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SUMÁRIO
PROBABILIDADE................................................................................................................................................. 2
PROBABILIDADE CONDICIONAL ................................................................................................................. 2
TEOREMA DA MULTIPLICAÇÃO ................................................................................................................. 4
MUDE SUA VIDA!
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PROBABILIDADE
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Seja Ω um espaço amostral e consideremos dois eventos, A e B. Com o símbolo P(A|B)
indicamos a probabilidade do evento A, dado que o evento B ocorreu, isto é, P(A|B) é a
probabilidade condicional do evento A, uma vez que B tenha ocorrido. Quando calculamos
P(A|B), tudo se passa como se B fosse o novo espaço amostral “reduzido” dentro do qual
queremos calcular a probabilidade de A.
Exemplo: Consideremos o lançamento de um dado e observação da face de cima.
Ω = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
Sejam os eventos:
A: ocorre um número ímpar
B: ocorre um número maior ou igual a 2
B = {2, 3, 4, 5, 6}
P(A|B) será então a probabilidade de ocorrer número ímpar no novo espaço amostral
reduzido.
B = {2, 3, 4, 5, 6}
Atribuindo 1/5 para a probabilidade de cada evento elementar de B, o evento ocorrer
número ímpar no espaço amostral “reduzido” será {3, 5} e portanto:
1 1 2
P(A|B) = 5 + 5 = 5
Temos dois modos de calcular P(A|B):
1º) Considerando que a probabilidade do evento A será calculada em relação ao espaço
amostral “reduzido” B.
2º) Empregando a fórmula:
P(A ∩ B)
P(A|B) =
P(B)
Em que tanto P(A ∩ B) como P(B) são calculadas em relação ao espaço
amostral original Ω.
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Exemplo: Dois dados d1 e d2 são lançados. Consideremos o espaço amostral:
Sejam os eventos:
A: o dado d1 apresenta o resultado 2.
B: a soma dos pontos nos dois dados é 6.
Calculemos P(A|B)
1º modo:
O novo espaço amostral reduzido é:
B = {(1, 5), (2, 4), (3, 3), (4, 2), (5, 1)}
Nesse novo espaço amostral, a probabilidade de A (d1 apresentar o resultado 2) é 1/5.
Logo:
P(A|B) = 1/5.
2º modo:
P(A ∩ B)
P(A|B) =
P(B)
Temos:
6 1
A = {(2, 1), (2, 2), (2, 3), (2, 4), (2, 5), (2, 6)} P(A) = 36 = 6
5
B = {(1, 5), (2, 4), (3, 3), (4, 2), (5, 1)} P(B) = 36
A ∩ B = {(2, 4)}
1
P(A ∩ B) = 36
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Logo,
1
P(A ∩ B) 1
P(A|B) = = 36
5 =5
P(B)
36
TEOREMA DA MULTIPLICAÇÃO
Uma consequência importante de definição forma da probabilidade condicional é a
seguinte:
P(A ∩ B)
P(A|B) = ⇒ P(A ∩ B) = P(B) . P(A|B)
P(B)
P(A ∩ B)
P(B|A) = ⇒ P(A ∩ B) = P(A) . P(B|A)
P(A)
Isto é, a probabilidade de ocorrência simultânea de dois eventos (P(A ∩ B)) é o produto
da probabilidade de um deles pela probabilidade do outro, dado o primeiro.
Exemplos:
1º) Uma urna I contém 2 bolas vermelhas e 3 bolas brancas, a urna II contém 4 bolas
vermelhas e 5 bolas brancas. Uma urna é escolhida ao acaso e dela uma bola é extraída ao acaso.
Qual a probabilidade de observarmos urna I e bola vermelha?
Solução:
Considere:
U1: escolher a urna I
V: escolher a bola vermelha
Probabilidade (U1 ∩ V) = P(U1) . P(V|U1)
Probabilidade (U1 ∩ V) = ½ . 2/5 = 1/5
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2º) Um lote contém 50 peças boas (B) e 10 defeituosas (D). Uma peça é escolhida ao acaso
e, sem reposição desta, outra peça é escolhida ao acaso. A probabilidade de ambas serem
defeituosas é:
Solução:
Probabilidade (ambas defeituosas) = 10/60 . 9/59 = 3/118
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