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Tuberculose: Causas, Sintomas e Tratamento

O documento resume as principais informações sobre tuberculose, incluindo: 1) é causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis e se espalha por contato com pessoas infectadas; 2) pode ser latente ou ativa, com sintomas como tosse e febre; 3) o diagnóstico é clínico e por baciloscopia ou cultura e o tratamento envolve múltiplos antibióticos por meses.
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Tuberculose: Causas, Sintomas e Tratamento

O documento resume as principais informações sobre tuberculose, incluindo: 1) é causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis e se espalha por contato com pessoas infectadas; 2) pode ser latente ou ativa, com sintomas como tosse e febre; 3) o diagnóstico é clínico e por baciloscopia ou cultura e o tratamento envolve múltiplos antibióticos por meses.
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Tuberculose

Causada pelo agente Mycobacterium tuberculosis – bacilo de Koch

Infecção acontece por contato do bacilífero (pessoas portadoras de TB pulmonar ou laríngea


com baciloscopia positiva) com uma pessoa suscetível. É uma doença urbana. Indigenas, HIV+
e população carcerária/de rua são mais suscetíveis.

Primoinfecção: primeiro contato com o bacilo. Geralmente acontece na infância. Ocorre em


até 3 semanas: proliferação/ disseminação de bacilos. A imunidade celular, que vai combater o
bacilo demora de 3 a 8 semanas, tornando o bacilo quiescente (latente) em 90% dos casos,
formando uma necrose (granuloma caseoso), sendo altamente específico, Em Rx pode se
identificar como um Nódulo de Ghon (granuloma calcificado). 10% dos casos podem cursar
com TB primária (no primeiro contato) ou como TB pós primária (anos após o contato).

Entre 80 e 85% das formas de tubérculos são pulmonares.

As formas transmissíveis são a pulmonar e laríngea que estão relacionadas a cavitação, carga
bacilar, característica e vigor da tosse.

SINTOMAS: tosse, hemoptise, dispnéia, dor torácica (pleural), rouquidão, sudorese noturna,
febre vespertina, perda ponderal.

Necrose caseosa e cavitações.

Tuberculose pulmonar:
Forma primária: Mais comum na criança

Características:

 Pneumonia arrastada
 Não responde a ATB
 Adenopatia hilar (foto ao lado)
 Paucibacilifera (por isso ela não transmite muito, deve-se procurar o
adulto fonte da infecção).
Complicação com Sepse (TB com padrão miliar): comum acontecer em maiores de 2 anos,
imunodeprimidos e não vacinados.

Forma pós primária: adultos 15-40 anos (reativação ou reinfecção)

O granuloma se rompe e comunica para uma via respiratória, acometendo as vias


respiratórias, concentrando uma resposta imune que gera infiltração.

Caratcterísticas:

 Bacilífera
 Infiltração / cavitação

Geralmente acomete segmentos superior (1) e posterior


(2) do lobo superior.

No segmento superior (6) do lobo inferior.

Complicação: bola fúngica (aspergillus).

Diagnóstico:
2 de 3 critérios: inicia o tratamento

 Clínica: tosse maior que 3 semanas, febre e perda


ponderal.
 Rx de tórax:
 Escarro:
1. Teste rápido (2 horas) molecular, avalia a
resistência à Rifampicina e encontra pedaços de
DNA de bactéria. Não serve para monitorar o
paciente
2. Baciloscopia (BAAR): pelo menos 2 amostras. Descolorado pela solução de ziehl-
nilsen.
3. Cultura: casos duvidosos, resistência. Começa o tratamento e depois ajusta, leva 45
dias para ficar pronto.
 OBS: SEMPRE PEDIR TESTE DE HIV.

Obs: Em crianças menores de 10 anos, a criança não consegue escarrar, sendo sugeridas 2
opções substitutivas:
1- lavado gástrico: Difícil execução por conta dos movimentos da criança

2- Sistema de pontuação: Substituir o escarro por avaliação

 Contato com a TB
 Prova tuberculínica
 Estado nutricional

40 pontos ou mais necessita de tratamento.

Entre 30 à 35 pontos fica à critério médico

Tuberculose Pleural:
É o extrapulmonar mais comum no brasil, exceto no HIV+, que é o ganglionar.

Característica do líquido:

 Exsudato, rico em proteína


 Glicose baixa refletindo a glicemia
 PMN → linfomonocitário
 Sem eosinófilos e sem células mesoteliais (revestimento da pleura, quando presente
indica metástase)
 ADA (adenosina deaminase) > 40U – muito sugestiva

Diagnóstico:

Padrão ouro: Biópsia pleural. 70% positivos

Empiema pleural tuberculoso: rutura de cavitação e pneumotórax.

Tto: com ADA e características do liq pleural já está autorizado o tratamento.

Tuberculose meníngea:
Comum em crianças não vacinadas e imunodeprimidos

Características:

 Forma mais sequelante da tuberculose


 Subaguda, podendo acometer pares cranianos.
 LCR: fica do mesmo jeito que o liquido pleural na forma pleuritica
aumento de proteínas
glicose baixa
PMN → linfomonocitário

Diagnóstico:

Baciloscopia: 15%
cultura 50-80%

Tratamentos:
Rifampicina + isoniazida, pirazinamida e Etambutol.

COXCIP-4 é um complexo que junta todos os medicamentos para aumentar a adesão ao


tratamento.
Precisa de TODO- tratamento diretamente observado (ver o pct tomando o remédio)

Esquemas de tratamentos.

1. Básico:

RIPE 6 meses (2 RIPE + 4 RI)

< 10 anos: não usar Etambutol (causa neurite óptica)

2. Meningite ou osteoarticular:

Ripe 12 meses (2 RIPE + 10 RI)

Corticoide: 1-3 meses para reduzir sequelas

3. Suspeita de falência ao tratamento ou multirresistência (R + I):

CLEPT (18 meses): Capreomicina, Levofluoxacina, Etambutol, Piranzinamida e Terizidona.

Esquema de Doses:

Acompanhamento:
 Baciloscopia mensal (ideal) ou 2 / 4 / 6º mês no mínimo.

Critérios de falência:
 BAAR +/++++ ao final do tratamento
 BAAR ++ ou +++ em ++++ até o quarto mês
 BAAR que volta a ser positivo e se mantém por 2m
Efeitos adversos:
Todas causam náusea e intolerância gástrica.

R I P – hepatóxicas

Rifampicina: Gripe, alergia (NIA, asma) / suor laranja.

Isoniazida: Neuropatia periférica - pq depleta a piridoxina (VIT B6)

Pirazinamida: Hiperuricemia - pode precipitar crise de gota.

Etambutol: Neurite óptica

Levofloxacino: Doença da aorta e lesão aórtica e ruptura tendínea.

Intolerância:
Efeito adverso grave e não pode mais usar a medicação

Rifampcina ou Isoniazida são substituídas por levofloxacino

Se tiver que retirar a rifampcina aumenta o tratamento para 12 meses

Se tiver que retirar a pirazinamida: aumenta o tratamento para 9 meses.

Situações especiais:
Lesão hepáticas: (RIP)

1. Suspender RIPE por até 30 dias se:


Icterícia
TGO/TGP > 3X + sintomas
TGO/TGP > 5x
2. Melhorou:
Reintroduzir: RE + I + P (com intervalo de 3 a 7 dias)
3. Não melhorou / história de cirrose: esquema CEL por 12m
Capreomicina
Etambutol
Levofloxacino

Gestantes: RIPE + piridoxina 50mg/dia

HIV+: Inicia o tratamento RIPE pq tuberculose mata mais e depois inicia o TARV 2 semanas
após.

Se iniciar o antirretroviral primeiro vc fortalece o sistema imunológico e piora a inflamação da


TB.
Formas de Controle:
 Tratamento dos bacilíferos;
 Vacinação com BCG;
 Avaliação dos contactantes;
-Anamnese + exame físico
-Sintomáticos (com clínica): tenta confirmar o diagnóstico, investiga (Rx + escarro)
-Assintomáticos: investigar infecção latente (PPD) [avalia a existência da infecção pelo
bacilo]
Se lesão endurecida menor que 5mm: não reator, sem infecção, precisa repetir em 8
semanas para excluir a infecção (na repetição, se aumentar 10 mm ou mais, quer dizer
que está com o vírus)
Se lesão endurecida maior que 5mm: infecção. Trata infecção latente.
Dúvida: quem já fez o PPD aprende uma resposta imune para um segundo teste??
Tratamento da infecção latente: ajuda a reduzir o risco da exacerbação da doença.
Utilizar Isoniazida 270 doses (9 a 12m)
alternativa rifampicina 120 doses (4 a 6 m) para crianças abaixo de 10 anos,
intolerantes a isoniazida ou maiores de 50 anos.
 SITUAÇÕES ESPECIAIS:
1. Profissionais da saúde: viragem (aumento da PPD em 10mm em 1 ano)
2. RN contactante de bacilífero:
X não vacina com BCG ao nascer
Isoniazida ou Rifampicina por 3 meses + PPD
≥5mm: não vacinar + 3m de I ou 1m de R (termina qual tratamento começou)
<5mm: BCG + suspensão da I/R

Micoses pulmonares
Paracoccidioidomicose:
1. Forma aguda: anfo B

Mais comum em menores de 30ª

Febre, adenomegalia, hepatoesplenomegalia

2. Forma crônica: pode simular TB. Itracozanol

Maiores de 30 anos

Sintomas respiratórios arrastados, infiltrado pulmonar em asa de morcego

Diagnóstico:

Escarro / raspado / biopsia = em roda de leme.

Tratamento:

Itraconazol

SULFAMETZAOL COM PRIMETROPIN como alternativa

Epidemio: geralmente trabalhador rural.


Histoplasmose:
Forma Aguda:

 Síndrome gripal

Forma crônica:

 Dpoc, Pneumopatas
 Sintomas respiratórios arrastados e infiltrado pulmonar em lobo superior (copia TB)

Diagnóstico:

 Cultura, biopsia, sorologia

Tratamento: itraconazol, voriconazol... Anfo B em graves

Epidemio: cavernas, galinheiros

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