Lhe a Divina Auscultando-me os pensamentos mais in- timos, Marcos ponderou: ~ Sem duvida, quem ora beneficia-se com ‘as béngdos celestes. Por enquanto, cré 0 homem que, somente pedindo, recebe os beneficios. En- tretanto, quem louva e agradece a Deus sintoni- za-se com as vibragées superiores do Universo, recebendo-Ihes a influenciagio benéfica e salutar. Infelizmente, 0 homem ainda no se conscienti- zou desta verdade, continuando a malbaratar os _preciosos minutos da prece. As palavras do abnegado _ instrutor, ampliavam-me a compreensdo acerca dos efeitos da oragio, e indagagées intimeras tomaram-me o pensamento. Por que os amigos espirituais néo insistiam nesta questo junto aos encarnados?, Nao seria necessario e urgente alertar os homens para os beneficios da oragdo?... Lendo-me os pensamentos e com ligeiro sortiso nos labios, Marcos advertiu-me: — Meu caro, todas as religides fazem tal trabalho, visando 0 despertamento das criaturas, A propria Doutrina Espirita, como vocé recordou, é rica em elucidagdes valiosissimas em tomo des- ta questo. Ademais, os companheiros aqui pre- sentes, porém distantes através do pensamento invigilante, j4 ouviram e estudaram essas observa- 66 Luis Antonio Ferraz | Anténio Carlos Tonini Na Seara do Bem «7 12 O Otadot ; niciada a reunido, 0 companheiro | encarregado da mensagem evangé- , lico-doutrinaria saudou a todos os Amorivel espirito que, ha pouco, tinha-se a0 Irmo Joel, postou-se a0 lado do ; a fim de auxilié-lo. = Trata-se ~ explicou Marcos — do guia es- do médium, que sempre o acompanha nas de divulgagao doutrinaria. Passei a observar atentamente a atuagio itor junto ao servidor do verbo iluminado : - Através de verdadeiro conibio mental, o ora- aa inspiragao do seu abnegado Instrutor, Na Seara do Bem 6 Interessado em conhecer melhor este pro- cesso, recorri as elucidagdes do prestimoso Marcos. — Observemos a influenciagio amiga do Benfeitor através da intuigdo. O médium, em per- feita sintonia, recebe-lhe os pensamentos que se formam, surpreendentemente, em sua tela men- tal 4 maneira de quadros vivos, cujas imagens vai descrevendo. Fiel ao tema que o orador esta expondo, 0 amigo espiritual ausculta-Ihe os refo- Ihos mentais, especificamente © seu registro de memoérias, onde esto arquivadas e impressas as valiosas ligdes que, ao longo do tempo, ele vem colecionando, através da leitura e dos estudos edi- ficantes. Em seguida, 0 Benfeitor seleciona esses aprendizados adquiridos ¢ os que podem ser titeis no contexto da palestra, sob sua interferéncia, pas- sam do nivel inconsciente para o nivel consciente do médium, surgindo-lhe na tela mental em forma de lembrangas de idéias adormecidas. Compreendi perfeitamente as explicagdes do companheiro. Recordei-me das préprias experi- €ncias nesse campo. Quantas vezes, quando encar- nado, proferindo palestras, eu havia experimentado tal situagdo. Enquanto falava, idéias surgiam, fatos {ja esquecidos tomavam-se vivos em meu psiquismo. Sorri, recordando-me dos comentarios que, as vezes, fazia aos amigos apés as palestras. 70 Luts Anténio Ferraz. | Anténio Carlos Tonin! IVa, entusiasmado, a lembranga que tivera fato ou idéia, creditando-a 4 minha extra- ia capacidade de memorizar. Marcos acrescentou: _ ~Esse é um trabalho de parceria. Os recur- egistros do médium somam-se a inspiragao ifeitor. Dai a responsabilidade dos que vei- 4 mensagem doutrindria através da palavra, Siirio, pois, nZio apenas o estudo mas a vivén- Postulados abragados. Ninguém pode criar coisa a partir do nada. A tarefa do Benfeitor liar o seu tutelado através da inspiragio; su- idéias, coordenar-Ihe os pensamentos: no . OS recursos intelectuais sio conquistas do ira de microfone através do qual c @ mensagem da vida imortal, € instrumento ativo, participante do fendme- Percebendo-me o vivo interesse, 0 amigo ‘gui: ~ Entretanto, nao basta t&o-somente 0 conhe- adquirido. E indispensivel a pritica desses itos em forma de agdes edificantes. Sio 0 idealismo, a vivéncia correta, os ntos elevados que irio emoldurar de luz Na Seare do Bem 7 as palavras do orador. Somente falando com os Ii- bios, ele podera transmitir belissima pega de ora- t6ria aos ouvintes, sem, no entanto, alcangar-lhes os sentimentos. Se suas palavras, porém, provie- rem do coragao, das suas experiéncias e vivéncias, acrescidas dos seus recursos intelectivos, a men- sagem tocaré e sensibilizaré a plateia. Finalizando as consideragdes, Marcos acrescentou: — Creio que, neste sentido, Jesus nos con- Ante 0 comentirio do estimado compa- nheiro, voltei a observar o orador, que, inspirado, emocionava os presentes. vido 2 lls Anténio Fertaz | Anténio Carlos Tonini 13 A Palestta NX medida que o expositor discor- ria sobre a Fé ¢ suas implica- g6es nos acontecimentos da vi- ebia-se que ele alcangava o seu desiderato, Os encarnados, atentos, recebiam a men- comovidos. Enquanto acompanhavam as fas ¢ descrigdes, em suas telas mentais re- fatos ¢ acontecimentos de suas vidas, os 4 luz dos ensinamentos recebidos, eram ou desaprovados em interessantissimo mental”. Marcos, sem perder a oportunidade de -me, falou generoso: ~ Observemos quio positivamente os co- ios evangélico-doutrinarios podem influen- Na Seara do Bem 73 ciar os ouvintes interessados. A mensagem escla- recedora permite-lhes uma anilise sincera quanto 4 postura que esto assumindo na existéncia. Repassam acontecimentos diversos com os quais estiveram envolvidos, aprovando as proprias ages enobrecedoras ¢ desaprovando os comporta- mentos indevidos que, porventura, tenham assu- mido. Mais que um aprendizado, ouvir atencio- samente uma palestra evangélico-doutrinéria, significa realizar uma profunda avaliagio da vida, através de proficuo processo de autoeducagao. Neste instante, Marcos tomou-me pelo brago, conduzindo-me em diregao a uma jovem que, atentamente, acompanhava os comentirios evangélicos. E, auxiliando-me como fizera antes, observou: _ Preste atengdo as palavras do orador e a maneira pela qual elas repercutem no psiquismo de nossa irma. © expositor discorria com veeméncia a respeito de simples acontecimentos do cotidiano, mostrando que, as vezes, por causa de nossa in- tolerncia, geramos desentendimentos e dores que facilmente poderfamos evitar. Instantaneamente, a jovem recordou-se de uma discussiio que tivera com a genitora no dia anterior, Esta lembranga ruim transformou-s 74 Luis Antonio Ferroz | Anténio Carlos Tonini itomaticamente, em quadro vivo na tela mental. ver, surpreso, aquela simpatica moga total- ite alterada, simplesmente por nao aceitar um Iho que a mie tentava dar. Transtornada, impropérios, ferindo 0 corago materno, batendo violentamente a porta da casa, saira arua, Ouvindo a mensagem esclarecedora, re- Ou OS proprios erros e, enquanto discreta- enxugava os olhos timidos, assumia italmente a disposigao de desculpar-se perante itora. Naturalmente que, espirita convicto, eu desconhecia os beneficios dos comentarios élicos; no entanto, aquelas observagdes per- -me uma visio mais ampla a respeito das \iOes espiritas. Indagava, entdo, a mim mesmo: ‘seria uma palestra verdadeira terapia?!... Lendo-me os pensamentos, Marcos explicou: = Sem divida, meu amigo, a mensagem edora veiculada nas reunides espiritas rdadeiro processo terapéutico em auxilio as S. E, indicando-me uma senhora da platéia, ~ Observe atentamente aquela irma. Analise com cuidado o seu centro cardiaco. Na Seara do Bem aS Notei que aquela mulher trazia sobre o centro cardiaco densa e escura massa que, & seme- Ihanga de fumaga t6xica, oprimia-lIhe o peito. Per- cebi, entiio, que aquela nuvem de nocivos miasmas provinham, exatamente, do seu campo mental. A infeliz mulher alimentava pessimismo doentio ¢ cultivava pensamentos negativos, os quais se extra- vasavam de sua casa mental e se dirigiam a diver- sos setores do corpo fisico, sobretudo ao centro car- diaco, ligado que ¢ as emogGes e sentimentos. — Nossa irma — expés Marcos -, se n&io mo- dificar os préprios pensamentos, candidatar-se-4 a sofrer grandes desequilibrios orgdnicos. Seus pen- samentos infelizes dirigem-se para 0 centro cardi- aco, bombardeando-o com sua influéncia nefasta. Se recorrer Medicina, por certo, os facultativos recomendarao 0 uso de antidepressivos, tratando os efeitos, sem compreenderem que a causa € es- piritual. E, assim sendo, toma-se imprescindivel 0 tratamento terapéutico, visando-Ihe o espirito. Nes- te sentido & que afirmamos ser verdadeira terapia a palestra elucidativa. Observe. O expositor passou a tecer consideragdes sobre o poder da Fé, Falou com vigor e entusias- mo acerca da coragem, da confianga e da esperan- ca. As palavras nasciam-lhe do pensamento ¢ do coragdo e, a maneira de luz projetada, obedecendo 76 Luis Antonio Ferraz | Anténio Carlos Tonini mecanismos naturais do magnetismo, impreg- -se no psiquismo dos ouvintes, propician- s visiveis transformagoes. A senhora por nds observada, sob o influxo palavras de bom Animo, carregadas de otimis- ¢ alegria, acatou-lhes 0 comando, modificando de pensar. Percebi que, sob a influéncia passara a emitir vibragdes mentais positivas {@ pouco e pouco, iam eliminando as densas , saneando-lhe o centro cardiaco. Olhei, perplexo, para meu instrutor, que, 80, concluiu: Nossa irma foi auxiliada pela mensagem do Evangelho do Mestre, porém nao total- curada. Como acontece em qualquer trata- deste nivel, 0 seu comportamento mental, ite, € que Ihe garantiré a satide espiritual retorno @ enfermidade. 1 neste sent Na Seara do Bem 14 Obstaeulos em diivida, constitui-se a men- S sagem evangélica de luz do Céu em beneficio de todos nés. Porém, vezes sem conta, criaturas ha que, Visando 0 aprendizado, eu prosseguia na jia de Marcos, observando os ouvintes los. Na platéia numerosa, verifiquei, decepcio- que muitos companheiros nao registravam entos esclarecedores. Alguns perma- presos as suas preocupagdes familiares ou Na Seara do Bem 79 diving: nosso companheiro prefere continu- tuminando preocupagées rotineiras. Pensando ainda como alguém de persona- le um tanto exigente, desejei agir, sacudir luele irméo, despertando-o para a realidade, Marcos, no entanto, adiantou-se, dizendo: _~ Compreendo-Ihe a nobre intengo, mas ha 0 que fazer. Veja & nossa volta. Quan- béngaos celestes em nosso auxilio! A. Mise- profissionais, criando verdadeiros quadros men- tais que se Ihes exteriorizavam do psiquismo. Paramos diante de simpatico senhor que, com olhos fixos em uma das janclas do vasto sa- lo, parecia vislumbrar acontecimentos distantes. De sua tela mental, imagens de muita niti- dez destacavam-se ante os nossos olhos. Perdia-se nosso irmao, em preocupagdes referentes as suas atividades profissionais, pensando nas tarefas que o aguardavam no dia seguinte. Divina nos oferece em profusio, mas o Nao se tratava, como pude perceber, de jeitamento de tudo depende do interesse di assunto sério, e sim, de questdes naturais ¢ roti- um. Nao olvidemos que a redengao esprit ji spiritual juista de ordem individual. Prosseguindo nas observagdes, notei, (0, que alguns ouvintes dormiam profun- te! No propésito de aprender, indaguei: ~ Marcos, como devemos interpretar_ a do sono que muitos encarnados assumem as reunides doutrinarias?... Trata-se sem- obsessio, como geralmente se afirma entre jens? ~ Ainda aqui ~ esclareceu ~, podemos citar i Ha muitos irmaos que dor- neiras do seu trabalho. Voltei-me para Marcos, como a rogar-lhe explicagdes. — © homem na Terra — considerou meu gentil cicerone ~, omisso sua realidade espiritu- al, entrega-se total ¢ to-somente ao trabalho pro- fissional, que Ihe mantém o pao de cada dia ¢ que Ihe atende as demais necessidades materiais. Se, com 0 dinheiro, pode suprir todas essas necessida- des, nfo consegue com ele alcangar a paz de espi- tito. Jesus referiu-se A necessidade de buscarmos primeiramente 0 Reino dos Céus, que tudo mais nos seria acrescido. Porém, 0 essencial ~ ou seja, 6 pio do espirito ~ & quase sempre relegado a se- gundo plano. Em vez de alimentar-se desse ban 5 oo oe No Seara do Bem al 80 Luts Antonio Ferraz. | Anténio Cerlos Tonini capazes de assistir com interesse, durante horas a fio, a um filme de dificil interpretagao. Outros se dizem cansados, depois de um dia de intensa atividade e, por isso, entregam-se a0 sono; en- tretanto, vémo-los atenciosos, apés as atividades profissionais, diante dos programas televisivos ou, ‘entusiasmados, comparecerem a este ou aquele _ meu caro, sao mentes preguigosas que somente 0 tempo e a dor podertio transformar. — Mas — indaguei — ea questo da obsessio? — Sem diivida, hd, sim, companheiros que permanecem aprisionados aos seus perseguidores espirituais, por meio de intensa hipnose. Muitos, \idio, sofrem influencia- Gao espiritual negativa a distancia, visto que seus agressores nao conseguem aqui entrar. No entanto, a questo ainda ¢ a indiseiplina mental do indivi- duo que se compraz em tal situagao. Buscasse a o1 se de pé, se necessario fosse, e, raga, permaneces: . desfazer os grilhdes que Ihe _ por certo, conseguiria entorpecem a mente. E, concluindo, afirmou: _ Estes obstaculos a renovagiio do homem desaparecerio, um dia, quando ele compreender a Paternidade Divina ¢ conscientizar-se de que é fix Iho de Deus; quando ele compreender que, ainda, 82 Luis Antonio Ferraz | Anténio Carlos Tonini vida na Terra ¢ passageira, que a sua morada sto estrelas, © 0 seu destino, a perfei¢ao, Enquanto 0 no ocorrer, cumpre-nos trabalhar em auxilio nossos irmdos, demonstrando que jd compreen- 10S 0 nosso papel de co-criadores na grandiosa truco Divina. No Seara do Bem 83 15 O Fatot Consolaeao 8s espiritos desencarnados que foram trazidos para a reunifo, acomodados no auditério re- para atendé-los, igualmente beneficia- da mensagem evangélica. Valendo-se da carinhosa assisténcia de sos companheiros do Setor de Vigilincia Setor de Esclarecimentos, ouviam, emocio- 0 jovem conferencista. Os servigos do pessoal do Setor de cago, junto a esses irmaos, alcangavam éxito. _ Fora instalada no vasto salio, conforme anterior, grandiosa tela luminescente para o auditério onde permaneciam os de- los em atendimento. Na Seara do Bem proprias quedas, a reincidéncia nos erros ¢ na ta que Thes caracterizavam 0 comportamento entio. Compreendendo, agora, a verdade liberta- que se negaram a enxergar, entregavam-se ioSo pranto, cegos que estavam no egoismo jidor. A medida que o mensageiro discorria, emocionado, sobre as exceléncias da Fé, inime- ros quadros de graga e beleza formavam-se na tela gigantesca, permitindo aos desencarnados assisti- dos visualizarem cenas comovedoras. Marcos veio ao meu encontro, esclarecendo: — O belissimo fendmeno tem por base 0 poder criador do pensamento aliado a vontade ati- va, Enquanto fala, 0 expositor das verdades celes- tes emite, intensamente, os préprios pensamentos imantados pela viva emogiio que The nasce da inti- midade do espirito. O deslumbrante aparelho que observamos registra-Ihe as ondas mentais ¢ as tra- duz em forma de imagens vivas e arrebatadoras. Depois de breve intervalo, conclui — Esse mecanismo é valioso recurso de instrugo utilizado no auxilio aos desencarnados necessitados, bem como nos estudos levados a efeito em nossas colénias espirituais, por parte de abnegados instrutores. Observei, atentamente, os desencarna- dos ali presentes. Todos traziam na face a expres- so de arrependimento. Ouvindo a mensagem acompanhando os quadros vivos a se reprodu- zirem na tela ampla, recordavam-se das proprias experiéncias. Reviam acontecimentos em que ma- lograram; constatavam os equivocos; analisavam Os servidores da vigilincia e os encar- s do Setor de Esclarecimentos, sempre 1080s, apenas acompanhavam os infelizes, itude de generosidade e respeito. Percebendo-me as diividas, Marcos explicou: _ — O arrependimento, meu amigo, é sem- assinalado pelas lagrimas sinceras. Aqui, nos igos de socorro a nossos irmaos, sobretudo 108 que as légrimas representam limpeza . Eles somente serao advertidos, se, atra- do pranto, se desequilibrarem interiormente. A medida, porém, que 0 expositor discor- Sobre uma passagem da vida do Senhor Jesus, \das_modificagdes marcaram o semblante les irmaos. Registrando as palavras do amigo orador, la reproduzia imagens enternecedoras. O Mes- jesus, cercado por grande multidio, estendia ragos, dizendo: “Vinde a mim todos vés que cansados ¢ sobrecarregados, e eu vos 86 Luis Anténio Ferraz | Ant@nia Corlos Tonini Na Seare do Bem 87 aliviarei. Tomai sobre vs 0 meu jugo e encontra- reis descanso para as vossas almas, porque 0 meu _jugo é suave eo meu fardo é leve”. O orador reafirmava a mensagem, acen- tuando que sempre é tempo de recomegar, esten- dendo esperanga e consolagao aos ouvintes. Leve sorriso de esperanga estampou-se naqueles semblantes contritos, no obstante ainda emocionados até as lagrimas. Observe, meu amigo — falou meu compa- nheiro e instrutor -: a palavra de consolagaio assemelha-se a um sol dadivoso que, nesses semblantes marcados pela noite intensa do arre- pendimento, anuncia, entre réseos clarées, a au- rora de um novo dia. O expositor das verdades celestes devera sempre falar esclarecendo, nao ol- yidando, porém, o fator consolagiio, que € sempre luz em nossas vidas. ‘Ante as palavras do nobre amigo, demo- rei-me em profundas reflexdes, observando os desencarnados assistidos enxugarem as lagrimas. Com total certeza, elas hes prenunciavam a reno- vagéio intima. 88 Luis Antonio Ferraz | Anténio Carlos Tomini 16 | Evangelizaedo Fnfantil nquanto o orador prosseguia dis- tribuindo béngdos, Marcos con- vidou-me para, juntos, seguir- em diregao a outras dependéncias da nobre igdio, a fim de conhecer-Ihes as demais ativi- Deixando 0 salio de reunides, atravessa- amplo patio entrecortado de canteiros em flor. Deparei-me com pequena faixa de terra formato retangular, onde rosciras bem cuida- ‘mostravam espécimes de todos os matizes. As sempre foram as flores de minha predilegao. Aspirei-Ihes © perfume, toquei algumas las macias. Na Seara do Bem 89 Itivo do presente. O plano espiritual, no entanto, pre se movimentou no sentido de esclarecer & parar a inffincia, pois que, segundo os nossos lores, 0 primeiro apelo a evangelizagio infantil iu exatamente de Jesus quando afirmou: “Dei- venham a mim as criancinhas”. Apés breve pausa, prosseguiu: ~ Somos sabedores de varios encontros dos na Vida Maior com a presenga dos militam na evangelizagao infantil. De O plenildnio dava-lhes um brilho especial. Por um momento pensei estar diante de preciosos rubis em forma de flores. Marcos despertou-me da contemplagio, convidando-me a segui-lo. Alcangamos intmeras salas, onde crian- gas de diversas faixas etérias recebiam, também, orientagao evangélica. Tratava-se do Departamen- to de Evangelizacao Infantil. Professoras abnegadas narravam historias pueris de fundo moral. Com atividades de desenho, colagem e jogos diversos, elas ilustravam 0s aponta- mentos morais ¢ doutrindrios de que tratavam. cem a essas reunides que visam ao cresci- Notei grande movimentagao espiritual. Prestimosos tarefeiros do Setor de Esclarecimentos acompanhavam as atividades, ¢ grande mimero de espiritos em estégio no campo da feminilidade assistiam as aulas com atengao. Ante a minha surpresa, Marcos comentou: — Durante muito tempo, diversas Casas Espiritas fizeram da evangelizagao infantil tio-so- mente um local de distragdo para as criangas, a fim de que as mesmas nao atrapalhassem as atividades dos adultos. Essas evangelizadoras faziam papel de pajens. Felizmente, tal conceito modificou-se. Os diretores dos Centros Espiritas compreenderam que a crianga é a semente do amanha, esperando 0 janga. Ao que nos parece, os tarefeiros en- s tém assimilado os estimulos superio- Vemo-los preocupados com a qualidade, ssados em reunirem-se para a permuta de iéncias. E certo que ha muito por fazer. Os ulos so inimeros e, entre eles, destaca- com pesar, a falta de cooperacao de alguns que deveriam ser os primeiros interessados, também os servidores sao escassos. Pou- Se candidatam ao servigo de evangelizagao til, pois que se trata de uma tarefa de ex- doagao. Evangelizar & semear: os frutos cem depois. 90 Luis Anténio Ferraz | Aniénio Carlos Tonini No Seara do Bem a1 Observei que muitas senhoras desen- carnadas, acompanhadas por auxiliares do Setor de Esclarecimentos, estavam presentes nas diver- sas salas, assistindo as aulas. Buscando esclarecimentos, indaguei: — Nossas irmas serfio futuras evange- lizadoras? — Algumas ~ respondeu meu interlocutor — preparam-se, de fato, para, quando reencarnadas, se entregarem as atividades de evangelizagaio in- fantil, A grande maioria, no entanto, aqui compa- rece na condigio de mulheres que fracassaram como mies. Sao irmis equivocadas que malbara- taram a maternidade, relegando os rebentos ao abandono e ao sofrimento. Hoje, arrependidas, aqui so trazidas a fim de que aprendam com es- tas servidoras do Cristo que, embora nao sendo mies, ofertam carinho ¢ atengiio aos filhos alheios, Enquanto isso, assimilam verdadeiras nogdes de educagdo a luz do Evangelho. Vimo-las em pran- to, certa vez, diante de um petiz. que se lamenta- va junto da evangelizadora, narrando-lhe os maus tratos eo abandono que sofria em casa. Eu permanecia atento as elucidagdes do companheiro. — A evangelizagao infantil é fator impres- cindivel no auxilio as criaturas. Muitos servido- 92 Luis Anténio Ferraz | Anténio Carlos Tonini Tes nossos narram que, em servigo socorrista a encarnados em vias de se comprometerem com mal, puderam auxilid-los de mancira efetiva. contraram nos seus registros de memoria os tamentos evangélicos que receberam na in- cia. No momento, puderam fazé-los surgir em de lembrangas e também auxiliar os mes- encamados a refletirem melhor, antes de agi- |. Assim puderam auxilid-los, também, a evitar pior. Quantas vezes o rumo da vida de seus tu- Jados modificou-se, gragas 4 semente evangélica em tempo certo veio a produzir frutos! Emocionado, observei demoradamente a legagdio daquelas servidoras de Jesus que amo- mente trabalhavam aquelas criangas-semen- , Preparando-lhes um futuro de béngaos. Os pequeninos, na alegria e espontaneida- que thes sio peculiares, faziam intmeras per- , participando ativamente das aulas. Notei, mente emocionado, que aqueles rosti- se iluminavam e indagavam das “tias” acer- de Deus, da reencarnagao e da morte. Enxugando as légrimas, exclamei de mim comigo mesmo: Abengoada Doutrina Espi- | Bendito Consolador Prometido! A partir de postulados, cumprem-se as promessas de Je- na edificagao do Reino do Amor na Terral... No Seara do Bem 93

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