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Resumo de Geologia para 10º Ano

O documento discute os principais tipos de rochas e os métodos geológicos. Apresenta as três principais categorias de rochas - sedimentares, magmáticas e metamórficas - e descreve seus processos de formação e classificações. Também explica métodos diretos e indiretos para estudar a estrutura interna da Terra, incluindo observação, sondagens, vulcanismo, geomagnetismo, gravimetria e sismologia.

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Resumo de Geologia para 10º Ano

O documento discute os principais tipos de rochas e os métodos geológicos. Apresenta as três principais categorias de rochas - sedimentares, magmáticas e metamórficas - e descreve seus processos de formação e classificações. Também explica métodos diretos e indiretos para estudar a estrutura interna da Terra, incluindo observação, sondagens, vulcanismo, geomagnetismo, gravimetria e sismologia.

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Resumos Geologia

10ºAno

A geologia, os geólogos e os seus métodos


1. A Terra e os seus subsistemas em interação (Pág.10)
Os sistemas dividem-se em três tipos:

 Sistema isolado – Não há troca de matéria nem de energia.


 Sistema fechado – Não há troca de matéria, apenas de energia.
 Sistema aberto – Há troca de matéria e de energia.

A Terra é um sistema fechado, porém é dividida na sua totalidade em quatro subsistemas:

 Biosfera – Conjunto de todos os seres vivos.


 Hidrosfera – Reservatórios de água na Terra.
 Geosfera – Parte sólida, superficial ou profunda da Terra.
 Atmosfera – Camada gasosa da Terra.

Estes subsistemas são abertos, uma vez que interagem um com os outros com partilha de
matéria assim como de energia. Contudo, existe um EQUILÍBRIO DINÂMICO na Terra.

2. As rochas, arquivos que relatam a história da Terra (Pág.19)


Existem três tipos fundamentais de rochas:

 Rochas Sedimentares – Sedimentogénese e Diagénese.


 Rochas Magmáticas – Solidificação do magma em profundidade ou à superfície.
 Rochas Metamórficas – Temperaturas e tensões elevadas.

ROCHAS SEDIMENTARES
Classificação das Rochas Sedimentares:
 Detríticas – Formadas a partir dos sedimentos de outra rocha.
Ex: Arenito; Argilito; Conglomerado.
 Químicas – Formadas por substâncias presentes na água da precipitação.
Ex: Calcário Comum; Silex; Gesso; Salgema.
 Biogénicas – Formadas por restos de seres vivos.
Ex: Carvão; Petróleo; Calcário Conquífero.

DIAGÉNESE
A Diagénese é a transformação de rochas sedimentares degradadas em rochas sedimentares
consolidadas.

Remove Permeabilidade.

ROCHAS MAGMÁTICAS
Existem dois tipos de rochas magmáticas:

 Rocha magmática extrusiva ou vulcânica.


 Rocha magmática intrusiva ou plutônica.

Um magma com mais sílica provoca uma rocha mais clara e um magma mais viscoso,
resultando um vulcanismo do tipo explosivo.

Um magma com menos sílica provoca uma rocha mais escura e um magma menos viscoso,
resultando um vulcanismo do tipo efusivo.

Textura da Rochas Magmáticas:


 Granular/Fanerítica – Superfície
 Agranular/Afanítica – Profundidade
 Vítrea

A textura varia através de arrefecimento e cristalização do magma. (Ascensão)

ROCHAS METAMÓRFICAS
O metamorfismo ocorre através da pressão, da temperatura, da circulação de fluídos e do
tempo. Ocorre sempre no estado sólido e no interior da Terra (Abaixo da Diagénese).
TIPOS DE METAMORFISMO:
 Metamorfismo regional – Existe uma colisão de massas continentais, sendo possível
notar-se uma foliação nas rochas após este metamorfismo.
 Metamorfismo de contacto – Existe uma intrusão magmática que se instala nas rochas
pré-existentes, recristalizando as rochas.

METAMORFISMO REGIONAL METAMORFISMO DE CONTACTO

As rochas metamórficas podem ser caracterizadas pela sua textura:


 Foleada – Metamorfismo Regional
 Não Foleada – Metamorfismo de Contacto

DEFINIÇÕES
Magma – Material rochoso parcialmente fundido.

Recristalização – Formação de minerais novos (Apenas acontece no metamorfismo).

Orogénese – Formação de montanhas.

3. A medida do tempo geológico e a idade da Terra (Pág.34)


Existem dois tipos de datação das rochas e, consequentemente, da idade da Terra:

 Datação relativa – Nesta datação são utilizados fósseis, apelidados de fósseis de


idade. Esta datação é relativa uma vez que é incerta.
 Datação absoluta – Nesta datação é utilizada a radiometria. A radiometria consiste na
utilização da definição de semi-vida, uma vez que é esse aspeto que é medido nesta
datação. Semi-vida é a metade do tempo que o isótopo-pai demora a desintegrar-se
para virar isótopo-filho.
4. A Terra, um planeta em mudança (Pág.44)
Existem diversos tipos de teorias que procuram interpretar os processos geológicos
responsáveis pela evolução da Terra, entre os quais:

 Catastrofismo – As grandes modificações ocorridas seriam devidas a grandes


catástrofes;
 Uniformitarismo – Os diferentes aspetos geológicos podem ser explicados à luz de
processos que ocorrem na atualidade, de modo idêntico àqueles que ocorreram no
passado.
 Neocatastrofismo – Aceita os pressupostos do uniformitarismo, mas atribui também
um papel importante aos fenómenos catastróficos como agentes da evolução da
Terra.

Placas tectónicas
Existem três tipos de limite quando falamos em placas tectónicas:

 Convergentes
 Divergentes
 Conservativos

Limites Convergentes
Estes limites estão associados a uma zona de fossa, em que a placa oceânica mergulha sob a
placa continental.
Limites Divergentes
Estes limites estão associados a zonas de dorsais oceânicas, onde ocorre a expansão dos
oceanos.

Limites Conservativos
Estes limites estão associados a zonas de falha, onde as placas litosféricas deslizam
lateralmente em relação à outra.
Estrutura e dinâmica da geosfera
1. Métodos para o estudo do interior da geosfera (Pág.112)
Existem dois tipos de métodos para estudar a estrutura e dinâmica da geosfera. São estes:

 Métodos diretos – Baseados em observar diretamente as rochas ou fenómenos


geológicos.
 Métodos indiretos – Baseados na interpretação de certas observações.

Métodos diretos:
 Observação e estudo direto da superfície visível
Este método consiste no estudo da estrutura, composição química e contexto tectónico dos
afloramentos de rochas.

Exemplos:

 Modificação do percurso da água de um rio;


 Modificações constantes no litoral;
 Afloramentos rochosos.

 Exploração de jazigos minerais efetuados em minas


Este método fornece dados referentes a materiais que se encontram um pouco abaixo da
superfície terrestre (entre 3 a 4 km)

Exemplos:

 Mina de gesso e Óbidos;


 Andaluzia em Espanha.

 Sondagens
Este método relaciona-se com furos efetuados a níveis mais profundos na crosta terrestre e
que permitem extração de colunas de rochas (carotes ou tarolas) que fornecem informações
aos geólogos sobre o passado da Terra.

 Vulcanismo
Este método consiste no estudo dos vulcões, que são “janelas abertas para o interior da
Terra”.

Os vulcões lançam para o exterior da terra materiais oriundos de profundidades entre os 100 e
200 km. O estudo destes materiais (magma) permite deduzir dados sobre as condições de
pressão, temperatura e composição química do manto.

Métodos indiretos:
 Geomagnetismo

O geomagnetismo diz-nos que a Terra é cercada por um campo magnético denominado de


magnetosfera. Por ação deste campo, qualquer corpo magnético livre orienta-se segundo a
direção dos polos magnéticos Norte-Sul.

O campo magnético confere proteção à Terra da ação do vento solar, formando um “escudo”.

ORIGEM DO CAMPO MAGNÉTICO TERRESTRE:


 Modelo de Dínamo:
Material do núcleo externo líquido (Ferro e Níquel) encontra-se em movimento de
rotação. Consequentemente, gera-se uma corrente elétrica, originando-se o campo
magnético terrestre.

Metais magnetizados  Minerais ferromagnéticos  Rochas magmáticas

Nota:
Minerais ferromagnéticos - olivinas, piroxenas, anfíbolos e alumínio (leve)
 Ponto de Cune
Durante o arrefecimento do magma, os cristais podem ficar magnetizados
instantaneamente quando a temperatura desce abaixo de um certo valor, designado
Ponto de Cune (585° para a magnetite)
 Paleomagnetismo
Estudo dos campos magnéticos terrestres fossilizados. Os estudos efetuados em
derrames de lava solidificados dos fundos oceânicos demonstraram que o campo
magnético terrestre muda periodicamente, isto é, o polo magnético norte converte-se
em sul e vice-versa.

Polaridade normal – polaridade remanescente nas rochas idênticas à polaridade atual.


Polaridade inversa – polaridade remanescente nas rochas inversas à polaridade atual.

As inversões magnéticas apresentam-se como faixas simétricas de um e do outro lado


do rifte, devido à expansão do fundo oceânicos a partir desta zona.

 Gravimetria

A força da gravidade é determinada através de aparelhos chamados gravímetros.


Apesar de a força gravítica não ser igual em toda a Terra (pelo facto da Terra não ser
regular: existência de cadeias montanhosas, vales, regiões planas, etc.) caso fosse
possível corrigir este erro ainda se iria notar anomalias gravíticas.
Através do método gravítico conseguimos identificar a presença de materiais mais ou
menos densos no interior da crusta, sendo estes os causadores das anomalias. Com
estes dados, conseguimos determinar quais materiais se encontram no interior da
crusta, para conhecimento da mesma.

 Densidade e massa volúmica


Após o cálculo da massa e do volume terrestre, a sua razão dá a massa volúmica, que
é de cerca de 5,5 g/cm³. Sendo que as rochas apresentam uma média de 2,8 g/cm³ de
massa volúmica, é de se esperar que existem materiais muito mais densos no interior
da Terra.

 Sismologia

Se a composição e as propriedades físicas dos


materiais fossem idênticas no interior da Terra, a
velocidade das ondas sísmicas manter-se-ia
constante em qualquer direção e a trajetória dos
raios sísmicos seria retilínea.

Na Terra real, a velocidade das ondas sísmicas


experimenta alterações, desviando-se e propagando-se
a partir de uma certa profundidade. Todos estes
acontecimentos fornecem informações sobre a
constituição e as características do globo terrestre.

 Geotermismo
Gradiente geotérmico é a quantificação da
variação da temperatura com a com a
profundidade.

Grau geotérmico é o número de metros


necessários aprofundar para que a
temperatura aumente 1°C.

Fluxo térmico é a dissipação de calor, que é


permanente. Este é avaliado pela
quantidade de energia térmica libertada
por unidade de superfície e por unidade de
tempo.

2. Vulcanologia (Pág.123)

Partes de um vulcão:

Câmara magmática – local no interior da Terra onde se armazena o magma.


Chaminé – comunica a câmara magmática com o exterior. Por onde ascendem os
vários produtos vulcânicos.
Cone – Resulta da acumulação dos produtos vulcânicos.
Cratera – Abertura da chaminé vulcânica, por onde saem os produtos vulcânicos.
À medida que vão ocorrendo as erupções vulcânicas, os materiais emitidos pelos
vulcões vão-se acumulando e torno da abertura pela qual foram expelidos, o que faz
com que o cone vulcânico vá adquirindo dimensões cada vez maiores.

Magma – material de origem rochosa fundido e com gases dissolvidos. Encontra-se no


interior do vulcão. É muito rica em gases.
Lava – material de origem magmático que atinge a superfície. Encontra-se no exterior
do vulcão. Durante esta subida perde gases.

Existem dois tipos de erupções:

 Erupção Efusiva
 Lava fluída;
 Erupções calmas;
 Formação de rios de lava;
 Cones baixos e largos;
 Libertação de gases;
 Piroclastos praticamente inexistentes;
 Ausência de explosões.
 Erupção Explosiva
 Lava muito viscosa;
 Dificuldade na libertação de gases;
 Explosões violentas;
 Formação de nuvens ardentes;
 Libertação de bombas, lapilli e cinzas;
 Formação de domas arredondados ou agulhas vulcânicas na própria
chaminé;
 Cones altos e estreitos.

3. Sismologia (Pág.142)
Os sismos são abalos naturais que ocorrem bruscamente, num determinado local da
litosfera terrestre, durante um espaço te tempo curto.
A principal causa dos sismos está relacionada com os movimentos tectónicos que
originam falhas ou que reativam falhas preexistentes.

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