Suplemento de Cálculo IV - Pinedo
Suplemento de Cálculo IV - Pinedo
ao Liç~
oes de Matemática
ao 14
Liç~
SUPLEMENTO
DE
C Á L C U L O IV
Christian Q. Pinedo
2023
Tı́tulo do original
Suplemento de Cálculo IV
i
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Tı́tulo do original
Suplemento de Cálculo IV
Janeiro de 2021
ii 18/11/2022
SUMÁRIO
Identidades Diversas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . v
Identidades Diversas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . vi
PREFÁCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xiii
1 Série de potências 1
1.1 Séries de números reais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
Exercı́cios 1-1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
1.2 Séries de potências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Exercı́cios 1-2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
1.3 Série de Taylor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Exercı́cios 1-3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
iii
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
APÊNDICE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 674
A1. Fórmulas elementares de integração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 674
A2. Tabela de Transformadas de Laplace . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 676
A2.1. Transformada de Laplace elementares . . . . . . . . . . . . . . . . . 676
A2.2. Transformada inversa de Laplace elementares . . . . . . . . . . 677
iv 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Índice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 681
Epigrafe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 681
v 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Identidades algébricas
a3 − b3 = (a − b)(a2 + ab + b2 ) a3 + b3 = (a + b)(a2 − ab + b2 )
• an − bn = (a − b)(an−1 + an−2 b + an−3 b2 + · · · + abn−2 + bn−1 )
• an + bn = (a + b)(an−1 − an−2 b + an−3 b2 − · · · − abn−2 + bn−1 ) quando n-ı́mpar
Identidades trigonométricas
Considerar α, β ∈ R.
cos(−α) = cos α
sen(−α) = −senα
senα · csc α = 1
sen2 α + cos2 α = 1
cos α · sec α = 1
tan2 α + 1 = sec2 α
tan α · cot α = 1
cot2 α + 1 = csc2 α
1 + cos 2α
1 − cos 2α cos2 α =
2
sen α = 2
2
cos 2α = cos2 α − sen2 α
sen2α = 2senα · cos α
cos(α + β) = cos α cos β − senαsenβ
sen(α + β) = senα cos β + senβ cos α
2 tan α
tan α + tan β tan(2α) =
tan(α + β) = 1 − tan2 α
1 − tan α · tan β
1 − cos2α sen2α
2senαsenβ = cos(α − β) − cos(α + β) tan α = =
sen2α 1 + cos 2α
2senα cos β = sen(α+β)+sen(α−β) 2 cos α cos β = cos(α+β)+cos(α−β)
vi 18/11/2022
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Identidades geométricas
l a
l b
A = l2 A=b×a A = πr2
P = 4l P = 2(a + b) P = 2πr
....................................................................................
c c
A a
h A
a
A
A
b b
1 1
c 2 = a2 + b 2 A= b×h A = r2 α
2 2
P =a+b+c P = αr
b
h @
@
@
h B
b 1
A = (B + b)h A = π(R2 − r2 )h
2
A=b×h P = 2π(R + r)
....................................................................................
vii 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
@
l @
h@l
c ppppppp· · · · · · · · · b
@
l
√ a
3 2
A= l
4
√ V =a×b×c V = πr2 h
3
h= l S = 2(a + b)c + 2ab S = 2πrh + 2πr2
2
c
A
Aa
A
A
b
p 1
A = p(p − a)(p − b)(p − c) V = πr2 h
3
a+b+c √ 1
p= S = πr r2 + h2 V = π(R2 + rR + r2 )h
2 3
....................................................................................
Esfera Prisma
4
V = πr3 V =B×h
3
S = 4πr2 B = área da base
viii 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Dx (f + g) = Dx f + Dx g
Dx C = 0
f g · Dx f − f · Dx g
Dx (f · g) = f · Dx g + g · Dx f Dx ( ) =
g g2
Dx f (g(x)) = Dx f (g(x)) · Dx g Dx [f ]n = n · Dx [f ]n−1
Para números na base decimal: an an−1 · · · a1 a0 = 10n an +10n−1 an−1 +· · ·+10a1 +a0
ix 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
K K
Seja K ∈ R, não existem em R: , 00 , .
0 ∞
1 1
No limite: lim = ±∞, lim = 0, lim xx = 1
x→0 x x→±∞ x x→0
Funções Hiperbólicas
ex − e−x 2
1. senhx = 2. cschx =
2 − e−x
ex
e + e−x
x
2
3. cosh x = 4. sechx = x
2 e + e−x
senhx ex − e−x cosh x ex + e−x
5. tghx = = x 6. ctghx = = x
cosh x e + e−x senhx e − e−x
x 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Identidades Básicas
xi 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
xii 18/11/2022
PREFÁCIO
xiii
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
infinitas.
O quarto capı́tulo está reservado para o estudo da transformada de Laplace e suas
aplicações na solução de equações diferenciais lineares de coeficientes constantes, assim
como as propriedades que esta transformada apresenta para a solução de outros problemas.
Os dois últimos capı́tulos são reservados para o estudo das séries e transformada de
Fourier, assim como suas aplicações diversas na solução de equações diferenciais ordinárias.
O objetivo deste trabalho é orientar a metodologia para que o leitor possa identificar
e construir um modelo matemático e logo resolvê-lo.
Cada capı́tulo se inicia com os objetivos que se pretende alcançar; os exercı́cios apre-
sentados em quantidade suficiente, estão classificados de menor a maior dificuldade.
A variedade dos problemas e exercı́cios propostos pretende transmitir minha experi-
ência profissional que assimilei como Consultor em Matemáticas Puras e Aplicadas, assim
como professor de ensino superior, com atuação na graduação e pós-graduação da docência
universitária.
Fico profundamente grato pela acolhida deste trabalho e pelas contribuições e sugestões
dos leitores, em particular a meus alunos do Curso de Engenharia Civil da Universidade
Federal do Tocantins.
Leibniz
xiv 18/11/2022
Capı́tulo 1
Série de potências
Exercı́cios 1-1
Exercı́cio 1.1.1.
+∞
P 1
Mostre que a série p
converge sempre que p > 1 e diverge se 0 ≤ p ≤ 1.
n=1 n
Solução.
+∞ 1
Caso 1: Para o caso p = 1, como foi mostrado no Exemplo 1.31 , esta série
P
n=1 n
diverge.
1
Caso 2: Para o caso p < 0, tem-se p
= nq , onde q = −p > 0. Assim, a sucessão:
n
sn = 1q + 2q + 3q + · · · + nq
não é limitada e, então ela diverge. O mesmo acontece para 0 < p < 1.
Caso 3: Suponhamos o caso p > 1. Observe que:
1
1 11 1 1 1 1
2p < 3p ⇒ p
⇒< p + < p + p = p−1
3 2 2p 3p 2 2 2
2
1 1 1 1 1 1 1 1 2 1
1
+ + + < p + p + p + p = 2 p = p−1
4p 5p 6p 7p 4 4 4 4 4 2
3
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 1
1
+ + +· · ·+ p < p + p + p + p + p + p + p + p = 2 3p = p−1
8p 9p 10p 15 8 8 8 8 8 8 8 8 2 2
1
Livro “Séries e Equações Diferenciais” do mesmo autor
1
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
.. .. ..
. . .
1 1 1
k p
+ k p
+ · · · + k+1 <
(2 ) (2 + 1) (2 − 1)p
k
1 1 1 1 k 1 1
+ + + ··· + k p = 2 = p−1
(2k )p (2k )p (2k )p (2 ) (2k )p 2
| {z }
k-parcelas
2k+1
X 1 −1 k
X 1 n
De onde resulta que: p
< p−1
, quando k → +∞ segue que 2k+1 − 1 →
n=1
n n=1
2
+∞ assim:
+∞ +∞ n
X 1 X 1
≤ (1.1)
n=1
np n=1
2p−1
+∞
X 1
Observe que a série é crescente e limitada, pois a série da parte direita na
n=1
np
∞
2
X 1
desigualdade (1.1) é convergente (Exemplo 1.2) , logo converge.
n=1
np
∞
X 1
Portanto, tem-se dos casos 1, 2 e 3 que a série converge se p > 1 e diverge se
n=1
np
p ≤ 1.
Exercı́cio 1.1.2.
Demonstre a condição de Cauchy: Se {ak }k∈N+ é uma sequência de números reais, a
Xn
série sn = ak é convergente se, para qualquer ε > 0, existe n0 > 0 tal que |sm − sn | < ε
k=1
sempre que m, n > n0 .
Solução.
n
X
Sendo a série sn = ak convergente, então existe S ∈ R tal que lim sn = S logo,
n→+∞
k=1
ε
para todo ε > 0 existe n1 > 0 tal que |sn − S| < sempre que n > n1 .
m
2
X
Seja m ̸= n, sendo a série sm = ak convergente, então existe S ∈ R tal que
k=1
ε
lim sm = S logo, para todo ε > 0 existe n2 > 0 tal que |sm − S| < sempre que
m→+∞ 2
m > n2 .
Seja n0 = max{n1 , n2 } então
ε ε
|sm − sn | = |(sm − S) − (sn − S)| ≤ |sm − S| + |sn − S| < + =ε
2 2
2 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
n
X
Portanto, a série sn = ak é convergente se, para qualquer ε > 0, existe n0 > 0 tal
k=1
que |sm − sn | < ε sempre que m, n > n0 .
Exercı́cio 1.1.3.
√
+∞
P 9 n−1
Determine a convergência das séries: 1. 2
√
n=1 n + 3 n
+∞
P 1 1 n2 +∞
P 1
2. n
1 + 3.
n=1 2 n n=1 (n + 1)Ln(n + 1)
Solução.
+∞ +∞ √
X X 9 n−1
1. Seja an = √ .
n=1 n=1
n2 + 3 n
+∞ +∞ √ +∞
X X n X 1
Consideremos a série bn = = , esta série é p-convergente.
n=1 n=1
n2 n=1
n3/2
√ √
an 9 n − 1 n3/2 9n2 − n3
Como lim = lim 2 √ · = lim 2 √ = 9.
n→∞ bn n→∞ n + 3 n 1 n→∞ n + 3 n
Z+∞
1 +∞
dx = Ln(Ln(x + 1) = +∞
(1 + x)Ln(1 + x) 1
1
Exercı́cio 1.1.4.
Suponhamos temos uma série de termo geral an de modo que an ≥ an+1 para todo
+∞
X +∞
X
+
n ∈ N . Demonstre que a série an converge se, e somente se a série 2n · a2n
n=1 n=1
também converge.
Solução.
3 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
X
Por hipótese a série an converge logo ela limitada.
n=1
2k+1
X−1
Consideremos a soma an = a2k + a2k +1 + a2k +2 + · · · a2k+1 −2 + a2k+1 −1 , ela tem
n=2k
2k somandos.
Como o termo geral da série e tal que an ≥ an+1 para todo n ∈ N+ então a2k+1 −1 ≤
a2i ≤ a2k , i = 1, 2, · · · , k, então
2k+1
X−1
k
2 · a2k+1 ≤ an ≤ 2k · a2k
n=2k
1 k+1
observe que 2k · a2k+1 = ·2 · a2k+1 . Somando em k = 0, ; 1, , · · · k0
2
k0 +1 2 X
0 −1 k +1 k0
1 X k+1
X
· 2 · a2k+1 ≤ an ≤ 2k · a2k (1.2)
2 n=1 n=1 n=0
n n
2j aj aj para todo j ∈ N+ segue em (1.2)
P P
Denotemos sn = e tn =
j=0 j=0
1
(sk +1 − s0 ) ≤ A2k0 +1 −1 − a0 ≤ sk0
2 0
Quando k0 → +∞ segue
+∞ +∞ +∞
1 X n X X
( [2 · a2n ] − s0 ) ≤ an − a0 ≤ 2n · a2n ⇒
2 n=1 n=1 n=0
+∞ +∞ +∞
1 X n X X
( 2 · a2n ≤ an ≤ 2n · a2n
2 n=0 n=0 n=0
+∞
X +∞
X
Portanto, a série an converge se, e somente se a série 2n · a2n também converge.
n=1 n=1
Exercı́cio 1.1.5.
+∞
Y +∞
X
Verificar que o produto infinito (1 + an ) com an > 0 converge sempre an con-
n=0 n=0
verge.
Solução.
x2 xn
Sabe-se que ex = 1 + x + + ... + + . . ., logo 1 + x ≤ ex , ∀ x > 0.
2! n!
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Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
X +∞
X
Assim, como an converge, logo an = M para algum M ∈ R.
n=0 n=0
então, sendo Pn sequência monótona crescente, e limitada, segue que existe L ∈ R tal que
+∞ +∞
P
Y an
(1 + an ) ≤ en=0 =L∈R
n=0
+∞
Y
Portanto, (1 + an ) com an > 0 converge.
n=0
Exercı́cio 1.1.6.
Demonstre que se {an }∈N+ é uma sequência com an ≥ 0 para todo n ∈ N+ , então
+∞
X
a série an é convergente se, e somente se a sequência de somas parciais {sn }∈N+ é
n=1
limitada.
Solução.
n
X +∞
X
Seja a soma parcial sn = ak , como a série ak é convergente então existe S ∈ R
k=1 k=1
tal que lim sn = S então para todo ε > 0 existe n0 > 0 tal que
k→+∞
ε
|snk − L| < para todo nk ≥ n0
2
ε
Sendo nk ≥ n0 e |sn − sm | < para m, n ≥ n0 , obtém-se da desigualdade (1.3) que
2
5 18/11/2022
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ε ε
|sn − L| < + = ε para todo n ≥ n0 .
2 2
Logo, {sn } converge para o valor aderente L.
Assim, a sucessão {sn } de Cauchy é convergente.
+∞
X
Portanto, a série an é convergente.
n=1
Exercı́cio 1.1.7.
+∞
X +∞
X
Sejam an e bn duas séries numéricas e α ∈ R. Mostre o seguinte:
n=1 n=1
+∞
X +∞
X +∞
X +∞
X
1. Se as séries an e bn são convergentes, então (an + bn ) e α · an também
n=1 n=1 n=1 n=1
convergem.
+∞
X +∞
X +∞
X
2. Se an e convergente e bn é divergente, a série (an + bn ) diverge.
n=1 n=1 n=1
+∞
X +∞
X
3. Se an é divergente e α ̸= 0, então a série α · an é também divergente.
n=1 n=1
Solução.
Denotamos como {sn }, {tn }, {un } e {vn } as sequências de somas parciais das séries:
+∞
X +∞ +∞ +∞
P P P
an , bn , (an + bn ) e α · an respectivamente, temos un = sn + tn e vn = α · sn .
n=1 n=1 n=1 n=1
+∞
X +∞
X +∞
X +∞
X
Portanto, se as séries an e bn são convergentes, então (an +bn ) e α·an
n=1 n=1 n=1 n=1
também convergem.
2. Pelo absurdo.
+∞
P
Suponhamos que a série (an + bn ) seja convergente, então a sequência {un }
n=1
é convergente e, por conseguinte, a sequência {tn } também é convergente, pois
tn = un − sn .
+∞
P
Logo a série bn é convergente. Isto é contradição com a hipótese.
n=1
+∞
P
Portanto, a série (an + bn ) diverge.
n=1
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Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
3. Pelo absurdo.
+∞
P
Suponhamos que a série α · an seja convergente, então a sequência {vn } é
n=1
convergente e, por conseguinte, a sequência {sn } também é convergente, pois sn =
1
· vn .
α
+∞
P
Logo a série sn é convergente. Isto é contradição com a hipótese.
n=1
+∞
P
Portanto, a série α · an diverge.
n=1
Exercı́cio 1.1.8.
+∞
X +∞
X
Critério de comparação: Sejam an e bn duas séries de termos positivos.
n=1 n=1
Demonstre o seguinte:
+∞
X +∞
X
+
1. Se a série bn converge e an ≤ bn ∀ n ∈ N , então a série an também
n=1 n=1
converge.
+∞
X +∞
X
2. Se a série an diverge e an ≤ bn ∀ n ∈ N+ , então a série bn também diverge.
n=1 n=1
Solução.
+∞
X
1. Sendo bn série de termos positivos e convergente, então existe M ∈ R tal que
n=1
+∞
X
0≤ bn ≤ M para todo n ∈ N.
n=1
+∞
X
Sendo an também de termos positivos e an ≤ bn então
n=1
+∞
X +∞
X
0≤ an ≤ bn ≤ M, ∀n∈N
n=1 n=1
+∞
X +∞
X
assim, an é limitada e pelo Exercı́cio (1.1.6) segue que a série an também
n=1 n=1
converge.
+∞
X
2. Sendo a série an divergente e de termos positivos, ela e limitada inferiormente, isto
n=1
+∞
X
é 0 ≤ an = ∞ . Da hipótese an ≤ bn , ∀ n ∈ N segue
n=1
+∞
X +∞
X
0≤ an ≤ bn = ∞
n=1 n=1
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Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
P
Portanto a série bn é divergente.
n=1
Exercı́cio 1.1.9.
+∞
X
Demonstre que, se a série an é absolutamente convergente, então ela é convergente
n=1
X+∞ X +∞
e: an ≤ |an |.
n=1 n=1
Solução.
∞
an uma série absolutamente convergente, para cada n ∈ N+ , seja bn = |an |−an .
P
Seja
n=1
∞
P
Por hipótese, a série |an | é convergente, além disso como:
n=1
para todo n ∈ N+ .
∞
P ∞
P
Então a série bn é dominada pela série 2|an | que é convergente, logo a série
n=1 n=1
∞
P
bn é convergente.
n=1
∞
P
Porém, an = |an | − bn isto é, podemos obter a série an como diferença de séries
n=1
convergentes.
∞
P
Assim, a série an é convergente.
n=1
Por outro lado, da desigualdade triangular segue:
X+∞ +∞
X
an = |a1 + a2 + a3 + a4 + · · · | ≤ |a1 | + |a2 | + |a3 | + |a4 | + · · · | ≤ |an |
n=1 n=1
Exercı́cio 1.1.10.
+∞
X +∞
X
Sejam an e bn séries absolutamente convergentes, demonstre o seguinte:
n=1 n=1
+∞
X
1. A série an bn é absolutamente convergente.
n=1
+∞ +∞
X +∞
X
P
2. O produto cn das séries an e bn é absolutamente convergente, e:
n=1 n=1 n=1
+∞
X +∞
X +∞
X
cn = an an
n=1 n=1 n=1
Solução.
8 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 1.1.11.
+∞
X +∞
X
Sejam an tais que bn duas séries e |an | ≤ K|bn |, ∀ n ∈ N+ , K > 0:
n=1 n=1
+∞
X +∞
X
1. Se a série bn é absolutamente convergente, então a série an também é
n=1 n=1
absolutamente convergente.
+∞
X +∞
X
2. Se a série an não é absolutamente convergente, então a série bn não é
n=1 n=1
absolutamente convergente.
Solução.
+∞
X +∞
X
1. Como bn é série absolutamente convergente, então |bn | é série convergente,
n=1 n=1
+∞
X
assim existe M ∈ R tal que |bn | ≤ M . Por outro lado
n=1
+∞
X +∞
X
|an | ≤ K|bn | ⇒ |an | ≤ K|bn | ≤ KM, ∀ n ∈ N+ , K>0
n=1 n=1
+∞
X
Assim, |an | é série convergente.
n=1
+∞
X
Portanto, a série an também é absolutamente convergente.
n=1
+∞
X
2. Sejam as proposições p : a série bn é absolutamente convergente, e q : a série
n=1
+∞
X
an é absolutamente convergente.
n=1
Exercı́cio 1.1.12.
9 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
X
Demonstre que uma série alternada (−1)n+1 an é absolutamente convergente, se
n=1
+∞
X
an for convergente.
n=1
Demonstração.
Por contradição.
+∞
X
Por hipótese, a série an é convergente.
n=1
+∞
X
Suponhamos que a série an seja divergente então
n=1
+∞
X +∞
X +∞
X
an ≤ |an | =≤ |(−1)n+1 an |
n=1 n=1 n=1
+∞
X
é divergente, isto é, série |(−1)n+1 an | é seja divergente.
n=1
+∞
X
Portanto, a série a série alternada (−1)n+1 an não é absolutamente convergente,
n=1
Exercı́cio 1.1.13.
∞
(−1)n+1 an
P
Seja {an } uma sucessão decrescente que converge para zero. Então a série
n=1
é convergente.
Demonstração.
encontra-se:
Uma sucessão de termos de ı́ndice ı́mpar.
s 1 = a1
s3 = a1 − (a2 − a3 )
s5 = a1 − (a2 − a3 ) − (a4 − a5 )
..
.
s2p+1 = a1 − (a2 − a3 ) − (a4 − a5 ) − · · · (a2p − a2p+1 )
Uma sucessão de termos de ı́ndice par. s2 = a1 − a2
s4 = (a1 − a2 ) + (a3 − a4 )
s6 = (a1 − a2 ) + (a3 − a4 ) + (a5 − a6 )
10 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
..
.
s2p = (a1 − a2 ) + (a3 − a4 ) + (a5 − a6 ) + · · · (a2p−1 − a2p )
Sendo {an } decrescente, tem-se an ≥ an+1 para todo n ∈ N+ , logo:
s1 ≥ s2 ≥ s3 ≥ · · · ≥ s2p+1 ≥ · · · e s2 ≤ s4 ≤ s6 ≤ · · · ≤ s2p ≤ · · ·
isto é, {s2p+1 } é decrescente e é {s2p } é crescente, além disso s2p+1 − s2p = a2p+1 .
Mas por hipótese {an } converge para zero, logo para cada ε > 0 existe p0 = p0 (ε) ∈ N+
tal que:
s2p+1 − s2p = a2p+1 < ε para todo p ≥ p0
Resulta que as classes de números reais s2p e s2p+1 são contı́guas3 . Assim, elas definem
um único número real S tal que:
" n
# ∞
X X
p+1
S = lim sn = lim (−1) ap = (−1)n+1 an
n→∞ n→∞
p=1 n=1
∞
(−1)n+1 an é convergente.
P
Portanto, a série
n=1
Exercı́cio 1.1.14.
+∞
X
Critério de Leibniz: Seja a série alternada S= (−1)n+1 an uma série de termos
n=1
alternados, com an ≥ 0 ∀n ∈ N. Demonstre que esta série converge se satisfaz as
condições:
1. {an }n∈N+ é decrescente. 2. lim an = 0.
n→+∞
Solução.
Sn = a1 − a2 + a3 − a4 + a5 − a6 + · · · + an
11 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Se continuarmos este processo, obteremos: S2 < S4 < S6 < S5 < S3 < S1 e logo após:
Garantindo que Si = Sp = S.
Portanto, a série estudada converge.
Exercı́cio 1.1.15.
+
an+1
̸ 0 para todo n ∈ N e suponhamos que lim
Critério D’Alembert’s: Seja an = =
n→+∞ an
r ∈ R. Demonstre o seguinte:
+∞
X
1. Se r < 1, a série an é absolutamente convergente.
n=1
+∞
X
2. Se r > 1, a série an diverge.
n=1
Solução.
= r ∈ R então podemos supor |an+1 | ≤ r < 1, para n ≥ n0 , assim
an+1
1. Como lim
n→+∞ an |an |
|an+1 |
≤r<1 ⇒ |an+1 | ≤ r|an | ≤ r(r|an−1 |) ≤ · · · ≤ rn |a1 |
|an |
+∞
X +∞
X +∞
X
n
|an | ≤ r · |a1 | = |a1 | · rn
n=1 n=1 n=1
+∞
X
Isto é, como r < 1 a série |an | é estritamente decrescente, limitada inferiormente
n=1
+∞
X
pelo zero, e superiormente pelo limite da série geométrica convergente |a1 | · rn .
n=1
12 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
P
Portanto, se r < 1, para n ≥ n0 a série an converge absolutamente.
n=1
an+1
2. Como lim = r ∈ R então podemos supor an+1 ≥ r > 1, para n ≥ n0 ,
n→+∞ an an
∞
P
então an+1 > ran , logo a an série é crescente. de modo análogo à primeira parte
n=1
obtém-se que:
+∞
X +∞
X +∞
X
n n
r · a1 = a1 · r ≤ an
n=1 n=1 n=1
+∞
P
isto é, a série an é crescente não limitada superiormente, logo ela diverge.
n=1
∞
X
Portanto, se r > 1, para n ≥ n0 a série an diverge.
n=1
Exercı́cio 1.1.16.
p
Critério de Cauchy: Suponhamos que lim n
|an | = r ∈ R. Demonstre o seguinte:
n→+∞
+∞
X
1. Se r < 1, a série an é absolutamente convergente.
n=1
+∞
X
2. Se r > 1, a série an diverge.
n=1
Solução.
p p
1. Como lim n
|an | = r ∈ R então sendo n |an | ≤ r < 1, para n ≥ n0 , então |an | ≤
n→+∞
∞ ∞
n
rn .
P P
r < 1, logo |an | ≤
n=1 n=1
Sendo uma série de termos positivos dominada por uma série geométrica de razão
r < 1.
∞
P
Consequentemente a série an converge absolutamente.
n=1
Exercı́cio 1.1.17.
Consideremos a função f : [1, +∞) −→ R contı́nua e suponhamos que f (x) seja não
Z+∞
negativa e monótona decrescente. Demonstre que, se a integral f (x)dx converge, então
1
+∞
X Z+∞ +∞
X Z+∞
a série f (n) converge, e: f (x)dx ≤ f (n) ≤ f (1) + f (x)dx.
n=1 1 n=1 1
Demonstração.
13 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Zt
F (t) = f (x)dx para t ∈ [1, +∞)
1
como f (x) é contı́nua, pelo Teorema do Valor Médio para Integrais existe α ∈ R tal que
Zk+1
f (x)dx = [(k + 1) − k]f (α) = f (α) sendo que α ∈ (k, k + 1); isto é k < α < k + 1.
k
Zk+1
0 ≤ f (k + 1) ≤ f (x)dx ≤ f (k)
k
n+1
Z
+
para k ∈ N . Assim obtemos para a integral F (n + 1) = f (x)dx
1
Z2 Z3 Z4 n+1
Z
F (n + 1) = f (x)dx + f (x)dx + f (x)dx + · · · + f (x)dx ≤
1 2 3 n
De onde:
F (n + 1) ≤ sn ≤ f (1) + F (n) para n ∈ N+ (1.4)
Z+∞
Por hipótese a integral f (x)dx seja convergente. Como F (x) é decrescente, temos
1
em (1.4) que:
Z+∞
sn ≤ f (1) + F (n) ≤ f (1) + lim F (n) ≤ f (1) + f (x)dx
n→+∞
1
para todo n ∈ N+ . Assim a sequência de somas parciais {sn } é limitada e, sendo monótona,
+∞
P
segue que a série f (n) é convergente.
n=1
14 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z+∞ +∞
X
Portanto, se a integral f (x)dx converge, então a série f (n) converge, e tem-se
1 n=1
Z+∞ +∞
X Z+∞
que : f (x)dx ≤ f (n) ≤ f (1) + f (x)dx.
1 n=1 1
Exercı́cio 1.1.18.
Consideremos a função f : [1, +∞) −→ R contı́nua e suponhamos que f seja não
negativa e monótona decrescente; isto é:
1. f (x) ≥ 0, ∀ x ≥ 1. 2. f (x) ≥ f (y), sempre que 1 ≤ x ≤ y.
+∞
X
Nessas condições, demonstre que a série f (n) é convergente se e somente se, a
n=1
Z+∞
integral f (n) for convergente.
n=1
Solução.
+∞
P
Por hipótese tem-se que a série f (n) é convergente então existe N ∈ R tal que
n=1
sn ≤ N para todo n ∈ N+ .
Da equação (1.4) segue F (n + 1) ≤ N para todo n ∈ N+ .
Como F (t) é decrescente, isto implica que F (t) ≤ N para todo t ∈ [1, +∞). Sendo
Z+∞
f (x) positivo, deduzimos de (1.4) que a integral imprópria f (x)dx converge. ■
1
Exercı́cio 1.1.19.
+∞
X +∞
X
Critério de comparação no limite: Sejam an e bn duas séries de termos
n=1 n=1
an
positivos e seja L = lim .
n→+∞ bn
+∞
X +∞
X
1. Se L > 0, então as séries an e bn são ambas convergentes ou ambas divergentes.
n=1 n=1
+∞
X +∞
X
2. Se L = 0 e bn converge, então an também converge.
n=1 n=1
+∞
X +∞
X
3. Se L = +∞ e bn diverge, então an também diverge.
n=1 n=1
Solução.
15 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
an
1. Sejam m, M ∈ R tais que m ≤ L ≤ M . como existe o limite L = lim então
n→+∞ bn
an
existe um N ∈ N tal que m ≤ ≤ M para todo n ≥ N . Logo
bn
+∞
X +∞
X
Se bn for divergente, então de (1.5) m · bn também é divergente, e pelo
n=1 n=1
+∞
X
critério de comparação (Propriedade 1.8) a série an também diverge.
n=1
+∞
X +∞
X
Se bn for convergente, então de (1.5) M · bn também é convergente, e pelo
n=1 n=1
+∞
X
critério de comparação (Propriedade 1.8) a série an também converge.
n=1
+∞
X +∞
X
2. Se L = 0 e bn converge, lógico bn cresce mais rapidamente que an , e a série M ·bn
n=1 n=1
também e convergente, logo de (1.5) pelo critério de comparação (Propriedade 1.8)
+∞
X
a série an também converge.
n=1
+∞
X +∞
X
3. Se L = +∞ e bn diverge, lógico an cresce mais rapidamente que bn e m · bn
n=1 n=1
também é divergente. De (1.5) pelo critério de comparação (Propriedade 1.8) a série
+∞
X
an também diverge.
n=1
Exercı́cio 1.1.20.
Determine os intervalos de convergência para as seguintes séries de potências:
8 32 128 7 x x2 x3 x4
1. 2x + x3 + x5 + x + ··· 2. + + 2 + 3 + ···
3 5 7 1·2 2·3 2 ·4 2 ·5
x2 x4 x6
3. 1− + − + ···
22 22 42 22 42 62
Solução.
∞
X 22n+1 2n+1
1. Temos o desenvolvimento da série f (x) = x . Para calcular seu raio
n=0
2n + 1
de convergência
2n+3
1 an+1 1 2 2n+3 2n + 1
= lim ⇒ = lim x · 2n+1 2n+1 = 4|x|2 < 1
r n→∞ an r n→∞ 2n + 3 2 x
16 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
assim, 4|x|2 < 1 ⇒ |x| < =r
2
1
Portanto, o intervalo de convergência é |x| < .
2
∞
X xn
2. Podemos escrever a série na forma f (x) = . Para calcular seu raio
n=1
2n−1 (n + 1)
de convergência
n+1 n
1 an+1 1 x 2 (n + 1) |x|
= lim ⇒ = lim n+1 · = <1
r n→∞ an r n→∞ 2 (n + 2) xn 2
(−1)n+1 x2n+2 2n 2 2
1 = |x| · 0 < 1
an+1 2 (n!)
= lim ⇒ lim 2n+2 ·
r n→∞ an n→∞ 2 ((n + 1)!)2 (−1)n x2n 22
Exercı́cio 1.1.21.
Calcule o raio de convergência das seguintes séries de potências:
+∞ +∞
X n 2n−1 n X 1 · 3 · 5 · · · (2n − 1) 2n
1. x 2. (−1)n x
n=1
2n + 1 n=1
2 · 4 · 6 · · · (2n)
+∞
X 1 n2
3. 1+ (x − 1)n 4.
n=1
n
Solução.
+∞
X n 2n−1 n
1. x
n=1
2n + 1
n 2n−1
Temos an = , logo aplicando o critério de Cauchy
2n + 1
√
r
n 2n−1 n 2 r 2n + 1
n n
n
an = =
2n + 1 2n + 1 n
17 18/11/2022
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1 √ n 2 r 2n + 1
n 1
Como = lim n an = lim = 4
⇒ r = 4.
r n→∞ n→∞ 2n + 1 n
Portanto, o raio de convergência é r = 4.
+∞
X 1 · 3 · 5 · · · (2n − 1) 2n
2. (−1)n x
n=1
2 · 4 · 6 · · · (2n)
(−1)n (2n − 1)!
Temos an = , logo
(2n)!
1 √
Como = lim n an = e ⇒ r = e−1 .
r n→∞
Portanto, o raio de convergência é r = e−1
Exercı́cio 1.1.22.
Encontre a região de convergência das seguintes séries de potências:
+∞ +∞ +∞
X (x − 3)n X (n + 1)5 2n
X n h x in
1. 2. x 3.
n=1
n · 5n n=0
2n + 1 n=1
n+1 2
+∞ +∞ +∞
X x2n−1 X 2n xn X (x + 2)n
4. (−1)n+1 5. 6.
n=1
(2n − 1)! n=1
n2 n=1
Ln(n + 1)
+∞ +∞ +∞
X Lnn X X 1
7. (x − 5)n 8. n! · xn 9.
n=1
n+1 n=1 n=1
1 + x2n
Solução.
+∞
X (x − 3)n
1. Dada a série , temos
n=1
n · 5n
(x − 3)n+1 n
1 an+1 n · 5 = 1 |x − 3| < 1
= lim ⇒ lim ·
r n→+∞ an n→+∞ (n + 1) · 5n+1 (x − 3)n 5
18 18/11/2022
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∞ (x − 3)n
P P (−1)n
+∞
Quando x = −2, em n
temos a série alternada , ela converge
n=1 n · 5 n=1 n
pelo teste da série alternada.
(n + 2)5 x2n+2
1 an+1 (2n + 1)
= 1 · |x|2 < 1
= lim ⇒ lim · 5 2n
⇒
r n→+∞ an n→+∞ (2n + 3) (n + 1) x
n + 1 h x in+1 n + 1 2 n 1
1 an+1
= lim ⇒ lim · = · |x| < 1 ⇒
r n→+∞ an n→+∞ n + 2 2 n x 2
19 18/11/2022
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1 1 1 1
r= , |x| < ⇔ − <x<
2 2 2 2
Quando:
∞ (−1)n ∞ 1
1 X 2n · 2n 1 X 2n · 2n
x=− ⇒ 2
< +∞; x= ⇒ < ∞;
2 n=1
n 2 n=1
n2
1 1 1
Portanto, r = e o intervalo de convergência é [− , ]
2 2 2
+∞
X (x + 2)n
6. Dada a série , temos
n=1
Ln(n + 1)
Resposta r = 1, e o intervalo de convergência é [−3, −1)
+∞
X Lnn
7. Dada a série (x − 5)n , temos
n=1
n + 1
(x − 5)n+1 Ln(n + 1)
1 an+1 n + 1 = |x − 5| 1 < 1
= lim ⇒ lim ·
r n→+∞ an n→∞ n+2 (x − 5)n Lnn 1
r = 1, |x − 5| < 1 ⇔ 4<x<6
(n + 1)! · xn+1
1 an+1
= lim ⇒ lim = |x| lim n + 1 = |x| · ∞ < 1
r n→∞ an n→∞ n! · xn n→∞
20 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 1.1.23.
+∞
P (n!)2 n
Determine o maior intervalo aberto em que a série x é convergente.
n=1 (2n)!
Solução.
+∞
X (n!)2 n
Temos a série x , logo ,
n=1
(2n)!
Quando:
+∞ +∞ n
(−1)n (n!)2 n 4 (n!)2
X X
x = −4 ⇒ (2n)! 4 = +∞ e x = 4
⇒ = +∞
n=1 n=1
(2n)!
Exercı́cio 1.1.24.
+∞ n + 1 n
· (x − 2)n
P
Determine a convergência da série
n=1 2n + 1
Solução.
n + 1 n
Temos an = . Para achar o raio de convergência, consideremos
2n + 1
r
−1 n + 1 n n+1 1
r = lim n = lim =
n→∞ 2n + 1 n→∞ 2n + 1 2
+∞ +∞
X n + 1 n n 1 X 1 n
·2 = 1+
n=1
2n + 1 2 n=1 2n + 1
1 n √
como lim 1 + = e ̸= 0. Portanto, para x = 4 a série dada diverge.
n→∞ 2n + 1
O mesmo acontece quando x = 0.
Portanto, a série dada converge em (0, 4)
Exercı́cio 1.1.25.
+∞
P x2
Mostre que a série 2 n
é convergente em R.
n=1 (1 + x )
Solução.
21 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
X x2
Temos a série , logo ,
n=1
(1 + x2 )n
x2 (1 + x2 )n
1 an+1 1
= lim ⇒ lim
2 n+1
· 2
= <1 ⇒
r n→+∞ an n→+∞ (1 + x ) x 1 + x2
22 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cios 1-2
Exercı́cio 1.2.1.
∞ an+1
xn+1 ; com a ∈ R+ :
P
Considere a série de potências
n=0 n + 1
2. Considere a série numérica que se obtém fazendo x = −3. Justifique que existe um
único valor de a para o qual a série numérica correspondente é simplesmente con-
vergente e determine-o.
Solução.
Exercı́cio 1.2.2.
∞
X
Demonstre que o raio de convergência r de uma série de potências ak (x − c)kn
k=0
é dado por:
s
ak+1
r −1
= n
lim desde que o limite exista ou seja zero.
k→∞ ak
1
r−1 = lim sup.|ak | kn desde que o limite exista ou seja zero.
k→∞
Além disso,
3. Se r ∈ (0, +∞) então a série converge pelo menos para todos os valores de x ∈ (c −
r, c + r).
Solução.
s
−1 n
ak+1
Observe, de r = lim ⇒
k→∞ ak
s s
(k+1)n
n
a k+1 (x − c) n
= |x − c| lim
ak+1
= |x − c| · r−1
lim kn
k→∞ ak (x − c) k→∞ ak
23 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 1.2.3.
∞
X xk+3
Considere a série de potências
k=1
k+3
Solução.
k+4
1 ak+1 x k + 3
1. Tem-se = lim ⇒ lim · k+3 = |x| · 1 < 1 ⇒
r k→∞ ak k→∞ k + 4 x
∞
X
f ′ (x) = x3 + x4 + x5 + . . . + xk + . . . = xk+2
k=1
∞ x3
Sendo a série geométrica, sabemos que f ′ (x) = x3 · xk−1 =
P
sempre que
k=1 1−x
|x| < 1.
24 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
x3 x3
Z Z
′ 1
3. Sendo f (x) = ⇒ f (x) = dx = − [x2 + x + 1 + ]dx
1−x 1−x x−1
x3 x2
Portanto, f (x) = − − − x − Ln|x − 1| sempre que |x| < 1.
3 2
Exercı́cio 1.2.4.
Determine o intervalo de convergência das seguintes séries de potências e estude a sua
natureza nos extremos daquele intervalo:
+∞ +∞ +∞
X xn X 2n xn X
1. √ 2. 3. [2 + (−1)n ]2n (x + 1)n
n=1
2n + n n=1
1 + 2n n=1
+∞ +∞ +∞
X (x − 3)n X (x − 1)n X (−1)n (n + 1)!
4. √ 5. 6. xn+1
n=1
n n=1
1 + n2 n=1
2 × 4 × 6 × · · · × (2n)
+∞ +∞ +∞
X (x + 5)n X (x + 3) 2n X (−1)n
7. 8. 9. (x − 1)n
n=1
5n+1 n=1
(n + 1)4n n=1
(2n + 1)!
+∞ +∞ +∞
X (3x − 1)n X nx X cos nx
10. 11. 12.
n=1
32n n=1
enx n=1
enx
Solução.
+∞
P xn
1. √
n=1 2n + n
k+1
√
1 ak+1
x 2k + k
Tem-se = lim = lim √ · = |x| · 1 < 1 ⇒
r k→∞ ak k→∞ 2(k + 1) + k+1 xk
r = 1, |x| < 1 ⇔ −1 < x < 1
√
1 1 2k + k
Se x = 1 ⇒ = lim √ · = 1 diverge.
r k→∞ 2(k + 1) + k + 1 1
Portanto, a série é convergente no intervalo (−1, 1), simplesmente convergente em
−1 e divergente em 1.
+∞
P 2n xn
2. n
n=1 1 + 2
k+1 k+1
1 + 2k
1 ak+1 2 x
Tem-se = lim
= lim
· k k = |x| · 1 < 1 ⇒ r =
r k→∞ ak k→∞ 1 + 2k+1 2 x
1, |x| < 1 ⇔ −1 < x < 1
k+1
1 + 2k
1 2
Se x = ±1 ⇒ = lim · = 1 diverge.
r k→∞ 1 + 2k+1 2k
Portanto, a série é convergente no intervalo (−1, 1), diverge nos extremos ±1.
+∞ +∞
[2 + (−1)n ]2n (x + 1)n = [5 + 4(−1)n ]n (x + 1)n
P P
3.
n=1 n=1
25 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 p p
Tem-se = lim n |an | = |x + 1| lim n |5 + 4(−1)n+1 |n ≤ 9|x + 1| < 1
r n→∞ n→∞
1 1 10 8
Logo r = e |x + 1| < ⇒ − <x<−
9 9 9 9
10 8
Portanto, a série é convergente no intervalo (− , − ), e diverge nos extremos.
9 9
+∞
P (x − 3)n
4. √
n=1 n
Resposta:4. (2, 4) simplesmente convergente em 2, divergente em 4,
+∞
P (x − 1)n
5. 2
n=1 1 + n
Resposta:5. (0, 2), absolutamente convergente nos extremos ,
(−1)n (n + 1)!
+∞ 1 a
k+1
xn+1 . Tem-se
P
6. = lim ⇒
n=1 2 × 4 × 6 × · · · × (2n) r k→∞ ak
n+1
1 (−1) (n + 2)! n+2 2 × 4 × 6 × · · · × (2n) 1
= lim x · = |x| ·
2
<
r k→∞ 2 × 4 × 6 × · · · × (2n)(2n + 2) (−1)n (n + 1)!xn+1
1 ⇒ r = 2, |x| < 2 ⇔ −2 < x < 2
1 ak+1
Se x = ±2 ⇒ = lim = 1 diverge.
r k→∞ ak
Portanto, a série é convergente no intervalo (−2, 2), diverge nos extremos ±2.
+∞
P (x + 5)n
7.
n=1 5n+1
Resposta:7. (−10, 0), divergente nos extremos ,
+∞
P (x + 3)2n
8. n
n=1 (n + 1)4
r
1 p 1 2 1 1
Tem-se = lim n
|an | = |x + 3| lim n ≤ |x + 3|2 < 1
r n→∞ 4 n→∞ n+1 4
√
Logo r = 4 e |x + 3| < 2 ⇒ −5 < x < −1
Portanto, a série é convergente no intervalo (−5, −1), e diverge nos extremos.
+∞ (−1)n
(x − 1)n
P
9.
n=1 (2n + 1)!
Resposta:9.(−∞, +∞) ,
+∞
P (3x − 1)n
10.
n=1 32n
8 10
Resposta: 10. (− , ) divergente nos extremos
3 3
+∞
P nx
11. nx
n=1 e
Resposta: x ≥ 0
26 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
P cos nx
12. nx
n=1 e
Resposta: x > 0
Exercı́cio 1.2.5.
Determine uma série de potências de x + 1 para a função f (x) = e2x , e uma série de
potências de x − 1 para a função g(x) = Lnx.
Solução.
• Suponhamos que f (x) tenha uma representação em série de potências de x + 1.
P∞
n f (n) (c)
Logo, de f (x) = an (x − c) , onde an = onde c = −1, e temos
n=0 n!
f ′ (x) = 2e2x , f ′′ (x) = 22 e2x , f ′′′ (x) = 23 e2x , f ′ v(x) = 24 e2x , · · · f (n) (x) = 2n e2x
1 1 2 3! (−1)n (n − 1)!
g ′ (x) = , g ′′ (x) = − , g ′′′ (x) = , g ′ v(x) = − ,··· , g (n) (x) =
x x2 x3 x4 xn
27 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
"∞ # " +∞ #
2
5 X x k 1 X
f (x) = · (−1)k − · (x2 )k ; |x2 | < 1 ⇒
6 k=0 2 3 k=0
+∞
1 X 5(−1)k
f (x) = k+1
− 1· x2k ; |x2 | < 1; r=1
3 k=0 2
Exercı́cio 1.2.7.
x+2
Desenvolver em séries de potências de x a fração f (x) =
x2 +x+1
Solução.
x+2 x2 + x − 2 x2 x 1
f (x) = 2
= 3
= 3
+ 3 −2 3
x +x+1 x −1 x −1 x −1 x −1
1 2 1 1
f (x) = 2 −x −x (1.7)
1 − x3 1 − x3 1 − x3
+∞ +∞
X 1 n 1 X
Lembre se |z| < 1, da soma z = segue 3
= x3n , logo em (1.7)
n=0
1 − z 1 − x n=0
+∞
1X
Portanto, f (x) = an xn onde an = 2 se n = 3k, an = 1 se n = 3k ± 1 onde
3 n=0
k ∈ Z+ , r = 1.
Exercı́cio 1.2.8.
Desenvolva em série de potências de x as seguintes funções:
1 1
1. f (x) = 2. f (x) = 3. f (x) = arctan x
(1 + x)2 (x − 1)(x − 2)
r
1−x 1 2x
4. f (x) = Ln 5. f (x) = 6. f (x) =
1+x (1 − x)2 (1 − 2x)2
Solução.
1
1. f (x) =
(1 + x)2
28 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
X 1
Sabemos que xk = |x| < 1 então
k=0
1−x
+∞ +∞
X
k
X 1
g(x) = (−x) = (−1)k xk =
k=0 k=0
1+x
+∞ +∞
′
X
k k−1 1 1 X
assim g (x) = (−1) kx =− ⇒ =− (−1)k kxk−1 .
k=0
(1 + x)2 (1 + x)2 k=0
+∞
X
Portanto, f (x) = k(−1)k+1 xk−1 sempre que |x| < 1.
k=0
1 1 1 1 1 1
2. f (x) = = − = − · x ⇒
(x − 1)(x − 2) 1−x 2−x 1−x 2 1− 2
+∞ +∞
X 1 X x n
n |x|
f (x) = x − . |x| < 1 ∧ <1
n=0
2 n=0 2 2
+∞
X 1
Portanto, f (x) = 1− xn sempre que |x| < 1.
n=0
2n+1
3. f (x) = arctan x
+∞ +∞
X
n 1 X 1
Sabemos que x = |x| < 1 ⇒ (−x2 )n = , assim
n=0
1−x n=0
1 − (−x2 )
+∞ Z +∞
Z X
X
n 2n 1 1
(−1) x = ⇒ dx = (−1)n x2n dx ⇒
n=0
1 + x2 1 + x2 n=0
+∞
X 1
Portanto, f (x) = arctan x = (−1)n x2n+1 sempre que |x| < 1.
n=0
2n + 1
r
1−x
4. f (x) = Ln
1+x
+∞ +∞
X
n
X 1 1
Sabemos que x + (−x)n = + , |x| < 1
n=0 n=0
1−x 1+x
Z h Z X∞ +∞
Z X
1 1 i n n
+ dx = [1 + (−1) ]x dx = 2 x2n dx
1−x 1+x n=0 n=0
+∞
X 1
⇒ −Ln(1 − x) + Ln(1 + x) = 2 x2n+1 ⇒
n=0
2n + 1
29 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
1 1−x X 1
Ln =− x2n+1
2 1+x n=0
2n + 1
r +∞
1−x X 1
Portanto, f (x) = Ln =− x2n+1 sempre que |x| < 1.
1+x n=0
2n + 1
1
5. f (x) =
(1 − x)2
+∞
X 1
Sabemos que g(x) = xn = |x| < 1 ⇒
n=0
1−x
+∞ +∞
X 1 1 X
g ′ (x) = nxn−1 = ⇒ = nxn−1
n=0
(1 − x)2 (1 − x)2 n=0
+∞
X
Portanto, f (x) = nxn−1 sempre que |x| < 1.
n=0
2x
6. f (x) =
(1 − 2x)2
Podemos escrever
1 1 − 2x 1 d 1 1
f (x) = 2
− 2
= − ⇒
(1 − 2x) (1 − 2x) 2 dx (1 − 2x) (1 − 2x)
" +∞ # +∞
1 d X X
f (x) = (2x)n − (2x)n , se |2x| < 1 ⇒
2 dx n=0 n=0
+∞
X +∞
X
f (x) = n(2x)n−1 − (2x)n , se |2x| < 1 ⇒
n=1 n=0
+∞
X +∞
X +∞
X
n n
f (x) = (n + 1)(2x) − (2x) = n(2x)n , se |2x| < 1
n=0 n=0 n=0
+∞ 1
n(2x)n se |x| < .
P
Portanto, f (x) =
n=0 2
Exercı́cio 1.2.9.
1
Seja f (x) = .
1−x
1. Desenvolva em série de potências de x a função x · f ′ (x), indicando o respectivo
intervalo de convergência.
+∞
X k
2. Utilize o desenvolvimento obtido em 1. para mostrar que k
= 2.
k=1
2
30 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Solução. 1.
+∞
" +∞ # ∞ +∞
X
n d X n X
n
X
F (x) = − x + x =− x + nxn−1 ; |x| < 1
n=0
dx n=0 n=0 n=1
∞
X +∞
X +∞
X
n n
F (x) = − x + (n + 1)x = nxn ; |x| < 1
n=0 n=0 n=0
Solução. 2.
+∞ +∞
1 X
n 1 X k
Pela parte (1.) temos x· 2
= nx quando x = segue = 2 onde
(1 − x) n=0
2 k=1
2k
|x| < 1.
Exercı́cio 1.2.10.
Diga, justificando, se são verdadeiras ou falsas as seguintes proposições:
+∞ +∞
ak xk tem raio de convergência 1/2 ; então
P P
1. Se ak é convergente.
k=1 k=1
+∞
ak xk tem raio de convergência 2; então lim ak = 0.
P
2. Se
k=1 k→+∞
Solução.
1. Falso
ak+1 xk+1
1 1 = |x| · lim ak+1 < 1
Como = = 2 = lim
k
r 1/2 k→∞ ak x k→∞ ak
ak+1 +∞
P
Logo lim = 2, então pelo critério d’Alembert, ak é divergente.
k→∞ ak k=1
2. Verdadeira
ak+1 xk+1
1 1 = |x| · lim ak+1 < 1
Como = = lim
r 2 k→∞ ak x k k→∞ ak
ak+1 +∞
P
Logo lim = 2, então pelo critério d’Alembert, ak é convergente.
k→∞ ak k=1
Portanto, lim ak = 0.
k→+∞
Exercı́cio 1.2.11.
Estude, para os diferentes valores de x, a natureza das séries:
+∞ +∞ +∞
X (x − 4)k X xk X cos(nx)
1. 2. 3.
k=1
(k + 1)3k+1 k=1
k(k + 2)2k k=1
enx
Solução.
31 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 1 ak+1
1. Temos ak = , logo como = lim
⇒
(k + 1)3k+1 r n→∞ ak
(x − 4)k+1 (k + 1)3k+1 |x − 4|
k+1
lim · = lim <1
k→∞ (k + 2)3k+2 (x − 4)k 3 k→∞ k + 2
3. A série é absolutamente convergente quando x > 1. Para valores 0 < x < 1 é simples-
mente converge (não absolutamente). Quando x ≤ 0 a série é divergente.
Exercı́cio 1.2.12.
+∞
X (−1)k
Determine o domı́nio de convergência da série de potências k (k + 2)
(x + 2)k
k=1
5
Solução.
(−1)k
1 ak+1
⇒
Temos ak = k , logo como = lim
5 (k + 2) r n→∞ ak
(−1)k+1 k
k+1 5 (k + 2) |x + 2| k+2
lim k+1 (x + 2) · k k
= lim <1
k→∞ 5 (k + 3) (−1) (x + 2) 5 k→∞ k+3
Exercı́cio 1.2.13.
+∞ k k
(1 − x)k
P
Considere a série de potências .
k=1 k+1
32 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Solução.
k
k
1. Temos ak (x) = (1 − x) , logo
k+1
s
1 ak+1 (x) k + 1 1 k
k ⇒ k+1
= lim lim (1 − x) · =
r k→∞ ak (x) k→+∞ k+2 (1 − x)k k + 1
k
= |x − 1| lim = |x − 1| < 1
k→+∞ k + 2
Exercı́cio 1.2.14.
+∞
X (x + 3)k
Considere a série de potências .
k=1
2k + 1
Solução.
(x + 3)k
1. Temos ak (x) = , logo
2k + 1
(x + 3)k+1 2k + 1 k
1 ak+1 (x)
⇒ = |x+3| lim 2 + 1 < 1
= lim lim ·
r k→∞ ak (x) k→+∞ 2k+1 + 1 (x + 3)k k→+∞ 2k+1 + 1
33 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞ +∞
X (x + 3)k+1 X (−3 + 3)k+1
g(x) = ⇒ g(3) = =0
k=1
(k + 1)2k + 1 k=1
(k + 1)2k + 1
+∞
X (x + 3)k+1
Portanto, g(x) = + 2.
k=1
(k + 1)(2k + 1)
Exercı́cio 1.2.15.
+∞ 1
xn +
P
Determine o intervalo de convergência da série .
n=1 2n xn
Solução.
1 1
Converge em −1 < x < − ∪ < x < 1. Indicação. Para estes valores de x converge,
2 2
+∞ +∞
X X 1 1
tanto a série xn quanto a série n xn
. Quando |x| ≤ e |x| ≥ 1 o termo geral da
n=1 n=1
2 2
série não converge para zero consequentemente é divergente.
Exercı́cio 1.2.16.
1
Expresse a função como soma de uma série de potências. Em seguida, en-
(1 − x)2
P∞ n
contre a soma da série numérica n
n=1 2
Solução.
1
= 1 + x + x2 + x3 + · · · + xn + · · · , se |x| < 1 ⇒
1−x
1
= 1 + 2x + 3x2 + 4x3 + · · · + nxn−1 + · · · , se |x| < 1
(1 − x)2
+∞
1 X
Portanto, = nxn−1 .
(x − 1)2 n=1
1
Em particular, quando x =
2
+∞ +∞ ∞
1 X 1 X 1 X n
= nxn−1 ⇒ 1 = n · ⇒ 4=
(x − 1)2 n=1
( 2 − 1)2 n=1
2n−1 n=1
2n−1
34 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
P∞ n
Portanto n
= 2.
n=1 2
Exercı́cio 1.2.17.
Obtenha o desenvolvimento em série de potências da função f (x) abaixo em torno do
ponto a indicado.
1
1. f (x) = , a=0 2. f (x) = senhx, a=0
(x − 2)(x − 3)
3. f (x) = sen2 x, a=0 4. f (x) = senx cos x, a=0
5. f (x) = Lnx, a=1 6. f (x) = cos x, a = π/3
Solução.
1
1. f (x) = em torno de a = 0. Podemos escrever
(x − 2)(x − 3)
1 1 1 1 1 1 1
f (x) = = − = −
(x − 2)(x − 3) 2−x 3−x 2 1 − x2 2 1 − x3
+∞
X 1 x n 1 x n x x
f (x) = ( ) − ( ) onde | |<1 e | |<1 ⇒
n=0
2 2 3 3 2 3
+∞ +∞
X (3n+1 − 2n+1 ) h x in X (3n+1 − 2n+1 )
f (x) = = (x − 0)n , onde |x| < 2
n=0
6 6 n=1
6n+1
1
2. f (x) = senhx = [ex − e−x ] em torno de a = 0.
2
+∞ +∞
1 X xn n
x2n−1
X
nx
f (x) = − (−1) = onde |x| < 1 ⇒
2 n=0 n! n! n=1
(2n − 1)!
+∞
X 1
f (x) = (x − 0)2n−1 onde |x| < 1
n=1
(2n − 1)!
1
3. f (x) = sen2 x = [1 − cos(2x)] em torno de a = 0.
2
" +∞
# +∞
1 X (−1)n 2n 1 X (−1)n
f (x) = 1− (2x) = (2x)2n , onde |2x| < 1
2 n=0
(2n)! 2 n=1 (2n)!
+∞
1 X (−1)n 22n 1
f (x) = (x − 0)2n , onde |x| <
2 n=1 (2n)! 2
35 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
4. f (x) = senx cos x = sen(2x) em torno de a = 0.
2
+∞ +∞
1 X (−1)n 1 X (−1)n · 22n+1 2n+1
f (x) = (2x)2n+1 = x , onde |2x| < 1
2 n=0 (2n + 1)! 2 n=1 (2n + 1)!
+∞
X (−1)n · 22n 1
f (x) = (x − 0)2n+1 , onde |x| <
n=1
(2n + 1)! 2
Z ∞ Z ∞
1 X
n
X 1
Lnx = dx = (1 − x) dx = (1 − x)n+1 , 0<x<2
x n=0 n=0
n+1
∞
X (−1)n+1
Em torno de a = 1 temos f (x) = (x − 1)n+1 , 0 < x < 2.
n=0
n+1
π
6. f (x) = cos x em torno de a = . Lembre que
3
+∞ +∞
X (−1)n 2n
X (−1)n 2n+1
cos x = x , e senx = x
n=0
(2n)! n=0
(2n + 1)!
π π π π π π
f (x) = senx = sen[(x − ) + ] = sen(x − ) cos( ) + sen( ) cos(x − )
3 3 3 3 3 3
+∞ √ +∞
1 X (−1)n π 2n+1 3 X (−1)n π
f (x) = (x − ) + (x − )2n
2 n=0 (2n + 1)! 3 2 n=0 (2n)! 3
+∞
" √ #
1X 1 π 3 π
f (x) = (x − ) + (−1)n (x − )2n
2 n=0 (2n + 1)! 3 (2n)! 3
Exercı́cio 1.2.18.
+∞
X (x − 1)k
Considere a série de potências √
k=1
k · 3k
36 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
2 Sendo f (x) a função definida por aquela série nos pontos onde é convergente, calcule
f ′ (1); f ′′ (1) e escreva a série de Taylor de f no ponto x = 1 da função x + f ′ (x)
Solução.
(x − 1)k
1. Temos ak (x) = √ , logo
k · 3k
(x − 1)k+1 √
k
1 ak+1 (x) k · 3
= lim ⇒ lim √ · =
r k→∞ ak (x) k→+∞ k + 1 · 3k+1 (x − 1)k
r
|x − 1| k |x − 1|
= lim = <1
3 k→+∞ k+2 3
+∞
′′
X k(k − 1)(x − 1)k−2 2
⇒ f (x) = √ ⇒ f ′′ (1) = √
k=2
k · 3k 9 2
(x − 1)k
+∞
P ′ k(x − 1)k−1
′
+∞
P
Seja g(x) = x+f (x) = x+ √ ⇒ g (x) = 1+f (x) = 1+ √
k=1 k · 3k k=1 k · 3k
+∞ (k)
P g (1)
sua série de Taylor em x = 1 é: g(x) = (x − 1)k , assim g (k) (x) =
k=0 k!
f (k) (x), k ≥ 2
+∞ (k)
g (0) (1) 0 g ′ (1) g ′′ (1) 2
X g (1)
g(x) = (x − 1) + (x − 1) + (x − 1) + (x − 1)k
0! 1! 2! k=3
k!
+∞
′ 1 ′′ 2
X 1 (k)
g(x) = [1 + f (1)] + [1 + f (1)](x − 1) + [f (1)](x − 1) + [g (1)](x − 1)k +
2! k=3
k!
√ +∞
1 1 2 X 1 (k)
g(x) = 1 + [1 + ](x − 1) + (x − 1)2 + [g (1)](x − 1)k
3 2! 9 k=3
k!
37 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
√ +∞
4 2 2
X 1 (k)
Assim, g(x) = 1 + (x − 1) + (x − 1) + [f (1)](x − 1)k
3 18 k=3
k!
Exercı́cio 1.2.19.
+∞
X 1
Considere a série de potências (−1)k (1 − )k xk .
k=1
k
2. Seja f (x) a função definida pela série anterior. Determine o domı́nio da função g(t) =
f (1 − 2t)
Solução.
Exercı́cio 1.2.20.
2
Desenvolver em série de potências de x a função f (x) = .
3 + 4x3
Solução.
+∞
1 X 4x3
Sabe-se que = yn, |y| < 1, logo quando y = −
1−y n=0
3
+∞
X 4x3 +∞ 3
3
1 3 X
n 4x n
4x
4x3
= (− )n , ⇒ = (−1) ( ) 3 <1
⇒
1+ 3 n=0
3 3 + 4x3 n=0
3
+∞ n 3n +∞ 2n+1 3n
2 2X n4 x
X
n2 x 3
= (−1) , = (−1) |x3 | <
3 + 4x3 3 n=0 3n n=0
3n+1 4
2n+1
r r
+∞
n2 3n 3 3
(− 3 , 3 ).
P
Portanto, f (x) = (−1) n+1 x ,
n=0 3 4 4
38 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 1.2.21.
x3
Considere a função f (x) = . Desenvolva f (x) em série de potências de x,
1 + x2
determine o respectivo intervalo de convergência e calcule o valor de f (9) (0).
Solução.
+∞
x3 3 1 X
Temos f (x) = 2
=x · 2
= (−1)n x2n+3 sempre que |x2 | < 1
1+x 1 − (−x ) n=0
+∞
Por outro lado, f ′ (x) = (−1)n (2n + 3)x2n+2
P
n=0
+∞
X +∞
X
′′ ′′′
f (x) = (−1)n (2n + 3)(2n + 2)x2n+1 , f (x) = (−1)n (2n + 3)(2n + 2)(2n + 1)x2n
n=0 n=0
+∞
X
(iv)
f (x) = (−1)n (2n + 3)(2n + 2)(2n + 1)(2n)x2n−1
n=1
+∞ +∞
(v)
X
n 2n−2
X (2n + 3)! 2n−2
f (x) = (−1) (2n + 3)(2n + 2)(2n + 1)(2n)(2n − 1)x = (−1)n x
n=2 n=2
(2n − 2)!
+∞
(k)
X (2n + 3)!
Em geral f (x) = (−1)n x2n+3−k .
n=k−3
(2n + 3 − k)!
+∞
X (2n + 3)! 2n−6
Logo, f (9) (0) = (−1)n 0 = 0.
n=6
(2n − 6)!
+∞
X
Portanto, f (x) = (−1)k x2k+3 , intervalo de convergência (−1, 1) f (9) (0) = 0.
k=0
Exercı́cio 1.2.22.
Sempre que |x| < 1, verificar a representação em séries de potências.
+∞ +∞
X x n
X x2 + x
2 n
1. nx = 2. nx =
n=1
(1 − x)2 n=1r
(1 − x)3
+∞ +∞
X
3 n x3 + 4x2 + x 1 + x X x2n+1
3. nx = 4. Ln =
n=1
(1 − x)4 1 − x n=1 2n + 1
Solução.
+∞
2 3 4 5
X 1
1. Sabe-se que 1 + x + x + x + x + x + · · · = xn = sempre que |x| < 1.
n=0
1−x
+∞
X 1
1 + 2x + 3x2 + 4x3 + 5x4 + 6x5 + · · · = nxn−1 =
n=0
(1 − x)2
39 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞ +∞
X
n−1
X x
x nx = nxn =
n=0 n=0
(1 − x)2
+∞
X x
Portanto, nxn = .
n=1
(1 − x)2
+∞ +∞
X
2 n−1 1+x X x2 + x
nx = ⇒ x n2 xn−1 =
n=1
(1 − x)3 n=1
(1 − x)3
+∞
X x2 + x
Portanto, n 2 xn = .
n=1
(1 − x)3
+∞ +∞
X 1 + 4x + x2 X x + 4x2 + x3
n3 xn−1 = ⇒ x n2 xn−1 =
n=1
(1 − x)4 n=1
(1 − x)4
+∞
X x3 + 4x2 + x
Portanto, n 3 xn = .
n=1
(1 − x)4
r
1+x 1
4. Podemos escrever Ln = [Ln(1 + x) − Ln(1 − x)].
1−x 2
+∞ +∞
X
n1 X 1
x = e (−1)n xn =
n=0
1−x n=0
1+x
" +∞ +∞
# +∞ +∞
1 1 1 1 X X 1X X
+ = (−1)n xn + xn = [(−1)n + 1]xn = x2n
2 1+x 1−x 2 n=0 n=0
2 n=0 n=0
+∞ Z r +∞
1 + x X x2n+1
Z
1 1 1 X
+ dx = x2n dx ⇒ Ln =
2 1+x 1−x n=0
1 − x n=0 2n + 1
r +∞
1 + x X x2n+1
Portanto, Ln = .
1 − x n=1 2n + 1
Exercı́cio 1.2.23.
Encontre uma expansão em série de potências de x para x2 e−x , logo derive este resul-
P (−1)n (n + 2)2n
+∞
tado para provar que = 4.
n=2 n!
Solução.
40 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞ +∞ +∞
2
X (−x)n X (−1)n x2+n ′
X (−1)n (n + 2)x1+n
f (x) = x = ⇒ f (x) =
n=0
n! n=0
n! n=0
n!
+∞ +∞
′ 2x 3x2 X (−1)n (n + 2)xn ′
X (−1)n (n + 2)2n
f (x) = − +x ⇒ f (2) = −8 + 2
0! 1! n=2
n! n=2
n!
Por outro lado, f (x) = x2 e−x ⇒ f ′ (x) = 2xe−x − x2 e−x então f ′ (2) = 0, assim
+∞ +∞
′
X (−1)n (n + 2)2n X (−1)n (n + 2)2n
f (2) = −8 + 2 =0 ⇒ 2 =8
n=2
n! n=2
n!
+∞
X (−1)n (n + 2)2n
Portanto, = 4.
n=2
n!
Exercı́cio 1.2.24.
Determine as constantes a0 , a1 , a2 , a3 e a4 de modo que
Solução.
3x4 − 17x3 + 35x2 − 32x + 17 = 3(x − 1)4 − 5(x − 1)3 + 2(x − 1)2 − (x − 1) + 6
Exercı́cio 1.2.25.
1
Desenvolver em série de MacLaurin a função f (x) = Ln e indique o maior
x+2
intervalo aberto em que esse desenvolvimento é válido.
Solução.
41 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
′ 1 1 1 1 X h x in x
Tem-se f (x) = = · = · − , < 1 , logo
2+x 2 1 − − x2 2 n=0 2 2
+∞ +∞
′
X xn n
X xn+1
f (x) = (−1) n+1 ⇒ f (x) = (−1)n , |x| < 2
n=0
2 n=−1
2n+1 (n + 1)
+∞
1 X xn+1
Portanto, f (x) = Ln = (−1)n n+1 converge em (−2, 2).
x + 2 n=−1 2 (n + 1)
Exercı́cio 1.2.26.
Se possı́vel, encontre o desenvolvimento em série de Mac-Laurin das seguintes funções:
1 1
1. 2. cosh x 3.
senhx (x + 1)(x − 1)
Zx
4. Ln(1 + x) 5. sen(x2 − 1) 6. sen(t2 − 1) cos(2t2 + 1)dt
0
Determine o conjunto dos números reais tais que a soma das respectivas séries de
Mac-Laurin que encontrou, coincidem com o valor das funções que representam.
Solução.
1
1. Dado que f (x) = não é continua, ou prolongável por continuidade ao ponto
senhx
1
x = 0, tem-se que f (x) = não tem desenvolvimento em série de Mac-Laurin.
senhx
1
2. Tem-se f (x) = cosh x. Podemos escrever f (x) = [ex + e−x ] ⇒
2
+∞ +∞ +∞
1 X xn X xn 1X xn
f (x) = [ + (−1)n ] = [(−1)n + 1] , x∈R
2 n=0 n! n=0 n! 2 n=0 n!
+∞
X x2n
Portanto, cosh x = coincidem com o valor quando x ∈ R. É óbvio que
n=0
(2n)!
a série anterior diverge para x = ±1.
1
3. Tem-se f (x) = . Podemos escrever
(x + 1)(x − 1)
1 1 1 1
f (x) = =− + ⇒
(x + 1)(x − 1) 2 1+x 1−x
+∞ +∞
1X X
f (x) = − [(−1)n + 1]xn = − x2n onde |x| < 1
2 n=0 n=0
42 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
X
Portanto, f (x) = − x2n coincidem com o valor quando |x| < 1.
n=0
+∞ +∞
1 X X xn+1
f ′ (x) = = (−1)n xn ⇒ f (x) = Ln(1 + x) = (−1)n
1 + x n=0 n=0
n+1
+∞
X xn+1
Como a série alternada (−1)n converge, então do critério de Abel, sabemos
n=0
n+1
que a série é uniformemente convergente no intervalo [0, , 1]. Em particular define
uma função contı́nua. Observe que a série de Mac-Laurin de Ln(x + 1) não converge
no ponto x = −1, (a série harmônica diverge) e em conclusão a série representa a
função no intervalo ] − 1, 1]
+∞
X xn+1
Portanto, Ln(1 + x) = (−1)n coincidem com o valor quando x ∈ (−1, 1].
n=0
n + 1
+∞
P (−1)n 2n+1
5. Sabemos que seny = y para todo y, logo
n=0 (2n + 1)!
+∞
2
X (−1)n
sen(x − 1) = (x2 − 1)2n+1 , (x2 − 1) ∈ R
n=0
(2n + 1)!
+∞
2
X (−1)n
Portanto, sen(x − 1) = (x2 − 1)2n+1 coincidem com o valor quando
n=0
(2n + 1)!
x ∈ R.
Zx
6. Seja f (x) = sen(t2 − 1) cos(2t2 + 1)dt, então
0
1
f ′ (x) = sen(x2 − 1) cos(2x2 + 1) = [sen(3x2 ) − sen(x2 + 2)]
2
1
f ′ (x) = [sen(3x2 ) − sen(x2 ) cos(2) − sen(2) cos(x2 )]
2
" +∞ +∞
#
1 X 32n+1 − cos(2) X (−1) n 2 2n
(x )
f ′ (x) = (−1)n x4n+2 − sen(2)
2 n=0 (2n + 1)! n=0
(2n)!
43 18/11/2022
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f (0) = 0, então
Zx "X
+∞ +∞
#
32n+1 − cos(2) n 4n
1 X (−1) t
f (x) = (−1)n t4n+2 − sen(2) dt
2 n=0
(2n + 1)! n=0
(2n)!
0
+∞
1 X (32n+1 − cos 2)x2
sen2
Portanto, f (x) = − (−1)n x4n+1 .
2 n=0 (2n + 1)!(4n + 3) (2n)!(4n + 1)
44 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cios 1-3
Exercı́cio 1.3.1.
Integrando termo a termo de 0 até x uma representação em série de potências de
+∞
X x2n+1 1
t · arctan t, mostre que (−1)n · 2
= [x − (x2 + 1) arctan x].
n=1
(4n − 1) 2
Solução.
Sabe-se que:
Zx +∞ Z x +∞
X t2m+1 X (−1)m 1
t · arctan tdt = t · (−1)m · dt = · [x2m+3 − 0] ⇒
m=0 0
2m + 1 m=0
(2m + 1) (2m + 3)
0
fazendo m = n − 1 então se m = 0, n = 1, m = 1, n = 2, · · ·
Zx +∞ +∞
X (−1)m 1 X x2n+1
t · arctan tdt = · x2m+3 = − (−1)n ·
m=0
(2m + 1) (2m + 3) n=1
(4n2 − 1)
0
Zx x 1 Zx t2
1 2
t · arctan tdt = t arctan t − dt ⇒
2 0 2 1 + t2
0 0
Zx Zx
1 1 1 1
t · arctan tdt = x2 arctan x − [1 − 2
]dt = [(x2 + 1) arctan x − x]
2 2 1+t 2
0 0
+∞
X x2n+1 1
Comparando as igualdades segue (−1)n · 2
= [x − (x2 + 1) arctan x.
n=1
(4n − 1) 2
Exercı́cio 1.3.2.
Desenvolva as seguintes funções em série de Taylor, na vizinhança do ponto a indicado,
45 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
1. x2 ex , c=0 2. − , c = −1 3. sen2 x, c=0
x
√ 2
4. Lnx, c=1 5. x, c = 1 6. , c=0
(x + 1)(x + 2)
ex − 1 1
7. , c=0 8. , c=2 9. senx, c=0
x x
Solução.
+∞ n +∞
X x X (x − 0)n
1. Sabe-se que ex = =
n=0
n! n=0
n!
+∞
2 x 2 x
X (x − 0)n+2
Logo a série de Taylor de x e na vizinhança de c = 0 é: x e =
n=0
n!
X f (n) (−1) +∞
1 1
2. Tem-se: f (x) = − = (x + 1)n , observe que f ′ (x) = 2 , f ′′ (x) =
x n=0
n! x
2 4! (−1)n+1 n!
− 3 , f iv (x) = − 5 em geral f (n) (x) = ⇒ f (n) (−1) = n!
x x xn+1
+∞
1 X
Portanto, f (x) = − = (x + 1)n .
x n=0
3. sen2 x
4. Lnx
√
5. x
2
6.
(x + 1)(x + 2)
ex − 1
7.
x
1
8.
x
9. senx
Exercı́cio 1.3.3.
Uma função f (x) tem as seguintes propriedades: f (x) > 0, ∀ x ∈ R, f ′ (x) =
2xf (x), ∀ x ∈ R e f (0) = 1. Achar uma série de potências que represente a função
f (x).
Solução.
46 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Temos
f ′ (x) 2
f ′ (x) = 2xf (x) ⇒ = 2x ⇒ Ln[f (x)] = x2 + C1 ⇒ f (x) = Cex
f (x)
2
Observe que f (x) > 0 ∀ x ∈ R e como f (0) = 1 então C = 1, logo f (x) = ex . Por
outro lado
+∞
X 1 2 n
f (x) = (x )
n=0
n!
+∞
X 1 2n
Portanto, f (x) = x é a série procurada.
n=0
n!
Exercı́cio 1.3.4.
Idem ao exercı́cio 1.3.3 para uma função g(x) com as propriedades: g(0) = 0, g ′ (0) = 1
e g ′′ (x) = −g(x), ∀ x ∈ R.
Solução.
47 18/11/2022
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+∞
X
Portanto, f (x) = (−1)n+1 n(x − 1)n−1 é a série procurada e (0, 2) é o maior
n=1
intervalo aberto em que a série converge.
√ 1 1 1
2. Seja h(x) = Ln x = Lnx ⇒ f ′ (x) = x−1 ⇒ f ′′ (x) = (−1)1!x−2 em geral
2 2 2
n−1 n−1
1 (−1) (n − 1)! (−1) n! f (n) (1)
f (n) (x) = · ⇒ f (n)
(1) = de onde an = =
2 xn 2n n!
(−1)n+1
.
2n
+∞
X (−1)n+1
Assim, h(x) = (x − 1)n onde |x − 1| < 1 ou 0 < x < 2.
n=0
2n
√ +∞ +∞
Ln x 1 X (−1)n−1 n
X (−1)n−1
Logo f (x) = = · (x − 1) = (x − 1)n−2
(x − 1)2 (x − 1)2 n=0 2n n=2
2n
+∞
X (−1)m
Portanto, f (x) = (x − 1)m−1 é a série procurada e (0, 2) é o maior
m=1
2(m + 1)
intervalo aberto em que a série converge.
Exercı́cio 1.3.6.
1
Represente numa série de MacLaurin para |x| < 1.
(1 − x)2
Solução.
Podemos escrever
" +∞ # +∞
1 d 1 d X n X
= = x = nxn−1 , se |x| < 1
(1 − x)2 dx 1 − x dx n=0 n=1
1 +∞
(n + 1)xn se |x| < 1.
P
Portanto, 2
=
(1 − x) n=0
Exercı́cio 1.3.7.
1
Sendo g(x) = , desenvolva em série de potências de (x − 0) a função g ′ (x) e
4 + x2
indique o maior intervalo aberto em que o desenvolvimento é válido.
Solução.
1 1 1
Podemos escrever g(x) = 2
= · x2 , logo
4+x 4 1− − 4
+∞ 2 n X+∞
x2n
2
1 X n x n
x
g(x) = · (−1) · = (−1) · n+1 , <1
4 n=0 4 n=0
4 4
+∞
X 2n · x2n−1
A derivada g ′ (x) = (−1)n · , |x| < 2.
n=0
4n+1
48 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
X 2n · x2n−1
Portanto, ′
g (x) = (−1)n n+1
converge em (−2, 2).
n=1
4
Exercı́cio 1.3.8.
Zx +∞
2
X (−1)n
Verificar que e−t dt = x2n+1 .
n=0
(2n + 1) · n!
0
Solução.
+∞
−t2
X t2n
Sabemos que e = (−1)n , |t| < 1. Integrando
n=0
n!
Zx Zx X
+∞ 2n +∞
−t2 nt
X t2n+1 x
e dt = (−1) = (−1)n
n! n!(2n + 1) 0
0 0 n=0 n=0
+∞
X x2n+1
Portanto, f (x) = (−1)n converge em (−1, 1).
n=0
n!(2n + 1)
Exercı́cio 1.3.9.
Zπ X
+∞ +∞
sen(nx) X 2
Verificar a representação em séries de potências dx = .
n=1
n2 n=1
(2n − 1)3
0
Solução.
+∞
X sen(nx)
A série dx é convergente, pois
n=1
n2
+∞ +∞
X sen(nx) X 1
dx ≤ dx < ∞, ∀x∈R
n=1
n2 n=1
n 2
Zπ 0 se n − par
sen(nx) cos(nx) π
1
Tem-se dx = − = [1 − cos(nπ)] = 2
n2 n3 n3
0 se n − ı́mpar
0 n3
Logo
Zπ X
+∞ +∞ Zπ +∞ +∞
sen(nx) X sen(nx) X 2 X 2
dx = dx = =
n=1
n2 n=1
n2 n3
n=1
(2n − 1)3
0 0 n=ı́mpar
Zπ X
+∞ +∞
sen(nx) X 2
Portanto, dx = .
n=1
n2 n=1
(2n − 1) 3
0
Exercı́cio 1.3.10.
+∞ Zπ +∞
X sennx X 1
Dado f (x) = , verificar que f (x)dx = 2 .
n=1
n3 n=1
(2n − 1)4
0
Solução.
49 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
X sen(nx)
A série dx é convergente, pois
n=1
n3
+∞ +∞
X sen(nx) X 1
dx ≤ dx < ∞, ∀x∈R
n=1
n3 n=1
n 3
Zπ 0 se n − par
sen(nx) cos(nx)
π 1
Tem-se dx = − = [1 − cos(nπ)] = 2
n3 n4 n4
0 se n − ı́mpar
0 n4
Logo
Zπ X
+∞ +∞ Zπ +∞ +∞
sen(nx) X sen(nx) X 2 X 2
dx = dx = =
n=1
n3 n=1
n3 n4
n=1
(2n − 1)4
0 0 n=ı́mpar
Zπ X
+∞ +∞
sen(nx) X 2
Portanto, 3
dx = .
n=1
n n=1
(2n − 1)4
0
Exercı́cio 1.3.11.
Considere a função f (x) = arctan(x2 ). 1. Escreva o desenvolvimento em série de
MacLaurin de f ′ (x), indicando o maior intervalo aberto onde esse desenvolvimento é
válido. 2. Usando a item anterior, calcule f ′ ( 12 ) + f ′′ (0).
Solução.
+∞ 16
Rpta. (1.)f ′ (x) = 2(−1)k x4k+1 ,
P
(−1, 1) (2.) +2
k 17
Exercı́cio 1.3.12.
Dado um k ∈ Z+ considere a k-ésima derivada da Função de Bessel de primeira
+∞
X (−1)n x 2n+k
espécie Jk (x), definida por Jk (x) =
n=0
n!(n + k)! 2
x2
2. Mostre que o erro cometido ao aproximar Jk (x), 0 ≤ x ≤ 1, pelo polinômio 1 − +
4
x4 x6
− é inferior a 10−5 .
64 2304
Z
3. Verificar que J0′ (x) = −J1 (x) e x3 J2 (x)dx = x3 J3 (x)
Solução.
Exercı́cio 1.3.13.
50 18/11/2022
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1 − cos x
se x ̸= 0
Ache a série de MacLaurin para f (x) = x e indique o raio
0 se x = 0
de convergência.
Solução.
+∞ +∞
X (−1)n 2n
X (−1)n
Observe, se x ̸= 0 segue: 1 − cos x = 1 − x = x2n .
n=0
(2n)! n=1
(2n)!
+∞ n
(−1)
x2n−1
P
se x ̸= 0
Portanto, em série de MacLaurin f (x) = n=1 (2n)!
0 se x = 0
Exercı́cio 1.3.14.
Com propriedades das séries de potências, sem aplicar critério de L’Hospital, calcular
os seguintes limites:
x − arctan x arctan x − x
1. lim 2. lim
x→0 x2 x→0
2
x3
1 − cos x Ln (x + 1) − sen2 x
3. lim x 4. lim
x→0 e − 1 − x
√ x→0 1 − e−x2
Ln 3 1 + x − sen(2x)
5. lim
x→0 x
Solução.
x − arctan x
1. lim .
x→0 x2
∞
d 1 X
Sabemos que arctan x = = (−1)n x2n sempre que |x2 | < 1. Logo temos
dx 1 + x2 n=0
+∞ n +∞
X (−1) 2n+1 X (−1)n 2n+1
a igualdade arctan x = x =x+ x o limite
n=0
2n + 1 n=1
2n + 1
+∞ +∞
x − arctan x 1 X (−1)n 2n+1 X (−1)n 2n−1
lim = − lim x = − lim x =0
x→0 x2 x→0 x2
n=1
2n + 1 x→0
n=1
2n + 1
arctan x − x
2. lim .
x→0 x3
Zx +∞ Zx +∞
dt X
n 2n
X (−1)n x2n+1
Tem-se, arctan x = = (−1) t dt = , |x| < 1 ⇒
1 + t2 n=0 n=0
2n + 1
0
" 0#
+∞ n 2n+1
arctan x − x 1 X (−1) x 1 x2 x4
= = − + − ··· , |x| < 1, |x| =
̸ 0
x3 x3 n=1 2n + 1 3 5 7
+∞
arctan x − x X (−1)n x2n−2 1
Portanto, lim = lim = − .
x→0 x3 x→0
n=1
2n + 1 3
51 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 − cos x
3. lim .
x→0 ex − 1 − x
+∞ +∞
X (−1)n 2n 1 2 1 4 1 6 X (−1)n 2n
Sabe-se que cos x = x =1− x + x − x + x
n=0
(2n)! 2! 4! 6! n=4
(2n)!
+∞ +∞
X
x 1 n 1 2 1 3 X 1 n
Por outro lado, e = x =1+x+ x + x + x
n=0
n! 2! 3! n=4
n!
1 2 1 4 1 6 +∞ P (−1)n 2n
x − x + x − x
1 − cos x 2! 4! 6! n=4 (2n)!
lim = lim
x→0 ex − 1 − x x→0 1 2 1 3 +∞ P 1 n
x + x + x
2! 3! n=4 n!
1 1 1 P (−1)n 2n−2
+∞
− x2 + x4 − x
1 − cos x 2! 4! 6! n=4 (2n)!
lim = lim +∞
=1
x→0 ex − 1 − x x→0 1 1 P 1 n−2
+ x+ x
2! 3! n=4 n!
1 − cos x
Portanto, lim = 1.
x→0 ex − 1 − x
Ln2 (x + 1) − sen2 x
4. lim .
x→0 1 − e−x2
Tem-se:
2
Ln2 (x + 1) − sen2 x = −x3 , 1 − e−x = x2
Ln2 (x + 1) − sen2 x −x3
lim 2 = =0
x→0 1 − e−x x2
√ √
Ln 3 1 + x − sen(2x) Ln 3 1 + x − sen(2x)
5. lim lim .
x→0 x x→0 x
+∞ 2n+1
n x
X
Sabe-se que senx = (−1) , x ∈ R.
n=0
(2n + 1)!
+∞
X 22n+1 x2n+1
Logo sen(2x) = (−1)n , x ∈ R.
n=0
(2n + 1)!
+∞
√ 1 1X xn+1
3
Por outro lado, Ln 1 + x = Ln(1 + x) = (−1)n , x ∈ R.
3 3 n=0 n+1
√ +∞
xn 22n+1 x2n
Ln 3 1 + x − sen(2x) X n
Assim, = (−1) − com x ∈ (−1, 0)∪
x n=0
3(n + 1) (2n + 1)!
(0, 1]. No limite
√ +∞
xn 22n+1 x2n
Ln 3 1 + x − sen(2x) X
n 1 5
lim = lim (−1) − = −2=−
x→0 x x→0
n=0
3(n + 1) (2n + 1)! 3 3
52 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
√
Ln 3 1 + x − sen(2x) 5
Portanto, lim =− .
x→0 x 3
Exercı́cio 1.3.15.
Com as propriedades das séries de potências, encontre os números α, β ∈ R para os
sen(3x) α
quais lim + 2 + β = 0.
x→0 x3 x
Solução.
+∞
X x2n+1
Sabe-se que senx = (−1)n , x ∈ R.
n=0
(2n + 1)!
+∞
X 32n+1 x2n+1
Logo sen(3x) = (−1)n , x ∈ R.
n=0
(2n + 1)!
+∞
sen(3x) α 3 33 X n3
2n+1 2n−2
x α
Por outro lado, 3
+ 2
+ β = 2
− + (−1) + 2 + β. No limite
x x x 6 n=2 (2n + 1)! x
" +∞
#
33 X 2n+1 2n−2
sen(3x) α 3 3 x α
lim + 2 + β = lim 2 − + (−1)n + 2 +β =0 ⇒
x→0 x3 x x→0 x 6 n=2
(2n + 1)! x
33 3 + α 6β − 33
3 α 9
lim − + 2 + β = lim + =0 ⇒ α = −3, β=
x→0 x2 6 x x→0 x2 6 2
9
Portanto, α = −3, β= .
2
Exercı́cio 1.3.16.
Z0,2
senx
Calcular dx com precisão até 0, 0001.
x
0
Solução.
+∞
P (−1)n 2n+1
Desde que senx = x para todo x ∈ R, então
n=0 (2n + 1)!
+∞
senx X (−1)n 2n
= x , 0 ≤ x ≤ 0, 2
x n=0
(2n + 1)!
Z0,2 +∞ Z0,2 +∞
senx X (−1)n 2n
X (−1)n 0,2
2n+1
logo I= = x = x ⇒
x (2n + 1)! (2n + 1)!(2n + 1)
0
0 n=0 0 n=0
+∞ +∞
X (−1)n X (−1)n
I= [(0, 2)2n+1 ] =
n=0
(2n + 1)!(2n + 1) n=0
(2n + 1)!(2n + 1)52n+1
53 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z0,2 +∞
senx X (−1)n 1 1 1
Assim, I = dx = 2n+1
= − + −
x n=0
(2n + 1)!(2n + 1)5 5 2250 1875000
0
1
− + · · · = 0, 5 − 0, 00044444... + 0, 000000533... − 0, 0000018285...
2756250000
Z0,2
senx
Portanto, dx = 0, 49955.
x
0
Exercı́cio 1.3.17.
Dada a função f (x) = ex , expanda-a em série de Taylor, com aproximação até terceira
ordem, em torno de x0 = 0
Solução.
+∞ (n)
X f (0) f ′ (0) f ′′ (0) 2 f ′′′ (0) 3
f (x) = (x − 0)n ⇒ f (x) = f (0) + x+ x + x + ...
n=0
n! 1! 2! 3!
x2 x3
Portanto a função f (x) = ex expandida até a terceira ordem é f (x) = 1+x+ + .
2 6
Exercı́cio 1.3.18.
1
Idem ao exercı́cio anterior (1.3.17), para a função g(x) =
(x + 2)2
Solução.
(−1)n n! (−1)n n!
Temos g (n) (x) = , ∀ n ∈ N, logo g (n) (0) = , assim
(x + 2)n+2 2n+2
∞
X g (n) (0) n g ′ (0) g ′′ (0) 2 g ′′′ (0) 3
g(x) = (x − 0) ⇒ g(x) = g(0) + x+ x + x + ...
n=0
n! 1! 2! 3!
isto é
1 2 3! 4!
− 3 x + 4 x2 − 5 x3 + . . .
g(x) =
2
2 2 2 2
−2
Portanto a função f (x) = (x + 2) expandida até a terceira ordem é
1 1 3 3
g(x) = − 2 x + 3 x2 − x3
4 2 2 4
Exercı́cio 1.3.19.
Determine o grau do polinômio de Taylor Pn (x), expandido em torno de x = 1, de
modo que o resto da aproximação de Ln(1, 2) seja menor do que 0, 001
Solução.
Exercı́cio 1.3.20.
54 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z0,1
ex − 1
Calcular dx com precisão até 0, 001.
x
0
Solução.
+∞
e x − 1 X xn
Mostra-se no Exercı́cio (1.3.2)-7 que = , logo
x n=0
(n + 1)!
Z0,1 Z0,1X
+∞ +∞ +∞
ex − 1 xn X xn+1 0,1 X (0, 1)n+1
dx = dx = = =
x n=0
(n + 1)! n=0
(n + 1)!(n + 1) 0 n=0
(n + 1)!(n + 1)
0 0
Exercı́cio 1.3.21.
Por diferenciação termo a termo da série de potências do exercı́cio (1.3.2)-7 , mostre
+∞
P n
que = 1.
n=1 (n + 1)!
Solução.
+∞
ex − 1 X xn
Pelo exercı́cio (1.3.2)-7 sabemos que = então
x n=0
(n + 1)!
+∞ +∞
xex − (ex − 1) X nxn−1 x
X nxn+1
= ⇒ 1 + e (x − 1) =
x2 n=1
(n + 1)! n=1
(n + 1)!
+∞
X n
Portanto, quando x = 1 segue = 1.
n=1
(n + 1)!
Exercı́cio 1.3.22.
Calcule as seguintes integrais com erro inferior a 10−4 :
Z1/2 Z1 Z1/3
senx dx
1. senx2 dx 2. dx 3.
x 1 + x4
0 1/2 0
Z1 Z2 Z1
√ 2
4. cos xdx 5. Lnx2 dx 6. ex dx
0 1 0
Solução.
55 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞ (−1)n 2(2n+1)
1. Sabemos que senx2 =
P
x para todo x ∈ R, então
n=0 (2n + 1)!
senx +∞ P (−1)n 2n 1
2. Desde que = x para todo x ∈ R em particular se ≤ x ≤ 1, en-
x n=0 (2n + 1)! 2
Z1 +∞
X (−1)n
1 +∞
(−1)n
Z
senx X 1
tão I= dx = x2n dx = x2n+1 1 ⇒
x n=0
(2n + 1)! n=0
(2n + 1)!(2n + 1) 2
1 1
2 2
+∞
X (−1)n 1
I= [1 − ( )2n+1 ]
n=0
(2n + 1)!(2n + 1) 2
Z1 +∞
(−1)n
2n+1
senx X 2 −1 1 7 31
Assim, I = dx = 2n+1
= − + −
x n=0
(2n + 1)!(2n + 1) 2 2 144 19200
1
2
127
− + · · · = 0, 5 − 0, 04861111 + 0, 00161458 − 0, 000028123
4515840
Z1
senx
Portanto, dx = 0, 45297.
x
1/2
3.
⇕
⇕
+∞ +∞
X (−1)n 2n
√ X (−1)n √
4. Sabe-se que cos α = ·α ⇒ cos x= · ( x)2n , assim
n=0
(2n)! n=0
(2n)!
Z1 +∞ Z1 +∞ +∞
√ X (−1)n √ 2n X (−1)n xn+1 1 X (−1)n 1
cos xdx = ( x) dx = · = ·
n=0
(2n)! n=0
(2n)! n + 1 0 n=0 (2n)! n + 1
0 0
Z1 +∞
√ X (−1)n 1 1 1 1 1
Logo, cos xdx = · = 1− + − + =
n=0
(2n)! n+1 6 72 2880 201600
0
0, 36111607920626.
56 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z1 +∞
√ X (−1)n 1
Portanto, cos xdx = · ≈ 0, 36112.
n=0
(2n)! n+1
0
6.
Exercı́cio 1.3.23.
1
Use séries de potências para calcular Ln(1, 2) e arctan , com erro inferior a 10−4 .
1000
Solução.
2 1 22 1 23 1 24 1 25 1 26
Ln(1 + 0, 2) = − · 2 + · 3 − · 4 + · 5 − · 6 = 0, 18232155679
10 2 10 3 10 4 10 5 10 6 10
1 1 1 1 1 1 1 1
arctan = − × 3 + × 5 − × 7 = 0, 244978259858631
4 4 3 4 5 4 7 4
Exercı́cio 1.3.24.
Derivando termo a termo duas vezes uma série de potências que representa a função
2 P (−1)k+1
+∞
e−x , mostre que (k + 1) = 1.
n=1 k!
Solução.
+∞ +∞
2
X (−1)n X (−1)n
Sabemos que e−x = x2n = 1 + x2n então derivando uma vez
n=0
n! n=1
n!
57 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞ +∞
2
X 2n(−1)n 2
X n(−1)n
−2xe−x = x2n−1 ⇒ −e−x = x2n−2
n=1
n! n=1
n!
derivando
+∞ +∞
−x2
X n(2n − 2)(−1)n 2n−3 −x2
X (n − 1)(−1)n
2xe = x ⇒ e = x2n−4
n=2
n! n=2
(n − 1)!
+∞ +∞
−x2
X k(−1)k+1 2k−2 −1
X k(−1)k+1
e = x ⇒ e =
k=1
k! k=1
k!
+∞ +∞
−1
X (−1)n X (−1)n
Por outro lado, e = =1+ assim
n=0
n! n=1
n!
+∞ +∞ +∞
(−1)n k(−1)k+1 k(−1)k+1 (−1)k+1
X X X
1+ = ⇒ 1= +
n=1
n! k=1
k! n=1
k! k!
+∞
X (−1)k+1
Portanto, 1= (k + 1).
n=1
k!
Exercı́cio 1.3.25.
Z1
1
Calcular √ dx com quatro casas decimais.
1 + x2
0
Solução.
1
Para a função f (x) = √ = (1+x2 )−1/2 , tem-se a fórmula do binômio = (1−z)α =
1 + x 2
!
+∞ α
z n , |z| < 1, n ∈ N:
P
n=0 n
Quando z = x2 e α = −1/2
Assim
Z1 Z1
(−1)n 1(3) · · · (2n − 1) 2n
1 1 2 1(3) 4
√ dx = 1− x + 2 x − ··· + x + dx ⇒
1 + x2 2 2 · 2! 2n · n!
0 0
Z1
1 1 3 1(3) 5 (−1)n 1(3) · · · (2n − 1) 2n 1
√ dx = x − x + x − ··· + x + ⇒
1 + x2 6 5 · 22 · 2! (2n + 1)2n+1 · n! 0
0
58 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z1
1 1 3 15 (−1)n 1(3) · · · (2n − 1) 2n
√ dx = 1 − + − − ··· + x + ⇒
1 + x2 6 40 336 (2n + 1)2n+1 · n!
0
Z1
1
√ dx = 1 − 0, 166667 + 0, 075 − 0, 04464 = 0, 863693
1 + x2
0
Z1
1
Portanto, √ dx = 0, 8637
1 + x2
0
Exercı́cio 1.3.26.
Z1
Calcular senx2 dx com cinco casas decimais.
0
Solução.
y y3 y5 y7
Sabemos que seny = − + − + ··· se |y| < 1, logo
1! 3! 5! 7!
Z1 Z1
x2 x6 x10 x14
2 1 1 1 1
senx dx = − + − + · · · dx = − + − +· · · = 0, 31028
1! 3! 5! 7! 3 42 1320 75.600
0 0
Z1
Portanto, senx2 dx = 0, 31028.
0
Exercı́cio 1.3.27.
Dada a função f (x) = senx expanda-a em série de Taylor, com aproximação até
terceira ordem, em torno de x0 = 0 (ou c = 0).
Solução.
Temos que: f (x0 ) = f (0) = sen0 = 0. Por outro lado, f ′ (x) = cos x ⇒ f ′ (0) =
cos 0 = 1.
Também f ′′ (x) = −senx ⇒ f ′ (0) = −sen0 = −. Por último, f ′′′ (x) = − cos x ⇒
f ′′′ (0) = − cos 0 = −1.
Na fórmula de Taylor temos
1 (−1) 1
f (x) = 0 + (x − 0) + 0 + (x − 0)3 = x − x3
1! 3! 3!
1 3
Portanto, senx = x − x.
3!
59 18/11/2022
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1 3 1 5
senx = x − x − x
3! 5!
Exercı́cio 1.3.28.
1
Dada a função f (x) = √ expanda-a em série de Taylor, com aproximação até
1+x
terceira ordem, em torno de x0 = 0 (ou c = 0).
Solução.
1 1
Temos que f (x0 ) = f (0) = √ = 1. Por outro lado, f ′ (x) = − p ⇒
1+0 2 (1 + x)3
1 1
f ′ (0) = − p =− .
2 (1 + 0)3 2
3 3 3
Também f ′′ (x) = p ⇒ f ′′ (0) = p = . Por último, f ′′′ (x) =
4 (1 + x)5 4 (1 + 0)5 4
15 15 15
− p ⇒ f ′′′ (0) = − p =− .
8 (1 + x) 7 8 (1 + 0) 7 8
Na fórmula de Taylor temos
1 3 15
− −
f (x) = 1 + 2 (x − x0 ) + 4 (x − x0 )2 + 8 (x − x0 )3
1! 2! 3!
1 3 15
f (x) = 1 − x + x2 − x3
2 8 48
1 1 3 15
Portanto, f (x) = √ = 1 − x + x2 − x3 .
1+x 2 8 48
Exercı́cio 1.3.29.
Demonstre a seguinte desigualdade:
x3 π
x− ≤ senx ≤ x, 0≤x≤
6 2
1 (−1) 1
f (x) = 0 + (x − 0) + 0 + (x − 0)3 = x − x3 + · · ·
1! 3! 3!
Todas as derivadas de f (x) tem senx, logo f (n) (0) = 0 sempre que n for par, assim,
1
senx = x − x3 − · · · .
3!
Se a expansão for com aproximação até quinta ordem, teremos
1 3 1 5
senx = x − x − x − ···
3! 5!
1 3
com x em radianos. Logo, x−x ≤ senx;
3!
π
Sendo f (x) − senx função crescente em x ∈ [0, ], segue senx ≤ x;
2
x3 π
Portanto, x − ≤ senx ≤ x, x ∈ [0, ].
6 2
Exercı́cio 1.3.30.
Determine o desenvolvimento em série de Taylor no ponto x = C, das seguintes
funções:
1
1. sen2 (x), C=0 2. , C=0 3. Ln(x + 1), C=1
(1 − x)(1 + x2 )
π 1
4. x cos(2x), C= 5. (x + 1)2 arctan x, C=0 6. 3x + , C=1
2 x3
Determine o conjunto dos números reais tais que a soma das respectivas séries de
Taylor que encontrou, coincidem com o valor das funções que representam.
Solução.
1
1. Da fórmula sen2 (x) = (1 − cos(2x)) , obtém-se
2
+∞ 2n +∞
2 1 X
n n x 1X x2n
sen (x) = 1− (−1) 4 = (−1)n+1 4n , x∈R
2 n=0
(2n)! 2 n=1 (2n)!
Outra solução
+∞ 2n+1 +∞
′
X 2 (−1)n 2n+1
X 22n+1 (−1)n
f (x) = x ⇒ f (x) = x2n+2
n=0
(2n + 1)! n=0
2(2n + 1)!(n + 1)
+∞ +∞
1 X 22(n+1) (−1)n 2(n+1) 1 X 4n (−1)n 2n
f (x) = x = x
2 n=0 [2(n + 1)]! 2 n=1 (2n)!
61 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 1 1 1 x
= + +
(1 − x)(1 + x2 ) 2 1 − x 1 + x2 1 + x2
+∞
1X n
= [x + (−1)n x2n + (−1)n x2n+1 ]
2 n=0
+∞ +∞
1X 1X
= [1 + (−1)n ]x2n + [1 + (−1)n ]x2n+1 , |x| < 1
2 n=0 2 n=0
+∞ π 2n
π π X n+1 n (x − 2 )
cos(2x) = cos 2(x − + π) = − cos 2(x − ) = (−1) 4 , x∈R
2 2 n=1
(2n)!
Logo
+∞ +∞
X
n+1 n x − π2 )2n+1 π X (x − π2 )2n
x · cos(2x) = (−1) 4 + (−1)n+1 4n , x∈R
n=1
(2n)! 2 n=1 (2n)!
+∞
X x2n+1
arctan x = (−1)n , |x| < 1.
n=0
2n + 1
Usando o critério de Leibnitz para séries alternadas, obtém-se que a série de Mac-
Laurin anterior converge em ambos os extremos do intervalo de convergência. Do
+∞ x2n+1
(−1)n
P
critério de Abel conclui-se que a série converge uniformemente no
n=0 2n + 1
intervalo [−1, 1] . Consequentemente define uma função contı́nua, e
+∞ +∞
X
n1 X x2n+1 π
± (−1) = lim ∓ (−1)n = lim ∓ arctan x = ±
n=0
2n + 1 x→±1 n=0 2n + 1 x→±1 4
62 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞
2 2
X x2n+1
(x + 1) arctan x = (x + 2x + 1) (−1)n
n=0
2n + 1
+∞ 2n+1 +∞ 2n
n+1 x n+1 x
X X
=x+2 (−1) + 2 (−1)
n=1
4n2 − 1 n=1
2n − 1
+∞
x x−1 (x−1)Ln3
X (Ln3)n
3 =3·3 = 3e =3 (x − 1)n , x∈R
n=0
n!
+∞ +∞
1 1 d2 1 1 d2 X n n 1X
= = (−1) (x−1) = (−1)n (n+2)(n+1)(x−1)n , |x−1| < 1
x3 2 dx2 x 2 dx2 n=0 2 n=0
+∞
(−1)n (Ln3)n
1 X
3+ 3 = (n + 2)(n + 1) + 3 (x − 1)n , |x − 1| < 1
x n=0
2 n!
Lembre que soma de uma série convergente com uma outra divergente é uma série
divergente.
Exercı́cio 1.3.31.
2x(x − 2)
Considere a função f : R − {−2} −→ R, f (x) =
.
(x + 2)(x2 + 4)
1. Determine o desenvolvimento de Mac-Laurin de f .
2. Determine f (n) (0), n ∈ N.
Solução.
2x(x − 2) 2 4
1. f (x) = 2
= − 2
(x + 2)(x + 4) x+2 x +4
+∞ +∞ 2 k
1 1 X
k x
h ik X
k x
f (x) = − 2 = (−1) − (−1)
1 − − x2 1 − − x4 k=0
2 k=0
4
+∞ +∞ +∞
X xk X xk X x2k
f (x) = (−1)k k + (−1)k k − (−1)k k
2 2 4
k=par k=ı́mpar k=0
63 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
+∞ 2k +∞ 2k+1
X x k
X x
f (x) = [1 − (−1) ] −
k=0
4k k=0
22k+1
+∞ +∞
′
X (2k)x2k−1 k
X (2k + 1)x2k
f (x) = [1 − (−1) ] −
k=1
4k k=1
22k+1
em geral
+∞ +∞
(n)
X (2k)!x2k−n k
X (2k + 1)!x2k+1−n
f (x) = [1 − (−1) ] −
k=n
4k k=n
22k+1
assim temos:
(2n)!
Se n par, isto é se n = 2k segue f (2n) (0) = (1 − (−1)n ), n ∈ N
4n
(2n + 1)!
Se n ı́mpar, isto é se n = 2k + 1 segue f (2n+1) (0) = − 2n+1 , n ∈ N
2
Exercı́cio 1.3.32.
Usando os desenvolvimentos obtidas nos exercı́cios (1.3.28) e (1.3.29)-(4), indique
justificadamente a existência de extremos das funções consideradas, respectivamente, nos
pontos aos quais são relativos os desenvolvimentos de Taylor.
Solução.
1. Seja f (x) = sen2 (x). Então f ′ 0) = 0 e f ′′ (0) = 2 > 0. Logo f tem um ponto de
mı́nimo local em x = 0. Com efeito, mostramos em (1.3.28) que f (x) = sen2 (x) =
1 +∞ x2n
(−1)n+1 4n
P
, x ∈ R, logo.
2 n=1 (2n)!
+∞
1X x2n−1
f ′ (x) = (−1)n+1 4n ⇒ f ′ (x) = 0 ⇒ x=0
2 n=1 (2n − 1)!
+∞
′′ 1X 02n−2
f (0) = 2 + (−1)n+1 4n =2>0
2 n=2 (2n − 2)!
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Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
inferir
+∞
1 x 1X n
h(x) = = 1 + + [x + (−1)n x2n + (−1)n x2n+1 ]
(1 − x)(1 + x2 ) 2 2 n=1
+∞
′ 1 1 X n−1
h (x) = + [nx + 2n(−1)n x2n−1 + (2n + 1)(−1)n x2n ]
2 2 n=1
Exercı́cio 1.3.33.
Desenvolver pela fórmula de MacLaurin até os termos de terceira ordem, inclusive, a
função f (x, y) = senhy cos x.
Solução.
∂f ∂f ∂ 2f ∂ 2f
= −senhysenx, = cosh y cos x, = −senhy cos x, = senhy cos x
∂x ∂y ∂x2 ∂y 2
∂ 2f ∂ 3f
= −senhysenx, = senhysenx
∂x∂y ∂x3
∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f
= − cosh y cos x, = − cosh y cos x, = cosh y cos x
∂x2 ∂y ∂x∂y 2 ∂y 3
Sendo série de MacLaurin, x = 0, y = 0 logo:
∂f ∂f ∂ 2f ∂ 2f ∂ 2f
(0, 0) = 0, (0, 0) = 1, (0, 0) = 0, (0, 0) = 0, (0, 0) = 0
∂x ∂y ∂x2 ∂y 2 ∂x∂y
∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f
(0, 0) = 0, (0, 0) = −1, (0, 0) = −1, (0, 0) = 1
∂x3 ∂x2 ∂y ∂x∂y 2 ∂y 3
65 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 ∂ 2f ∂ 2f ∂ 2f
∂f ∂f 2 2
f (x, y) = f (0, 0)+ (0, 0)x+ (0, 0)y+ (0, 0)x + 2 (0, 0)xy + 2 (0, 0)y +
∂x ∂y 2! ∂x2 ∂x∂y ∂y
1 ∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f
3 2 2 3
+ (0, 0)x + 3 2 (0, 0)x y + 3 (0, 0)xy + 3 (0, 0)y
3! ∂x3 ∂x ∂y ∂x∂y 2 ∂y
1 2
3x y + 3xy 2 − y 3 .
Portanto, f (x, y) = y −
3!
Exercı́cio 1.3.34.
Desenvolver pela fórmula de MacLaurin até os termos de quarta ordem, inclusive, a
função g(x, y) = e−y senx.
Solução.
∂g ∂g ∂ 2g ∂ 2g
= e−y cos x, = −e−y senx, = −e−y senx, = −e−y cos x
∂x ∂y ∂x2 ∂x∂y
∂ 2g ∂ 3g ∂ 3g ∂ 3g
= e−y senx, = −e−y cos x, = e−y senx, = e−y cos x
∂y 2 ∂x3 ∂x2 ∂y ∂x∂y 2
∂ 3g ∂ 4g ∂ 4g ∂ 4g
= −e−y senx, = e−y senx, = e−y cos x, = −e−y senx
∂y 3 ∂x4 ∂x3 ∂y ∂x2 ∂y 2
∂ 4g ∂ 4g
3
= −e−y cos x, 4
= e−y cos x
∂x∂y ∂y
Por outro lado,
∂g ∂g ∂ 2g ∂ 2g ∂ 2g
(0, 0) = 1, (0, 0) = 0, (0, 0) = 0, (0, 0) = −1, (0, 0) = 0
∂x ∂y ∂x2 ∂x∂y ∂y 2
∂ 3g ∂ 3g ∂ 3g ∂ 3g ∂ 4g
(0, 0) = −1, (0, 0) = 0, (0, 0) = 1, (0, 0) = 0, (0, 0) = 0
∂x3 ∂x2 ∂y ∂x∂y 2 ∂y 3 ∂x4
∂ 4g ∂ 4g ∂ 4g ∂ 4g
(0, 0) = 1, (0, 0) = 0, (0, 0) = −1, (0, 0) = 1
∂x3 ∂y ∂x2 ∂y 2 ∂x∂y 3 ∂y 4
A representação até quarta ordem é:
1 ∂ 2g ∂ 2g ∂ 2g
∂g ∂g 2 2
g(x, y) = g(0, 0)+ (0, 0)x+ (0, 0)y+ (0, 0)x + 2 (0, 0)xy + 2 (0, 0)y +
∂x ∂y 2! ∂x2 ∂x∂y ∂y
1 ∂ 3g ∂ 3g ∂ 3g ∂ 3g
3 2 2 3
+ (0, 0)x + 3 2 (0, 0)x y + 3 (0, 0)xy + 3 (0, 0)y +
3! ∂x3 ∂x ∂y ∂x∂y 2 ∂y
1 ∂ 4g ∂ 4g ∂ 4g ∂ 4g ∂ 4g
4 3 2 2 3 4
+ (0, 0)x + 4 3 (0, 0)x y + 6 2 2 (0, 0)x y + 4 (0, 0)xy + 4 (0, 0)y
4! ∂x4 ∂x ∂y ∂x ∂y ∂x∂y 3 ∂y
66 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 1 1
g(x, y) = x + [−2xy] + [−x3 + 3xy 2 ] + [4x3 y − 4xy 3 + y 4 ]
2! 3! 4!
1 1 1 1 1
Portanto, g(x, y) = x − xy − x3 + xy 2 + x3 y − xy 3 + y 4 .
6 2 6 6 24
Exercı́cio 1.3.35.
Determine o polinômio de Taylor de ordem m das funções seguintes nos pontos indi-
cados.
1
1. f (x, y) = , m = 2, (x0 , y0 ) = (2, 1)
2 + x − 2y
2. f (x, y) = cos(x + seny), m = 2, (x0 , y0 ) = (0, 0)
∂ 2f 2 ∂ 2f 4 ∂ 2f 8
= , =− , =
∂x2 (2 + x − 2y)3 ∂x∂y (2 + x − 2y)3 ∂y 2 (2 + x − 2y)3
1 ∂f 1 ∂f 2
Logo, tem-se f (2, 1) = , (2, 1) = − , (2, 1) = ,
4 ∂x 4 ∂y 4
∂ 2f 2 ∂ 2f 4 ∂ 2f 8
(2, 1) = , (2, 1) = − , (2, 1) =
∂x2 8 ∂x∂y 8 ∂y 2 8
∂f ∂f
f (x, y) = f (2, 1) + (2, 1)(x − 2) + (2, 1)(y − 1)+
∂x ∂y
1 ∂ 2f ∂ 2f ∂ 2f
2 2
+ (2, 1)(x − 2) + 2 (2, 1)(x − 2)(y − 1) + 2 (2, 1)(y − 1) +
2! ∂x2 ∂x∂y ∂y
Isto é:
A representação até segunda ordem é:
1 1 2 1 2 2 2
f (x, y) = − (x − 2) + (y − 1) + (x − 2) − (x − 2)(y − 1) + (y − 1)
4 4 4 2! 8
67 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂f ∂f ∂ 2f ∂ 2f ∂ 2f
= ex+2y , = 2ex+2y , = ex+2y , = 2ex+2y , = 4ex+2y
∂x ∂y ∂x2 ∂x∂y ∂y 2
∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f
= ex+2y , = 2ex+2y , = 4ex+2y , = 8ex+2y
∂x3 ∂x2 ∂y ∂x∂y 2 ∂y 3
∂f ∂f ∂ 2f ∂ 2f ∂ 2f
(0, 0) = 1, (0, 0) = 2, (0, 0) = 1, (0, 0) = 2, (0, 0) = 4
∂x ∂y ∂x2 ∂x∂y ∂y 2
∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f
(0, 0) = 1, (0, 0) = 2, (0, 0) = 4, (0, 0) = 8
∂x3 ∂x2 ∂y ∂x∂y 2 ∂y 3
∂f ∂f 1 h ∂ 2f 2 ∂ 2f
f (x, y) = f (0, 0) + (0, 0)x + (0, 0)y + (0, 0)x + 2 (0, 0)xy+
∂x ∂y 2! ∂x2 ∂x∂y
∂ 2f i 1 ∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f ∂ 3f
2 3 2 2 3
+ 2 (0, 0)y + (0, 0)x + 3 2 (0, 0)x y + 3 (0, 0)xy + 3 (0, 0)y
∂y 3! ∂x3 ∂x ∂y ∂x∂y 2 ∂y
Isto é
1 2 1 3
x + 4xy + 4y 2 + x + 6x2 y + 12xy 2 + 8y 3
f (x, y) = 1 + x + 2y +
2! 3!
68 18/11/2022
Capı́tulo 2
Exercı́cios 2-1
Exercı́cio 2.1.1.
Para os exercı́cios seguintes classificar cada equação diferencial segundo a ordem, o
grau (quando possı́vel) e a linearidade. Determine a função incógnita e a variável inde-
pendente
√
1. y ′′′ − 9xy ′ = senx + 2 2. xy ′′ − x2 y ′ + Lnx y = x2
2
n 32
2d s ds d y
3. t 2 − st =t 4. n
= y4 − 1
dt dt dx
dt 5 d2 y dy 4
5. ( ) = 8p 6. x2 · 2 − xy =0
dp dx dx
dn x √
7. n
= y2 + 1 8. xy − x2 y ′ + Lnx y = x2 − x − 1
dy
d6 s
9. − 9p = 0 10. y (5) + xy ′′ + x2 y ′ + cos y = 0
dp6
11. x4 y (4) + 2xy ′′′ = ex 12. (y ′′ )2 − 8xy ′ + 2xy = 0
Solução.
69
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
√
2. xy ′′ − x2 y ′ + Ln x y = x2 .
Equação diferencial ordinária, não linear com coeficientes variáveis e não homogênea
de segunda ordem de primeiro grau.
d2 s ds
3. t2 − st =t
dt2 dt
Equação diferencial ordinária, não linear com coeficientes variáveis de segunda or-
dem não homogênea de primeiro grau.
n 32
d y
4. = y4 − 1
dxn
Equação diferencial ordinária, não linear com coeficientes variáveis de n-ésima ordem
não homogênea, não tem grau.
dt 5
5. ( ) = 8p
dp
Equação diferencial ordinária de primeira ordem não linear homogênea de quinto
grau com coeficientes constantes.
d2 y
2 dy 4
6. x · 2 − xy =0
dx dx
Equação diferencial ordinária, não linear com coeficientes variáveis de segunda or-
dem (não de quarta ordem !) homogênea de primeiro grau.
dn x
7. = y2 + 1
dy n
Aqui x = x(y), é uma equação diferencial ordinária, linear com coeficientes cons-
tantes e não homogênea de n-ésima ordem de primeiro grau.
√
8. xy − x2 y ′ + Lnx y = x2 − x − 1
Equação diferencial ordinária, não linear com coeficientes variáveis de primeira or-
dem não homogênea de primeiro grau.
d6 s
9. − 9p = 0
dp6
Equação diferencial linear ordinária de sexta ordem homogênea de primeiro grau
com coeficientes constantes.
70 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 2.1.2.
Para cada exercı́cio, elimine as constantes arbitrárias e construa a equação diferencial
respectiva.
Solução.
−4(y ′ + y) = y ′′ − y ⇒ y ′′ + 4y ′ + 3y = 0
A equação pedida é y ′′ + 4y ′ + 3y = 0.
3. y = C1 e2x + xC2 e2x ⇒ y ′ = 2C1 e2x + 2xC2 e2x + C2 e2x = 2y + C2 e2x derivando
novamente y ′′ = 2y ′ +2C2 e2x como y ′ −2y = C2 e2x , substituindo y ′′ = 2y ′ +2(y ′ −2y).
A equação pedida é y ′′ − 4y ′ + 4y = 0.
71 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
9. y = x + C1 e−x + C2 e−3x
y ′′ + y ′ − 1 + 3y ′ + 3y − 3 − 3x = 0
Portanto, y ′′ + 4y ′ + 3y = 3x + 4.
10. Cy 2 = x2 + y
72 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 2.1.3.
Para cada exercı́cio, aplicando o teorema de existência e unicidade, determine uma
região onde admite solução a equação diferencial.
x √
1. y ′ = x2 + y 2 2. y ′ = 3. y ′ = y + 3 3 y
y
√ p p
4. y ′ = x − y 5. y ′ = x2 − y − x 6. y ′ = 1 − y 2
y+1
7. y ′ = 8. y ′ = seny − cos y 9. y ′ = 1 − cot y
x−y
′
√ p
10. y = 3 3x − y − 1 11. 2y ′ = 3 3 y 2
Solução.
O teorema diz:
“Seja dada uma equação diferencial y ′ = f (x, y), onde a função f (x, y)
está definida no recinto R = { (x, y) ∈ R2 /. |x − x0 | ≤ a, |y − y0 | ≤ b } do
plano-xy que contêm o ponto (x0 , y0 ).”
“Se a função f (x, y) satisfaz as condições:”
i) Ser função contı́nua nas duas variáveis x e y, no região R.
∂f
ii) Admitir derivada parcial contı́nua com respeito a x e y, no região R.
∂y
Então existe uma, e somente uma solução y = y(x) da equação dada que
satisfaz o problema de valor inicial y ′ = f (x, y), y(x0 ) = y0 .
1. y ′ = x2 + y 2
Segundo o teorema temos que f (x, y) = x2 + y 2 , esta função é contı́nua em R2 .
∂f
Sua derivada parcial = 2y é contı́nua com respeito a x e y, no região R2 .
∂y
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R2 .
x
2. Equação y ′ =
y
x
Segundo o teorema temos que f (x, y) = , esta função é contı́nua em R2 exceto
y
nos pontos (x, 0).
∂f x
Sua derivada parcial = − 2 é contı́nua com respeito a x e y, no região R2
∂y y
exceto nos pontos (x, 0).
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R2 exceto nos pontos (x, 0).
√
3. Equação y′ = y + 3 3 y
√
Segundo o teorema temos que f (x, y) = y + 3 3 y, esta função é contı́nua em R2 .
73 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂f 1
Sua derivada parcial = 1+ p é contı́nua com respeito a x e y, no região R2
∂y 3
y2
exceto nos pontos onde y = 0.
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R2 exceto nos pontos onde
y = 0.
√
4. Equação y′ = x−y
√
Temos que f (x, y) = x − y é contı́nua em R = { (x, y) ∈ R2 . x ≥ y }, isto é,
contı́nua nos pontos embaixo e na fronteira da reta y = x.
∂f 1
Sua derivada parcial = − √ é contı́nua com respeito a x e y, no região
∂y 2 x−y
totalmente embaixo da reta y = x (não considerar a fronteira)
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R = { (x, y) ∈ R2 . x > y }.
p
5. y′ = x2 − y − x
p
Temos que f (x, y) = x2 − y − x é contı́nua em R = { (x, y) ∈2 . x2 − y ≥ 0 },
isto é, contı́nua nos pontos embaixo e na fronteira da parábola y = x2 .
∂f 1
Sua derivada parcial = − p é contı́nua com respeito a x e y, no região
∂y 2 x2 − y
totalmente embaixo da parábola y = x2 (não considerar a fronteira)
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R2 , sen considerar sua fron-
teira.
p
6. y′ = 1 − y2
p
Temos que f (x, y) = 1 − y 2 é contı́nua em R = { (x, y) ∈ R2 . 1 − y 2 ≥ 0 }, isto
é, contı́nua nos pontos da faixa horizontal limitada pelas retas y = ±1, ∀ x ∈ R.
∂f yy ′
Sua derivada parcial = −p é contı́nua com respeito a x e y, no região
∂y 1 − y2
da faixa −1 < y < 1, ∀ x ∈ R, ∀ x ∈ R.
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R2 − { y = ±1 }.
y+1
7. Equação y′ =
x−y
y+1
Temos que f (x, y) = é contı́nua em R = { (x, y) ∈ R2 . x − y ̸= 0 }, isto é,
x−y
contı́nua nos pontos do plano exceto na reta y = x, ∀ x ∈ R.
∂f x+1
Sua derivada parcial = é contı́nua nos pontos do plano exceto na reta
∂y (x − y)2
y = x, ∀ x ∈ R
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R2 − { y = x }.
74 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
9. Equação y ′ = 1 − cot y
Temos que f (x, y) = 1 − cot y é contı́nua em R = { (x, y) ∈ R2 . y ̸= 0 }, isto é,
contı́nua nos pontos do plano exceto nas retas y = 2kπ, ∀ k ∈ Z.
∂f
Sua derivada parcial = csc2 y é contı́nua nos pontos do plano exceto nas retas
∂y
y = 2kπ, ∀ k ∈ Z
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R2 − { y = 2kπ, ∀ k ∈ Z }.
√
10. Equação y ′ = 3x − y − 1
3
√
Temos que f (x, y) = 3 3x − y − 1 é contı́nua em (x, y) ∈ R2 , isto é, contı́nua em
todos os pontos do plano.
∂f 1
Sua derivada parcial =− p é contı́nua nos pontos do plano exceto
∂y 3 (3x − y)2
3
na reta 3x = y
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R2 − { 3x = y }.
p
11. Equação 2y ′ = 3 3 y 2
3p
Temos que f (x, y) = 3 y 2 é contı́nua em (x, y) ∈ R2 , isto é, contı́nua em todos
2
os pontos do plano.
∂f 1
Sua derivada parcial = −p é contı́nua nos pontos do plano exceto na reta
∂y 3
y2
y = 0.
Portanto, existe solução em qualquer ponto (x0 , y0 ) ∈ R2 − { y = 0 }.
Exercı́cio 2.1.4.
Determine se, a função indicada é solução da equação.
Zx
sent
9. função: y = x dt, equação: xy ′ = y + xsenx.
t
0
ex
Z
10. função: y = x dx , equação: xy ′ − y = xex .
x
)
x = cos t
11. função: , equação: x + yy ′ = 0.
y = sent
)
x = tet
12. função: equação: (1 + xy)y ′ + y 2 = 0.
y = e−t
)
x = earctan t
13. função: , equação: y − xy ′ = 0.
y = e− arctan t
x = tLnt o y′
14. função: , equação: y ′ Ln( ) = 4x.
y = t2 (2Ln(t) + 1) 4
(
−x2 se, x<0
15. função: y = , equação: xy ′ − 2y = 0.
x2 se, x≥0
(
0 se, x<0
16. função: y = , equação: (y ′ )2 − 9xy = 0.
x3 se, x≥0
1
18. função: y = , equação: y ′ + 2xy 2 = 0 em (−1, 1) porém não em
x2
−1
qualquer outro intervalo mais amplo contendo (−1, 1).
Solução.
76 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Sim, é solução ∀ x ∈ R.
√
5. Função: y = x 1 − x2 , equação: yy ′ = x − 2x3 .
√
Supondo x ∈ [−1, 1], temos que existe y = x 1 − x2 ⇒ y 2 = x2 (1 − x2 )
derivando implicitamente 2yy ′ = 2x − 4x3 = 2(x − x3 ).
Sim, é solução ∀ x ∈ [−1, 1].
√
6. Função: y = 2 + C 1 + x2 , equação: (1 − x2 )y ′ + xy = 2x.
Para todo x ∈ R derivando e multiplicando por (1 − x2 ) temos (1 − x2 )y ′ =
2 2 √
x(1 − x )C x(1 − x )C
⇒ (1 − x2 )y ′ + xy =
√ √ + 2x + xC 1 + x2 ⇒
1 + x2 1 + x2
2xC
(1 − x2 )y ′ + xy = 2x + √
1 + x2
√
Não, é solução da equação y = 2 + C 1 + x2 .
77 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Zx Zx
x t2 ′ x 2 2 2
y=e e dt ⇒ y =e et dt + ex (ex ) = y + ex+x
0 0
2
logo, y ′ − y = ex+x .
2
Observe, se x = 0 temos y = e0 (0) = 0 de onde 0 = y ′ − y ̸= 1 = e0+0 .
Portanto, sim, é solução em R − {0}.
Zx
sent
9. Função: y = x dt, equação: xy ′ = y + xsenx.
t
0
Aplicando o teorema fundamental do cálculo integral segue que
Zx Zx
sent sent
y=x dt ⇒ y′ = dt + senx
t t
0 0
logo, xy ′ = y + xsenx.
Portanto, sim, é solução em R.
Z x
e
10. Função: y = x dx , equação: xy ′ − y = xex .
x
Z x Z x
e x ′ e
′
Derivando y = dx + e ⇒ xy = x dx + xex , isto é xy ′ = y + xex
x x
Portanto, sim, é solução em R.
)
x = cos t
11. Função: , equação: x + yy ′ = 0.
y = sent
Temos
)
dy
dx = −sent dy cos t x
⇒ = dt
dx
=− =− ⇒ x + yy ′ = 0
dy = cos t dx dt
sent y
78 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Sim é solução!
)
x = tet
12. Função: equação: (1 + xy)y ′ + y 2 = 0.
y = e−t
Temos
)
dx = (t + 1)et dt dy e−t e−2t
⇒ =− = − ⇒
dy = −e−t dt dx (t + 1)et (t + 1)
Sim, é solução em R.
)
x = earctan t
13. Função: , equação: y − xy ′ = 0.
y = e− arctan t
Temos
dt xdt
arctan t
dx = e · 2
=
dy y
1+t 1 + t2 ⇒ =− ⇒ xy ′ + y = 0
(−dt) −ydt dx x
dy = e− arctan t · 2
=
1+t 1 + t2
Não é solução!
x = tLnt o y′
14. Função: , equação: y ′ Ln( ) = 4x.
y = t2 (2Ln(t) + 1) 4
Temos
)
dx = (Lnt + 1)dt 4tLnt + 4t y′
⇒ y′ = = 4t e Ln( ) = Ln(t)
dy = (4tLnt + 3t)dt Lnt + 1 4
y′
y ′ Ln( ) = 4tLn(t) = 4x
4
Sim é solução!
(
−x2 se, x<0
15. Função: y = , equação: xy ′ − 2y = 0.
x2 se, x≥0
A função y = y(x) é contı́nua em x = 0, mediante a definição da derivada, mostra-se
que
f (h) − f (0) −h2 − 0
f ′ (0− ) = lim− = lim− =0
h→0 h h→0 h
79 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
f (h) − f (0) h2 − 0
f ′ (0+ ) = lim+ = lim+ =0
h→0 h h→0 h
( (
dy −2x se, x < 0 dy −2x2 se, x<0
Temos = ⇒ x =
dx 2x se, x ≥ 0 dx 2x2 se, x≥0
(
2x2 se, x < 0
Também −2y = 2
⇒ xy ′ − 2y = 0
−2x se, x ≥ 0
Sim, é solução em R.
(
0 se, x<0
16. Função: y = , equação: (y ′ )2 − 9xy = 0.
x3 se, x≥0
Como (
0 se, x<0
−9xy = 4
⇒ (y ′ )2 − 9xy = 0
−9x se, x≥0
Sim, é solução em R.
Exercı́cio 2.1.5.
80 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
√ √ dy x
Mostre que y = 9 − x2 e y = − 9 − x2 são soluções para = − no intervalo
( √ dx y
9−x 2 se, −3 < x < 0
(−3, 3). Explicar por que y = √ não é uma solução para
− 9 − x2 se, 0 ≤ x < 3
a equação diferencial no intervalo (−3, 3).
Solução.
√
Temos que y = 9 − x2 existe em R sempre que x ∈ [−3, 3]. Se x = ±3 segue que
dy x
y = 0, assim, = − não tem sentido. Logo, caso exista solução será no intervalo
dx y
(−3, 3).
√ x
Como y = 9 − x2 ⇒ y 2 = 9 − x2 ⇒ 2yy ′ = −2x de onde y ′ = − em
√ y
2
(−3, 3). O caso y = − 9 − x é análogo.
√ √ dy x
Portanto y = 9 − x2 e y = − 9 − x2 são soluções para = − no intervalo
dx y
(−3, 3).
Para o caso da função dada temos
( √
9 − x2 se, −3 < x < 0
y= √
− 9 − x2 se, 0 ≤ x < 3
Exercı́cio 2.1.6.
Determine valores de m para que y = xm seja uma solução para cada equação diferen-
cial.
1. x2 y ′′ − y = 0 2. x2 y ′′ + 6xy ′ + 4y = 0
Solução.
81 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 2.1.7.
Determine valores de m para que y = emx seja uma solução para cada equação dife-
rencial.
1. y ′′ − 5y ′ + 6y = 0 2. y ′′ + 10y ′ + 25y = 0
Solução.
y ′′ − 5y ′ + 6y = 0 ⇒ emx (m2 − 5m + 6) = 0
Exercı́cio 2.1.8.
Determine uma solução do problema de valor inicial (pvi) indicado para a solução
geral dada, onde C1 e C2 são constantes arbitrárias.
82 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 2.1.9.
Determine uma solução do problema de valores de contorno indicado para a solução
geral dada, onde C1 e C2 são constantes arbitrárias.
π π
1. y ′′ + 4y = 0; y( ) = 0, y( ) = 1. Solução geral: y = C1 sen2x + C2 cos 2x.
8 6
π
2. y ′′ + 4y = 0; y(0) = 1, y( ) = 2. Solução geral: y = C1 senx + C2 cos x.
2
Solução.
π π
1. y ′′ + 4y = 0; y( ) = 0, y( ) = 1..
8 6
Como a solução geral é: y = C1 sen2x + C2 cos 2x então
π π √
0 = C1 sen + C2 cos ⇒ 0= 2(C1 + C2 ) ⇒ 0 = C1 + C2
4 4
π π 1 √ √
1 = C1 sen + C2 cos ⇒
1 = ( 3C1 + C2 ) ⇒ 2= 3C1 + C2
3 3 2
√ √
Resolvendo o sistema C1 = 3 + 1, C2 = −( 3 + 1)
π
2. y ′′ + 4y = 0; y(0) = 1, y( ) = 2.
2
Como a solução geral é: y = C1 sen2x + C2 cos 2x então
1 = C1 sen0 + C2 cos 0 ⇒ 1 = C2
π π
2 = C1 sen + C2 cos ⇒ 2 = C1 + 0 ⇒ 2 = C1
2 2
Portanto, C1 = 2, C2 = 1.
Exercı́cio 2.1.10.
Determine C1 e C2 de modo que a função dada, satisfaça as condições indicadas.
83 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
π π √
1. Função: y = C1 sen2x + C2 cos 2x + 1. Condições: y( ) = 0, y ′ ( ) = 2
8 8
2. Função: y = C1 e2x + C2 ex + 2senx. Condições: y(0) = 1, y ′ (0) = 1
Solução.
√
1. Função: y = C1 sen2x + C2 cos 2x + 1. Condições: y( π8 ) = 0, y ′ ( π8 ) = 2
√ √
2 2
Observe que y( π8 ) = C1 sen 2π
8
+ C2 cos 2π
8
+1=0 ⇒ C1 + C2 = −1.
2 2
√
A derivada y ′ = 2C1 cos 2x−2C2 sen2x ⇒ y ′ (0) = 2C1 cos 2π
8
−2C 2 sen 2π
8
= 2
√ ) √ √
C1 + C2 = − 2 1− 2 1+ 2
Resolvendo o sistema ⇒ C1 = C2 = − .
C1 − C2 = 1 2 2
√ √
1− 2 1+ 2
Portanto, y(x) = sen2x − cos 2x + 1.
2 2
2. Função: y = C1 e2x + C2 ex + 2senx. Condições: y(0) = 1, y ′ (0) = 1
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Exercı́cio 2.1.11.
Para os seguintes exercı́cios, determine C1 e C2 de modo que y(x) = C1 senx+C2 cos x
satisfaça s condições dadas. Determine se tais condições são iniciais ou de contorno.
π π
1. y(0) = 1, y ′ (0) = 2 2. y(0) = 2, y ′ (0) = 1 3. y( ) = 1, y ′ ( ) = 2
2 2
π π
4. y(0) = 1, y( ) = 1 5. y ′ (0) = 1, y( ) = 1 6. y(0) = 1, y ′ (π) = 1
2 2
3π π π
7. y(0) = 1, y( ) = 2 8. y(0) = 0, y ′ (0) = 0 9. y( ) = 0, y( ) = 1
2 4 6
′ π
10. y(0) = 0, y ( ) = 1
2
85 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Solução.
π π
3. Dado y(x) = C1 senx + C2 cos x, como y( ) = 1, y ′ ( ) = 2 então
2 2
π π π
y( ) = 1 ⇒ 1 = C1 sen + C2 cos ⇒ C1 = 1
2 2 2
π π
y ′ (x) = C1 cos x − C2 senx ⇒ 2 = C1 cos − C2 sen ⇒ C2 = −2
2 2
π
4. Dado y(x) = C1 senx + C2 cos x, como y(0) = 1, y( ) = 1 então
2
π π π
y( ) = 1 ⇒ 1 = C1 sen + C2 cos ⇒ C1 = 1
2 2 2
π
5. Dado y(x) = C1 senx + C2 cos x, como y ′ (0) = 1, y( ) = 1 então
2
π π π
y( ) = 1 ⇒ 1 = C1 sen + C2 cos ⇒ C1 = 1
2 2 2
86 18/11/2022
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3π 3π 3π
y( )=2 ⇒ 2 = C1 sen + C2 cos ⇒ C1 = −2
2 2 2
As condições são de contorno, e C1 = 1, C2 = −2.
π π π
y ′ (x) = C1 cos x − C2 senx ⇒ y ′ ( ) = C1 cos − C2 sen = 1 ⇒ C2 = −1
2 2 2
As condições são de contorno, o problema não tem solução.
Exercı́cio 2.1.12.
Demonstrar que a curva cujo coeficiente angular da tangente em cada ponto é propor-
cional à abscissa do ponto de tangencia é uma parábola.
Solução.
87 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Seja y = y(x) a curva. No ponto (x0 , y0 ) da curva, temos que o coeficiente angular da
dy
reta tangente é dado por (x0 ).
dx
dy
Pela hipótese do problema temos que (x0 ) = Kx0 , onde K ∈ R é uma constante.
dx
Em geral em qualquer ponto da curva y = y(x) temos a equação diferencial que satisfaz
dy dy
as condições do problema é (x) = Kx, isto é = Kx ⇒ y = K1 x2 + K2 onde
dx dx
1
K1 = K.
2
Portanto, a parábola y = K1 x2 + K2 satisfaz as condições do problema.
Exercı́cio 2.1.13.
Achar uma curva que passe pelo ponto (1, 1) de tal maneira que o coeficiente angular
da tangente em cada ponto seja diretamente proporcional ao quadrado da ordenada nesse
ponto.
Solução.
Exercı́cio 2.1.14.
√ 1
Verificar que y1 (t) = t e y2 (t) = são soluções da equação diferencial 2t2 y ′′ +
t
3ty ′ − y = 0.
Solução.
√ 1
Como y1 (t) = t e y2 (t) = são linearmente independentes e pelas propriedades da
t
√ 1
linearidade da derivada, então y(t) = t + também será solução. Temos
t
1 1 1 2
y ′ (t) = √ − 2 ⇒ y ′′ (t) = − √ + 3
2 t t 4t t t
3t 3 t 4
3ty ′ = √ − ⇒ 2t2 y ′′ = − √ +
2 t t 2 t t
somando
t 4 3t 3 √ 1
2t2 y ′′ + 3ty ′ = − √ + + √ − = t + = y ⇒ 2t2 y ′′ + 3ty ′ − y = 0
2 t t 2 t t t
√ 1
Portanto, y1 (t) = t e y2 (t) = são soluções da equação diferencial 2t2 y ′′ +3ty ′ −
t
y = 0.
88 18/11/2022
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Exercı́cio 2.1.15.
r
2 t2
Verificar que y(t) = 1 + Ln(1 + t3 ) é solução do pvi y′ = , y(0) = 1.
3 y(1 + t3 )
Para qual intervalo esta solução é válida?
Solução.
r
2
Dado y(t) = 1 + Ln(1 + t3 ) então
3
2 2 3t2 t2
y 2 = 1 + Ln(1 + t3 ) ⇒ 2yy ′ = · ⇒ y′ =
3 3 1 + t3 y(1 + t3 )
r r
2 2
Em y(t) = 1 + Ln(1 + t3 ) ⇒ y(0) = 1 + Ln(1 + 03 ) = 1. A solução é
3 3
válida para todo x ≥ 0,
r x ∈ R.
2
Portanto, y(t) = 1 + Ln(1 + t3 ) é solução do pvi dado.
3
Exercı́cio 2.1.16.
p
O problema de valor inicial y ′ = 2 |x|; y(0) = 0 admite duas soluções y = x|x| e
y = 0. Este resultado contradiz o Teorema 2.1?
Solução.
Não contradiz o Teorema 2.1, em verdade não satisfaz as condições do teorema, pois
não é lipschitziana na origem. Este problema admite, no entanto, soluções, embora não
exista unicidade.
p ∂f
Duas possı́veis soluções são: y ′ = f (x, y) = 2 |x| ⇒ = ...
∂y
Exercı́cio 2.1.17.
A população de uma cidade é de 1.000.000 de habitantes. Houve uma epidemia e 10%
da população contraiu um vı́rus. Em sete dias esta porcentagem cresceu para 20%. O
vı́rus se propaga por contato direto entre indivı́duos enfermos e sãos (logo, é proporcional
ao número de contatos). A partir destes dados e supondo que o modelo seja fechado,
isto é, a população se mantém constante, sem nascimentos, mortes ou migração, e os
indivı́duos tendo toda a liberdade de interagir, calcule:
Solução. 1.
nε nδ
x= , y= , x + y = 1, nε + nδ = n
n n
89 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
x
⇒ = Aekt onde A = eC
1−x
0, 1 1
Quando t = 0 temos que x = 10% = 0, 1, assim = Aek·0 ⇒ A= de
1 − 0, 1 9
x 1
onde = ekt .
1−x 9
0, 2 1 1
Quando t = 7 temos que x = 20% = 0, 2, assim = e7k ⇒ k = Ln 94 de
1 − 0, 2 9 7
x 1
onde = ekt .
1−x 9
exp( 7t Ln 94 ) 9
Portanto, x(t) = t 9 e y(t) = .
9 + exp( 7 Ln 4 ) 9 + exp( 7t Ln 94 )
Solução. 2.
O tempo necessário para que a porcentagem de indivı́duos enfermos seja de 50% é
1
x(t∗ ) = = 0, 5.
2
x 1 t∗ 9 0, 5 1 t∗ 9 Ln9
= exp( Ln ) ⇒ = exp( Ln ) ⇒ t∗ = 7 ≈ 19 dias
1−x 9 7 4 1 − 0, 5 9 7 4 Ln 94
Exercı́cio 2.1.18.
Numa colmeia, a razão de crescimento da população p é uma função da população
dp
f (p). Assim = f (p).
dt
1. Calcular p(t) para f (p) = β · p, onde β e uma constante positiva, e determinar a
população limite do sistema.
2. Encontrar p(t) para f (p) = β · p − Ap2 , onde β e A sao constantes positivas. Calcular
novamente a população limite do sistema.
Solução.
Z Z
dp 1 1
1. = β·p ⇒ dp = βdt ⇒ dp = βdt logo Lnp = βt + C. Isto é
dt p p
p(t) = Aeβt onde A = eC . Quando t = 0 temos p(0) = p0 ⇒ p0 = Aeβ·0 = A.
90 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dp 1
2. Temos = βp − Ap2 ⇒ dp = dt
dt βp − Ap2
Z Z " Z # Z
1 1 A 1 1
dp = dt ⇒ ( + β
)dp = dt
βp − Ap2 A β p A
−p
s
1 β pA βDeβt
[Lnp − Ln( − p)] = t + C ⇒ β
= et+C ⇒ p(t) =
β A β − Ap p0 + p0 Deβt
onde D = eβC .
βDeβt
Portanto, p(t) = , supondo p0 fixo quando t → +∞ segue que p(t) →
p0 + p0 Deβt
β
.
p0
91 18/11/2022
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Exercı́cios 2-2
Exercı́cio 2.2.1.
Determine quais das seguintes equações diferenciais são lineares:
1. y ′ = (senx)y + ex 2. y ′ = xseny + ex 3. y′ = y2 + x
4. y′ = 5 5. y ′ = xy + 1 6. xy ′ + 2y = 0
Solução.
4. y ′ = 5 podemos escrever
92 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 2.2.2.
Para cada exercı́cio, encontre uma solução para cada equação diferencial dada que
passe pelos pontos indicados:
dy 1
1. − y 2 = −9 (a) (0, 0) (b) (0, 3) (c) ( , 1)
dx 3
dy 1 1
2. x = y2 − y (a) (0, 1) (b) (0, 0) (c) ( , )
dx 2 2
Solução.
Z Z
dy 2 dy dy
1. − y = −9 ⇒ 2
− dx = 0 ⇒ − dx = 0 logo a solução
dx y −9 y2 − 9
1 y − 3
geral é Ln −x=C
6 y + 3
1 0 − 3
(a) Quando passa por (0, 0) ⇒ Ln − 0 = C ⇒ C = 0. A equação
6 0 + 3
y − 3
pedida é Ln = 6x
y + 3
1 3 − 3
(b) Quando passa por (0, 3) ⇒ Ln − 0 = C ⇒ C = −∞, pois
6 3 + 3
lim Lnε = −∞. Não existe solução da equação que passe por (0, 3).
ε→0
1 1 1 − 3 1 1 1 1
(c) Quando passa por ( , 1) ⇒ Ln − = C ⇒ C = Ln − .
3 6 1+3 3 6 2 3
y − 3
A equação pedida é Ln − 6x = 1
y + 3
Z Z
dy 2 dy 1 dy 1
2. x = y −y ⇒ 2
− dx = 0 ⇒ 2
− dx = C1 logo a
dx y −y x y −y x
y − 1
solução geral é Ln − Lnx = LnC ⇔ y − 1 = Cxy
y
(a) Quando passa por (0, 1) ⇒ y − 1 = Cxy ⇒ C = 0. A equação pedida
é y = 1
(b) Quando passa por (0, 0) ⇒ y − 1 = Cxy ⇒ −1 = 0. A equação pedida
não existe.
1 1 1 1
(c) Quando passa por ( , ) ⇒ −1 = C ⇒ C = −2. A equação
2 2 2 4
pedida é y − 1 = −2xy.
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Exercı́cio 2.2.3.
Determine a solução geral para as seguintes equações diferenciais:
dy
1. − y · tan x = senx 2. (x + seny − 1)dy − cos y · dx = 0
dx
dy
3. (1 + x2 ) + y = arctan x 4. dx + 2xdy = e−2y · sec2 y · dy
dx
dy dy
5. = y · tan x + cos x 6. x · − y = x2
dx dx
7. y 2 dx − (2xy + 3)dy = 0 8. x · Lnx · dy + (y − 2Lnx)dx = 0
dy y cot x dx 6xy 2
9. + − =0 10. + 2 = (y2y+1)4
dx x x dy y + 1
dy 1 dy senx − (1 − y) cos x
11. + 4y = 4x
12. =
dx 3 + 2e dx senx
dr
13. + 3r · cot θ = −5sen(2θ) 14. x cos xdy + [y(xsenx + cos x) − 1]dx = 0
dθ
2 dy x2 dy
15. x(x − 1) + y = √ 16. + y sec2 = tan x · sec2 x
dx 2
x −1 dx
dy dr
17. xLnx + y = Ln(Lnx) 18. + 2r cos(2θ) = sen(4θ)
dx dθ
Solução.
dy R
1. − y · tan x = senx ⇒ u(x) = e− tan xdx
= eLn cos x = cos x ⇒
dx
Z
d
[y · u(x)] = u(x) · senx ⇒ y cos x = cos xsenxdx + C ⇒
dx
sen2 x
1
y cos x = sen2 x + C ⇒ y = sec x · +C
2 2
sen2 x
Portanto, y = sec x · +C .
2
dx 1 seny − 1
2. (x + seny − 1)dy − cos y · dx = 0 ⇒ − x=
dy cos y cos y
R 1
µ(y) = e− sec ydy
= e−Ln(sec y+tan y) =
sec y + tan y
seny − 1 seny − 1
Z
d x
[x · µ(y)] = µ(y) · ( ) ⇒ = dy + C
dy cos y sec y + tan y cos x(sec y + tan y)
(sen2 y − 2seny + 1)
Z
x
=− +C
sec y + tan y cos2 y
Z
x
= − [tan2 y − 2 tan y sec y + sec2 y] + C
sec y + tan y
x
= −2[tan y − sec y] − C + y
sec y + tan y
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Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
x = (y − C)(sec y + tan y) + 2
dy R 1
dx
3. (1 + x2 ) + y = arctan x ⇒ µ(x) = e 1+x2 = earctan x ⇒
dx
Z
d 1 arctan x arctan x
[y · µ(x)] = µ(x) · arctan x ⇒ ye = earctan x dx + C
dx 1 + x2 1 + x2
x = e−2y [tan x + C]
dy R
5. = y · tan x + cos x ⇒ µ(x) = e− tan xdx
= eLn cos x = cos x ⇒
dx
Z
d
[y · µ(x)] = µ(x) · cos x ⇒ y cos x = cos x cos xdx + C ⇒
dx
1 1 1
y cos x = [x + sen(2x)] + C ⇒ y = sec x · [2x + sen(2x) + C
2 2 4
1
Portanto, y= sec x[2x + sen(2x) + 4C].
4
dy dy 1 R 1 1
6. x· − y = x2 ⇒ − y=x ⇒ µ(x) = e− x
dx
=
dx dx x x
Z
d 1
[y · µ(x)] = µ(x) · x ⇒ y = dx + C
dx x
Portanto, y = x2 + xC].
dx 1 3 R 2 1
µ(y) = e− dx 2
7. y 2 dx − (2xy + 3)dy = 0 ⇒ − 2x = 2 ⇒ y = e−Lny =
dy y y y2
Z
d 3 1 3 1
[x · µ(y)] = µ(y) · 2 ⇒ x 2 = 4
dy + C = − 3 + C
dy y y y y
95 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Portanto, x = Cy 2 − .
y
dy 1 2
8. x · Lnx · dy + (y − 2Lnx)dx = 0 ⇒ + y=
dx x · Lnx x
1
R
dx
µ(x) = e x·Lnx = eLn(Lnx) = Lnx ⇒
Z
d 2 2
[y · µ(x)] = µ(x) · ⇒ y · Lnx = Lnxdy + C = [Lnx]2 + C
dx x x
C
Portanto, y = Lnx + .
Lnx
dy y cot x R 1
dx
9. + − =0 ⇒ µ(x) = e x = eLnx = x ⇒
dx x x
Z
d cot x cot x
[y · µ(x)] = µ(x) · ⇒ yx = x dx + C ⇒
dx x x
1
yx = Ln(senx) + C ⇒ y= · [Ln(senx) + C]
x
1
Portanto, y= · [Ln(senx) + C].
x
6y R
dx 6xy y2 2
dy
µ(x) = e y + 1 = eLn(y +1) = (y 2 + 1)3
2 3
10. + 2 = 2 ⇒
dy y + 1 (y + 1)4
y2 y 2 (y 2 + 1)3
Z
d 2 3
[x · µ(x)] = µ(x) · 2 ⇒ x(y + 1) = dy + C ⇒
dy (y + 1)4 (y 2 + 1)4
y2
Z
2 3
x(y + 1) dy + C ⇒ x(y 2 + 1)3 = y − arctan y + C ⇒
y2 + 1
1
Portanto, x= [y − arctan y + C].
(y 2 + 1)3
dy 1 R
4dx
11. + 4y = ⇒ µ(x) = e = e4x ⇒
dx 3 + 2e4x
e4x
Z
d 1 4x
[y · µ(x)] = µ(x) · ⇒ ye = dx + C ⇒
dx 3 + 2e4x 3 + 2e4x
4x 1 −4x 1
ye = Ln(3 + 2e4x ) + C ⇒ y=e · Ln(3 + 2e4x ) + C
8 8
h 1
i
Portanto, y = e−4x Ln(3 + 2e4x ) 8 + C .
96 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dy senx − (1 − y) cos x dy
12. = ⇒ − y cot x = 1 − cot x
dx senx dx
R
µ(x) = e− cot xdx
= e−Ln(senx) = csc x ⇒
Z
d
[y · µ(x)] = µ(x)[1 − cot x[ ⇒ y csc x = csc x(1 − cot x)dx + C ⇒
dx
y csc x = Ln(csc x − cot x) − csc x + C
dr R 3θ
13. + 3r · cot θ = −5sen(2θ) ⇒ µ(θ) = e3 cot θdx
= eLnsen = sen3 θ ⇒
dθ
Z
d
[r · µ(θ)] = −µ(θ) · 5sen(2θ) ⇒ rsen θ = −5 sen3 θsen(2θ)dθ + C
3
⇒
dθ
Z
rsen θ = −10 sen4 θ cos θdθ + C = −2sen5 θ + C
3
xsenx cos x 1
14. x cos xdy+[y(xsenx+cos x)−1]dx = 0 ⇒ y ′ +y( + )= ⇒
x cos x x cos x x cos x
1 1 R
(tan x+ x1 )dx x
y ′ + y(tan x + ) = ⇒ µ(x) = e = e−Ln cos x+Lnx =
x x cos x cos x
Z
d 1 x x 1
[y · µ(x)] = µ(x) · ⇒ y· = · dx + C ⇒
dx x cos x cos x cos x x cos x
cos x
y= tan x + C
x
1
Portanto, y= [senx + C · cos x].
x
√
2 dy x2 R 1
dx x2 − 1
15. x(x − 1) + y = √ ⇒ µ(x) = e x(x2 −1) = ⇒
dx x2 − 1 x
√
x2 − 1
Z
d x 1
[y · µ(x)] = µ(x) · p ⇒ y = dx + C ⇒
dx (x − 1)3
2 x x2 −1
√
x2 − 1 1 1
y = Ln(x − 1) − Ln(x + 1) + C
x 2 2
r
x x−1
Portanto, y=√ Ln +C .
x2 − 1 x+1
97 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dy R
sec2 xdx
16. + y sec2 x = tan x · sec2 x ⇒ µ(x) = e = etan x ⇒
dx
Z
d
[y · µ(x)] = µ(x) · tan x · sec2 x ⇒ ye tan x
= etan x tan x · sec2 xdx + C ⇒
dx
Seja u = tan x
Z Z
tan x 2
e tan x · sec xdx = eu · udu = eu (u − 1) = etan x (tan x − 1)
yLnx = Lnx(Ln(Lnx) − 1) + C
C
Portanto, y = Ln(Lnx) + − 1.
Lnx
dr R
2 cos(2θ)dθ
18. + 2r cos(2θ) = sen(4θ) ⇒ µ(θ) = e = esen(2θ) ⇒
dθ
Z
d sen(2θ)
[r · µ(θ)] = µ(θ) · sen(4θ) ⇒ re = esen(2θ) · sen(4θ)dθ + C ⇒
dθ
Seja u = sen(2θ)
Z Z
sen(2θ)
e · sen(4θ)dθ = eu · udu = eu (u − 1) = esen(2θ) (sen(2θ) − 1)
Exercı́cio 2.2.4.
Resolver ex dx − ydy = 0, y(0) = 1.
Solução.
Integrando, Z Z
x 1
e dx − ydy = C ⇒ ex − y 2 = C
2
98 18/11/2022
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1 1
e0 − (1)2 = C ⇒ C=
2 2
Portanto, y 2 = 2ex − 1.
Exercı́cio 2.2.5.
Determine quais das seguintes equações diferenciais são de variáveis separáveis.
2
dy 2y + 3
1. (1 + xy)dx + ydy = 0 2. = 3. xy 2 dx − x2 y 2 dy = 0
dx 4x + 5
1 + 2y 2
dx dy dy
4. senxdx + y 2 dy = 0 5. = 6. x + 2y = xy
dy ysenx dx dx
dy dS p
7. (y − yx2 ) = (y + 1)2 8. = kS 9. x 1 − y 2 dx = dy
dx dr
10. (1 + x2 + y 2 + x2 y 2 )dy = y 2 dx
Solução.
1. (1 + xy)dx + ydy = 0
4. senxdx + y 2 dy = 0
dx 1 + 2y 2 1 + 2y 2
5. = ⇒ senxdx − dy = 0
dy y · senx y
Sim, é de variáveis separáveis.
dy dy
6. x + 2y = xy
dx dx
Portanto, sim, é de variáveis separáveis.
dy dy dx ydy
7. (y − yx2 ) = (y + 1)2 ⇒ y(1 − x2 ) = (y + 1)2 ⇒ 2
− =0
dx dx 1−x (y + 1)2
Portanto, sim, é de variáveis separáveis.
99 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dS dS
8. = kS ⇒ − kdr = 0
dr S
Portanto, sim, é de variáveis separáveis.
p dy
9. x 1 − y 2 dx = dy ⇒
xdx − p = 0.
1 − y2
Portanto, sim, é de variáveis separáveis.
Exercı́cio 2.2.6.
Determine a solução geral para as seguintes equações de variáveis separáveis.
Solução.
1 1
1. (1 + y 2 )dx + (1 + x2 )dy = 0 ⇒ 2
dx + dy = 0
1+x 1 + y2
Z Z
1 1
dx + dy = C ⇒ arctan x + arctan y = C
1 + x2 1 + y2
100 18/11/2022
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p
Portanto, x 1 + y 2 = C é a solução geral na forma implı́cita da equação diferen-
cial.
y2 x2
3. (y 2 + xy 2 )y ′ + x2 − yx2 = 0 ⇒ dy + dy = 0
1−y 1+x
x2 y2
Z Z
1 2 1
dx + dy = C ⇒ x − x + Ln(x + 1) − y 2 − y − Ln(y − 1) = C
1+x 1−y 2 2
1 2 x+1
Portanto, (x − y 2 ) − (x + y) + ln = C é a solução geral na forma implı́cita
2 y−1
da equação diferencial.
1 1
4. (1 + y 2 )dx = xdy ⇒ dx − dy = 0
x 1 + y2
Z Z
1 1
dx − dy = C ⇒ Lnx − arctan y = C
x 1 + y2
√ p
Portanto, 1 + x2 + 1 + y 2 = C é a solução geral na forma implı́cita da equação
diferencial.
p √ x y
6. x 1 − y 2 dx + y 1 − x2 dy = 0, y(0) = 1 ⇒ √ dx + p dy = 0
1−x 2 1 − y2
Z
x
Z
y √ p
√ dx + p dy = C ⇒ 1 − x2 + 1 − y 2 = −C
1 − x2 1 − y2
√ √
Quando y(0) = 1 ⇒ x = 0, y = 1, logo 1 − 02 + 1 − 12 = −C ⇒ C =
−1
√ p
Portanto, 1 − x2 + 1 − y 2 = 1 é a solução geral na forma implı́cita da equação
diferencial.
dy 1
7. e−y (1 + y ′ ) = 1 ⇒ ) = ey ⇒
(1 + y
dy = dx ⇒
dx e −1
e−y
Z Z
−y
dy − dx = 0 ⇒ Ln(1 − e−y ) − x = LnC
1−e
101 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 1
8. yLnydx + xdy = 0, y(1) = e2 ⇒ dx + dy = 0 ⇒
x yLny
Z Z
1 1
dx + dy = C1 ⇒ Lnx + Ln(Lny) = LnC ⇒ xLny = C
x yLny
ax a−y
Z Z
x
a dx − a−y dy = C ⇒ + =C
Lna Lna
2x ey
10. ey (1 + x2 )dy − 2x(1 + ey )dx = 0 ⇒ dx − dy = 0 ⇒
1 + x2 1 + ey
ey
Z Z
2x
dx − dy = LnC ⇒ Ln(1 + x2 ) − Ln(1 + ey ) = LnC
1 + x2 1 + ey
dx
11. (1 + ex )yy ′ = ey , y(0) = 0 ⇒ ye−y dy − = 0, logo
1 + ex
Z Z Z
−y dx
ye dy − =C ⇒ −ye − (−e−y )dy + Ln(e−x + 1) = C
−y
1 + ex
1 2x 1
Portanto, e − [ey + arctan y + Ln(1 + y 2 )] = C é a solução geral na forma
2 2
implı́cita da equação diferencial.
102 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dy dz dy dz
13. = (x + y + 1)2 . Seja z = x + y + 1 ⇒ = 1 + , logo − 1 = z2 ⇒
dx dx dx dx
1
dz − dx = 0 ⇒ x = C + arctan z
z2 +1
dy 1−x−y dz 1−z dz 1
= ⇒ −1= ⇒ = ⇒
dx x+y dx z dx z
Z Z
1 2
zdz − dx = C ⇒ z −x=C
2
dy dz dz
= tan2 (x + y) ⇒ − 1 = tan2 z ⇒ = sec2 z ⇒
dx dx dx
Z Z
1
cos2 zdz − dx = C ⇒ z + sen(2z) − 2x = C1
2
dy dz 1 − senz
= sen(x + y) ⇒ − 1 = senz ⇒ dz − dx = 0 ⇒
dx dx cos2 z
Z Z Z
2
sec zdz − (sec z tan z)dz − dx = C ⇒ tan z − sec z − x = C
dz √ dz √
+2=2+ z ⇒ √ − dx = 0 ⇒ 2 z−x=C
dx z
√
Portanto, 2 y − 2x + 3 − x = C é solução geral da equação diferencial.
103 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dy dz dy
18. = 1 + ey−x+5 . Seja z = y − x + 5 ⇒ = − 1, logo
dx dx dx
dz dz
+ 1 = 1 + ez ⇒ − dx = 0 ⇒ −e−z − x = C1
dx ez
Exercı́cio 2.2.7.
Mediante substituição apropriada, reduza cada equação a uma de variáveis separáveis
e encontre a solução geral.
dy 2x − y + 1
1. (2x − y + 4)dy + (4x − 2y + 5)dx = 0 2. =
dx 6x − 3y − 1
3. (x + y + 1)dx + (2x + 2y − 1)dy = 0 4. y ′ = (8x + 2y + 1)2
Solução.
dt dt t+4
(t + 4)(2 − ) + (2t + 5) = 0 ⇒ 4t + 13 = (t + 4) ⇒ dx = dt
dx dx 4t + 13
Z Z
t+4 1 3
dx = dt + C ⇒ 4x = t + Ln(4t + 13) + C
4t + 13 4 4
3
Portanto, a solução geral da equação é y + 2x = Ln(8x − 4y + 13) + C.
4
dy 2x − y + 1
2. Na equação = consideremos t = 2x − y então y = 2x − t de onde
dx 6x − 3y − 1
dy dt
= 2 − . Substituindo na equação original
dx dx
dt t+1 3t − 1
(2 − ) = ⇒ dx = dt
dx 3t − 1 5t − 3
Z
3t − 1
Z
1 3 4 1
dx = dt + C ⇒ x = t + Ln(5t − 3) + C
5t − 3 25 5 25 25
104 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dy dt
de onde = − 1. Substituindo
dx dx
dt
(t + 1) + (2t − 1)( − 1) = 0 ⇒ (2t − 1)dt + (2 − t)dx = 0
dx
(2t − 1) 3
dx − dt = 0 ⇒ dx − 2 + dt = 0
(t − 2) t−2
Z Z
3
dx − 2+ dt = C ⇒ x − 2t − 3Ln(t − 2) = C
t−2
dy 1 du
4. Seja u = 8x + 2y + 1 logo du = 8dx + 2dy ⇒ = − 8 , assim,
dx 2 dx
′ 2 1 du du
y = (8x + 2y + 1) ⇒ − 8 = u2 ⇒ = dx
2 dx 2u2 + 8
Z Z
1 1 u
⇒ du = dx + C1 ⇒ arctan = x + C1
2u2 + 8 2 2
u
arctan = 2x + 2C1 ⇒ u = 2 tan(4x + C)
2
Portanto, 8x + 2y + 1 = 2 tan(4x + C)
Exercı́cio 2.2.8.
dy
Determine a solução da equação = y · |Lny|α com α > 0 que satisfaz a condição
dx
inicial y(0) = 0, para que valores de α tem solução única?
Solução.
dy 1
De = y · |Lny|α segue dy = dx ⇒
dx y · |Lny|α
Z Z
1 1
α
dy = dx + C ⇒ |Lny|1−α = x + C
y · |Lny| 1−α
Dos dados iniciais, quando x = 0 segue y → 0+ , logo |Lny| → +∞, assim 1 − α > 0,
logo α < 1.
1
A solução geral da equação é |Lny|1−α = x + C quando 0 < α < 1.
1−α
A solução será única quando C = 0.
Exercı́cio 2.2.9.
105 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
′ x+y ′ y2 ′ 2xye y
1. y = 2. y = 3. y = 2
x x x + y 5 sen( xy )
x2 + y xy 2
4. y′ = 5. y′ = 6. y 2 y ′ = x2
x3 x2 y + y 3
Solução.
x+y αx + αy
1. y′ = = f (x, y) ⇒ f (αx, αy) = = f (x, y) para α ∈ R, α ̸= 0
x αx
Portanto, sim é homogênea.
y2 (αy)2
2. y′ = = f (x, y) ⇒ f (αx, αy) = = αf (x, y) para α ∈ R, α ̸= 0
x αx
Portanto, não é homogênea.
x αx
2xye y (2αx)(αy)e αy
3. y′ = 2 = f (x, y) ⇒ f (αx, αy) =
x + y 5 sen( xy ) (αx)2 + (αy)5 sen( αx
αy
)
x x
α2 (2xy)e y 2xye y
f (αx, αy) = 2 2 = ̸= f (x, y)
α (x + α3 y 5 sen( xy )) x2 + α3 y 5 sen( xy )
Exercı́cio 2.2.10.
Suponha que M (x, y)dx + N (x, y)dy = 0 seja uma equação homogênea. Mostre que a
substituição x = uy transforma a equação em uma com variáveis separáveis.
Solução.
106 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
y α [M (u, 1)(udy + ydu) + N (u, 1)dy = 0 ⇒ [uM (u, 1) + N (u, 1)]dy + yM (u, 1)du = 0
Solução.
1. 4x − 3y + y ′ (2y − 3x) = 0.
dy du
Seja y = ux ⇒ =u+x .
dx dx
y du y
4x − 3y + y ′ (2y − 3x) = 0 4 − 3 + (u + x )(2 − 3) = 0 ⇒
⇒
x dx x
2u − 3
Z Z
2 dx
(2u − 6u + 4)dx + x(2u − 3)du = 0 ⇒ + du = C1
x 2u2 − 6u + 4
1 1
Lnx + Ln(2u2 − 6u + 4) = LnC1 ⇒ Ln(2y 2 − 6xy + 4x2 ) = LnC1
2 2
Portanto, 2y 2 − 6xy + 4x2 = C é a solução geral.
p
2. xy ′ = y + y 2 − x2 .
dy du
Seja y = ux ⇒ =u+x .
dx dx
p du √
xy ′ = y + y 2 − x2 ⇒ x(u + x ) = ux + u2 x2 − x2 ⇒
dx
107 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
du √ Z
dx
Z
1
u+x 2
=u+ u −1 ⇒ − √ du = C1
dx x 2
u −1
√ x
Lnx − Ln(u + u2 − 1) = LnC ⇒ √ =C
u + u2 − 1
p
Portanto, x2 = C(y + y 2 − x2 ) é a solução geral.
du 2
2xy ′ (x2 + y 2 ) = y(y 2 + 2x2 ) ⇒ 2x(u + x )(x + u2 x2 ) = ux(u2 x2 + 2x2 ) ⇒
dx
Z Z 2
1 dx u +1 1
u3 dx + 2x(u2 + 1)du = 0 ⇒ + 3
du = C
2 x u 2
1 1 1 1
Lnx + Lnu − 2 = C ⇒ Ln(xu2 ) = C +
2 2u 2 u2
y2
Portanto, y 2 Ln( ) = y 2 C + x2 é a solução geral.
x
4. 4x2 + xy − 3y 2 + y ′ (y 2 − 5x2 + 2xy) = 0
dy du
Seja y = ux ⇒ =u+x .
dx dx
du 2
4x2 +xy−3y 2 +y ′ (y 2 −5x2 +2xy) = 0 ⇒ 4+u−3u2 +(u+x )(u −5+2u) = 0 ⇒
dx
u2 + 2u − 5
Z Z
3 2 2 dx
(u −u −4u+4)dx+x(u +2u−5)du = 0 ⇒ + du = C1
x u3 − u2 − 4u + 4
u2 + 2u − 5 2 3 5
Do fato = + − ⇒
u3 − u2 − 4u + 4 3(u − 1) 4(u − 2) 12(u + 2)
Z Z Z Z
dx 2 3 5
+ du + du − du = LnC1 ⇒
x 3(u − 1) 4(u − 2) 12(u + 2)
2xy dy du
5. y′ = . Seja y = ux ⇒ =u+x .
3x2 − y 2 dx dx
du 2u du u3 − u
u+x = ⇒ x = ⇒
dx 3 − u2 dx 3 − u2
108 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
u2 − 3
Z Z
2 3 dx
x(u − 3)du + (u − u)dx = 0 ⇒ + du = C1 ⇒
x u3 − u
Z Z Z Z
dx 3 1 1
⇒ + du − du − du = C1
x u (u − 1) (u + 1)
xu3
Lnx + 3Lnu − Ln(u − 1) − Ln(u + 1) = LnC1 ⇒ =C
(u − 1)(u + 1)
6. 4x2 − xy + y 2 + y ′ (x2 − xy + 4y 2 ) = 0
dy du
Seja y = ux ⇒ =u+x .
dx dx
du
4x2 −xy+y 2 +y ′ (x2 −xy+4y 2 ) = 0 ⇒ 4−u+u2 +(u+x )(1−u+4u2 ) = 0 ⇒
dx
4u2 − u + 1
Z Z
dx 1
(4u3 + 4)dx + x(4u2 − u + 1)du = 0 ⇒ + du = C1
x 4 u3 + 1
3u2
Z Z Z
dx 1 1 1
⇒ + 3
du+ du = C1 ⇒ Ln[x4 (u3 +1)(u+1)] = 4C1
x 4 u +1 4 u+1
du √ 1 1
x = − 1 + u2 ⇒ dx + √ du
dx x 1 + u2
Z
dx
Z
1 √
+ √ du = C1 ⇒ Lnx + Ln(u + 1 + u2 ) = LnC
x 1 + u2
√ p
Ln(xu + x 1 + u2 ) = LnC ⇒ y+ x2 + y 2 = C
p
Portanto, y+ x2 + y 2 = C é a solução geral.
du 1 (u2 − 3)
(u3 − 2u) + x(u2 − 3) =0 ⇒ dx + du = 0 ⇒
dx x u(u2 − 2)
109 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z Z
1 3 1 1
dx + − √ − √ du = LnC1 ⇒
x 2u 4(u − 2) 4(u + 2)
√ √
3 1 1
Lnx + Lnu − Ln(u − 2) − Ln(u + 2) = LnC1 ⇒
2 4 4
" √ # √4
x u3 x4 u6
Ln p = LnC ⇒ p = C1 ⇒
4
(u2 − 2) 4
(u2 − 2)
x4 u6 x6 u 6
2
= C14 = C ⇒ 2 2 2
= C14 = C
(u − 2) (x u − 2x )
9. y 3 dx + 2(x3 − xy 2 )dy = 0
dx du
Seja x = uy ⇒ =u+y
dy dy
dx du
u3 y 3 + 2(u3 x3 − xu3 y 2 ) = 0 ⇒ x3 (u + y ) + 2(u3 x3 − ux3 ) = 0
dy dy
du du
u+y+ 2(u3 − u) = 0 ⇒ y + 2u3 − u = 0 ⇒
dy dy
Z Z Z
1 1 1 1 1
dy − du + √ √ +√ du = LnC1 ⇒
y u 2 2u − 1 2u + 1
2 2
2 2 2 2 y (2u − 1)
Lny − Lnu + Ln(2u − 1) = LnC1 ⇒ Ln = LnC12 = Ln
u2
y 2 (2u2 − 1) y 2 (2u2 y 2 − y 2 )
⇒ =C ⇒ =C
u2 u2 y 2
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Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z
(u − 1) (2u − 2)
Z
ds ds 1
+ 2 du = 0 ⇒ + du = C1 ⇒
s u − 2u − 1 s 2 u2 − 2u − 1
2Lns + Ln(u2 − 2u − 1) = LnC ⇒ s2 (u2 − 2u − 1) = C
11. 3x + y − 2 + y ′ (x − 1) = 0
12. 2x + 2y − 1 + y ′ (3x − 7y − 3) = 0
du
2s + 2us + (u + s )(3s − 7us) = 0 ⇒ (7u2 − 5u − 2)ds + (7u − 3)du = 0
ds
Z
(7u − 3)
Z
ds ds 1 35 4
+ 2 du = 0 ⇒ + + du = C1 ⇒
s 7u − 5u − 2 s 9 7u + 2 u − 1
9Lns + 5Ln(7u + 2) + 4Ln(u − 1) = LnC ⇒ s9 (7u + 2)5 (u − 1)4 = C
111 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 4
Portanto, (7y + 2x − )5 (y − x + )4 = C é a solução geral.
4 5
13. (y − xy ′ )2 = x2 + y 2
p
Tem-se (y − xy ′ )2 = x2 + y 2 ⇒ xy ′ = y − x2 + y 2
dy du
Seja y = ux ⇒ =u+x .
dx dx
p du √
xy ′ = y − x2 + y 2 ⇒ x(u + x ) = ux − x2 + u2 x2
dx
du √ 1 1
x = − 1 + u2 ⇒ dx + √ du
dx x 1 + u2
Z
dx
Z
1 √
+ √ du = C1 ⇒ Lnx + Ln(u + 1 + u2 ) = LnC
x 1 + u2
√ p
Ln(xu + x 1 + u2 ) = LnC ⇒ y+ x2 + y 2 = C
p
Portanto, y+ x2 + y 2 = C é a solução geral.
du
s + 2us − (u + s)(2s + us) = 0 ⇒ (u2 − 1)ds + s(2 + u)du = 0
ds
Z Z
ds u 2 ds u 2
+ 2 + du = 0 ⇒ + + du = 0
s u − 1 u2 − 1 s u2 − 1 u2 − 1
1 u−1 p (u − 1)
Lns + Ln(u2 − 1) + Ln = C1 2
⇒ Ln s (u − 1) = LnC
2 u+1 (u + 1)
s2 (u − 1)3 = C 2 (u + 1) ⇒ (y − 1 − x + 2)3 = C 2 (y − 1 + x − 2)
Exercı́cio 2.2.12.
Suponha que M (x, y)dx + N (x, y)dy = 0 seja uma equação homogênea. Mostre
que a substituição x = r cos θ, y = rsenθ transforma a equação em uma com variáveis
112 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
separáveis.
Solução.
Exercı́cio 2.2.13.
Suponha que M (x, y)dx + N (x, y)dy = 0 seja uma equação homogênea. Mostre que a
dy x
equação pode ser escrita na forma = G( ).
dx y
Solução.
M (x, y) dy
Dado M (x, y)dx + N (x, y)dy = 0 então + = 0 de onde pelo fato ser
N (x, y) dx
homogênea
dy M (x, y) y β · M ( xy , 1) M ( xy , 1) x
=− =− β x =− x = G( ), β∈R
dx N (x, y) y · N ( y , 1) N ( y , 1) y
Exercı́cio 2.2.14.
Prove que uma equação diferencial de variáveis separáveis é sempre exata.
Solução.
Exercı́cio 2.2.15.
113 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Solução.
∂M ∂N
= x, =0
∂y ∂x
2x x2 2x x2
5. Na equação dx − 2 dy = 0 consideremos M (x, y) = e N (x, y) = − 2 , temos
y y y y
∂M 2x ∂N 2x
= − 2, =− 2
∂y y ∂x y
114 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
2y 1 1 1
6. Na equação y′ = − ⇒ dx + dy = 0 considere-se M (x, y) = e
x x 2y x
1
N (x, y) = , temos
2y
∂M ∂N
= 0, =0
∂y ∂x
∂M ∂N
= −2, = −12x2 − 4y
∂y ∂x
Exercı́cio 2.2.16.
Para cada uma das equações, determine o valor da constante k para que a equação
seja exata.
Solução.
∂M ∂N
= 3y 2 + 4kxy 3 , = 3y 2 + 40xy 3 ⇒ 3y 2 + 4kxy 3 = 3y 2 + 40xy 3
∂y ∂x
∂M ∂N
= 4xy + ex , = 4xy + kex ⇒ 4xy + ex = 4xy + kex
∂y ∂x
115 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂M ∂N
= −senxy − yx cos xy + 4ky 3 , = −20y 3 − senxy − xy cos xy
∂y ∂x
∂M ∂N
= 18xy 2 − seny, = 2kxy 2 − seny
∂y ∂x
Exercı́cio 2.2.17.
Verifique se as seguintes equações diferenciais são exatas, e resolva as que forem.
Solução.
116 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂F
Por outro lado, (x, y) = N (x, y) então
∂y
∂F 1
(x, y) = x2 + u′ (y) = x2 + y ⇒ u(y) = y 2
∂y 2
1 1
Portanto, a solução geral da equação é x2 y + x2 + y 2 = C.
2 2
2. (y + 2xy 3 )dx + (1 + 3x2 y 2 + x)dy = 0. Temos M (x, y) = y + 2xy 3 , N (x, y) =
∂M ∂N
1 + 3x2 y 2 + x, então = 1 + 6xy 2 , = 6xy 2 + 1.
∂y ∂x
∂F
Sim, é exata. Seja (x, y) = M (x, y) então
∂x
Z
F (x, y) = (y + 2xy 3 )dx = xy + x2 y 3 + u(y)
∂F
Por outro lado, (x, y) = N (x, y) então
∂y
∂F
(x, y) = x + 3x2 y 2 + u′ (y) = 1 + 3x2 y 2 + x ⇒ u(y) = y
∂y
∂M
3. yexy dx + xexy dy = 0. Temos M (x, y) = yexy , N (x, y) = xexy , então =
∂y
∂N
exy (1 + xy), = exy (1 + yx).
∂x
∂F
Sim, é exata. Seja (x, y) = M (x, y) então
∂x
Z
F (x, y) = yexy dx = exy + u(y)
∂F
Por outro lado, (x, y) = N (x, y) então
∂y
∂F
(x, y) = xexy + u′ (y) = xexy ⇒ u(y) = C1
∂y
∂M
4. xexy dx + yexy dy = 0. Temos M (x, y) = xexy , N (x, y) = yexy , então =
∂y
117 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂N
x2 exy , = y 2 exy .
∂x
Não, é exata.
∂F
Por outro lado, (x, y) = N (x, y) então
∂y
∂F
(x, y) = 2x3 y + u′ (y) = 2x3 y + 4y 3 ⇒ u′ (y) = 4y 3
∂y
∂F
Por outro lado, (x, y) = N (x, y) então
∂y
∂F 1
(x, y) = x2 y + u′ (y) = yx2 + 2y 3 ⇒ u(y) = y 4
∂y 2
118 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂F
Sim, é exata. seja (x, y) = M (x, y) então
∂x
Z
F (x, y) = (ysenx + xy cos x)dx = yxsenx + u(y)
∂F
Por outro lado, (x, y) = N (x, y) então
∂y
∂F
(x, y) = xsenx + u′ (y) = xsenx + 1 ⇒ u(y) = y
∂y
10. (3x2 + 6xy 2 )dx + (6x2 y + 4y 3 )dy = 0. Temos M (x, y) = 3x2 + 6xy 2 , N (x, y) =
∂M ∂N
6x2 y + 4y 3 , então = 12xy, = 12xy.
∂y ∂x
∂F
Sim, é exata. Seja (x, y) = M (x, y) então
∂x
Z
F (x, y) = (3x2 + 6xy 2 )dx = x3 + 3x2 y 2 + u(y)
∂F
Por outro lado, (x, y) = N (x, y) então
∂y
∂F
(x, y) = 6x2 y + u′ (y) = 6x2 y + 4y 3 ⇒ u(y) = y 4
∂y
Exercı́cio 2.2.18.
Suponha a, m, n, d constantes. Quais são as condições para que a equação (ax +
by)dx + (mx + ny)dy = 0 seja exata?. Resolver a equação.
Solução.
∂M ∂N
Sejam M (x, y) = ax + by e N (x, y) = mx + ny, para ser exata = então
∂y ∂x
b = m. Para ser exata tem que ser b = m.
119 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z
a 2 ∂F
Tem-se F (x, y) = (ax + by)dx + v(y) = x + bxy + v(y), logo = bx + v ′ (y) =
2 ∂y
n
bx + ny assim, v ′ (y) = ny ⇒ v(y) = y 2 .
2
a 2 n 2
Portanto, a solução geral é x + bxy + y = C.
2 2
Exercı́cio 2.2.19.
Quais são as condições para que a equação [f (x) + g(y)]dx + [h(x) + p(y)]dy = 0 seja
exata?
Solução.
∂M ∂N
Sejam M (x, y) = f (x) + g(y) e N (x, y) = h(x) + p(y), para ser exata =
∂y ∂x
então
Z Z
′ ′ ′
g (y) = h (x) ⇒ g (y)dy = h′ (x)dx + C ⇒ g(y) = h(x) + C
Exercı́cio 2.2.20.
Quais são as condições para que a equação f (x, y)dx + g(x) · h(x)dy = 0 seja exata?
Solução.
∂M ∂N
Sejam M (x, y) = f (x, y) e N (x, y) = g(x) · h(x), para ser exata = então
∂y ∂x
∂f
= g ′ (x) · h(x) + g(x) · h′ (x)
∂y
∂f
Para ser exata tem que ser (x, y) = g ′ (x) · h(x) + g(x) · h′ (x).
∂y
Exercı́cio 2.2.21.
Para os seguintes exercı́cios, determine a solução das equações que satisfazem as con-
dições dadas.
1 1 1
7. y ′ − ex y = 2
sen − ex cos , onde y → 2 quando x → −∞.
x x x
8. y ′ − yLnx = −(1 + 2Lnx)x−x , onde y → 0 quando x → +∞.
Solução.
Z Z
−x2 −x2 −x2 2
e y= e cos xdx + e senx − e−x cos xdx + C
Z Z
x2 −x2 x2 2
y=e e cos xdx + senx − e e−x cos xdx + C
1 1 √ √ −
R 1
√ dx
√
y ′ − √ y = − √ [sen x + cos x] ⇒ u(x) = e 2 x = e− x
2 x 2 x
√
e− x √ √ √
√
Z √
− x
logo ye =− √ [sen x + cos x]dx + C = e− x sen x + C
2 x
√ √
y = sen x + Ce− x
√
Para y função limitada quando x → +∞ então C = 0, logo y = sen x.
logo y = 2senx + C · 2x .
Para y função limitada quando x → +∞ então C = 0, logo y = y = 2senx .
1 1 3 R 1 1
y′ − y = cos x − 2 senx ⇒ µ(x) = e − 2x dx
=√
2x x 2x x
121 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z
1 1 3
y√ =[ √ cos x − √ senx]dx + C ⇒
x x3 2 x5
Z Z
1 1 3 1 3
y √ = √ senx + √ senxdx − √ senxdx + C ⇒
x x3 2 x5 2 x5
√
1
logo, y = x √ senx + C , para y → 0 quando x → +∞ então C = 0.
x3
senx
Portanto a solução que satisfaz é y= .
x
sen2 x
5. y ′ senx − y cos x = − , onde y → 0 quando x → ∞.
x2
senx R
y ′ − y cot x = − ⇒ µ(x) = e − cot xdx
= csc x
x2
Z
senx 1
y csc x = − csc x · 2 dx + C = + C
x x
senx
logo, y= + Csenx, para y → 0 quando x → +∞ então C = 0.
x
senx
Portanto a solução que satisfaz é y = .
x
π
6. (1+x2 )Ln(1+x2 )y ′ −2xy = Ln(1+x2 )−2x arctan x, onde y → − quando x → −∞.
2
−
R 2x
dx 2 )) 1
O fator de integrante é e (1+x2 )Ln(1+x2 ) = e−Ln(Ln(1+x = , logo
Ln(1 + x2 )
d 1 1 2x arctan x
[y · ]= − ⇒
dx 2
Ln(1 + x ) (1 + x )Ln(1 + x ) (1 + x2 )Ln2 (1 + x2 )
2 2
Z Z
1 1 2x arctan x
y· = dx − dx + C (2.1)
Ln(1 + x2 ) (1 + x )Ln(1 + x2 )
2
(1 + x2 )Ln2 (1 + x2 )
2x
Na integração por partes consideremos u = arctan x e dv = dx
(1 + x2 )Ln2 (1 + x2 )
1 1
então segue v = − 2
e du = dx.
Ln(1 + x ) 1 + x2
Z Z
2x arctan x arctan x dx
2 dx = − +
(1 + x2 )Ln (1 + x2 ) Ln(1 + x2 ) (1 + x2 )Ln(1 + x2 )
assim
Z Z
arctan x dx 2x arctan x
= − dx
Ln(1 + x2 ) (1 + x )Ln(1 + x2 )
2
(1 + x2 )Ln2 (1 + x2 )
122 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Substituindo em (2.1)
1 arctan x
y· 2
= ⇒
Ln(1 + x ) Ln(x2 + 1)
1 arctan x
y· 2
= +C ⇒ y = CLn(x2 + 1) + arctan x
Ln(1 + x ) Ln(x2 + 1)
π
Para y → − quando x → −∞ então C = 0.
2
Portanto, y = arctan x é solução particular da equação.
1 1 1
7. y ′ − ex y =2
sen − ex cos , onde y → 2 quando x → −∞.
x x x
1 1 1 d 1 1
Temos y ′ − 2 sen = ex y − ex cos ⇒ [y − cos ] = ex [y − cos ] ⇒
x x x dx x x
Z Z
1 1 1
d[y − cos ] = ex dx + C1 ⇒ Ln[y − cos ] = ex + C1 ⇒
1 x x
[y − cos ]
x
1 x 1 x
y − cos = Cee ⇒ y(x) = − cos + Cee
x x
x 1
Quando x → −∞ temos que ee → e0 = 1 e cos →0 ⇒ C = 2.
x
1 x
Portanto a solução da equação é y(x) = − cos + 2ee .
x
8. y ′ − yLnx = −(1 + 2Lnx)x−x , onde y → 0 quando x → +∞.
R
O fator de integrante é e− Lnxdx
= e−x(Lnx−1) = ex x−x , logo
Z
d x −x
[e x y] = −ex x−x · (1 + 2Lnx)x−x ⇒ x −x
e x y= ex x−2x (1 + 2Lnx)dx + C
dx
123 18/11/2022
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Exercı́cios 2-3
Exercı́cio 2.3.1.
Determine a função M (x, y) para que a equação
1
M (x, y)dx + xex y + 2xy + dy = 0
x
seja exata.
Solução.
1 ∂N 1
Seja N (x, y) = xex y + 2xy + , então = ex y + xex y + 2y − 2 , logo
x ∂x x
∂M 1 1 y
= ex y + xex y + 2y − 2 ⇒ M (x, y) = [(1 + x)ex + 2]y 2 − 2
∂y x 2 x
1 y
Portanto, M (x, y) = [(1 + x)ex + 2]y 2 − 2 + u(x) onde u(x) é função só de x.
2 x
Exercı́cio 2.3.2.
Determine a função N (x, y) para que a equação
√ √ x
y · x−1 + dx + N (x, y)dy = 0
x2 + y
seja exata.
Solução.
√ √ x ∂M 1 x
Seja M (x, y) = y· x−1 + , então = √ − 2 , logo
x2 +y ∂y 2 xy (x + y)2
√
∂N 1 x x 1
= √ − 2 ⇒ N (x, y) = √ + + h(y)
∂x 2 xy (x + y)2 2
y 2(x + y)
x 1 2
r
Portanto, N (x, y) = + (x + y)−1 + h(y) onde h(y) é função só de y.
y 2
Exercı́cio 2.3.3.
My − Nx Rt
Mostre, se = R(xy) então e R(s)ds é um fator integrante, onde t = xy.
yN − xM
Solução.
124 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Seja a equação linear de primeira ordem M (x, y)dx + N (x, y)dy = 0 e µ(x, y) um
fator integrante, pela Propriedade 2.4, temos
∂ ∂
[µ(x, y)M (x, y)] = [µ(x, y)N (x, y)]
∂y ∂x
de onde
∂µ ∂µ ∂M ∂N
M (x, y) (x, y) − N (x, y) (x, y) = − (x, y) − (x, y) µ(x, y)
∂y ∂x ∂y ∂x
My − Nx
Da hipótese = R(xy) então My − Nx = (yN − xM ) · R(xy) logo
yN − xM
∂µ ∂µ
M (x, y) (x, y) − N (x, y) (x, y) = −[(yN − xM ) · R(xy)]µ(x, y)
∂y ∂x
N (x, y) ∂µ M (x, y) ∂µ
µ(x, y) · R(xy) = · − ·
yN − xM ∂x yN − xM ∂y
∂µ ∂µ dµ(x, y)
µ(x, y) · R(s)d(s) = dx + dy ⇒ = R(s)d(s)
∂x ∂y µ(x, y)
125 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z Z
dµ(x, y)
Logo, Ln[µ(x, y)] = = R(s)d(s).
µ(x, y)
Rt
R(s)ds
Portanto, µ(x, y) = e é um fator integrante, onde t = xy.
Exercı́cio 2.3.4.
Quais são as condições para que M dx + N dy = 0 tenha um fator integrante da forma
µ(x + y)?
Solução.
Seja a equação linear de primeira ordem M (x, y)dx + N (x, y)dy = 0 e µ(x, y) um
fator integrante, pela Propriedade 2.4, temos
∂ ∂
[µ(x, y)M (x, y)] = [µ(x, y)N (x, y)]
∂y ∂y
de onde
∂µ ∂µ ∂M ∂N
M (x, y) (x, y) − N (x, y) (x, y) = − (x, y) − (x, y) µ(x, y) (2.2)
∂y ∂x ∂y ∂x
∂µ ∂µ
Se tiver um fator integrante da forma µ = µ(x + y) então (x, y) = (x, y)
∂x ∂y
∂µ ∂µ ∂µ
⇒ dµ = dx + dy = (dx + dy)
∂x ∂y ∂x
Exercı́cio 2.3.5.
126 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Verificar que, se M dx + N dy = 0 é homogênea então µ(x, y) = é um
xM + yN
fator integrante.
Solução.
Sabemos que M (x, y)dx + N (x, y)dy = 0 e é homogenea, logo M (x, y) e N (x, y)
são homogêneas do mesmo grau. Suponhamos λ ∈ R seja o grau de homogenidade.
O Teorema de Euler para funções homogêneas diz que se f = f (x, y, z) é homogênea
de grau n então cumpre a igualdade
∂f ∂f ∂f
x· (x, y, z) + y · (x, y, z) + z · (x, y, z) = n · f (x, y, z)
∂x ∂y ∂z
∂M ∂M ∂N ∂N
x· (x, y)+y · (x, y) = λ·M (x, y) x· (x, y)+y · (x, y) = λ·N (x, y) (2.3)
∂x ∂y ∂x ∂y
1
Suponhamsos µ(x, y) = seja um fator integrante para equação homogênea
xM + yN
M (x, y)dx + N (x, y)dy = 0.
M (x, y) N (x, y)
A verificar que a equação dx + dy = 0 é
xM (x, y) + yN (x, y) xM (x, y) + yN (x, y)
exata. Com efeito,
h i ∂M h ∂M ∂N i
xM (x, y) + yN (x, y)
−M x +N +y
∂ M (x, y) ∂y ∂y ∂y
= 2
∂y xM (x, y) + yN (x, y) [xM (x, y) + yN (x, y)]
∂M ∂N
yN (x, y) − M N − yM
∂ M (x, y) ∂y ∂y
= 2
(2.4)
∂y xM (x, y) + yN (x, y) [xM (x, y) + yN (x, y)]
Por outro lado
h i ∂N h ∂M ∂N i
∂
N (x, y) xM (x,
y) + yN (x, y) − N x + M + y
= ∂x ∂x ∂x
∂x xM (x, y) + yN (x, y) [xM (x, y) + yN (x, y)]2
∂N ∂M
∂
N (x, y)
xM (x, y) − M N − xN
= ∂x ∂x (2.5)
∂x xM (x, y) + yN (x, y) [xM (x, y) + yN (x, y)]2
127 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂M ∂N ∂N ∂M
yN (x, y) − M N − yM xM (x, y) − M N − xN
∂y ∂y ∂x ∂x
= −
[xM (x, y) + yN (x, y)]2 [xM (x, y) + yN (x, y)]2
h ∂M ∂M i h ∂N ∂N i
N x +y −M x +y
∂x ∂y ∂x ∂y
=
[xM (x, y) + yN (x, y)]2
da igualdade (2.3)
∂ M (x, y) ∂ N (x, y) (N λM ) − (M λN )
− = =0
∂y xM (x, y) + yN (x, y) ∂x xM (x, y) + yN (x, y) [xM (x, y) + yN (x, y)]2
1
Portanto, verifica-se que µ(x, y) = é um fator integrante.
xM + yN
Exercı́cio 2.3.6.
Para cada um dos seguintes exercı́cios, determine um fator integrante apropriado para
cada equação, e resolva-a.
1. (y + 1)dx − xdy = 0 2. ydx + (1 − x)dy = 0
3. (x2 + y + y 2 )dx − xdy = 0 4. (y + x2 y 3 )dx + xdy = 0
5. (y + x4 y 2 )dx + xdy = 0 6. (3x2 y − x2 )dx + dy = 0
7. dx − 2xydy = 0 8. 2xydx + y 2 dy = 0
x
9. ydx − 3ydy = 0 10. 2xy + 2 dx + 4x2 ydy = 0
2
y
11. xy 2 dx + (x2 y 2 + x2 y)dy = 0 12. xy dx + x2 ydy = 0
2
1. (y + 1)dx − xdy = 0.
Primeira solução : Podemos escrever
dy 1 1 R 1 1
(y + 1) − x =0 ⇒ y′ − y = ⇒ e− x
dx
=
dx x x x
1
Portanto o fator integrante é µ(x) = .
x
A solução da equação é:
Z
1 ′ 1 1 d 1 1 1 1
y − y= ⇒ y· = 2 ⇒ y· = dx
x x x dx x x x x2
1 1
⇒ y· =− +C ⇒ y = Cx − 1
x x
128 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
A solução geral é y = Cx − 1.
Segunda solução : Sejam M (x, y) = y + 1, N (x, y) = −x.
∂M ∂N 1 ∂M ∂N 2
Como = 1 ̸= = −1. Pela Observação 2.11 temos ( − )= =
∂y ∂x N ∂y ∂x −x
R 1
g(x) um fator integrante é µ(x, y) = e g(x)dx = 2 .
x
1
Multiplicando a equação (y + 1)dx − xdy = 0 pelo fator integrante resulta
x2
1 f = 1 (y + 1) e N e = −1 ⇒
[(y + 1)dx − xdy = 0] ⇒ M
x2 x2 x
Z
dF 1 1
= M ⇒ F (x, y) =
f
2
(y + 1)dx + g(y) = − (y + 1) + g(y) ⇒
dx x x
dF 1 e = −1
= − + g ′ (y) = N ⇒ g(y) = C2
dy x x
1
Como F (x, y) = − (y + 1) + C2 = C1 ⇒ y = Cx − 1
x
A solução geral é y = Cx − 1.
Terceira solução : A equação (y + 1)dx − xdy = 0 podemos escrever na forma
1
ydx − xdy + dx = 0 um fator integrante é − 2
x
ydx − xdy 1 y 1
⇒ − − dx = 0 ⇒ d( ) − dx = 0
x2 x2 x x2
Z Z
y 1 y 1
d( ) − dx = C ⇒ + =C
x x2 x x
2. ydx + (1 − x)dy = 0
Podemos escrever na forma ydx − xdy + (x2 + y 2 )dx = 0, multiplicando pelo fator
129 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
integrante µ(x, y) = − temos
x2 + y2
4. (y + x2 y 3 )dx + xdy = 0
ydx + xdy 1 1 1 1
+ dx = 0 ⇒ − d( ) + dx = 0 ⇒
x3 y 3 x 2 (xy)2 x
Z Z
1 1 1 1
− d( )+ dx = C ⇒ − + Lnx = C
2 (xy)2 x 2(xy)2
5. (y + x4 y 2 )dx + xdy = 0
Logo será exata quando multiplicando pelo fator integrante a equação original
1 1
( 2
+ x2 )dx + 2 dy = 0 (2.6)
xy xy
f(x, y) = 1 + x2 ,
Sejam M e (x, y) = 1 .
N
x2 y xy 2
Resolvendo pelo método da exatas (2.6).
Z
∂F 1 1
=N
e (x, y) ⇒ F (x, y) = 2
dy + u(x) = − + u(x)
∂y xy xy
130 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂F 1
Logo, = 2 + u′ (x) de onde
∂x xy
∂F 1 1 1
= 2 + u′ (x) = 2 + x2 = M
f ⇒ u′ (x) = x2 ⇒ u(x) = x3
∂x xy xy 3
1 1
Assim F (x, y) = − + x3 = C.
xy 3
1 1
Portanto, a solução geral da equação é − + x3 = C.
xy 3
6. (3x2 y − x2 )dx + dy = 0
∂M ∂N
Sejam M (x, y) = 3x2 y − x2 , N (x, y) = 1. Como = 3x2 , = 0, então
∂y ∂x
∂M ∂N
− = 3x2
∂y ∂x
Seja I = µ(x, y) um fator integrante, pela Propriedade 2.4 − (1) temos
1 ∂M ∂N R
3x2 dx 3
− ≡ g(x) = 3x2 ⇒ I=e = ex
N ∂y ∂x
Logo será exata quando multiplicando pelo fator integrante a equação original
3 3
ex (3x2 y − x2 )dx + ex dy = 0 (2.7)
∂F 3
Logo, = 3x2 ex y + u′ (x) de onde
∂x
∂F 3 3
f ⇒ u′ (x) = −x2 ex3
= 3x2 ex y + u′ (x) = ex (3x2 y − x2 ) = M
∂x
Z
3 1 3 3 1 3
Assim, u(x) = − x2 ex dx = − ex , logo F (x, y) = ex y − ex = C.
3 3
3 1 3
Portanto, a solução geral da equação é ex y − ex = C.
3
7. dx − 2xydy = 0
Sejam M (x, y) = 1, N (x, y) = −2xy.
∂M ∂N ∂M ∂N
Como = 0, = −2y, então − = 2y
∂y ∂x ∂y ∂x
131 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 ∂M ∂N 1 R 1 1
− ≡ g(x) = − ⇒ I = e− x
dx
=
N ∂y ∂x x x
1
logo dx − 2ydy = 0 é exata
x
A solução geral é y 2 = Lnx + C.
1 2
1
2xydx + y dy = 0 ⇒ 2xdx + ydy = 0 ⇒ x2 + y 2 = C
y 2
1
ydx − 3ydy = 0 ⇒ dx − 3dy = 0 ⇒ x − 3y = C
y
132 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
f(x, y) = 2xy 4 + x,
Sejam M e (x, y) = 4x2 y 3 .
N
Resolvendo pelo método da exatas (2.8).
Z
∂F
=N
e (x, y) ⇒ F (x, y) = 4x2 y 3 dy + u(x) = x2 y 4 + u(x)
∂y
∂F
Logo, = 2xy 4 + u′ (x) de onde
∂x
∂F 1
= 2xy 4 + u′ (x) = 2xy 4 + x = M
f ⇒ u(x) = x
∂x 2
1
Logo F (x, y) = x2 y 4 + x2 = C.
2
1
Portanto, a solução geral da equação é x2 y 4 + x2 = C.
2
11. xy 2 dx + (x2 y 2 + x2 y)dy = 0
Sejam M (x, y) = xy 2 , N (x, y) = x2 y 2 + x2 y.
∂M ∂N ∂M ∂N
Como = 2xy, = 2xy 2 + 2xy, então ̸= .
∂y ∂x ∂y ∂x
−2xy 2
∂M ∂N 2 1 ∂M ∂N
Segue − = −2xy , por outro lado, − = = −2.
∂y ∂x M ∂y ∂x xy 2
R
Pela Observação 2.11 − 2, temos que o fator integrante é µ(x, y) = e− −2dy
= e2y .
Multiplicando pelo fator integrante a equação original temos
f(x, y) = e2y xy 2 ,
Sejam M e (x, y) = e2y (x2 y 2 + x2 y).
N
Resolvendo pelo método da exatas (2.9).
Z
∂F 1
=M
f(x, y) ⇒ F (x, y) = e2y xy 2 dx + u(y) = e2y x2 y 2 + u(y)
∂x 2
∂F
Logo, = e2y (x2 y 2 + x2 y) + u′ (y) de onde
∂y
∂F
= e2y (x2 y 2 + x2 y) + u′ (y) = e2y (x2 y 2 + x2 y) = N
e ⇒ u′ (y) = 0
∂y
133 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Assim, u(y) = C1 , logo F (x, y) = e2y x2 y 2 + C1 = C2
2
Portanto, a solução geral da equação é e2y x2 y 2 = C.
12. xy 2 dx + x2 ydy = 0.
1 − x2 y
Z
dF f ⇒ F (x, y) = 1
=M dx + g(y) = − − xy + g(y) ⇒
dx x2 x
dF 1
= −x + g ′ (y) = N
e =y−x ⇒ g(y) = y 2
dy 2
1 1
Como F (x, y) = − − xy + y 2 ⇒
x 2
Portanto, a solução geral é xy 2 − 2x2 y − 2 = Cx.
134 18/11/2022
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1
resulta
y2
1 2 3 2
e = 7 −3x
(2xy − 3y )dx + (7 − 3xy )dy = 0 ⇒ M
f = 2x−3y e N ⇒
y2 y2
Z
dF
=M
f ⇒ F (x, y) = (2x − 3y)dx + g(y) = x2 − 3xy + g(y) ⇒
dx
dF e = 7 − 3x 7
= −3x + g ′ (y) = N ⇒ g(y) = −
dy y2 y
7
Como F (x, y) = x2 − 3xy − ⇒ então
y
7
A solução geral é x2 − 3xy − = C.
y
ds
15. − s cot t = 1 − (t + 2) cot t.
dt
Seja a(t) = − cot t e b(t) = 1 − (t + 2) cot t e consideremos s(t) = u(t)z(t), logo
obtém-se Z
R R
s(t) = e a(t)dt
b(t)e− a(t) ds + C
isto é Z
R R
s(t) = e cot tdt
[1 − (t + 2) cot t]e− cot t
ds + C ⇒
Z
s(t) = sent [1 − (t + 2) cot t] csc tdt + C ⇒
1 t 1 t
resolvendo a integral s(t) = sent t cot + 2 csc t + t tan + C . simplificando
2 2 2 2
s(t) = (2 + t) csc tsent + Csent.
Portanto a solução da equação diferencial é s(t) = t + 2 + Csent.
Exercı́cio 2.3.7.
Para cada um dos seguintes exercı́cios, achar o fator integrante e resolver pelo método
da exatas.
2y 3 3y 2
5. (3x2 tan y − )dx + (x 3
sec2
y + 4y 3
+ )dy = 0
x3 x2
135 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
x2 + y 2 x2 + y 2
6. 2x + dx = dy
x2 y xy 2
sen2 x
sen2x
7. + x dx + (y − )dy = 0
y y2
Solução.
2 tan2 x · sen(2y)
1 ∂M ∂N
− = = − tan x
N ∂y ∂x −2 tan x · sen(2y)
R
Pela Observação 2.11, temos que o fator integrante é µ(x, y) = e − tan xdx =
eLn cos x = cos x. Multiplicando pelo fator integrante a equação original temos
∂F
Logo, = cos(2y) cos x + u′ (x) de onde
∂x
∂F
= cos(2y) cos x + u′ (x) = cos x(cos 2y − senx) = M
f ⇒
∂x
1 1
u′ (x) = − cos xsenx = cos2 x ⇒ F (x, y) = cos(2y)senx + cos2 x = C
2 2
136 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Portanto, a solução da equação é senx cos(2y) + cos2 x = C.
2
2. (3xy 3 + 4y)dx + (3x2 y 2 + 2x)dy = 0
3xy 2 + 2
1 ∂M ∂N 1
− = 2 2 =
N ∂y ∂x 3x y + 2x x
1
R
dx
então um fator integrante é µ(x, y) = e x =x
∂F
Logo, = 3x2 y 3 + 4xy + u′ (x) de onde
∂x
∂F
= 3x2 y 3 + 4xy + u′ (x) = 3x2 y 3 + 4xy = M
f ⇒ u′ (x) = 0
∂x
u(x) = C1 ⇒ F (x, y) = x3 y 3 + 2x2 y = C
∂M ∂N ∂M ∂N
= 2x(Lny + 1), = 2x ⇒ − = 2xLny
∂y ∂x ∂y ∂x
137 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂M ∂N
∂y
− ∂x 2xLny 1 R 1 1
= =− ⇒ µ(x, y) = e− y =
−M −2xyLny y y
1
R
Multiplicando a equação original pelo fator integrante µ(x, y) = e− y = y1 , temos
que resolver a equação
x2
p
2xLnydx + 2
+ y y + 1 dy = 0
y
x2
Z
∂F
F (x, y) = 2xLnydx + v(y) = x2 Lny + v(y) ⇒ = + v ′ (y)
∂y y
assim
∂F x2 ′ x2 p 1p 2
= + v (y) = + y y2 + 1 ⇒ v(y) = (y + 1)3
∂y y y 3
1p 2
Portanto, a solução da equação é: x2 Lny + (y + 1)3 = C.
3
" # !
x 1 1 y 1 x
4. p + + dx + p + − dy = 0
x2 + y 2 x y x2 + y 2 y y 2
x 1 1 x 1 x
Sejam M (x, y) = p + + , N (x, y) = p + − 2 . Então
2
x +y 2 x y 2
x +y 2 y y
∂M xy 1 ∂N xy 1
= −p − 2, = −p − 2 ⇒
∂y (x2 + y 2 )3 y ∂x (x2 + y 2 )3 y
∂M ∂N
− =0
∂y ∂x
∂F y x
Logo, =p − 2 + u′ (y) de onde
∂y x2 + y 2 y
∂F y x y 1 x
=p − 2 + u′ (y) = p + − 2 =N ⇒
∂y 2
x +y 2 y 2
x +y 2 y y
138 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
u′ (y) = ⇒ u(y) = Lny
y
p x
assim F (x, y) = x2 + y 2 + Lnx + + Lny = C.
y
p x
Portanto, a solução geral da equação é x2 + y 2 + Ln(xy) + = C.
y
2y 3 3y 2
5. (3x2 tan y − )dx + (x 3
sec 2
y + 4y 3
+ )dy = 0
x3 x2
2y 3 3y 2
Sejam M (x, y) = 3x2 tan y − 3 , N (x, y) = x3 sec2 y + 4y 3 + 2 . Então
x x
∂M 6y 2 ∂N 6y 2 ∂M ∂N
= 3x2 sec2 y − 3 , = 3x2 sec2 y − 3 ⇒ − =0
∂y x ∂x x ∂y ∂x
2y 3
Z
∂F 2
= M (x, y) ⇒ F (x, y) = 3x tan y − 3 dx + u(y) ⇒
∂x x
y3 ∂F 3y 2
F (x, y) = x3 tan y + + u(y) ⇒ = x3 sec2 y + 2 + u′ (y)
x2 ∂y x
de onde
∂F 3y 2 3y 2
= x3 sec2 y + 2 + u′ (y) = x3 sec2 y + 4y 3 + 2 = N ⇒
∂y x x
u′ (y) = 4y 3 ⇒ u(y) = y 4
y3
assim F (x, y) = x tan y + 2 + y 4 = C,
3
x
y3
Portanto, a solução geral da equação é x3 tan y + + y 4 = C.
x2
x2 + y 2 x2 + y 2
6. 2x + dx = dy
x2 y xy 2
x2 + y 2 x2 + y 2
Sejam M (x, y) = 2x + , N (x, y) = − . Então
x2 y xy 2
∂M 1 1 ∂N 1 1 ∂M ∂N
= − 2 + 2, =− 2 + 2 ⇒ − =0
∂y y x ∂x y x ∂y ∂x
x2 + y 2
Z
∂F
= M (x, y) ⇒ F (x, y) = 2x + dx + u(y) ⇒
∂x x2 y
139 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
x y ∂F x 1
F (x, y) = x2 + − + u(y) ⇒ = − 2 − + u′ (y)
y x ∂y y x
de onde
∂F x 1 x2 + y 2
= − 2 − + u′ (y) = − =N ⇒ u′ (y) = 0 ⇒ u(y) = C1
∂y y x xy 2
x y
assim F (x, y) = x2 + − + C1 = C2 ,
y x
x y
Portanto, a solução geral da equação é x2 + − = C.
y x
sen2 x
sen2x
7. + x dx + (y − )dy = 0
y y2
sen2x sen2 x
Sejam M (x, y) = + x, N (x, y) = y − . Então
y y2
cos 2x x2 ∂F cos 2x
F (x, y) = − + + u(y) ⇒ = + u′ (y)
2y 2 ∂y 2y 2
de onde
x2 cos 2x 1 2 cos2 x
assim F (x, y) = − + y + = C.
2 2y 2 2y
x2 cos 2x 1 2 cos2 x
Portanto, a solução geral da equação é − + y + = C.
2 2y 2 2y
8. (3x2 − 2x − y)dx + (2y − x + 3y 2 )dy = 0
Sejam M (x, y) = 3x2 − 2x − y, N (x, y) = 2y − x + 3y 2 . Então
∂M ∂N ∂M ∂N
= −1, = −1 ⇒ − =0
∂y ∂x ∂y ∂x
140 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂F
F (x, y) = x3 − x2 − xy + u(y) ⇒ = −x + u′ (y)
∂y
∂F
de onde = −x + u′ (y) = 2y − x + 3y 2 = N ⇒ u′ (y) = 2y + 3y 2
∂y
Então u(y) = y 2 + y 3 assim F (x, y) = x3 − x2 − xy + y 2 + y 3 = C.
√
xy y
9. √ + 2xy − dx + ( 1 + x2 + x2 − Lnx)dy = 0
1 + x2 x
xy y √
Sejam M (x, y) = √ + 2xy − , N (x, y) = 1 + x2 + x2 − Lnx. Então
1 + x2 x
∂M x 1 ∂N x 1 ∂M ∂N
=√ + 2x − , =√ + 2x − ⇒ − =0
∂y 1 + x2 x ∂x 1 + x2 x ∂y ∂x
∂F √
Logo, = 1 + x2 + 2xy − Lnx + u′ (y) de onde
∂y
∂F √ √
= 1 + x2 + 2xy − Lnx + u′ (y) = 1 + x2 + x2 − Lnx = N ⇒
∂y
assim
√
F (x, y) = y 1 + x2 + xy 2 − yLnx + x2 y − xy 2 = C
√
Portanto, a solução geral da equação é y 1 + x2 − yLnx + x2 y = C.
141 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
resulta
x2 +1
1 2 f = 2y+ 5
(2x y + 2y + 5)dx + (2x3 + 2x)dy = 0
⇒ M e N e = 2x ⇒
x2 +1 x2 + 1
Z
dF e ⇒ F (x, y) = 2xdy + g(x) = 2xy + g(x) ⇒
=N
dy
Z
dF ′ 5 5
= 2y + g (x) = N
e = 2y + ⇒ g(x) = dx = 5 arctan x
dx x2 + 1 x2 + 1
Exercı́cio 2.3.8.
dy 3x2 y + y 2
Achar a solução particular da equação =− 3 que passa pelo ponto y(1) =
dx 2x + 3xy
−2.
Solução.
Este é um PVI
Sejam M (x, y) = 3x2 y + y 2 , N (x, y) = 2x3 + 3xy então
∂M ∂N ∂M ∂N
= 3x2 + 2y, = 6x2 + 3y ⇒ − = −(3x2 + y)
∂y ∂x ∂y ∂x
142 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
−(3x2 + y)
1 ∂M ∂N 1
− = 2
=−
M ∂y ∂x y(3x + y) y
− y1 dy
R
Pela observação 3.11 um fator integrante µ(x, y) = e− = y, logo temos que
resolver a equação
dy 3x2 y + y 2
=− 3 ⇔ y(3x2 y + y 2 )dx + y(2x3 + 3xy)dy = 0
dx 2x + 3xy
∂F
= 2x3 y + 3y 2 x + u′ (y) ⇒
∂y
Na igualdade (2.12) x3 y 2 + y 3 x + C2 = C1 ou x3 y 2 + y 3 x = C
Pelo dado y(1) = −2, quando x = 1 segue y = −2, assim 13 (−2)2 + (−2)3 · 1 = C ⇒
C = −4.
Portanto, x3 y 2 + y 3 x = −4 é a solução do pvi.
Exercı́cio 2.3.9.
Sejam a, b ∈ Z com a ̸= b. Mostre que a solução geral da equação
é da forma (
xn y n = nLn(Cx−a y −b ), se n ̸= 0
xy = C1 x−a y −b , se n = 0
Solução.
Suponhamos n ̸= 0
Sejam M (x, y) = xn y n+1 + ay, N (x, y) = xn+1 y n + bx então
∂M ∂N ∂M ∂N
= (n + 1)xn y n + a, = (n + 1)xn y n + b ⇒ − =a−b
∂y ∂x ∂y ∂x
143 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Por outro lado, xM − yN = x(xn y n+1 + ay) − y(xn+1 y n + bx) = xy(a − b) então como
My − Nx (a − b) 1
= = = R(xy)
yN − xM −xy(a − b) −xy
Rt
pelo Exercı́cio (2.3.3) temos que µ(x, y) = e R(s)
ds = (xy)−1 é um fator integrante
A equação exata a resolver é
∂F
Seja = (xy)−1 (xn y n+1 + ay) então
∂x
Z Z
−1 n n+1
F (x, y) = (xy) (x y + ay)dx + u(y) = (xn−1 y n + ax−1 )dx + u(y) ⇒
1 n n
F (x, y) = x y + aLnx + u(y) (2.13)
n
Derivando respeito de y temos
∂F
= xn y n−1 + u′ (y) = (xy)−1 (xn+1 y n + bx) ⇒
∂y
Na igualdade (2.13)
1 n n
F (x, y) = x y + aLnx + bLny = C1
n
1 n n
x y = C − aLnx − bLny ⇒ xn y n = n · Ln[Cx−a y −b ]
n
Portanto, se n ̸= 0 então xn y n = n · Ln[Cx−a y −b ] é a solução geral.
Se n = 0 temos (y + ay)dx + (x + bx)dy = 0, neste caso temos que o fator integrante
podemos calcular de
My − Nx (a − b) 1
= = = R(xy)
yN − xM −xy(a − b) −xy
Rt
pelo Exercı́cio (2.3.3) temos que µ(x, y) = e R(s)
ds = (xy)−1 é um fator integrante
A equação exata a resolver é
144 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂F
Seja = (xy)−1 (y + ay) então
∂x
Z Z
F (x, y) = (xy) (y + ay)dx + u(y) = (1 + a)x−1 dx + u(y)
−1
⇒
∂F
= u′ (y) = (xy)−1 (x + bx) ⇒ u′ (y) = (1 + b)y −1 ⇒ u(y) = (1 + b)Lny
∂y
Na igualdade (2.14)
Exercı́cio 2.3.10.
Mostre que a solução geral da equação
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é da forma (
(n − 1)(xy)n−1 (x2 + y 2 − C) = 2a, se n ̸= 1
x2 + y 2 − C = −2aLn(xy), se n = 1
Solução.
Suponhamos n ̸= 1
Sejam M (x, y) = xn+1 y n + ay, N (x, y) = xn y n+1 + ax então
∂M ∂N ∂M ∂N
= ny n−1 xn+1 + a, = nxn−1 y n+1 + a ⇒ − = nxn−1 y n−1 (x2 − y 2 )
∂y ∂x ∂y ∂x
Por outro lado, xM − yN = x(xn+1 y n + ay) − y(xn y n+1 + ax) = xn y n (x2 − y 2 ) então
como
My − Nx nxn−1 y n−1 (x2 − y 2 ) n
= n n 2 2
= = R(xy)
yN − xM −x y (x − y ) −xy
Rt
pelo Exercı́cio (2.3.3) temos que µ(x, y) = e R(s)
ds = (xy)−n é um fator integrante
A equação exata a resolver é
∂F
Seja = (xy)−n (xn+1 y n + ay) então
∂x
Z Z
F (x, y) = (xy) (x y + ay)dx + u(y) = (x + ax−n y −n+1 )dx + u(y)
−n n+1 n
⇒
1 a
F (x, y) = x2 + x1−n y −n+1 + u(y) (2.15)
2 1−n
Derivando respeito de y temos
∂F
= ax−n+1 y −n + u′ (y) = (xy)−n (xn y n+1 + ax) ⇒
∂y
1
ax−n+1 y −n + u′ (y) = y + ax−n+1 y −n ⇒ u(y) = y 2
2
Na igualdade (2.15)
1 a 1
F (x, y) = x2 + x−n+1 y −n+1 + y 2 = C
2 1−n 2
1 2 a
(x + y 2 ) − C1 = x−n+1 y −n+1 ⇒ (n − 1)[(x2 + y 2 ) − C] = 2ax−n+1 y −n+1
2 n−1
Portanto, se n ̸= 1 então (n − 1)(xy)n−1 (x2 + y 2 − C) = 2a é a solução geral.
Se n = 1 temos (x2 y+ay)dx+(xy 2 +ax)dy = 0, neste caso temos que o fator integrante
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é calculado de
My − Nx (x2 − y 2 ) 1
= = = R(xy)
yN − xM −xy(x2 − y 2 ) −xy
Rt
pelo Exercı́cio (2.3.3) temos que µ(x, y) = e R(s)
ds = (xy)−1 é um fator integrante.
A equação exata a resolver é
∂F
Seja = (xy)−1 (x2 y + ay) então
∂x
Z Z
F (x, y) = (xy) (x y + ay)dx + u(y) = (x + ax−1 )dx + u(y)
−1 2
⇒
1
F (x, y) = x2 + aLnx + u(y) (2.16)
2
Derivando respeito de y temos
∂F 1
= u′ (y) = (xy)−1 (xy 2 + ax) ⇒ u′ (y) = y + ay −1 ⇒ u(y) = y 2 + aLny
∂y 2
Na igualdade (2.16)
1 1
F (x, y) = x2 + aLnx + y 2 + aLny = C
2 2
Exercı́cio 2.3.11.
Determine se possı́vel a solução geral das equações diferenciais.
dy 1 + y2
1. (x − 1)dy − ydx = 0 2. =
dx (1 + x2 )xy
3. (x2 − y 2 )dx − 2xydy = 0 4. (x + y 2 )dx − xydy = 0
2
√
y 1
9. y cos(xy) + √ dx + x cos(xy) + 2 x + dy = 0
x y
Solução.
1. (x − 1)dy − ydx = 0
147 18/11/2022
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1 1
Temos (x − 1)dy − ydx = 0 ⇒ dy − dx = 0 ⇒
y (x − 1)
Z Z
1 1
dy − dx = LnC ⇒ Ln(y) − Ln(x − 1) = LnC ⇒
y (x − 1)
y y
Ln = LnC ⇒ =C
x−1 x−1
dy 1 + y2
2. =
dx (1 + x2 )xy
dy 1 + y2 y 1
Temos = ⇒ dy = dx ⇒
dx (1 + x2 )xy 1+y 2 (1 + x2 )x
Z Z Z
y 1 1 1 x
dy − dx = C1 ⇒ Ln(1 + y 2 ) − − dx = C1
1 + y2 (1 + x2 )x 2 x 1 + x2
(1 + y 2 )(1 + x2 )
1 1
⇒ Ln(1 + y 2 ) − Lnx + Ln(1 + x2 ) = C1 ⇒ Ln = 2C1
2 2 x2
x2 C x2 C
⇒ 1 + y2 = ⇒ y2 = −1
1 + x2 1 + x2
x2 C
Portanto, a solução geral é y2 = − 1.
1 + x2
3. (x2 − y 2 )dx − 2xydy = 0
Substituindo x por λx e y por λy temos uma equação homogênea de ordem dois.
Para resolver fazemos a mudança y = ux de onde dy = udx + xdu; substituindo na
equação original.
148 18/11/2022
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1
(1 + u2 )dx − u[udx + xdu] = 0 ⇔ dx − xdu = 0 ⇔ dx − udu = 0
x
Z Z
1 1 2 /2
dx − udu = C ⇔ Lnx = C + u2 ⇔ x = eC+u ⇔
x 2
2 /2 x2 x2
x = eC eu ⇔ xe−C = e 2y2 ⇔ xC1 = e 2y2 onde C1 = e−C
x2
Portanto, a solução geral é xC1 = e 2y2 .
5. (x − y)dx − (x + y)dy = 0
Resolvendo o sistema
( (
2x − y + 1 = 0 6x − 3y = −3 1 5
⇒ ⇒ x=− ; y=
x + 3y − 2 = 0 x + 3y = 2 7 7
1 5
suponhamos x = s − e y = t + , logo dx = ds; dy = dt e substituindo na
7 7
149 18/11/2022
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1 5 1 5
⇔ [2(s − ) − (t + ) + 1]ds − [(s − ) + 3(t + ) − 2]dt = 0 ⇔
7 7 7 7
1 5
assim 3t2 + 2st − 2s2 = C1 , como x = s − ; y =t+ 7
segue
7
5 1 5 1
3t2 + 2st − 2s2 = C1 ⇔ 3(y − )2 + 2(x + )(y − ) − 2(x + )2 = C1
7 7 7 7
5 1 5 1
3(y − )2 + 2(x + )[(y − ) − (x + )] = C1 ⇔
7 7 7 7
30 75 12 2 12 30 2
y− − 2xy + 2x2 + x − y − 3y 2 + + y + x = −C1 ⇔
7 49 7 7 49 7 7
9
2x2 − 3y 2 + 4y + 2x − 2xy = C onde C = − C1
7
2x y 2 − 3x2
7. dx + dy = 0
y3 y4
2x y 2 − 3x2 ∂M 6x ∂N 6x
Temos M (x, y) = 3
e N (x, y) = 4
logo =− 4 e =− 4
y y ∂y y ∂x y
logo a equação dado no problema é exata.
150 18/11/2022
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x2
Z
2x
F (x, y) = dx + g(y) ⇒ F (x, y) = + g(y)
y3 y3
∂F 3x2 y 2 − 3x2
derivando em relação a y resulta = − 4 + g ′ (y) = ⇒
∂y y y4
Z
′ 1 1 1
g (y) = 2 ⇒ g(y) = dy ⇒ g(y) = −
y y2 y
x2 x2 1
de onde F (x, y) = + g(y) = C ⇒ − = C.
y3 y3 y
x2 1
Portanto, a solução geral é − = C.
y3 y
dy 2x + y − 4
8. = , y(2) = 2
dx x−y+1
(
2x + y − 4 = 0
Da solução do sistema resulta x = 1, y = 2.
x−y+1 = 0
Consideremos x = s + 1 e y = t + 2, substituindo na equação original, resulta
numa equqação homogênea
dt 2s + t
= (2.17)
ds s−t
du 2+u
s· +u=
ds 1−u
1−u ds √ u
· du = ⇒ 2 arctan √ = Ln[Cs2 (2 + u2 )]
2 + u2 s 2
√ 1
2 arctan 0 = Ln[2C] ⇒ 0 = Ln(2C) ⇒ C=
2
151 18/11/2022
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√
y 1
9. y cos(xy) + √ dx + x cos(xy) + 2 x + dy = 0
x y
y √ 1
Temos M (x, y) = y cos(xy) + √ e N (x, y) = x cos(xy) + 2 x + logo
x y
∂M 1 ∂N 1
= cos(xy) − xysen(xy) + √ e = cos(xy) − xysen(xy) + √
∂y x ∂x x
√
Z
y
F (x, y) = (y cos(xy) + √ )dx + g(y) ⇒ F (x, y) = sen(xy) + 2y x + g(y)
x
∂F √ √ 1
= x cos(xy) + 2 x + g ′ (y) = x cos(xy) + 2 x + ⇒
∂y y
Z
′ 1 1
g (y) = ⇒ g(y) = dy ⇒ g(y) = Lnx
y y
√
de onde F (x, y) = sen(xy) + 2y x + Lnx = C.
√
Portanto, a solução geral é sen(xy) + 2y x + Lnx = C.
Exercı́cio 2.3.12.
Mostre que as equações abaixo não são exatas mas tornam-se exatas quando multipli-
cadas pelo fator integrante dado ao lado. Portanto resolva as equações.
1
1. x2 y 3 dx + x(1 + y 2 )dy = 0, µ(x, y) =
xy 3
cos y + 2e−x cos x
seny
−x
2. − 2e senx dx + dy = 0, µ(x, y) = yex
y y
Solução. 1.
1
Tem-se x2 y 3 dx + x(1 + y 2 )dy = 0, µ(x, y) =
xy 3
∂M ∂N
Temos M (x, y) = x2 y 3 e N (x, y) = x(1 + y 2 ) logo = 3x2 y 2 e = 1 + y2,
∂y ∂x
∂M ∂N
como ̸= logo a equação x2 y 3 dx + x(1 + y 2 )dy = 0 não é exata.
∂y ∂x
152 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Multiplicando a equação pelo fator integrante µ(x, y) = resulta
xy 3
1 2 3 1 1 1
· x y dx + · x(1 + y 2 )dy = 0 ⇔ xdx + ( + )dy = 0
xy 3 xy 3 y3 y
1 1 ∂M
Nesta última igualdade temos M (x, y) = x e N (x, y) = 3
+ logo =0 e
y y ∂y
∂N ∂M ∂N 1 1
= 0, como = logo a equação xdx + ( 3 + )dy = 0 é exata.
∂x ∂y ∂x y y
Cálculo da solução da equação.
Z
1
F (x, y) = xdx + g(y) ⇒ F (x, y) = x2 + g(y)
2
∂F 1 1
derivando em relação a y resulta = 0 + g ′ (y) = 3 + ⇒
∂y y y
Z
1 1 1
g(y) = ( 3
+ )dy ⇒ g(y) = − + Lny
y y 2y 2
1 1 1 1
de onde F (x, y) = x2 − 2 + Lny = C ⇒ x2 − 2 + 2Lny = C.
2 2y 2 y
1
Portanto, a solução geral é x2 − 2 + Lny 2 = C.
y
Solução. 2.
cos y + 2e−x cos x
seny
−x
Tem-se − 2e senx dx + dy = 0, µ(x, y) = yex
y y
seny cos y + 2e−x cos x
Temos M (x, y) = − 2e−x senx e N (x, y) = logo
y y
∂M ∂N
como ̸= logo a equação dado no problema não é exata.
∂y ∂x
Multiplicando a equação pelo fator integrante µ(x, y) = yex resulta
153 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∂M ∂N
logo = ex cos y − 2senx e = ex cos y − 2
∂y ∂x
∂M ∂N
senx, como = logo a equação (2.18) é exata.
∂y ∂x
Cálculo da solução da equação.
Z
F (x, y) = (ex seny − 2ysenx)dx + g(y) ⇒ F (x, y) = (ex seny + 2y cos x) + g(y)
∂F
= ex cos y + 2 cos x + g ′ (y) = ex cos y + 2 cos x ⇒ g ′ (y) = 0 ⇒ g(y) = C1
∂y
Exercı́cio 2.3.13.
Sabe-se que a lei de variação de temperatura de Newton afirma que:
A taxa de variação de temperatura T (t) de um corpo é proporcional diferença de
temperatura T (t) entre o corpo e o meio ambiente Tm (t).
dT
Isto é = −K(T − Tm ), onde a constante de proporcionalidade K > 0.
dt
1. Coloca-se uma barra de metal, à temperatura de 100o F em um quarto com temperatura
constante 0o F . se após 20 minutos a temperatura da barra chega à temperatura de
50o F , determine: (a) O tempo necessária para a barra chegar à temperatura de 25o F
(b) A temperatura da barra após 10 minutos.
Solução. 1.
dT
Pelos dados do problema temos que (t) = −K(T (t) − Tm (t))
dt
Para um instante donde t = 0 temos T (0) = 100o F , depois de 20 minutos T (20) =
50o F .
154 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
⇒ T (t) = Ae−Kt
∗ 1
25 = 100e−0,0347t ⇒ t∗ = Ln4 ≈ 39, 9 min
0, 0347
Logo T (t) = Xe−Kt ; para um instante donde t = 20 temos T (20) = 40o F = Xe−20K ,
depois de 40 minutos T (40) = 20o F = Xe−40K , logo
1
2Xe−40K = Xe−20K ⇒ K= Ln2 ⇒ K ≈ 0, 0347
20
155 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
∗ 1
50 = 100 − 100e−0,029t ⇒ t∗ = Ln2 ≈ 23, 9 min
0, 029
Exercı́cio 2.3.14.
Seja N (t) a quantidade de uma substância. Sabe-se que a lei de crescimento ou de-
crescimento de uma substância afirma que:
“A taxa de variação da substância N (t) é proporcional à quantidade de substância
presente”.
dN (t)
Isto é = KN (t), onde a constante de proporcionalidade K ∈ R.
dt
1. Sabe-se que a população de Patópolis cresce a uma taxa proporcional ao número da
habitantes existentes, se após dois anos a população é o dobro da população inicial,
e após três anos é de 20.000 habitantes, determine a população inicial.
Solução. 1.
dN (t) dN
Sabemos que = KN (t), então = kdt, logo LnN (t) = kt + C1 , assim
dt N
N (t) = Cekt .
Quando do inı́cio da observação t = 0 suponhamos x0 habitantes, então para t = 2 a
população é o dobro da original, isto é 2x0 habitantes.
156 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
√
Assim, N (0) = C = x0 , N (2) = x0 e2k = 2x0 , logo k = Ln 2. Quando t = 3 segue
√ √ 20000
N (3) = 20000 = x0 e3Ln 2 , isto é 20000 = x0 ( 2)3 assim x0 = √ ≈ 7071, 06.
8
Estima-se que a população no inı́cio da observação era de aproximadamente 7072
habitantes.
Solução. 2.
Pela parte (1.) sabemos que a função N (t) = Cekt descreve o fenômeno.
Para uma quantidade inicial de substância de 100 miligramas, então t = 0 e N (0) =
100, logo 100 = Ce0·k ⇒ C = 100 assim, N (t) = 100ekt
Quando temos um decrescimento de 5% após dois anos, segue que quando t = 2 então
N (2) = 95, assim :95 = 100e2k ⇒ k = −0, 026.
a) Uma expressão para a quantidade restante no tempo t é N (t) = 100e−0,026t .
Solução. b)
O tempo necessário para uma redução de 10% da quantidade inicial, então estamos
pensando em 90 miligramas. Seja t∗ o tempo necessário para atingir 90 miligramas, então
∗ 1 10
90 = 100e−0,026t ⇒ t∗ = Ln ≈ 4, 014
0, 026 9
150.000
N (20) = 150.000 = Xe2,196 ⇒ X= = 16687
e2,196
Exercı́cio 2.3.15.
Um corpo de 1, 2 quilogramas cai à terra com velocidade inicial v0 desde uma deter-
minada altura. Na medida em que o corpo cai, a resistência do ar atua sobre o corpo.
Suponha que esta resistência em quilogramas equivale numéricamente ao dobro da velo-
cidade em metros por segundo. 1.) Determine a velocidade e a distância da queda com
1
respeito ao tempo. 2.) Qual deve ser o valor de v0 ao término de Ln2 segundos para que
8
a velocidade se duplique? Considere g = 4.8m/s2 .
Solução.
157 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dv
Pela segunda Lei de Newton temos m = F1 + F2 , onde:
dt
W peso 1, 2
m= = = = 0, 25
g g 4, 8
F1 = força da queda = m · g = 1, 2
Zt Zt
∗ 1 1
dx = [1, 2 − (1, 2 − v0 )e−8t ]dt∗ = 1, 2t + (1, 2 − v0 )e−8t − (1, 2 − v0 )
8 8
0 0
1
Portanto, x(t) = 1, 2t + (1, 2 − v0 )(e−8t − 1)
8
1
2. Para calcular v0 tal que v( Ln2) = 2v0 , temos que resolver
8
1 1 1
v( Ln2) = 1, 2 − (1, 2 − v0 )e−8 8 Ln2 = 2v0 ⇒ 1, 2 − (1, 2 − v0 ) = 2v0
8 2
Exercı́cio 2.3.16.
Um tubo em forma de U está cheio (Figura (2.1)) com um lı́quido homogêneo, que
é levemente comprimido em um dos lados do pistão. O pistão é removido e o nı́vel do
lı́quido em cada ramo oscila. Determine a altura do nı́vel do lı́quido em um dos ramos
em função do tempo.
Solução.
158 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
50mm
Figura 2.1:
△p = 2ρgy
F = −A△p = 2ρAgy
d2 y d2 y 2ρAg
m 2 = −2ρAgy ⇒ + y=0
dt dt2 m
mas,
2ρAg 2ρAg 2ρAg 2g
= = =
m ρV ρAℓ ℓ
dai
d2 y 2g
+ y=0
dt2 ℓ
onde ℓ e o comprimento total da coluna lı́quida e m = ρV er a massa total de lı́quido.
2g 2g
A equação caracterı́stica é r2 + = 0 de onde r = ± i, logo
ℓ ℓ
r
2g
y(t) = C1 eiωt + C2 e−iωt onde ω =
ℓ
159 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
onde
C1 + C2 + A cos ϕ e C1 − C2 = −Asenϕ
r
2g
Portanto, y(t) = A cos( t + ϕ).
ℓ
160 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cios 2-4
Exercı́cio 2.4.1.
Com transformações adequadas, reduzir à forma linear e resolver as mesma.
1. y ′ + y = y 2 2. y ′ cos x + seny = 2
x
3. y ′ + y = 4. y ′ − 1 = e−y senx
y
5. (e + x)y ′ = 1
y
6. y ′ (senh(3y) − 2xy) = y 2
7. 3y ′ + y = (1 − 2x)y 4 8. ydx + (1 − yex )dy = 0
9. 2xy ′ = 10x3 y 5 + y 10. y ′ senx + 2seny = 2
Solução.
du dy
1. y′ + y = y2 ⇒ y −2 y ′ + y −1 = 1, seja u = y −1 então = y −2 , assim:
dx dx
du 1
+u=1 ⇒ du + dx = 0 ⇒ Ln(u − 1) + x = C
dx u−1
du d 1
+ 2u = 2x ⇒ (ue2x ) = e2x x ⇒ ue2x = (2x − 1)e2x + C
dx dx 4
161 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Portanto, a solução geral é: y 2 = (2x − 1) + Ce−2x .
4
4. y ′ − 1 = e−y senx⇒ ey y ′ − ey = senx
du dy du
Seja u = ey ⇒ = ey , substituindo − u = senx, o fator integrante é
R dx dx dx
µ = e− 1dx = e−x assim temos:
e−x
Z
−x
ue = e−x senxdx + C = − [senx + cos x] + C ⇒
2
1
u = − [senx + cos x] + Cex
2
1
Portanto, a solução geral é: ey = − [senx + cos x] + Cex .
2
du
5. (ey + x)y ′ = 1 ⇒ (ey + x)ey y ′ = ey seja u = ey + x então = ey y ′ + 1
dx
du u 1 1
u( − 1) = u − x ⇒ du − dx = 0 ⇒ [u − Ln(2u − 1)] − x = C
dx 2u − 1 2 2
2(ey + x) − Ln(2(ey + x) − 1) = 4C + 4x
√
Portanto, a solução geral é: ey − Ln( 2ey + 2x − 1) = 2C + x.
dx 2 senh(3y)
6. y ′ (senh(3y) − 2xy) = y 2 ⇒ + x= . O fator integrante obtém-se
dy y y2
2
R
dy
na forma e y = y2.
Z
d senh(3y) senh(3y) 1
(x · y 2 ) = y 2 · ⇒ x·y =2
y2 · dy + C = cosh(3y) + C
dy y2 y 2 3
1
Portanto, a solução geral é: x · y2 = cosh(3y) + C.
3
du dy
7. 3y ′ +y = (1−2x)y 4 ⇒ 3y −4 y ′ +y −3 = 1−2x, seja u = y −3 então − = 3y −4 ,
dx dx
assim:
du d
− + u = 1 − 2x ⇒ [ue−x ] = e−x (2x − 1) ⇒ u = (3 − 2x) + Cex
dx dx
u−1
8. ydx + (1 − yex )dy = 0 seja u = 1 + yex ⇒ y= x
, logo du = yex dx + ex dy =
e
du − (u − 1)dx
ex (ydx + xdy), assim: du = (u − 1)dx + ex dy ⇒ dy = .
ex
162 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
u−1 du − (u − 1)dx
x
dx + u x
ex = 0 ⇒
e e
1
Portanto, a solução geral é: x = Ln(yex ) − + C.
yex
1 −4 du dy
9. 2xy ′ = 10x3 y 5 + y ⇒ y −5 y ′ − y = 5x2 , seja u = y −4 então − = 4y −5 ,
2x dx dx
1 du 1 du 2 d R 2 R 2
− − u = 5x2 ⇒ + u = −20x2 ⇒ [ue x dx ] = −20e x
dx
x2
4 dx 2x dx x dx
Z
ux = −20 x4 dx + C ⇒ u = 4x3 + Cx−2
2
Exercı́cio 2.4.2.
Resolver as seguintes equações diferenciais. Indique quais são equações de Bernoulli.
163 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1. y ′ + 2y = x2 + 2x
R
2dx
Não é equação de Bernoulli. O fator integrante é e = e2x , logo
Z Z
2x ′ 2x 2 d 2x
e (y + 2y) = e (x + 2x) ⇔ (e · y) = e2x (x2 + 2x)dx + C ⇔
dx
1 2 1 1
⇔ e2y · y = x + x − e2x + C
2 2 4
1 1 1
Portanto, a solução geral é y = x2 + x − + Ce−2x .
2 2 4
1 1
y·√ = −√ +C
x2 + 2x − 1 x2 + 2x − 1
√
Portanto, a solução geral é y = C x2 + 2x − 1 − 1.
1 x3
3. xLnx · y ′ + y = x3 (3Lnx − 1) ⇒ y′ + y= (3Lnx − 1)
xLnx xLnx
164 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
R
dx
Não é equação de Bernoulli. O fator integrante é e xLnx = Lnx, logo
2
′ 1 x
Lnx y − y = Lnx (3Lnx − 1)
xLnx Lnx
x2 Lnx
Z Z Z
d
(y ·Lnx) = (3Lnx−1)dx+C ⇔ y ·Lnx = (3x2 Lnx−x2 )dx+C
dx Lnx
Z
1 3 1 1 1 1 1
y · Lnx = 3[ x Lnx − x2 dx] + x3 + C = 3[ x3 Lnx − x3 ] + x3 + C
3 3 3 3 9 3
1 ′ x 1 a2
√ (y + 2 )= √ ( ) ⇔
a2 − x 2 a − x2 a2 − x2 a2 − x2
a2
Z Z
d 1 1 x
(√ ·y)dx = √ dx+C ⇔ √ ·y = √ +C
dx a − x2
2 ( a2 − x2 )3 2
a −x 2 a − x2
2
√
Portanto, a solução geral é y = x + C a2 − x2 .
2
5. (x + 1)dy − [2y + (x + 1)4 ]dx = 0 ⇒ y′ − y = (x + 1)3 .
x+1
R 2 1
Não é equação de Bernoulli. O fator integrante é e− x+1
dx
= , logo
(x + 1)2
1 ′ 2 1
2
y − y = 2
· (x + 1)3 ⇔
(x + 1) x+1 (x + 1)
(x + 1)3
Z Z
d 1 1 1
· y = dx + C ⇔ · y = (x + 1)2 + C
dx (x + 1)2 (x + 1)2 (x + 1) 2 2
1
Portanto, a solução geral é y = (x + 1)4 + C(x + 1)2 .
2
1 3
6. 2xy ′ − y = 3x2 ⇒ y′ − y = x
2x 2
R 1 1
Não é equação de Bernoulli. O fator integrante é e− 2x
dx
= √ , logo
x
1
Z
1 3 √
y√ = √ · xdx + C = x3 + C
x x 2
√
Portanto, a solução geral é y = x2 + xC.
165 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
7. xy ′ = y + x2 senx ⇒ y ′ − y = xsenx
x
R 1 1
Não é equação de Bernoulli. O fator integrante é e− x
dx
= , logo
x
Z
1 1
y = · xsenxdx + C = − cos x + C
x x
2 2 2
e−x [y ′ − 2xy] = e−x · 2xex ⇔
Z Z
d −x2 2 2 2
[e · y] = 2e−x · xex dx + C ⇔ ye−x = x2 + C
dx
2
Portanto, a solução geral é y = ex (x2 + C).
2 1
9. 3xy ′ − 2y = x3 y 2 y −2 y ′ − x−1 y −1 = x2 .
⇒
3 3
Sim é de Bernoulli. Seja z = y então dz = −y −2 dy, logo
−1
dz 2 −1 1 d R 2 −1
1 R 2 −1
+ x z = − x2 ⇒ e 3
x dx
· z = − x2 e 3
x dx
dx 3 3 dz 3
C − x11/3
Z
2/3 1 1 11/3
x ·z =− x8/3 dx + C1 = − x + C1 ⇒ z=
3 11 x2/3
x2/3
Portanto, y= .
C − x11/3
1 1
10. 8xy ′ + y = − √ ⇒ 8xy 3 y ′ + y 4 = − √ .
y3 x + 1 x+1
Sim é de Bernoulli. Seja z = y 4 então dz = 4y 3 dy então:
dz 1 dz 1 −1 1 1
2x + z = −√ ⇒ + x z=− · √
dx x+1 dx 2 2 x x+1
R 1 −1
x dx
√ √
O fator integrante é e 2 = eLn x
= x logo:
d R 1 −1
x dx
1 1 R 1 −1
x dx d √ 1 1 √
e 2 ·z = − · √ ·e 2 ⇒ x·z = − · √ · x
dx 2 x x+1 dx 2 x x+1
√
Z Z
1 1 dx
x·z =− √ √ dx + C seja I = √ √ +C
2 x· x+1 x· x+1
166 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z √ √ Z "r r #
x+1 x x+1 x
I= √ −√ dx ⇒ I= − dx
x x+1 x x+1
x+1 1 1 2udu
Seja u2 = =1+ ⇒ x= ⇒ dx = − ⇒
x x u2 − 1 (u2 − 1)2
Z Z √ √
du 1 1 u+1 x+1+ x
I = −2 2
= − du = Ln( ) = Ln √ √
(u − 1) u+1 u−1 u−1 x+1− x
√ √
1 √ x+1+ x
Assim temos x · z = − Ln √ √ + C.
2 x+1− x
√ √
√ 4 1 x+1+ x
Portanto, x · y = − Ln √ √ + C.
2 x+1− x
dx dx
11. (xy + x2 y 3 )y ′ = 1 ⇒ − xy = x2 y 3 logo, x−2 − x−1 y = y 3 .
dy dy
du
Sim é equação de Bernoulli. Seja u = x−1 ⇒ −du = x−2 dx ⇒ − −uy =
dy
du
y 3 , isto é + uy = −y 3
dy
R 1 2 d 1 2 1 2
O fator integrante é e ydy
= e 2 y , logo [ue 2 y ] = −e 2 y y 3 ⇒
dy
Z
1 2 1 2 1 2 1 2
y
ue 2 =− e 2 y y 3 dy + C ⇔ ue 2 y = −e 2 y (y 2 − 2) + C
1 2
u = Ce− 2 y − (y 2 − 2)
1 2
Portanto, a solução geral é 1 = Cxe− 2 y − x(y 2 − 2).
2
12. y ′ − y = 2xex+x .
R
Não é equação de Bernoulli. O fator integrante é e− dx
= e−x , logo
Z Z
d −x 2 2
[e · y] = 2 xex dx + C ⇔ ye−x = ex + C
dx
2 +x
Portanto, a solução geral é y = ex + Cex .
1 dy 1 dx
13. y′ = ⇒ = ⇒ = xseny + 2sen2y
xseny + 2sen2y dx xseny + 2sen2y dy
logo, x′ − xseny = 2sen(2y)
R
Não é equação de Bernoulli. O fator integrante é e− senydy
= ecos y , logo
Z
d
[xecos y ] = 2ecos y sen(2y) ⇔ xe cos y
= 2ecos y sen(2y)dy + C ⇔
dy
167 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 du 1 y 2 + a2 du 1 y 2 + a2
− ·u=− ⇒ − ·u=−
2 dy 2y 2y dy y y
− y1 dy
R
o fator integrante é e = y −1 assim temos
y 2 + a2 y 2 + a2
Z
d
(u · y −1 ) = − ⇒ u·y −1
=− dy + C
dy y2 y2
isto é x · y = y 2 Lny + C .
Portanto, a solução geral é x = yLny + C · y −1 .
3x2 dx x3 + y + 1 1 1
16. y′ = ⇒ = , logo x ′
− x = (y + 1)x−2 , isto
x3 + y + 1 dy 3x2 3 3
dx 1 3 1
é x2 − x = (y + 1).
dy 3 3
dz dx
Sim é equação de Bernuolli, seja z = x3 ⇒ = 3x2 , de onde substituindo
dy dy
na última igualdade
dz d −y
− z = (y + 1) ⇒ [e z] = e−y (y + 1) ⇒ z = −(2 + y) + Cey
dy dy
168 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
17. y ′ + y cos x = senx cos x. Não é equação de Bernoulli. O fator integrante é esenx ,
logo
d
[yesenx ] = esenx cos xsenx ⇒ yesenx = esenx (senx − 1) + C
dx
Portanto, a solução geral é y = (senx − 1) + Ce−senx ; não é de Bernoulli.
√ √ 1 3 1√ 9
Z
y x= x · x dx + C = x +C
2 9
1 C
Portanto, a solução geral é y = x4 + √ .
9 x
Z1
20. φ(αx)dα = nφ(x). Não é equação de Bernoulli.
0
du
Seja u = αx ⇒ = dα, se α = 0, u = 0 e; se α = 1 x = 1 assim:
x
Z1 Z1
1
φ(αx)dα = nφ(x) ⇒ φ(u)du = nφ(x)
x
0 0
Z1
1 φ(x) dφ 1 dφ
Derivando − 2 φ(u)du + = n (x) ⇒ φ(αx) = n (x).
x x dx x dx
0
Z1
1 φ(x) dφ
Como φ(u)du = nxφ(x) ⇒ − [nxφ(x)] + = n (x).
x2 x dx
0
1 − n dφ φ′ (x) 1−n
· φ(x) = n (x) ⇒ =
x dx φ(x) nx
169 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 − n 1−n
Integrando Ln(φ(x)) = · Lnx + LnC = Ln(Cx n )
n
1−n
Portanto, a solução geral é φ(x) = Cx n .
Exercı́cio 2.4.3.
Resolva as seguintes equações diferenciais de Bernoulli.
1. 2x3 y ′ = y(y 2 + 3x2 ) 2. 2x2 + 2xyy ′ = x2 + y 2
dy y x2 p
3. = + 4. xy ′ + 6y = 3x 3 y 4
dx 2x 2y
5. y 2 y ′ + 2xy 3 = 6x 6. y 2 dx + (2xy − 5x3 )dy = 0
7. (1 − x2 )y ′ − xy = 7xy 2 8. y 3 y ′ + 4xy 4 = 8x
1
9. (yLnx − 2)ydx = xdy 10. y ′ (x2 y 3 + xy) =
2
1 1
11. y ′ + y = − (x + 1)3 y 2 2 ′
12. x y + 2x y = y (1 + 2x2 )
3 2
x+1 2
1 x3
13. 8xy ′ − y = − 3 √ 14. 3xy ′ − 2y =
y x+1 y2
√ y
15. y ′ − 2xy = 4x y 16. xy ′ − = y2
2Lnx
4y √
17. y ′ = +x y
x
Solução.
1 C 1 C
u= 2
+ 3 ⇒ y −2 = 2
+ 3
3x x 3x x
Portanto a solução geral da equação diferencial é 3x3 = y 2 [x + C].
1
2. 2x2 + 2xyy ′ = x2 + y 2 2yy ′ − y 2 = −x
⇒
x
du dy du 1
Seja u = y 2 então = 2y , logo − u = −x de onde o fator integrante é
dx dx dx x
− x1 dx
R 1
e = assim temos:
x
Z
d 1 1 1
(u · ) = −x · ⇒ u · = − 1dx + C = −x + C ⇒
dx x x x
170 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Outra solução.
Tem-se 2x2 + 2xyy ′ = x2 + y 2 ⇒ x(2xdx + 2ydy) = (x2 + y 2 )dx então
d(x2 + y 2 )
Z Z
2xdx + 2ydy dx dx
2 2
= ⇒ = + LnC ⇒
x +y x x2 + y 2 x
dy y x2 dy 1 x2
3. = + ⇒ y − y2 =
dx 2x 2y dx 2x 2
du dy du 1 x2
Seja u = y 2 então = 2y , logo − u= de onde o fator integrante é
dx dx dx 2x 2
R 1
− 2x dx 1
e = √ assim temos:
x
Z √ 3 √
d 1 x2 1 1 x x5
(u · √ ) = ·√ ⇒ u· √ = dx + C = +C ⇒
dx x 2 x x 2 5
x3 √
Portanto a solução geral da equação diferencial é y2 = + xC.
5
p
4. xy ′ + 6y = 3x 3 y 4
p 4 6 1
Podemos escrever na forma xy ′ + 6y = 3x 3 y 4 , logo y − 3 y ′ + y − 3 = 3.
x
1 du 4 dy du 2
Seja u = y − 3 então −3 = y − 3 , logo − u = −1 de onde o fator integrante
dx dx dx x
R 2 1
é e− x dx = 2 assim temos
x
Z
d 1 1 1 1
(u · 2 ) = − 2 ⇒ u · 2 = − dx + C ⇒
dx x x x x2
1 1 1
u= + x2 C ⇒ y− 3 = + x2 C
x x
√ 1 2
Portanto a solução geral da equação diferencial é 1= 3
y +x C .
x
5. y 2 y ′ + 2xy 3 = 6x
1 du dy 1 du
Seja u = y 3 então = y 2 , logo + 2xu = 6x de onde o fator integrante é
R 2
3 dx dx 3 dx
e6 xdx
= e3x assim temos
Z
d 3x2 3x2 3x2 2
(u · e ) = 18xe ⇒ u · e = 18 xe3x dx + C ⇒
dx
171 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
2 2 2
u · e3x = 3e3x + C ⇒ u = 3 + Ce−3x
2
Portanto a solução geral da equação diferencial é y 3 = 3 + Ce−3x .
dx 1 10
6. y 2 dx + (2xy − 5x3 )dy = 0 ⇒ −2x−3 − 4 x−2 = − 2
dy y y
dz dx R 1 1
Seja z = x−2 ⇒ = −2x−3 , de onde o fator integrante é e−4 y
dx
=
dy dy y4
assim temos substituindo na última igualdade
dz 1 10 d 1 10 1 2
−4 z =− 2 ⇒ [z · 4 ] = − 6 + C ⇒ z· 4
= 5 +C
dy y y dy y y y y
7. (1 − x2 )y ′ − xy = 7xy 2
x x x x
Tem-se y ′ − 2
y=7 2
y 2 , logo y −2 y ′ − 2
y −1 = 7 .
(1 − x ) (1 − x ) (1 − x ) (1 − x2 )
du dy du x x
Seja u = y −1 então − = y −2 , logo − 2 u = −7 2 de onde o fator
dx dx dx x − 1 x −1
−
R x
dx 1
integrante é e x2 −1 = √ assim temos
2
x −1
Z
d 1 1 7x 1 7x
(u· √ ) = −√ · 2 ⇒ u· √ =− p dx+C ⇒
dx x2 − 1 x2 − 1 x − 1 x2 − 1 (x2 − 1)3
1 7 √
u· √ =√ dx + C ⇒ u = 7 + C x2 − 1
x2 − 1 x2 − 1
√
Portanto a solução geral da equação diferencial é 1 = y 7 + C x2 − 1 .
8. y 3 y ′ + 4xy 4 = 8x
dy dy
Podemos escrever na forma + 4xy = 8xy −3 , logo y 3 + 4xy 4 = 8x
dx dx
1 du dy 1 du
Seja u = y 4 então = y 3 , logo + 4xu = 8x de onde o fator integrante é
R 2
4 dx dx 4 dx
e16 xdx = e8x assim temos
Z
d 8x2 8x2 8x2 2
(u · e ) = 32xe ⇒ u · e = 32 xe8x dx + C ⇒
dx
2 2 2
u · e8x = 2e8x + C ⇒ u = 2 + Ce−8x
2
Portanto a solução geral da equação diferencial é y 4 = 2 + Ce−8x .
172 18/11/2022
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dy 2 1 dy 2 −1 1
Podemos escrever na forma + y = y 2 Lnx, logo y −2 + y = Lnx
dx x x dx x x
du dy du 2 1
Seja u = y −1 então − = y −2 , logo − u = − Lnx de onde o fator
dx dx dx x x
− x2 dx
R 1
integrante é e = 2 assim temos
x
Z
d 1 1 1 1
(u · 2 ) = − 3 Lnx ⇒ u · 2 = − Lnxdx + C ⇒
dx x x x x3
1 1
u = (Lnx + ) + x2 C
2 2
1 1
Portanto a solução geral da equação diferencial é 1 = y[ (Lnx + ) + x2 C].
2 2
1
10. y ′ (x2 y 3 + xy) =
2
1 dx
Podemos escrever a equação y ′ (x2 y 3 + xy) = na forma − 2xy = 2x2 y 3 , logo
2 dy
x−2 x′ − 2x−1 y = 2y 3 ,
dz dx
Seja z = x−1 ⇒ = −x−2 , de onde substituindo na última igualdade
dy dy
dz d y2 2 2
+ 2zy = −2y 3 ⇒ [e z] = −2ey y 3 ⇒ z = (1 − y 2 ) + Ce−y
dy dy
2
Portanto, a solução geral é x(y 2 − 1) = Cxe−y .
1 1
11. y′ + y = − (x + 1)3 y 2
x+1 2
1 −1 1 du
Podemos escrever y −2 y ′ + y = − (x + 1)3 , fazendo u = y −1 segue − +
x+1 2 dx
1 1 R 1
u = − (x + 1)3 então o fator integrante é µ(x) = e− x+1 dx = (x + 1)−1
x+1 2
Z
−1 1 1
u · (x + 1) = (x + 1)2 dx + C ⇒ u = (x + 1)4 + C(x + 1)
2 6
1 1
Portanto, a solução geral da equação proposta é = (x + 1)4 + C(x + 1).
y 6
Tem-se
2x3 1 + 2x2 2
x2 y ′ + 2x3 y = y 2 (1 + 2x2 ) ⇒ y′ + y = y
x2 x2
173 18/11/2022
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1 + 2x2
y −2 y ′ + 2xy −1 = , seja u = y −1 ⇒ −u′ = y −2 y ′ , logo
x2
1 + 2x2 R 2
u′ − 2xu = − 2
⇒ µ(x) = e − 2xdx
= e−x
x
1 + 2x2
Z
−x2 2
ue = − e−x · dx + C ⇒
x2
x2 1 −x2 1 2
u=e ·e + C = + Cex
x x
1 1 2
Portanto, = + Cex .
y x
1
13. 8xy ′ − y = − √
y3 x+1
Tem-se
1 1 1
8xy ′ − y = − √ ⇒ y′ − y=− √
y3 x + 1 8x 8xy 3 x + 1
1 4 1 1 ′
y3y′ − y =− √ , seja u = y 4 ⇒ u = y 3 y ′ , logo
8x 8x x + 1 4
1 1 R 1 1
u′ − u=− √ ⇒ µ(x) = e− 2x
dx
=√
2x 2x x + 1 x
Z
1 1 1
u√ = − √ · √ dx + C
x x 2x x + 1
1 1
Seja z 2 = 1 + ⇒ 2zdz = − dx, logo
x x2
Z √ Z
1 x 1 1
u√ = − √ · 2 dx + C = · 2zdz + C = z + C
x 2 x+1 x 2z
√
√ √ √
x+1
⇒ u= x √ +C = x+1+C x
x
√ √
Portanto, y4 = x + 1 + C x.
x3
14. 3xy ′ − 2y =
y2
Tem-se
′ x3 ′ 2 x2
3xy − 2y = 2 ⇒ y − y= 2
y 3x 3y
174 18/11/2022
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2 3 x2 1 ′
y2y′ − y = , seja u = y3 ⇒ u = y 2 y ′ , logo
3x 3 3
2 R 2 1
u′ − u = x2 ⇒ µ(x) = e− x dx = 2
x x
Z
1 1
u 2 = · x2 dx + C ⇒ u = x3 + Cx2
x x2
Portanto, y 3 = x3 + Cx2 .
√
15. y ′ − 2xy = 4x y.
1 √ √ du dy
Podemos escrever √ y ′ − 2x y = 4x, fazendo u = y segue 2 = √1
y
então
y dx dx
Z
x2 −x2 x2
′
u − xu = 2x ⇒ u(x) = e 2 −2e 2 dx + C = Ce 2 − 2
x2 2
Portanto, a solução geral da equação de Bernoulli proposta é y(x) = Ce 2 − 2
y
16. xy ′ − = y2.
2Lnx
1 1 du dy
Podemos escrever y −2 y ′ − y −1 = , fazendo u = y −1 segue − = y −2
2xLnx x dx dx
então
√
C − 2 Ln3 x
Z
′ 1 1 dx
− xLnx dx
− xLnx 1
u + u=− ⇒ u(x) = −e e · +C = √
2xLnx x x 3 Lnx
√
3 Lnx
Portanto, a solução geral da equação de Bernoulli proposta é y(x) = √ .
C − 2 Ln3 x
4y √
17. y′ = + x y.
x
1 4√ √ du dy
Podemos escrever √ y ′ − y = x, fazendo u = y segue 2 = √1
y
então
y x dx dx
Z
′ 2 x 2 1 1
u − u= ⇒ u(x) = x dx + C = x2 ( Lnx + C)
x 2 2x 2
2
1
Portanto, a solução geral da equação de Bernoulli proposta é y(x) = x4 2
Lnx+C
Exercı́cio 2.4.4.
Resolva as seguintes equações diferenciais de Lagrange.
175 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1. y = xy ′ − (y ′ )3 2. y = xy ′ − tan y ′
dy 2
3. y − xy ′ = Lny ′ 4. + (x + α)y ′ − y = 0, α constante
dx
5. y = 2xy ′ − 2y ′ + 1 6. y(y ′ )2 + (2x − 1)y ′ = y
7. y = −x(y ′ )2 + (y ′ )2 + 1 8. y = (y ′ − 1)x + ay ′ + b
9. y = mxy ′ + ay ′ + b 10. y + xy ′ = (y ′ )2
11. (y ′ )3 − xy ′ + 2y = 0 12. 2(y ′ )2 + xy ′ − 2y = 0
13. 2(y ′ )3 + xy ′ − 2y = 0 14. y = xy ′ + (y ′ )2
1
15. y = xy ′ − 3(y ′ )3 16. y = xy ′ + ′
y
′ ay ′ ′
p
17. y = xy + p 18. y = xy + a 1 + (y ′ )2
1 + (y ′ )2
a
19. y = xy ′ + ′ 2 20. y = xy ′ + seny ′
(y )
p
21. y ′ = Ln(xy ′ − y) 22. y = xy ′ + 1 − (y ′ )2
Solução.
1. y = xy ′ − (y ′ )3 .
Suponhamos y ′ = t, então y = xt − t3 , derivando em relação a x:
dy dt dt dt dt
= x + t − 3t2 ⇒ 0=x − 3t2
dx dx dx dx dx
dt
de onde (x − 3t2 ) = 0, isto é t = C.
dx
Portanto, a solução geral é y = xC − C 3 .
dy dx dy dx dx
= t + x − 3t2 ⇒ = t + x − 3t2 ⇒ x = 3t2
dt dt dx dt dt
x 3
de onde y = (3t2 )t − t3 , isto é y = 2t3 ⇒ y 2 = 4t6 = 4 .
3
Portanto, a solução geral é 27y 2 = 4x3 .
2. y = xy ′ − tan y ′
Suponhamos y ′ = z, então y = xz − tan z, derivando em relação a x:
dy dz dz dz
= x + z − sec2 z · ⇒ (x − sec2 z) =0
dx dx dx dx
dz
de onde = 0, isto é z = C.
dx
176 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
3. y − xy ′ = Lny ′
dy dt 1 dt 1 dt dt
−x −t= ⇒ 0= +x
dx dx t dx t dx dx
1 dt
de onde ( + x) = 0, isto é t = C.
t dx
dt dt dy dt dt
2t + (x + α) + t − =0 ⇒ 2t + (x + α) =0
dx dx dx dx dx
dt
de onde (2t + x + α) = 0, isto é t = C.
dx
Portanto, a solução geral é y = C[C + (x + α)].
5. y = 2xy ′ − 2y ′ + 1
dx dx dx 2 2
de onde t = 2t + 2x − 2, isto é + x= ⇒ t2 (x − 1) = C1 .
dt dt dt t t
C1
y = 2xt − 2t + 1 ⇒ (y − 1)2 = (2x − 2)2 t2 = (2x − 2)2 = 4C1 (x − 1)
x−1
dy dt dt dt dt
t = t2 + 2ty + (2x − 1) + 2t ⇒ t = t3 + 2ty + (2x − 1) + 2t
dx dx dx dx dx
177 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
t(2x − 1)
De y(y ′ )2 + (2x − 1)y ′ = y então y=
1 − t2
2t2
3 t(2x − 1) dt 3 dt
t − 2t − t = [2t 2
+ (2x − 1)] ⇒ −t − t = (2x − 1) 2
+1
1−t dx 1−t dx
t2 + 1 dt
2 1 dt
⇒ −t(t + 1) = (2x − 1) ⇒ −t = (2x − 1)
1 − t2 dx 2
1 − t dx
1 1 t 1
dx = 2 )dt = 2 − dt
2x − 1 t(t − 1) t −1 t
integrando
1 1 1 t2 − 1
Ln(2x − 1) + LnC = Ln(t2 − 1) − Lnt ⇒ C(2x − 1) =
2 2 2 t2
1
1 = t2 [1 − C(2x − 1)] ⇒ t2 =
1 − C(2x − 1)
" #
1 1
Na equação original y + (2x − 1) p =y ⇒
1 − C(2x − 1) 1 − C(2x − 1)
" #
(2x − 1) 1 C(2x − 1)
p =y 1− = −y ⇒
1 − C(2x − 1) 1 − C(2x − 1) 1 − C(2x − 1)
p
1 − C(2x − 1) = −yC ⇒ y 2 C 2 = [1 − C(2x − 1)]
7. y = −x(y ′ )2 + (y ′ )2 + 1
dy dt dt dt dt
= −t2 − 2xt + 2t ⇒ t = −t2 − 2xt + 2t
dx dx dx dx dx
1 1
dx = 2 dt ⇒ LnC 2 − Ln(1 − x) = Ln(1 + t)2
(1 − x) (1 + t)
p p
logo, (1 + t)2 (1 − x) = C 2 ⇒ t (1 − x) = C − (1 − x). Por outro lado,
p
como y = −x(y ′ )2 + (y ′ )2 + 1 segue y = (1 − x)t2 + 1 = (C − (1 − x))2 + 1.
√
Portanto a solução geral é y = 1 + (C − 1 − x)2 .
8. y = (y ′ − 1)x + ay ′ + b
178 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dy dt dt dt
=t−1+x +a ⇒ 1 = (x + a) ⇒ Ln(x + a) + C = t
dx dx dx dx
9. y = mxy ′ + ay ′ + b
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = mxt + at + b, derivando em relação a x:
dy dt dt dt
= mx + mt + a ⇒ t − mt = (mx + a)
dx dx dx dx
1 1 1−m
(1 − m) dx = dt ⇒ Ln(mx + a) + LnC = Lnt
(mx + a) t m
1−m
logo, t = C(mx + a) m . Por outro lado, como y = mxy ′ + ay ′ + b segue y−b =
1−m 1
(mx + a)C(mx + a) m = C(mx + a) m .
1
Portanto a solução geral é y − b = C(mx + a) m .
10. y + xy ′ = (y ′ )2
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y + xt = t2 , aplicando diferenciais:
dy dt dt dt dt dx
+t+x = 2t ⇒ 2t + x
= 2t ⇒ 2t + x = 2t
dx dx dx dx dx dt
dx
R 1 √
logo, dt
+ 2t1 x = 1, o fator integrante é e 2t dt = t.
√ √ √ 2√ 3
Z √
d
(x · t) = t ⇒ x· t= tdt + C = t +C ⇒
dt 3
2 C
Assim, x= t+ √
3 t
2t C
Portanto a solução paramétrica geral é x= +√ , y = −xt + t2 .
3 t
11. (y ′ )3 − xy ′ + 2y = 0.
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ t3 − xt + 2y = 0, aplicando diferenciais:
dx dx 1
3t2 dt − tdx − xdt + 2tdx = 0 ⇒ 3t2 − x + t =0 ⇒ − x = −3t
dt dt t
Z
−
R 1
dt Lnt−1 1 1 1
e t =e = ⇒ x· =− 3t · dt + C = −3t + C
t t t
179 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dx
logo, x = t(C − 3t). Por outro lado, como = C − 6t segue
dt
dy dy dt dy 1 dy
t= = · ⇒ t= · ⇒ = tC − 6t2
dx dt dx dt C − 6t dt
1
logo, y = t2 [C − 4t].
2
1
Portanto a solução paramétrica geral é x = t(C − 3t), y = t2 [C − 4t].
2
12. 2(y ′ )2 + xy ′ − 2y = 0.
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ 2t2 + xt − 2y = 0, derivando em relação a x:
dt dt dy
4t +t+x −2 =0 ⇒ tdx − (4t + x)dt = 0
dx dx dx
x x 1
tdx − xdt − 4tdt = 0 ⇒ t2 · d( ) − 4tdt = 0 ⇒ d( ) − 4 dt = 0
t t t
Z Z
x 1 x
d( ) − 4 dt = C ⇒ − 4Lnt = C1 ⇒ x = tC + 4tLnt ⇒
t t t
consideremos C1 = 4LnC então x = 4tLn(Ct)
13. 2(y ′ )3 + xy ′ − 2y = 0
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ 2t3 + xt − 2y = 0, aplicando diferenciais:
dx dx dx 1
6t2 dt + tdx + xdt − 2tdx = 0 ⇒ 6t2 + t + x − 2t =0 ⇒ − x = 6t
dt dt dt t
Z
R 1 −1 1 1 1
e− t
dt
= eLnt = ⇒ x · = 6t · dt + C = 6t + C
t t t
dx
logo, x = 2t(3t + C). Por outro lado, como = 12t + 2C segue
dt
dy dy dt dy 1 dy
t= = · ⇒ t= · ⇒ = 12t2 + 2tC
dx dt dx dt (12t + 2C) dt
logo, y = 4t3 + t2 C.
Portanto a solução paramétrica geral é x = 2t(3t + C), y = t2 (4t + C).
14. y = xy ′ + (y ′ )2 .
180 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dt dt dt dt dt
t=t+x + 2t ⇒ x + 2t =0 ⇒ [x + 2t] = 0
dx dx dx dx dx
dt
logo, = 0 ⇒ t = C = y′.
dx
Portanto a solução geral é y = Cx + C 2 .
15. y = xy ′ − 3(y ′ )3
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = xt − 3t3 , derivando em relação a x:
dt dt dt dt dt
t=t+x − 9t2 ⇒ 0=x − 9t2 ⇒ [x − 9t2 ] = 0
dx dx dx dx dx
dt
logo, = 0 ⇒ t = C = y′.
dx
Portanto a solução geral é y = Cx − 3C 3 .
1
16. y = xy ′ +
y′
1
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = xt + , derivando em relação a x:
t
dt 1 dt dt 1 dt dt 1
y′ = t + x − 2 ⇒ 0=x − 2 ⇒ [x − 2 ] = 0
dx t dx dx t dx dx t
dt
logo, =0 ⇒ t = C = y′.
dx
1
Portanto a solução geral é y = Cx + .
C
ay ′
17. y = xy ′ + p
1 + (y ′ )2
a tan t
Seja y ′ = tan t ⇒ dy = tan tdx ⇒ y = x tan t + = x tan t + asent,
sec t
derivando em relação a x:
dy dt dt dt
= tan t + x sec2 t + a cos t ⇒ 0 = (x sec2 t + a cos t)
dx dx dx dx
dt
logo, =0 ⇒ t = C1 ⇒ y ′ = tan C1 = C.
dx
ay ′ aC
Por outro lado, como y = xy ′ + p segue y = xC + √ .
′
1 + (y ) 2 1 + C2
aC
Portanto a solução geral é y = xC + √ .
1 + C2
√
3
p √3
Ainda mais, mostrar que x2 + 3 y 2 = a2 é exercı́cio para o leitor.
181 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
p
18. y = xy ′ + a 1 + (y ′ )2 .
dy p
Seja y ′ = tan t ⇒ = tan t ⇒ y = x tan t + a 1 + (tan t)2 = x tan t +
dx
a sec t, derivando em relação a x
dy dt dt dt
= tan t + x sec2 t · + a sec t tan t · ⇒ 0 = sec2 t(x + asent)
dx dx dx dx
dt
logo, = 0 ⇒ t = C1 ⇒ y ′ = tan C1 = C.
dx
√
Portanto a solução geral é y = xC + a 1 + C 2 .
Ainda mais, mostrar que x2 + y 2 = a2 é exercı́cio para o leitor.
a
19. y = xy ′ +
(y ′ )2
a
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = xt + , derivando em relação a x:
t2
dy dt 2a dt 2a dt
=t+x − 3 ⇒ 0 = (x − )
dx dx t dx t3 dx
dt
logo, =0 ⇒ t = C = y′.
dx
a
Portanto a solução geral é y = xC + .
C2
20. y = xy ′ + seny ′
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = xt + sent, derivando em relação a x:
dy dt dt dt
= t + x + cos t · ⇒ 0 = (x + cos t)
dx dx dx dx
dt
logo, = 0 ⇒ t = C = y′.
dx
Portanto a solução geral é y = Cx + senC.
21. y ′ = Ln(xy ′ − y)
dy
Seja y ′ = et ⇒ =t ⇒ et = xt − y, derivando em relação a x:
dx
dt dt dy dt dt dt dt
et =t−x − ⇒ et =t−x −t ⇒ et = −x
dx dx dx dx dx dx dx
dt
logo, = 0 ⇒ t = C = y′.
dx
Portanto a solução geral é y = xC − eC .
p
22. y = xy ′ + 1 − (y ′ )2 .
182 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dy √
Seja y ′ = sent ⇒ = sent ⇒ y = xsent + 1 − sen2 t = xsent + cos t,
dx
derivando em relação a x:
dy dt dt dt
= sent + x cos t · − sent · ⇒ 0 = (x cos t − sent)
dx dx dx dx
dt
logo, =0 ⇒ t = C1 ⇒ y ′ = senC1 = C.
dx
√
Portanto a solução geral é y = xC + 1 − C 2 .
Exercı́cio 2.4.5.
Integrar as seguintes equações diferenciais.
1
São soluções gerais da equação y = − x2 + C ou y = 1 − x + C · e−x .
2
2. x(y ′ )2 + 2xy ′ − y = 0
p √
′ (2x)2 + 4xy
−2x ± ′ x+y
Resolvendo obtemos y = de onde y = −1 + √ ou
√ 2 x
x+y dt
y ′ = −1 − √ dz
. Seja z 2 = x + y então 2z dx =1+ de onde:
x dx
dz z dz z dx
2z − 1 = −1 ± √ ⇒ 2z = ±√ ⇒ 2dz = ± √
dx x dx x x
√ √ √ √
z =± x+C ⇒ x+y =± x+C ⇒ x + y = x + C 2 + 2C x
√
Portanto, a solução geral é y = C 2 + 2C x.
183 18/11/2022
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3. 4(y ′ )2 − 9x = 0
√ √ √
3 x ′ ′ 3 x ′ 3 x 3
Resolvendo obtemos y = ± de onde y = ou y = − logo y = x 2 + C
3
2 2 2
ou y = −x 2 + C.
3 3
São soluções gerais da equação y = x 2 + C e y = −x 2 + C.
4. (y ′ )2 − 2yy ′ = y 2 (ex − 1)
p
2y ± (−2y)2 − 4y 2 (ex − 1) √
Resolvendo obtemos y ′ = de onde y ′ = y(1+ 2 − ex )
√ 2
ou y ′ = y(1 − 2 − ex ) logo
√ √
Z Z
Lny = (1 − 2− ex )dx +C ou Lny = − (1 − 2 − ex )dx + C
tem-se
2u
u2 = 2 − e x ⇒ 2udu = −ex dx ⇒ − du = dx
u2 − 2
√ 2u2 − 4 + 4
Z Z Z
4
( 2 − ex )dx = −2
du = −[ (2 + 2 )du]
u −2 u −2
√ " √ √ #
√ u− 2 √ √ 2 − e x− 2
= −[2u + 2Ln √ ] = − 2 2 − ex + 2Ln √ √
u+ 2 2 − ex + 2
logo
" √ √ #
Z
√ √ √ 2 − ex− 2
Lny = x − ( 2 − ex )dx + C = x + 2 2 − ex + 2Ln √ √ +C
2 − ex + 2
5. x2 (y ′ )2 + 3xyy ′ + 2y 2 = 0
p
(−3xy)2 − 8x2 y 2
−3xy ± y −2y
Resolvendo obtemos y ′ = 2
de onde y ′ = − ou y ′ =
2x x x
logo Lny = −Lnx + LnC ou Lny = −2Lnx + LnC.
6. x(y ′ )2 − 2yy ′ + x = 0
184 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dt dt dy dt dt
t2 + 2xt + 1 = 2y + 2t ⇒ 2xt2 + t = 2yt + t3
dx dx dx dx dx
substituindo 2yt
dt dt dt
2xt2 + t = (xt2 + x) + t3 ⇒ (2xt2 − xt2 − x) = t3 − t
dx dx dx
Cx2 1
Assim, y = + , observe, quando y = ±x também satisfaz a equação.
2 2C
Cx2 1
Portanto a solução geral é y = + , y = ±x.
2 2C
7. (y ′ )2 − 2xy ′ − 8x2 = 0
p
2x ± (−2x)2 + 32x2
Resolvendo obtemos y ′ = de onde y ′ = 4x ou y ′ = −2x logo
2
y = 2x2 + C ou y = −x2 + C.
8. (y ′ )3 + (x + 2)ey = 0
dt dy dt t3
3t2 + ey + (x + 2)ey =0 ⇒ 3t2 − + t(−t3 ) = 0
dx dx dx (x + 2)
dt 1 1 dt 1 1
− t = t2 ⇒ t−2 − t−1 =
dx 3(x + 2) 3 dx 3(x + 2) 3
du dt du 1 1
Seja u = t−1 ⇒ − = t−2 ⇒ + u = − , o fator integrante
p dx dx dx 3(x + 2) 3
é µ = 3 (x + 2), logo
Z p
p
3 13 p 1p
u (x + 2) = − (x + 2)dx+C ⇒ u 3 (x + 2) = − 3 (x + 2)4 +C ⇒
3 4
supondo C = 0
p 1p 4
t−1 3
(x + 2) = − 3 (x + 2)4 ⇒ − =t
4 (x + 2)
185 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
4 p 4
−( )3 + (x + 2)ey = 0 ⇒ 3
(x + 2)ey/3 =
(x + 2) (x + 2)
p
Portanto uma solução é 4e−y/3 = 3 (x + 2)4 .
Exercı́cio 2.4.6.
Escolha um valor adequando para n ∈ Z, com a mudança y = zxn verificar que as
equações diferenciais seguintes podem ser transformadas em equações de variáveis sepa-
ráveis e resolver-las:
dy y + xy 2 dy 2y y
1. = 2. −x= + x · sec 2
dx x + x2 y dx x x
Solução.
dy y + xy 2
1. = 2
. Seja y = zxn ⇒ y ′ = z ′ xn + nzxn−1 , logo
dx x+x y
z(1 − n) (1 − n)
Z Z
dz dz
= ⇒ = dx ⇒
dx x z x
y
Lnz = (1 − n)Lnx + LnC ⇒ z = x1−n + C ⇒ n
= x1−n + C
x
Portanto, y = x + xn C.
dy 2y y
2. −x= + x · sec 2 . Seja y = zx2 ⇒ y ′ = z ′ x2 + 2zx, logo
dx x x
dz 2 2zx2 zx2 dz
x + 2zx = + x + x · sec 2 ⇒ x = 1 + sec z
dx x x dx
1 1 1 + sec z 1
dz = dx ⇒ 2
dz = dx ⇒
1 + sec z x 1 − sec z x
Z
Lnx = − (csc2 z − 1 + cot z csc z)dz + C ⇒ Lnx = cot z + z + csc z + C
y y y
Portanto, Lnx = 2
+ cot 2 + csc 2 + C.
x x x
Exercı́cio 2.4.7.
Resolver as seguintes equações diferenciais com mudança de variável apropriada.
dy dy
1. = sen(x + y) 2. + x + y + 1 = (x + y)2 e3x
dx dx
dy dy
3. = 1 + ey−x+5 4. + 1 = e−(x+y) senx
dx dx
dy dy
5. = (x + y)2 6. = sen2 (x − y + 1)
dx dx
186 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Solução.
dy
1. = sen(x + y). Seja u = x + y ⇒ u′ = y ′ + 1, logo
dx
Z Z
du 1
− 1 = senu ⇒ du = 1dx + C ⇒
dx 1 + senu
1 − senu
Z
du = x + C ⇒ tan u − sec u = x + C
cos2 u
dy
2. + x + y + 1 = (x + y)2 e3x . Seja u = x + y ⇒ u′ = y ′ + 1, logo
dx
du du
− 1 + u + 1 = u2 e3x ⇒ u−2 + u−1 = e3x
dx dx
dz du dz
Seja z = u−1 ⇒ − = u−2 ⇒ − z = −e3x
dx dx dx
Z
−x 1 1
ze =− e2x dx + C = − e2x + C ⇒ u−1 = − e3x + Cex
2 2
1
Portanto, 1 = (x + y)(Cex − e3x ).
2
dy
3. = 1 + ey−x+5 . Seja u = y − x + 5 ⇒ u′ = y ′ − 1, logo
dx
Z Z
du
+1=1+e u
⇒ e du = dx + C ⇒ e−u = −x + C
−u
dx
dy
4. + 1 = e−(x+y) senx. Seja u = x + y ⇒ u′ = y ′ + 1, logo
dx
Z Z
du −u
= e senx ⇒ e du = senxdx + C ⇒ eu = − cos x + C
u
dx
dy
5. = (x + y)2 . Seja u = x + y ⇒ u′ = y ′ + 1, logo
dx
Z Z
du 2 1
−1=u ⇒ du = 1dx + C ⇒ arctan u = x + C
dx 1 + u2
187 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Portanto, tan(x − y + 1) = x + C.
Exercı́cio 2.4.8.
Resolver as seguintes equações diferenciais. São do caso 1.
Solução.
dy
⇒ − senx = 0 ⇒ dy = senxdx ⇒ y = − cos x + C
dx
ϕ1 (x, y, C) = 0 = y + cos x − C
Para o fator y ′ + 2x = 0 ⇒
dy
− 2x = 0 ⇒ dy = −2xdx ⇒ y = −x2 + C ⇒
dx
ϕ2 (x, y, C) = 0 = y + x2 + C
188 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
ϕ3 (x, y, C) = 0 = y − xLnx + x − C
dy 2 dy
2. 6x2 ( ) − 13xy − 5y 2 = 0 ⇒ (2xy ′ − 5y)(3xy ′ + y) = 0.
dx dx
dy 5 dx 5
Para o fator 2xy ′ − 5y = 0 ⇒ − · =0 ⇒ Lny = Lnx + LnC
y 2 x 2
ϕ1 (x, y, C) = 0 = y − Cx5/2
dy 1 1
Para o fator 3xy ′ + y = 0 ⇒ + =0 ⇒ Lny = Lnx + LnC de onde
dx 3x 3
ϕ2 (x, y, C) = 0 = y − Cx1/3
3. (y ′ )3 − y(y ′ )2 − x2 y ′ + x2 y = 0
189 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
xn+1 xn+1
Portanto, (y + − C)(y − − C) = 0.
n(n + 1) n(n + 1)
5. x2 (y ′ )2 + 2xyy ′ + y 2 = xy
√ √ √ √
Tem-se (xy ′ + y)2 = xy ⇒ (xy ′ + y − x y)(xy ′ + y + x y) = 0.
√ √ 1 √ √
Se xy ′ + y − x y = 0 ⇒ x √ y ′ + y = x.
y
√ du 1 dy du 1 1
Seja u = y ⇒ = √ · + u= √ .
substituindo
dx 2 y dx dx 2x 2 x
√
R 1 √ d √ x √
O fator integrante é e 2x dx = x ⇒ (u x) = √ ⇒ u x =
dx 2 x
1 1√ C √ 1√ C
x + C, logo u = x+ √ ⇒ y= x+ √ .
2 2 x 2 x
√ √ 1 √ √
Por outro lado, se xy ′ + y + x y = 0 ⇒ x √ y ′ + y = − x.
y
√ dv 1 dy dv 1 1
Seja v = y ⇒ = √ · + v=− √ .
substituindo
dx 2 y dx dx 2x 2 x
√
R 1 √ d √ x √
O fator integrante é e 2x dx = x ⇒ (v x) = − √ ⇒ v x =
dx 2 x
1 1 √ C √ 1√ C
− x + C, logo v = − x+ √ ⇒ y=− x+ √ .
2 2 x 2 x
√ 1√ C √ 1√ C
Portanto, ( y − x − √ )( y + x − √ ) = 0.
2 x 2 x
Exercı́cio 2.4.9.
Denotando por P qualquer ponto na curva C e T o ponto da interseção de uma tangente
a ela com o eixo-y. Determine a equação da curva C, se P T = k.
Solução.
p
k= (x0 − 0)2 + (y0 − (y0 − f ′ (x0 )x0 ))2 ⇒ k 2 = x20 + [f ′ (x0 )x0 ]2
df p
isto é x0 · (x0 ) = k 2 − x20 . Como (x0 , y0 ) é qualquer ponto da curva, então obtemos
dx √
dy k 2 − x2
a equação diferencial =± de onde
dx x
Z √ 2 Z √ 2
k − x2 k − cos2 α
Z Z
dy = ± dx = ±k cos αdα = ±k (sec α − cos α)dα − C
x k cos α
190 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
√ √ 2
x+ k 2 − x2 k − x2
⇔ y = ±k[Ln [sec α + tan α] − senα] − C = ±k[Ln − ]−C
x k
√ √k 2 − x2 − k 2
2
Portanto, (y + C) = k2 − x2 + kLn com |x| ≤ k, k>0
x
Exercı́cio 2.4.10.
dy
Resolver as seguintes equações diferenciais, considere ρ = . São do caso 2.
dx
x2
1. y = (ρx + x2 )Lnx + (ρx + x2 )2 − 2. xρ2 − 2yρ + 3x = 0
2
3. y = ρxLnx + ρ2 x2 4. ρ4 x4 = y + ρx
2 x2 2 2
1. y = (ρx + x )Lnx + (ρx + x ) −
2
x2 dy ∂f ∂f dρ
Seja f (x, ρ) = (ρx+x2 )Lnx+(ρx+x2 )2 − , sabe-se que =ρ= + · ,
2 dx ∂x ∂ρ dx
assim
1 dρ
ρ = (ρ + 2x)Lnx + (ρx + x2 ) + 2(ρx + x2 )(ρ + 2x) − x + [xLnx + 2(ρx + x2 )x]
x dx
dρ
ρ = (ρ + 2x)Lnx + (ρ + x) + 2(ρx + x2 )(ρ + 2x) − x + [xLnx + 2(ρx + x2 )x]
dx
dρ
0 = (ρ + 2x)Lnx + 2(ρx + x2 )(ρ + 2x) + [xLnx + 2x2 (ρ + x)]
dx
dρ
0 = (ρ + 2x)[Lnx + 2x(ρ + x)] + x[Lnx + 2x(ρ + x)]
dx
dρ
0 = [Lnx + 2x(ρ + x)][(ρ + 2x) + x ] ⇒ 0 = h(x, ρ) · Φ(x, ρ, ρ′ )
dx
dρ dρ
Parte 1. Se Φ(x, ρ, ρ′ ) = (ρ + 2x) + x = 0 ⇒ x + ρ = −2x supondo
dx dx
dρ ρ
x ̸= 0 segue + = −2 é uma equação linear
dx x
dρ ρ R −1 R −1
( + ) · e x dx = −2e x dx
dx x
de onde ρ = −x + Cx−1 .
Logo, substituindo na equação original temos
x2
y = (ρx + x2 )Lnx + (ρx + x2 )2 − ⇒
2
191 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
x2
y = [(−x + Cx−1 )x + x2 ]Lnx + [(−x + Cx−1 )x + x2 ] − ⇒
2
x2
Portanto, a solução geral é y = CLnx + C 2 − .
2
Parte 2. Suponhamos h(x, ρ) = Lnx + 2x(ρ + x) = 0 ⇒ 0 = Lnx + 2xρ + 2x2 ,
Lnx − 2x2
logo 2xρ = −Lnx − 2x2 , assim ρx = −
2
Logo, substituindo na equação original temos
x2
y = (ρx + x2 )Lnx + (ρx + x2 )2 − ⇒
2
2
Lnx − 2x2 Lnx − 2x2 x2
2 2
y= − x + x Lnx + − x+x − ⇒
2 2 2
Ln2 x Ln2 x x2
y=− + −
2 4 2
Ln2 x x2
Portanto, a solução singular é y = − −
2 2
xρ 3x
2. xρ2 − 2yρ + 3x = 0 ⇒ y= + . Derivando em relação a x
2 2ρ
!
dρ
ρ − x dx
dy 1 dρ 3 dρ 3 x dρ
= ρ+x + ⇒ ρ=x + −3 2 ⇒
dx 2 dx 2 ρ2 dx ρ ρ dx
dρ dρ dρ
ρ3 = xρ2 + 3ρ − 3x ⇒ ρ(ρ2 − 3) = x(ρ2 − 3) ⇒
dx dx dx
Se (ρ2 − 3) ̸= 0
dρ 1 1
ρ=x ⇒ dx = dρ ⇒ ρ = xC
dx x ρ
ρ 3 xC 3
Assim, y = x + x ⇒ y= x+ x ⇒ 2Cy = x2 C 2 + 3
2 2ρ 2 2xC
√ √ √
Se (ρ2 − 3) = 0 ⇒ ρ=± 3 ⇒ dy = ± 3dx ⇒ y = ± 3x. Assim
y 2 = 3x2 .
dy dρ dρ
= xLnx + ρLnx + ρ + 2ρ x2 + 2ρ2 x ⇒
dx dx dx
192 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dρ dρ dρ
ρ= xLnx + ρLnx + ρ + 2ρ x2 + 2ρ2 x ⇒ 0= x + ρ [Lnx + 2ρx]
dx dx dx
dρ 1 1 C
Se [Lnx + 2ρx] ̸= 0 ⇒
x+ρ=0 ⇒ dρ = − dx ⇒ ρ=
dx ρ x x
2
C C
Assim, y = · xLnx + x2 ⇒ y = CLnx + C 2
x x
1 1
Se [Lnx + 2ρx] = 0 ⇒ ρ = − Lnx ⇒ dy = − Lnxdx ⇒ y =
2x 2x
1 2 1 2
− Ln x. Assim y = − Ln x.
4 4
1
Portanto, y = CLnx + C 2 , y = − Ln2 x são soluções gerais.
4
4. ρ2 x4 = y + ρx
dy
Tem-se y = ρ2 x4 − ρx seja ρ = então y = ρ2 x4 − ρx ⇒
dx
dy dρ dρ dρ
= 4x3 ρ2 + 2ρx4 −ρ−x = (4x3 ρ2 − ρ) + (2ρx4 − x) ⇒
dx dx dx dx
dρ dρ
ρ = (4x3 ρ2 − ρ) + (2ρx4 − x) ⇒ 0 = 2ρ(2x3 ρ − 1) + x(2ρx3 − 1)
dx dx
dρ 1 1 1
0 = (2x3 ρ − 1)(2ρ + x ) ⇒ ρ= e 2 dx + dρ = 0
dx 2x3 x ρ
dy 1 1 C
=ρ= 3 ⇒ y=− e Ln(x2 ρ) = LnC ⇒ ρ=
dx 2x 4x2 x2
1
Portanto, y = C 2 − Cx−1 , y=−
4x2
5. 2y = 8xρ + 4x2 + 3ρ2 . Derivando em relação a x
dy dρ dρ dρ
2 = 8ρ + 8x + 8x + 6ρ ⇒ 0 = (6ρ + 8x) + (8x + 6ρ) ⇒
dx dx dx dx
dρ
Se [6ρ + 8x] ̸= 0 ⇒ x+1 = 0 ⇒ dρ = −dx ⇒ ρ = C − x. Assim
dx
2y = 8x(C − x) + 4x2 + 3(C − x)2 .
4 2
Se [6ρ + 8x] = 0 ⇒ ρ=− x ⇒ y = − x2
3 3
2x2
Portanto, 2y = 3(C − x)2 + 8(C − x)x + 4x2 , y=− são soluções gerais.
3
Exercı́cio 2.4.11.
193 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dy
Resolver as seguintes equações diferenciais, considere ρ = . São do caso 3.
dx
dβ dβ
1. cos2 β( )3 − 2α + 2 tan β = 0
dα α
3. 2ρx = 2 tan y + ρ3 cos2 y 2. x = yLnρ
5. 4ρx − 2y = ρ3 y 2 4. 4ρ2 = 25
Solução.
dβ 3 dβ
1. cos2 β( ) − 2α + 2 tan β = 0
dα α
dβ
Seja ρ = , então
dα
dα 1 ∂g ∂g ∂ρ
Sabe-se que = = + · então
dβ ρ ∂β ∂ρ ∂β
1 sec2 β dρ
= − cos βsenβ · ρ2 + + ρ · cos2
ρ ρ dβ
como sec2 β = 1 + tan2 β então
1 tan2 β
1 2 2 tan β dρ
= − cos βsenβ · ρ + + + ρ · cos − 2
ρ ρ ρ ρ dβ
tan2 β
2 2 tan β dρ
0 = − cos βsenβ · ρ + + ρ · cos − 2
ρ ρ dβ
2 2 tan β 1 2 2 tan β dρ
0 = − tan β ρ cos β − + ρ cos β −
ρ ρ ρ dβ
tan β 1 dρ
0 = ρ2 cos2 β − − tan β + ·
ρ ρ dβ
dβ dρ
0 = h(β, ρ) · Φ(β, ρ, ρ′ ), onde ρ = , ρ′ =
dα dβ
1 dρ dρ
Caso 1. Suponhamos Φ(β, ρ, ρ′ ) = − tan β + · = 0 ⇒ = tan βdβ
ρ dβ ρ
resolvendo
C
Lnρ = − ln | cos β| + ln C ⇒ ρ=
cos β
Substituindo na equação diferencial original
3
3 C3 αC
cos β ·ρ −2αρ+2 tan β = 0 ⇒ cos β · 3
−2 +2 tan β = 0 ⇒
cos β cos β
194 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
C 3 + 2senβ
α=
2C
C 2 senβ
Portanto, a solução geral é α= + ; c ̸= 0
2 C
tan β tan β
caso 2. Suponhamos h(β, ρ) = ρ2 cos2 β − =0 ⇒ ρ2 · cos2 β −
ρ ρ
resolvendo s s √
3
3 tan β 3 senβ senβ
ρ= = ⇒ ρ=
cos2 β cos3 β cos β
dy 1 dρ dρ
2. x = yLnρ ⇒ Lnρ + y
1= ⇒ ρ[1 − ρLnρ] = y
dx ρ dx dx
C
Resposta x = y + Ln 1 + y
e
seny C 2
Resposta x = + , 8x3 + 27sen2 y
C 2
5√ 5√ 5 2√
2
4. 4ρ2 = 25x ⇒ ρ = ± x ⇒ dy = ± xdx ⇒ y+C = ± x3
2 2
2 3 23
Portanto, uma solução singular é 9(y + C) = 25x .
5. 4ρx − 2y = ρ3 y 2
x C3 p
Resposta 4C − 2y = , 4x = 3 3 y 4
y y
Exercı́cio 2.4.12.
195 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
′
√
y
1. y = (y ′ )2 ey 2. x = (y ′ )2 − 2y ′ + 2 3. y ′ = ey′
4. y = y ′ Lny ′ 5. y = y ′ (1 + y ′ cos y ′ ) 6. x = Lny ′ + seny ′
√′
7. (y ′ )2 x = y e 8. y 4 − (y ′ )4 − y(y ′ )2 = 0 9. x(1 + (y ′ )2 ) = 1
′
p p √5
10. y = (y ′ − 1)ey 11. 5 y 2 + 5 (y ′ )2 = a2
p
12. x [1 + (y ′ )2 ]3 = a 13. y = arcseny ′ + Ln[1 + (y ′ )2 ]
Solução.
′
1. y = (y ′ )2 ey . Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = t2 et , aplicando diferenciais.
dy
= 2tet + t2 et ⇒ tdx = (2tet + t2 et )dt
dt
Z
t t
dx = (2e + te )dt ⇒ x= (2et + tet )dt + C = et (1 + t) + C
(
x = et (1 + t) + C
Portanto, a solução paramétrica é: .
y = t2 et
2. x = (y ′ )2 − 2y ′ + 2.
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ x = (t − 1)2 + 1, aplicando diferenciais. Por
1
outro lado y ′ = t y = t2 + C
⇒
2
x = (t − 1)2 + C
Portanto, a solução paramétrica é: 1 2 .
y = t +C
2
√y
√ t
3. y ′ = ey′ . Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ t = y et ⇒ y = , aplicando
Lnt
diferenciais.
dy Lnt − 1 Lnt − 1
= 2 ⇒ tdx = dt
dt Ln t Ln2 t
Z
1 1 1 1
dx = − dt ⇒ x = − dt + C
tLnt Lnt tLnt tLn2 t
x = Ln(Lnt) + 1 + C
Portanto, a solução paramétrica é: Lnt .
1
y =
Lnt
4. y = y ′ Lny ′ . Seja y ′ = et ⇒ dy = et dx ⇒ y = tet , aplicando diferenciais.
dy dt dt 1
= (et + tet ) ⇒ et = (et + tet ) ⇒ x = (1 + t)2
dx dx dx 2
196 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
(
x = 21 (1 + t)2 + C
Portanto, a solução paramétrica é: .
y = tet + C
1
dx = ( + 2 cos t + tsent)dt ⇒ x = Lnt + sent + t cos t + C
t
(
x = Lnt + sent + t cos t + C
Portanto, a solução paramétrica é: .
y = t(1 + t cos t)
′ ′ ′
6. + seny. Seja y = t ⇒ dy = tdx ⇒ x = Lnt + sent. Derivando
x = Lny
1
dx = + cos t dt
t
t
Assim, dy = + t cos t dt = [1 + t cos t] dt. Logo y = t + tsent + cos t.
t
(
x = Lnt + sent + C
Portanto, a solução paramétrica é: .
y = t + tsent + cos t + C
√ y′
1√ 1 1
7. (y ′ )2 x =
e. Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ x = 2 t e = 2 e t .
t t
2 1 1 1 2 1 1 1
Assim, dx = − 3 e t − 4 e t dt ⇒ dy = − 2 e t − 3 e t dt. Logo
t t t t
1 1 1 1 1 1 1
y = 2e t + e t − e t = e t + e t
t t
x = 1 e 1t + C
Portanto, a solução paramétrica é: t2 .
y = e 1t + 1 e 1t + C
t
t2 2t5 + 2t
y − yt4 − t2 = 0 ⇒ y= ⇒ dy = dt (2.19)
1 − t4 (1 − t4 )2
P
Seja P = yt ⇒ y=
t
P P3 t3
( )4 − P 4 − =0 ⇒ P = (2.20)
t t 1 − t4
197 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
t3 2t5 + 2t
dx = dt ⇒
1 − t4 (1 − t4 )2
Z
A B C D Et + F
x = −2 + 2+ + + 2 + dt
t t t+1 t−1 t +1
2 t+1
x = − + Ln[
] − 2 arctan t + C
Portanto, a solução paramétrica é: t t−1 .
2
y = t
+ C
1 − t4
dy
9. x(1 + (y ′ )2 ) = 1. Seja =t ⇒ dy = tdx ⇒ x(1 + t2 ) = 1, derivando em
dx
relação a x.
dt 2t
x(1 + t2 ) + 2tx =0 ⇒ dx + dt = 0 ⇒ x + Ln(1 + t2 ) = C
dx (1 + t2 )
dy 2t
Por outro lado, como =t ⇒ dy = tdx = −t dt assim,
dx (1 + t2 )
2t2 dt
2
dy = − = − 2 dt ⇒ y = 2 arctan t − 2t + C
(1 + t2 ) (1 + t2 )
(
x = C − Ln(1 + t2 )
Portanto, a solução paramétrica é: .
y = 2 arctan t − 2t + C
′ dy
10. y = (y ′ − 1)ey . Seja =t ⇒ dy = tdx ⇒ y = (t − 1)et , derivando em
dx
relação a x.
dt dt dt
t = et + (t − 1)et ⇒ t = tet ⇒ x = et + C
dx dx dx
(
x = et + C
Portanto, a solução paramétrica é: .
y = (t − 1)et + C
p p √ p
y 2 + 5 (y ′ )2 = a2 . Seja y ′ = a cos5 t ⇒ dy = a cos5 tdx
5
11. 5
⇒ 5
y2 =
√
5
√
5
a2 − a2 cos2 t, isto é y = asen5 t, aplicando diferenciais.
sen4 t 5
dx = dt ⇒ x= tan3 t − 5 tan t + 5t + C
cos4 t 3
198 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
x = 5 tan3 t − 5 tan t + 5t + C
Portanto, a solução paramétrica é: 3 .
y = asen5 t
p
12. x [1 + (y ′ )2 ]3 = a.
dx a
Seja = tan t ⇒ dx = tdy ⇒ x= p = a cos3 t, derivando
dy 2
[tan t + 1] 3
em relação a y.
dx dt dt
= −3a cos2 tsent · ⇒ tan t = −3a cos2 tsent ·
dy dy dy
Z
1
y − C = −3a cos t(1 − sen2 t)dt = −3a[sent − sen3 t]
3
(
x = a · cos3 t
Portanto, a solução paramétrica é:
y = a · sent(sen2 t − 3) + C
dy
13. y = arcseny ′ + Ln[1 + (y ′ )2 ]. Seja =t ⇒ dy = tdx ⇒ y = arcsent +
2
dx
Ln[1 + t ], derivando em relação a x.
dy 1 2t dt 1 2
= [√ dt + ] ⇒ dx = [ √ dt + ]dt
dx 1 − t2 1 + t2 dx t 1 − t2 1 + t2
√
1 − 1 − t2
Z
1 2
x= [ √ dt + ]dt = Ln + 2 arctan t + C
t 1 − t2 1 + t2 t
√
2
x = Ln 1 − 1 − t + 2 arctan t + C
Portanto, a solução paramétrica é: t
y = arcsent + Ln[1 + t2 ]
Exercı́cio 2.4.13.
Resolver as seguintes equações diferenciais.
Solução.
199 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
2dy = tdx + xdt + (Lnt + 1)dt ⇒ 2tdx = tdx + xdt + (Lnt + 1)dt
Z
dx 1 1 1 1 1
− x = (Lnt + 1) ⇒ x= (Lnt + 1)dt + C = Ln2 t + Lnt + C
dt t t t t 2
1
x =
tLn2 t + tLnt + tC
Portanto, 2 é solução paramétrica da equação.
y = 1 (xt + tLnt)
2
2. y = 2xy ′ + Lny ′
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = 2xt + Lnt, aplicando diferenciais.
1 1
dy = 2tdx + 2xdt + dt ⇒ tdx = 2tdx + 2xdt + dt
t t
Z
dx 2 1 −2
+ x=− 2 ⇒ x = −t dt + Ct−2 = −t−1 + Ct−2
dt t t
(
x = −t−1 + Ct−2
Portanto, é solução paramétrica da equação.
y = 2xt + Lnt
3. y = xy ′ + (y ′ )2
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = xt + t2 , aplicando diferenciais.
dx dx
dy = tdx + xdt + 2tdt ⇒ t = t + x + 2t
dt dt
dy x x2
x + 2t = 0 ⇒ t= =− ⇒ y=− +C
dx 2 4
x2
Portanto, y = − + C é solução da equação.
4
4. y = x(1 + y ′ ) + (y ′ )2 .
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = x(1 + t) + t2 , aplicando diferenciais.
200 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
5. y = xy ′ + seny ′
dt
dy = tdx + xdt + cos t · dt ⇒ 0 = (x + cos t)
dx
a
6. y = xy ′ +
(y ′ )2
a
Seja y ′ = t ⇒ dy = tdx ⇒ y = xt + , aplicando diferenciais.
t2
2a 2a dt
dy = tdx + xdt − · dt ⇒ 0 = (x − )
t3 t3 dx
2a 2a a
logo x = 3
⇒ y = t · 3 + 2.
t t t
2a
x = 3
Portanto, t é solução paramétrica da equação.
y =
3a
t2
ay ′
7. y = xy ′ + p
1 + (y ′ )2
dy a tan t
Seja = tan t ⇒ dy = tan t · dx ⇒ y = x tan t + √ , podemos
dx 1 + tan t2
escrever na forma y = x tan t + a · sent, derivando em relação a x.
dy dt dt dt
= tan t + x sec2 t + a cos t · ⇒ 0 = [x sec2 t + a cos t] ⇒
dx dx dx dx
cos t
x sec2 t + a cos t = 0 ⇒ x = −a 2 = −a cos3 t.
sec t
(
x = −a · cos3 t
Portanto, é solução paramétrica da equação.
y = a · sen3 t
3 ′
8. y = xy ′ + ey
2
dy 3
Seja =t ⇒ dy = t · dx ⇒ y = xt + et , derivando em relação a x.
dx 2
dy 3 3 dt dt dt dt dt
= t + x + et + 2et −t = 3x + 2et
⇒ 0 = t + 3x ⇒
dx 2 2 dx dx dx dx dx
201 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
dx 3 2
tdx = −(3x + 2et )dt ⇒ + x = − et
dt t t
R 3
dt d 2
o fator integrante é: e t = t3 ⇒ [x · t3 ] = − t3 et ⇒
dt t
Z
3 C t 2 1 2
x · t = −2 t2 et dt = −2t2 et − 4tet + 4et + C ⇒ x= + 2e [ − − ]
t3 t3 t t2
3 C 2 1 2
Por outro lado, y = t[ 3 + 2et [ 3 − − 2 ]] + et .
2 t t t t
C 1 2 2
x =
− 2et − +
t3 t t2 t3
Portanto, é solução paramétrica da equação.
3C t 3 3
− 2e 1 − + 2
y =
2t2 t t
1
9. y = x(y ′ )2 −
y′
dy 1
Seja =t ⇒ dy = t · dx ⇒ y = xt2 − , derivando em relação a x.
dx t
dt 1 dt 1 dt
y ′ = t2 + 2xt + 2 ⇒ t = t2 + [2xt + ] ⇒
dx t dx t2 dx
1 dt dx 1
t − t2 = [2xt + ] ⇒ (t − t2 ) − 2xt = 2 ⇒
t2 dx dt t
dx 2 1 d (t − 1)2
x · (t − 1)2 = 3
+ x= 3 ⇒
dt (t − 1) t (1 − t) dt t (1 − t)
t−1 2t − 1 + 2t2 C
Z
1 1
x · (t − 1)2 = − 3
dt + C = − 2 + C ⇒ x=
t t 2t 2t2 (t − 1)2
1 2t − 1 + 2t2 C 1
Por outro lado, y = xt2 − ⇒ y= −
t 2(t − 1)2 t
2t − 1 + 2t2 C
x =
2t2 (t − 1)2
Portanto, é solução paramétrica da equação.
2t − 1 + 2t2 C 1
−
y =
2(t − 1)2 t
x(y ′ )2 − yy ′ − y ′ + 1 = 0 ⇒ xt2 − ty − t − 1 = 0 ⇒
dt dt dt dt
t2 + 2xt −y − t2 − =0 ⇒ [2xt − y − 1] =0
dx dx dx dx
dt dt
Se, 2xt − y − 1 = 0 ⇒ 2t + 2x − y ′ = 0 ⇒ 2x = −t ⇒ LntC = −Lnx.
dx dx
202 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Assim, x =
tC
1
Do fato x(y ′ )2 − yy ′ − y ′ + 1 = 0 ⇒ xt2 − yt − t + 1 = 0 ⇒ xt − 1 + = y
t
1
x =
Portanto, tC é solução paramétrica da equação.
y = 1 −1+ 1
C t
y 1 xt − 1 1 (xt − 1) 1
11. yx = ′
+ ′ 2 ⇒ y[ ]= 2 ⇒ y= ⇒ y =x−
y (y ) t t t t
Derivando em relação a x.
Z
′ 1 dt 1 dx 1
y =1+ 2 ⇒ 2
= ⇒ x= dt + C
t dx t (t − 1) dt t2 (t − 1)
Z
1 1 1
x= [ − 2 ]dt + C = Ln(t − 1) + + C
(t − 1) t t
(
x = Ln(t − 1) + 1t + C
Portanto, é solução paramétrica da equação.
y = Ln(t − 1) + C
p
12. y = xy ′ + a 1 + (y ′ )2 .
dy √
Seja = tan t ⇒ dy = tan t · dx ⇒ y = x tan t + a 1 + tan2 t, podemos
dx
escrever na forma y = x tan t + a sec t, derivando em relação a x.
dy dt dt dt
= tan t + x sec2 t + a sec t tan t ⇒ 0 = sec t[x sec t + a tan t] ⇒
dx dx dx dx
π
sec t = 0 ⇒ t= , x sec t + a tan t = 0 ⇒ x = −asent
2
(
x = −asent
Portanto, é solução paramétrica da equação.
y = a cos t
Exercı́cio 2.4.14.
Sendo f (x) ̸= g(x) considere a equação diferencial yf (xy)dx + xg(xy)dy = 0.
1
1. Mostre que µ(x, y) = é um fator integrante para a equação.
xy[f (xy) − g(xy)]
2. Utilizar a parte (1.) para achar a solução geral implı́cita da equação diferencial
(xy 2 + 2y)dx + (3x2 y − 4x)dy = 0.
Solução.
203 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
1. Multiplicando a equação por µ(x, y) = resulta
xy[f (xy) − g(xy)]
f (xy) g(xy)
dx + dy = 0
x[f (xy) − g(xy)] y[f (xy) − g(xy)]
f (xy) g(xy)
Considerando M (x, y) = e N (x, y) = resulta
x[f (xy) − g(xy)] y[f (xy) − g(xy)]
∂M ∂N
Assim, obtivemos que (x, y) = (x, y) o que mostra que µ(x, y) =
∂y ∂x
1
é um fator integrante.
xy[f (xy) − g(xy)]
2. A equação é da forma (1.) com f (xy) = xy + 2 e g(xy) = 3xy − 4. Pela parte (1.)
1
sabemos que o fator integrante é µ(x, y) = sendo a equação exata
xy(6 − 2xy)
(xy + 2) (3xy − 4)
dx + dy = 0
x(6 − 2xy) y(6 − 2xy)
(3xy − 4) 5 y 2
− · = v ′ (y) ⇒ v ′ (y) = −
y(6 − 2xy) 6 3 − xy 3y
204 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 x2
v(y) = − 23 Lny assim,
Assim, F (x, y) = Ln (3−xy) 5 y4
6
2
x
Portanto a solução implı́cita é = C.
(3 − xy)5 y 4
Exercı́cio 2.4.15.
Resolver o seguinte:
2
2 1
2. Usando a parte (1.) achar a solução geral implı́cita de ey 2yy ′ + = 2.
x x
√
3. Determine a solução particular da parte (2.) que passa pelo ponto (2, Ln2) e o in-
tervalo máximo onde está definido.
Solução.
dz dy
1. Considerando z = g(y) segue que = g ′ (y) e substituindo na equação obtem-se
dx dx
dz
g ′ (y)y ′ + p(x)g(y) = f (x) ⇔ + p(x)z) = f (x)
dx
dz 2
+ p(x)z) = f (x) onde g(y) = ey
dx
2 dz 2 1
. considerando a mudança z = ey obtemos a equação linear + z = 2.
dx x x
1 C
A solução desta equação é z = + 2.
x x
2 1 C
Portanto, a solução geral implı́cita da equação é ey = + 2.
x x
2 1 C √
3. Substituindo na solução geral implı́cita ey = + 2 os valores x = 2 e y = Ln2
x x
segue:
√ 2 1 C 1 C
e( Ln2) = + 2 ⇔ 2 = + ⇒ C=6
2 2 2 4
p√
r
x+6
Portanto, a solução particular é y = ± Ln 2 . Como y = − Ln2 é nega-
r x
x+6
tivo, ficamos com y = − Ln 2 .
x
205 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Para determinar o maior intervalo onde esta solução está definida, observamos que a
x+6 x+6
expressão Ln 2 tem que ser positiva, o que implica > 1 de onde x ∈ (−2, 0)
x x2
ou x ∈ (0, 3), este último intervalo contêm x = 2.
Portanto o intervalo procurado é (0, 3).
207 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
208 18/11/2022
Capı́tulo 3
Exercı́cios 3-1
Exercı́cio 3.1.1.
Resolver as seguintes equações diferenciais.
d2 x d2 y
1. 2
= t2 2. = xe−x , y(0) = 1, y ′ (0) = 0
dt dx2 ′
3. y ′′ = 2senx cos2 x − sen3 x 4. y = y tan x − (y ′ )2 sec2 x
5. xyy ′′ − x(y ′ )2 − yy ′′ = 0 6. x2 yy ′′ = (y − xy ′ )2
d3 y
7. xyy ′′ + x(y ′ )2 = 2yy ′ 8. = x + senx
dx3
d2 y a + bx d2 y
9. 2
= 10. x 2 = 1 + x2
dx x dx
(y ′ )2
11. 2y 2 y ′′ + 2y(y ′ )2 = 1 12. x−1 y ′ + = y ′′
p x
13. y ′ y 2 + yy ′′ − (y ′ )2 = 0 14. 3x (1 + x)3 − y ′ + y ′′ = x2 y ′
y y3
15. y 2 y ′′′ − 3yy ′ y ′′ + 2(y ′ )3 + (yy ′′ − (y ′ )2 ) = 2
x x
1 1
16. y (iv) = cos2 x, y(0) = , y ′ (0) = y ′′ (0) = , y ′′′ (0) = 0
32 8
17. 4x2 yy ′ = 9xy 2 + 6x + 54y 6 + 108y 4 + 72y 2 + 16
Solução.
d2 x
Z Z
dx 1 1
1. = t2 ⇒ = t dt + C = t3 + C1
2
⇒ x(t) = ( t3 + C1 )dt + C2
dt2 dt 3 3
209
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 4
Portanto, a solução geral é x(t) = t + C1 t + C2 .
12
d2 y
2. = xe−x , y(0) = 1, y ′ (0) = 0
dx2
d2 y dy
Temos 2 = xe−x ⇒ = −xe−x −e−x +C ⇒ y = xe−x +2e−x +xC +C1
dx dx
1 = y(0) = 2 + C1 ⇒ C1 = −1
dy ⇒ y = xe−x + 2e−x + x − 1
0= (0) = −1 + C ⇒ C=1
dx
Z
′
y = senx[2 cos2 x − (1 − cos2 x)]dx + C1 = cos x(1 − cos2 x) + C1
Z
1
y= [cos x(1 − cos2 x) + C1 ]dx + C2 = sen3 x + C1 x + C2
3
1
Portanto, a solução geral da equação é y = sen3 x + C1 x + C2 .
3
4. y = y ′ tan x − (y ′ )2 sec2 x
dz dz dx
Suponhamos que z = senx seja uma função de variável y, então z ′ = = · =
dy dx dy
dx
cos x · , isto é z ′ = (cos x) · x′ . Substituindo na equação original
dy
1 z ′ 1 2 x′ 2 z 1
y= [ x ] − [ ][ ] ⇒ y= − ′ 2 ⇒
x′ z ′ x′ z ′ z ′ (z )
y(z ′ )2 − zz ′ + 1 = 0
dz
Seja u = z ′ = , então
dy
y(u)2 − zu + 1 = 0 (3.1)
derivando em relação a y
du du dz du du
u2 + 2yu −z −u =0 ⇒ u2 + 2yu −z − u2 = 0
dy dy dy dy dy
du du
(2yu − z) = 0 ⇒ =0 ⇒ u = C1 ⇒
dy dy
z = C1 y + C2 ⇒ senx = C1 y + C2
210 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Portanto sen2 x = C3 y.
5. xyy ′′ − x(y ′ )2 − yy ′′ = 0
xy 2 (z 2 + z ′ ) − xy 2 z 3 − y 2 z = 0 = 0 ⇒ xz 3 + xz ′ − xz 2 − z = 0 ⇒
dz dx
xz ′ − x = 0 ⇒ − =0 ⇒ Lnz − Lnx = C ⇒ z = xC
z x
y′ y′ 1
Como z = ⇒ = xC integrando Lny = x2 C + C1
y y 2
2
Portanto y = CeCx .
6. x2 yy ′′ = (y − xy ′ )2
2 1
x2 z 2 + x2 z ′ = 1 − 2xz + x2 z 2 ⇒ z ′ + z = 2 ⇒
x x
Z
1
zx2 = x2 · 2 dx + C = x + C ⇒ y ′ = zy = yx−1 + Cx−2 ⇒
x
Z ′ Z
y C
= [x−1 + Cx−2 ]dx ⇒ Lny = Lnx − + C1
y x
C
Portanto, a solução geral é y(x) = xC1 e− x .
2
xyy ′′ + x(y ′ )2 = 2yy ′ ⇒ xy(yz 2 + yz ′ ) + x(yz)2 = 2y 2 z ⇒ z −2 z ′ − z −1 = 2
x
211 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
du dz
Seja u = z −1 então = −z −2 , logo
dx dx
Z
du 2 2 3
+ u = 2 ⇒ ux = 2x2 dx
2
⇒ ux2 = x3 ⇒ z=
dx x 3 2x
logo
y′
Z Z
3 3 1
= dx ⇒ Lny = Lnx + LnC
y 2x 2 2
√
Portanto, a solução geral é y(x) = Cx3 .
d3 y d2 y d2 y
Z
1
8. = x + senx ⇒ = (x + senx)dx + C1 = x2 − cos x + C1 ,
⇒
dx3 dx2 dx 2 2
1 1 4 1
logo y ′ (x) = x3 − senx + C1 x + C2 ⇒ y(x) = x − cos x + C1 x2 + C2 x + C3
6 24 2
1 4 1
Portanto, a solução geral é y(x) = x − cos x + C1 x2 + C2 x + C3 .
24 2
d2 y d2 y
Z
a + bx a ′ a
9. = ⇒ = + b ⇒ y (x) = ( + b)dx + C1 , isto é
dx2 x dx2 x x
1
y ′ (x) = aLnx + bx + C1 ⇒ y(x) = ax(Lnx − 1) + bx2 + C1 x + C2
2
1
Portanto, a solução geral é: y(x) = ax(Lnx − 1) + bx2 + C1 x + C2 .
2
d2 y d2 y
Z
2 1 ′ 1
10. x 2 = 1+x ⇒ 2
= + x ⇒ y (x) = ( + x)dx + C1 , isto é
dx dx x Z x
1 1
y ′ (x) = Lnx + x2 + C1 ⇒ y(x) = (Lnx + x2 + C1 )dx + C2
2 2
1
Portanto, a solução geral é: y(x) = x(Lnx − 1) + x3 + C1 x + C2 .
6
11. 2y 2 y ′′ + 2y(y ′ )2 = 1
dy d dy dt dt dy dt
Seja = t ⇒ y ′′ = ( )= = · = t · , substituindo na equação
dx dx dx dx dy dx dy
dt dt 1 t−1 dt 1 2 1
2y 2 t · + 2yt2 = 1 ⇒ + t= 2 ⇒ t + t = 2
dy dy y 2y dy y 2y
du dt du 2 1
Seja u = t2 ⇒ 2
= t , substituindo na equação 2 + u = 2 o fator
dy
R 2
dy dy y y
dx 2
integrante é µ(x) = e y = y logo
Z
d 1
u · y2 = 2 · y2 2
uy 2 = y + C
⇒ u·y = 1dy + C ⇒ ⇒
dy y
√ Z
dy y+C y y
t= = ⇒ dx = √ dy ⇒ x= √ dy + C1
dx y y+C y+C
212 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
2p p
Portanto, a solução geral é: x = (y + C)3 − 2C (y + C) + C1 .
3
(y ′ )2
12. x−1 y ′ + = y ′′
x
dy d dy dt
Seja =t ⇒ y ′′ = ( )= , substituindo na equação
dx dx dx dx
t2 dt dt 1 t2 dt 1 1
x−1 t + = ⇒ − t= ⇒ t−2 − t−1 =
x dx dx x x dx x x
du dt du 1 1
Seja u = t−1 ⇒ = t−2 , substituindo na equação
− + u = − o fator
R dx
1
dx dx x x
integrante é µ(x) = e x dx = x logo
Z
d −1 1 1
t ·x =− ·x ⇒ t·x=− xdx + C ⇒ t−1 x = −x + C
dx x x
Z
dy C C
=− ⇒ y=− ( )dx + C1 = −x − Ln(x − C) + C1
dx C −x C −x
13. y ′ y 2 + yy ′′ − (y ′ )2 = 0
dy d dy dt dt dy dt
Seja =t ⇒ y ′′ = ( )= = · = t · , substituindo na equação
dx dx dx dx dy dx dy
dt dt 1
ty 2 + yt − (t)2 = 0 ⇒ − t = −y
dy dy y
R 1 1
o fator integrante é µ(y) = e− y
dy
= logo
y
Z
d 1 1 1
t· =− ·y ⇒ t· =− dy + C ⇒ t = Cy − y 2
dy y y y
Z Z Z
1 1 1 1 1 y
x= dy = dy + dy = Ln
Cy − y 2 C Cy C −y C C −y
1 y
Portanto, a solução geral é: x = Ln + C1 .
C C −y
p
14. 3x (1 + x) − y + y ′′ = x2 y ′
3 ′
dy dz d2 y
Seja z = = y′ ⇒ = 2 = y ′′ substituindo:
dx dx dx
p p
3x (1 + x)3 − z + z ′ = x2 z ⇒ 3x (1 + x)3 − z + z ′ (1 − x2 ) = 0 ⇒
213 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
p
3
√
1 3x (1 + x) −
R 1
x−1
z′ − 2
z=− 2
o fator integrante é µ(x) = e 1−x2 = √
1−x 1−x x+1
√ " p √ # Z
x−1 3x (1 + x)3 x−1
Z
3x
z√ =− ·√ dx + C3 = √ dx + C3
x+1 1 − x2 x+1 x−1
√
x−1 √ p
z√ = 6 x − 1 + 2 (x − 1)3 + C3 ⇒
x+1
√
√ √ x+1
z = 6 x + 1 + 2 x + 1(x − 1) + C3 √ ⇒
x−1
√
√ √
Z
x+1
y= 6 x + 1 + 2 x + 1(x − 1) + C3 √ dx + C4 ⇒
x−1
p 8p 4p √ √
y = 4 (x + 1)3 + (x + 1)3 − (x + 1)5 + CLn|x + x2 − 1| − C x2 − 1
3 5
20 p 4p √ √
y= (x + 1)3 − (x + 1)5 + CLn|x + x2 − 1| − C x2 − 1 + C1
3 5
y y3
15. y 2 y ′′′ − 3yy ′ y ′′ + 2(y ′ )3 + (yy ′′ − (y ′ )2 ) = 2
x x
R R R R
Seja y = e z(x)dx ⇒ y ′ = z(x)e z(x)dx ⇒ y ′′ = z ′ e zdx + z 2 e zdx , logo
R R R R
y ′′′ = z ′′ e zdx + zz ′ e zdx + 2ze zdx z ′ + z 3 e zdx . Substituindo na equação original
R R R R R
[e z(x)dx 2
] [z ′′ e zdx + zz ′ e zdx + 2ze zdx z ′ + z 3 e zdx ]−
R R R R R
−3[e zdx ][z(x)e zdx ][z ′ e zdx + z 2 e zdx ] + 2[z(x)e zdx ]3 +
y R R R R y3
+ ([e zdx ][z ′ e zdx + z 2 e zdx ] − [ze zdx ]2 ) = 2
x x
R R )
e3 zdx
[z ′′ + 3zz ′ + z 3 ] − e3 zdx
[3zz ′ + 3z 3 + 2z 3 ]+
R R
+e3 zdx [x−1 (z ′ + z 2 ) − z 2 ] = x−2 e3 zdx
R R
e3 zdx
[z ′′ + 3zz ′ + z 3 − 3zz ′ + 2z 3 + x−1 z ′ + x−1 z 2 + x−1 z 2 = x−2 e3 zdx
⇒
1
z ′′ + z ′ = x−2
x
1
Seja u = z ′ ⇒ u′ = z ′′ , a equação diferencial é da forma u′ + u = x−2 e o
R 1
x
dx
fator integrante é e x = x, assim
Z
′ −1 d 1
xu + u = x ⇒ (xu) = x−1 ⇒ xu = dx + C1 = Lnx + C1
dx x
214 18/11/2022
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Z
1 1 ′ 1 1 1 1
u = Lnx + C1 ⇒ z = Lnx + C1 ⇒ z= [ Lnx + C1 ]dx
x x x x x x
1
z = Ln2 x + C1 Lnx + C2
2
√
Z
Portanto a solução é y = exp{ [2Ln2 x + C1 Lnx + C2 ]dx}.
1 1
16. y (iv) = cos2 x, y(0) = , y ′ (0) = y ′′ (0) = , y ′′′ (0) = 0
32 8
Z
1 ′′′ 1
y (iv) = cos2 x ⇒ y (iv) = (1 + cos(2x)) ⇒ y = (1 + cos(2x))dx + C1
2 2
′′′ 1 ′′ 1
y = (2x + sen(2x)) + C1 ⇒ y = (2x2 − cos(2x)) + C1 x + C2
4 8
1 1
y ′ = (4x3 − 3sen(2x)) + C1 x2 + C2 x + C3
48 2
1 3 1 1
y = (x4 + cos(2x)) + C1 x3 + C2 x2 + C3 x + C4
48 2 6 2
1 1 1 3
y(0) = ⇒ = ( ) + C4 ⇒ C4 = 0
32 32 48 2
1 1 1 1
y ′ (0) = = C3 , y ′′ (0) = = − + C2 ⇒ C2 =
8 8 8 4
′′′
y (0) = 0 = C1
1 4 1
Portanto, a solução da equação diferencial é y= (x + 6x2 + 6x) + cos(2x).
48 32
17. 4x2 yy ′ = 9xy 2 + 6x + 54y 6 + 108y 4 + 72y 2 + 16
Tem-se
9 −2 3 1 d −2 9 3
z −3 z ′ − z = 2 ⇒ (z ) + (z −2 ) = − 2 ⇒
2x 2x 2 dx 2x 2x
8x9
Z
3 1
z −2 x9 = −3 x7 dx + C = − x8 + C ⇒ z 2 =
8 8 C − 3x8
215 18/11/2022
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Exercı́cio 3.1.2.
Obter o Wronskiano para as seguintes funções indicadas, onde m, n ∈ Z, m ̸= n.
Solução.
x x
x xe
1. x, xe ⇒ ω= = ex [x(1 + x) − x2 ] = xex .
x
x e (1 + x)
senhx cosh x
2. senhx, cosh x ⇒ ω = = senh2 x − cosh2 x = 1.
cosh x senhx
emx enx
3. emx , enx ; ⇒ ω = = e(m+n)x (n − m).
me mx nx
ne
e−x xe −x
4. e−x , xe−x ⇒ ω= = e−2x .
−e−x −x −x
e − xe
ex senx ex cos x
5. ex senx, ex cos x ⇒ ω= x = −e2x .
e (senx + cos x) ex (cos x − senx)
6. 1, x, x2 , · · · , xn n>1
2 n
1 x x ··· x
0 1 2x ··· nxn−1
ω=
0 0 2 ··· n(n − 1)xn−2 = (2!)(3!)(4!) · · · (n!) ̸= 0
.... .. ..
. . . ··· .
···
0 0 0 n!
7. ex , 2ex , e−x
ex 2ex e−x 1 2 1
x
ω = ex 2ex −e−x = e 1 2 −1 = 0
ex 2ex e−x 1 2 1
8. cos2 x, 1 + cos 2x
cos2 x 1 + cos 2x cos2 x 2 cos2 4x
ω= = = 2sen2x(cos2 4x − cos2 2x)
−sen2x −2sen2x −sen2x −2sen2x
216 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 3.1.3.
Mediante o Wronskiano, determine se cada um dos seguintes conjuntos são linear-
mente independentes.
√ √
1. 1, ex , 2e2x 2. Lnx, xLnx 3. x, 3
x
x−1
4. 4, x 5. Ln ,1 6. 1, sen2 x, 1 − cos x
√ x+1
x
7. 1 − x2 , x 8. sen , cos2 x 9. x, aloga x ; (x < 0)
2
10. ex , xax , x2 ex 11. x2 , x4 , x8 12. eax senbx, eax cos bx; b ̸= 0
Solução.
1 ex 2e2x
ex 2e2x
1. 1, ex , 2e2x ⇒ ω = 0 ex 4e2x = 2 x = 4e3x ̸= 0.
e 4e2x
0 ex 8e2x
Logo, pela Propriedade 3.2 o conjunto é linearmente independente ∀ x ∈ R.
Lnx xLnx
2. Lnx, xLnx ⇒ ω = 1 = Ln2 x.
1 + Lnx
x
São linearmente independentes ∀ x ∈ (0, +∞).
√ √ √ √
√ √
x 3
x
6
x 3 6
x2 1
3. x, x ⇒ ω = 1
3 1 = √
− √ =− √ .
2√x √ 6 6
3 3 x 4 2 x 3 66x
3 x2
São linearmente independentes ∀ x ∈ R − {0}.
217 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
4 x
4. 4, x ⇒ ω= = 4.
0 1
São linearmente independentes ∀ x ∈ R.
x−1
x−1 Ln 1 2
5. Ln , 1 ⇒ ω=
x+1 =− 2
.
x+1 2 x − 1
2 0
x −1
São linearmente independentes ∀ x ∈ R − {1, −1}.
6. 1, sen2 x, 1 − cos x
1 sen2 x 1 − cos x
sen2x senx
ω = 0 sen2x senx = = 2sen3 x
2 cos 2x cos x
0 2 cos 2x cos x
1
xax x2
ω = e2x 0 xax [a(1 + Lnx) − 1] 2x ⇒
0 xax a[x−1 + a(1 + Lnx)2 ] − 1 4x + 2
a(1 + Lnx) − 1 x
ω = 2e2x xax ⇒
a[x−1 + a(1 + Lnx)2 ] − 1 2x + 1
218 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
( )
(1 + Lnx) x
ω = 2e2x xax a −1 − (x + 1) ⇒
x + a(1 + Lnx)2 2x + 1
h i
2x ax 2
ω = 2e x (x + 1)[a(2 + Lnx) − 1] + ax(1 + Lnx) ̸= 0
11. x2 , x4 , x8 .
x2 x4 x8 1 x2 x2
8
ω = 2x 4x3 8x7 = 4x 1 2x 4x = 8x9 (x2 − 11x + 16) ̸= 0
2 12x2 56x6 1 6 28
ω = e2ax [(asenbx cos bx − bsen2 bx) − (a cos bxsenbx + b cos2 bx)] = −be2ax ̸= 0
Exercı́cio 3.1.4.
Verificar que o sistema de funções {eαx senβx, eαx cos βx} onde β ̸= 0 é linearmente
independente em R. Determine os valores de C1 e C2 de modo que se cumpra a identidade
C1 eαx senβx + C2 eαx cos βx = 0.
Solução.
Exercı́cio 3.1.5.
Suponha que y1 = ex e y2 = e−x sejam duas soluções de uma equação diferencial
linear homogênea. Explicar porque y3 = cosh x e y4 = senhx são também soluções da
219 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
equação.
Solução.
ex e−x
Observamos que ω = x = −2 ̸= 0, logo y1 = ex e y2 = e−x são linearmente
e −e−x
independentes e são soluções de uma equação diferencial linear homogênea.
Sabemos que
ex + e−x 1 ex − e−x 1
cosh x = = (y1 + y2 ) também senhx = = (y1 − y2 )
2 2 2 2
Exercı́cio 3.1.6.
Determine se as funções dadas são linearmente independentes em seu campo de defi-
nição.
Solução.
2. senx, cos x, cos(2x). Estas funções estão definidas em todo R, por outro lado
senx cos x cos(2x)
ω = cos x −senx −2sen(2x) = 3 cos(2x) ⇒ ω=0
−senx − cos x −4 cos(2x)
(2k + 1)π
quando x = , k ∈ Z.
4
220 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
(2k + 1)π
quando x = , k ∈ Z.
2
Assim, o conjunto não é linearmente independente em seu conjunto de definição.
(2k + 1)π
Portanto o conjunto é linearmente em R−{ }, k ∈ Z.
2
4. x, 2x, x2 . Estas funções estão definidas em todo R, por outro lado
x 2x x2
ω = 1 2 2x = 0 ⇒ ω=0
0 0 2
5. 5, cos2 x, sen2 x. Estas funções estão definidas em todo R, por outro lado
5
cos2 x sen2 x
ω = 0 −sen(2x) sen(2x) =0 ⇒ ω=0
0 −2 cos(2x) 2 cos(2x)
6. 1, arcsenx, arccos x. Estas funções estão definidas em todo R, por outro lado
1 arcsenx arccos x
1 1
ω = 0
√ −√
=0 ⇒ ω = 0, ∀ x ∈ R − {±1}
1−x 2 1 − x2
x x
−p
0 p
2
(1 − x ) 3 (1 − x2 )3
221 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
8. 5, arctan x, arccotx. Estas funções estão definidas em todo R, por outro lado
5 arctan x arccotx
1 1
ω = 0 −
1 + x2 1 + x2
=0
⇒ ω = 0, ∀x∈R
0 − 2x 2x
(1 + x2 )2 (1 + x2 )2
Z x
ax2 at2
ax2
e 2 e e dt
2
2
3ax2
ω= Z x 20 = e ⇒ ω ̸= 0, ∀x∈R
2
axe ax22 ax2 at
ax2
axe 2 e dt + e
2
0
Z1
et
10. x, x dt (x0 > 0). Estas funções estão definidas em todo R, por outro lado
t2
x0
Z1 t
e
x x dt
t2
x0
ω=
1
=0
⇒ ω = 0, ∀x∈R
Z t
1 e
2
dt
t
x0
222 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
11. cos x, cos(x + 1), cos(x − 2). Estas funções estão definidas em todo R, por outro
lado
cos x
cos(x + 1) cos(x − 2)
ω = −senx −sen(x + 1) − cos(x − 2) = 0 ⇒ ω = 0
− cos x − cos(x + 1) − cos(x − 2)
12. 1, sen(2x), (senx − cos x)2 . Estas funções estão definidas em todo R, por outro lado
1 sen(2x) (senx − cos x)2
ω = 0 2 cos(2x) −2 cos(2x) =0 ⇒ ω = 0, ∀x∈R
0 −4sen(2x) 4sen(2x)
Exercı́cio 3.1.7.
Determine o Wronskiano para os seguintes sistemas de funções.
1 π
1. 1, x 2. x, 3. senx, sen(x + )
x 4
4. e−x , xe−x 5. e , 2ex , e−x
x
6. 2, cos x, cos(2x)
x x
7. 1, 2, x2 8. arccos , arcsen 9. π, arcsenx, arccos x
π π
10. 4, sen2 x, cos(2x) 11. x, Lnx 12. e−3x sen(2x), e−3x cos(2x)
1 1 π π
13. ex senx, ex cos x 14. , ex 15. sen( − x), cos( − x)
x 4 4
Solução.
1 x
1. 1, x. Então ω = = 1.
0 1
1
1 x
x = − 2 .
2. x, . Então ω =
x 1 x
1 − 2
x
senx sen(x + π )
π 4 = cos(2x + π ).
3. senx, sen(x + ). Então ω = π
4 cos x cos(x + )
4
4
223 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
e−x xe−x
4. e−x , xe−x . Então ω = = e−2x .
−e−x (1 − x)e−x
ex
2ex e−x
x x −x
5. e , 2e , e . Então ω = ex 2ex −e−x = 0.
ex 2ex e−x
2 cos x cos(2x)
ω = 0 −senx −2sen(2x) = 2[4senx cos(2x) − 2sen(2x) cos x] = −8sen3 x
0 − cos x −4 cos(2x)
1 2 x2
7. 1, 2, x2 . Então ω = 0 0 2x = 0.
0 0 2
x x
arccos arcsen
x x
π π
8. arccos , arcsen . Então ω = =.
π π
π π −√ √
π 2 − x2 π 2 − x2
π x x π2
=√ [arccos + arcsen ] = √
π 2 − x2 π π 2 π 2 − x2
π arcsenx arccos x
1 1
0 √ −√
9. π, arcsenx, arccos x. Então ω =
1−x 2 1 − x2
= 0.
0 p x x
−p
2
(1 − x ) 3 (1 − x2 )3
4
sen2 x cos(2x)
10. 4, sen2 x, cos(2x). Então ω = 0 sen(2x) −2sen(2x) = 0.
0 2 cos(2x) −4 cos(2x)
x Lnx
11. x, Lnx. Então ω = 1 = 1 − Lnx.
1
x
12. e−3x sen(2x), e−3x cos(2x). Então
e−3x sen(2x) e−3x cos(2x)
ω= = −2e−6x
e−3x [2 cos(2x) − 3sen(2x)] −e−3x [2sen(2x) + 3 cos(2x)]
224 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
1
1 1 ex 1 1 1 1 1
ω= x
1
14. , e x . Então = − 3 e x + 2 e x = 3 (x − 1)e x .
x 1 1 1 x x x
− 2 − 2 ex
x x
sen( π − x) cos( π − x)
π π 4 4
15. sen( − x), cos( − x). Então ω = π π
= 1.
4 4 − cos( − x) sen( − x)
4 4
Exercı́cio 3.1.8.
O conjunto {x2 , x, 1} é linearmente independente em (−∞, +∞) ?
Solução.
x2 x 1
Tem-se para todo x ∈ R com x ̸= 0, x ̸= 1: ω = 2x 1 0 = 2 ̸= 0.
2 0 0
Portanto, o conjunto {x2 , x, 1} é linearmente independente em (−∞, +∞) − {0, 1}
Exercı́cio 3.1.9.
Determine se o conjunto {1 − x, 1 + x, 1 − 3x} é linearmente independente em
(−∞, +∞).
Solução.
1 − x 1 + x 1 − 3x
Tem-se para todo x ∈ R com x ̸= 0: ω = −1 1 −3 = 0.
0 0 0
Assim, o conjunto {1 − x, 1 + x, 1 − 3x} é linearmente dependente em (−∞, +∞).
Exercı́cio 3.1.10.
Determine se o conjunto {x3 , |x3 |} é linearmente dependente em [−1, 1].
Solução.
dy 3|x|2 x
A derivada de y = |x|3 é = = 3x|x|. Sejam α, β ∈ R tal que αx3 +β|x|3 = 0,
dx |x|
logo temos o sistema (
αx3 + β|x|3 = 0
3αx2 + 3βx|x| = 0
x3 |x3 |
O determinante do sistema é: ω = 2 = 3x4 |x| − 3x2 |x|3 = 0.
3x 3x|x|
Assim, o conjunto {x3 , |x3 |} é linearmente dependente em [−1, 1].
225 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 3.1.11.
Calcular W (x3 , |x3 |) em [−1, 1].
Solução.
Exercı́cio 3.1.12.
Os resultados dos exercı́cios (3.1.10) e (3.1.11) contradizem a Propriedade 3.4?
Solução.
Não. Como o Wronskiano das duas funções é nula, decorre da Propriedade 3.4 que
não são ambas soluções da mesma equação diferencial homogênea.
Exercı́cio 3.1.13.
Mediante o método do determinante de Gram, determine se as funções do exercı́cio
(3.1.7) se são linearmente dependentes.
Solução.
1 1
2. x, consideremos y1 = x e y2 =
x x
Z1 Z1
1 1 1 1
Temos que < y1 , y1 >= x2 dx = , < y2 , y2 >= dx = − não existe
3 x2 x 0
0 0
Z1
por último < y1 , y2 >=< y2 , y1 >= 1 · dx = 1, logo Γ(y1 , y2 ) não existe.
0
π π
3. Para o conjunto { senx, sen(x + ) } consideremos y1 = senx e y2 = sen(x + )
4 4
226 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z1
1 1
Temos que < y1 , y1 >= sen2 xdx = − sen2, por outro lado tem-se o produto
2 4
0
Z1
π 1 1 π 3 1
interno < y2 , y2 >= sen2 (x + )dx = − sen(2 + ) = − cos 2. Por
4 2 4 2 4 4
0
último o produto interno
Z1 √ Z1
π 2
2sen2 x + sen2x dx =
< y1 , y2 >=< y2 , y1 >= senx · sen(x + )dx =
4 4
0 0
√ √
2 1 1 2
= [(1 − sen2) − (cos 2 − 1)] = [3 − sen2 − cos 2]
4 2 2 8
√
1 2
(1 − sen2) [3 − sen2 − cos 2]
logo Γ(y1 , y2 ) = √ 4 8 ̸= 0, consequen-
2 1
[3 − sen2 − cos 2] (3 − cos 2)
8 4
temente, as funções y1 (x) e y2 (x) são linearmente independentes.
Z1
1 1
Temos que < y1 , y1 >= e−x e−x dx = − e−2 + , por outro lado tem-se o produto
2 2
0
Z1
5 1
interno < y2 , y2 >= xe−x xe−x dx = − e−2 + .
4 4
0
Z1
3 1
Por último o produto interno < y1 , y2 >= xe−2x = − e−2 + , por outro lado
4 4
0
tem-se o produto interno < y2 , y1 >=< y1 , y2 >.
1 −2 1 3 −2 1 1 −2 3
− e + − e + − e + 2 − e−2
Logo Γ(y1 , y2 ) = 2 2 4 4 = 2 4 ̸= 0,
3 −2 1 5 −2 1 3 −2 5 −2
− e + − e + − e − e
4 4 4 4 4 4
Z1 Z1
1
Assim, < y1 , y1 >= e dx = (e2 −1)
2x
< y2 , y2 >= 4e2x dx = 2(e2 −1), <
2
0 0
227 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Z1 Z1
1
y3 , y3 >= e−2x dx = − (e−2 − 1), < y2 , y3 >= 2dx = 2. Também
2
0 0
Z1 Z1
< y1 , y2 >= 2e2x dx = e2 − 1, < y1 , y3 >= dx = 1
0 0
Logo
1 2
(e − 1) e2 − 1
2 1
Γ(⃗u, ⃗v , ⃗z) = e2 − 1 2(e2 − 1) 2 =0
1
1 2 − (e−2 − 1)
2
6. 2, cos x, cos(2x)
⇕
Z1
Por outro lado < y1 , y2 >=< y2 , y1 >= (1)(2)dx = 2, < y1 , y3 >=< y3 , y1 >=
0
Z1 Z1
1 2
x2 dx = , < y2 , y3 >=< y3 , y2 >= 2x2 =
3 3
0 0
1 1
1 2 1 0
3 3
2 2
Γ(⃗u, ⃗v , ⃗z) = 2 4 = 2 0 =0
1 3 3
2 1 1 1
0
3 3 5 3 5
228 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
x x
8. arccos , arcsen
π π
⇕
9. π, arcsenx, arccos x
⇕
Z1
1 1
Por último o produto interno < y1 , y2 >= xLnx = x2 Lnx − , por outro lado
2 4
0
tem-se o produto interno < y2 , y1 >=< y1 , y2 >.
1 1
− 29
Logo Γ(y1 , y2 ) = 3 4 = ̸= 0,
1 48
− 2
4
Portanto, as funções y1 (x) = e−x e y2 (x) = xe−x são linearmente independentes.
1 1
14. , ex
x
⇕
229 18/11/2022
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π π
15. sen( − x), cos( − x)
4 4
π π π
Para o conjunto { sen( − x), cos( − x) } consideremos y1 = sen( − x) e
4 4 4
π
y2 = cos( − x)
4
Z1 Z1
2 π 1 π
Temos que < y1 , y1 >= sen ( − x)dx = (1 − cos( − 2x))dx
4 2 2
0 0
Z1
1 1
= (1 − sen2x))dx = (1 + cos 2)
2 4
0
Z1
π
Por outro lado tem-se o produto interno < y2 , y2 >= cos2 ( − x)dx =.
4
0
Z1 Z1
1 π 1 3 1
= (1 + cos( − 2x))dx = (1 + sen2x))dx = − cos 2
2 2 2 4 4
0 0
Z1 Z1
π π 1 π
< y1 , y2 >=< y2 , y1 >= sen( − x) · cos( − x)dx = sen( − 2x)dx =
4 4 2 2
0 0
Z1
1 1
= cos(2x)dx = sen2
2 4
0
1 1
(1 + cos 2) sen2
4 4
logo Γ(y1 , y2 ) = ̸= 0, consequentemente, as funções
1 1
sen2 (3 − cos 2)
4 4
y1 (x) e y2 (x) são linearmente independentes.
Exercı́cio 3.1.14.
Verificar que as os seguintes pares de funções são linearmente independentes e seu
Wronskiano é zero, construir o gráfico das funções num mesmo sistema de coordenadas.
( (
0 se 0 < x < 2 (x − 2)2 se 0 < x < 2
1. y1 (x) = 2
; y2 (x) =
(x − 2) se 2 < x < 4 0 se 2 < x < 4
( (
x3 se − 2 < x < 0 0 se − 2 < x < 0
2. y1 (x) = ; y2 (x) =
0 se 0 < x < 2 x2 se 0 < x < 2
230 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Solução.
Exercı́cio 3.1.15.
Numericamente, o determinante de Gram coincide com o quadrado do volume do para-
lelepı́pedo formado por três vetores. Verificar esta propriedade para três vetores qualquer
do espaço R3 .
Solução.
231 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
u21 + u22 + u23 u1 v1 + u2 v2 + u3 v3 u1 z1 + u2 z2 + u3 z3
V 2 = v1 u1 + v2 u2 + v3 u3 v12 + v22 + v32 v1 z1 + v2 z2 + v3 z3 ⇒
z1 u1 + z2 u2 + z3 u3 z1 v1 + z2 v2 + z3 v3 z12 + z22 + z32
⃗u · ⃗u
⃗u · ⃗v ⃗u · ⃗z |⃗u|2 ⃗u · ⃗v ⃗u · ⃗z
2
V = ⃗v · ⃗u ⃗v · ⃗v ⃗v · ⃗z = ⃗u · ⃗v |⃗v |2 ⃗v · ⃗z
⃗z · ⃗u ⃗z · ⃗v ⃗z · ⃗z ⃗u · ⃗z ⃗v · ⃗z |⃗z|2
Comparando com a igualdade (3.2) segue Γ(⃗u, ⃗v , ⃗z) = V 2 .
Portanto, o determinante de Gram coincide com o quadrado do volume do paralelepı́-
pedo formado por três vetores.
232 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cios 3-2
Exercı́cio 3.2.1.
Determine se as funções dadas são linearmente dependentes ou linearmente indepen-
dentes no intervalo (−∞, +∞): f1 (x) = 2 + x, f2 (x) = 2 + |x|
Solução.
Exercı́cio 3.2.2.
Determine se as funções dadas são linearmente dependentes ou linearmente indepen-
dentes no intervalo (−∞, +∞): f1 (x) = 1 + x, f2 (x) = x, f3 (x) = x2
Solução.
233 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 3.2.3.
Formar as equações diferenciais lineares homogêneas dadas que se conhecem sua equa-
ções caracterı́sticas.
Solução.
1. λ2 + 3λ + 2 = 0 ⇒ Resp. y ′′ + 3y ′ + 2y = 0
2. 2λ2 − 3λ − 5 = 0 ⇒ Resp. 2y ′′ − 3y ′ − 5y = 0
5. λ3 = 0 ⇒ Resp. y ′′′ = 0
6. λ2 + 5λ + 6 = 0 ⇒ Resp. y ′′ + 5y ′ + 6y = 0
Exercı́cio 3.2.4.
Determine as equações diferenciais lineares homogêneas dado que se conhecem as raı́zes
da equação caracterı́stica. Escrever suas soluções gerais.
1. λ1 = 1, λ2 = 2 2. λ1 = 1, λ1 = 1 3. λ1 = 3 − 2i, λ2 = 3 + 2i
Solução.
1. Primeira solução
Dadas as raı́zes da equação caracterı́sticas associado à equação λ1 = 1, λ2 = 2,
sua solução geral é da forma y(x) = C1 ex + C2 e2x .
A equação é de segunda ordem. Por outro lado derivando segue
Segunda solução
Dadas as raı́zes da equação caracterı́sticas associado à equação λ1 = 1, λ2 = 2,
escrevendo a equação que ela representa (λ − 1)(λ − 2) = 0 ⇒ λ2 − 3λ + 2 = 0.
234 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 3.2.5.
Forme as equações diferenciais lineares homogêneas, se se conhece o conjunto funda-
mental de soluções.
Solução.
2. 1, ex ⇒ Resp. y(x) = C1 + C2 ex
5. 1, x ⇒ Resp. y(x) = C1 + C2 x
Exercı́cio 3.2.6.
Determine a forma da solução particular da equação linear não homogênea, se se
conhecem as raı́zes da equação caracterı́stica e o segundo membro b(x).
Solução.
235 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Exercı́cio 3.2.7.
Resolver as seguintes equações diferenciais homogêneas:
Solução.
1. y ′′ − y = 0
A equação caracterı́stica é λ2 − 1 = 0 de onde as raı́zes são λ1 = 1 e λ2 = −1.
Portanto, a solução geral da equação homogênea é yh = C1 ex + C2 e−x .
2. 3y ′′ − 2y ′ − 8y = 0
4
A equação caracterı́stica é 3λ2 − 2λ − 8 = 0 de onde as raı́zes são λ1 = 2 e λ2 = − .
3
2x − 34 x
Portanto, a solução geral da equação homogênea é yh = C1 e + C2 e .
3. y ′′′ − 3y ′′ + 3y ′ − y = 0
A equação caracterı́stica é (λ − 1)3 = 0, as raı́zes são λ1 = 1, λ2 = 1 e λ3 = 1.
Portanto, a solução geral da equação homogênea é yh = C1 ex + C2 xex + C3 x2 ex .
236 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
4. y ′′ − 2y ′ − 2y = 0
√
A equação caracterı́stica é λ2 − 2λ − 2 = 0 de onde as raı́zes são λ1 = 1 + 3 e
√
λ2 = 1 − 3.
√ √
Portanto, a solução geral da equação homogênea é yh = C1 e(1+ 3)x
+ C2 e(1− 3)x
.
6. y ′′′ + 6y ′′ + 11y ′ + 6y = 0
7. 2y ′′′ − 3y ′′ + y ′ = 0
1
A equação caracterı́stica é 2λ3 − 3λ2 + λ = 0, as raı́zes são λ1 = 0, λ2 = e λ3 = 1.
2
1
Portanto, a solução geral da equação homogênea é yh = C1 + C2 e 2 x + C3 ex .
8. y ′′′ − 3y ′ − 2y = 0
9. y (v) = 0
10. y ′′′ − 2y ′′ + 2y ′ = 0
237 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
11. y ′′′ + 2y ′′ − y ′ − 2y = 0
A equação caracterı́stica é λ3 + 2λ2 − λ − 2 = 0, as raı́zes são λ1 = 1, λ2 = −1 e
λ3 = −2.
Portanto, a solução geral da equação homogênea é yh = C1 ex + C2 e−x + C3 e−2x .
12. y ′′ − 2y ′ + 3y = 0
√
A equação caracterı́stica é λ2 − 2λ + 3 = 0 de onde as raı́zes são λ1 = 1 + 2i e
√
λ2 = 1 − 2i.
√ √
Portanto, a solução geral da equação homogênea é yh = ex (C1 cos( 2x)+C2 sen( 2x)).
Exercı́cio 3.2.8.
Resolver as seguintes equações diferenciais lineares não homogêneas pelo método dos
coeficientes indeterminados.
Solução.
1. y ′′ + 3y ′ = 3.
A equação caracterı́stica é λ2 + 3λ = 0 ⇒ λ = 0 e λ = −3 são raı́zes.
A solução geral da homogênea é yh = C1 + C2 e−3x
Como λ = 0 é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma yp = Ax,
de onde yp′ = A e yp′′ = 0. Assim 0 + 3A = 3 ⇒ A = 1 ⇒ yp = x.
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 + C2 e−3x + x.
2. y ′′ − 7y ′ = (x − i)2
A solução geral da homogênea é yh = C1 + C2 e7x
Como λ = 0 é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma yp =
x[Ax2 + Bx + D], de onde yp′ = 3Ax2 + 2Bx + D e yp′′ = 6Ax + 2B.
1
Assim −21A = 1. 6A − 14B = −2i, 2B − 7D = −1 ⇒ A = − , B=
21
1 1 1 47
− + i, D = + 2i . Portanto, a solução geral da equação é
49 7 49 7
1 3 1 1 1 47
y = C1 + C2 e7x − − i x2 −
x − + 2i x
21 49 7 49 7
3. y ′′ + 3y ′ = e3
A solução geral da homogênea é yh = C1 + C2 e−3x
Como λ = 0 é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma yp = Ax,
e3
de onde yp′ = A e yp′′ = 0. Assim 3A = e3 ⇒ A = .
3
238 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
e3
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 + C2 e−3x + x.
3
4. y ′′ + 7y ′ = e−7x
A solução geral da homogênea é yh = C1 + C2 e−7x
Como λ = −7 é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma
yp = Axe−7x , de onde yp′ = Ae−7x − 7Axe−7x e yp′′ = −14Ae−7x + 49Axe−7x .
1
Assim −7A = 1 ⇒ A = − .
7
1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 + C2 e−7x − xe−7x .
7
5. y ′′ − 8y ′ + 16y = (x − 1)e4x
A equação caracterı́stica é λ2 − 8λ + 16 = 0 ⇒ λ1 = 4 e λ2 = 4 são raı́zes.
Desde que λ = 4 é raiz de multiplicidade s = 2 a solução geral da homogênea é da
forma yh = C1 e4x + C2 xe4x
Como λ = 4 é potência do exponencial e como raiz é de multiplicidade s = 2, a
solução particular é da forma yp = x2 (Ax + B)e4x , de onde yp′ = (4Ax3 + 4Bx2 +
3Ax2 + 2Bx)e4x e yp′′ = (16Ax3 + x2 (24A + 16B) + x(6A + 16B) + 2B)e4x . Assim
1 1
A= e B=− .
6 2
1 1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 e4x + C2 xe4x + x2 ( x − 1)e4x .
2 3
6. y ′′ − 10y ′ + 25y = e5x .
A equação caracterı́stica é λ2 − 10λ + 25 = 0 ⇒ λ1 = 5 e λ2 = 5 são raı́zes.
A solução geral da homogênea é yh = C1 e5x + C2 xe5x
Como λ = 5 é raiz de multiplicidade s = 2, a solução particular é da forma yp =
x2 e5x A, de onde yp′ = Ae5x (5x2 + 2x) e yp′′ = Ae5x (25x2 + 20x + 2). Assim
1
Ae5x (25x2 + 20x + 2) − 10Ae5x (5x2 + 2x) + 25x2 e5x A = e5x ⇒ A = .
2
2
x
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 e5x + C2 xe5x + e5x .
2
√
4y ′′ − 3y ′ = x e3x
4
7.
3
A equação caracterı́stica é 4λ2 − 3λ = 0 ⇒ λ1 = 0 e λ2 = são raı́zes.
4
3
x
A solução geral da homogênea é yh = C1 + C2 e 4 .
3
Como λ = é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma yp =
3
4
xe 4 x (Ax + B), de onde
3 3 3 3 9 9 3
yp′ = e 4 x [ x2 A+x( B +2A)+B] e yp′′ = e 4 x [ x2 A+x( B +3A)+( B +2A)]
4 4 16 16 2
239 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
3 9 2 9
√ 4 1
B + 3A) + ( 32 B + 2A)] = x e3x
4
Assim e 4 x [ 16 x A + x( 16 ⇒ B=− e A= .
9 6
3 3 1 4
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 + C2 e 4 x + xe 4 x ( x − ).
6 9
8. y ′′ − y ′ − 2y = ex + e−2x
A equação caracterı́stica é λ2 − λ − 2 = 0 ⇒ λ1 = 2 e λ2 = −1 são raı́zes.
A solução geral da homogênea é yh = C1 e2x + C2 e−x .
Como nenhuma das raı́zes é potência dos exponenciais, a solução particular é da
forma yp = Aex + Be−2x , de onde
yp′ = e4x [4Ax2 + x(4B + 2A) + B] e yp′′ = e4x [16Ax2 + x(16B + 16A) + (8B + 2A)]
Assim e4x [16Ax2 + x(16B + 16A) + (8B + 2A)] − 4e4x [4Ax2 + x(4B + 2A) + B] =
1 1
xe4x ⇒ A = e B=− .
8 16
1 1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 + C2 e4x + x( x − )e4x .
8 16
10. y ′′ + 25y = cos(5x)
A equação caracterı́stica é λ2 + 25 = 0 ⇒ λ1 = 5i e λ2 = −5i são raı́zes.
A solução geral da homogênea é yh = C1 cos(5x) + C2 sen(5x).
Como λ = ±5i é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma
yp = x(A cos(5x) + Bsen(5x)), de onde yp′ = (A + 5Bx) cos(5x) + (B − 5Ax)sen(5x)
e yp′′ = (10B − 25Ax) cos(5x) + (−25Bx − 10A)sen(5x). Assim
(10B − 25Ax) cos(5x) + (−25Bx − 10A)sen(5x)) + 25x(A cos(5x) + Bsen(5x)) =
= cos(5x)
240 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1 1
De onde A = 0 e B = , logo a solução particular é yh = xsen(5x).
10 10
1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 cos(5x) + C2 sen(5x) + xsen(5x).
10
11. y ′′ + y = senx − cos x
A equação caracterı́stica é λ2 + 1 = 0 ⇒ λ1 = i e λ2 = −i são raı́zes, a
solução geral é da forma yh = C1 cos x + C2 senx.
Como λ = ±i é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma
yp = x(A cos x + Bsenx).
De onde yp′ = (A + Bx) cos x + (B − Ax)senx e yp′′ = (2B − Ax) cos x + (−Bx −
2A)senx. Assim
[(2B − Ax) cos x + (−Bx − 2A)senx] + x(A cos x + Bsenx) = − cos x + senx
1 1 1
De onde A = − e B = − , logo a solução particular é y = − x(senx + cos x).
2 2 2
1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 cos x + C2 senx − x(senx + cos x).
2
12. y ′′ + 4y ′ + 8y = e2x (sen(2x) + cos(2x))
A equação caracterı́stica é λ2 + 4λ + 8 = 0 ⇒ λ1 = −2 + 2i e λ2 = −2 − 2i
são raı́zes.
A solução geral da homogênea é yh = C1 e−2x cos(2x) + C2 e−2x sen(2x).
A solução particular é da forma yp = e2x (A cos(2x) + Bsen(2x)), de onde
= e2x [16B + 16A] cos(2x) + e2x [−16A + 16B]sen(2x) = e2x (sen(2x) + cos(2x))
)
16B + 16A = 1 1
⇒ B= A=0
−16A + 16B = 1 16
241 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 cos(4x)+C2 sen(4x)− x cos(4x+α).
8
14. y ′′ − 4y ′ + 8y = e2x (sen(2x) − cos(2x))
yp′′ − 4yp′ + 8yp = e2x [2A + 2B] cos(2x) + e2x [−2A − 2B + 8Bx − 8Ax]sen(2x)
1
Assim A = B = − .
4
242 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Portanto, a solução geral é y = e2x [C1 cos(2x) + C2 sen(2x)] − xe2x [cos(2x) +
4
sen(2x)].
A equação caracterı́stica é λ2 + 6λ + 13 = 0 ⇒ λ1 = −3 + 2i e λ2 = −3 − 2i
são raı́zes.
1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 cos(kx)+C2 sen(kx)− x cos(kx+α).
2
243 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
17. y ′′ + k 2 y = k
A equação caracterı́stica é λ2 + k 2 = 0 ⇒ λ1 = ki e λ2 = −ki são raı́zes.
A solução geral da homogênea é yh = C1 cos(kx) + C2 sen(kx).
A solução particular é da forma yp = A, de onde yp′ = 0 e yp′′ = 0. Assim
1
k2A = k ⇒ A =
k
1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 cos(kx) + C2 sen(kx) + .
k
18. y ′′ + 4y = senxsen(2x)
1 1
Podemos escrever a equação na forma y ′′ + 4y = cos(2x − x) − cos(2x + x)
2 2
A equação caracterı́stica é λ2 + 4 = 0 ⇒ λ1 = 2i e λ2 = −2i são raı́zes.
A solução geral da homogênea é yh = C1 cos(2x) + C2 sen(2x).
Como λ = ±2i é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma
yp = x(A cos(2x) + Bsen(2x)) + (C cos(x) + Dsen(x)), de onde
1. y ′′ − 4y ′ + 4y = x2 .
Pelo método de variação de parâmetros.
A equação caracterı́stica é λ2 − 4λ + 4 = 0 de onde as raı́zes são λ1 = 2 e λ2 = 2.
A solução geral da homogênea é yh = C1 e2x + C2 xe2x .
Supondo y1 (x) = e2x e y2 (x) = xe2x , da solução particular yp = u1 (x)e2x +
u2 (x)xe2x , temos que resolver o sistema
(
u′1 (x)e2x + u′2 (x)xe2x = 0
⇒ ω(x) = W (y1 , y2 ) = e4x ̸= 0
2u′1 (x)e2x + u′2 (x)e2x (2x + 1) = x2
244 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
x3 · e2x
Z
1 3 3 3
u1 (x) = − 4x
dx = e−2x [x3 + x2 + x + ]
e 2 2 2 4
x2 · e2x
Z
1 1
u2 (x) = 4x
dx = − e−2x [x2 + x + ]
e 2 2
1 3 3 3 1 1
yp = ( e−2x [x3 + x2 + x + ])e2x − ( e−2x [x2 + x + ])xe2x ⇒
2 2 2 4 2 2
1 3 3 3 1 1 1 1 3
yp = [x3 + x2 + x + ] − x[x2 + x + ] = x2 + x +
2 2 2 4 2 2 4 4 8
1 1 3
Portanto, a solução geral da equação é: y = C1 e2x + C2 xe2x + x2 + x + .
4 4 8
2. y ′′ + 8y ′ = 8x
−8xe−8x
Z Z
1 8x 1 1
u1 (x) = −8x
dx = x2 e u2 (x) = −8x
dx = − e8x [x − ]
−8e 2 −8e 8 8
1 1 1 1 1 1
A solução particular é: yp = x2 − e8x [x − ]e−8x = x2 − x + .
2 8 8 2 8 64
1 1 1
Portanto, a solução geral da equação é: y = C1 + C2 e−8x + x2 − x + .
2 8 64
3. y ′′ + 4y ′ + 4y = 8e−2x
245 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
8x · e−4x 8 · e−4x
Z Z
u1 (x) = − −4x
dx = −4x2 e u2 (x) = dx = 8x
e e−4x
4. y ′′ − 2ky ′ + k 2 y = ex , (k ̸= 1)
Pelo método de variação de parâmetros.
A equação caracterı́stica é λ2 − 2λk + k 2 = 0 de onde as raı́zes são λ1 = λ2 = k. A
solução geral da homogênea é yh = C1 ekx + C2 xekx .
Supondo y1 (x) = ekx e y2 (x) = xekx , da solução particular yp = u1 (x)ekx +
u2 (x)xekx , temos que resolver o sistema
(
u′1 (x)ekx + u′2 (x)xekx = 0
⇒ ω(x) = W (y1 , y2 ) = e2kx ̸= 0
ku′1 (x)ekx + u′2 (x)ekx (1 + kx) = ex
x · ekx ex
Z
1
u1 (x) = − dx = − ex(1−k) [(1 − k)x − 1]
e2kx (1 − k)2
ex · ekx
Z
1 x(1−k)
u2 (x) = 2kx
dx = e
e 1−k
1 x(1−k)
kx 1 x(1−k) kx 1
yp = − e [(1−k)x−1] e + e xe ⇒ yp = ex
(1 − k)2 1−k (1 − k)2
1
Portanto, a solução geral da equação é: y = C1 ekx + C2 xekx + ex .
(1 − k)2
246 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
5. y ′′ + 4y ′ + 3y = 9e−3x
Pelo método de variação de parâmetros.
A equação caracterı́stica é λ2 + 4λ + 3 = 0 de onde as raı́zes são λ1 = −3 e λ2 = −1.
A solução geral da homogênea é yh = C1 e−x + C2 e−3x .
Supondo y1 (x) = e−x e y2 (x) = e−3x , da solução particular yp = u1 (x)e−x +
u2 (x)e−3x , temos que resolver o sistema
(
u′1 (x)e−x + u′2 (x)e−3x = 0
⇒ ω(x) = W (y1 , y2 ) = −2e−4x ̸= 0
−u′1 (x)e−x − 3u′2 (x)e−3x = 9e−3x
9 9 9
yp = (− e−2x )e−x + (− x)e−3x ⇒ yp = − e−3x (1 + 2x)
4 2 4
9
Portanto, a solução geral da equação é: y = C1 e−x + C2 e−3x − e−3x (1 + 2x).
4
6. 7y ′′ − y ′ = 14x
Pelo método de variação de parâmetros.
1
A equação caracterı́stica é 7λ2 − λ = 0 de onde as raı́zes são λ1 = 0 e λ2 = .
7
1 1
A solução geral da homogênea é yh = C1 +C2 e 7 . Supondo y1 (x) = 1 e y2 (x) = e 7 x ,
x
1
da solução particular yp = u1 (x) + u2 (x)e 7 x temos que resolver o sistema
1
u′1 (x) + u′2 (x)e 7 x = 0 1 1
1 ⇒ ω(x) = W (y1 , y2 ) = e 7 x ̸= 0
u′1 (x) · 0 + u′2 (x)e 17 x = 14x 7
7
1 1
yp = (−7x2 ) + (−686e− 7 x (x + 7))e 7 x ⇒ yp = −7x2 − 686(x + 7)
247 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
1
Portanto, a solução geral da equação é: y = C1 + C2 e 7 x − 7x2 − 686(x + 7).
7. y ′′ + 3y ′ = 3xe−3x
Pelo método dos coeficientes indeterminados.
A equação caracterı́stica é λ2 + 3λ = 0 ⇒ λ1 = 0 e λ2 = −3 são raı́zes.
A solução geral da homogênea é yh = C1 + C2 e−3x .
Como λ = −3 é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma
yp = xe−3x (Ax + B), de onde
Assim e−3x [(9x2 A + x(9B − 12A) + (2A − 6B)) + 3(−3x2 A + x(2A − 3B) + B)] =
1 1
3xe−3x ⇒ A = − e B = − .
2 3
1 1
Logo a solução particular é yp == −e−3x ( x2 + x).
2 3
1 1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 + C2 e−3x − e−3x ( x2 + x).
2 3
8. y ′′ + 5y ′ + 6y = 10(1 − x)e−2x
Pelo método dos coeficientes indeterminados.
A equação caracterı́stica é λ2 + 5λ − 6 = 0 ⇒ λ1 = −2 e λ2 = −3 são raı́zes.
A solução geral da homogênea é yh = C1 e−2x + C2 e−3x .
Como λ = −2 é raiz de multiplicidade s = 1, a solução particular é da forma
yp = xe−2x (Ax + B), de onde
yp′ = e−2x [−2x2 A + x(2A − 2B) + B] e yp′′ = e−2x [4x2 A + x(4B − 8A) + (2A − 4B)]
1 52
Assim e−2x [2Ax + (2A + B)] = 10(1 − x)e−2x ⇒ A=− e B= .
5 5
1
Logo a solução particular é yp = − e−2x (x2 − 52x).
5
1
Portanto, a solução geral da equação é y = C1 e−2x + C2 e−3x − e−2x (x2 − 52x).
5
9. y ′′ + 2y ′ + 2y = 1 + x
Pelo método de variação de parâmetros.
A equação caracterı́stica é λ2 + 2λ + 2 = 0 de onde as raı́zes são λ1 = −1 + i e
λ2 = −1 − i. A solução geral da homogênea é yh = C1 e−x cos x + C2 e−x senx.
248 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
Supondo y1 (x) = e−x cos x e y2 (x) = e−x senx, da solução particular yp = u1 (x)e−x cos x+
u2 (x)e−x senx temos que resolver o sistema
(
u′1 (x)e−x cos x + u′2 (x)e−x senx = 0
⇒ ω(x) = e−2x ̸= 0
u′1 (x)e−x (cos x − senx) + u′2 (x)e−x (cos x + senx) = 1 + x
e−x (1 + x)senx
Z Z
u1 (x) = − −2x
dx = − ex (1 + x)senxdx = (3.6)
e
Z −x Z
e (1 + x) cos x
u2 (x) = −2x
dx = ex (1 + x) cos xdx = (3.7)
e
√
Lembrando que eix = cos x + isenx onde i = −1, podemos resolver as integrais
assim:
Z Z
1
e (x+1)(cos x+isenx)dx = e(i+1)x (x+1)dx =
x (i+1)x
e (i+1)(x+1)−1 =
(i + 1)2
1
= ex (cos x + isenx)((x + 1) − i) = 21 e−x [(x + 1) cos x + xsenx]
2
1
+i ex [(x + 1)senx − x cos x]
2
de onde nas equações (3.6) e (3.7) considerando parte real e imaginária respectiva-
mente segue que
1
u1 (x) = − ex [(x + 1)senx − x cos x]
2
1
u2 (x) = e−x [(x + 1) cos x + xsenx]
2
A solução particular é:
1 1
yp = − ex [(x + 1)senx − x cos x] e−x cos x + e−x [(x + 1) cos x + xsenx] e−x senx
2 2
1 1
yp = − [(x + 1)senx − x cos x] cos x − (x + 1) cos x + xsenx] senx = x
2 2
1
Portanto, a solução geral da equação é: y = C1 e−x cos x + C2 e−x senx + x.
2
10. y ′′ + y ′ + y = (x + x2 )ex
Pelo método dos coeficientes indeterminados.
√ √
2 1 3 1 3
A equação caracterı́stica é λ +λ+1 = 0 ⇒ λ1 = − + i e λ2 = − − i
2 2 2 2
são raı́zes.
249 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
√ √
3 − 12 x 3
A solução geral da homogênea é yh = e [C1 cos( x) + C2 sen( x)].
2 2
Como nenhuma das raı́zes é potência dos exponenciais, a solução particular é da
forma yp = ex (Ax2 + Bx + C), de onde
1 1
Assim ex [(3Ax2 +x(3B+6A)+3C +3B+2A)] = (x+x2 )ex ⇒ A = ,B = −
3 3
1
e C= .
9
1 1 1
Logo a solução particular é yp = ex ( x2 − x + ).
3 3 9
Portanto, a solução geral da equação é
√ √
− 12 x 3 3 1 1 1
y=e [C1 cos( x) + C2 sen( x)] + ex ( x2 − x + )
2 2 3 3 9
11. y ′′ + 4y ′ − 2y = 8sen(2x)
Pelo método dos coeficientes indeterminados.
√ √
A equação caracterı́stica é λ2 + 4λ − 2 = 0 ⇒ λ1 = −2 + 6 e λ2 = −2 − 6
são raı́zes.
√ √
A solução geral da homogênea é yh = e−2x (C1 e 6x
+ C2 e − 6x
).
A solução particular é da forma yp = A cos(2x)+Bsen(2x), de onde yp′ = 2B cos(2x)−
2Asen(2x) e yp′′ = −4A cos(2x) − 4Bsen(2x). Assim
[−4A cos(2x) − 4Bsen(2x)] + 4(2B cos(2x) − 2Asen(2x))−
−2(A cos(2x) + Bsen(2x)) = 8sen(2x)
16 12
De onde A = − e B = − , logo a solução particular é
25 25
16 12
yp = − cos(2x) − sen(2x)
25 25
12. y ′′ + y = 4x cos x
Pelo método de variação de parâmetros.
A equação caracterı́stica λ2 + 1 = 0 tem como raı́zes λ = i e λ = −i. A solução
da equação homogênea correspondente é yh = C1 cos x + C2 senx.
250 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
4x cos2 x
Z Z
1
u2 (x) = dx = xe−2x cos xdx = x2 + xsen(2x) + cos(2x)
1 2
1 1
yp = x cos(2x) − sen(2x)] cos x + x2 + xsen(2x) + cos(2x) senx
2 2
1
yp = x2 senx + x cos x − senx
2
Portanto, a solução geral da equação é:
1
y = C1 cos x + C2 senx + x2 senx + x cos x − senx
2
x · emx sen(mx)
Z Z
u1 (x) = − dx = − x · e−mx sen(mx)dx
e2mx
251 18/11/2022
Christian Q. Pinedo Suplemento de Cálculo IV
emx sen(mx)
Z Z
u2 (x) = dx = e−mx sen(mx)dx =
emx
1 (i−1)mx 1 (i−1)mx
I= e [mx(i − 1) − 1] = − e [mx + i(mx + 1)] =
(i − 1)2 m2 2m2
de onde Z
u1 (x) = −Im(I) = − (x · e−mx sen(mx))dx =
1 −mx
u1 (x) = e [(mx + 1) cos(mx) + mxsen(mx)]
2m2