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"Tipos de Rochas e Ciclo Litológico"

O documento descreve os três principais tipos de rochas: rochas magmáticas, que se formam a partir do arrefecimento de magma; rochas sedimentares, que resultam da deposição e consolidação de sedimentos; e rochas metamórficas, que se formam a partir da transformação de outras rochas sob alta pressão e temperatura. Exemplos de cada tipo de rocha são fornecidos, juntamente com suas características e processos de formação.

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"Tipos de Rochas e Ciclo Litológico"

O documento descreve os três principais tipos de rochas: rochas magmáticas, que se formam a partir do arrefecimento de magma; rochas sedimentares, que resultam da deposição e consolidação de sedimentos; e rochas metamórficas, que se formam a partir da transformação de outras rochas sob alta pressão e temperatura. Exemplos de cada tipo de rocha são fornecidos, juntamente com suas características e processos de formação.

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Agrupamento de Escolas Fontes Pereira de Melo - 150873

Escola Secundária de Fontes Pereira de Melo


Geologia 10º Ano
Ficha Informativa: Tipos de Rochas e Ciclo Litológico

As rochas são grandes massas naturais que entram na constituição da Litosfera que
são constituídas por minerais.

Existem rochas podem ser formadas por uma associação de minerais, por um único
mineral ou por produtos de origem orgânica. Algumas rochas são extremamente duras,
outras muito moles, podendo mesmo ser líquidas como o petróleo bruto.

Podemos classificar as rochas em três grandes grupos:


 as rochas magmáticas;
 as rochas sedimentares ;
 as rochas metamórficas.

Rochas Magmáticas
Estas rochas formam-se a partir do arrefecimento e consolidação do magma
(matéria mineral fundida).

As rochas magmáticas, como o granito, que resultaram da consolidação do magma


a grande profundidade chamam-se plutónicas ou intrusivas; aquelas que são provenientes
de magmas consolidados à superfície da crosta (ou muito perto), como o basalto,
chamam-se vulcânicas ou extrusivas.

Se o arrefecimento do magma aconteceu em profundidade e, portanto, foi lento e


gradual, a rocha apresenta todos os minerais cristalizados (textura cristalina), geralmente
visíveis a olho nú (granito).
Se o magma ascende através da crusta e vem consolidar à superfície, ocorrendo
assim um rápido arrefecimento, nem todos os minerais se conseguem individualizar e
cristalizar.

Na passagem do estado líquido ao sólido, as partículas dispõem-se de


forma regular e ordenada de modo a formarem um cristal de um dado
mineral. Tal disposição regular e ordenada das partículas chama-se
textura cristalina. Quando o arrefecimento é rápido, as partículas
dispõem-se de forma desordenada e caótica, não se constituindo um
cristal – textura amorfa ou vítrea.
Estrutura cristalina

Com um rápido arrefecimento, nem todos os minerais que constituem a rocha se


encontram cristalizados, formando-se uma pasta amorfa (parte vítrea) que se encontra
misturada com os minerais que conseguiram cristalizar (parte cristalina), como é o caso do
basalto – textura hemicristalina. No entanto, existem também basaltos totalmente
cristalizados mas cujos cristais são muito pequenos e, por isso, só são observados ao
microscópio (textura microcristalina).
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Características do granito: rocha clara de cor variável, bastante dura, constituída por
pequenos grãos com aspectos diferentes (minerais). Os principais minerais desta rocha
são o quartzo, o feldspato e as micas.

Características do basalto: rocha negra, com aspecto homogéneo, muito dura e


compacta. Geralmente não se conseguem observar os seus minerais constituintes a olho
nú, devido ao rápido arrefecimento, podendo até não ter cristalizado na sua totalidade. Por
vezes observa-se a olivina (mineral de cor verde amarelada).

Rochas Sedimentares
São rochas que resultam da deposição de materiais, os sedimentos, formados a
partir da alteração e erosão de outras rochas ou de restos de seres vivos. Estes
sedimentos, após deposição, sofrem diversas transformações (diagénese) até se
transformarem em rochas sedimentares.

Agentes erosivos - agentes geológicos modificadores da superfície da Terra


(vento, água da chuva, rios, glaciares, mares, variações de temperatura, seres vivos,
etc.).

Sedimentos - as partículas sólidas que resultam da alteração e erosão das


rochas pré-existentes, pela acção física e química dos agentes erosivos.
Os sedimentos incluem:
 Fragmentos de minerais e rochas;
 Fragmentos de animais e vegetais;
 Substâncias que precipitaram a partir da água do mar (ex: o carbonato de cálcio,
dissolvido na água do mar, precipita no fundo da bacia de sedimentação).

Diagénese – conjunto de transformações experimentadas pelos sedimentos,


durante ou após a sua deposição, e que os transforma em rochas sedimentares.

A Génese das Rochas Sedimentares

Os agentes geológicos promovem:


 A desagregação das rochas, num processo chamado erosão;
 O transporte dos sedimentos até ao local onde se vão acumular, a bacia
de sedimentação;
 A deposição na bacia de sedimentação.

Todas as zonas elevadas da superfície da Terra fornecem sedimentos, devido à


acção dos agentes erosivos, que são transportados até às bacias de sedimentação,
zonas mais baixas (lagos, mares, oceanos, etc.), ficando aí depositados.

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Após a deposição nas bacias sedimentares, os sedimentos são litificados e
convertidos em rochas, por um conjunto de processos chamado diagénese. Através da
diagénese, os sedimentos desagregados ou soltos, acabam por se unir tornando-se
mais ou menos consolidados ou coerentes.

A diagénese inclui:
 compactação dos sedimentos e expulsão da água que continham;
 precipitação de substâncias minerais nos espaços vazios entre os
sedimentos ou poros, causando a sua cimentação;
 pode também ocorrer aparecimento de novos minerais, devido a
modificações nos minerais e troca de substâncias entre os sedimentos e as
soluções que circulam à sua volta.

Classificação das Rochas Sedimentares

De acordo com a origem dos sedimentos, as rochas sedimentares podem ser


classificadas como:
o Detríticas ou clásticas – resultam da acumulação de detritos provenientes
de outras rochas;
o Biogénicas – originadas pela acumulação de restos de seres vivos ou
detritos da sua actividade, como carapaças, conchas;
o Precipitação Química ou quimiogénicas – resultam da precipitação a partir
de substâncias dissolvidas na água.

Não coerentes – formadas por sedimentos soltos ou


desagregados: areia, argila solta, calhaus rolados.
Rochas detríticas
Coerentes – formadas por sedimentos aglutinados por
um cimento: arenito, conglomerado, xisto
sedimentar.

Rochas Biogénicas Carvões, petróleo, calcários conquíferos (conchas),


etc.

Rochas de precipitação química calcário, sal gema, gesso, etc.

Rochas Metamórficas
São rochas resultantes da transformação de outras rochas pré-existentes, sob
novas condições de pressão e temperatura. Assim, as rochas metamórficas derivam da
modificação das rochas sedimentares, magmáticas ou mesmo de outras já
metamorfizadas.
Através do metamorfismo, pode haver modificações na textura da rocha,
recristalização dos seus minerais e até aparecimento de novos minerais. Estas
modificações são o resultado da actuação da pressão e do aquecimento a que a rocha
fica submetida.
O calor e a pressão são os factores mais importantes do metamorfismo.
Normalmente, ambos os factores de metamorfismo actuam em conjunto, porém não é
estritamente necessário que isso ocorra. O metamorfismo tanto pode ocorrer a altas
pressões e a baixas temperaturas como também a baixas pressões e a altas
temperaturas.

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Os dois tipos de metamorfismo mais importantes são: o metamorfismo de
contacto e o metamorfismo regional.

Metamorfismo de contacto – Ocorre quando se dá a subida de magma na


crosta, indo essa intrusão magmática provocar o aquecimento das rochas encaixantes
– rochas pré-existentes. O calor é o principal factor de metamorfismo, neste tipo de
metamorfismo, pois as transformações das rochas encaixantes são provocadas pelas
altíssimas temperaturas emanadas da intrusão magmática. Este tipo de metamorfismo
afecta pequenas extensões da superfície terrestre, pois só ocorre na proximidade das
intrusões magmáticas.

Ao passar através das rochas, o calor vai actuar sobre os minerais constituintes
das mesmas provocando fenómenos de recristalização. Forma-se assim uma auréola
de rochas metamórficas em torno dessa intrusão magmática, diminuindo a
metamorfização das rochas à medida que aumenta a distância ao foco de calor.

Metamorfismo regional - Numa bacia sedimentar, à medida que os sedimentos


se vão acumulando ocorre subsidência da bacia provocada pelo peso dos sedimentos
aí contidos. Este processo ocorre lentamente e durante muito tempo. As camadas do
fundo da bacia vão
sofrendo grandes
pressões pois são
comprimidas pelas que
se lhes sobrepõem e
também pelas forças
tectónicas, ao mesmo
tempo que também
sofrem um aquecimento,
dado atingirem
gradualmente uma maior
profundidade devido à
subsidência.
As pressões
orientadas e a
temperatura são os factores de metamorfismo mais importantes neste tipo de
metamorfismo.
As rochas formam-se em condições de altas temperaturas e condições de
pressão que variam de moderadas a altas.
Apresentam geralmente uma foliação, como resultado da actuação das pressões
orientadas que sofreram - os seus minerais foram obrigados a orientar-se, geralmente
perpendicularmente à direcção de actuação dessas tensões. Ocorre também
recristalização dos minerais da rocha, tal como a formação de novos minerais, mas
todas estas mudanças texturais e mineralógicas ocorrem sempre no estado sólido.
As rochas mais conhecidas formadas no metamorfismo regional são o filito, a
ardósia, o micaxisto e o gnaisse.

O metamorfismo regional está associado à convergência de placas tectónicas


(colisão de placas), onde uma das placas desliza por baixo de outra – zonas de
subdução. Este tipo de metamorfismo afecta grandes áreas e está relacionado com a
formação de cadeias montanhosas.

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Ciclo Litológico ou Ciclo das Rochas
O ciclo das rochas representa as diversas possibilidades de transformação de
um tipo de rocha em outro.

As setas que
interligam as rochas
ígneas, sedimentares
e metamórficas
indicam os processos
relacionados com a
dinâmica geológica da
crosta terrestre.

Os continentes [Link]
originaram-se ao longo
do tempo geológico
pela transferência de
materiais menos densos do manto para a superfície terrestre.
As rochas, uma vez expostas à atmosfera e à biosfera passam a sofrer a acção
dos agentes erosivos. A alteração e erosão fazem com que as rochas percam a sua
coesão, sendo erodidas, transportadas e depositadas em bacias de sedimentação,
onde, após a diagénese, passam a constituir as rochas sedimentares. Qualquer rocha
(magmática, metamórfica, sedimentar) exposta à superfície da Terra, sofre este
conjunto de processos e, por isso, origina novas rochas sedimentares.
Devido à dinâmica terrestre, qualquer tipo de rocha (magmática, sedimentar,
metamórfica) que se encontre sujeita à acção de altas pressões e temperaturas
(metamorfismo) sofre alterações mineralógicas e texturais e vai-se transformar numa
rocha metamórfica.
Se as condições de metamorfismo forem muito intensas, as rochas podem sofrer
uma fusão e gerar magmas que, ao solidificarem, darão origem a novas rochas
magmáticas.
O ciclo das rochas existe desde os primórdios da história geológica da Terra e,
através dele, a crosta de nosso planeta está em constante transformação e evolução.

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