Atividade Disciplina de Citologia e Embriologia - Professora Clarissa Barretta
RESUMO SOBRE EMBRIOLOGIA
Nome: Maria Helena Ribeiro Luvisa
EMBRIOLOGIA: desde a fertilização até o nascimento, compreende a formação de órgãos, tecidos e sistemas.
CORPÚSCULO POLAR: célula menor que o futuro óvulo, ela regride e não vira óvulo.
MEIOSE I: no início da maturidade sexual
MEIOSE II: não acaba se não houver fecundação.
ESPERMATOZOIDES: perdem as glicoproteínas para ficarem mais rápidos
CAPACITAÇÃO: estrutura melhora na liberação enzimática.
MUCO CERVICAL DO TRATO REPRODUTIVO FEMININO: no período fértil fica mais viscoso > quando o
esperma entra, ele fica mais rápido.
ATIVAÇÃO DA ACROSINA: enzima proteolítica que digere a cobertura acelular que envolve o oócito.
HIALURONIDASE: desdobramento do ácido hialurônico, componente da matriz celular das células da granulosa
que envolvem o oócito.
ACROSINA E HIALURONIDASE: 2 principais enzimas da fecundação (hidrolizantes).
ZONA PELÚCIDA: é o glicocálice, é acelular.
Possui os grânulos da cortical (tipo um sensor)
Quando o esperma entra eles ajudam a modificar a estrutura da zona pelúcida, que fica rígida.
Quem modifica essa estrutura são os oligossacarídeos zp2 e zp3.
REAÇÃO ACROSSÔMICA: junção da membrana do esperma com o acrossomo.
Momento em que o esperma se liga à zona pelúcida.
Só o esperma que foi capacitado faz reação acrossômica, por causa da ativação da acrosina que ocorre na
capacitação.
Parte mais importante do esperma a entrar na zona pelúcida é o núcleo
FENISINA: facilita a fusão das membranas.
PERÍODO DE OVO: desde a fecundação até a ligação do blastocisto ao endométrio.
PERÍODO EMBRIONÁRIO: desenvolvimento do embrião.
PERÍODO FETAL: estende-se até o nascimento/amadurecimento de órgãos e sistemas.
FECUNDAÇÃO SEGMENTAÇÃO GASTRULAÇÃO ORGANOGÊNESE
Segmentação ou clivagem: dá origem a mórula blástula
Gastrulação: dá origem à gástrula nêurula
Organogênese: formação dos órgãos.
BLÁSTULA:
Ao final da blástula ocorre a fixação do blastocisto ao endométrio, isso se chama NIDAÇÃO.
A partir da blástula se inicia o crescimento.
Possui uma massa escura que é o embrioblasto.
Possui zona pelúcida ao seu redor.
Blastocele é o líquido dentro.
Trofoblastos estão dentro, ao redor da parte interna da zona pelúcida.
Ocorre o aumento de volume a diferenciação celular.
GÁTRULA:
Ocorre na parede uterina.
Termina com a formação dos folhetos embironários.
Ocorre um dobramento: ectoderme fora; endoderme dentro.
Parte que fica “aberta” (blastóporo) após o dobramento ocorre a formação do ânus ou da boca.
Ânus: deterostômios (nos cordados).
Boca: protostômios (nos anelídeos, artrópodes).
Buraco formado pelo blastóporo é o arquêntero, que vai dar origem ao intestino primitivo.
Folhetos: formam o embrião.
Delaminação: ectoderme e endoderme se separam e a linha que fica entre as duas forma a “mesoderme”. Isso ocorre
em aves, répteis e mamíferos
Animais diblásticos: possuem ectoderme e endoderme (cnidários > água-viva).
Animais triblásticos: ectoderme, endoderme e mesoderme (cordados > mamíferos).
ACHATA > FORMA PLACA NEURAL > FORMA GOTEIRA NEURAL > ECTODERME SE FECHA
NOVAMENTE > E A GOTEIRA DÁ ORIGEM AO TUBO NEURAL
Mórula: cheia de células chamas blastômeros.
Gastrulação: formação dos folhetos embrionários formação de todos os sistemas.
Trofoblasto: células de fora que vão para a placenta e anexos fetais.
Embrioblastos: células de dentro, conjunto que vai virar o embrião.
Blastocisto: possui um espaço oco chamado blastocele.
NÊURULA:
Na formação do tubo neural houve uma pressão na mesoderme que formou duas “rodinhas”, chamadas de
celoma (buraco), que é revestido pela mesoderme.
Endoderme forma a notocorda, forma a outra “roda” de células e forma o arquêntero.
Nos cordados, a notocorda some e a coluna vertebral surge.
Sincíciotrofoblasto: ajuda o blastocisto a se fixar ao endométrio/ajuda na fixação do feto.
Citotrofoblasto: fica na parte externa e ajuda a formar o córion.
Ao fim da neurulação: início da formação do sistema nervoso e gástrico, derme e outros sistemas de um organismo.
MÓRULA BLÁSTULA GÁSTRULA NÊURULA
Na blástula ocorre o início do crescimento.
Trofloblasto fica fora forma os anexos embrionários
Desenvolvem-se a partir
Embrioblasto fica dentro.
do zigoto, mas não
fazem parte do
embrião.
Dão suporte que
permite o crescimento.
NÊURULA
Fase final.
Origina o sistema nervoso e dá início a organogênese. Formação dos órgãos.
FOLHETOS EMBRIONÁRIOS
Ectoderme: camada mais externa.
Mesoderme: camada mediana, se forma entre a ectoderme e a endoderme.
Endoderme: camada mais interna.
VITELO forma o saco vitelínico.
CORDÃO UMBILICAL principal meio de nutrição nos placentados.
PLACENTA
Órgão materno fetal.
Se origina das dobras do córion.
Endométrio + córion.
ÂMNIO
Envoltório mais interno que tem contato direto com o embrião.
Originado pelo trofoblasto.
Contém o líquido amniótico.
Anexo mais próximo do embrião.
Protege o feto contra choques mecânicos.
Manutenção de temperatura.
Evita a desidratação.
VESÍCULA OU SACO VITELÍNICO
Primeiro envoltório a se desenvolver.
Contribui para a nutrição e para a excreção embrionária.
Possui comunicação direta com o intestino do embrião.
Forma-se no período embrionário, mas, logo some nos ruminantes e suínos.
Conserva-se por seis semanas nos equinos e durante todo o período de gestação nos carnívoros.
É originado pelo trofoblasto.
CÓRION
É o envoltório mais externo.
Forma a placenta.
Ao longo da gestação desenvolve vilosidades.
Originado pelo mesoderma extraembrionário somático, citotrofoblasto e sincíciotrofoblasto.
ALANTÓIDE
Fica entre o âmnio e o córion.
Armazenamento das excretas.
Tem comunicação com a bexiga do feto.
Forma o cordão umbilical nos mamíferos.
Fica entre o âmnio e o córion.
ALANTOÂMNION: ligação alantóide+âmnio
ALANTOCÓRION: ligação alantoide+córion
NUTRIENTES E O2: sangue materno para o sangue fetal.
EXCRETAS E CO2: sangue fetal para o sangue materno.
CÓRION: do feto.
ENDOMÉTRIO: da mãe.
Bloqueio da poliespermia: reação dos grânulos da cortical, que endurecem a zona pelúcida, impedindo a entrada de
outros espermas.
Acrossomo: bolsão de enzimas que permite ao gameta masculino penetrar no oócito, realizando a fertilização.
Reação acrossômica tem início com o contato do espermatozoide na zona pelúcida do oócito e consiste na
fusão das membranas da cabeça do espermatozoide e do acrossomo.
Espermatogênese: possui 4 fases (germinativa, de crescimento, de maturação e de diferenciação.
A diferenciação pode ser chamada de espermiogênese, nessa fase não há divisão.
O processo ocorre nos testículos (gônodas masculinas).
As células dos testículos estão organizadas ao redor dos túbulos seminíferos, onde os espermatozoides são
produzidos.
Células de Sertoli (dentro): ao redor dos túbulos seminíferos.
Responsáveis pela nutrição e sustentação dos células da linhagem germinativa (túbulos semin.) que irão gerar
os espermatozoides.
Célular de Leydig (fora): produção de testosterona.
Epidídimo: acima dos túbulos seminíferos, no interior do saco escrotal.
Coleta e armazenamento dos espermatozoides para amadurecimento.
ESPERMATOGÔNIA > ESPERMATÓCITO I > ESPERMATÓCITO II > ESPERMÁTIDE >
ESPERMATOZOIDE
Ovulogênese: nas gônodas femininas (ovário)
Formação dos óvulos.
Corona radiata: fica externamente ao redor da zona pelúcida, sendo uma camada de células foliculares que
nutrem o ovócito.
Células foliculares = células da granulosa.
Membrana vitelínica ou zona pelúcida: envolve o óvulo, é uma camada grossa de glicoproteínas que protege o
óvulo contra choques mecânicos e permite a entrada de apenas um espermatozoide no gameta.
Corpo lúteo: estrutura endócrina temporária existente nas fêmeas de mamíferos. Faz produção de hormônio
progesterona que faz a manutenção da gestação.
OVOGÔNIA > OVÓCITO I > OVÓCITO II > ÓVULO
CLASSIFICAÇÃO DAS PLACENTAS:
Perda tecidual da mãe:
Deciduada: perde parte do endométrio durante o parto (primatas, roedores e carnívoros).
Adeciduada: pouca ou nenhuma perda de uma parte tecidual importante da mãe (ruminantes, equinos e
suínos).
Distribuição das vilosidades do córion:
Difusa: córion ao longo de toda a placenta/vascularização ao longo de toda a placenta (suínos e equinos).
Cotiledonária ou multicotiledonária: pontos específicos de vascularização/trocas entre mãe e feto
(carnívoros).
COTILÉDONOS
Zonária: troca gasosa/vascularização se concentra em uma região em forma de cinto (carnívoros).
Discóide: troca gasosa/vascularicação se concentra em uma região em forma de disco (roedores e primatas)
Comunicação da circulação sanguínea:
Epiteliocorial: não permite comunicação do sangue materno com o feto, é a mais superficial porque o nível
de inserção no endométrio é pequeno.
Endotéliocorial: pode ou não haver comunicação do sangue materno com o fetal.
Hemocorial: há comunicação entre o sangue materno e o sangue fetal.
ADECIDUADA DIFUSA EPITELIOCORIAL: SUÍNOS E EQUINOS
ADECIDUADA MULTICOTILEDONÁRIA E EPITELIOCORIAL: RUMINANTES
DECIDUADA ZONÁRIA E ENDOTELIOCORIAL: CARNÍVOROS (CANINOS E
FELINOS)
DECIDUADA DISCÓIDE E HEMOCORIAL: ROEDORES E PRIMATAS
(HUMANOS)
Anexos Função Ocorrência
Saco Bolsa que fica acoplada ao Peixes,aves e répteis (
futuro intestino do embrião, com função de bem desenvolvido) e mamíferos ( bem reduzido,
Vitelínico nutrição. por conta da placenta).
Âmnio Membrana que envolve Répteis, aves e mamíferos
todo o embrião, contendo um líquido chamado e foi essencial para o desenvolvimento da vida terrestre, por
líquido amniótico. Protege contra choques não necessitar de água.
térmicos e desidratação.
Armazena as excretas do Encontrado em aves e
Alantóide embrião e participa da respiração, em conjunto répteis e atrofiado em mamíferos, por conta da placenta.
com o Cório.
Envolve todos os demais Em aves e mamíferos está
Cório anexos e é responsável pelas trocas gasosas. preso a casca do ovo e em mamíferos forma dobras que
originarão a placenta.