DANIELA NEVES ROSAS BARROS
PORTFÓLIO DE ATIVIDADE PRÁTICA DA DISCIPLINA DE
OFICINA DE ESTRATÉGIAS PRÁTICAS DE JOGOS E
BRINCADEIRAS PARA OS ALUNOS COM TDAH E COM
DISLEXIA
Trabalho de Conclusão de Curso
da Pós-Graduação (Lato Sensu)
em TDAH - (Transtorno do Déficit
de Atenção e Hiperatividade) e
Dislexia no Contexto Escolar
realizado na Rhema Educação.
Profª Vera Lucia Mendonça Nunes
2022
TERMO DE FINALIZAÇÃO DO TCC
NOME ALUNO(A): DANIELA NEVES ROSAS BARROS
CÓDIGO: 2022AGR
Parabéns, você concluiu seu TCC.
Declaro para os devidos fins que a(o) aluna(o) finalizou esta etapa conforme as exigências do curso.
Aguarde às orientações da Faculdade para o procedimento de entrega.
Desejo sucesso em sua trajetória.
Profª Ma. Orientadora
Arapongas, DEZEMBRO de 2022.
1- INTRODUÇÃO
Atualmente, a educação está preocupando os profissionais que trabalham
dentro das escolas, especialmente aqueles que estão presentes diariamente nas salas
de aula. A defasagem é um fator agravante na aprendizagem dos alunos e pode ser
causada por vários fatores, dentre eles o Transtorno de Déficit de Atenção /
Hiperatividade (TDAH).
O número de alunos nas salas de aula portadores do TDAH é grande, por esse
motivo, a escola deverá estar atenta para identificar os sintomas compatíveis aos
apresentados por portadores da hiperatividade. O estudo desse transtorno tem
despertado interesse de pesquisadores de múltiplas áreas do conhecimento humano,
tais como: a psicologia e a neurociência.
O estudo da neurociência aplicada à educação surge como uma alternativa
para promover um ambiente de construção do conhecimento onde é possível
encontrar um território vasto e esclarecer as diversas possibilidades para o
aperfeiçoamento das relações educacionais e o funcionamento do cérebro.
A neurociência é uma nova ciência, que estuda o desenvolvimento do cérebro:
suas funções, sua estrutura, seu desenvolvimento e suas relações, buscando explicar
as capacidades humanas de forma mais abrangente.
Descoberto no século XVIII, o TDAH é um transtorno neurobiológico que
apresenta dificuldade de relacionamentos sociais, emocionais e também o baixo
desempenho na aquisição dos conteúdos.
O TDAH pode ser desenvolvido de três maneiras:
• TDAH com predomínio de desatenção;
• TDAH com predomínio de hiperatividade;
• TDAH combinado.
Crianças que tem dificuldade em prestar atenção, controlar emoções, dirigir a
atividade psíquica e que, frequentemente não pensam antes de agir, são consideradas
fora dos padrões de normalidade.
A escola é o ambiente onde muitos distúrbios são descobertos e o mesmo
ocorre com o TDAH. Muitas famílias não compreendem que a agitação exagerada de
uma criança possa ser um distúrbio, então este somente é identificado quando a
criança ingressa na escola e apresenta comportamentos extravasados, sem atenção
e motivação nas aulas.
O TDAH não é um transtorno causador de problema na aprendizagem, porém
a desatenção, a falta de concentração e a inquietude se tornam um requisito que
corrobora para uma aprendizagem deficiente.
A atenção é um dos principais requisitos para a aprendizagem. Na ausência da
atenção, o portador de TDAH não consegue ter sucesso em sua aprendizagem,
portanto é necessário que o conteúdo e as atividades sejam trabalhados com esse
aluno através de uma didática que o entretenha, que o motive e assim haja
participação espontânea em seu processo evolutivo.
2- OBJETIVO
O objetivo destas atividades é de utilizar o jogo de cores de acordo com as
frutas para trabalhar as funções executivas da criança: concentração, memória e
atenção.
3- REFERENCIAL TEÓRICO
Promover um ambiente pedagógico que estimule o potencial cognitivo dos
alunos e oportunize um desempenho social, intelectual e educacional exitoso é
premissa para a prática educativa.
Segundo Freire, ensinar exige pesquisa, exige respeito aos saberes dos
educandos, portanto, promover educação vai além de conceitos individuais ou
coletivos pré-estabelecidos historicamente. (FREIRE, 1997)
Nesse novo panorama social e educacional as ciências que estudam o sistema
nervoso central são basilares para maior compreensão desses processos cognitivos
da aprendizagem. O escopo da neurociência cognitiva são as capacidades mentais
complexas, tendo a memória e a atenção como alguns dos fundamentos para a
interlocução entre a neurociência e a educação.
Complementando, Seabra e Dias (2012) preconizam que a funções executivas,
cognitivas compreendem as funções ou habilidades envolvidas no controle e
direcionamento do comportamento, incluindo inibição de elementos irrelevantes,
seleção, integração e manipulação das informações relevantes, habilidades de
planejamento, flexibilidade cognitiva e comportamental, monitoramento de atitudes,
memória de trabalho e mecanismos atencionais. (SEABRA; DIAS, 2012, p. 36)
Fonseca relata que dentre outros fatores a aprendizagem não seria possível
sem os processos de atenção e memória. Sendo assim, é possível afirmar, que através
de seus sentidos e de sua memória, o ser humano percebe o mundo e interpreta os
fenômenos nele envolvidos. (FONSECA, 2019, p. 63)
Nas palavras de Acampora (PEDRO, 2018) compreender o papel das funções
executivas na aprendizagem oferece uma nova perspectiva sobre muitos alunos que,
sendo brilhantes intelectualmente, não tem um rendimento compatível com o seu
potencial, além de apresentarem novas visões sobre muitos alunos ditos fracos
(ou “maus alunos”), com diferenças, dificuldades ou preferências de aprendizagem que
aprendem com melhores resultados em situações de ensino mais mediatizadas ou
com tarefas menos complexas, de curta duração e muito bem estruturadas e
sistematizadas.
Segundo Izquierdo (2002) a memória é a aquisição, a formação, a conservação
e a evocação de informação. A aquisição é também chamada de aprendizagem: só se
'grava' aquilo que foi aprendido. A evocação é também chamada de recordação,
lembrança, recuperação. Só lembramos aquilo que gravamos, aquilo que foi
aprendido. (IZQUIERDO, 2002, p. 11).
A falta de atenção pode manifestar-se em situações escolares, profissionais ou
sociais. As crianças com TDAH, por exemplo, frequentemente apresentam
dificuldades em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas. Ela não consegue
manter a atenção em uma só tarefa, especialmente quando ela acha a atividade chata.
Também tem dificuldades para atender às solicitações ou instruções e não conseguem
complementar o trabalho escolar, tarefas domésticas ou outras atividades.
Sendo assim, o papel mais desafiador do professor atualmente é ir além das
conexões neurais e afetar os educandos através do conhecimento de como acontecem
os processos cognitivos no sistema nervoso central.
Concluindo faz-se necessário, então, ofertar situações de aprendizagem que
estimulem e fomentem atividades de modo que visem garantir a ativação de novas
sinapses e trazem em seu contexto possibilidades para consolidar a aprendizagem.
4- INTERVENÇÃO PRÁTICA
A atividade foi realizada com uma criança com seis anos de idade do sexo
masculino, na residência da criança, com autorização dos pais.
A família mostrou-se interessada em realizar o procedimento, uma vez que
pretende continuar com intervenções. Durante a entrevista com a família que
antecedeu a atividade foi relatado que a criança vem apresentando dificuldades para
realizar as tarefas escolares no que tange a concentração e atenção, tais como:
• Não consegue prestar muita atenção em detalhes.
• Tem dificuldade em manter a atenção.
• Não consegue terminar as tarefas escolares.
• Evita tarefas que exijam um esforço mental prolongado.
• Perde coisas.
• Distrai-se facilmente.
• Sai do lugar quando se espera que permaneça sentado
• Tem dificuldade de esperar sua vez.
Sendo assim, mediante as características apresentadas foi aplicado um jogo jogo
onde a criança deveria pinçar com pregador de roupa a figura de uma fruta e perceber
a relação entre a cor e a fruta escolhida, em seguida prender na cor crrespondente.
Determinamos um tempo de cinco minutos para terminar. Somente na terceira vez
conseguiu concluir no tempo detertminado porque parava para fazer comentários e
questinamentos. O objetivo da atividade foi explorar a atenção, a concentração e
manter o foco no jogo.
Inicialmente a criança demonstrou desinteresse, mas foi estimulada para a
realização com palavras de incentivo. Pensava para escollher e questionou a cor da uva
que poderia ser verde ou roxa e o motivo de não ter as duas cores, entre outras
observaçãos durante o procedimento o que dificultou a execução.No tocante as
orientações iniciais foi necessário repetir que não poderia colocar duas figuras no
mesmo espaço.
Atividade aplicada:
5- CONCLUSÃO
A partir das informações obtidas por meio deste trabalho conclui-se que o fator
preponderante para a relevância dessa atividae consiste em trazer contribuições para
oportunizar aos sujeitos as possibilidaes de ampliar sua capacidade de transformar e
ser transformado de modo consistente e significativo.
O jogo aplicado evidenciou que a criança com necessita de uma intervenção
em suas funções executivas uma vez que o déficit de atenção e hiperatividade pode
trazer consequências relevantes para sua aprendizagem.
A criança com a qual foi aplicada a atividade demonstrou uma inquietude e
agitação tendo dificuldade em manter-se focado nas consignias dadas e por
conseguinte não obtendo um resultado dentro do esperado. Foi notório que seu
principal objetivo era terminar antes do tempo mas sem prestar atenção no que estava
fazendo.
REFERÊNCIAS
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o cérebro aprende. Porto Alegre. 2011. Disponível em:
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-
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DIAS, N. M.: SEABRA, A. G. (2013). Funções executivas: Desenvolvimento e
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https://www.researchgate.net/profile/Natalia-Dias-
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HUDSON. Diana. Dificuldades específicas de aprendizagem:idéias práticas para
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