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Este documento discute a importância da gestão de estoques para pequenas empresas. Ele descreve o caso de uma empresa de doces chamada Paraíso dos Doces, fundada por duas mulheres, e como elas começaram a gerir seus estoques de forma mais estruturada à medida que a demanda cresceu. O documento também fornece uma visão geral dos principais conceitos e modelos de gestão de estoques.
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Este documento discute a importância da gestão de estoques para pequenas empresas. Ele descreve o caso de uma empresa de doces chamada Paraíso dos Doces, fundada por duas mulheres, e como elas começaram a gerir seus estoques de forma mais estruturada à medida que a demanda cresceu. O documento também fornece uma visão geral dos principais conceitos e modelos de gestão de estoques.
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ETEC DE LINS

CURSO TÉCNICO EM CONTABILIDADE

Ana Júlia Garcia Silva – [email protected]


Giovana dos Santos Batista- [email protected]
Julia Raquel Nerva Pereira- [email protected]
Lais Modesto de Souza- [email protected]
Orientadora: Prof. Maria Rosana Solfa – [email protected]

Orientadora: Prof. Maria Rosalva Solfa- [email protected]

GESTÃO DE ESTOQUE:
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE ESTOQUE NO MEI

Lins-SP 2022
I: CAPÍTULO
Em 2022, Lais e Ana Julia começaram a fazer doces e bolos para vendas na escola
que estudam e no momento era o único meio de renda. Ambas então optaram por abrir um
MEI, tornando-se assim, empresárias.

O nome da Empresa é Paraiso dos Doces que se localiza em Sabino- SP e Getulina-SP,


como estavam no começo, faziam apenas quantidades de pedidos, mas com o decorrer do
tempo houve um aumento de produção, pois a demanda era alta e o lucro também.

Com as vendas crescendo, os planos para os próximos anos visavam a uma cozinha
profissional e uma loja com estrutura maior e mais confortável para as vendas e satisfação
de seus clientes.

No começo, não faziam planejamentos e nem gestão de estoque, portanto no começo da


experiência de colocar em ação o planejamento de gestão de estoque, obtiveram
informações amplas sobre a parte econômica da empresa.

A empresa está sendo dirigida apenas por Lais e Ana, na qual decidirão fazer seus
investimentos.

As proprietárias articularam que a fundação dessa empresa foi algo que trouxeram para
elas sustento, e quando estão produzindo transmitem amor e tranquilidade. Futuramente as
empresárias aspiram poder abrir portas de serviços e crescerem abundantemente no
mercado.

Figura nº 1 - Cartão de Visita do Paraiso dos doces

Fonte: Arquivo da empresa, 2022


II: CAPÍTULO
2.1 Gestão de Estoque
Segundo Ballou, (2007) apud Rezende, 2008, a gestão de estoque é um importante
procedimento onde se planeja, coordena e controla toda a mercadoria que entra e sai na
empresa. Esse controle deve ser realizado não apenas para produtos já acabados, mas
também para os componentes, matérias-primas e produtos semiacabados, no caso de
indústria.
É importante que as empresas trabalhem com um estoque mínimo, pois assim ela
diminui alguns custos que o estoque gera, como por exemplo, o custo com armazenagem do
material e as depreciações ou perdas que pudessem vir a ocorrer com a influência de fatores
internos e externos.
Martins e Alt, (2004) apud Rezende, 2008 salientam que os estoques têm a função de
reguladores do fluxo de negócios. Dessa forma, torna-se imprescindível que a empresa tenha
bem definida sua política de estoques, ou seja, os princípios pelos quais o abastecimento e a
saída de produtos, sejam acabados ou não, seguem.
Segundo Viana, (2000) apud Beyruth, 2019 o controle do estoque é uma função da
administração de materiais, tendo grande importância nos custos operacionais e
consequentemente no gerenciamento financeiro da empresa, logo suas interferências devem
ser ligadas na orientação das aplicações técnicas, científicas, na utilização do processo de
compra, armazenamento, movimentação de materiais e no fornecimento dos produtos
acabados, projetando o alcance das metas planejadas.
Ainda segundo Viana, (2000) apud Beyruth, 2019 os primeiros estudos sobre a teoria
da gestão de estoque no Brasil ocorreram em 1950, e desde então, as teorias vêm
apresentando uma evolução considerável.
Segundo Martins e Alt, (2003) apud Beyruth, 2019 as atividades da gerência de
estoque possibilitam ao gestor verificar o eficiente aproveitamento das reservas, sua
localização, seu correto manuseio e controle. A gestão procura assegurar uma maior
acessibilidade de produtos, com o mínimo de estoque possível.
O estoque é uma área-chave dentro das organizações, uma vez que se configura
como um dos principais elos entre duas outras áreas: produção e planejamento. Dessa
forma, preocupar-se com a questão da manutenção dos níveis adequados de materiais
estocados é apenas um dos pontos que devem ser observados para uma gestão eficiente
dos estoques (TADEU, 2010, p.13 apud Beyruth, 2019).
Um estoque mal administrado e estagnado dentro de uma organização resulta em
capital parado, além disso, outros setores da empresa acabam não tendo suas necessidades
mais urgentes supridas, razão pela qual o gestor deve planejar níveis apropriados, para
obter um bom controle entre consumo e estoque (OLIVEIRA; SILVA, 2014 apud Beyruth,
2019).

2.2.1 Modelo de gestão de estoque


Modelo de Reposição: Esse modelo segundo Corrêa e Corrêa, (2004) apud Beyruth,
2019 é utilizado para verificar quando se deve comprar mais produtos. Ele funciona da
seguinte forma: Quando um determinado número de produtos é vendido, deve-se conferir
quanto de material ainda se tem no estoque, assim se esse nível restante for muito baixo,
faz- se novas compras a fim de suprir aqueles materiais que foram utilizados.
O ponto de ressuprimento é aquele onde é analisado o número de produtos que foram
vendidos e que necessitam ser repostos. O tempo de ressuprimento é o tempo em que a
mercadoria demora a chegar até as lojas, para cobrir os produtos que já foram vendidos. O
lote de ressuprimento é a quantidade de produtos comprados.

2.3.1 Tipos de estoque


Basicamente, o desequilíbrio entre as taxas de fornecimento e de demanda levam a
diferentes tipos de estoque, conforme apresentado por Slack, Chambers e Johnston, (2001)
apud Beyruth, 2019:
a) Estoques de Proteção: visa compensar as incertezas de fornecimento e
demanda;
b) Estoques de Ciclo: ocorre quando um ou mais estágios nas operações não
conseguem fornecer simultaneamente todos os itens que produzem.
c) Estoque de Antecipação: utilizado comumente quando as flutuações de
demanda são significativas, mas relativamente previsíveis ou também quando as variações
de fornecimento são significantes.
d) Estoques de Distribuição: em casos que não se podem transportar
constantemente os materiais entre o ponto de fornecimento e o ponto de demanda, forma-se
um estoque em trânsito ou estoque de canal de distribuição.
Slack, Chambers e Johnston, (2002) apud Beyruth, 2019 considera que o estoque é o
acúmulo de produtos em fase de transformação, se o estoque existente entre essas fases é
elevado, isso faz com que as fases fiquem independentes. Em um processo de produção,
por exemplo, se a empresa compra matéria-prima do seu fornecedor para fabricar uma
janela, e passou a ter um estoque, ela tem a garantia que as janelas serão fabricadas,
mesmo que o fornecedor venha a ter algum tipo de problema, garantindo assim que o
produto ser· fabricado e entregue ao consumidor. Assim, as empresas devem fazer novos
pedidos para as fabricas antes dos estoques acabarem, porque se acontecer algum
problema com a mercadoria, ou na fabricação, ou na entrega, a empresa tem uma reserva
de recursos para suprir as necessidades momentâneas.
Para Slack, Chambers e Johnston, (2002) apud Beyruth, 2019 os estoques de
materiais são utilizados para manter as taxas de suprimento no processo de produção
(fornecedor e demanda), isto é, as empresas terão o material no momento em que
necessitar, suprindo assim as suas necessidades. As empresas devem estar preparadas
para qualquer tipo de imprevistos que possam vir a ocorrer, ou por ter um fornecedor não
confiável, ou por ter ocorrido uma falha no processo de produção desse fornecedor, podendo
o fornecedor não entregar a mercadoria no prazo determinado, ou realizar a entrega em
menor ou maior quantidade. Esses estoques devem ser mantidos a fim de suprir as
demandas excessivas que surgem esporadicamente.

2.4.1 Controle de Saída de Estoque


Segundo Pereira, (2015) apud Beyruth, 2019 idealizar uma teoria de estoque
conveniente com a operação alvo da empresa, é primordial para que não haja gastos
desnecessários. A adesão de um método errado de armazenagem expõe a logística da
empresa de forma que passe a deixar de associar valor ao produto/serviço e passe a
sobrecarregar os gastos a atividade em questão. Alguns procedimentos auxiliam as
empresas na gestão de entrada e saída de materiais, da mesma maneira atuam nos custos,
sendo capaz de tornar o controle de estoque mais eficiente. Um desses métodos é o:
FIFO (First in First out – primeiro que entra, primeiro que sai) – compreende na saída
de determinado produto antes que se torne obsoleto. É fundamental que a demanda do
produto seja realizada com alta precisão e que se trabalhe com transporte de confiança a fim
de atingir um serviço satisfatório na demanda (PORTAL EDUCAÇÃO, 2014 apud Beyruth,
2019).

2.5.1 Administração de materiais


Conforme Ching, (2001) apud Beyruth, 2019 a finalidade do ponto de reposição é dar
início ao processo de ressuprimento em tempo hábil para que não ocorra a falta de material.
Segundo Corrêa, (2010) apud Beyruth, 2019 o ponto de ressuprimento pode ser
calculado de acordo com a Equação 5, definindo o momento de realização de novas
compras de maneira que exista no estoque uma quantidade suficiente para atender a
demanda média durante o lead time.
De acordo com Taylor, (2006) apud Rezende, 2008 não existe quantidade de estoque
capaz de evitar escassez, transformando a prática de gestão de estoques basicamente em
uma questão de gerenciamento de riscos.
Gaither e Frazier, (2008) apud Rezende, 2008 afirmam que cada vez que se fica sem
estoque, há incorrência em custos.
Corrêa, (2010) apud Beyruth, 2019 afirma que para evitar a possibilidade de escassez,
é utilizada uma técnica que protege o sistema contra variações, conhecido como estoque de
segurança (Eseg).
Conforme Slack et al, (2009) apud Beyruth, 2019 o estoque de segurança tem o
propósito de compensar as incertezas inerentes a fornecimento e demanda.
De acordo com Dias, (1993) apud Andrade, 2011 é preciso integrar e controlar
quantidades e valores de todas as atividades envolvidas, prevalecendo-se sobre a
preocupação única a respeito de vendas e compras. Aumentar a eficiência da utilização de
recursos internos equivale à economia de custos, menores desperdícios e maior eficiência
do processo como um todo.
Isso posto, Garcia et al, (2006) apud Andrade, 2011 destacam as principais decisões
referentes à gestão de estoques:
a) Quanto pedir: especificação da quantidade requerida com base em demandas
futuras esperadas, restrições de suprimentos, descontos existentes e custos envolvidos.
b) Quando pedir: momento exato de emitir uma nova ordem determinado pelo
ponto de pedido, ou seja, data através da qual o pedido atende exatamente às necessidades
da empresa, que depende do lead time de ressuprimento, da demanda esperada e do nível
de serviço desejado.
c) Com que frequência revisar os níveis de estoque: continuamente ou
periodicamente, dependendo da tecnologia presente e dos custos de revisão, dentre outros
fatores.
d) Onde localizar os estoques: decisões de localização se houver a possibilidade
de haver centros de distribuição; depende dos custos de distribuição, restrições de serviço,
tempo em que os clientes aceitam esperar, tempo de distribuição, custos de estoque e
custos das instalações.
e) Como controlar o sistema: utilização de indicadores de desempenho e
monitoramento das operações para apoiar medidas corretivas e ações de contingência, se o
sistema logístico estiver fora de controle.
Bertaglia, (2006) apud Beyruth, 2019 fala sobre o processo de aquisição de produtos
para a empresa, esse processo compreende a elaboração de um pedido de compra que
através do cadastro de informação facilita saber quais são os fornecedores da empresa e
quais são os materiais que estão disponíveis no estoque. Depois de realizado o processo de
compras a empresa recebe as mercadorias que estarão disponíveis através de um estoque,
facilitando assim para os consumidores finais que desejam comprar essas mercadorias.
Arnold, (2008) apud Beyruth, 2019 enfatiza que é importante ter um setor encarregado
pela movimentação de materiais, desde o recebimento do fornecedor, até chegar ao cliente.
Mesmo assim, ainda existem empresas que não adotam esse tipo de gerenciamento.
De acordo com Albuquerque de Sá (2013, p.2 apud Beyruth, 2019):
A administração de materiais é parte do processo da cadeia de suprimento que
planeja, implementa e controla, de modo eficiente e eficaz, os fluxos adiante e reverso e a
estocagem de bens, serviços e informações, do ponto de origem ao ponto de consumo, a fim
de entender as necessidades dos clientes.
A evolução da gestão de materiais está diretamente ligada às transformações
econômicas, tecnológicas e sociais que ocorreram durante a revolução industrial.
A administração de materiais se refere à totalidade das funções relacionadas com os
recursos materiais, seja com sua programação, aquisição, estocagem, distribuição... desde a
sua chegada a empresa até a sua saída com direção aos clientes (CHIAVENATTO, 1991,
p35 apud Beyruth, 2019).

III: CAPÍTULO

Pesquisa em campo, e demonstração de planilha de gestão de estoque na microempresa


Paraiso de Doces.
Conclusão
Com base nas pesquisas e estudos que fizemos chegamos à conclusão que a gestão
de estoque dentro de uma empresa, traz eficiência e organização, a gestão de estoque e
uma das ferramentas principais que deve ser utilizada dentro da empresa, além de
demonstrar controles de estoques, amplia a visibilidade da gestão contábil, mostrando
resultados positivos ou negativos.

Fichamento
Conceito de Gestão de Estoque
A gestão de estoque é o momento em que a empresa consegue promover a
organização e o controle de suas mercadorias em determinado espaço e tempo.
Com ela é possível compreender melhor suas demandas e determinar as necessidades de
reabastecimento.

www.siteware.com.br/processos/o-que-e-gestao-estoque/

FICHAMENTO 2

A importância da Gestão de Estoque

O estoque tem um papel importante para o sucesso do negócio e é essencial estar


atento às suas mercadorias, para descobrir se haverá uma queda no giro do estoque e
qual será o comportamento de compra de seus clientes, para adaptar sua empresa aos
novos hábitos de compras das pessoas.

www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como -melhorar-a-gestao-de-produtos-
no-varejo

FICHAMENTO 3

Objetivos da gestão de estoque

Os objetivos da Gestão de Estoque visam a qualidade, confiabilidade, flexibilidade,


custo e rapidez. Nesse cenário são divididos em três pilares: potencialização do nível de
serviços e do giro de estoques e o aumento da eficiência operacional. Sendo assim, a
tendência é:

Atender à demanda do cliente;

Liberar capital de giro;


Nivelar a produção;
Nesse cenário, ao optar pela Gestão de Estoque o principal objetivo da Empresa é
possuir em mãos o equilíbrio de reservas de mercadorias, o consumo, as entradas e
saídas desse estoque.

FICHAMENTO 4

Resumo de Gestão de Estoque

A gestão de estoque envolve o controle de recursos (tempo, dinheiro e mão de


obra), insumos, produtos em desenvolvimento e mercadorias prontas em ambientes
de armazenagem. Para isso, são aplicadas técnicas que têm o objetivo de melhorar a
conservação e rotatividade dos itens nos armazéns e centros de distribuição.

REFERÊNCIAS

Macchi; Muller. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM ORGANIZAÇÕES: O CASO DE


UM CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES ARTÍSTICAS. Artigo
científico, 2015. Disponível em: <https://abepro.org.br>. Acesso em: 18 set. 2022.
Beyruth. GESTÃO DE ESTOQUE: UM ESTUDO SOBRE A DIVERGÊNCIA NO
INVENTÁRIO DE UMA UNIDADE OFFSHORE NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.
Artigo científico, 2019. Disponível em:
<https://www.even3.com.br/anais/iisinep/192921-gestao-de-estoques--um-
estudosobre-a-divergencia-no-inventario-de-uma-unidade-offshore-na-cidade-do-rio-
dejanei/>. Acesso em: 19 set. 2022.
Andrade. GESTÃO DE ESTOQUES: UMA REVISÃO TEÓRICA DOS CONCEITOS E
CARACTERÍSTICAS. Artigo científico, 2011. Disponível em:
<https://docplayer.com.br/6498117-Gestao-de-estoques-uma-revisao-teorica-
dosconceitos-e-caracteristicas.html>. Acesso em: 18 set. 2022.

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