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Relatório Prática Urinálise .

1. O documento apresenta um relatório sobre uma atividade prática de urinálise realizada por estudantes de biomedicina. 2. A atividade incluiu a análise das características físicas e químicas de amostras de urina coletadas. 3. Os estudantes realizaram testes para avaliar parâmetros como cor, pH e presença de proteínas, glicose e hemoglobina nas amostras.
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Relatório Prática Urinálise .

1. O documento apresenta um relatório sobre uma atividade prática de urinálise realizada por estudantes de biomedicina. 2. A atividade incluiu a análise das características físicas e químicas de amostras de urina coletadas. 3. Os estudantes realizaram testes para avaliar parâmetros como cor, pH e presença de proteínas, glicose e hemoglobina nas amostras.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIDOCTUM

CURSO DE BACHARELADO EM BIOMEDICINA

Máira Pereira da Silva

Joyce Tereza Ataíde Coelho

Thaynara de Oliveira Barcelos

Kathelyn Araújo Vilela

Webert Patrício Gomes

PRÁTICAS LABORATORIAIS EM ANÁLISES CLÍNICAS

ATIVIDADE PRÁTICA: URINÁLISE

JOÃO MONLEVADE
2022
Sumário
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 3
OBJETIVO ................................................................................................................................................. 4
2. METODOLOGIA ( Materiais e Métodos).......................................................................................... 4
3.1 Materiais: .......................................................................................................................................... 4
2.2 Metodologia: ................................................................................................................................... 5
[Link] E DISCUSSÃO: ................................................................................................................. 9
5. CONCLUSÃO ...................................................................................................................................... 11
6. REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................... 11

2
[Link]ÇÃO

A urinálise é o exame não invasivo de grande importância para avaliar a função


renal. Com o auxílio deste exame pode-se diagnosticar diversas patologias,
monitorar o progresso destas doenças no organismo, acompanhar a eficácia do
tratamento e ainda constatar a cura.

O exame de urina é dividido em três etapas:

 Na primeira etapa analisam-se as características gerais da urina.


Corresponde a avaliação das propriedades físicas da urina, como o seu
volume, o seu cheiro e sua coloração.
 Na segunda etapa é feita a pesquisa de elementos anormais, que
corresponde à pesquisa química feita na urina.
 Na terceira e ultima etapa é feita a sedimentoscopia, que corresponde ao
exame microscópico da urina.

Composição da urina

A urina contém aproximadamente 96% de água e 4% de substâncias diversas


provenientes da alimentação e do metabolismo normal. Essencialmente ela é uma
solução de sais (cloreto de sódio e potássio) e uréia.

A composição da urina varia:

 Com a dieta do indivíduo;


 Com o estado nutricional;
 Atividade física;
 Metabolismo orgânico;
 Função endócrina;
 Estado geral do organismo;
 Estado da função renal.

3
OBJETIVO

Ter conhecimento sobre o assunto abordado e aplicar na prática as técnicas do


exame e análise de coleta urinária.

[Link] ( Materiais e Métodos)

3.1 Materiais:
 Frasco para coleta de urina

 Lâmina

 Microscópio Óptico

 Tira reagente

 Tubo de ensaio

Segue imagem abaixo:

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2.2 Metodologia:

A príncio cada participante de um grupo realizou a coleta de urina em um frasco


estéril. Em seguida, foi realizado exame físico que foi uma análise macroscópica,
onde foi analisada a cor, o odor e aspecto das amostras disponibilizadas. Em
seguida foi feito o exame químico, foi retirado um pouco da amostra biológica do
coletor, a amostra foi transferida para o tubo de ensaio, foi submersa a fita reagente,
em seguida colocamos em cima do papel toalha para retirar todo o excesso e
esperamos 30 segundos para o resultado da fita e assim ser feita a leitura, a tira
reagente contém 10 parâmetros.

Também foi apresentada, uma amostra de urina já analisada e com


[Link]ém analisamos essa amostra no microscópio.

Não foi possível análise microscópica das mesmas.

Segue abaixo os parâmetros observados:

Análise Física:

5
A análise física do exame corresponde ao estudo macroscópico do líquido, como
aspecto e coloração, e também do odor e da densidade e osmolalidade.

A cor da urina, em condições fisiológicas, varia do amarelo-claro ao âmbar, de


acordo com o volume de água e a concentração de urocromo. Diversas condições
patológicas podem cursar com alteração da cor da urina, é possível destacar como
variações mais comuns: a coloração avermelhada ou rósea sugerindo hematúria, e
tonalidades amarelo-escuras ou marrons indicando bilirrubinúria. Outras variações
menos comuns, como urina roxa e quilúria, decorrem principalmente de infecções,
variando de acordo com o agente etiológico, ou uso de determinados medicamentos,
mas também podem ocorrer devido a outras causas.

A urina deve estar com aspecto límpido e transparente, principalmente se for


recém-emitida, porém se deixada em repouso por determinado tempo ou for
resfriada, pode ter formação de depósito e turvação. Anormalidades como alta
concentração de cristais, células ou bactérias, devido a situações em que a urina
entra em contato com secreções genitais ou infecções do trato urinário podem deixá-
la mais turva.

A presença de ácidos orgânicos voláteis na urina faz com que ela tenha o seu
odor característico. O odor amoniacal pode ocorrer devido a infecções bacterianas
ou após retenção urinária por um longo tempo em idosos em razão da fermentação
alcalina, enquanto a cetoacidose diabética confere à urina um odor mais adocicado.

A osmolalidade de uma solução corresponde à quantidade em mOsm/kg de


partículas osmoticamente ativas ali dissolvidas. A osmolalidade urinária é um ótimo
marcador da concentração urinária, sendo um reflexo direto da osmolalidade
sanguínea, cuja pequena variação pode acarretar em grande mudança na
concentração urinária. A osmolalidade pode ser estimada a partir da densidade e
vice-versa de acordo com a seguinte fórmula: Osmolalidade = (densidade - 1,000) x
40. Sendo assim, a avaliação da densidade e osmolalidade da urina pode fornecer
informações importantes de distúrbios hidroeletrolíticos ou situações que reduzem a
capacidade de concentração urinária, como doença renal crônica, uso de diuréticos
de alça, hiperidratação e outras circunstâncias. A densidade urinária é considerada
quando se encontra entre 1,015 e 1,030 g/mL.

Análise Química:

No estudo químico da urina, é avaliado o pH e a presença de substâncias como


proteínas, glicose, hemopigmentos e outros.

Determinar o potencial hidrogeniônico urinário pode ser muito útil no diagnóstico


de desequilíbrios hidroeletrolíticos ou distúrbios ácido-base metabólicos ou
respiratórios, de acordo com outros exames e a clínica do paciente, uma vez que o
rim é um importante regulador do equilíbrio ácido-básico do organismo. O pH ideal
da urina é levemente ácido, permanecendo entre 5,5 e 6,5. Uma urina alcalina,
6
portanto, pode ser decorrente de substâncias alcalinas em grande quantidade no
corpo, como excesso de amônia na infecção urinária ou na litíase renal, alcaloses ou
acidose tubular renal, em que há mais dificuldade na acidificação da urina. Por outro
lado, a urina excessivamente ácida pode indicar situações como desidratação,
acidose ou intoxicação.

Em relação as proteínas, o consenso atual é que a proteinúria normal tem como


limite máximo 150 mg/24h, sendo um terço dessa quantidade de origem plasmática
e dois terços derivados de secreções do trato urogenital. Uma proteinúria
anormalmente alta é consequência do aumento da permeabilidade à proteínas da
parede capilar glomerular, permitindo sua passagem, e da reabsorção prejudicada
pelas células epiteliais dos túbulos proximais. Pode ser de origem glomerular ou
tubular: a proteinúria glomerular costuma ser uma preocupação importante e ocorre
nos mais diversos processos patológicos glomerulares, enquanto a proteinúria
tubular sugere doença renal túbulo intersticial ou obstrutiva.

Glicosúria é sempre decorrente de alguma anormalidade no organismo, uma vez


que praticamente toda a glicose filtrada no glomérulo é reabsorvida no túbulo
proximal. A eliminação de glicose na urina em níveis detectáveis é geralmente
causado por uma glicemia elevada a ponto de superar o limiar de capacidade de
reabsorção tubular em pacientes com diabetes mellitus ou por cenários que
diminuem essa capacidade tubular, como doença renal grave, gravidez ou até lesão
no sistema nervoso central.

A hemoglobina observada, ou seja, o teste de hemepigmentos no EAS é positivo


quando identifica a presença de hemoglobina, mioglobina e até de hemácias
íntegras, apesar de ser menos sensível para detectar eritrócitos intactos. A
positividade desse teste é causada mais comumente pela hematúria, definida como
excreção de eritrócitos na urina, o que sugere lesão em alguma região originária do
próprio rim, como síndromes nefríticas, de outra região do trato urinário ou doença
secundária a algum distúrbio sistêmico. Por outro lado, o teste positivo sem
hemácias na amostra denota desordens hemolíticas congênitas, como algumas
anemias, ou adquiridas, tal qual rabdomiólise.

Na analise da bilirrubina e urobirogênio, a ruptura das hemácias libera


hemoglobina, que é fagocitada pelas células de Kupffer no fígado e outros
macrófagos para ser metabolizada, e o produto final de sua degradação é a
bilirrubina. Em condições normais, parte desse produto entra na composição da bile,
enquanto outra é excretada pelos rins na forma de urobilinogênio ou urobilina.
Habitualmente, as quantidades de bilirrubina na urina não são detectáveis, apenas
quantidades pequenas de urobilinogênio. A bilirrubina é identificada na urina em
situações em que há aumento dos seus níveis séricos, a exemplo do aumento da
bilirrubina direta nas lesões hepáticas parenquimatosas e na icterícia obstrutiva, e da
indireta em doenças hemolíticas.

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Nitritos não são comumente encontrados na urina, sua presença indica a
infecção por determinadas bactérias gram negativas uropatogênicas, permitindo
descartar a presença de agentes etiológicos como Pseudomonas, Enterococcus
spp, Streptococcus albus e S. faecalis, Neisseria gonorrhoeae, e Mycobacterium
tuberculosis, que não capazes de produzir nitritos.

A esterase leucocitária ocorre quando há inflamação do epitélio da bexiga por


bactérias presentes na urina, macrófagos e neutrófilos lisados liberam a esterase
leucocitária. A detecção dessa enzima na urina é, portanto, importante para
caracterizar leucocitúria na infecção urinária.

Corpos cetônicos são substâncias derivadas da quebra de gorduras, e não são


normalmente identificados no EAS. A presença desses corpos na urina, chama
cetonúria, está associada a cenários em que há metabolização de gordura para
obtenção de energia, como dieta pobre em carboidratos, jejum prolongado e
cetoacidose diabética.

Análise microscópica:

A análise morfológica no exame de urina é feita tradicionalmente pela


microscopia óptica, mas também pode ser realizada por citometria de fluxo ou
análise de imagem digitalizada. Essa etapa do exame detecta elementos figurados
na urina: células, cilindros, cristais, gotículas de gordura e microorganismos como
bactérias e fungos.

Abaixo segue imagens das amostras e elementos encontrados:

Amostra conhecida vista microscópicamente.

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Amostra coletada aleatoriamente.

[Link] E DISCUSSÃO:

Foram analisadas três amostra de urina.

Na primeira amostra foi vista no exame físico:

Volume 50ml, cor amarelo claro, aspecto límpido, odor normal. O que foi visto no
exame físico é característica de uma urina normal. No exame químico foi feita a
leitura da fita reagente: 1.015 g/dl de densidade, pH 6,0 demais aspectos ausentes.
Não houve visualização de sedimento.

Foi encontrado no exame físico da segunda amostra o seguinte resultado:

50 ml de volume, cor amarela escura, aspecto ligeiramente turva e com odor normal,
a cor escura que pode ser por conta da dieta do paciente, no exame físico não teve
nenhuma irregularidade. No exame químico que foi utilizada a fita reagente, obteve
os seguintes resultados: 1.020 g/dl, 5 de pH, demais aspectos ausentes. O exame
químico também está dentro da sua normalidade com base no valor de referência.
Não houve visualização de sedimento.

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Foi possível observar no exame físico da terceira amostra ( amostra conhecida) o
seguinte: volume de 10 ml, cor amarela e aspecto turvo, odor fétido. No exame
químico com a ajuda da fita reagente obtivemos os seguintes resultados: 1.020 de
densidade, pH 6,5, com presença de nitrito positivo e esterase leucócitária positiva.
O exame químico caracterizado como anormal, foi observado no microscópio
presença de bactérias na urina.

A presença de leucócitos na urina em número significativo está relacionada, mais


comumente, com infecção urinária (pielonefrite e cistite),processos inflamatóros do
trato genito-urinário.

O teste do nitrito indica presença de bactérias na urina que são capazes de conv e rt
e r nitr a to em nitrito, podendo auxiliar no diagnóstico da infecção urinária. Bactérias
que conv e rt em nitrato em nitrito incluem, principalmente, bactérias gram-negativo
como Escherichia coli, Proteus, Klebsiella, Citrobacter, Aerobacter, Samonella, além
de algumas cepas de Pseudomonas e r a r a s d e S t a p h y l o c o c c u s e
Enterococcus.

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5. CONCLUSÃO

O exame de urina ajuda a diagnosticar problemas renais e urinários, como


infecções. O exame de urina costuma ser um dos mais solicitados pelos médicos,
pois fornece um panorama geral da saúde do paciente, principalmente para
avaliação de distúrbios renais e urinários.

Com essa aula prática, conseguimos ter noção de como o exame de urina pode
abranger para diversos diagnostico sendo tão simples sua coleta. Mas, vale lembrar
que para um bom resultado, deve se seguir os com exatidão o passo a passo de sua
análise, desde a fase pré análitica, até a análise.

REFERÊNCIAS:

[Link]

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