0% acharam este documento útil (0 voto)
106 visualizações35 páginas

Teorias de Inteligência Psicológica

Este documento discute várias teorias sobre inteligência, incluindo as teorias dos dois fatores de Charles Spearman e Louis Thurstone, a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, a inteligência emocional e social, e as teorias de Robert Sternberg e Raymond Cattell.

Enviado por

Laura Tscheika
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
106 visualizações35 páginas

Teorias de Inteligência Psicológica

Este documento discute várias teorias sobre inteligência, incluindo as teorias dos dois fatores de Charles Spearman e Louis Thurstone, a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner, a inteligência emocional e social, e as teorias de Robert Sternberg e Raymond Cattell.

Enviado por

Laura Tscheika
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS

CENTRO DE CIÊNCIAS DA VIDA

FACULDADE DE PSICOLOGIA

GABRIELLI CASSEMIRA DE OLIVEIRA E SILVA

JOÃO AURÉLIO FERNANDES BEROL DA COSTA

JÚLIA GOMES COELHO

LARYSSA OLIVEIRA

LAURA TSCHEIKA

INTELIGÊNCIA

CAMPINAS

2021
GABRIELLI CASSEMIRA DE OLIVEIRA E SILVA

JOÃO AURÉLIO FERNANDES BEROL DA COSTA

JÚLIA GOMES COELHO

LARYSSA OLIVEIRA

LAURA TSCHEIKA

INTELIGÊNCIA

Trabalho apresentado como exigência


parcial para aprovação da disciplina de
Fenômenos e Processos Psicológicos B
prática, ministrada no segundo período da
Faculdade de Psicologia da Pontifícia
Universidade Católica de Campinas.

Orientador (a): Prof (a) Ana Carolina Lemos


Pereira

Monitores: Isadora Muller Moura e Maria


Luísa Tessarollo Xavier

CAMPINAS

2021
3

[Link]ÇÃO

Os processos de raciocínio levam a grandes ideias e descobertas


criativas, porém, outras vezes, levam a decisões ruins. Absolutamente, algumas
pessoas conseguem usar melhor o conhecimento do que outras, e elas são
consideradas inteligentes. Deste modo, a inteligência é a capacidade de usar os
conhecimentos para argumentar, tomar decisões, dar sentido aos
acontecimentos, resolver problemas, compreender ideias complexas, aprender
rapidamente e adaptar-se aos desafios ambientais. (GAZZANIGA, 2018).

Alguns psicólogos veem a inteligência como uma capacidade geral de


entendimento e raciocínio que se expressam de várias maneiras. Porém, para
outros, os testes de inteligência exemplificavam várias habilidades mentais que
independem de outras. Para obter informações mais precisas sobre os tipos de
inteligência é preciso fazer uma análise fatorial, sendo essa uma técnica
estatística que examina correlações entre vários testes, buscando por fatores
comuns, isto é, um fator geral. (ATKINSON; HILGARD, 2012).
O psicólogo Charles Spearman apresentou a teoria dos dois fatores de
inteligência, conhecida também como teoria bi-fatorial, que se resumiria a essa
inter-relação entre funções sensoriais simples. Assim, durante a resolução de um
problema, dois tipos de fatores estariam presentes: um fator de inteligência geral,
o fator g e os fatores específicos, fatores s. O fator geral, incluído a todas as
atividades intelectuais, representaria uma espécie de energia, com base
neurológica, apto a ativar a realização de trabalhos intelectuais. Logo, os fatores
específicos seriam referentes a uma tarefa específica, retratando particularidades
de cada instrumento. (SCHELINI, 2005).
Outra importante teoria dos dois fatores foi oferecida por Louis
Thurstone. O psicólogo acreditava que as correlações entre os testes não eram
altas o suficiente para se determinar um fator geral. Em sua opinião, a
correspondência era baixa, o que indicaria a estimação de diversos fatores
bastante independentes, os fatores específicos. Thurstone, ao utilizar do método
da análise fatorial, propôs a existência de fatores independentes, sendo ao todo
4

nove capacidades mentais primárias, como S- espacial; P- percentual; N-


numérica; V- verbal; M- memória; W- palavras; I- indutiva; R- raciocínio; D-
dedutiva. (SCHELINI, 2005).
Contudo, Raymond Cattell, analisando as correlações primárias de
Louis e o fator g da teoria de Spearman, observou a existência de dois fatores
gerais. Então, John Horn, anos depois, confirmou os estudos de Cattell e os
fatores gerais passaram a ser chamados de "inteligência fluida e cristalizada".
(SCHELINI, 2005).

Howard Gardner foi o criador da teoria de inteligências múltiplas, ele as


criou com o objetivo de um desafio direto para a visão clássica da inteligência
como uma capacidade de raciocínio lógico. Ele ficou impressionado com a
variedade dos papéis de adultos em culturas distintas, papéis que dependem de
uma variedade de dons e habilidades ainda são igualmente importantes para um
funcionamento bem sucedido nas culturas. (ATKINSON; HILGARD, 2012)

Gardner ressalta que a inteligência não é algum tipo de bem dentro da


cabeça, mas sim “um potencial, cuja presença permite a um indivíduo ter acesso
a formas de pensamento apropriadas para os tipos específicos de conteúdo”.
(ATKINSON; HILGARD, 2012)

Cattel argumentou que dois tipos de inteligência contribuem para g.


outros pesquisadores descreveram inúmeros tipos de inteligência. Howard
Gardner propôs que as pessoas podem ser inteligentes de inúmeras maneiras,
podendo ser musicalmente ou atleticamente talentosos. De acordo com Gardner,
cada indivíduo tem um padrão único de inteligências, e ninguém deve ser visto
como mais inteligente que outro, mas sim apenas talentosos de maneiras
diferentes. Alguns psicólogos acreditam que esse ponto de vista se parece com
uma filosofia de bem-estar, com pouca base na realidade. No entanto, os testes
de inteligência padrão podem deixar de capturar os tipos de pessoas que são
extremamente “inteligentes na teoria”, mas tem problemas no mundo real pois
carecem de senso prático e habilidades sociais. (GAZZANIGA E HEATHERTON,
2003)
5

De acordo com a teoria das inteligências múltiplas de Gardner existem


sete tipos diferentes de inteligência, independentes umas das outras, e cada uma
opera como um sistema separado no cérebro, de acordo com suas próprias
regras. São elas: linguística, musical, lógico-matemática, espacial, corporal-
cinestésica, intrapessoal e interpessoal. Ele analisa cada tipo de inteligência a
partir de vários pontos de vista. Como por exemplo, determinados tipos de danos
cerebrais podem prejudicar um tipo de inteligência, mas não outro. Pessoas
normais podem aplicar todas as inteligências em alguma proporção, cada
indivíduo é caracterizado por uma combinação única de inteligências
relativamente mais fortes ou mais fracas, o que explica as diferenças individuais.
(ATKINSON; HILGARD, 2012)

A inteligência emocional é composta por quatro habilidades, sendo


elas: gerenciamento de emoções, uso das próprias emoções para orientação de
pensamentos e ações, reconhecimento das emoções alheias e compreensão da
linguagem emocional (Salovey & Grewel, 2005; Salovey & Mayer, 1990). Aqueles
ricos em inteligência emocional reconhecem as experiências emocionais em si
mesmos e nos outros, assim, respondendo essas emoções de forma produtiva.
Ela está correlacionada com a qualidade das relações sociais (Reis et al., 2010),
e aqueles mais ricos de inteligência emocional lidam melhor com os desafios dos
exames universitários (Austin, Saklofske, & Mastoras, 2010). Desta mesma
maneira há alguns críticos que questionam se a inteligência emocional é
realmente um tipo de inteligência ou se estende a definição de inteligência. Seja
ela ou não um tipo de inteligência é comprovado que ela é vantajosa para aqueles
que a possuem. (GAZZANIGA E HEATHERTON, 2003)

O psicólogo americano Robert Sternberg acreditava que o sucesso


envolvia mais do que a inteligência tradicional e assim, propôs a “teoria triárquica”
de três inteligências. A primeira, conhecida como inteligência analítica, está ligada
à resolução de problemas acadêmicos e é avaliada a partir de testes que
apresentam problemas bem definidos com uma única resposta correta, um
exemplo, são os testes que predizem as notas escolares. A segunda, conhecida
como inteligência criativa, é mostrada quando ocorre uma adaptabilidade a
situações inéditas e ao se gerar novas ideias. A terceira e última, conhecida como
6

inteligência prática é necessária para tarefas cotidianas, que podem ser mal
definidas, com múltiplas soluções, por exemplo, executivos são medidos a partir
de um teste que mede a capacidade de escrever memorandos eficazes, motivar e
compreender pessoas, delegar tarefas e responsabilidades e promover a própria
carreira. Os escores dos executivos deste teste, quando são relativamente altos,
tendem a ganhar salários altos e receber avaliações de desempenho acima da
média. (MYERS; DEWALL, 2017).

Assim, para Sternberg, as habilidades múltiplas podem contribuir para


o sucesso e variedades de talento que acrescentam para a vida. Além disso, sua
inteligência é um grande desafio para educação, pois sob suas influências, os
professores têm sido treinados para avaliar essa variedade e aplicam várias
teorias de inteligência nas salas de aula. (MYERS; DEWALL, 2017).

A sintonia de uma pessoa com os outros também é considerado um


sinal de inteligência, essa conhecida como inteligência social que é definida como
a experiência envolvida nas situações sociais e no autogerenciamento bem-
sucedido. Assim, pessoas com alta inteligência social são capazes de ler as
situações sociais como um meteorologista lê o tempo, ou seja, com facilidade
para tal. (MYERS; DEWALL, 2017).

A inteligência emocional, um aspecto específico da inteligência social,


consiste em quatro capacidades. Perceber emoções, por exemplo, reconhecê-las
na música, em rostos e em histórias, entender emoções, de tal maneira que são
previstas e como elas se modificam e se misturam, gerenciar emoções, como
exemplo, saber como expressá-las em variadas situações e por fim, usar
emoções, de modo a permitir o pensamento adaptativa ou criativo. No geral,
pessoas emocionalmente inteligentes são socialmente conscientes e
autoconscientes assim conseguem uma interação de qualidade superior com
amigos, família e acabam por evitar os sentimentos de raiva, ansiedade e
depressão, além de saberem o que dizer para consolar um amigo triste, incentivar
um colega, gerenciar um conflito e até mesmo saem melhores no trabalho. Assim,
elas costumam ter sucesso na carreira, no casamento e nas situações de
parentalidade, pois os quatro componentes predizem o sucesso social. (MYERS;
DEWALL, 2017).
7

Porém, um aspecto importante para análise, é que alguns estudiosos


receiam que a inteligência emocional leve o conceito de inteligência longe demais.
Estendendo a “inteligência” para englobar tudo aquilo que é prezado pode fazer
com que ela acabe perdendo o sentido. (MYERS; DEWALL, 2017).

Schelini (2006) conta que:

“Em 1942 Raymond Cattell, analisando as correlações entre as


capacidades primárias de Thurstone e o fator g da teoria bi-fatorial
de Spearman, constatou a existência de dois fatores gerais. Alguns
anos depois, John Horn confirmou os estudos de Cattell e os
fatores gerais passaram a ser designados como “inteligência fluida
e cristalizada”. A inteligência fluida (Gf –fluid intelligence) está
associada a componentes não-verbais, pouco dependentes de
conhecimentos previamente adquiridos e da influência de aspectos
culturais. As operações mentais que as pessoas utilizam frente a
uma tarefa relativamente nova e que não podem ser executadas
automaticamente representam Gf. Além disso, a inteligência fluida
é mais determinada pelos aspectos biológicos.”(SCHELINI, 2006,
p. 324 apud HORN, 1991; MCGREW,1997).

“E a inteligência cristalizada (Gc – crystallized intelligence)


representa tipos de capacidades exigidas na solução da maioria
dos complexos problemas cotidianos, sendo conhecida como
“inteligência social” ou “senso comum” (Horn, 1991). Esta
inteligência seria desenvolvida a partir de experiências culturais e
educacionais, estando presente na maioria das atividades
escolares.”(SCHELINI 2006, p. 324 apud HORN, 1991).

Talvez por estar relacionada à experiência cultural, a inteligência


cristalizada tende a evoluir com a idade, ao contrário da fluida que parece declinar
após os 21 anos, devido à degradação gradual da estrutura fisiológica. (Brody,
2000; Cattell, 1998)
8

Embora desenvolvida a partir da experiência educacional e apareça na


maioria das tarefas escolares, a inteligência cristalizada não pode ser entendida
como sinônimo de desempenho escolar. Esse achado é resultado de uma
pesquisa de análise fatorial, cujos resultados mostram que, quando um único fator
é formado, a medição das habilidades relacionadas à leitura, matemática e escrita
não podem ser incluídas na medição do conhecimento da verbal (como testes de
vocabulário e de informação). Além disso, a curva relacionada à medição da
inteligência cristalizada é diferente da curva relacionada à leitura e matemática,
indicando uma diferença conceitual entre GC e essas habilidades acadêmicas.
(McGrew, Werder, & Woodcock, 1991; Woodcock, 1990)
As relações entre Gf, Gc e a realização acadêmica não seriam
estáveis, segundo Cattell (1987), variando de acordo com fatores individuais,
incluindo o desenvolvimento neurológico e os anos de escolaridade. Ainda de
acordo com Cattell, no início da infância Gf e Gc seriam proximamente
relacionadas, mas começaram a divergir no final da infância e na adolescência.

O modelo mais atual de psicométrica da inteligência John Carroll


propôs uma estrutura hierárquica para a compreensão das capacidades
cognitivas. A Teoria das Três Camadas, que separa as capacidades por meio de
três diferentes camadas: a camada I de capacidades específicas, a II, formada
por habilidades mais amplas ou gerais; e a III, relativa à ideia de inteligência geral.
(SCHELINI, 2005)

O modelo das Capacidades Cognitivas de Cattell–Horn-Carroll (CHC)


estabelecem a existência de dez habilidades gerais apresentadas na camada II,
entre elas: Conhecimento quantitativo (Gq), memória a curto prazo (Gsm),
processamento visual (Gv), processamento auditivo (Ga), armazenamento e
recuperação associativa a longo prazo (Glr), velocidade de processamento
cognitivo (Gs), tempo/ velocidade de decisão/reação (Gt) e leitura-escrita (Grw).
Cada fator geral da camada II é formado por fatores específicos, estabelecidos na
camada I. Desse modo, o fator geral de inteligência fluida (Gf), por exemplo, é
composto pelos fatores específicos de raciocínio sequencial geral ( RG), indução
(I) , raciocínio quantitativo (RQ), raciocínio piagetiano (RP), velocidade de
raciocínio (RE), mas com destaque para as inteligências cristalizadas ( Gc ):
9

Habilidade de resolver problemas novos e abstratos, que não são ensinados. E


inteligência fluida (Gf): Habilidade de resolver problemas que está relacionada aos
conhecimentos adquiridos por meio do ensino formal ou de outras experiências da
vida. (SCHELINI, 2005)

Segundo o modelo cognitivista dentro da psicologia, para compreender


melhor o comportamento humano é preciso entender como os indivíduos pensam,
sendo o foco principal dos estudos na área cognitivista (STERNBERG, 2008). O
modelo cognitivista é unidirecional e dirigido para o processo cognitivo. Em
oposição ao modelo hierárquico, voltado para a multidimensionalidade da
inteligência, este modelo cognitivista enfatiza o mapeamento e detalhamento das
operações a partir de testes psicométricos, considerando a avaliação da atenção,
do tempo e do planejamento da ação. O processo é voltado a eficiência e rapidez,
modos de representação mental, base de conhecimento e combinação dos
processos mentais. (PRIMI, 2003).
Os modelos da inteligência são classificados em três vertentes, sendo
a psicométrica, ou fatorial, a desenvolvimentalista e a da abordagem do
processamento humano de informação. A psicométrica define as estruturas da
inteligência e sua organização, tornando vulnerável às críticas, pois não seria o
processo cognitivo a levar ao resultado, mas sim apenas uma análise em cima do
produto. A desenvolvimentalista é voltada a óptica de Piaget e Vigotsky, que
explora definir as estruturas da inteligência e sua dinâmica no decorrer do
desenvolvimento, oferecendo grandes avanços ao descrever o processamento
cognitivo e relacioná-lo aos diversos estágios do desenvolvimento. Entretanto, a
resposta mais notável a conduta psicométrica foi a do processamento de
informação, que a partir da década de 60, deu início a uma variedade de estudos
investigando os processos cognitivos incluídos na resolução dos testes
tradicionais usados pela psicometria. Sucessivamente esta abordagem incorpora-
se aos estudos da neurologia, dando origem a neurociência cognitiva. (PRIMI,
2001).

A inteligência linguística é a capacidade de comunicação oral,


juntamente com mecanismos dedicados à fonologia (sons do discurso, sintaxe
(gramática), semântica (significado) e pragmática (implicações e usos da
10

linguagem em vários cenários) (ATKINSON; HILGARD, 2012). Essa inteligência


consiste na capacidade de utilizar as palavras de forma eletiva, seja oralmente, ou
por escrito, é um potencial que revela a capacidade do indivíduo de aprender
noções dos códigos linguísticos, guardá-los na memória e aplicá-los
criativamente. Ela engloba a capacidade de manipular a sintaxe ou a estrutura de
linguagem, a semântica ou os significados da linguagem, e as dimensões
pragmáticas, incluindo assim, o saber fazer uso da retórica (uso da linguagem
para convencer), da explicação, da metalinguagem (uso da linguagem para falar
dela mesma) e da mnemônica (uso da linguagem para lembrar informações).
(ARMSTRONG, 2001).

A inteligência lógico-matemática é a habilidade de usar e apreciar


relações na ausência de ação ou de objetos concretos, isto é, o apresentar de um
pensamento abstrato (ATKINSON; HILGARD, 2012). Essa inteligência consiste
na capacidade de usar os números de forma efetiva e raciocinar bem. Incluindo
sensibilidade e padrões e relacionamentos lógicos, afirmações e proposições,
funções e outras abstrações relacionadas. Assim, dentro dos processos utilizados
por essa inteligência estão: categorização, classificação, inferência,
generalização, cálculo e testagem de hipóteses. Brennad e Vasconcelos definem
de modo que um tipo de inteligência que se revela na capacidade mental do
humano de armazenar em sua memória informações de representações de
quantidade e de aplicar essas informações no cotidiano, solucionando problemas.
Segundo Gardner, essas soluções são formuladas de forma rápida pela mente e
apresentam coerência antes mesmo de serem representadas materialmente.
(ARMSTRONG, 2001).

Concluindo, então, várias teorias propõem inteligências múltiplas, que


já foram citadas anteriormente (GAZZANIGA E HEATHERTON, 2003). A ideia de
inteligência é complexa e ainda está a ser definida. Entender seu início, como
funciona e se desenvolve é o estudo de muitos pesquisadores de diversas áreas
do conhecimento, sendo psicologia, neurociência, filosofia, entre outras. A
inteligência humana não significa apenas uma representação de alguma atividade
mental humana ou a capacidade de executá-la. É um conceito amplo e
11

diversificado que abrange não apenas funções cerebrais, mas o funcionamento


de toda estrutura corporal e psicológica do ser humano. (SOBRAL, 2012).

2. OBJETIVO GERAL

- Avaliar e comparar o perfil dos participantes quanto às


Inteligências Múltiplas, sendo elas: linguísticas, lógico-matemática, visuo-
espacial, corporal cinestésico, musical, interpessoal e intrapessoal;
- Elaborar um instrumento para avaliar um dos sete tipos de
inteligências múltiplas
- Comparar o desempenho dos participantes a partir da
aplicação do instrumento elaborado pelo grupo;
- Relacionar os resultados obtidos no experimento com o
referencial teórico sobre inteligência

3.MÉTODO

3.1 SITUAÇÃO

Em virtude da retomada das aulas presenciais práticas na PUC, os


experimentos foram realizados com os alunos da disciplina de FPP B prática em
dois dias. É importante ressaltar que todas as medidas contra a COVID-19 foram
tomadas, portanto, durante todos os experimentos, os participantes usavam
máscaras e de vez em quando passavam álcool em gel.

A primeira parte, ocorreu dia 19 de outubro de 2021, sendo aplicado o


inventário de inteligências múltiplas de Howard Gardner proposto pela professora
Ana Carolina Lemos Pereira a partir de um formulário no Google. O experimento
ocorreu na sala A31 no prédio BL A na PUC Campinas, o ambiente estava quente
e as janelas estavam abertas assim entrando luminosidade e uma brisa além das
luzes estarem acesas, algumas conversas paralelas eram escutadas, os
participantes fizeram uso do próprio celular para responder às questões.

A segunda parte ocorreu dia 9 de novembro de 2021, onde foram


realizados dois experimentos relacionados às inteligências lógico-matemática e
linguística proposta pelo grupo. Ambos os experimentos ocorreram na sala A31
no prédio BL A na PUC Campinas, o ambiente também estava quente, as janelas
12

estavam abertas assim entrando luminosidade e uma brisa além das luzes
estarem acesas, algumas conversas paralelas eram escutadas. No experimento
da inteligência linguística, o qual ocorreu primeiro, foram distribuídas provas de
interpretação para os participantes que responderam usando suas próprias
canetas, sentados nas cadeiras. E por fim, no experimento de lógico-matemático
foram distribuídos uma folha com um enigma matemático para cada participante
que responderam usando suas próprias canetas, sentados na cadeira também.
No final dos dois experimentos, as folhas foram recolhidas pelo grupo e corrigidas
para análise dos resultados.

PRIMEIRA PARTE: Inventário de Inteligências Múltiplas de Howard Gardner

3.2 PARTICIPANTES

3.2.1 Participantes do Inventário de Inteligências Múltiplas de Howard


Gardner

(P1) J. A. F. B. C; 19 anos; Masculino

(P2) G. G. P.; 19 anos; Feminino

(P3) L. T. P; 18 anos; Feminino

(P4) L. O; 18 anos; Feminino

(P5) L. B; 19 anos; Feminino

(P6) G. C. O. S; 19 anos; Feminino

(P7) J. C. C; 18 anos; Feminino

(P8) L. G; 18 anos; Feminino

(P9) L. B. L; 19 anos; Feminino


13

(P10) J. F. G; 18 anos; Feminino

(P11) J. G. C: 20 anos; Feminino

(P12) L. R. S; 19 anos; Feminino

(P13) L. P. L. S; 20 anos; Feminino

(P14) G. N. N: 20 anos; Feminino

(P15) L. C; 21 anos; Feminino

(P16) L. M. M; 18 anos; Feminino

3.3 Material

- Inventário de Inteligências Múltiplas de Howard Gardner (ANEXO A);

O teste de Inteligências múltiplas consiste em uma lista de


setenta questões para serem respondidas, relacionadas a sete
inteligências propostas pelo teste, sendo elas, linguística, lógico
matemática, visual espacial, corporal cinestésica, musical, interpessoal e
intrapessoal, com uma das seguintes cinco alternativas: (1) não se parece
comigo; (2) parece pouco comigo; (3) mais ou menos parecido comigo; (4)
parece comigo; (5) parece muito comigo.

3.4 Procedimento

Inicialmente o experimentador (professora) aplicou o Inventário


de Inteligências Múltiplas de Howard Gardner no grupo de alunos.

No segundo momento, o experimentador dividiu a sala em 7


grupos e cada grupo ficou responsável em elaborar um instrumento que
avalie um dos sete tipos de inteligência de Howard Gardner, sendo eles:
inteligência linguística, lógico matemática, visual espacial, corporal
cinestésica, musical, interpessoal e intrapessoal.
14

[Link]

4.1 Critérios de correção

4.1.1 Critério de correção do Inventário de Inteligências Múltiplas de Howard


Gardner

O Teste de inteligências múltiplas é formado por 70 afirmações,


sendo 10 afirmações de cada uma das sete inteligências propostas pelo teste,
sendo elas, linguística, lógico matemática, visuo espacial, corporal cinestésica,
musical, interpessoal e intrapessoal. Os participantes atribuíram um nível de
concordância de 1 a 5, sendo 1 "não parece nada comigo", 2 "parece pouco
comigo", 3 "mais ou menos parecido comigo", 4 "parece comigo" e 5 "parece
muito comigo".

Para contagem da pontuação, as afirmações foram divididas de acordo


com cada inteligência, das letras A a G, sendo respectivamente, linguística, lógico
matemática, visuo espacial, corporal cinestésica, musical, interpessoal e
intrapessoal. Após a divisão das afirmações, foi somado pelo experimentador os
valores atribuídos a cada afirmação a um valor final, entre 10 e 50 pontos para
cada tipo de inteligência

4.2 Resultados do Inventário de Inteligências Múltiplas de Howard Gardner

PARTIC A B C D E F G
IPANTE
S

P1 34 32 45 29 16 34 35

P2 29 29 40 44 36 36 45

P3 27 20 32 24 32 36 29

P4 32 26 34 32 27 32 38

P5 28 21 28 31 19 33 23

P6 29 31 32 30 33 39 30

P7 31 26 34 39 29 32 36

P8 37 21 33 27 35 44 33
15

P9 34 43 33 34 34 39 29

P10 38 29 36 37 25 45 45

P11 30 24 28 29 27 37 28

P12 32 21 39 35 29 35 28

P13 43 33 44 45 30 36 35

P14 41 45 46 43 38 37 40

P15 26 35 34 27 29 21 41

P16 32 26 30 33 27 21 30

Total de 523 462 568 539 466 560 545


pontos

Média 32,69 28,88 35,50 33,69 29,13 35,00 34,06

A tabela apresenta a comparação da pontuação obtida pelos


participantes acerca dos sete tipos de inteligência. É possível observar que a
média variou entre 28,88 e 35,50, sendo a maior pontuação obtida pela
inteligência C (inteligência visuo-espacial) com 568 pontos e a menor, obtida pela
inteligência B (inteligência lógico-matemática) com 462 pontos.

As inteligências com maiores pontuações foram C; E; G,


respectivamente sendo Inteligência Visuo-espacial, Inteligência Musical e
Inteligência Intrapessoal.

Gráfico 1. Comparação das médias dos participantes obtidas pelo


Questionário de Inteligências Múltiplas.
16

O Gráfico 1 mostra a média de pontos obtida pelos participantes para cada uma
das sete inteligências propostas pelo Questionário (Inventário) de Inteligências
Múltiplas.

É possível observar que a inteligência em que os participantes


obtiveram menor pontuação média foi a lógico-matemática com 28,8 pontos. Por
outro lado, a inteligência com maior pontuação média foi a visuo-espacial, onde
os participantes obtiveram 35,5 pontos médios.

SEGUNDA PARTE: Instrumentos elaborados pelo grupo a fim de medir a


inteligência linguística e lógico-matemática dos participantes.

5. PARTICIPANTES

5.1. Participantes do Instrumento elaborado pelo grupo

(P1) L. M. M; 18 anos; Feminino

(P2) L. R. S; 20 anos; Feminino


17

(P3) G. N. N; 20 anos; Feminino

(P4) J. C. C; 18 anos; Feminino

(P5) L.P; 20 anos; Feminino

(P6) T. L; 18 anos; Feminino

(P7) L.B.L; 19 anos; Feminino

(P8) L.B; 19 anos; Feminino

(P9) J.F.G; 18 anos; Feminino

(P10) L.G; 18 anos; Feminino

(P11) G.G.P; 19 anos; Feminino

5.2 Material

- Instrumento elaborado pelo grupo (ANEXO B).

O instrumento elaborado pelo grupo para testar a inteligência


linguística consiste em uma pequena prova contendo duas questões de
interpretação de texto com alternativas contendo apenas uma correta em ambas
perguntas.

Logo, o instrumento para testar a inteligência lógico-matemática


consiste em uma charada a qual é preciso descobrir os valores numéricos das
imagens apresentadas para resolver a equação final, sendo possível assinalar a
alternativa correta da questão. No final do enigma há um campo para o
preenchimento dos valores descobertos a fim de analisar erros e acertos.

5.3 Procedimento

O primeiro teste a ser realizado foi o de inteligência linguística, o qual


foi impresso e distribuído a cada aluno presente em sala de aula. Antes de dar
início ao teste, foi explicado o funcionamento das questões a serem respondidas
18

e anunciado um tempo de cinco minutos para concluir. Dado então as instruções,


o tempo foi programado pelo grupo aplicador até que todos os participantes
terminassem e o instrumento fosse recolhido.

Seguindo com o experimento, o segundo teste a ser aplicado foi o de


inteligência lógico-matemática, que de maneira igual foi impresso e distribuído
com a folha virada para baixo para cada aluno. Diante da situação, os
participantes receberam as instruções de que precisam resolver o enigma em
cinco minutos e colocar todas as respostas no papel. Enfim, o tempo foi
programado pelo grupo aplicador e os testes foram recolhidos.

6. RESULTADOS

6.1 Critérios de correção

6.1.1 Critério de correção do Instrumento elaborado pelo grupo

Para cada um dos testes aplicados de ambas inteligências obtidas pelo


grupo, foi separada 1 ponto. O instrumento de inteligência linguística foi dividido
em duas questões de interpretação de texto, com o valor total de 2 pontos. O
instrumento de inteligência lógico-matemática foi resolvido em apenas um enigma
valendo um ponto. Portanto, a correção foi concluída de maneira simples,
contando com acertos ou erros dos participantes e dando suas respectivas notas.

6.2 Resultado do Instrumento elaborado pelo grupo

Tabela 2. Resultados obtidos pelos participantes referentes a inteligência


linguística por meio de um instrumento elaborado pelo grupo

PARTICIPANTES ACERTOS ERROS

P1 2 0

P2 2 0

P3 2 0

P4 2 0

P5 2 0
19

P6 2 0

P7 2 0

P8 2 0

P9 2 0

P10 2 0

P11 2 0

TOTAL DE PONTOS: 22 0

MÉDIA: 2 0

A tabela 2 apresenta uma comparação entre os acertos e erros obtidos


pelos participantes acerca do experimento de inteligência linguística. É notório
que não ocorreram erros nesse experimento e todos os participantes foram
capazes de acertar as duas questões assim totalizando 22 pontos, portanto, a
média de acerto foi justamente 2.

GRÁFICO 2. Comparação das médias obtidas pelos participantes por meio


de um instrumento elaborado pelo grupo

O gráfico 2 mostra a média dos acertos e erros obtidas pelos


participantes no experimento de inteligência linguística.
20

Tabela 3. Resultados obtidos pelos participantes referentes a inteligência


lógico-matemática por meio de um instrumento elaborado pelo grupo

PARTICIPANTES ACERTOS ERROS

P1 0 1

P2 0 1

P3 0 1

P4 0 1

P5 0 1

P6 0 1

P7 0 1

P8 0 1

P9 0 1

P10 0 1

P11 1 0

TOTAL DE PONTOS: 1 10

MÉDIA DE PONTOS: 0,09 0,90

A tabela 3 apresenta uma comparação entre os acertos e erros obtidos


pelos participantes acerca do experimento lógico-matemático. É possível observar
que apenas 1 participante acertou assim o total de pontos foi apenas um e a
média foi de 0,09 acertos, em compensação, quase todos os participantes
erraram, assim, o total de pontos foram 10 e a média de erros foi de 0,90.

GRÁFICO 3. Comparação das médias obtidas pelos participantes por meio


de um instrumento elaborado pelo grupo
21

O gráfico 3 mostra as médias dos acertos e erros obtidas pelos


participantes no experimento de inteligência lógico-matemática.

7. DISCUSSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como visto neste relatório, Gardner explica que existem sete tipos
diferentes de inteligência, independentes umas das outras, e cada uma opera
como um sistema separado no cérebro, de acordo com suas próprias regras. O
teste de inteligências múltiplas obteve como proposta uma análise fatorial,
resultando em informações mais precisas sobre os tipos de inteligência de cada
participante e buscando por um fator geral. (ATKINSON; HILGARD, 2012).

O primeiro teste aplicado foi o inventário de inteligências múltiplas, com


ele pudemos observar os diferentes tipos de inteligência dentro de um mesmo
grupo de pessoas. Como dito por Charles Spearman, um indivíduo tende a ter
uma pontuação maior em mais de um tipo de inteligência. (MYERS; DEWALL,
2017).

Analisando o inventário de inteligências múltiplas, a maior pontuação


foi de 568 pontos pertencente a inteligência visuo-espacial. Além disso, é notório
que no teste da inteligência linguística, todos os participantes foram capazes de
acertar as duas questões totalizando 22 pontos. Comparando esses resultados
aos tipos de inteligência citadas (verbal e visuo-espacial) na teoria do psicólogo
Charles Spearman, onde dois fatores de inteligência se resumiriam a uma inter-
22

relação entre funções sensoriais simples. Assim, as diferentes habilidades,


propostas pelos testes, têm tendência a se correlacionarem explicando assim as
grandes pontuações em ambos. (SCHELINI, 2005).

Ainda no teste de inteligência linguística, uma explicação para todos


terem acertado as duas questões, é porque todos os participantes estão no
ensino superior e passaram pela fase de desenvolvimento da língua e
interpretação portuguesa pois esse tipo de inteligência se diz justamente na
capacidade de utilizar as palavras de forma eletiva, seja oralmente, ou por escrito
(no caso do teste aplicado). Além de englobar a capacidade de manipular a
sintaxe ou a estrutura de linguagem, a semântica ou os significados da
linguagem, e as dimensões pragmáticas. (ARMSTRONG, 2001). Os modelos de
inteligência, na vertente desenvolvimentalista, voltadas a óptica de Piaget e
Vigotsky, exploram justamente isso pois ao longo do desenvolvimento é oferecido
grandes avanços ao processo cognitivo e aos estágio de desenvolvimento, como
por exemplo, ao processo de falar, entender e interpretar uma língua. (PRIMI,
2001).

Robert Sternberg acreditava que o sucesso era além da inteligência


tradicional que já conhecemos e que é nos apresentada durante o período
escolar. A inteligência, chamada por ele de analítica, é conectada com a
resolução de problemas acadêmicos, então, avaliadas em testes com uma única
resposta correta. Os testes apresentados para o grupo de participantes continham
uma única resposta correta, assim tendo menos chances de acertos. (MYERS;
DEWALL, 2017).

Como pode ser observado no teste de lógico-matemático, a maior parte


dos participantes obtiveram resultados incorretos. Podemos correlacionar esse
ocorrido com o fato dos participantes da pesquisa serem do curso de psicologia,
que muitas vezes é um curso relacionado a humanas ou mesmo biológicas, mas
não exatas. O que nos leva a concluir que há uma tendência a esse tipo de
estudante obter resultados mais positivos no quesito linguagem e negativos no
quesito lógica, como é visto nos resultados apresentados anteriormente. (MYERS;
DEWALL, 2017).
23

Em conclusão, a teoria da inteligência cristalizada, também, sugere que


as habilidades acadêmicas utilizadas no período escolar e de desenvolvimento ao
longo da vida, são uma influência para os testes aplicados. Ao analisar os
resultados presentes, é perceptível uma maior habilidade linguística em relação à
habilidade lógica, sendo possível associar a um melhor desempenho em
atividades ligadas à Língua Portuguesa do que à Matemática ao decorrer da vida
acadêmica de determinado participante. (CATTELL, 1987).
24

8. REFERÊNCIAS

ARMSTRONG, Thomas. Inteligências Múltiplas na sala de aula. 2. ed. Porto


Alegre: Artes Médicas, 2001.

ATKINSON, R.L.; HILGARD, E.R. Inteligência. In: ATKINSON, R.L.; HILGARD,


E.R. Introdução à psicologia. 15. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

GAZZANIGA, M.; HEATHERTON, T.; HALPERN, D. Memória. In: GAZZANIGA,


M.; HEATHERTON, T.; HALPERN, D. Ciência Psicológica. 5. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2018.

MYERS, D.G.; DEWALL, C.N. Memória. In: MYERS, D.G; DEWALL, C.N.
Psicologia. 11. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2017.

PRIMI, R. Inteligência: Avanços nos Modelos Teóricos e nos Instrumentos


de Medida. Avaliação Psicológica, Porto Alegre, v.2, n.1, p.67-77, 2003.
Disponível em: <[Link]
script=sci_arttext&pid=S1677-04712003000100008>. Acesso em: 18 de nov.
2020.

PRIMI, Ricardo et al. Competências e habilidades cognitivas: diferentes


definições dos mesmos construtos. Psicologia: Teoria e Pesquisa [online].
2001, v. 17, n. 2 [Acessado 18 Novembro 2021] , pp. 151-159. Disponível em:
<[Link] Epub 29 Abr 2002. ISSN
1806-3446. [Link]

SCHELINI, Patrícia W. Teoria das inteligências fluida e cristalizada: início e


evolução. 2006. Scielo [online] Disponível em: < [Link]
pid=S1413-294X2006000300010&script=sci_abstract&tlng=pt >. Acesso em: 16
de Novembro de 2021.
SCHELINI, P. WECHSLER, S. Bateria Multidimensional de Inteligência
Infantil: desenvolvimento de instrumentos. Itatiba, 2005. Disponível em
<[Link] -
8271200500020000 4&lng=pt&nrm =iso>. Acesso em: 17 de novembro de 2021

SOBRAL, Osvaldo J. Inteligência Humana: concepções e


possibilidades. s.l. Revista Científica FacMais, Volume. III, Número 1.
Ano 2013/1º
25

STERNBERG, Robert J. Psicologia Cognitiva. Editora Artmed - Porto


Alegre: 4ª edição, 2008. Psicologia Cognitiva. Editora Artmed- Porto
Alegre: 4ª edição, 2008.

McGrew, K. S., Werder, J. K., & Woodcock, R. W. (1991). Woodcock- Johnson


Psycho-Educational Battery – Revised technical manual. Chicago: Riverside.

Woodcock, R. W. (1990). Theoretical foundations of the WJ-R measures of


cognitive ability. Journal of Psychoeducational Assessment, 8, 231-258.
26

ANEXOS:

ANEXO A - INVENTÁRIO DE INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS DE HOWARD


GARDNER

(Instrumento adaptado por Greg Gray do trabalho sobre Inteligências Múltiplas de

Howard Gardner)

Instruções:

Escolha uma graduação de 1 a 5 para cada uma das afirmações abaixo, onde:

1.Não se parece comigo

2. Parece pouco comigo

3. Mais ou menos parecido comigo

4. Parece comigo

5. Parece muito comigo

Itens:

1. Livros são muito importantes.


27

2. Posso facilmente fazer cálculos mentalmente.

3. Geralmente consigo visualizar imagens nítidas quando fecho os olhos.

4. Prático regularmente esporte ou atividade física

5. Tenho uma voz agradável para cantar.

6. Sou o tipo de pessoa à qual as pessoas procuram para receber

conselhos, seja no trabalho ou na vizinhança.

7. Geralmente passo algum tempo meditando, pensando ou refletindo sobre

os assuntos mais importantes da minha vida.


28

8. Consigo ouvir as palavras em minha cabeça antes de ler, falar ou

escrevê-las.

[Link]ática e/ou Ciências era(m) minha(s) matéria(s) preferida(s) na escola.

10. Percebo facilmente as diferenças entre as tonalidades das cores.

11. Sinto dificuldade em ficar parado por muito tempo.

12. Reconheço quando uma nota musical está fora do tom.

13. Prefiro esportes de equipe como futebol, vôlei ou basquete ao invés

de esportes individuais como natação ou corrida.

14. Tenho frequentado seminários de enriquecimento pessoal ou ido à psicólogos.

15. Aprendo melhor ouvindo rádio ou CD ́s do que assistindo televisão ou filmes.

16. Gosto de resolver jogos ou pegadinhas que necessitem de pensamento lógico.

17. Geralmente uso máquina fotográfica ou filmadora para recordar imagens que vejo.

18. Gosto de atividades manuais como carpintaria, escultura ou modelagem.


29

19. Geralmente ouço músicas em rádios, CD ́s ou fMP3.

20. Quando tenho um problema, geralmente procuro outra pessoa para

me ajudar ao invés de tentar resolvê-lo sozinho.

21. Consigo responder bem às provocações de maneira assertiva.

22. Gosto de resolver palavras cruzadas ou anagramas.

23. Gosto de realizar experimentos práticos na vida.

24. Gosto de fazer Labirintos, Jogo dos 7 erros e outros passatempos visuais.

25. Tenho minhas melhores ideias durante atividades físicas como caminhada.

26. Toco pelo menos um instrumento musical.

27. Tenho pelo menos 3 amigos íntimos.

28. Tenho um hobby ou me interesso por alguma coisa que não gosto

de dividir com os outros.

29. Divirto-me com trava-línguas ou rimas sem sentido.

30. Minha mente geralmente procura por lógica ou padrões regulares nas coisas.
30

31. Tenho sonhos muito reais e vívidos.

32. Gosto de passar minhas horas vagas em atividades ao ar livre.

33. Se não houvesse música em minha vida, seria muito chato.

34. Prefiro jogos de grupo como Banco Imobiliário ou Jogo da Vida, do

que jogos individuais com Paciência o Videogame.

35. Tenho metas importantes na vida sobre as quais penso regularmente.

36. Pessoas perguntam significado das palavras que escrevo ou falo.

37. Tenho interesse em novas descobertas da Ciência.

38. Gosto de encontrar o caminho em lugares que não conheço.

39. Geralmente gesticulo ou uso linguagem corporal quando falo com alguém.

40. Às vezes me pego andando na rua com alguma música na cabeça.

41. Gosto de ensinar o que sei às outras pessoas.

42. Tenho uma visão realista das minhas qualidades e defeitos, que

coincidem com as opiniões de outras pessoas.


31

43. Na escola eu achava mais fácil Português, Estudos Sociais e História

do que Matemática ou Ciências.

44. Acredito que quase todo mundo tem uma explicação racional.

45. Gosto de desenhar ou rabiscar.

46. Preciso tocar as coisas para aprender melhor sobre elas.

47. Tenho facilidade em acompanhar o ritmo de uma música com um

tambor ou tamborim.

48. Considero-me um líder.

49. Prefiro passar um final de semana sozinho em um chalé do que em

um hotel cheio de gente.

50. Quando estou dirigindo, presto mais atenção nas mensagens dos

outdoors do que na paisagem.

51. Às vezes penso em conceitos abstratos sem associar imagens ou

palavras a eles.
32

52. Para mim, Geometria era mais fácil do que Álgebra na escola.

53. Gosto de “brinquedos radicais” em parques diversão ou então

experiências físicas emocionantes.

54. Conheço o ritmo de muitas músicas diferentes.

55. Sinto-me confortável em uma multidão.

56. Acredito ter força de vontade ou ter uma mente independente.

57. Em minhas conversas geralmente faço referência ao coisas que li ou ouvi.

58. Acho falhas lógicas no que as pessoas dizem, seja em casa ou na escola.

59. Posso facilmente imaginar como algo seria se fosse olhado de cima.

60. Me descreveria como uma pessoa que possui boa coordenação motora.

61. Se ouço uma seleção de músicas uma ou duas vezes, geralmente consigo

cantarolá-las de maneira bastante acurada.

62. Gosto de me envolver em atividades sociais na minha escola, igreja,

comunidade ou trabalho.
33

63. Mantenho um diário em que escrevo os acontecimentos da minha

vida.

64. Escrevi algo que me orgulhei e que ganhei reconhecimento das pessoas.

65. Sinto-me confortável quando algo foi medido, categorizado, analisado ou quantificado

de alguma maneira.

66. Prefiro ver materiais impressos com muitas figuras.

67. Prefiro praticar uma atividade ao invés de ler sobre ela ou ver vídeos

nas quais ela é descrita.

68. Geralmente canto música ou batuco na cadeira quando estou trabalhando,

estudando ou aprendendo algo novo.

69. Prefiro passar a noite em uma festa ao invés de ficar sozinho.

70. Sou um trabalhador autônomo, ou pelo menos tenho pensado em montar

meu próprio negócio.

ANEXO B -INSTRUMENTO ELABORADO PELO GRUPO.


34
35

Você também pode gostar