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Odus Apostila

1. O documento descreve as características e significados do Odú Okàrán no jogo de búzios do Ifá. Okàrán pode representar movimento, visitas estranhas ou negatividade e requer um ebó para afastar esses perigos. 2. Em seguida, descreve o Odú Ejiòkô, que representa encontros, casamentos ou felicidade inesperada. Requer menos cuidado do que Okàrán. 3. Fornece instruções detalhadas sobre como realizar ebós para aplac

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Odus Apostila

1. O documento descreve as características e significados do Odú Okàrán no jogo de búzios do Ifá. Okàrán pode representar movimento, visitas estranhas ou negatividade e requer um ebó para afastar esses perigos. 2. Em seguida, descreve o Odú Ejiòkô, que representa encontros, casamentos ou felicidade inesperada. Requer menos cuidado do que Okàrán. 3. Fornece instruções detalhadas sobre como realizar ebós para aplac

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ODU: CARACTERÍSTICAS, ORIXÁS,

E PERSONALIDADE

1 – OKÀRÁN Movimento, barulho, alvoroço,


visita estranha,
negatividade, aceitação imediata,
propriedade
instantânea.
Responde ÈSÚ – 1 (um) búzio aberto
Situações que pode ocasionar; sustos,
prisão, roubo, ruína,
acidentes, envolvimento com drogas,
tráfico, pessoa mau-caráter, inimizades,
separações. As pessoas regidas por esse
ODÚ, São
inquietas, independentes, desconfiados,
esquivos e tristes.
Em Yorubá, o significado do termo
“OKARAN” seria igual uma “só
palavra” ou “a primeira palavra é boa”
(“OKAN OLAN”)
OKÀRÁN MEJI é composto pelos elementos
terra sobre ar, com
predominância do primeiro (terra) o que
significa a sensação de sufoco, vácuo,
saturação e estruturamento. Corresponde
ao ponto cardeal nornoroeste
a carta 18 do taro (a “LUA”) seu valor
numérico e o 15. Suas
cores são o vermelho, negro, o branco e o
azul. É um ODU feminino, e
representado esotericamente por dois
perfis humanos numa referência
inequívoca aos orisás gêmeos IBEYJI).
OKÀRÁN MEJI é o chefe dos gêmeos e
simboliza o mistério que
envolve sua existência segundo os
ensinamentos de ORÙNMILÁ, todos os
gêmeos são gerados neste signo e
dependem dele e da sua influência. A fala
humana foi introduzida por este ODÚ e com
ela todos os idiomas existentes. As
pessoas nascidas sob este signo, não
recebem
qualquer reconhecimento por parte de
seus semelhantes. Corresponde
ao nº 8 na ordem de chegada do sistema
IFÁ, onde é conhecido com o mesmo nome.
Quando OKÀRÁN se apresenta no jogo, o
babalawo se levanta e
manda despachar a rua com uma quartinha.
Obs.: a pessoa deverá passar
imediatamente por um ebó.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (positivo), OKÀNRÁN pode


indicar vocação
religiosa, eloquência, solução de
problemas por intermédio de simples
entendimento, nascimento de uma criança,
nascimento de gêmeos,
virilidade no homem, sexualidade na
mulher, progresso ou
enriquecimento repentino.
Em OSOGBÔ (negativo), pode indicar
fanatismo religioso
exacerbado, injustiças, ingratidão,
inquietude, abandono, lágrimas, perigo
iminente e irremediável, inimigos
ocultos, novidade, barulhos, alvoroço,
visita estranha, coisas negativas em todos
os sentidos ou até
certo ponto, susto, grandes perigos,
roubo, prisão, ruína, perda total.
Em OKÀNRÁN falam as seguintes

divindades:
Orisás (Nagô): IBEYJI, OSUMARÊ, OMÒLÚ e
EGUN (geralmente, os eguns que se
comunicam por esse ODÚ são ancestrais
consangüíneos
do consulente.
VODÚNS (Jêje): HOHOVI, LEGBÁ, DÃ, SAPATÁ,
HEVIOSÔ E TOHOSÚ.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:

ÈSÚ adverte que há perigo de roubo,


brigas, discussões,
inimizades, intrigas, perda de emprego,
separação, prejuízo em
qualquer tipo de negócio, sustos. Adverte
também que está sujeito
prisão, acidentes, feitiços, com os
caminhos fechados, enfim, ruína.
O cliente sente dificuldade em realizar
seus negócios,
impedindo por inimigos ou pessoas
invejosas, é necessário fazer èbó,
para retirar as perturbações, e para que
ÈSÚ trabalhe em sua defesa. Quanto à
personalidade da pessoa regida por esse
ODÚ, na
verdade é um mau caráter, pois além de
prejudicar a própria vida,
procura transformar a dos outros, sem se
importar com ninguém.
Provoca intrigas e separações, mesmo que
seja dos próprios pais, filhos ou de
qualquer outra pessoa.
Quando a regência for de OKÀRÁN MEJI, a
pessoa é altamente
problemática, mas, se caso o outro ODÚ
for mais tranqüilo, terá seu
caráter amenizado.
Quando este signo sair no jogo, deverá ser
despachada a porta,
com uma quartinha usada para esse fim.
Negativo: Há perigo de roubo, brigas,
discussões, inimizades, perda
emprego ou de qualquer tipo de negócio,
intrigas,
separações, muito susto e perigo de vida.
Sujeito a prisão,
acidentes, feitiços, caminhos fechados.
O presente deverá ser entregue em lugar
alto, encruzilhada
aberta do lado esquerdo, fazer ORIKÍ e ÒFO
ÈSÚ, e, tudo que se fizer para
OKÀNRÁN, deverá ser também feito para
ONAN, ORITÁ e ODARÁ.
Na volta do presente, dar comida a SANGÔ
AIRÁ, OYÁ e OSÀLÁ,
também em lugar alto.
Obs.: Os ebós de ODÚ serão passados no
cliente mediante consulta a
ORÙNMILÁ. Caso não seja permitido,
perguntar qual o novo caminho: EBÓ
DE ÈSÚ, EBÓ EGUN ou EBÓ IKÚ.
IMPORTANTE : Os ebós de ODÚ só poderão
ser encaminhados, em sua fase
negativa, por pessoas de OGUM ou OYÁ, de
preferência que não sejam
yaôs, isto é, pessoas mais antigas de
santo. O que deve ficar bem claro é que
não se despacha e nem assenta ODÚ :
apenas dá-se caminho à sua fase negativa.
Caso seja permitido EBÓ DE ÈSÚ, por ordem
de OKÀRÁN:
a ) 1 vela, 1 garrafa de cachaça, farofa de 4
tipos (cachaça, água,
mel e dendê), ! ovo, 1 bolo de farinha, efun,
pipoca, 1 charuto, 1
rosa vermelha, frango ou galinha, fósforo,
pano branco, linha
branca, 1 acaçá branco, acarajé. Passar
tudo no cliente e
despachar onde a caída indicar
(encruzilhada, mato ou água)
b) Um galo, farofa de dendê, 1 folha de
mamona, pano preto, pano
branco, 7 ovos, 7 velas, 7 bolas pequenas
de farinha com água.
Sacrifica-se o bicho para ÈSÚ, abrindo-se
pelas costas , colocando tudo dentro e
depois enrolar no panos. Despachar no
local segundo a caída.
OBS. : Nos Ebós de Èsú (por OKÀRÁN), não
deve faltar um bife sem osso.
Em alguns casos deverá levar um faquinha
com cabo de madeira, 1
prego (de cumeeira), 1 bala de revólver (de
qualquer calibre), que deverão ser sempre
enterrados, de cabeça para baixo, nos ebós
(o qual
é entregue no alguidar).
c) 7 folhas de mamona com os talos, 4
tipos de farofa (dendê, mel,
água e aguardente), 1 metro de morim
preto, 1 metro de morim
branco, 1 metro de morim vermelho, 7
velas e 1 frango. Passar
os morins no cliente e arrumar no chão em
volta do cliente,
formando uma ferradura. Pegar as folhas e
“bater” no cliente.
Depois arriar essas folhas no chão, por
cima dos morins.
Ascender as velas e passar o frango no
cliente. Abrí-lo pelas
costas e dividir em 7 pedaços, colocando
um sobre cada folha de
mamona. Ebó para abrir caminhos. Deve ser
passado conforme o
local determinado pela caída.
OBS .: 1) Após o ebó, dar um banho de folhas
frescas no cliente.
2) Sete dias após poderá ser dado um OBÍ.
3) Após esse ebó deverá ser dada comida ao
ORISÁ OGUN.
SIGNIFICADO DO POSICIONAMENTO DO ODÚ
OKÀRÁN

1ª caída = avisando
2ª caída = ameaçando

3ª caída = castigando
(ANJO DE GUARDA SATURADO)

OKÀRÁN nas quatro posições:


Condenação total, impossibilidade de
raciocínio lógico e filosófico, prenúncios
negativos, a pessoa está indefesa. Indica
depressão física e mental, diminuição de
força vital.
Quando esse ODÚ se apresenta, os caminhos
de entrega são
determinados por onde a caída estiver
determinada:
1ª caída = encruzilhada
2ª caída = beira d’água
3ª caída = estrada ou mato
OBS .: Quando esse ODÚ se posicionar
apenas na quarta caída, pode indicar
vocação religiosa, solução de problemas
por intermédio de
simples entendimento, progresso ou
enriquecimento repentino,
significa que o inimigo não poderá
ocasionar nenhum malefício. Fala
também em virilidade no homem e
sexualidade na mulher. Nascimento
de criança.

2 – EJIÒKÔ Encontro de dois, casamento ou


convivência
conjugal, felicidade inesperada, sucesso
de empresa.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
IIII
II
IIII
Onde I I é terra e I é ar.
IIII
Responde com 2 (dois) búzios abertos.
Corresponde ao 12 na ordem de chegada do
Sistema IFÁ, onde
é conhecido pelo nome de OTURUKPON.
EJIÒKÔ é um ODÚ composto pelos
elementos terra sobre ar, com
predominância do primeiro, sua figuração
indicial indica luminosidade,
transparência. Corresponde ao ponto
cardeal Oeste-Noroeste, à carta
15 do Tarot (o “HIEROFANTE”) e seu valor
numérico é o 14. Suas cores são
todas aquelas derivadas do vermelho,
aceitando também o negro e
tudo o que for estampado com estas duas
cores. É um ODÚ feminino,
representado esotericamente por um feto
dentro de um útero,
referência inequívoca à sua influência
sobre o estado de gravidez.
Neste ODÚ por ordem de ÒFÚN MEJI foi
criada a terra, e, por este
motivo, é um signo ligado à abundância e à
riqueza. Foi este signo que
criou as montanhas e é também um dos ODÚ
dos gêmeos HOHÔ (IBEYJI).
Sempre que este ODÚ surge numa consulta,
o advinho deve
tocar o solo com a ponta dos dedos depois
roçar, de leve, seu próprio
peito pronunciando “Ilero” ou “Lelo”, como
forma de saudação.
É um ODú ligado as “KENNESÍS”, espíritos
feiticeiros do sexo
feminino. É muito temido pelas mulheres
grávidas pelo seu poder de
provocar aborto e partos prematuros.
Determina separação de mãe e filhos e
muita tristeza por
causa disto. Indica que a mulher trai o
marido. Assinala inversão
sexual. Aponta enfermidades e bruxarias
por comida e/ou bebidas.
Neste ODÚ falam: OMÒLÚ, OGUN, SANGÔ,
OBATALÁ, ODUDUWÁ, OSAYÍN e os
IBEYJI. Sua árvore ritualística é o cedro,
sendo o signo do tigre
enfurecido.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (positivo), EJIÒKÔ pode


indicar atitudes puras e
inocentes. Revela sensibilidade artística,
dignidade, evolução material e
espiritual, conquista de posições
elevadas, vitórias, honrarias, encontro
de dois corações, casamento, convivência
(relacionamento) sexual,
empreendimento bem sucedido.
Em OSOGBÔ (negativo), pode indicar
possibilidade de aborto ou parto
prematuro, inveja de terceiros, atraso de
vida por olho grande, trabalho
de feitiçaria feito contra o consulente,
melancolia, perdição por amor,
separação da família (principalmente a
mãe), frigidez nas mulheres,
impotência nos homens, inimigos ocultos.
Em EJIÒKÔ falam as seguintes divindades:
Orisás (Nagô): OMOLÚ, OSUMARÊ, OGUN,
SANGÔ, ODÚDUWA, NANÃ, IBEYJI.
VODÚNS (Jêje): SAPATÁ, DÃ AYDOHWEDÔ, GU,
HEVIOSO, NÃ, HOHO, MAWÚ, KPO VODÚN.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:
Quando esse ODÚ vem na 4ª caída:
surpresas boas, cartas,
dinheiro, lucros em negócios, amores, boas
notícias, casamentos,
amigação, noivado, convites para festas e
fim de sofrimento.
Na 1ª caída, fala em mediunidade,
representa também ciências
ocultas; nas demais caídas fala de
demandas, indecisões, gravidez.
Quanto à personalidade das pessoas
regidas por esse ODÚ ou
sob sua influência, são muito alegres e
felizes, possuem muita sorte,
porém não chegam a ficar ricos, não são
ambiciosos e procuram dividir
tudo o que possuem. São muito confiantes,
voluntariosos, geniosos,
prepotentes, exigentes e tentam sempre
impor suas vontades. Dessa
maneira adquirem constantemente
inimigos declarados e ocultos, pois
pessoas desse ODÚ são muito invejadas e
vítimas de inimigos
traiçoeiros, acarretando muitas demandas
para impedir o completo
triunfo das pessoas sob essa influência.
Para que possam ter sucesso deverão
aprender a guardar
segredo de todas as suas verdadeiras
intenções e se algo sair errado,
se tornam muito sofridas, quando algo não
lhes sai como desejam, e,
aí, fazem mexericos e criam grandes
confusões, mas como geralmente
possuem bom coração, logo se arrependem
do que fizeram e procuram
contornar a situação criada por eles
mesmos e tentam tudo para
reconquistar as amizades perdidas. Sofrem
muito por doenças, amores
não correspondidos, enfim, a
personalidade é bem instável.
Dar o presente num jardim ou na entrada
da mata, ao voltar,
dar bastante canjica nos pés de ÒSÀLÁ,
com 22 acaçás em cima, jogar
OBÍ ABATÁ e ao dar ALÁFIA, comer um
pedacinho e o restante colocar em
posição de ALÁFIA em cima da canjica.
Esse ODÚ só tem ebó quando o mesmo se
apresente nas três
posições: O ebó será entregue no mato com
riacho de água limpa.
Elementos principais desse ebó:
– 2 panelinhas de barro;
– 2 bolas de gude;
– 2 moringas de barro;
– 2 piões de madeira com fieira;
– e, ainda, mais todos os outros elementos
comuns a todos os ebós
Por ser um ODÚ com características
infantis, pode ser agradado
também em jardins, parques, com doces
(como os que são feitos para
festas de aniversário), caruru,
brinquedos, conchinhas, balas, enfim,
tudo o que uma criança gostaria de
receber.
OBS .: Os ebós de ODÚ serão passados no
cliente mediante consulta a
ORÙNMILÁ. Caso não seja permitido,
perguntar qual o novo caminho: EBÓ
de ÈSÚ, EBÓ EGUN ou EBÓ IKÚ.

3 – ETAOGUNDÁ Desordem, favorecimento


de zanga, paz vitoriosa, acusação,
ascensão ao poder, elevação, desastre,
produto por esforço próprio.
Responde com 3 (três) búzios abertos
Significado do termo yorubá “OGUNDÁ
MEJI” = “OGUN DA EJÁ MEJI”,
ou, “Ogun partiu o peixe em dois”.
ETAOGUNDÁ é um ODÚ composto pelos
elementos fogo sobre ar,
com predominância do primeiro, o que
representa o dinamismo
transformado em obstáculo, o esforço
voltando-se contra quem o
despendeu, levando ao fracasso.
Corresponde ao ponto cardeal
Nordeste, à carta “o DIABO” no Tarot e seu
valor numérico é o 2.
Suas cores são, o negro, o branco e o azul.
É um ODÚ
masculino, representado esotericamente
por um punhal ou facão,
numa referência inequívoca ao orisá OGUN.
Esse ODÚ, assim como o ORISÁ OGUN, rege
todos os metais negro,
tudo o que é de ferro e o trabalho
realizado nas forjas ocupando-se
também, do arco e da flecha.
Considerado um símbolo bastante
perigoso, comanda o membro viril,
os testículos a ereção, o esperma e
determina até certo ponto, os
hábitos sexuais e as doenças venéreas.
Foi sob este signo que SANGO desceu à
terra, segundo alguns
BOKONÕ, GU (Ogun) e HEVIOSO (SANGO)
possuem origens idênticas e a
diferença reside apenas em suas
manifestações.
ETA-OGUNDÁ preside os partos e desta
forma todas as crianças
vêm ao mundo sob sua ação e
responsabilidade. A noção de corte, de
separação, está ligado a esse signo.
Prenuncia dúvidas, falsidade oculta,
prisão, briga, casos de
justiça, perigo vícios, depravação e
guerra. Documentos e papéis
importantes sem andamento, rompimento
de uma sociedade, falência
e separação amorosa. O consulente só
vencerá todos os obstáculos
agindo com calma e dentro da noção e com
muita cautela. Não confiar
em ninguém. Não recuar diante de nenhum
obstáculo.
Traz sempre perdas, brigas e separação. É
sempre sinônimo de
cortes bruscos. quase sempre indica
envolvimento com a polícia.
OBS.: Por este ODÚ, SANGO vê tudo o que se
passa sobre a terra e o mar
As ervas deste signo são o PEREGUM e a
MIRRA, ambas possuem
qualidades afrodisíacas.
Orisás que falam nesse caminho: OGUN,
SANGO, OBATALÁ, OSOSÍ,
IBEYJIS, BABÁ OKÊ, ELEGBARA e EGUN.
Os regidos por este signo não podem comer
carne de galo,
fruta-pão e inhame. Proíbe-se, também, o
consumo de bebidas
alcoólicas. As pessoas devem prevenir-se
contra acidentes e atos de
violência que podem custar-lhe a vida, ou
mesmo prejudicar sua saúde para sempre.
Nesse ODÚ nasceram as sete ferramentas
de OGUN. As
pessoa regidas por este ODÚ devem contar
com a proteção de ODUDUWA.
A pessoa que for desse ODÚ (nascimento)
quando chega o
momento certo, deverá assentar OBALUAYÊ
e IYEWÁ. Os filhos de OGUN que
forem deste ODÚ, não podem trabalhar com
feitiços de EGUN, embora
passam faze-lo através de OSAIYN.
Sob a regência deste signo, e por ordem de
SANGO, OBALUAYÊ
sentou-se numa pedra e adquiriu o dom da
adivinhação, o que o levou
a reinar em AKARÁ.
Esse signo fala de construção de casa: e o
ODÚ da casa própria.
Se a casa estiver em mau estado, tem que
ser reformada para afastar
OSOGBÔ (negatividade). Também fala da
árvore IROKO. O cliente tem que
tomar banhos com suas folhas.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (Positivo), ETAOGUNDÁ pode


indicar: desmascaramento de
pessoas que vêm agindo com falsidade,
descoberta de uma traição,
vitória sobre inimigos, guerra ou disputa
em que a vitória está
assegurada, vigor físico, virilidade,
nascimento de uma criança,
sobrevivência numa situação de extremo
perigo.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: violência imposta ou
sofrida, corrupção moral, toxicomania,
alcoolismo, falta de escrúpulo,
guerra, disputas acirradas que levam a
desenlaces violentos, acidentes,
morte violenta, agressões, perigo em
viagens, inversões e perversões
sexuais, traição, morte por
envenenamento, falha na conduta moral.
Em ETAOGUNDÁ falam as seguintes
divindades:
Orisás (Nagô): OGUN, SANGÔ, OSÓSI,
OSUMARÊ, IBEYJI, OSOGYAN e ÈSÚ.
VODÚNS (Jêje): LISÁ, DAN, KÊ, TOHOSÚ,
HOHÔ, GUN, HEVIOSO e AGÊ.
ETAOGUNDÁ proíbe seus filhos de:
A) comer carne de galo, inhame pilado,
mandioca e fruta-pão:
B) ingerir bebidas alcoólicas;
C) cavar sepulturas ou buracos;
D) transportar armas ou guardá-las
embaixo da cama, principalmente
facas e punhais.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:

Quando esse ODÚ se apresenta no jogo, o


consulente deverá ser
esclarecido afim de encontrar forças
necessárias para enfrentar todas
as situações desagradáveis e jamais
recuar diante de qualquer
obstáculo. Somente não deverá agir com
impulso de maldade e, sim,
com espírito de bondade e esperteza, e
muita calma, pois é uma
indicação de dificuldade com alguns
prejuízos e graves conseqüências.
O consulente deverá ficar em alerta, pois
haverá fracassos nas
realizações de grandes projetos. Quando
isso acontece, é preciso que o
consulente tenha muita calma e paciência,
pois esse é um KARMA
imposto por este ODÚ, e nesse momento,
este deverá agir com
prudência, e, acima de tudo, com justiça.
Não deve depositar confiança
demasiada em certos amigos, pois no meio
deles haverá um traidor,
um falso amigo.
O regido por este signo só terá bons
lucros e bons resultados,
mediante seus próprios esforços e
sacrifícios, pois deverá ter muito
cuidado para não haver acidentes em rua,
estradas, doenças graves e
decepções. Os caminhos desse ODÚ, quando
em suas fases negativas,
poderão indicar também brigas,
pancadarias, prisões, separações,
desfecho de caso na justiça, documentos
importantes sem andamento,
rompimento de uma sociedade, falência e
separação amorosa.
O consulente deverá ser alertado, quanto a
todas essas
possíveis situações desastrosas,
incluindo também um aviso
importante que haverá perigo de papeis
comprometedores. Nesse
caso, este deverá ter muita calma e
cautela com essa situação, e de
que ele somente vencerá todos os
obstáculos, se ele próprio tiver
razão, pois esse ODÚ só age pela razão.
O homem regido por esse ODÚ, é muito
viril, sério e organizado;
quanto à mulher, tem muita fertilidade,
mas não é sensual (sexy).
Tanto um, quanto o outro, são radicais,
olho por olho, dente por dente.
Esse ODÚ, tem uma certa ligação com
OBÀRÁ, portanto quando for dar
presente a OGÙNDÁ, deverá se dar também
a OBÀRÁ e a EJILASÈBORÁ, e o
presente deverá ser em forma de
triângulo.
OGUN se apresenta com toda a força da lei
e da espada,
justiceiro.
Positivo: Esclarecer para encontrar
forças necessárias para
enfrentar o que virá, situações
desagradáveis e para não
recuar diante de nada. Não agir com
impulsos de maldade
e sim com esperteza, sabedoria e muita
calma.
Negativo: Ficar em alerta, indicação de
dificuldades com alguns
prejuízos e graves conseqüências,
fracassos nas
realizações de grandes projetos.
1 ª OBS .: o homem deste ODÚ é muito sério
organizado e muito viril.
2ª OBS .: quanto à mulher regida por ETA-
OGUNDÁ, ele proporciona muita
fertilidade, porém a mulher não tem muita
sensualidade.
3ª OBS .: As pessoas de ETA-OGUNDÁ são
muito radicais, sendo olho por
olho, dente por dente.
4ª OBS .: O ODÚ ETA-OGUNDÁ tem uma certa
ligação com o ODÚ OBARÁ,
portanto quando agradar ETA-OGUNDÁ,
deve-se também agradar
de alguma forma o ODÚ OBÀRÁ (6) e o ODÚ
EJILASEBORÁ (12).
5ª OBS .: quando arriar um presente para
ou agrado para ETAOGUNDÁ, o
mesmo deverá ser em forma de triângulo.
6 ª OBS .: ETA-OGUNDÁ só tem ebó quando o
mesmo se apresentar três
vezes consecutivas ou seja
3
3
3
E será um único ebó
Em caso de apresentar-se em uma ou duas
caídas, perguntar
no jogo se pode (ou deve) agradar o ODÚ ou
agradar o orisá OGUN, ou,
até mesmo, o orisá SANGO e/ou ÈSÚ.
NOTA 1: Todas as vezes que se for
presentear (agradar) ODÚ, os mesmos
deverão ser entregues em lugar alto.
NOTA 2: O ebó de ETAOGUNDÁ deverá ser
SEMPRE entregue em lugar de mato.
NOTA 3: Qualquer ebó de ODÚ só poderá ser
encaminhado em sua fase
negativa por pessoas de OGUM ou de OYÁ,
de preferência que não sejam
YAÔS, isto é, pessoas mais velhas de santo.
Importante esclarecer que
não se despacha ODÚ nem se assenta:
apenas se dá caminho a fase
negativa.
Mesmo quando este ODÚ se apresenta uma
única vez, deve-se
prestar muita atenção, pois o mesmo
sempre é indicação de perigos.
Nesse signo falam OGUM, SANGO, OBALUAYÊ,
ou, até mesmo, ÈSÚ.
Este Ebó leva todos os elementos comuns a
todos os ebós e
mais: 3 (três) pedaços de corrente de
ferro, sendo que cada pedaço
terá a seguinte medida: o primeiro pedaço,
equivalente à
circunferência da cabeça do consulente: o
segundo pedaço
corresponde à uma volta ao redor das duas
mãos (juntas) do
consulente; e, o terceiro pedaço,
corresponde à uma volta ao redor dos
tornozelos do consulente. Essas correntes
deverão ser passadas da
cabeça aos pés do consulente e depois
deverão ficar esticadas sobre o
ebó. Poderá, ainda, levar um frango ou
pombo branco (indagar no
jogo).
OBS.: Todos os ebós só poderá ser feitos
com o consentimento de
ORÙNMILÁ e do ÒRÍ do consulente.
Mesmo quando este ODÚ apresentar-se
apenas uma vez no
jogo, deve-se prestar muita atenção, pois
o mesmo é sempre indicação
de perigo. Quem pode estar falando é ou
OGUN, ou SANGÔ ou, até mesmo,
OBALUAYÊ ou ÈSÚ.
Esse ODÚ traz sempre perdas, brigas e
separações. É sempre
sinônimo de cortes bruscos e traz
envolvimento com a polícia.
A pessoa sob influência desse signo deve
cuidar-se contra
acidentes e atos de violência que pode lhe
custar a vida, ou prejudicar-lhe
a saúde para sempre. Deve, ainda, contar
sempre com a proteção
de ODÚDUWÁ.
A pessoa que for regida (por nascimento)
por esse ODÚ, quando
chegar o momento próprio, deverá
assentar OBALUAYÊ e IYEWÁ.
Foi nesse ODÚ que nasceram todas as sete
ferramentas de OGUM.
É um ODÚ que fala em construção de casa,
sendo, desse modo,
o ODÚ da casa própria. Se a casa estiver
em mal estado, deve ser
reformada, para afastar OSOGBÔ
(negatividade).
Esse ODÚ também fala da árvore IRÔKO,
portanto o cliente deverá
tomar banhos com suas folhas.

4 – IORÒSÚN Imaginação, choro,


dificuldade na vida, peregri-
(ou IRÒSUN) nação, prevenção, cautela,
futuro brilhante.
Representação Indicial em Ifá: I I
II
IIII
IIII
Onde I é fogo e I I é terra.
III
Responde com 4 (quatro) búzios abertos.
Corresponde ao 5 na ordem de chegada do
sistema IFÁ, onde é
conhecido pelo mesmo nome. IRÒSÚN
designa uma tintura vegetal
vermelha sangue é utilizado ritualística e
medicinalmente.
Corresponde, na geomancia européia, à
figura denominada “FORTUNA
MINOR”.
IRÒSÚN MEJI é um ODÚ composto pelos
elementos fogo sobre
terra, com predominância do primeiro, o
que indica escassez,
parcimônia, insuficiência de recursos
para que a meta seja atingida em
toda plenitude.
Corresponde ao ponto cardeal “Este-
Nordeste”, à carta do
Tarot (a “IMPERATRIZ”) e sua valor
numérico é o 4. Suas cores são o
vermelho e o laranja, sendo um ODÚ
masculino, representado,
esotericamente, por uma espiral, ou por
dos círculos concêntricos,
representação de um “DO” (buraco ou
cavidade).
IRÒSÚN MEJI é muito forte e temido.
Expressa a idéia de
maldade, miséria e sangue. Foi esse ODÚ
quem criou as catacumbas e
as sepulturas.
Sempre que surgir numa consulta deve-se
imediatamente
passar pó de EFUN nas pálpebras, por três
vezes, para neutralizar, os
malefícios dar cor vermelha. Através da
proteção da cor branca (Efun).
IRÒSÚN MEJI rege todos os buracos de
terra, comanda também
todos os metais vermelho, como o cobre, o
bronze, o ouro, etc…
Prenuncia acidentes, miséria, fraudes,
sofrimento, ambição e
impetuosidade. Os filhos deste ODÚ são
predestinados a adquirirem
conhecimentos dentro de Ifá, para não
perecerem precocemente. São
pessoas animadas, exaltadas, realizadoras.
São orgulhosas, muito
agressivas e que se deixam dominar pelo
cólera com qualidade.
IRÒSÚN é um ODÚ de prenúncios medianos,
que fala do bem e do
mal com a mesma intensidade.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (Positivo), IORÒSÚN pode


indicar: vitória pelo esforço
despendido, conformação, trabalho que
surge, peregrinação religiosa,
conquista de bens de pouco valor, mas que
trarão satisfação, sorte em
jogos.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: Ofensas, perigo de
acidentes, derramamento de sangue,
homem que deve ser evitado,
mulher perigosa e faladeira, notícias
ruins, doença em casa ou na
família, miséria, recursos insuficientes.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OYÁ, OSÓSI, OBALUAYÊ, OSAÝN,
YEMONJÁ, SANGÔ e EGUN.
VODÚNS Jêje: NÃ, LISÁ, HEVIOSO, DÃ,
YALODÊ E TOVODÚN.
Interdições de IRÒSÚN: o uso de roupas e
objetos vermelhos, as frutas e
cereais de casca vermelha, vetado o
relacionamento com filhos de
OMOLÚ ou SANGÔ. Terminantemente
proibido o porte de punhais e/ou
facas. Saltar sobre valas, buracos ou
fossas, caminhar nos locais onde
existam mangues. Caso isto seja
inevitável, fazer a limpeza de corpo
com ovos e velas.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:

Devido o fato de OYÁ ter sido vítima de


muitas calúnias e
injustiças, ocasionadas por EGUNGUN, e,
sendo este ODÚ, um dos signos de
OYÁ, as pessoas regidas por este ODÚ,
tendem a sofrer todos esse tipos
de problemas (calúnias e injustiças).
Contudo, SANGÔ, nesta caída,
responde com certa decisão e justiça,
enquanto que OSÀLÁ, por sua vez,
também promete dar um pouco de alívio e
proteção.
Em razão do Karma imposto por esse ODÚ,
em sua fase negativa,
traz influências desagradáveis e causa,
principalmente, ao seu
consulente ou a quem é regido por ele, um
círculo de falsos amigos.
Este ODÚ tem grandes poderes de
sabedoria, em sua fase
positiva. Propicia alívio a doenças e
caminhos fechados, porém nem
todos os problemas poderão ser
totalmente resolvidos, mas, pelo
menos, aliviados.
Quando se posiciona à esquerda, indica
grandes desgraças,
ciladas, roubos, indecisões, calúnias,
traições de pessoas amigas,
acidentes, muitas tristezas, paixões
violentas, muita falsidade, até
mesmo dentro de casa e no trabalho, além
de perigo de morte
repentina.
Já quando sai a direita, é indicação de que
haverá resolução dos
problemas, por pior que sejam.
Negativo: Influências nefastas causando
um círculo de falsos amigos,
desgraças, ciladas, roubos, muita
confusão, indecisão,
falsidade (até dentro de casa), também
perigo de morte.
OBS .: Este ODÚ, deverá ser encaminhado,
sempre que sair na 1ª, 2ª e 3ª
caídas (bastando, desse modo, apenas uma
caída para feitura de ebó).
Agrado mensal, recomendável para os
regidos por este signo: 4 acaçás,
4 moedas, 4 velas, 4 bolos de farinha, 4
ovos. Ao entregar, mencionar,
tão somente, o nome do ODÚ.
Caráter dos regidos por IRÒSÚN:
audacioso, decidido, colérico,
autoritário. As pessoas deste ODÚ
costumam apresentar olhos vermelhos
e lacrimejantes.
Órgãos em que atua: coração, artérias,
coordenação motora, visão.
Doenças: Cardíacas, inflamações das
vistas, cerebrais, intestinais,
problemas em geral, e da coluna vertebral
e circulatórios.
A ligação do ORISÁ OSÚN é devida à
relação com o sangue
menstrual (símbolo da fertilidade
feminina), representado pelo EKODIDÊ.
As pessoas sob o signo deste ODÚ devem
sempre cuidar de ÈSÚ e de
OSÚN.
Recomenda-se usar um cristal de citrina
como catalisador
energético. Defuma-se com alecrim, pó de
café e sementes de girassol.
Banhar-se com flor de laranjeira e
alecrim.
OBS. : O elemento principal do ebó de
IORÒSÚN é um corda de sisal, de
tamanho equivalente a quatro palmos da
mão esquerda do consulente.
4
4
4
Quando cai nas três posições = EBÓ IKÚ
4
ou
4
ou
4
Cai uma vez em qualquer posição = ebó de
EGUN, com entrega na beira d’água.
4
44
4
4 (IORÒSÚN) nas quatro posições = única
saída
é fazer o santo
OBS. : Sempre perguntar ao jogo se é
permitido fazer ebó e qual o tipo
de ebó.
7
1 ª posição – 7 (ODÍ), 2ª posição – 4
(IORÒSÚN)=

4
indicação de morte
2
10
7
1ª posição – 2 (EJIÒKÔ), 2ª posição – 7
(ODÍ), 3ª
posição – 10 (ÒFÚN) =choque de grandes
correntes negativas e complicadas. Indica
perdas de muitas coisas, principalmente
no
amor
4
7
1ª posição – 4 (IORÒSÚN), 2ª posição – 7
(ODÍ) =
grandes perdas, roubos ou perda de pessoa
querida.
5 – OSÊ Ofensa, trabalho, necessidade,
miséria, luta
oratória, início de empresa.
Representação Indicial em Ifá: I I
IIII
II
IIII
Onde I é ar.
II
Responde com 5 (cinco) búzios abertos.
Corresponde ao 15 na ordem de chegada do
sistema IFÁ, onde
é conhecido pelo mesmo nome. A palavra
evoca, em Yorubá, a idéia de
partir, quebrar, separar em dois, o nome é
desagradável. Acredita-se
que este ODÚ teria cometido incesto (“LÓ”)
cm sua mãe ÒFÚN MEJI, e, por
isto, foi separado dos outros signos.
Corresponde na geomancia
européia a figura denominada “AMISSIO”.
OSÊ MEJI é composto pelos elementos ar
sobre ar, o que
representa uma dispersão súbita, a
impotência diante de um obstáculo
e o surgimento de outros obstáculos.
Corresponde ao ponto cardeal
Noroeste, à carta n° 16 do Tarot (a
“TORRE”) e seu valor numérico é o 6.
Suas cores são irisadas, matizadas,
insípidas. Não tem
preferência por nenhuma cor específica,
mas exige que lhe seja
apresentadas três cores diferentes e
reunidas, não importando quais
sejam elas. OSÊ é um ODÚ masculino,
representado esotericamente por
uma lua crescente com as pontas viradas
para baixo. O signo tem
realmente o poder de partir em dois o
objeto que desejar.
OSÊ MEJI comanda tudo o que é quebradiço,
quebrado, mal
cheiroso, decomposto, putrefato. Todas as
articulações e juntas provêm
deste ODÚ e ele representa inúmeras
doenças, notadamente os
obsessos. Ele é a própria representação de
SAKPATÁ (a varíola), e está
intimamente ligado às “KENNESIS”,
tratando-se, portanto, de um ODÚ muito
perigoso.
Exige sempre em seus sacrifícios
dezesseis unidades de cada objeto ou
animal a ser oferecido da mesma forma que
ÒFÚN MEJI. Apesar de
ser um signo de péssimos augúrios, é, por
vezes, portador de riquezas
e longevidade.
Seu nome não deve jamais ser pronunciado
junto com IRETÊ
MEJI, dado a grande carga de negatividade
de que ambos são
portadores.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:


Quando em IRÊ (Positivo), OSÊ pode
indicar: recuperação de coisas
perdidas, enriquecimento súbito, cura de
uma doença, capacidade e
engenhosidade, intuição que deve ser
seguida, boa inspiração.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: perdas de todos os tipos,
desperdícios, evasão de energias físicas,
falsidade, cirurgia e doenças,
principalmente na barriga, morte
ocasionada por enfermidade, traição,
prantos.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OSUN, OBATALÁ, OMOLU,
LOGUN-EDÉ, YEMONJÁ e AGÊ.
VODÚNS Jêje: SAKPATÁ, LISÁ, HEVIOSO, GUN
e TOHOSÚ.
OBS .: os filhos de OSÊ MEJI não podem
comer OBÍ de mais de dois gomos
(só é permitido o de dois gomos e o BANJÁ,
que, por sua dureza, não
pode ser aberto com as mãos). Também
devem ser observadas todas
as imposições impostas a SAKPATÁ.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO
PONTOS CARDEAIS:
Quem possui esse ODÚ, ou é regido
duplamente com ele, possui
poderes para feitiçarias, e, são imunes a
feitiço, mas não quer dizer
que não possa levar uma balançada.
É um ODÚ de grandes causas no seu lado
positivo, propõe-se a
defender o consulente em todos os
aspectos. Ele determina o fim de
sofrimento, traz grandes possibilidades
de triunfos e de cargos. O
consulente terá possibilidades de se
envolver com grandes
personalidades. É, ainda, uma pessoa
envolvido em mistérios. Indica
mediunidade, bom caráter, cargo de chefia
na casa de santo e no
trabalho.
Quando esse ODÚ dirigi o ÒRÍ da pessoa, a
mesma é misteriosa,
vaidosa. Quando lhe é conveniente, é mão
aberta, possui muito
charme, além de ser muito inteligente. Os
regidos por este signo
gostam dos prazeres, são prosas e
convencidos, ambiciosos,
perseverantes e complicados no amor,
pensam em grandes lucros.
Quase sempre são impetuosos na maneira
de agir, e, com isso, perdem
grandes oportunidades, pois sempre
haverá um inimigo oculto,
tentando, com grandes esforços, derrotar
as pessoas desse ODÚ. Porém,
no fim, elas conseguem sair vitoriosas nas
batalhas e, em pouco
tempo, se reequilibram, obtendo lucros e
realizando seus desejos.
Quando esse ODÚ se apresenta nas três
primeiras caídas
consecutivas, é indicação de feitiçaria, e,
nessa feitiçaria, quem
responde é ÈSÚ e EGUNGUN.
Este é o ODÚ invocado pelas feitiçarias
(AJÉS) e feiticeiros, pois
eles fazem pacto com as ÌYÁ MÍ
(KENNESÍS).

Quando sair 2 vezes, é indicação de magia


e falsidade de
mulheres, e o consulente será ludibriado
com promessas que não serão
cumpridas. Também haverá perseguição de
um homem.
Indica ainda uma doença grave (mental). Se
não tratada poderá
levar à loucura, mas essa situação é
passageira, fazendo ebó, todas as
negatividades serão despachadas e todos
os inimigos serão derrotados.
OSÊ MEJI prenuncia a diminuição das
energias físicas, o que
predispõe o organismo, enfraquecido e sem
defesas, a qualquer tipo de
doença, principalmente aquelas que se
situam na cavidade abdominal.
Fala muito de perdas de todos os tipos e
em todos os setores da vida.
Através deste ODÚ, OSUN costuma
comunicar-se para avisar que
o consulente é seu filho.
Positivo: Solução de grandes causas, fim
de sofrimento, grandes
triunfos.
Negativo: Feitiços
Se sair duas vezes = falsidade de mulher,
engano com falsas
promessas ou perseguição de um homem,
Doença
grave. Caindo duas vezes já é necessário
ebó
(geralmente indica feitiçaria).
Ao contrário do que muitos afirmam, as
pessoas que possuem
este ODÚ não têm cargo para cuidar dos
ORISÁS de outras pessoas,
devendo- se restringir a cuidar somente
de seus ORISÁS.
– Se cair o 5 (OSÊ) duas vezes – feitiço
pequeno = entregar ebó em –
lixeira pequena (latão de lixo na rua)
– Se cair o 5 (OSÊ) três vezes – feitiço
grande = entregar ebó em lixeira
grande ou onde têm urubus.
– Se cair o 5 (OSÊ) só uma vez = agradar
“KENNESÍS” (IYÁ MÍ) (para livrar-se
de invejas, feitiços enviados por
terceiros)
– Se cair o 5 (OSÊ) na 4ª caída = indica
situação favorável
EBÓ: 5 bolas de farinha, 5 bolas de arroz, 5
ovos, 5 moedas, 5 velas
acesas, morim branco ao redor. Entregar
no pé de uma jaqueira.
Tudo deverá ser tocado no peito do cliente
e só poderá ser feito
ao amanhecer ou entardecer. (é este,
também, o agrado às IYÁ
MÍ)
Os ebó pequeno e médio deverão levar 5
pedaços de carne, ou,
se for por questão de saúde, a parte
correspondente ao
problema (fígado, carne,

6 – OBÀRÁ Recaída sobre a pessoa de


sofrimento seu ou de
parentes, roubo, traição, vaidade,
prosperidade sem
igual.
Representação Indicial em Ifá: I I
IIII
IIII
IIII
Onde I é ar e I I é terra.
IIII
Responde com 6 (seis) búzios abertos.
Corresponde ao 7 na ordem de chegada do
sistema IFÁ onde é
conhecido pelo mesmo nome. É conhecido,
entre os “fon” (Jêje), como
“ABLÁ MEJI”, os nagôs o chamam de “OBALÁ
MEJI”. Corresponde na
geomancia Européia a figura denominada
“LAETITIA”.
OBÀRÁ MEJI é composto pelos elementos ar
sobre terra, com
predominância do primeiro, o que indica a
evolução através da
experiência adquirida na busca do
objetivo pretendido. Corresponde ao
ponto cardeal Su-Sudeste, e à carta n° 4
do Tarot (o “IMPERADOR”), sendo
o seu valor numérico o 8.
Suas cores são o azul claro e o violeta e é
um ODÚ masculino,
representado esotericamente por uma
corda em referência ao poder
que possui de tudo levantar. Exprime
força e poder e a possibilidade de
realização humana.
OBÀRÁ MEJI criou o ar e por extensão os
ventos. Dele depende a
existência dos bosques cheios de ramagem,
das forquilhas e de todo o
tipo de bifurcação. Neste ODÚ nasceram as
riquezas o costume de usar
jóias, os mestres e o ensino. Aqui surgiu o
adultério e neste signo o ser
humano aprendeu a mentir e ser enganado.
Prenuncia expansão física e moral,
regularização, alegrias,
ambição, questões relacionadas a
dinheiro, processos em andamento,
solução de problemas de ordem financeira.
Os filhos deste ODÚ são
pessoas alegres e festivas, carregadas de
religiosidade e gostam de
observar e manter tradições. São,
geralmente, pessoas saudáveis e
que se recuperam com facilidade de
qualquer doença.
OBÀRÁ MEJI é um ODÚ de prenúncios quase
sempre positivos,
muito embora seu aspecto negativo seja
terrível e traga fatalidades,
tais como: loucura, miséria total, traição
e calúnia.

Saudação a OBÀRÁ MEJI:


« Saudemos ÒBÀRÁ MEJI »
« Ele é o barro que faz »
« Secar o nosso suor »
A saudação evoca a idéia de alívio, da
mesma forma que o
barro refresca um corpo cheio de calor,
OBÀRÁ MEJI tem o poder de
trazer alívio para os problemas que nos
estejam afligindo.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (Positivo), OBÀRÁ pode


indicar: aquisição de bens
materiais de um modo geral, fim de um
obstáculo que deve ser o
último, expansão física e moral, ausência
de enfermidade, evolução no
sentido ascendente.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: deslealdade,
imoralidade, orgulho nocivo, injustiça,
libertinagem, adultério, maldade,
filho adulterino, guerra em família de
santo.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) pode estar
indicando uma das seguintes
doenças: infecções do sangue, problema
circulatório, atrofias
musculares, apoplexia, desnutrição,
problemas respiratórios, mania de
grandeza, loucura.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: SANGÔ, YANSÁN, YEMONJÁ,
OBÁ, EWÁ e IPORÍ.
VODÚNS Jêje: DÃ, LISÁ, HOHÔ, TOVODÚN.
Os filhos deste ODÚ não podem comer
acaçás enrolados em
folha de bananeira, farinha de milho e
carne de tartaruga. Não podem
relatar fatos que tenha assistido e que
não lhes diga respeito.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:

As pessoas que estão sob essa influência,


quase sempre são
vítimas de calúnia, problemas com
justiça, rompimento com casos
amorosos, perda de emprego ou de
qualquer outra oportunidade boa.
Contudo, se signo se apresentar por três
vezes consecutivas, através
de ebó poderá, a qualquer momento,
receber auxílio inesperado. Dessa
forma, deverá pegar as oportunidades da
forma que se apresentarem.
As pessoas regidas por esse ODÚ, possuem
grandes idéias e
passam boa parte de sua vida tentando
realizá-las. Dificilmente
encontram meios para começar algo.
Algumas vezes, ou na sua
maioria, fracassam por não pedirem ajuda,
porém todo o sofrimento
não é duradouro, e os regidos por este
signo acabam vencendo pela
força de vontade, devido a possuírem
espírito de luta e não se
entregarem facilmente. São pessoas
batalhadoras e possuem o
privilégio de muita proteção espiritual e,
também, dos outros ODÚ, que
se dobram a OBÀRÁ. Se, numa situação
difícil, procurarem o auxílio de
um amigo e serão prontamente atendidos.

Aconselhar o cliente a ter paciência e não


perder as
oportunidades que se apresentarem
repentinamente.
6
6
6
C Saindo três vezes seguidas = perdas
totais
Se cair 3 ou 4 vezes, também passa a
suspeita
de ligação com ABIKÚ porém essa situação
não
quer dizer que o consulente seja ABIKÚ,
mas
que
tenha contato (pai, mãe, filho, esposa,
marido, irmão (ã)).
6
9
7
(6) OBÀRÁ, (7) ODÍ e (9) OSÁ = Indicação de
feitiços
6
6
6 (OBÀRÁ) na 1ª e 3ª posições = perdas
totais
OBS .: Quanto ao presente, este deverá ser
colocado numa pedra, em
lugar alto, dentro de uma mata.
Na volta oferecer um amalá para SANGÔ,
acarajé para OYÁ, além
de comida para ÈSÚ e OSÀLÁ.

7 – ODÍ Dificuldades, caminhos fechados,


avisto rápido, recompensa, bem-estar
futuro de forma espantosa.
Representação Indicial em Ifá: I I
IIII
IIII
II
Onde I é ar e I I é água.
III
Responde com 7 (sete) búzios abertos.
Corresponde ao 4 na ordem de chegada do
sistema IFÁ, onde é
conhecido com o mesmo nome. É conhecido
pelos “FON” (Jêje), como
“DI MEJI”. A palavra Yorubá é “EDI” ou
“IDI”, que significa “nádegas”. ODÍ
MEJI significa, portanto, “duas nádegas”.
Corresponde, na geomancia
européia, à figura denominada “CÁRCERE”.
ODÍ MEJI é composto pelos elementos ar
sobre água, com
predominância do primeiro, o que indica a
renovação dos obstáculos.
Representa uma porta fechada, um círculo
mágico, um tabu, limitação,
obstrução, aprisionamento.
Corresponde ao ponto Cardeal Norte, a
Carta n° 12 do Tarot (o
“ENFORCADO”), e seu valor numérico é o 7.
Suas cores são o negro ou a
mistura de qualquer outra cor, sendo um
ODÚ feminino.
Sua representação esotérica é um círculo
dividido ao meio por
uma linha vertical, significando duas
nádegas, ou, ainda, os órgãos
sexuais femininos, que provêm de OSÁ
MEJI.
Efetivamente, ODÍ MEJI fala das mulheres
em geral.
A palavra nádega, no caso, não passa de
eufemismo que
pretende somente designar a feiura e as
impurezas do órgão sexual
feminino. Dizem ser este signo que incita
o ser humano a copular, e é
por estas razões que encontramos uma
estreita correspondência entre
ODÍ MEJI e as “KENNESÍS”, consideradas a
impureza das mulheres. E,
ainda, proporciona-lhes uma tendência
natural a prática da feitiçaria.
ODÍ MEJI corresponde a “VOVOLIVE”, o
Norte.
Sob este signo apareceram na terra as
mulheres, os rios, cujas
margens tem a forma, aparência de lábios,
as nádegas e o costume de
sentarmos sobre elas. Este signo ensinou
aos homens o uso de
deitarem-se, indiferentemente virados
para a direita ou para esquerda.
ODÍ MEJI ocupa-se dos partos efetuados
com a parturiente de
cócoras, e preside, ainda, ao nascimento
de gêmeos e de todas as
espécies de macacos.
As pessoas nascidas sob este signo são
perseverantes, duras e
inflexíveis, não crêem em nada e nem em
ninguém, mas podem
facilmente serem levadas por
superstições tolas, que nem sempre são
aceitas pelos demais. São dotados de
muita inteligência e excelente
memória, assimilam com facilidade tudo o
que se proponham a
aprender, negando-se, entretanto, a
transmitir seus conhecimentos,
preferindo antes, usá-las como
instrumento de manifestação de tantos
quanto deles dependerem.
No amor, são desconfiados e ciumentos,
mas muito zelosos do
objeto de seus sentimentos. Adoram viver
isolados e suas ações
contribuem efetivamente para que isto
ocorra, independente de sua
vontade.
ODÍ MEJI indica aprisionamento possessão
demoníaca, prejuízos
de toda ordem, roubo, seqüelas advinhas
de acidente ou de
enfermidades, sendo, portanto, portador
de mensagens quase sempre
ruins. É um signo malvado (muito ruim) e
responde não. Representa
caminhos fechados e, por vezes, anuncia
estado de gravidez. Seu
surgimento em questões sobre se uma
mulher está grávida ou não,
representa resposta afirmativa.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (Positivo), ODÍ pode


apontar: pessoa importante,
influência em todas as camadas sociais,
viagens com propósito de
lucros, sorte em qualquer tipo de jogo
(embora efêmera), heranças,
bons empregos, conquistas de todos os
tipos, bom gosto, boa
aparência.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: prisão, condenação,
roubo, abandono, prejuízo, seqüelas
advindas de acidente ou moléstia,
traição, perfídia, possessão de maus
espíritos, mulher de maus hábitos
e vida sexual desregrada,
homossexualismo (só masculino), caminhos
fechados, imobilidade ou dificuldade de
ação.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) pode estar
indicando, quase sempre,
doenças de bexiga, bacia, necroses,
dermatoses, câncer, lepra,
hipocondria, melancolia, neurastenia,
doença dos ossos.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OMOLU, ÈSÚ, OBATALÁ, OGUN,
EGUN e AGÊ.
VODÚNS Jêje: HOHÔ, GBAADÚ, TOHOSÚ.
OBS .: Neste ODÚ podem falar todos os
ORISÁS.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:

As pessoas sob a influência desse ODÚ, ou


quando ele se
posiciona 2 vezes (1ª e 3ª posições), ou,
ainda, quando é regência de
ODÍ MEJI, correm constantemente perigo
de morte, roubos, acidentes,
prisões, doenças graves e impotência,
Quando se apresentar 3 ou 4 vezes, já se
poderá ter uma
indicação de que o consulente tem
envolvimento com ELERÊ ou, até,
poderá ser ele próprio um ELERÊ.
As pessoas regidas por esse ODÚ, são
pessoas muito
importantes, influentes em todas as
camadas sociais (da mais alta a
mais baixa), gostam de todos os tipos de
prazeres da vida,
principalmente os do sexo. São também
ambiciosas, pensam em
grandes lucros, sonham demais com
grandezas, viagens com
propósitos de obter lucros elevados,
enfim, vivem sempre sonhando
com uma melhora repentina da vida, mas,
infelizmente fracassam em
quase tudo, principalmente no amor.
Quando o fracasso ocorre,
culminam todos os tipos de perturbações
até pelas coisas mais simples,
daí, então vivem sempre cercados de
influências negativas, pois não
sabem perder qualquer um dos seus sonhos
e oportunidades.
Por não saberem agir devidamente nas
ocasiões precisas
dependem sempre de muitos conselhos e de
boas orientações.
Apesar de ODÍ ocasionar desgostos,
banalidades, imoralidades,
etc., ele também proporciona muita sorte
em qualquer tipo de jogo,
heranças, empregos, conquistas de todos
os tipos, bom gosto e boa
aparência, porém, a sorte nunca é muito
duradoura, porque existe
maior número de qualidades negativas do
que positivas.
Para que as pessoas desse signo tenham
uma direção
adequada na vida, é necessário
constantemente fazer èbó, para se
livrar de fases negativas (não muito
grande), as quais ODÍ determina de
um momento para outro. Quanto a um èbó
grande, só se deverá fazer
uma vez por ano ou quando houver
situação muito premente.
Quando é mulher regida por esse ODÚ, na
maioria das vezes,
perde a virgindade cedo e é muito difícil
permanecer com um só
homem, também não se prende ao lar e nem
aos filhos.
Para pessoas desse ODÚ, ou que já
nasceram doentes ou que
venham a adoecer depois, sempre sofrem
riscos de morte.
Grandes desfechos poderão ser
contornados ou aliviados
através de ebó, rezas, banhos, agrados,
obrigações e um bom
comportamento para com os ORISÁS.
No caso de clientes, esse signo traz
muitas perturbações,
fofocas, brigas, pancadarias, roubos e até
perigo de prisão.
Caso ODÍ, se apresente no jogo três vezes,
deverá ser feito ebó,
mas em três caminhos diferentes, sendo
que a ave só entrará no último
(encruzilhada, mato ou estrada ou praça e
beira d’água.
Todas as vezes que se for presentear a ODÍ,
este deverá ser
entregue numa encruzilhada aberta, de
barro, do lado esquerdo, ou
num caminho de mato ou praça. Fazer o
ORIKÍ ÈSÚ, e, na volta, não
esquecer de dar comida a ÒSUN e
OBALUAIYÊ.
Positivo: Muita sorte em qualquer tipo de
jogo, herança, empregos,
conquistas de todos os tipos, sorte não
duradoura.
7
7
Quando 7 (ODÍ), sair na 1ª e 3ª posição,
significa perigo de morte, roubo, acidente,
prisão, doença grave e impotência
7
7
7
Quando sai ODÍ nas 1ª, 2ª e 3ª posições =
ABIKÚ. Envolvimento (ou o próprio
consulente)
com desgostos, banalidades, imoralidades
7
9
Cai 7 (ODÍ) na 1ª posição e 9 (OSÁ) na 2ª
posição = existe ou terá ébrio na família
8 – EJIÒNILÊ Morte súbita, saúde com
regozijo infalível, esqueci-
(ou EJÒNILÊ) mento de amizade,
ajuntamento de corpos, gozo,
proteção, simpatia.
Obs.: Sempre que sair esse ODÚ fazer um
reverência.
Esse ODÚ (EJIÒNILÊ) e 10 (OFÚN) são ODÚ de
ancestrais
e todos os OSALÁS respondem neles.
Representação Indicial em Ifá: I I
II
II
II
Onde I é fogo.
I
Responde com 8 (oito) búzios abertos
Corresponde ao 1 na ordem de chegada do
sistema Ifá, onde é
conhecido pelo nome de nome de “ODÍ
EJIOGBÊ”. Outros nomes com os
quais é conhecido: “JIOGBÊ”, “GBÊJIMÊ”
(entre os jêjes) e “OGBÊ MEJI”, no
sistema Ifá.
EJIONILÊ, JIONILÊ ou JIONLÊ, devem ser
contrações das palavras “OJI LO
N’ILÊ”, cuja tradução é: “aquele que possui
a terra (o mundo).”
Este ODÚ ainda recebe em nagô os
seguintes nomes:
Ogbê oji – duas palavras (vida e morte)
Oji Nimongbê – eu recebi duas dádivas
Aláfia – coisas boas
Awúlela – compra com teu sacrifício e
serás bem sucedido
Aluku Gabyí – aquele que conhecendo a
morte, se ergue sobre
o mundo. Ele sabe se agitar ao redor do
sol.
EJIÒNILÊ é um ODÚ composto pelos
elementos fogo sobre fogo, o
que indica dinamismo puro, que impele, de
forma instintiva, a
conquista do objetivo.
Corresponde ao ponto cardeal leste, a
carta nº 1 do Tarot (o
“Mago”) e seu valor numérico é o 1. Sua cor
é o branco, podendo, por
vezes, aceitar o azul. É um ODÚ masculino,
representado esotericamente
por um círculo inteiramente branco.
O círculo representando EJIÒNILÊ (ou
EJIOGBÊ) chama-se Gbê-ruê,
sendo branco seu interior, como branco é
o amanhecer do dia. É um
universo conhecido e desconhecido, que é
chamado, em fon, de kezê,
e, em yorubá, de
Ejiònilê é considerado o pai dos demais
ODÚ, sendo, portando, o
mais velho de todos, com exceção de ÒFÚN
MEJI, de quem foi gerado.
Sua principal função é de proteger o nosso
mundo suprindo-o em todas
as suas necessidades e cuidando de sua
permanente renovação.
Representa o oriente e é o senhor do dia e
de tudo que
acontece durante ele. É, ainda,
responsável pelo movimento de rotação
da terra, que provoca, depois de casa
noite, o surgimento de um novo
dia.
EJIÒNILÊ controla os rios, as chuvas e os
mares; a cabeça
humana e as dos animais; o pássaro
lekèlekê (consagrado a ÒSÀLÁ); o
elefante; o cão, a árvore Irôko, as
montanhas. A Terra e o Mar
pertencem a este signo, assim como todas
as coisas naturalmente
brancas.
Rege o sistema respiratório e tem também,
sob suas ordens, a
coluna vertebral, além de todo o complexo
de vasos sangüíneos do
corpo humano, embora se saiba que o
sangue não lhe pertença, mas
sim a OSÁ MEJI.
As pessoas desse ODÚ são impulsivas,
chegando quase a
irracionalidade; seus objetivos devem ser
atingidos a qualquer preço,
mesmo que represente o sacrifício de
outrem.
Essa pessoas possuem desenvolvimento
intelectual mediano,
alimentado por sua curiosidade
incontrolável e enfraquecido por
imaginação excessiva, que os leva a criar
fantasias demasiadamente
absurdas.
Os filhos desse signo tendem ao vulgar, ao
mais fácil, ao
comum, não se importando muito com a
qualidade das coisas.
Costumam ser diretos. Sutileza é coisa que
desconhecem quase que
totalmente.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (Positivo), EJIÒNILÊ pode


apontar: independência e
determinação, um caminho aberto e que
deve ser seguido, auto
suficiência, vitória sobre o inimigo,
dedicação em face de problema
próprio ou alheio. Desenvolvimento
intelectual pela vontade de saber,
vitória em problemas de ordem financeira.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: perdição pelo jogo,
estupidez, teimosia, irracionalidade,
ações impensadas que ocasionam
problemas sérios, confusão,
agressividade, fúria descontrolada, casos
judicias, aventura que terá final
desastroso, falta de escrúpulos,
adultério (por parte do consulente),
sensualidade excessiva.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ


fala de doenças como: anemias,
males do estômago, das mamas, da
garganta, do ventre, loucura por
imaginação excessiva, problemas da
coluna vertebral e do olho
esquerdo.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OBATALÁ, SANGÔ AYRÁ, OGUN e
OMOLÚ.
VODÚNS Jêje: HEVIOSO, SAKPATÁ, LISÁ,
MAWÚ, GUN e GBAADÚ.
Os filhos deste ODÚ não devem usar roupas
vermelhas, pretas, ou
de cores demasiadamente escuras. Não
devem comer carne de galo,
bolo de acaçá que tenha sido enrolado em
folha de bananeira. Também
não devem utilizar pérolas negras, ônix e
corais negros. Não deve
matar ratos.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:

As pessoas regidas ou influenciadas por


esse ODÚ, possuem
grande proteção espiritual, boas amizades
e, quase sempre, caminhos
abertos. Gostam de calma e procuram
acalmar o próximo, porém são
também vingativas, mas possuem
comportamento delicado, são
honestas e atenciosas. Vivem com grandes
esperanças, estão sempre
apaixonadas, são sonhadoras, sofrem e se
desdobram para ajudar um
amigo.
Geralmente esse signo avisa possíveis
riscos de acidentes,
doenças graves, traições, pequenos furtos
e alguns mexericos.
Quando a pessoa for de EJIÒNILÊ MEJI, a
mesma sofrerá muitas
vezes de calúnias e falsidades.
Positivo: Proteção espiritual, caminhos
abertos e vitória nas
batalhas. Indicativo de cargo.
Negativo: Alerta para riscos de acidentes,
doenças graves, traições,
pequenos furtos, mexericos. Deve-se dar
comida à cabeça
Quando esse ODÚ responder no jogo, o
BABALAWÔ, deverá
reverenciá-lo, levantando-se três vezes,
e o consulente deverá tomar
banhos de folhas calmas, trajar-se com
roupas claras, de preferência na
cor branca, penitenciando-se.
Se caso o consulente já estiver doente,
esse ODÚ torna-se muito
perigoso, pois o mesmo possui uma
característica um tanto
contraditória, pois ele (ODÚ) é tão sagaz a
ponto de enganar a morte,
assim, todas as vezes que esse ODÚ se
apresentar, em qualquer
posicionamento, o mesmo se torna o mais
especial de todo o jogo,
sendo, portanto o merecedor de todas as
atenções.
ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,
CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

Com relação ao presente, deverá ser


entregue em cima de uma
pedra no meio de um rio limpo. Fazer o
ORIKÍ na volta, e dar comida a
OSÀLÁ.
Exemplos:
8
8
Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 2ª e 3ª posição =
enfraquecimento (esgotamento) físico e
mental.
Tem-se que cuidar espiritualmente (OBÍ,
BORÍ)
8
7 ou 11
Cai o 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 7
(ODÍ)
ou (ÒWÓRIN) na 2ª posição = Ebó de ÈSÚ,
levando uma bandeira branca.
8
5
10
Cai o 8 (EJIÒNILÊ) na 1ª posição, o 10
(ÒFÚN) na
segunda caída e o 5 (OSÊ) na 3ª posição =
fazer EBÓ ÒFÚN e dar agrado às YIÁ MÍ.
10
8
5
Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, 10 (ÒFÚN)
na 1ª
posição e 5 (OSÊ) na segunda posição =
fazer
agrado às YIÁ MÍ. OBS.: Saindo esse jogo
NÃO
tem ebó pois o anjo de guarda está
afastado.
8
9
Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 9 (OSÁ)
na
2ª posição = ebó sem a bandeira.
8
4
Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 4
(IÒRÒSÚN)
na 2ª posição = ebó sem a bandeira.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

8
13
Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 13
(OLÒGBÓN) na 2ª posição = ebó sem a
bandeira.
8
8
8
Cai o 8 (EJIÒNILÊ) três vezes – Perda Total
=
Ebó.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

9 – OSÁ Época difícil, fuga preventiva,


tempo de análises,
uso para empresa de guerra, abundância de
tudo.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
II
II
II
Onde I I é água e I é fogo.
II
Responde com 9 (nove) búzios abertos.
OSÁ MEJI é o 9º ODÚ no jogo de búzios e o
primeiro na ordem de
chegada do sistema Ifá, onde é conhecido
pelo mesmo nome. Em Ifá é
conhecido pelos jêje como “SÁ MEJI”. Os
nagôs o chamam de “OSÁ MEJI” e
também de “OJÍ OSÁ”. “SÁ”, em yorubá,
significa ainda ventilar, arejar,
podendo também ter o sentido de separar,
escolher, escapamento, no
sentido de escorrer.
Dizem que anteriormente os signos de Ifá
não conheciam o ar
da vida. Foi este o signo que os chamou e
colocou a todos em contato
com o ar. Corresponde, na geomancia
européia, à figura denominada
“CAPUT DRACONIS”.
Em yorubá, as palavras “ASÁ MEJI”
significam, principalmente,
“duas coxas”, no sentido de representar os
órgãos femininos, que são
comandados por este ODÚ.
OSÁ MEJI é um ODÚ composto pelos
elementos água sobre fogo,
com predominância do primeiro, o que
indica o dinamismo no sentido
de ajuda e apoio. Corresponde ao ponto
cardeal Su-Sudoeste, à carta nº
2 do Tarot (a “PAPISA”) e seu valor
numérico é o 9.
Suas cores são o vermelho, o laranja e o
vinho. É um ODÚ
feminino, representado, esotericamente,
por uma cabeça humana
sobre a lua minguante, símbolo do poder
feiticeiro feminino, numa
referência inequívoca à sua ligação às
práticas de feitiçaria, nas quais
as mulheres se destacam por sua dotação
natural, inerente à sua
condição de procriar, transformando um
espermatozóide microscópico
num ser humano.
OSÁ MEJI representa as “KENNESÍS”
(feiticeiras), potências da
magia negra que utilizam a noite e o fogo.
São espíritos malvados que,
hierarquicamente, encontram-se situados
abaixo dos VODÚNS. OSÁ MEJI é,
portanto, um dos ODÚ mais perigosos. A
ele é atribuída a criação de
todos os animais ligados à feitiçaria,
como o gato, alguns antílopes, a
coruja, a andorinha, o pintarroxo, o
verdelhão, a lavadeira e o engolevento.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

OSÁ MEJI comanda o sangue e todos os


órgãos internos do
corpo, e, por extensão, o coração e a
circulação sangüínea, a abertura
dos olhos e os intestinos. É ele quem dá
cor ao sangue.
OSÁ MEJI preside a evocação dos demais
signos sobre o “OPON
IFÁ”. É também este signo quem evoca e
traz todos os demais à
presença do babalorixá, durante as
consultas ou em qualquer
procedimento em que as figuras sejam
riscadas sobre o tabuleiro,
cabendo a IKÁ MEJI a função de conduzi-
los de volta, logo que as suas
presenças não se façam mais necessárias.
Como se pode observar, OSÁ MEJI possui
poderes ilimitados:
sendo ele aquele que pode fazer tudo e
que, efetivamente, tudo faz.
OSÁ MEJI é o senhor do sangue. Todos os
homens, pelo fato de
possuírem sangue, são propriedades desse
signo. Rege as orelhas, os
olhos, as narinas, os lábios, os braços, as
pernas e os pés, da mesma
forma que os órgãos genitais femininos.
Pode ser encontrado no fluxo
menstrual, no ventre das mulheres
menstruadas, daí a extrema
nocividade que lhe é atribuída. Devemos
esclarecer, em relação ao
fluxo menstrual, que, embora pertencendo
a OSÁ MEJI, logo que se
aparta do corpo da mulher passa a
pertencer a IRÒSÚN MEJI, e, quando
derramado sobre o solo, passa a ser de
ÒFÚN MEJI.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (Positivo), OSÁ pode


apontar: elevação espiritual ou
material, poderes mediúnicos ou
parapsicológicos, vitória nos objetivos,
progresso, idéias inteligentes.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: feitiçaria, aborto, quebra
de um tabú, trabalho (feitiço) feito.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ
fala de problemas da coluna,
doenças do sangue, menstruação
excessiva, hemorragias de todas as
origens.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: YEMONJÁ, OLOKUN, SANGÔ,
AGANJOU, OBÁ, OBÀTÀLÁ, ELEGBÁRA E EGUM.
VODÚNS Jêje: GBAADÚ, NÃ, KENNESÍ, NAAWÔ,
LISÁ, YALODÊ e TOHOSÚ.
Os filhos deste ODÚ não devem comer
carne de gato e
nem todas as comidas que são oferecidas a
NANÃ. Não usar tecidos de
fundo vermelho ou azul. Os homens deste
ODÚ são proibidos de esperar
o orgasmo de suas mulheres e as mulheres
não devem praticar o coito
durante o dia.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:

Traz indicação de influências de EGUNGUN.


O consulente está
sujeito a passar por situações de
desespero, derramamento de
lágrimas, pela não realização quase
sempre de grandes projetos,
devido à perturbações provocadas por
EGUNGUN.
As pessoas que são deste ODÚ, vivem
cercadas de pessoas que
se dizem muito amigas e não o são.
Geralmente são pessoas
inteligentes.
Segundo ESÉ (contos), esse signo leva ao
consulente ou à
pessoa diretamente ligada à ele, à
proteção de OSÀLÁ e SANGÔ, para
quebrarem a influência negativa deste
ODÚ.
Essas pessoas tem como característica o
autoritarismo,
caprichos, teimosias, qualidades estas que
fazem sempre resultar em
grandes transtornos, caminhos fechados,
acidentes em viagens e toda
sorte de influência dos maus espíritos,
causando constantemente às
pessoas desse signo ou por ele
influenciadas, a receberem más
notícias, falsidades e perseguições, tanto
de parte masculina como de
feminina, o que ocasiona grandes perdas e
desgostosos.
Com relação ao presente, o local de
entrega pode ser em
campo aberto, beira de rio ou de mar. Na
volta faz-se o ORIKI OYÁ e
YEMONJÁ, arreia-se acarajé dentro e fora
do quarto de santo.
OBS .: Presente para EGUNGUN: feijão
branco e acaçá num bambuzal,
afastado da roça de santo.
9
12
Cai o 9 (OSÁ) na 1ª posição e 12
(OBEOGUNDÁ)
na 2ª posição = ébrio por cobrança de
ORÌSÁ.
9
9
9
9 (OSÁ) nas três primeiras caídas: indica
falsidade, perseguição de EGUNGUN de
família
ou pessoa ligada, e, ainda, feitiçarias em
cemitério.
7
7 (ODÍ) na 1ª posição e 9 (ÒSÁ) na 2a
posição:
nessa situação, indicam que existe ou
existirá ébrio na família.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

9
12 9
9 (ÒSÁ) na 3a posição e 12 (EJILASÈBORÁ)
na 4ª
posição, apontam para maus presságios,
com
melhoras apenas após obrigações para
ÒRÌSÁ.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

10 – ÒFÚN Aperto financeiro, fim, prejuízo,


dádiva, dar ou ter
coisa, semeadura de virtude, posse de
objetos
valiosos, moléstia, gravidez.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
II
IIII
II
Onde I I é água.
I
Responde com 10 (dez) búzios abertos.
ÒFÚN MEJI é o 10º ODÚ no jogo de búzios e
o 16º na ordem de
chegada do sistema Ifá, onde é conhecido
pelo mesmo nome. Em Ifá é
conhecido, pelos fon (jêje), como “FU
MEJÍ” ou “OFÚ MEJI”. Os nagôs o
chamam também de “LÀGIN MEJI”. “LÀGUN”
significando mistério. “OLOGBÔ”
(misterioso e maléfico por haver cometido
um incesto “lo”), “OGI OFÚ”,
por eufonia.
“Hekpa” ou “Baba Hekpa”, por eufemia
(reza, prece). Em
yorubá, “fun” significa dar, doar. “Funfun”
significa branco e este ODÚ
representa esta cor, enquanto que “ofu”
significa perda, prejuízo. A
palavra “fu” transmite a idéia de limpar
soprando, como quando se
assopra um objeto ou superfície qualquer,
para retirar a poeira ali
depositada.
Corresponde, na geomancia européia, à
figura denominada
“ACQUISITIO”. Corresponde ao ponto
cardeal Sudeste, à carta nº 21 do
Tarot (o “MUNDO”) e seu valor numérico é o
11.
ÒFÚN MEJI é um ODÚ composto pelos
elementos água sobre
água, o que indica uma ajuda constante e
pronta a apoiar, o esforço
que evoca, sem obstáculos a serem
vencidos ou contornados.
Sua cor é o branco, à qual representa, mas
aceita também o
azul e o violeta. É um ODÚ feminino,
representado esotericamente por
um ovo, onde se inscreve, à direita,
verticalmente, doze pontos, em
pares superpostos, e, à esquerda, quatro
traços horizontais
superpostos. O ovo representa o próprio
ÒFÚN MEJI, envolvendo todos os
outros ODÚ e a si próprio. ÒFÚN MEJI é a
mãe de OGBÊ MEJI (EJIONILÊ), OYÈKÚ
MEJI (OLÒGBÓN), IWORÍ MEJI e ODÍ MEJI, a
vida e a morte, o oculto e o
revelado. Os doze pontos representam os
demais ODÚ e inclusive o
próprio ÒFÚN MEJI. A importância desse
signo reside no fato de ela ser a
mãe de OGBÊ (EJIÒNILÊ) e este ser o pai de
todos os demais ODÚ. Segundo a
opinião de alguns advinhos, ÒFÚN MEJI é
também o pai de OGBÊ (EJIÒNILÊ),
logo possuindo os dois sexos e sendo
hermafrodita. OGBÊ (EJIONILÊ), por
ser o filho mais velho, reina sobre os
demais ODÚ.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

ÒFÚN MEJI é portador de um “ló”


(mistério) que seria, na
realidade, o incesto praticado com seu
filho OSÊ MEJI. Em decorrência
desse incesto, todos os segredos e
mistérios são regidos por ÒFÚN MEJI,
que conhecendo o segredo da morte, possui
o poder de ressuscitar os
mortos.
ÒFÚN MEJI representa a grande mãe e o
princípio maternal, e
sendo a mãe de todos os ODÚ o é, também,
de toda a criação, não tendo
domínio somente sobre o ar, que, após
haver criado, liberou EJIOGBÊ
(EJIÒNILÊ), que passou a dominá-lo.
Depois de EJIOGBÊ (EJIÒNILÊ), ÒFÚN MEJI
engendrou os demais ODÚ,
possuindo, desse modo, o mundo, onde cada
ODÚ criou e simbolizou
uma parte, sempre sob as ordens e leis
estabelecida por ÒFÚN MEJI.
Este ODÚ rege homens e mulheres,
indiscriminadamente. É um
signo ligado às “KENNESÍS” (feiticeiras),
sendo que dele provem todas as
aves ligadas à feitiçarias. Suas
atribuições são tantas que é impossível
enumerá-las, assim como é impossível
enumerar tudo o que está sob
seu domínio. Como exemplo, podemos
mencionar tudo que se move e
tudo que é branco. Os albinos, as pessoas
demasiadamente velhas, os
cavalos brancos estão sob a custódio de
ÒFÚN.
ÒFÚN MEJI sempre reclama seus
sacrifícios em número de 16
(dezesseis). Comanda, juntamente com OSÁ
e IORÒSÚN, as regras
(menstruação) femininas. Este ODÚ é tão
perigoso que a maioria dos
advinhos omite seu nome diante de
profanos, preferindo dizer “HEKPA
BABÁ” (onde “babá” significa papai e
“hekpa” é uma exclamação que
exprime pavor).
Sempre que um advinho encontra este ODÚ
(signo), costuma
dizer “ló” ou “eró”, palavras que
transmitem, ao mesmo tempo, a idéia
de proibição, pecado e mistério. Em
seguida, sopra três vezes, sobre as
palmas de suas mãos, como se elas
contivessem um pó. Esse
procedimento tem por finalidade afastar a
negatividade que
acompanha ÒFÚN.
Os naturais deste ODÚ são pessoas fadadas
a viver muitos e
muitos anos. Adquirem bens materiais
somente depois da meia idade,
quando se encontram e se realizam
espiritualmente, na medida em que
se descobrem interiormente.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (Positivo), ÒFÚN pode


apontar: aquisição, riqueza,
longevidade, aumento de recursos
materiais. Aumento de energias
físicas e espirituais, credibilidade,
segurança, sucesso.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: avareza, obsessão em
acumular riqueza, traição,
desmoralização, perda de respeito
público.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ
fala de problemas da circulação,
obesidade, apoplexia, abortos, extirpação
do útero e do ovário,
cirurgias abdominais.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OBATALÁ, ODÚDUWÁ, OSUM,
ELEGBARA, BABA-EGUN, IRÔKO, KPOSÚ
(falam todos os FUNFUN).
VODÚNS Jêje: LISÁ, MAWÚ, GUN, NÃ, DÃ,
ELEGBARA, IRÔKO, HOHÔ, SAKPATÁ, HEVIOSO,
XU-LOKÔ E KPÔ-VODÚN.
Aos filhos de ÒFÚN MEJI é vedado: beber
vinho de palma (e, por
extensão, qualquer bebida alcoólica),
peneirar farinha, usar roupas
vermelhas ou escuras, soprar fofo, quer
seja para atiçá-los, quer seja
para apagá-lo, comer carne de gato ou
porco, assim como todos os
alimentos oferecidos a Dã e Nanã. Também
os filhos deste signo não
devem andar sujos ou em ambientes sujos.
Devem sempre usar roupas
claras ou brancas.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO
PONTOS CARDEAIS:

As pessoas sob essa influência ou que


sejam deste ODÚ, são
sinceras, honestas, inteligentes, sabem
fazer amizades e as
conservam.
Quando cai este ODÚ para um consulente, é
preciso que o
mesmo seja bem orientado, devido a série
de perturbações que virão
em seguida, tanto materiais como
espirituais, abalando sua
personalidade de paz, ou seja, entrará em
choque com fatos que
aparecerão.
O consulente não saberá iniciar, nem
concluir seus projetos em
qualquer tipo de atividade, e também na
parte sentimental. Este signo
tem muito envolvimento com doenças,
quase sempre levando as
pessoas à grandes cirurgias,
principalmente doenças ligadas ao
abdome (fígado, intestino, estômago, etc.).
Geralmente as mulheres deste ODÚ ou
influenciadas por ele
quase sempre perdem a gravidez (abortam),
ocasionando, na maioria,
Histerectomia, inclusive correndo risco
de vida.
São pessoas muito caladas, envelhecidas
interiormente, embora
possam parecer jovens algumas vezes, isso
porque o ODÚ, é o mais
velho por ordem de chegada.
São, ainda, pessoas ranzinzas e teimosas,
embora sempre
exaltem a paz. Este signo traz,
constantemente, perigo de morte,
porque possui uma característica velha,
teimosa, ciumenta e também
muito vingativa, e, por isso, envia a morte
para seus adversários.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

Sempre que este ODÚ sair três vezes, é


indicação de trabalhos
feitos com EGUN, trazendo conseqüências
desastrosas e prejudiciais,
tanto na parte material como na
sentimental e, ainda, casos de
desonra e perda de virgindade.
ÒFÚN não tolera outra cor que não o
branco. Se houver
necessidade de fazer ebó para o
consulente, com problemas de ÒFÚN,
deverá ser feito no IGBÔ (mato), praia ou
onde for determinado pelo
jogo. O consulente deverá ir de roupa
branca, assim como quem for
passar o ebó. Senão não for assim, a
oferenda não adiantará de nada,
e, deverá ser obedecido um resguardo;
pelo prazo de 7 ou 14 dias
(consulta no jogo), só usando roupa
branca, e, após, o consulente
deverá tomar um OBÍ d’água, ou, mesmo,
fazer algo mais sério.
Quando a pessoa for de ÒFÚN MEJI, já
começa pelo ebó e
preceitos, investigando os ORISÁS
responsáveis no Brasil.
Após dar-se caminho ao lado negativo, os
banhos serão de
folhas calmas e frias, assim como deverá
ser, ainda, oferecido um OBÍ
d’água ou, se assim determinado no jogo,
um ÒGBÒRÍ de EJÉ FÙNFÚN (IGBIN),
porque a pessoa que der caminho ao lado
negativo, não poderá levar
EJÉ PUPÁ (sangue vermelho), no ÒRÍ por,
pelo menos, 90 dias.
Se sair no jogo, independente de èbó,
deveremos aconselhar o
consulente a procurar um médico ou, se
for o caso, continuar o
tratamento que estiver fazendo.
Quando ÒFÚN, sair na 1ª posição, ela
estará trazendo em
aviso/alerta, e, quando na 4ª caída, deverá
ser presenteado.
Se, por acaso, apresentar-se quatro vezes,
não se deve colocar
a mão no consulente antes de se colocar o
ÒSÀLÁ mais velho da casa no
chão, e deixá-lo passar dois dias coberto
com bastante canjica, e,
depois, dar bicho de 4 pés para este ÒSÀLÁ,
mas de preferência não
mexer com este ebó.
Quando sai ÒFÚN, o BABALAWÔ, levanta-se
e toca a própria barriga
com as mãos em direção ao poente (para
tirar coisa ruim que haja),
mas se sair novamente, levantam-se os
dois e fazem o mesmo ritual.
O presente deve ser entregue na beira do
rio ou mar. Se for no
rio, colocar na parte da areia seca, e caso
seja no mar, deverá ser na
areia úmida. Não esquecer de fazer ORIKÍ
de ÒFÚN e de ÒSÀLÁ. Dar comida
a EGUNGUN, não esquecendo de fazer O
ORIKÍ EGUNGUN. Após a entrega do
presente, dar comida a OSÀLÁ, ILÊ e ÈSÚ.
8
Se sair 10 (ÒFÚN) na 2ª posição e 8
(EJIÒNILÊ)
na
3ª posição, tem ebó.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

10
ÒFÚN (10) não se conjuga com os outros
ODÚ, apenas com 8
(EJIÒNILÊ), e a conjugação é uma bandeira
branca.
OBS. : A) Caindo 10 (ÒFÚN) na 1ª caída não
tem ebó, mas se sair na
2ª ou 3ª posição, obrigatoriamente tem
ebó.
B) Se saírem juntos 4 (IORÒSÚN) e 10
(ÒFÚN) = muito perigoso
C) Se sair nas 1ª, 2ª e 3ª posições =
Trabalho de EGUN, casos
de desonra e perda de virgindade.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

11 – ÒWÓRIN Surpresa, ingratidão,


vingança oculta, dificuldade
de ter o que se deseja, achar-se tudo o
que se quer
por meio de muito esforço, satisfação com
aquilo
que se deseja ter.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
IIII
II
II
Onde I I é terra e I é fogo.
III
Responde com 11 (onze) búzios abertos.
ÒWÓRIN MEJI é o 11º ODÚ no jogo de búzios
e o 6º na ordem de
chegada do sistema Ifá, onde é conhecido
pelo mesmo nome. Em Ifá é
conhecido entre os fon (jêje) como “WENLE
MEJI”, tendo a pronúncia do “E”
final anasalada. Em yorubá, a pronúncia
correta é “uólin”, “uórin” ou
“uárin”.
“Wó-ri” significa, em yorubá, rodar ou
virar a cabeça, um
sentido figurado de morrer. “Wãlã-wãlã”
em fon, evoca a idéia de pintar
(salpicar), matizar. Um antigo babalaô
explica o nome deste signo
como a união da vida e da morte,
simbolizando as duas coisas ao
mesmo tempo.
Corresponde, na geomancia européia, à
figura denominada
“FORTUNA-MAJOR”. Equivale ao ponto
cardeal Oeste-sudoeste, à carta nº 17
do Tarot (a “ESTRELA”) e seu valor
numérico é o 13.
ÒWÓRIN MEJI é um ODÚ composto pelos
elementos terra sobre
fogo, com predominância do primeiro, o
que indica proteção, ajuda,
admissão, aceitação.
Suas cores são sempre luxuriantes e
quentes, principalmente o
vermelho e o dourado. É um ODÚ feminino,
representado,
esotericamente, por dois triângulos
superpostos, no meio dos quais
estão dispostos três pontos formando
triângulos. Cada ponto é de uma
cor diferente, o que transmite a idéia de
colorido, matizado (são
utilizadas seis cores diferentes, não
importando quais sejam elas). Esse
signo é o criador das cores, transmitindo
a idéia de colorido,
estampado.
ÒWÓRIN MEJI é um ODÚ muito poderoso, que
revela inúmeras
doenças localizadas no abdome, onde o
signo estabelece o seu reduto.
É, portanto, o assistente direto de “IKÚ”, a
morte, durante a noite, e de
“GBÊ”, a vida, durante o dia.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

ÒWÓRIN MEJI introduziu, neste mundo, as


rochas e as
montanhas; as mão e os pés dos seres
humanos, as cólicas femininas.
As pessoas nascidas sob este signo fica
ricas ainda na
juventude, realizam muito cedo tudo o que
desejam na vida, e obtêm
precocemente filhos, mulheres, dinheiro e
todas as boas coisas que a
vida pode proporcionar. São naturalmente
bafejadas pela sorte,
atraentes, excessivas em tudo, generosas,
dominadoras e
entusiasmadas. Não conhecem desafios que
não possam vencer, nem
obstáculos que não saibam sobrepujar.
Gostam do que é bom, do que é
caro e nunca medem esforços para
alcançar o que desejam.
Contudo, ÒWÓRIN MEJI predispõe as
estadias curtas sobre a
terra, isto é, as pessoas do signo tendem a
viver pouco. Por ser este ODÚ
portador de acidentes, é muito difícil que
se possa desfrutar, por muito
tempo, os seus benefícios.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ

Quando em IRÊ (Positivo), ÒWÓRIN pode


apontar: nobreza de atitudes,
uma decisão que leva a um bom resultado,
planos que darão certo, um
bom empreendimento, proteção do alto,
ajuda de terceiros, fartura,
riqueza.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
deve indicar: acidentes fatais,
morte súbita ou prematura, vida curta.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ
aponta doença no olho direito,
excesso de sangue, hipertrofia dos órgãos,
hipertensão, congestões e
todos os tipos de doenças ocasionadas por
abundância ou excesso
patológico de fluidos, tumores, matéria
orgânica.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: YEMONJÁ, YEWÁ, LOGUN-EDÉ,
OBALUAYÊ, OSUN, OSÓSI ÍNLÈ.
VODÚNS Jêje: LISÁ, KENNESÍS, DAN, GUN,
HOHÔ, SAKPATÁ, TOHOSÚ.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO
PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ impõe muitas influências
negativas, tanto para o
consulente, quanto para as pessoas
regidas por ele.
Devido a forma karmática muito pesada a
qual esse ODÚ
propicia, as pessoas se tornam muito
perturbadas, negativas e lutam
com grandes dificuldade tentando realizar
algo importante na vida,
porém todos os caminhos se fecham.
Geralmente, elas sofrem constantemente,
problemas de
doenças, correndo alguns riscos de vida,
pois esse signo pode

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

ocasionar, de um momento para o outro, a


morte, tanto por
enfermidade quanto por acidente grave ou
por um crime.
Na verdade, esse ODÚ, repentinamente
causa supressão com a
morte, não permitindo por muito tempo
tratamentos médicos e nem
trabalhos espirituais.
Para as pessoas desse ODÚ, existe um fator
muito importante:
quando ele está em boa fase, ele oferece
vitórias sobre todas as lutas e
inimigos, os quais tentam guerrear com
armas baixas, caluniando,
difamando, dando falsos testemunhos,
intrigando e fazendo magias
pesadas, etc., com propósitos mesquinhos
tentando denegrir a boa
imagem e a dignidade das suas vítimas.
Somente com um grande ebó, muitas
obrigações e muita
calma, o consulente poderá,
gradativamente, atingir seus objetivos,
caso contrário, o mesmo perderá tudo, até
mesmo a própria vida.
Para as pessoas que vão viajar ou que
trabalham viajando,
deverão ter cuidados especiais, fazendo
ebó.
Para as pessoas que irão submeter-se a
cirurgias, também
deverão fazer um ebó.
As pessoas desse signo, embora
aparentemente estejam em
boa situação, deverão agradá-lo uma vez
por mês (dia 11 de cada
mês), mas, atenção: não é dar caminho, mas
sim agradá-lo. O tipo de
agrado mensal, não é o mesmo que o anual:
é mais simples.
As pessoas desse ODÚ, deverão usar
constantemente um patuá
especial, banhos de folhas em defesa,
enfim, fazer ÒFÓ e ORÌKÍ.
Para as pessoas desse ODÚ, ou por ele
influenciadas, é
necessário, além de ÈBÓ ODÚ, deverão
fazer um ÈBÓ IKÚ, para um espírito
de um antepassado, o qual sempre tenta
viver encostado, com
propósito de levar a pessoa.
Quando for pessoa sob a regência de
ÒWÓRIN MEJI, para se obter
um bom caminho na vida, é preciso quase
que “nascer de novo”, isto é:
fazer feitura de ORISÁ, confirmar-se OGÃ
ou EKEJI (quando for o caso de
confirmações).
As virtudes desse signo são muitas:
mediunidade, vidência,
premonições, sorte no jogo, no amor, em
comércio e vitória sobre os
inimigos, só que de forma lenta e muito
sacrificada.
11
Caindo 11 (ÒWÁRIN) na 1ª posição =
caminhos
perigosos.
Se sair 11 (ÒWÁRIN) na 2ª posição = perigos
a
caminho

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

11
11
Se sair 11 (ÒWÁRIN) na 3ª posição = perigos
em
vigor
OBS. : Quantas vezes esse ODÚ se
apresentar no jogo, quantos serão os
caminhos (de ebó).
11
11
11
11 (ÒWÓRIN) nas três primeiras caídas:
Três ebós:
– caminho de estrada
– caminho de mato } cercado de
perigos
– caminho de água
11
11 (ÒWÓRIN) na 4ª posição:
– absolvição
11
11 11
11
11 (ÒWÓRIN) nas quatro posições:
– última oportunidade
-Ú – última solução
– nascer para o ORISÁ (fazer o santo)

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

12 – EJILASÈBORÁ Vitória em todas as


lutas, agonia e
desassossego, mas sempre vencendo
admiravelmente.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
II
II
IIII
Onde I I é água e I é ar.
III
Responde com 12 (doze) búzios abertos.
EJILASÈBORÁ é o 12º ODÚ no jogo de búzios
e o 3º na ordem de
chegada de ORÙNMILÁ, quando é conhecido
por IWÒRÍ MEJI. Este signo é
considerado como o encarregado da função
de decepar cabeças, num
mundo que nos é inteiramente
desconhecido. Foi a este ODÚ quem MAWÚ
(OSÀLÁ, entre os jêjes) confiou o cutelo do
carrasco. Corresponde, na
geomancia européia, à figura denominada
“CONJUNCTIO”.
EJILASÈBORÁ é um ODÚ composto pelos
elementos água sobre ar, o
que determina um encaminhamento dos
esforços, ao encontro de
obstáculos que poderão ou não ser
transpostos, dependendo d
qualidade de esforços despendidos neste
sentido. Significa que duas
forças conflitantes se confrontam e que o
resultado dessa disputa
tende sempre em favor do lado mais
fortalecido.
Corresponde ao ponto cardeal Sul, do qual
é o regente, sendo
[em conjunto com EJIOGBÊ (ou EJIÒNILÊ –
Leste), ODÍ (Norte) e OYEKÚ (ou
OLÒGBÓN – Oeste)], um dos quatro ODÚ,
principais do Sistema Ifá. Seu
valor numérico é o 10 e corresponde, no
Tarot, à carta nº 5 (os
“AMANTES”).
EJILASÈBORÁ MEJI representa “XUJI” (o
sol), e “KÃ LI” (os animais
selvagens que habitam as florestas, as
bestas ferozes, principalmente a
Hiena (“WLÁ”) e o leão (“KINIKINÍ”).
Expressa e idéia de contato, de troca de
relação entre dois
seres ou duas coisas. Refere-se a tudo o
que diz respeito a união,
casamento, contratos, pactos, acordos,
compromissos etc.
Esta figura exprime tudo o que entra em
contato, não só por
associação, como, também, por oposição.
Desta forma, o confronto de
dois homens, dois exércitos em luta, desde
que ocorra um contato bem
próximo, corpo a corpo. Dessa forma, um
acoplamento sexual ou,
ainda, um par de dançarinos em ação,
também estarão sob sua
influência.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

Pode significar, ainda, o fim de uma


estadia sobre a Terra, a
morte do corpo físico, daí se nome
significar “cortar a cabeça”.
Simboliza, ainda, a ligação entre o Céu e a
Terra, o caminho que une os
dois planos e que deve existir material e
espiritualmente, possibilitando
a evolução espiritual do ser humano.
As pessoas regidas por este ODÚ são
sensíveis, amáveis e
cordiais, adoram relacionamentos
superficiais e numerosos,
dificilmente assumem compromissos que
durem muito tempo, o que
provoca uma constante troca de parceiros.
Costumam entediar-se até
com as melhores coisas da vida.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (Positivo), EJILASÈBORÁ


pode apontar: vitórias em todos os
sentidos, situação de desespero que chega
ao final, sendo superada
com esforço. Fortalecimento espiritual,
inteligência, um relacionamento
de amizade que se transforma em romance.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
deve indicar: troca ruim que
traz maus resultados, morte no sentido
literal da palavra, um inimigo
difícil de ser derrotado, associação
prejudicial, compromissos que não
podem ser satisfeitos. Tendência ao
suicídio, desespero.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ
indica, principalmente,
distúrbios nervosos, paralisias locais ou
gerais, falta de coordenação
motora, epilepsia total, catalepsia.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: SANGÔ, OGUN, OSOSI, IRÔKO e
OBATALÁ.
VODÚNS Jêje: GUN, AGÊ, LISÁ, TOHOSÚ E
LOKÔ.
Aos filhos de EJILASÈBORÁ é vedado: comer
carne de qualquer
animal morto por decapitação, ingerir mel
de abelhas ou qualquer
alimento que o contenha. Matar ou
colecionar borboletas, nem objetos
adornados com suas asas.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:

Esse ODÚ é o mesmo que outorgou poderes


aos 12 (doze)
ministros de SANGÔ, os quais seis podem
absolvem e 6 condenam.
As pessoas sob a influência desse signo, ou
por ele regidos, são
pessoas prestativas, inteligentes, justas,
possuem bom coração; e,
mesmo quando ocupam uma posição social
elevada, jamais têm a pose
de um rei ou de um ministro.
O homem desse signo é, quase sempre,
predestinado ao
trabalho pesado, mas encontrará sempre
ajuda de um amigo nos
momentos difíceis. Também poderá
receber uma herança e ter grande

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

futuro, agora, tanto para o homem, quanto


para a mulher, ele prediz
que haverá sempre muitas batalhas na
vida.
Quando esse ODÚ se apresenta no jogo,
deve-se despachar a
porta e encerra-se o jogo imediatamente,
soprando-se em direção à rua
com as duas mãos (como se tivesse algo
entre as mãos).
Quanto ao consulente, esclareça que
realizará seus internos,
desde que haja a feitura de ÒRÌSÁ ou
confirmação (OGÃ ou EKEJI), ou de
uma grande obrigação, pois caso
contrário, o mesmo fracassará.
Com relação ao jogo, o cliente deverá
fazer um pequeno ebó
(tudo branco, em número de 4), dar-lhe um
banho de folhas frias e
mandar que retorne após 3 dias, durante os
quais deverá tomar banho
com as folhas que foram preparadas para
ele. Ao voltar, dar-lhe o 4°
banho, voltar para o jogo e continuá-lo de
onde parou.
Quando sair no jogo ÒSÁ e, em seguida,
EJILASÈBORÁ, indica que o
consulente terá grandes dores de cabeça,
podendo se tornar um ébrio
ou um débil mental. Essa indicação
também é estendida a alguém da
família, que correrá o mesmo risco.
Quando esse signo se apresenta em
qualquer posicionamento,
encerra-se o jogo, pelo fato do mesmo dar
o veredicto de que a solução
será mediante uma grande obrigação de
santo.
A finalidade desse ODÚ, é avisar de
perigos que poderão vir a
acontecer tais como: prisões, brigas,
misérias, sangue, ruínas, perdas
de tudo e desgraça total caso não seja
afastado os fatores negativos
através do ebó e grandes obrigações aos
ÒRÌSÁS.
Quanto ao presente, deverá ser entregue
numa pedreira, bem
no alto, ao raiar do sol, de frente para o
nascente, fazendo o ORÍKÍ. Na
volta, dar comida a SANGÔ.
7
12 9
4
Dar caminho a 7 (ODÍ), 9 (OSÁ) e 4 (IRÒSÚN)
Depois dos ebós feitos, espera-se quatro
dias
para voltar a jogar, porém apenas com 4
(quatro) búzios, perguntando a ÒRÚNMILÁ
quais
os tipos de obrigações que deverão ser
feitas
para o cliente e para quais ÒRÌSÁS

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

13 – OLÒGBÓN, Lutas difíceis, astúcia,


sagacidade e destreza para
EJIOLÒGBÓN conseguir fortuna ou bem-
estar.
ou OYÈKÚ
Representação Indicial em Ifá: I I I I
IIII
IIII
IIII
Onde I I é terra.
II
Responde com 13 (treze) búzios abertos.
EJÍ OLÒGBÓN é o 13º no jogo de búzios e o
2º na ordem de
chegada do sistema Ifá, onde é conhecido
como OYEKU MEJI. Em Ifá é
conhecido, entre os fon (jêje), como YEKÚ
MEJI, palavra cuja etimologia é
desconhecida.
Existe uma corrente que pretende dar a
esta palavra um
significado que está ligado ao termo “YÊ”
(aranha) e “KÚ” (morte), por
considerar-se a aranha como um animal de
mau agouro e anunciador
da morte. Já em Nagô, o sentido pode ser o
seguinte: “tudo deve
retornar depois da morte.”
Os nomes honoríficos deste ODÚ são:
ALAGBA BABA EGUN (velho pai
dos EGUNS); Alagba Baba Mariwô (velho pai
do mariwô). Títulos este que
designam o chefe vivo dos “KUTUTO”, de
quem OYEKÚ MEJI é o chefe
espiritual; “YE-KU-MA-YEKE” (nós somos
compostos de carne e de morte); e
“ZAN-KI” (o dia está morto), esta última
expressão usada pelos arautos;
“ago zangulê”, do Abomey, para anunciar a
morte do rei.
JIOGÊ ou EJIOGÊ (dois “YÊ”, duas mães),
evocando como EJIOGBÊ, a
dualidade céu e terra.
EJI OLÒGBÓN corresponde, na geomancia
européia, à figura
denominada “POPULUS”. E é um ODÚ
composto pelos elementos terra
sobre terra, o que indica a saturação
total, o esgotamento de todas as
possibilidades de acrescentar-se algo, o
fim de um ciclo, a morte.
Corresponde ao ponto cardeal oeste, à
carta nº 13 do Tarot (a
“MORTE”) e seu valor numérico é o 16. Suas
cores são o negro, o branco
nacarado e o cinza prateado. É um signo
feminino, representado,
esotericamente, por um círculo
inteiramente negro, ao contrário de
EJIOGBÊ (EJIÒNILÊ). OYEKÚ é a noite, o
inverso do dia; a morte, o inverso da
vida.
Alguns advinhos afirmam que este foi o
primeiro ODÚ a ser
criado, tendo perdido seu lugar para
EJIOGBÊ. Esta opinião prende-se ao
ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,
CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

fato de que as trevas existiam antes que


fosse criada a luz. OYEKÚ MEJI
(EJIOLÒGBÓN) é exatamente o contrário de
EJIOGBÊ, ou sua complementação.
Representa o ocidente (“LISAJÍ”), a noite
(“ZAN”) e a morte (“KU”).
Quando EJIOGBÊ veio a Terra, não existia a
morte. OYEKÚ MEJI
(EJIOLÒGBÓN) aqui a introduziu e dele
depende o chamamento das almas e
suas reencarnações após a morte. OYEKÚ
MEJI (EJIOLÒGBÓN) participa dos
rituais fúnebres e um pouco das guerras. É
ele quem comanda a
abóbada celeste durante a noite e o
crepúsculo.
Devido a sua influência direta sobre a
agricultura e toda a
produção agrícola, aqueles que nascem
sob este signo poderão ser
excelentes agricultores. Todos
reconhecem neste ODÚ uma enorme
influência e uma estreita relação com a
Terra, que reafirma sua
condição de oposição a EJIOGBÊ, que
comanda o Céu.
OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN) ensinou os
homens a alimentarem-se de
peixes. Com este signo vieram ao mundo o
couro de crocodilo, o
focinho do hipopótamo, o chifre do
rinoceronte, e todos os animais (de
pelo ou de penas) que possuem hábitos
noturnos; as nodosidades das
madeiras e os nós das cordas.
Representando tudo que é neutro,
ineficiente, fatal, o
conformismo, aquilo que cai, que se
decompõe. É o declínio do sol, o
final do dia, o fim de uma etapa. Anuncia
um acontecimento nefasto,
uma notícia desagradável, um falecimento,
uma condenação na justiça.
Determina sempre o fim radical de uma
situação, ou que pode ensejar,
ou não, o surgimento de uma nova
condição.
Os filhos deste ODÚ são pessoas dóceis, de
temperamento
mórbido, que preferem ser dirigidas e
orientadas por alguém em que
depositam confiança cega. Preferem viver
em grupo.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:


Quando em IRÊ (Positivo), EJIOLÒGBÓN MEJI
pode apontar: mudanças para
melhor, fim de uma situação desagradável,
boa orientação de alguém
que deve ser seguida, desmascaramento de
certa pessoa que vem
agindo com falsidade, intuição correta,
capacidade de convencer,
eloquência, fidelidade no amor,
neutralidade em relação a uma briga
ou disputa envolvendo outras pessoas.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: ineficiência,
incapacidade de tomar decisões, queda de
situação, morte do
consulente ou de pessoa a ele ligado. Fala,
principalmente, de morte de
pessoa do sexo feminino. Notícias ruins
que estão para chegar;
rompimento definitivo de qualquer
relação; esgotamento de
possibilidades e de recursos.
ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,
CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS Pg. 109
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ
fala de problemas com as vistas,
os estômago, aparelho digestivo em geral,
bexiga, útero, queda de
temperatura do corpo, perturbações
emocionais, alucinações
fantasmagóricas.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: NANÃ, IYÁMÍ OSORONGÁ,
ÒMÒLÚ, OBÁ, OLÒKÚN, OYÁ, OSÓSI, OGUN,
ÈSÚ,
EGUN e ÒRÍ.
VODÚNS Jêje: IGBAADÚ, KUTUTO, TOHOSÚ,
DÃ, SAKPATÁ e HEVIOSO.
Aos filhos de EJIOLÒGBÓN MEJI é vedado:
destruir, seja por fogo,
veneno ou algum outro modo, qualquer
tipo de formigueiro. Também o
vinho da palma lhes é vedado. Não devem
usar perfumes fortes e nem
roupas vermelhas.
Para manterem seu signo sempre em IRÊ
(positivo) devem
banhar-se com folhas de cabaceiras e
algas. A pérola negra e o quartzo
fumado são excelentes catalisadores das
vibrações positivas deste ODÚ.

– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO


PONTOS CARDEAIS:

Esse ODÚ é um dos mais velhos e as


pessoas regidas por ele,
poderão vencer as maiores dificuldades,
mas não possuem muita sorte
no amor e, por essa razão, vivem
constantemente perturbadas, porém
não deixam de ser trabalhadoras, honestas
ao extremo, possuem muita
vontade própria, são muito conscientes,
sensíveis, e quando se sentem
agredidas, tornam-se, momentaneamente,
vingativas.
Esse signo, representa a morte, ocasiona
acidente, destruições,
traições e separações; mas, de um
momento para o outro, poderá
haver o fim de um longo sofrimento e
surgir um novo horizonte cheio
de surpresas.
Quando ele se apresenta, costuma indicar
a morte para o
consulente ou para uma pessoa da família.
E o tipo de morte é quase
sempre por feitiços, principalmente em
cemitérios, pois ele tem
demasiado envolvimento com EGUN.
As pragas e os feitiços das pessoas desse
ODÚ, são por demais
perigosas e com muito efeito, e infelizes
serão os seus inimigos os
quais tentarem guerrear ou cair no
desagrado.
Para as pessoas que se encontrarem
doentes, qualquer
posicionamento será perigoso, com
exceção, e unicamente, quando
cair a direita (lado do futuro positivos).
13
Se sair 13 (OLÒGBÓN) na 1ª posição =
perigo
de
morte e entrega do ebó no mato.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

13
Saindo 13 (OLÒGBÓN) na 2ª posição =
notícia
ou futuro perigo de morte e entrega de ebó
na água.
13
Se cair 13 (OLÒGBÓN) na 3ª posição = morte
em poucos dias e entrega do ebó no mato.
OBS. : Quando sair nas três posições = o
caminho será água
13
13 13
13
Se sair 13 (OLÒGBÓN) nas 4 posições =
cercado
pela morte, porém há uma pequena
esperança: “nascer” para o ÒRÌSÁ (feitura
de
santo).

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

14 – IKÁ Perversidade, desfrutar boa


ocasião, ganho de
mulher com o corpo, malfeitos, remorsos,
paz,
fortuna e bem-estar fácil no fim de
qualquer
tempestade, vitória qualquer que seja o
terreno.
Representação Indicial em IFÁ: I I I I
II
IIII
IIII
Onde I I é água e I I é terra.
III
Responde com 14 (quatorze) búzios
abertos.
IKÁ MEJI é o 14º ODÚ no jogo de búzios, e o
11º da ordem de
chegada pelo sistema Ifá, onde é
conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá
é conhecido, entre os fons (jêje), como “KÁ
MEJI”. Os nagôs o chamam
também de “OKÁ”, palavra que designa a
serpente venenosa “AMANÕNÚ”.
Os yorubá também dizem “FÁ MEJI”
dividido em dois, ou “IJÍ OKÁ”, duas
serpentes.
IKÁ MEJI representa DÃ, a serpente (“OJÔ”
em yorubá); rege
todos os répteis do campo, como, também,
um bom número de animais
que vivem na floresta, como os macacos,
os lagartos e certos pássaros,
como o “sasagolé” (espécie de tucano), a
“alwalokolwê” (espécie de
rola), os caramujos, os ouriços e todos os
peixes. IKÁ MEJI rege todos os
animais de sangue frio, aquáticos ou
terrestres. De uma forma geral ele
busca o frescor.
Corresponde, na geomancia européia, à
figura denominada
“RUBEUS”. É um ODÚ composto pelos
elementos água sobre terra, com
predominância do primeiro, o que indica
que o objetivo é em si mesmo,
o obstáculo que se renova
permanentemente, provocando a
necessidade de se reiniciar a tarefa e a
conseqüente revolta do
indivíduo, contra si próprio e contra o
mundo, que passa a considerar
injusto e mau feito.
Criou a piedade e o amor filial. Ao
contrário do que algumas
pessoas pensam, não se ocupa da
fecundação, e sim dos abortos e das
falsas gravidez. É tido como o signo que
mata as crianças, provocando
abortos, sempre acompanhados de
hemorragias incontroláveis, o que
pode ser evitado, através de ebós
específicos, a ele relacionados.
Os macacos vieram ao mundo por este
signo, que é o ODÚ
principal dos gêmeos selvagens (“ZUN” e
“HOHÔ”). Seu aparecimento, na
consulta de uma mulher grávida, pode
diagnosticar, portanto, o

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

nascimento de gêmeos. Também a vinda dos


“HAUSSÁS” à Terra é devida
a este signo.
Corresponde ao ponto cardeal este-
sudoeste, à carta nº 7 do
Tarot (a “CARRUAGEM”) e seu valor
numérico é o 11. Suas cores são o
vermelho, o negro e o azul. É um ODÚ
masculino, representado
esotericamente por uma serpente.
Morfologicamente IKÁ MEJI exprime a
idéia de algo que esteja
prestes a explodir: uma granada, uma
bomba, um caldeira. E esta idéia
se estende a situações de aspecto
explosivo, como uma greve, uma
briga ou uma situação insustentável.
Determina conquista pela força, sem
trégua, sem piedade. Os
naturais desse ODÚ são pessoas
impulsivas, corajosas e, quase sempre,
violentas. Nunca medem as conseqüências
e nem hesitam diante do
perigo.

– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

Quando em IRÊ (Positivo), IKÁ MEJI pode


apontar: vitória sobre os
inimigos, controle de uma situação
tumultuada, coragem para
enfrentar um problema, sorte com o sexo
oposto, conquista amorosa.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: envolvimento com
polícia, inimigos declarados e perigosos,
crimes sexuais, violências,
agressões impostas ou sofridas, revolta,
filho adulterino.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ
fala, quase sempre, de
impotência, frigidez, atrofias e
inflamações musculares, problemas do
fígado e da vesícula, interrupção do fluxo
sangüíneo ou menstrual,
doenças de pele (erupções), rubéola,
sarampo, inflamações externas,
desarranjos intestinais, hemorragias
seguidas de abortos.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OSUMARÊ, SANGÔ, OGUN, YEWÁ,
AGÊ, ÒSÀLÁ, EGUN, IRÔKO e IBEYGI.
VODÚNS Jêje: HOHOVI, HEVIOSO, DÃ, TOHOSÚ,
LISÁ, GUN e LOKÔ.
Aos filhos de IKÁ MEJI é vedado: comer
peixe defumado, carne de
cobra, jacaré de pangolin, macaco (esta
última proibição é punida com
a morte), batata doce e vinho da palma.
São proibidos de beber em
cabaça, seja o que for. Os nascidos sob
este signo devem abster-se de
usarem “ABUTÁ”, que são os panos
coloridos usados e fabricados no
Abomey. Para as pessoas nascidas sob este
ODÚ, todos os sacrifícios, a
ele oferecidos, devem ser despachados nas
águas.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO
PONTOS CARDEAIS:

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

Esse ODÚ favorece a um novo despertar e


determina um cargo
importante, traz muitas surpresas boas e
poucas surpresas ruins.
Ele determina muitas felicidades, tais
como: desembaraços de
documentos, heranças, bons lucros em
todos os tipos de negociações,
uniões, casamento, boas amizades, etc.,
porém de um momento para o
outro, a boa situação poderá mudar, pois a
sua fase negativa indica
prisões, gravidez por adultério,
estelionato, calúnias, agressões e
confusões.
As pessoas regidas de IKÁ, são sempre
muito confiantes e, por
essa razão, chutam a felicidade, passando
ao arrependimento logo
após, mas elas, inúmeras vezes, se
recuperam e se renovam, após
obstáculos, cheios de esperança a cada
momento e de imediato,
conquistam novas amizades com mais
precisão e muita cautela em
tudo e por tudo, pois não sabem e nem
gostam de solidão, odeiam a
mesma por demais e por essa razão
adquirem muitas lábias.
São pessoas por demais prestativas e
agradáveis, fingem ser
viris, gostam de vaidade e esforçam-se
para sobressaírem em todos os
meios e em todas as áreas, lutando com a
sua dupla personalidade.
Todas as vezes que esse ODÚ aparece bem
posicionado num
determinado jogo (futuro positivo),
significa possibilidades boas
notícias, tais como: cargo no santo,
viagens, convites, heranças,
nomeações, lucros, presentes,
reconciliações, compra de imóveis,
mudança de residência para uma melhor,
etc.
O local de entrega para o presente é na
beira da cachoeira,
sendo que a metade do presente ficará na
água e a outra metade na
terra. Fazer ÒRÌKÍ, e, na volta, dar comida
a OSUMARÉ.
14
IKÁ na 1ª posição = aviso de alerta, ter
prudência e sagacidade.
14
IKÁ na 2ª posição = falsidade, más
notícias,
pe-rigos futuros.
14
IKÁ nas 1ª e 2ª posição = falsidades, más
notícias, perigos futuro.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

14
14
14
IKÁ nas 1ª e 3ª posições = abandono total
de
proteção, condenação
14
IKÁ na 3ª posição = caminhos fechados,
embaraços, fracassos, perigos.
14
14
14
IKÁ nas 1ª, 2ª e 3ª posições = abandono
total
de proteção.
14
14 14
14
IKÁ nas quatro posições:
Apenas uma oportunidade e única chance
de
perdão = fazer obrigação para o santo

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES, E
ORIXÁS

15 – OBEOGUNDÁ Pessoas com problemas


nas pernas,
guerra e disputa por mulher ou homem,
negócios
com pouca chance de vitória, progresso
incerto.
Traz também riqueza, prosperidade quando
em
outra fase de transição para seus nativos.
Inicia
inúmeras situações desconcertantes até
ocasionar
guerra, através de intriga, inveja,
ambição, danos
morais e materiais. Processos, separações,
perda de
dinheiro e de propriedade.
Representação Indicial em Ifá: I I
II
IIII
II
Onde I é fogo e I I é água.
II
Responde com 15 (quinze) búzios abertos.
Em Ifá é conhecido, entre os fon (jêje),
como “LETÊ MEJI”,
suprimido o sufixo da palavra Yorubá
“IRETÊ”. Chama-se ainda, segundo
alguns nagô, de “OJÍ LETÊ”, ou “OLÍ ATÊ”,
significando o “KPOLI” da Terra.
Em yorubá, “IRÊ TÊ” significa “a Terra
consultou Fazun”. Corresponde, na
geomancia européia, à figura denominada
“PUER”.
OBEOGUNDÁ MEJI é um ODÚ composto pelos
elementos fogo sobre
água, com predominância do primeiro, o
que indica dinamismo
inicialmente existente, que tende a
transformar-se em auxílio poderoso,
mas que o benefício auferido será sempre
em favor de outrem. É o
macho que luta e se sacrifica em favor da
fêmea. A atividade é
impulsiva e independe da vontade do
agente. É o sem juízo.
Corresponde ao ponto cardeal Noroeste, à
carta nº 11 do Tarot
(a “FORCA”) e seu valor numérico é o 3.
Suas cores são o vermelho vivo,
o negro, o cinzento, o azul e o branco. É um
ODÚ masculino,
representado esotericamente por um
quadrado dentro de um círculo. O
quadrado representa o domínio do que
conhecemos, o mundo material,
a Terras. O círculo representa o ignoto, o
céu.
O círculo, representação de tudo que
desconhecemos, chamase
“WÉKÉ”. Verifica-se, ainda, “WÉKÉ-NON”,
mestre do oculto e um dos
nomes honoríficos de LISÁ e de DÀGBADÁ-
HWEDÔ.
“GBÊ” designa tudo que é perceptível aos
nossos sentidos, a
vida, da forma que a percebemos. “GBÊ-
TO”: pai da vida, aquele que
comanda; o pai da criação visível.
IRETÊ, no entanto, não é o mundo inteiro,
conhecido ou
desconhecido. Se o ignoto é visível
através da figura em forma de

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

círculo, é para melhor enquadramento


através do retângulo, ao qual
devemos, na verdade, dirigir nossa
atenção. E é este quadrado que,
efetivamente, pertence a Iretê. Se
tivermos que “colorir” essa figura,
representaríamos o céu (círculo) em
branco (cor lisa) ou em azul (cor
efetiva do céu, conforme o vemos). A Terra
(quadrado) seria
representada em vermelho, cor do VODUM
SAKPATÁ.
Aquele que encontrar IRETÊ, deve oferecer
40 (quarenta)
moedas, uma garrafa de aguardente e uma
galinha a IGBADÚ (ou IGBAADÚ).
Esta galinha deverá ser solta no quintal
do babalaô, devendo ser
enterrada, quando morrer naturalmente.
IRETÊ é o signo da Terra (“ILÊ”, em
yorubá). “AYKUNGBAN”(fon) é o
domínio terrestre. Dessa forma, tudo o
que está morto lhe pertence,
mas a morte em si é propriedade de OYEKÚ
MEJI.
Este signo traz os abcessos, os
furúnculos, a varíola, uma febre
eruptiva e mortal conhecida como
“NUTITÉ”, e a lepra (“ADETÊ”, em
yorubá, e “GUDÚ, entre os fons). Contudo,
os fons jamais se referem a
lepra por este nome, preferindo chamá-la
de “Azon-vo”, o mal
vermelho, considerada, por eles, como uma
doença mais hereditária
que contagiosa.
Esse signo não deve jamais ser invocado
em companhia de
OSÊ MEJI. “BOKONON MA DO Ô”, que significa
“um advinho não pode dizer
isto”, em referência ao nome de AMOLU,
gerado no encontro desses dois
signos (IRETÊ e OSÊ).
Este ODÚ influencia o corpo humano,
provocando atividades
excessivas das funções fisiológicas e da
vida celular, ocasionando
febres, congestões, irritações e
enfermidades inflamatórias. É uma
figura muito negativa, que responde quase
sempre com um não.
Anuncia tempos ruins, crises agudas,
traumatismo, ferimento por
acidentes. É, ainda, causador de
hematomas e pancadas.
Seus filhos são sempre impulsionados pelo
desejo de conquista
e de domínio, não hesitando, para lograr
esse objetivo, em assumirem
atitudes ameaçadoras, que visem a manter
controle permanente sobre
a situação.
São pessoas corajosas, audaciosas,
presunçosas, mas muito
solícitas, e prontas a socorrer quantos
necessitem de seus préstimos.
Possuem caráter altivo, sarcástico e
indisciplinado. São amantes do
trabalho e batalhadores entusiastas.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

Quando em IRÊ (Positivo), OBEOGUNDÁ MEJI


pode indicar: domínio absoluto
de uma situação, amor correspondido,
influência, respeito, auxílio
poderosos, dinamismo.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: falta de juízo, atitudes
egoístas, indisciplina, uma aventura que
terá final desastrosos,
violência, ciúmes, cólera incontrolável,
violência sexual, estupro.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ
fala de lepra, varíola, atrofia
muscular, inflamações intestinais,
impotência sexual, febres eruptivas,
hepatite, lesbianismo.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OMOLÚ, OGUN, SANGÔ, OBÁ,
YEMANJÁ e IGABAADÚ.
VODÚNS Jêje: KENNESÍ, GBADÚ, GUN, NÃ,
SAKPATÁ, DÃ e HEVIOSO.
Aos filhos de OBEOGUNDÁ MEJI é vedado
comer feijão descascado,
pilado e temperado com azeite de dendê,
feijão de casca vermelha e
suas folhas, galinha d’Angola, farinha de
acaçá, banana da terra,
inhame, assim como todas as coisas
oferecidas a DÃ, SAKPATÁ e NANÃ.
Deve, também, evitar ingerir camarão,
carne de antílope, carne de
porco, pimenta, mamão, vinho de palma e
azeite de dendê.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO
PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ, possui uma função muito severa,
a qual é iniciar
inúmeras situações deconcertantes, até
ocasionar guerra, geralmente
através de intrigas, invejas e ambições.
Quando ele, determina castigos em sua
fase regida, as
situações se tornam por demais perigosas
e delicadas, ocasionando
danos morais e materiais, tais como
processos, separações, perda de
dinheiro, de propriedades, de objetos de
muito valor, de emprego, risco
de haver um crime, risco de incêndio.
Entre tantas situações pesadas, esse signo
também ocasiona
sérias perturbações orgânicas e uma
demanda perigosa com um
homem, por provocações advindas de uma
mulher.
Apesar de imposições rígidas desse ODÚ, o
mesmo, após
algumas séries de experimentações,
finalmente alivia as pessoas por
ele regidas, possibilitando vitórias,
principalmente quando existir
questões relacionadas com a justiça, as
quais receberão julgamentos
justos.
As pessoas desse signo ou sob sua
influência, são favorecidas
apenas em pequenos negócios e pequenos
lucros, poucas são as
possibilidades de sucesso, mas também
não quer dizer que as pessoas
desse ODÚ serão sempre pobres sem que
realizem alguns dos seus
projetos e sonhos.

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS
15
15 15
15
OBEOGUNDÁ nas quatro posições:
– somente uma única oportunidade
– nascer para o ÒRÌSÁ (feitura de santo)

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

16 – OTURÁ Confirmação do pleno êxito,


contentamento,
ou ALÁFIA felicidade, lucros, herança,
viagens; o branco
deve fazer-se sempre presente. De
preferência,
fazer negócios aos domingos.
Representação Indicial em Ifá: I I
IIII
II
II
Onde I é ar e I é fogo.
III
Responde com 16 (dezesseis) búzios
abertos.
ALÁFIA é o 16º ODÚ no jogo de búzios e o
13º na ordem de
chegada do Sistema Ifá, onde é conhecido
pelo nome de OTÙRÁ MEJI. Em
Ifá, é conhecido como “TULÁ MEJI”, e, no
jêje, como “OTULÁ MEJI”.
Em yorubá, é denominado, por vezes, de
“OTUWÁ”, que significa:
“tu estás de volta.” É conhecido, ainda,
pelo nome de “ALÁFIA”. O termo
yorubá mais comum é “ÒTURÁ MEJI”, que
evoca a idéia de separar,
desligar, apartar. OTURÁ MEJI é o mestre
das línguas, indicando quando
alguém tem duas palavras. Aquele que cai
sob este signo costuma ser
muito falador.
ALÁFIA é um ODÚ composto pelos
elementos ar sobre fogo, com
predominância do primeiro, o que indica a
hesitação do ser, diante do
domínio dos instintos. É a fêmea que,
desejando se entregar, finge
resistir. É o devaneio, a vocação
artística, influenciada pelo
sentimentalismo e pelo amor.
É um signo muito bom, sempre pronto a
beneficiar, e que
responde afirmativamente, embora
prenunciando tempo variável.
Aláfia rege as raças humanas diferentes
(exceto a raça negra), a
palavra, as roupas longas, a cegueira, a
mendicância, as disputas, o
grande caramujo “AGÊ”, a tartaruga
terrestre (“LOGOZO”) e os animais
inofensivos.
Como mestre das línguas, indica quando
alguém tem duas
palavras e utiliza o poder da eloquência a
seu favor. Tem o domínio da
boca e, assim como LEGBA, diz coisas boas
e más. Morfologicamente,
representa dois braços abertos, uma vulva
pronta a ser penetrada, uma
possibilidade de conquista e de prazer,
uma acolhida afetuosa e
sincera.
Sua influência no corpo humano pode
provocar inércia da vida
celular ou disfunções fisiológicas, apatia
dos órgãos e relaxamento
patológico dos tecidos. Corresponde ao
ponto cardeal sudoeste, ao

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

arcano nº 14 do Tarot ( A “TEMPERANÇA”) e


seu valor numérico é o 5, e
corresponde ao ponto cardeal Sudoeste.
Suas cores são o azul, branco e dourado,
gostando muito de tudo o que
é estampado com estas três cores. É um
ODÚ feminino, representado
esotericamente por um busto humano,
trajando blusa especial,
chamada anteriormente de “NAHWÃMI”, e
conhecido atualmente como
“KANSÔ. Está blusa é usada no Abomehy,
somente pelos ministros do rei
e seus soldados, não devendo ser
confundida com o “WODUWA” (fon) ou
“AGBADÁ” (yorubá), usado pelo rei, pelo
grande “BOKONÔ do rei e por
algumas poucas personalidades
sacerdotais.
Antes de falar em OTURÁ, alguns advinhos
dizem: “OTWÁ, OTWÁ,
OTWÁ, A DIFÁ FUN NUM”. Este é o signo que
consulta Ifá para a boca.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), ALÁFIA MEJI
pode indicar: vocação artística,
sinceridade no amor, amor correspondido,
sabedoria, conquista de
alguma coisa, prazeres, acolhimento
afetuosos.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ
indica: domínio dos instintos (as
necessidades físicas sobrepujando a razão
e induzindo ao erro), falta de
determinação para dizer não, pessoa de
caráter dúbio, de duas caras,
sem palavra.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: ORÙNMILÁ, OBÀTÀLÁ,
ODÙDÙWÁ, ELEGBÁ, AGÊ, SALUGA.
VODÚNS Jêje: LEGBÁ, DUDUWÁ, HOHOVI, DÃ,
GUN, TOHOSÚ, ÒRUNMILÁ.
Aos filhos de ALÁFIA MEJI é vedado:
possuir cão e tê-lo perto de
si. Comer galo, milho assado, inhame
pilado, carne de porco, carne de
tartaruga, portar facas ou armas brancas,
vestir AGBADÁ, fazer uso de
tabaco e nem ser indiscreto. É
recomendado, aos regidos por este
signo, dar esmolas, e, quando possível, ter
perto de si um destes
pequenos altares que os muçulmanos
utilizam para fazerem as suas
preces.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO
PONTOS CARDEAIS:
Essa é uma indicação a qual todos os ODÚ
respondem
favoravelmente.
A indicação de ALÁFIA, é a representação
favorável do Universo,
é a verdade, o sucesso e a paz, dando
indicações importantes, bons
lucros, recebimento de herança, viagens
prósperas e amor
correspondido.
A indicação desse signo é feliz, tanto para
o consulente quanto
para o BABALAWÔ, pois o cliente terá, daí
em diante, um novo início de

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACterísticas, Personalidades, e Orixás.

vida, necessitando apenas de uma pequena


orientação e alguns
agrados aos ÒRÌSÁ, fazendo resguardo nas
terças-feiras para ORÙNMILÁ,
usando branco até que todos os propósitos
e pendências sejam
totalmente resolvidos.
Para favorecer a atuação do ODÚ, a pessoa
por ele regida, ou sob sua
influência, deverá tomar banho de acaçá
com mel e/ou banhos com
folhas calmas e doces, tais como: saião
(ewê odudun), colônia branca
(ewê ipèpèrègún), manjericão branco,
poejo, algodão (ewê ewú),
alecrim, alfazema e 16 folhas de OBÍ (para
pessoas de SANGÔ, usar as
folhas de ORÒGBÔ).
Saudação em Fon (jêje)
NI KAN TULÁ MEJI Nós saudamos ÒTURÁ
MEJI
NUNSÉ MA DO AZÔ LÍN É Ô Que as palavras
de sua boca jamais
sejam para nos acusar
Saudação em Nagô
EJOBÊ BABÁ
RU DÍ LÒMÃ

ODÚ: ÒMÓ ODÚ, REZAS, MÉTODOS,


CARACTERÍSTICAS, PERSONALIDADES E
ÒRÌSÁS

BANHO DE FOLHA PARA SER DADO APÓS O EBÓ


ODÚ :

– MARIWÔ (broto de dendezeiro)


– TETEREGUN (cana do brejo)
– EWETETE (caruru sem espinho)
– EFININ (alfavaquinha miúda)
– ERINRIN (oriri)
– EWEAFERE (rutamba)
– OBÊ ÓGUN (espada de São Jorge)
– PÊRÊGUN
Ao terminar de passar o ebó, e após o
mesmo ter sido
entregue nos locais respectivos, levar o
cliente numa queda d’água,
quebrar-lhe um ovo na testa e passar um
AJABÓ (quiabo batido com
água). Após, dar-lhe o primeiro banho, que
será com água de canjica.
Logo após, dar-lhe um banho na cachoeira
e então dar o banho de
folhas.
O cliente deverá ficar 16 (dezesseis) dias
de resguardo.
No dia do Ebó ODÚ o cliente só poderá
comer 1(uma) maçã e
tomar um copo de leite. Mais nada.
Após 7 (sete) dias), deverá ser dado um OBÍ
no cliente, e/ou
OGBORÍ, ou, até mesmo, obrigação grande,
se for o caso.
A quantidade de elementos no ebó ODÚ é de
acordo com o
número do ODÚ a ser cuidado.
Quando o ebó ODÚ não tiver relação com
EGUN ou ÈSÚ, os banhos
deverão ser sempre de ervas frias.
– SAIÃO
– ORIRI
– ALGODÃO
– OSIBATÁ
– OJUORÔ (Santa Luzia)
Obs: Os banhos serão sempre com folhas
frescas.

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