III° GRUPO
Albertino Pedro Holande
Amussala Daniel Domingos
Arcanjo Ernesto Napaua
Arcénia Patrícia Soares Chongo
Arlete Abel Januário
Enus Frederico Alberto
Fernando J. Guente Capesse
Hermenegildo Joaquim de Morais
Nilza Serio Zandamela
Victor Cassimo
Factores, Processos e Tipos de Mobilidade Social
Universidade Rovuma
Lichinga
2022
III° GRUPO
Albertino Pedro Holande
Amussala Daniel Domingos
Arcanjo Ernesto Napaua
Arcénia Patrícia Soares Chongo
Arlete Abel Januário
Enus Frederico Alberto
Fernando J. Guente Capesse
Hermenegildo Joaquim de Morais
Nilza Serio Zandamela
Victor Cassimo
Factores, Processos e Tipos de Mobilidade Social
(Licenciatura em Ensino de História com Habilitações em Documentação)
Trabalho de Estágio Documental a ser
apresentado à faculdade de Letras e
Ciências Sociais para fins avaliativos ou
como requisito para obtenção do grau de
licenciatura, sob orientação do Dct: Matias.
Universidade Rovuma
Lichinga
2022
Índice
1. Introdução ........................................................................................................................... 4
1.1. Objectivos ................................................................................................................ 4
1.1.1. Objectivo geral .......................................................................................... 4
1.1.2. Objectivos específicos .............................................................................. 4
1.2. Metodologia ............................................................................................................. 4
2. Restauração de Documentos; Manutenção e Conservação; Factores de Degradação;
Materiais e Técnicas de Restauração. ..................................................................................... 5
2.1. Contextualização...................................................................................................... 5
2.2. Conceitos básicos..................................................................................................... 5
2.3. Restauração de documentos ..................................................................................... 6
2.4. Manutenção e conservação ...................................................................................... 7
2.4.1. Conservação Preventiva ............................................................................ 8
2.5. Factores de degradação ............................................................................................ 8
2.5.1. Factores Físicos ......................................................................................... 9
2.5.2. Factores Químicos .................................................................................... 9
2.5.3. Factores Ambientais.................................................................................. 9
2.5.4. Factores Humanos ................................................................................... 10
2.6. Materiais e técnicas de restauração........................................................................ 10
3. Conclusão.......................................................................................................................... 12
4. Referências Bibliográficas ................................................................................................ 13
4
1. Introdução
“A informação é um conhecimento inscrito (registado) em forma escrita (impressa ou
digital, oral ou audiovisual), em um suporte” (Le Coadic, 2004, p. 4). Tudo que se produz
intelectualmente só é difundido e conhecido quando se torna físico, palpável, visível ou
sonoro. Um suporte informacional é feito para comportar informações e a informação só tem
importância e reconhecimento quando concretizada em um suporte, seja ele digital ou não.
Sendo a informação um elemento básico para a evolução social, intelectual e histórica, pode-
se ter ideia da amplitude e da importância que um suporte representa para a humanidade.
Para que um material seja bem conservado e, consequentemente, a sua informação, é
preciso adoptar técnicas específicas de tratamento para cada tipo de suporte; o mesmo pode
ser dito a respeito da restauração dos vários tipos de materiais. Uma boa política de
conservação e restauração de documentos só é possível quando se tem conhecimento a
respeito da estrutura do suporte e seus factores de degradação.
1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo geral
Compreender o processo de Restauração; Manutenção e Conservação; Factores de
Degradação; Materiais e Técnicas de Restauração de documentos
1.1.2. Objectivos específicos
Conceitual os seguintes termos Restauração, Manutenção, Conservação e preservação;
Explicar como ocorrem os processos de Restauração; Manutenção e Conservação de
documentos;
Descrever os Factores de Degradação, Materiais e Técnicas de Restauração de
documentos.
1.2. Metodologia
Para a elaboração da presente pesquisa, foi possível pelo uso do método de pesquisas
bibliográficas. Que segundo Lakatos e Marconi (1987, p. 66) a pesquisa bibliográfica trata-se
do levantamento, selecção e documentação de toda bibliografia já publicada sobre o assunto
que está sendo pesquisado, em livros, revistas, jornais, boletins, monografias, teses,
dissertações, material cartográfico, com o objectivo de colocar o pesquisador em contacto
directo com todo material já escrito sobre o mesmo.
5
2. Restauração de Documentos; Manutenção e Conservação; Factores de Degradação;
Materiais e Técnicas de Restauração.
2.1. Contextualização
Quando se pensa em restauração, geralmente temos a ideia de
reconstrução, reintegração, reparação, restituição, tornar algo reutilizável e
reabilitado. Esses termos podem ser aplicados nas inúmeras áreas da
actividade humana (industrial, manufactureira, artística, documental,
biológica, física, etc.), fazendo referência a objectos de seus estudos que
passaram por um processo de intervenção específico que se chama restauro.
Porém, o que interessa para esse trabalho é o conceito de restauração ligado ao
contexto documental relacionado com o papel. (Bahia, 2002).
Devido à ampla relação entre os termos restauração, conservação e preservação de
documentos, torna-se necessário conceituar cada um deles para que posteriormente se tornem
mais claros ao entendimento do trabalho.
2.2. Conceitos básicos
Restauração: é um conjunto de medidas que objectivam a estabilização ou a reversão
de danos físicos ou químicos adquiridos pelo documento ao longo do tempo e do uso,
intervindo de modo a não comprometer sua integridade e seu carácter histórico. (Cassares,
2000, p. 15);
“Conjunto de procedimentos específicos para recuperação e reforço de documentos
deteriorados e danificados.” (Camargo e Bellotto, 1996, p. 67);
“Aplicação de técnicas para reparar documentos danificados, com a intenção de
contribuir para a sua preservação.” (Cunha, 2008, p. 323).
A partir desses conceitos, conclui-se que a restauração é o ato de recompor o suporte
de um documento danificado, também se preocupando com agentes de deterioração que se
encontram activos no suporte, procurando reverter ou estabilizar os estragos. Solange Zúñiga
usa o termo conservação/restauração para esse tipo de intervenção e o define como “o exame
do documento, seu tratamento e a documentação desse tratamento.” (Zúñiga, 2002, p. 73).
Segundo a autora, é uma acção interventiva que age sobre um item individual.
Manutenção: como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao
funcionamento regular e permanente de máquinas, equipamentos, ferramentas e instalações.
Esses cuidados envolvem a conservação, a adequação, a restauração, a substituição e a
prevenção.
6
Preservação: é um conjunto de medidas e estratégias de ordem administrativa,
política e operacional que contribuem directa ou indirectamente para a preservação da
integridade dos materiais. (Camargo e Bellotto 1996, p.61);
“É um conjunto de medidas e estratégias de ordem administrativa, política e
operacional que contribuem directa ou indirectamente para a preservação da integridade dos
materiais.” (Cassares, 2000, p.15);
A preservação é um termo amplo. Ela engloba conservação, restauração e o que se
refere à gestão de uma política de manutenção de um acervo. Para Zúñiga (2002, p. 73), “a
preservação é entendida de forma extremamente abrangente, compreendendo todas as acções
desenvolvidas pela instituição visando (sic) retardar a deterioração e possibilitar pleno uso a
todos os documentos sob sua custódia.
Conservação: é um conjunto de acções estabilizadoras que visam desacelerar o
processo de degradação de documentos ou objectos, por meio de controle ambiental e de
tratamentos específicos (higienização, reparos e acondicionamento).” (Cassares, 2000, p.15);
“Conjunto de procedimentos e medidas destinadas a assegurar a protecção física dos
arquivos contra agentes de deterioração.” (Camargo e Bellotto 1996, p.18);
“Conjunto de medidas empreendidas com a finalidade de preservar e restaurar
documentos.” (Cunha, 2008, p. 103).
Tomando como base os conceitos acima, pode-se dizer que a conservação visa a
manter a integridade dos arquivos e a estagnar os efeitos degradantes causados por diversos
agentes. A conservação é um termo amplo que engloba a restauração. O termo usado por
Zúñiga é conservação preventiva, ou seja, “o conjunto de acções que visam (sic) prevenir os
danos sofridos pelo acervo como um todo, minimizando a deterioração dos documentos.”
(Zúñiga, 2002, p. 73). Ela ainda afirma que é uma acção interventiva que age sobre um
conjunto de documentos.
2.3. Restauração de documentos
A restauração, deve ser entendida como um conjunto de medidas que objectivam a
estabilização ou a reversão de danos físicos ou químicos adquiridos pelo documento ao longo
do tempo e do uso, intervindo de modo a não comprometer sua integridade e seu carácter
histórico. Desse modo, as técnicas de restauração e conservação têm como objectivo maior a
preservação dos documentos.
7
O acesso à herança cultural, por meio do resgate de documentos, responde à busca do
homem pelo seu passado, de onde viemos e quem somos. As mensagens deixadas nos
proporcionam o entendimento de nós mesmos, a que sociedade pertencemos e que espaço ou
papéis ocupamos sócio-historicamente.
A preservação de documentos contribui ao esclarecimento de nossa origem étnica e ao
enriquecimento do património cultural do mundo. É papel do conservador-restaurador buscar
a sobrevivência física e material destes objectos, sendo responsável pela permanência da
informação armazenada mediante a sua conservação, preservação e restauração. A
conservação se dedica à preservação do patrimonial, mantendo a integridade dos documentos,
minimizando a deterioração.
A preservação é o agir em procedimentos que visam ao
retardamento ou à prevenção de deterioração ou dos estragos nos
documentos. No caso do suporte em papel, isso ocorre por intermédio
do controle do meio ambiente, das estruturas físicas e dos
acondicionamentos que possam mantê-lo numa situação de guarda
estável. A restauração é o agir mediante procedimentos que possam
devolver o estado original ou o seu estado mais próximo do original,
com o mínimo de prejuízo à sua integridade estética e histórica,
conservando a sua personalidade. (Sanches e Maganini, 2007).
2.4. Manutenção e conservação
A primeira coisa que vem a nossa mente é a necessidade de consertar o que está
danificado, ou seja, restaurar o material degradado. Pensamos a partir da seguinte lógica:
devemos restituir a integridade física destes materiais para que de novo possam estar
acessíveis à pesquisa e ao estudo. Seguindo este raciocínio teríamos a seguinte sequência de
trabalho: primeiro restaurar o material, depois conservá-lo e assim estaríamos preservando a
informação para o futuro.
Será que procedendo deste modo estamos realmente salvaguardando estes livros e
documentos danificados? Aparentemente sim, a curto prazo. No entanto, caso não
identifiquemos os factores que causaram a sua degradação, estaremos apenas nos iludindo, e,
infelizmente, reduplicando o mesmo dano em um futuro próximo. O que fazer, então?
Diante de um acervo danificado e em risco de perda, a primeira providência a ser
tomada é efectuar um minucioso diagnóstico dos motivos que levaram à sua degradação,
estancar ou minimizar estes agentes agressores. Assim procedendo estamos evitando que
esses factores de degradação se disseminem e atinjam outros livros ou documentos. Por mais
paradoxal que possa parecer, diante de um acervo em risco, a primeira atitude efectiva a ser
8
tomada é conservá-lo. Inverte-se, portanto, a sequência restauração, conservação e
preservação e adoptamos uma nova sequência: preservação, conservação e restauração.
Preservar para não restaurar, eis a questão.
Ao estabelecermos critérios para o tratamento de um acervo, estamos
criando prioridades e implantando uma política de preservação, escalonando
as actividades técnicas a serem desenvolvidas e dotando o local de guarda do
acervo com as condições ambientais favoráveis à sua conservação. A partir
deste recorte e das metas a serem atingidas, passamos à acção física de
conservação preventiva, que nada mais é que a actualização prática das metas
desta política de preservação. Neste instante toda a relação custo/benefício
estará voltada para o acervo de modo integral, isto é, benefício partilhado por
todos, custo dividido entre vários livros. (Sanches e Maganini, 2007).
Diferentemente do trabalho de restauração, a conservação preventiva é uma actividade
técnica de baixo custo financeiro e de fácil implementação. O conhecimento do motivo que
causou a degradação de um acervo e a utilização de materiais alcalinos para a guarda são
fundamentais para o trabalho de conservação preventiva.
2.4.1. Conservação Preventiva
A meta principal da Conservação Preventiva é o estudo e o controle das principais
fontes de degradação do papel. Constitui-se, na realidade, em uma série de medidas
preventivas contra a acção dessas fontes de degradação, com a finalidade de evitar o
alastramento e a disseminação de seus efeitos danosos.
2.5. Factores de degradação
O papel é um suporte muito utilizado até hoje. Nos arquivos e nas bibliotecas a
preocupação com a conservação de obras e documentos em papel é grande e por isso se torna
necessário conhecer os factores que agem contra a longevidade desse suporte tão difundido.
Quando um documento se encontra em um estado de deterioração
considerável já se pode dizer que houve alguma acção destruidora ou não
houve alguma acção protectora. Dessa forma, conclui-se que geralmente são
dois casos que acarretam o estrago dos documentos: 1) os livros são
destruídos; ou 2) “abandonados à acção dos séculos, que dele(s) se apoderam
como se fosse uma coisa que lhes pertencesse, para corroê-lo pouco a pouco”
(Viollet-Le-Duc, 2000, p. 30)
O primeiro caso diz respeito a acções que são detonadas em um curto espaço de
tempo, como desastres, sinistros e destruição por parte dos homens.
O segundo caso se refere a factores que agem a partir da combinação do descaso com
a passagem de tempo, como condições inadequadas de temperatura, humidade relativa e
9
higiene, dentre outros, que acabam favorecendo a proliferação de roedores, insectos e
microorganismos.
2.5.1. Factores Físicos
Luminosidade - a luz é um dos factores mais agravantes no processo de degradação
dos materiais bibliográficos.
Temperatura - o papel se deteriora com o tempo mesmo que as condições de
conservação sejam boas. O papel fica com sua cor original alterada e se torna frágil e isto se
chama envelhecimento natural.
Humidade - o excesso de humidade estraga muito mais o papel que a deficiência de
água
2.5.2. Factores Químicos
Acidezes do Papel - Os papéis brasileiros apresentam um índice de acidez elevado
(pH 5 em média) e portanto uma permanência duvidosa. Somemos ao elevado índice de
acidez, o efeito das altas temperaturas predominante nos países tropicais e subtropicais e uma
variação da humidade relativa, teremos um quadro bastante desfavorável na conservação de
documentos em papel. Dentre as causas de degradação do papel, podemos citar as de origem
intrínseca e as de origem extrínsecas.
Poluição Atmosférica - A celulose é atacada pelos ácidos, ainda que nas condições de
conservação mais favoráveis. A poluição atmosférica é uma das principais causas da
degradação química.
Tintas - a tinta é um dos compostos mais importantes na documentação. Foi e é usada
para escrever em papéis, pergaminhos e materiais similares, desde que o homem sentiu
necessidade de registar seu avanço técnico e cultural, e é ainda indispensável para a criação de
registos e para actividades relacionadas aos interesses de vida diária.
2.5.3. Factores Ambientais
Ventilação - é um outro factor a considerar como elemento que favorece o
desenvolvimento dos agentes biológicos, quando há pouca.
Poeira - um outro factor que pode favorecer o desenvolvimento dos agentes
biológicos sobre os materiais gráficos, é a presença de pó.
10
2.5.4. Factores Humanos
O Homem, ao lado dos insectos e microrganismos é um outro inimigo dos livros e
documentos, embora devêssemos imaginar que ele seria ser o mais cuidadoso guardião dos
mesmos.
2.6. Materiais e técnicas de restauração
A restauração envolve alguns equipamentos básicos de protecção individual, isto é,
máscaras cirúrgicas, luvas de látex e avental de tecido ou descartável, são utilizadas em todos
os procedimentos enquanto o documento estiver sujo, depois da limpeza mecânica, podem ser
retiradas às luvas e a máscara.
Os materiais necessários para a restauração de documentos são pautados na qualidade,
removibilidade e neutralidade. Os papéis devem apresentar pH neutro ou levemente alcalino,
sua composição química deve lhes dar resistência mecânica e durabilidade.
Tratamento realizado
Documentação fotográfica
O primeiro passo para a restauração de um documento é a realização da documentação
fotográfica, isto é, o registo do livro no seu actual estado de conservação, seus principais
danos e características relevantes. Esta documentação foi realizada durante todos os
procedimentos de restauro. As fotos são tiradas em diagonal para que a obra não perca a sua
real dimensão
Fichamento
É realizado a partir da análise do documento, registando na ficha de identificação e
diagnóstico todos os dados do livro, como seu tamanho, tipo de escrita, número de folhas,
proprietário, danos no suporte e nos elementos sustentados. É preenchida também uma ficha
referente à encadernação contendo a descrição da capa, revestimento, pastas, cantos, lombo,
guardas, cabeceado, costura e cortes.
Numeração das folhas
A numeração das folhas é feita no centro da parte inferior da página com lápis macio
2B, começando pela folha de guarda. Ela é necessária, pois o livro nem sempre tem a sua
numeração impressa, ou no caso das folhas de guarda elas não são numeradas. Essa
numeração é realizada somente na parte da frente da folha.
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Desmonte e mapeamento
O desmonte foi feito a partir da costura já desfeita. Retirou-se a
costura primeiramente com a tesoura e após com o bisturi. Conforme foram
sendo separados os cadernos, foi sendo realizada a anotação na ficha de
mapeamento. O mapeamento consiste na verificação dos bifólios, ou seja, a
ligação da cada fólio com seu fólio correspondente. Pode-se verificar que
algumas folhas que rasgaram com o tempo estavam coladas com folhas não
correspondentes como as folhas 01 com 02 e folha 290 com a folha 291.
(Auada, 2004).
Limpeza mecânica
É a remoção do excesso de sujidades superficiais, incrustações, dejectos de insectos e
pontos de oxidação. São utilizados trincha, mata-borrão, bisturi, espátula de metal, papelão
branco, borracha click era ser, borracha vinílica.
Reconstituição do suporte
É realizada para eliminar as perdas do papel e fazer reforços nas zonas frágeis,
devolvendo a integridade física ao suporte. Foram utilizados três métodos: pequenos reparos,
enxertos e carcelas.
Encadernação
O primeiro passo da encadernação foi a confecção das folhas de guarda, necessárias
para a protecção do miolo do livro.
Foi realizada primeiramente a medição dos bifólios. As folhas de guarda serão
confeccionadas de acordo com o tamanho do bifólio maior. Foi feito um gabarito e a partir
dele foram cortadas quatro folhas, duas para a parte da frente e duas para a parte de trás.
Aplanamento
Consiste na retirada das ondulações devido ao longo tempo acondicionado
erroneamente e a humidade utilizada no tratamento. É feito com entretela, mata-borrão, tábuas
e peso.
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3. Conclusão
Findado o presente o presente trabalho, compreendemos que, o acesso à herança
cultural, por meio do resgate de documentos, responde à busca do homem pelo seu passado,
de onde viemos e quem somos. As mensagens deixadas nos proporcionam o entendimento de
nós mesmos, a que sociedade pertencemos e que espaço ou papéis ocupamos sócio-
historicamente. A preservação de documentos contribui ao esclarecimento de nossa origem
étnica e ao enriquecimento do património cultural do mundo. É papel do conservador-
restaurador buscar a sobrevivência física e material destes objectos, sendo responsável pela
permanência da informação armazenada mediante a sua conservação, preservação e
restauração. A conservação se dedica à preservação do patrimonial, mantendo a integridade
dos documentos, minimizando a deterioração. A preservação é o agir em procedimentos que
visam ao retardamento ou à prevenção de deterioração ou dos estragos nos documentos. No
caso do suporte em papel, isso ocorre por intermédio do controle do meio ambiente, das
estruturas físicas e dos acondicionamentos que possam mantê-lo numa situação de guarda
estável. A restauração é o agir mediante procedimentos que possam devolver o estado original
ou o seu estado mais próximo do original, com o mínimo de prejuízo à sua integridade
estética e histórica, conservando a sua personalidade.
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4. Referências Bibliográficas
1. Auada, F. M. (2004). Conservação e restauro de documentos. São Paulo: Escola
SENAI Theoblado de Nigris.
2. Bahia, E. M. dos S. (2002). Preservação e conservação documental em acervos de
manuscritos. Encontros Biblio, Florianópolis, n.
3. Camargo, A. M. A., Bellotto, H. L. (1996). Dicionário de terminologia arquivística.
São Paulo: AAB.
4. Cassares, N. C. (2000). Como fazer conservação preventiva em arquivos e bibliotecas.
São Paulo: Arquivo do Estado e Imprensa Oficial.
5. Cunha, M. B., Cavalcante, C. R. O. (2008). Dicionário de Biblioteconomia e
Arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos Livros.
6. Iavaschi, M. B., Lübbe, A., Miranda, M. G. (2007). Memória e Preservação de
Documentos: Direitos do Cidadão. São Paulo: LTR.
7. Sanches, C., Maganini, E. (2007). Higienização de acervos em suporte papel. São
Paulo: SENAI.
8. Violet-Le-Duc, E. E. (2000). Restauração. Cotia: Ateliê Editorial, (Artes & Ofícios,
1).
9. Zúñiga, S. S. G. de. (2002). A importância de um programa de preservação em
arquivos públicos e privados. Registo: Revista do Arquivo Público Municipal de
Indaiatuba, Indaiatuba, Ano 1, v. 1, n. 1, p. 71-89.