Instituto Superior Politécnico Metropolitano de Angola
Representação de Dados
Inteiros Positivos
Código do curso: LCC1T
Grupo nº: 2
Introdução à Ciência da Computação
DOCENTE
______________________
Lista de integrantes
Nome Nº de Estudante
João Baptista De Carvalho 20220947
Alexandre Sebastião Cassua Gaspar 20220566
Hélder
Índice
Introdução.................................................................................................................................... 4
Representação de Dados ............................................................................................................. 5
Sistemas de Numeração .......................................................................................................... 5
Tipos de sistemas de numeração ........................................................................................ 6
Representação Numérica ........................................................................................................ 7
Sistema Binário........................................................................................................................ 7
Sistema Hexadecimal .............................................................................................................. 9
Representação de Números Inteiros Positivos .................................................................... 10
Valor e representação ....................................................................................................... 15
Conclusão ................................................................................................................................... 17
Referências Bibliográficas ........................................................................................................ 18
Introdução
Crê-se que a criação de números surgiu da necessidade de contar, seja o número
de animais, alimentos, ou coisas do género. Como a evolução nos legou algumas
características, como os cinco dedos em cada mão e cinco dedos em cada pé, seria muito
natural que os primeiros sistemas de numeração fizessem uso das bases 10 (decimal) e 20
(vigesimal).
O sistema de numeração normalmente utilizado, o sistema decimal, apresenta dez
dígitos (algarismos), são eles: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9. No sistema decimal 10 é a base
do sistema e seu dígito máximo é 9.
Descrição geral de um número em qualquer base:
… + 𝒙 . 𝒃𝒂𝒔𝒆𝒚 +…
posição do dígito em relação a vírgula
Dígito do número em questão
Base do sistema de numeração
Nesta generalização, y vale 0 para o primeiro dígito à direita da vírgula, 1 para o
segundo dígito e assim por diante. Para à esquerda da vírgula y passa a valer -1 para o
primeiro dígito, -2 para o segundo dígito e assim por diante.
Observe que para um sistema de base N, os dígitos vão de 0 à N-1. Quando se
atinge a contagem N, um novo dígito é acrescentado à direita do número (parte inteira).
Ex: 328451,5210 = 3 × 105 + 2 × 104 + 8 × 103 + 4 × 102 + 5 × 101 + 1 × 100 +
5 × 10−1 + 2 × 10−2
= 300000 + 20000 + 8000 + 400 + 50 + 1 + 0,5 + 0,02
= 328451,5210
Em regra geral, quando não representamos a base subscrita logo à direita do
número, significa que o mesmo é base 10.
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Representação de Dados
Representação é o acto ou efeito de representar, exibir, mostrar ou expor alguma
coisa.
Um dado é a representação de uma variável, que pode ser quantitativa ou
qualitativa, que indica um valor que é atribuído à coisa e é representado por uma
sequência de símbolos, números ou letras.
Dados são uma coleção de valores discretos que transmitem informações,
descrevendo quantidade, qualidade, factos, estatísticas, outras unidades básicas de
significado, ou simplesmente sequências de símbolos que podem ser posteriormente
interpretados. De forma resumida, os dados podem ser entendidos como sendo elementos
ou valores discretos que isoladamente não têm um sentido completo.
Os dados descrevem factos empíricos. Para examiná-los, eles devem ser
organizados ou tabulados, já que um dado por si só não pode demonstrar muito, mas o
todo deve ser avaliado para examinar os resultados.
Dados em computação
Na informática, os dados representam a expressão geral que descreve as
características da entidade na qual opera. A função dos programas e aplicativos é o
processamento de dados, uma vez que cada linguagem de programação possui um
conjunto de dados a partir dos quais funciona. Todas as informações que entram e saem
de um computador o fazem na forma de dados.
Sistemas de Numeração
Desde os tempos remotos o homem utiliza a escrita para registrar e transmitir
informação. A escrita vai do antigo hieróglifo egípcio até o alfabeto latino atual (ou
“alfabeto” chinês/japonês). O alfabeto, como conjunto de símbolos, se desenvolveu,
originalmente na Grécia e, posteriormente, em Roma e constitui a origem de nosso
alfabeto actual.
Uma das primeiras tentativas de registro de quantidades sob a forma de escrita foi
o sistema de numeração indo-arábico, do qual é derivado o actual sistema decimal. Um
sistema de numeração é formado por um conjunto de símbolos utilizados para
representação de quantidades (alfabeto) e as regras que definem a forma de representação.
Quando falamos em sistema decimal, estamos estabelecendo que a nossa base de
contagem é o número 10, pois o sistema decimal possui um alfabeto de 10 símbolos: 0,
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Este conjunto de símbolos do alfabeto define o que é chamado de
base do sistema de numeração. Assim, se temos 10 símbolos, estamos trabalhando sobre
a base 10. U m sistema de numeração é determinado fundamentalmente pela sua base.
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Tipos de sistemas de numeração
Sistemas de numeração podem ser divididos em 2 grupos: os sistemas não-
posicionais e os sistemas posicionais.
Sistemas não-posicionais
São aqueles em que o valor atribuído a um símbolo não se altera,
independentemente da posição em que ele se encontre no conjunto de símbolos que está
representando um número. Um exemplo de sistema não-posicional é o sistema de
numeração romano. Neste sistema temos os símbolos I, V, X, L, C, D e M. Em qualquer
posição dentro de um conjunto destes símbolos, eles não alteram seus valores (I → 1, V
→ 5, X → 10, L → 50, C → 100 e M → 1000).
No sistema de numeração romano antigo por exemplo (onde o número 4 era
representado por IIII), a posição do símbolo tinha sempre o mesmo significado, ou seja,
o número 1.469 era representado como MCCCCLXVIIII. Esta forma era somente por
conveniência pois ele também poderia ser representado como CMCCLCIIXVII.
Já no sistema romano “moderno”, o que se altera é a sua utilização para a definição
da quantidade representada (porém individualmente eles continuam representando a
mesma quantidade), a partir das regras definidas pelo sistema: • Cada símbolo colocado
à direita de um maior é adicionado a este. Ex.: XI → 10 + 1 = 11; • Cada símbolo colocado
à esquerda de um maior tem o seu valor subtraído deste. Ex.: IX → 10 – 1 = 9;
Assim, o número X XI representa 21 em decimal (10 + 10 + 1), enquanto que XIX
representa 19 (10 + 10 – 1).
Sistemas posicionais
São aqueles em que o valor atribuído a um símbolo depende da posição em que
ele se encontra no conjunto de símbolos que está representando um número. O exemplo
típico de sistema posicional é o sistema de numeração decimal. Neste sistema, por
exemplo, o símbolo 5 pode representar o valor 5, o valor 50, como em 57 (50 + 7), o valor
500, como em 503 (500 + 3), e assim por diante. Isto é, a regra válida para o sistema
decimal é que quanto mais à esquerda do número o símbolo está, mais ele vale. Na
verdade, a cada posição mais à esquerda, o símbolo vale 10 vezes mais.
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Representação Numérica
A representação de quantidade no computador se baseia na representação sistemas
numéricos tradicionalmente conhecidos. Estes sistemas numéricos são posicionais, isto é,
cada quantidade é representada em uma única forma, mediante uma certa combinação de
símbolos, que têm um significado distinto, segundo sua posição.
No sistema decimal, como já comentado, cada posição tem um valor intrínseco
que equivale a dez vezes o valor da posição que está imediatamente a sua direita. Supondo
que a cada posição designamos uma casa, o valor das casas vai aumentando para a
esquerda de 10 em 10 vezes e os dígitos ou símbolos que podemos colocar nelas são: 0,
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, os quais possuem um valor intrínseco distinto para cada um. Se
representarmos o número 245 assinalando um símbolo a cada casa, indicando o valor de
cada casa, teremos:
Valor da casa 1000 100 10 1 0,1 0,01
Dígitos 0 2 4 5 0 0
O significado de cada dígito em determinada posição é o valor da casa
multiplicado pelo valor do dígito e a quantidade representada é a soma de todos os
produtos. A partir disto podemos dizer que o valor de um número X é
𝑿 = 𝒂𝒏 𝑩𝒏 + 𝒂𝒏−𝟏 𝑩𝒏−𝟏 + ⋯ + 𝒂𝟎 𝑩𝟎
onde an>0, cada 𝑎𝑖 é um inteiro não negativo e n é um valor que representa a
posição mais à esquerda do número, ou posição mais significativa do número. Este valor
é contado atribuindo-se o valor zero à posição mais à direita (no caso de um valor inteiro)
e somando se 1 até chegar à última posição do número. Esta representação de X é única
e é chamada de representação de X na base B, representada como (𝑿)𝒃 . Assim, temos
que o número 3547, por exemplo pode ser representado da seguinte forma
𝟑 × 𝟏𝟎𝟑 + 𝟓 × 𝟏𝟎𝟐 + 𝟒 × 𝟏𝟎𝟏 + 𝟕 × 𝟏𝟎𝟎 = 𝟑𝟎𝟎𝟎 + 𝟓𝟎𝟎 + 𝟒𝟎 + 𝟕 = 𝟑𝟓𝟒𝟕
Sistema Binário
No sistema binário, cada número é representado de uma forma única, mediante
uma combinação de símbolos 0 e 1, que, em nosso caso, será uma combinação de “estados
1” e “estados 0” dos bits que formam um conjunto ordenado. Designaremos por 𝑏𝑖 cada
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bit deste conjunto ordenado, no qual o sub-índice i corresponde ao número da casa que o
bit está ocupando. Seguindo a lógica de que cada posição em número decimal vale 10
vezes mais que a posição imediatamente a sua direita e 10 vezes menos que a posição
imediatamente a sua esquerda, no sistema binário cada casa vale 2 vezes mais que aquela
que está imediatamente a sua direita e 2 vezes menos que a que está a sua esquerda. Desta
forma, teremos que, se o valor da primeira casa da direita for 20 , a segunda valerá
20 × 2 = 21 , e assim consecutivamente para a esquerda. Os valores das casas ficam
claros no seguinte esquema:
… 𝟐𝟔 𝟐𝟓 𝟐𝟒 𝟐𝟑 𝟐𝟐 𝟐𝟏 𝟐𝟎 𝟐−𝟏 𝟐−𝟐 …
Se b0, b1, b2, etc., são os bits que se coloca em cada posição, a quantidade
representada valerá:
… + 𝒃𝟒 𝟐𝟒 + 𝒃𝟑 𝟐𝟑 + 𝒃𝟐 𝟐𝟐 + 𝒃𝟏 𝟐𝟏 + 𝒃𝟎 𝟐𝟎 + 𝒃−𝟏 𝟐−𝟏 +…
Para evitar a representação mediante o somatório, adota-se a convenção de separar
mediante vírgulas as casas 20 e 2−1 , de tal modo que a representação fique:
… 𝒃𝟒 𝒃𝟑 𝒃𝟐 𝒃𝟏 𝒃𝟎 , 𝒃−𝟏 𝒃−𝟐 …
Em que 𝑏𝑖 = 0 ou 1. Exemplo: o número binário 10011,01 representa a
quantidade:
𝟏. 𝟐𝟒 + 𝟎. 𝟐𝟑 + 𝟎. 𝟐𝟐 + 𝟏. 𝟐𝟏 + 𝟏. 𝟐𝟎 + 𝟎. 𝟐−𝟏 + 𝟏. 𝟐−𝟐
A partir do conhecimento sobre a base, podemos saber quantos números ou
caracteres podem ser representados de acordo com o número de bits utilizados. Sabe-se,
por exemplo, que com um bit podemos representar dois valores diferentes: 0 e 1. Se
tivermos 2 bits, então poderemos representar 4 diferentes valores com as combinações
dos valores possíveis de cada bit. Isto é, chamando-se o primeiro bit de b1 e o segundo
de b2, podemos ter todos valores possíveis da combinação de valores b1b2.
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Como tanto 𝑏1 quanto 𝑏2 podem assumir o valor 0 ou 1, teremos as seguintes
possíveis combinações:
Bit 𝒃𝟏 Bit 𝒃𝟐 Bit 𝒃𝟏 𝒃𝟐
0 0 00
0 1 01
1 0 10
1 1 11
Da mesma forma, se tivermos 3 bits, poderemos combinar os valores destes três
bits e obteremos 8 diferentes valores: 000, 001, 010, 011, 100, 101, 110 e 111. Disso,
podemos concluir que, quando temos 1 bit conseguimos representar 2 valores distintos
(21 valores); quando temos 2 bits, conseguimos representar 4 valores distintos (22
valores); e quando temos 3 bits, podemos representar 8 valores diferentes (22 valores).
Logo, para um número n de bits, poderemos representar 2𝑛 valores distintos. Com isso,
com 8 bits poderemos representar 28 = 256 valores distintos.
Sistema Hexadecimal
Como já visto, computadores usam o sistema binário para representar seus dados.
Mas é difícil e trabalhoso para um programador descrever com conjuntos de 0 e 1 os
números a serem postos na memória do computador por um dado programa. Por isso,
usa se uma forma mais compacta de representação em que os bits são agrupados de 4
em 4. Assim, cada grupo de 4 bits é transformado em um único símbolo. Como o maior
valor representado por um conjunto de 4 bits é 1111, o qual representa o valor 15 em
decimal, ou seja, é possível representar 16 números (0 até 15), este sistema é chamado de
hexadecimal ou sistema de base 16.
No sistema hexadecimal, cada casa vale 16 vezes a que está a sua direita, e os
símbolos utilizados são: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E e F. O símbolo “A”
equivale a dez, o B equivale a onze e assim consecutivamente até F que equivale a quinze,
no sistema decimal.
Exemplo o número hexadecimal A17,B9 representa a quantidade:
𝟏𝟎 × 𝟏𝟔𝟐 + 𝟏 × 𝟏𝟔𝟏 + 𝟕 × 𝟏𝟔𝟎 + 𝟏𝟏 × 𝟏𝟔−𝟏 + 𝟗 × 𝟏𝟔−𝟐
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A representação do conjunto dos símbolos deste sistema mediante grupos de
quatro bits, em que cada símbolo se faz corresponder com sua representação binária, é
apresentada a seguir:
(0000)…………………………0 (1000)…………………………8
(0001)…………………………1 (1001)…………………………9
(0010)…………………………2 (1010)…………………………A
(0011)…………………………3 (1011)…………………………B
(0100)…………………………4 (1100)…………………………C
(0101)…………………………5 (1101)…………………………D
(0110)…………………………6 (1110)…………………………E
(0111)…………………………7 (1111)…………………………F
Desta forma, o nosso número A17, B9 ficaria em binário:
101000010111,10111001
É possível considerar, do conjunto de símbolos hexadecimais representado em
binário, aqueles que correspondem a um sistema decimal codificado em binário. Em tal
caso, a expressão binária dos dígitos A, B, C, D, E, F não teria significado.
Representação de Números Inteiros Positivos
Até este momento, vimos como representar números em diversas bases. Porém os
números que representamos até agora foram números Naturais, ou seja, positivos.
Agora, veremos como representar números Inteiros, ou seja, números positivos e
negativos. Os computadores digitais utilizam principalmente quatro métodos para
representar números inteiros:
➢ módulo de sinal, ou dígito de sinal (MS);
➢ complemento de 1 (C1);
➢ complemento de 2 (C2);
➢ excesso de 2 elevado a N-1.
Nessas representações de números utilizam-se do sistema binário e considera-se
que temos um número limitado de dígitos para cada dado numérico, ou seja, quando
10
estivermos representando um número em binário deveremos especificar quantos dígitos
estarão sendo utilizados para representar este número. Esse número de dígitos disponível
é representado por N.
Módulo de Sinal (MS)
Neste sistema de representação o bit que está situado mais a esquerda representa
o sinal, e o seu valor será:
➢ 0 para o sinal (+);
➢ 1 para o sinal (-).
Os bits restantes representam o módulo do número.
Exemplo: Representar 10 e –10
Limitação de 8 bits (N = 8)
10 0 0001010 10 0 0001010
nº sinal módulo nº sinal módulo
Denomina-se AMPLITUDE ou FAIXA de representação num determinado
método o conjunto de números que podem ser nele representados. Para o sistema módulo
e sinal, a faixa de representação para N dígitos é de:
−𝟐𝑵−𝟏 + 𝟏 ≤ 𝑿 ≤ +𝟐𝑵−𝟏 − 𝟏
Para 8 bits a faixa é: −𝟏𝟐𝟕 ≤ 𝑿 ≤ +𝟏𝟐𝟕
Para 16 bits a faixa é: −𝟑𝟐𝟕𝟔𝟕 + 𝟏 ≤ 𝑿 ≤ +𝟑𝟐𝟕𝟔𝟕
Para 32 bits a faixa é: −𝟐𝟏𝟒𝟕𝟒𝟖𝟑𝟔𝟒𝟕 ≤ 𝑿 ≤ +𝟐𝟏𝟒𝟕𝟒𝟖𝟑𝟔𝟒𝟕
Vantagem: possuir faixa simétrica.
Inconveniência: 2 representações para o número 0.
Para 8 bits o 0 tem as seguintes representações:
00000000 (+0) 10000000 (-0)
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Complemento de 1 (C1)
Este sistema de representação também utiliza o bit mais à esquerda para o sinal,
correspondendo o 0 ao sinal + e o 1 ao sinal -. Para os números positivos, os N-1 bits da
direita representam o módulo. O simétrico de um número positivo é obtido pelo
complemento de todos os seus dígitos (trocando 0 por 1 e vice-versa) incluindo o bit de
sinal.
Exemplo: Complemento de 2 dos números 10 e –10
Limitação de 8 bits (N = 8)
Exemplo: Representar 10 e –10
Limitação de 8 bits (N = 8)
10 0 0001010
nº sinal módulo
Número -10 é o complemento do seu simétrico
-10 1 0001010
nº sinal módulo
Neste caso, a faixa de representação é
−𝟐𝑵−𝟏 + 𝟏 ≤ 𝑿 ≤ +𝟐𝑵−𝟏 − 𝟏
Para 8 bits a faixa é: −𝟏𝟐𝟕 ≤ 𝑿 ≤ +𝟏𝟐𝟕
Para 16 bits a faixa é: −𝟑𝟐𝟕𝟔𝟕 + 𝟏 ≤ 𝑿 ≤ +𝟑𝟐𝟕𝟔𝟕
Para 32 bits a faixa é: −𝟐𝟏𝟒𝟕𝟒𝟖𝟑𝟔𝟒𝟕 ≤ 𝑿 ≤ +𝟐𝟏𝟒𝟕𝟒𝟖𝟑𝟔𝟒𝟕
Vantagem: possuir faixa simétrica e facilitar operações aritméticas
Inconveniência: 2 representações para o número 0. Para 8 bits o 0 tem as seguintes
representações:
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00000000 (+0) 11111111 (-0)
COMPLEMENTO DE 2 (C2)
Este sistema de representação utiliza o bit mais à esquerda para o sinal,
correspondendo o 0 ao sinal + e o 1 ao sinal -. Para os números positivos, os N-1 bits da
direita representam o módulo, igual ao que ocorre em MS e C1.
O simétrico de um número é obtido em dois passos:
1º passo – obtém-se o complemento de todos os bits do número positivo (trocando
0 por 1 e vice-versa) incluindo o bit de sinal; isto é, executa-se o complemento de 1;
2º passo – ao resultado obtido no primeiro passo com o complemento de 1, soma-
se 1 (em binário), desprezando o último transporte, se houver.
Exemplo: Complemento de 2 dos números 10 e –10
Limitação de 8 bits (N = 8)
Número 10:
10 0 0001010
nº sinal módulo
Número -10:
1º passo: complemento de 1
-10 0 0001010
nº sinal módulo
2º passo:
1110101
+ 1
1110110
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Neste caso a faixa de representação é
−𝟐𝑵−𝟏 ≤ 𝑿 ≤ +𝟐𝑵−𝟏 − 𝟏
Para 8 bits a faixa é: −𝟏𝟐𝟖 ≤ 𝑿 ≤ +𝟏𝟐𝟕
Para 16 bits a faixa é: −𝟑𝟐𝟕𝟔𝟖 ≤ 𝑿 ≤ +𝟑𝟐𝟕𝟔𝟕
Para 32 bits a faixa é: −𝟐𝟏𝟒𝟕𝟒𝟖𝟑𝟔𝟒𝟖 ≤ 𝑿 ≤ +𝟐𝟏𝟒𝟕𝟒𝟖𝟑𝟔𝟒𝟕
Vantagem: uma única representação para o 0 e facilitar operações aritméticas.
Para 8 bits teremos:
Nº 0 00000000 (+0)
Nº -0 passo 1 11111111 (-0)
Passo 2 1
10000000
Logo 0 e –0 têm a mesma representação.
Inconveniência: Assimetria → existem mais valores negativos que positivos.
Excesso de 2elevado a N-1
O método de representação em excesso não utiliza nenhum bit para o sinal, de
modo que todos os bits representam um módulo ou valor. Esse valor corresponde ao
número representado mais um excesso, que para N bits é igual a 2 elevado a N–1.
Exemplo: para 8 bits o excesso é 128 ( 27 = 128), logo o número 10 é representado
por 10 + 128 = 138; e o número –10 é representado por – 10 + 128 = 118.
O número 10 é 10001010
O número –10 é 01110110
Neste método o número 0 tem uma única representação, que para 8 bits
corresponde a: número 0 (0 + 128) = 10000000
Neste caso a faixa de representação é assimétrica (o que é inconveniente) e é dada
por: −𝟐𝑵−𝟏 ≤ 𝑿 ≤ +𝟐𝑵−𝟏 − 𝟏
Para 8 bits a faixa é: −𝟏𝟐𝟖 ≤ 𝑿 ≤ +𝟏𝟐𝟕
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Para 16 bits a faixa é: −𝟑𝟐𝟕𝟔𝟖 ≤ 𝑿 ≤ +𝟑𝟐𝟕𝟔𝟕
Para 32 bits a faixa é: −𝟐𝟏𝟒𝟕𝟒𝟖𝟑𝟔𝟒𝟖 ≤ 𝑿 ≤ +𝟐𝟏𝟒𝟕𝟒𝟖𝟑𝟔𝟒𝟕
É interessante observar que todo o número representado em excesso é igual a
sua correspondente representação em complemento de 2, mas com o 1º dígito da
esquerda trocado.
Em ciência da computação, um inteiro é um dado do tipo integral, um tipo de dado
que representa algum subconjunto finito dos inteiros matemáticos. Os tipos de dados
integrais podem ser de tamanhos diferentes e podem ou não ser permitido conterem
valores negativos.
Inteiros são normalmente representados em um computador como um grupo de
dígitos binários. O tamanho do grupo varia de modo que o conjunto de tamanhos de
inteiros disponíveis variam entre tipos diferentes de computadores. O hardware do
computador quase sempre fornece uma maneira de representar um registro do
processador ou endereço de memória como um inteiro.
Valor e representação
O valor de um item com um tipo integral é o inteiro matemático ao qual ele
corresponde. Os tipos integrais podem ser sem sinal (capazes de representar apenas
números inteiros não negativos) ou com sinal (capazes de representar números inteiros
negativos também).
Um valor inteiro é normalmente especificado no código-fonte de um programa
como uma sequência de dígitos opcionalmente prefixados com + ou -. Algumas
linguagens de programação permitem outras notações, como hexadecimal (base 16) ou
octal (base 8). Algumas linguagens de programação também permitem separadores de
grupos de dígitos.
A representação interna desse dado é a forma como o valor é armazenado na
memória do computador. Ao contrário dos inteiros matemáticos, um dado típico em um
computador tem algum valor mínimo e máximo possível.
A representação mais comum de um número inteiro positivo é uma sequência de
bits, usando o sistema numérico binário. A ordem dos bytes de memória que armazenam
os bits varia. A largura ou precisão de um tipo integral é o número de bits em sua
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representação. Um tipo integral com n bits pode codificar 2n números; por exemplo, um
tipo sem sinal normalmente representa os valores não negativos de 0 a 2n−1. Outras
codificações de valores inteiros para padrões de bits são algumas vezes usadas, por
exemplo, decimal codificado em binário ou código de Gray, ou como códigos de
caracteres impressos, como ASCII.
Existem quatro maneiras bem conhecidas de representar números com sinais em
um sistema de computação binário. O mais comum é o complemento de dois, que permite
que um tipo integral com sinal com n bits represente números de −2(n−1) a 2(n−1)−1. A
aritmética de complemento de dois é conveniente porque há uma correspondência um-
para-um perfeita entre representações e valores (em particular, sem +0 e -0 separados), e
porque adição, subtração e multiplicação não precisam distinguir entre tipos com e sem
sinal. Outras possibilidades incluem binário de deslocamento, magnitude de sinal e
complemento de um.
Algumas linguagens de computador definem tamanhos inteiros de forma
independente da máquina; outras têm definições variadas dependendo do tamanho da
palavra do processador subjacente. Nem todas as implementações de linguagem definem
variáveis de todos os tamanhos inteiros, e os tamanhos definidos podem nem mesmo ser
distintos em uma implementação particular. Um número inteiro em uma linguagem de
programação pode ter um tamanho diferente em uma linguagem diferente ou em um
processador diferente.
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Conclusão
Até o momento, estudamos como representar números positivos e negativos em
binário e as formas de representação MS, C1 e C2 e concluiu-se que elas têm sempre a
mesma representação para números positivos, diferenciando somente na representação de
números negativos.
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Referências Bibliográficas
1- Profs. [Link]. Lucio M. Duarte e Ph.D. Avelino Zorzo -Introdução à Informática – Introdução à
Engenharia de Computação Representação de Dados e Sistemas de Numeração – 2004/1
2- Wu Shin-Ting - Representação e Estruturação de Dados
3- Marcial Porto Fernandez, Mariela Inés Cortés - Introdução à Computação
4- Adriano Ferreira de Moura – Electrónica Digital I
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