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Sistema Reprodutor: Tipos e Fisiologia

O documento descreve um trabalho sobre o sistema reprodutor que inclui: 1) uma introdução sobre o que será abordado no trabalho; 2) os objetivos do trabalho; 3) a metodologia utilizada para elaborar o trabalho.

Enviado por

Dernicio Paunde
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Sistema Reprodutor: Tipos e Fisiologia

O documento descreve um trabalho sobre o sistema reprodutor que inclui: 1) uma introdução sobre o que será abordado no trabalho; 2) os objetivos do trabalho; 3) a metodologia utilizada para elaborar o trabalho.

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Dernício Juvenal Paúnde........................

Nº 17

Fernanda Chongo....................................Nº 24

Jorge Deocleciano Dimande.....................Nº 29

Fernando José Chingore..........................Nº 36

Milton da Sônia Sitoe................................Nº 42

12ª Classe, Turma: B02, Sala: 03

Sistema Reprodutor

Biologia

Classificação:...............

Professora:....................

Ndambine-2000

Aos 01 de Setembro

2022
Dernício Juvenal Paúnde........................Nº 17

Fernanda Chongo....................................Nº 24

Jorge Deocleciano Dimande.....................Nº 29

Fernando José Chingore..........................Nº 36

Milton da Sônia Sitoe................................Nº 42

12ª Classe, Turma: B02, Sala: 03

Sistema Reprodutor

Trabalho a ser entregue na Escola


Secundária Ndambie-2000, na
disciplina de Biologia, no âmbito
avaliativo sob a orientação da
professora Unilda

Biologia

Ndambine-2000

Aos 01 de Setembro

2022
ÍNDICE
Introduçao..................................................................................................................................1
Objectivos..................................................................................................................................2
Metodologia...............................................................................................................................3
Sistema Reprodutor....................................................................................................................4
Definição................................................................................................................................4
Tipos de Reprodução..................................................................................................................4
Reprodução Assexuada..............................................................................................................4
Reprodução Sexuada..................................................................................................................5
Sistemas reprodutores nos invertebrados (planária e minhoca).................................................6
Planária...................................................................................................................................6
Minhoca..................................................................................................................................6
Sistemas de reprodução de alguns vertebrados..........................................................................7
Sistema de reprodução nos peixes..............................................................................................7
Sistema de reprodução nos anfíbios.......................................................................................8
Sistema de reprodução nas aves.............................................................................................8
Sistema de reprodução nos mamíferos...................................................................................9
Sistema reprodutor Humano......................................................................................................9
Sistema reprodutor masculino no Homem.................................................................................9
Descrição dos constituintes do aparelho reprodutor masculino...........................................10
Descrição dos Espermatozóides...........................................................................................11
Aparelho reprodutor feminino..................................................................................................12
Descrição dos constituintes do aparelho reprodutor feminino.............................................12
Ciclo menstrual e regulação hormonal.....................................................................................13
Ciclo ovárico........................................................................................................................13
Ciclo uterino.........................................................................................................................14
Relação entre a actividade do ovário e do útero...................................................................15
As hormonas produzidas pelo ovário...................................................................................15
Controlo da actividade do ovário.........................................................................................16
Métodos contraceptivos/anticonceptivos.................................................................................17
Métodos anticonceptivos de barreira....................................................................................17
Métodos anticonceptivos hormonais....................................................................................19
Métodos comportamentais....................................................................................................20
Métodos anticonceptivos intrauterino;.................................................................................23
Métodos Cirúrgicos/ Definitivos..........................................................................................23
Gravidez precoce......................................................................................................................25
Fisiologia do Parto...................................................................................................................25
Tipos de parto...........................................................................................................................26
Resumo.....................................................................................................................................27
Concluão..................................................................................................................................28
Referência Bibliográfica..........................................................................................................29
Introduçao
Neste presente trabalho abordaremos sobre o sistema reprodutor, abrangendo os seres
assexuados assim como sexuados, não só, mas também, o ciclo menstrual , onde teremos os
seus ciclos e fases dos ciclos, falaremos também dos métodos contraceptivos, suas vantagens
e desvantagens, da gravidez precoce e por fim da fisiologia do parto, suas etapas e os tipos de
parto.

1
Objectivos
 Saber como ocorre a reproduçao nos seres assexuados e sexuados;
 Identificar os sistemas reprodutores de invertebrados e vertebrados;
 Comparar os sistemas reprodutores dos invertebrados e vertebrados;
 Identificar os órgãos dos aparelhos reprodutores masculino e feminino, as funções e
as suas diferenças;
 Ser capaz de falar das fases do ciclo menstrual;
 Ter dominio e bom uso dos metodos contraceptivos, evitando a gravidez precoce;
 Conhecer a fisiologia do parto.

2
Metodologia
Metodologia e o estudo da organização, dos caminhos a serem seguidos, para realizar uma
pesquisa ou estudo. O presente trabalho foi elaborado com base a pesquisa bibliográfica, que
e a busca de informações em vários livros de Biologia, e módulos. Também na base de
pesquisas na internet fornecida por revistas que contém a informação necessária, inclusive as
imagens, e do nosso conhecimento.

3
Sistema Reprodutor
Definição
Todos os seres vivos têm um tempo de vida limitado, contudo, para assegurar a continuidade
da vida, todos os seres vivos têm de se reproduzir, pois se os seres vivos não deixassem
descendentes, as diferentes espécies desapareceriam.
Portanto, pode-se dizer que “a reprodução é a função pela qual os seres vivos garantem a
continuidade da espécie (transmissão da vida de geração em geração)”.

Tipos de Reprodução
Na natureza os processos de reprodução são muito variados e geralmente se agrupam em dois
processos básicos: reprodução assexuada e reprodução sexuada.

Reprodução Assexuada
Neste tipo de reprodução, o novo ser surge a partir de uma ou mais células de um só
indivíduo, não há participação de gametas.
Este tipo de reprodução apresenta vário tipos dentre eles:
 Cissiparidade (bipartição ou reprodução binária);
 Estrobilização (fragmentação);
 Gemiparidade ou brotamento;

Cissiparidade:
Provem do latim Scissus (dividir) e parere (parir), também denominado Bipartição ou
Divisão Binária. Esta ocorre por divisão da célula. O ser vivo pode dividir-se em duas ou
mais partes as quais originam um novo indivíduo. O animal sofre mitose, gerando dois
descendentes menores, que posteriormente crescem até atingir o tamanho normal. Exemplo:
protozoários e/ou bactérias.

Estrobilização (fragmentação): É um tipo de reprodução onde ocorre a fragmentação de


um indivíduo em duas ou mais partes, as quais crescem, refazendo animais completos. Por
exemplo, as Estrelas-do-mar têm uma grande capacidade de regeneração, podendo até
originar um indivíduo completo a partir de um braço.

4
Gemiparidade (brotamento)
A gemiparidade ou brotamento pode ser verificada em protozoários, esponjas ou em
cnidários como a Hydra e os recifes de corais. Esse processo reprodutivo consiste na
formação de uma saliência no corpo do animal.
Tal saliência, geralmente externa é chamada Broto ou Gema e, ao se desenvolver, formará o
adulto que pode ficar aderido ao indivíduo que lhe deu origem, formando assim uma colônia
ou, pode, simplesmente, destacar-se para viver isoladamente.

Reprodução Sexuada
A reprodução sexuada é a principal forma de reprodução nos animais. Neste tipo de
reprodução, há participação de células especializadas na reprodução designadas por gâmetas,
ou seja, células reprodutoras masculinas (espermatozóides), e femininas (óvulos). Para que
se forme um novo ser, deve haver a união gamética, designada por fecundação, e a formação
do ovo.
Os gâmetas, masculinos e femininos, podem ser produzidos no mesmo animal, nas espécies
monóicas/hermafrodites ou em animais diferentes, nas espécies dióicas.
A fecundação pode ser interna, dentro do organismo do sexo feminino, ou externa. A
reprodução sexuada, por permitir o intercâmbio genético entre individuos diferentes, garante
a variabilidade genética nos seres dela resultantes, garantindo a evolução das espécies.
Exemplo:

5
Sistemas reprodutores nos invertebrados (planária e minhoca)
Certos animais invertebrados como, a planária e a minhoca são denominados hermafroditas,
pois que num mesmo indivíduo existem órgãos sexuais masculinos e femininos.
Neste caso, dois animais copulam trocando os materiais genéticos e a fecundação ocorre
internamente.

Planária
A planária (platelminte) é uma espécie monóica. No mesmo animal encontram-se
testiculos, gónadas masculinas, e os ovários, gónadas femininas.
O sistema reprodutor masculino é constituido por um órgão copulador, o pénis, gónadas
masculinas (testiculos), e ductos espermáticos. O sistema reprodutor feminino é formado por
gónadas femininas (ovários), oviductos, glândulas vitelinicas e poro genital.
A fecundação é interna. Os ovos são colocados dentro de casulos.

Minhoca
Na minhoca existem na face ventral dos segmentos três pares de orifícios. Cada orifício é a
abertura de uma bolsa musculosa denominada receptáculo seminal.
Os receptáculos seminais armazenam os espermatozóides recebidos de um parceiro durante o
acto sexual.
Na região do clitelo existe um orifício, o poro genital feminino, que se conecta internamente
a um tubo através de duas estruturas em forma de funil, os oviductos. Estes captam os óvulos
produzidos por um par de ovários e os conduzem até ao poro genital feminino.
O aparelho reprodutor masculino da minhoca consiste em dois pares de testículos dois pares
de vesículas seminais um par de tubos seminíferos, um par de glândulas prostáticas e um par
de poros genitais masculinos.

Junto aos poros , na parte externa do corpo, existem estruturas ( as papilas genitais ) cuja
função é manter as minhocas unidas durante o acasalamento.

6
Sistemas de reprodução de alguns vertebrados

Sistema de reprodução nos peixes


Na maior parte dos peixes a fecundação é externa, isto é, as fêmeas libertam milhares de
óvulos para a água e os machos libertam os espermatozóides que depois se fundem na água
originando os ovos. No entanto existem algumas espécies de peixe que produzem poucos
óvulos e têm fecundação interna e depois lançam os ovos para a água. Estes ovos vêm
protegidos por uma cápsula resistente que os protege durante o desenvolvimento.

Sistema de reprodução nos anfíbios


Na maioria dos anfíbios a fecundação é externa. O processo
de acasalamento nos sapos e rãs, consiste em o macho
segurar a fêmea apoiando-se nela o que desencadeia
por parte de ambos a libertação de gâmetas na água que
depois se fundem. O desenvolvimento é indirecto.
Os ovos desenvolvem-se por metamorfoses (larva, girino e
adulto).

Sistema de reprodução nas aves


Em todas as aves ocorre a fecundação interna. Nas aves, os
embriões têm de ser mantidos à temperatura do corpo para que se desenvolvam. Esta temperatura é
mantida pela incubação que pode durar duas, três ou mais semanas, antes que os pintos nasçam. Estes
recebem os cuidados da mãe por serem cegos, incapazes de se alimentar e penas insuficientes para se
manterem aquecidos.

7
Sistema de reprodução nos mamíferos
Assim como as aves todos os mamíferos apresentam fecundação interna.
Nos mamíferos a estrutura do útero vária imensamente. As fêmeas do canguru, por exemplo
têm útero e vagina duplos, a coelha tem uma só vagina e útero duplo, a vaca um útero bicorne
em que existe uma divisão incompleta e no ser humano (mulher), existe um único útero
triangular.
Enquanto o embrião cresce no interior do útero materno, é abastecido pelo oxigénio e
alimento a partir do sangue da mãe através da placenta e a sua temperatura é mantida
constante e elevada.
Após o nascimento, os recém nascidos ficam dependentes da mãe em absoluto em relação ao
leite materno até que possam ingerir alimentos sólidos.
Os mamíferos fertilizam os seus óvulos no interior do corpo da fêmea por copulação.
Este processo é vantajoso, porque:
 Há maior probabilidade de os gâmetas se encontrarem devido ao facto de a
fecundação ocorrer em espaço limitado;
 Há tendência de se produzir um número relativamente reduzido de óvulos que se
reflecte em menos gasto fisiológico da fêmea;
 O ovo em desenvolvimento pode crescer protegido pelo organismo materno.

Sistema reprodutor Humano


Tal como os outros mamíferos o Homem possui fecundação interna.
Apesar do aparelho reprodutor do homem ser diferente do da mulher, tanto o indivíduo
masculino como o feminino têm uma organização geral dos órgãos genitais parecida sendo os
principais constituintes os seguintes:
 Gónadas genitais que produzem gâmetas;
 Vias genitais que permitem a deslocação e a sobrevivência dos gâmetas;

8
 Órgãos sexuais externos que são necessários para que aconteça o acto sexual.

No entanto o homem, ao contrário da mulher, possui glândulas anexas ao seu aparelho


reprodutor.

Sistema reprodutor masculino no Homem


A principal função do aparelho reprodutor masculino é a produção de gâmetas masculino
para a reprodução.
Este aparelho reprodutor é constituido por:
 Gónadas: testículos;
 Vias genitais: epididimo, espermidutos ou canais deferentes e uretra;

 Glândulas anexas: vesiculas seminais, próstata glândulas de Cowper (glandulas


bulborrectais);
 Órgao copulador: pénis.

Descrição dos constituintes do aparelho reprodutor masculino


 Testículos
No embrilo, os testiculos locaiizam-se no interior da cavidade abdominal. Um mês antes do
nascimento, alojam-se numa dobra de pele chamada saco escrotal ou escroto, fora da
cavidade abdominal. Essa deslocação dos testiculos é importante porque a formação dos
espermatozóides requer temperaturas rnais baixas do que a do interior da cavidade
abdominal.

9
 Tubos seminíferos
São pequenos tubos enovelados, localizados no interior dos testiculos, onde são produzidos
os espermatozóides.
 Epidídimo
E um tubo onde os espermatozóides terminam a sua maturação e ganham mobilidade. E no
epidídimo que os espermatozóides ficam armazenados até ao momento da sua eliminação. Os
espermatozóides são transportados até ao epidídimo pelos canais deferentes.
 Canal deferente ou espermiductos
São canais por onde passam os espermatozóides, a sair do epidídimo. Os canais provenientes
de cada testículo fundem-se num úrnico tubo chamado ducto ejaculador que desernboca na
uretra. Produz secreções.

 Uretra
E um canal comum ao aparelho reprodutor e o aparelho urinário do homem. Percorre o
interior do pénis e abre-se para o exterior na extremidade da glande. A fungão da uretra é
conduzir os espermatozóides, luntamente com secreções produzidas pelas glândulas anexas
para o exterior e eliminar urina.
 Vesículas seminais, próstata e glândulas de Cowper
São glândulas anexas ao aparelho reprodutor masculino cuja função é produzir secreções que,
juntamente com as dos canais deferentes e os espermatozóides, formam o sémen ou esperma.
A secreção das vesículas seminais contém substâncias nutritivas, que nutrem os
espermatozóides até que um deles se una ao óvulo. A secreção produzida pela próstata é um
liquido alcalino que neutraliza a acidez da uretra e das secreções vaginais.
A secreção produzida pelas glandulas de Cowper é um muco que participa na limpeza do
canal uretral antes da passagem dos espermatozóides durante a ejaculação e ajuda a
lubrificação dos órgãos sexuais durante o acto sexual.

Descrição dos Espermatozóides


Os espermatozóides são os gametas masculinos, produzidos nos testículos.
 Estrutura dos espermatozóides
Os espermatozóides são contituidos por:
 Cabeça– com o pró-núcleo e o acrossoma, capuz formado por vesículas do
Complexo de Golgi, contendo enzimas que permitirão perfurar a camada
protetora do óvulo;
 Peça intermédia– Os centríolos, dispostos no pólo oposto ao acrossoma,
originam os microtúbulos que constituem o flagelo;
 Cauda– formada pelo flagelo, cujos batimentos impulsionam o
espermatozóide.

Mitocôndria

10
Acrossomo

Pró-núcleo

(n)

Aparelho reprodutor feminino


As principais funções do aparelho reprodutor feminino são:

 Produz os gâmetas femininos – os óvulos.


 Fornece o local apropriado para a ocorrência da fecundação
 Permite a implantação e o desenvolvimento do novo ser
 Executa a actividade motora suficiente para expelir o novo serdurante o
nascimento.

O aparelho reprodutor feminino 6 constituido por:


 Gónadas: ovários;
 Vias genitais: oviductos ou trompas uterinas ou de Falópio, Útero e Vagina
 Órgaos externos: vulva constituida por grandes e pequenos lábios e o clítoris.

Descrição dos constituintes do aparelho reprodutor feminino


 Ovários
Localizam-se na regiao pélvica. A sua região mais externa (zona cortical) apresenta
numerosos conjuntos celulares esféricos, com diferentes tamanhos, chamados folículos e
encontram-se envolvidos por tecido conjuntivo.
A região mais interna (zona medular) é muito vascularizada e é formada por tecido
conjuntivo denso.

11
 Trompas de Falopio ou oviductos
São dois tubos ligados ao últero. A extremidade livre de cada trompa é larga e com franjas,
formando os pavilhões, próximos de cada ovário. São elas que recebem os óvulos que se
libertam, com a ajuda de cílios, cujo batimento exerce uma força que atrai os óvulos que,
posteriormente, se deslocam até ao útero.
 Utero
E um órgão oco, de parede musculosa. Apresenta a forma de uma pêra. A parte superior do
mesmo, mais larga, está ligada às trompas. A região inferior é designada por colo uterino. É
estreita e comunica com a vagina. Internamente, o útero está revestido pelo endométrio, um
tecido muito vascularizado.

 Himen
E uma membrana fina, que recobre a entrada da vagina. Esta membrana geralmente rompe-se
após a primeira relação sexual.
 Vagina
E o canal que abre para o exterior junto aos órgãos externos. E um canal de parede
musculosa. Encontra-se revestida por uma membrana, cujas células libertam glicogénio. A
acidez do meio vaginal resulta da fermentação do glicogénio devido a actividade de bactérias
presentes na mucosa vaginal. Esta acidez impede o desenvolvimento de microrganismos
patogénicos que possam estar presentes na vagina. Está localizada atrás da abertura de uretra
que faz parte do sistema urinário.

 Vulva
E o conjunto dos órgãos externos. E constituida pelos grandes lábios e duas pregas de pele
coberta de pêlos. Os grandes lábios envolvem pregas menores de pele designadas por
pequenos lábios. A sua função é proteger a abertura vaginal.
 Clítoris
E um órgãoo pequeno, que corresponde a glande do pénis. Está localizada na região anterior
da vulva. E um órgão constituido por tecido esponjoso e apresenta grande sensibilidade,
responsável pelo “prazer” no acto sexual.

Ciclo menstrual e regulação hormonal


Quando as mulheres nascem já têm nos seus ovários, no interior dos pequenos folículos todas
as células reprodutoras de que necessitarão ao longo da sua vida fértil (tempo em que a
mulher pode engravidar). A partir da puberdade, que varia entre 11 a 14 anos de idade,
mensalmente um folículo evolui até atingir a maturação acabando por libertar o gâmeta (o
óvulo). Este é um processo cíclico/contínuo até a menopausa.
As transformações no ovário do aparelho reprodutor da mulher, são acompanhadas por
variações na produção das hormonas sexuais. Este acontecimento repete-se com certa
periodicidade, facto que se dá a esse processo a designação de ciclo sexual feminino ou ciclo
menstrual.

NB: Dado que em cada ciclo, os principais fenómenos ocorrem no ovário e no útero,
considera-se existir um ciclo ovárico e um ciclo uterino.

12
Ciclo ovárico
Em cada ciclo ovárico, o ovário sofre sucessivas modificações. Estas modificações estão
divididas em três fases:
 Fase folicular;
 Ovulação;
 Fase do corpo amarelo.

i A fase folicular dura em média 14 dias, durante os quais um folículo pequeno atinge
a fase de folículo maduro – o folículo de Graaf . Nesta fase as hormonas que as
células foliculares produzirem são hormonas chamadas de estrogénios.

ii Geralmente a ovulação acontece por volta do 14º dia do ciclo. Nesta altura do ciclo o
folículo está maduro e encostado a parede do ovário. A parede rompe-se e o óvulo que
está dentro do folículo é liberto. Este óvulo é captado pelo pavilhão da trompa e é
encaminhado para o oviducto.

iii Na fase do corpo amarelo o folículo que produziu o óvulo transforma-se num corpo
amarelo. A fase do corpo amarelo dura cerca de 14 dias e produz além de uma
pequena quantidade de hormona estrogénio a outra hormona chamada progesterona.
No final desta fase o corpo amarelo começa a desfazer-se deixando no ovário uma
pequena cicatriz.

13
Ciclo uterino
O ciclo uterino decorre no útero. O útero é um órgão musculoso e oco. O interior do útero é
revestido por uma mucosa, que é um tecido enriquecido de muitos vasos sanguíneos chamado
endométrio que também possui glândulas.

O ciclo uterino dura em média 28 dias e pode ser dividido em três fases:
 Fase menstrual
 Fase reparativa
 Fase progestativa

i A fase menstrual marca o início do ciclo uterino e tem duração média de 5 dias.
Nesta fase grande parte do endométrio é destruída. A porção do endométrio
destruída é expelida juntamente com uma certa quantidade de sangue que resulta da
dilatação e rebentamento dos vasos sanguíneos existentes no endométrio. Esse
processo chama-se menstruação, no qual ocorre uma pequena hemorragia que pode
durar entre três a seis dias.
ii A duração da fase reparativa é de cerca de 9 dias e é caracterizada pele reparação
do endométrio destruído na última menstruação. Nesta fase formam-se numerosas
glândulas e começam a ser reconstituídos os vasos sanguíneos.

iii Na fase progestativa que dura em média 14 dias, o endométrio continua a


desenvolver-se até atingir a sua espessura máxima de cerca de 5mm. As glândulas e
os vasos sanguíneos atingem igualmente o máximo de desenvolvimento. Assim, o
útero está pronto para receber e alojar nessa camada um embrião. Na ausência do
embrião a camada do endométrio degenera, iniciando assim um novo ciclo uterino
com a fase menstrual.

14
Relação entre a actividade do ovário e do útero
Existe uma relação directa entre o ovário e o útero. O ovário lança no sangue as hormonas
ováricas – os estrogénios e a progesterona. Estas hormonas vão actuar no útero e controlar as
transformações do endométrio, ou seja do ciclo uterino.
Como pode perceber, se os ovários forem retirados não haverá ciclo uterino.

As hormonas produzidas pelo ovário


Durante a fase folicular o folículo que está a amadurecer produz estrogénios. Estes vão
provocar o crescimento da mucosa do útero. A fase folicular do ciclo ovárico está ligada a
fase reparativa do útero.
Depois da ovulação, durante a fase do corpo amarelo, o corpo amarelo produz a hormona
progesterona embora também produza alguns estrogénios. Quando estas hormonas entram em
contacto com a mucosa do útero (o endométrio) provocam o seu crescimento. Portanto a fase
do corpo amarelo do ciclo ovárico está relacionada com a fase progestativa do ciclo uterino.
No final da fase do corpo amarelo a quantidade de hormonas produzidas pelo ovário diminui
muito. Devido a essa diminuição o endométrio desfaz-se e dá-se a menstruação.

Controlo da actividade do ovário


O ovário é controlado pelo encéfalo, precisamente por uma glândula por si já estudada – a
hipófise.
A hipófise produz hormonas que levadas até ao ovário controlam a actividade deste. Estas
hormonas são: a luteo-estimulina (LH) e o folículo-estimulina (FSH). Quando falamos das
duas em conjunto podemos chamar-lhes gonodo- estimulinas.
As três fases do ciclo ovárico são comandadas por três fases diferentes da produção de
hormonas da hipófise.
Uma produção média
dessas hormonas
provoca o desenvolvimento
de um folículo. Um
aumento repentino da
produção de hormonas
provoca a ovulação e a
baixa concentração
dessas hormonas
provoca o começo da fase
do corpo amarelo.

15
Métodos contraceptivos/anticonceptivos
O ciclo menstrual varia de uma rapariga para a outra. O número de dias de um ciclo é de 28
dias (período regular), podendo, todavia, variar de 21 a 35 dias (período irregular).
É importante que todas as raparigas e mulheres conheçam o seu ciclo para poderem
determinar o seu período fértil, ou seja, o período em que podem engravidar. Pois como é
sabido por todos nós, a gravidez é um grande responsabilidade. Muitas vezes, as jovens
engravidam, quando não estão preparadas, nem psicológica nem emocionalmente, para
poderem assegurar tudo aquilo que um bebe irá necessitar.
Um dos passos para evitar a gravidez indesejada é o de conhecer o ciclo sexual, ou seja,
determinar o período fértil na mulher. Facto este que nos remete diretamente aos métodos
anticonceptivos e/ou contraceptivos, métodos estes que podem subdividir-se em:
 Métodos anticonceptivos de barreira;
 Métodos anticonceptivos hormonais;
 Métodos anticonceptivos comportamentais;
 Métodos anticonceptivos intrauterino;
 Métodos anticonceptivos permanentes.

Métodos anticonceptivos de barreira


Estes são chamados métodos de barreira, por impor obstáculos mecânicos ou químicos à
ascensão dos espermatozoides no canal cervical.

 Preservativo masculino

Este é um dos métodos contraceptivos mais popular no mundo, sendo o principal método
utilizado pelos homens.

Não possui contraindicações nem efeitos colaterais relevantes, apesar de algumas pessoas
terem alergia ao látex (material usado para confeccionar o preservativo). Para estas pessoas
alérgicas existem preservativos feitos com outros materiais, como o poliuretano.

A camisinha além de ser um eficaz método de controle de natalidade também serve para
prevenir doenças sexualmente transmissíveis. O seu custo é baixo, não necessita de auxilio
medico e a duração da contracepção é curtíssima, apenas o tempo da relação sexual. O
preservativo deve ser descartado após o fim de cada relação.

16
 Preservativo feminino

O preservativo feminino é a versão para as mulheres. Ele também é um método de barreira,


servindo ao mesmo tempo como proteção contra DST e gravidez. Este é atualmente feito de
borracha nitrílica (antigamente era poliuretano) e cobre toda a mucosa da vagina, impedindo
que o pênis e suas secreções tenham contato direto com a mesma.

Apesar de terem a mesma lógica, o preservativo feminino é muito menos popular que a sua
versão masculina, provavelmente porque ela não é tão simples de ser utilizada e a sua taxa de
eficácia é mais baixa que do preservativo masculino.

 Diafragma

É uma capinha de látex ou de silicone que a própria mulher coloca no fundo da vagina antes
da relação sexual, ou no máximo duas horas antes, para cobrir o colo do útero e impedir a
entrada dos espermatozóides no útero. Pode ser utilizado junto com o espermicida para
garantir uma maior segurança e prevenir a gravidez.
O diafragma deve ser removido dentro de 24 horas no máximo. Recomenda-se que seja
retirado entre seis a oito horas após o último ato sexual para evitar a gravidez.
Este é bastante vantajoso, pois não faz mal à saúde, já que não interfere no funcionamento do
corpo, quando usado corretamente é um método seguro, porém não protege contra todas as
IST/HIV/AIDS, é importante citar que não deve ser utilizado durante a menstruação.

17
 Espermicida
É um produto a base de substâncias químicas para ser introduzido na vagina antes da relação
sexual. Ele impede que os espermatozoides penetrem no útero, evitando a gravidez.
Pode ser usado sozinho, porém é mais seguro quando associado com outros métodos
contraceptivos (preservativo, diafragma), já que sua eficácia é baixa: a taxa de gravidez é de
6 para cada 100 mulheres, no primeiro ano de uso.
Este método é simples de usar, porém não protege contra as IST/HIV/AIDS, a sua eficácia é
de apenas uma hora após a aplicação, uma nova dose deve ser reaplicada a cada relação
sexual, pode ocasionar irritação ou alergia na vagina ou no pênis, bem como fissuras e
microfissuras na mucosa vaginal ou retal, quando usado com muita frequência.

Métodos anticonceptivos
hormonais

 Pílulas (anticonceptivos)
Os anticonceptivos hormonais
orais, também conhecidos como
pílulas anticonceptivas, são comprimidos que contém hormônios esteroides isolados ou em
associação com outros hormônios. Sua finalidade básica é impedir a concepção.
Quando estes são usado corretamente é um método seguro para evitar a gravidez, porém não
protegem contra as IST/HIV/AIDS, algumas mulheres não podem usar este método (grávidas
ou com suspeita de gravidez, com algumas doenças cardíacas e vasculares, doença hepática
ativa, não é muito recomendada para jovens, etc.), se houver esquecimento, a mulher pode
engravidar.

Anticoncepcional Hormonal Injetável


Agem inibindo a ovulação e tornando o muco cervical espesso, o que impede a passagem dos
espermatozoides.
Estes são muito eficazes para evitar a gravidez, todavia, não protege contra as
IST/HIV/AIDS, pode causar cefaleia, ganho de peso, algumas mulheres não podem usar este

18
método (com múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular, hipertensão arterial,
antecedente de acidente vascular cerebral e outros).

 Implantes Subcutâneos
É um sistema de silicone (consiste de um bastonete de 4 cm de comprimento e 2 mm de
diâmetro) com um hormônio no seu interior, que é liberado na corrente sanguínea. Atua
inibindo a ovulação e alterando o muco cervical, o que impede a passagem dos
espermatozoides.
É método de longa duração (dura três anos) e são muito eficazes para evitar a gravidez.
Mas este não protege contra as IST/HIV/AIDS; pode causar cefaleia, ganho de peso, acne,
dor nas mamas, sangramento menstrual, dor abdominal, inflamação ou infecção no local dos
implantes, entre outros.

Métodos comportamentais
São métodos que exigem disciplina e planejamento, pois depende do reconhecimento do
período fértil da mulher para obter ou evitar a gravidez. Também são conhecidos como
métodos de abstinência periódica ou métodos naturais.

 Método do calendário
Um dos passos mais importantes para a mulher evitar a gravidez é o de conhecer o seu ciclo
menstrual para ser capaz de determinar o seu período fértil.
Umas das formas que permite conhecer e controlar o ciclo menstrual, bem como determinar o
período fértil é o uso do método do calendário. Este método consiste na marcação do
primeiro dia da menstruação como primeiro dia do ciclo e o dia anterior ao início da
menstruação seguinte como último dia do ciclo. Observe o seguinte exemplo:

primeiro dia da menstruação no mês de Novembro foi no dia 13. No mês de Dezembro a
menstruação começou no dia 11. Sendo assim o primeiro dia do ciclo é o dia 13 de

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Novembro enquanto o último dia do ciclo é o dia 10 de Dezembro. Se contarmos o número
de dias entre o primeiro dia do ciclo e a véspera do outro, teremos o número de dias do ciclo
da mulher a que nos referimos como sendo de 28 dias.

Baseados na determinação dos dias do ciclo, e nas ocorrências que tem lugar no decurso dos
ciclos ovárico e uterino, podemos afirmar que:
 De 13 a 17 de Novembro está em curso a menstruação. Neste período uma mulher
normalmente não engravida. Por isso esses dias são considerados dias seguros;
 De 18 a 25 de Novembro cresce o revestimento (endométrio) dentro do útero. Esta
fase conjuga-se com o crescimento do folículo. Estes dias são menos seguros, isto é, a
mulher pode ou não engravidar;
 26 de Novembro é o 14º dia do ciclo e como você já sabe é o dia provável em que o
ovário liberta um óvulo (ovulação). É o dia mais fértil ou seja o dia mais provável em
que a mulher pode engravidar.;
 De 27 a 30 de Novembro correspondem aos três depois da ovulação. Estes são dias de
risco, pois ainda existe grande probabilidade de engravidar;
 De 1 a 10 de Dezembro – é um período em que há pouca possibilidade de conceber.
Por isso este período é considerado como período de segurança;
 O período em que com maior probabilidade a mulher pode engravidar é o que decorre
do 14º dia após o início da menstruação (dia da ovulação) até ao 17º dia (3 dias depois
da ovulação).
Nem todas as mulheres têm um ciclo menstrual regular, por isso não se deve confiar
completamente nos métodos baseados no cálculo do período fértil em função da duração do
ciclo. É melhor aplicar métodos mais seguros.

 Muco Cervical – Billings


Esse método depende da auto-observação para identificar o período fértil através das
mudanças do muco cervical e da sensação de umidade na vagina ao longo do ciclo menstrual.
Devido a ação hormonal, o muco cervical apresenta transformações características ao longo
do ciclo menstrual, possibilitando identificar o processo ovulatório.
No início da fase pré-ovulatória não tem muco. Na fase final aparece um muco esbranquiçado
e pegajoso, que se quebra quando esticado. Na fase ovulatória o muco inicialmente é
esbranquiçado, turvo e pegajoso. Sob a ação de hormônio, ele torna-se elástico e lubrificante,
semelhante à clara de ovo (transparente, elástico, escorregadio e fluido), podendo-se puxá-lo
em fio. Dessa forma, facilita a entrada do espermatozoide no útero.
Para evitar uma possível gravidez, deve-se evitar ter relações sexuais quando a mulher sentir
mudança na secura até o quarto dia após o ápice (quando o muco elástico desaparece ou
retorna à aparência de muco pegajoso).

 Curva Térmica Basal ou de Temperatura


Este método se baseia nas
alterações da

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temperatura basal (temperatura do corpo em repouso) que ocorrem na mulher ao longo do
ciclo menstrual.
A temperatura basal corporal, antes da ovulação, permanece num determinado nível baixo;
após a ovulação, se eleva ligeiramente e permanece nesse novo nível até a próxima
menstruação. Ao mensurar diariamente a temperatura basal, é possível determinar a fase
infértil pósovulatória.
A mulher deve estar atenta pois alguns fatores podem alterar a temperatura basal, tais como:
mudança no horário de verificação da temperatura; ingestão de bebidas alcoólicas;
perturbações do sono; perturbações emocionais; doenças, entre outros.

 Coito Interrompido
Neste método o homem retira o pênis da vagina um pouco antes da ejaculação e o sêmen é
depositado longe dos genitais femininos.
A possibilidade de falha é muito grande, pois o líquido que sai pouco antes da ejaculação já
pode conter espermatozoides. Por isso, não é recomendado como único método
anticoncepcional. Apenas em situações em que não há outro método contraceptivo disponível
e não é possível evitar a relação sexual.
 Método da abstinência sexual
Consiste em evitar uma gravidez indesejada não mantendo relações sexuais. Hoje em dia este
método é pouco usual nos jovens, uma vez que apesar dos seus órgãos sexuais estarem
desenvolvidos ainda não é altura adequada para ter filho.

Métodos anticonceptivos intrauterino;


 DIU (Dispositivo intrauterino)
É um objeto plástico flexível em forma de T, que pode ser adicionado cobre ou hormônios. É
inserido dentro do útero pela vagina e evita a gravidez. Pode ser retirado quando a mulher
desejar ou caso venha provocar algum problema. A mulher deve periodicamente verificar se
o DIU está no lugar, principalmente depois da menstruação, pois ocasionalmente ele pode se
deslocar ou ser expelido.
É um método de alta eficácia, pode ser usado por longos períodos, até a menopausa, a
fertilidade retorna logo após a sua remoção. Mas o mesmo não protege contra as
IST/HIV/AIDS, pode desencadear a doença inflamatória pélvica em algumas mulheres.

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Métodos Cirúrgicos/ Definitivos
São métodos contraceptivos definitivos que promovem a esterilização. Podem ser realizados
tanto na mulher, por meio da ligadura das trompas, como no homem, através da
vasectomia. Como estes métodos são de caráter definitivos, deve-se levar em consideração a
possibilidade de arrependimento da mulher ou do homem. Por este motivo, deve-se realizar o
acolhimento e aconselhamento da pessoa que decida por este método.

 Ligadura das trompas


A ligadura das trompas (laqueadura ou ligadura tubária) consiste em uma obstrução mecânica
desta para impedir que os espermatozoides migrem ao
encontro do óvulo, impedindo a fertilização.
É um método muito eficaz e permanente, mas não protege contra as IST/HIV/AIDS, é um
procedimentodefinitivo e nem todos tem acesso a cirurgia de reversão, além disso, nem todos
poderem realizá-la, e nem sempre alcança sucesso.

 Vasectomia
A vasectomia é
um procedimento
cirúrgico
simples,
seguro e rápido.
Consiste na
ligadura
dos canais
deferentes, que
leva a interrupção do
fluxo de espermatozoides em direção à próstata e vesículas seminais para constituição do
líquido seminal. Este procedimento não altera a vida sexual do homem. Apesar do esperma
ejaculado não conter mais espermatozoide, a quantidade e o aspecto do esperma não se
alteram.

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É um método muito eficaz, permanente, mais simples e de baixo custo, não protege contra as
IST/HIV/AIDS, é definitivo, nemtodos tem acesso a cirurgia de reversão, e nem todos podem
realizá-la.

Gravidez precoce
Uma gravidez na adolescência, que muitas das vezes é considerada uma gravidez precoce,
implica um duplo esforço para a jovem adolescente. A adolescência assume-se como um
importante período da vida que corresponde a diferentes tomadas de posição sentidas ao nível
social, familiar e também sexual. A puberdade marca o início da vida reprodutiva de rapazes
e raparigas, sendo caracterizada por mudanças fisiológicas e psicológicas. Uma gravides na
adolescência implica um duplo esforço de adaptação fisiológica e uma conciliação de duas
realidades que convergem num único momento: estar gravida e ser adolescente. Se existiram
relações sexuais desprotegidas e a menstruação não apareceu na altura devida, não vale a
pena entrar em pânico, mas também não deve ignorar a situação. Deve sim, fazer um teste de
gravidez e ai, de acordo com o resultado, refletir sobre as decisões mais apropriadas, sempre
com apoio de alguém em quem se confia. É essencial considerar que a criança precisa de
afecto, amor e disponibilidade total durante vários anos. Existem vários serviços anônimos,
confidenciais e gratuitos (exemplo: consultas de atendimento a jovens nos centros de saúde,
linhas telefônicas de apoios e encaminhamento nesta área, etc.) que podem ajudar as jovens
neste momento difícil.
Essas dificuldades apresentadas pelas jovens grávidas são, de entre outras:
 Dificuldade na relaçao com os pais (desapontamento, culpas e acusaçoes poderão
ocorrer aquando de chegada da notícia).
 Dificuldade na relação consigo própria, na integração da gravidez e da expectativa da
maternidade nos seus projectos e interesses de adolescente;
 Receio de possíveis alterações no relacionamento com o seu namorado;
 Dificuldade em conseguir gerir a relação com o seus grupo de amigos.

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 Dificuldade em encontrar um espaço onde se sinta confortável para falar sobre os seus
medos e dúvidas face à situação vivida.

Se a família e as pessoas mais próximas da adolescente que engravida forem capazes de


acolher a notícia com compreensão, harmonia e respeito, a gravidez tem maior chances de
decorrer sem problema algum e até de forma gratificante. A jovem deve ser apoiada na
tomada de decisões e o seu bem-estar efectivo é fundamental. A adolescente tem
necessidade de exprimir e partilhar sentimentos sem se sentir ajudada, antes
compreendida e aceite. Deverá possuir conhecimentos que lhe permitam compreender a
maternidade e aceitar as mudanças corporais inerentes. Para isso, deverá ser inserida num
programa de cuidados pré-natais adequados. A gravidez na adolescência é, enfim, um
problema que deve ser levado a sério e que não deve ser subestimado nem pelos
adolescentes, nem pelos educadores e professores. É possível manter os comportamentos
normais na adolescência, continuar a sair com os amigos e namorar, mas de forma
diferente, mais ponderada.

Fisiologia do Parto
O parto consiste na expulsão do feto pelo útero ao fim do nono mês de gravidez., cerca de
266 dias após a fecundação. Nessa época o feto humano mede cerca de 50 centímetros de
comprimento e pesa, em média entre 3 a 5.5 kg.
Na maior parte dos casos os sinais de que o bebé vai nascer são o rompimento da bolsa de
água que é o nome que vulgarmente se dá ao saco que contém o líquido amniótico e as dores
provocadas pelas contracções das paredes musculosas do útero.
No momento do parto, o colo do útero dilata-se e a musculatura uterina passa a contrair-se
ritmicamente. A aceleração das contracções uterinas é estimulada pela hormona oxitocina.
A bolsa amniótica rompe-se e o líquido nele contido sai pela vagina. O rompimento da bolsa
pode acontecer antes da mulher começar a sentir dores.
O feto com a cabeça voltada para baixo, é empurrado para fora do útero pela acção das
contracções uterinas.
A vagina dilata-se, permitindo a passagem do bebé.
A placenta desprende-se da parede uterina e também é expulsa pela vagina, juntamente com
as membranas e o sangue proveniente do rompimento dos vasos sanguíneos maternos. Nesse
momento o cordão umbilical, que liga o feto a placenta deve ser cortado.
O desprendimento da placenta induz à respiração do recém-nascido. O dióxido de carbono
produzido pelas células do bebé acumula-se no seu sangue, uma vez que não pode ser
eliminado para o sangue da mãe, através da placenta. Em poucos segundos a concentração do
dióxido de carbono na circulação do bebé eleva-se ao ponto de estimular os centros cerebrais
que controlam a respiração. Esses centros induzem o sistema respiratório do recém-nascido a
funcionar.
A hormona oxitocina estimula o aleitamento da mãe logo após o parto. Ela causa contracção
da musculatura lisa das glândulas mamárias o que leva a expulsão do leite.

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A medida que o bebé vai sugando o peito da mãe vai estimulando mais a produção da
hormona oxitocina e consequentemente maior produção do leite.

Tipos de parto
Para além do parto normal que se acaba de descrever existe outro tipo de parto que se recorre
a uma intervenção cirúrgica.
Quando a criança não pode nascer pela vagina, o médico pode fazer uma operação e retira a
criança pela barriga da mãe. Essa operação chama-se cesariana. Acontece nos casos em que
a mãe tem a bacia demasiada estreita para o bebé passar sem perigo, quando há algum
problema com a placenta ou com o cordão umbilical ou mesmo em qualquer situação de
emergência.
Durante a operação o médico faz um corte na barriga e outro na parede do útero para tirar a
placenta e o bebé.

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Resumo
Este trabalho contém informação sobre o sistema reprodutor, o mesmo é a função pela qual
os seres vivos garantem a continuidade da espécie.

A reprodução pode ser assexuada e sexuada, na reprodução assexuada, não há participação de


gâmetas e os novos seres são originados por um só progenitor (igual ao mesmo), muitas vezes
por brotamento (Hydras) e fragmentação que ocorre em platelmintes, anelídeos e
equinodermes.

A reprodução sexuada é a principal forma entre os animais, esta ocorre por união de gametas
masculinos e femininos, acto este que é designado por fecundação. Esta por sua vez pode ser
interna (dentro do organismo do sexo feminino) ou externo.

Na comparação dos dois sistemas reprodutores dos invertebrados é variada, por exemplo as
Hydras podem ser dioicas ou monóicas, podendo reproduzir-se assexuadamente, o seu
desenvolvimento. Os plantelmintes, que são uma espécie monóica, a fecundação é interna e
os ovos são colocados dentro dos casulos.

No sistema reprodutor dos vertebrados a fecundação pode ser externa (na maioria dos peixes
e anfíbios) ou interna (nos répteis, nas aves e nos mamíferos), o desenvolvimento poder ser
directo, na maioria dos vertebrados e indirecto, nos anfíbios.

No sistema reprodutor humano os aparelhos masculinos e femininos apresentam diferenças


significativas, mas ambos são constituídos por: gônadas, vias genitais e órgãos sexuais. As
gônadas são importantes pela produção de gametas; as vias genitais conduzem os gâmetas e
os órgão sexuais facilitam o acto sexual.

O ciclo menstrual é muito importante na vida da mulher, pois a é a eliminação de certas


sustância, que acabariam sendo toxicas a mulher, não só, ela garante a fertilidade da mulher.

Neste são encontrados dois ciclos, o ciclo ovárico e o uterino.

A gravidez precoce ocorre certas vezes através do péssimo controle do ciclo menstrual e a
negligencia ao uso dos métodos contraceptivos.

O parto consiste na expulsão do feto pelo útero, este ocorre após 9 meses, o que corresponde
a 266 semanas, os eventos principais são a dilatação do colo do útero e as contrações rítmicas
da musculatura da parede interna, ocorre o rompimento do saco amniótico e escorrência do
liquido pela vagina.

Este parto pode ocorrer da forma normal ou vi cirurgia, cesariana.

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Concluão
Terminado a realização do presente trabalho conclui-se que a reprodução é bastante
importante, pois permite a continuidade das espécies.

Conclui-se também que a fecundação é um acto muito importante na reprodução, pois sem
ela não há a possibilidade de se obter descendentes.

Não só, mas também que é fundamental ter conhecimento dos métodos anticonceptivos, para
evitar a gravidez precoce e a contração de doenças sexualmente transmissíveis.

Num âmbito geral este tema é bastante interessante e educativo, sobre tudo para os jovens
que precisam muito deste tipo de conhecimento.

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Referência Bibliográfica
ALMEIDA, F.C. [Link]. Biologia. São Paulo ,Editora Moderna, 2003.

MULLER, S. Biologia 12.̊ classe. Maputo, Texto Editores, 2007.

MANLATE, Maria Amélia; ROMBE, Maria Clara. Pré-Universitdrio Biologia 12. Maputo,
Longman Moçambique, Lda., 1ª. Edição, 2010.

SILVA Junior, C. da; Sasson, Sezar. Biologia 1, São Paulo, Editora Saraiva, 2002.

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