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Resumo PPF

O documento discute princípios e fatores importantes para o sucesso do tratamento de próteses parciais fixas (PPF), incluindo a importância da integridade pulpar e periodontal, função mastigatória e estética. Também descreve tipos de PPF, componentes, materiais como cerâmicas e aspectos dos dentes suportes.

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Resumo PPF

O documento discute princípios e fatores importantes para o sucesso do tratamento de próteses parciais fixas (PPF), incluindo a importância da integridade pulpar e periodontal, função mastigatória e estética. Também descreve tipos de PPF, componentes, materiais como cerâmicas e aspectos dos dentes suportes.

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Introdução à PPF – 11/03/22

A Função principal de substituir dentes ausentes é manter a estabilidade do arco oclusal.

O sucesso do tratamento depende diretamente dos seguintes fatores: Integridade pulpar e


periodontal; Função mastigatória e fonética; resistência mecânica e estética.

Tipos de PPF:

 Unitária;
 Prótese de ponte;
 Prótese adesiva;
 Prótese sobre implante.

Componentes da PPF:

 Dentes suporte (suportam a PPF);


 Terminal / intermediário;
 Retentor: Coroa feita sobre dente suporte;
 Pôntico: Coroa feita para substituir dente ausente.

Cerâmicas:

 Cerâmicas policristalinas: - estética e + resistente, utilizada em dentes posteriores;


 Cerâmicas de matriz vítrea: + estética e – resistente, utilizada até pré molares;
 Cerâmicas com matriz resinosa: Mais recentes no mercado, muito queridas em casos
envolvendo pacientes com bruxismo.

Dente suporte: Aspectos biológicos –


11/03/22
São dentes suportes aqueles que retém a coroa / prótese.

São princípios para um preparo: Biológicos; estéticos e mecânicos.

O sucesso depende diretamente de: longevidade; estética; saúde gengival / perimplantar;


Satisfação do paciente.

Preparos dentais:

 Finalidade terapêutica: visa restaurar dente cariado/ fraturado;


 Finalidade protética: com objetivo de garantir a retenção da PPF.
o Preparo extracoronário: totais ou parciais;
o Preparo intracoronário: inlay; onlay; overlay; table tops;
o Preparo para prótese adesiva indireta;
o Preparo intraradiculares: dentes uni/multirradiculares.

Restaurações protéticas: restauram forma; função e estética à estrutura dental perdida.


Suporte ideal:

 Relação coroa clínica / raiz: Ideal que seja de 2 para 3 ou no máximo 1 para 1. Levar
em conta os conceitos de potência (coroa) e resistência (raiz) para uma boa adaptação
da prótese e para evitar fraturas;
 Forma e volume coronário: O volume coronário deve respeitar os espaços
intercoronários, para garantir a formação / manutenção da papila (quando a papila se
encontra isquêmica significa que esse volume está em excesso)
Tomar cuidado com sub/sobre contorno.
Lei da proporção áurea:

Can. IL IC IC IL Can.
61% 100% 161% 161% 100% 61%
 Periodonto saudável: Encontrar gengiva livre, gengiva inserida e mucosa alveolar
saudáveis.
Biotipos periodontais:
Espesso: coroas clínicas quadradas com exposição normal ou reduzida;
Fino: Coroas clínicas com forma triangular e exposição maior.
O espaço biológico é a distância compreendida entre a crista óssea alveolar e a
margem gengival livre.
Para recuperação do espaço biológico posso optar por um aumento de coroa clínica
por intermédio de gengivoplastia/gengivectomia ou ainda tracionamento ortodôntico.
 Vitalidade pulpar:
Durante o preparo sempre utilizar da refrigeração, de brocas novas e de movimentos
intermitentes a fim de garantir a saúde pulpar.
Após o preparo do dente com vitalidade pulpar envolveremos o dente com uma
bolinha de algodão por 5 min com otosporin, ou ainda, em segundo caso, com água de
cal.
 Após o preparo utilizares o provisório cimentado com cimento a base de hidróxido de
cálcio (em dentes vitais sempre no primeiro provisório do elemento). É de extrema
importância que o provisório respeite a extensão do término cervical.

A extensão cervical pode ser:

 Supra-gengival: 2 mm acima da margem gengival (dentes posteriores);


 Sub-gengival / intra-sulcular: 0,5 mm à 1 mm da margem gengival (dentes anteriores
por ser mais estético);
 Nível gengival (não utilizado com frequência).

Dentes suporte: Princípios mecânicos –


11/03/22
Sempre avaliar:

 Preservação da estrutura dentária (preparos mais conservadores);


 Retenção;
 Estabilidade e resistência.

Retenção:

Capacidade do dente já preparado de impedir o deslocamento da restauração.

Fatores que influenciam: Retenção friccional (contato da parte interna da prótese com a parte
externa do preparo); inclinação das paredes axiais do preparo (quanto maior a inclinação das
paredes menor a inclinação friccional).

Quando as paredes são muito paralelas não conseguimos encaixar a prótese, por isso
precisamos de uma mínima inclinação. A primeira inclinação tem cerca de 5°, estando
localizada no terço cervical promove máxima retenção; e a segunda inclinação com
aproximadamente 10°, servindo de alívio para a entrada e a saída da prótese.

Meios adicionais de promover retenção:

 Sulcos;
 Caixas;
 Canaletas.

Estabilidade e resistência:

Capacidade de impedir o deslocamento da prótese frente à forças oblíquas da mastigação (que


podem gerar a rotação da prótese.

Zona Z: Área de resistência ao deslocamento responsável por impedir o movimento rotacional


da restauração (quanto menos inclinada a parede axial maior a área da Zona Z, sulcos duplicam
a zona Z).

A seleção adequada do material e a espessura adequada do preparo irão garantir a maior


resistência.

Rigidez estrutural:

Espessura suficiente para receber e transmitir sem deformação a carga oclusal às demais
estruturas dentárias.

Processamento da cerâmica pode ser: Estratificada, Injetada ou Frezada.

Selamento marginal deve gerar uma linha de cimentação adequada.


Coroas metálicas e Metalocerâmicas –
25/03/22
Principais diferenças entre elas:

 Quantidade de desgaste (broca 3215 ou 3216)


o Coroa metálica: ½ broca
o Coroa metalocerâmica: broca inteira

Broca 3203 utilizada na técnica da silhueta (rompimento do ponto de contato entre o dente
preparado e os adjacentes).

Fases da confecção das coroas:

1. Preparo dos dentes com vitalidade:


Técnica da silhueta; Brocas novas; irrigação constante; Proteção do complexo dentina-
polpa.
2. Confecção do provisório:
Técnica direta: confecção pelo próprio dentista em seu consultório.
Técnica indireta: Feita em laboratório, optamos pelo seu uso quando o paciente
necessita de algum procedimento que levara um tempo para cicatrizar, como uma
cirurgia periodontal.
Cuidado! O provisório não pode conter áreas retentivas, em região cervical ou
interproximal deve ser sempre côncava.
3. Moldagem e registro (selecionando técnica e material adequado para o procedimento
em si)
A gengiva não pode conter inflamação durante a etapa de moldagem. Comentários
sobre a técnica de moldagem com casquete (estabilidade sem retenção / técnica do fio
retrator com silicona de adição)
4. Fase laboratorial:
Analise dos coping e prova dos mesmos em clínica conferindo com sonda exploradora
(não pode conter instabilidade em sua adaptação).
Solda do pôntico
5. Fase clínica – cimentação definitiva;
6. Manutenção e controles periódicos.
Número de dentes suportes – 25/03/22
Problemas biomecânicos em PPF:

 Pilar intermediário: dificuldade de higienização / intrusão do pilar intermediário /


ponto de fulcro sobre o intermediário / não recomendado para dentes com perda
óssea.
 Forças oclusais nos cantilevers gerando grande tensão no pilar mesial.

Prognósti co favorável:

 2 pilares substituindo dente;


 Relações oclusais adequadas;
 Menor extensão do pôntico.

Polígono de Roy: quanto maior o número de planos envolvidos pela prótese,


maior a estabilidade e a ação ferulizante (???????) da mesma.

Lei de Ante: A área de membrana periodontal dos dentes pilares de uma prótese fixa deve
ser no mínimo igual a área da membrana periodontal dos dentes perdidos ou a serem
substituídos.

Lei de Vest: Cada unidade dentária em condições normais está apta a suportar o dobro de
seu valor de carga:

IC sup IL sup Can sup 1 pre sup 2 pre sup 1 mol sup 2 mol sup
4 3 5 4 4 6 6

Ic inf IL inf Can inf 1 pre inf 2 pre inf 1 mol inf 2 mol inf
1 2 5 4 4 6 6
Próteses metálicas e metalocerâmicas –
08/04/22
Retentores: Parte da PPF que restaura o dente suporte, ligados pelos conectores ao pôntico
(quando existente).

O prognóstico do caso tem influência direta do polígono de Roy.

Caso exista mais um dente no “meio” do pôntico seu nome é suporte intermediário.

Indicações

 Metálicas: dentes onde a estética não tem importância (2° e 3° molar);


 Metaloplásticas: dentes anteriores e posteriores;
 Espaços intermaxilares reduzidos, dentes extruídos;
 Parafunção.

Coroa total metálica

 Término em chanferete: ½ do diâmetro da broca 2214/3215;


 Segunda inclinação terço médio e oclusal.

Coroa metaloplásti ca

 Término em chanfrado ou chanferete (depende da face): diâmetro completo da broca


2215/3215;
 Maior desgaste na superfície vestibular.

Coroa metalocerâmica

 Suas restaurações representam a combinação de cerâmica estética (3 camadas, opaco,


corpo e incisal), recobrindo uma infraestrutura metálica. Sendo capaz de prover
estética e resistência.

União metal / cerâmica

 Envolvimento mecânico
 Forças compressivas: Coeficiente de expansão térmica do metal é maior que o da
porcelana;
 Forças de Vander Utall: atração mútua das moléculas;
 União química: camada de óxidos.

As ligas de Ni-Cr podem ter margens mais delgadas (0,5 mm), já as ligas de Au exigem maior
espessura (0,7 mm) por ser mais mole. Para porcelana utilizamos no mínimo 0,7 mm de
espessura.

Já para ligas básicas é requerido um desgaste de 1,2 mm e 1,4 para ligas nobres.

O desgaste inadequado dos dentes pode gerar:

 Sobrecontorno das restaurações;


 Rigidez deficiente da peça levando à fratura;
 Problemas pulpares;
 Pouco espaço para a PPF pode levar a uma inflamação dos tecidos gengivais
(sobrecontorno).

Erros comuns:

 Ajuste oclusal incorreto;


 Desgaste inadequado do dente.

A extensão cervical do preparo deve ser sempre subgengival, a fim de esconder a região
cervical que deixa o alo metálico aparente.

Efeito guarda-chuva: A visualização luminosa da margem gengival que tangencia a porção


cervical refletindo uma margem gengival escura.

Coroas metalocerâmicas com ombro largo cerâmico ou colarness

Consiste nas restaurações com coroas metalocerâmicas sem cinta metálica nas faces vestibular
e metade das proximais. Para isso precisamos que o término seja em ombro largo (2 mm da
ponta diamantada 3069 – isso apenas na face vestibular, o restante terá término em chanfro
largo.

Utilizado em pacientes com sulco gengival com pouca profundidade ou tecido periodontal fino.
Ou até mesmo quando quero uma longevidade maior.

Ombro somente em peças unitárias ou no máximo pôntico de 3 elementos (mais que isso
ocorre distorção durante o processamento laboratorial).

Restaurações provisória – 29/04/22


São aquelas confeccionadas para suprimir o fator estético até que a PPF definitiva fique
pronta, ou durante uma adaptação gengival.

Funções das restaurações provisórias:

1. Proteção pulpar:
Proteção térmica / química, frente à fotopolimerização e efeitos dos cimentos
utilizados. Importante utilizar brocas de qualidade, irrigação adequada, procedimentos
de moldagem adequados, cuidar da infiltração marginal.

2. Proteção periodontal:
Ajuda a preservar o tecido saudável ou ainda a recuperar um tecido alterado.
Entra como auxiliar na manutenção da saúde do periodonto tratado, por meio da
adaptação cervical; contorno (perfil de emergência: angulação que a PPF sai de dentro
do tecido gengival, deve ser reto, sem sobrecontorno {inflamação, ulceração, dor e
desconforto} ou subcontorno {impacção gengival, danos à fibra do ligamento
periodontal, ulceração, recessão gengival}, respeitando sempre o espaço triangular das
ameias.
Contorno dos pôntico: Respeitamos a técnica do plano inclinado na FOA, onde o
pôntico toca o tecido gengival pela face vestibular e fica suspenso pela lingual.
Higiene oral e controle de placa bacteriana: evidenciação de placa e ensinar técnicas
de higienização para o paciente quando necessário.
Proteção tratamento periodontal prévio
Servir como orientação para procedimentos cirúrgicos e ainda para a cicatrização dos
mesmos.

3. Estabilidade:
Estabilidade posicional.

4. Função oclusal:
Restabelecer a função oclusal do paciente
Relação RC quando eu tenho dúvidas se o posicionamento dental é real ou adaptado, e
montar em MIH quando não temos esse problema (estabilidade, sem trauma oclusal).
Respeitar a dimensão vertical, a qual não tem relação com o número de dentes na
boca (geralmente paciente chega com dimensão reduzida e precisamos aumenta-la).
Levar em conta DVR – EFL = DVO.
Cuidado com a fonética!

5. Eficiência mastigatória:
Até 90% da eficiência mastigatória recuperada.

6. Estética e fonética:
Condicionamento gengival.

7. Diagnóstico e previsibilidade

Paciente com dor no dente com provisório, o que fazer?

 Ajuste oclusal;
 Checar adaptação do provisório e ver se tenho dentina exposta.

Caso não seja nenhum dos dois problemas pode ser um caso de endodontia.

Material do provisório:

 Resinas acrílicas de metacrilato (auto e termo);


 Resina composta Bis - acrílica e Bis – GM;
 Bloco de Resina Acrílica (PMMa) para cadicam;
 Impressões 3D.

Técnicas de confecção:

Técnica direta Técnica híbrida Técnica Indireta


Cirurgião dentista CD + Laboratório Laboratório
Resina acrílica auto ou Bis – Moldagem do enceramento Mais qualidade /
acrílica. diagnóstico. Resina auto ou durabilidade. Resina Termo,
bis acrílica. PMMA ou impressão 3D
Enceramento diagnóstico: reconstrução do sorriso em cera.
É sempre bom fazer o enceramento não apenas pelo moke up a fim de evitar desgastes
desnecessários nos elementos.

Restaurações minimamente invasivas:

 Lente de contato / facetas; não há estruturas para provisórios;


 Resina acrílica;
 Resina composta;
 Resina bis- acrílica (principal).

Polimento:

 Glaze – Esmalte que vai ao forno, feito em laboratório.


 Selante de superfície (glaze polimerizável);
 Polimento mecânico

Cimentação:

 Provisória: convencional (oxido de zinco ou hidróxido de cálcio – segundo com ação


medicamentosa para dentes com debilidade pulpar) ou resinoso;
 Definitiva.

Cimento provisório com eugenol:

 Barato / bacteriostático / facilidade de remoção / selamento;


 Ruim com cimento resinoso / resina composta / resina acrílica.
 Escolher NE (sem eugenol).

Hydro C: Barato e utilizado em destes com vitalidade, cor alaranjada e por isso ruim para
cimentação de provisórios anteriores.

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