Teoria Musical: Leitura e Acordes
Teoria Musical: Leitura e Acordes
MUSICA
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- ÍNDICE-
LEITURA MUSICAL
Introdução 04
Pauta 05
Claves 05
Notas 06
Clave de Sol 07
Linhas Suplementares 07
Clave de Fá 08
Memorizando Notas 08
Clave de Sol e Fá juntas 09
Figuras Musicais e seus Valores 10
Ponto de Aumento 12
Ligadura 12
Compasso 13
Compasso simples & composto 14
Linhas Divisórias 15
Pausas ou Figuras Negativas 16
Acidentes 17
Clave de Dó 18
Trinado 18
Quiálteras 19
Síncope e Contratempo 19
Notas Arpeadas 20
Ornamentos 20
Fermata e Sinal de Oitava 21
INTERVALOS
O que é um intervalo? 21
Classificação numérica 21
Tons e Semitons 22
Segundas 23
Terças 25
Quartas 27
Quintas 28
-3-
Sextas 29
Sétimas 30
Oitavas 31
Inversão 32
Identificando pela Inversão 33
Simplificando Acidentes 34
Consonante e Dissonante 34
Enarmônica 35
Ascendentes e Descendentes 35
Simples e Composto 35
Melódica e Harmônica 36
Semitom Cromático e Diatônico 36
Trítono 36
Uníssono 37
Relação Matemática 37
ESCALAS
O que é escala? 38
Escala maior 39
Escala menor 40
Relativas 41
Acidentes fixos 41
Identificando acidentes fixos 42
Construindo escalas maiores 43
Nomes dos graus 45
Tonalidade 46
Modos gregorianos 46
Modos de jaz 48
Escala pentatônica 50
Escala cromática 50
Escala de tons inteiros 51
Escala diminuta 51
ACORDES
O que é acorde? 51
Inversões 53
Tríades 54
Tríades em escalas maiores 55
Tríades em escalas menores 55
Tríades e graus das escalas 56
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Identificando tríades 57
Acordes de sétima 60
Origem dos nomes 62
CIFRAS
LEITURA MUSICAL
INTRODUÇÃO:
..a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende (Shakespeare)
..algo muito difícil de mostrar ao mundo o que sentimos em nós mesmos (Tchaikovsky)
..uma coisa que se tem pra vida toda, mas não toda uma vida pra conhecê-la
(Rachmaninov)
PAUTA
As notas musicais podem ser escritas tanto nas linhas como nos espaços da pauta e assim
podemos saber qual nota está sendo representada. As linhas devem ser contadas de baixo
pra cima e o primeiro espaço encontra-se
entre a primeira e segunda linhas.
CLAVES
Clave é um sinal colocado no início da pauta e dá nome à nota que está na mesma linha
dela.
É importante observar o tipo de clave para poder ler as notas.
Há vários tipos, porém as mais comuns são a Clave de Sol que é usada por instrumentos
de alto alcance sonoro
como o violino, flauta, trompete e clarinete.
E a Clave de Fá que é usada por instrumentos de baixo alcance sonoro como o baixo e
violoncelo.
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NOTAS
Antes de saber como se escreve as notas na pauta, vamos ver a ordem e seus nomes.
Nosso sistema de música tem 7 notas. A ordem é Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. Ou em cifras
respectivamente C, D, E, F, G, A, e B. Correspondem às teclas brancas (naturais) do piano:
A maior distância entre duas notas é chamada de Tom e sua metade de meio tom ou
semitom.
Consta que foi Guido D'Arezzo, célebre músico do século XI, quem deu nomes aos sons
musicais aproveitando a primeira sílaba de cada verso do seguinte hino à São João Batista:
Utqueant laxis
Resonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum
Solve polluti
Labii reatum
Sancte Ioannes
Tradução: Purificai bem-aventurado João, os nossos lábios polutos, para podermos cantar
dignamente as maravilhas que o Senhor realizou em Ti. Dos altos céus vem um mensageiro
a anunciar a teu Pai, que serias um varão insigne e a glória que terias.
Como a sílaba Ut era difícil de ser cantada, foi substituída por Dó. O Si foi formado da
primeira letra de Sancte e da primeira de Ioannes.
Um coral de meninos daquela época costumava, antes de suas exibições em público, cantar
este hino, pedindo com fé a São João Batista que protegesse suas cordas vocais.
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CLAVE DE SOL
No exemplo abaixo, podemos ver as notas representadas por cada uma das linhas e
espaços da pauta com a Clave de Sol. A primeira linha corresponde à nota Mi (E) e o
primeiro espaço à nota Fá (F). Em outras palavras, as notas na pauta (linha-espaço-linha...)
seguem a ordem natural (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si). Pode-se também escrever sob a
primeira linha e acima da quinta.
LINHAS SUPLEMENTARES
Além dos espaços e linhas da pauta, podemos também adicionar linhas extras chamadas
Linhas Suplementares Superiores ou Inferiores para poder escrever notas mais agudas ou
graves.
CLAVE DE FÁ
No exemplo, as notas estão representadas por cada uma das linhas e espaços da pauta
com a Clave de Fá, incluindo linhas suplementares.
MEMORIZANDO NOTAS
Para se ler música é essencial reconhecer cada nota rapidamente, objetivo que é alcançado
com muita paciência e estudo ao longo do tempo.
Contudo, de início, é curioso e interessante memorizar as notas através de frases e
palavras.
Na Clave de Sol
Por Notas: nas linhas >>> Minhoca no Sol Silvestre
Reencontrou a Fada
Por Notas: nos espaços >>> Fala Do Miguel
Na Clave de Fá
Por Notas: nas linhas >>> O Sol Silencioso Realçou a
Fantástica Lagoa
Por Notas: nos espaços >>> Labirinto Do Misterioso Sol
CLAVE DE SOL E FÁ
Para que se possa alcançar as notas dentro da extensão de um piano, usa-se "a dupla" de
pautas com a Clave de Sol e Clave de Fá como padrão (representando mão direita e
esquerda respectivamente). Mas pode
ocorrer mudanças das claves durante determinado trecho musical, por exemplo, na pauta de
cima ser clave de fá e na de baixo a de sol ou as duas terem a mesma clave.
Na figura abaixo, vemos que o Dó (C) mais agudo da clave de fá é o mesmo que o primeiro
Dó mais grave da clave de sol.
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Dos tipos de figuras musicais, a breve (vale o dobro da semibreve) e a quartifusa (vale
metade da semifusa e tem um colchete a mais) são encontradas em músicas muito antigas,
porém já não são mais usadas atualmente.
O valor depende de qual Compasso é uma determinada música. Mas tomando como base a
semibreve, temos os seguintes números. Exemplo: 1 semibreve = 2 mínimas = 4
semínimas...etc
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Not Val
Nome
a or
Semibreve 1
Mínima 2
Semínima 4
Colcheia 8
Semicolch
16
eia
Fusa 32
Semifusa 64
Conforme você pode observar, cada duração da nota é o dobro da nota seguinte e metade
da anterior. Por exemplo, neste fragmento podemos ouvir a combinação de valores distintos,
o som mais alto é formado por 4 semínimas e o som mais baixo por 2 mínimas. Assim
sendo, ouvimos duas semínimas para cada mínima.
Para cima, a haste tem que ser do lado direito. E pra baixo, a haste deve estar no lado
esquerdo:
Um segundo ponto aumentará em metade o valor do primeiro ponto, e assim por diante.
LIGADURA
Podemos ligar notas adicionando uma linha curva que recebe o nome de Ligadura, que
indica que não deve haver interrupção. No exemplo abaixo, vemos dois Compassos iguais,
diferenciando apenas a forma escrita.
COMPASSO
O compasso é indicado por dois números e se repete ao longo do trecho musical, separado
por Linhas Divisórias respeitando o tempo da música.
16
32
Então, significa que o compasso tem 3 tempos e que a semínima é sua unidade de tempo.
Abaixo, está o gráfico demonstrativo do movimento da mão quando se está lendo uma
música:
Binário ( 1 - F, 2 - f )
Ternário ( 1 - F, 2 - f, 3 - f )
Quaternário ( 1 - F, 2 - f, 3 - mf, 4 - f )
5 Binária e
4 Ternária
Quaternári
7
ae
4
Ternária
6
Semifusa
8
LINHAS DIVISÓRIAS
Para tornar a leitura mais fácil e ordenada, separamos os compassos com linhas verticais
que recebem o nome de Linhas Divisórias
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Neste exemplo, temos compasso binário em que a unidade de tempo é a semínima e a
unidade de compasso, a mínima.
Quando há dois pontos e uma linha fina seguida de uma segunha linha grossa, chama-se
Retorno (ou Ritornello) que indica volta ao trecho também com o mesmo sinal (porém com
os pontos à direita) e sua
repetição. O mesmo sinal sem os pontos, é colocado ao final de uma música, indicando seu
término.
É muito comum uma música ter o sinal de retorno e então há a repetição antes de se tocar o
próximo trecho. Contudo, quando se quer simplesmente separar os trechos (duas partes que
não tem nada a ver uma com a outra, indicadas geralmente por A, B, C...etc), usa-se duas
linhas finas que recebem o nome
de divisão de período.
Paus
Nota
a
Semibreve
Mínima
Semínima
Colcheia
Semicolch
eia
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Fusa
Semifusa
ACIDENTES
As notas podem ser alteradas através de Acidentes
Acident
Nome Alteração
e
dobrado
ou eleva a nota um tom
sustenido
Os acidentes fixos também são chamados de Armadura de Clave, e seguem uma ordem:
E a dos bemóis, é o inverso: (Si, Mi, Lá, Ré, Sol, Dó, Fá)
CLAVE DE DÓ
A Clave de Dó é comumente usada pela viola, e o dó principal é indicado pelo "meio" da
clave. Neste exemplo, é o que se localiza na terceira linha.
TRINADO
Trinado (ou Trilo) indica a execução alternada da nota (com o símbolo) com sua superior.
Rápida ou lenta, a execução deve ser igual e corresponder ao valor da figura, respeitando o
compasso.
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Notação Execução
QUIÁLTERAS
Chamamos de Quiálteras os grupos de figuras que modificam os valores padrões. No caso
das trêsquiálteras, há 3 figuras substituindo 2 da mesma espécie e das seisquiálteras, 6
substituindo 4 da mesma espécie. O grupo mais comum é a tercina, que tem 3 colcheias.
SÍNCOPE E CONTRATEMPO
Ambos Síncope e Contratempo significam deslocamento de um tempo forte para um tempo
fraco do compasso.
A diferença é que o contratempo é precedido e intercalado de pausas
E na síncope (que pode ser regular ou irregular), não. O tempo forte é transferido para a
nota no segundo tempo
(e prolongada para o terceiro tempo se for o caso, conforme mostra o exemplo abaixo), pois
no padrão, o segundo tempo é fraco.
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NOTAS ARPEJADAS
As notas arpejadas são indicadas com um sinal de ondas na vertical e devem ser tocadas
rápida e simultaneamente, como se fossem dominós caindo. Abaixo, temos um exemplo de
arpejo do final da peça n01 do livro "Invenção à Duas Vozes" de J.S. Bach.
Notação Execução
ORNAMENTOS
Appogiatura
Appogiatura
Duplicada
Mordente Superior
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Mordente Inferior
Gruppeto
A fermata ou coroa, é um sinal (escrito com um ponto e um arco em cima ou embaixo) que
indica prolongamento (interderminado) do som, à vontade.
E o Sinal de Oitava (8 ou 8va) indica que o determinado trecho, que estiver tracejado, deve
ser tocado uma oitava acima ou abaixo (conforme for indicado) do que está escrito.
INTERVALOS
O QUE É UM INTERVALO?
Um intervalo mede a distância entre duas notas. Para identificação, devemos verificar a
Classificação numérica e a quantidade de Tons e Semitons
CLASSIFICAÇÃO NUMÉRICA
+ 1/2 tom =
Maiore aumentado
s - 1/2 tom = menor
- 1 tom = diminuto
+ 1/2 tom =
Justo aumentado
s - 1/2 tom =
diminuto
Nem todos os intervalos de mesma classificação numérica tem o mesmo tamanho. É por
isso que precisamos verificar a quantidade de Tons e Semitons
TONS E SEMITONS
Usando-se o teclado para contar o número de semitons entre as notas, vemos que
intervalos com a mesma classificação numérica podem conter diferente quantidade de
semitons. Por exemplo, entre Dó e Ré temos um tom enquanto que entre Mi e Fá tem
somente um semitom.
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O mesmo ocorre com outros intervalos. Por exemplo, entre Ré e Fá existe 1 tom e 1/2 (ou 3
semitons) e entre Dó e Mi tem 2 tons (ou 4 semitons)
SEGUNDAS
2ª menor, 1 semitom
Identificando Segundas
ver a ordem das notas musicais (Dó, Dó#-Réb, Ré...etc..) lembrando que entre todas
as naturais (com exceção entre Mi-Fá e Si-Dó), há a distância de um tom.
Com isso em mente, contamos os semitons da seguinte maneira:
Se ambas as notas forem naturais (haverá 1 tom = 2 semitons), não precisamos contar o
número de semitons (sempre lembrando que entre Mi-Fá e Si-Dó temos um semitom). Se há
acidentes, podemos usar o seguinte método:
Imaginar as notas sem acidentes e determinar quantos semitons existem
TERÇAS MAIORES
Identificando Terças
Uma terça pode ser identificada analisando-se as segundas entre a nota mais alta e a mais
baixa e a nota do meio dentro da terça. Por exemplo, a terça Dó-Mi tem duas segundas: Dó-
Ré e Ré-Mi. Usando a seguinte tabela, podemos identificar a terça.
Seguindo este método, podemos dizer que a terça Dó-Mi é uma 3ª Maior, pois ambas
segundas
(Dó-Ré, Ré-Mi) são Maiores.
Se qualquer nota tem acidentes, podemos classificar o intervalo sem os acidentes e depois
analisar o efeito deles.
Exemplo: Láb-Dób
Como notas naturais: Lá-Si é uma 2ª Maior, Si-Dó uma 2ª menor e Lá-Dó uma 3ª
menor
QUARTAS
Quartas podem ser justas, aumentadas ou diminutas (veja tabela em classificação numérica)
Identificando Quartas
Quando se analisa o número de tons e semitons de uma quarta, devemos lembrar que:
o intervalo é uma 4ª justa se caso todas as notas forem naturais, com exceção da
quarta Fá-Si que é uma 4ª aumentada.
Se há devemos identificar o intervalo sem os acidentes e depois analisar o efeito que
causam.
Exemplo: Sol-Dó#
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QUINTAS
Quintas podem ser justas, aumentadas ou diminutas (veja tabela em classificação numérica)
Identificando Quintas
Quando se analisa o número de tons e semitons de uma quinta, devemos lembrar que:
O intervalo é uma 5ª justa se caso todas as notas forem naturais, com exceção da
quinta Si-Fá que é uma 5ª diminuta.
Se há acidentes devemos identificar o intervalo sem os acidentes e depois analisar os
efeitos.
Exemplo: Ré-Lá#
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SEXTAS
A maneira mais fácil de identificar a quantidade de tons e semitons de uma sexta é por
inversão do intervalo e classificar a terça resultante. Por exemplo, Dó#-Lá#
A inversão é Lá#-Dó#
SÉTIMAS
Identificando Sétimas
A maneira mais fácil de identificar a quantidade de tons e semitons de uma sétima é por
inversão do intervalo e classificar a segunda resultante. Por exemplo, Dó-Si
A inversão é Si-Dó
OITAVAS
Oitavas podem ser justas, aumentadas ou diminutas (veja tabela em classificação numérica)
INVERSÃO
Na inversão, coloca-se a nota mais baixa uma oitava acima ou a nota mais alta uma oitava
abaixo:
Nas tabelas abaixo, podemos ver em que o intervalo se transforma quando é invertido:
Interval Quando
o invertido
2ª 7ª
3ª 6ª
4ª 5ª
5ª 4ª
6ª 3ª
7ª 2ª
A inversão de intervalos é muito útil quando se está analisando sextas e sétimas assim
como para verificar se o intervalo foi classificado corretamente. Veja o tópico Identificando
pela inversão
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Exemplos de intervalos invertidos
O intervalo Mi-Réb é uma sétima diminuta e torna-se uma segunda aumentada quando
invertida:
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SIMPLIFICANDO ACIDENTES
Pode ser muito útil simplificar acidentes quando se está analisando um intervalo.
Se ambas as notas tem o mesmo tipo de acidente...
Se uma das notas tem um dobrado bemol e a outra um bemol...colocamos a nota com
bemol na forma natural e a com dobrado bemol com apenas um bemol. Novamente, a
quantidade de tons e semitons permanecerá a mesma. (Exemplo: quartas aumentadas)
CONSONANTE E DISSONANTE
Apesar de que este conceito tem mudado ao longo da história musical e mesmo hoje em dia
nem todos os especialistas concordam, as segundas e sétimas (por exemplo) são
classificadas como dissonantes e terças maiores/menores e oitava justas como consonantes
ENARMONICA
Notas, intervalos, escalas com a mesma tonalidade mas com nomes diferentes são
chamadas de enarmônicas.
ASCENDENTE E DESCENDENTE
Quando a segunda nota de um intervalo está acima da primeira nota, dizemos que é um
intervalo ascendente. Se caso a segunda nota estiver abaixo da primeira, então é um
intervalo descendente.
SIMPLES E COMPOSTO
Intervalos Simples não são maiores do que uma oitava, enquanto que intervalos
Compostos são.
MELÓDICO E HARMÕNICO
Em um intervalo harmônico, as notas são tocadas simultaneamente. E no intervalo
melódico, sucessivamente.
CROMÁTICO E DIATÔNICO
Em um semitom cromático, as notas tem o mesmo nome (ex: Lá e Lá#). E no intervalo
diatônico, as notas tem diferentes nomes (ex.: Lá e Sib).
TRÍTONO
UNÍSSONO
RELAÇÃO MATEMÁTICA
A nota Lá acima do Dó central, normalmente tem uma frequência de 440 ciclos por segundo
ou Hertz. Isso significa que vibra 440 vezes por segundo. Um Lá, uma oitava acima, tem a
frequência de 880 Hz, exatamente o dobro. A expressão matemática dessa relação é
880:440 ou 2:1. A seguinte tabela mostra outros exemplos, em ordem de consonante para
dissonante.
Relaçã
Intervalo
o
2:1 Oitava
3:2 Quinta
4:3 Quarta
5:4 Terça Maior
6:5 Terça menor
Segunda
9:8
Maior
Segunda
16:15
menor
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ESCALAS
As oitavas (veja intervalos) são igualmente divididas em doze notas. A escala é uma série
de notas selecionadas dentre essas doze. Devemos ressaltar também que a escala é a base
de qualquer música, a "régua musical" que permite ao músico construir seu mundo.
Cada uma dessas notas é um grau e cada grau tem seu próprio nome (veja mais adiante),
mas é também frequentemente designado por um número romano:
Duas escalas são distinguidas uma da outra pelo número de notas que tem e a distância
entre seus graus.
Por exemplo, sete diferente escalas podem ser construídas com sete notas naturais.
Cada uma dessas figuras mostra uma ordem característica de tons e semitons. A primeira é
uma escala maior, a segunda o terceiro modo gregoriano ou modo Frígio. Esses nomes
referem-se à estrutura específica de cada escala.
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Porém, para que se possa manter a ordem de tons e semitons (conforme mostrado na figura
com T e ST),
as notas são alteradas através de acidentes. Por exemplo, para se construir uma escala
Maior a partir da nota Ré, é necessário alterar o Fá e Dó um semitom acima.
Temos então a escala de Ré Maior. Na verdade existem infinitas escalas e podem ser
criadas enquanto se está compondo. Compositores tais como Claude Debussy, Olivier
Messiaen e Bela Bartok fizeram isso em sua época.
A ESCALA MAIOR
A Escala Maior tem 7 notas que são separadas por um tom, exceto entre os graus III-IV e
VII-VIII
A escala maior e a menor (veja mais adiante) são as mais comuns, tem sido usadas pelos
últimos 400 anos.
As escalas Maiores tem a sequência (abaixo) de tons (T) e semitons (ST), ou seja, somente
entre os graus III pra IV e VII pra VIII é que tem a distância de meio tom, os demais tem 1
tom de distância. Lembrando que, o VII grau é o mesmo que o I (a nota inicial).
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A ESCALA MENOR
Assim como a escala maior, a Escala menor tem 7 notas que são separadas por tons,
exceto entre os graus II-III e V-VI que tem meio tom de distância. A escala menor tem 3
tipos:
Pura: mesmos acidentes fixos da sua relativa maior tanto na ascendência como na
descendência.
Harmônica: tem os mesmos acidentes fixos da sua relativa maior e mais o 7º grau alterado
meio tom acima, tanto na ascendência como na descendência.
Melódica: tem os mesmos acidentes fixos da sua relativa maior, porém na ascendência tem
o 6º e 7º graus alterados e na descendência volta como uma escala pura.
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RELATIVAS
Para se encontrar a relativa menor de uma escala maior, pode-se contar 3 notas pra baixo a
partir do I grau da maior. Exemplo, da escala de Dó, contamos Dó-Si-Lá, então a relativa é
Lá menor.
E do contrário, quando se quer encontrar a relativa maior, pode-se contar 3 notas pra cima a
partir do I grau da menor. Mas não devemos esquecer os acidentes fixos. Exemplo, a escala
de Dó menor, contamos Dó-Ré-Mi, portanto a relativa é Mi bemol, não pode ser de Mi
porque na escala de Mi Maior o Dó é sustenido, então teria que ser Dó# menor.
ACIDENTES FIXOS
A escala de Dó maior e suas relativas menores de Lá, não tem nenhum acidente fixo. Mas
para se construir as outras escalas, é necessário que se use esses acidentes que aparecem
junto da clave, também chamados de "Armadura de Clave". Por exemplo, a escala de Sol
Maior tem o Fá#, uma música construída nessa escala, significa que todos os Fás devem
ser sustenidos. Se caso a pessoa queira que algum Fá seja natural, então deve colocar o
sinal de
bequadro (veja em acidentes) ao lado da nota.
Os acidentes fixos existem para que não seja necessário escrever tantas vezes o mesmo
acidente, e deve ser colocado entre a clave e os números que indicam o compasso.
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Cada acidente fixo está relacionado à uma escala maior e sua relativa menor. Com prática,
é possível memorizar os acidentes de cada escala. Lembre-se que a ordem dos sustenidos
é Fá, Dó, Sol, Ré, Lá, Mi, Si e a dos bemóis o inverso Si. Mi, Lá, Ré, Sol, Dó, Fá.
Sustenidos
Observse o que fica na frente e conte uma nota acima. Por exemplo, o acidente fixo é Fá, a
nota seguinte é Sol, então é escala de Sol Maior.
Ou senão, pode-se pensar assim: o sustenido da frente é o Fá, a nota que está meio tom
acima de Fá# é o Sol, portanto, escala de Sol Maior. Observe esses outros exemplos:
Bemóis
Com exceção da escala de Fá Maior que tem somente o Sib, observe o bemol que fica na
frente e o de trás. Exemplo, os bemóis são Si, Mi, Lá, Ré. O Ré é o da frente, o de trás é o
Lá, então é uma escala de Láb Maior.
Ou senão, pode-se contar a quarta nota abaixo, a partir da nota que é bemol na frente. O
mesmo citado acima, Si, Mi, Lá e Ré. O Ré é o da frente, então conta-se Ré-Dó-Si-Lá,
portanto escala de Láb Maior.
Outros exemplos:
No caso dos bemóis, passamos o 1º tetracorde para o segundo lado da pauta seguinte e
completamos o primeiro lado com as quatro notas abaixo:
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Além de referirmos aos graus das escalas maiores e menores por números romanos, os
seguintes nomes também podem ser usados. A tabela em cinza indica os termos atuais, em
que nomes se repetem.
A tabela em azul mostra os termos tradicionais, com nomes diferentes.
Grau Nome
I=
Tônica
VIII
Sub-
II
dominante
III Tônica
Sub-
IV
dominante
V Dominante
VI Tônica
VII Dominante
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Grau Nome
I=
Tônica
VIII
II Supertônica
III Mediante
IV Subdominante
V Dominante
Sudmediante /
VI
Superdominante
VII Sensível
TONALIDADE
MODOS GRAGORIANOS
Alguns teóricos usam nomes gregos tais como Dórico, Frigio, Lídio e Mixolídio para se referir
aos modos autênticos I, III, V e VII respectivamente. E para os modos plagais, o prefixo hipo
é adicionado ao nome da relativa autêntica: modo II torna-se modo Hipodórico, IV o
Hipofrigio..etc..
Esses modos foram esquecidos por vários séculos. Contudo, variações tem surgido e
usados novamente na música Clássica e também no Jazz. Abaixo estão os modos
gregorianos. Finais estão indicados com a letra F e dominantes com D.
Modos Autênticos
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Modos Plagais
MODOS DE JAZZ
Esses modos, que são variações dos modos gregorianos, são usados hoje em dia no Jazz e
foram usados no fim do século passado por compositores tais como Claude Debussy.
Alguns desses modos tem sobrevivido dentro da música folk em algumas regiões, este é o
caso do modo Frigio na música em Andaluzia (Espanha).
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ESCALA PENTATÔNICA
Conforme o nome diz, Escalas Pentatônicas são formadas de cinco tons (do grego
"pente"). Essas escalas são muito usadas em música folk em vários países. Compositores
clássicos como Claude Debussy e Maurice Ravel usaram em suas peças também.
Apesar de que qualquer escala formada de cinco tons pode teoricamente ser chamada de
pentatônica, as formas mais comuns são as seguintes:
ESCALA CROMÁTICA
Na Escala Cromática, as notas são separadas umas das outras por um semitom.
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Nas Escala de Tons inteiros, as notas são separadas uma das outras por um tom. Isso se
destaca no trabalho de Debussy.
A ESCALA DIMINUTA
Na Escala Diminuta, a distância entre as notas pode ser de um tom ou meio tom. O termo
diminuta vem do fato que os graus I, III, V e VII formam um acorde de sétima diminuta.
ACORDES
O QUE É UM ACORDE?
Três ou mais notas tocadas simultaneamente, formam um acorde. A nota sobre a qual o
acorde é formado, é chamada de fundamental. As outras notas são chamadas pelo grau que
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são em relação à fundamental, espeitando a respectiva escala. Neste exemplo, temos um
acorde de Dó Maior, Mi é o terceiro grau e Sol é o quinto grau.
Um acorde terá no mínimo três notas. As alterações ou adições são indicadas ao lado da
cifra. Eis abaixo, alguns dos acordes mais comuns e usados da escala de Dó Maior:
A cifra pode estar acompanhada de um destes símbolos acima.. Ambos indicam que o
acorde tem a tríadee mais o 7º grau. A diferença é que no caso do diminuto, deve-se abaixar
meio tom no 3º e 5º graus e 1 tom no 7º. No caso do meio diminuto, abaixa-se meio tom
tanto no 3º, 5º e 7º graus.
INVERSÕES
Um acorde está na posição fundamental quando a nota principal (fundamental) é a mais
baixa. Na primeira inversão, a nota mais grave é a terceira e na segunda inversão é a
quinta. No seguinte exemplo, vemos a tríade de C na posição original e em duas inversões
respectivamente:
Quanto mais notas o acorde tiver, mais inversões terá. Neste exemplo, vemos um acorde de
G7 (que indica a tríade + o 7º grau um semitom abaixo do que é na escala) e as inversões:
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TRÍADES
Tríades são acordes formados de três notas (1º, 3º e 5º graus) e podem ser
maiores, menores, aumentadas ou diminutas. Os exemplos seguintes mostram
a estrutura de cada um desses:
Tríades Maiores: 1º, 3º e 5º graus do jeito que são na respectiva escala (ou
relativo à intervalos, tem a Terça maior e quinta justa)
Tríades menores: 3º grau um semitom abaixo e 1º e 5º do jeito que são na respectiva escala
(ou sobre intervalos, tem a terça menor e quinta justa)
Tríades diminutas: 1º grau do jeito que é na escala, 3º e 5º graus um semitom abaixo (ou
relativo à intervalos, tem a terça menor e a quinta diminuta)
O seguinte exemplo mostra tríades que se formam usando notas de uma escala Maior:
Em todas as escalas maiores, as tríades formadas nos 1º/4º/5º graus são Maiores. As
formadas nos 2º/3º/6º graus são menores e as no 7º grau são diminutas.
A seguinte tabela mostra os graus da escala onde encontramos cada tipo de tríade:
IDENTIFICANDO TRÍADES
Usando seu conhecimento sobre intervalos, você pode identificar tríades rapidamente. Uma
maneira de fazer isso é classificar a terça e então a quinta. A seguinte tabela mostra a
combinação dos intervalos característicos de cada tipo de tríade:
aumenta aumenta
Maior
da da
Pode-se também identificar duas terças que constroem o acorde. A tabela abaixo mostra a
combinação dos intervalos característicos de cada tipo de tríade
1ª 2ª
Tríade Exemplos
Terça Terça
aumenta
Maior Maior
da
Acorde D ou Tríade Maior de D (Ré). Aqui, o acidente fixo indica escala de Sol Maior. O
acorde é formado no quinto grau da escala. Concluimos que são tríades maiores, pois são
construídas no quinto grau de
escalas maiores.
Acorde Cm (tríade de C com o terceiro grau meio tom abaixo) ou tríade menor de Dó. Neste
exemplo, o acidente fixo é da escala de Sib Maior. O acorde é formado no segundo grau.
Tríades construídas no segundo grau de escalas maiores são sempre tríades menores.
1. Observe que o acidente fixo é da escala de Lá Maior. Tríade construída no terceiro grau
de escala maior é uma tríade menor. Contudo, neste caso, a terça do acorde é uma terça
maior (pois Mi é sustenido na escala de C#). Portanto, é uma tríade maior.
ACORDES DE SÉTIMA
Adicionando-se uma terça à qualquer tríade, obtemos um Acorde de Sétima. Este acorde é
chamado assim porque forma um intervalo de sétima em relação à fundamental.
Acordes de Sétima podem ser constuídos em cada um dos graus das escalas maiores e
menores e identificados analisando-se a tríade e o intervalo de sétima que formam o acorde.
Conforme mostrado nesta tabela, sétimas dominantes são chamadas pelo nome do grau da
escala em que são formadas. O nome dado à maior, menor e sétima diminuta é determinado
pelo tipo de tríade e intervalo de sétima em que são construídas.
Esses são os acordes de sétima que podem ser formados usando-se uma escala Maior:
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Como há três tipos de escalas menores (puras, harmônicas e melódicas) há uma maior
variação de acordesde sétima nessas escalas.
Nas escalas menores harmônicas e melódicas, há dois tipos de sétimas que não
correspondem à nenhum nome aceito porque não são usados na música tradicional com
frequência. Nesses casos, o tipo de tríade e intervalo de sétima são usados para
classificação. Mais tarde, o nome sétima aumentada foi usado para o acorde formado por
uma tríade maior e uma sétima maior. Contudo, a maioria dos que estudam harmonia não
adotaram este termo.
Esta tabela mostra os graus das escalas onde podemos encontrar cada tipo de acordes de
sétima.
Escala Escala
Escala Escala menor
Acorde menor menor
Maior pura
harmônica melódica
7ª dominante V VII V IV, V
7ª Maior I, IV III, VI VI
7ª menor II, III, VI I, IV, V IV II
7ª diminuta VII
7ª meio diminuta VII II II VI, VII
Tríade aumentada, 7ª
III III
Maior
Tríade menor,
I I
7ª Maior
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IDENTIFICANDO ACORDES DE SÉTIMA
Por outro lado, o tipo de acorde pode ser identificado observando-se os acidentes fixos e o
grau em que o acorde é construído:
ACORDES DE NONA
Os mais comuns são construídos no grau dominante de escala menores assim como escala
maiores.
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Como é maior em escala maior e menor em escala menor, são chamadas de nona
dominante maior e nona dominante menor.
Conforme aparece nas antigas obras de Chopin, esse acorde é encontra do na forma de um
arpejo. Geralmente, esse acorde não é mencionando em discussões sobre harmonia.
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Devido à intensidade do som, uma ou mais notas são geralmente eliminadas desses
acordes. É também comum eliminar a terceira nota, particularmente em acordes de décima
primeira. A figura a seguir mostra esses acordes na peça de Claude Debussy chamada "La
fille aux cheveux de lin"
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Há pelo menos três tipos de sexta aumentada: a italiana, a francesa e a alemã. Esses
acordes são geralmente usados para se alcançar o acorde dominante ou da tônica em
segunda inversâo quando se executa uma cadência em escalas maiores e menores.
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A Sexta Italiana
No caso de escala maior, a terça do acorde deve também ser alterada e então terá as
mesmas alterações como na escala menor. O acorde é dito tirado da escala menor. Isso
também se aplica à outros acordes de sexta aum.
e sexta napolitana
A Sexta Francesa
A Sexta Alemã
Quando se usa um acorde de sexta napolitana em escala maiores, a quinta deve ser
abaixada meio tom para obter-se os mesmos acidentes do acorde como em escala menor.
Em seu livro "Traité d'analyse harmonique", o musicologista Jacques Chailley, diz que é
errado explicar a formação de acordes pela superposição de terças. De acordo com ele, a
formação dos acordes segue as séries harmônicas inconscientemente.
As séries harmônicas é um fenômeno físico que explica o timbre dos instrumentos dentre
outros aspectos. Quando você ouve um som, não está somente ouvindo esse som como
também uma série de sons entitulados harmônicas superimpostas nesse som. Quando Dó é
a nota base, a ordem das harmônicas é a seguinte:
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Assim é como acordes são criados em séries harmônicas. Tríades surgem com harmônica
4, acordes de sétima com harmônica 6 e acordes de nona com harmônica 8. Jacques
Chailley argumenta que tríades e outros acordes são formados pela superimposição das
harmônicas das séries na nota fundamental: 1 à 4 em caso de tríades, 1 à 6 em caso de
acordes de sétima e 1 à 8 em caso de acordes de nona.
Apesar que as idéias de Chailley são válidas, é conveniente manter em mente que acordes
são criados pela superposição de terças.
CIFRAS
Cifras no Jazz
Tríades Maiores
Tríades Menores
Tríades Diminutas
Tríades Aumentadas
Inversões
Para indicar uma inversão, acrescenta-se uma linha diagonal (barra) e especifica-se a nota
que deve ser tocada no baixo:
Era costume entre os compositores barrocos escrever a linha melódica do baixo - a ser
tocada por instrumentos como violoncelo, contrabaixo e a mão esquerda dos instrumentos
de teclado - acrescentando uma cifras que indicavam ao tecladista os acordes que deveriam
ser utilizados:
A seção escrita para os instrumentos que tocam este baixo e os instrumentos que a
executam harmonicamente, recebem o nome de baixo contínuo.
Este costume foi posteriormente abandonado, com os compositores preferindo escrever
exatamente o que deveria ser tocado. Contudo, o baixo cifrado continua sendo utilizado no
estudo da harmonia até os nossos dias.
Posição fundamental
Entretanto, para evitar de usar uma quantidade enorme de cifras que dificultariam a leitura e
posição fundamental se não houver qualquer cifra escrita. No exemplo seguinte, todos os
baixos sem cifras devem ser harmonizados com tríades na posição fundamental:
Algumas escolas utilizam a cifra para o acorde de VII grau, por ser um acorde com a 5ta
diminuta.
Na primeira inversão, usamos 6 e 3. Porém, geralmente se simplifica e se usa apenas o 6.
Por esta razão, estes acordes são conhecidos como acordes de sexta:
Primeira inversão
Na segunda inversão usamos 6 e 4, e não se simplifica a cifra. Estes acordes também são
conhecidos pelo nome de sexta e quarta ou de quarta e sexta:
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Segunda inversão
Algumas escolas precedem o 4 de um acorde de VII grau com o sinal +, já que esta 4ª é a
sensível da tonalidade.
Caso seja necessário especificar uma alteração (que não aparece na armadura de clave),
escreve-se a alteração antes ou depois da cifra correspondente à nota afetada por ela. Se a
alteração aparece sozinha, ela é aplicada na 3ª, com relação ao baixo. Temos alguns
exemplos a seguir:
Sétimas Maiores
Acrescenta-se Maj7, 7 ou :
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Sétimas Menores
Acrescenta-se min7, m7 ou -7:
Sétima Diminuta
Acrescenta-se dim7 ou o7:
Acrescenta-se 7, ou m7(b5):
Inversões
Assim como nas outras tríades, para indicar uma inversão, acrescenta-se uma linha
diagonal (barra) e se especifica a nota que devemos tocar no baixo:
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Assim como no caso das tríades, podemos usar as mesmas cifras para qualquer acorde de
sétima (para mais informações, veja Cifras das Tríades no Baixo Contínuo).
A cifra completa do acorde de Sétima de Dominante aparece sob o primeiro exemplo. No
segundo exemplo ele aparece simplificado e como é geralmente utilizado:
Posição Fundamental
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Primeira Inversão
Segunda Inversão
Terceira Inversão
Algumas escolas usam uma cifra diferente para os acordes de 7ª de dominante, 7ª diminuta
e 7ª de sensível:
Sétima de Dominante
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Sétima Diminuta
Sétima de Sensível