Maquete da Medula Espinhal e Sensações
Maquete da Medula Espinhal e Sensações
FISIOTERAPIA
NICOLE SANTOS DE SÁ
2° PERÍODO
PORTFÓLIO:
Sensações Somáticas e Controle
Motor Medular
DIVINÓPOLIS - MG
2022
2
SUMÁRIO
SENSAÇÕES SOMÁTICAS
• TEXTOS UTILIZADOS PARA ESTUDO
• MATERIAIS DESENVOLVIDOS PELO ALUNO
• ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
GLOSSÁRIO ANATÔMICO
AUTO-AVALIAÇÃO
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COMO ESTOU CONSTRUINDO MEU PORTFÓLIO:
4
SENSAÇÕES
SOMÁTICAS
5
• TEXTOS UTILIZADOS PARA ESTUDO:
GUYTON; HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. 13. ed. Rio de Janeiro
- RJ: Elsevier, 2017. p. 1747-1856.
6
• MATERIAIS DESENVOLVIDOS PELO ALUNO:
8
tipos de receptores mostrando a adaptação rápida de alguns receptores e
a adaptação lenta de outros:
9
TRANSMISSÃO DE SINAIS DE DIFERENTES INTENSIDADES PELOS
TRATOS NERVOSOS — SOMAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL Uma das
características de cada sinal que sempre tem de ser transmitida é a
intensidade — por exemplo, a intensidade da dor. As diferentes
graduações de intensidade podem ser transmitidas aumentando-se a
quantidade de fibras paralelas envolvidas ou pela elevação da frequência
dos potenciais de ação em uma só fibra. Esses dois mecanismos são
chamados, respectivamente, somação espacial e somação temporal.
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Quase todas as informações sensoriais dos segmentos somáticos do corpo
entram na medula espinal pelas raízes dorsais dos nervos espinais.
Entretanto, do ponto de entrada na medula até o encéfalo, os sinais
sensoriais são conduzidos por uma de duas vias sensoriais alternativas:
(1) o sistema da coluna dorsal–lemnisco medial; ou (2) o sistema
anterolateral. Esses dois sistemas se juntam de novo, parcialmente, no
tálamo. O sistema da coluna dorsal–lemnisco medial, como seu nome
indica, transmite os sinais ascendentes até o bulbo, principalmente pelas
colunas dorsais da medula espinal. Em seguida, depois que as vias fazem
sinapse e cruzam para o lado oposto no bulbo, seguem pelo tronco cerebral
até o tálamo, pelo lemnisco medial. Por sua vez, as vias componentes do
sistema anterolateral, imediatamente após entrarem na medula pelas
raízes nervosas dorsais, fazem sinapse nos cornos dorsais da substância
cinzenta medular, cruzando, em seguida, para o lado oposto da medula e
ascendendo pelas colunas anterior e lateral da medula espinal. Elas
terminam em todos os níveis do tronco cerebral e no tálamo. O sistema da
coluna dorsal–lemnisco medial é composto por fibras nervosas grossas e
12
mielinizadas que transmitem os sinais para o encéfalo com velocidades
de 30 a 110 m/s, enquanto o sistema anterolateral é composto por fibras
mielinizadas mais finas, que transmitem sinais com velocidades variando
de alguns metros por segundo até 40 m/s. Outra diferença entre os dois
sistemas é que o sistema da coluna dorsal– lemnisco medial apresenta alto
grau de organização espacial das fibras nervosas, em relação à sua
origem, enquanto o sistema anterolateral tem a organização espacial
muito menor. Essas diferenças caracterizam imediatamente os tipos de
informações sensoriais que podem ser transmitidas pelos dois sistemas.
Isto é, a informação sensorial que tem de ser transmitida rapidamente e
com fidelidade temporal e espacial é transmitida, sobretudo, pelo sistema
da coluna dorsal–lemnisco medial; a que não precisa ser transmitida com
rapidez ou com grande fidelidade espacial é transmitida principalmente
pelo sistema anterolateral. O sistema anterolateral apresenta capacidade
especial que o sistema dorsal não tem, que é a capacidade de transmitir
amplo espectro de modalidades sensoriais como dor, calor, frio e as
sensações táteis não discriminativas grosseiras. O sistema dorsal está
limitado aos tipos discriminativos das modalidades sensoriais
mecanorreceptivas. Com essa diferença em mente, podemos agora listar
os tipos de sensações transmitidas pelos dois sistemas.
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FIBRAS DOLOROSAS PERIFÉRICAS — FIBRAS “RÁPIDAS” E
“LENTAS”
A dor pode ser desencadeada por diversos tipos de estímulos que são
classificados como estímulos dolorosos mecânicos, térmicos e químicos. Em
geral, a dor rápida é desencadeada por tipos de estímulos mecânicos e
térmicos, enquanto a dor crônica pode ser desencadeada pelos três tipos
de estímulo. Algumas das substâncias que excitam o tipo químico de dor
são: bradicinina, serotonina, histamina, íons potássio, ácidos, acetilcolina
e enzimas proteolíticas. Além disso, as prostaglandinas e a substância P
aumentam a sensibilidade das terminações nervosas, mas não excitam
diretamente essas terminações. As substâncias químicas são, de modo
especial, importantes para a estimulação do tipo de dor lenta e persistente
que ocorre após lesão tecidual. Natureza não Adaptativa dos Receptores
para Dor. Ao contrário da maioria dos outros receptores do corpo, os
receptores para dor se adaptam muito pouco e algumas vezes não se
adaptam. De fato, em certas circunstâncias, a excitação das fibras
dolorosas fica progressivamente maior, à medida que o estímulo persiste,
em especial para a dor lenta persistente nauseante. Esse aumento da
sensibilidade dos receptores para dor é chamado hiperalgesia. Pode-se
compreender prontamente a importância dessa ausência de adaptação
dos receptores para dor, pois isso possibilita que a pessoa fique ciente da
presença de estímulo lesivo, enquanto a dor persistir.
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DOR REFERIDA Frequentemente, a pessoa sente dor em uma parte do
corpo que fica distante do tecido causador da dor. Essa é a chamada dor
referida. Por exemplo, a dor em órgãos viscerais geralmente é referida à
área na superfície do corpo. O conhecimento dos diferentes tipos de dor
referida é importante para o diagnóstico clínico, pois em várias doenças
viscerais o único sinal clínico é a dor referida.
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• ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
EXERCÍCIOS DE NEUROFISIOLOGIA
SISTEMA NERVOSO SOMÁTICO SOMATO-SENSORIAL E NOCICEPÇÃO
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Legenda: curva amarela representa o grande estímulo supraliminar; curva rosa
representa o estímulo pequeno sublimiar.
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Questão 6. A figura ao lado representa um homúnculo, que é a
representação diagramática do corpo pelo córtex somato-sensorial.
Questão 7. Uma senhora obesa de 67 anos de idade refere início de dor em queimação
no hálux esquerdo, dois anos antes da avaliação. A dor estendeu-se em seguida,
envolvendo os pés, dos dedos aos calcanhares, e foi associada com dormência,
agulhadas e queimação adicional. O desconforto tornou-se mais intenso e constante ao
longo do dia, alterando a qualidade do sono. Ao exame: tônus, força, reflexos e
sensibilidade proprioceptiva e vibratória normais; somente a sensibilidade ao teste com
uma agulha nos dedos e pé estava reduzida.
Com base no relato descrito, que estrutura está mais provavelmente afetada nesta
paciente?
a) Fibras Aβ b) Fibras C e Aδ. c) Via ascendente coluna dorsal-leminisco medial.
d) Receptores somatossensoriais e) Córtex somatossensorial.
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CURSO DE FISIOTERAPIA
AULA PRÁTICA 3 – MEDULA ESPINHAL
NOME: Nicole Santos de Sá DATA:
07/02/22
Medula significa miolo e indica o que está dentro. A medula espinhal é uma massa
cilindróide de tecido nervoso situada dentro do canal vertebral sem, entretanto, ocupá-lo
completamente. No homem adulto mede aproximadamente 45 centímetros, sendo um
pouco menor na mulher. Cranialmente a medula limita-se com o bulbo, aproximadamente
ao nível do forame magno do osso occipital. O limite caudal da medula tem importância
clínica e no adulto situa-se geralmente na 2ª vertebra lombar (L2). A medula termina
afilando-se para formar um cone, o cone medular, que continua com um delgado
filamento meníngeo, o filamento terminal.
No adulto, a medula não ocupa todo o canal vertebral, pois termina ao nível da segunda
vértebra lombar. Abaixo deste nível o canal vertebral contém apenas as meninges e as
raízes nervosas dos últimos nervos espinhais, que, dispostas em torno do cone medular e
filamento terminal constituem, em conjunto, a chamada cauda equina.
Seu calibre não é uniforme, pois apresenta duas dilatações denominadas intumescência
cervical (C4 a T1) e intumescência lombar (T11 e L1), situadas em nível cervical e
lombar, respectivamente. Estas intumescências correspondem às áreas em que fazem
conexão com a medula as grossas raízes nervosas que formam os plexos braquial e
lombossacral, destinadas a inervação dos membros superiores e inferiores,
respectivamente.
ATIVIDADE 1. Nas imagens da coluna ao lado e abaixo, colora e identifique as
intumescência cervical
intumescência lombar
Cauda equina
estruturas grifadas no texto acima:
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Intumescência cervical
Medula espinhal
Intumescência lombar
Septo
intermédio
Fissura
mediana Sulco lateral Fissura mediana
Sulco lateral posterior
posterior anterior
anterior
Na medula, a substância cinzenta localiza-se por dentro da branca e apresenta a forma de
uma borboleta*, ou de um H. Nela distinguimos de cada lado três colunas que aparecem 23
nos cortes como cornos e que são as colunas anterior, posterior e lateral. A coluna
lateral, entretanto, só aparece na medula torácica e parte da medula lombar. No centro da
substância cinzenta localiza-se o canal central da medula (ou canal do epêndima),
resquício da luz do tubo neural do embrião.
A substância branca é formada por fibras, a maioria delas mielínicas, que sobem e descem
na medula e que podem ser agrupadas de cada lado em três funículus ou cordões, a saber:
a) funículo anterior— situado entre a fissura mediana anterior e o sulco lateral
anterior;
b) funículo lateral — situado entre os sulcos lateral anterior e lateral posterior;
c) funículo posterior — entre o sulco lateral posterior e o sulco mediano
posterior, este último ligado à substância cinzenta pelo septo mediano posterior. Na parte
cervical da medula, o funículo posterior é dividido pelo sulco intermédio posterior em
fascículo grácil e fascículo cuneiforme.
ATIVIDADE 3. Nos cortes de coluna abaixo, identifique e colora as estruturas
grifadas no texto:
Funículo posterior
Corno
posterior
Corno
latera
Corno anterio
Funículo lateral
Cavidade
central
Funículo anterior
Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior fazem conexão pequenos filamentos
nervosos denominados filamentos radiculares, que se unem para formar, respectivamente,
as raízes ventral e dorsal dos nervos espinhais. As duas raízes, por sua vez, se unem
para formar os nervos espinhais, ocorrendo a união em um ponto situado distalmente ao
gânglio espinhal que existe na raiz dorsal.
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ATIVIDADE 4. Nos cortes de coluna abaixo, identifique as estruturas grifadas no texto:
raiz dorsal
Gânglio espinhal
Raiz ventral
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Como todo o sistema nervoso central, a medula é envolvida por membranas fíbrosas
denominadas meninges, que são: dura-máter, pia-máter e aracnóide.
A meninge mais externa é a dura-máter, formada por abundantes fibras colágenas, que a
tornam espessa e resistente. A dura-máter espinhal envolve toda a medula, como se fosse
um dedo de luva. Cranialmente, a dura-máter espinhal continua com a dura-máter
craniana, caudalmente termina em um fundo de saco ao nível da vertebra S2: saco dural.
Prolongamentos laterais da dura-máter embainham as raízes, dos nervos espinhais,
continuando com o tecido conjuntivo (epineuro), que envolve estes nervos.
A aracnóide espinhal se dispõe entre a duramáter e a pia-máter. Compreende um folheto
justaposto à dura-máter e um emaranhado de trabéculas, as trabéculas aracnóideas, que
une este folheto à pia-máter.
A pia-máter é a meninge mais delicada e mais interna. Ela adere intimamente ao tecido
nervoso da superfície da medula e penetra na fissura mediana anterior. Quando a
medula termina no cone medular, a pia-máter continua caudalmente, formando um
filamento esbranquiçado denominado filamento terminal. Este filamento perfura o
fundo-do-saco durai e continua caudalmente até o hiato sacral. Ao atravessar o saco durai,
o filamento terminal recebe vários prolongamentos da dura-máter e o conjunto passa a
ser denominado filamento da dura-máter espinhal. Este, ao inserir-se no periósteo da
superfície dorsal do cóccix constitui o ligamento coccígeo.
ATIVIDADE 6. Nas imagens abaixo, identifique e colora as estruturas grifadas no texto.
Cone terminal
Espaço subaracnóide
Pia-máter
Espaço subaracnóideo Filamento
terminal
aracnóide
Saco dural
Dura-máter
Ligamento coccigeo
Espaço extradural
Aracnoide-máter
Dura-máter
Pia-máter
Espaço subaracnóideo
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CURSO DE FISIOTERAPIA
AULA PRÁTICA 4 – TRONCO ENCEFÁLICO
NOME: Nicole Santos de Sá
DATA: 14/02/22
O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo, situando-se ventralmente
ao cerebelo. Na sua constituição entram corpos de neurônios que se agrupam em núcleos
e fibras nervosas, que, por sua vez, se agrupam em feixes denominados tratos, fascículos
ou lemniscos. Muitos dos núcleos do tronco encefálico recebem ou emitem fibras
nervosas que entram na constituição dos nervos cranianos. Dos 12 pares de nervos
cranianos, 10 fazem conexão no tronco encefálico.
O tronco encefálico se divide em: bulbo, situado caudalmente: mesencéfalo, situado
cranialmente; e ponte, situada entre ambos.
BULBO (medula oblonga): tem a forma de um tronco de cone, cuja extremidade menor
continua caudalmente com a medula espinhal. Como não existe uma linha de demarcação
nítida entre medula e bulbo. Considera-se que o limite entre eles corresponde ao nível do
forame magno do osso occipital. O limite superior do bulbo se faz em um sulco horizontal
visível no contorno ventral do órgão, o sulco bulbo-pontino, que corresponde à margem
inferior da ponte.
A superfície do bulbo é percorrida longitudinalmente por sulcos, que continuam com os
sulcos da medula. Estes sulcos delimitam as áreas anterior (ventral), lateral e posterior
(dorsal) do bulbo que, vistas pela superfície, aparecem como uma continuação direta dos
funículos da medula. A fissura mediana anterior termina cranialmente em uma
depressão denominada forame cego. De cada lado da fissura mediana anterior existe uma
eminência alongada, a pirâmide, formada por um feixe compacto de fibras nervosas
descendentes que ligam as áreas motoras do cérebro aos neurônios motores da medula,
que será estudado com o nome de trato córtico-espinhal ou trato piramidal. Na parte
caudal do bulbo, fibras deste trato cruzam obliquamente o plano mediano em feixes
interdigitados que obliteram a fissura mediana anterior e constituem a decussação das
pirâmides.
Entre o sulco lateral anterior e sulco lateral posterior temos a área lateral do bulbo,
onde se observa uma eminência oval, a oliva, formada por uma grande massa de
substância cinzenta, o núcleo olivar inferior (envolvido no controle motor), situado logo
abaixo da superfície.
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Forame cego
Sulco bulbo-pontino
Oliva
Nervo
glossofaríngeo (IX)
Nervo
hipoglosso (XII)
Tubérculo
cuneiforme
Tubérculo grácil
Sulco lateral posterior
Fascículo
cuneiforme Sulco intermédio posteior
Pêndulo
cerebelar
médio
Nervo trigêmeo
Sulco basiar
Nervo abducente
Nervo facial
Nervo intermédio
Sulco bulbo pontino
Nervo vestíbulo- 32
coclear
O quarto ventriculo está situado entre o bulbo e a ponte ventralmente, e o cerebelo,
dorsalmente. Continua caudalmente com o canal central do bulbo e cranialmente com o
aqueduto cerebral, cavidade do mesencéfalo, através da qual o IV ventriculo, se comunica
com o III ventriculo.
Corpo mamilares
(diencéfalo)
Nervo trocelar
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diencéfalo, o corpo geniculado, através de um feixe superficial de fibras nervosas que
constitui o seu braço.
ATIVIDADE 6. Identifique e colora as estruturas apontadas e destacadas no texto
acima.
Corpo pineal
Colículo superior
Colículo inferior
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CONTROLE MOTOR
MEDULAR
35
• TEXTOS UTILIZADOS PARA ESTUDO:
SILVERTHORN, Dee. U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada. 7. ed.
Porto Alegre - RS: Artmed, 2017. p. 2034-2068.
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• MATERIAIS DESENVOLVIDOS PELO ALUNO:
38
Os sinais neurais gerados na área pré-motora causam “padrões” muito
mais complexos de movimento do que os discretos padrões gerados no
córtex motor primário. Por exemplo, o padrão pode ser a posição dos
ombros e braços, de modo que as mãos fiquem orientadas
apropriadamente para realizar tarefas específicas. Para obter esses
resultados, a parte mais anterior da área pré-motora desenvolve
primeiro uma “imagem motora” do movimento muscular total que deve
ser realizado. Depois, no córtex prémotor posterior, essa imagem excita
cada padrão de atividade muscular sucessivo, necessário para atender à
imagem. Essa parte posterior do córtex pré-motor envia seus sinais
diretamente para o córtex motor primário, a fim de excitar músculos
específicos ou, mais frequentemente, por meio dos núcleos da base e do
tálamo de volta ao córtex motor primário. Há uma classe especial de
neurônios chamada neurônios-espelho; estes ficam ativos quando a pessoa
executa tarefa motora específica ou quando ela observa a mesma tarefa
executada por outros. Assim, a atividade desses neurônios “espelha” o
comportamento de outra pessoa, como se o observador estivesse
executando a tarefa motora específica. Os estudos de imageamento
cerebral indicam que esses neurônios transformam representações
sensoriais de ações que são ouvidas ou sentidas em representações
motoras dessas ações. Muitos neurofisiologistas acreditam que esses
neurônios-espelho podem ser importantes para entender as ações de
outras pessoas e para aprender novas habilidades por imitação. Desse
modo, o córtex pré-motor, os núcleos da base, o tálamo e o córtex motor
primário constituem sistema global complexo para o controle de padrões
complexos de atividade muscular coordenada.
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ÁREA MOTORA SUPLEMENTAR
40
Substância cinzenta medular: Localização dos neurônios motores
41
Fibras intrafusais: Fibras modificadas com menos filamentos de actina e
miosina e com menor capacidade de contração, fibras sensoriais da
contração do músculo esquelético
42
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• ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CURSO DE FISIOTERAPIA
AULA PRÁTICA 5 – CEREBELO E DIENCÉFALO
NOME: NICOLE SANTOS DE SÁ
DATA: 07/03/22
O CEREBELO
O cerebelo é um órgão que fica situado dorsalmente ao bulbo e à ponte, contribuindo para
a formação do teto do IV ventrículo. Liga-se à medula e ao bulbo pelo pedúnculo
cerebelar inferior e à ponte e mesencéfalo pelos pedúnculos cerebelares médio e
superior, respectivamente. As funções do cerebelo estão relacionadas com o equilíbrio,
coordenação dos movimentos
e aprendizagem de habilidades
motoras. Recentes estudos
também demonstraram
envolvimento do cerebelo com
funções cognitivas.
vérmis 44
folhas do cerebelo
fissuras do cerebelo
lóbulo anterior
lóbulo posterior
45
Centro branco
medular
Núcleo do
fastígio
Núcleo
dentead
Folhas cerebelares Núcleos
globosos
Núcleo emboliform
O cerebelo apresenta ao todo 17 lóbulos e 8 fissuras, com denominações próprias.
Entretanto, a maioria dessas estruturas não tem importância funcional ou clínica e não
precisam ser memorizadas. São importantes e devem ser identificados apenas os lóbulos:
nódulo, flóculo, tonsila e as fissuras posterolateriais e prima. O nódulo é o último lóbulo
do vérmis e fica situado logo acima do teto do IV ventrículo. O flóculo é um lóbulo do
hemisfério, alongado transversalmente e com folhas pequenas, situado logo atrás do
pedúnculo cerebelar inferior. Liga-se ao nódulo pelo pendúnculo do flóculo,
constituindo o lobo floculo-nodular, separado do corpo do cerebelo pela fissura
posterolateral. O lóbulo flóculo-nodular é importante por ser a parte do cerebelo
responsável pela manutenção do equilíbrio.
As tonsilas são bem evidentes na face ventral do cerebelo projetando-se medialmente
sobre a face dorsal do bulbo. Esta relação é importante, pois em certas situações elas
podem ser deslocadas caudalmente, formando uma hérnia de tonsila, que penetra no
forame magno, comprimindo o bulbo, o que pode ser fatal.
ATIVIDADE 3. Colora e identifique as estruturas grifadas.
Lóbulo floculonodular
flóculo
Fissura póstero-lateral
Velo medular
inferior Tonsila do cerebelo
Nódulo da parte
inferior do vermis
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE
MINAS GERAISCURSO DE
FISIOTERAPIA
AULA PRÁTICA 6 – DIENCÉFALO E
TELENCÉFALO
O DIENCÉFALO
O diencéfalo compreende as seguintes partes: tálamo, hipotálamo, epitálamo e
subtálamo. Todas emrelação com o III ventrículo.
Tálamo
Hipotalâmico
Sulco
Hipotâlamo
Saindo de cada lado do epitálamo e percorrendo a parte mais alta das paredes
laterais, há um feixe de fibras nervosas, as estrias medulares do tálamo, onde
se insere a tela corioide, que forma o teto do III ventrículo. A partir da tela 48
corioide, invaginam-se na luz ventricular, os plexos corioides do III ventrículo,
que se dispõem em duas linhas paralelas e são contínuos, através dos respectivos
forames interventriculares, com os plexos corioides dos ventrículos laterais.
A parede anterior do III ventrículo é formada pela lâmina terminal, fina lâmina
de tecido nervoso, que une os dois hemisférios e dispõem-se entre o quiasma
óptico e a comissura anterior. Acomissura anterior, a lâmina terminal e as partes
adjacentes das paredes laterais do III ventrículo pertencem ao telencéfalo.
A maior parte dos núcleos talâmicos está relacionada com estímulos sensitivos
tornando o tálamo um relé para as vias sensitivas.
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50
O hipotálamo está localizado inferiormente ao tálamo, separado deste pelo sulco hipotalâmico.
Quiasma óptico;
Corpos mamilares (duas dilatações localizadas na fossa interpeduncular, formada por núcleos
mamilares);
Túber cinério (formação triangular localizada entre o quiasma óptico e os corpos mamilares);
O hipotálamo está envolvido com diversas funções orgânicas, como: controle da parte autônoma do
sistema nervoso, sede, fome, saciedade, regulação da temperatura, controle endócrino, sono, vigília,
regulação da diurese e sensações relacionadas ao prazer e raiva.
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ATIVIDADE 6. Colora e identifique as estruturas grifadas.
Corpo
mamilar
Eminência
mediana
Quiama
óptica
infundibulum
Parte intermédia
Epitálamo: Limita posteriormente o terceiro ventrículo. Seu elemento mais evidente é a glândula
pineal, ou epífise, glândula endócrina que repousa sobre o mesencéfalo e produz melatonina.
Glândula pineal
(epitálamo)
hipotálamo
Subtálamo
hipófise
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TELENCÉFALO
O telencéfalo compreende os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, e uma pequena parte
mediana situada na porção anterior do III ventrículo, a lâmina terminal. Os dois hemisférios
cerebrais são incompletamente separados pela fissura longitudinal do cérebro, cujo assoalho é
formado por uma larga faixa de fibras comissurais, o corpo caloso, principal meio de união entre os
dois hemisférios. Os hemisférios cerebrais possuem cavidades, os ventrículos laterais direito e
esquerdo, que comunicam com o III ventriculo pelos forames interventriculares.
III ventrículo
ventrículos
laterais
corpo caloso
forames
interventriculares
lâmina
terminal
A superfície do cérebro do homem e de vários animais apresenta depressões denominadas sulcos, que
delimitam os giros ou circunvoluções cerebrais. A existência dos sulcos permite considerável
aumento de superfície sem grande aumento do volume cerebral e sabe-se que cerca de dois terçosda
área ocupada pelo córtex cerebral estão "escondidos" nos sulcos. Muitos sulcos são inconstantese
não recebem qualquer denominação; outros, mais constantes, recebem denominações especiais e
ajudam a delimitar os lobos e as áreas cerebrais. De qualquer modo, o padrão de sulcos e giros do
cérebro varia em cada cérebro, podendo ser diferente nos dois hemisférios de um mesmo indivíduo.
Em cada hemisfério cerebral, os dois sulcos mais importantes são o sulco lateral (de Sylvius) e o sulco
central (de Rolando), que serão descritos a seguir:
53
SULCO LATERAL: Inicia-se na base do cérebro lateralmente à substância
perfurada anterior, como uma fenda profunda que, separando o lobo frontal do
lobo temporal. Divide-se em três ramos:ascendente, anterior e posterior
Sulco central
Giro pós-central
Sulco lateral
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Lobo Lobo
frontal pariental
Lobo
occipital
Lobo
temporal
Lobo da
ínsula
Entre o sulco central e o sulco pré-central está o giro pré-central, onde se localiza
a área motora principal do cérebro. Acima do sulco frontal superior, continuando,
pois, na face medial do cérebro, localiza-se o giro frontal superior. Entre os
sulcos frontal superior e frontal inferior está o giro frontal médio, abaixo do
sulco frontal inferior, o giro frontal inferior. Este último é subdividido pelos
ramos anterior e ascendente do sulco lateral em três partes: orbital, triangular e
opercular. A primeira situa-se abaixo do ramo anterior, a segunda entre este ramo
e o ramo ascendente, e aúltima entre o ramo ascendente e o sulco pré-central. O
giro frontal inferior do hemisfério cerebral esquerdo é denominado giro de Broca,
e aí se localiza, na maioria dos indivíduos, o centro cortical da fala.
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Sulco central
Sulco
frontal
inferior
Sulco lateral
LOBO TEMPORAL
Entre os sulcos lateral e temporal superior está o giro temporal superior, entre
os sulcos temporal superior e o temporal inferior situa-se o giro temporal médio;
abaixo do sulco temporal inferior localiza-se o giro temporal inferior, que se
limita com o sulco occipitotemporal, geralmente situado na face inferior do
hemisfério cerebral.
Afastando-se os lábios do sulco lateral, aparece seu assoalho, que é parte do giro
temporal superior. A porção posterior deste assoalho é atravessada por pequenos
giros transversais, os giros temporais transversos, dos quais o mais evidente, o
giro temporal transverso anterior, é importante, pois nele se localiza o centro
cortical da audição.
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Sulco temporal inferior
Entre os sulcos central e pós-central fica o giro pós-central, onde se localiza uma
das maisimportantes áreas sensitivas do córtex, a área somestésica. O sulco
intraparietal separa o lóbulo parietal superior do lóbulo parietal inferior. Neste
último descrevem-se dois giros: o giro supramarginal, curvado em torno da
extremidade do ramo posterior do sulco lateral, e o giro angular, curvado em
torno da porção terminal e ascendente do sulco temporal superior. 57
O lobo occipital ocupa uma porção relativamente pequena da face súpero-lateral
do cérebro, onde apresenta pequenos sulcos e giros inconstantes e irregulares.
Sulco
LOBO INSULAR
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Giro circular da ínsula
FACE MEDIAL
Corpo Caloso
ATIVIDADE 9. Colora e
identifique asestruturas grifadas.
Colunas de Corpo de fórnix
fórnix
Corpos
mamilares
Ram
fór
NÚCLEOS DA BASE
Os núcleos da base são aglomerados de neurônios existentes na porção basal do
cérebro. Do ponto de vista anatômico, os núcleos da base são: núcleo caudado,
puntâmen e globo pálido, em conjunto chamados de núcleos lentiforme,
claustrum, corpo amigdaloide e núcleo accumbens. Alguns autores, levando em
conta apenas critérios funcionais, consideram também como núcleos da base a
substância negra do mesencéfalo e o núcleo subtalâmico do diencéfalo.
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GLOSSÁRIO ANATÔMICO
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AUTO-AVALIAÇÃO
Não estou satisfeita com o resultado da confecção deste portfólio, o pior dos
piores que já fiz, procrastinei até o último instante. Sigo insatisfeita também
com meu rendimento acadêmico após o recesso do final de ano. De acordo
com o avanço dos períodos, a dificuldade também aumenta. Somado a isso,
também estou participando de atividades da faculdade extracurriculares e me
sinto sobrecarregada. Mas, de modo geral, percebo que essa exaustão é geral
com todos os alunos e professores, não só da Fisioterapia. Confiante que vou
recuperar meu ritmo de estudos do primeiro semestre de 2022, quando voltar o
presencial.
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