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Trabalho EFA

Este documento resume um trabalho acadêmico sobre educação e formação de adultos realizado por duas estudantes. Apresenta uma introdução ao tema dos formadores, uma fundamentação teórica sobre formação profissional, o perfil do formador e educação/formação de adultos. Inclui também uma metodologia com entrevista, apresentação dos resultados e conclusão.

Enviado por

Diana Brito
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Trabalho EFA

Este documento resume um trabalho acadêmico sobre educação e formação de adultos realizado por duas estudantes. Apresenta uma introdução ao tema dos formadores, uma fundamentação teórica sobre formação profissional, o perfil do formador e educação/formação de adultos. Inclui também uma metodologia com entrevista, apresentação dos resultados e conclusão.

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UNIVERSIDADE DO ALGARVE

FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA E CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO

CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO E DA FORMAÇÃO (1.º ciclo)

EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS

Ano Letivo 2018/2019


2º Ano/ 2º Semestre

Docente: Helena Quintas


Realizado por:
Diana Brito
Melissa Afonso
Índice

Introdução........................................................................................................................3
Fundamentação Teórica...................................................................................................4
 Formação Profissional……………………………………………………………........4
 Perfil do Formador.........................................................................................................6
 Educação e Formação de Adultos..................................................................................8
Metodologia...................................................................................................................10
 Guião da Entrevista…………………………………………………………………...12
Apresentação e Discussão dos Resultados....................................................................13
Conclusão......................................................................................................................18
Bibliografia....................................................................................................................19
Anexos...........................................................................................................................21
 Transcrição da Entrevista……………………………………………………..............21
 Tabela de Categorização...............................................................................................26
Introdução

No âmbito da unidade curricular de Educação e Formação de Adultos, iremos


abordar o tema “Os Formadores” em que, em primeiro lugar apresentaremos o conceito
de formador de adultos, as suas características, funções, direitos e deveres, entre outros
aspetos. apresentaremos uma abordagem através de uma entrevista realizada a um
formador profissional, onde demonstra a sua opinião e experiência pessoal, de forma a
poder analisar a informação adquirida e integrá-la no trabalho em si.
Entende-se por formador o profissional que promove a aquisição de
conhecimentos e competências, bem como o desenvolvimento de atitudes e formas de
comportamento, adequados ao desempenho profissional. Instrutor, Monitor, Animador,
e Tutor de Formação são outras designações associadas ao contexto ou metodologia
aplicada ao exercício da formação (empresa Formação de Formadores, 2011).
O nosso trabalho tem como objetivo compreender e conhecer o papel do
formador no contexto de educação e formação de adultos. Ou seja, como é realizado o
trabalho em contexto educativo com formandos adultos, quais os métodos e técnicas a
adotar e quais os aspetos a ter em atenção nas formações. Por forma a completar o nosso
trabalho iremos articular a matéria lecionada na unidade curricular de Educação e
Formação de Adultos com o tema do trabalho nomeadamente de que forma contribuiu
para a conceção do mesmo.
Fundamentação Teórica

Formação Profissional

Segundo o Instituto do Emprego e Formação Profissional (2012), a formação


profissional assume um papel de grande importância. A aposta na formação profissional
leva à competitividade dos mercados de trabalho, cada vez mais o mercado de trabalho
procura profissionais multifacetados, que possuam formação e experiência variada, de
modo a responder a todas as necessidades que possam emergir nas organizações.

Cada vez mais as organizações investem no campo da formação profissional, pois


estas formações não devem ser vistas como uma perda de dinheiro, mas sim um
enriquecimento tanto a nível pessoal, como a nível profissional, que por consequência
irá afetar direta ou indiretamente essas organizações (SA. Formações, 2018).
O Sistema Nacional de Qualificações define Formação Profissional como uma
formação que tem como objetivo a aprendizagem de conhecimentos, capacidades,
atitudes, comportamentos essenciais e competências para o bom desempenho de uma
determinada profissão ou tarefas de uma determinada função. Podemos assim afirmar
que a formação profissional é utilizada como uma ferramenta indispensável para o
aumento da qualidade e produtividade das empresas e também para o seu
desenvolvimento.
Neste sentido, o Sistema Nacional de Qualificações, criado pelo DL n.º396/2007,
apresenta no artigo n.º 3 uma definição simples e curta de formação profissional.
Considera a formação profissional com o intuito de dotar o indivíduo com determinadas
competências, de modo a dotá-lo com qualificações para uma ou mais atividades
profissionais (Forma-te, 2018).
Segundo o site “Estrategor”, a formação em Portugal é um instrumento facilitador
para a inclusão de pessoas, que se encontram em situação de desemprego. Este processo
deve ser feito através do melhoramento das suas competências e de adquirirem
conhecimentos variados a cerca de diferentes temas/assuntos sobre a sua função nas
devidas formações.
Por outro lado, as pessoas que estão empregadas também devem usufruir destas
formações profissionais, na medida em que existem cada vez mais entidades
empregadoras a investirem na formação contínua dos seus empregados com o objetivo
de melhorar as suas qualificações e também o seu trabalho.
A formação profissional deve ser adequada às necessidades dos trabalhadores e
das empresas, de modo a que exista uma melhor relação na oferta-procura, permitindo
salientar a empregabilidade. Deve-se garantir uma oferta de formação ajustada às
necessidades de modernização e de desenvolvimento das empresas. Deste modo, é uma
força de esforço para que a qualificação seja devidamente valorizada e aproveitada pelas
empresas.
Perfil do Formador

O formador é considerado um técnico que atua em diversos contextos,


modalidades, níveis e situações de aprendizagem, com recurso a diversas estratégias,
métodos e técnicas de educação e avaliação, estabelecendo uma relação pedagógica
distinta, dinâmica e útil com múltiplos grupos ou indivíduos de modo a promover a
aquisição de conhecimentos e competências, bem como o desenvolvimento de atitudes e
comportamentos adequados ao desempenho profissional, tendo em atenção as
exigências atuais e as perspetivas do mercado de trabalho (Instituto de Estudos Sociais e
Económicos, 2012).
Segundo o site de “Formação de Formadores” (2011), ser formador compreende
um conjunto de exigências, umas que têm cariz obrigatório, outras que são
aconselháveis ter, de forma a que possam exercer a profissão de formador da melhor
maneira. Esses requisitos focam-se fundamentalmente que o formador deva ter uma boa
capacidade de comunicação e relacionamento com os outros, o formador para exercer o
seu papel, tem que estar habilitado com algum tipo de formação que lhes permita
desenvolver a formação de nível idêntico ou superior ao nível garantido pela perspetiva
da ação de formação, o formador tem ainda que ter o curso de formação inicial de
formadores numa entidade credenciada pelo DGERT e ainda possui o CAP (Certificado
de Aptidão Profissional emitido pelo IEFP).
O formador tem de possuir várias áreas de conhecimento, sendo elas o
conhecimento sobre os princípios da prática, o conhecimento de si próprio, o
conhecimento dos Formandos, o conhecimento do conteúdo e, por último, o
conhecimento dos métodos (Quintas, 2008).
Os formadores devem ser responsáveis pela verificação e avaliação do
conhecimento e competências, organizar e planear a formação dirigida aos formandos,
organizar os conteúdos e quais os métodos adequados às práticas de trabalho e avaliar
todo o processo da aprendizagem (IEFP, 2018).
O formador deve ser assim uma pessoa motivadora, inspiradora, mobilizadora e
dinamizador da aprendizagem de novas informações e aquisição de novas
competências. Deve ser capaz de quebrar com os paradigmas tradicionais, isto é, deve
ser proactivo, empreendedor, criativo e alguém que observa e estuda as diversidades
individuais dos sujeitos, as suas consequências e as suas causas (Instituto de Estudos
Sociais e Económicos, 2012), para que os métodos de ensino se adequem aos
formandos. Podemos ainda dizer que o formador deve suscitar nos formandos
comportamentos motivadores para os objetivos definidos da formação (Rothwell, W. &
Kazanas, H.C. 2004).
O conhecimento dos adultos que estão diante do Formador permite, que este
reconheça qual o estilo de aprendizagem de cada um e, naturalmente, desenvolva um
processo de ensino que os respeite e os contemple. Isto é, um processo de ensino que
seja adequado a cada adulto (Quintas, 2008).
Assim, podemos afirmar que o formador deve gostar daquilo que ensina e
desenvolver o prazer de aprender de forma contínua no formando. Deste modo esta
aprendizagem deve resultar no desenvolvimento das competências técnicas, no
relacionamento e na comunicação dos formandos (IEFP, 2018).
Desta forma, estas características são necessárias para que os formandos se sintam
motivados e entusiasmados para a realização das atividades de aprendizagem para que
se insiram em contexto laboral (IEFP, 2018).
Educação e Formação de Adultos

Segundo Pires (2007) o reconhecimento e a legitimação das aprendizagens


experienciais, sejam não formais ou informais, é cada vez mais importante no espaço
educativo, isto é uma questão, que do ponto de vista político, tem vindo a manipular de
uma forma considerável o debate educativo no Espaço Europeu.
De acordo com Feutrie (2005), estas preocupações articulam-se com um conjunto
de intenções, das quais se salientam, oferecer uma segunda oportunidade aos adultos de
adquirirem uma qualificação, principalmente a todos os que não as possuam ou que não
foram bem aproveitadas na educação ou na formação inicial; suportar as mudanças
económicas e enfrentar as necessidades dos níveis mais elevados de competências;
promover os itinerários de desenvolvimento pessoal e profissional através da vida;
facilitar e apoiar a mobilidade interna e externa das empresas e a mobilidade europeia e
facilitar a ligação entre o empregado e o empregador.
Na Conferência de Hamburgo de 1997, ficou estabelecido que a Educação de
Adultos é o conjunto de processos de aprendizagem formal e não formal que permite
aos adultos desenvolver as suas capacidades, desenvolver os seus conhecimentos e
melhorar as suas qualificações técnicas ou profissionais e orientam ainda os adultos de
modo a satisfazer as suas próprias vontades e as da sociedade.
A expansão da educação e a formação de adultos, sentiu-se mais a partir da 2ª
Guerra Mundial, e é seguida por um processo de diferenciação interna e de
complexificação ao nível das práticas educativas, dos contextos educativos e do perfil
dos formadores (Quintas, 2008).
Em Portugal nos últimos anos, tem-se assistido à valorização de características
atribuíveis à educação e formação para a competitividade, evidentes na concentração de
recursos no RCVV e nos Cursos EFA, que se orientam sobretudo para o
reconhecimento de competências e o aumento de qualificações.
A UNESCO exerceu, ao longo dos anos, um papel indispensável no
desenvolvimento da educação de adultos, tendo cooperado de forma considerável para a
definição de políticas educativas de adultos, a nível internacional, nomeadamente na
área do ensino de adultos.
Segundo Field (2006), a aprendizagem ao longo da vida surge de algum modo
como uma forma do poder político ser capaz de lidar com as incertezas decorrentes da
sociedade do conhecimento, sendo os objetivos emancipatórios preconizados
inicialmente para as políticas educativas ao longo da vida substituídos por objetivos
vocacionais, alinhados com objetivos económicos.
Metodologia

Ao longo da metodologia do projeto descreveremos e analisaremos o processo


utilizado desde a conceção deste trabalho com o método de recolha de informação,
recorrendo à técnica de entrevista, até à obtenção dos resultados.
O nosso trabalho utiliza uma abordagem qualitativa pois são analisados dados,
não numéricos, como a observação e investigação opiniões, críticas, situações e
comportamentos. Desta forma, os resultados não são apresentados através de recursos
estatísticos, mas sim relatórios que salientam o ponto de vista do entrevistado.
Utilizaremos a entrevista como técnica de recolha de dados, sob uma determinada
questão científica, na medida em que é a técnica mais utilizada no processo de trabalho
de campo (Boni & Quaresma, 2005).
A entrevista exploratória é uma componente da pesquisa principal. Utiliza-se em
estudos realizados com a finalidade de melhorar e adequar o instrumento à realidade
que se pretende conhecer, nomeadamente no que consiste o trabalho do formador. Em
suma, a pesquisa exploratória tem como objetivo conhecer a variável de estudo, o seu
significado e o contexto onde ela se insere.
A entrevista feita ao formador caracteriza-se como semiestruturada, pois, foca-se
na construção de um guião pré-definido e com alguma espontaneidade e improvisação.
Neste tipo de entrevista não é necessário seguir a ordem das questões, podendo alternar
as mesmas como preferirmos, consoante a conversa entre os entrevistadores e os
entrevistados. Segundo Quivy (1992), é possível explorar de uma forma flexível e
aprofundada os aspetos considerados mais relevantes.
Para Manzini (2003), deve existir um guião completado por perguntas básicas e
principais que atinjam os objetivos pretendidos, isto, é conseguir adquirir as
informações necessárias para o nosso projeto de trabalho. Assim, na realização da nossa
entrevista pretendemos conseguir adquirir uma perspetiva de uma pessoa que esteja
integrada na área diariamente, podendo ver a sua perspetiva e experiência nas
formações e a partir daí conseguir ferramentas e instrumentos para concretização do
nosso projeto de trabalho.
A importância da entrevista semiestruturada deve-se ao carácter simples e claro da
mesma, de forma a conhecer melhor o entrevistado, o seu comportamento e como se
integra no tema em questão (Triviños, 1987, p. 151).
No que diz respeito às vantagens deste tipo de entrevista, pretende a obtenção de
dados referentes aos mais diversos aspetos da vida social (Gil, 2008). Outra vantagem
das entrevistas semiestruturadas é que permite ter um carácter mais flexível, no sentido
de se acrescentar ou modificar perguntas durante a realização da entrevista, moldando-
se assim ao contexto que se insere. As questões são mais direcionadas e restritas ao
tema. O entrevistado deve saber adaptar-se aos imprevistos que possam acontecer
durante a entrevista (Reis, 2017).
Durante a realização da nossa entrevista, pedimos autorização ao entrevistado se
poderíamos gravar a entrevista e de forma a complementar a informação proferida pelo
mesmo, retiramos algumas notas que considerámos pertinentes para complementar os
dados recolhidos.
As respostas do formador, mostram o seu à vontade sobre o assunto, dando
respostas objetivas, claras, explícitas e simples. Esta entrevista permitiu conhecer o
trabalho do formador e saber as suas opiniões e perspetivas sobre a Educação de
Adultos.
É formador desde 2015, consequentemente, já adquire alguma experiência em
alguns locais e contextos de formações. As suas formações são maioritariamente
direcionadas para Formação Pedagógica Inicial de Formadores; Condução Defensiva e
Económica; Formação em Tacógrafos Analógicos e Digitais; Motoristas de Transporte
Coletivo de Crianças; Boas Práticas no Acolhimento ao Cliente; Liderar e gerir pessoas.
No seu ponto de vista, a formação é fundamental nos dias de hoje. Tanto o formador,
como o formando têm direito a melhorar cada vez mais neste tipo de formações a nível
profissional e devido à grande competitividade existente no mercado de trabalho, as
pessoas deveriam ponderar mais em adquirir aptidões e conhecimentos através de
formações, para seu próprio benéfico.
Guião da Entrevista
Tempo
Tópicos Objetivos Questões

- Há quanto tempo é formador? 5’’


- Que formação tem que lhe
permite ser formador?
- Onde é que já deu formação?
- Caracterizar o
Formador
formador - Qual é a área em que dá
formação?
- Gosta da profissão que
exerce?
- Perceber a 5’’
perspetiva do - O que é para si a Formação
entrevistado acerca Profissional e para que serve?
da Formação
Formação - Considera a Formação
Profissional
Profissional
- Compreender a Profissional importante? Se
importância da
Formação sim, porquê?
Profissional
- Qual a sua atitude perante os 5’’
formandos? 
- Perceber qual a - Que características deve
atitude do formador
Perfil do possuir/desenvolver um
- Identificar aspetos
Formador
que caracterizam o formador profissional, que
papel de formador
trabalha com adultos (ou
jovens adultos)?
- Identificar o tipo de - Existe algum planeamento 5’’
Planificação plano (curto, médio antes das formações? Como é
ou longo prazo) feito esse planeamento?
- Identificar as - Se existe planeamento, quais
vantagens da as vantagens do mesmo?
planificação

Apresentação e Discussão dos Resultados

Foi realizada uma entrevista no dia 29 de abril de 2019 pelas 10h00 ao formador
Carlos Patrocínio, motorista profissional e com o curso de competências pedagógicas de
formador de modo a conhecer e refletir sobre os contributos da formação profissional na
visão do formador, bem como as suas considerações para a formação profissional de
adultos. Assim sendo e com contributo do mesmo, o grupo de trabalho conseguirá
através da apresentação e discussão dos resultados criar uma visão sobre este grande
tema, que se enquadra na Unidade Curricular de Educação e Formação de Adultos. O
guião da entrevista e a transcrição da mesma encontram-se em Anexo.
Com o intuito de conhecer o percurso profissional no âmbito da sua atividade
enquanto formador foi colocada a seguinte questão ao formador Carlos: “Há quanto
tempo é formador e que formação tem que lhe permite ser formador?” Ao qual o
formador respondeu o seguinte: “Sou formador desde 2015, nesse ano decidi
frequentar o curso formação pedagógica inicial de formadores”, acrescenta que é uma
“ferramenta essencial para dinamizar ações de formação.” e ainda refere que é um
curso com grande complexidade formativa no sentido em que “adquiri as
competências-chave, o saber ser, saber fazer e saber estar, pontos fundamentais para
perceber o que é ser formador.”
Na questão “Onde é que já deu formação?” o formador refere a sua vasta
experiência em diferentes contextos de formação: “Já dei vários tipos de formação,
desde escolas de condução até empresas de transportes públicos (…)” mas ao mesmo
tempo “sou formador maioritariamente sobre segurança rodoviária e recorro a
anúncios ou empresas que solicitem formações na área diretores de escolas de
condução.”. foi colocada uma terceira pergunta á qual já o formador respondera que
tinha a ver com a área de formação que o mesmo ministrava que à qual o mesmo
respondeu: “toda a área que esteja ligada à temática rodoviária, condução defensiva,
instrução de utilização de todo o tipo de veículos”.
Ao questionar o formador sobre o gosto pela profissão que exerce “Gosta da
profissão que exerce?” o formador responde prontamente que: “ Adoro o que faço, pois
a segurança rodoviária é um assunto muito importn. Ensinar pessoas dá-me prazer”,
nesta questão foi notório o gosto e a firmeza em que o entrevistado fala “no sentido em
que posso fazer a diferença comportamental no público-alvo a que me dirijo”.
Desta forma colocando uma ponte entre o seu trabalho de formador com a
formação profissional, o grupo de trabalho questiona: “O que é para si a Formação
Profissional e para que serve?” em que o formador responde que : “A formação
profissional na minha perspetiva é a ferramenta base para a melhoria de
comportamentos face a uma determinada área a estudar” focando em alguns pontos
fulcrais na perspetiva do empregador : “A formação profissional, serve de base, para
uma metodologia de trabalho melhor, promovendo a produtividade laboral e
combatendo os acidentes de trabalho com vista na prevenção de acidentes.”
Enaltecendo ainda a obrigatoriedade da formação profissional e o seu propósito: “A
formação profissional, obrigatória, em busca da melhor aptidão dos trabalhadores,
deve ser focalizada nas funcionalidades da empresa”
O grupo de trabalho interroga: “Considera a Formação Profissional importante? Se sim,
porquê?” respondendo de forma segura do seu ponto de vista, não só como “produtor
formativo” mas como melhoria na perspetiva de empregabilidade do interessado:
Focando no aspeto não só de ascensão enquanto trabalhador já como membro
pertencente a um organismo, se olharmos para o formando na perspetiva de
oportunidade de emprego, a formação profissional torna-se imperativa para o
individuo aprender novas competências para que numa futura integração a qualquer
instituição a que se candidate.” É notório então, no seu ponto de vista que: O formando
deve procurar mais e melhor formação a nível profissional para que, num mercado
cada vez mais competitivo se destaque pelas suas aptidões, adquiridas através dessas
mesmas formações.” Referindo-se então á também proatividade do interessado em
querer saber mais e melhor, tornando-se mais eficiente, competitivo e saber de
conhecimentos.
Quando o entrevistado é confrontado com a seguinte questão: “Qual a sua atitude
perante os formandos?” o formador responder que, no seu modus-operandi: “a atitude
que o formador deve adotar perante um grupo de formandos, deverá de ser uma atitude
de “não autoridade”, mas com uma liberdade controlada”. Reforçando a sua
metodologia: “aprendendo assim com foco no feedback em perguntas chave,
percebendo a visão e a perspetiva dos intervenientes.” Afirmando ser mais produtivo e
“e com grande incidência nas áreas do socorrismo, incutir a responsabilidade de fazer
a diferença, com a “muleta” dos atos comportamentais sobre os futuros socorristas”
concluindo que : “Esta para mim é a base de toda uma ação de formação, dar a
entender o propósito da formação, incutir responsabilidade pois irão estar a lidar com
o socorro e com as pessoas, e nesse aspeto, os erros que poderão fazer, podem ou não
fazer a diferença entre a vida e a morte da pessoa assistida” afirmando então que os
formandos que têm este tipo de ações de formação ficarão com a responsabilidade de
fazer a diferença na vida das pessoas, pelos seus atos, ou por outras palavras, pelas suas
competências adquiridas.
Ao ser confrontado com a questão: “Que características deve possuir/desenvolver
um formador profissional, que trabalha com adultos (ou jovens adultos)” o formador
revela um dos seus principais focos: “O formador deve saber ouvir principalmente as
intenções dos formandos quando recorrem a este tipo de ações.” Demonstrando a sua
importância no sentindo em que propósito os formandos recorreram a essa ação de
formação: “. Para desenvolver competências nos formandos é primordial perceber o
porquê de terem recorrido a este tipo de ações.” Dando o exemplo que: (…) “É
completamente diferente darmos uma formação a um individuo forçado a integrar
neste grupo formativo do que um individuo que recorreu por livre e espontânea
vontade. Dá ainda o seu cunho naquilo que acha essencial neste tipo de ações: (…) “o
formador deve desenvolver competências na área da execução de tarefas, não se
limitando apenas a dar conceitos e definições, mas promovendo os “soft-skills” no
sentido de os mesmos poderem executar na prática os conhecimentos adquiridos.”
Em relação à planificação o formador é questionado sobre: “Existe algum
planeamento antes das formações? Como é feito esse planeamento?” o mesmo
responde com duas abordagens, uma delas em relação ao facto de ser formador externo
e não ter necessidade de o fazer quando afirma: “(…) enquanto formador externo, não
necessito de fazer um planeamento das ações de formação, visto que sou um prestador
de serviços para determinada empresa”. Mas, no entanto, afirma que: “(…) no entanto
percebo o que é o planeamento de uma ação de formação e posso dar o feedback”
reforçando que “. O planeamento de uma ação deve ter em conta o contexto da
formação propriamente dita. Deve tentar responder às necessidades da empresa no
sentido com que base se implementará a formação adquirida.” Completando com os
pressupostos de planeamento ao referir que: “ (…) deve contemplar o público-alvo a
que se dirige, a carga horária a ser implementada, contemplando o horário normal da
empresa e ajustando à sua forma normal de laborar, bem como os recursos humanos-
materiais necessários para o mesmo.”. No entanto o formador refere um ponto
interessante na sua abordagem à formação profissional “(…)será o custo/beneficio que
a formação poderá trazer para quem recorre da mesma, e tentar perceber através de
uma breve analise, se os formandos ao frequentarem este tipo de formações irão
alterar esse tipo de comportamento aumento a produtividade e diminuindo a taxa de
acidentes de trabalho se for o caso.”

Uma questão mencionada que faz todo o sentido como complemento à nossa
pesquisa de informação é: “Existe algum tipo de seleção de conteúdos na Formação
Profissional? Se sim, como são selecionados esses conteúdos?” o formador dá um
exemplo na perspetiva de formando e as suas ambições em frequentar um determinado
curso: “Eu acho que se fossemos tirar um curso de motosserras, por exemplo enquanto
formando, sei o propósito a que recorro, mas por mais informado que esteja, há sempre
conteúdos que poderão surgir e eu não perceber logo quando me inscrevo.” Mas
também faz a sua analise enquanto formador: “(…) sim, terá que haver uma seleção de
conteúdos, como se de um curriculum se trata-se para que toda a formação ministrada
faça sentido e que se complete em relação á ligação dos conceitos a desenvolver com
as competências a adquirir”.

Quando questionado sobre: Quais são os métodos que utiliza para captar a atenção
dos formandos e para os motivar para a aprendizagem? O formador afirma que:
“Primeiramente um quebra-gelo é essencial para quebrar o estigma de formador-
formando, pô-los á vontade é essencial” mas sublinha que o à vontade tem que ser
controlado se não poderá perder o controlo do grupo: “(…) Não pode ser à
vontadinha… se não perco o controlo do grupo (…)” inúmera então a sua metodologia:
“metodológicos com base na exposição, demonstração mas também focando muito o
role-play das tarefas.” E fala-nos de um truque preciso na sua forma de formar: “Uma
motivação grande incutida nos formandos é fazer podê-los ouvir, nas suas duvidas e
nas suas vivencias, porque o que poderá parecer uma duvida para um dele para outro
pode ser a mesma duvida.”, seguidamente é questionado com: “O que o leva a optar de
determinados métodos?” à qual responde : “o essencial é utilizar metodologias que vão
ao encontro das expetativas dos formandos, das suas duvidas e das suas incertezas
enquanto formando para a promoção de mais e melhor conhecimento”. Evidenciando
mais uma vez o foco principal nas vivencias dos formandos.

Interrogado com o tipo de materiais ou recursos que utiliza nas suas sessões o
formador responde: “essencialmente um quadro branco onde faço inúmeros exemplos
dos conteúdos a sere ministrados, se estivermos a falar sobre socorrismo utilizo todos
os recursos ligados a essa temática, como o manequim de reanimação, ligaduras, mala
de socorrismo entre outras, se for sobre combate a incêndios, Equipamento de proteção
individual, extintores e tinas com combustível.” Dando ideia da versatilidade das suas
formações adotando os recursos materiais ao contexto formativo que desenvolve.

O formador é confrontado com a seguinte questão: “Costuma ter formandos que já


exerceram a formação que ministra? Se sim, costuma utilizar os conhecimentos que
estes já possuem para dar seguimento à formação que lhes pretende facultar?” e nesta
questão o formador sente que a mesma é um desafio para ele : “(…) são aqueles que me
dão mais gozo voltar a dar formação, no sentido em que me foco neles como exemplo
de alteração comportamental, com vista em perceber se no seu local de trabalho após a
formação que ministrei até ao dia da sua “revalidação” de conhecimentos se aplicou
ou não e em que contexto interveio.” dando uma perceção daquilo que se espera que
seja o impacto da formação nas pessoas visível nesta abordagem.

No tópico da avaliação da formação questionámos: “Como se processa a avaliação


dos formandos?” em que o formador responde: “Existe sempre uma avaliação continua
no processo de aquisição de conhecimentos, o formando não passa ao passo seguinte
sem ter adquirido esses conhecimentos, e de modo grupal, todos os intervenientes se
auto-ajudam nesses conceitos para que no final o resultado seja alcançado com
sucesso.” Recorrendo da sua área de formação e sublinhado: “No socorrismo há uma
máxima “deteta problema-corrige problema” e é impossível passar ao passo a seguir
sem resolver o anterior.”
Por último com a questão: “Considerando que é formador de uma área
essencialmente prática, que importância dá à avaliação formativa enquanto a forma de
informar os formandos acerca do seu progresso na aprendizagem.” O formador
responde prontamente: “questão incuto a responsabilidade da atitude perante uma
situação in-extremis, ou se ajuda e se atua, ou a pessoa morre. Esta é a diferença que
se pretende numa formação profissional ligada ao socorro. Ou se é ou não se é. O
futuro socorrista é responsável pela manutenção pelo menos do estado critico de
sobrevivência até à chegada da ajuda diferenciada, ou seja, até à chegada dos meios
de socorro propriamente dita.”
Conclusão

Num mundo que se encontra em mudança permanente e numa evolução que


acompanha esse rumo, as exigências do mercado de trabalho estão em também em
constante adaptação a este “novo mundo”. Como consequência dessa constante
evolução, o educador de adultos tem de ter a capacidade de acompanhar essa evolução,
adaptando-se assim, ao nível de exigência dos seus formandos, o formador tem assim,
de ter a capacidade de desaprender, de quebrar as suas regras, como refere Lima (2008,
citado por Costa 2011) em relação a uma aprendizagem crítica.
Fernández (2006) salienta que o papel do educador de adultos é, principalmente o
de impulsionador de conhecimentos, em que se põe à disposição das potencialidades de
aprendizagem das pessoas adultas. O propósito da aprendizagem de adultos é,
diretamente, social e, indiretamente, académico.
Neste sentido, é possível evidenciar que o mesmo contribuiu para a evolução dos
nossos conhecimentos no que diz respeito ao papel do formador, na medida em que
adquirimos novos conhecimentos que não nos eram alheios, e que salientam qual será o
nosso papel enquanto futuros formadores, aquando do termino da nossa licenciatura.
É possível salientar que a maior parte da teoria explicitada na contextualização
teórica vai ao encontro do que é realizado na prática, segundo a análise dos dados
recolhidos da entrevista realizada. Conseguimos perceber as dimensões do que é ser
formador de adultos, com impressões ditadas na primeira pessoa, pela sua perspetiva/
vivencia, motivando-nos também a assumir futuramente um papel tão importante como
o de um agente que altera e molda os conhecimentos, tornando-os em competências a
executar.
Como suprarreferido, o grupo realizou uma entrevista a um Formador de Adultos,
em que o mesmo respondeu a todas as questões de forma concisa e precisa de modo a
dar-nos algum fundamento para a realização deste trabalho. No decorrer da entrevista
não surgiram quaisquer imprevistos, onde balanceamos bem o tempo necessário para
cada questão, não a tornando maçadora ou constrangedora por parte do entrevistado.
Concluindo, o grupo verifica um feedback bastante positivo em relação ao
desenvolvimento de todo o trabalho, na medida em que atingimos todos os objetivos
que inicialmente foram previstos, não surgindo assim quaisquer barreiras na realização
do mesmo.

Bibliografia

Estrategor Consultores de Gestão. (2018). A Formação Profissional em Portugal e o


papel da formação. Obtido de Estrategor Consultores de Gestão:
https://www.estrategor.pt/formacao-profissional/historia-formacao-profissional-
portugal/.
Armando Piovesan, E. R. (1995). Pesquisa exploratória: procedimento metodológico
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Manzini, E. J. (s.d.). ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA: ANÁLISE DE OBJETIVOS
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secundário (Dissertação de Mestrado).
Quintas, H. (2008). Educação de Adultos: vida no currículo e currículo na vida. Lisboa:
Agência Nacional para a Qualificação, I.P.
Anexos

Transcrição da Entrevista

Grupo: Boa Tarde, nós somos alunas/aluno da Universidade do Algarve do Curso


de Ciências da Educação e da Formação e estamos aqui para saber mais sobre o
seu papel como formador.
Entrevistado: Boa Tarde, eu sou o Filipe Gonçalves e tenho todo o gosto em ajudar-
vos.

Grupo: Há quanto tempo é formador e que formação tem que lhe permite ser
formador?
Entrevistado – Sou formador desde 2012, nesse ano decidi frequentar o curso formação
inicial de formadores, ferramenta essencial para dinamizar ações de formação. Este
curso, bastante completo por sinal, deu-me as competências-chave, o saber ser, saber
fazer e saber estar, pontos fulcrais para perceber o que é ser formador.

Grupo: Onde é que já deu formação?


Entrevistado – Já dei formação em muitos locais, com diferentes contextos, centro me
essencialmente na formação interna no meu local de trabalho, mas ao mesmo tempo,
sou formador de âmbito externo, e recorro a anúncios ou empresas que solicitem
formações na área do socorrismo, e combate a incêndios.

Grupo: Qual é a área que dá formação?


Entrevistado: Conforme expliquei no ponto anterior, toda a área que esteja ligada à
temática do socorrismo, combate a incêndios, evacuação de emergência.
Grupo: Gosta da profissão que exerce?
Entrevistado: Se estivermos a falar no âmbito de formador, sim, é algo que adoro
fazer. Ensinar pessoas dá-me prazer, no sentido em que posso fazer a diferença
comportamental no público-alvo a que me dirijo.

Grupo: O que é para si a Formação Profissional e para que serve?


Entrevistado: A formação profissional na minha perspetiva é a ferramenta base para a
melhoria de comportamentos face a uma determinada área a estudar. A formação
profissional, serve de base, para uma metodologia de trabalho melhor, promovendo a
produtividade laboral e combatendo os acidentes de trabalho com vista na prevenção de
acidentes. A formação profissional, obrigatória, em busca da melhor aptidão dos
trabalhadores, deve ser focalizada nas funcionalidades da empresa.

Grupo: Considera a Formação Profissional importante? Se sim, porquê?


Entrevistado: Focando no aspeto não só de ascensão enquanto trabalhador já como
membro pertencente a um organismo, se olharmos para o formando na perspetiva de
oportunidade de emprego, a formação profissional torna-se imperativa para o individuo
aprender novas competências para que numa futura integração a qualquer instituição a
que se candidate. O formando deve procurar mais e melhor formação a nível
profissional para que, num mercado cada vez mais competitivo se destaque pelas suas
aptidões, adquiridas através dessas mesmas formações.

Grupo- Qual a sua atitude perante os formandos?


Entrevistado: a atitude que o formador deve adotar perante um grupo de formandos,
deverá de ser uma atitude de “não autoridade”, mas com uma liberdade controlada. Nas
ações de formação que dinamizo incuto este tipo de metodologia, aprendendo assim
com foco no feedback em perguntas chave, percebendo a visão e a perspetiva dos
intervenientes. É muito mais produtivo, e com grande incidência nas áreas do
socorrismo, incutir a responsabilidade de fazer a diferença, com a “muleta” dos atos
comportamentais sobre os futuros socorristas. Esta para mim é a base de toda uma ação
de formação, dar a entender o propósito da formação, incutir responsabilidade pois irão
estar a lidar com o socorro e com as pessoas, e nesse aspeto, os erros que poderão fazer,
podem ou não fazer a diferença entre a vida e a morte da pessoa assistida.
Grupo: Que características deve possuir/desenvolver um formador profissional,
que trabalha com adultos (ou jovens adultos)?
Entrevistado: O formador deve saber ouvir principalmente as intenções dos formandos
quando recorrem a este tipo de ações. Para desenvolver competências nos formandos é
primordial perceber o porquê de terem recorrido a este tipo de ações. É completamente
diferente darmos uma formação a um individuo forçado a integrar neste grupo
formativo do que um individuo que recorreu por livre e espontânea vontade. Não
querendo fugir à pergunta, o formador deve desenvolver competências na área da
execução de tarefas, não se limitando apenas a dar conceitos e definições, mas
promovendo os “soft-skills” no sentido de os mesmos poderem executar na prática os
conhecimentos adquiridos.

Grupo: Existe algum planeamento antes das formações? Como é feito esse
planeamento?
Entrevistado: Bem, enquanto formador externo, não necessito de fazer um
planeamento das ações de formação, visto que sou um prestador de serviços para
determinada empresa. No entanto percebo o que é o planeamento de uma ação de
formação e posso dar o feedback. O planeamento de uma ação deve ter em conta o
contexto da formação propriamente dita. Deve tentar responder às necessidades da
empresa no sentido com que base se implementará a formação adquirida. Sim, o
planeamento deve contemplar o público-alvo a que se dirige, a carga horária a ser
implementada, contemplando o horário normal da empresa e ajustando à sua forma
normal de laborar, bem como os recursos humanos- materiais necessários para o
mesmo.
Outro ponto fundamental será o custo/beneficio que a formação poderá trazer para quem
recorre da mesma, e tentar perceber através de uma breve analise, se os formandos ao
frequentarem este tipo de formações irão alterar esse tipo de comportamento aumento a
produtividade e diminuindo a taxa de acidentes de trabalho se for o caso

Grupo: Se existe planeamento, quais as vantagens do mesmo?


Entrevistado: Conforme indicado na pergunta anterior, todo este trabalho irá minimizar
problemas que possam suscitar quando se planeia uma ação de formação (ahhh) é como
se tivéssemos a fazer um trabalho de casa proactivo, procurando e respondendo logo às
dúvidas e problemas suscetíveis de acontecer, resolvendo ou minimizando-as.

Grupo: Existe algum tipo de seleção de conteúdos na Formação Profissional? Se


sim, como são selecionados esses conteúdos
Entrevistado: Sim, (bem…) (…uma pergunta difícil, mas vou tentar responder, pelo
que me dá a entender…) – Eu acho que se fossemos tirar um curso de motosserras, por
exemplo enquanto formando, sei o propósito a que recorro, mas por mais informado que
esteja, há sempre conteúdos que poderão surgir e eu não perceber logo quando me
inscrevo. Enquanto formador sim, terá que haver uma seleção de conteúdos, como se de
um curriculum se trata-se para que toda a formação ministrada faça sentido e que se
complete em relação á ligação dos conceitos a desenvolver com as competências a
adquirir (acho.. que é isto ahahah)

Grupo: Quais são os métodos que utiliza para captar a atenção dos formandos e
para os motivar para a aprendizagem?
Entrevistado: Primeiramente um quebra-gelo é essencial para quebrar o estigma de
formador-formando, pô-los á vontade é essencial (mas …. Unhhh…. Não pode ser à
vontadinha… se não perco o controlo do grupo). E a partir desse momento desenvolver
as ações com recursos metodológicos com base na exposição, demonstração, mas
também focando muito o rolle-play das tarefas. Uma motivação grande incutida nos
formandos é fazer podê-los ouvir, nas suas dúvidas e nas suas vivencias, porque o que
poderá parecer uma dúvida para um dele para outro pode ser a mesma dúvida.

Grupo: O que o leva a optar de determinados métodos?


Entrevistado: Acho que já respondi a essa questão na última pergunta, mas, o essencial
é utilizar metodologias que vão ao encontro das expetativas dos formandos, das suas
dúvidas e das suas incertezas enquanto formando para a promoção de mais e melhor
conhecimento.

Grupo: Utiliza algum tipo de materiais/recursos nas suas sessões? Se sim,


qual/quais?
Entrevistado: Sim, essencialmente um quadro branco onde faço inúmeros exemplos
dos conteúdos a serem ministrados, se estivermos a falar sobre socorrismo utilizo todos
os recursos ligados a essa temática, como o manequim de reanimação, ligaduras, mala
de socorrismo entre outras, se for sobre combate a incêndios, Equipamento de proteção
individual, extintores e tinas com combustível.
É fácil perceber que cada formação tem os seus recursos, e é fundamental adaptá-los às
situações em que intervimos

Grupo: Costuma ter formandos que já exerceram a formação que ministra? Se


sim, costuma utilizar os conhecimentos que estes já possuem para dar seguimento
à formação que lhes pretende facultar?
Entrevistado: (ora... um desafio para o formador) Esses formandos, pelas razões já
referenciadas são aqueles que me dão mais gozo voltar a dar formação, no sentido em
que me foco neles como exemplo de alteração comportamental, com vista em perceber
se no seu local de trabalho após a formação que ministrei até ao dia da sua
“revalidação” de conhecimentos se aplicou ou não e em que contexto interveio.
Grupo: Como se processa a avaliação dos formandos?
Entrevistado: Existe sempre uma avaliação continua no processo de aquisição de
conhecimentos, o formando não passa ao passo seguinte sem ter adquirido esses
conhecimentos, e de modo grupal, todos os intervenientes se auto-ajudam nesses
conceitos para que no final o resultado seja alcançado com sucesso. No socorrismo há
uma máxima “deteta problema-corrige problema” e é impossível passar ao passo a
seguir sem resolver o anterior.

Grupo- Considerando que é formador de uma área essencialmente prática, que


importância dá à avaliação formativa enquanto a forma de informar os formandos
acerca do seu progresso na aprendizagem?
Entrevistado: Fácil, ao responder esta questão incuto a responsabilidade da atitude
perante uma situação in-extremes, ou se ajuda e se atua, ou a pessoa morre. Esta é a
diferença que se pretende numa formação profissional ligada ao socorro. Ou se é ou não
se é. O futuro socorrista é responsável pela manutenção pelo menos do estado critico de
sobrevivência até à chegada da ajuda diferenciada, ou seja, até à chegada dos meios de
socorro propriamente dita.
Tabela de Categorização
Questões Respostas
 2012
1. Há quanto tempo é  Curso formação inicial de formadores
formador e que formação  Ferramenta essencial para dinamizar ações
de formação
tem que lhe permite ser
 Saber ser, saber fazer e saber estar, pontos
formador? fulcrais para perceber o que é ser formador

2. Onde é que já deu  Diversos locais, com diferentes contextos;


formação?  Formação interna no meu local de trabalho;
 sou formador de âmbito externo

 socorrismo,
3. - Qual é a área em que dá  combate a incêndios,
formação?  evacuação de emergência

4. Gosta da profissão que  Ensinar pessoas dá-me prazer,


exerce?  Posso fazer a diferença comportamental

5. O que é para si a  Ferramenta base para a melhoria de


Formação Profissional e para comportamentos face a uma determinada
que serve? área a estudar
 A formação profissional, serve de base,
para uma metodologia de trabalho melhor
 promovendo a produtividade laboral e
combatendo os acidentes de trabalho com
vista na prevenção de acidentes.
 A formação profissional, obrigatória, em
busca da melhor aptidão dos trabalhadores,
deve ser focalizada nas funcionalidades da
empresa.

 formando na perspetiva de oportunidade de


emprego, a formação profissional torna-se
imperativa para o individuo aprender novas;
6. Considera a Formação
Profissional importante? Se  O formando deve procurar mais e melhor
sim, porquê? formação a nível profissional;
 se destaque pelas suas aptidões, adquiridas
através dessas mesmas formações.
 uma atitude de “não autoridade” mas com
uma liberdade controlada.
 Incuto este tipo de metodologia,
aprendendo assim com foco no feedback
em perguntas chave
 percebendo a visão e a perspetiva dos
intervenientes.
7. Qual a sua atitude perante  É muito mais produtivo, e com grande
os formandos? incidência nas áreas do socorrismo, incutir a
responsabilidade de fazer a diferença,
 a base de toda uma ação de formação, dar
a entender o propósito da formação,
 incutir responsabilidade pois irão estar a
lidar com o socorro e com as pessoas, e
nesse aspeto, os erros que poderão fazer,
podem ou não fazer a diferença entre a
vida e a morte da pessoa assistida.
8. Que características deve  O formador deve saber ouvir principalmente
possuir/desenvolver um as intenções dos formandos
formador profissional, que
trabalha com adultos (ou  É primordial perceber o porquê de terem
jovens adultos)? recorrido a este tipo de ações.
 É completamente diferente darmos uma
formação a um individuo forçado a integrar
neste grupo formativo do que um individuo
que recorreu por livre e espontânea vontade.
 Deve desenvolver competências na área da
execução de tarefas, não se limitando apenas
a dar conceitos e definições, mas
promovendo os “soft-skills”
 Executar na prática os conhecimentos
adquiridos.
 não necessito de fazer um planeamento das
ações de formação,
 sou um prestador de serviços para
determinada empresa.
 O planeamento de uma ação deve ter em
conta o contexto da formação propriamente
dita.
 Deve tentar responder às necessidades da
empresa no sentido com que base se
implementará a formação adquirida;
 O planeamento deve contemplar o público-
9. Existe algum planeamento alvo a que se dirige,
antes das formações? Como é  a carga horária a ser implementada,
feito esse planeamento? contemplando o horário normal da empresa
e ajustando à sua forma normal de laborar,
bem como os recursos humanos- materiais
necessários para o mesmo.
 o custo/beneficio que a formação poderá
trazer para quem recorre da mesma,
 se os formandos ao frequentarem este tipo
de formações irão alterar esse tipo de
comportamento aumento a produtividade e
diminuindo a taxa de acidentes de trabalho
se for o caso

 terá que haver uma seleção de conteúdos,


10. Existe algum tipo de como se de um curriculum se tratasse para
seleção de conteúdos na que toda a formação ministrada faça sentido
Formação Profissional? Se e que se complete
sim, como são selecionados  ligação dos conceitos a desenvolver com as
esses conteúdos? competências a adquirir

 um quebra-gelo é essencial para quebrar o


11. Quais são os métodos que estigma de formador-formando, pô-los á
utiliza para captar a atenção vontade é
dos formandos e para os  desenvolver as ações com recursos
motivar para a metodológicos com base na exposição
aprendizagem?  focando muito o roll-play das tarefas.

12. - O que o leva a optar de  o essencial é utilizar metodologias que vão


ao encontro das expetativas dos
formandos, das suas dúvidas e das suas
determinados métodos? incertezas enquanto formando para a
promoção de mais e melhor conhecimento.

 Quadro branco onde faço inúmeros


exemplos dos conteúdos a serem
ministrados,
13. Utiliza algum tipo de  Recursos ligados a essa temática, como o
materiais/recursos nas suas manequim de reanimação, ligaduras, mala
sessões? Se sim, qual/quais? de socorrismo entre outras,
 Se for sobre combate a incêndios,
Equipamento de proteção individual,
extintores e tinas com combustível.

14.Costuma ter formandos  foco neles como exemplo de alteração


que já exerceram a formação comportamental, com vista em perceber se
que ministra? Se sim, no seu local de trabalho após a formação
costuma utilizar os que ministrei até ao dia da sua “revalidação”
conhecimentos que estes já de conhecimentos se aplicou ou não e em
possuem para dar que contexto interveio.
seguimento à formação que
lhes pretende facultar?
 Existe sempre uma avaliação continua no
processo de aquisição de conhecimentos,
 o formando não passa ao passo seguinte sem
ter adquirido esses conhecimentos
 todos os intervenientes se auto-ajudam
15. Como se processa a nesses conceitos para que no final o
avaliação dos formandos? resultado seja alcançado com sucesso.
 No socorrismo há uma máxima “deteta
problema-corrige problema” e é impossível
passar ao passo a seguir sem resolver o
anterior.

16. Considerando que é  incuto a responsabilidade da atitude


formador de uma área perante uma situação in-extremis, ou se
essencialmente prática, que ajuda e se atua, ou a pessoa morre.
importância dá à avaliação  Esta é a diferença que se pretende numa
formativa enquanto a forma formação profissional ligada ao socorro. Ou
de informar os formandos se é ou não se é.
acerca do seu progresso na
 O futuro socorrista é responsável pela
aprendizagem.
manutenção pelo menos do estado critico
de sobrevivência até à chegada da ajuda
diferenciada, ou seja, até à chegada dos
meios de socorro propriamente dita.

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