Universidade do Algarve
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Departamento de Psicologia e Ciências da Educação
Ciências da Educação e Formação
Educação e Formação de Adultos
Ano Letivo 2018/2019
2º Ano/ 2º Semestre
Formação Profissional
Docente:
Helena Quintas
Discentes:
Iúri Almeida nº61004
Diana Brito nº60932
Melissa Afonso nº62086
Índice
1. Introdução………………………………………………………………………….3
2. Fundamentação Teórica…………………………………………………………....4
2.1. Formação Profissional………………………………………………………….
…4
2.2. O Formador…………………………………………………………………….
….5
3. Metodologia…………………………………………………………………….….6
4. Guião da Entrevista……………………………………………………………..…7
5. Apresentação e Discussão de Resultados……………………………………….…8
6. Conclusão…………………………………………………………………………13
7. Bibliografia………………………………………………………………………..14
8. Anexos…………………………………………………………………………….15
8.1. Transcrição da
entrevista………………………………………………………….15
8.2. Tabela de
categorização…………………………………………………………..20
Introdução
O presente trabalho foi-nos proposto pela Docente Helena Quintas e foi realizado no
âmbito da Unidade Curricular de Educação e Formação de Adultos, em que o tema
escolhido foi “Formação Profissional”. Temos como objetivo obter uma nova visão
acerca não só da Formação Profissional, como também do formador em si e de entender
o papel do mesmo na educação e formação de adultos, isto é, como se procede à
realização do trabalho em contexto educativo com formandos adultos, quais os métodos,
estratégias e técnicas a aplicar e quais os aspetos a ter em conta nas formações.
Para tal, em primeiro lugar, será apresentada uma breve definição de Formação
Profissional, bem como os conhecimentos e competências que os formadores devem ter.
Em segundo lugar, de forma a conhecer a experiência pessoal e opinião de um formador
profissional, foi realizada uma entrevista a Carlos Patrocínio e a mesma será incluída no
trabalho, de forma a poder analisar toda a informação obtida.
Como forma de auxílio para o trabalho, irá ser integrada a matéria lecionada na Unidade
Curricular de Educação e Formação de Adultos, que se mostrou ser fundamental para a
elaboração do mesmo.
Fundamentação Teórica
Formação Profissional
No âmbito da União Europeia, a publicação mais recente (CEDEFOP, 2014) da
Terminologia da política europeia da educação e formação profissional apresenta uma
breve definição de Ensino e Formação Profissional, considerando que o ensino e a
formação tem como objetivo dotar as pessoas de conhecimentos teóricos e práticos,
capacidades e/ou competências exigidos por certas profissões ou pelo mercado de
trabalho, sendo que é considerada uma ferramenta imprescindível ao aumento da
qualidade e da produtividade, permitindo o desenvolvimento das empresas, de modo a
responder a todas as necessidades que possam surgir.
De acordo com o IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional, a formação
profissional pode definir-se como “Conjunto de atividades através das quais as pessoas
aprofundam conhecimentos ou competências.”
Conforme o site “Estrategor”, existem várias razões para apostar na formação
profissional, nomeadamente o facto de significar mais produtividade, mais
conhecimento, informação mais atualizada, diferenciação no mercado e maior
probabilidade de inserção profissional.
Atualmente, cada vez mais as organizações investem no campo da formação
profissional, pois permite aos trabalhadores adquirirem competências e conhecimentos
não só a nível profissional, mas também a nível pessoal, beneficiando essas mesmas
organizações.
Além disso, a formação profissional em Portugal é também considerada um instrumento
facilitador na inclusão de pessoas que se encontram em situação de desemprego,
abrangendo desta forma um público-alvo mais amplo.
Formador
De acordo com o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (2012), o formador é
considerado um técnico que atua em variados contextos, modalidades, níveis e
situações de aprendizagem, com recurso a diversos métodos, estratégias e técnicas
de educação e avaliação, de forma a estabelecer uma relação pedagógica distinta,
dinâmica e útil com vários grupos ou indivíduos, de modo a promover a aquisição
de conhecimentos, competências, atitudes e comportamentos adequados ao
desempenho profissional, considerando as necessidades e exigências atuais
relativamente às perspetivas do mercado de trabalho.
O formador, para conseguir desempenhar a sua função, tem a necessidade de
possuir várias áreas de conhecimento, nomeadamente o conhecimento de si próprio,
o conhecimento dos formandos, dos conteúdos, dos métodos e dos princípios da
prática. O conhecimento de si próprio permite possuir uma filosofia pessoal sobre o
ensino, ter a capacidade de refinar as suas competências e de constituir-se como um
instrumento de autoavaliação e de aferição do seu próprio desempenho. O
conhecimento dos formandos significa conhecer o seu contexto de origem e o
significado que atribui ao seu papel, qual o seu estilo de aprendizagem e as
motivações que levaram os formandos a participar na formação. O conhecimento
dos conteúdos traduz-se na identificação dos conteúdos que melhor se adequam a
uma certa situação, na capacidade de reconhecer a relação entre o grupo em
formação e os conteúdos a serem desenvolvidos e na capacidade de selecionar e de
viabilizar estratégias de ensino adequadas. O conhecimento dos métodos consiste
nas ferramentas utilizadas pelo formador, de modo a proporcionar situações de
aprendizagem e de formação. Por fim, o conhecimento dos princípios da prática
consiste nos conhecimentos relativamente à filosofia educativa que tem o dever de
assistir às práticas da educação e da formação de adultos (Quintas, 2008).
O formador deve ser então uma pessoa motivadora, inspiradora e dinamizadora da
aprendizagem de novas informações e aquisição de novas competências, tendo em
conta todos os conhecimentos que lhe competem saber de forma a possibilitar o
bom desempenho da sua função.
Metodologia
No decorrer da metodologia do projeto são descritas e analisadas o processo usado,
desde a realização deste trabalho com o método de recolha de informação utilizado, com
recurso à entrevista, até à aquisição dos resultados.
O nosso trabalho utiliza uma abordagem qualitativa pois são estudados dados, não
numéricos, como a observação e investigação, opiniões, críticas, situações e
comportamentos. Deste modo, os resultados não são apresentados através de recursos
estatísticos, mas sim relatórios que destacam o ponto de vista do entrevistado.
A entrevista feita ao formador carateriza-se como semiestruturada, pois foca-se na
construção de um guião pré-definido e com disponibilidade para a improvisação e até
para a espontaneidade. Neste tipo de entrevista não é essencial seguir a ordem das
questões, podendo, assim, alternar as mesmas como preferirmos, conforme a conversa
entre os entrevistadores e os entrevistados.
No que diz respeito à entrevista pretendeu-se obter uma perspetiva de uma pessoa que
esteja ligada à área da formação profissional, de forma a abordar a sua perspetiva e
experiência pessoal nas formações, bem como a sua opinião.
Tendo isto em conta, uma das vantagens das entrevistas semiestruturadas é de
permitirem a flexibilidade, no aspeto de haver a possibilidade de acrescentar ou mudar
as questões durante a entrevista, de forma a obter mais informação.
No decorrer da entrevista, pedimos autorização ao entrevistado se poderíamos ou se era
permitido gravar, na qual nos foi concedida a permissão do mesmo, de modo a
conseguirmos analisar toda a informação obtida de forma a conseguirmos completar o
trabalho.
Desta forma, as respostas do formador mostraram a sua experiência pessoal e à vontade
a falar sobre o tema da formação profissional, o que nos permitiu obter respostas
explícitas e objetivas. Esta entrevista permitiu ainda adquirir mais conhecimento em
relação ao trabalho na Formação de Adultos, com, também nos possibilitou saber as
suas opiniões sobre o assunto em questão.
Guião da Entrevista
Tempo
Tópicos Objetivos Questões
- Há quanto tempo é formador? 5’’
- Que formação tem que lhe
permite ser formador?
- Onde é que já deu formação?
- Caracterizar o
Formador
formador - Qual é a área em que dá
formação?
- Gosta da profissão que
exerce?
- Perceber a 5’’
perspetiva do - O que é para si a Formação
entrevistado acerca Profissional e para que serve?
da Formação
Formação - Considera a Formação
Profissional
Profissional
- Compreender a Profissional importante? Se
importância da
Formação sim, porquê?
Profissional
- Qual a sua atitude perante os 5’’
formandos?
- Perceber qual a - Que características deve
atitude do formador
Perfil do possuir/desenvolver um
- Identificar aspetos
Formador
que caracterizam o formador profissional, que
papel de formador
trabalha com adultos (ou
jovens adultos)?
- Identificar o tipo de - Existe algum planeamento 5’’
Planificação plano (curto, médio antes das formações? Como é
ou longo prazo) feito esse planeamento?
- Identificar as - Se existe planeamento, quais
vantagens da as vantagens do mesmo?
planificação
Apresentação e Discussão dos Resultados
Foi realizada uma entrevista no dia 29 de abril de 2019 pelas 14h00 ao formador Carlos
Patrocínio, motorista profissional e com o curso de competências pedagógicas de
formador, de modo a conhecer e refletir sobre os contributos da formação profissional
na visão do formador, bem como as suas considerações para a formação profissional de
adultos. Assim sendo e com contributo do mesmo, o grupo de trabalho conseguirá
através da apresentação e discussão dos resultados criar uma visão sobre este grande
tema, que se enquadra na Unidade Curricular de Educação e Formação de Adultos. O
guião da entrevista e a transcrição da mesma encontram-se em Anexo.
Com o intuito de conhecer o percurso profissional no âmbito da sua atividade enquanto
formador foi colocada a seguinte questão ao formador Carlos: “Há quanto tempo é
formador e que formação tem que lhe permite ser formador?” Ao qual o formador
respondeu o seguinte: “Sou formador desde 2015, nesse ano decidi frequentar o curso
formação pedagógica inicial de formadores”, acrescenta que é uma “ferramenta
essencial para dinamizar ações de formação.” e ainda refere que é um curso com
grande complexidade formativa no sentido em que “adquiri as competências-chave, o
saber ser, saber fazer e saber estar, pontos fundamentais para perceber o que é ser
formador.”
Na questão “Onde é que já deu formação?” o formador refere a sua vasta experiência
em diferentes contextos de formação: “Já dei vários tipos de formação, desde escolas
de condução até empresas de transportes públicos (…)” mas ao mesmo tempo “a
minha formação maioritariamente é sobre segurança rodoviária, e recorro a anúncios
ou empresas que solicitem formações na área diretores de escolas de condução.”
Foi colocada uma terceira pergunta à qual já o formador respondera que tinha a ver com
a área de formação que o mesmo ministrava que à qual o mesmo respondeu: “toda a
área que esteja ligada à temática rodoviária, condução defensiva, instrução de
utilização de todo o tipo de veículos”.
Ao questionar o formador sobre o gosto pela profissão que exerce “Gosta da profissão
que exerce?” o formador responde prontamente que: “Adoro o que faço, pois a
segurança rodoviária e todo o seu meio envolvente é um assunto muito importante, e
que me fascina. Ensinar pessoas dá-me prazer”, nesta questão foi notório o gosto e a
firmeza em que o entrevistado fala “no sentido em que posso fazer a diferença
comportamental no público-alvo a que me dirijo, podendo prevenir vários incidentes”.
Desta forma, colocando uma ponte entre o seu trabalho de formador com a formação
profissional, o grupo de trabalho questiona: “O que é para si a Formação Profissional e
para que serve?” em que o formador responde que: “A formação profissional na minha
opinião é fundamental nos dias de hoje e para o futuro, para a melhoria de
comportamentos face a uma determinada área a estudar” focando em alguns pontos
fulcrais na perspetiva do empregador: “A formação profissional, serve de base, para um
melhor desempenho profissional, promove a produtividade laboral e combate os
acidentes de trabalho e rodoviários neste caso.” Enaltecendo ainda a obrigatoriedade
da formação profissional e o seu propósito: “A formação profissional, obrigatória, em
busca da melhor aptidão dos trabalhadores, deve fazer parte dos ideais da empresa”
O grupo de trabalho interroga: “Considera a Formação Profissional importante? Se sim,
porquê?” respondendo de forma segura do seu ponto de vista, não só como “produtor
formativo” mas como melhoria na perspetiva de empregabilidade do interessado:
Focando no aspeto não só de ascensão enquanto trabalhador já como membro
pertencente a um organismo, se olharmos para o formando na perspetiva de
oportunidade de emprego, a formação profissional torna-se imperativa para o
individuo aprender novas competências para que numa futura integração a qualquer
instituição a que se candidate.” É notório então, no seu ponto de vista que: “O
formando deve procurar mais e melhor formação a nível profissional para que, num
mercado cada vez mais competitivo se destaque pelas suas aptidões, adquiridas através
dessas mesmas formações.” Referindo-se então à também proatividade do interessado
em querer saber mais e melhor, tornando-se mais eficiente, competitivo e saber de
conhecimentos.
Quando o entrevistado é confrontado com a seguinte questão: “Qual a sua atitude
perante os formandos?” o formador responder que, no seu modus-operandi: “a atitude
que o formador deve adotar perante um grupo de formandos, deverá de ser uma atitude
de “não autoridade”, mas com uma liberdade controlada”. Reforçando a sua
metodologia: “aprendendo assim com foco no feedback em perguntas chave,
percebendo a visão e a perspetiva dos intervenientes.” Afirmando ser mais produtivo e
“e com grande incidência na área da condução, incutir a responsabilidade de fazer a
diferença, com uma condução defensiva evitando acidentes ” concluindo que: “Eu
penso que a base de toda uma ação de formação, é dar a entender o seu propósito,
incutir responsabilidades pois irão estar a lidar com o transporte de pessoas, e nesse
aspeto, os erros que poderão fazer, podem causar graves problemas” afirmando então
que os formandos que têm este tipo de ações de formação ficarão com a
responsabilidade de fazer a diferença na vida das pessoas, pelas suas competências
adquiridas.
Ao ser confrontado com a questão: “Que características deve possuir/desenvolver um
formador profissional, que trabalha com adultos (ou jovens adultos)?” o formador revela
um dos seus principais focos: “O formador deve saber ouvir principalmente as intenções
dos formandos quando recorrem a este tipo de ações.” Demonstrando a sua importância
no sentindo em que propósito os formandos recorreram a essa ação de formação: “Para
desenvolver competências nos formandos é necessário perceber o motivo da sua
inscrição neste tipo de formações.” Dando o exemplo que: (…) “É completamente
diferente darmos uma formação a um individuo forçado a integrar o grupo formativo
do que um individuo que recorreu de livre e espontânea vontade. Dá ainda a sua opinião
naquilo que acha essencial neste tipo de ações: (…) “o formador deve desenvolver
competências na área da execução de tarefas, não se limitando apenas a dar conceitos
e definições,” através de aulas práticas, com o intuito de poderem executar os
conhecimentos adquiridos.”
Em relação à planificação o formador é questionado sobre se: “Existe algum
planeamento antes das formações? Como é feito esse planeamento?” o mesmo responde
com duas abordagens, uma delas em relação ao facto de ser formador externo e não ter
necessidade de o fazer quando afirma: “(…) enquanto formador externo, não necessito
de fazer um planeamento das ações de formação, visto que sou um prestador de
serviços para determinada empresa”. Mas, no entanto, afirma que: “(…) percebo o que
é o planeamento de uma ação de formação e posso dar o feedback” reforçando que “O
planeamento de uma ação deve ter em conta o contexto da formação propriamente dita.
Deve tentar responder às necessidades da empresa no sentido com que base se
implementará a formação adquirida.” Completando com os pressupostos de
planeamento ao referir que: “ (…) deve contemplar o público-alvo a que se dirige, a
carga horária a ser implementada, contemplando o horário normal da empresa e
ajustando à sua forma normal de laborar, bem como os recursos humanos- materiais
necessários para o mesmo.”. No entanto o formador refere um ponto interessante na
sua abordagem à formação profissional “(…) será o custo/beneficio que a formação
poderá trazer para quem recorre da mesma? E tentar perceber através de uma breve
analise, se os formandos ao frequentarem este tipo de formações irão alterar esse tipo
de comportamento aumento a qualidade do serviço e diminuindo assim a taxa de
acidentes de trabalho.”
Uma questão mencionada que faz todo o sentido como complemento à nossa pesquisa
de informação é: “Existe algum tipo de seleção de conteúdos na Formação Profissional?
Se sim, como são selecionados esses conteúdos?” o formador dá um exemplo na
perspetiva de formando e as suas ambições em frequentar um determinado curso: “Eu
penso que se formos tirar um curso de jardineiros, por exemplo enquanto formando, sei
o propósito a que recorro, mas por mais informado que esteja, há sempre conteúdos
que poderão surgir e eu não possuir tais conteúdos.” Mas também faz a sua análise
enquanto formador: “(…) terá de existir uma seleção de conteúdos, para que toda a
formação dada faça sentido e que se complete em relação á ligação dos conceitos a
desenvolver com as competências a adquirir”.
Quando questionado sobre: “Quais são os métodos que utiliza para captar a atenção dos
formandos e para os motivar para a aprendizagem?” O formador afirma que: “Um
quebra-gelo é essencial para quebrar o estigma de formador-formando, pô-los á
vontade é essencial” mas sublinha que o à vontade tem que ser controlado se não poderá
perder o controlo do grupo: “(…) Não pode ser em demasia… se não perde-se o
controlo e passa de formação a confraternização (…)” inúmera então a sua
metodologia: “metodológicos com base na exposição, e na demonstração em terreno.”
E fala-nos de um truque preciso na sua maneira de formar: “Uma grande motivação
incutida aos formandos é fazer podê-los ouvir, nas suas dúvidas e nas suas
experiências, porque poderá existir a mesma dúvida noutro formando”, seguidamente
é questionado com: “O que o leva a optar de determinados métodos?” à qual responde:
“o essencial é utilizar metodologias que vão ao encontro das expetativas dos
formandos, das suas dúvidas e das suas incertezas enquanto formando para um maior e
melhor conhecimento”, evidenciando mais uma vez o foco principal nas experiências
dos formandos.
Interrogado com o tipo de materiais ou recursos que utiliza nas suas sessões o formador
responde: “essencialmente um quadro interativo onde transmito vários conceitos e
exemplos dos conteúdos a sere ministrados, se estivermos a falar sobre segurança
rodoviária utilizo todos os recursos ligados a essa temática, tais como: cintos de
segurança, extintores e martelos de emergência.”, dando ideia da versatilidade das suas
formações adotando os recursos materiais ao contexto formativo que desenvolve.
O formador é confrontado com a seguinte questão: “Costuma ter formandos que já
exerceram a formação que ministra? Se sim, costuma utilizar os conhecimentos que
estes já possuem para dar seguimento à formação que lhes pretende facultar?” e nesta
questão o formador sente que a mesma é um desafio para ele: “(…) são os formandos
que normalmente têm hábitos e dão mais gozo voltar a dar formação, no sentido em
que me foco neles como exemplo de alteração comportamental, com a intenção de
perceber se no seu local de trabalho após a formação que dei até ao dia da sua
“revalidação” de conhecimentos se aplicou ou não e em que contexto.”, dando uma
perceção daquilo que se espera que seja o impacto da formação nas pessoas visível nesta
abordagem.
No tópico da avaliação da formação questionámos: “Como se processa a avaliação dos
formandos?” em que o formador responde: “Existe sempre uma avaliação continua no
processo de aquisição de conhecimentos, o formando não passa ao passo seguinte sem
ter adquirido esses conhecimentos, e de modo geral, todos os intervenientes se auto-
ajudam nesses conceitos para que no final o intuito da formação seja alcançado com
sucesso.”
Por último, com a questão: “Considerando que é formador de uma área essencialmente
prática, que importância dá à avaliação formativa enquanto a forma de informar os
formandos acerca do seu progresso na aprendizagem.”, o formador responde
prontamente: “a responsabilidade da atitude perante uma situação de acidente, se
previne ou deixa bater”. Esta é a diferença que se pretende numa formação
profissional ligada á segurança rodoviária… O futuro motorista é responsável por
todas as vidas humanas que transporta e todas aquelas que pode pôr em causa.”
Conclusão
Nos dias de hoje, onde a mudança e a evolução são permanentes, os requisitos do
mercado de trabalho estão cada vez maiores, sendo que é necessário haver uma
adaptação aos novos conhecimentos para estarmos aptos a essas exigências e
necessidades que nos são confrontadas. A importância da Formação Profissional torna-
se cada vez mais evidente, tanto para quem emprega, como para os colaboradores que
integram uma determinada organização, sendo que a Formação Profissional deve até ser
vista como um investimento. Posto isto, o formador deve ter a capacidade de
acompanhar todas as mudanças, necessidades e exigências, de modo a ensinar e adaptar
os formandos de acordo com as solicitações exigidas, bem como a ser um
impulsionador de conhecimentos.
Neste sentido, é possível comprovar que a realização do trabalho e mais
especificamente a entrevista realizada a um formador, contribuiu bastante para a
evolução dos nossos conhecimentos no que diz respeito não só à formação profissional
em si, mas também ao papel do formador e às técnicas, métodos e estratégias utilizadas
nas formações.
No decorrer da entrevista não surgiram quaisquer imprevistos, pois as questões foram
bem estruturadas e as respostas foram respondidas de forma clara, o que nos permitiu
informações concisas para posteriormente analisarmos.
Concluindo, o grupo conseguiu com a realização deste trabalho e entrevista de perceber
que a formação profissional é algo que ocorre sempre que o individuo tiver vontade de
aprender e desejar obter mais conhecimento, não só a nível profissional, mas também a
nível pessoal, de acordo com a evolução e da mudança no meio onde se inserem.
Bibliografia
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papel da formação. Obtido de Estrategor Consultores de Gestão:
https://www.estrategor.pt/formacao-profissional/historia-formacao-profissional-
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Formadores: https://formacaoformadores-ccp.pt/guia-do-formador/definicao-de-
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IEFP. (2018). Papel do Formador. Obtido de Instituto do Emprego e Formação
Profissional:
https://elearning.iefp.pt/pluginfile.php/49585/mod_scorm/content/0/
est02/01est02d.htm.
Manzini, E. J. (s.d.). ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA: ANÁLISE DE OBJETIVOS
E DE ROTEIROS. Unesp, Marília: CNPq.
Normas & Regras. (2018). Pesquisa Qualitativa – O que é? Como fazer uma? – TCC e
Monografias. Obtido de Normas & Regras:
https://www.normaseregras.com/dicas/pesquisa-qualitativa/.
Quintas, H. (2008). Educação de Adultos: vida no currículo e currículo na vida. Lisboa:
Agência Nacional para a Qualificação, I.P.
Anexos
Transcrição da Entrevista
Grupo: Boa tarde, nós somos alunos da Universidade do Algarve do Curso de
Ciências da Educação e da Formação e estamos aqui para saber mais sobre o seu
papel como formador.
Entrevistado – Boa tarde, eu sou o Carlos Patrocínio e terei todo o gosto em ajudar-vos
no vosso trabalho.
Grupo: Há quanto tempo é formador e que formação tem que lhe permite ser
formador?
Entrevistado – Sou formador desde 2015, nesse ano decidi frequentar o curso formação
pedagógica inicial de formadores, ferramenta essencial para dinamizar ações de
formação. Este curso, deu-me as competências-chave, o saber ser, saber fazer e saber
estar, pontos fundamentais para perceber o que é ser formador.
Grupo: Onde é que já deu formação?
Entrevistado – Já dei vários tipos de formação, desde escolas de condução até
empresas de transportes públicos. A minha formação maioritariamente é sobre
segurança rodoviária e recorro a anúncios ou empresas que solicitem formações na área
de diretores de escolas de condução.
Grupo: Qual é a área que dá formação?
Entrevistado – Toda a área que esteja ligada à temática rodoviária, condução defensiva,
instrução de utilização de todo o tipo de veículos.
Grupo: Gosta da profissão que exerce?
Entrevistado – Adoro o que faço, pois a segurança rodoviária e todo o seu meio
envolvente é um assunto muito importante e que me fascina. Ensinar pessoas dá-me
prazer, no sentido em que posso fazer a diferença comportamental no público-alvo a que
me dirijo, podendo prevenir vários incidentes.
Grupo: O que é para si a Formação Profissional e para que serve?
Entrevistado – A formação profissional na minha opinião é fundamental nos dias de
hoje e para o futuro, para a melhoria de comportamentos face a uma determinada área a
estudar. A formação profissional serve de base para um melhor desempenho
profissional, promove a produtividade laboral e combate os acidentes de trabalho e
rodoviários neste caso. A formação profissional obrigatória, em busca da melhor
aptidão dos trabalhadores, deve fazer parte dos ideais da empresa.
Grupo: Considera a Formação Profissional importante? Se sim, porquê?
Entrevistado – Focando no aspeto não só de ascensão enquanto trabalhador já como
membro pertencente a um organismo, se olharmos para o formando na perspetiva de
oportunidade de emprego, a formação profissional torna-se imperativa para o individuo
aprender novas competências para que numa futura integração a qualquer instituição a
que se candidate. O formando deve procurar mais e melhor formação a nível
profissional para que, num mercado cada vez mais competitivo se destaque pelas suas
aptidões, adquiridas através dessas mesmas formações.
Grupo: Qual a sua atitude perante os formandos?
Entrevistado – A atitude que o formador deve adotar perante um grupo de formandos,
deverá de ser uma atitude de “não autoridade”, mas com uma liberdade controlada,
aprendendo assim com foco no feedback em perguntas chave, percebendo a visão e a
perspetiva dos intervenientes. Eu penso que a base de toda uma ação de formação, é dar
a entender o seu propósito, incutir responsabilidades pois irão estar a lidar com o
transporte de pessoas, e nesse aspeto, os erros que poderão fazer, podem causar graves
problemas.
Grupo: Que características deve possuir/desenvolver um formador profissional,
que trabalha com adultos (ou jovens adultos)?
Entrevistado – Para desenvolver competências nos formandos é necessário perceber o
motivo da sua inscrição neste tipo de formações. É completamente diferente darmos
uma formação a um individuo forçado a integrar o grupo formativo do que um
individuo que recorreu de livre e espontânea vontade. o formador deve desenvolver
competências na área da execução de tarefas, não se limitando apenas a dar conceitos e
definições, através de aulas práticas, com o intuito de poderem executar os
conhecimentos adquiridos.
Grupo: Existe algum planeamento antes das formações? Como é feito esse
planeamento?
Entrevistado – Enquanto formador externo, não necessito de fazer um planeamento das
ações de formação, visto que sou um prestador de serviços para determinada empresa.
Mas, no entanto, percebo o que é o planeamento de uma ação de formação e posso dar o
feedback. O planeamento de uma ação deve ter em conta o contexto da formação
propriamente dita. Deve tentar responder às necessidades da empresa no sentido com
que base se implementará a formação adquirida. Deve contemplar o público-alvo a que
se dirige, a carga horária a ser implementada, contemplando o horário normal da
empresa e ajustando à sua forma normal de laborar, bem como os recursos humanos-
materiais necessários para o mesmo. Será o custo/beneficio que a formação poderá
trazer para quem recorre da mesma, benéfico? E tentar perceber através de uma breve
analise, se os formandos ao frequentarem este tipo de formações irão alterar esse tipo de
comportamento aumento a qualidade do serviço e diminuindo assim a taxa de acidentes
de trabalho.
Grupo: Existe algum tipo de seleção de conteúdos na Formação Profissional? Se
sim, como são selecionados esses conteúdos
Entrevistado – Eu penso que se formos tirar um curso de jardineiros, por exemplo
enquanto formando, sei o propósito a que recorro, mas por mais informado que esteja,
há sempre conteúdos que poderão surgir e eu não possuir tais conteúdos. Mas também
terá de existir uma seleção de conteúdos, para que toda a formação dada faça sentido e
que se complete em relação á ligação dos conceitos a desenvolver com as competências
a adquirir.
Grupo: Quais são os métodos que utiliza para captar a atenção dos formandos e
para os motivar para a aprendizagem?
Entrevistado – Um quebra-gelo é essencial para quebrar o estigma de formador-
formando, pô-los á vontade é essencial. Não pode ser em demasia… Se não perde-se o
controlo e passa de formação a confraternização. Metodológicos com base na
exposição, e na demonstração em terreno. Uma grande motivação incutida aos
formandos é fazer podê-los ouvir, nas suas dúvidas e nas suas experiências, porque
poderá existir a mesma dúvida noutro formando.
Grupo: O que o leva a optar de determinados métodos?
Entrevistado – O essencial é utilizar metodologias que vão ao encontro das expetativas
dos formandos, das suas dúvidas e das suas incertezas enquanto formando para um
maior e melhor conhecimento.
Grupo: Utiliza algum tipo de materiais/recursos nas suas sessões? Se sim,
qual/quais?
Entrevistado – Essencialmente um quadro interativo onde transmito vários conceitos e
exemplos dos conteúdos a serem ministrados, se estivermos a falar sobre segurança
rodoviária utilizo todos os recursos ligados a essa temática, tais como: cintos de
segurança, extintores e martelos de emergência.
Grupo: Costuma ter formandos que já exerceram a formação que ministra? Se
sim, costuma utilizar os conhecimentos que estes já possuem para dar seguimento
à formação que lhes pretende facultar?
Entrevistado – São os formandos que normalmente têm hábitos e dão mais gozo voltar
a dar formação, no sentido em que me foco neles como exemplo de alteração
comportamental, com a intenção de perceber se no seu local de trabalho após a
formação que dei até ao dia da sua “revalidação” de conhecimentos se aplicou ou não e
em que contexto.
Grupo: Como se processa a avaliação dos formandos?
Entrevistado – Existe sempre uma avaliação continua no processo de aquisição de
conhecimentos, o formando não passa ao passo seguinte sem ter adquirido esses
conhecimentos, e de modo geral, todos os intervenientes se auto-ajudam nesses
conceitos para que no final o intuito da formação seja alcançado com sucesso.
Grupo: Considerando que é formador de uma área essencialmente prática, que
importância dá à avaliação formativa enquanto a forma de informar os formandos
acerca do seu progresso na aprendizagem?
Entrevistado – A responsabilidade da atitude perante uma situação de acidente, se
previne ou deixa bater. Esta é a diferença que se pretende numa formação profissional
ligada á segurança rodoviária… O futuro motorista é responsável por todas as vidas
humanas que transporta e todas aquelas que pode pôr em causa.
Tabela de Categorização
Questões Respostas
2015
Curso formação pedagógica inicial de
1. Há quanto tempo é formadores
formador e que formação Ferramenta essencial para dinamizar ações
de formação
tem que lhe permite ser
Saber ser, saber fazer e saber estar, pontos
formador? fundamentais para perceber o que é ser
formador
Empresas de transportes públicos, escolas de
2. Onde é que já deu
condução;
formação? Formação interna na Rodoviária de Lisboa;
Sou formador de âmbito externo
3. - Qual é a área em que dá Segurança rodoviária; Diretores de escolas
formação? de condução
Gosto de ensinar pessoas,
4. Gosta da profissão que Posso fazer a diferença comportamental no
exerce? público-alvo
A formação profissional é fundamental nos
dias de hoje e para o futuro,
Para a melhoria de comportamentos face a
uma determinada área a estudar.
5. O que é para si a A formação profissional, serve de base, para
um melhor desempenho profissional,
Formação Profissional e para
promove a produtividade laboral e combate
que serve? os acidentes de trabalho e rodoviários neste
caso.
A formação profissional, obrigatória, deve
fazer parte dos ideais da empresa.
6. Considera a Formação A formação profissional torna-se imperativa
Profissional importante? Se
para o individuo aprender novas
competências para que numa futura
integração a qualquer instituição a que se
candidate.
sim, porquê? O formando deve procurar mais e melhor
formação a nível profissional para que, num
mercado cada vez mais competitivo se
destaque pelas suas aptidões, adquiridas
através dessas mesmas formações.
Atitude de “não autoridade”, mas com uma
liberdade controlada.
Perceber a visão e a perspetiva dos
7. Qual a sua atitude perante intervenientes.
A base de toda uma ação de formação, é dar
os formandos?
a entender o seu propósito,
Incutir responsabilidades pois irão estar a
lidar com o transporte de pessoas, e nesse
caso, os erros que poderão fazer, podem
causar graves problemas.
Para desenvolver competências nos
formandos é necessário perceber o motivo
da sua inscrição neste tipo de formações.
É completamente diferente darmos uma
8. Que características deve
formação a um individuo forçado a integrar
possuir/desenvolver um
formador profissional, que o grupo formativo do que um individuo que
trabalha com adultos (ou recorreu de livre e espontânea vontade.
jovens adultos)?
O formador deve desenvolver competências
na área da execução de tarefas, com o intuito
de poderem executar os conhecimentos
adquiridos.
9. Existe algum planeamento Enquanto formador externo, não necessito
antes das formações? Como é de fazer um planeamento das ações de
feito esse planeamento? formação, visto que sou um prestador de
serviços para determinada empresa.
Mas, no entanto, percebo o que é o
planeamento de uma ação de formação e
posso dar o feedback.
O planeamento de uma ação deve ter em
conta o contexto da formação propriamente
dita. Deve tentar responder às necessidades
da empresa no sentido com que base se
implementará a formação adquirida.
Deve contemplar o público-alvo a que se
dirige, a carga horária a ser implementada,
contemplando o horário normal da empresa
e ajustando à sua forma normal de laborar,
bem como os recursos humanos-materiais
necessários para o mesmo.
Será o custo/beneficio que a formação
poderá trazer para quem recorre da mesma,
benéfico?
E tentar perceber através de uma breve
analise, se os formandos ao frequentarem
este tipo de formações irão alterar esse tipo
de comportamento aumento a qualidade do
serviço e diminuindo assim a taxa de
acidentes de trabalho.
Enquanto formando, sei o propósito a que
recorro, mas por mais informado que esteja,
há sempre conteúdos que poderão surgir e
10. Existe algum tipo de eu não possuir tais conteúdos.
seleção de conteúdos na Terá de existir uma seleção de conteúdos,
Formação Profissional? Se para que toda a formação dada faça sentido
sim, como são selecionados e que se complete em relação á ligação dos
esses conteúdos? conceitos a desenvolver com as
competências a adquirir.
11. Quais são os métodos Um quebra-gelo é essencial para quebrar o
que utiliza para captar a estigma de formador-formando, pô-los à
atenção dos formandos e vontade é essencial.
para os motivar para a Não pode ser em demasia… se não perde-se
aprendizagem? o controlo e passa de formação a
confraternização.
Metodológicos com base na exposição, e na
demonstração em terreno.
Uma grande motivação incutida aos
formandos é fazer podê-los ouvir, nas suas
dúvidas e nas suas experiências, porque
poderá existir a mesma dúvida noutro
formando.
O essencial é utilizar metodologias que vão
ao encontro das expetativas dos formandos,
12. - O que o leva a optar de as suas dúvidas e das suas incertezas
determinados métodos? enquanto formando para um maior e melhor
conhecimento.
Essencialmente um quadro interativo onde
transmito vários conceitos e exemplos dos
13. Utiliza algum tipo de conteúdos a serem ministrados, se
materiais/recursos nas suas estivermos a falar sobre segurança
rodoviária utilizo todos os recursos ligados a
sessões? Se sim, qual/quais?
essa temática, tais como: cintos de
segurança, extintores e martelos de
emergência.
14.Costuma ter formandos São os formandos que normalmente têm
que já exerceram a formação hábitos que dão mais gozo voltar a dar
que ministra? Se sim, formação, no sentido em que me foco neles
costuma utilizar os como exemplo de alteração comportamental,
conhecimentos que estes já a intenção de perceber se no seu local de
possuem para dar trabalho após a formação que dei até ao dia
seguimento à formação que da sua “revalidação” de conhecimentos se
lhes pretende facultar? aplicou ou não e em que contexto.
Existe sempre uma avaliação continua no
processo de aquisição de conhecimentos.
O formando não passa ao passo seguinte
15. Como se processa a sem ter adquirido esses conhecimentos, de
avaliação dos formandos? modo geral, todos os intervenientes se auto-
ajudam nesses conceitos para que no final o
intuito da formação seja alcançado com
sucesso.
16. Considerando que é A responsabilidade da atitude perante uma
formador de uma área situação de acidente, se previne ou deixa
essencialmente prática, que bater.
importância dá à avaliação Esta é a diferença que se pretende numa
formativa enquanto a forma formação profissional ligada á segurança
de informar os formandos rodoviária…
acerca do seu progresso na O futuro motorista é responsável por todas
aprendizagem. as vidas humanas que transporta e todas
aquelas que pode pôr em causa.