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Nutrição Estética Parte 2

Este documento descreve a terapia nutricional para a celulite, incluindo fatores determinantes, escalas de classificação, principais mecanismos envolvidos e abordagens nutricionais como redução de tecido adiposo, melhoria da circulação sanguínea e inibição da aromatase.

Enviado por

Rosany Gouveia
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Nutrição Estética Parte 2

Este documento descreve a terapia nutricional para a celulite, incluindo fatores determinantes, escalas de classificação, principais mecanismos envolvidos e abordagens nutricionais como redução de tecido adiposo, melhoria da circulação sanguínea e inibição da aromatase.

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Nutrição e Estética


Rosany Maria de Gouveia
Barboza
 Nutricionista (UFPB -2014)
 Especialista em Nutrição
Esportiva (UNIFIP - 2016)
 Nutrição Estética Avançada
(IAPP– 2020)

João Pessoa, 2021


TERAPIA NUTRICIONAL NA CELULITE


 Infiltração Edematosa
inflamatória do tecido
conjuntivo subcutâneo.
 Tecido adiposo libera
mediadores
inflamatórios como a
interleucina -6.
TERAPIA NUTRICIONAL NA CELULITE


 98 % dos casos são em Nomes técnicos:
mulheres; Fibroedema geloide (FEG);
 Associada à Puberdade; Hidrolipodistrofia geloide;
 Depende de fatores Lipoesclerose nodular;
predisponentes e Paniculose.
fatores contribuintes e
agravantes;
 90% das mulheres
apresentam em algum
grau.
TERAPIA NUTRICIONAL NA CELULITE


Fisiopatologia
Adipócito Cheio;
Compressão
Vascular;
Edema;
Inflamação –
Fibrose
TERAPIA NUTRICIONAL NA CELULITE

Fatores Determinantes:

1. 2.
TERAPIA NUTRICIONAL NA CELULITE

Fatores Determinantes

3. 4.
TERAPIA NUTRICIONAL NA CELULITE

Fatores Determinantes

5. 6.
TERAPIA NUTRICIONAL NA CELULITE

Fatores Determinantes

7. 8.
Fatores Determinantes

9. 10.
Escala de Hexsel

Número de
depressões

Profundidade
Classificação
das
existente
depressões

Flacidez da Morfologia
pele da pele

Adaptado de: HEXSEL, D.M. A validated


photonumeric cellulite severity scale. European
Academy of Dermatology and venereology, 2009.
Escala de Hexsel
Grau ou estágio Características clínicas
Zero Não há alteração na superfície da pele

A pele da área afetada é lisa enquanto o sujeito está de pé ou deitado,


mas as alterações na superfície da pele podem ser vistas por beliscar a
pele ou com contração muscular.
Dois A aparência alaranjada da pele ou do colchão é evidente quando em
pé, sem o uso de qualquer manipulação (beliscão da pele ou contração
muscular).

As alterações descritas em grau ou estágio II estão presentes


em conjunto com áreas elevadas e nódulos.

Adaptado de: HEXSEL, D.M. A validated photonumeric cellulite severity scale. European Academy of
Dermatology and venereology, 2009.
Principais mecanismos envolvidos na celulite. A etiologia exata da celulite ainda é uma questão de debate,
mas a maioria dos cientistas concorda com o envolvimento de microcirculação, infiltração de líquido
intersticial (edema), hipertrofia localizada de adipócitos, estresse oxidativo e inflamação persistente de
baixo grau, combinada com alterações na matriz extracelular. A celulite e o envelhecimento da pele podem
influenciar um ao outro.
Manejo Nutricional

 Redução do tecido adiposo-
EMAGRECIMENTO;
 Melhora do trânsito
intestinal;
 Detoxificação do organismo;
 Melhora da Circulação
Sanguínea.
Manejo Nutricional –
Inibição da Aromatase

Manejo Nutricional – Dominância
estrogênica

 Chá verde – Aumento da Excreção Urinária de
estrogênio;
 Cavalinha- Ação diurética, devido as altas
concentrações de flavonoides, compostos fenólicos e
sais minerais
 Dente de Leão – Ação diurética e antiinflamatória
Sugestão de Fórmula:
Equisetum arvense L., Cavalinha, extrato seco padronizado a 2,5% de
flavonoides – 200mg
Camellia sinensis, Chá verde, extrato seco padronizado a 95% de
polifenois – 300mg
Taraxacum officinale – 200mg
Manejo Nutricional –
Inibição da Aromatase
 Inibidores de Aromatase:

Resveratrol- Zinco -
Vitamina C
50 mg 15 a 30 mg

Quercetina –
Romã
100 mg

Crisina –
Chá Verde
300 mg
Colágeno

Reduziu significativamente o grau de


celulite e redução na ondulação das
coxas.
Outros efeitos Positivos:
• Estrutura da matriz
dérmica.
• Hidratação da Pele.
Colágeno

2,5 g de
Colágeno Verisol
Cabelo e Unhas


 Incluir na anamnese avaliação de cabelo e unhas
 Solicitar que venham sem esmalte para melhor
avaliação

Selênio e Zinco Complexo B e Zinco, ferro e


Proteínas cálcio
Cabelo e Unhas

Alteração das Unhas por deficiências
Nutricionais

Doença Deficiência Excesso

Hemorragia na unha Vitamina C -

Manchas brancas Selênio e Zinco -

Pregas transversais -
Complexo B Proteínas

Manchas vermelhas - Selênio

Unhas frágeis Zinco, ferro e cálcio -


Sugestão de Fórmula para
fortalecimento de Cabelos e Unhas :


▪ Silício Orgânico – 200 mg
▪ Cisteína – 100 mg
▪ Cistina – 100 mg
▪ Piridoxina, vitamina B 6 – 20 mg
▪ Biotina – 2,5 mg
▪ Pantotenato de cálcio 100 mg

Posologia: Consumir uma dose ao dia pela manhã


Cabelos

Fatores associados com a Queda
Capilar

Deficiência de Ferro
e proteína;
Alta exposição
química;
Estresse;
Cosméticos.
Fases do Fio

90% dos 10% dos


fios estão fios estão
nessa fase nessa fase
Nutrientes e Saúde Capilar

 A má nutrição influencia no crescimento do pêlo, na
estrutura da haste e às vezes na cor (EBLING, DAWBER,
1986).
 A deficiência de nutrientes está intimamente relacionada
com o retardo da fase anágena (fase de crescimento) e
aceleramento da fase telógena (queda do cabelo) do fio.
 Alguns nutrientes fazem parte da composição do fio, dentre
eles destacam-se proteínas (alfaqueratina), ferro, cobre,
zinco, iodo, vinte diferentes tipos de aminoácidos (com
ênfase no aminoácido cistina), lipídios e água.
Nutrientes e Queda de Cabelo
NUTRIENTE AÇÃO E FONTES ALIMENTARES


Proteína (cisteina) Estimula metabolismo celular, elevando a produção de queratina
necessária para a formação do cabelo.

Fontes: Carne bovina, clara de ovo, peixe, carne suína, Oleaginosas e


leguminosas, leite e derivados
Colágeno Forma uma matriz onde os minerais se ficam, deixando o fio mais forte.
hidrolisado
Fontes: Gelatina e carnes. Ossos, cartilagens e tendões de carne, frango
e peixes.
Silício Aumento da elasticidade e resistência do fio capilar.

Fontes: Trigo, aveia, arroz, banana e feijão


Inibe a enzima 5 α redutase, contribuindo para o tratamento da
alopecia androgenética.
Zinco
Fontes: Carnes bovinas, de frango e peixe, camarão, ostras, fígado,
grãos integrais, castanhas, cereais, Leite e derivados, nozes e feijão.
Ferro Fontes: Carne bovina, vísceras, feijão, beterraba, vegetais verde escuros.
Vitamina E Fontes:
Grãos de cereais e seus respectivos óleos, como germe de trigo, milho,
soja e amendoim, ovos, fígado, carnes, peixes e produtos lácteos, noz,
castanhas, azeite de oliva e azeitona.

Vitaminas do Ação preventiva para queda de cabelo e estimulação do crescimento.


Complexo B
Fontes:
(Biotina, B2 e B12)
B12 - fígado e rim, leite e derivados, ovos, peixe e carnes de músculo.
Biotina - Fígado de boi, chocolate, gema de ovo, amendoim.
B2 - ovo inteiro, fígado de bovino frito, fígado de porco, rim de bovino,
fígado de galinha

Fortalecimento do Cabelo.

Vitamina C Fontes: Frutas cítricas, brócolis, pimentão, couve, tomate, cheiro verde.
Alopécia Androgenética
Inibidores da 5 alfa redutase

Formulações
 Formulação para  Queda de cabelo com ferritina
baixa:
Queda de Cabelo:
▪ Silício Exsynutriment- 150 mg
▪ Pantotenato de cálcio – ▪ Pantotenato de cálcio – 100 mg
100 mg
▪ Piridoxina – 20 mg
▪ Zinco quelado – 15 mg
▪ Nutricolin (silício ▪ Biotina- 1 mg
estabilizado em colina)- ▪ Zinco (quelado) – 15 mg
200 mg
▪ Riboflavina – 10 mg
▪ Biotina – 1 mg
▪ Cisteína- 200 mg ▪ Vitamina C revestida – 150 mg

▪ Ferro quelado - 50 mg
Pré e Pós Operatório de Cirurgia
Plástica

Conduta Dietética Pré
Operatório

 Avaliar as condições do paciente em todos os
aspectos (Clínicos e Laboratoriais);

 O processo de cicatrização pode ser


influenciado por diversos fatores como
infecção, ação de fármacos, desnutrição, e
hipóxia tecidual.

 Exames Laboratoriais a serem avaliados:


▪ Hemograma, Coagulograma, Glicemia de
Jejum, Uréia, creatinina, ácido úrico, creatinina,
proteínas totais e frações.
Conduta Dietética Pré
Operatório

 Se houver excesso de Peso: Acompanhamento nutricional associado à
prática de atividade física para promover o emagrecimento antes do
procedimento cirúrgico estético de lipoaspiração ou abdominoplastia.

 Uma Semana antes do Procedimento Cirúrgico:

▪ Dieta rica em Ferro, considerando que a perda desse nutriente que


pode refletir no déficit de recuperação.
▪ Proteínas: Dieta normoprotéica (0,8 -1 g kg/ peso), contemplando
proteínas de alto valor biológico e adequadas às necessidades
nutricionais do paciente.

 No dia anterior a cirurgia:

▪ Dieta branda, jejum de 12 horas para alimentos e água;


▪ Consumo de alimentos ricos em vitamina C (melhorar absorção de
ferro e contribui em todas as fases da cicatrização).
Conduta Dietética no Pós
Operatório

 Hidratação:
▪ Grande Porte: Hidratação Endovenosa
▪ Minilipoaspiração: Não há necessidade anestesia
geral, iniciar hidratação quando o paciente despertar:
Água, água de coco, bebidas isotônicas ou hidratação
com soro glicosado , por via endovenosa
Conduta Dietética no Pós
Operatório
 Alimentação: Trinta e seis horas após o procedimento
cirúrgico;
 A dieta deve ser normocalórica leve (branda), rica em
vitamina C, ferro, proteínas, ácidos graxos (ácido linoleico -
ômega 6 e oleico-ômega 9) e albumina.
 Vitamina C – fortalecimento do sistema imunológico e
proteção do organismo aos danos causados pelo estresse
oxidativo. Age como excelente antioxidante, facilita a
absorção de ferro, e atua no metabolismo e em alguns
aminoácidos.
Conduta Dietética no Pós Operatório
 Ácidos graxos
▪ A inclusão dos ácidos linoleico e oleico nas primeiras 36 horas
após a cirurgia é justificado pela indução a fase inflamatória a fim
de promover a fase de epitalização.

▪ Estudo realizado por Cardoso e cols (2004) observaram que


animais tratados com ômega 6 e ômega 9 apresentaram redução
significativa da área do ferimento a partir do quinto dia de
tratamento e inibição da produção de óxido nítrico local nas
primeiras 48 horas pós cirurgia.

▪ Sugere-se , dessa forma, que na fase inflamatória sejam utilizados


óleos ricos em ômega 6 – milho e girassol. E ômega 9 – azeite de
oliva e evitadas fontes de ômega 3. Uma possível consequência da
administração de ômega 3 seria a redução do processo de
cicatrização, particularmente na resistência à ruptura, uma vez que
atenua a fase inflamatória do processo de cura.
Conduta Dietética no Pós Operatório
 37 horas até o sétimo dia: Dieta branda e normocalórico em vista
da demanda energética, em particular nas primeiras fases de
cicatrização.
 Até 30 dias:
▪ A cicatrização consome energia, a glicose como principal
carboidrato do organismo supre maior parte da energia
requerida para a cicatrização. O fornecimento adequado de
calorias é importante para que o organismo não utilize proteínas
no processo de cicatrização.
▪ Proteínas: Pelo menos 1,2 g / kg Peso corporal.
▪ PTN Soro do leite: lactoferrina – desempenha função fisiológica
importante, sequestrando o ferro, e dessa forma, exercendo uma
ação bacterioestática (protegendo contra infecções), ao mesmo
tempo melhorando a biodisponibilidade e absorção de ferro.
Conduta Dietética no Pós Operatório

Micronutrientes
 Vitamina A – Estimula síntese de colágeno e acelera
cicatrização.
 Vitamina C – Faz parte de todas as etapas da cicatrização.
▪ Na fase inflamatória age na função de macrófagos e
neutrófilos e participa como agente redutor , protegendo o
ferro e o cobre dos danos oxidativos.
▪ Fase proliferativa - é essencial para ativar a enzima hidroxilase
prolil que atua na formação da hidroxiprolina, constituinte do
colágeno, além de essencial para interferir na capacidade do
fibroblasto em sintetizar colágeno, aumenta a ativação dos
neutrófilos e macrófagos na ferida.
Conduta Dietética no Pós Operatório

 Zinco – Cicatrização mais rápida

 Vitamina E – ação antiinflamatória e acelera a


cicatrização

 Arginina (condicionalmente essencial)– importante


na síntese de colágeno e é recrutado nas fases
agudas e crônicas da cicatrização. Reduz infecções
pós operatórias e tempo de internação.
Suplementação Pós Operatório
 Iniciando 7 dias antes e mantendo até 21 dias após a cirurgia)

▪ Vitamina C revestida – 300mg


▪ Zinco quelado – 20mg
▪ Cálcio quelado – 200mg
▪ Magnésio quelado – 100mg
▪ Cobre quelado - 0,5mg
▪ Manganês quelado – 10mg
▪ Selênio quelado – 100µg
▪ Vitamina K1 – 1mg
▪ Nutricolin® - 300mg
▪ Piridoxal-5-fosfato, Vitamina B6 - 10mg
▪ Metilcobalamina, Vitamina B12 - 100µg
▪ Ferro quelado - 50mg
▪ Arginina – 500mg
Aviar x doses. Posologia : 1 dose fracionado em 2 vezes ao dia
Associar com: 5 g de Colágeno Hidrolisado (Em sachê)
Multivitamínico para o pós-operatório
(Iniciar após 21 dias do procedimento cirúrgico)
• Nutricolin® – 300mg
• Vitamina C revestida - 100mg
• Biotina - 500µg
• Cobre quelado - 0,5mg
• Magnésio glicina - 50mg
• Manganês quelado -1mg
• Selênio quelado - 25µg
• Zinco quelado - 10mg
• Cálcio quelado – 200mg
• Arginina – 500mg
• Peptídeos de Colágeno, Verisol® – 2,5g
• Riboflavina, Vitamina B2 – 1,5mg
• Piridoxal-5-fosfato, Vitamina B6 – 5mg
• Metilcobalamina, Vitamina B12 – 100µg
• Pantotenato de cálcio, Vitamina B5 – 5 mg
• Metilfolato, Vitamina B9 - 400µg

Aviar X doses em sachê.

Posologia:

Diluir o conteúdo em 200ml de água. Consumir uma dose ao dia, antes de dormir.
Obrigada!

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