Apostila
Apostila
ADMINISTRAÇÃO GERAL
Itajubá
2014
1
SUMÁRIO
PARTE I – INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
1. Administração: Uma Visão Geral
Conceitos e definições; Habilidades e Papéis Administrativos; Importância e
objetivos da Administração
2. As Organizações
A Organização como um sistema aberto; Ambiente organizacional
3. Desenvolvimento Histórico da Administração
Antecedentes históricos; Principais contribuições; Linha do tempo da Administração
4. Teoria Científica
Início do Movimento da Administração Científica; Integrantes do Movimento;
Críticas à Administração Científica; Expansão do Movimento
5. Teoria Clássica
A obra de Fayol; Princípios Gerais de Administração; Apreciação Crítica da Teoria
Clássica; Seguidores de Fayol
6. Teoria das Relações Humanas
Origens da Teoria das Relações Humanas; Conclusões e Contribuições de
Hawthorne; Críticas à Teoria das Relações Humanas
7. Teoria da Burocracia
Origens da Teoria Burocrática; A Burocracia; Disfunções do Modelo Burocrático
PARTE III – FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS
8. Planejamento e Controle
Conceitos; Tipos e Componentes; Planejamento Estratégico; Implementação;
Acompanhamento e controle; Cronogramas; Orçamentos
9. Organização
Processo de organização; Funções Empresarias; Estrutura Organizacional
10. Direção e Coordenação (Liderança)
Liderança; Motivação; Tomada de Decisão; Comunicação
PARTE IV – FUNÇÕES EMPRESARIAIS
Definição
A palavra administração vem do latin ad (direção, tendência para) e minister (subordinação ou
obediência) e significa aquele que realiza uma função abaixo do comando de outrem. A mesma é usada
tão freqüentemente no dia-a-dia, que parece não haver dúvidas com relação a seu significado. As
palavras administrador, gerente, governante, dirigente, empresário, presidente e mesmo chefe também
parecem ser usadas, normalmente, como se indicassem as mesmas figuras. O mesmo acontece com as
palavras eficiência e eficácia, que igualmente desempenham papel importante dentro do campo da
administração, e muitas outras.
Conceitos
A administração é o processo de tomar e colocar em prática decisões sobre objetivos e utilização de
recursos, de maneira eficiente e eficaz. Vejamos esses conceitos:
Processo significa atividade ou ação. O processo de administrar é inerente a qualquer situação onde
haja pessoas utilizando recursos para atingir algum tipo de objetivo. Em última instância, a
administração é o processo que procura aumentar e garantir a qualidade das decisões sobre objetivos
e recursos.
Decisões significam escolhas. O processo administrativo abrange quatro tipos principais de decisões
ou escolhas, também chamadas processos:
Planejamento
Organização
Direção ou coordenação e
Controle
Objetivos são resultados esperados, ou fins que as organizações ou sistemas procuram atingir, por
meio do emprego dos recursos. Um sistema ou organização que consegue realizar seus objetivos é
eficaz. Entre duas organizações ou sistemas, ou entre dois momentos do mesmo sistema ou
organização, é mais eficiente o sistema ou organização que realiza o mesmo objetivo com menor
quantidade de recursos.
Recursos classificam-se em seis tipos principais: instalações, espaço, tempo, dinheiro, informações e
pessoas.
Eficiência é a capacidade de utilizar produtivamente os recursos e
Eficácia é a capacidade de realizar objetivos
HABILIDADES DO ADMINISTRADOR
Como as organizações são muito diferenciadas e diversificadas em suas atividades, seus objetivos, seus
colaboradores etc, cabe ao administrador a tarefa de buscar as habilidades necessárias para o
desenvolvimento das atividades que lhe são atribuídas.
“ ... ele (o administrador) não é julgado pelo que sabe a respeito das funções que exerce em sua
especialidade, mas principalmente pela maneira como realiza seu trabalho e pelos resultados
que consegue obter dos recursos disponíveis.” (CHIAVENATO, 2000)
Não existe uma única maneira certa de um administrador agir. Segundo a lei da indeterminação de
Heisenberg, pela qual o processo de observação de um fenômeno altera o mesmo, a presença de um
profissional em uma função afeta e modifica a mesma, ou seja, a presença de outro profissional
produziria outra alteração. Isto se traduz na possibilidade de um administrador bem-sucedido em uma
organização não sê-lo em outra.
Existem três tipos de habilidades necessárias para o administrador trabalhe com sucesso: a habilidade
técnica, a humana e a conceitual
- Habilidade técnica: utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos para o
desempenho das tarefas, por meio da experiência e educação.
- Habilidade humana: capacidade e facilidade para trabalhar com pessoas, comunicar,
compreender suas atitudes e motivações e liderar grupos
- Habilidade conceitual: capacidade de compreender a complexidade da organização como
um todo e a interação de suas partes.
IMPORTÂNCIA DA ADMINISTRAÇÃO
Embora o processo administrativo seja importante em qualquer contexto de utilização de recursos, a
razão principal para estudá-lo é seu reflexo sobre o desempenho das organizações. “O principal motivo
para a existência das organizações é o fato de que certos objetivos só podem ser alcançados por meio da
ação coordenada de grupos de pessoas”. Sempre houve organizações de grande porte, orientadas para a
eficácia na realização de seus objetivos - governos, Igreja, forcas armadas, sociedades de negócios - que
sempre desempenharam papel importante na sociedade.
Na sociedade organizacional, muitos produtos e serviços essenciais para a simples sobrevivência somente
se tornam disponíveis quando há organizações empenhadas em realizá-los. A qualidade de vida depende
delas em grande parte: serviços de saúde, fornecimento de energia, segurança pública, controle de
poluição - tudo depende de alguma empresa ou organização pública.
É dramático o impacto do mau funcionamento de uma organização de grande porte sobre a sociedade.
Considere por exemplo a quebra de um banco, como aconteceu com o Econômico em 1995. Funcionários
perdem o emprego, correntistas perdem o dinheiro, contribuintes são obrigados a arcar com as
conseqüências. Pense numa cidade inundada, e você vai se lembrar da Prefeitura, pense em pessoas
despreparadas, e você vai se lembrar do baixo nível das escolas, pense na necessidade de pagar planos
de saúde ou pensão, ou nas filas nos hospitais públicos, e você vai se lembrar do governo que não
trabalha como deveria. Muitos problemas que você enfrenta têm sua origem na inexistência ou
ineficiência de algum tipo de organização.
Organizações bem administradas são importantes por causa desse impacto sobre a qualidade de vida da
sociedade. Administradores bem preparados, portanto, são recursos sociais importantes. Essa
predominância das organizações e sua importância para a sociedade moderna, bem como a necessidade
de administradores competentes, estão na base do desenvolvimento da teoria geral da administração.
TEORIAS ADMINISTRATIVAS
A TGA reúne conhecimentos a respeito das organizações e do processo de administrá-las, e compreende
dois tipos principais de conhecimentos: descritivos e prescritivos.
Conhecimentos descritivos
Conhecimentos de natureza descritiva são aqueles que se propõem a explicar um evento ou fenômeno. A
teoria descritiva da administração é feita de explicações ou interpretações das organizações e do
processo administrativo. Seu objetivo é entender as organizações e os administradores, para poder
explicá-los.
Conhecimentos prescritivos
Há conhecimentos que se propõem a recomendar o que fazer, indicar soluções ou determinar quais
decisões devem ser tomadas. Neste caso, oferecem alternativas de soluções ou técnicas para resolver
problemas e auxiliar os gerentes a administrar as organizações. Os conhecimentos prescritivos
compreendem duas grandes categorias: doutrinas e técnicas.
TÉCNICAS. Técnicas são soluções para problemas específicos. As técnicas, em geral, agregam-se em
métodos. Assim, o método dos círculos de qualidade compreende técnicas como espinha de peixe e
princípio de Pareto, entre outras.
OBJETIVOS DA TGA
A TGA abrange os conhecimentos descritivos ou prescritivos que se relacionam com as organizações, os
administradores e o processo administrativo. Seu objetivo final é a preparação de administradores para
todos os tipos de organizações. Derivados desse objetivo final, os grandes objetivos específicos que a
teoria geral da administração procura atingir são os seguintes:
A TGA abrange grande variedade de assuntos específicos. Esses assuntos específicos correspondem a
teorias específicas ou campos do conhecimento com vida própria (por exemplo, teoria das organizações,
teoria da decisão, liderança, papel gerencial, administração estratégica, estrutura organizacional), de tal
maneira que o que temos é um sistema de teorias distintas e interdependentes.
Os conhecimentos que compõem a TGA agrupam-se em três categorias principais: enfoques, escolas e
modelos. As fronteiras entre essas três categorias não são rígidas, de modo que há muita sobreposição
entre elas.
ENFOQUE é um aspecto particular das organizações ou do processo administrativo, que é selecionado
para estudo e produção de conhecimentos. Alguns autores preferem usar a palavra abordagem para
indicar a mesma idéia. Enfoque também é palavra que indica preferência por aquele aspecto ou,
ainda, uma perspectiva ou maneira particular de observar e analisar as organizações, os
administradores e o processo administrativo. Por exemplo: o enfoque sistêmico, o enfoque
humanístico ou comportamental
ESCOLA indica um conjunto de autores que usaram o mesmo enfoque, escolheram o mesmo aspecto
específico para analisar, ou adotaram a mesma linha de raciocínio teórico. Escola é palavra que
também pode indicar autores com diversos enfoques, que nunca se encontraram ou viveram em
épocas e locais diferentes, mas que compartilham um interesse ou ponto de vista, ou que é possível
associar em função de algum critério. Por exemplo: a escola das relações humanas; o movimento da
administração científica também pode ser associado a uma escola, a escola da eficiência e da
racionalização do trabalho.
CAP. 2 - AS ORGANIZAÇÕES
2.1 Introdução
A história das organizações está intimamente ligada à história da sociedade humana. As organizações
não são invenções modernas. Os faraós delas se utilizaram para construir as pirâmides. Os imperadores
da China delas se utilizaram, há milhares de anos, para construir grandes sistemas de irrigação. E os
primeiros Papas criaram uma igreja universal a fim de servir a uma religião universal.
Torna-se difícil imaginar a sociedade atual sem a presença de organizações. Nascemos nelas e,
usualmente, morremos nelas. O espaço entre estes dois termos é preenchido por elas. São tão
inevitáveis quanto a morte e os impostos. “Toda organização nasce para atender às necessidades do ser
humano.”
Conceito de organização
Dentre os diversos os conceitos de organização, destacam-se:
é um conjunto de recursos (humanos, materiais, financeiros e tecnológicos) e direção/gerência, que
vende satisfação de necessidade em troca de lucro;
são organizações sociais, porque são compostas de pessoas que trabalham em conjunto, e
utilizam recursos para atingirem objetivos, explorando uma atividade ou negócio;
conjunto de engrenagens voltado para um fim.
A palavra sistema tem muitas conotações: “um conjunto de elementos interdependentes e integrantes;
um grupo de unidades combinadas que formam um todo organizado e cujo resultado (output) é maior do
que o resultado que as unidades poderiam ter se funcionassem independentemente”.
Um sistema pode ser visto com um todo organizado ou complexo: uma combinação de coisas ou partes,
formando um todo complexo ou unitário. O objetivo do cientista da administração é justamente detalhar
o sistema total: seu ambiente, sua finalidade, a estrutura de seus integrantes e os recursos disponíveis
para as ações do sistema.
Estudiosos da época propuseram um esquema comparativo entre os organismos vivos e as organizações,
envolvendo aspectos relacionados à origem, ciclo de vida, conceito e disfunções. Concluíram que ambos
apresentam uma série de aspectos específicos que se assemelham. A característica mais particular da
empresa é sua capacidade de ampliar seu ciclo de vida valendo-se de reorganizações contínuas.
Quanto à sua natureza os sistemas podem ser de dois tipos:
Aberto: Interage mutuamente com o ambiente que o envolve, tendo várias entradas e saídas
para garantir esse intercâmbio. Tende à homeostase, ou seja, manter o equilíbrio interno apesar
das perturbações ambientais.
Fechado: Não é influenciado pelo seu ambiente externo e nem interage com ele. Tende a
entropia, ou seja, perda do potencial para transformar energia em trabalho.
O pressuposto básico desse modelo é o de que a organização é um sistema aberto. Ela apresenta as
seguintes características:
a. Ciclos de eventos: A energia colocada no ambiente retorna à organização para a repetição
de seus ciclos de eventos. O método básico para identificar uma estrutura organizacional é
seguir a cadeia de eventos desde a importação até o retorno da energia;
b. Entropia negativa: Processo pelo qual todas as formas organizadas tendem à
homogeneização e, finalmente, à morte. A organização, através da reposição qualitativa de
energia pode resistir ao processo entrópico;
c. Estado estável e homeostase dinâmica: Para impedir o processo entrópico, a organização
procura manter uma relação constante entre exportação e importação de energia, mantendo
dessa forma o seu caráter organizacional. Entretanto, na tentativa de se adaptar, a
organização procura absorver novas funções, ou mesmo subsistemas. Tal processo de
expansão faz com que ela assuma seqüencialmente estados estáveis de níveis diferentes;
d. Diferenciação: Em função da entropia negativa a organização tende à multiplicação e a
elaboração de funções, determinando a multiplicação de papéis e diferenciação interna;
e. Eqüifinalidade: Não existe uma única maneira certa de a organização atingir um estado
estável. Tal estado pode ser atingido a partir de condições iniciais e através de meios
diferentes.
Sistemas Sociotécnicos
Segundo o enfoque sistêmico, as organizações são conjuntos complexos de elementos interdependentes
que se influenciam mutuamente para produzir diferentes resultados. O enfoque sistêmico permite
enxergar simultaneamente todos os aspectos que foram analisados de forma isolada.
Com o uso do enfoque sistêmico, qualquer organização pode ser vista como um sistema formado por dois
outros sub-sistemas interdependentes: o sistema técnico e o sistema social. Do sistema técnico,
fazem parte os objetivos, os recursos, o processo, a tecnologia e os regulamentos. Do sistema social,
fazem parte as manifestações do comportamento das pessoas e dos grupos, em particular os
sentimentos. Todos os movimentos e ações num sistema afetam o outro e resultam da interação de
todos os seus componentes.
Segundo Ackoff, “os sistemas devem ser estudados como entidades e não como ajuntamentos de
partes”. Mais tarde, outros autores propuseram a idéia de que os limites de qualquer sistema sempre
dependem do observador. Portanto, é preciso fazer “cortes na realidade”, para dividi-la em sistemas
menores que possam ser estudados isoladamente.
Estrutura ambiental
Há opiniões diversas com relação à divisão da estrutura ambiental.
Para Maximiano (1997), a estrutura ambiental é composta por ambiente imediato, em que estão os
segmentos que interessam diretamente à organização ou que influenciam diretamente sua eficácia. O
ambiente imediato está dentro do macroambiente, ao qual pertencem os segmentos que influenciam
todas as organizações semelhantes e a comunidade das organizações em geral.
Certo e Peter (1993), dividem a estrutura ambiental em três níveis distintos: o ambiente geral (ou
macroambiente), o ambiente operacional (ou de tarefas) e o ambiente interno.
Na Figura 1 evidencia-se como o ambiente de uma organização é normalmente composto.
O ambiente geral
Este é um nível de ambiente externo, cujos componentes são amplos, de pouca aplicação administrativa.
Nele estão incluídas as seguintes variáveis ambientais:
componente político: envolve as questões relacionadas aos compromissos governamentais,
tais como regime e atitude do governo diante do ambiente das indústrias, com relação à
aprovação de projetos, aprovação de leis, definições de partidos políticos;
Componente ambiental: envolve as questões relacionadas à questões ecológicas como a
preocupação com o meio-ambiente, escassez de matéria-prima, custo de energia, pressões
antipoluição entre outras que, invariavelmente, estão relacionadas ao componente legal.
componente social: inclui as características culturais, educacionais, sociais, a distribuição
geográfica e a população do local em que a organização está inserida;
componente tecnológico: engloba as inovações, os novos procedimentos utilizados na
produção de bens e serviços, os novos equipamentos informatizados empregados para melhorar
a produtividade e integrantes das empresas que buscam melhorar sua produção e administração;
componente econômico: envolve a distribuição dos recursos no ambiente, como: o PIB, a taxa
de inflação, a produtividade, as taxas de emprego, o balanço de pagamentos, as taxas de juros,
tributos e receita de consumidores, débitos e despesas;
componente legal: refere-se à legislação aprovada, diretamente voltada para as organizações
como, por exemplo, as leis ambientais, de saúde ocupacional, de proteção ao consumidor, entre
outras;
Outros autores incluem no ambiente geral os fatores internacionais e demográficos.
Ambiente Geral
Ambiente de Tarefa
Condições Condições
Econômicas Ambientais
Concorrentes
Condições
Políticas Ambiente Condições Legais
Fornecedores Interno Clientes
Condições Sociais
Condições
Entidades Reguladoras (culturais)
Tecnológicas
Ambiente Operacional
O ambiente operacional ou ambiente de tarefas é composto por fatores que interagem diretamente com a
organização quando em funcionamento.
É o nível do ambiente externo mais próximo da organização. Suas implicações específicas estão ligadas
de forma imediata à administração da organização. Seus principais componentes são os clientes,
fornecedores, concorrentes, agentes reguladores e grupos de interesse especial.
Neste ambiente estão incluídos os seguintes componentes:
fornecedores: envolve as relações de produtividade e a aquisição de recursos pela organização.
Para a eficácia da organização são elementos importantes as vendas, a qualidade dos produtos, o
cumprimento de prazos, credibilidade e crédito ofertado, os quais estão diretamente ligados aos
fornecedores e seu conhecimento;
clientes: reflete as principais características dos que utilizam bens e serviços ofertados pela
organização. Suas ações são medidas, pesquisadas e controladas sempre, para os mais diversos
fins. Os resultados das informações obtidas são usados como método de avaliação para a
empresa, quanto a seus bens e serviços, na busca de melhorar sua performance e seu
atendimento;
concorrentes: também é alvo de grande preocupação, uma vez que entender competidores é
fator essencial para o desenvolvimento estratégico de uma empresa, que busca avaliar os pontos
fortes e fracos dos mesmos e a capacidade própria. Entender os concorrentes é essencial para a
elaboração de estratégias eficazes;
entidades reguladoras: são as organizações que, de alguma forma, controlam ou restringem
as operações da empresa. Incluem os órgãos do Governo, Agencias Reguladoras (ANVISA,
ANATEL, ANEEL, ANTT, ANAC, ANP, ANS etc) Sindicatos de classe, Associações de classe etc;
Alguns autores acrescentam a este ambiente os componentes mão-de-obra, questões internacionais e os
stakeholders, descritos a seguir:
mão-de-obra: refere-se à possibilidade que a organização tem de realizar suas tarefas. Envolve
ações de nível de conhecimento, salários, idade média dos trabalhadores, entre outros aspectos;
questões internacionais: envolve todas as implicações internacionais das organizações, em
especial no que diz respeito às leis, políticas, cultura e ambiente internacional, principalmente dos
países com os quais a empresa busca se relacionar;
stakeholders: também conhecidos por grupos de interesse especial, representados pelos grupos
ou pessoas que tem o poder de influenciar os rumos da organização. São os acionistas, sócios,
funcionários, organizações, entidades entre outros.
Ambiente interno
Enquadram-se no ambiente interno “os fatores que sofrem um controle mais direto da organização, tais
como a estrutura organizacional, os recursos humanos, diretrizes, tecnologia, cultura etc.” Representa
todas as questões imediatas e específicas na administração de uma organização.
Compreende os aspectos organizacionais, de pessoal, de marketing, de produção e financeiros. Embora
possa haver subdivisões, de modo geral se enquadram nesses aspectos mais amplos. Devem ser
analisados atentamente, para não colocar em risco a sobrevivência da empresa, independente do porte
ou do setor de atuação da mesma.
O conselho de Jetro foi dado a Moisés cerca de 3.500 anos atrás. Apesar de tão antigo, continua atual.
Ele recomenda que o dirigente concentre-se nas questões mais importantes e delegue os assuntos
rotineiros para seus auxiliares. Além disso, a idéia dos chefes de 1.000, 100, 50 e 10 é usada até hoje
nas organizações que empregam grande quantidade de pessoas, como as corporações militares e as
grandes campanhas de vacinação.
As antigas civilizações contribuíram de forma determinante para que o modelo atual de administração
fosse concebido. E muitas destas não só contribuíram, mais pode-se dizer que serviram de base para o
que temos hoje de organizações administrativas. E não só civilizações, mas também como os
economistas liberais, os grandes filósofos da época e famosas revoluções deram origem para o que
temos hoje. Isso se concretizou de forma mais rápida e intensa com o que podemos chamar de início da
Revolução Urbana por volta de 4000 a.C quando ouve o surgimento das cidades e dos estados
demandando novas práticas administrativas para se adaptarem às novas mudanças.
Este capítulo visa mostrar a histórica e incipiente preocupação com a Administração desde a antiguidade
até o século passado. Pretende-se também reconhecer a influência dos pioneiros industriais e dos
empreendedores cujo esforço individual criou as grandes empresas de hoje.
1. EGITO
Com base na história do Império Egípcio podemos citar vários exemplos de suas aptidões técnicas e de
organização administrativa, onde destacam-se:
Os Escribas: para manter controle de tudo, os egípcios precisaram criar sua própria burocracia
administrativa. Assim surgiram os escribas que mantinham registros detalhados de todas as
operações ocorridas no reino do Faraó.
Exército Regular: talvez uma das principais evidências de que os egípcios eram bons
planejadores podem ser encontradas em sua organização militar. Para controlar a proteção do
reino, foi criado um exército regular, formado por soldados assalariados e construíram uma rede
de fortes. Todos os fortes continham grandes celeiros, suficientes para suprir várias centenas de
homens durante um ano. E provavelmente eram reabastecidos por um centro de suprimentos de
retaguarda. Demonstrando assim grande capacidade de organização e planejamento.
2. BABILÔNIA E ASSÍRIA
A Babilônia foi uma civilização que nos deu o Código de Hamurábi, que é um dos textos legislativos mais
antigos de todo o mundo, que por sua vez orientou o povo no princípio do trabalho, do salário mínimo,
contrato de trabalho e recibo de pagamentos que permitiam controlar as transações comercias, contendo
282 regras, que incluem princípios como “olho por olho” e “o consumidor que se cuide”, as regras desse
código demonstram preocupação com a administração.
As placas de argila dos babilônicos guardavam registros de transações comercias e assim a constante
preocupação com o controle. Uma das placas mostra o princípio que a responsabilidade não se delega. Se
o trabalho não fosse executado corretamente, o capataz seria responsabilizado.
Com o controle do Império Assírio sobre a Mesopotâmia, começou um período de avanços no campo da
organização militar o exército Assírio, desenvolveu características que serviram de modelo para exércitos
posteriores, destacando-se a logística: Depósitos de suprimentos, colunas de transporte, companhias
para construção de pontes.
Os babilônios usavam as cores para controlar a produção e o estoque nas fábricas de tecidos e celeiros. O
fio de uma semana de produção têxtil era marcado com a cor azul, e na semana seguinte a cor era
vermelha. Isso permitia que a Administração controlasse o tempo de permanência dos fios em estoque. O
Cereal armazenado no mercado com as cores correspondentes ao ano da colheita, para que ficasse
evidente o tempo de cada lote no estoque. Os salários eram pagos às mulheres encarregadas da fiação e
tecelagem de acordo com a produção.
O conceito de remuneração, contratos de trabalho e formas de pagamento vêm desta época, pois eles já
usavam um salário mínimo para remunerar seus trabalhadores, controlados por recibos de pagamentos e
contratos de trabalhos.
Um bom exemplo de administração foi a construção dos Jardins Suspensos da Babilônia, tanto que foi
considerada uma das sete maravilhas do mundo, pois precisou de um bom planejamento e uma boa
organização para que esta grande obra fosse executada.
3. CHINA
1100 a.C – A constituição Chou, é outro exemplo de como os chineses praticavam a administração. É
conhecida como o manual para o primeiro ministro, contendo 8 regulamentos:
No século IV a.C, Sun Tzu escreveu a respeito da estratégia militar. A arte da Guerra se baseia em evitar
batalha, intimidar psicologicamente o inimigo e usar o tempo ao invés de força, para desgastá-lo. Os
princípios utilizados por Sun Tzu são:
Comando: atributos do General quanto à sabedoria, sinceridade, humanidade, coragem e exigência.
Doutrina: organização, controle, atribuição correta dos postos de comando, ordenação das vias de
abastecimento e fornecimento do necessário a suas tropas.
Planejamento: Deverá atuar com rapidez e de acordo com o que lhe é vantajoso para poder
controlar os resultados. Alguns deles são reconhecidos como de grande utilidade na administração de
todos os tipos de organização.
Personalidades Importantes
Confúcio: A capacidade e a excelência moral habilitam as pessoas e serem líderes, e não o berço.
Mêncio: “Segundo sábio chinês”. Discípulo de Confúcio, Mêncio pregava a meritocracia e era
defensor da democracia.
Shi Huang-Ti: “Primeiro imperador soberano” tendo se destacado nos seus dois projetos:
Construção de uma rede de estradas e a conclusão da construção das Muralhas que protegiam as
fronteiras do norte. Revolucionou a organização social abolindo o feudalismo e instituindo uma
burocracia estatal que se baseava nos princípios de Confúcio ( 551-479 a.C)
4. GRÉCIA
Os gregos contribuíram para a implantação do sistema político-democrático, que apesar de excludente
proporcionava aos homens o direito de exercer sua cidadania e participar ativamente da democracia.
5. ROMA
A estrutura administrativa de Roma muito contribuiu para a administração atual mundial. Ainda hoje, se
pode notar reflexos desta influência. Roma apresenta o 1º caso de organização e administração de um
Império Multinacional. Os Romanos conheceram três sistemas diferentes de governo: Monarquia,
República e Império.
A habilidade administrativa dos romanos deixou contribuições importantes que podem ser observadas até
os dias de hoje:
5. Instituições Políticas: Essas instituições existiram durante todo o império romano e alteraram
sua importância conforme o sistema de governo era alterado. As principais foram: (1) Senado:
foi criado na realeza e funcionava como assessores do rei que, por sinal, não era obrigado a
seguir seus conselhos. Na república, virou o centro da vida administrativa e política; (2)
3.2 INFLUÊNCIAS
1. DO EXÉRCITO
O Exército aparece nos tempos modernos como o primeiro sistema administrativo organizado,
substituindo as displicentes ordens de cavaleiros medievais. O exército moderno se caracteriza, não só
por uma hierarquia de poder, como também pela adoção de princípios e práticas administrativas comuns
a todas as empresas modernas, técnicas administrativas que foram herdadas dos tempos medievais e
aperfeiçoadas no dia a dia, mas sempre mantendo o mesmo padrão de hierarquia dominante de poder.
A maior influência da organização militar no desenvolvimento das teorias da administração foram: (1) a
Organização linear: tem suas origens na organização militar da Antigüidade e da época medieval; (2)
Princípio da unidade de comando: na qual cada subordinado só pode ter um superior.
Fundamentalmente para função de direção; (3) a Escala hierárquica: escala de níveis de comando de
acordo com o grau de autoridade e responsabilidade e (4) o Princípio de direção: todo soldado deve
saber perfeitamente o que se espera dele e o que ele deve fazer.
Outra forte influência do exército foi Carl Von Clausewtiz, general prussiano, que no início do século XIX
escreveu Tratado sobre a Guerra e os princípios da Guerra, sobre como administrar os exércitos em
período de guerra. Este Tratado inspirou muitos teóricos da administração, que se basearam na
organização e estratégias militares para adaptá-las à organização e estratégias empresariais.
Para Clausewtiz a disciplina é um requisito básico para uma boa organização. Toda organização requer
um planejamento, onde as decisões devem ser científicas e não indutivas. O administrador deve aceitar a
incerteza e planejar a maneira de poder minimizar essa incerteza.
2. DA IGREJA
A Igreja Católica herdou muitas das tradições administrativas dos romanos, a começar pela
administração do território. Com suas dioceses, províncias e vigários, a Igreja copiou não apenas o tipo
de organização geográfica, mas também a linguagem que os romanos usavam para designar os
administradores locais. À estrutura geográfica, a Igreja acrescentou uma poderosa administração central
com diversas assessorias criadas ao longo dos séculos, responsáveis pela propagação da fé, preservação
da doutrina e formação de sacerdotes. Essa estrutura preservou e fortaleceu as tradições administrativas
desenvolvidas pelos romanos, como a hierarquia, disciplina, descentralização de atividades e
centralização de comando. Simples e eficiente, essa estrutura possibilitou à Igreja espalhar-se pelo
mundo todo, virtualmente sem concorrência, que só viria a aparecer com a Reforma. A Igreja tornou-se a
maior instituição feudal do ocidente europeu. Sua inigualável riqueza, a sólida relação hierárquica e a
herança cultural greco-romana permitiam-lhe exercer a hegemonia ideológica e cultural da época,
produzindo o teocentrismo cristão medieval.
A estrutura da organização eclesiástica serviu de modelo para muitas organizações que procuravam se
espelhar em experiências bem sucedidas que passaram a incorporar os princípios e normas
administrativas utilizadas pela Igreja.
3. DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A Revolução Industrial Inglesa foi originária de condições históricas peculiares, em especial da expansão
do mercado externo para sua produção manufatureira no séc. XVIII, que ocorreu sob a égide de uma
busca da eficiência na produção. O desenvolvimento mercantil forçou a transformação das atividades
produtivas, constituindo o putting-out system. Nesse sistema os capitalistas possuíam controle sobre
todo produto e isso fez com que surgisse outro sistema chamado fabril, onde trabalhadores reuniam-se
sob mesmo teto para trabalhar e utilizar máquinas para aumentar a produtividade.
A primeira fase da Revolução Industrial deu início a uma nova realidade socioeconômica, concentrando a
população em centros urbanos, mudando a natureza do trabalho e criando novas classes sociais: o
proletariado, industriais capitalistas e classes médias urbanas. Surgindo assim:
trabalhadores assalariados, possuem apenas sua força de trabalho e a vendem aos empresários
para produzir mercadorias em troca de salários.
- Progresso tecnológico – A invenção de máquinas e mecanismos como a lançadeira móvel, a
produção de ferro com carvão de coque, a máquina a vapor, a fiandeira mecânica e o tear
mecânico causam uma revolução produtiva. Com a aplicação da força motriz às máquinas fabris,
a mecanização se difunde na indústria têxtil e na mineração. As fábricas passam a produzir em
série e surge a indústria pesada (aço e máquinas). A invenção dos navios e locomotivas a vapor
acelera a circulação das mercadorias.
- Exploração do trabalho – No início da revolução os empresários impõem duras condições de
trabalho aos operários sem aumentar os salários para aumentar a produção e garantir uma
margem de lucro crescente. Em algumas fábricas a jornada ultrapassa 15 horas, os descansos e
férias não são cumpridos e mulheres e crianças não têm tratamento diferenciado.
- Movimentos operários – Surgem dos conflitos entre operários que se revoltam com as
péssimas condições de trabalho e com os empresários. As primeiras manifestações são de
depredação de máquinas e instalações fabris.
- Sindicalismo – Resultado de um longo processo em que os trabalhadores conquistam
gradativamente o direito de associação. Em 1824 são criados os primeiros centros de ajuda
mútua e de formação profissional. Em 1833 os trabalhadores ingleses organizam os sindicatos
(trade unions) como associações locais ou por ofício para obter melhores condições de trabalho e
de vida. Os sindicatos conquistam o direito de funcionamento em 1864 na França, em 1866 nos
Estados Unidos e em 1869 na Alemanha.
A preocupação com a eficiência dessas organizações fez com que houvesse maior interesse dos
industriais em técnicas de gestão. As organizações empresariais passam a ser objeto de estudo, tornando
uma atividade empírica que se desenvolve a partir da realidade que a cerca.
Com o tempo as transformações sociais foram sendo percebidas por empresários e profissionais, que
passaram a utilizar novas técnicas de gerenciamento ou a idealizar conceitos de Administração. No
campo da Administração Pública, o Brasil assistiu a diversos movimentos de mudança durante a sua
história.
A administração recebeu influência da filosofia desde os tempos da Antigüidade. O filosofo grego Sócrates
(470 a.C. – 399 a.C.), em sua discussão com Nicomaquides, expõe seu ponto de vista sobre a
Administração com uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. Os
principais nomes são:
Platão (429 a.C. – 347 a.C.), filosofo grego, discípulo de Sócrates, analisou os problemas políticos e
sociais decorrentes do desenvolvimento social e cultural do povo grego. Em sua obra, A República, expõe
a forma democrática de governo e de administração dos negócios públicos.
Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.), discípulo de Platão, deu impulso inicial à Filosofia, Cosmologia,
Metafísica, Lógica e Ciências Naturais, abrindo as perspectivas do conhecimento humano. No livro
Político, sobre a organização do Estado, distingue as três formas de administração pública:
1- Monarquia ou governo de um só (que pode redundar em tirania).
2- Aristocracia ou governo de uma elite (que pode descambar em oligarquia).
3- Democracia ou governo do povo (que pode degenerar em anarquia).
Francis Bacon (1561 – 1626), filósofo e estadista inglês e fundador da Lógica Moderna baseada no
método experimental e indutivo, mostra a preocupação prática de se separar experimentalmente o que é
essencial do que é acidental ou acessório. Bacon antecipou-se ao princípio conhecido em Administração
como princípio da prevalência do principal sobre o acessório.
René Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e físico francês, considerado o fundador da Filosofia
Moderna, criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à Matemática e à Geometria da época. Na
Filosofia, celebrizou-se pelo livro O Discurso do Método, no qual descreve seu método filosófico
denominado método cartesiano, cujos princípios são: (1) Principio da Dúvida Sistemática ou da
Evidência: Consiste em não aceitar como verdadeira coisa alguma enquanto não se souber com
evidência – clara e distintamente – aquilo que é realmente verdadeiro; (2) Princípio da Análise ou da
Decomposição: Consiste em dividir e decompor cada dificuldade ou problema em tantas partes quantas
sejam possíveis e necessárias à sua adequação e a solução e resolvê-las separadamente; (3) Princípio
da Síntese ou da Composição: Consiste em conduzir ordenadamente nossos pensamentos e nosso
raciocínio, começando pelos objetivos e assuntos mais fáceis e simples de se conhecer, para passarmos
gradualmente aos mais difíceis e (4) Princípio da Enumeração ou da Verificação: Consiste em fazer
recontagens, verificações e revisões tão gerais que se fique seguro de nada haver omitido. Vários
princípios da Administração, como os da divisão do trabalho, da ordem e do controle, estão contidos nos
princípios cartesianos.
Maquiavel: Sua obra mais conhecida é “O Príncipe”, na qual faz recomendações sobre como um
governante deve se comportar. Em 1967, Anthony Jay publicou um livro (Maquiavel e a gerência de
empresas), que alcançou certa repercussão, no qual aplica os princípios de Maquiavel ao entendimento
da política nas grandes organizações. O nome de Maquiavel ficou para a posteridade como sinônimo de
esperteza mal-intencionada, que é o sentido do adjetivo maquiavélico. “Se tiver que fazer o mal, o
príncipe deve fazê-lo de uma só vez. O bem, deve fazê-lo aos poucos. O príncipe terá uma só palavra. No
entanto, deverá mudá-la sempre que for necessário. O príncipe deve preferir ser temido do que amado.”
Maquiavel acreditava na importância do trabalho de equipe como o aspecto mais relevante no trabalho
dirigente. Para ele, o príncipe deveria procurar os colaboradores individualmente mais capazes e que
também soubessem trabalhar em conjunto. Insistiu em que os dirigentes deveriam procurar sempre
ganhar o apoio das massas para manter seu poder e a estabilidade do Estado
5. DOS ECONOMISTAS
Ao término do século XVIII, os economistas liberais conseguem grande aceitação de suas teorias. Para
eles a vida econômica deve afastar-se da influência estatal, uma vez que o trabalho segue princípios
econômicos e a mão-de-obra está sujeita às mesmas leis da economia que regem o mercado de
matérias-primas ou o comércio internacional. Os operários, contudo, estão à mercê dos patrões, porque
estes são os donos dos meios de produção. A livre concorrência é o postulado principal do liberalismo
econômico.
A Economia é a Ciência que mais influenciou a Administração devido ter como princípios básicos a
natureza, o capital e o trabalho, três dos preceitos fundamentais nos quais a Administração está
embasada. Assim verifica-se que Economia e Administração estão relacionadas por apreciarem a melhor
utilização dos recursos e esforços humanos no trabalho. Os principais colaboradores são:
Adam Smith, pai da economia clássica que em 1776, numa manufatura de agulhas, desenvolveu o
princípio da especialização dos operários, numa tentativa de mostrar a importância da racionalização,
bem como deu os primeiros passos em direção aos conceitos de controle e remuneração. “administrar é
cultivar a economia e a atenção”.
John Stuart Mill e Alfred Marshall contribuíram acrescentando duas qualidades: a felicidade e o zelo,
assim como se preocupou com a qualidade da gerência, o controle das atividades industriais e o plano de
pagamento salarial por peça, que muito mais tarde foi tema principal nas abordagens de Taylor. Já o
segundo sugeriu a autoconfiança e prontidão.
Dentro de uma perspectiva mais organizacional destacam-se: Turgot (1770) concebia a direção e o
controle como funções da administração; Say (1817) o planejamento, Bowker (1886) com a
organização e direção; Samuel P. Newman, que em 1835, classificou as funções da administração
como sendo planejamento dos diferentes processos de produção. É importante frisar que estes
economistas, em sua maioria consideravam o planejamento como sendo a função mais importante na
administração. David Ricardo aborda o trabalho, o capital, salário, renda, produção, preços e mercados.
PERÍODO E
EVENTO CAMPO TEÓRICO
LOCAL
O Arsenal de Veneza usa contabilidade de custos, numeração de peças
Século XVI, inventariadas, peças padronizadas e intercambiáveis e técnicas de
Organização racional do
Veneza administração de suprimentos. O Arsenal também utiliza uma linha de
trabalho, estrutura
montagem para equipar os navios. Em 1574, durante uma visita de
organizacional.
Henrique III da França, um navio foi montado, equipado e posto ao mar
no intervalo de uma hora.
Século XVI, Maquiavel publica O Príncipe, um tratado sobre a arte de governar, Papel dos gerentes,
Florença, em que são enunciadas as qualidades do dirigente. processo administrativo.
A Riqueza das Nações, de Adam Smith, descreve e advoga o Organização racional do
1776, Inglaterra
princípio da divisão do trabalho e a especialização dos trabalhadores. trabalho.
Século XVIII, Thomas Jefferson descreve para o Congresso a fabricação de peças Organização racional do
Estados Unidos intercambiáveis para a produção de mosquetes na França. trabalho.
Final do Século
Desenvolve-se a produção baseada em peças padronizadas e Organização racional do
XVIII, Europa e
intercambiáveis. trabalho.
EUA
A Fundição Soho, na Inglaterra, criada por James Watt para fabricar a
1800, Inglaterra locomotiva a vapor, é uma galeria de inovações administrativas:
procedimentos padronizados de trabalho, especificações de peças e Organização racional do
ferramentas, previsão de vendas e planejamento da produção, salários trabalho, motivação,
de incentivo, tempos padronizados, festas e bonificações de Natal para relações humanas.
os empregados, sociedade de socorros mútuos para os empregados,
contabilidade e auditoria.
Início do século Administração
São criados os primeiros sistemas de participação nos resultados
XIX, França participativa
Administração
Inicio do século
Surgem os primeiros sindicatos de trabalhadores. participativa, relações
XIX, Inglaterra
humanas.
Charles Babbage, na Inglaterra, publica On the Economy of Machinery Organização racional do
1832, Inglaterra
and Manufactures, obra que adianta alguns princípios da abordagem trabalho, administração
científica no estudo e prática da administração. científica.
Final do Século Psicologia aplicada à
Surgimento da psicologia experimental.
XIX, Alemanha administração.
Organização racional do
Final do século
trabalho, aplicação de
XIX aos anos 10,
Movimento da Administração Científica. métodos científicos para
Estados Unidos
estudar e aprimorar o
trabalho e o trabalhador.
Inicio do século Hugo Munsterberg, cientista alemão radicado nos Estados Unidos, Seleção de pessoal por
XX, Estados seguidor de Taylor, estabelece a psicologia aplicada à meio de testes, psicologia
Unidos administração. aplicada à administração.
Em 1910, Henry Ford estabelece a primeira planta dedicada
exclusivamente à montagem final, em Kansas City. Em 1912, o conceito
Anos 10, Estados de linha de montagem, sem mecanização, é aplicado à fabricação de Organização racional do
Unidos motores, radiadores e componentes elétricos. No começo de 1914, a trabalho, eficiência e
Ford adota a linha de montagem móvel e mecanizada para a montagem produtividade.
do chassis. Ford também adota o dia de trabalho de 8 horas e duplica o
valor do salário, para 5 dólares por dia.
Processo administrativo,
1916, França Henri Fayol publica Administração Industrial e Geral
papel dos gerentes.
Organização racional do
William H. Leffingwell propõe a aplicação da administração científica aos
Estados Unidos trabalho,
escritórios.
Administração científica.
Controle da qualidade,
1924, Estados
Shewhart cria o controle estatístico da qualidade. administração da
Unidos
qualidade total.
Final dos anos Comportamento humano
20, Estados Experimento de Hawthorne. Surge a Escola das Relações nas organizações,
Unidos Humanas no trabalho. psicologia aplicada à
administração.
Final dos anos 30
e Segunda Expansão do movimento do controle estatístico da qualidade na Controle da qualidade,
Guerra Mundial indústria da guerra. qualidade total.
Estados Unidos
Anos 50, Estados
Feigenbaum propõe a idéia do departamento de controle da qualidade Total quality control.
Unidos
Anos 50, Japão Especialistas americanos, como Deming, visitam o país para ministrar Qualidade total, modelo
cursos de controle da qualidade. japonês.
A Toyota aprimora o sistema Ford de produção de automóveis, Organização racional do
Anos 50, Japão ajustando-o às suas necessidades por meio de técnicas como just-in- trabalho, administração
time, kanban e prensagem flexível de chapas de metal. Em 1957, o científica, modelo japonês
primeiro automóvel Toyota chega à América. Kaoru Ishikawa propõe o de produção e
company-wide quality control. administração.
Anos 50-60, Guerra Fria entre União Soviética e Estados Unidos. Desenvolvem-se os Administração de projetos,
Estados Unidos grandes programas de exploração espacial e defesa nacional. estrutura matricial.
Administração da
1961, Estados qualidade total, qualidade
Feigenbaum apresenta a idéia de Controle de Qualidade Total.
Unidos garantida, sistema da
qualidade.
Anos 60-70, Começa a aplicação intensiva de computadores para o tratamento de
Automação e reengenharia
escala global problemas administrativos, como administração de pessoal,
de processos, downsizing.
contabilidade e controle de suprimentos.
Anos 70-80, Qualidade total, trabalho
Japão, EUA e Dissemina-se o modelo japonês de administração. de grupo, eficiência total,
Europa produção enxuta.
Tem início a aplicação em larga escala de microcomputadores ao Automação e reengenharia
Anos 80, escala
trabalho de fábrica e escritório, às escolas e aplicações domésticas. Esta de processos, empresa do
global
expansão altera a divisão de responsabilidades nas empresas. futuro.
General Motors e Toyota associam-se na NUMMI (New United Motor
Anos 80, Estados Modelo japonês no
Manufacturing Inc.), que passa a funcionar na antiga fábrica da GM em
Unidos ocidente, administração
Fremont, Califórnia, tornando-se em pouco tempo uma unidade
participativa.
exemplar.
Anos 80-90 até Acelera-se a utilização de tecnologias de tratamento de informações e
passagem para o comunicação, possibilitando a pulverização de operações das empresas. Trabalhador virtual,
século XXI. Computadores, telefones, fax e televisão tornam possível trabalhar, empresa virtual.
comprar e usar o banco sem sair de casa.
Anos 80-90 ate
Abertura das economias nacionais, enxugamento do Estado, programas Globalização da
passagem para o
de estabilização econômica, mercados globais. economia.
século XXI
Abordagem Clássica
A Abordagem clássica da administração compreende o estudo de quatro teorias, a saber:
1. Teoria Científica ou Administração Científica
2. Teoria Clássica ou Anatômica
3. Teorias das Relações Humanas e
4. Teoria da Burocracia ou Teoria Burocrática
Essas teorias, segundo Chiavenato (2007) estudaram as variáveis: tarefas, estrutura, pessoas e normas,
respectivamente.
A seguir serão apresentadas as teorias que compõem a abordagem clássica, suas características e seus
principais colaboradores.
CAP. 4 - ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
Frederick Taylor foi o criador e participante mais destacado do movimento da Administração Científica.
Nasceu em 1.856, na Pensilvânia. Tornou-se trabalhador manual, apesar de ter sido aprovado para a
Escola de Direito de Harvard. Segundo seus biógrafos, Taylor tomou essa decisão, pois os estudos
prejudicaram sua visão. Trabalhou para uma empresa fabricante de bombas hidráulicas onde começou a
observar o que achava má administração.
Em 1.878, retomou os estudos, desta vez em engenharia; obteve o título de mestre em 1.883. Começou
a desenvolver, também, os primeiros de uma série de muitos aprimoramentos técnicos. Em 1.893, Taylor
foi contratado para trabalhar exclusivamente na Bethlehem Steel (uma das grandes siderúrgicas, com
400 empregados em 1900), na qual desenvolveu suas idéias a respeito da administração científica. Nessa
empresa, inventou, com J. Maunsel White, o que se tornou conhecido como o processo Taylor-White para
o tratamento térmico do aço empregado na produção de ferramentas; o que trouxe aprimoramentos de
200 a 300% na capacidade de corte.
Em 1.901, retornou para a Filadélfia, dedicando-se à divulgação de suas idéias. Em 1.910, foi criada a
Sociedade para a Promoção da Administração Científica, que se tornou, em 1.915, ano de sua morte,
Sociedade Taylor.
Taylor procurou resolver esses e outros problemas que eram e continuam sendo comuns nas empresas.
Basicamente, essa administração surgiu com o propósito de buscar "eficiência nas Organizações", dando
ênfase às tarefas. Sua principal preocupação era a tentativa de eliminar o fantasma do desperdício e das
perdas sofridas pelas indústrias americanas e elevar o nível de produtividade através do método de
Engenharia Industrial.
Na visão de Taylor a administração científica é um sistema que economiza trabalho produzindo mais em
menos tempo.
Esse sistema foi a base para o começo da administração de tarefas, foi com ele que começaram a
selecionar trabalhadores, dando pagamentos de incentivo. Com uma seleção criteriosa, estes
trabalhadores eram postos nos setores adequados aos seus perfis; com isso permitia que a administração
controlasse a produção, dispondo do trabalho padronizado, que era essencial para a eficiência.
Esta fase compreende o estudo Shop Management (administração de operadores fabris). O homem
precisa de motivações para fazer um bom trabalho, tanto o homem de 1ª classe, como o homem de
classe média, torna-se ineficiente, se lhe faltar incentivo. O Shop Management defendia os seguintes
princípios:
Uma boa administração deve pagar salários altos, e ter baixos custos de produção;
A administração deveria aplicar métodos de pesquisas, para determinar a melhor maneira de
executar tarefas (The best way);
Os empregados deveriam ser selecionados e treinados, de uma maneira qualificada, e para as
tarefas que fossem compatíveis;
Deveria haver uma relação mais informal entre trabalhador e patrão para garantir um ambiente
cordial e favorável à aplicação desses princípios.
Taylor também tratou de outros aspectos, como padronização de ferramentas e equipamentos, seqüência
e programação de operações e estudo dos movimentos. Isso tudo para economizar tempo, obtendo o
aumento da produção e dos lucros na empresa.
Nesta fase Taylor sintetiza os objetivos da administração científica: desenvolver uma ciência para
substituir o velho método empírico; selecionar o trabalhador, treiná-lo, instruí-lo, já que no passado eles
escolhiam o próprio trabalho; cooperar com os trabalhadores, para que o trabalho seja feito de acordo
com a ciência desenvolvida.
No passado, quase toda a responsabilidade pelo trabalho era atribuída à mão-de-obra. Nesta nova fase a
administração tem que estar mais bem preparada que o trabalhador, para não haver erro novamente.
Taylor também acreditava no incentivo do trabalhador individual que significa ganho material, e estímulo
pessoal. Nesta última fase a principal mudança foi a criação de um departamento de planejamento.
Taylor achava que eram três fatores que acarretavam problemas às industrias:
- a vadiagem sistemática dos operários, que reduziam a produção a um terço do normal, evitando
assim a redução dos salários;
Para resolver esses problemas, Taylor idealizou seu método de Gerência Científica, que consistia em 75%
de análise e 25% de bom senso. Para atingir este objetivo, foram adotados alguns princípios, a saber:
Planejamento das tarefas;
Estudos de tempos e movimentos e padrões de produção;
Padronização de movimentos;
Cartões ou fichas de instruções de serviço (sistema de delineamento da rotina de trabalho);
Supervisão funcional;
Sistemas para classificação dos produtos e do material utilizado na manufatura (Padronização de
ferramentas e instrumentos);
Cálculo de custos;
A idéia de tarefa, associada a prêmios de produção pela sua execução eficiente (Sistema de
pagamento de acordo com o desempenho);
Princípio da exceção.
Para Taylor, a gerência adquiriu novas atribuições e responsabilidades descritas em quatro princípios:
1. Princípio do Planejamento: aplicação de métodos científicos em substituição à improvisação e
empirismo;
2. Princípio do preparo: seleção científica dos trabalhadores de acordo com suas aptidões e
preparação e treinamento para produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado.
Além do preparo da mão-de-obra, preparar também as máquinas e equipamentos de produção,
bem como o arranjo físico e a disposição racional das ferramentas e materiais;
3. Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que o mesmo está sendo
executado de acordo com as normas estabelecidas e segundo o plano previsto. A gerência deve
cooperar com os trabalhadores, para que a execução seja a melhor possível e
4. Princípio da Execução: distribuir distintamente as atribuições e as responsabilidades, para que
a execução do trabalho seja bem mais disciplinada.
As idéias da administração científica fizeram com que várias pessoas promovessem o movimento.
Pessoas que eram colaboradoras de Frederick Taylor e outras independentemente dele. Os principais
participantes foram: Taylor, Frank e Lillian Gilbreth, Henry Gantt e Hugo Munsterberg.
Lillian Molle nasceu em 1878 e casou-se com Frank em 1904. Superando os preconceitos contra as
mulheres, que eram predominantes na época, Lillian obteve os títulos de Bacharel e Mestre. Depois de se
casar com Frank Gilbreth, resolveu dedicar-se à psicologia, ajudando seu marido nos estudos sobre a
fadiga humana. Em 1912, o casal Gilbreth enfatiza o estudo dos movimentos, em detrimento do estudo
de tempos, que era a ênfase de Taylor. Então, foram desenvolvidas técnicas para evitar o desperdício de
tempo e movimento. Criaram-se padrões, racionalizando as tarefas de produção e, conseqüentemente,
aumentando a produtividade.
Henry Gantt
Em 1884 Henry Gantt formou-se em engenharia mecânica. Em 1887 foi trabalhar pra Midvale Steel e se
tornou assistente no departamento de engenharia, onde Taylor era o engenheiro-chefe de produção. Em
1888 tornou-se assistente direto de Taylor. Gantt era também um inventor prático, e junto com Taylor
registrou seis patentes. Gantt ficou em Midvale até 1893. Em 1889 foi para a Bethlehem trabalhar
novamente com Taylor. Em 1903 apresentou à ASME um trabalho, “A graphical daily balance in
manufacturing” (Controle gráfico diário de produção), no qual descreveu um método gráfico de
acompanhamento dos fluxos de produção. Esse método tornar-se-ia o gráfico de Gantt, com técnicas de
planejamento e controle.
Gantt observou que o ser humano resiste à mudanças e normas grupais, e isso afeta diretamente a
produtividade. Em 1917, quando iniciou-se nos Estados Unidos a Primeira Guerra Mundial, Gantt
trabalhou para o governo na coordenação da produção de munição e arsenais militares. Em 1918
demonstrou ter uma impressionante capacidade industrial no órgão em que trabalhava, pois coordenou a
construção de 533 navios e, no final da guerra, os americanos tinham 341 estaleiros com 350.000
trabalhadores que haviam construído 1.300 navios em 18 meses. Nesse período, Gantt desenvolveu o
gráfico que leva o seu nome.
Gantt era humanista, preocupado com o bem estar dos trabalhadores. Pregava a cooperação entre
patrões e empregados em lugar do autoritarismo. Quase defendeu o socialismo, pois acreditava que o
mutualismo era o caminho para a prosperidade econômica. Foi também um dos criadores do treinamento
profissionalizante.
Hugo Munsterberg
Hugo Munsterberg (1863 – 1916) é reconhecido como visionário que previu o futuro da psicologia.
Recebeu o título de doutor em Psicologia da Universidade de Leipzig, em 1885, e de doutor em Medicina,
em 1887. Como estudante, trabalhou com Wilhelm Wundt, criador da psicologia experimental. Em 1897,
foi para Harvard, da qual se tornou professor e diretor do programa de psicologia. Em sua carreira, fez
contribuições substanciais em quase todos os campos da psicologia. Chegou a ser chamado de “fundador
da psicologia aplicada nos EUA e na Europa”, pois defendia a utilização da psicologia em situações
práticas. Foi presidente da American Psychological Association, membro de diversos conselhos editoriais e
orientador de estudantes que se tornariam profissionais famosos.
Munsterberg é considerado o criador da psicologia industrial. Ele propõe a psicologia na indústria, porque
ela ajuda a encontrar os homens mais capacitados para o trabalho. Definir as condições psicológicas mais
favoráveis ao aumento da produção produz, na mente humana, as influências desejadas e de interesse
da administração. Criou e empregou os primeiros testes de seleção de pessoal. Foi também o primeiro
consultor de organização para assuntos de comportamento humano. Em 1920, a psicologia industrial
estava estabelecida como ramo importante da administração de empresas.
Contribuições de FORD
Henry Ford criou inúmeros avanços, deixando sua marca na teoria e prática da Administração, em
especial na Administração Científica, elevando os dois princípios da produção em massa a níveis
altíssimos, são eles:
No Brasil, o Instituto de Organização Racional do Trabalhado (Idort) foi fundado em São Paulo para essa
finalidade, nos anos 30. Na União Soviética, Lênin esteve entre os grandes advogados do taylorismo, e
considerava uma das “maiores realizações científicas no campo da análise dos movimentos mecânicos
durante o trabalho, da eliminação dos movimentos supérfluos e desajeitados e do planejamento dos
métodos corretos de trabalho”. Segundo Lênin, o taylorismo deveria a qualquer custo ser adotado como
forma de aumentar a produtividade do trabalhador soviético.
Nos anos 50, os japoneses retomaram as idéias de Taylor para renovar sua indústria e criaram o conceito
de Kaizen (significa aprimoramento contínuo) uma aplicação do taylorismo. Os resultados alcançados
com a aplicação dessa técnica fariam os princípios da Administração Científica continuar desfrutando de
grande interesse por várias décadas.
Em 1911, Taylor teve que depor no Congresso americano sobre a administração científica. Um dos
congressistas mostrou a Taylor que a técnica de Gilbreth havia aumentado a eficiência do pedreiro em
300%, mas seus rendimentos haviam crescido apenas 30%. Taylor concordou com essa disparidade
entre produção e ganhos, mas argumentou que, em compensação, o pedreiro estava gastando apenas
1/3 da energia que gastava antes. Conclusão, houve a proibição de cronômetros e pagamentos de
incentivos, mas as demais técnicas da administração científica foram aprovadas.
Nos anos que se seguiram a esse inquérito, a administração científica experimentou altos e baixos.
Muitos auto-intitulados “especialistas em eficiência”, que além de charlatões sem qualificação,
propuseram-se a oferecer consultoria orientada exclusivamente para os aspectos físicos dos
trabalhadores. Esse desvio ajudou a divulgar a imagem da administração científica como proposta fria e
calculista, que enxergava os seres humanos como meras peças do processo produtivo.
O francês Henri Fayol (1841-1925) foi um dos primeiros a analisar a natureza da atividade empresarial e
a definir as principais atividades do gestor. Ele fez a ligação entre a estratégia e a teoria empresarial e
sublinhou a necessidade de aprofundar a gestão e cultivar qualidades de liderança. Fayol defendia que
os mesmos princípios podiam ser aplicados em empresas de dimensões diferentes e de todo o tipo -
industriais, comerciais, governamentais, políticas ou mesmo religiosas. O autor destilou a sua teoria para
chegar a 14 princípios gerais sobre gestão. Estes conceitos foram desde então desenvolvidos de
diversas formas pelos gurus mais recentes.
Fayol parte da proposição de que toda empresa pode e deve ser vista a partir de seis funções básicas:
Funções Técnicas: relacionada à produção de bens ou serviços.
Funções Comerciais: relacionadas com a compra, venda e troca.
Funções Financeiras: relacionadas com a obtenção e gerência de capitais.
Funções de segurança: relacionadas com a preservação dos bens e proteção das pessoas.
Funções Contábeis: relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.
Funções Administrativas: relacionadas com a integração da cúpula com as outras cinco
funções. As funções administrativas coordenam e sincronizam as demais funções da empresa,
pairando sempre acima delas.
2. Conceitos de Administração
Para Fayol, a função administrativa não se concentra exclusivamente no topo da empresa, nem é
privilégio dos diretores, mas é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos. À
medida que se desce na escala hierárquica, mais aumenta a proporção das outras funções da empresa e,
à medida que se sobe na escala hierárquica mais aumenta a extensão e o volume das funções
administrativas.
A capacidade principal de um operário é a capacidade técnica, mas à medida que este se eleva na escala
hierárquica, assumindo postos mais elevados, aumenta-se a importância relativa da capacidade
administrativa, enquanto diminui-se a importância relativa da capacidade técnica. Em outras palavras,
quanto mais elevado o nível hierárquico, maior a necessidade de dominar a capacidade administrativa e
menor a importância relativa da capacidade técnica.
Fayol decompõe o ato de administrar em: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar.
Prever – visualizar o futuro e traçar o programa de ação. Unidade, continuidade, flexibilidade e
apreciação são os aspectos principais de um bom plano de ação.
Organizar – proporciona os fatores úteis para o funcionamento da empresa e pode ser dividida
em organização material e social.
Comando – dirigir e orientar o pessoal. O objetivo é alcançar o máximo retorno de todos os
empregados no interesse dos aspectos globais.
Coordenação – ligar, unir, harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos facilitando o
trabalho e o sucesso. Sincronizar as atividades e adaptar os meios aos fins.
Controle - verificar se todas as atividades e resultados ocorrem em conformidade com o plano
adotado, as instruções transmitidas e os princípios estabelecidos. O objetivo é localizar fraquezas
e erros no sentido de retificá-los e prevenir sua ocorrência.
A homogeneidade é obtida na organização quando são reunidos, na mesma unidade, todos os que
estiverem executando o mesmo trabalho, pelo mesmo processo, para a mesma clientela, no mesmo lugar.
Coordenação
Para Fayol, a coordenação é a reunião, a unificação, e a harmonização de toda a atividade e esforço. A
coordenação indica que há um alvo ou objetivo a alcançar e que deve guiar os atos de todos. Ela é a
distribuição ordenada do esforço do grupo, a fim de obter unidade de ação na consecução de um objetivo
comum. A pressuposição básica era de que quanto maior a organização e quanto maior a divisão do
trabalho, tanto maior será a necessidade de coordenação, para assegurar a eficiência da organização
como um todo.
Essa organização linear apresenta uma forma piramidal. Nela ocorre a supervisão linear, baseada na
unidade de comando, que é o oposto da supervisão funcional de Taylor. Na organização linear os órgãos
de linha, ou seja, os órgãos que compõem a organização, seguem rigidamente o princípio escalar
(autoridade de comando). Porém, para que os órgãos de linha possam executar suas atividades
especializadas, tornam-se necessários órgãos prestadores de serviço especializados, como assessoria,
recomendações, conselhos, e outros. Esses não obedecem ao conceito de princípio escalar nem possuem
autoridade de comando. Tais serviços e assessorias não podem ser impostos obrigatoriamente aos órgãos
de linha, mas simplesmente oferecidos. Sua autoridade - chamada de autoridade de staff - é
simplesmente autoridade de especialista e não autoridade de comando.
A Teoria das Relações Humanas nasceu da necessidade de se corrigir a forte tendência à desumanização
do trabalho surgida na Teoria Clássica, onde a tecnologia e o método de trabalho (aplicação de métodos
rigorosos, científicos e precisos aos quais os trabalhadores deveriam forçosamente se submeter)
constituem as mais importantes preocupações do administrador.
A teoria das Relações Humanas (também conhecida como Escola Humanística) surgiu nos Estados
Unidos, como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência de Hawthorne, coordenada
por Elton Mayo e seus colaboradores. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria
Clássica da Administração.
George Elton Mayo, foi um cientista social australiano, professor e diretor do Centro de Pesquisas Sociais da Harvard
School of Business Administration. Nasceu em 1880 na Austrália e faleceu aos sessenta e nove anos de idade. Deixou
várias obras e é considerado o pai da Teoria das Relações Humanas.
Em 1927 o Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos da América iniciou na fábrica da Western
Electric Company (com 40 mil funcionários), em Chicago no bairro de Hawthorne, uma experiência cuja
finalidade era determinar a relação entre iluminação do ambiente e eficiência dos operários medida pela
produção. Esta experiência foi coordenada por Elton Mayo, e logo se estendeu ao estudo da fadiga, dos
acidentes no trabalho, da rotatividade de pessoal e o efeito das condições físicas de trabalho sobre a
produtividade dos empregados. Os resultados iniciais foram surpreendentes fazendo com que a pesquisa
se estendesse até o ano de 1932.
A Western Electric era uma empresa fabricante de equipamentos e componentes telefônicos e que na
época estava preocupada com o bem-estar dos operários. Na fábrica havia um departamento de relés de
telefone, executados por operárias onde as tarefas eram repetitivas, simples e rápidas. A montagem era
feita sobre uma base com quatro parafusos na qual eram colocadas as bobinas, armaduras, molas de
contato e isolantes elétricos.
intensidade de luz constante. Pretendia-se conhecer o efeito da iluminação sobre o rendimento das
operárias. Os observadores não encontraram correlação direta entre as variáveis, mas verificaram,
desapontados a existência de outras variáveis não previstas e que afetavam a produtividade. Uma das
variáveis descobertas, e difícil de ser isolada, foi denominada de fator psicológico, ou seja, as operárias
reagiam à experiência de acordo com as suas suposições pessoais, isto é, julgavam que deveriam
produzir mais quando a intensidade da luz aumentava e produzir menos quando a intensidade da luz
diminuía. Este fato foi comprovado, trocando as lâmpadas por outras de mesma potência. Com isso
comprovou-se a preponderância do fator psicológico sobre o fator fisiológico; a eficiência dos operários e
afetada por condições psicológicas. Devido à sua influência negativa, os pesquisadores tentaram isolar ou
eliminar o fator psicológico da experiência. Desta forma partiram para a segunda fase da experiência.
As moças que faziam parte do grupo de observação foram orientadas a não mudar seu ritmo de
trabalho, pois o objetivo da pesquisa era determinar o efeito de certas mudanças nas condições de
trabalho (períodos de descanso, lanches, redução no horário de trabalho etc.). Essa pesquisa foi dividida
em doze períodos para se observar quais condições eram mais satisfatórias para o rendimento:
1º período: foi registrada a produção de cada operária ainda no local de trabalho, sem seu
conhecimento: média de 2.400 unidades por moças. Essa média serviu de comparação com os demais
períodos da experiência. Duração: duas semanas.
2º período: o grupo experimental foi isolado na sala de provas, mantendo-se as condições de
trabalho e os horários normais, medindo o ritmo de produção. Este período durou cinco semanas e serviu
para verificar o efeito da mudança de local de trabalho.
3º período: modificou-se o sistema de pagamento. Como o pagamento no grupo de controle (mais de
100 moças) era feito por tarefas em grupo, as variações de produção individual, diluídas na produção,
não afetavam o salário individual. Já no grupo experimental, que era pequeno, os esforços individuais
repercutiram diretamente no salário. O período durou oito semanas, houve aumento de produção.
4º período: marca o início das mudanças diretas no trabalho: foi introduzido um intervalo de 5 minutos
de descanso no período da manhã e no período da tarde. Houve aumento de produção.
5º período: os intervalos foram aumentados para 10 minutos, novo aumento da produção.
6º período: foram introduzidos três intervalos de 5 minutos de manhã e também à tarde, notou-se que
a produção não aumentou. Houve reclamações sobre a quebra do ritmo de trabalho.
7º período: passou-se a 2 intervalos de 10 minutos, um de manhã outro à tarde, um deles era o lanche.
Houve aumento de produção.’
8º período: mantidas as condições do período anterior, o grupo experimental passou a trabalhar até
às 16:30h e não até às 17:00h, como o grupo de controle. Houve acentuado aumento da produção.
9º período: o grupo experimental passou a trabalhar até às 16:00h, a produção permaneceu
estacionária.
10º período: o grupo experimental voltou a trabalhar até as 17:00h (como no 7º período). A
produção cresceu bastante.
11º período: a semana de trabalho do grupo experimental passou a ter cinco dias, o sábado seria
livre para as moças. Houve aumento de produção.
12º período: com o consentimento das moças, foram retirados todos os benefícios. Este período durou
12 semanas. Verificou-se que o índice de produção alcançou 3.000 unidades semanais por moça
(recorde).
No 11º (um ano após o inicio da experiência) os pesquisadores perceberam que os resultados eram
estranhos. O fator psicológico presente na 1ª fase continuava afetando os resultados.
a) as moças alegavam gostar mais de trabalhar na sala de provas porque era divertido e a
supervisão era mais branda, lhes permitia trabalhar com mais liberdade;
b) o ambiente era amigável e sem pressões, a conversa era permitida, o que aumentava a
satisfação com o trabalho;
c) não havia temor ao supervisor, que atuava como um orientador;
d) as moças fizeram amizades entre si e tornaram-se uma equipe;
e) o grupo desenvolveu objetivos comuns, como de aumento do ritmo de produção, embora
fosse solicitado a trabalhar normalmente.
Como as conversas com as moças traziam mais informações do que os dados obtidos com a experiência,
em 1928 foi implantado um programa de entrevistas com os empregados, o objetivo era conhecer suas
atitudes e sentimentos, ouvir suas opiniões quanto ao trabalho e tratamento que recebiam, bem como
ouvir sugestões a respeito dos supervisores.
Bem recebidos pelos operários esta ambiciosa fase pretendia entrevistar todos os empregados da
empresa. Entre 1928 e 1930 foram entrevistados 21.126 empregados. A partir de 1931 as entrevistas
eram abertas, o que permitia aos empregados falarem livremente.
O programa de entrevistas revelou a existência de uma organização informal dos operários a fim de se
protegerem daquilo que consideravam ameaças contra o seu bem estar por parte da administração,
através dos fatos seguintes:
a produção era controlada por padrões que os operários julgavam ser a produção normal e que
não eram ultrapassados por nenhum deles;
o grupo desenvolveu práticas não formalizadas de punição (sociais ou morais) que eram
aplicadas aos operários que excediam os padrões de produção. Eles eram considerados
sabotadores;
expressões que faziam transparecer a insatisfação quanto aos resultados do sistema de
pagamentos de incentivos por produção;
surgimento de uma liderança informal exercida por certos operários que mantinham unidos os
grupos e asseguravam o respeito pelas regras de conduta;
contentamentos e descontentamentos com relação às atitudes dos superiores a respeito do
comportamento dos operários.
Seria necessário confirmar essas impressões, o que levou os pesquisadores à elaboração de mais uma
etapa da experiência.
Várias foram as críticas feitas à Teoria das Relações Humanas, entre elas destacam-se:
A pesquisa ateve-se ao ambiente restrito das fábricas, deixando de verificar outros tipos de
organizações;
Trouxe vários abusos e desvios, manipulação humana através de táticas sutis de comunicação e
dinâmica de grupo;
O cientista social passou a ser um solucionador de problemas não um crítico independente das
relações sociais;
Não reconhecimento das condições econômicas, sociais ou políticas da sociedade (não
consideração da realidade da sociedade);
Pouca atenção foi dada à estrutura organizacional (ênfase exagerada nos grupos informais);
À medida que se valoriza o operário, diminui a atenção dada aos consumidores e a empresa;
7.2 A BUROCRACIA
A burocracia, segundo Max Weber, é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade,
isto é, na adequação dos meios aos objetivos pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível
no alcance desses objetivos.
Segundo o conceito popular, a burocracia é, geralmente, um excesso de formalidades, normas,
regulamentos, papéis enfim, tudo que impede soluções rápidas e eficientes. Para Weber é exatamente ao
contrário. A burocracia é a organização eficiente por excelência, sendo necessário detalhar no mínimo,
antecipadamente, como as coisas deverão ser feitas.
A Teoria da Burocracia vem otimizar as teorias existentes (Taylor: produção; Fayol: administração; Ford:
produtividade e Mayo: relações humanas), envolvendo todas as variáveis das organizações.
Merton apresentou um modelo que representa um conjunto complexo de relações entre várias variáveis,
cujo comportamento do funcionário está descrito abaixo:
1. O funcionário deve seguir normas;
2. estas normas dirigem o comportamento (previsibilidade nas decisões);
3. o funcionário agiu de acordo com as normas?
4. a obediência as normas provocam uma rigidez de comportamento e aumento da pressão dos
clientes externos;
5. “estou apenas cumprindo ordens”;
6. aumenta-se o grau de dificuldade de relacionamento com os clientes (que é o objetivo da
organização);
7. por outro lado, a insatisfação dos clientes pode aumentar a rigidez de comportamento, devido a
pressão nos níveis inferiores, levando a necessidade de defesa da ação individual;
8. que reforça ainda mais a ênfase na confiança no comportamento.
Exigência de
controle
8. PLANEJAMENTO E CONTROLE
As empresas não trabalham na base da improvisação. Quase tudo nelas é planejado antecipadamente.
Ou pelo menos deveria. O planejamento figura como a primeira função administrativa, por ser
exatamente aquela que serve de base para as demais funções. O planejamento é a função que determina
antecipadamente quais são os objetivos que devem ser atingidos e como se deve fazer para alcançá-los.
Trata-se, pois, de um modelo teórico para a ação futura. Começa com a determinação dos objetivos e
detalha os planos necessários para atingi-los, da melhor maneira possível. Planejar é definir os
objetivos e escolher antecipadamente o melhor curso de ação para alcançá-los. O planejamento define
onde se pretende chegar, o que deve ser feito, quando, como e em que seqüência.
Enquanto os objetivos organizacionais são amplos e genéricos, à medida que se desce nos seus
desdobramentos, a focalização torna-se cada vez mais restrita e detalhada.
Desta maneira, o planejamento compõe-se tanto de estratégias e políticas a longo prazo por meio das
quais se pretende alcançar os objetivos globais da organização, como também de um conjunto de planos
detalhando as atividades cotidianas para o alcance de objetivos imediatos relacionados com uma divisão
ou órgão da organização.
Hierarquia de Objetivos
Como já mencionado anteriormente, as organizações perseguem vários objetivos, o que leva a um
problema: quais são os objetivos mais importantes e prioritários? Desta forma, os objetivos precisam ser
relacionados em uma ordem gradativa de importância, relevância ou de prioridade, em uma hierarquia de
objetivos, em função de sua contribuição à organização como um todo. O resultado da divisão do objetivo
central para toda a organização (departamentos, unidades, setores, pessoas etc) é uma rede ou
hierarquia de objetivos. Cada organização tem a sua hierarquia de objetivos departamentais e estes
acima dos objetivos operacionais.
Assim existem três níveis de objetivos: estratégicos, táticos e operacionais.
a) Objetivos estratégicos: São os chamados objetivos organizacionais, ou seja, objetivos
amplos e que abrangem a organização com uma totalidade, sua características básicas são:
globalidade e longo prazo.
b) Objetivos táticos: São os chamados departamentais, ou seja, referentes a cada
departamento da organização. Suas características básicas são: ligação com o departamento
e médio prazo.
c) Objetivos operacionais: São objetivos referentes a cada atividade ou tarefa. Suas
características básicas são: detalhamento e curto prazo.
Objetivos
Organizacionais
Aumento Redução do
do Retorno Investimento
.................................................................................................................................
Objetivos
Aumento do Redução de Departamentais
Faturamento Custos
...................................................................................................................
...........................
Utilização Aquisição de
Eficiente dos Recursos
Atuais Recursos Adicionais
Objetivos
Operacionais
Aquisição de
Programas de novos
Reduzir o desperdício
melhoria dos Racionalizar tarefas
equipamentos
atuais recursos Reduzir o set-up
Captação de Controlar a energia
Programas de recursos
aplicação dos Incentivo à novas
recursos
Seleção de idéias
novos
Esses quatro tipos distintos de planos podem ser estratégicos, táticos ou operacionais, conforme o nível
de abrangência que são capazes de cobrir.
COMPONENTES DO PLANEJAMENTO
Políticas: referem-se a uma colocação dos objetivos ou intenções da organização como guias
orientadores da ação administrativa. Funcionam como guias para executar uma ação e proporcionam
marcos ou limitações, embora flexíveis e elásticos, para demarcar as áreas dentro das quais a ação
administrativa deverá se desenvolver. São genéricas e utilizam verbos como: manter, seguir, usar,
prover, assistir etc. São comuns as políticas de recursos humanos (como tratar os funcionários da
organização), as políticas de vendas (como tratar a clientela), as políticas de preços (como manejar
os preços frente ao mercado) etc.
Diretrizes: são princípios estabelecidos para possibilitar o alcance dos objetivos pretendidos. Como
os objetivos são fins, as diretrizes servem para balizar os meios adequados para atingi-los e canalizar
as decisões. Existem diretrizes de pessoal (como recrutar e selecionar os futuros funcionários, por
exemplo), diretrizes de compras (como fazer concorrência entre os fornecedores) etc.
Metas: são alvos a atingir a curto prazo. Muitas vezes, podem ser confundidas com objetivos
imediatos ou com objetivos departamentais. As metas mais comumente encontradas são: de
produção mensal, de faturamento mensal, de cobrança diária etc.
Programas: São os planos específicos que se baseiam na correlação entre duas variáveis: tempo e
atividade. São as atividades necessárias para atingir as metas. Os métodos podem variar
amplamente, indo desde programas simples (onde se pode utilizar um simples calendário para
programar atividades, como uma agenda) até programas complexos (que exigem técnicas
matemáticas avançadas ou processamento computacional). É o caso dos programas de produção
(como programar a produção das diversas áreas para atingir a meta de produção estabelecida), dos
programas de financiamento (como programar os diversos empréstimos bancários para atingir a
meta de aporte financeiro) etc. A programação - seja simples ou complexa - constitui uma
ferramenta importante no planejamento.
O programa mais simples é o chamado cronograma: um gráfico de dupla entrada onde as linhas
representam as tarefas ou atividades e as colunas definem os períodos de tempo (horas, dias ou
meses). Os programas mais complexos são feitos por meio de técnicas complicadas, como o PERT
(Program Evaluation Review Techique) ou técnica de avaliação e revisão de programas.
Procedimentos: São os planos relacionados com métodos de trabalhos ou de execução, pelos quais
os programas deverão ser executados ou realizados. Os procedimentos são planos que prescrevem a
sequência cronológica de tarefas específicas, requeridas para realizar determinados trabalhos ou
tarefas, geralmente representados por gráficos denominados fluxogramas. É o caso dos
procedimentos de admissão de pessoal (quais os documentos e formulários necessários para efetuar
a admissão das pessoas), os procedimentos de emissão de cheques (quem deve preencher, quem
deve assinar os cheques etc.). São também denominadas rotinas. Quase sempre, os procedimentos
são planos operacionais.
Métodos: são planos prescritivos (roteiro seqüencial) para o desempenho de uma tarefa específica.
Geralmente, o método é atribuído a cada pessoa que ocupa um cargo ou realiza uma tarefa, para
indicar exatamente como fazê-lo. O método detalha como o trabalho deve ser realizado. Sua
amplitude é mais restrita e limitada do que o procedimento. É o caso do método de como montar
uma peça, de como descrever um cargo, de como treinar uma pessoa etc. Os procedimentos e os
métodos utilizam geralmente fluxogramas para representar o fluxo ou a seqüência de tarefas ou
operações.
Normas: são regras ou regulamentos que cercam e que asseguram os procedimentos. São os planos
relacionados com o comportamento solicitado às pessoas. Especificam como as pessoas devem se
comportam em determinadas situações. Visam substituir o processo decisorial individual, restringindo
geralmente o grau de liberdade das pessoas em determinadas situações previstas de antemão. Quase
sempre são planos operacionais.
As normas surgem quando uma determinada situação reclama por uma ação específica e única. São
guias específicos de ação: quando um curso de ação ou de conduta deve ser seguido fielmente. A
regra é estabelecida para criar uniformidade de ação. Geralmente define o que deve ser feito e o que
não deve ser feito. Exemplo: proibição de fumar em determinados lugares, normas quanto ao horário
de trabalho, quanto à falta ao trabalho etc.
Orçamentos: São os planos relacionados com dinheiro, seja por meio de receita seja de despesa,
dentro de um determinado período de tempo. Conforme suas dimensões e efeitos, os orçamentos são
considerados planos estratégicos quando envolvem a empresa como uma totalidade e abrangem um
período longo de tempo, como é o coso do planejamento financeiro estratégico. São planos táticos
quando cobrem uma determinada unidade ou departamento da empresa por médio prazo, como é o
caso dos orçamentos departamentais de despesas e que envolvem o exercício anual, dos orçamentos
anuais de despesa de propaganda etc. São planos operacionais quando sua dimensão é local e sua
temporalidade é de curto prazo, como é o caso do fluxo de caixa (cash flow), dos orçamentos de
reparos ou de manutenção etc.
Tipo de
Empresa Objetivos Estratégias
negócio
1. Redimensionar e reduzir os
1. Recuperar a participação de
custos atuais;
mercado recentemente perdida para
a GM; 2. Continuar a produzir carros
Ford Motor Fabricação de populares, subintermerdiários e
2. Recuperar a reputação de qualidade
Company automóveis de luxo;
que foi abalada em virtude das
explosões do tanque de combustível 3. Enfatizar o desenvolvimento de
de um modelo europeu. motores bi e multi-
combustíveis.
organização em um dado momento. Refere-se à maneira pela qual a empresa pretende aplicar
determinada estratégia para alcançar os objetivos propostos.
8.6.1 Etapas do Planejamento Estratégico
Em geral, considera-se que o processo de gerenciamento estratégico seja constituído de cinco etapas
seqüenciais e contínuas, conforme apresentado na figura 1.
1. Direção organizacional
2. Análise ambiental (interna e externa)
3. Formulação das estratégicas
4. Implementação de estratégicas
5. Controle estratégico
1. DIREÇÃO 2. ANÁLISE
Missão AMBIENTAL 3. FORMULAÇÃO 4. IMPLEMENTAÇÃO 5. CONTROLE
Visão Interna e DE DE ESTRATÉGIAS ESTRATÉGICO
Objetivos Externa ESTRATÉGIAS
B) Análise Interna
Uma análise interna eficaz requer clara compreensão das competências essenciais de uma
empresa, ou seja, algo que a empresa faz melhor do que seus concorrentes (ex: inovação, garantia
da qualidade, confiabilidade, serviço de pós-venda ou marketing, etc.). Referem-se a um conjunto
de habilidades ou de experiências em alguma atividade (ex: qualidade do automóvel Toyota, a
mecânica da Mercedes Benz, a distribuição da Coca-Cola, etc.). As competências essenciais podem
ser utilizadas pela empresa com o objetivo de desenvolver uma vantagem competitiva. Também
são analisadas as áreas funcionais da organização, como por exemplo:
Financeira: indicadores financeiros obtidos do balanço e da DRE, histórico e tendências
Recursos humanos: pontos fortes e fracos de todos os níveis da administração e dos
empregados, com foco nas atividades-chaves de RH (seleção, treinamento, remuneração)
Marketing: pontos fortes e fracos da atividade de marketing, identifica mercados e
segmentos de mercado e a posição competitiva da organização nestes mercados
Produção e operações: fabricação, serviços, atendimento, qualidade, etc.
Outras atividades: análise de outros setores da empresa – P&D, SIG, engenharia,
compras.
conscientemente planejadas que não sejam soluções somente de uma crise atual, mas que também se
encaixam nas próximas fases de crescimento (GREINER, 1998).
A literatura apresenta várias abordagens e modelos de CVO. A obra precursora do tema foi lançada em
1972 por Larry E. Greiner. O autor afirma em seu modelo que uma organização percorre cinco fases ao
longo de sua existência, na qual cada fase caracteriza-se por momentos específicos de crise, revolução
e evolução que se repetem ciclicamente ao longo das fases:
1. Fase pioneira – caracterizada por uma evolução impulsionada pela criatividade e uma
conseqüente crise de liderança;
2. Fase de expansão – caracterizada por uma evolução impulsionada por um esforço de direção e
uma conseqüente crise de autonomia;
3. Fase de regulamentação – caracterizada por uma evolução impulsionada pela descentralização
e uma conseqüente crise de controle;
4. Fase de burocratização – caracterizada por uma evolução impulsionada pela coordenação de
atividades e conseqüente crise burocrática;
5. Fase de colaboração – caracterizada por uma evolução impulsionada pela colaboração
consciente e uma conseqüente crise não identificável previamente.
A teoria do desenvolvimento elaborada por Larry E. Greiner pode ajudar-nos na análise de organizações
em crescimento. Greiner afirma que as organizações em fase de crescimento passam por cinco períodos
de evolução relativamente calmos, cada um dos quais termina com um período de crise e revolução.
Greiner (1998) indica que os momentos de crise acontecem em instantes determinantes dentro de cada
fase e a evolução da empresa para o próximo estágio depende de uma revolução bem sucedida.
O autor destaca que, cada período evolucionário se caracteriza pelo estilo de administração dominante
usado para conseguir o crescimento, enquanto cada período revolucionário se caracteriza pelo problema
administrativo dominante que precisa ser resolvido para que o crescimento possa prosseguir, como
mostra a figura 1.
Assim como o desenvolvimento dos indivíduos pode ser entendido através das suas histórias pessoais de
vida (nascimento, juventude e maturidade), o mesmo ocorre com o crescimento de uma organização. Da
mesma forma que acontece com os seres humanos, as passagens organizacionais da infância para a
adolescência e desta para a maturidade podem ser tempestuosas e marcadas por crises e turbulências.
A mudança ocorre em resposta às fases do ciclo de vida de uma organização, semelhante aos organismos
biológicos - recém nascidas, jovens e maduras - com cada fase tendo distintos problemas e
conseqüências, fazendo alusão às necessidades internas.
Entender a história da organização, desde sua criação, pode facilitar o gerente a identificar e fazer melhor
uso das oportunidades de escolha das alternativas para implementação das mudanças necessárias.
A personalidade organizacional é criada como um resultado da interação entre fatores herdados e
experiências aprendidas. Não é estática mas se desenvolve durante a vida através de novas experiências
em diferentes ambientes sociais. Algumas personalidades podem se manter constantes e outras são mais
flexíveis. A biografia de cada empresa representa as origens dos valores desenvolvidos e crenças
compartilhadas entre a maioria dos membros em cada uma.
4. Implementação de estratégicas
Como em qualquer plano, a formulação de estratégias não é suficiente. O que faz da implementação
um componente crítico do processo como um todo. Os administradores devem assegurar que as novas
estratégias sejam implementadas eficaz e eficientemente, o que depende, basicamente, de dois fatores:
1. que a estratégia esteja apoiada por decisões referentes à estrutura, à tecnologia, aos recursos
humanos, aos sistemas de recompensa, à cultura organizacional e ao estilo de liderança
apropriados. Os principais passos são:
Linguagem simples e acessível
Criação de um grupo de trabalho: uma força-tarefa de respeito, para avaliar a
capacidade de implementação das tarefas e levantar necessidades: habilidades e
indivíduos necessários, quais sistemas (finanças, SIG, RH, etc.) devem apoiar a
implementação, treinamento, comportamental, etc. Também são os responsáveis pelo
feedback à direção sobre a resposta dos membros da empresa.
Planejamento: resultado do trabalho da direção, gerência, grupo de trabalho e restante
da organização.
2. que os processos de administração estratégica sejam mais participativos à implementação, ou
seja, envolver todos os níveis da administração com a formulação, a identificação e a execução
dos meios para se implementar novas estratégias, dando mais responsabilidade e autonomia aos
envolvidos buscando, assim, mais comprometimento com o processo.
5. Controle estratégico
É o componente final da administração estratégica. Um sistema de controle é projetado para apoiar aos
administradores na avaliação do progresso da organização com sua estratégia e, quando houver
CONTROLE
A palavra controle pode ter vários significados em administração. Os três principais significados são:
Controle como função restritiva e coercitiva: utilizado no sentido de coibir ou limitar certos
tipos de desvios indesejáveis ou de comportamento não aceitos. Neste sentido, o controle
apresenta um caráter negativo e limitativo, sendo muitas vezes interpretado como coerção,
delimitação, inibição e manipulação. É o chamado controle social aplicado nas organizações e na
sociedade para inibir o individualismo e a liberdade das pessoas.
Controle como um sistema automático de regularização: utilizado no sentido de manter
automaticamente um grau constante de fluxo de funcionamento de um sistema. É o caso do
processo de controle automático das refinarias de petróleo, de indústrias químicas de
processamento contínuo e automático. O mecanismo de controle detecta possíveis desvios ou
irregularidades e proporciona automaticamente regulação. Quando algo está sob controle
significa que as eventuais variações ou oscilações são admissíveis ou estão dentro de faixas de
tolerância aceitáveis.
Controle como função administrativa: é o controle como parte do processo administrativo,
como o planejamento, a organização e a direção.
Trataremos do controle como a quarta função administração e que depende do planejamento, da
organização e da direção para formar o processo administrativo.
A finalidade do controle é assegurar que os resultados daquilo que foi planejado, organizado e
dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente estabelecidos.
A essência do controle reside na verificação se a atividade controlada está ou não alcançando os
objetivos ou resultados desejados.
O controle consiste fundamentalmente em um processo que guia a atividade exercida para um fim
previamente determinado. Como processo, o controle apresenta fases que merecem uma explicação.
O PROCESSO DE CONTROLE
O controle é um processo cíclico composto de quatro fases, a saber:
a) Estabelecimento de padrões ou critérios: Os padrões representam o desempenho desejado.
Os critérios representam as normas que guiam as decisões. São balizamentos que proporcionam
meios para se estabelecer o que se vai fazer e qual o desempenho ou resultado a ser aceito como
normal ou desejável. Constituem os objetivos que o controle deverá assegurar ou manter. Os
padrões podem ser expressos em tempo, dinheiro, qualidade, unidades físicas, custos ou por
meio de índices. A administração Científica preocupou-se em desenvolver técnicas capazes de
proporcionar bons padrões, como o tempo padrão no estudo dos tempos e movimentos. O custo
padrão, os padrões de qualidade, os padrões de volume de produção exemplos de padrões ou
critérios.
b) Observação do desempenho: Para se controlar um desempenho deve-se pelo menos conhecer
algo a respeito dele. O processo de controle atua no sentido de ajustar operações a determinados
padrões previamente estabelecidos e funciona de acordo com a informação que recebe. A
observação ou verificação do desempenho ou do resultado busca obter informações a respeito
daquilo que está sendo controlado.
c) Comparação do desempenho com o padrão estabelecido: Toda atividade proporciona algum
tipo de variação, erro ou desvio. É importante determinar os limites dentro dos quais essa
variação deverá ser aceita como normal ou desejável. Nem toda variação exige correções, mas
apenas aquelas que ultrapassam os limites da normalidade. O controle separa o que é
excepcional para que a correção se concentre unicamente nas exceções ou desvios. Para tanto, o
desempenho deve ser comparado com o padrão para se verificar eventuais desvios ou variações.
A comparação do desempenho com o padrão estabelecido geralmente é feita por meio de
gráficos, relatórios, índices, porcentagens, medidas estatísticas. Esses meios de apresentação
supõem técnicas à disposição do controle para que este tenha maior informação sobre quilo que
deve ser controlado.A comparação da atuação com o que foi planejado não busca apenas buscar
as variações, erros ou desvios, mas também permitir a predição de outros resultados futuros e
localizar dificuldades para criar condições que as operações possam alcançar melhores
resultados.
d) Ação corretiva: O objetivo do controle é manter as operações dentro dos padrões estabelecidos
par que os objetivos sejam alcançados da melhor maneira. Assim, as variações, erros ou desvios
devem ser corrigidos para que as operações sejam normalizadas. A ação corretiva visa fazer com
que aquilo que é feito exatamente de acordo com o que se pretendia fazer.
Conceito de APO
A APO é uma técnica participativa de planejamento e avaliação através da qual superiores e
subordinados, em conjunto, definem aspectos prioritários; estabelecem objetivos a serem
alcançados, em termos quantitativos, para um determinado período de tempo; dimensionam as
respectivas contribuições (metas); e acompanham, sistematicamente, o desempenho (controle),
procedendo às correções necessárias.
5. Contínua avaliação, revisão e reciclagem dos planos: Os sistemas de APO exigem avaliação
e revisão regular do processo efetuado e dos alvos alcançados para que novas providências
sejam tomadas e novos objetivos sejam fixados para o próximo período (Ciclo da APO)
6. Participação atuante das gerências e subordinados: a participação do gerente e do
subordinado é indispensável, uma vez que o gerente fixa os objetivos, vende-os aos
subordinados, mensura-os e avalia-os, tornando esse processo um controle por objetivos.
7. Apoio intensivo do staff: como a APO exige coordenação e integração de esforços, ela conta
com o apoio de um staff, que são os órgãos incumbidos de funções de assessoria, recomendação
e consultoria interna, suficientemente treinado e preparado.
Gerente
Ação individual
do gerente
Avaliação
conjunta do
Formulação
alcance dos
conjunta de
objetivos e
objetivos de
reciclagem do
desempenho
processo de
A.P.O
Ação individual
do subordinado
Subordinado
OBJETIVOS X METAS
Objetivo: é um enunciado escrito sobre resultados a serem alcançados num período determinado.
Meta: definição de etapas intermediárias (estágios) dentro de um objetivo. Especifica o que, quanto e
quando. É a tradução do objetivos em números.
Para cumprir com o seu papel, o objetivo precisa ser:
específico
mensurável
claro
compatível
relevante
difícil e
exeqüível
Ex:
Manter os custos com transporte em R$ 0,30 por kilômetro; aumentar em 1% o lucro líquido; ter um
índice de satisfação dos clientes em 96%; aumentar em 3% a participação no mercado; reduzir para
4% o índice de absenteísmo (rotatividade)
Metas na 3M: 25 a 30% do faturamento deve ser proveniente de novos produtos (produtos com
menos de 5 anos); reduzir em 50% o tempo de lançamento de novos produtos.
Cada atividade da empresa apresenta uma forte tendência para maximizar os seus objetivos e
resultados, de tal maneira que o esforço de uma área pode anular o de outra. Cada objetivo maximizado
pode levar a empresa a se transformar num sistema centrífugo de esforços: os esforços mais se separam
do que se conjugam, tendendo a sair do sistema.
Cada atividade da empresa apresenta uma forte tendência para maximizar os seus objetivos e
resultados, de tal maneira que o esforço de uma área pode anular o de outra. Cada objetivo maximizado
pode levar a empresa a se transformar num sistema centrífugo de esforços: os esforços mais se separam
do que se conjugam, tendendo a sair do sistema.
Portanto, o ideal seria o efeito não da soma dos esforços, mas da sua multiplicação: o sinergismo. A
sinergia significa o efeito multiplicador da combinação dos recursos, pois os recursos utilizados
conjugadamente produzem um efeito maior do que a sua soma.
Daí a necessidade de um sistema de resultados globais previamente definidos por departamentos –
convergindo os objetivos em uma direção única. Quando os objetivos colidem entre si (porque a
satisfação do cliente colide com a produtividade, a inovação colide com o aspecto operacional atual) há a
necessidade de se compatibilizar esses objetivos para que, ao focalizar uma coisa não se prejudique
outra.
Ciclo da apo
A APO envolve um processo cíclico, permitindo que haja correções e ajustamentos nos ciclos
seguintes, por meio da retroação proporcionada pela avaliação dos resultados.
Na maioria dos casos, é desenvolvido dentro de um exercício fiscal da empresa (geralmente
um ano) para facilitar a execução e o controle. Existem vários modelos de APO, mas que
podem ser genericamente representados pelo modelo da Figura 3.
Planos
estratégicos
da empresa
Avaliação e
controle dos Planos
resultados táticos da
empresa
Ciclo da APO
Resultados de Planos
cada operacionais
departamento da empresa
CAP. 9 ORGANIZAÇÃO
Uma vez determinada a estratégia (objetivos, metas e planos) de uma organização, os administradores
devem desenvolver uma estrutura eficaz que facilite a sua implementação.
Assim, uma vez que a estrutura de uma organização define como as tarefas serão divididas, agrupadas e
coordenadas, os gerentes precisam considerar os seguintes elementos: especialização do trabalho,
departamentalização, cadeia de comando, margem de controle, centralização ou descentralização e
formalização.
O uso apropriado de uma estrutura organizacional e seus concomitantes mecanismos de controles
integrantes podem contribuir para a competitividade estratégica da empresa. Os competidores globais
mais produtivos são aqueles que possuem habilidades de inovação do produto e uma estrutura
organizacional em vigor que facilite uma bem sucedida e oportuna aplicação da capacidade interna e das
competências essenciais de seu pessoal. Assim, a estrutura organizacional influencia o trabalho
administrativo e as tomadas de decisões pelos gerentes de alto nível.
Sozinha a estrutura organizacional não cria vantagem competitiva, há a necessidade de um elo entre a
estratégia e a estrutura. Informações acessíveis e confiáveis são necessárias para que os executivos
cheguem a decisões referentes à escolha que possa fornecer os níveis desejados de flexibilidade e
estabilidade.
O processo de mudança da estrutura organizacional passa pelas seguintes etapas:
1. Fixação dos objetivos estratégicos da empresa (compreender problemas como crescimento e/ou
diversificação das empresas).
2. Identificação dos maiores obstáculos da empresa (diagnóstico detalhados dos níveis operacionais
– dificuldades tecnológicas, gerenciais e sociais).
3. Elaboração de estruturas alternativas (combinação de diversos critérios de departamentalização a
serem abordados).
4. Teste de alternativas quanto as vantagens: avaliar as diversas alternativas e verificar seu reflexo
no comportamento dentro da força de trabalho da organização.
5. Opção da melhor alternativa: aprovação da alta direção da nova estrutura e comunicação à toda
organização.
9.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A estrutura organizacional é representada graficamente pelo organograma e apresenta como
características básicas: o sistema de responsabilidade, o sistema de autoridade, a amplitude de controle,
a estrutura de comunicação, a especialização do trabalho, a departamentalização, a centralização e
descentralização das decisões e a formalização ou padronização dos cargos.
Sistema de responsabilidade: departamentalização; linha e assessoria; e especialização do
trabalho.
Sistema de autoridade (cadeia de comando): amplitude administrativa e níveis hierárquicos;
delegação; e descentralização/centralização. É uma linha contínua de autoridade, que se estende
do topo da organização até o escalão mais baixo e esclarece quem se reporta a quem. Há dois
conceitos-chave para se entender melhor esse elemento a ser considerado na definição da
estrutura de uma organização:
Autoridade, que são os direitos inerentes a um cargo gerencial de dar ordens e esperar
que elas sejam obedecidas;
Unidade de comando, que ajuda a preservar o conceito de uma linha contínua de
autoridade. Isto é, uma pessoa deve ter um e apenas um superior perante o qual ela é
diretamente responsável. Quando essa unidade é rompida – o que acontece
freqüentemente no dia-a-dia das organizações -, o subordinado pode ter de lidar com
demandas ou prioridades conflitantes oriundas de mais de um superior.
Amplitude (ou Margem) de Controle: quantos empregados um gerente pode dirigir com
eficiência e eficácia? A resposta a esta pergunta determinará o número de níveis e gerentes
presentes em uma organização. Embora haja quem defenda margens pequenas de controle,
estas apresentam várias desvantagens: requerem mais gerentes e são mais dispendiosas,
retardam a comunicação vertical e favorecem controles rígidos, limitando a autonomia do
funcionário. Margens largas de controle reduzem custos, cortam despesas administrativas,
aceleram a tomada de decisões, aumentam a flexibilidade, delegam poder aos funcionários e
promovem contato mais estreito com os clientes.
Estrutura de comunicação: resultado da interação entre as unidades organizacionais. É
responsável por dar resposta às perguntas: O que comunicar? Porque comunicar? Como
comunicar? Quando comunicar? E, finalmente, para quem comunicar? Utiliza-se dos diversos
canais de comunicação disponíveis na organização.
Especialização do Trabalho: a divisão do trabalho, ou especialização do trabalho, descreve o
grau em que as tarefas organizacionais são subdivididas em cargos distintos. Um trabalho
completo não é executado por apenas uma pessoa. Ao contrário, ele é dividido em etapas, cada
uma finalizada por uma pessoa diferente. Ao final dos anos 1940, a especialização do trabalho
permitiu às empresas industriais a utilização mais eficiente das qualificações de seus
funcionários. Dessa forma, os gerentes acreditavam que a divisão do trabalho oferecia uma fonte
inesgotável de aumento da produtividade. Nos anos sessenta, contudo, as “deseconomias”
humanas advindas da especialização do trabalho passaram a ultrapassar as vantagens
econômicas. Os gerentes hoje percebem que embora a divisão do trabalho seja apropriada para
certos trabalhos, a produtividade em outros trabalhos pode ser aumentada por meio do
alargamento da margem dos cargos.
Departamentalização: a base na qual os cargos são agrupados para coordenar tarefas comuns
é chamada de departamentalização. As atividades podem ser agrupadas por função e buscar
economias de escala mediante a lotação de funcionários com qualificações e orientações comuns
em unidades comuns. As tarefas podem ser agrupadas de acordo com um produto específico.
Isto aumenta a responsabilidade pelo desempenho do produto, já que todas as atividades
relacionadas ao produto estão sob a direção de um gerente. Se os clientes de uma organização
estiverem geograficamente dispersos, as tarefas podem ser agrupadas com base na geografia ou
no território. Embora cada processo exija qualificações diferentes, a departamentalização por
processo possibilita a classificação homogênea das atividades. Finalmente, as atividades podem
ser agrupadas de acordo com o tipo de cliente atendido pela organização. Conquanto muitas
organizações utilizem uma combinação entre estes métodos, dois estão se tornando cada vez
mais populares: a departamentalização por cliente e as equipes interfuncionais ou
multidivisionais.
Centralização e Descentralização: o termo centralização diz respeito ao grau em que a
tomada de decisões está concentrada em um único ponto da organização. Quanto maior a
contribuição fornecida pelo pessoal de nível mais baixo, mais descentralizada a organização. As
organizações estão se tornando hoje mais descentralizadas para resolver problemas mais
depressa e obter maior contribuição e envolvimento dos funcionários em relação às metas
organizacionais.
Formalização ou padronização dos cargos: o termo formalização refere-se ao grau em que
os cargos são padronizados na organização. Cargos altamente formalizados são caracterizados
por descrições de cargo explícitas, regras organizacionais, procedimentos claramente definidos, e
produção consistente e uniforme. Cargos menos formalizados envolvem menos restrições
estruturais, e os funcionários dispõem de mais controle sobre o modo como executam seu
trabalho.
1. Organização linear
É o tipo de organização mais antigo e mais simples. Baseia-se no principio da unidade de comando. Suas
características principais são: A autoridade única baseada na hierarquia, as linhas formais de
comunicação, a centralização das decisões e o seu aspecto nitidamente piramidal. Apresenta fortes
vantagens como: Sua estrutura simples é de fácil compreensão, a clara delimitação das
responsabilidades de cada órgão, a facilidade de implantação e a sua estabilidade e adequação a
organizações de pequeno porte. Suas desvantagens residem em: Comando autocrático, tendência a
rigidez, e a inflexibilidade, falta de especialização, ênfase em chefes generalistas e congestionamento de
canais de comunicação à medida que a empresa cresce. Assim, a organização linear é indicada quando a
organização é pequena, rotineira, tiver vida curta ou ainda estiver no seu estágio inicial de vida.
Na menor empresa industrial – a empresa individual – já estão presentes as funções gerenciais
fundamentais: Vendas, Produção e Finanças. A empresa individual não tem estrutura de organização,
mas é o alicerce de estrutura em linha. À medida que os negócios do empresário individual progridem,
ele começa a não ter tempo de tratar eficientemente de todos os assuntos e inicia o processo de delegar
responsabilidades. Em geral, a primeira função delegada é a de produção enquanto que o dono-gerente
passa a dedicar-se a Vendas e Finanças. Teve início a estrutura em linha. Com o crescimento dessa mini-
empresa, o processo continua e o empresário contrata operários subordinados ao homem da Produção,
depois contrata vendedores ligados a um Gerente de Vendas; um contador entra para a empresa a fim
de aliviar a carga de problemas financeiros. Na prática a função financeira é, não só a última a ser
delegada como também a mais difícil de se delegar. Muitos empresários pequenos e médios no Brasil
ainda a mantêm. Com o tempo os níveis intermediários de autoridade também começam a se assoberbar
de serviço e apelam para o mesmo sistema de crescimento, isto é, contratar auxiliares que irão executar
suas tarefas, ficando-lhes reservadas as funções de revisão.
A estrutura funcional começa a tomar forma e sua representação começa a parecer um organograma,
porém ainda é apenas uma estrutura em linha.
2. Organização funcional
É o tipo de organização que se baseia no princípio funcional, ou seja, no princípio da especialização.
Suas principais características são: autoridade funcional ou dividida, linhas diretas de comunicação,
descentralização das decisões e ênfase na especialização. Suas vantagens residem em: melhor
supervisão técnica devido a especialização dos órgãos e comunicações diretas, sem intermediação. Suas
desvantagens estão em: Subordinação múltipla que provoca diluição da autoridade de comando,
tendência à concorrência entre os diferentes especialistas, confusão quanto aos objetivos e existência de
tensões e de conflitos dentro da organização.
Assim, a organização funcional é indicada quando a organização não é muito pequena ou quando se
torna interessante delegar temporariamente a autoridade funcional a algum órgão para implantar algo ou
avaliar alguma atividade.
3. Organização linha-staff
É uma combinação da organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo
as suas desvantagens, mas predominando as características lineares. Existem órgãos de linha (de
execução ou de operação) e órgãos de staff (de consultoria, de assessoria ou ainda de prestação de
serviços especializados). As suas características principais são: a fusão da estrutura linear com
estrutura funcional, permitindo coexistência de linhas formais de comunicação com a prestação de
assessoria funcional, separação entre órgãos funcionais (de linha) e órgãos de apoio (staff ou assessoria),
permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Suas vantagens estão
em: oferta interna e assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de
comando e atividade conjunta e coordenada dos órgãos de linha e staff. Suas desvantagens estão em:
possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio
dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff.
A organização linha-staff tem sido o tipo de organização mais utilizado nas empresas de hoje. A estrutura
de Produção da pequena empresa desincumbe-se de todas as funções de produção: projeta o produto,
planeja sua execução, coordena a produção, compra os materiais, controla a qualidade, contrata pessoal,
faz manutenção e forçosamente também fabrica as peças e monta os produtos acabados. Naturalmente,
este homem vai se sobrecarregar a tal ponto que o expediente de criar mais cargos de delegação direta
não resolve mais o seu problema, pois esses cargos vão lhe trazer ainda mais encargos, pois vão exigir
mais de outras tarefas que não as de produção. Nessa altura, o crescimento que vinha sendo feito “para
baixo” tem que ser feito “para os lados”: destacando da função de linha, tarefas afins e colocando-as a
responsabilidade do especialista que vai assessorar o homem de linha. É a criação do “apoio”, ou
assessoria ou estado-maior. As funções típicas transferidas para os departamentos de “apoio” são
aquelas que podem ser facilmente delegadas a profissionais e que não exigem autoridade específica
sobre o pessoal que executa tarefas em linha, no nível operacional.
Comissões ou comitês
As comissões (comitês, juntas, conselhos, grupos de trabalho etc.) têm algumas características, como o
fato de não constituírem um órgão da estrutura organizacional, podendo assumir uma variedade de
formas e existir em períodos variados de tempo.
Suas vantagens são: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e
coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações.
Suas desvantagens estão em: perda de tempo na tomada de decisões à medida que o seu tamanho
aumenta, o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas, divisão da responsabilidade e
necessidade de um coordenador eficiente.
9.3 DEPARTAMENTALIZAÇÃO
A fim de responder as exigências internas e externas, a organização pode desenvolver uma
especialização vertical (proporcionando maior número de níveis hierárquicos) e uma especialização
horizontal (proporcionando maior número de órgãos especializados).
A departamentalização constitui a combinação e/ou agrupamento adequados das atividades
necessárias à organização em departamentos específicos. É importante lembrar que uma empresa pode
empregar simultaneamente 2 ou mais tipos de departamentalização em cada uma de suas áreas básicas.
O que se busca com a análise estrutural e utilização do organograma é montar uma estrutura
organizacional eficiente na medida em que:
reflita as atividades necessárias;
proporcione e facilite o alcance de metas;
forneça condições que não provoquem atritos;
não crie expectativas que não serão atendidas e
seja confortável, dinâmica e flexível.
Tipos de Departamentalização
Funcional Processo
Territorial (ou localização geográfica) Projeto
Produtos (ou serviços) Matricial
Clientes Mista
1. Departamentalização funcional
Neste caso as atividades são agrupadas de acordo com as funções da empresa. É o critério mais usado.
A principal característica deste tipo de agrupamento é a natureza das atividades dos trabalhos. Cada
empregado recebe ordens de um superior. Dá ênfase à técnica e à especialização. Aplicações:
Organizações de natureza industrial, especialmente em linhas de produção e montagem.
Funcional Presidente
Diretor de Diretor
Diretor de Finanças
Marketing Administrativo
Diretor de Diretor de
Engenharia Produção
Vantagens:
1. maior estabilidade e maior segurança, baseada tanto na execução das tarefas, como no
relacionamento de colegas;
2. especialização do trabalho e maior concentração e uso de recursos especializados;
3. permite economia pela utilização máxima de máquinas e produção em massa;
4. orienta pessoas para uma específica atividade – concentração de competência;
5. aconselhada para empresas que tenham poucas linhas de produtos ou serviços e que
permaneçam inalterados por longo tempo.
Desvantagens:
1. insegurança das pessoas, aspecto este relacionado à situação de empresa com grande
crescimento e conseqüente aumento de complexidade;
2. especialização do trabalho - cada chefe funcional estabelece que a sua função é a mais
importante da empresa;
3. a responsabilidade pelo desempenho total está somente na cúpula;
4. a comunicação geralmente é ineficiente;
5. baixa adaptabilidade como conseqüência do estabelecimento de possíveis feudos de
especialização dentro da empresa e visão parcial da empresa pois, apenas os elementos lotados
nos níveis mais elevados da empresa têm uma visão de conjunto.
Desvantagens:
duplicação de instalações e de pessoal se não houver um planejamento efetivo;
pode deixar em segundo plano a coordenação, tanto nos aspectos de planejamento, execução ou
controle da empresa como nos aspectos de métodos, em face do grau de liberdade e autonomia
colocado nas regiões ou filiais;
a preocupação estritamente territorial concentra-se mais nos aspectos mercadológicos e de
produção e quase não requer especialização. As outras áreas de empresa tornam-se secundárias.
Desvantagens
pode ser de coordenação mais difícil, quando do estabelecimento das políticas gerais da empresa;
pode propiciar o aumento dos custos pela duplicidade de atividades nos vários grupos de
produtos;
pode criar uma situação em que os gerentes de produtos se tornam muito poderosos, o que pode
desestabilizar a estrutura da empresa.
Desvantagens:
utilização inadequada de recursos humanos e de equipamentos
Desvantagens:
• coordenador do projeto pode não dar a devida atenção à parte administrativa, gerando uma
situação de recursos ociosos ou mal empregados;
• geralmente não apresenta um sistema adequado de comunicação e de tomada de decisão,
principalmente porque cada grupo procura dedicar-se ao seu próprio projeto;
• a eficiência e eficácia de um grupo estão diretamente relacionadas com o tamanho do grupo.
Maior o grupo, menor a probabilidade de seu sucesso.
7. Departamentalização matricial
Neste caso tem-se a sobreposição de dois ou mais tipos de departamentalização sobre a mesma pessoa.
Geralmente esta sobreposição se refere à fusão entre a estrutura funcional e a estrutura por projetos.
Uma tendência de gerentes de projetos, nesse tipo de departamentalização é a de tentar alocar a maior
quantidade de recursos para si próprios através da monopolização dos setores funcionais. Se isso não for
evitado, as funções são enfraquecidas e eventualmente perderão sua força. O grande inconveniente da
departamentalização matricial é a dificuldade de definir claramente atribuições e autoridade de cada
elemento da estrutura e minimizar conflitos inevitáveis.
Vantagens:
• possibilidade de maior aprimoramento técnico de sua equipe de trabalho;
• coordenação de equipe de forma mais adequada e coerente;
• maior desenvolvimento de pessoal;
• maior especialização nas atividades desenvolvidas;
• uso adequado dos vários recursos;
• maior controle de prazos e do orçamento;
• melhor atendimento dos clientes do projeto;
Desvantagens:
• dupla subordinação, gerando um clima de ambigüidade de papéis e relações;
• conflitos de interesse entre os chefes funcionais e os de projeto.
A função Direção relaciona-se diretamente com a maneira pela qual o objetivo da organização é
alcançado, através da orientação do trabalho que deve ser executado. Uma vez definidos os objetivos,
realizado o planejamento e estabelecidos os programas e projetos de trabalho, cabe à direção dar
dinâmica à organização.
A direção, ao se preocupar com a execução das operações e com o alcance dos objetivos, deve
considerar a motivação, a comunicação e a liderança. Esta função incumbe-se de dizer às pessoas o que
fazer e garantir que elas o façam da melhor maneira possível.
A administração tem sido definida, por vezes, como administrar pessoas e não coisas. Esta definição
implica que o gestor deve fazer as outras pessoas agirem como ele quer que elas o façam, e para isso ele
precisa saber o que ele quer que elas façam e como elas devem agir para a organização atingir suas
metas. Isto inclui que os subordinados saibam o que é esperado deles em cada situação e que o gestor
os ajude a melhorar suas capacidades.
Os princípios gerais da administração aplicados à Direção são:
Princípio da Unidade de Comando: cada subordinado deve prestar conta somente a um
superior;
Princípio de Delegação: as funções devem ser delegadas a determinado nível organizacional
que possa executá-las;
Princípio da Amplitude de Controle: há um limite de pessoas que um chefe pode
supervisionar adequadamente; e
Princípio de Coordenação e da Relações Funcionais: deve haver uma ação globalizada e
convergente que harmonize e capitalize todos os esforços individuais em benefício do objetivo
comum.
Para compreensão da função direção, é importante compreender os conceitos de autoridade e poder. A
autoridade de um indivíduo pode ser formal, quando esta é decorrente de seu cargo ou função, ou
pode ser estabelecida pela aceitação do grupo sobre o qual um indivíduo exerce sua influência. Esta
última está baseada em questões como respeito e reconhecimento do grupo por seu dirigente. (É
importante não confundir autoridade com autoritarismo).
O poder pode ser exercido de múltiplas formas ou estilos, destacados a seguir:
Poder de recompensa: surge do número de recompensas positivas (dinheiro, proteção, etc)
que um indivíduo pode oferecer a outros;
Poder coercitivo: resulta da pressão exercida sobre os indivíduos, tais como demissão, punição,
etc.
Poder Legítimo: resulta de um cargo formal, de uma atribuição legal, como por exemplo o
poder de um prefeito, de um diretor ou presidente de alguma organização. Este tipo de poder
independe da competência do indivíduo que o detém.
Poder de Referência: está fundamentado no carisma do indivíduo, que lhe permite influenciar o
grupo.
Poder de especialista: é o poder decorrente do conhecimento e domínio técnico.
Poder de conexão: é aquele derivado do relacionamento do indivíduo com pessoas que tem o
poder.
O sábio uso dos diferentes estilos de poder confere ao dirigente de uma organização melhores condições
de liderar seu pessoal. É também necessário que o dirigente saiba delegar poderes ao membros de sua
equipe.
Origem
O estudo científico do comportamento humano aplicado a Administração começou a ganhar importância a
partir do fim da Primeira Guerra Mundial. Preocupados em determinar uma alocação ótima do pessoal
recrutado nas funções militares, os oficiais do Exército americano criaram nesta época um sistema de
seleção baseado em testes de inteligência. Influenciados pelo conceito de homem de primeira classe,
desenvolvidos pelos teóricos da Administração Científica, estes oficiais acreditavam que deveriam alocar
a cada função a pessoa que tivesse maior aptidão para aprender a realizá-la da melhor maneira possível.
Logo a idéia foi levada para os processos de seleção das empresas, onde se desenvolveram diversos
testes que visavam medir variáveis como inteligência, aptidões específicas e características da
personalidade. Além de testes escritos, surgiram exercícios situacionais e entrevistas.
A preocupação com o comportamento humano nas empresas foi intensificada na década de 1930, por
dois acontecimentos: os estudos de Elton Mayo em Hawthorne, e a promulgação nos EUA do National
Labor Relations Act em 1934, garantindo o direito de associação dos trabalhadores americanos
(sindicatos). Estes movimentos levaram os empresários a se preocupar com técnicas capazes de
motivar os empregados. Vários benefícios foram implementados para “agradar” aos trabalhadores, por
exemplo, planos de seguros, canais de comunicação com a direção, encontros, festas, competições etc.
A partir principalmente da década de 1960, as intervenções experimentais passam a ter lugar nas
empresas, procurando formas de alterar, não apenas a descrição de cargos e a estrutura organizacional,
mas também as relações entre pessoas e grupos de pessoas. Tratava-se da consolidação do
behaviorismo como inspirador de práticas administrativas.
Figuras do behaviorismo
Surgia, assim, uma nova abordagem do pensamento administrativo de recursos humanos, tendo como
principais representantes os teóricos:
- Chester Barnard, destaca-se em sua obra o tratamento da tomada de decisões como centro da
administração e sua colocação teórica ampla e inovadora do conceito de autoridade.
Segundo Barnard, o executivo é o fator mais estratégico da organização. Suas funções são
comparáveis às do sistema nervoso, incluindo o cérebro, em relação ao resto do corpo. Cabe ao
executivo desempenhar algumas funções essenciais: prover o sistema de comunicação, promover a
garantia de esforços essenciais, formular e definir o propósito organizacional. O grupo assume um
papel muito importante no desempenho de cada uma dessas funções, já que o ser humano não atua
isoladamente, mas interagindo com os outros.
- Herbert Simon, na sua obra merece especial destaque o tratamento dado ao processo de tomada de
decisão, à participação dos grupos no processo decisório e aos limites da racionalidade.
Simon defendia que toda atividade administrativa é grupal. A empresa deve retirar parte da
autonomia decisória individual e substituir por um processo decisório organizacional, ou seja, o
processo decisório é o resultado da participação dos vários grupos que formam a empresa.
- Abraham Maslow, desenvolveu a teoria da hierarquia das necessidades, pela qual as carências
humanas eram dispostas numa hierarquia, e as suas insatisfações motivariam o comportamento.
- Frederick Herzberg, identificou no trabalho fatores higiênicos, ou de manutenção (extrínsecos) e
motivadores (intrínsecos) como influenciadores do comportamento humano.
- David McClelland, classificou as necessidades humanas voltadas para a realização, afiliação e
poder, enfatizando a importância das necessidades adquiridas.
- Douglas McGregor, distinguiu duas concepções do ser humano, a teoria X e a teoria Y, a primeira
representando os postulados clássicos em administração sobre a natureza humana e a segunda uma
visão mais auto-realizadora.
- Rensis Likert, teve a virtude de desmistificar um dos princípios mais sagrados da escola de
Administração Científica, o da amplitude de controle.
- Ross Stagner, discute em sua obra os conflitos entre empresas e sindicatos, identificando as
percepções individuais como fonte de conflito;
- Chris Argyris, que desenvolveu o conceito de organização que aprende, por meio de aprendizagem
de laço duplo, ou seja, parte da existência de um conflito que põe em dúvida as normas
organizacionais.
Estes teóricos concebem a organização não apenas como um espaço de realização das atividades
desejadas pela organização formal, mas também como um lugar onde os indivíduos ou grupos procuram
satisfazer às suas necessidades particulares.
C) Processo Decisório
Unido a motivação e liderança, o processo decisório é o principal tema da Teoria Comportamentalista.
Sua compreensão é melhor definida com o comportamento humano e a tomada de decisão.
D) Comportamento Motivacional
Citado por Maslow e McGregor, ele é explicado pelas necessidades humanas. Neste sentido identificamos
três características no comportamento:
1. O comportamento é causado (por estímulos internos ou externos);
2. O comportamento é motivado (há um impulso, um desejo, uma necessidade, uma tendência);
3. O comportamento é orientado para objetivos (há uma finalidade)
Motivação é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma ou, pelo menos, que dá
origem a uma propensão ou um comportamento específico. Este impulso à ação pode ser provocado por
um estímulo externo (ambiente) ou gerado internamente nos processos mentais do indivíduo.
A motivação está relacionada com o sistema de cognição do indivíduo (pelo que ele pensa, crê e prevê).
É dada em termos de forças ativas traduzidas por “desejo” e “receio”. (ver item 8.4: Teorias
Motivacionais)
Por essas razões, essas teorias caíram em descrédito e perderam sua importância. As teorias de
lideranças, baseadas em características no perfil do "grande homem" constituem uma ficção.
Conclusões
Os grupos submetidos a Liderança autocrática ou autoritária apresentaram a maior quantidade de
trabalho produzido.
Sob a Liderança Liberal não se saíram bem quanto a quantidade e quanto a qualidade.
Com a Liderança Democrática, os grupos apresentaram um nível quantitativo de produção
equivalente a liderança autocrática, com uma qualidade de trabalho surpreendentemente
superior.
Tannenbaum e Schmidt expõem uma abordagem situacional de liderança, com uma gama ampla de
padrões de comportamento de liderança que o administrador escolhe para as suas relações com os
subordinados. Cada tipo de comportamento está relacionado com o grau de autoridade utilizado pelo líder
e o grau de liberdade para os subordinados na tomada de decisão, dentro de um contínuo de padrões de
liderança.
O comportamento de liderança localizado no lado esquerdo denota o administrador que mantém alto grau
de controle sobre os subordinados, quanto o comportamento localizado no lado extremo direito denota o
administrador que permite ampla liberdade de ação para os subordinados. Nenhum dos extremos é
absoluto, pois a autoridade e liberdade nunca são ilimitadas. Para escolher o padrão de liderança e adotar
em relação aos subordinados, o administrador deve considerar e avaliar três forças que agem
simultaneamente:
"A aplicação de esforço físico ou mental em um trabalho é tão natural quanto jogar ou
descansar. O trabalho pode ser uma fonte de satisfação (e deve ser voluntariamente
desempenhado) ou uma fonte de punição (e deve ser evitado, se possível).
O homem médio aprende, sob certas condições, não só a aceitar, mas também a procurar
responsabilidade. A fuga à responsabilidade, a falta de ambição e a ênfase sobre a segurança
pessoal são geralmente conseqüências da experiência de cada um e não características
humanas inerentes e universais.
A capacidade de aplicar imaginação e engenhosidade, na solução de problemas
organizacionais é amplamente, e não escassamente, distribuída na população.
Sob as condições da moderna vida industrial, as potencialidades intelectuais do homem
médio são apenas parcialmente utilizadas."
1
Sociólogo norte-americano. Sua obra teve grande repercussão na teoria organizacional e no estudo da liderança. Likert baseou-se em
inquéritos intensivos a empregados de companhias industriais, em que os interrogava sobre o comportamento dos seus supervisores.
Sistema 3 - Consultivo
É um sistema administrativo que está mais para o participativo do que para o autocrático e impositivo.
Representa um gradativo abrandamento da arbitrariedade organizacional. Suas principais características
são:
1. Processo de decisão: Participativo e consultivo, aceitando opinião e pontos de vista dos níveis
inferiores na definição das políticas e diretrizes que os afetam. Obviamente, todas as decisões
são posteriormente submetidas à provação da cúpula empresarial.
2. Sistema de comunicação : Procura-se facilitar o fluxo no sentido vertical (descendente e
ascendente) e horizontal, mais voltadas para a orientação ampla do que para ordens especificas.
3. Relacionamento interpessoal: A empresa cria condições favoráveis a uma organização
informal sadia e positiva. A confiança depositada nas pessoas já é bem mais elevada, embora
ainda não seja completa e definitiva. O trabalho permite formação de grupos e de equipes
transitórias onde o relacionamento humano é privilegiado.
4. Sistema de recompensas e de punições: Há ênfase nas recompensas materiais (como
incentivos salariais e oportunidades de promoção e desenvolvimento profissional) e simbólicas
(como prestígio e status), embora eventualmente possam ocorrer punições leves e castigos.
Encontrado em empresas de serviços (como bancos e financeiras) e em certas áreas administrativas de
empresas industriais mais organizadas e avançadas em termos de relação com empregados.
Sistema 4 - Participativo
É o sistema administrativo francamente democrático e participativo. É o mais aberto de todos os
sistemas. Suas principais características são:
1. Processo de decisão: Totalmente delegado aos níveis inferiores. O nível institucional define
políticas e controla resultados. Apenas em ocasiões de emergência os altos escalões assumem
decisivamente , porém, sujeitando-se à ratificação explícita dos grupos envolvidos.
2. Sistema de comunicação: As comunicações fluem em todos os sentidos e a empresa faz
investimentos em sistema de informações , pois são básicos para sua flexibilidade e eficiência.
3. Relacionamento interpessoal: A ênfase é colocada no trabalho em equipe. A formação de
grupos espontâneos é importante para o efetivo relacionamento entre as pessoas. As relações
interpessoais baseiam-se principalmente na confiança mútua entre as pessoas e não em
esquemas formais (como descrições de cargos, relações formais previstas no organograma etc.).
O sistema estimula a participação e o envolvimento grupal intensos, de modo que as pessoas se
sintam responsáveis pelo que decidem e pelo que fazem em todos os níveis organizacionais.
4. Sistema de recompensas e de punições: Há forte ênfase nas recompensas, notadamente nas
simbólicas e sociais, embora não sejam negligenciados as recompensas salariais e materiais.
Muito raramente ocorrem punições, as quais quase sempre são definidas e decididas pelos grupos
envolvidos.
Na prática esse sistema é pouco encontrado, tem sido localizado em empresas que utilizam sofisticada
tecnologia e onde o pessoal é extremamente especializado e desenvolvido (empresas de serviços de
propaganda, consultoria em engenharia e administração), onde os profissionais desenvolvem atividades
complexas.
Pesquisas realizadas por Likert indicam que as empresas que mais se aproximam do sistema 4 são as de
melhor desempenho e as que obtêm os melhores resultados. Além disso, a maioria dos empregados e
gerentes considera os estilos mais próximos do sistema 4 preferíveis aos mais próximos do sistema 1.
Assim sendo, esse modelo é usado em intervenções para provocar mudanças organizacionais, no
processo de pesquisa e realimentação.
Limitações
Likert (1971) faz considerações sobre suas descobertas:
Apesar das pesquisas indicarem que administradores de alta produtividade são aqueles que
aderiram a um determinado padrão de liderança que gerou lealdade, satisfação,
comprometimento, etc., não quer dizer que todos os administradores necessariamente devam
fazer o mesmo para atingirem o mesmo resultado.
"A administração tecnicamente competente, concentrada no serviço, insensível e dura, pode
obter produtividade relativamente alta. Os indícios patenteiam de forma clara que esta espécie de
supervisão associada ao uso de controles restritos de parte da organização de linha pode lograr
boa produtividade”.
Não obstante, os membros de unidades cujos supervisores empregam esses métodos de pressão
exagerada têm maiores probabilidades de se alinharem entre aqueles que têm as atitudes menos
favoráveis para com sua tarefa e com seus supervisores, tendendo a incorrer em excessivo
desperdício, perda de retalhos, e giro de pessoal.
Não é verdadeira a tese de que toda organização onde existem elevados níveis de confiança,
atitudes favoráveis e altos índices de satisfação com o serviço serão altamente produtivos. Faz-se
necessário que os processos utilizados à tomada de decisão empregados pela organização
resultem no estabelecimento de altas metas de desempenho pelos próprios membros, dentre
outros aspectos.
Likert, cujo trabalho só foi reconhecido postumamente, afirmou que "todos os aspectos das
atividades de uma empresa são determinados pela competência, motivação e eficácia de seu
quadro total de funcionários".
Uma das variáveis mais importantes que precedem o comprometimento da força de trabalho é a
comunicação. A comunicação é essencial ao bom funcionamento de qualquer tipo de comunidade,
e em uma empresa representa um dos mais importantes processos administrativos.
CONCLUSÃO
Existe uma relação entre a tecnologia utilizada pela empresa e as características das pessoas envolvidas
e os sistemas administrativos apresentados. Quanto mais desenvolvida a tecnologia, tanto maior o
preparo humano e maior a necessidade de utilizar o Sistema 4.
Na realidade, os quatro sistemas apresentados por Likert constituem um continuum que vai desde um
sistema autoritário e rígido (Sistema 1) até um sistema participativo e grupal (Sistema 4), passando por
dois sistemas intermediários.
Obviamente, a aplicação de cada um desses sistemas depende das concepções a respeito da natureza
humana que dominam os escalões hierárquicos das organizações. Porém, dentro de uma mesma
organização, é comum verificar a existência de dois ou mais sistemas em diferentes áreas de atividade.
Em muitas organizações, por exemplo, utiliza-se o Sistema 1 na administração do pessoal horista
não-qualificado, com todas as suas conseqüências, o Sistema 2 é aplicado sobre o pessoal mensalista,
sem responsabilidade de supervisão, enquanto o Sistema 3 envolve o pessoal executivo em nível de
gerência da organização.
O Ciclo Motivacional
O ciclo motivacional inicia-se com o surgimento de uma necessidade; esta rompe o estado de equilíbrio
do organismo, causando tensão, insatisfação, desconforto e desequilíbrio; Esse estado leva o indivíduo a
uma ação ou comportamento capaz de descarregar a tensão ou de livrá-lo do desconforto; Se o
Herzberg os fatores motivacionais estão sobre controle do individuo, pois estão relacionados com aquilo
que ele faz. Envolve a delegação de responsabilidade; reconhecimento por realização; promoção e
oportunidades; uso pleno das habilidades pessoais; estabelecimento de objetivos e avaliação relacionada
com eles; simplificação do cargo (pelo próprio ocupante); e ampliação ou enriquecimento do cargo
(horizontal ou verticalmente).
Em essência, a teoria dos dois fatores sobre a satisfação no cargo afirma que:
a satisfação no cargo é função do conteúdo ou atividades desafiadoras e estimulantes do cargo:
são chamados fatores “motivadores”;
a insatisfação no cargo é função do ambiente, da supervisão, dos colegas, e do contexto geral do
cargo; são chamados fatores higiênicos.
Concluindo, ao contrário de Maslow que considera que a motivação consiste na satisfação das
necessidades, podendo estas serem de deficiência ou de crescimento. Herzberg, por sua vez, considera
que a motivação só ocorre quando a satisfação se dá no sentido do crescimento do indivíduo, em termos
de realização e satisfação. Os fatores que evitam a insatisfação, como o suprimento das necessidades
básicas, e aqui ele não se refere somente às necessidades de sobrevivência mas também às condições de
trabalho, salário e política da empresa, são consideradas somente como evitadores da insatisfação,
porém, não é motivação. Para Maslow, a motivação é gerada tanto por recompensas externas quanto
internas, enquanto que para Herzberg, a recompensa tem que ser interna, para proporcionar motivação.
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Conceitos; Mercado; Clientes e Consumidores; Plano de Marketing; Marketing Mix
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Produto e Serviço; Desenvolvimento de Produto; Cadeia de Suprimentos; Produção Enxuta
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Planejamento; Recrutamento e Seleção; Treinamento; Remuneração; Avaliação de Desempenho