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Cultivo de Fava e Ervilha: Técnicas e Características

Este documento descreve as características e técnicas culturais de duas culturas da família Fabaceae: a fava e a ervilha. Detalha as características das plantas, como a fava ter sementes em forma de rim e a ervilha ser rica em proteínas. Também explica as exigências de solo e clima, como temperaturas entre 18-22°C para a fava, e os métodos de cultivo, como a sementeira da fava de novembro a março em linhas espaçadas e a colheita da ervil

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Cultivo de Fava e Ervilha: Técnicas e Características

Este documento descreve as características e técnicas culturais de duas culturas da família Fabaceae: a fava e a ervilha. Detalha as características das plantas, como a fava ter sementes em forma de rim e a ervilha ser rica em proteínas. Também explica as exigências de solo e clima, como temperaturas entre 18-22°C para a fava, e os métodos de cultivo, como a sementeira da fava de novembro a março em linhas espaçadas e a colheita da ervil

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A opção correta, no momento certo!

ESCOLA PROFISSIONAL
MONSENHOR JOÃO MAURÍCIO DE AMARAL FERREIRA
Curso de Técnico de Produção Agropecuária – 2.ºano

Culturas Hortícolas

Fabáceas

Trabalho realizado por: Maria Lima nº 1389

Formador: Ricardo Santos

UFCD 7588 – Hortofloricultura

18 de novembro de 2021

Índice
A opção correta, no momento certo!

Índice…………………………………………………………………………………………………..…..

Introdução………………………………………………………………………………………………..

Desenvolvimento……………………………………………………………………………………...

 Caraterísticas da Fava…………………………………………………………............
 Técnicas culturais ………………………………………………………………………….
o 1. Preparação do solo e condições edafoclimáticas……………
o 2. Controlo de infestantes/parasitas………………………………….
o 3. Sementeira e rega ………………………………………………………...
o 4. Colheita………………………………………………………………………...
 Caraterísticas da Ervilha……………………………………………………..………..
 Técnicas culturais………………………………………………………………………….
o 1. Preparação do solo e condições edafoclimáticas.…………
o 2. Sementeira e rega………………………………………………………..
o 3. Sementeira…………………………………………………………………….
o 4. Controlo fitossanitário…………………………………………………...
o 5. Colheita………………………………………………………………………….

1
A opção correta, no momento certo!

Introdução

Este trabalho tem como principal objetivo descrever o ciclo vegetativo e as exigências edafoclimáticas
de duas culturas pertencentes á família das Fabáceas.

Tanto a fava como a ervilha são grãos que fazem parte de um conjunto de espécies que pertencem à
família Fabaceae, também conhecida como Leguminosae. Possuem uma ampla distribuição geográfica
e, embora existam algumas exceções, uma caraterística típica desta família é a presença de frutos em
forma de vagem.

Estas plantas possuem a capacidade de estabelecer uma relação simbiótica, ao nível das raízes, com
bactérias fixadoras de azoto, envolvendo a formação de nódulos, local onde ocorre a fixação de azoto
atmosférico.

Estas espécies desenvolvem-se em solos onde o azoto é insuficiente para suportar o desenvolvimento
de outras espécies, pois as leguminosas necessitam apenas de quantidades reduzidas deste elemento,
especialmente se são cultivadas pela primeira vez num determinado terreno ou no início da cultura. As
leguminosas conduzem assim a uma diminuição da utilização de fertilizantes azotados e a uma
melhoria da estrutura dos solos. A sua introdução nos sistemas agrícolas contribui desta forma para
uma gestão mais equilibrada do uso de adubos azotados nas explorações agrícolas.

Figura 1- Cultura da Fava

Caraterísticas da Fava
2
A opção correta, no momento certo!

Fava é a denominação de uma ou mais espécies de plantas da família das Fabaceae, em especial da
espécie Vicia faba. Ao contrário do feijão, a fava tem como característica a sua radícula encontrar-se
numa das pontas espalmadas e não ao centro.
A vagem da fava é rasa, alongada e ligeiramente curvada, medindo em média sete centímetros de
comprimento.
No interior das vagens residem entre duas a quatro sementes rasas com forma de rim a que
habitualmente nos referimos como favas. As sementes são geralmente de cor verde apesar de algumas
variedades incluírem cores como branco, vermelho, roxo, castanho ou preto. Uma excelente fonte de
ferro, cálcio, vitamina C e ácido fólico.

A sementeira da fava é uma cultura que não requer muitos cuidados, é um legume bastante resistente
tanto a intempéries como a pragas. Contudo existe um ambiente ideal que será um clima ameno, com
temperaturas a oscilar entre os 18°C e os 22°C, terra leve, bem nutrida e um ph balanceado (entre 5 e
8). A fava assim como todos os legumes de vagem devem ser semeados em fase de lua quarto
crescente e o período de sementeira deste legume vai de novembro a março.

Figura 2- Vagem da Fava

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A opção correta, no momento certo!

Técnicas culturais
1. Preparação do solo e condições edafoclimáticas

As favas necessitam de um solo exposto e com boa exposição solar e ao mesmo tempo, que seja protegido dos
ventos fortes especialmente nas variedades de Inverno. O solo deve ser fértil de forma a que se consiga
incorporar melhor o adubo.

Planta de dias curtos, a faveira é bastante rústica quanto a clima, preferindo, no entanto, zonas temperadas e
frescas. Com paragem de crescimento aos 6-8ºC, a temperatura ótima de desenvolvimento situa-se entre os 18
a 22ºC, com humidade relativa de 65 a 75%, resiste a temperaturas de 3-4ºC negativos.

A faveira adapta-se a quase todos os tipos de solo, no entanto é preferível o uso de solos de textura franca a
franca-arenosa, ricos em matéria orgânica (entre 2 a 4%), com pH entre 5,0 e 8,0.

2. Controlo de infestantes/parasitas

Semelhante ao controlo de infestantes da cultura do grão-de-bico, apenas em pré- -emergência. Na


faveira, a presença do parasita Orobanche crenata (rabo de raposa), provoca quebras importantes de
produção. Ainda não se conhecem métodos de controlo para este parasita, por isso recomenda-se
instalar a cultura em zonas não infestadas. O combate às infestantes pode ser feito através de
mobilizações, de sachas ou de outras formas de monda. É uma cultura muito sensível a resíduos de
herbicidas que tenham sido aplicados em culturas precedentes e permaneçam no solo

Figura 3 – Primeiros estágios de desenvolvimento da cultura (fava)

4
A opção correta, no momento certo!

3. Sementeira e rega

Nas nossas condições, a cultura é feita, no Outono-Inverno, com sementeira direta, manualmente ou
com semeador. Recomenda-se efetuar a sementeira na 1.ª quinzena de novembro. Aconselha-se que
seja feita em linhas, distanciadas entre si de 0,40 a 0,80 m e com um compasso de 0,15 a 0,30m na
linha e uma profundidade de sementeira de 5 a 8 cm. A quantidade de semente a utilizar depende da
variedade sendo, em média, de 70 a 200 kg/ha. A uma temperatura entre os 12 a 20ºC, da sementeira
à germinação decorrem 8 a 12 dias. A germinação pode ser acelerada demolhando a semente em água
durante 24 horas.

A cultura é pouco exigente no que toca á necessidade hídrica, no entanto, a humidade excessiva
prejudica fortemente a cultura uma vez que compromete o bom estado fitossanitário e afeta a
atividade microbiana que por sua vez é responsável pela fixação de azoto.

O período crítico de défice hídrico situa-se na fase de germinação, floração e fase de enchimento das
vagens. A falta de água durante estas fases pode comprometer o processo germinativo, induzir uma
percentagem significativa de abortos florais, reduzir o número de vagens formadas, além de reduzir o
comprimento das mesmas.

Figura 4 – Sementeira direta da fava

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A opção correta, no momento certo!

4. Colheita

A colheita deve ser feita na época própria de cada variedade devido à influência que pode exercer na
qualidade e poder de conservação dos produtos de colheita, no entanto, de modo geral, esta é feita
durante o mês de junho, com uma ceifeira de cereais adaptada. Para evitar o máximo de perdas de
semente, deve-se ajustar o contra batedor, semelhante à colheita do grão-de-bico.

As vagens devem estar inteiras e com aspeto fresco, sem humidade exterior e sem cheiros estranhos.
Consoante as variedades, a colheita das vagens pode ser manual e efetuar-se 70 a 150 dias após a
sementeira, à medida que vão atingindo o desenvolvimento adequado e o grão não apresentar hilo
negro.

Figura 5 – Cultura da Fava

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Caraterísticas da Ervilha

A ervilha é originária de uma vasta área que inclui a Ásia Central, o Médio Oriente e a bacia do
Mediterrâneo, sendo esta o principal centro de diversidade desta espécie. É cultivada principalmente
em países de região temperada, no entanto, pode ser cultivada em regiões subtropicais e tropicais em
altitude.

A ervilha pode ser explorada e conservada sob a forma de silagem, e o seu aproveitamento pode ser
em verde, consumo de vagens imaturas para alimentação humana, ou em seco. A semente é utilizada
na alimentação humana e na alimentação animal para a formulação de alimentos concentrados
tirando-se partido do seu elevado teor proteico.

O teor em proteína na semente seca da ervilha varia entre os 26 e 33% nas variedades de semente
enrugada e 23 e 31% nas de semente lisa. O grão da ervilha é ainda rico nos aminoácidos essenciais
lisina e triptofano que são normalmente baixos nos cereais.

Figura 6 – Vagem de Ervilha

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Técnicas culturais
1. Preparação do solo e condições edafoclimáticas

A cultura da ervilha desenvolve-se melhor em zonas de clima temperado e fresco. De todas as


espécies hortícolas, é aquela que germina a temperaturas mais baixas. A temperatura ótima de
desenvolvimento situa-se entre os 16 e os 20ºC, com humidade relativa de 60 a 70%.

Em climas frios e húmidos pode ocorrer queda de órgãos florais (paragem de crescimento aos
5-7ºC), ocasionando quebra de produção.

A ervilha adapta-se a quase todos os tipos de solo, mas esta cultura tende a desenvolver-se de
forma melhor e com mais vigor em solos de textura arenosa a franca-arenosa, que sejam ricos
em matéria orgânica (entre 2 a 4%), com pH entre 6,0 e 7,5. É uma cultura sensível ao excesso
de sais e solos calcários promovem o endurecimento dos grãos (algo que não se pretende).

Figura 7 – Primeiros estágios de desenvolvimento da ervilha

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2. Sementeira e rega

No caso da ervilha para consumo em fresco, a sementeira deve ser realizada em novembro ou em
fevereiro/março. No caso das ervilheiras de palha alta o espaçamento deve ser superior ao utilizado
para as ervilheiras de palha baixa. As sementes devem ser colocadas em sulcos de 5 cm de
profundidade, com um compasso na linha de 0,40 a 0,60 m para as variedades de palha baixa e de 0,70
a 0,90 m para as de palha alta. Para as variedades de trepar será necessário colocar tutores.

No caso da ervilha para indústria a sementeira recomenda-se ser realizada de meados de dezembro a
meados de fevereiro. A densidade de sementeira deve ser de 80 a 120 sementes/m2, com compasso
na entrelinha de cerca de 0,15 m e na linha de 0,04 a 0,05 m, com uma profundidade de sementeira de
2 a 3 cm.

Esta cultura é muito sensível ao excesso de água, especialmente na altura da floração e do crescimento
das vagens. Esta é uma cultura que em ótimas condições de humidade de solo, necessita de um
número reduzido de regas, devendo estas ser moderadas. Antes da sementeira recomenda-se regar,
conferindo ao solo a humidade suficiente para receber a semente.

Figura 8 – Cultura da Ervilha

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A opção correta, no momento certo!

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