Contração de
● Fotoiniciador mais comum: diquetona
(canforoquinona)
● Pico de absorção na faixa de luz de 470nm
polimerização - controle Luz ➙ fotoiniciador ➙ amina terciária ➙
ao alcance do clínico polimerização
PRÉ-CLÍNICA I ● Polimerização dual
● Pasta-pasta (reação química)
RESINA COMPOSTA ● Presença de fotoiniciadores como a
canforoquinona (reação física)
COMPOSIÇÃO BÁSICA
● Matriz orgânica COMO OCORRE A POLIMERIZAÇÃO
● Carga inorgânica 1. Ação do ativador
● Agente de união 2. Quebra das moléculas do iniciador -
canforoquinona
● Sistema/fótons iniciadores
3. Radicais livres de monômeros - iniciam a
fotopolimerização
➙ As partículas de carga não tem adesão direta
4. Colisão com outros monômeros
a matriz orgânica, por isso a necessidade de um
5. Quebra da dupla ligação
agente de união
6. Formação de ligações covalentes entre
carbonos
OBS: Quanto mais matriz orgânica, maior a
7. Monômero é ativado agindo como novo
contração
radical livre
8. A reação prossegue até que 2 moléculas
REAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO
ativas se unam
⤷ É uma ação química entre monômeros que se
9. Troca de energia e fecha a cadeia de
ligam e formam cadeias poliméricas
polímero
⤷ É caracterizada pela aproximação dos
moléculas de monômeros
➙ A presença de radicais livres dá início a uma
⤷ Tipos: químicas, físicas e dual
reação de cadeia caracterizada pela quebra das
ligações duplas presentes nos monômeros
RESINAS COMPOSTAS ANTIGAS
● Polimerização quḿica
REAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO
● Pasta-pasta Emissão de luz ➙ fotoiniciador (CQ, PPD, TPO,
● N, N-dimetil-p-toluidina (ativador;amina BAPO) - Absorção de luz ➙ Produção de radicais
terciária) livres
● Peróxido de benzoíla (iniciador)
● Problemas: falta de controle do tempo de CONTRAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO
trabalho, incorporação de bolhas e A reação de polimerização caracterizada pela
desproporção entre as pastas aproximação dos monômeros formando os
polímeros tem como consequência a redução no
RESINAS ATUAIS volume do material
● Polimerização física
● Ativador (luz) FATORES QUE INFLUENCIAM NA CONTRAÇÃO
● Quantidade e tipo de matriz orgânica
● Quantidade de material restaurador
● Configuração da cavidade
● Módulo de elasticidade da resina
● Técnica restauradora
● Protocolo de fotoativação da resina
CONTRAÇÃO X MATRIZ ORGÂNICA
- Quanto maior a quantidade de matriz ↑ rigidez ↓ deformação elástica
orgânica, maior a contração
- Quanto menor a quantidade de matriz
orgânica, menor a contração
TIPOS DE MONÔMEROS
Quanto menor a cadeia molecular, ou seja,
menor peso molecular = maior o número de
ligações covalentes = maior o grau de conversão
= maior a contração
● Monômeros com baixo peso molecular
(TEDGA e MMA)
● Monômeros com alto peso molecular
(UOMA e BISGMA)
Pré-gel
- As moléculas podem deslizar e adquirir
novas posições, compensando o estresse da
● Monômeros de alto e baixo peso molecular contração de polimerização que não é
transferido para a interface de união
- Para minimizar o estresse de contração:
prolonga-se a fase de pré-gel
OBS:
- Cadeia simples e de baixo peso molecular
= maior contração Prolongamento da fase pré-gel
- Cadeias longas e de alto peso molecular =
menor contração
ASSOCIAÇÃO DE MONÔMEROS DE ALTO E BAIXO PESO
MOLECULAR
A fabricação de compósitos baseados
exclusivamente em monômeros de alto peso ⤷ O objetivo não é reduzir o grau de conversão
molecular é inviável, uma vez que após a adição do polímero final, mas apenas a velocidade em
de carga, os materiais seriam rígidos demais que a polimerização ocorre
para uso clínico
ESTÁGIOS DA POLIMERIZAÇÃO
IMPORTANTE PARA MINIMIZARMOS OS EFEITOS
DA CONTRAÇÃO.
É uma fase que ocorre a dissipação das tensões e
as moléculas podem deslizar e adquirir novas
posições compensando o estresse da contração
de polimerização que não é transferido para a
interface de união.
CITE 3 EFEITOS NEGATIVOS DO ESTRESSE
RESULTANTE DA CONTRAÇÃO DE
POLIMERIZAÇÃO
- Sensibilidade pós-operatória
- Infiltração marginal
- Fratura do elemento dental
ESTRATÉGIAS PARA MINIMIZAR OS EFEITOS DA CONTRAÇÃO
EFEITOS NEGATIVOS DA CONTRAÇÃO
a) Quando a força de contração é maior que a 1. Volume da resina composta inserida na
resistência de união (adesão insuficiente) cavidade
- Desadaptação - Técnica incremental é ainda a mais
- Pigmentação marginal popular
- Microinfiltração - Promove aumentando controle da
- Cárie adaptação dos incrementos
b) Quando a força de contração for menor que - Permite a orientação do feixe de luz de
a resistẽncia de união (transmissão de acordo com a posição de cada camada de
forças ao remanescente) resina
- Fratura de cúspides - Caracterização da restauração com tintas
- Trinca de esmalte - Controle da escultura na superfície
- Sensibilidade pós-operatória oclusal da restauração nos incrementos
finais
O QUE É A REAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO DOS
COMPÓSITOS E QUAL A SUA CONSEQUÊNCIA? Maior volume = maior contração = maiores
Reação química entre monômeros que se ligam efeitos
formando cadeias de polímeros. Tem como
consequência a contração de polimerização OBS: colocar no máximo 2mm
CITE 3 FATORES QUE INFLUENCIAM NA Fator C - Fator de Configuração Cavitária
CONTRAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO DOS Fator C = área total aderida/ área total não
COMPÓSITOS. aderida
Matriz orgânica, carga inorgânica, quantidade ● Dá uma previsibilidade da restauração
de material restaurador, configuração da falhar adesivamente
cavidade, módulo de elasticidade da resina, ● Maior o número de superfície livre ou
técnica restauradora e protocolo de menor o fator C, maior capacidade da resina
fotoativação da resina escoar quando curada, liberando assim o
estresse de contração
DEFINA A FASE PRÉ-GEL DA REAÇÃO DE
POLIMERIZAÇÃO E EXPLIQUE PORQUE ELA É TÃO
3. Modulação de fotoativação
Unidade de fotoativação: instrumento que emite
uma energia eletromagnética com comprimento
de onda (400-500 nm) capaz de ativar os agentes
fotoiniciadores e desencadear o processo de
polimerização
Luz ultravioleta
- intensidade
Lâmpada halógena
- Filamento de tungstênio
- Luz branca (380-760 nm) ao ser aquecido
- Canforoquinona requer luz azul (400-520
OBS: quimicamente a fase II vem a falhar mais.. nm), o restante é filtrado e a energia é
descartada sob a forma de calor
2. Inserção incremental da resina composta - Custo relativamente baixo
- Volumes de até 2mm - Necessitam de cuidados e manutenção
- Nunca vai ligar paredes compostas regular
- Vai reconstruindo cada cúspide até
finalizar a restauração Diodos emissores de luz (LED)
- Faixa de 450-490nm
Desvantagens da inserção incremental: é - Não necessitando de filtros para restringir a
demorada e propícia para causar defeitos de emissão de luz
massa (bolhas de ar ou microvazios) dentro da - São mais eficientes no uso da energia e
restauração geram menos calor
- Lâmpadas têm durabilidade muito maior
Técnicas de inserção da resina - Não necessitam de sistema de ventilação
● Oblíqua: possui melhor resultados que a
horizontal, obtendo um inferior estresse Diferentes fotoiniciadores
residual - Canforoquinona
- BAPO
- TPO
Norrish tipo I: Geram radicais livres por meio de
uma reação de clivagem, isto é, por dissociação
do fotoiniciador em uma ou mais partes, assim
gerando dois ou mais radicais livres
- Óxido trimetilfosfínico (TPO)
● Horizontal ou vertical
- Benzoil germânico (Ivocerin)
● Centrípeta
- Óxido bis-alquil fosfínico (BAPO)
⟶ LUZ VIOLETA ⟵
OBS: a maneira como os incrementos são
inseridos na cavidade tem pouca relevância,
Norrish tipo II: Reage com um co-iniciador (ex.:
desde que eles sejam pequenos e numerosos
amina terciária), gerando um radical livre capaz
de iniciar a reação de polimerização
- Canforoquinona (CQ) 3. Modulação de fotoativação
⟶ LUZ AZUL ⟵ Técnica de fotoativação modulada:
Menor intensidade de luz ➙ Fase pré-gel mais
➡ Potência prolongada
É a quantidade de fótons emitida por - Menos moléculas de iniciador são
determinada fonte de luz, que é mensurada ativadas
em mW - Velocidade de reação mais lenta
- Dissipação das tensões geradas
➡ Irradiância - Técnicas: passos, rampa, pulso tardio
É a potência do LED dividida pela área de
saída da ponta do fotoativador, sendo Passos, gradual ou soft-start
mensurada em mW/cm2
➡ Dose de energia
É o resultado da irradiância x o tempo de
exposição da luz sobre a resina, ou seja, é a
energia total dispensada sobre o material
resinoso
Por quanto tempo devo fotoativar a resina?
Dose de energia
- Precisa de uma dose de energia de 16 J Rampa
ou 16.000 mJ/cm2
- Se o meu aparelho emite 800 mW/cm2
(irradiância),
Então: 16.000 mJ = 800 x TE (Tempo de
exposição
Logo: TE = 16.000/800 = 20s
- Se o meu aparelho emite 400 mW/cm2
(irradiância),
Então: 16.000 mJ = 400 x TE (Tempo de
exposição
Pulso tardio
Logo: TE = 16.000/400 = 40s
⤷ Assim, para conseguir adequada
fotoativação, seria necessário 40s de
tempo de exposição
OBS: Caso o aparelho fotoativador tenha
intensidade baixa (< 400 mW), as propriedades
ideais da resina não serão atingidas, resultando
em insucesso do tratamento restaurador
↑ intensidade ↓ tempo de exposição
Como modular a fotoativação com um aparelho
Radiômetro convencional?
Determina a eficiência de um fotoativador por - Aparelhos específicos para a realização
meio da medida da intensidade de luz das técnicas de fotoativação modulada
- Fotoativadores convencionais: ajustar a - Pode ser feito incrementos de até 4mm
intensidade de luz com manobras - A maior translucidez das resinas burk-fill e
clínicas o uso de fotoiniciadores mais reativos,
⤷ Fotoativação inicial - 4 a 6 mm da permitem uma maior profundidade de cura
superfície por 20s (prolongamento da - A menor contração de polimerização está
fase pré-gel) relacionada à presença de moduladores de
⤷ Fotoativação final - a mais próxima da polimerização e à adição de monômeros de
superfície por 30-40s maior peso molecular
Qual a distância deve ser mantida entre a Burk-fill X Convencional
extremidade da ponteira e a resina composta? - Consome menos tempo clínico
- Não aumenta o risco e intensidade de
↑ distância da ponteira, ↑ divergência da luz, sensibilidade pós-operatória
↓ quantidade de fótons que podem atingir a - Tem resistência flexural, resistência à
superfície da resina composta fratura e a integridade marginal
semelhante
Distanciando a ponteira em apenas 3 mm da - Desempenho semelhante ou superior em
superfície da resina, há redução de 15% da relação a tensão de polimerização,
intensidade da luz. Quando essa distância é de 7 deflexão de cúspide, grau de conversão
mm, há redução de 66% - Efetividade clínica semelhante,
independente do tipo de restauração (classe
OBS: cavidades classe II, aumentar o tempo de I, II ou LCNC), do tipo de dente restaurado
exposição (decíduos ou permanentes) ou da técnica de
restauração usada (incremental, em bloco
4. Uso de materiais com baixo módulo de único ou das etapas (flow e corpo)
elasticidade
Resina flow
↑ Carga, ↓ Viscosidade, ↑ Elasticidade, ↑
Matriz orgânica, ↑ Contração
- Estudos experimentais demonstraram
redução significativa na infiltração
marginal ou integridade marginal
melhorada usando camadas adesivas mais
espessas, ionômero de vidro ou compósitos
fluidos como camada intermediária sob a
restauração de compósito. A redução da
deflexão da cúspide também foi relatada.
- É utilizada em cavidades mais profundas,
com acesso limitado e que apresentem
irregularidades
- Pontos negativos: maior contração de
polimerização e pobres propriedades
mecânicas, em função do menor conteúdo
de partículas de carga
Resina Burk-fill