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Dificuldades de Leitura e Escrita em Alunos

Este documento apresenta uma monografia sobre as dificuldades no processo de aquisição da leitura e escrita nos anos iniciais do ensino fundamental. A autora realizou uma pesquisa bibliográfica e aplicou questionários com professores para investigar as causas das dificuldades e como estimular o gosto pela leitura. Os resultados sugerem que é preciso desenvolver ações para ajudar professores com alunos que têm dificuldades e incentivar atividades de leitura no ambiente escolar e familiar.

Enviado por

Vanessa Yasmin
Direitos autorais
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Dificuldades de Leitura e Escrita em Alunos

Este documento apresenta uma monografia sobre as dificuldades no processo de aquisição da leitura e escrita nos anos iniciais do ensino fundamental. A autora realizou uma pesquisa bibliográfica e aplicou questionários com professores para investigar as causas das dificuldades e como estimular o gosto pela leitura. Os resultados sugerem que é preciso desenvolver ações para ajudar professores com alunos que têm dificuldades e incentivar atividades de leitura no ambiente escolar e familiar.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

DIRETORIA DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO


CURSO DE PEDAGOGIA

LUCILEIA BRANDÃO SANTOS

DIFICULDADES NO PROCESSO DA AQUISIÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA


DOS ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DA CIDADE DE PRIMEIRA CRUZ,
MARANHÃO

Humberto de Campos
2022
LUCILEIA BRANDÃO SANTOS

DIFICULDADES NO PROCESSO DA AQUISIÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA


DOS ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DA CIDADE DE PRIMEIRA CRUZ,
MARANHÃO

Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura


em Pedagogia EaD como requisito para obtenção do
título de Licenciado em Pedagogia pela
Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Humberto de Campos
2022
LUCILEIA BRANDÃO SANTOS

DIFICULDADES NO PROCESSO DA AQUISIÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA


DOS ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DA CIDADE DE PRIMEIRA CRUZ,
MARANHÃO

Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura em Pedagogia EaD como


requisito para obtenção do título de Licenciado em Pedagogia pela
Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Aprovada em: _____/_____/_____

BANCA EXAMINADORA

___________________________________________

Prof. Me. José Luís dos Santos Sousa (Orientador)


Universidade Federal do Maranhão

___________________________________________

Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx (Examinador)
Universidade Federal do Maranhão

___________________________________________

Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx (Examinador)
Universidade Federal do Maranhão
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Jesus Cristo, pela saúde, sabedoria, coragem e fé!


Aos meus familiares pelo apoio significativo nos momentos propícios no decorrer desta
monografia.
A meu esposo que sempre me ajudou principalmente nos momentos mais difíceis ao
longo desta caminhada.
A minha filha Vanessa Yasmin pela compreensão e apoio.
Aos colegas de turma pela partilha e solidariedade nos momentos difíceis, em especial
meu colega Márcio Rocha.
A todos os professores que nos proporcionaram conhecimentos essenciais para o nosso
desenvolvimento como profissionais na área da educação.
A comunidade escolar da Escola Municipal Odorico, em especial às professoras do
ensino fundamental anos iniciais.
Ao meu orientador José Luís dos Santos Sousa pela compreensão e paciência.
“Produzir a escola como espaço de trabalho e formação, implica em
gestão democrática e práticas curriculares participativas. O que sugere
pensar a formação como redes de (auto) formação continuada, cujo
primeiro nível é a formação inicial” (PIMENTA et. al., 2000).
RESUMO

As dificuldades de leitura e escrita são as mais comuns e são extremamente prejudiciais ao


desenvolvimento educacional dos indivíduos, tanto nos resultados, quanto à motivação, à
autoestima, ao sucesso profissional e a outros aspectos da vida, além da escola. O objetivo desta
pesquisa foi compreender as Dificuldades no Processo da Aquisição da Leitura e da Escrita nos
Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O método adotado foi de cunho qualitativo pesquisa de
campo e o instrumento a ser utilizado foi um questionário de entrevistas, precedida de uma
pesquisa bibliográfica onde foi possível o diálogo conceitual com alguns autores como: Emília
Ferreiro (1999) e Ana Teberosky (1999), e outros que foram fundamentais, subsidiando as
reflexões e articulações do binômio teoria e prática, a partir de uma abordagem analítica e
descritiva referente ao tema. Verificou-se no decorrer da trajetória conceitual que os pais
consideram importante que os filhos frequentem a escola na expectativa de desenvolvimento
de habilidades básicas no processo da aquisição da leitura e da escrita. Diante dos relatos dos
professores entrevistados, as informações coletadas sugerem que sejam discutidas e
desenvolvidas ações para tentar sanar as dificuldades encontradas pelos professores diante de
alunos com dificuldades de leitura e escrita. Conclui-se que os educadores devem estimular os
educandos a leitura de livros, trabalhando com palavras soltas, de acordo com o cotidiano assim
facilitando o entendimento deles. Para que haja um ensino-aprendizado de qualidade o educador
precisa estar em constante processo de formação pessoal na qual poderá melhorar cada vez mais
a prática pedagógica. Assim, espera-se que o presente estudo possa trazer reflexões sobre a
importância da leitura e da escrita no contexto escolar e familiar.

Palavras-chave: Leitura e escrita; Dificuldade de aprendizagem; Escola; Alfabetização.


ABSTRACT

Reading and writing difficulties are the most common and are extremely harmful to the
educational development of individuals, both in the results, motivation, self-esteem,
professional success and other aspects of life, besides school. The objective of this research was
to understand the Difficulties in the Process of Reading and Writing acquisition in the early
years of elementary school. The method adopted was qualitative in nature field research and
the instrument to be used was a questionnaire of interviews, preceded by a bibliographic
research where it was possible to conceptual dialogue with some authors such as: Emília
Ferreiro (1999) and Ana Teberosky (1999), and others that were fundamental, supporting the
reflections and articulations of the binomial theory and practice, from an analytical and
descriptive approach to the theme. It was verified during the conceptual trajectory that parents
consider it important that children attend school in the expectation of developing basic skills in
the process of reading and writing acquisition. In view of the reports of the teachers interviewed,
the information collected suggests that actions be discussed and developed to try to deal with
the difficulties encountered by teachers in the face of students with reading and writing
difficulties. It is concluded that educators should encourage students to read books, working
with loose words, according to daily life thus facilitating their understanding. In order to have
quality teaching-learning, the educator needs to be in a constant process of personal training in
which he can improve pedagogical practice more and more. Thus, it is expected that the present
study can bring reflections on the importance of reading and writing in the school and family
context.

Keywords: Reading and writing; Learning disabilities; School; Literacy.


LISTA DE SIGLAS

EJA Educação de Jovens e Adultos


IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
MEC Ministério da Educação
PNAIC Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa
SEMED Secretaria Municipal de Educação
UFMA Universidade Federal do Maranhão
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Estrutura física da escola campo...................................................................... 34


Quadro 2 - Respostas para a pergunta: “Você gosta de ler? Caso positivo, quantos livros
você ler por ano?”............................................................................................................... 38
Quadro 3 - Respostas para a pergunta: “Qual é o seu ponto de vista acerca da leitura?
Você acha possível se construir uma educação de qualidade?”.......................................... 39
Quadro 4 - Respostas para a pergunta: “Você costuma ler para os seus alunos? Se sim,
que tipo de obra? O que significa você enquanto professor fazer leitura para eles?”........... 41
Quadro 5 - Respostas para a pergunta: “Você costuma escutar os seus alunos quando
estes querem contar histórias? Por quais motivos?”........................................................... 42
Quadro 6 - Respostas para a pergunta: “Você enquanto, professor sente-se motivado
em estimular nos alunos o gosto pela leitura? De que maneira?”........................................ 44
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO........................................................................................................... 11
2 DIFICULDADE NO PROCESSO DA AQUISIÇÃO DA LEITURA E DA
ESCRITA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL ................................. 14
3 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E DA ESCRITA NO PROCESSO DE ENSINO
APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS ........................... 25
4 PERCURSO METODOLÓGICO ............................................................................. 34
4.1 Local do estudo ........................................................................................................... 34
4.2 Caracterização do campo do estudo ......................................................................... 34
4.3 Desenho do estudo....................................................................................................... 36
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................ 38
5.1 Questionário aplicado aos professores ...................................................................... 38
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................... 46
REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 48
ANEXOS..................... ................................................................................................. 53
ANEXO A - Carta de Apresentação do(a) Aluno(a) ............................................... 54
APÊNDICES ............................................................................................................... 55
APÊNDICE A - Questionário de Entrevista - Pesquisa de Campo........................ 56
11

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho buscou entender as dificuldades no processo de aprendizagem


escolar vivenciados por alunos do 1° ao 5º ano do ensino fundamental. Os desafios diante dos
educadores encontram-se assentados sobre um conjunto de dificuldades de aprendizagem, mas
também nas famílias, escolas e implicam em quase todos os aspectos na sociedade. Os alunos
com estas dificuldades tornam-se pessoas rapidamente rotuladas, como resultado de sua
interação com o ambiente em que vive.
A alfabetização é um processo contínuo que acompanha o processo mais amplo de
busca da construção de conhecimentos inerentes a todo ser o humano que vive em uma
sociedade letrada. Uma criança que vive exposta a uma linguagem escrita, inevitavelmente, se
interessará por saber o que está escrito no livro, na revista, nos jogos, bem como a usar a escrita
para expressar seus sentimentos, ideias e ações.
As dificuldades de leitura e escrita são as mais comuns e são extremamente
prejudiciais ao desenvolvimento educacional dos indivíduos, tanto nos resultados, quanto à
motivação, à autoestima, ao sucesso profissional e a outros aspectos da vida, além da escola.
Nas séries iniciais, o processo de alfabetização pode ocasionar dificuldades no
processo de aquisição da leitura e da escrita. O processo de alfabetização comporta a
aprendizagem coletiva e simultânea dos rendimentos da leitura e da escrita.
Aprendizagem escolar constitui-se em um desafio: os índices oficiais apontam que a
maioria dos alunos matriculados na alfabetização e ensino fundamental não obtém aprovação
escolar, gerando a exclusão do direito à escolarização, isto é, quando a criança que frequenta a
escola não obtém sucesso, ou aprovação escolar, ela não teve seu direito mais relevante
assegurado: a aprendizagem.
No decorrer do curso de Pedagogia percebeu-se que o maior problema de
aprendizagem dos anos iniciais do ensino fundamental, estava centrado na dificuldade do
processo de alfabetização, principalmente nas atividades de leitura e escrita.
Portanto a pesquisa deste trabalho tem a relevância de destacar e solucionar as
dificuldades no processo de aquisição da leitura e escrita nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, tais como: dificuldades na leitura e nas escritas, ou seja, a criança chega a essa
etapa sem ser alfabetizada, pois não desenvolveu a leitura e nem tão pouco a escrita, apenas
aprendem a decodificar as palavras. Ocasionando problemas de repetência dos alunos, que
agravam mais ainda a falta de interesse pela leitura devido à defasagem idade-série.
12

Os motivos levaram a escolha deste tema são resultado de reflexões e entrosamento


pelo assunto abordado, na busca de verificar soluções pedagógicas para as dificuldades
encontradas de leitura e escrita no contexto escolar.
A escolha do tema proposto resultou-se de reflexões e entrosamento pelo assunto
abordado, na buscava de verificar soluções pedagógicas para as dificuldades encontradas na
leitura e na escrita no contexto escolar.
Posso afirmar também que sempre tive um grande interesse pelo assunto, pois sempre
foi uma das minhas inquietações, ver a grande dificuldade que os alunos apresentam nesse
contexto.
Tenho observado essa defasagem dentro da realidade na qual eu estou inserida, onde
essas dificuldades apresentam-se corriqueiramente nas salas de aula sendo necessário maior
empenho e dedicação na realização das atividades educacionais.
Portanto, a situação observada em alguns alunos dos anos iniciais do Ensino
Fundamental da Escola Municipal Odorico, localizada no município de Primeira Cruz-MA, que
apresentam dificuldades na leitura, permitiu estudar essa problemática destacando as
dificuldades no processo de aquisição da leitura e escrita nos Anos Iniciais.
Observa-se que uns dos muitos fatores que dificultam o processo de leitura e escrita, é
a, falta de motivação, que faz com o aluno não desenvolva sua capacidade de ler e escrever. A
má preparação dos professores contribui significativamente para o fracasso da leitura e da
escrita do aluno e também os pais muitas vezes não contribui para o desenvolvimento escolar
do aluno, deixando a responsabilidade para o professor, que sozinho não consegue fazer com
que o aluno desenvolva a leitura e a escrita de forma significativa.
Para efeito didático, o estudo foi estruturado da seguinte forma, no capítulo 1 é
apresenta um breve histórico sobre a dificuldade no processo da aquisição da leitura e da escrita
nos anos iniciais do ensino fundamental.
No capítulo 2 ressalta a importância do tema sob a visão dos teóricos e autores que
fundamentaram todo processo de construção da monografia quanto a importância da leitura e
da escrita no processo de ensino e aprendizagem nas séries iniciais. Refere-se a importância da
leitura e da escrita no processo de ensino aprendizagem no ensino fundamental anos iniciais.
No capítulo 3 é apresenta toda a metodologia percorrida e utilizada durante a
construção da monografia. Enquanto que no capítulo 4 mostra os resultados e discussões
obtidos durante todo o percurso desta monografia. Por fim, no capítulo 5 complementa o texto
fazendo as considerações acerca do tema estudado.
13

O presente estudo tem por objetivo analisar dificuldade no processo de aquisição da


leitura e da escrita nos anos iniciais do ensino fundamental, como também verificar tais
dificuldades no ensino-aprendizagem no contexto escolar.
14

2 DIFICULDADE NO PROCESSO DA AQUISIÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA


NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Aprender a ler e escrever não é um processo simples, porém para que alguém seja
alfabetizado precisa enfrentar e vencer dificuldades que aparecem durante o processo de
alfabetização. Essas dificuldades relacionam-se a algumas deficiências de aprendizagem da
língua escrita que não se reduz apenas ao conhecimento das letras, já que as crianças não entram
vazias na escola e constroem seu próprio conhecimento, no que se refere à alfabetização (DOS
SANTOS; SANTANA; SOLEDADE, 2016).
Discutir sobre dificuldades de leitura e escrita, e especificamente do processo de
alfabetização é de suma importância. Para isso, se faz necessário que sejam questionadas as
condições do aluno que apresenta tais dificuldades e é importante que seja verificado se o aluno
já adquiriu suficiente desenvolvimento físico, intelectual e emocional, bem como todas as
habilidades e funções necessárias para aprender (SILVA, 2015).
Infelizmente no Brasil ler e escrever ainda são um privilégio de poucos, afirma Piletti
(2010, p.17), ao falarmos no ato de ler, queremos significar um processo dinâmico e ativo, ou
seja, ler um texto implica não só em aprender o seu significado, mas também trazer para esse
texto nossa experiência nossa visão de mundo.
Segundo Soares (2004), a palavra analfabetismo possui o prefixo de negação a, assim,
a lógico seria pensar que a palavra mais correta para preencher essa demanda seria alfabetismo.
O termo alfabetismo chegou a ser utilizado na literatura especializada, portanto verificamos
neste trecho escrito por Soares no ano de 1995 e que permanece na edição mais atual do livro
“Alfabetização e Letramento”:

O surgimento do termo literacy (cujo significado é o mesmo de alfabetismo), nessa


época, representou, certamente, uma mudança histórica nas práticas sociais: novas
demandas sociais pelo uso da leitura e da escrita exigiram uma nova palavra para
designá-las. Ou seja: uma nova realidade social trouxe a necessidade de uma nova
palavra (SOARES, 2004, p. 29,).

Fala-se muito de leitura e escrita e da importância que tem na vida do ser humano, mas
nem todos eles têm o acesso à leitura e escrita, a diferença social e cultural tem grande influência
nesse processo.
Hoje no Brasil fala-se muito em erradicação do analfabetismo, diminuição da evasão
escolar, mas nada tem sido feita para amenizar o problema faltam políticas que possam abranger
não só aqueles de poder aquisitivo elevado, mas também a classe pobre onde se concentra a
15

grande maioria. Podemos dizer que o analfabetismo dos pais contribui significativamente para
o problema de aprendizagem das crianças principalmente da leitura e da escrita.
Para Ferreiro et al., (1985):

A alfabetização tem duas fases; uma relativa ao adulto, e outra relativa às crianças, se
em relação aos adultos trata de sanar uma carência, no caso das crianças trata-se de
prevenir, de realizar o necessário para que as crianças não se convertam em futuros
analfabetos (FERREIRO et al., 1985).

O fenômeno do analfabetismo ainda se faz muito presente. Este contexto refere-se


tanto aqueles que não dominam o sistema alfabético. Como também aqueles que tiveram acesso
limitado à escola ou os que têm dificuldade do domínio neste campo. A alfabetização é um dos
pressupostos básicos para o desenvolvimento de um povo (FARAH, 2011).
Os números mostram um quadro extremamente negativo na América com 45 milhões
de pessoas iletradas. Mas, o analfabetismo não é só uma questão de quantidade. Os analfabetos
são os mais pobres, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura - UNESCO (FARAH, 2011).
Entende-se que a leitura e a escrita são indispensáveis ao processo do desenvolvimento
humano, especialmente no momento que o conhecimento se expressa como fator fundamental
na vida social. Também é expressa no mundo contemporâneo à leitura e escrita serem revelados
de forma diversificadas, nesse caso na escola as variedades devem ser incentivadas.
Enfim, a escola deve priorizar no contexto de sua atuação o aprendizado da leitura e
escrita, o aluno, de acordo com a realidade que vivencia, e essa reflexão pode ser benéfica no
sentido de elevar o nível sócio cultural dos sujeitos na sociedade (FERREIRA; BRITO, 2015).
Leitura e escrita são instrumentos básicos para o ingresso e participação na sociedade
letrada em que vivemos. São ferramentas para compreensão e realização da comunicação do
homem na sociedade contemporânea e a chave para apropriação dos saberem já conquistados
pela humanidade (SANTOS, 2012).
Ler não significa somente compreender o que está escrita significa também
compreender algo sem palavras que se observa e interpreta. A leitura e a escrita têm um valor
social fundamental, pois é através da mesma que nós comunicamos com outras pessoas,
passando as mensagens desejadas e é um fator enriquecedor e ampliador de conhecimentos do
mundo (SANTOS, 2012).
Segundo Dos Santos et al., (2016), o ato de ler não deve ser concebido apenas como
uma adição de informações, mas como um processo de coordenação com o objetivo de obter
16

significado. Para tanto, esses processos envolvem quatro momentos que são: Perceptivo que
determina o conhecimento da informação e para isso a memória é fundamental; léxico que está
relacionado com o conhecimento acerca da informação; sintético que se refere ao conhecimento
sobre a estrutura gramatical básica da língua e semântico que está voltado para a compreensão
do significado da palavra.
Sabemos que por meio da leitura e da escrita, a convivência em sociedade torna-se
mais fácil, com a aquisição da leitura e da escrita compreendemos o valor social e o papel
fundamental que tem na sociedade seja ela cultural ou não. Oferecendo meios necessários ao
homem de se comunicar e compreender o mundo, oferecendo a oportunidade de transformar
suas relações (FERREIRA; BRITO, 2015).
De acordo com Freire (2001), a leitura é importante no sentido de oferecer ao homem
a compreensão do mundo e através dessa relação é possível à descoberta da realidade sobre a
vida. Observa-se que a leitura expressa um mundo particular dando significado as coisas que o
cercam. Ao interagir com esses conhecimentos, o ser humano se transforma, amplia seus
conhecimentos que lhe possibilitam novas formas de pensamento e inserção e atuação em seu
meio.
Entende-se que a leitura e a escrita são indispensáveis ao processo do desenvolvimento
humano, especialmente no momento que o conhecimento se expressa como fator fundamental
na vida social. Também é expressa no mundo contemporâneo à leitura e escrita serem revelados
de forma diversificadas, nesse caso na escola as variedades devem ser incentivadas.
Enfim, a escola deve priorizar no contexto de sua atuação o aprendizado da leitura e
escrita, o aluno, de acordo com a realidade que vivencia, e essa reflexão pode ser benéfica no
sentido de elevar o nível sócio cultural dos sujeitos na sociedade.
Freire (2001), preconiza que:

A consciência só adquirida se houver um processo dialógico entre homem e o mundo.


Por isso também, importância dos sujeitos no mundo perceberem-se, através de suas
“leituras” como agentes da história pessoas que fazem história, mas que não apenas
participam como expectadores (FREIRE, 2001).

O referido autor citado, ressalta que o ser humano ao interagir com o mundo amplia
seus conhecimentos, que lhe possibilita novas formas de pensamento e inserção e atuação em
seu meio. O ser humano passa ter consciência da importância dele no mundo através da
interação adquirida por meio da leitura e da escrita sendo a condição para plena participação na
17

sociedade, o simples fato de escrever para alguém, ler livros, jornais e revistas estar havendo à
interação do homem com o mundo.
Os autores Ferreira e Brito (2015), ressaltam que é possível observar que quando a
criança vem de família onde os pais são analfabetos não tem acesso a livros, jornais e revistas,
certamente terão dificuldades no processo de leitura e escrita, pois o meio em que estar inserida
não há estimulação nesse sentido.
Já a criança que vem de família onde os pais têm hábitos de ler, onde a criança tem
contato com livros, lápis e papel. Não terá dificuldade para aprender a ler e escrever. Porque
foi estimulada desde cedo pelo meio em que estar inserida, ouvindo estória de livros e fazendo
rabisco com lápis. Diante dessa problemática, percebe-se a necessidade de compreender os
problemas que são apresentados na leitura e escrita, nas primeiras séries do Ensino Fundamental
e, o que os professores têm feito e o que pode ser feito para mudar esta realidade (FERREIRA;
BRITO, 2015).
Segundo Simonetti (2007), alfabetizar significa então vivenciar com as crianças
práticas de leitura e escrita, inserindo-a no mundo da cultura escrita, além do ambiente
estimulante que lhe permita ler o mundo com sentimento e criação. Enfim a criança aprende a
ler e escrever com melhor qualidade.
Através do assunto investigado, é possível compreender, que há muitos desafios por
parte da escola e dos educadores na busca de alfabetizar e letrar competentemente, como
também formar alunos leitores nos diversos contextos sociais. Segundo Ferreiro (1996, p. 24),
o desenvolvimento da alfabetização ocorre, sem dúvida em um ambiente social. Mas as práticas
sociais assim como as informações sociais, não são recebidas passivamente pelas crianças.
É imprescindível que no processo de aquisição da leitura e escrita, ao perceber que os
alunos não estão conseguindo se desenvolver deve-se preocupar em saber/sondar as causas das
dificuldades. Segundo Piletti (2013), as dificuldades correlatas à aprendizagem manifestam-se
da estrutura, da organização e do funcionamento da própria escola, situação familiar e das
características individuais do aluno.
As crianças que possuem dificuldades de aprendizagem na leitura e na escrita
aprendem conforme os outros alunos, mas com lentidão, portanto, todas as crianças aprendem
a ler e escrever basicamente da mesma forma, mas alguns vencem as dificuldades dessa
aprendizagem com maior facilidade do que outras (PETRONILO, 2007).
Dentre os diversos motivos que podem condicionar as dificuldades de leitura e escrita
podem-se destacar as seguintes características da disortografia: Alterações na linguagem –
atraso no desenvolvimento e utilização da linguagem, junto a um insuficiente nível verbal, com
18

pobreza de vocabulário, podendo ocorrer erros na escrita; Erros na percepção (visual / auditiva)
– fundamentalmente estão baseados numa dificuldade para memorizar os esquemas gráficos ou
para discriminar qualitativamente os fonemas; Falhas de atenção - Dificulta a aprendizagem do
emprego das letras e sons corretamente (DOS SANTOS; SANTANA; SOLEDADE, 2016).
Considerando as dificuldades de decodificação da leitura e da escrita podemos
constatar os déficits, resultantes de problemas gerais de percepção, de processo fonológico, de
memória em curto prazo e outras situações a serem analisadas nas crianças que apresentam
dificuldades que são as disléxicas, aquelas que compreendem uma explicação oral, mas tem
dificuldades de reconhecer palavras e escritas; aquelas que conseguem ler bem as palavras, mas
tem dificuldades para compreender o que leem; aquelas que têm dificuldades para reconhecer
as palavras e compreender sua forma oral e escrita alfabetização (DOS SANTOS; SANTANA;
SOLEDADE, 2016).
Em relação a essa problematização, observa-se que caracterizar as dificuldades
encontradas no início do ensino aprendizagem da leitura e da escrita é fundamental, assim como
identificar procedimentos pedagógicos concretos para se trabalhar com os alunos que
apresentam tais dificuldades de leitura e escrita devido a uma série de motivos.
Ao ingressar na escola, a criança já quer aprender a ler e a escrever. No entanto, muitas
vezes os pais e os professores não se dão conta de que a leitura e a escrita são habilidades que
exigem da criança a atenção a aspectos da linguagem que ela dava importância até este
momento em que começa a aprender a ler. Curiosamente, toda criança se depara com alguma
dificuldade na aprendizagem da leitura e da escrita (NUNES, 2003).
O primeiro contato das crianças com a leitura ocorre por meio da leitura auditiva, ou
seja, onde alguém lê em voz alta e outras pessoas acompanham a leitura, de forma silenciosa.
A criança acompanha ouvindo e certamente, fazendo associações com a representação de
mundo que ela já possui.
A leitura tem vários processos e um deles é treinar o aluno a fazer uma leitura
expressiva, para facilitar a própria compreensão do texto. Na leitura em voz alta, o aluno tem
que decifrar o que está escrito e depois reproduzir oralmente o que foi decifrado, porque há
muitas dificuldades em decifrar a escrita (PETRONILO, 2007).
Ao iniciar este processo da leitura e da escrita é de extrema importância que o professor
ensine à criança a ler no seu próprio dialeto. Isso é essencial para formar bons leitores e assim,
desenvolver a habilidade como falante. Essa habilidade como falante é decisiva para uma boa
leitura e indispensável para uma leitura mais rápida sem comprometimento da compreensão.
19

De acordo com Cagliari (2001), a escrita atua pela convencionalidade da representação


gráfica dos signos e a leitura também tem a sua qualidade guiada não só pelos elementos
linguísticos, mas também pelos elementos culturais, ideológicos, filosóficos do autor. Uma
criança não lê como um adulto e, sendo de uma classe social menos favorecida, não lê com
desenvoltura como uma criança de um meio social elevado. Todas as crianças leem, mas cada
uma ao seu modo e a escola deve respeitá-las.
Cagliari (2001), ainda afirma que, escrever é uma forma de expressão artística e até
um passatempo para as crianças desde que elas tenham uma motivação real. Assim nessas
tentativas de escrita, a criança não procura copiar, mas representar o que imagina que seja a
escrita. Neste caso nada impede que o professor vá introduzindo propostas de trabalhos para as
crianças com orientação, observando as dificuldades que cada uma apresenta na linguagem e
na escrita. Segundo o autor:

É preciso não corrigir demais as crianças: deve dar tempo para que aprendam e
incentivar a autocorreção, a autocrítica. Quanto mais se tenta facilitar, orientar e
corrigir tudo que a criança faz, menos ela reflete sobre a sua opção. Motivar as
crianças é desafiá-las a fazer suas tarefas. É claro que isso é trabalhoso, mas
necessário. Este tempo que a escola gastará na alfabetização será compensado com a
aquisição de uma estrutura de conhecimentos mais sólida pela criança, que
simplificará em muito sua atenção nos demais anos escolares (CAGLIARI, 2001).

Ainda com base no autor, a leitura é uma atividade ligada essencialmente à escrita
podendo ser ouvida, vista ou falada. Os primeiros contatos das crianças ocorrem com a leitura
oral. Ouvir uma leitura equivale a ler com os olhos e também favorece a reflexão.
Porém muitas escolas ainda usam o dialeto-padrão passando para as crianças ideias
de um ensino tradicionalista exigindo que o aluno leia num tempo muito curto, dificultando seu
aprendizado, causando traumas profundos, sobretudo quando o aluno, além das dificuldades
fonéticas de produção da fala lida, tem de usar uma pronúncia distante de sua fala, como se
estivesse lendo numa língua estrangeira.
Uns dos motivos pelos quais a criança pode apresentar dificuldades na aprendizagem
da leitura e reescrita é o fato de que as letras são bastante semelhantes. Outro motivo é o som
que as letras produzem. Isso sem contar que a falta de formação continuada, despreparo dos
professores e falta do apoio familiar também contribui muito para essa defasagem.
Segundo Petronilo (2007), ao insistir para que o aluno leia, o professor irá fazer com
que suas dificuldades sejam externadas, ou seja, o aluno irá começar a soletrar, ler
silabicamente. As crianças precisam de tempo para decifrar a escrita e cada criança tem um
ritmo próprio que precisa ser respeitado, por isso, deve ler em ritmo acentual, sem pressa.
20

A falta de controle sobre o pensamento ao longo da leitura faz com que o aluno acabe
de ler e não consiga se lembrar. O ato de aprender a ler é uma tarefa muito difícil e delicada.
Os professores exigem muito mais do aluno com relação à escrita do que com relação à leitura,
ou seja, a escola não sabe como o aluno faz quando lê.
Enfim, se ao passar do tempo o educando não conseguir desenvolver a leitura e a
escrita completamente, é sinal de que o mesmo esteja passando por distúrbio de aprendizagem,
que de fato, o prejudicarão na sua vida pessoal e social como um todo. O resultado dessa
pesquisa tem como objetivo oferecer possibilidades para professores rever, adequar e modificar
suas práticas, para que sejam supridas as necessidades dos alunos, com base em desafios e
conquistas adquiridas gradativamente no processo de ensino-aprendizagem.
De acordo com Ferreiro (2000, p.29), tradicionalmente, as decisões a respeito da
prática alfabetizadora têm-se centrado na polêmica sobre os métodos utilizados, métodos
analíticos contra métodos sintéticos, fonéticos, contra global, entre outros. A metodologia
normalmente utilizada pelos professores parte daquilo que é mais simples, passando para os
mais complexos.
Para Ferreiro e Teberosky (1985, p.18) a preocupação dos educadores tem-se voltado
para a busca do melhor ou do mais eficaz dos métodos, levando a uma polêmica entre dois tipos
fundamentais; Método sintético e método analítico.
O método sintético preserva a correspondência entre o oral e o escrito, entre som e
grafia. O que se destaca neste método é o processo que consiste em partir das partes do todo,
sendo letras os elementos mínimos da escrita. O método analítico insiste no reconhecimento
global das palavras ou orações; a análise dos componentes se faz posteriormente (FERREIRO
& TEBEROSKY, 1985, p.19)
Ao ingressar na escola, o aluno depare-se com uma diversidade de objetos culturais
com os quais, muitas vezes não está acostumado, pois fazem parte de práticas sociais diversas
daquelas que o grupo familiar cultiva. É função da escola promover situações de comunicação
diferentes daquelas que ela habitualmente encontra.
Ampliar o universo cultural e letrado dos alunos é dever de todo professor, pois é a
partir da ampliação da visão de mundo que podemos mentalizá-los para que construam novas
possibilidades de comunicação. “O objetivo da educação intelectual não é saber repetir
verdades acabadas, é aprender por si próprio [...]” (Piaget, 1995, p. 69).
É preciso, portanto, criar situação que propiciem o desenvolvimento das capacidades
de falar, escutar, ler e escrever de acordo com os diferentes usos dos contextos. Por exemplo,
proporcionar aos alunos as oportunidades de participar adequadamente de conversas formais
21

ou informais; de visitar lugares públicos portando-se segundo as regras sociais desses espaços
coletivos; de ler e de escrever para poder se relacionar melhor com o mundo que os cerca. Essas
ações que possibilitam a apropriação do saber letrado e a inserção no mundo de maneira mais
eficiente (DA SILVA, 2013).
A leitura também é importe para a escritura do texto, no que se refere ao que se repete
ao processo de revisão Sautchuck (2010) em um estudo sobre produção de texto, tentando dar
as pistas para que o outro a compreenda, e pelo leitor, que usando seus conhecimentos prévios
e suas capacidades, reconstrói os sentidos, muitas vezes alterando o que era interação do autor.
Nessa discussão Sautchuk (2010) acrescenta que, entre esses dois interlocutores
aparece uma outra entidade, que é o leitor interno. Ao escrever, deve-se ler o que foi elaborado,
assumido as representações que se supõem serem do leitor externo, ou seja, deve-se ler o propor
texto como se fosse o leitor para o qual o texto se destina.
Na escola, aliará a leitura de textos desses suportes a esses tipos de finalidades é uma
estratégia didática de levar os alunos a aprender a selecionar, organizar, articular e comparar
informações de um ou mais textos. Ler para estudar também é uma finalidade importante dentro
e fora da escola. Saber estudar, desenvolver modos de acessar texto para compreender sobre
um tema, para guardar informações na memória e, também, uma finalidade legítima, que pode
ajudar o aluno a progredir na escola, a dar continuidade ao processo de escolarização (SILVA,
2013).
Por outro lado, pode-se também estimular a prática de leitura de jornais, realizando,
em algum momento do planejamento, atividades de socialização de notícias lidas. Deixar que
os alunos selecionam textos para ler o grupo e levar textos sobre temas atuais para ler para eles
e solicitar a opinião deles sobre a matéria é uma boa maneira de mostrar que, no dia-a-dia, fora
da escola, essa finalidade também está presente entre as pessoas.
Referindo-se à leitura e à escrita, que são duas atividades conduzidas paralelamente no
processo de alfabetização e que envolve as crianças ao conhecimento, requer um tratamento
especial e é preciso que os professores ouçam as crianças valorizando as opiniões que cada uma
possa apresentar na fala ou escrita através de rabiscos, sequências de letras, gravuras, histórias
e desenhos tornando assim, um trabalho sistemático como algo novo para uma boa
aprendizagem.
Sendo que, a escola deve incentivar e contribuir com a família e o aluno, buscando
ajuda e mais conhecimentos para lidar com as dificuldades de aprendizagem, apresentando-se
como uma comunidade ativa e dinâmica que almeja melhorias na qualidade de atendimento
escolar e psicológico dos alunos (DOS SANTOS; SANTANA; SOLEDADE, 2016).
22

Para Freire (2001) ressalta que, não parece possível que um educador assuma a
coordenação de uma secretaria de educação sem que se depare com o desafio dos déficits que
a cometem à educação brasileira, tanto em sentido qualitativo quanto quantitativo.
Visto que é muito grande a demanda de crianças em idade escolar que fica fora da
escola e por outro lado à abrangência do currículo que não se consegue atingir durante o período
letivo, mesmo porque, ele geralmente não é elaborado com o objetivo de atender as camadas
populares da sociedade, sendo que os déficits da educação atingem principalmente as famílias
populares que conseguem chegar à escola e nela permanecerem.
A busca de informações é também necessária para o trabalho da escrita, é preciso ter
o que dizer, Zaias e Esteves (2004) salientam que, “com efeito, a capacidade de planejar os
conteúdos de um texto relaciona-se com a capacidade de selecionar a informação relevante de
outros textos. Isso é o que acontece para compor um texto, busca-se informações em outros”.
A falta de investimento na formação de professores contribui para o fracasso escolar
das crianças, por outro lado os professores precisam fazer sua parte, precisam ser professores
envolvidos com a educação buscando sempre a melhor maneira de ensinar seus alunos indo em
busca, pesquisando, lendo e se informando para se tornar um professor inovador um professor
que se preocupe com aprendizagem dos seus alunos. Segundo Freire (1996, p.29), não há ensino
sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esse quer-fazeres se encontra um no corpo do outro,
pesquiso para educar e me educar.
De acordo com Colello (2004), a escola precisa ter o interesse nas concepções da
língua, do ensino, da aprendizagem e das práticas pedagógicas, com uma crítica que não se
esgote em si mesmo, mas que ao fundamentar o trabalho docente, consiga transformar o ensino
e compreender as falhas didáticas e as tendências pedagógicas, para a constituição do sujeito,
isso seria uma escola que efetivamente ensina a escrever.
O professor, frente a estes desafios, deverá ser bem preparado por meio de
capacitações, como também ser incentivado a pesquisar para que, na prática, possa encarar as
possíveis situações-problema, com a competência necessária para reconhecer as prováveis
dificuldades de aprendizagem desenvolvidas dentro ou fora da escola.
Freire (2005), diz que o professor tem que partir da realidade do aluno, pois sua
primeira leitura é a do mundo em que está inserido, não chega intocável para se alfabetizar, pois
vem com conhecimento prévio da sua realidade, é dever do professor levar em conta o que o
aluno traz e partir da experiência do aluno, para assim se apropriar da leitura e escrita, pois
envolve o aluno de maneira que suas dificuldades vão sendo superadas.
23

Embora o construtivismo não proponha uma prática pedagógica, sua contribuição é


essencial para que o educador repense todo o processo de ensino aprendizagem da linguagem
e o funcionamento do código. Conhecendo os diversos níveis conceituais linguísticos da
criança, é possível criar as atividades para que ela possa desestruturar a sua concepção e
construir o conhecimento da base alfabética da escrita (SHIMAZAK, 2010).
A teoria histórico e cultural vem sendo desenvolvida a partir dos estudos de Vygotsky
e seus seguidores. As pesquisas de Vygotsky (1998) e alguns percussores sobre aquisição de
linguagem como fator histórico e social, enfatizam a importância da interação e da informação
linguística para a construção do conhecimento. O centro do trabalho passa a ser, então, o uso e
a funcionalidade da linguagem, o discurso e as condições de produção. O papel do professor é
o de mediador, e facilitador, que interage com os alunos através da linguagem num processo
dialógico.
Para que possa ajudar tanto os alunos, em suas necessidades escolares, quanto os seus
familiares, é preciso garantir-lhes o direito à informação e ao apoio, indispensáveis ao bom
desenvolvimento das relações humanas, assim como a orientação e o encaminhamento aos
locais com atendimento especializado, quando necessário (PETRONILO, 2007).
Percebemos que há grande dificuldade dos professores no desenvolvimento de suas
práticas pedagógicas, isso faz com que as crianças não tenham um bom desempenho escolar e
muitas acabam repetindo o ano. Certamente não estamos atribuindo a causa do fracasso escolar
somente a má professores sabemos que há vários fatores que contribui para o índice de
repetência e evasão escolar dessas crianças (BRITO; FERREIRA, 2015).
Assim, é muito importante que todos os educadores saibam o que é dificuldade na
leitura e na escrita e saibam reconhecer seus sinais. Com a devida orientação, o aluno
conseguirá ser bem-sucedido em classe. Se, na fase escolar, a criança apresentar sintomas de
dislexia, será necessário diagnóstico e acompanhamento adequados, para que ela possa
prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e não tenha prejuízos emocionais e de
aprendizado.
Assim, segundo Dos Santos et al., (2016), o processo de alfabetização deve
proporcionar situações nas quais os alunos participam de práticas sociais de leitura e escrita e
quando o fracasso escolar se instala profissionais como fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos
e psicopedagogos, devem intervir ajudando através de indicações adequadas.
O processo de alfabetização e letramento são indissociáveis que devem caminhar
juntos, uma ação educativa de práticas sociais de leitura e escrita em contexto real de uso que
torna o indivíduo capaz de utilizar a escrita em diversas situações sociais, a construção da
24

linguagem e escrita do aluno faz parte do seu processo e se dá como um trabalho contínuo de
elaboração cognitiva por meio de inserção no mundo da leitura e escrita (GRANZIOL, 2017).
As dificuldades de aprendizagem na alfabetização devem ser detectadas a princípio
pela observação realizada pelos professores e pais, para juntos buscarem ajuda de outros
profissionais que farão a intervenção adequada de acordo com as necessidades de cada aluno.
Encontrar crianças não alfabetizadas no fim das séries iniciais é hoje uma triste
realidade nas escolas públicas de nossa região e de nosso país. Essa realidade é uma incógnita
para muitos educadores.
25

3 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E DA ESCRITA NO PROCESSO DE ENSINO


APRENDIZAGEM NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS

O ato de ler proporciona a descoberta da leitura, um mundo totalmente novo e


fascinante. Entretanto, a sua apresentação à criança deve ser feita de forma atrativa,
estabelecendo uma visão prazerosa sobre a mesma, de modo que torne um hábito contínuo. A
leitura desenvolve a capacidade intelectual do indivíduo devendo fazer parte de seu cotidiano e
desenvolve a criatividade e a sua relação com o meio externo (GONÇALVES, 2014).
A criança que faz parte do universo da leitura é ativa e está sempre pronta a
desenvolver novas habilidades, ao contrário daqueles que não possuem contato com esse
universo, pois esta se prende dentro de si mesma com "medo" de tudo que a cerca. A leitura,
como o andar, só pode ser denominada depois de um longo processo de crescimento e
aprendizado (BACHA, 1975).
Dessa forma, o processo ensino-aprendizagem tenciona esmerar as competências das
crianças com o intuito de melhorar o desempenho linguístico da criança, levando em
consideração a integração e a mobilidade sociais das mesmas. Enquanto indivíduos inseridos
em uma sociedade letrada, desenvolvendo o ensino numa perspectiva qualitativa e produtiva,
pois a cognição do ato de ler e escrever deve ser usada para libertar, transformar e permitir que
se aja sobre a sociedade, fugindo da alienação (SOUSA, 2016).
Como se sabe a leitura e a escrita são atividades complexas, porém necessárias para a
acessibilidade aos conhecimentos estabelecidos que, todavia, fazem parte de uma sociedade
letrada. Para Pausas:
[...] tende a considerar que tanto a leitura como a escrita são processos interpretativos
através dos quais se constroem significados; quer dizer, ler e escrever são basicamente
atividades com as quais construímos e ampliamos nosso conhecimento do mundo que
nos rodeia (PAUSAS, 2004, p.17).

Segundo Freire (1982) uma vez que a leitura é apresentada a criança ela deve ser
minuciosamente decifrada, trabalhada, pois na maioria das vezes as crianças têm um contato
imediato com a palavra, mas a compreensão da mesma não existiu. Para tanto se faz necessário
apresentar o que esse que foi descrito por tal palavra, de forma que esse objeto proporcione
sentido a ela, pois dessa maneira a busca e o gosto pelo mundo das palavras, isto é, da leitura e
da escrita se intensifica. Logo a leitura ganha vida e a criança adquire o hábito de sua prática.
A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do
significado do texto, a partir dos seus objetivos do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o
26

autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, de sistema de
escrita, etc. Não se trata simplesmente de extrair informação da escrita, decodificando-a letra
por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica, necessariamente,
compreensão na qual os sentidos começam a ser constituídos antes da leitura dita
(GONÇALVES, 2014).
A leitura não pode ser vista somente como um mero processo de decodificação
mecânica das palavras, mas também da compreensão e interpretação do que estar escrito em
um texto. De acordo com Martins (1984) a leitura possui várias concepções, porém reduzindo
somente a duas caracterizações, uma de decodificação e a outra de compreensão textual em que
uma depende da outra para que a leitura seja realizada da forma correta.
Segundo Piaget (1978, p. 238), é por meio de um processo contínuo de desequilíbrio
e de novas e superiores equilibrassem que ocorre a construção progressiva do conhecimento da
criança, ou seja, o educador deve ser um agente mediador entre o educando e a sociedade e o
educando um agente ativo na construção do seu conhecimento por meio de sua interação com
o mundo físico e social e isso deve ocorrer de maneira interdisciplinar e contextualizada, sempre
fazendo um intercâmbio entre o sujeito e o objeto.
Emília Ferreiro (2000), aponta que a criança possa por várias fases até que se chegue
à aprendizagem da leitura e da escrita. Para ela, a aquisição dessa aprendizagem depende da
relação que a criança tem desde pequena com a escrita.
Para isso o professor deve conhecer essas hipóteses para saber em que nível está o seu
aluno, sua evolução, e assim poder identificar quais atividades estão de acordo com cada
criança, e inventar maneiras para que a mesma tenha contato com o dicionário e com o alfabeto,
formando palavras, frases, textos, podendo dessa forma possibilitar o entendimento de como se
pronuncia as palavras e como é como são escritas tantas outras que lhes confundem na hora de
escrever.
Quando se fala sobre o contentamento de alfabetizar e ser alfabetizado, quer-se
ressaltar que esse momento de aprendizagem é único, repleto de tensão, superação e
descobertas, atingindo o emocional, o intelectual e o social do discente com bastante
intensidade. Essa transformação requer do professor um grande envolvimento na ação de
ensinar e aprender, requisita-se também, gostar do que faz, e principalmente, de transmitir em
ação a emoção. O professor que descobriu o prazer em alfabetizar tem muito mais chance de
ajudar seus alunos nesta descoberta (SOUSA, 2016).
O aprendizado da leitura é um grande desafio tanto na escola, como para a sociedade,
mas nas escolas atuais a preocupação é ensinar o aluno a escrever o que está na lousa, não tendo
27

sentido e o menor interesse pelo que faz. Seria interessante o estímulo, a leitura diversificada,
pois ao mesmo tempo em que textos diferentes são colocados à disposição, o aluno poderia se
imaginar dentro do mundo da leitura e assim ter um melhor proveito e um bom desempenho
nas suas produções escritas.
Ferreiro e Teberosky (1985) coloca que pensar a alfabetização como aquisição de um
código, tendo a escrita como transcrição da oralidade, é entre a aprendizagem como aquisição
de uma técnica, sendo que basta o alfabetizando decodificar os sinais gráficos para ser
considerado um leitor. Por outro lado, se entender a escrita como um sistema de representação,
sua aprendizagem se converte na apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, em
uma aprendizagem conceitual.
Para a pesquisadora, a língua escrita deve ser entendida como um sistema de
representação da linguagem, concepção que se opõe aquela em que a língua escrita é
considerada como codificação da linguagem.
Conhecendo a importância do processo de aquisição da leitura e escrita como sendo
um processo cultural, social e psicológico, podemos refletir e discutir de forma crítica sobre a
função e funcionamento da leitura.
Durante muito tempo os educadores ignoraram o conhecimento prévio do aluno,
limitava-se a insistir em repetir letras, símbolos, palavras e frases sem contextualizar com a
realidade do aluno, sem preocupar-se com a necessidade de mudança de metodologia
educacional, que chamam atenção para trabalhar a produção textual de modo adequado,
conduzindo educado a uma amplitude de saberes (SOUSA, 2016).
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs (BRASIL, 2001),

A língua tem estreita relação com a possibilidade de plena participação social, pois é
por meio dela que o homem se comunica, tem acesso a informação expressa e defende
pontos de vista, partilha ou constróis visões do mundo, produz o conhecimento.
Assim, um projeto educativo comprometido com democratização social e cultural
atribui à escola a função e a responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o
acesso aos saberes linguísticos necessários da cidadania, direito inalienável de todos
(BRASIL, 2001).

De acordo com Emília Ferreiro e Ana Teberosky (1989), a criança passa por um
processo de aquisição de escrita baseado em cinco níveis de hipóteses: pré-silábica,
intermediário, hipótese silábica, hipótese silábico-alfabética e hipótese alfabética.
Segundo as autoras citadas acima, os níveis pelos quais a criança passa até entender o
sistema de leitura e escrita são:
28

I. Nível pré-silábico: nesse nível, a criança não estabelece relação entre a fala e a
escrita, sua escrita é representada por desenhos, rabiscos, letras, bolinhas e números
como se soubessem escrever sem se preocupar as partes sonoras da escrita. Para a
criança a leitura e escrita só ocorrem se houver muitas letras;

II. Nível Silábico: A criança começa a fazer uma relação entre a fala e escrita, percebe
que a escrita representa a fala e tenta dar valores sonoros às letras, escreve uma letra
para cada sílaba, nesse nível a criança já aceita as palavras com um ou duas letras que
corresponde a emissão oral de cada sílaba;

III. Nível silábico-alfabético: Marca a transição entre as hipóteses prévias a serem


abandonadas e as hipóteses que virão a ser construída, a criança passa descobrir que
a sílaba pode ser escrita com uma, duas, três ou mais letras, e que o som tem sua
identidade e não garante a identidade das letras, passando assim para o nível
alfabético;

IV. Nível alfabético: Nesse nível existe a correspondência entre fonemas e grafemas,
as crianças já conseguem ler e escrever o que pensa ou fala, compreendendo que uma
silaba pode ter uma, duas ou até três letras, mas ainda pode esquecer algumas letras
apresentando dificuldades ortográficas (FERREIRO; TEBEROSKY, 1989).

Para as autoras é necessário o professor saber em que estágio o aluno está, para que
ele possa avançar e com isso desenvolver também aspectos propriamente linguístico da
psicogênese da língua escrita.
Ainda com base nas autoras Ferreiro e Teberosky (1989), as atividades de leitura e de
escrita aparecem muito mais nos primeiros anos de trajetória escolar das crianças. Sendo assim,
é de fundamental importância o professor crie situações em que os alunos utilizem as duas
práticas paralelamente, visto que, essa é a fase em que enfrentam muitas dificuldades até
chegarem ao ato de ler e escrever, e dessa forma possa estimulá-los a ler e a escrever de forma
prazerosa, mesmo por que estas práticas serão úteis para a vida das crianças dentro e fora da
escola ao longo da vida.
A aprendizagem da leitura não acontece espontaneamente, é um processo que o sujeito
vai obtendo em longo prazo, é algo que precisa ser ensinado e adquirido sistematicamente em
que o aluno faz previsões, contestações e insere inferências pessoais adequando-as ao contexto
social (SILVA, 2016).
A aprendizagem pode ser definida como uma modificação do comportamento do
indivíduo em função da experiência. E pode ser caracterizada pelo estilo sistemático e
intencional e pela organização das atividades que se implantam em um quadro de finalidades e
exigência determinadas pela instituição escolar (ALVES, 2007).
O processo de aprendizagem traduz a maneira como os seres adquirem novos
conhecimentos desenvolvem competências e mudam o comportamento. Trata-se de um
processo complexo que, dificilmente, pode ser explicada apenas através de recortes do todo
(ALVES, 2007, p. 18).
29

Na visão de Barros, Pereira e Goes (2008), a aprendizagem é um mecanismo de


aquisição de conhecimentos que são incorporados aos esquemas e estruturas intelectuais que o
indivíduo dispõe em um determinado momento.
Trata-se de um processo contínuo que começa pela convivência familiar, pelas
culturas, tradições e vai aperfeiçoando-se no ambiente escolar na vida social de um indivíduo,
sendo assim um processo que valoriza as competências, habilidades, conhecimentos,
comportamento e tem como objetivo a elevação da experiência, formação, raciocínio e
observação. Essa ação pode ser analisada a partir de diferentes pontos de vista, de forma que a
diferentes teorias de aprendizagem.
Ao estudar as formas pelas quais as crianças constroem sua escrita Ferreiro e
Teberosky (1985), colocou como motor dessa aprendizagem o próprio sujeito, ativo e
inteligente:
Um sujeito intelectual ativo não é um sujeito que “faz muitas coisas” nem um sujeito
que tem uma atividade observável. Um sujeito ativo é um sujeito que compara, exclui,
ordena, categoriza, reformula, comprova, formula hipóteses, reorganiza etc., em ação
interiorizada (pensamento) ou em ação efetiva (segundo seu nível de
desenvolvimento). Um sujeito que está realizando algo materialmente, porém,
segundo as instruções ou o modelo para ser copiado, dado por outro, não é,
habitualmente, um sujeito intelectualmente ativo (FERREIRO; TEBEROSKY,1985,
p. 29).

Aprender é um processo que inicia a partir do confronto entre a realidade objetiva e os


diferentes significados que cada pessoa constrói acerca dessa realidade, considerando as
experiências individuais e as regras sociais existentes (ANTUNES, 2008, p, 32).
O contexto psicológico para Stevanato (1996) é de fundamental importância no
desenvolvimento da aprendizagem e está relacionado com a estrutura familiar, ordem de
nascimento dos filhos e o nível e expectativas, a forma como a criança é tratada pela sua família
e também no ambiente social em que convive, tanto podem trazer reflexos positivos, quanto
negativos para o seu processo de aprendizagem. Comportamentos como: agressões baixa-
estima, desatenção, hiperatividade e isolamento muitas vezes são resultantes da convivência
familiar (SOUZA, 1996).
O contexto metodológico engloba o que é ensinado nas escolas e sua relação com
valores como pertinência e significados, o fator decisivo nesse contexto é a unificação dos
objetivos, conteúdos e os métodos, onde o professor precisa despertar no aluno o interesse em
aprender e superas as dificuldades encontradas.
Na visão de Carranher e Schliemann (1989), em muitos casos as dificuldades em
aprendizagem, não se trata de um problema onde aluno não consiga aprender, ou seja, capaz de
30

raciocinar, mas trata-se de problemas metodológicos, nesse caso é necessária uma metodologia
de ensino diferenciada, apropriada às reais necessidades do educando, tendo em vista o
aprimoramento de suas habilidades e o desenvolvimento de suas potencialidades.
Ainda conforme Carranher e Schliemann (1989), uma criança quando não entende o
método de ensino trabalhado pelo professor, sente-se frustrada, com problemas de baixa estima,
ficando desinteressado, desatento às aulas importante que o professor tenha consciência que o
aluno apresenta dificuldades de aprendizagem não vontade própria.
Granziol (2017), enfatiza que desde as séries iniciais, quanto antes as crianças se
apropriarem da leitura e da escrita, mais poderão desenvolvê-las com êxito em seus anos de
escolaridade, sendo assim, serão capazes de utilizá-la como prática discursiva com muita
facilidade durante sua trajetória escolar.
Que o professor tenha consciência que o aluno apresenta dificuldades de aprendizagem
não por vontade própria. Trabalhar as dificuldades, tentar recuperar a autoestima do aluno,
analisar os métodos de ensino são de fundamental importância para os educadores que
enfrentam problemas relacionados a metodologia.
A metodologia está também intimamente ligada à noção de aprendizagem, a
estimulação e a atividade em si não garantem que a aprendizagem se opere. Para aprender é
necessário estar-se motivado e interessado. A ocorrência da aprendizagem depende não só do
estímulo apropriado, como também de alguma condição interior própria do organismo
(FONSECA, 1995, p. 131).
Barca Lozano e Porto Rioboo (1998) apresentam um conceito de aprendizagem como
um processo ativo, sendo que, os alunos precisam realizar uma certa quantidade de atividades
facilitando a assimilação dos conteúdos. O segundo define a aprendizagem como um processo
construtivo, sendo que as atividades que os alunos desempenham têm como objetivo a
construção do conhecimento.
O terceiro menciona a aprendizagem como um processo em que o aluno deverá
aprimorar e organizar as estruturas cognitivas.
Segundo Vygotsky, (1998):

A aprendizagem acontece por meio de uma zona de desenvolvimento proximal que


pode ser definida da seguinte forma: “a zona de desenvolvimento proximal é a
distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento
potencial. O nível real exprime o desempenho da criança ao realizar suas tarefas sem
ajuda de ninguém, e o nível potencial representa aquelas tarefas que a criança só
consegue realizar com ajuda de alguém (VYGOTSKY, 1998, p. 97).
31

A aprendizagem para Fonseca (2005) é interligada por quatro componentes cognitivos


fundamentais que são: o input (responsável pelas informações recebidas pelos sentidos visual
e auditivos), a cognição (responsável pelos processos de memorização, consistência e
processamento simultâneo e sequencial de informações), o output (responsável pelos processos
motores como desempenhar, ler, escrever, ou resolver problemas) e a retroalimentação controle
e realização das atividades).
Assis (1990), menciona que os problemas de aprendizagem podem ser resultados de
ambientes familiares que não estimulam a criança a estudar e acredita que um ambiente familiar
com pouca influência sociolinguística pode interferir no desenvolvimento das aptidões e
habilidades desempenhada pela criança. Muitos fatores podem intervir na vida escolar de uma
criança: um ambiente doméstico tranquilo e saudável o proporcionará uma melhor estabilidade
emocional.
Os problemas relacionados as dificuldades de aprendizagem escolar dos alunos, é uma
situação preocupantes para os professores que atuam no ensino fundamental. Para Antunes
(2008) essas dificuldades podem ser percebidas nas crianças que não tem um bom rendimento
escolar em uma ou mais áreas, mostrando problemas na expressão oral, compreensão oral,
expressão escrita com ortografia apropriada, desenvoltura básica de leitura, compreensão da
leitura, cálculo matemático.
As crianças com dificuldades de aprendizagem, geralmente não conseguem um bom
desempenho na vida escolar. A sua capacidade intelectual parece congelar fazendo com que o
seu desempenho na escola seja inconsistente. Os alunos com dificuldades de aprendizagem
podem manifestar comportamentos problemáticos, apresentarem problemas como: falta de
atenção, distração, perda de interesse por novas atividades, deixar atividades ou trabalhos
inacabados, dificuldades para seguir instruções do professor, faltar às aulas.
Outro fator ilustrativo no processo de aprendizagem baseia-se no bom relacionamento
entre o corpo discente, pois o ambiente deve possibilitar o trabalho em grupo e assim terão
aspectos positivos no desenrolar da ação pedagógica. De encontro ao que foi citado
anteriormente, os aspectos dos métodos de ensino devem oportunizar os alunos a discussão e
troca de ideias entre eles, capaz de elaborarem conhecimentos das diversas áreas (COSTA et
al., 2020).
Destarte, o ambiente escolar exerce influência sobre a aprendizagem, pois o espaço
escolar, a disposição das carteiras e a posição dos alunos devem ser capazes de favorecer a
aprendizagem. No caso de oposição ao que foi relatado, observar-se-á algumas dificuldades a
se manifestar (COSTA et al., 2020).
32

É essencial possibilitar ao indivíduo no início do seu processo de aquisição da leitura,


um ambiente estimulante, que contribua de forma prazerosa na aquisição do hábito de ler, e na
construção de saberes necessários para as relações sociais. Garcia afirma (1996) que:

A criança que vive num ambiente estimulante vai construindo prazerosamente seu
conhecimento do mundo. Quando a escrita faz parte do seu universo cultural também
constrói conhecimentos sobre a escrita e sobre a leitura. Ler é conhecer. Quando mais
tarde ela aprender a ler a palavra, já enriquecida por tantas leituras anteriores,
apropriar-se-á de mais um instrumento de conhecimento do mundo (GARCIA, apud
MOLL, 1996, p.69).

A essência dessa aprendizagem vai depender de como houve a interação no processo


de ensino-aprendizagem. Ou seja, o professor tem que falar a mesma língua do aluno,
facilitando o mesmo nas suas dificuldades de aprendizagem. Para que isso venha acontecer é
preciso que haja comprometimento tanto de quem ensina quanto de quem aprende. É preciso
oferecer um ambiente alfabetizador suprindo as carências de nossas crianças, não desvalorizar
os conhecimentos prévios dos mesmos, mas fazendo uma conexão entre o ensino sistematizado
e as experiências vividas pelos alunos (SILVA; SILVA, 2019).
De acordo com Kleimam (2006), é necessário que se rompa com práticas tradicionais
de leitura e também se mude a concepção de leitura e sua importância em sala de aula, bem
como na formação do aluno. É preciso desenvolver práticas que estimulem a leitura e
incentivem o prazer pela leitura, criando um vínculo entre o aluno e o texto em uma perspectiva
constante de formação de leitores.
Nesse processo torna-se relevante salientar a construção da escrita, segundo o autor
Martins (2003), onde salienta o início da aprendizagem da escrita e persistência das crianças
em se tratando de tentativas, dando sentido da reprodução dos traços básicos da escrita com que
elas se deparam no dia a dia. Nesse aspecto o que realmente importa é o desejo da criança
acertar.
Leal e Morais (2010) se posicionam sobre o processo de alfabetização, afirmando:

As atividades de reflexão sobre o sistema da escrita alfabética devem ser


diversificadas, atendendo os diferentes níveis de conhecimento dos alunos e devem se
contemplar a apropriação e a consolidação dos conhecimentos construídos, para que
ocorra o processo de apropriação da leitura e da escrita (LEAL E MORAIS, 2010, p.
15).

Conforme o que apontam os autores, destacamos que o que frisaram é de fundamental


importância, para que ocorra o processo de ensino e aprendizagem e sejam deletados os
paradigmas de dificuldades na aquisição de conhecimentos destes alunos.
33

Para tanto, é necessário que se trabalhe dentro do padrão de cada aluno, no nível de
conhecimento e realidade que cada aluno vive e já conhece no seu cotidiano. Mas nem todos os
educadores têm esta visão de que, para a criança, é mais estimulante vivenciar a cultura do seu
dia a dia, em vez de ensinar métodos desordenados que causam na criança o bloqueio das
habilidades.
34

4 PERCURSO METODOLÓGICO

4.1 Local do estudo

O cenário desta investigação foi no município de Primeira Cruz, estado do Maranhão,


situado na Mesorregião do Norte Maranhense e na Microrregião dos Lençóis Maranhenses,
limita-se ao Norte com o Oceano Atlântico, a Leste com o Município de Santo Amaro, ao Sul
com os Municípios de Barreirinhas e Belágua, e a Oeste com o Município de Humberto de
Campos (IBGE, 2021).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (BRASIL, 2021), o
município possui uma área territorial de 1.337,161 km², com população estimada em 15.545
habitantes, possui nascentes e foz dos rios Mirim, Miritibinha, Mananzaro, Velho e Alegre, os
quais convergem para a foz do rio Periá, que, por sua vez, atua como limite natural entre o
município de Humberto de Campos. Parte do seu território está incluída no Parque Nacional
dos Lençóis Maranhenses.
O estudo foi realizado na Escola Municipal Odorico Fonseca, que é uma instituição de
ensino pública vinculada a Secretária Municipal de Educação - SEMED do município de
Primeira Cruz. Toda a pesquisa nesta instituição foi formalizada através da Carta de
Apresentação do (a) Aluno (a) (ANEXO A), disponibilizada pela UFMA e apresentada ao
gestor da escola.

4.2 Caracterização do campo do estudo

Segundo o gestor da escola campo da pesquisa, a instituição passou por uma ampliação
no início do ano, pois estava em péssimas condições de funcionamento, não tinha ventilador,
as paredes estavam rachadas, o número de salas não atendia a demanda do número de turmas,
o que gerou muita polêmica e por conta disso os pais se recusavam em mandar seus filhos para
a escola.
Com isso, foi necessário construir mais uma sala de aula, colocar ventiladores para
atender as necessidades dos alunos. A estrutura física da escola está apresentada no Quadro 1
abaixo.
Quadro 1 - Estrutura física da escola campo.
Estrutura Física Quantidade
35

Salas de aulas 5
Banheiros 2
Secretaria 1
Dispensa 1
Cozinha 1
Pátio de recreação 1

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Os recursos humanos da escola são constituídos por (01) gestor, (01) gestor adjunto,
(01) assistente administrativo, (19) professores, (05) merendeiras e (02) vigias. Os professores
estão divididos nas seguintes turmas: Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos Iniciais e
anos Finais) e EJA - Educação de Jovens e Adultos.
Todos os professores já têm mais de três anos de serviço na instituição, sendo que
alguns tem 12 anos, outros 15 anos, somente uma professora tem carga horária reduzida por
conta do tempo de serviço. Na escola há um quantitativo de 215 alunos.
Por ser uma escola muito pequena, recebe alunos em todos os turnos, matutino,
vespertino e noturno. No turno matutino atendido alunos da Educação Infantil e 1º e 2º ano do
Ensino Fundamental, no turno vespertino atende 3º, 4º e 5º ano do Ensino Fundamental anos
iniciais, 6º e 7º ano do Ensino Fundamental anos finais; e no turno noturno atende alunos do 8º
e 9º ano do Ensino Fundamental anos finais, assim como também as etapas da EJA. De acordo
com o gestor, escola apresenta superlotação necessitando de revisão na estrutura física para
melhor acomodar os alunos.
Quanto a estrutura pedagógica, a escola conta o programa Pacto Nacional pela
Alfabetização na Idade Certa - PNAIC, onde a mesma também está desenvolvendo um projeto
de leitura.
O planejamento da escola é realizado semanalmente, o processo de ensino é
acompanhado de observação e produção dos alunos, trabalhos expostos na sala de aula, tais
como cartaz e materiais impressos.
Segundo informações repassadas pelo gestor, um fator positivo nesta escola é que não
há problemas com a evasão escolar e com transferências. Porém, há um problema preocupante,
onde os professores relatam que muitos dos alunos aprovados não acompanham a série seguinte
com bom desempenho, justamente devido à dificuldade de compreensão na leitura e
consequentemente dificultando a escrita.
36

Percebemos que essa dificuldade é bem nítida, quando o aluno encerra o ciclo do
ensino fundamental anos iniciais para ingressar nos anos finais que o impacto é muito grande.
Eles apresentam essas dificuldades porque não tiveram uma boa base, a meu ver essa
alfabetização deve acontecer nos primeiros anos de ensino fundamental, se a criança não for
alfabetizada nesta etapa, dificilmente ela terá êxito na sua trajetória educacional.
Outros motivos que afetam no desenvolvimento de ações que venham a ajudar os
alunos a superarem essa deficiência na leitura e na escrita, são: presença dos pais na escola,
acompanhamento nas atividades de casa, a disciplina de alguns alunos e a presença de
psicólogos.

4.3 Desenho do estudo

O presente trabalho trata de uma pesquisa de caráter qualitativo com base em pesquisa
bibliográfica, elaborada a partir de material já publicado, de vários autores da área, os quais
abordam o tema em questão, e os mesmos oferecem subsídios teóricos bastante significativos
para fundamentação da temática em questão.
Segundo Minayo (2014), a pesquisa qualitativa se preocupa com o nível de realidade
que não pode ser quantificado, ou seja, ela trabalha com o universo de significados, de
motivações, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais
profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à
operacionalização de varáveis.
Toda pesquisa qualitativa, social, empírica, busca a tipificação da variedade de
representações das pessoas no seu mundo vivencial (BAUER; GASKELL, 2008) mas,
sobretudo, objetiva conhecer a maneira como as pessoas se relacionam com seu mundo
cotidiano. Para a realização desta pesquisa foram utilizados dois instrumentos metodológicos
importantes: a observação direta e a aplicação de questionários direcionado aos professores.
Os momentos de observação possibilitarão conhecer melhor um pouco do trabalho dos
professores entrevistados. O questionário, segundo Gil (1999, p.128), pode ser definido “como
a técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões
apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças,
sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas, etc.
O estudo realizado na Escola Municipal Odorico Fonseca, foi por meio de uma
pesquisa de campo, através de entrevistas aplicadas em forma de questionários (APÊNDICE
A) para professores desta instituição de ensino, com intuito buscar entender o que dificulta o
37

processo de aprendizagem da referida escola. Utilizando recursos metodológicos como visitas,


entrevistas e conversa informal com o gestor.
A elaboração dessa pesquisa ocorreu no período de março de 2022 a junho de 2022,
coma utilização de materiais impressos, caneta, papel, para registrar os dados obtidos. É
importante ressaltar que não houve muitas dificuldades durante o período.
Após a escolha do tema, partiu-se para a pesquisa bibliográfica, no qual se dialogou
principalmente, com Carvalho (2010), autora do livro Guia Prático do Alfabetizador. Nesse
livro, a autora tematiza sobre as questões internas e externas que envolvem as dificuldades de
leitura e escrita.
No decorrer da segunda etapa do trabalho, foi realizada uma visita de campo a escola,
para conversar informalmente com o gestor. No decorrer da terceira etapa, foi necessário visitar
a escola por mais duas vezes, a fim de coletar informações mais consistentes, uma das visitas
foi no turno da manhã e a outra no turno da tarde.
Inicialmente, foram abordados os professores que iriam participar da entrevista, no
qual foi repassado a eles a finalidade do estudo, a função do questionário de entrevistas, em
seguida foi aplicado o mesmo. Foi entregue cinco questionários aos professores, onde somente
quatro deles entregaram no mesmo dia da entrevista, sendo assim foi necessário voltar à escola
mais uma vez para receber o restante.
Os participantes da pesquisa não mostraram resistência para responder os
questionários, pois nenhum dos entrevistados se recusaram a participar. Vale ressaltar que fui
bem recepcionada por parte da equipe da escola, e os professores mostraram-se bastante
interessados em participar.
38

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Esse capítulo, apresenta a análise do corpus da pesquisa e as conclusões que cheguei


após fazer o tratamento dos dados. São considerações iniciais, que podem ser aprofundadas em
estudos posteriores. Mas são válidas por levantarem uma questão que ainda merece atenção dos
estudiosos, como: dificuldades na aquisição da leitura e da escrita nos anos iniciais do ensino
fundamental, analisada a partir do ponto de vista dos próprios entrevistados.
Os resultados apresentados nesta seção estão de acordo com os depoimentos dos
professores entrevistados durante a pesquisa de campo e a após a visita, conversas, e aplicação
de questionários. Os participantes entrevistados foram identificados por: Professor 1, Professor
2, Professor 3, Professor 4 e Professor 5.

5.1 Questionário aplicado aos professores

A primeira pergunta colocada aos professores objetiva em saber se esses gostam de


ler, se tem o habito da leitura, mesmo de forma esporádica. Foi feito seguinte questionamento:
“Você gosta de ler? Caso positivo, quantos livros você ler por ano?”, as respostas obtidas estão
apresentadas no Quadro 2 abaixo.
Quadro 2 – Respostas para a pergunta: “Você gosta de ler? Caso positivo, quantos livros você ler por
ano?”.

Participante Respostas Leituras realizadas


Professor 1 Sim, em média cinco livros, fora as Livros e jornais.
leituras de jornais e revistas que eu
costumo ler diariamente.
Professor 2 Sim, vários, não sei a quantidade. Livros dos acervos.
Além disso faço muita leitura dos
acervos da escola.

Professor 3 Sim, em média 30 livros. Contando Literatura infantil.


com os livros que eu leio para os
alunos.
39

Professor 4 Sim, vários. Nunca contabilizei a Revista e literatura infantil.


quantidade, mas já li muitos, inclusive
revista, e literatura infantil.
Professor 5 Sim, leio em média uns 4 livros tirando Historinhas e gibis.
os livros que leio na sala de aula que
são historinhas e gibis.

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Na pergunta 1 acima, as respostas dadas mostram que os professores gostam de ler


jornais, revistas, acervos da escola. Houve um professor que chegou a ler uns 30 livros em um
ano. Considera-se um ponto positivo o fato dos professores serem leitores, pois assim
conseguem aprimorar seus conhecimentos para desenvolver um trabalho melhor com seus
alunos, uma vez que o obstáculo maior para o professor está nas dificuldades enfrentadas pelos
alunos em interpretar textos variados.
Considera-se que, para que a criança se torne um bom leitor competente, crítico e
autônomo, o trabalho com textos deve basear-se, principalmente, nas atividades de leitura,
interpretação, escrita e reescrita de textos de gêneros variados (notícias, HQ’s, reportagens etc.).
Essa é uma prática que cada professor deve reconhecer e compreender para que ele possa lidar
melhor com a postura do aluno diante da leitura e produção textual.
A segunda pergunta direcionada aos professores objetiva em saber o ponto de vista
destes, acerca da leitura e se os mesmos acham possível se construir uma educação de
qualidade. As respostas estão apresentadas no Quadro 2.
Quadro 3 - Respostas para a pergunta: “Qual é o seu ponto de vista acerca da leitura? Você acha possível
se construir uma educação de qualidade? ”.

Participante Respostas Pontos positivos


Professor 1 Sim. Porque a leitura e a escrita Leitura como uma
enriquecem o vocabulário, amplia as passagem infinita para o
capacidades cognitivas, permite a conhecimento.
compreensão de ideias e possibilita
organizar as linhas de pensamento.

Professor 2 Sim, pois uma educação de qualidade se Ler e interpretar.


constrói quando os alunos escrevem, leem
e interpretam as leituras que fazem.
40

Professor 3 Sim. Porque leitura e escrita estimula o Prática da leitura e da


nosso raciocínio o vocabulário, aprimora a escrita.
capacidade interpretativa, além de nos
proporcionar um conhecimento amplo e
diversificado sobre vários assuntos.

Professor 4 Sim, em meu ponto de vista a leitura é uma Leitura como fonte
passagem infinita para o conhecimento é fundamental para o
algo que ajuda muito no desenvolvimento desenvolvimento.
dos alunos, assim como a prática da
escrita.

Professor 5 No meu ponto de vista a leitura é Leitura para adquirir


fundamental para o desenvolvimento dos conhecimentos.
alunos, pois é por meio delas que o ser
humano aprende a conviver melhor com a
sociedade e também é por ela que se faz
educação de qualidade.

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Do ponto de vista dos professores, a leitura é algo que ajuda a desenvolver, nos alunos,
a prática da escrita, é considerada para um dos professores como uma passagem infinita para o
conhecimento. Outro professor diz que o ensino se constrói quando o aluno ler e interpreta a
sua própria leitura.
É notório observar pelas próprias respostas dos docentes, a importância da leitura no
cotidiano de cada criança, uma vez que a leitura se inicia dentro de casa com a família. No
entanto, infelizmente, há muitas crianças que não têm esse contato com leitura em casa, pois
muitos pais, preocupados com os afazeres diários, delegam à escola a responsabilidade de
estimular as crianças a ler e escrever.
A terceira pergunta colocada aos professores objetiva saber se eles costumam ler para
seus alunos. Foi aplicada a seguinte pergunta: “Você costuma ler para os seus alunos? Se sim,
41

que tipo de obra? O que significa você enquanto professor fazer leitura para eles?”, as
respectivas respostas foram organizadas no Quadro 3.
Quadro 4 - Respostas para a pergunta: “Você costuma ler para os seus alunos? Se sim, que tipo de obra?
O que significa você enquanto professor fazer leitura para eles?”.

Participante Respostas Significado de ler com os


alunos
Professor 1 Sim, gosto de ler e contar histórias que Despertar o interesse pela
tenham abordagem sobre o conteúdo leitura.
que irei trabalhar com eles em sala de
aula. Lei histórias infantis, contos,
lendas, entre outros, fazer leitura é
muito significativo, pois desperta nas
crianças o interesse pela aula.
Professor 2 A leitura na minha turma é diária. Faço Aprendizagem mútua.
sempre leitura dos acervos do PNDE,
jornais, revistas e outros, pois acredito
que os alunos aprendem muitas coisas
e viajam por lugares que nunca foram.

Professor 3 Sim, leio com muita frequência para as Silabação rítmica.


crianças. Leio sempre textos poéticos,
contos e parle das.

Professor 4 Eu sempre costumo ler para os meus Textos reflexivos.


alunos, textos reflexivos porque eu
penso que ler para essas crianças tem
um significado muito importante na
vida de cada um.
42

Professor 5 Eu leio todos os dias para os alunos e História, notícias de jornais e


costumo levar para a turma textos poemas.
variados como: notícias de jornais,
poema e histórias infantis. O
significado de ler para eles é fazer com
que eles estejam em contato constante
com todos os tipos de textos.

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

Como demonstrado acima, foi perguntado aos professores se eles costumavam ler para
os alunos. Que obras liam e o que significava ler para elas. Para alguns, a leitura é como rotina
diária.
Geralmente, esses professores utilizam textos dos livros do PNDE que compõe o
acervo do programa Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - PNAIC, notícias de
jornais e textos reflexivos para desenvolver a aprendizagem das crianças. As respostas dos
professores, nos leva a perceber que os docentes entrevistados reconhecem a importância
fundamental da leitura para o desenvolvimento cognitivo dos alunos.
A quarta pergunta direcionada aos professores objetivou saber se esses costumam
escutar seus alunos quando eles querem contar histórias. Assim foi feita a seguinte pergunta:
“Você costuma escutar os seus alunos quando estes querem contar histórias? Por quais
motivos?”. As respostas colhidas foram organizadas no Quadro 4, abaixo.
Quadro 5 - Respostas para a pergunta: “Você costuma escutar os seus alunos quando estes querem
contar histórias? Por quais motivos?”.

Participante Respostas
Professor 1 Sim, com certeza. Acredito que ouvi-los é importante para o
desenvolvimento deles, acredito que isso os torna confiantes e
incentiva-os a serem pessoas comunicativas, em alguns momentos
peço a eles para contarem suas histórias toda a turma, isso é uma
forma de encorajá-lo.

Professor 2 Adoro escutar meus alunos, pois eles têm muitas histórias para
contar e isso faz com que eles se expressem e interajam dentro da
sala de aula.
43

Professor 3 Estou sempre ouvindo os meus alunos, pois sei que eles têm
muitas histórias interessante para contar.

Professor 4 Amo ouvir as histórias dos meus alunos, eles sempre relatam
histórias da sua realidade. Pois é através da escuta que
conhecemos a vida das crianças e muitas vezes fazemos nosso
planejamento com base nessa realidade.
Professor 5 Costumo sempre ouvir meus alunos até mesmo para que eles
possam desenvolver a oralidade e vencer o medo de se expressar
em público.

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).

A quarta questão formulada foi direcionada com o intuito de saber se os professores


pesquisados davam a devida atenção quando os alunos queriam contar histórias e o que os
motivavam a ouvi-los. As respostas confirmam que há uma mudança de atitude pedagógica do
professor com relação a essa questão.
Essa mudança de atitude contribui de maneira singular para o desenvolvimento
intelectual do aluno. Uma das respostas de um dos professores aponta para o fato de que é
importante deixar a criança se expressar, interagir com os demais colegas, pois essa prática
desenvolve habilidades de negociação entre os alunos.
Inconscientemente essas crianças exercitam, na interação, a capacidade de dialogar em
grupo, havendo constantes pausas de uma fala para outra, sendo assim o aluno percebe que, na
narração de histórias, cada um precisa esperar a sua vez de falar para que o grupo entenda o que
está sendo dito. A interação do professor com o aluno dentro da sala de aula é muito importante
no sentido de oportunizar a criança vivenciar situações cotidianas de leitura e escrita.
A quinta pergunta direcionada as professoras objetivou saber se esses se sentiam
motivados em estimular nos alunos o gosto pela leitura. Foi realizada a seguinte pergunta:
“Você enquanto, professor sente-se motivado em estimular nos alunos o gosto pela leitura? De
que maneira?” As respostas para essa pergunta estão apresentadas no Quadro 5, abaixo.
44

Quadro 6 - Respostas para a pergunta: “Você enquanto, professor sente-se motivado em estimular nos
alunos o gosto pela leitura? De que maneira?”.

Participante Respostas Mecanismos de incentivo


Professor 1 Sinto-me motivada à medida que os Estimular nos alunos o gosto
alunos tomam gosto pela leitura, é pela leitura, tornar melhores
como se algo os revelasse a outro nível aprendizes.
de conhecimento com todos os
sentidos, parece que eles se tornam
melhores aprendizes, os incentivos
pedindo que façam leituras na sala, às
vezes peço que leiam em casa para
contar na outra aula.

Professor 2 O que me motiva é saber que com a A leitura como


leitura meus alunos se desenvolveram desenvolvimento da
dada vez mai. E por isso que com a aprendizagem na sala de
minha motivação eu quero que eles se aula.
sintam motivados para praticar a
leitura.

Professor 3 Sim, porque pelo fato de trabalhar com Utilização da música na


música e também escrever é ler leitura e na escrita da música
também música. na leitura e na escrita

Professor 4 Para mim é saber que eles se Leitura.


interessam em ler dentro da sala de
aula.

Professor 5 O que me motiva é ver e sentir que os Leitura.


alunos estão se interessando pela
leitura.

Fonte: Elaborado pelo autor (2022).


45

Para os professores, o que lhes deixam motivados em estimular nos alunos o gosto pela
leitura, é saber que esses discentes se desenvolverão de maneira eficaz. Além disso, fazer com
que crianças e adolescentes se voltem e se interessem pela leitura de um livro ou uma revista é
difícil nesse mundo tecnológico e quando se consegue atingir o objetivo de estimular a leitura,
o professor percebe o quanto esse trabalho é gratificante.
A leitura é um processo de compreensão abrangente que envolve aspectos sensoriais,
emocionais, intelectuais, fisiológicos, bem como culturais, econômicos e políticos. É a
correspondência entre os sons e os sinais gráficos, através da decifração do código e a
compreensão do conceito ou ideia (COELHO, 2009, p. 85).
Gostar de ler e interessar-se pela leitura são hábitos construídos por algumas pessoas
de maneira natural. Muitas vezes parte da própria família, a convivência com a escrita e leitura
de histórias é um fato usual em algumas famílias. Entretanto, isso não é uma regra, pois a prática
aponta para um déficit considerável em relação ao estímulo à leitura em casa.
Na prática, muitas famílias jogam a responsabilidade para a escola porque acreditam
que é na escola que este gosto pode ser incentivado. Portanto é importante que a criança perceba
a leitura como ato prazeroso e para isso é necessário que os adultos sirvam de modelo. A sala
de aula pode se tornar um espaço em que a criança entre em contato direto com vários textos
por meio de exploração de livros, jornais, revistas, outros.
A sociedade precisa entender que práticas de leitura devem começar em casa. A família
deve servir de exemplo aos alunos no que se refere às práticas de leitura e escrita. Dessa forma
haverá uma importante mudança de atitude e, quem sabe, as próximas gerações se transformem
em gerações leitoras.
46

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através deste estudo foi possível observar alguns indicadores, como a desejada
melhoria na construção de um ensino de qualidade referente à leitura e a escrita está sendo
conduzida de forma lenta, mas que já está sendo reconhecida a necessidade de estratégias nesse
aspecto nas escolas.
Com base nas considerações teóricas estudadas, constatamos que, na escola, por
exemplo, precisam-se planejar situações que levem os alunos a desenvolver estratégias de
leituras diversificadas e conhecimentos apropriados para diferentes contextos de interação.
Com base nos dados da pesquisa contatei que a leitura é uma ação inclusiva, pois possibilita ao
indivíduo a participação em eventos sociais de letramento. Colabora, portanto, para a
construção da identidade cidadã dos alunos.
Diante dos relatos dos professores entrevistados, as informações coletadas sugerem
que sejam discutidas e desenvolvidas ações para tentar sanar as dificuldades encontradas pelos
professores diante de alunos com dificuldades de leitura e escrita. Desse modo, é preciso
possibilitar aos alunos o acesso às práticas diversas de leitura que auxiliem em sua atuação na
escola e fora dela.
Analisando os dados coletados nos questionado, o que se percebe, muitas vezes, é que,
há certa desvinculação entre leitura e prazer. Na verdade, não se defende que ler na escola seja
sempre um ato de fruição.
No entanto, é fundamental que possa ser, também, deleite, para que essa instituição
passe a se construir, de fato, como um espaço de formação de leitores. Ao longo desse estudo
foram feitos comentários de alguns pontos de vista dos autores consultados sobre o tema,
relacionando essa discussão com o que se tem observado sobre as dificuldades de leitura e
escrita em nossa prática docente nos anos iniciais.
A pesquisa feita sobre dificuldades de aprendizagem da leitura e da escrita nas séries
iniciais levou a compreensão de que a alfabetização sendo uma etapa do letramento possibilita
o desenvolvimento de várias habilidades referentes a leitura e à escrita. Mediante o que foi
exposto no quadro teórico e análise dos dados deste estudo, é notório observar que muitos dos
entrevistados atuam como peças importantes no desenvolvimento de uma criança.
Fazendo um comparativo, diante de nossas práticas docentes, ressaltamos a urgência
de mudanças pedagógicas neste sentido, haja vista a perda de especificidade do processo de
desenvolvimento da leitura, limitando às causas de natureza pedagógica, como também a
reorganização do tempo escolar devido à implantação de ciclos – este item é preocupante, pois
47

algumas crianças são matriculadas em escolas onde funcionam classes multisseriadas ou


escolas do campo – que os(as) professores(as) atendem concomitantemente alunos(as) do
ensino infantil, o que tem dificultado desenvolver um bom trabalho visto que o processo de
aprendizagem da leitura e escrita se inicia nessa base.
Nota-se, que é necessário refletir individualmente e coletivamente na busca de
promover reflexões em grupos, adequar práticas modificadas, diferenciadas, e diversificadas,
onde o professor, educador possa mediar e auxiliar seus alunos a superar tais dificuldades de
leitura e escrita, até mesmo desenvolver novos métodos de prevenção para que outras crianças
não passem por esses mesmos problemas.
A escola deve oferecer recursos e cursos de formação continuada aos professores, na
busca de capacitar os educadores, com o objetivo de não haver falhas no processo de ensino
aprendizagem, pois um dos motivos que podem gerar algumas dificuldades de leitura e escrita
é certamente, a falha que ocorre durante o processo de alfabetização, sendo que isto acontece
quando há profissionais não preparados suficiente para intervir de maneira adequada nesse
momento especial do indivíduo, o momento da descoberta. Certamente, o professor
despreparado acabará de fato, atrapalhando a aprendizagem da criança, e criando alguns
bloqueios e insegurança na criança.
Assim, espera-se que o presente estudo possa trazer reflexões sobre a importância da
leitura e da escrita no contexto escolar e familiar. Servindo, quem sabe, de instrumento de
pesquisa para quem deseja investigar sobre dificuldades de leitura e escrita no contexto escolar.
48

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52

ZAYAS, Felipe; ESTEVES, Pilar. Aprender conteúdos e desenvolver capacidades. Porto


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53

ANEXOS
54

ANEXO A - Carta de Apresentação do(a) Aluno(a)

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO


CURSO DE PEDAGOGIA

ATIVIDADE - Monografia

CARTA DE APRESENTAÇÃO DO (A) ALUNO (A)

São Luís, 20 de maio de 2022


Ilmo. Senhor Nilson Fonseca Galvão
Gestor da Escola Municipal Odorico Fonseca
Primeira Cruz - MA

A Atividade intitulada: – Monografia, objetiva desenvolver capacidades relativas ao


processo de gestão do trabalho docente, considerando que essa atividade, está prevista no PPC
do curso de pedagogia da Universidade Federal do Maranhão – UFMA – como sendo
indispensável para mobilização dos saberes profissionais inerentes a profissão docente. O
grande desafio é possibilitar que o estudante em formação ao aproximar-se do contexto escolar
tenha possibilidade de ampliar seu universo de conhecimento sobre os desafios de ser e tornar-
se professor (a).
É importante esclarecer que, a referida atividade, têm, algumas especificidades
organizativas as quais estão disponibilizadas em cronograma de trabalho. Ou seja, a atividade
acontece em três momentos, dentre os quais, dois destes, são desenvolvidos na escola. Uma
fase de observação participante, na qual o estudante faz a observação do contexto de sala de
aula, acompanhado por parte do professor de sala. A fase seguinte é denominada de intervenção
em sala de aula ou de gestão docente, que consiste no trabalho de planejamento e
desenvolvimento de atividades docentes com os estudantes em sala de aula sob a orientação e
acompanhamento do (a) professor (a) titular da turma.
Assim, para realização dessa atividade de Monografia, é fundamental que se estabeleça
uma relação de confiança e de colaboração entre a Universidade – instância formativa - e a
escola – campo de atuação do professor, de modo que a participação do professor de sala de
aula, neste processo é fundamental. O referido profissional assume a função de Supervisor
Técnico.
Dessa forma, apresentamos o (a) aluno (a) Lucileia Brandão Santos que compõe
o grupo de estudantes que supervisionamos.

Agradecemos antecipadamente por sua atenção e colaboração.

_________________________________________________
Profa. Dra. Karla Cristina Silva Sousa
Coordenadora de Curso de Licenciatura em Pedagogia EAD / UFMA
55

APÊNDICES
56

APÊNDICE A - Questionário de Entrevista - Pesquisa de Campo

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO


CURSO DE PEDAGOGIA

QUESTIONÁRIO DE ENTREVISTA – PESQUISA DE CAMPO

1) Você gosta de ler? Caso positivo, quantos livros você ler por ano?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

2) Qual é o seu ponto de vista acerca da leitura? Você acha possível se construir uma
educação de qualidade?
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__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

3) Você costuma ler para os seus alunos? Se sim, que tipo de obra? O que significa
para você enquanto professora fazer leituras para os alunos?
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__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

4) Você costuma ouvir os seus alunos quando estes querem contar histórias?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

5) Você enquanto professora sente-se motivada em estimular nos alunos o gosto pela
leitura? De que forma?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
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__________________________________________________________________

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