Os usos e costumes ou as tradições são parte importante na identidade e da cultura de um
povo.
Ao longo dos tempos, certas tradições mantiveram-se inalteráveis, outras sofreram influências
e algumas simplesmente só existem na memória do povo.
Algumas das tradições são:
Alguém sabe exemplos de algumas tradições?
Lenço dos Namorados de Vila Verde: este nome deve-se ao facto de serem elaborados com o
objetivo de conquistar um namorado. Quando chegava a idade de casar, a rapariga começava
abordar o lenço, o qual transmitia amor, dedicação e fidelidade. Assim que este estivesse
pronto, ia parar às mãos do rapaz pretendido, que se o decidisse usar publicamente, por cima
do seu casaco domingueiro, ao pescoço com um nó voltado para a frente ou ainda na ponta do
cajado, estaria a assumir a relação.
A Cantarinha dos Namorados: feita de barro vermelho e decorada com mica branca, tinha a
mesma função que o lenço dos namorados. Quando o rapaz queria pedir a mão de uma
rapariga em casamento, oferecia-lhe a Cantarinha das Prendas, onde, depois, se depositavam
as prendas do casamento. As pequenas significavam a vida real, com as incertezas do futuro e
as pequenas felicidades do quotidiano, enquanto as grandes significavam abundância e
esperança.
Loiça de Barcelos: loiça típica de Barcelos feita com barro vermelho.
Traje à Lavradeira de Sta Marta de Portuzelo: Pode ser vermelho ou azul, mas, normalmente,
quando a rapariga se casa, deixa de usar o primeiro. O seu corpo, principalmente o peito, é
uma montra de ouro, o qual evoluiu nos seus desenhos graças aos pormenores dos bordados
dos vestidos.
Caretos de Podence: Estas criaturas aparecem no Natal e no Carnaval. Representam imagens
diabólicas, usando, para tal, máscaras de couro ou de madeira, colchas de lã de várias cores
(verde, azul, preto, vermelho, amarelo), sempre às riscas, chocalhos à cintura e gizos nos
tornozelos. Segundo a tradição, estão associados a cultos relacionados com a fertilidade e a
agricultura e o principal objetivo dos caretos é apanhar as raparigas solteiras, que
normalmente se escondem dentro de casa; mas eles não se importam, sobem pelas paredes.
Também os donos das adegas fogem deles, porque o que eles querem é beber vinho de graça.
Ainda a destacar os bordados minuciosos, os teares de linha e a olaria negra de Bisalhães.
Gastronomia
Alguém pode dizer alguns dos pratos típicos?
Alguns pratos típicos são o Caldo Verde, a Feijoada à Transmontana, as Tripas à Moda do Porto
e a Francesinha.
Miranda do Douro
Em Miranda do Douro é interessante visitar a Sé e as Muralhas da cidade.
Mas o principal atrativo é o mirandês, outra língua oficial de Portugal. É, basicamente, uma
língua oral, passada de geração em geração, e que só começou a ser estudada por volta de
1882, por José Leite de Vasconcelos, quem começou a fixá-la em escrita.
Nesta cidade todas as ruas têm o seu nome em português, “a língua fidalga”, e em mirandês.
Por fim, uma tradição típica de Miranda do Douro, e usada nas celebrações do Europeu de
2004 em Portugal, são os “pauliteiros”, uma dança que imita uma luta com paus.
Também é possível visitar o Castelo, datado do século XIII, e a Torre de Menagem, também
conhecida como a Torre da Princesa.
Para lerem: A lenda associada a esta torre falade uma princesa, órfã, que vivia com o seu tio
no castelo, e que se apaixonou por um jovem que era pobre. Este prometeu-lhe voltar quando
tivesse feito fortuna, mas, passados 10 anos, e como o rapaz nunca mais voltava, o tio decidiu
que a princesa deveria casar com um pretendente escolhido por si. Como esta não aceitou,
uma noite o tio disfarçou-se de fantasma e subiu ao seu quarto para a forçara fazê-lo. Quando
esta estava quase a dizer que sim, entrou um raio de sol por uma das duas portas da torre e foi
descoberto. Desde esse dia que as portas têm o nome de Porta da Traição e Porta do Sol.
Também se pode ver o Pelourinho e passear pelo Parque Natural do Montesinho, criado em
1979 e com uma superfície de 75000 ha. Guadramil e Rio de Honor Duas aldeias muito
características são Guadramil, do lado esquerdo, e Rio de Honor, do lado direito.
Rio de Honor é uma cidade muito particular e isto porque é metade portuguesa, metade
espanhola, a parte portuguesa chama-se Rio de Honor e a parte espanhola Rihonor.
Viana do Castelo
Em agosto, é obrigatório participar nas Festas da Senhora da Agonia na belíssima cidade de
Viana do Castelo. Desde o século XVIII que os pescadores rogam à virgem para que lhes
conceda bom mar, numa admirável procissão que simboliza a ligação profunda da cidade com
o elemento que lhe forjou a história e parte da sua sobrevivência.
Durante três dias (entre 19 e 22), o Minho está em festa, com vários cortejos, acompanhados
de música e belas raparigas e rapazes vestindo os ricos e coloridos trajes tradicionais, qual
museu vivo de etnografia e folclore.
Faça como os milhares de pessoas que todos os anos passam por esta tradicional romaria.
Entre nas tasquinhas e restaurantes onde a cozinha portuguesa, regada com o vinho verde da
região, é rainha. E, na última noite dos festejos, assista à brilhante cachoeira de fogo-de-
artifício que anuncia, sobre a ponte centenária do rio Lima, que a festa terminou.
O “Coração de Viana” é uma joia única de uma extraordinária beleza e uma joia intemporal!
Com três séculos de existência, esta peça, continua a ser uma inspiração para os designers de
joalharia e a ser usada na sua versão singela e sempre atual.
É uma joia cheia de história e com tradição que fez parte das relíquias da maioria das famílias
Portuguesas e que saltou de geração em geração, transportando o legado da beleza, valores e
sentimentos, que só uma joia pode passar.
Em Viana do Castelo, podem visitar a Sé e, na Praça da República, antiga Praça da Rainha, ver o
Chafariz, do século XVI, os antigos Paços do Concelho e a Igreja.
O Santuário de Santa Luzia, datado do século XX, localiza-se no monte com o mesmo nome.
Braga
Braga na Páscoa e assista às Solenidades da Semana Santa.
Durante esta época festiva, a cidade é decorada com motivos alusivos à quadra e os "Passos"
altares de rua enchem-se de flores e luzes.
Sabiam que a Sé de Braga é o mais antigo monumento nacional, com mais de novecentos
anos?
A Procissão do Ecce Homo ou do Enterro, na quinta-feira Santa, guiada pelos Farricocos.
Descalços e de cabeça tapada, estes homens desfilam vestidos com túnicas roxas e com tochas
na mão. São das personagens mais curiosas da nossa tradição religiosa e uma reminiscência
das práticas de reconciliação dos penitentes públicos, realizadas até ao século XVI.
Braga tem três Santuários: o Santuário do Bom Jesus, edifício neoclássico, o Santuário do
Sameiro, a seguir a Fátima, o maior centro de devoção mariana, e, finalmente, a Igreja de
Falperra. A Sé de Braga também merece uma visita.
Barcelos
O galo de Barcelos é um dos símbolos mais populares do artesanato português dizem que o
primeiro foi feito pelo artesão Domingos Côto. Desde então, o Galo de Barcelos virou figura
popular e foi se espalhando e fortalecendo ao longo das décadas, imortalizado na arte não só
da cidade de Barcelos, mas de todo Portugal, seja em madeira, louça ou cerâmica.
Barcelos é famosa pela sua lenda alguém se voluntaria para ler?
Conta-se que um peregrino galego, que fazia o Caminho de Santiago, passava pela cidade,
quando foi acusado de roubo. Em vão tentou provar a sua inocência, até que pediu para ir
falar com o Juiz, que o ia mandar enforcar. Este encontrava-se nesse momento a jantar um
belo galo, e como não dava credibilidade ao peregrino, este disse-lhe “Tão certo como eu estar
inocente, esse frango vai levantar-se da mesa e começar a cantar quando me estiverem a
enforcar”. O Juiz não fez caso do sucedido e o peregrino foi levado para a forca. De repente,
ouve-se durante o jantar o cantarolar do galo. Estando provada a inocência do peregrino, o
Juiz corre então para o tentar salvar. Quando o vê, descobre que não tinha morrido porque o
nó da corda estava lasso. Anos mais tarde, o peregrino voltou à cidade e ergueu o “Cruzeiro do
Senhor do Galo”, em honra da Virgem Maria e de São Tiago.
Guimarães “Berço da Nação”
Em Guimarães, assista à Grande Romaria de S. Torcato no primeiro Domingo de Julho. Cortejos
alegóricos desfilam pelas ruas da cidade berço de Portugal, que em 2012 foi Capital Europeia
da Cultura, representando as cenas da vida do santo.
Na mesma cidade, as Festas Gualterianas, no verão, oferecem bons motivos de animação,
como é o caso da procissão em honra de São Gualter.
Nesta região a dança, normalmente, era dançada por seis pares, vestidos com os trajes típicos.
As mulheres faziam estalejar os dedos e os homens usavam as castanholas.
As mais célebres são “a vareira descansada”, “vareira picada”, “vareira corrida”, a “vareira das
palmas”, a “vareirinha”, a “tirana”, a “Margarida moleira”, o “Regadinho”, o “Sapatinho”, “S.
João corrido”, “S. João de Roda”, “S. João traçado”, “O velho”, a “Cana Verde”.
É impossível explicar como terá surgida a forma como a mulher dança estas danças, em
especial a “Vareira descansada”.
É curioso notar que, enquanto foi proibido cantar canções profanas durante o período da
quaresma, o povo trabalhava, interpretando canções religiosas das músicas bailadas
características desta região podemos destacar: a “tirana”, o “malhão”, o “vira”, a “cana verde”
e a “chula”.
Para além das características musicais desta região, é de salientar que a utilização do
cavaquinho e do violino, bem como, o canto ao desafio têm aqui as suas práticas habituais.
Alguém sabe por que motivo Guimarães é chamada de “ cidade berço”?
Guimarães é a “cidade berço” de Portugal porque foi onde o Conde D. Henrique estabeleceu o
centro administrativo do Condado Portucalense e onde o primeiro rei de Portugal, D. Afonso
Henriques, nasceu. O seu centro histórico está classificado pela UNESCO como Património da
Humanidade.
Lá, é possível uma visita ao Padrão do Salado, ao Paço dos Duques de Bragança e ao santiagos
Paços do Concelho. Também se pode, e deve, visitar o Castelo. Bem perto está Citânia de
Briteiros, o melhor exemplo deixado da Idade do Ferro em Portugal.
Douro
No Douro, a Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, é outro bom pretexto para conhecer
romarias antigas e o espírito de folia. Todos os anos, entre finais de agosto e meados de
setembro, Lamego fica em festa, fazendo coincidir as Festas da Cidade com a "Romaria de
Portugal" dedicada à sua Padroeira. Centenas de milhares de pessoas acorrem às festividades,
para assistir a espetáculos, exposições, concertos, desfiles, arraiais e eventos culturais e
desportivos.
Percurso pelo Douro este percurso de carro começa em Peso da Régua. As paragens
obrigatórias são o Miradouro de São Leonardo, na Galafura, e Casal de Loivos.
É um passeio imperdível por múltiplas razões: é a região vinícola demarcada mais antiga do
mundo (1756), é onde se produzem os vinhos do Porto e do Douro e esta paisagem foi
classificada pela UNESCO como Património da Humanidade.
Porto
O vinho de Porto, produzido há séculos na região do Douro, é típico de Portugal.
Há muitos anos, quando Portugal estava em crise, era necessário fazer crescer a produtividade
nacional. Para isso, começou-se a produzir vinho na região do Porto.
Um dos atrativos é a Igreja de São Francisco, que pertence ao estilo barroco
Já no Cais da Ribeira, tem-se contacto com habitações coloridas, ruas sinuosas e muitos cafés;
de lá, é possível ver Vila Nova de Gaia. A Sé Catedral pertence aos séculos XII e XIII, tendo,
portanto, influências romano-góticas.
A Torre dos Clérigos, da autoria de Nicolau Nasoni, tem 240 degraus, pelo que, do cimo, tem-
se uma vista alargada de toda a cidade. O Palácio da Bolsa surgiu por vontade dos
comerciantes portuenses, os quais haviam ficado sem sítio para negociar e tinham que o fazer
ao ar livre.
Os pontos de interesse mais relevantes são o Salão Árabe, o Pátio das Nações, a Sala dos
Retratos e a Sala do Tribunal.
O Forte de São Francisco Xavier, datado do século XVII, também é conhecido como o Castelo
do Queijo por ter sido edificado em cima de uma rocha com o formato de um queijo. A Antiga
Cadeia da Relação, isto é, a antiga cadeia do Porto, serve atualmente de sede ao Instituto
Português de Fotografia.
A Livraria Lello é considerada uma das mais bonitas do mundo e o Café Majestic é um luxuoso
café, muito usado nos anos 20 para tertúlias; hoje em dia podem-se contemplar várias
exposições no seu interior.
Finalmente, a Estação de São Bento é toda ela uma exposição da história de Portugal, patente
nos seus azulejos.
Uma das festas comemoradas são as festas são Joaninas, dia 24 de junho é consagrado a S.
João. Esta tradição é um exemplo de confluência entre as festas pagãs do solstício de verão e o
calendário religioso. Os rituais são indicativos desta fusão: as tradições cascatas representam o
santo em plena igualdade com figuras da vida do quotidiano.
A rituais de origem romana, como saltar a fogueira, juntam-se outras práticas, tais como lançar
o balão ou aproximar ramos de cheiros a cara de quem povoa as ruas. Mais recentemente
propagou-se o hábito de presentear os passeantes de rua com o toque de martelos de plástico
ou de alhos-porros.
Alguém sabe quais são as comidas comuns de São João?
E, claro, São João é sinónimo de caldo verde, sardinhas assadas, pão e broa de Avintes e vinho
tinto.
Em junho é também o mês de Santo António a 13 e São Pedro a 29.
Trás os montes
A região de Trás-os-Montes é muito vasta e possui um relevo com características contrastantes
que influencia os costumes e tradições do seu povo.
As músicas estão intimamente ligadas aos trabalhos rurais: pastorícia, trabalho do linho e do
centeio, etc.
O fandango, a par do passeado, da carvalhesa e da murinheira, são as danças tradicionais
desta região, embora também se possam encontrar em várias províncias portuguesas. Isto
deve-se ao facto de que quando estas entraram em Portugal, durante o século XVIII, vindas de
Espanha, terem atingido uma grande aceitação. É dançado por um casal, embora na região do
Ribatejo tenha sofrido algumas alterações.
A gaita de foles, instrumento de sopro, é o mais típico desta região. Feito tradicionalmente de
pele de cabra tem um saco ligado a vários tubos de madeira.
Nesta região podemos encontrar, também, as tunas, agrupamentos com uma grande
variedade instrumental, que interpretam obras que vão desde as modas regionais à música
religiosa passando pelo reportório das bandas filarmónicas
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Religiosas-a-Norte-de-Portugal
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