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Ética e Livre Vontade em Moçambique

O documento discute a ética e a livre vontade de agir humano na sociedade moçambicana. Aborda a história da ética, conceitos como dignidade humana e fatos éticos. Analisa como a vontade de agir em Moçambique depende da situação, enfatizando a importância da solidariedade. Explora também o papel das organizações da sociedade civil no país.
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Ética e Livre Vontade em Moçambique

O documento discute a ética e a livre vontade de agir humano na sociedade moçambicana. Aborda a história da ética, conceitos como dignidade humana e fatos éticos. Analisa como a vontade de agir em Moçambique depende da situação, enfatizando a importância da solidariedade. Explora também o papel das organizações da sociedade civil no país.
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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação a Distância

Tema: Ética e livre vontade de agir humano (caso da sociedade Moçambicana)


Celina Ambrósio
Cod: 708201439

Curso: Gestão Ambiental


Disciplina: Ética Social
Ano de frequência: 3º ano
Docente: Dra. Maximilian Kissengel

Maputo, Maio de 2022


Folha de Feedback Classificação
Nota Sub
Pontuação do total
Categorias Indicadores máxima tutor

Capa
Índice
Aspectos Introdução
Estrutura
organizacionais Discussão
Conclusão
Bibliografia

Contextualização (indicação clara


do problema)

Introdução
Descrição dos objectivos

Metodologia adequada ao objecto


de estudo
Articulação e domínio de discurso
académicos (expressão, escrita,
Conteúdo cuidada coerência, coesão textual)
Revisão bibliográfica nacional e
internacional relevante na área de
Analise de estudo
discussão

Exploração dos dados

Conclusão Contributos teóricos e práticos

Aspectos Programação, tipo e tamanho de


Formatação
gerais letra, paragrafo, espaçamento
entre linhas
Normas apas
Referencias sexta edição em
bibliográficas situações de
bibliografia
Recomendações e Melhorias
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Índice
1. Introdução ........................................................................................................................... 1
1.1. Metodologia de Pesquisa ............................................................................................. 1
2. Objectivos ........................................................................................................................... 2
2.1. Objectivos gerais ......................................................................................................... 2
2.2. Objectivos específicos ................................................................................................. 2
3. Ética e livre vontade de agir humano ................................................................................. 3
3.1. História da Ética .......................................................................................................... 3
3.1.1. Etimologia da palavra Etica ................................................................................. 3
3.2. Dignidade e Direitos Humano ..................................................................................... 4
3.3. O facto ético ................................................................................................................ 5
3.3.1. Os factos éticos que podem ser experimentais ou observados, são: .................... 5
3.4. Lei relacionada a Livre vontade de agir do ser Humano............................................. 6
3.5. Caso Moçambique ....................................................................................................... 6
4. Conclusão ........................................................................................................................... 8
5. Referência bibliográfica ..................................................................................................... 9
1. Introdução

Ética é um campo de saber ligado a Filosofia e sua origem nos reporta discussão filosófica a
respeito do comportamento humano, ou seja, a reflexão sobre o conhecimento do Bem como o
fim ultimo do homem.

Na sociedade Moçambicana a vontade de agir depende inteiramente da situação no qual a


situação se encontra, esta preocupa-se com o terceiro, deste modo a solidariedade é
aparentemente notável. As organizações da sociedade civil (OSC) Moçambicanas são eficazes
enquanto actores do desenvolvimento quando desenvolvem e adoptam estratégias, actividades
e práticas que promovem os direitos humanos colectivos e individuais, inclusive o direito ao
desenvolvimento, com dignidade, trabalho decente, justiça social e igualdade para todos os
povos:

Uma OSC deve, de forma responsável, implementar as suas acções em benefício dos outros,
seja para o público em geral, seja para um determinado grupo de beneficiários a que a
organização diz representar;

Uma OSC deve reconhecer que as suas condutas e acções têm impacto na percepção do público
sobre ela e demais OSC, e que partilha a responsabilidade com outras organizações para manter
a confiança pública sobre as OSC no seu todo;

Uma OSC deve ter atitude responsável para com o ambiente à sua volta em todas as suas
intervenções e actividades.

1.1. Metodologia de Pesquisa

Para lograr os objectivos supracitados, a pesquisa que se pretende desenvolver quanto a


natureza é uma pesquisa básica, na medida em objectiva gerar conhecimentos e permitem uma
familiaridade com o tema.

Quanto a abordagem é fundamentalmente baseada numa pesquisa qualitativa, visto que a


pesquisa procura tirar ilações em torno da cadeira de Ética Social. Quanto aos objectivos
emprega-se também, a pesquisa exploratória que objectiva proporcionar maior familiaridade
com o tema, com vista a torná-lo mais explícito e finalmente quanto aos procedimentos o
trabalho se alicerça na pesquisa do tipo bibliográfica que consiste no levantamento de
referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios de escritos e electrónicos, como
livros.

1
2. Objectivos

2.1.Objectivos gerais

Estudar a ética e o livre vontade de agir humano no contexto moçambicano.

2.2.Objectivos específicos

Descrever os elementos que determinam o agir humano dentro da sociedade;


Descrever a origem da Etica social;
Conceitualizar a Ética Social.

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3. Ética e livre vontade de agir humano

3.1. História da Ética

Para conhecermos a Ética Social como ciência temos que ir a sua origem. A ética tem origem
filosófica, devido ao problema do princípio - Princípio Físico- dos Jónios/Gregos (Teles,
Anaxímenes e Anaximandro) que se preocuparam pela origem da Natureza o que lhes levou
a várias experiências do quotidiano cruzando diferentes ideias.

3.1.1. Etimologia da palavra Etica

Provem do Grego e latim: éthos + mos =( Hàbitos, constumes , valores)

Concentração: da Ética Social

Segundo Mariton Silva Lima, partindo das palavras éthos e mos (grega e latina,
respectivamente) pode se definir a ética como ciência que trata do emprego que o
homem deve fazer de sua liberdade. Para conseguir o seu fim ultimo. Este conceito nos
rete a ideia de uma teoria normativa relacionado com a conduta e costumes humanos
dentro da sociedade.
Segundo Vásquez (2008, p.23), “A ética é a teoria ou ciência do comportamento moral
dos homens em sociedade. Ou seja, é ciência de uma forma específica de
comportamento humano”. VÁZQUEZ, Adolfo Sanchez – Ética – Rio de Janeiro -
Editora Civilização Brasileira – 2008;

Segundo Stukart (2003, p.14), a ética é uma palavra que vem do grego ETHOS, que
significa estudo de caráter, juízo do ser humano e reflete sobre a situação vivida, para
ele, “A ética não analisa o que o homem faz, como a psicologia e a sociologia, mas o
que ele deveria fazer. É um juízo de valores, como virtude, justiça, felicidade, e não um
julgamento da realidade”.

3
3.2. Dignidade e Direitos Humano
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “todos os seres humanos
nascem livres e iguais em dignidade e direitos, são dotados de razão e consciência e devem agir
uns para com os outros em espírito de fraternidade.” (Declaração Universal dos Direitos
Humanos, Artigo 1). E, segundo a mesma Declaração, a família é o núcleo fundamental da
sociedade, promovendo os direitos humanos e a dignidade humana. (Declaração Universal dos
Direitos Humanos, Artigo 16). Assim:
Uma OSC deve respeitar os direitos fundamentais dos cidadãos, considerando que estes gozam
efectivamente dos mesmos direitos;
 Uma OSC deve reconhecer que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade;
 Uma OSC deve ser sensível para com os valores morais, religião, costumes, tradições,
cultura, género e orientação sexual das comunidades e pessoas que serve, valorizando
os seus aspectos positivos e combatendo os aspectos que violam os direitos e dignidade
dos grupos vulneráveis, tais como mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência.

O estudo da ética não se relaciona com o belo/ Estética ( Arte) mas sim procura avaliar se os
hábitos e os costumes vividos por certo individuo dentro da sociedade são Bons ou Maus. Não
são os costumes, nem hábitos por si só mas os hábitos manifestados pelos indivíduos.É nesta
vertente em que alguns analistas não elevam a cientificidade da Ética Social, porque cada
sociedade tem os seus hábitos, seus costumes. Admite-se também que a Ética Social tem uma
linguagem exótica, descritiva. Autilização da linguagem “é”que avalia o comportamento
analítico, levando anão cientificidade universal das sua reflexões.
A Ética Social apenas estabelece regras, maneiras de se comportar enquanto as outras ciências
têm várias maneiras e podem evoluir e variar as sua visões universais de critica em relação a
certos pontos de estudos, através de experiências e definir certas teorias.

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3.3. O facto ético

Entende-se como a avaliação do Bom e do Mau, o que constitui um facto de experiência e, é a


partir desta que a ética se desenvolve. Pode ser também considerado como capacidade inata de
julgar moralmente o que é Bom e mau.

O facto ético está presente em todos indivíduos. Nenhuma pessoa pode escapar, todas as
pessoas participam a realidade que deve ser aceite por todos, caso contrário algo deve estar
faltando. A Ética social não é uma abstração, ela baseia-se na realidade, num facto e na vida
real do Homem “ Experiências comum da vida Humana dentro duma sociedade ”e para estudar
estas realidades é preciso o facto ético que é obrigatoriamente um “Dever” ou existência de
algo “Tem Que”

3.3.1. Os factos éticos que podem ser experimentais ou observados, são:

Ponto de vista ético (Comportamento): Temos o caso dos actos que cada um deve
fazer; que cada um não deve fazer; aquilo que depende da minha vontade,(se é
positivo ou negativo). No ponto de vista ético comportamentaldistinguimos os
aspectos da liberdade individual sem julgamento do outrem.
Relações da ética e outras ciências humanas: Pretende-se verificar com ofacto ético
as relações que existem com as outras ciências, tais como;

 Antropologias (social, Cultural e filosófica) pelo facto destas


ciênciasestudarem os costumes e suas origem, como se expandem os hábitos
ecostumes e a ética poder verificar os relacionamentos dos costumes Bom e
Maus dentro das sociedades.
 A Psicologia que também procura relacionar-se com ética na medida em que
procura estudar o homem no seu comportamento Bom e Mau, sobretudo no agir
Social.
 Relaciona-se também com outras ciências - Sociologia, Etnologia, Política, etc.
ciências estas que, estudam a vida politica social do homem e a ética vai
determinar o que deve ser e como deve ser
 Ética e Metafísica: É um facto ético porque procura fazer perceber de quecada
conduta humana tem, pode ter ou pode ser Bom ou Mau, além do pensamento
moral que se recai a Teologia, verifica-se que a conduta pode ter sua influencia

5
exterior. Neste facto ético, procura-se analisar o comportamentoBom e Mau
como se deve fazer e aplicar um julgamento absoluto.

3.4. Lei relacionada a Livre vontade de agir do ser Humano

Existem universalmente da parte do Homem os Bom e Maus hábitos ou costumes,


denominados por leis humanas categórica ou por Lei do imperativo categórico.

Deste modo a Ética Social trata da obrigatoriedade mais profunda ou interior da pessoa como
social. Não pode a ética ser considerada como uma lei exterior mais sim uma lei interior do
Homem ou uma critica interior, uma consciência que ou de julgar se o comportamento a
assumir pelo homem na sociedade é Bom ou Mau.

A Lei pode ser usada como sendo a formação exterior da obrigação humana e, esta lei pode
mudar segundo as necessidades das pessoas porque trata-se da formação aceite por todos.

Enquanto a Lei como tal, pode alterar mediante a força da sociedade, as leis Humanas que
constituem a Lei do imperativo categórico que sustenta o agir humano não muda prevalece,
pois associam-se ao facto ético. Para percebermos a diferença sobre a Ética social e a Lei, no
que tange as Leis humanas, podemos partir da distinção entre o Crime e o Pecado no facto
ético.

O juiz ao julgar deve tomar em conta a Lei não a ética, isto para distinguir o crime do Pecado.
Perceber-se-á o cremo como algo ou infração cometida perante uma lei já estabelecida dentro
duma sociedade e o Pecado como algo cometido contra a lei fundamental da moral e verdadeira,
mas não se deve escrever como lei. É acto ético percebido pela Ética Social.

3.5. Caso Moçambique

Moçambique, mais do que déficit moral, vive-se uma crise de referências ético-normativas,
como consequência, além da influência da modernidade ocidental, também das duas
modernidades implementadas no país: a socialista revolucionária e a capitalista neoliberal
ainda em curso.

Moçambique incluiu a Ética na educação escolar (1998), começando pelo nível médio, através
do programa de ensino de Filosofia, uma matéria de ensino que foi banida da educação
moçambicana após a independência do país (1975) e o eixo temático sobre a Ética no ensino
de Filosofia é para resolver o “déficit moral” que se manifesta nos alunos egressos do ensino
médio. Uma das evidências desse déficit,(MINED, 2000)

6
Olhar para as modernidades moçambicanas significa percorrer os fatores endógenos da crise
espiritual que vigora no país, de acordo com as suas especificidades históricas. Sustentamos
essa perspetiva histórica porque algumas das propostas que defendem a necessidade da
inclusão da Ética na educação escolar muitas vezes não fazem uma reflexão sobre os fatores
endógenos, em cada contexto específico, que estão subjacentes às ditas perplexidade que
configuram a “crise de valores”. Boa parte das discussões sobre a necessidade da Ética na
educação escolar fazem uma referência geral à crise ética contemporânea, relacionando-a à
modernidade ocidental, sem focalizar os fatores endógenos em cada contexto histórico que
ajudem a compreender a explicar as perplexidades éticas locais. (Gonsalves 2009)

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4. Conclusão

O reconhecimento e a luta pela dignidade do ser Humano num mundo marcado pela descrença
em valores universais, é uma teia a ser atravessada por todos aqueles que recusam o universal
e absoluto relativismo, aqueles que recusam a moral da época descrita como a única moral
possível. A defesa de uma vida ética plena do significado e da Filosofia como pergunta pelos
fins de uma cultura niilista e relativista, constituiu uma preocupação de Lima Vaz, o autor em
que o trabalho se apoiou na leitura da modernidade e da sua crise ética. Conforme ele expõe
nos vários textos reunidos sob o título de “Escritos de Filosofia III – Filosofia e Cultura” (LIMA
VAZ, 1997), enquanto não se entrar no âmago da crise ética contemporânea - o enigma da
modernidade - dificilmente a civilização ocidental sairá dessa crise.

Embora proponha uma solução cristã, como saída para a crise, devido a concepção religiosa
que orienta o seu pensamento, Lima Vaz convidou-nos a fazer uma leitura histórica da crise
ética contemporânea.

Seguindo a sugestão de Lima Vaz – a análise histórica da origem da crise ética contemporânea,
e apoiados no método histórico de Gramsci (1995 e 2002), para quem o pensar deve ser em
função de problemas específicos, e na concepção da Ética defendida, sumariamente, por
Severino Ngoenha (2004) - ao longo do trabalho fizemos uma análise histórica em torno das
duas modernidades moçambicanas. Buscamos compreender em como as opções político-
económicas tomadas pelos dirigentes moçambicanos, dentro de contextos históricos concretos,
implicaram na organização da cultura, cujas consequências simbólicas, previstas ou não,
desaguaram na crise ética com que o país se defronta.

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5. Referência bibliográfica

BOTTOMORE,T e NISBERT, Roberto,História de Analise Sociológica Zahareditores


S.A. Rio de Janeiro,1978;
COMPENHOUDT, Lucivan, Introdução a analise dos fenómenos sociais,
Gadiva,Lisboa 2003
FICHER, Gustave,Psicologia social e do Ambiente, Perspectiva Ecológica,
Lisboa1994;
Hortelano, A.Moral responsável, edição Paulista, Lisboa 1970;
MORIN, Edgar,Introdução ao Pensamento ético, edição Paulista, Lisboa, 1989;
SOUZA, Ricardo Timm.
Ética como fundamento: uma introdução à Éticacontemporânea. São Leopoldo, Nova
Harmonia, 2004;
Teles e Henriques,Introdução a ética filosofia, Porto Editora, Lisboa, 1989;
Para Piaget (1994, apud DUSKA e WHELAN, 1994, p. 20; 26
PIAGET, Jean. O juízo moral na criança. São Paulo: Summus, 1994

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