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Yewa

YEWÁ é um orixá da religião iorubá associado à transição entre a vida material e espiritual e à guiação das almas para o mundo dos espíritos. Representa a solidão, castidade e virgindade. Sua origem está no antigo reino de Dahomey e seu culto se espalhou para a região de Egbado entre os iorubás.

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Yewa

YEWÁ é um orixá da religião iorubá associado à transição entre a vida material e espiritual e à guiação das almas para o mundo dos espíritos. Representa a solidão, castidade e virgindade. Sua origem está no antigo reino de Dahomey e seu culto se espalhou para a região de Egbado entre os iorubás.

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EWÁ, ORIXÁ das mutações, transformações, da percepção do que é belo e do que é feio, a

distinção entre eles. Apaixonada por XANGÔ como OYÁ, porém com sentimento retido,
contido.
 
YEWÁ representa o dom da adivinhação, da intuição, ORIXÁ adivinho. Seus filhos possuem
um sexto sentido muito aguçado, aflorado, por conta dos EGUNS, espíritos que os
acompanham. Divindade jovem, bela, que encanta no olhar e se diferencia das outras
divindades por ter nela o símbolo da beleza.
 
Representa o encanto e a busca pela tranquilidade e a paz, levando seus filhos(as) a ficarem
afastados e reclusos. YEWÁ é um ORIXÁ violento e seus filhos, apesar da fala mansa, olhar
doce e lágrimas nos olhos, tendem a ser violentos também, por conta de uma revolta que
YEWÁ tem dentro de si.
 
YEWÁ é a divindade mais linda da religião, representa a vida, o viver com alegria
intensamente. Por isso, seus filhos tendem a viver muitos anos devido ao poder que essa
divindade tem sobre a morte. YEWÁ é tão forte e poderosa que ela possibilita a permanência
de uma pessoa na terra, mesmo que seu tempo tenha acabado, mas que ainda falta algo para
essa pessoa concluir. YEWÁ a mantém viva até que cumpra seu destino.
 
YEWÁ representa tudo aquilo que é puro, virgem, não só a virgindade da mulher, mas tudo
aquilo que ainda não foi visto nem tocado pelo homem e ao mesmo tempo determina o fim de
tal pureza, de tal virgindade.
 
YEWÁ representa o ORIXÁ que é difícil de se apaixonar intensamente, devido a um pedido que
fez de não olhar aos olhos de nenhum homem. Daí se explica os casamentos duradouros, que
vivem ao lado de um único homem, em contrapartida podem levar anos sem casar, por conta
da castidade representada por YEWÁ.
 
YEWÁ representa a dança, fascínio pela dança, pela música, um dos grandes apegos de seus
filhos. É o ORIXÁ da vivacidade, do renascimento e ao mesmo tempo arisco, seus filhos podem
ter muitos colegas, porém muitas vezes terão poucos amigos, devido ao desejo de YEWÁ de
viver só e isolada.
 
Foi caçadora ao lado de OXÓSSI.
 
Salvou ORUNMILÁ da morte quando IKÚ o perseguia.
 
Deu o dom da vidência ao homem.
 
Casou-se com AZOWANO (BABALU AYÉ), porém permaneceu eternamente apaixonada por
XANGÔ.
 
EKUÁ YEWÁ!
 
MAFEREFUN YEWÁ Todos os Dias!
 
 
Ifá Ni L’Órun
onta a história que Olófin (Deus) tinha várias filhas que eram seu orgulho, contudo, entre elas
existia uma que era a menina de seus olhos e sua razão de ser, porque vivia orgulhoso dela.

Um dia Eshú escutou os elogios dispensados para essa jovem e se propôs que ele tocaria a
honra dela, que assim Olófin se avergonharia da donzela. Assim as coisas se apresentaram
diante do valente Shangó e em tom desafiantes, lhe interpelou, que como era possível que ele
sendo o varão mais elegante do reino, não se havia conquistado Yewá.
Eshú lhe disse que ela morava nos jardins do Palácio de Olófin e este a tinha bem guardada e
oculta, pois estava convencido da castidade e pureza de sua filha e que ela era incapaz de
olhar alguém nos olhos e muito menos um homem.

Shangó foi onde estava Yewá, falou com ela e esta não pode resistir a tentação de olhá-lo.
Eshú foi contar a Olófin o que havia acontecido e ele velho se entristeceu. Ao chegar Ofófin ao
jardim, Yewá não levantou sua cabeça e disse a seu pai que por essa falta, ela desejava morar
em um lugar onde ninguém a visse nunca mais. Assim foi que Olófin a enviou ao mundo dos
espíritos.

Desde este preciso instante Olófin percebeu que a perfeição nessa vida não existe e que o ser
humano, por muito que se esforce, será inclinado à tentação e faltará com suas leis.

Ifá Ni L’Órun Otura Airá

YEWÁ é um ORIXÁ dona da transição entre a matéria e o espírito e representa esse momento.

É amplamente ligada a morte e guia todos os EGUNS para essa transição. Seu culto provém
de DAHOMEY e viveu em EGBADO.

Seu nome provém do YORÙBÁ YÈWÁ (YEYÉ: Mãe – AWÁ: Nossa).


Por outro lado, YEWÁ também representa o horizonte, o encontro entre o céu e a terra; entre o
céu e o mar. Representada pelo pôr do sol, controlando o fenômeno visual e horário do dia até
a noite, protegida por dois bravos guerreiros que não permitem que ninguém se aproxime dela
nesse instante. A associação mais direta é com o crepúsculo, do qual é a encarregada e, por
isso, seu traje rosa intenso.

Desta forma, a cada entardecer, seus templos fechavam as portas e em alguns lugares não era
prudente tocar música, cantar ou dançar ao entardecer.

Também gosta de viver nos jardins. À noite é companheira de MAKENO (OXAGRIAN). YEWÁ
é muito contida e somente teve um filho e nunca mais conheceu outro homem.

Segundo os ODÚS de IFÁ, nasce no ODÚ OTURA OSÁ.

YEWÁ é navegante, pesca e reparte GUACALOTES (favas de Oxóssi) entre os jogadores,


como podemos observar no ODÚ de IFÁ OTURA IWORI.

Também podemos ver a presença de YEWÁ nos ODÚS de IFÁ OTURA IROSO, OGUNDA
OJUANI, OTURA ADAKOY, OGBE OTURA, OGUNDA IROSO, IROSO ATE, ODI MEJI, dentro
outros.
Em MERINDILOGUN (búzios) vemos sua presença em IROSO TONTI MERINDILOGUN (4-
16), IROSO TONTI OSÁ (4-9), IROSO TONTI EYOCO (4-2), IROSO (4), OKANA (1), OSÁ (9) e
OJUANI (11).

História
Para compreender YEWÁ, devemos retroceder até sua origem nas terras DAHOMEY, ou terras
ARARÁS (DJEDJE). Nessas terras é onde podemos observar a origem desse VODUN e suas
primeiras referências concretas para a Cultura Ocidental Europeia datam do século XVIII,
quando tanto franceses como ingleses resgataram dados antropológicos e culturais das tribos
dessa parte da ÁFRICA.

Na ÁFRICA, no antigo EGBADO (hoje YEWÁ), o rio YEWÁ é onde “habita a deusa”, mas sua
origem e culto são muito mais profundos. Podemos ver que OXUMARÉ, NANÁ, OMOLU e
IROKO, assim como YEWÁ, eram adorados incialmente entre os MAHI e foram assimilados e
insertados pelos YORUBÁS em seu panteão. Porém, muitos dizem e argumentam que YEWÁ
já pertencia aos LUKUMIS e que desta forma chegou a ABEOKUTÁ.

É obvio que os KETÚ, os OYÓ, os EGBADÓ e os ANAGÓ tiveram um contato mais próximo
com os povos de terras ARARÁS (DJEDJE), já que estes eram os povos com maior contato por
conta da fronteira.

Para os ARARÁS (DJEDJE) é um VODUN feminino da família do grande VODUN DAMBIRÁ.

Nasce para ser o símbolo de pureza e da beleza dos deuses dahomeanos. Desde seu
nascimento até sua fase adulta, YEWÁ é mantida no Culto de DAN, onde representa a franja
branca do arco íris. De DAN é precisamente de quem recebe o poder da vidência, a riqueza e
todos os corais marinhos.

Desta maneira, pelos ARARÁS, YEWÁ passa a ser considerada pelos demais VODUNS como
símbolo da virgindade e da pureza.

Em CUBA sabemos que YEWÁ nos chegou por parte dos EGBADOS e que estes foram os que
expandiram e conservaram o Culto a esse ORIXÁ.

YEWÁ é uma das deidades que nos chegou por intermédio dos EGBADOS e sendo MA
MONSERRATE GONZÁLEZ (OBA TERO) um dos principais pilares da expansão de seu Culto
na Ilha de CUBA. Com os EGBADO chegaram muitas deidades, sendo as principais
ODUDUWÁ, OLOKUN e YEWÁ. Esta pode ser uma das causas pelas quais foram preservadas
as crenças EGBADO sobre os Cultos OYÓ. Na Tradição EGBADO, YEWÁ é filha de OBATALÁ
e ODUDUWÁ, irmã de OYÁ e ÓBBA NANI e companheira de BABALU AYÉ (AZOWANO).

Por ele há uma consideração pessoal, que apesar de WILLIAM BASCOM assegurar que em
IFÉ YEWÁ é a contração de YEYÉ=Mãe e WÁ=Nossa, ou seja Nossa Mãe, em particular nos
parece mais lógico o fato de que YEWÁ seja a contração de IYÁ=Mãe e WÁ=EWÁ ou Mãe
EWÁ tal como chamam os YORUBÁS os VODUNS e ORIXÁS femininos os quais lhes dão o
respeito e carinho de IYÁ: “Mãe”.

YEWÁ tem uma imagem taciturna e até descomunal, pois representa a solidão, a contenção
dos sentimentos, a castidade feminina, a virgindade, a esterilidade e a transição da alma para o
mundo espiritual. Assim é uma ORIXÁ ligada a morte e a vida, por consequência. É proprietária
da escuridão e do próprio nevoeiro.

Ifá Ni L’Órun
Na religião YORUBÁ, YEWÁ é um Orixá que expressa divindade.

Essa deidade é dona e encarregada da transmutação da vida material para a vida espiritual e
está fortemente vinculada a essa transmutação. Embora YEWÁ seja um Orixá das terras
YORUBÁS, seus ritos eram realizados no reino de DAHOMEY que quer dizer, um antigo
Estado africano que se distinguiu por ter uma tropa de mulheres que funcionavam como
soldados. Depois o Culto a YEWÁ mudou para EGBADÓ, já em território YORUBÁ.

Vive entre a vida material e a vida espiritual, na transição das mesmas e é encarregada de
transladar o EGUN (espírito) que são as almas de OYÁ, isso quer dizer, levar os espíritos de
nossos ancestrais até sua nova morada.

Seu nome significa em YORUBÁ: YEYÉ – Mãe, AWÁ – Nossa.

É um Orixá que personifica a solidão, a limitação das emoções, a pureza feminina, a


virgindade, tudo que ainda não foi tocado pela mão do homem e a infecundidade. É a patrona
do translado entre a vida e a morte. Esta deidade é venerada especialmente nas casas de
Santiago de Cuba (Província Cubana Oriental), onde seus filhos são vistos como grandes
adivinhos e se preservam dentro das regras desse Orixá. Não é recomendável que se desnude
em sua frente, tampouco pode haver brigas ou discussões, atuar com violência ou aspereza,
nem mesmo devem levantar a voz.

A Orixá YEWÁ é atribuído uma grande sabedoria. O animal que atua como seu mensageiro é a
coruja.

A YEWÁ só devemos lhe fazer oferendas à noite quando ela assim solicita, assim como
também seus ritos devem ser efetuados à noite. No caso de não lhe fazer oferendas, se coloca
em sua frente um prato que contenha sete pedaços de coco.

As pessoas que veneram YEWÁ a colocam no alto sobre um altar que está adornado com uma
linda cortina e com nove fitas de distintas cores que devem medir mais ou menos de 7 a 8 cm
de largura. Além disso, tem como adorno 2 Irukes (rabos de cavalo) brancos que serão usados
em determinadas situações. Possui leques de tom rosa com penas de coruja.

Quando YEWÁ incorpora os homens devem virar de costas até que ela lave seu rosto, que é o
momento onde retira o véu que está cobrindo sua face. YEWÁ é considerada a guardiã da
virgindade, de tudo que ainda não foi tocado pelas mãos do homem. É casta e proíbe seus
filhos de comercializarem no aspecto carnal.

Seu número é 11 e seus múltiplos. A cor que a simboliza é o tom rosa.

Como é seu ILEKE (fio de contas)?

Os ILEKES se referem a fios de conta que têm a função de representar o ORIXÁ e este leva as
cores simbólicas de cada uma das entidades, tudo depende do ORIXÁ. Eles variam de acordo
com os tons e desenhos, porém seu objetivo fundamental é estar conectado com a religião e
seu significado, que cada ILEKE possui.

Ao nos referirmos a fios de conta específicos da deidade YEWÁ, este está desenhado com
cores e tonalidades rosa e vermelho. Este fio de contas é simples e o número que o representa
é o 11 e algumas vezes o 4.

DESCENDÊNCIA DE YEWÁ

Esta deidade é filha de OBATALÁ e ODUDUWÁ, é irmã de OYÁ e ÓBBA NANI, fiel
companheira de BABALU AYÉ.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE YEWÁ

Os filhos dessa deidade contam com uma característica que os distingue por seu dom de
mandar. As mulheres têm a particularidade de se exigirem de si mesmas, assim como as que
estão a seu redor. Tem uma moral intacta, não lhes agrada nem buscam relações onde não
exista seriedade. Geralmente possuem dons mediúnicos e clarividência que se deve a conexão
que há entre seu ORIXÁ que o tutela e o mundo espiritual.

PRESENTES QUE SE OFERECEM A YEWÁ

O alimento que se é de costume oferecer para YEWÁ é um peixe fresco adornado com rodelas
de tomates, bolas de farinha com peixe e bolas de farinha com amendoins moídos sempre na
numeração 11. Igualmente se deve consagrar com animais novos, fêmeas, como cabritas,
pombas e galinhas d’angola. A YEWÁ também se pode oferecer manjericão santo, tamarindo,
uvas, uma erva conhecida como poaia branca ou poaia do campo e com flores da árvore
flamboyant, gerânios, crisântemos, cânfora e losna brava.

As oferendas que se dão a YEWÁ devem ser apresentadas dentro de um cesto que geralmente
está coberto com tecidos finos e bonitos da cor rosa e vermelho. Este cesto deve ser colocado
em um trono feito para ela e fechado com uma cortina de tecidos de suas cores.

YEWÁ é a ORIXÁ das águas e também conhecida como batalhadora, forte e valente. Suas
roupas são de cor rosa e vermelho vinho, em sua mão leva uma faca e seu pescoço é
adornado com um colar de tecido rosa com palha e decorado com búzios.

YEWÁ é uma das mais lindas ORIXÁS do panteão YORUBÁ. No lugar onde se vai receber
YEWÁ deve-se ter um espaço onde devem estar acesas 11 velas. O Padrinho BABALAWÓ
mojugbará OSHE BILE de EGUN e os símbolos MEJI.

É de suma importância ressaltar que este ORIXÁ não gosta de atos de hostilidade. Antes de
qualquer cerimônia a este ORIXÁ é necessário lavar as mãos e rosto com leite de cabra, que
simboliza a pureza. Seu sacrifício só será aceito se for executado por BABALAWÓS e
separadamente de outros ORIXÁS.

Sua saudação é: EKPUÁ YEWÁ! MAFEREFUN YEWÁ!

Ifá Ni L’Órun

Na terra BABADA BOSHE INLÉ, a rainha era AYÉ TOLÁ, que era OXUM que se vestia de
branco. Ela tinha como confidente IKORDIÉ, que tinha a missão de contar tudo para ela, e para
isso lhe falava secretamente. AYÉ TOLÁ era muito misteriosa e adorava o ORIXÁ que se
chamava YEWÁ, a qual sempre lhe rendia MOFORIBALÉ (reverências).

AYÉ TOLÁ tinha como marido ORUNMILÁ, que governada àquela terra severamente, sob às
regras da educação e responsabilidade.
Porém, àquela terra também era cobiçada por ALOI ABESHUMULEY que era muito invejoso e
ORUNMILÁ foi ficando enfermo e ao sentir que já quase não podia ter vida, fez uma consulta
com IFÁ onde dizia que deveria fazer uma cerimônia a OXUM para que esta desse seu ASHÉ
completo e assim vencesse os inimigos.

Então ORUNMILÁ foi procurar AYÉ TOLÁ que estava com seus segredos junto com IKORDIÉ.
Quando ORUNMILÁ a encontrou se assustou e começou a cantar cânticos em YORUBÁ:

Quando esta ouviu aquele canto, colocou seu traje branco e começou a chamar seu segredo.
Então saiu aquela sombra branca que precedia IKÚ sobre a pessoa (a coruja). Então
ORUNMILÁ fez oferendas e sacrifícios a OXUM e colocou tudo diante dela.

Foi dito a ele que quando tivesse filhos deveria mudar de casa ou de lugar.

Foi assim que ORUNMILÁ voltou a ser poderoso. Desde então sempre vivia nas sombras com
AYÉ TOLÁ e se comunicava com ela para iniciar seus filhos em seus segredos, e tiveram
sempre que adorar YEWÁ.

Ifá Ni L’Órun

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