0% acharam este documento útil (0 voto)
98 visualizações61 páginas

Maquete da Medula Espinhal e Sensações

 O documento descreve o portfólio de uma estudante de fisioterapia sobre sensações somáticas e controle motor medular. O portfólio inclui textos de estudo, resumos desenvolvidos pela aluna, atividades realizadas e uma autoavaliação.  A aluna construiu o portfólio com base em anotações das aulas, imagens para ilustrar os resumos e exercícios feitos sozinha com posterior correção da professora.  O portfólio abord

Enviado por

Nicole Santos
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
98 visualizações61 páginas

Maquete da Medula Espinhal e Sensações

 O documento descreve o portfólio de uma estudante de fisioterapia sobre sensações somáticas e controle motor medular. O portfólio inclui textos de estudo, resumos desenvolvidos pela aluna, atividades realizadas e uma autoavaliação.  A aluna construiu o portfólio com base em anotações das aulas, imagens para ilustrar os resumos e exercícios feitos sozinha com posterior correção da professora.  O portfólio abord

Enviado por

Nicole Santos
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS

FISIOTERAPIA

NICOLE SANTOS DE SÁ
2° PERÍODO

PORTFÓLIO:
Sensações Somáticas e Controle
Motor Medular

PROFESSORA: DENISE ROVER RABELO


NEUROANATOMIA E NEUROFISIOLOGIA

DIVINÓPOLIS - MG
2022

2
SUMÁRIO

 COMO ESTOU CONSTRUINDO O MEU PORTFÓLIO

 SENSAÇÕES SOMÁTICAS
• TEXTOS UTILIZADOS PARA ESTUDO
• MATERIAIS DESENVOLVIDOS PELO ALUNO
• ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

 CONTROLE MOTOR MEDULAR


• TEXTOS UTILIZADOS PARA ESTUDO
• MATERIAIS DESENVOLVIDOS PELO ALUNO
• ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

 GLOSSÁRIO ANATÔMICO

 AUTO-AVALIAÇÃO

3
 COMO ESTOU CONSTRUINDO MEU PORTFÓLIO:

Para a construção do meu portfólio, assisti às aulas síncronas da professora


Denise, as minhas anotações foram feitas no word durante as aulas, de forma
que facilitou na hora de confeccionar esse portfólio. Para fazer os resumos
(materiais desenvolvidos pelo aluno) peguei muitas imagens apresentadas em
aula para melhor visualização dos conteúdos resumidos. Ademais, tentei fazer
os exercícios sozinha, tirando as dúvidas antes das aulas seguintes e depois
corrigi-los junto com a correção final da professora. Fiz esse portfólio no último
dia após a gravação da correção dos exercícios, pois achei que essa segunda
parte do semestre passou muito rápido desde o último portfólio ou na minha
cabeça eu processei mal o tempo, haja vista que estou exausta com o ensino
remoto e sobrecarregada com as mil coisas extracurriculares que eu arrumei
para fazer.

4
SENSAÇÕES
SOMÁTICAS

5
• TEXTOS UTILIZADOS PARA ESTUDO:
GUYTON; HALL, John E. Tratado de Fisiologia Médica. 13. ed. Rio de Janeiro
- RJ: Elsevier, 2017. p. 1747-1856.

6
• MATERIAIS DESENVOLVIDOS PELO ALUNO:

Cinco tipos básicos de receptores sensoriais:

(1) mecanorreceptores, que detectam a compressão mecânica ou o


estiramento do receptor ou dos tecidos adjacentes ao receptor; (2)
termorreceptores, que detectam alterações da temperatura, alguns
receptores detectam o frio, outros detectando calor; (3) nociceptores
(receptores da dor), que detectam danos físicos ou químicos que ocorrem
nos tecidos; (4) receptores eletromagnéticos, que detectam a luz que incide
na retina dos olhos; e (5) quimiorreceptores, que detectam o gosto na boca,
o cheiro no nariz, o nível de oxigênio no sangue arterial, a osmolalidade
dos líquidos corpóreos, a concentração de dióxido de carbono e outros
fatores que compõem a química do corpo.

Classificação dos Receptores Sensoriais

I. Mecanorreceptores: Sensibilidades táteis da pele (epiderme e derme)


Terminações nervosas livres Terminações expandidas Discos de Merkel
Terminações espraiadas Terminações de Ruffini Terminações
encapsuladas Corpúsculos de Meissner Corpúsculos de Krause Órgãos do
folículo capilar Sensibilidades do tecido profundo Terminações nervosas
livres Terminações expandidas Terminações espraiadas Terminações de
7
Ruffini Terminações encapsuladas Corpúsculos de Pacini Mais algumas
outras variações Terminações musculares Fusos musculares Receptores
tendinosos de Golgi Audição Receptores auditivos da cóclea Equilíbrio
Receptores vestibulares Pressão arterial Barorreceptores dos seios
carotídeos e da aorta

II. Termorreceptores: Frio Receptores para o frio Calor Receptores para


o calor

III. Nociceptores: Dor Terminações nervosas livres

IV. Receptores eletromagnéticos: Visão Bastonetes Cones

V. Quimiorreceptores: Paladar Receptores dos botões gustatórios Olfato


Receptores do epitélio olfatório Oxigênio arterial Receptores dos corpos
aórtico e carotídeo Osmolalidade Neurônios dos núcleos supraópticos ou
próximos deles CO2 plasmático Receptores do ou próximos do bulbo, ou
dos corpos aórtico e carotídeo Glicose, aminoácidos, ácidos graxos
plasmáticos Receptores do hipotálamo

ADAPTAÇÃO DOS RECEPTORES Outra característica de todos os


receptores sensoriais é que eles se adaptam, parcial ou completamente, a
qualquer estímulo constante depois de certo período. Ou seja, quando
estímulo sensorial contínuo é aplicado, o receptor responde inicialmente
com alta frequência de impulsos, seguida por frequência
progressivamente menor e, por fim, por frequência de potenciais de ação
muito baixa ou, em geral, cessam os impulsos. Adaptação dos diferentes

8
tipos de receptores mostrando a adaptação rápida de alguns receptores e
a adaptação lenta de outros:

Fibras Nervosas que Transmitem Diferentes Tipos de Sinais e sua


Classificação Fisiológica Alguns sinais precisam ser transmitidos
rapidamente para ou do sistema nervoso central; pois, de outra forma, a
informação seria inútil. Como exemplo temos os sinais sensoriais que
informam o sistema nervoso central sobre as posições momentâneas das
pernas, a cada fração de segundo, durante a corrida. No outro extremo,
alguns tipos de informações sensoriais, como a informação sobre dor
prolongada, não precisam ser transmitidos rapidamente, assim as fibras
de condução lenta são suficientes. Como mostrado na Figura 47-6, as
fibras nervosas apresentam diâmetros variando de 0,5 a 20 micrômetros
— quanto maior o diâmetro, maior a velocidade de condução. A faixa das
velocidades de condução fica entre 0,5 e 120 m/s

9
TRANSMISSÃO DE SINAIS DE DIFERENTES INTENSIDADES PELOS
TRATOS NERVOSOS — SOMAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL Uma das
características de cada sinal que sempre tem de ser transmitida é a
intensidade — por exemplo, a intensidade da dor. As diferentes
graduações de intensidade podem ser transmitidas aumentando-se a
quantidade de fibras paralelas envolvidas ou pela elevação da frequência
dos potenciais de ação em uma só fibra. Esses dois mecanismos são
chamados, respectivamente, somação espacial e somação temporal.

SENTIDOS SOMÁTICOS As sensações somáticas podem ser classificadas


em três tipos fisiológicos: (1) as sensações somáticas mecanorreceptivas
que incluem as sensações de tato e de posição do corpo, cujo estímulo é o
deslocamento mecânico de algum tecido do corpo; (2) as sensações
termorreceptivas que detectam frio e calor; e (3) a sensação da dor que é 10
ativada por fatores que lesionam os tecidos. As modalidades sensoriais
táteis incluem as sensações de tato, pressão, vibração e cócegas, e as
modalidades sensoriais relacionadas com posição corporal incluem as
sensações de posição estática e de velocidade dos movimentos. Outras
Classificações das Sensações Somáticas. As sensações somáticas são
também frequentemente agrupadas em outras classes, como se segue.
Sensações exterorreceptivas são as provenientes da superfície do corpo.
Sensações proprioceptivas são as relacionadas ao estado físico do corpo,
incluindo as sensações de posição, as sensações provenientes dos tendões e
dos músculos, as sensações de pressão na sola do pé e até mesmo a sensação
de equilíbrio (que é frequentemente considerada como sentido “especial”,
e não modalidade sensorial somática). As sensações viscerais são as
provenientes das vísceras; esse termo se refere usualmente às sensações
provenientes dos órgãos internos. As sensações profundas são as
provenientes dos tecidos profundos, tais como fáscias, músculos e ossos.
Essas sensações incluem, principalmente, a pressão “profunda”, a dor e a
vibração.

Inter-relações Entre as Sensações de Tato, de Pressão e de Vibração.


Embora o tato, a pressão e a vibração sejam frequentemente classificados
como sensações distintas, todas elas são detectadas pelos mesmos tipos de
receptores. Existem três diferenças principais entre elas: (1) a
sensibilidade tátil resulta geralmente da estimulação dos receptores para
o tato na pele ou nos tecidos logo abaixo da pele; (2) a sensação de pressão
resulta geralmente da deformação dos tecidos mais profundos; e (3) a
sensação de vibração é resultado da ocorrência de sinais sensoriais
repetitivos e rápidos, porém são usados alguns dos tipos de receptores
para tato e pressão

VIAS SENSORIAIS PARA A TRANSMISSÃO DOS SINAIS SOMÁTICOS


ATÉ O SISTEMA NERVOSO CENTRAL

11
Quase todas as informações sensoriais dos segmentos somáticos do corpo
entram na medula espinal pelas raízes dorsais dos nervos espinais.
Entretanto, do ponto de entrada na medula até o encéfalo, os sinais
sensoriais são conduzidos por uma de duas vias sensoriais alternativas:
(1) o sistema da coluna dorsal–lemnisco medial; ou (2) o sistema
anterolateral. Esses dois sistemas se juntam de novo, parcialmente, no
tálamo. O sistema da coluna dorsal–lemnisco medial, como seu nome
indica, transmite os sinais ascendentes até o bulbo, principalmente pelas
colunas dorsais da medula espinal. Em seguida, depois que as vias fazem
sinapse e cruzam para o lado oposto no bulbo, seguem pelo tronco cerebral
até o tálamo, pelo lemnisco medial. Por sua vez, as vias componentes do
sistema anterolateral, imediatamente após entrarem na medula pelas
raízes nervosas dorsais, fazem sinapse nos cornos dorsais da substância
cinzenta medular, cruzando, em seguida, para o lado oposto da medula e
ascendendo pelas colunas anterior e lateral da medula espinal. Elas
terminam em todos os níveis do tronco cerebral e no tálamo. O sistema da
coluna dorsal–lemnisco medial é composto por fibras nervosas grossas e
12
mielinizadas que transmitem os sinais para o encéfalo com velocidades
de 30 a 110 m/s, enquanto o sistema anterolateral é composto por fibras
mielinizadas mais finas, que transmitem sinais com velocidades variando
de alguns metros por segundo até 40 m/s. Outra diferença entre os dois
sistemas é que o sistema da coluna dorsal– lemnisco medial apresenta alto
grau de organização espacial das fibras nervosas, em relação à sua
origem, enquanto o sistema anterolateral tem a organização espacial
muito menor. Essas diferenças caracterizam imediatamente os tipos de
informações sensoriais que podem ser transmitidas pelos dois sistemas.
Isto é, a informação sensorial que tem de ser transmitida rapidamente e
com fidelidade temporal e espacial é transmitida, sobretudo, pelo sistema
da coluna dorsal–lemnisco medial; a que não precisa ser transmitida com
rapidez ou com grande fidelidade espacial é transmitida principalmente
pelo sistema anterolateral. O sistema anterolateral apresenta capacidade
especial que o sistema dorsal não tem, que é a capacidade de transmitir
amplo espectro de modalidades sensoriais como dor, calor, frio e as
sensações táteis não discriminativas grosseiras. O sistema dorsal está
limitado aos tipos discriminativos das modalidades sensoriais
mecanorreceptivas. Com essa diferença em mente, podemos agora listar
os tipos de sensações transmitidas pelos dois sistemas.

Sistema da Coluna Dorsal–Lemnisco Medial 1. Sensações táteis que


requerem alto grau de localização do estímulo 2. Sensações táteis que
requerem a transmissão de graduações finas da intensidade 3. Sensações
fásicas, como as sensibilidades vibratórias 4. Sensações que sinalizam
movimento contra a pele 5. Sensações de posição das articulações 6.
Sensações de pressão relacionadas à grande discriminação das
intensidades da pressão

Sistema Anterolateral 1. Dor 2. Sensações térmicas, incluindo tanto a


sensação de calor quanto a de frio 3. Sensações de tato e pressão grosseiras,
não discriminativas, capazes apenas da localização grosseira na
superfície do corpo 4. Sensações de cócegas e prurido 5. Sensações sexuais

SENTIDOS DE POSIÇÃO Os sentidos de posição são frequentemente


também chamados sentidos proprioceptivos. Eles podem ser divididis em
dois subtipos: (1) sentido de posição estática que significa a percepção
consciente da orientação das diferentes partes do corpo relacionadas
entre si; e (2) sentido de velocidade do movimento, também chamado
cinestesia ou propriocepção dinâmica.

13
FIBRAS DOLOROSAS PERIFÉRICAS — FIBRAS “RÁPIDAS” E
“LENTAS”

Os sinais dolorosos pontuais rápidos são desencadeados por estímulos


mecânicos ou térmicos. Eles são transmitidos pelos nervos periféricos para
a medula espinal por meio de fibras Ad do tipo pequeno, com velocidade
entre 6 e 30 m/s. Inversamente, o tipo de dor lenta crônica é desencadeado
principalmente por estímulos dolorosos do tipo químico, mas, algumas
vezes, por estímulos mecânicos ou térmicos persistentes. Essa dor lenta
crônica é transmitida para a medula espinal por fibras tipo C, com
velocidades entre 0,5 e 2 m/s. Devido a este sistema duplo de inervação
para a dor, o estímulo doloroso súbito, em geral, causa sensação dolorosa
“dupla”: dor pontual rápida que é transmitida para o cérebro pela via de
fibras Ad, seguida, em 1 segundo ou mais, por uma dor lenta transmitida
pela via das fibras C. A dor pontual avisa a pessoa rapidamente sobre o
perigo e, portanto, desempenha papel importante na reação imediata do
indivíduo para se afastar do estímulo doloroso. A dor lenta tende a
aumentar com o passar do tempo. Essa sensação, por fim, produz dor
intolerável e faz com que a pessoa continue tentando aliviar a causa da
dor.

Os Receptores para Dor — Mecânicos, Térmicos e Químicos

A dor pode ser desencadeada por diversos tipos de estímulos que são
classificados como estímulos dolorosos mecânicos, térmicos e químicos. Em
geral, a dor rápida é desencadeada por tipos de estímulos mecânicos e
térmicos, enquanto a dor crônica pode ser desencadeada pelos três tipos
de estímulo. Algumas das substâncias que excitam o tipo químico de dor
são: bradicinina, serotonina, histamina, íons potássio, ácidos, acetilcolina
e enzimas proteolíticas. Além disso, as prostaglandinas e a substância P
aumentam a sensibilidade das terminações nervosas, mas não excitam
diretamente essas terminações. As substâncias químicas são, de modo
especial, importantes para a estimulação do tipo de dor lenta e persistente
que ocorre após lesão tecidual. Natureza não Adaptativa dos Receptores
para Dor. Ao contrário da maioria dos outros receptores do corpo, os
receptores para dor se adaptam muito pouco e algumas vezes não se
adaptam. De fato, em certas circunstâncias, a excitação das fibras
dolorosas fica progressivamente maior, à medida que o estímulo persiste,
em especial para a dor lenta persistente nauseante. Esse aumento da
sensibilidade dos receptores para dor é chamado hiperalgesia. Pode-se
compreender prontamente a importância dessa ausência de adaptação
dos receptores para dor, pois isso possibilita que a pessoa fique ciente da
presença de estímulo lesivo, enquanto a dor persistir.
14
DOR REFERIDA Frequentemente, a pessoa sente dor em uma parte do
corpo que fica distante do tecido causador da dor. Essa é a chamada dor
referida. Por exemplo, a dor em órgãos viscerais geralmente é referida à
área na superfície do corpo. O conhecimento dos diferentes tipos de dor
referida é importante para o diagnóstico clínico, pois em várias doenças
viscerais o único sinal clínico é a dor referida.

MECANISMOS DA ESTIMULAÇÃO DOS RECEPTORES TÉRMICOS


Acredita-se que os receptores para frio e para calor sejam estimulados
pelas alterações de suas intensidades metabólicas e que estas resultam do
fato de que a temperatura altera a velocidade das reações químicas
intracelulares, por mais de duas vezes, a cada alteração de 10°C. Em
outras palavras, a detecção térmica provavelmente resulta não dos
efeitos físicos diretos do calor ou do frio sobre as terminações nervosas,
mas sim da estimulação química das terminações modificadas pela
temperatura

Estimulação dos Receptores Térmicos — Sensações de Gelado, Frio,


Indiferente, Morno e Quente. Por exemplo, na região muito fria,
somente as fibras para dor-frio são estimuladas (se a pele esfria ainda
mais, quase congelando ou realmente congelando, essas fibras não
podem mais ser estimuladas). Conforme as temperaturas se elevam para
+10° ou 15°C, os impulsos para dor-frio são interrompidos, mas os
receptores para frio começam a ser estimulados, atingindo pico de
estimulação em 24°C e diminuindo levemente acima de 40°C. Acima dos
30°C, os receptores para calor começam a ser estimulados, mas eles
também deixam de ser estimulados por volta dos 49°C. Finalmente, ao
15
redor dos 45°C, as fibras para dor-calor começam a ser estimuladas pelo
calor e, paradoxalmente, algumas das fibras para frio começam a ser
outra vez estimuladas, talvez por causa de lesões das terminações para
o frio, ocasionadas pelo calor excessivo.

16
• ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

EXERCÍCIOS DE NEUROFISIOLOGIA
SISTEMA NERVOSO SOMÁTICO SOMATO-SENSORIAL E NOCICEPÇÃO

NOME: NICOLE SANTOS DE SÁ DATA:04/03/22

Questão 1. O tato não é um sentido encontrado exclusivamente em uma parte do corpo,


sendo possível percebê-lo em toda a nossa pele. Entre os receptores abaixo, marque o
único que não é encontrado na pele.
a) mecanorreceptores.
b) quimiorreceptores.
c) termorreceptores.
d) receptores de dor.

Questão 2. O gráfico abaixo representa um potencial receptor. Utilizando o gráfico


abaixo como base, desenhe um gráfico que represente a estimulação de um receptor
sensorial por um estímulo subliminar; um pequeno estímulo subliminar e um grande
estímulo supraliminar.

17
Legenda: curva amarela representa o grande estímulo supraliminar; curva rosa
representa o estímulo pequeno sublimiar.

Questão 3. Provavelmente, a maioria de nós já passou pelo desconforto de colocar


óculos recém prescritos e não conseguir usa-los. E aí vem a pergunta: O que será que
deu errado? Normalmente, com o uso constante, os óculos deixam de ser um incômodo
e tornam-se praticamente imperceptíveis. Porém, se não há um ajuste adequado dos
óculos ao nariz e as orelhas, o incômodo pode ser constante.
a) Com base no texto, explique por que a maioria das pessoas se adapta muito bem
aos óculos a ponto de nem mesmo lembrar-se de estar usando-os.
Estímulo de mesma intensidade e contínuo, os mecanorreceptores sofrem adaptação
e param de responder ao estímulo.
b) Para algumas pessoas, essa adaptação não acontece e pode ser devido à falta de
ajuste do objeto ao rosto. Por que, nestes casos, o incômodo pode ser
persistente.
Sem o ajuste adequado dos óculos, a pressão estimula outro tipo de receptor,
nociceptor, que é receptor de dor e este não sofro adaptação, o que gera pré-
disposição para lesão tecidual

Questão 4. Ao encostarmos em uma panela quente, muitas vezes sentimos que


encostamos em algo, mas a sensação de dor surge posteriormente. Explique por que
existe essa diferença entre a percepção de sensações táteis e nociceptivas. 18
A percepção de sensações táteis é conduzido por fibras de maior diâmetro comparado
com informações nociceptivas, além disso, vias, receptores e locais de projeção
também são diferentes.

Questão 5. Paciente N.A.M., 56 anos, sexo feminino, procedente de Belém, bairro do


Jurunas, exercia ocupação de autônoma como professora particular, mas atualmente
recebia benefício. Apresentava como queixa principal “não conseguir movimentar a
mão e apresentava perda de sensibilidade no membro superior direito a estímulos
táteis, porém mantendo a resposta a dor”. Sofreu episódio de AVE em 18 de Setembro
de 2009, durante uma visita a uma amiga. Foi encaminhada a um Hospital em Belém-
Pará, onde ficou internada durante 20 dias. Relatou que após alta hospitalar, sofreu
novamente cefaleias intensas o que a levou à nova internação por mais dez dias. Após
melhora clínica, a paciente foi encaminhada ao serviço de fisioterapia da Unidade de
Ensino e Assistência em Fisioterapia e Terapia Ocupacional (UEAFTO) em Fevereiro de
2010, onde iniciou o tratamento até o momento da realização da presente pesquisa, em
Agosto de 2011.

Baseado no caso clínico apresentado, discuta:

a) A perda da sensibilidade do membro superior direito indica que o acidente


vascular ocorreu em qual lado do encéfalo? Explique.
Lado esquerdo, pois as vias de projeção somestésicas cruzam para o lado oposto do
córtex.
b) A perda da sensibilidade do membro superior direito indica que o acidente
vascular atingiu qual região encefálica? Explique.
Região do córtex somatosensorial primário e secundário.
c) Explique por que a paciente apresentava perda da sensibilidade tátil mas
mantinha intacta a percepção de dor.
Porque não houve lesão na região do tálamo, onde é processada a informação de dor.
d) A cefaleia apresentada pela paciente é, provavelmente, do tipo intracraniana ou
extracraniana?
Intracraciana.

19
Questão 6. A figura ao lado representa um homúnculo, que é a
representação diagramática do corpo pelo córtex somato-sensorial.

a) Explique por que algumas regiões são maiores do que outras


nesta representação.
O tamanho na representação varia de acordo com o número de
receptores e apresentam maior área no córtex somato-sensorial.
b) As vísceras também apresentam uma representação sensorial no
córtex?
Não. Por isso não há percepção de localização exata nas vísceras e sim em regiões de
dor requerida.

Questão 7. Uma senhora obesa de 67 anos de idade refere início de dor em queimação
no hálux esquerdo, dois anos antes da avaliação. A dor estendeu-se em seguida,
envolvendo os pés, dos dedos aos calcanhares, e foi associada com dormência,
agulhadas e queimação adicional. O desconforto tornou-se mais intenso e constante ao
longo do dia, alterando a qualidade do sono. Ao exame: tônus, força, reflexos e
sensibilidade proprioceptiva e vibratória normais; somente a sensibilidade ao teste com
uma agulha nos dedos e pé estava reduzida.

Com base no relato descrito, que estrutura está mais provavelmente afetada nesta
paciente?
a) Fibras Aβ b) Fibras C e Aδ. c) Via ascendente coluna dorsal-leminisco medial.
d) Receptores somatossensoriais e) Córtex somatossensorial.

Questão 8. Um jovem de 24 anos foi selecionado para um estudo de processamento de


dor utilizando ressonância magnética funcional de crânio. Enquanto sua mão era
colocada sobre água fria (2ºC), algumas imagens cerebrais foram obtidas. Durante esse
processo, todas as regiões cerebrais abaixo serão ativadas, exceto:
a) Córtex motor b) Córtex somatossensitivo c) Talamo d) Hipotálamo.
e) Substância cinzenta periaquedutal.

20
21
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CURSO DE FISIOTERAPIA
AULA PRÁTICA 3 – MEDULA ESPINHAL
NOME: Nicole Santos de Sá DATA:
07/02/22
Medula significa miolo e indica o que está dentro. A medula espinhal é uma massa
cilindróide de tecido nervoso situada dentro do canal vertebral sem, entretanto, ocupá-lo
completamente. No homem adulto mede aproximadamente 45 centímetros, sendo um
pouco menor na mulher. Cranialmente a medula limita-se com o bulbo, aproximadamente
ao nível do forame magno do osso occipital. O limite caudal da medula tem importância
clínica e no adulto situa-se geralmente na 2ª vertebra lombar (L2). A medula termina
afilando-se para formar um cone, o cone medular, que continua com um delgado
filamento meníngeo, o filamento terminal.
No adulto, a medula não ocupa todo o canal vertebral, pois termina ao nível da segunda
vértebra lombar. Abaixo deste nível o canal vertebral contém apenas as meninges e as
raízes nervosas dos últimos nervos espinhais, que, dispostas em torno do cone medular e
filamento terminal constituem, em conjunto, a chamada cauda equina.
Seu calibre não é uniforme, pois apresenta duas dilatações denominadas intumescência
cervical (C4 a T1) e intumescência lombar (T11 e L1), situadas em nível cervical e
lombar, respectivamente. Estas intumescências correspondem às áreas em que fazem
conexão com a medula as grossas raízes nervosas que formam os plexos braquial e
lombossacral, destinadas a inervação dos membros superiores e inferiores,
respectivamente.
ATIVIDADE 1. Nas imagens da coluna ao lado e abaixo, colora e identifique as

intumescência cervical

intumescência lombar

Cauda equina
estruturas grifadas no texto acima:
22
Intumescência cervical
Medula espinhal

Intumescência lombar

A superfície da medula apresenta os seguintes sulcos longitudinais, que a percorrem em


toda a extensão: sulco mediano posterior, fissura mediana anterior, sulco lateral
anterior e sulco lateral posterior. Na medula cervical existe ainda o sulco intermédio
posterior, situado entre o mediano posterior e o lateral posterior e que continua em um
septo intermédio posterior no interior do funículo posterior. Nos sulcos lateral anterior
e lateral posterior fazem conexão, respectivamente, as raízes ventrais e dorsais dos
nervos espinhais.
ATIVIDADE Sulco2. Nos cortes de coluna abaixo, identifique e colora asSulco
estruturas
mediano
grifadas nointermédio
texto: Sulco mediano
Sulco lateral posterior
posterior
posterior
Sulco
lateral
posterior

Septo
intermédio

Fissura
mediana Sulco lateral Fissura mediana
Sulco lateral posterior
posterior anterior
anterior
Na medula, a substância cinzenta localiza-se por dentro da branca e apresenta a forma de
uma borboleta*, ou de um H. Nela distinguimos de cada lado três colunas que aparecem 23
nos cortes como cornos e que são as colunas anterior, posterior e lateral. A coluna
lateral, entretanto, só aparece na medula torácica e parte da medula lombar. No centro da
substância cinzenta localiza-se o canal central da medula (ou canal do epêndima),
resquício da luz do tubo neural do embrião.
A substância branca é formada por fibras, a maioria delas mielínicas, que sobem e descem
na medula e que podem ser agrupadas de cada lado em três funículus ou cordões, a saber:
a) funículo anterior— situado entre a fissura mediana anterior e o sulco lateral
anterior;
b) funículo lateral — situado entre os sulcos lateral anterior e lateral posterior;
c) funículo posterior — entre o sulco lateral posterior e o sulco mediano
posterior, este último ligado à substância cinzenta pelo septo mediano posterior. Na parte
cervical da medula, o funículo posterior é dividido pelo sulco intermédio posterior em
fascículo grácil e fascículo cuneiforme.
ATIVIDADE 3. Nos cortes de coluna abaixo, identifique e colora as estruturas
grifadas no texto:
Funículo posterior

Corno
posterior

Corno
latera

Corno anterio
Funículo lateral
Cavidade
central
Funículo anterior

Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior fazem conexão pequenos filamentos
nervosos denominados filamentos radiculares, que se unem para formar, respectivamente,
as raízes ventral e dorsal dos nervos espinhais. As duas raízes, por sua vez, se unem
para formar os nervos espinhais, ocorrendo a união em um ponto situado distalmente ao
gânglio espinhal que existe na raiz dorsal.

24
ATIVIDADE 4. Nos cortes de coluna abaixo, identifique as estruturas grifadas no texto:

raiz dorsal

Gânglio espinhal

Raiz ventral

Existem 31 pares de nervos espinhais aos quais correspondem 31 segmentos medulares


assim distribuídos: oito cervicais, 12 torácicos, cinco lombares, cinco sacrais e,
geralmente, um coccígeo. Existem oito pares de nervos cervicais, mas somente sete
vértebras. O primeiro par cervical (Cl) emerge acima da 1- vértebra cervical, portanto,
entre ela e o osso occipital.
ATIVIDADE 5. Colora de forma distinta os segmentos medulares.

25
Como todo o sistema nervoso central, a medula é envolvida por membranas fíbrosas
denominadas meninges, que são: dura-máter, pia-máter e aracnóide.
A meninge mais externa é a dura-máter, formada por abundantes fibras colágenas, que a
tornam espessa e resistente. A dura-máter espinhal envolve toda a medula, como se fosse
um dedo de luva. Cranialmente, a dura-máter espinhal continua com a dura-máter
craniana, caudalmente termina em um fundo de saco ao nível da vertebra S2: saco dural.
Prolongamentos laterais da dura-máter embainham as raízes, dos nervos espinhais,
continuando com o tecido conjuntivo (epineuro), que envolve estes nervos.
A aracnóide espinhal se dispõe entre a duramáter e a pia-máter. Compreende um folheto
justaposto à dura-máter e um emaranhado de trabéculas, as trabéculas aracnóideas, que
une este folheto à pia-máter.
A pia-máter é a meninge mais delicada e mais interna. Ela adere intimamente ao tecido
nervoso da superfície da medula e penetra na fissura mediana anterior. Quando a
medula termina no cone medular, a pia-máter continua caudalmente, formando um
filamento esbranquiçado denominado filamento terminal. Este filamento perfura o
fundo-do-saco durai e continua caudalmente até o hiato sacral. Ao atravessar o saco durai,
o filamento terminal recebe vários prolongamentos da dura-máter e o conjunto passa a
ser denominado filamento da dura-máter espinhal. Este, ao inserir-se no periósteo da
superfície dorsal do cóccix constitui o ligamento coccígeo.
ATIVIDADE 6. Nas imagens abaixo, identifique e colora as estruturas grifadas no texto.

Cone terminal

Espaço subaracnóide

Pia-máter
Espaço subaracnóideo Filamento
terminal
aracnóide
Saco dural
Dura-máter

Ligamento coccigeo

Em relação com as meninges que envolvem a medula existem três cavidades ou


espaços, epidural, subdural e subaracnóideo. O espaço epidural, ou extradural situa-se
entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral. Contém tecido adiposo e um grande
número de veias que constituem o plexo venoso vertebral interno. O espaço subdural,
26
situado entre a dura-máter e a aracnóide, é uma fenda estreita contendo uma pequena
quantidade de líquido, suficiente apenas para evitar a aderência das paredes. O espaço
subaracnóideo é o mais importante e contém uma quantidade razoavelmente grande de
líquido cérebro-espinhal ou liquor.

ATIVIDADE 2. Nas imagens abaixo, identifique e colora as estruturas grifadas no texto.

Espaço extradural

Aracnoide-máter

Dura-máter
Pia-máter

Espaço subaracnóideo

Aplicações clínicas: A introdução de anestésicos nos espaços meníngeos da medula de


modo a bloquear as raízes nervosas que os atravessam constitui procedimento de rotina
na prática médica, especialmente em cirurgias das extremidades inferiores, do perineo, da
cavidade pélvica e em algumas cirurgias abdominais. Usualmente são feitas anestesias
raquidianas e anestesias epidurals ou peridurais.
Anestesia raquidiana: Nesse tipo de anestesia, o anestésico é introduzido no espaço
subaracnóideo por meio de uma agulha que penetra no espaço entre as vertebras L2-L3,
L3-L4 ou L4-L5. No seu trajeto, a agulha perfura sucessivamente a pele e a tela
subcutânea, o ligamento interespinhoso, o ligamento amarelo, a dura-máter e a aracnóide.
Certifica-se de que a agulha atingiu o espaço subaracnóideo pela presença do liquor que
goteja de sua extremidade.
Anestesia peridural: São feitas geralmente na região lombar. Introduzindo-se o
anestésico no espaço epidural, onde ele se difunde e atinge os forames intervertebrals, 27
pelos quais passam as raízes dos nervos espinhais. Certifica-se de que a ponta da agulha
atingiu o espaço epidural quando se observa uma súbita baixa de resistência, indicando
que ela acabou de perfurar o ligamento amarelo. Essas anestesias não apresentam alguns
dos inconvenientes das anestesias raquidianas, como, por exemplo, o aparecimento
frequente de dores de cabeça, que resultam da perfuração da dura-máter e do vazamento
de liquor. Entretanto, elas exigem uma habilidade técnica muito maior.

28
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CURSO DE FISIOTERAPIA
AULA PRÁTICA 4 – TRONCO ENCEFÁLICO
NOME: Nicole Santos de Sá
DATA: 14/02/22
O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo, situando-se ventralmente
ao cerebelo. Na sua constituição entram corpos de neurônios que se agrupam em núcleos
e fibras nervosas, que, por sua vez, se agrupam em feixes denominados tratos, fascículos
ou lemniscos. Muitos dos núcleos do tronco encefálico recebem ou emitem fibras
nervosas que entram na constituição dos nervos cranianos. Dos 12 pares de nervos
cranianos, 10 fazem conexão no tronco encefálico.
O tronco encefálico se divide em: bulbo, situado caudalmente: mesencéfalo, situado
cranialmente; e ponte, situada entre ambos.
BULBO (medula oblonga): tem a forma de um tronco de cone, cuja extremidade menor
continua caudalmente com a medula espinhal. Como não existe uma linha de demarcação
nítida entre medula e bulbo. Considera-se que o limite entre eles corresponde ao nível do
forame magno do osso occipital. O limite superior do bulbo se faz em um sulco horizontal
visível no contorno ventral do órgão, o sulco bulbo-pontino, que corresponde à margem
inferior da ponte.
A superfície do bulbo é percorrida longitudinalmente por sulcos, que continuam com os
sulcos da medula. Estes sulcos delimitam as áreas anterior (ventral), lateral e posterior
(dorsal) do bulbo que, vistas pela superfície, aparecem como uma continuação direta dos
funículos da medula. A fissura mediana anterior termina cranialmente em uma
depressão denominada forame cego. De cada lado da fissura mediana anterior existe uma
eminência alongada, a pirâmide, formada por um feixe compacto de fibras nervosas
descendentes que ligam as áreas motoras do cérebro aos neurônios motores da medula,
que será estudado com o nome de trato córtico-espinhal ou trato piramidal. Na parte
caudal do bulbo, fibras deste trato cruzam obliquamente o plano mediano em feixes
interdigitados que obliteram a fissura mediana anterior e constituem a decussação das
pirâmides.
Entre o sulco lateral anterior e sulco lateral posterior temos a área lateral do bulbo,
onde se observa uma eminência oval, a oliva, formada por uma grande massa de
substância cinzenta, o núcleo olivar inferior (envolvido no controle motor), situado logo
abaixo da superfície.

ATIVIDADE 1. Colora e identifique estruturas apontadas por setas e grifadas no


texto.

29
Forame cego

Sulco bulbo-pontino

Oliva

Sulco lateral anterior


pirâmides

Fissura mediana anterior

Decussação das pirâmides

Sulco lateral posterior

Ventralmente à oliva emergem do sulco lateral anterior os filamentos radiculares do


nervo hipoglosso, XII par craniano (inerva os músculos que movimentam a língua, sendo
por isso, considerado como o nervo motor da língua). Do sulco lateral posterior emergem
os filamentos radiculares, que se unem para formar os nervos glossofaríngeo (IX par)
(controle sensitivo da língua, faringe, tonsilas palatinas) e vago (X par) (conduz
informações parassimpáticas), além dos filamentos que constituem a raiz craniana ou
bulbar do nervo acessório (XI par) (controle motor da faringe, laringe e palato), a
qual se une com a raiz espinhal, proveniente da medula.
ATIVIDADE 2. Identifique e colora as estruturas apontadas e destacadas no texto
acima.

Nervo
glossofaríngeo (IX)

Nervo Vago (X)

Nervo
hipoglosso (XII)

Nervo Acessório (XI)


30
Entre o sulco mediano posterior e o sulco lateral posterior está situada a área posterior
do bulbo, continuação do funículo posterior da medula e, como este, dividida em
fascículo grácil e fascículo cuneiforme pelo sulco intermédio posterior. Estes
fascículos são constituídos por fibras nervosas ascendentes, provenientes da medula, que
terminam em duas massas de substância cinzenta, os núcleos grácil e cuneiforme, situados
na parte mais cranial dos respectivos fascículos, onde determinam o aparecimento de duas
eminências, o tubérculo do núcleo grácil, medialmente, e o tubérculo do núcleo
cuneiforme, lateralmente. Em virtude do aparecimento do IV ventrículo, os tubérculos
do núcleo grácil e do núcleo cuneiforme afastam-se lateralmente como os dois ramos de
um V e gradualmente continuam para cima com o pedúnculo cerebelar inferior. Este é
formado por um grosso feixe de fibras que forma as bordas laterais da metade caudal do
IV ventrículo, fletindo-se dorsalmente para penetrar no cerebelo.

ATIVIDADE 3. Identifique e colora as estruturas apontadas e destacadas no texto


acima.

Tubérculo
cuneiforme

Tubérculo grácil
Sulco lateral posterior
Fascículo
cuneiforme Sulco intermédio posteior

Fascículo grácil Sulco mediano posterior

PONTE: Ponte é a parte do tronco encefálico interposta entre o bulbo e o mesencéfalo.


Sua base, situada ventralmente, apresenta estriação transversal em virtude da presença de
numerosos feixes de fibras transversais que a percorrem. Estas fibras convergem de cada
lado para formar um volumoso feixe, o pedúnculo cerebelar médio (ou braço da ponte),
que penetra no hemisfério cerebelar correspondente. Considera-se como limite entre a
ponte e o braço da ponte o ponto de emergência do nervo trigêmeo, V par craniano
(controla, principalmente, a musculatura da mastigação e a sensibilidade facial). Esta
emergência se faz por duas raízes, uma maior, ou raiz sensitiva do nervo trigêmeo, e outra
menor, ou raiz motora do nervo trigêmeo. Percorrendo longitudinalmente a superfície 31
ventral da ponte existe um sulco, o sulco basilar, que geralmente aloja a artéria basilar.
A parte ventral da ponte é separada do bulbo pelo sulco bulbo-pontino, de onde emergem
de cada lado a partir da linha mediana o VI, VII e VIII pares cranianos. O VI par, nervo
abducente (tem função motora, permitindo a movimentação do globo ocular) emerge
entre a ponte e a pirâmide do bulbo. O VIII par, nervo vestíbulo-coclear (conduz
informação auditivas), emerge lateralmente, próximo a um pequeno lóbulo do cerebelo,
denominado flóculo. O VII par, nervo facial (controla as expressões faciais), emerge
medialmente ao VIII par, com o qual mantém relações muito íntimas. Entre os dois
emerge o nervo intermédio, que é a raiz sensitiva do VII par. A parte dorsal da ponte
não apresenta linha de demarcação com a parte dorsal da porção aberta do bulbo,
constituindo ambas o assoalho do IV ventriculo.
ATIVIDADE 4. Identifique e colora as estruturas apontadas e destacadas no texto
acima

Pêndulo
cerebelar
médio

Nervo trigêmeo

Sulco basiar

Pêndulo cerebelar médio

Nervo abducente

Nervo facial

Nervo intermédio
Sulco bulbo pontino

Nervo vestíbulo- 32
coclear
O quarto ventriculo está situado entre o bulbo e a ponte ventralmente, e o cerebelo,
dorsalmente. Continua caudalmente com o canal central do bulbo e cranialmente com o
aqueduto cerebral, cavidade do mesencéfalo, através da qual o IV ventriculo, se comunica
com o III ventriculo.

MESENCÉFALO: O mesencéfalo interpõe-se entre a ponte e o cérebro, do qual é


separado por um plano que liga os corpos mamilares, pertencentes ao diencéfalo. Vistos
ventralmente, os pedúnculos cerebrais aparecem como dois grandes feixes de fibras que
surgem na borda superior da ponte e divergem cranialmente para penetrar profundamente
no cérebro. Delimitam, assim, uma profunda depressão triangular, a fossa
interpeduncular, limitada anteriormente por duas eminências pertencentes ao
diencéfalo, os corpos mamilares. O fundo da fossa interpeduncular apresenta pequenos
orifícios para a passagem de vasos e denomina-se substância perfurada posterior. Do
sulco situado na face medial do pedúnculo, sulco medial do pedúnculo, emerge de cada
lado o nervo oculomotor (III par). A imagem também mostra o nervo troclear (inerva
o músculo oblíguo superior do olho) único dos pares cranianos que emerge dorsalmente,
contorna o mesencéfalo para surgir ventralmente entre a ponte e o mesencéfalo.

ATIVIDADE 5. Identifique e colora as estruturas apontadas e destacadas no texto


acima.

Corpo mamilares
(diencéfalo)

Fossa Pedúnculos cerebrais


interpeduncular

Nervo trocelar

Nervo oculomotor (III par)

Em vista dorsal, o mesencéfalo apresenta quatro eminências arredondadas, os colículos


superiores e inferiores (corpos quadrigêmeos), separados por dois sulcos
perpendiculares em forma de cruz. Na parte anterior do ramo longitudinal da cruz aloja-
se o corpo pineal que, entretanto, pertence ao diencéfalo. Caudalmente a cada colículo
inferior emerge o IV par craniano, nervo troclear. O nervo troclear, único dos pares
cranianos que emerge dorsalmente, contorna o mesencéfalo para surgir ventralmente
entre a ponte e o mesencéfalo. Cada colículo se liga a uma pequena eminência oval do

33
diencéfalo, o corpo geniculado, através de um feixe superficial de fibras nervosas que
constitui o seu braço.
ATIVIDADE 6. Identifique e colora as estruturas apontadas e destacadas no texto
acima.

Corpo pineal

Colículo superior

Colículo inferior

34
CONTROLE MOTOR
MEDULAR

35
• TEXTOS UTILIZADOS PARA ESTUDO:
SILVERTHORN, Dee. U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada. 7. ed.
Porto Alegre - RS: Artmed, 2017. p. 2034-2068.

FUNÇÕES MOTORAS MEDULA ESPINHAL. StuDocu. Disponível em:


https://www.studocu.com/pt-br/document/pontificia-universidade-catolica-do-rio-
grande-do-sul/clinica-medica/funcoes-motoras-medula-espinhal/5350521.
Acesso em: 3 Mar. 2022.

36
• MATERIAIS DESENVOLVIDOS PELO ALUNO:

A substância cinzenta da medula espinal é a área integrativa para os


reflexos espinais. Os sinais sensoriais entram na medula pelas raízes
sensoriais, também conhecidas por raízes posteriores ou dorsais. Após
entrar na medula, cada sinal sensorial trafega por duas vias separadas:
um ramo do nervo sensorial termina quase imediatamente na substância
cinzenta da medula e provoca os reflexos espinais segmentares locais e
outros efeitos locais; outro ramo transmite sinais para níveis superiores
do sistema nervoso, isto é, para zonas superiores da própria medula, para
o tronco cerebral, ou mesmo para o córtex cerebral. Conexões das fibras
sensoriais periféricas e das fibras corticoespinais com os interneurônios e
neurônios motores anteriores da medula espinal:

CONTROLE DAS FUNÇÕES MOTORAS PELO TRONCO CEREBRAL

O tronco cerebral é formado por bulbo, ponte e mesencéfalo. Por um lado,


ele é a extensão da medula espinal na cavidade craniana, porque contém
núcleos motores e sensoriais que realizam as funções motoras e sensoriais
da face e da cabeça, do mesmo modo que a medula espinal é responsável
por essas funções, para regiões do pescoço para baixo. Entretanto, por
37
outro lado, o tronco cerebral é diretamente responsável por muitas
funções especiais de controle, como as seguintes: 1. Controle da respiração.
2. Controle do sistema cardiovascular. 3. Controle parcial da função
gastrointestinal. 4. Controle de muitos movimentos estereotipados do
corpo. 5. Controle do equilíbrio. 6. Controle dos movimentos oculares.
Finalmente, o tronco cerebral serve como estação de passagem para
“sinais de comando” dos centros neurais superiores. Nas seções a seguir,
discutiremos o papel do tronco cerebral no controle do movimento
corporal total e no equilíbrio. Especialmente importante para essas
finalidades são os núcleos reticulares e os núcleos vestibulares do tronco
cerebral.

Representação dos diferentes músculos do corpo no córtex motor e


localização de outras áreas corticais responsáveis por tipos específicos de
movimentos motores.

A área pré-motora, situa-se 1 a 3 centímetros anterior ao córtex motor


primário. Estende-se para baixo, para a fissura de Sylvius e, para cima,
na fissura longitudinal, onde tem contato com a área motora
suplementar, cujas funções são semelhantes às da área prémotora. A
organização topográfica do córtex pré-motor é aproximadamente a
mesma que a do córtex motor primário, com as áreas da boca e da face
localizadas mais lateralmente; à medida que se vai em direção cranial,
são encontradas as áreas da mão, do braço, do tronco e da perna.

38
Os sinais neurais gerados na área pré-motora causam “padrões” muito
mais complexos de movimento do que os discretos padrões gerados no
córtex motor primário. Por exemplo, o padrão pode ser a posição dos
ombros e braços, de modo que as mãos fiquem orientadas
apropriadamente para realizar tarefas específicas. Para obter esses
resultados, a parte mais anterior da área pré-motora desenvolve
primeiro uma “imagem motora” do movimento muscular total que deve
ser realizado. Depois, no córtex prémotor posterior, essa imagem excita
cada padrão de atividade muscular sucessivo, necessário para atender à
imagem. Essa parte posterior do córtex pré-motor envia seus sinais
diretamente para o córtex motor primário, a fim de excitar músculos
específicos ou, mais frequentemente, por meio dos núcleos da base e do
tálamo de volta ao córtex motor primário. Há uma classe especial de
neurônios chamada neurônios-espelho; estes ficam ativos quando a pessoa
executa tarefa motora específica ou quando ela observa a mesma tarefa
executada por outros. Assim, a atividade desses neurônios “espelha” o
comportamento de outra pessoa, como se o observador estivesse
executando a tarefa motora específica. Os estudos de imageamento
cerebral indicam que esses neurônios transformam representações
sensoriais de ações que são ouvidas ou sentidas em representações
motoras dessas ações. Muitos neurofisiologistas acreditam que esses
neurônios-espelho podem ser importantes para entender as ações de
outras pessoas e para aprender novas habilidades por imitação. Desse
modo, o córtex pré-motor, os núcleos da base, o tálamo e o córtex motor
primário constituem sistema global complexo para o controle de padrões
complexos de atividade muscular coordenada.

39
ÁREA MOTORA SUPLEMENTAR

A área motora suplementar ainda tem outra organização topográfica


para o controle da função motora. Ele se situa principalmente na fissura
longitudinal, mas se estende por alguns centímetros até o córtex frontal
superior. As contrações desencadeadas pela estimulação dessa área
costumam ser bilaterais, e não unilaterais. Por exemplo, sua estimulação
frequentemente leva a movimentos bilaterais de agarrar, de modo
simultâneo, com ambas as mãos; esses movimentos talvez sejam
rudimentos das funções manuais necessárias para escalar lugares. Em
geral, essa área funciona em conjunto com a área pré-motora para gerar
movimentos responsáveis pela postura geral de todo o corpo, movimentos
de fixação de diferentes segmentos do corpo, movimentos de posição da
cabeça e dos olhos e assim por diante, como base para o controle motor
mais fino dos braços e das mãos, pela área pré-motora e pelo córtex motor
primário.

40
Substância cinzenta medular: Localização dos neurônios motores

Interneurônios: Fazem sinapses diretamente com os neurônios motores e


está presente em todas as áreas da substância cinzenta

Neurônio motor alfa: Fibras motoras grandes que se ramificam várias


vezes permitindo, através de sua estimulação a excitação de três a
centenas de fibras musculares esqueléticas

Neurônio motor gama: Fibras motoras pequenas que inervam as fibras


intrafusais, responsáveis pelo tônus muscular básico

Fusos musculares: distribuídos no ventre dos músculos, enviam


informações referente a comprimento do músculo e velocidade de
variação do comprimento

Órgãos tendinosos de Golgi: localizado nos tendões musculares, informam


a tensão do tendão e a velocidade de alteração da tensão do músculo

41
Fibras intrafusais: Fibras modificadas com menos filamentos de actina e
miosina e com menor capacidade de contração, fibras sensoriais da
contração do músculo esquelético

Fibras extrafusais: Fibras composta ricamente por filamentos de actina


e miosina, responsáveis pela contração muscular

Resposta estática: estiramento lento da região receptora do fuso,


aumentando os impulsos transmitidos pelas terminações podendo mantê-
los por alguns minutos, são respostas dos dois tipos de receptores (primário
e secundário)

Resposta dinâmica: estiramento rápido do fuso pelos receptores


primários, sendo que o estímulo retorna para o nível normal logo após o
fim do estiramento

Reflexo extensor muscular: quando o músculo é distendido subitamente,


a excitação do fuso causa contração reflexa do mesmo músculo e também
de músculos estreitamente ligados a ele

Choque espinhal: Estado de completa arreflexia da medula espinhal, que


ocorre após traumatismo grave na medula

Reflexos medulares espinhais: Provocam espasmos musculares


decorrentes de ossos quebrados, espasmos abdominais e câimbras

Reflexo de coçar: Desencadeado pela sensação de coceira. Envolve


movimentos no local, para trás e para frente

Atividade motora voluntária: quando os nervos motores alfa são


estimulados e os nervos gama também são. Isso permite que fibras
extrafusais e intrafusais se contraiam ao mesmo tempo

Reflexo extensor cruzado: Após ocorrer o reflexo flexor em um membro,


o membro oposto começa a se estender, com a finalidade deempurrar todo
o corpo para longe do objeto causador da dor.

42
43
• ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
CURSO DE FISIOTERAPIA
AULA PRÁTICA 5 – CEREBELO E DIENCÉFALO
NOME: NICOLE SANTOS DE SÁ
DATA: 07/03/22
O CEREBELO
O cerebelo é um órgão que fica situado dorsalmente ao bulbo e à ponte, contribuindo para
a formação do teto do IV ventrículo. Liga-se à medula e ao bulbo pelo pedúnculo
cerebelar inferior e à ponte e mesencéfalo pelos pedúnculos cerebelares médio e
superior, respectivamente. As funções do cerebelo estão relacionadas com o equilíbrio,
coordenação dos movimentos
e aprendizagem de habilidades
motoras. Recentes estudos
também demonstraram
envolvimento do cerebelo com
funções cognitivas.

Anatomicamente, distingue-se no cerebelo uma porção única e mediana, o vérmis, ligado


a duas grandes massas laterais, os hemisférios cerebelares direito e esquerdo. O vérmis
é pouco separado dos hemisférios na face dorsal do cerebelo, o que não ocorre na face
ventral, onde dois sulcos bem evidentes o separam das partes laterais. A superfície do
cerebelo apresenta sulcos de direção predominantemente transversal, que delimitam
lâminas finas denominadas folhas do cerebelo. Existem também sulcos mais
pronunciados, as fissuras do cerebelo, que delimitam lóbulos, cada um deles podendo
conter várias folhas. Em vista superior é possível identificar o lóbulo anterior e o lóbulo
posterior. Em vista inferior, identifica-se o lóbulo flóculo nodular.
ATIVIDADE 1. Colora e identifique as estruturas grifadas.

vérmis 44
folhas do cerebelo
fissuras do cerebelo
lóbulo anterior

lóbulo posterior

lóbulo flóculo nodular

Pedúnculo cerebelar superior

Pedúnculo cerebelar médio

Pedúnculo cerebelar inferior

Em corte sagital, vê-se que o cerebelo é constituído de um centro de substância branca, o


corpo medular do cerebelo, de onde irradiam as lâminas brancas do cerebelo, revestidas
externamente por uma fina camada de substância cinzenta, o córtex cerebelar. O corpo
medular do cerebelo com as lâminas brancas que dele irradiam, quando vistas em cortes
sagitais, receberam o nome de árvore da vida.
No interior do corpo medular existem quatro pares de núcleos de substância cinzenta, que
são os núcleos centrais do cerebelo: denteado, emboliforme, globoso e fastigial. Destes
núcleos saem todas as fibras nervosas eferentes do cerebelo.
ATIVIDADE 2. Colora e identifique as estruturas grifadas.

45
Centro branco
medular
Núcleo do
fastígio

Núcleo
dentead
Folhas cerebelares Núcleos
globosos

Núcleo emboliform
O cerebelo apresenta ao todo 17 lóbulos e 8 fissuras, com denominações próprias.
Entretanto, a maioria dessas estruturas não tem importância funcional ou clínica e não
precisam ser memorizadas. São importantes e devem ser identificados apenas os lóbulos:
nódulo, flóculo, tonsila e as fissuras posterolateriais e prima. O nódulo é o último lóbulo
do vérmis e fica situado logo acima do teto do IV ventrículo. O flóculo é um lóbulo do
hemisfério, alongado transversalmente e com folhas pequenas, situado logo atrás do
pedúnculo cerebelar inferior. Liga-se ao nódulo pelo pendúnculo do flóculo,
constituindo o lobo floculo-nodular, separado do corpo do cerebelo pela fissura
posterolateral. O lóbulo flóculo-nodular é importante por ser a parte do cerebelo
responsável pela manutenção do equilíbrio.
As tonsilas são bem evidentes na face ventral do cerebelo projetando-se medialmente
sobre a face dorsal do bulbo. Esta relação é importante, pois em certas situações elas
podem ser deslocadas caudalmente, formando uma hérnia de tonsila, que penetra no
forame magno, comprimindo o bulbo, o que pode ser fatal.
ATIVIDADE 3. Colora e identifique as estruturas grifadas.

Lóbulo floculonodular

flóculo
Fissura póstero-lateral
Velo medular
inferior Tonsila do cerebelo
Nódulo da parte
inferior do vermis

46
47
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE
MINAS GERAISCURSO DE
FISIOTERAPIA
AULA PRÁTICA 6 – DIENCÉFALO E
TELENCÉFALO

NOME: NICOLE SANTOS DE SÁ DATA:07/03/22

O DIENCÉFALO
O diencéfalo compreende as seguintes partes: tálamo, hipotálamo, epitálamo e
subtálamo. Todas emrelação com o III ventrículo.

O III Ventrículo é uma cavidade no diencéfalo, ímpar, que se comunica com o IV


ventrículo pelo aqueduto cerebral e com os ventrículos laterais pelos respectivos
forames interventriculares.

Quando o cérebro é seccionado no plano sagital mediano, as paredes laterais do


III ventrículo são expostas amplamente; verifica-se então a existência de uma
depressão, o sulco hipotalâmico, que se estende do aqueduto cerebral até o
forame interventricular. As porções da parede, situadas acima deste sulco,
pertencem ao tálamo; e as situadas abaixo, pertencem ao hipotálamo.

Tálamo
Hipotalâmico
Sulco

Hipotâlamo

No assoalho do III ventrículo encontra-se, de anterior para posterior, as seguintes


formações: quiasma óptico, infundíbulo, tuber cinério e corpos mamilares,
pertencentes ao hipotálamo. Unindo os dois tálamos observa-se frequentemente
uma estrutura formada por substância cinzenta,a aderência intertalâmica, que
aparece apenas seccionada.

A parede posterior do ventrículo, muito pequena, é formada pelo epitálamo, que


se localiza acima do sulco hipotalâmico.

Saindo de cada lado do epitálamo e percorrendo a parte mais alta das paredes
laterais, há um feixe de fibras nervosas, as estrias medulares do tálamo, onde
se insere a tela corioide, que forma o teto do III ventrículo. A partir da tela 48
corioide, invaginam-se na luz ventricular, os plexos corioides do III ventrículo,
que se dispõem em duas linhas paralelas e são contínuos, através dos respectivos
forames interventriculares, com os plexos corioides dos ventrículos laterais.

A parede anterior do III ventrículo é formada pela lâmina terminal, fina lâmina
de tecido nervoso, que une os dois hemisférios e dispõem-se entre o quiasma
óptico e a comissura anterior. Acomissura anterior, a lâmina terminal e as partes
adjacentes das paredes laterais do III ventrículo pertencem ao telencéfalo.

Tálamo: São duas massas ovaladas, localizadas lateralmente ao IIIº ventrículo.

Sua porção anterior é denominada de tubérculo anterior do tálamo, e está


localizada próxima ao forame interventricular (forame que comunica os
ventrículos laterais com o IIIº ventrículo).

A parte posterior do tálamo é dilatada, denominada de pulvinar do tálamo.


Inferiormente ao pulvinar do tálamo está localizado o metatálamo.

O tálamo é constituído, internamente, por vários núcleos.

A maior parte dos núcleos talâmicos está relacionada com estímulos sensitivos
tornando o tálamo um relé para as vias sensitivas.

O tálamo está associado ao controle somático, visceral e o sistema emocional.


ATIVIDADE 5. Colora e identifique as estruturas grifadas.

49
50
O hipotálamo está localizado inferiormente ao tálamo, separado deste pelo sulco hipotalâmico.

O hipotálamo é constituído por:

Quiasma óptico;

Corpos mamilares (duas dilatações localizadas na fossa interpeduncular, formada por núcleos
mamilares);

Túber cinério (formação triangular localizada entre o quiasma óptico e os corpos mamilares);

Infundíbulo (estende-se do túber cinério até a hipófise)

E a hipófise, separada em hipófise anterior e posterior.

No interior do hipotálamo são encontrados diversos núcleos.

O hipotálamo está envolvido com diversas funções orgânicas, como: controle da parte autônoma do
sistema nervoso, sede, fome, saciedade, regulação da temperatura, controle endócrino, sono, vigília,
regulação da diurese e sensações relacionadas ao prazer e raiva.

51
ATIVIDADE 6. Colora e identifique as estruturas grifadas.

Corpo
mamilar
Eminência
mediana
Quiama
óptica
infundibulum
Parte intermédia

Hipófise Talo infundibular


anterior
Hipófise
posterior

Epitálamo: Limita posteriormente o terceiro ventrículo. Seu elemento mais evidente é a glândula
pineal, ou epífise, glândula endócrina que repousa sobre o mesencéfalo e produz melatonina.

Subtálamo: Compreende a zona de transição entre o diencéfalo e o tegmento do mesencéfalo. O


subtálamo tem função motora.

ATIVIDADE 7. Colora e identifique as estruturas do diencéfalo: tálamo, hipotálamo, hipófise,


glândula pineal (epitálamo) e subtálamo.
tálamo

Glândula pineal
(epitálamo)

hipotálamo

Subtálamo

hipófise

52
TELENCÉFALO

O telencéfalo compreende os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, e uma pequena parte
mediana situada na porção anterior do III ventrículo, a lâmina terminal. Os dois hemisférios
cerebrais são incompletamente separados pela fissura longitudinal do cérebro, cujo assoalho é
formado por uma larga faixa de fibras comissurais, o corpo caloso, principal meio de união entre os
dois hemisférios. Os hemisférios cerebrais possuem cavidades, os ventrículos laterais direito e
esquerdo, que comunicam com o III ventriculo pelos forames interventriculares.

ATIVIDADE 1. Colora e identifique as estruturas grifadas.

III ventrículo
ventrículos
laterais

corpo caloso

forames
interventriculares

lâmina
terminal

A superfície do cérebro do homem e de vários animais apresenta depressões denominadas sulcos, que
delimitam os giros ou circunvoluções cerebrais. A existência dos sulcos permite considerável
aumento de superfície sem grande aumento do volume cerebral e sabe-se que cerca de dois terçosda
área ocupada pelo córtex cerebral estão "escondidos" nos sulcos. Muitos sulcos são inconstantese
não recebem qualquer denominação; outros, mais constantes, recebem denominações especiais e
ajudam a delimitar os lobos e as áreas cerebrais. De qualquer modo, o padrão de sulcos e giros do
cérebro varia em cada cérebro, podendo ser diferente nos dois hemisférios de um mesmo indivíduo.
Em cada hemisfério cerebral, os dois sulcos mais importantes são o sulco lateral (de Sylvius) e o sulco
central (de Rolando), que serão descritos a seguir:

53
SULCO LATERAL: Inicia-se na base do cérebro lateralmente à substância
perfurada anterior, como uma fenda profunda que, separando o lobo frontal do
lobo temporal. Divide-se em três ramos:ascendente, anterior e posterior

SULCO CENTRAL: É um sulco profundo e geralmente contínuo, que percorre


obliquamente a face súperolateral do hemisfério, separando os lobos frontal e
parietal. É ladeado por dois giros paralelos, um anterior, giro pré-central, e
outro posterior, giro pôs-central. De modo geral, asáreas situadas adiante do
sulco central relacionam-se com a motricidade, enquanto as situadas atrás deste
sulco relacionam-se com a sensibilidade.

ATIVIDADE 2. Colora e identifique as estruturas grifadas.


Giro pré-central

Sulco central

Giro pós-central

Sulco lateral

Sulco frontal superior

Sulco frontal inferior


Sulco pré-central
Os sulcos cerebrais ajudam a delimitar os lobos cerebrais, como já ficou
evidenciado na descrição dos sulcos lateral e central. Os lobos cerebrais recebem
sua denominação de acordo com os ossosdo crânio, com os quais se relacionam.
Assim, temos os lobos frontal, temporal, parietal e occipital. Além destes,
existe um quinto lobo, a insula, situado profundamente no sulco lateral e que não
tem, por conseguinte, relação imediata com os ossos do crânio.

54
Lobo Lobo
frontal pariental

Lobo
occipital

Lobo
temporal

Lobo da
ínsula

ATIVIDADE 3. Colora e identifique as estruturas grifadas.


LOBO FRONTAL

Identificam-se em sua superfície três sulcos principais:

a) sulco pré-central — mais ou menos paralelo ao sulco central;

b) sulco frontal superior — inicia-se geralmente na porção superior do


sulco pré-central e temdireção aproximadamente perpendicular a ele;

c) sulco frontal inferior — partindo da porção inferior do sulco pré-central,


dirige-se para frente epara baixo.

Entre o sulco central e o sulco pré-central está o giro pré-central, onde se localiza
a área motora principal do cérebro. Acima do sulco frontal superior, continuando,
pois, na face medial do cérebro, localiza-se o giro frontal superior. Entre os
sulcos frontal superior e frontal inferior está o giro frontal médio, abaixo do
sulco frontal inferior, o giro frontal inferior. Este último é subdividido pelos
ramos anterior e ascendente do sulco lateral em três partes: orbital, triangular e
opercular. A primeira situa-se abaixo do ramo anterior, a segunda entre este ramo
e o ramo ascendente, e aúltima entre o ramo ascendente e o sulco pré-central. O
giro frontal inferior do hemisfério cerebral esquerdo é denominado giro de Broca,
e aí se localiza, na maioria dos indivíduos, o centro cortical da fala.

ATIVIDADE 4. Colora e identifique as estruturas grifadas.


Sulco frontal posterior Sulco pré frontal

55
Sulco central

Sulco
frontal
inferior

Sulco lateral
LOBO TEMPORAL

Apresenta na face súpero-lateral do cérebro dois sulcos principais:

a) sulco temporal superior — inicia-se próximo ao pólo temporal e dirige-


se para trás,paralelamente ao ramo posterior do sulco lateral, terminando no
lobo parietal;
b) sulco temporal inferior — paralelo ao sulco temporal superior, é
geralmente formado por duasou mais partes descontínuas.

Entre os sulcos lateral e temporal superior está o giro temporal superior, entre
os sulcos temporal superior e o temporal inferior situa-se o giro temporal médio;
abaixo do sulco temporal inferior localiza-se o giro temporal inferior, que se
limita com o sulco occipitotemporal, geralmente situado na face inferior do
hemisfério cerebral.

Afastando-se os lábios do sulco lateral, aparece seu assoalho, que é parte do giro
temporal superior. A porção posterior deste assoalho é atravessada por pequenos
giros transversais, os giros temporais transversos, dos quais o mais evidente, o
giro temporal transverso anterior, é importante, pois nele se localiza o centro
cortical da audição.

ATIVIDADE 5. Colora e identifique as estruturas grifadas.

56
Sulco temporal inferior

Sulco temporal superior


Sulco lateral

LOBOS PARIETAL E OCCIPITAL

O lobo parietal apresenta dois sulcos principais:

a) sulco pós-central — quase paralelo ao sulco central, é frequentemente


dividido em doissegmentos, que podem estar mais ou menos distantes um do
outro;

b) sulco intraparietal — muito variável e geralmente perpendicular ao pós-


central, com o qualpode estar unido, estende-se para trás para terminar no
lobo occipital.

Entre os sulcos central e pós-central fica o giro pós-central, onde se localiza uma
das maisimportantes áreas sensitivas do córtex, a área somestésica. O sulco
intraparietal separa o lóbulo parietal superior do lóbulo parietal inferior. Neste
último descrevem-se dois giros: o giro supramarginal, curvado em torno da
extremidade do ramo posterior do sulco lateral, e o giro angular, curvado em
torno da porção terminal e ascendente do sulco temporal superior. 57
O lobo occipital ocupa uma porção relativamente pequena da face súpero-lateral
do cérebro, onde apresenta pequenos sulcos e giros inconstantes e irregulares.

ATIVIDADE 6. Colora e identifique as estruturas grifadas.


Sulco pós-central
Sulco central

Sulco

LOBO INSULAR

Afastando-se os lábios do sulco lateral, evidencia-se ampla fossa no fundo da qual


está situada a insula, lobo cerebral que durante o desenvolvimento cresce menos
que os demais, razão pela qual é pouco a pouco recoberto pelos lobos vizinhos,
frontal, temporal e parietal. A insula tem forma cônica e seu ápice, voltado para
baixo e para frente, é denominado límen da insula. A insula
apresenta alguns sulcos e giros, sendo descritos os seguintes: sulco circular da
ínsula; sulco central da ínsula; giros curtos e giros longos da ínsula.

ATIVIDADE 7. Colora e identifique as estruturas grifadas.

58
Giro circular da ínsula

Sulco central da ínsula

FACE MEDIAL

Para se visualizar completamente esta face, é necessário que o cérebro seja


seccionado no plano sagital mediano, o que expõe o diencéfalo e algumas
formações telencefálicas inter-hemisféricas como o corpo caloso, o fórnix e o
septo pelúcido, que serão descritos a seguir:

Corpo Caloso

O corpo caloso, a maior das comissuras inter-hemisféricas, é formado por um


grande número de fibras mielínicas que cruzam o plano sagital mediano e
penetram de cada lado no centro branco medular do cérebro, unindo áreas
simétricas do córtex cerebral de cada hemisfério. Em corte sagital do cérebro
aparece como uma lâmina branca arqueada dorsalmente o tronco do corpo
caloso, que se dilata posteriormente no esplênio do corpo caloso e se flete
anteriormente em direção à base do cérebro para consumir o joelho do corpo
caloso. Este afila-se para formar o rostro do corpo caloso, que continua em uma
fina lâmina, a lâmina rostral, até a comissura anterior, uma das comissuras inter-
hemisféricas. Entre a comissura anterior e o quiasma óptico temos a lâmina
terminal, delgada lâmina de substância branca que também une os hemisférios e
constitui o limite anterior do terceiro ventrículo.

Fórnix e o septo pelúcido

Emergindo abaixo do esplênio do corpo caloso e arqueando-se em direção à


comissura anterior, estáo fórnix, feixe complexo de fibras que, entretanto, não 59
pode ser visto em toda a sua extensão em um corte sagital de cérebro. É
constituído por duas metades laterais e simétricas afastadas nas extremidades e
unidas entre si no trajeto abaixo do corpo caloso. A porção intermédia em que as
duas metades se unem constitui o corpo do fórnix; as extremidades que se
afastam são, respectivamente, as colunas do fórnix, anteriores, e as pernas do
fórnix, posteriores. As colunas do fórnix terminam no corpo mamilar
correspondente, cruzando a parede lateral do III ventrículo. As pernas do fórnix
divergem e penetram de cada lado no corno interior do ventrículo lateral, onde se
ligam ao hipocampo. No ponto em que as pernas do fórnix se separam, algumas
fibras passam deum lado para o outro, formando a comissura do fórnix. Entre o
corpo caloso e o fórnix estende-se o septo pelúcido, constituído por duas
delgadas lâminas de tecido nervoso que delimitam umacavidade muito estreita, a
cavidade do septo pelúcido. O septo pelúcido separa os dois ventrículos laterais.

ATIVIDADE 9. Colora e
identifique asestruturas grifadas.
Colunas de Corpo de fórnix
fórnix

septo Corpo de fórnix


pelúcido

Corpos
mamilares
Ram
fór

NÚCLEOS DA BASE
Os núcleos da base são aglomerados de neurônios existentes na porção basal do
cérebro. Do ponto de vista anatômico, os núcleos da base são: núcleo caudado,
puntâmen e globo pálido, em conjunto chamados de núcleos lentiforme,
claustrum, corpo amigdaloide e núcleo accumbens. Alguns autores, levando em
conta apenas critérios funcionais, consideram também como núcleos da base a
substância negra do mesencéfalo e o núcleo subtalâmico do diencéfalo.

60
 GLOSSÁRIO ANATÔMICO

Prostrado: em estado de prostração, abatido (física ou psiquicamente),


alquebrado, debilitado;
Insidioso: adjetivo que define algo ou alguém que é traiçoeiro, sorrateiro,
enganador ou falso;
Hiperemia: alteração na circulação sanguínea do paciente, que faz com que
haja um aumento na quantidade de sangue circulando em um determinado
órgão e/ou região do corpo do paciente;
Sistema Nervoso Periférico (SNP): nervos e gânglios nervosos que conectam o
SNC aos órgãos do corpo;
Constipação: quando uma pessoa evacua menos de três vezes por semana ou
tem dificuldade para evacuar. A constipação pode não ser causada por
doenças subjacentes. Algumas causas comuns incluem desidratação, dieta
com baixa ingestão de fibras, sedentarismo ou efeitos colaterais de
medicamentos;
Flácido: sem firmeza, pouco elástico, frouxo, mole, adiposo;
Artrodese: termo ortopédico que significa fusão de articulação, podendo ser
realizada em qualquer parte do corpo, como mão, pé, tornozelo ou joelho. Na
coluna vertebral, trata-se de cirurgia frequente, indicada para tratamento de
espondilolistese, deformidades vertebrais, fraturas, tumores e outros;
Petéquias: são pequenas manchas vermelhas ou marrom que surgem
geralmente aglomeradas, mais frequentemente nos braços, pernas ou barriga,
podendo também surgir na boca e nos olhos;
Reflexo osteotendinoso ou miotático: também conhecido como reflexo de
alongamento profundo ou muscular, é uma resposta motora involuntária a um
estímulo externo, caracterizado pela contração do músculo que se opõe a um
alongamento induzido;
Reflexos tendinosos: também chamados reflexos profundos, músculo-
tendinosos, miotáticos, miotáticos fásicos, e reflexos proprioceptivos, são
provocados pelo súbito estiramento de um músculo, através da percussão com
um martelo de percussão de borracha, de seu tendão ou de uma parte do
membro onde este se insere.

61
 AUTO-AVALIAÇÃO

Não estou satisfeita com o resultado da confecção deste portfólio, o pior dos
piores que já fiz, procrastinei até o último instante. Sigo insatisfeita também
com meu rendimento acadêmico após o recesso do final de ano. De acordo
com o avanço dos períodos, a dificuldade também aumenta. Somado a isso,
também estou participando de atividades da faculdade extracurriculares e me
sinto sobrecarregada. Mas, de modo geral, percebo que essa exaustão é geral
com todos os alunos e professores, não só da Fisioterapia. Confiante que vou
recuperar meu ritmo de estudos do primeiro semestre de 2022, quando voltar o
presencial.

62

Você também pode gostar