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Noções de Biomicroscopia e Lâmpada de Fenda

Este documento fornece informações sobre a biomicroscopia, um exame oftalmológico fundamental. Em resumo: 1) A biomicroscopia permite a avaliação dos tecidos oculares in vivo, sua anatomia e possíveis alterações patológicas, sendo usada principalmente para exames do segmento anterior dos olhos. 2) O equipamento utilizado é a lâmpada de fenda, que possui iluminação ajustável e aumentos variáveis para melhor visualização das estruturas. 3) Diferentes técnicas

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Noções de Biomicroscopia e Lâmpada de Fenda

Este documento fornece informações sobre a biomicroscopia, um exame oftalmológico fundamental. Em resumo: 1) A biomicroscopia permite a avaliação dos tecidos oculares in vivo, sua anatomia e possíveis alterações patológicas, sendo usada principalmente para exames do segmento anterior dos olhos. 2) O equipamento utilizado é a lâmpada de fenda, que possui iluminação ajustável e aumentos variáveis para melhor visualização das estruturas. 3) Diferentes técnicas

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NOÇÕES BÁSICAS

DE
BIOMICROSCOPIA

1
BIOMICROSCOPIA
A biomicroscopia é uma parte fundamental do exame primário dos olhos.

Permite a avaliação dos tecidos in-vivo, no corpo, sua disposição anatômica, alterações
patológicas e comportamento.

É utilizado principalmente para avaliação do segmento anterior e seus anexos, porém


com auxílio de lentes especiais pode-se apreciar estruturas do segmento posterior.

É utilizado o biomicroscopio, também chamado lâmpada de fenda.

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LÂMPADA DE FENDA

Atualmente, o mercado oferece muitos


modelos de lâmpadas de fendas. São desde
os modelos portáteis, que por sua vez podem
ter limitações em suas funções, até modelos
mais modernos com sistemas de vídeo
integrados,
aumentos de maior alcance, praticidade e
tecnologia.

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4
LÂMPADA DE FENDA

A lâmpada de fenda apresenta dois braços


giratórios, um para a iluminação alternada e o outro
para o biomicroscópio, ambos instalados em um
mesmo eixo.
A unidade de iluminação é, essencialmente, um
projetor com uma fonte de luz ajustável em termos de
largura, altura, direção, intensidade e cor.

Um descanso para a cabeça imobiliza o paciente, um


joystick e
oculares ajustáveis permitem ao examinador
focalizar a imagem de uma forma estereoscópica.

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COMPONENTES DA LÂMPADADE FENDA

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COMPONENTES DA LÂMPADADE FENDA 7
AJUSTES PARA
UTILIZAÇÃO
DA LÂMPADA
DE FENDA.

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ZOOM DE
AUMENTOS
• Sistema de zoom ou tambor de aumentos
variáveis.
• O intervalo de aumentos podem variar entre
5x a 40x. A profundidade de foco e o
campo visual é menor quando utilizamos
muitos aumentos.
• Alguns biomicroscópios tem um sistema de
alavanca com
apenas duas posições de aumentos disponív
eis.
• Nestes casos p o d e - s e incrementar as
oculares com outros de maior aumento,
ampliando o intervalo disponível.

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TÉCNICAS DE
ILUMINAÇÃO

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TÉCNICAS DE ILUMINAÇÃO

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ILUMINAÇÃO DIFUSA
A iluminação direta é classificada como difusa quando é
projetado um feixe luminoso cilíndrico em direção ao olho,
com objetivo de estudar as estruturas de forma global.

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A iluminação difusa permite:
• Avaliar a presença de qualquer alteração
ou inflação das pálpebras.
• Observar e avaliar distintos graus de
disfunções das glândulas de Meibômio.
• A altura do menisco lacrimal e
contaminação do mesmo por restos
mucosos e celulares.
ILUMINAÇÃO • Avaliar quase todos os tipos de irritação,
traumatismo, infecção e seus graus.
DIFUSA •

Avaliar anormalidades conjuntivais.
A observação geral de córnea, lentes de
contato, opacidades corneais, depósitos em
superfícies de lentes de contato e o
movimentodas lentes entre piscadas.
• Observar alterações da íris, da borda
pupilar, de lentes intraoculares, da
câmara anterior e detecção de nevus,
nódulos, sinéquias anteriores e
posteriores.
28
PROCEDIMENTO:

• A lente difusora se situa à frente do


sistema de
iluminação para difundir a luz e
produzir uma
iluminação homogênea sobre o po
lo anterior.
• A intensidade é controlada pela largura
ILUMINAÇÃO da fenda e pelo reostato.
DIFUSA • O ângulo do sistema de iluminação é
variável entre 45° e 60°.
• A iluminação difusa se utiliza com
aumento baixo ou médio 6x a 10x. O
feixe de luz e o
microscópio devem ficar com os foco
s coincidentes mantendo o feixe em
posição com o click-stop.
• Ajuste as aberturas de tal forma que o
feixe de luz tenha uma largura de 3-
4mm e uma altura máxima.
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ESTRUTURAS OBSERVÁVEIS:
Pálpebras
Cílios
Sobrancelhas
Orifícios das glândulas de Meibômio
ILUMINAÇÃO Altura do menisco lacrimal
DIFUSA Conjuntiva bulbar
Conjuntiva tarsal
Córnea (observação global)
Superfície de lentes de contato
Íris
Pupila

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ILUMINAÇÃO DIFUSA
Iluminação: Baixa
Ângulo de Abertura: 45º

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ILUMINAÇÃO DIRETA FOCAL
Utilizada para o estudo de detalhes.

Esse estudo é obtido através da modificação do tamanho e da


forma do feixe luminoso, que passa a formar: o paralelepípedo, o
corte óptico ou o pincel luminoso.

ILUMINAÇÃO DIRETA COM PARALELEPÍPEDO:


O braço do sistema de iluminação se situa ao lado da parte da córnea que vamos avaliar (lado
temporal para córnea temporal). A largura do feixe se aumenta até igualar aproximadamente a
É a forma de iluminação mais utilizada. profundidade aparente da córnea. Desta forma, construímos um paralelepípedo no qual
apreciamos a córnea em 3D, com o epitélio na superfície anterior e o endotélio na superfície
posterior.

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ILUMINAÇÃO DIRETA
COM PARALELEPÍPEDO:
O braço do sistema de iluminação se situa ao lado
da parte da córnea que vamos avaliar (lado
temporal para córnea temporal). A largura do
feixe se aumenta até igualar aproximadamente a
É a forma de iluminação mais utilizada. profundidade aparente da córnea. Desta forma,
construímos um paralelepípedo no qual
apreciamos a córnea em 3D, com o epitélio na
superfície anterior e o endotélio na superfície
posterior.

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ILUMINAÇÃO PARALELEPÍPEDO
• O ângulo é variável entre 30° a 60°
• A magnitude é variável entre 10x a 40x
• Iluminação: Baixa a média

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DESENHO ESQUEMÁTICODA ILUMINAÇÃO
PARALELEPÍPEDO

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A luz direta com uma largura entre 0,5 e 2mm pode ser utilizada para examinar a
transparência do cristalino.

Para enfocar as distintas camadas é necessário ir introduzindo o biomicroscópio


desde a área pupilar em um movimento de maior amplitude para o enfoque
das distintas camadas.

O ângulo de iluminação é menor (mais perpendicular) que o utilizado


para a observação da córnea e pode oscilar entre 10° a 45°.

É a técnica básica para observação de manchas ou opacidades no cristalino.

PARALELEPÍPEDO PARA EXAME DO CRISTALINO


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Setas apontando para o
cristalino transparente

Catarata moderada

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CORTE ÓPTICO

Esta técnica permite realizar um corte transversal


O corte óptico é obtido diminuindo-se ainda
de luz sobre a córnea. Assim é possível valorar a
mais o meridiano horizontal do paralelepípedo,
profundidade das seguintes condições oculares:
até que as faces anterior e posterior formem
corpo estranho alojado na córnea, opacidades
duas linhas densas e separadas. O perfil do
corneais e infiltrados estromais. Permite avaliar o
corte óptico é caracterizado por duas linhas,
grau de largura do estroma, assim como o
anterior e posterior, que representam porções
edema epitelial e a turvação ou pigmento
determinadas da estrutura ocular em estudo.
endotelial.

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CORTE ÓPTICO

1- Filme lacrimal: 1º linha brilhante


2 – Linha eptelial: obscura.
3 – Linha de Bowman: mais brilhante
4 – Estroma: de aspecto cinza granular.
5– linha endotelial: mais brilhante que o
estroma.

39
CORTE ÓPTICO

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FEIXE CÔNICO

O feixe cônico é obtido reduzindo-se o diâmetro do


feixe luminoso cilíndrico.

É utilizado no estudo do humor aquoso, para


identificação de "flare" ou células inflamatórias.

Usa-se principalmente para observar células


inflamatórias e proteínas na câmara anterior e quando
se tem uma uveíte anterior.

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FEIXE CÔNICO
PROCEDIMENTO:

O feixe de luz se reduz em largura e altura até obter


um ponto, ou partindo de um corte óptico, se reduz a
altura até 0.2mm.
A intensidade de luz deve ser
máxima e preferivelmente apagar a luz do meio
ambiente para aumentar o contraste.
Deve-se usar aumento médio e com um ângulo
maior que 60° e vagarosamente se aproxima a luz
da pupila até que se consiga o efeito Tyndall.

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FEIXE CÔNICO

“Flare” na câmara anterior.

Desenho esquemático
do feixe cônico.
Células na câmara anterior.

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EM
RESUMO

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