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Micropigmentação: Pele, Cicatrização e Pigmentos

Este documento discute os processos de cicatrização da pele após a micropigmentação e como isso afeta a cor final do procedimento. Explica que a inflamação causada durante o procedimento definirá como o pigmento será visualizado a longo prazo e que é importante implantar o pigmento com precisão para gerar a menor inflamação possível. Também discute as camadas da pele e onde o pigmento deve ser implantado para uma melhor cicatrização.

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Micropigmentação: Pele, Cicatrização e Pigmentos

Este documento discute os processos de cicatrização da pele após a micropigmentação e como isso afeta a cor final do procedimento. Explica que a inflamação causada durante o procedimento definirá como o pigmento será visualizado a longo prazo e que é importante implantar o pigmento com precisão para gerar a menor inflamação possível. Também discute as camadas da pele e onde o pigmento deve ser implantado para uma melhor cicatrização.

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Curso Top Expert

Colorimetria
Pele e cicatrização
Primeiro é necessário entender que a partir do momento em que a pele é aberta e implantado
o pigmento, inicia-se todo um processo inflamatório que envolvem diversos tipos de células
dos sistema imunológico, que entendem que ali existe um machucado e por isso deve ser
consertado.

A forma como este processo será conduzido dará o tom final do seu resultado da
micropigmentação.

Vamos começar entendendo as camadas da pele.

A pele possui 3 camadas:

Epiderme, derme e hipoderme.

A Epiderme é a camada mais externa da pele, aquela que você pode ver a olho nu. A principal
função da epiderme é formar uma barreira protetora do corpo, protegendo contra danos
externos e dificultando a saída de água (do organismo) e a entrada de substâncias e de
micróbios no organismo.

A Derme é a camada intermediária da pele que pode ser dividida entre derme papilar e derme
reticular.

O que mais importa para nós micropigmentadores é a derme papilar, porque é nela que
devemos implantar o pigmento. É a camada superficial da derme, com menor concentração de
vasos. Esta é a região mais propensa a uma melhor cicatrização porque gera menos
inflamação. Todas as reações químicas que podem alterar a cor do pigmento, acontecem em
menor quantidade neste local. Para implantar o pigmento de forma correta exige muito
conhecimento de peso da mão, estar com o tamanho da agulha adequado e observar a
espessura da pele da cliente.

* Uma dica – se você tenta implantar o pigmento e vê que que só está “arranhando” a pele da
cliente, em vez de fazer com mais força, e correr o risco de introduzir na camada errada da
pele, aumente um pouco a velocidade do dermógrafo.

Hipoderme ou tecido celular subcutâneo é a camada mais profunda pele, composta por células
adiposas (células de gordura), tecido fibroso, nervos e vasos sanguíneo de alto calibre.
Já ouviu a expressão “carcou na sobrancelha”? Foi tão fundo que saiu muito sangue, e se for
nesta camada além do sangue, vai na camada de gordura, pigmento muito profundo e
bummmm ficou azul!

Aqui também pode acontecer aquela situação horrível de migração, quando o pigmento
“anda” na pele e forma aquelas manchas em volta do procedimento.

Dica de ouro * treine em pele artificial, mas onde você pode comprar?

Esqueça os treinos em EVA, não tem a consistência correta.

Existe um produto em loja de material hospitalar chamado Faixa Esmarch da marca Taylor,
tem em lojas físicas e sites. Ele é feito de superfície lisa e a espessura perfeita para seu treino.
Se você for fundo demais vai passar o traço para o outro lado, se o peso da mão estiver muito
leve não vai pegar o pigmento. Com treino você deixará o pigmento no local correto, que se
assemelha a espessura que precisa atingir na sua cliente, a derme papilar. ;)

Agora que conhecemos as camadas da pele, podemos entender como funciona um processo
de cicatrização.

O processo de cicatrização dura 28 dias, por isso nunca se deve avaliar um procedimento antes
dos 30 dias, para peles mais jovens, e 45 a 60 dias para peles idosas.

Nunca, jamais um retoque pode ser feito em menos de 30 dias.

Sabe aquelas clientes desesperadas pra retocar? Terão que esperar!

E se o micropigmentador fizer um traço errado, ou aplicar a cor inadequada? Também terá


que esperar.

Falando de cicatrização a quimiotaxia é o processo mais importante que acontece na


micropigmentação. No momento que é inserido o pigmento a pele começa a trabalhar num
processo inflamatório. O sistema imunológico é ativado e vários tipos de células são chamadas
para proteger a pele deste corpo estranho (pigmento).

É normal na região ter dor, rubor e inchaço.

Quanto mais passar a agulha neste local e machucar a pele pior vai ficar o estado. Mais
inchada, dolorida e com vermelhidão. E o processo inflamatório será mais intenso.

• Sabe aquele “aguinha” que sai, conhecido como pus, plasma ou linfa? O nome
verdadeiro dele é de exsudato serosanguinolento, meio complicado né, mas esse
nome estranho é composto de: líquido intersticial (a pele envia água para salvá-la, tipo
um corpo de bombeiros, rsrs) e juntamente com este líquido estão as células de defesa
(os neutrófilos) que morreram ao tentar fagocitar ( ingerir) o pigmento. Como os
neutrófilos não conseguem quebrar completamente o pigmento, são chamados os
macrófagos e linfócitos pra ajudar neste processo de defesa do organismo.
• Ao contrário do que todo mundo pensa, uma célula do sistema imunológico não
consegue envolver totalmente uma partícula de um pigmento, ela é muito grande, é
mais ou menos como se você tentasse abraçar uma casa, é impossível. O que ele vai
tentar fazer é fagocitar (ingerir) uma pequena parte do pigmento.

Dica* não é pra sair sangue enquanto faz o procedimento, mas pode sair esta “aguinha
rosada”.

Aqui entra a técnica de alta precisão, onde você implanta o pigmento no local correto com o
mínimo de passadas possível.

A inflamação que vai acontecer lá no ínicio, naquela primeira horinha que você está fazendo o
procedimento é que vai definir a durabilidade daquele pigmento a médio e longo prazo, é o
que define a visualização do pigmento do lado de fora, no tempo que tem que durar este
procedimento.

O corpo do ser humano é uma estrutura química e partir do momento que foi implantado o
pigmento, não possível mais ter o controle do que realmente aquilo pode acontecer.

O que fazer para o procedimento durar mais tempo com uma qualidade melhor?

Você precisa gerar a menor quantidade possível de inflamação.

Trabalhar com precisão: posição da cliente, posição do dermógrafo, iluminação, tempo, lupa,
treino, firmeza das mãos, movimento de desenho do traçado. Sentir a espessura da pele,
peso da mão, tamanho da agulha.
Colorimetria
Pigmentos orgânicos ou inorgânicos?

• o pigmento orgânico tem na sua composição carbono e hidrogênio. Então


entende-se que os pigmentos orgânicos são produzidos de algo que possui
vida, mas por muitos anos não foram recomendados por conta de possuírem
muitas impurezas porque o processo de fabricação não era tão refinado. Hoje
eles são sintetizados e como exemplo disso é o carbon black que é
exatamente a combustão de matéria prima orgânica gerando a fuligem que é a
mesma coisa que fumaça. é esta fuligem que é usada como pigmento, mas
calma, é usado num grau elevado altíssimo de purificação de matéria prima.

• os pigmentos inorgânicos são basicamente o oposto dos orgânicos, porque


seus compostos não possuem ligações de carbono e hidrogênio. A maioria dos
pigmentos inorgânicos utilizados na micropigmentação são feitos de algum tipo
de metal, como os óxidos metálicos.O óxido de ferro é o principal metal
utilizado e ele gera 3 cores , que é o preto, o amarelo e o vermelho, que juntos
formam o marrom castanho para as sobrancelhas, por isso ele é a matéria
prima mais utilizada na micropigmentação. os pigmentos inorgânicos também
são sintetizados e retiradas todas as impurezas como o exemplo do preto óxido
de ferro que é um tipo de ferrugem.
• os orgânicos são luminosos e os inorgânicos tem mais opacidade.

Hoje são utilizados tanto pigmentos orgânicos quanto inorgânicos para a micropigmentação.
Não se preocupe quanto a isso, sendo aprovado pela Anvisa, é seguro com certeza!

Cada pigmento possui um peso molecular, quanto mais escuro ele for, mais pesado ele é.

Durante o processo de cicatrização onde as células do sistema imunológico trabalham, as


partículas mais leves são degradadas primeiro. Por isso o amarelo é eliminado em primeiro
plano, na sequência o vermelho e por último o preto. E é por esta razão que os procedimento
ao longo dos anos ficam cinzas.

Se o procedimento ao longo dos anos ficou vermelho é porque a quantidade desse pigmento
era muito maior em relação aos outros.

A Ftalocianina Azul, também pode ser utilizada na fabricação das tintas cor castanho, junto
com o amarelo e o vermelho. Mas deixou de ser usada e foi substituída pelo preto,
exatamente pelo motivo que o pigmento é muito pesado em sua molécula e difícil de ser
“digerido” pelo corpo. Antigamente os procedimentos ao longo do tempo ficavam azuis
porque a Ftalocianina era a última partícula a ser degradada e por ser muito pesada restava
ainda uma grande quantidade na pele.
Grupos químicos

Cada pigmento possui uma fórmula molecular e um código de cor, chamado Color Index.
Identifique na composição da marca de pigmentos que você utiliza quais cores compõe a tinta.

CI 77492 Óxido de ferro Amarelo (amarelo 42) Fe2O3

CI 77891 Branco (Dióxido de Titâneo) TiO2

CI 77491 Óxido de ferro Vermelho (vermelho 160, ferrugem) FeO.Fe2O3

CI 77499 Óxido de ferro preto Fe3O4

CI 77007 Azul Ultramarino Na2OS24Al2O3SiO2

CI 74160 Azul Ftalocianina C32H16CuN8

CI 77289 Óxido de Cromo Cr2O3

CI 15850-1 Red 57 Fórmula Molecular C18H12N2Na2O6S

Melanina

Há alguns anos temos aprendido que para acertar a cor do pigmento implantado na nossa
cliente, é necessário identificar qual a melanina e onde ela se encaixa na escala de fototipo
certo? E aí aplicar a temperatura do pigmento ao contrário da temperatura da pele
identificada, por exemplo: se a pele é fria aplicar um pigmento quente e vice e versa.

A verdade é que isso não funciona porque não existe qualquer interação química entre o
pigmento e a melanina. A partícula do pigmento não pode ser incorporada pelos melanócitos.

Mas aí você utiliza todas regras que te ensinaram pra definir o fototipo, usa o pigmento
indicado e 30 dias depois a cliente retorna com a sobrancelha acinzentada. E se pergunta, o
que fiz de errado?

Na verdade, existe um porquê disso não funcionar em diversos casos.

Mas primeiro vamos entender, o que é esse tal de fototipo?

Fitzpatrik classificou os fototipos em escala, conforme a cor da pele e a reação ao sol.

Foram determinados 6 fototipos cutâneos que variam da pele mais clara (fototipo 1) à pele
negra (fototipo 6), aumentando de acordo com a quantidade de melanina de cada fototipo e
com o tipo de reação de cada um deles à exposição solar.

Estabeleceram em algum momento que conforme o fototipo da pessoa era teria melanina fria
ou quente. E conforme essa definição baseia-se a escolha dos pigmentos.
Mas porque a dificuldade em identificar a melanina da cliente é tão grande? Existem muitas
dúvidas, pois vários fatores podem alterar esta definição.

É importante contabilizar a descendência dessa pessoa, qual a origem familiar, toda corrente
genealógica.

Em nosso país temos uma imensa mistura de raças que faz com que não consigamos identificar
corretamente. Além disso deve-se considerar a alimentação, se praticar esportes, é fumante,
problemas hormonais...

Aí você pode estar se perguntando se está errado usar esta escala? Não, não está.

Mas o que estou te propondo é uma outra forma de ser mais assertiva nos seus resultados.

E qual a melhor forma de agrupar pigmentos que tenham um resultado único e funcione para
todos os tipos de melanina?

O primeiro passo é conhecermos as cores e descobrir se o pigmento é quente ou frio.

A melanina você não precisa saber se é frio ou quente, mas as cores você precisa saber se são
frias ou quentes, ok? Porque isso vai influenciar diretamente no resultado.

E para começar precisamos conhecer as cores que são produzidos os pigmentos. Também é
correto chamá-los de tinta. Afinal os pigmentos são usados para compor a tinta usada no
procedimento. Pigmento é a matéria prima, tinta é produto final;)

Segundo a pigmentologia, são 4 as cores básicas que compõem um pigmento :

Branco Amarelo Preto Vermelho

E todas as outras cores advém de misturas delas.

Somando as 4 cores você terá o castanho perfeito:


A mistura dessas cores em pares, geram uma terceira cor:

E a soma de 3 delas geram a quarta cor:


Neutralização

Quando o procedimento está lilás, violeta: você já sabe que dentro dele tem, vermelho, preto
e branco, certo? Neste caso você insere a cor que falta, das quatro cores principais, que é a cor
amarela. Escolha um pigmento que a cor base, principal, seja amarelo para neutralizar.

Quando o procedimento está rosa: o rosa é formado por vermelho e branco. Neste caso você
insere a cor que falta, das quatro cores principais, que são as cores preto e amarelo. Mas
como já sabemos, preto e amarelo juntos formam o verde. escolha um pigmento que a cor
base, principal, seja verde para neutralizar.

Quando o procedimento está cinza: o cinza é formado por preto e branco. Neste caso você
insere a cor que falta, das quatro cores principais, que são as cores vermelho e amarelo. Mas
como já sabemos, vermelho e amarelo juntos formam o laranja. escolha um pigmento que a
cor base, principal, seja laranja para neutralizar.

Quando o procedimento está verde claro: você já sabe que dentro dele tem amarelo, preto e
branco, certo? Neste caso você insere a cor que falta, das quatro cores principais, que é a cor
vermelha. Escolha um pigmento que a cor base, principal, seja vermelha para neutralizar.

Agora que conhecemos as cores que misturadas formam as tintas que usamos na
micropigmentação, precisamos descobrir se esta tinta é fria ou quente.
Lembre-se que o preto em maior quantidade torna a cor formada fria.
O vermelho torna ela quente.
E o amarelo? Bom o amarelo é a cor “safadinha”, ela tende a ser com quem ela está. Se está
com o preto é fria, se está com o vermelho é quente.

O branco torna a cor leitosa e mais clara.

Agora que você já sabe que não precisa descobrir qual é a melanina da cliente, vou te contar o
segredo para nunca acinzentar.

*Sempre amornar, nem tão frio, nem tão quente.

Na proporção 4 para 1. 4 gotas do pigmento principal e 1 do modificador.

Vamos descobrir na prática como isso funciona?


Agora vamos fazer um exercício:

Pegue uma folha de papel. Pingue uma gota e espalhe com um cotonete úmido. Quando você
abre o pigmento, quais tons aparecem?

Tenho que ser sincera com você, escolher o pigmento perfeito para nossa cliente é um treino
de percepção dos olhos. Quanto mais você fazer igual ao fio das sobrancelhas mais natural vai
ficar.

Então quando usar cada mistura?

Fiz um teste com os pigmentos da marca Iron Works e vou te dar alguns exemplos, mas peço
que você não se atenha aos nomes das tintas e sim as suas composições.
É muito importante salientar dois fatores determinantes no resultado:

Saturação e profundidade!

Saturação: Insiro mais pigmento do que o necessário.

Profundidade: Atingir uma profundidade maior que o ideal.

Nas duas opções excedidas o procedimento ficará cinza!

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