Interferência de Ondas e Modos Normais – Determinação da
Velocidade do Som no Ar
Leonardo Guimarães Braga
Bacharelado em Ciência e Tecnologia – Laboratório de Ondas e Termodinâmica – Turma 01
Universidade Federal Rural do Semi-Árido – Campus Caraúbas
Rio Grande do Norte – Brasil
Experimento realizado em 4 de Outubro de 2022
Resumo. Neste relatório foi visto as relações existentes entre a frequência e o comprimento de
onda de uma onda sonora, também utilizando a condição de uma onda estacionaria ressonante, e
foi determinado a velocidade do som no ar e o comprimento de onda, e foram calculados
teoricamente e experimentalmente.
Palavras chave: frequência, comprimento de onda, onda sonora.
1. Introdução é atingido quando o comprimento da coluna de ar L
for igual a um múltiplo Impar de um quarto de
As ondas sonoras também são ondas mecânicas
comprimento de onda.
longitudinais, e assim com as mecânicas, também
necessitam de um meio elástico para a sua
propagação, como o próprio ar.
Figura 01: onda sonora
n = 1,3,5,7,9
Ressonância é um fenômeno físico que acontece
quando uma força é aplicada sobre um sistema, cuja
frequência seja próxima da frequência ideal desse
sistema, na qual a mesma ocasiona uma oscilação
maior, do que feita por frequência.
Figura 02: materiais usados no experimento.
Fonte: https://preufsc.paginas.ufsc.br/files/2019/11/fisica-aula-
12.pdf
As ondas sonoras podem apresentar frequências
específicas . O que conhecemos como som grave, é
uma baixa frequência de uma vibração de uma
fonte sonora. E som agudo é o que vibra é uma alta
frequência.
v = ʎ.ƒ Fonte: Folha do experimento
Onde ʎ é o comprimento de onda de som , ƒ é a
frequência de vibração da mesma e v é a velocidade 2. Procedimento experimental
do som no ar.
Material utilizado
Para encontrar o comprimento de uma onda
sonora pode ser determinado através do Uma proveta;
experimento, no qual isola-se a onda em meio a Diapasão e martelinho de borracha;
uma coluna de ar dentro de um tubo fechado em Caixa ressonante;
pelo menos uma extremidade. O estado estacionário Régua ou trena;
Seringa; Para L5:
Béquer com água.
Para o início do experimento, primeiro foi
tirada a frequência ƒ do diapasão, marcando 440
Hz, logo após foi medido o tamanho da proveta de Para a coluna de ar de L3 foi usado 0,580 m,
73,5 cm e por fim, foi calculado de forma teórica os levando em consideração que o nível de água estava
valores dos 3 primeiros Harmônicos que os valores 1 cm abaixo do valor esperado. Agora será possível
de L1, L3, L5. determinar o comprimento de onda e com o
comprimento pode-se determinar também a
Em seguida, a água foi inserida na proveta de velocidade do som.
acordo com os valores encontrados nos harmônicos
calculados de forma teórica, e depois bater uma das
extremidades da forquilha do diapasão e aproximá-
lo então da entrada da proveta para obter a
formação dos harmônicos. Ouviu-se o som Reorganizando para isolar ʎ temos:
produzido e em seguida foi adicionado um pouco
mais de água para repetir o processo, para cada
coluna de ar. Por causa do tamanho da proveta, só
foi possível realizar o experimento com o
comprimento 1 e 3, e para cada comprimento foi
adicionado uma quantidade diferente de ar.
3. Resultados e Discussão = 0,7733 m
Usando a equação velocidade para encontrar o Para encontrar a velocidade basta substituir o
valor do comprimento de onda na equação .
comprimento de onda e assim substituir na
equação seguinte, para encontrar o comprimento da v = 0,7733 m . 440 Hz = 340,252 m/s
coluna de ar L1, L3 e L5.
Sabendo que a velocidade que o som se propaga Para L1 tem a altura da coluna de ar de 0,185 m
é de aproximadamente 340 m/s e a frequência do com 8 cm a menos que esperado para quantidade de
diapasão é de 440 Hz : água. Refazendo aquilo que foi feito para o L3
v = ʎ.ƒ temos:
Reajustando temos:
Com o comprimento da onda, pôde encontrar de = 0,74 m
forma teórica as três primeiras colunas de ar para
posteriormente calcular de forma experimental e Encontrando a velocidade temos:
obter o comprimento de onda.
v = 0,74 m . 440 Hz = 325,6 m/s
Substituindo na equação dois para achar L1 temos:
Repetindo o processo para novas colunas de ar,
analogamente será refeito todo o processo anterior
mudando apenas os valores de L1 e L3.
Para L3: Para L1
= 4*0,18
= 0,72 m
v = 0,72 m* 440 Hz = 316,8 m/s v = 321,2 m/s
Para L3 Velocidade de n = 3
v = 339.372 m/s
= 0,7693 m
Assim que a coluna de ar L aumenta, o
comprimento de onda aumenta, porém a frequência
v = 0,7693 m *440 Hz = 338, 492 m/s diminui. Fazendo assim a relação, temos:
Valores nas tabelas abaixo.
Tabela 1: Resultados encontrados
Com a ajuda da equação, a frequência é
Harmônico N=1 N=3 inversamente proporcional a coluna de ar, e que a
Altura da coluna 0,185
0,580
velocidade som diminui de forma discreta.
de ar L1 m
Comprimento de 0,74 0,7733
onda ʎ m
4. Conclusão
Velocidade do 325,6 340,252 Através do experimento realizado no
som v (m/s)
laboratório, foi possível aprender que onda sonora é
do tipo mecânica longitudinal. Utilizando os
conceitos sobre a ressonância, concluiu-se que o
Tabela 2: Resultados segunda parte
meio de propagação influencia no som, observando
Harmônico N=1 N=3
também que quanto maior for a temperatura, maior
Altura da coluna 0,180 0,577 será a velocidade do som, e também quanto mais
de ar L1 (m) próximas as moléculas estiverem entre si, maior
Comprimento de 0,72 0,7693 será a velocidade do som.
onda ʎ (m)
Velocidade som v 316,8 338,492
(m/s)
5. Referências
Calculando a média dos harmônicos de n = 1 e [1] HALLIDAY, D. RESNICK, R. WALKER,
de n = 3, pode assemelhar-se com a velocidade do J. Fundamentos da Física. 10. ed. Rio de
som, calculando a média: Janeiro: Livros Técnicos Cientifico, 2016. V2.
Para n = 1 [2] Studocu.com
= 0,73 m 6. Questões e problemas:
Para n = 3 4.3 - Determinar o desvio padrão da média
escrevendo na forma de . Se o valor
obtido for diferente do valor esperado da
velocidade mencione quais poderiam ser as
fontes de erro experimental?
= 0,77113 m
Vmédio = 321,2 + 339,372/2
Velocidade de n = 1
Vmédio= 330,286m/s
= (330,286 – 316,8)²+(330,286-
325,6)²+(330,286-340,252)²+(330,286-338,492)²/3
= 11,112 m/s
v = 330,286 +/- 11,112 m/s
4.4 – Usando a mesma proveta, quantos e quais
harmônicos poderão ser formados para uma
fonte sonora com frequência de 1200 Hz.
Explique.
= 0,2833 m
= 0,7790 m
Só será possível medir 5 harmônicos que são
1,3,5,7 e 9 já que para o harmônico 11 a coluna de
ar que precisa é maior que o volume da proveta.
4.5 – Examinar a caixa ressoante que
acompanha o diapasão. Há alguma relação entre
os comprimentos da caixa e os valores de L n=1
obtidos nas questões anteriores?
Sim, pois a relação que existe entre o
comprimento da caixa com os valores Ln=1 se da ao
encontrar o valor do primeiro harmônico. É
necessário que a caixa tenha um comprimento ideal
para que a frequência gerada alcance esse
harmônico com isso.
4.6 - Como localizar experimental um nó e um
antinodo (ventre) de uma onda sonora dentro da
proveta?
O nó se localiza na extremidade fechada, já o
antinodo é localizado na aberta.
4.7 – Com o que foi aprendido neste
experimento, explique como podemos calcular
aproximadamente a distância de queda de um
raio em relação a você.
O som é uma onda mecânica que precisa de um
meio para se propagar, temos o exemplo do ar, e
sua velocidade está ligada a variação mínima de
pressão. Para se calcular a queda de um raio leva-se
em consideração o tempo que levou para ver o raio
e ouvir o trovão, fazendo a multiplicação do tempo
pela velocidade do som, temos:
d=v*t
d = distância do raio
v = velocidade do som no ar
t = tempo que levou ver o raio escutar o trovão