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Antibioticos

As penicilinas são antibióticos descobertos por Alexander Fleming que agem inibindo a síntese da parede bacteriana. Existem diferentes tipos de penicilinas com espectros de ação variados contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. Seu mecanismo de ação envolve ligação a proteínas na parede celular bacteriana, impedindo a montagem da parede.
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Antibioticos

As penicilinas são antibióticos descobertos por Alexander Fleming que agem inibindo a síntese da parede bacteriana. Existem diferentes tipos de penicilinas com espectros de ação variados contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. Seu mecanismo de ação envolve ligação a proteínas na parede celular bacteriana, impedindo a montagem da parede.
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Penicilinas:

As penicilinas foram descobertas acidentalmente por Alexander Fleming, como produtos de


fungos da família penicilium. São denominados beta lactâmicos, que são caracterizados
quimicamente pela presença do anel beta lactâmico (que consiste num anel formado por três
átomos de carbono e um de nitrogênio) em sua composição. Agem inibindo a síntese da
parede bacteriana de Gram-positivos e Gram-negativos.

Importante: A parede bacteriana pode ter diferentes composições:

As Gram-positivas são formadas por uma camada de peptideoglicano, enquanto que as


Gram-negativas apresentam dupla camada: uma de peptideoglicano (mais interna e mais fina
que as Gram-positivas) e outra de lipopolissacarídeo (mais externa).

O anel betalactâmico que vai intermediar o mecanismo de ação que consiste em interferir na
síntese da parede celular bacteriana.

Isso acontece devido à ligação do antibiótico a um grupo de proteínas da membrana


plasmática chamada de “Proteínas ligadoras de Penicilina (PBP)”, necessárias para a síntese de
peptideoglicanos, que compõem a parede da bactéria. Ou seja, necessários para a síntese da
parede.

Mecanismo de ação:

As bactérias quando são expostas a esses antibióticos, eles se ligam a PBPs especificas na
parede e inibem a montagem das cadeias de peptideoglicana, culminando com a destruição.
Porém, lembre-se que a PBP das bactérias Gram-positivas são mais fáceis de acessar, já nas
Gram-negativas, os betalactâmicos precisam atravessar canais proteicos na membrana
externa para atingir o espaço periplasmático e poder se ligar à PBP. Já que as gram-negativas
apresentam uma dupla camada de peptideoglicano e lipopolissacarideo.

Mecanismo de resistência:

A resistência antibiótica ocorre quando a bactéria adquire genes que permitem a


interferência no mecanismo de ação por mutação espontânea de DNA ou por transformação
e transferência de plasmídeos.

A mutação espontânea é intrínseca, ou seja, é decorrente da própria natureza do


microrganismo. Já quando é decorrente da mutação de um gene bacteriano, é chamada de
adquirida.

Os principais mecanismos de resistência são:

-Produção de betalactamase: que são enzimas que vão desativar a ligação da bactéria com o
antibiótico através do seu anel principal. É o principal mecanismo de resistência dos gram-
negativos.

-PBP com baixa afinidade pelo antibiótico, devido a uma ligação fraca a essa proteína.

-Canais proteicos que dificultam e impedem a passagem do antibiótico. Como por exemplo, os
antibióticos que não conseguem atravessar as “porinas” da membrana externa.
Espectro de ação:

Penicilina G:

-Cristalina

-Benzatina

-Procaína

-Penicilina V

Penicilinas antiestafilocócicas:

-Oxacilina

-Cloxacilina

-Dicloxacilina

-Nafcilina

Penicilinas de amplo espectro:

2º geração: Ampicilina e amoxicilina. (aminopenicilinas)

3º geração carbenicilina e ticarcilina. (carboxipenicilinas)

4º geração piperacilina (ureidopenicilinas)

*Também podemos encontrar as penicilinas de 2a,3a e 4a geração descritas como:


aminopenicilinas, carboxipenicilinas e ureidopenicilinas, respectivamente.

Espectro gram positiva: Streptococcus, Sthapylococcus, enterococos, listeria, clostridium.

Espectro gram negativa: Neisserias, moraxellas, pseudômonas, haemophilus, enterobactérias.

Aplicação clínica:

Penicilina G cristalina: Principais usos: Erisipela, pneumonia, sífilis, meningite, endocardite


bacteriana, sepse e infecções da pele e tecidos moles.

Penicilina G procaína: Principais usos: Pneumonia pneumocócica (somente cepas plenamente


sensíveis), sífilis, faringite e celulite estreptocócica. (Ultimamente pouco usada).

Penicilina G benzatina: Principais usos: Tratamento da faringite, do impetigo estreptocócicos e


da sífilis e profilaxia primária e secundária de febre reumática.

Penicilina V: Semelhante à cristalina, porém VO.

Penicilinas antiestafilocócicas (oxacilina): Infecções estafilocócicas.

Penicilinas de amplo espectro:

2º geração ampilicina e amoxicilina: Infecções respiratórias, infecções do trato urinário,


meningite, febre tifoide e prevenção de endocardite.
3º geração carbenicilina e ticarcilina e 4º geração mezlocilina e piperacilina: Pneumonias,
infecções pós-queimaduras e do trato urinário, principalmente para bactérias presentes em
ambientes hospitalares.

Farmacocinética:

Absorção: as penicilinas, de maneira geral, comportam-se na sua maioria como ácidos fracos,
sendo por isso mais facilmente absorvidos quando o pH do meio é baixo, pois encontra-se na
sua forma indissociada, mais lipossolúvel, sendo facilmente absorvidos. Porém, por VO ele é
pouco ou não absorvido.

Apenas as formas sintéticas e semissintéticas, como a amoxicilina, são melhor absorvidas.

• O horário de administração das penicilinas, com exceção da amoxicilina oral, deve ser de 1 a
2 horas antes ou depois das refeições, pois se tomadas com alimento podem alterar a ligação
às proteínas alimentares e a ativação por ácido.

Distribuição: a ligação às proteínas plasmáticas, como a albumina, e a lipossolubilidade do


fármaco influenciam na distribuição. Ao se ligar às proteínas, os fármacos tornam-se mais
hidrossolúveis, aumentando a sua capacidade de se dispersar pelo organismo. A penicilina
pode atingir quase todos os pontos do organismo, em diferentes concentrações, chegando à
barreira hemato-encefálica quando esta se encontra inflamada.

Metabolismo: as penicilinas sofrem biotransformação. Elas são quase todas transformadas no


ácido peniciloico correspondente.

Excreção: a excreção renal ocorre rapidamente, porém, outras vias também participam,
dentre elas a excreção no escarro e no leite.

A oxacilina é excretada tanto por via renal como biliar, portanto não é necessário fazer ajuste
da dose em casos de insuficiência renal. Já depuração da nafcilina ocorre principalmente por
excreção biliar.

Farmacodinâmica:

A meia-vida da penicilina é relativamente curta (geralmente < 1 hora), assim para que se
consiga então manter a concentração superior ao CMI durante o período de tempo necessário,
é imprescindível haver administrações várias vezes ao dia. (A concentração mínima inibitória
(CMI) é a concentração mínima que um antibiótico necessita ter para que consiga inibir o
crescimento bacteriano.)

Associações de penicilinas de amplo espectro com inibidores de betalactamase:

Lembre-se dos mecanismos de resistência descritos acima, onde algumas bactérias


desenvolveram a capacidade de sintetizar betalactamase, que são capazes de hidrolisar o anel
beta-lactâmico dos antibióticos, levando à formação do ácido peniciloico, tornando as
bactérias resistentes. Assim foi criado antibióticos que inibem esta betalactamase. Eles são
usados em associação com a Penicilina com o objetivo de ampliar seu espectro de ação,
tornando mais eficazes no combate de alguns patógenos. Os principais representantes são:
Clavulanato, Sulbactam e Tazobactam. A associação pode ser feita da seguinte forma:

Amoxacilina + Clavulantato cobre (H. influenzae, S. aureus, Bacteroides fragilis)


Ampicilina + Sulbactam cobre (H. influenzae, S. aureus, Bacteroides fragilis.)

Ticarcilina + Clavulanato cobre (Pseudomonas)

Piperacilina + Tazobactam cobre (Pseudomonas)

Efeitos adversos:

Toxicidade renal: A manifestação mais frequente é a nefrite intersticial alérgica, e é mais


comum com oxacilina. O paciente apresenta febre, “rash”, hematúria e eosinofilia. Deve-se
suspender imediatamente o medicamento. Se o uso for mantido pode ocorrer insuficiência
renal irreversível.

Neurotoxicidade: em pacientes com insuficiência renal prévia, que fazem uso de doses
elevadas de penicilinas, podem ocorrer convulsões e problemas musculares. Deve-se cessar o
uso desse medicamento, pois as convulsões se tornam refratárias aos anticonvulsivantes.

Reações de hipersensibilidade: ocorre aproximadamente em 8% dos pacientes e em especial


com a benzilpenicilina, apesar desses fármacos apresentarem pouca toxicidade. Essas reações
podem variar desde uma reação urticariforme até choque anafilático.

Toxicidade hematológica: rara. Porém, pode acontecer trombocitopenia e a anemia


hemolítica. Pode ocorrer leucopenia dose e tempo-dependente e desordens hemorrágicas,
devido a alterações na agregação plaquetária.

Manifestações cutâneas: ocorrem mais frequentemente com as aminopenicilinas,


geralmente de forma tardia e entre 1 a 10% dos pacientes. Podem variar desde rubor
(eritema), rash cutâneo (erupções vermelhas), placas urticariformes, até síndrome de
Stevens-Johnson em casos mais raros.
CEFALOSPORINAS:
Introdução:

As cefalosporinas, são integrantes do grupo dos antibióticos beta-lactâmicos, classe


caracterizada pela presença do anel beta-lactâmico na molécula e pela ação sobre a síntese da
parede bacteriana.

Comparadas às penicilinas, as cefalosporinas possuem meia-vida mais curta e se apresentam


como drogas mais seguras.

As cefalosporinas são caracterizadas pelo amplo espectro de ação, cobrindo bactérias Gram +
(G+), Gram - (G-), aeróbias e anaeróbias. Ademais, destacam-se pela vasta aplicabilidade
clínica, abrangendo desde infecções localizadas até condições mais graves.

Mecanismos de ação e de resistência:

As cefalosporinas atuam como agente bactericida por meio da sua ação inibitória sobre a
síntese da parede bacteriana. Esta é composta por peptideoglicanos sintetizados por algumas
enzimas (proteína ligadora de penicilinas – PBP), às quais as cefalosporinas se ligam
provocando a sua inativação.

Quanto aos métodos de defesa das bactérias contra as cefalosporinas, há fundamentalmente


três mecanismos principais: a produção de beta-lactamases, a perda de porinas e a via PBP-
relacionada.

As beta-lactamases são enzimas que, quando produzidas pelas bactérias, degradam o anel
beta-lactâmico (hidrolisando a ligação amida) das cefalosporinas, impedindo a efetividade da
sua ação bactericida. Uma forma de driblar este mecanismo é por meio da utilização de
cefalosporinas combinadas a inibidores de beta-lactamases (ácido clavulânico, sulbactam,
tazobactam).

A perda de porinas culmina na redução da permeabilidade da parede bacteriana à


cefalosporina que, dessa forma, não consegue alcançar o seu sítio de ação. Já na via PBP-
relacionada, ocorre a mudança conformacional destas enzimas, fazendo com que as
cefalosporinas não consigam mais se ligar e inativar as mesmas.

Classificação:

• Primeira geração: cefalexina, cefadroxila, cefazolina e cefalotina;

• Segunda geração: cefuroxima, cefaclor e cefoxitina;

• Terceira geração: ceftriaxona, cefotaxima e ceftazidima;

• Quarta geração: cefepime;

• Quinta geração: ceftarolina e ceftobiprole;

1º geração: O espectro de ação desta geração é bastante limitado, abrangendo apenas


Streptococcus e Staphylococcus comunitários. Desta forma, a aplicação clínica deste grupo
consiste em: infecções cutâneas, de partes moles, ósseas e de articulações. Além disso, é
bastante utilizado para faringites estreptocócicas e para profilaxia cirúrgica (em cirurgias
limpas e potencialmente contaminadas).
A única droga da primeira geração disponível por via parenteral é a cefazolina. Quando se fala
da cefalotina, se destaca o fato desta possuir ação contra Staphylococcus produtores de
penicilinases. As cefalosporinas de 1º geração não penetram no SNC.

2º geração: As cefalosporinas de segunda geração possuem boa penetração no SNC e


espectro de ação mais amplo, cobrindo anaeróbios e alguns bacilos G-, como enterobactérias
(comunitárias) e Haemophilus, mas não tem o espectro de ação contra Staphylococcus e
Streptococcus quando comparadas à primeira geração.

Esta geração pode ser dividida em um subgrupo com atividade contra Haemophilus influenzae
(cefuroxima) e um subgrupo com atividade contra bacteroides (cefoxitina).

A aplicação clínica principal é para infecções gastrointestinais causadas por Klebisiella,


Salmonella, Shigella ou Escherichia e para infecções por anaeróbios, sendo um dos melhores
antibióticos para o combate deste tipo de bactéria. Ademais, a cefuroxima pode ser utilizada
para profilaxia cirúrgica.

3º geração: Esta geração é a mais conhecida e utilizada entre as cefalosporinas, tendo


excelente penetração no SNC e em líquidos teciduais. O seu espectro de ação inclui
Neisserias, Streptococcus (sensíveis e resistentes), pseudomonas, Haemophilus influenzae;
além de alta atividade contra Enterobacteriaceae (Escherichia coli, Proteus mirabilis, Proteus
indol-positiva, Klebsiella, Enterobacter, Serratia, Citrobacter).

O grupo pode ser dividido entre aqueles com boa ação anti-pseudomonas (ceftazidima) e
aqueles com fraca atividade contra pseudomonas (ceftriaxona e cefotaxima).

As cefalosporinas de terceira geração são a primeira escolha para meningites gram-negativas


causadas por Enterobacteriaceae.

A ceftriaxona é comumente utilizada para a meningite meningocócica e para a gonorreia.


Além disso, é efetiva contra infecções por Streptococcus resistentes e enterobactérias
(Escherichia coli, Klebisiella, Shigella, Salmonella).

4º geração: Esta geração possui somente um representante principal, o cefepime, que tem
uma boa penetração no SNC e que costuma ser usado contra germes intra-hospitalares, cuja
gravidade tende a ser maior.

5º geração: A ceftarolina é a única disponível no Brasil, e ainda com o custo bastante alto.
Esta droga possui espectro de ação semelhante à ceftriaxona, porém tem atividade melhor
contra G+, e trouxe como principal vantagem a ampliação do espectro de ação das
cefalosporinas, cobrindo Staphylococcus aureus meticilino-resistente (MRSA) e enterococos.

A principal aplicação clínica é contra infecções de pele e partes moles complicadas. Os dois
representantes da quinta geração são bastante utilizados em infecções por Gram -, em
ambiente intra-hospitalar, muitas vezes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Porém, a
ceftarolina não possui ação anti-pseudomonas e o ceftobiprole não possui ação contra
bacteroides.

Farmacocinética:

A maioria das cefalosporinas parenterais, por possuírem meia-vida curta (geralmente no


máximo 1 hora), devem ser administradas a cada 4 horas no tratamento de infecções
sistêmicas graves. Exceto a cefazolina e a ceftriaxona que, por possuírem meia-vida mais
longa, podem ser administradas a cada 8 e 24 horas, respectivamente.

Com exceção da ceftriaxona, cuja excreção biliar é relevante, as cefalosporinas devem ter
sua dose ajustada em caso de insuficiência renal. Todas as cefalosporinas atingem
concentrações terapêuticas nos fluidos corporais: líquidos pleural, pericárdico, peritoneal e
sinovial, assim como na urina. Em relação ao líquido cefalorraquidiano (LCR), as
cefalosporinas de primeira e segunda gerações (exceto a cefuroxima) não atravessam a BHE,
não sendo, dessa forma, indicados para infecções no SNC.

Farmacodinâmica:

As cefalosporinas chegam até o sítio da infecção (seja óssea, cutânea, sanguínea, de líquidos
corporais ou de partes moles) e atuam sobre as bactérias, inibindo a síntese da parede
bacteriana e executando seu efeito bactericida.

Uso durante a gestação e aleitamento:

As cefalosporinas são drogas altamente seguras, não havendo qualquer contraindicação


durante a gravidez. Já durante o aleitamento, o seu uso é desencorajado, uma vez que estas
passam para o leite e podem modificar a flora intestinal do lactente.

Reação de hipersensibilidade às cefalosporinas:

Entre os efeitos adversos das cefalosporinas estão a diarreia por Clostri-dium difficile (colite
pseudomembranosa), tromboflebite, trombocitopenia e leucopenia, mas nenhum destes é
mais comum que as reações de hipersensibilidade. Ainda assim, a prevalência, na população
geral, de hipersensibilidade às cefalosporinas é de 1 a 3%.

As reações alérgicas variam quanto a sua expressão, sendo mais comum o exantema,
enquanto a urticária e a anafilaxia são raras.

Toxicidade:

A ceftriaxona deve ser evitada em neonatos (≤28 dias), se estiverem recebendo ou se espera
que recebam produtos contendo cálcio intravenoso. Devido a precipitados de cálcio-
ceftriaxona nos pulmões e rins de neonatos.
MACROLÍDEOS:
Os macrolídeos são um grupo de antimicrobianos com uma estrutura lactona macrocíclica à
qual estão ligados um ou mais açúcares desoxi.

A eritromicina foi o primeiro desses antimicrobianos a encontrar aplicação clínica como


fármaco de primeira escolha e como alternativa às penicilinas em indivíduos que são
alérgicos aos antimicrobianos β-lactâmicos.

Claritromicina (uma forma metilada da eritromicina) e azitromicina (apresentando um anel


lactona maior), têm algumas caraterísticas comuns com a eritromicina e outras que a
melhoraram. Essas alterações estruturais tornaram os macrolídeos mais novos mais estáveis
ao ácido do que a eritromicina, proporcionando melhor absorção oral, tolerância e
propriedades farmacocinéticas. Os macrolídeos mais novos também têm um espectro mais
amplo de atividade antibacteriana que a eritromicina.

Telitromicina, um derivado semissintético da eritromicina, é o primeiro antimicrobiano


“cetolídeo”. Cetolídeos e macrolídeos têm cobertura antimicrobiana similar. Contudo, os
cetolídeos são ativos contra várias cepas gram-positivas resistentes a macrolídeos.

Claritromicina e a azitromicina são derivados semissintéticos da eritromicina e são chamados


de “novos macrolídeos”. Os cetolídeos são derivados semissintéticos da eritromicina com
atividade contra algumas cepas resistentes aos macrolídeos.

Mecanismo de ação:

Inibem a síntese de proteínas através de sua ligação às subunidades ribossômicas 50S de


microrganismos sensíveis, no local de ligação do cloranfenicol e da clindamicina ou muito
próximo dele. Os macrolídeos se ligam irreversivelmente a um local na subunidade 50S do
ribossomo bacteriano, inibindo, assim, etapas de translocação na síntese de proteínas. Eles
também podem interferir em outras etapas, como a transpeptização.

Ou seja, a ação se dá por ligação à subunidade ribossomal 50S, inibição da síntese de


proteínas, efeito bacteriostático (ou bactericida em dosagens elevadas).

Espectro de atividade e usos clínicos:

Os macrolídeos são ativos contra infecções comuns do trato respiratório, incluindo


Streptococcus pneumoniae suscetível à eritromicina, Haemophilus spp, Moraxella catarrhalis
e patógenos de pneumonia atípica, incluindo Legionella pneumophila, Chlamydia
pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae.

A azitromicina é mais eficaz in vitro contra a maioria das cepas de Haemophilus influenzae,
leva à morte mais rápida do patógeno e possui efeito pós-antibiótico mais longo do que a
claritromicina. A azitromicina é preferível à claritromicina em pacientes ambulatoriais com
pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e com comorbidades, como doença pulmonar
obstrutiva crônica.

A eritromicina não tem atividade contra H. influenzae. Além de cobrir S. pneumoniae sensível
à eritromicina, esses antibióticos também costumam ser ativos contra outros organismos
gram-positivos, incluindo Staphylococcus aureus (exceto o S. aureus resistente à meticilina).
A azitromicina e a claritromicina aumentaram a atividade gram-negativa em comparação
com a eritromicina.

Como resultado, alguns organismos gram-negativos resistentes à eritromicina são sensíveis à


azitromicina e claritromicina. O espectro gram-negativo inclui Escherichia coli, Salmonella
spp, Yersinia enterocolitica, Shigella spp, Campylobacter jejuni, Vibrio cholerae, Neisseria
gonorrhoeae e Helicobacter pylori.

A claritromicina e a azitromicina são os principais agentes usados nos esquemas para tratar
infecções do complexo Mycobacterium avium e também são usados nas infecções por
Mycobacterium abscessos.

A azitromicina também é comumente usada no tratamento de doenças sexualmente


transmissíveis (DSTs). É um agente de primeira ou segunda linha para várias DSTs, incluindo
infecções causadas por N. gonorrhoeae (com ceftriaxona), Chlamydia trachomatis,
Mycoplasma genitalium, Haemophilus ducreyi (cancroide) e granuloma inguinal. A
azitromicina e a claritromicina têm um espectro de atividade mais amplo que a eritromicina e,
portanto, são usadas em uma variedade de infecções, incluindo infecções do trato respiratório,
infecções por micobactérias e doenças sexualmente transmissíveis.

A telitromicina tem espectro antimicrobiano similar ao da azitromicina. Além disso, a


modificação estrutural dos cetolídeos neutraliza os mecanismos de resistência mais comuns
(mediados por efluxo ou metilase) que os tornam ineficazes.

Resumidamente: os macrolídeos tem um espectro de atividade e usos clínicos agindo em


infecções do trato respiratório, infecções por micobasctérias (M. avium e M.abcessus), e
DSTs.

Mecanismos de resistência:

Os mecanismos de resistência se dá pela bomba de efluxo, diminuição da permeabilidade do


envelope celular externo, alteração do local de ligação do macrolídeo no RNA ribossômico.

Alteração do local de ligação do macrolídeo no RNA ribossômico:As metilases codificadas pelos


genes erm (ermA, ermB, ermC) alteram o local de ligação do macrolídeo no RNA ribossômico
da bactéria, geralmente conferindo um alto grau de resistência ao macrolídeo. Esse
mecanismo geralmente também confere resistência à clindamicina.

Diminuição da permeabilidade do envelope celular externo: Em contraste com os mecanismos


de resistência adquirida, a resistência intrínseca exibida por Enterobacteriaceae, Pseudomonas
spp e Acinetobacter spp é devido à diminuição da permeabilidade do envelope celular externo.

Bomba de efluxo: As bombas de efluxo de macrolídeos ativas, codificadas pelos genes mef
msrA e msrB, conferem um grau baixo a moderado de resistência a macrolídeos.

Farmacocinética:

Todos são adequadamente absorvidos por via oral. Claritromicina, azitromicina e


telitromicina são estáveis no estômago ácido e são bem absorvidas. Os alimentos interferem
na absorção de eritromicina e azitromicina, mas podem aumentar a absorção de
claritromicina. A eritromicina e a azitromicina estão disponíveis em formulações IV.

Os quatro fármacos se concentram no fígado. Claritromicina, azitromicina e telitromicina são


amplamente distribuídas nos tecidos.
A azitromicina tem a meia-vida mais longa e o maior volume de distribuição dos quatro
fármacos.

Eritromicina e telitromicina são extensamente biotransformadas no fígado.

Eritromicina e azitromicina são concentradas e excretadas primariamente na bile como


fármacos ativos. Em contraste, a claritromicina e seus metabólitos são eliminados pelos rins,
bem como pelo fígado. A dosagem deste fármaco deve ser ajustada em pacientes com
insuficiência renal. Não penetra o sistema nervoso central.

Resumindo:

Vias de administração: Oral e IV (no caso da eritromicina e azitromicina).

Tem uma ampla distribuição nos tecidos, mas não penetra sistema nervoso central.

A excreção é feita pelo rim e fígado no caso da claritromicina. E pela bile no caso da
eritromicina e azitromicina.

Efeitos adversos:

Hepatotoxicidade: pela azitromicina e a telitromicina.

Toxicidade gastrointestinal: São comuns náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. A


disgeusia é uma queixa relativamente frequente em pacientes tratados com claritromicina,
mas é rara com azitromicina.

Prolongamento do intervalo QT e eventos cardiovasculares: Todos os macrolídeos foram


associados ao prolongamento do intervalo QT. Antes de administrar um desses agentes, é
importante que os médicos determinem se um paciente está em risco de torsades de pointes
(ex: histórico de um intervalo QT longo, tomando outros medicamentos que podem
prolongar o intervalo QT, interações medicamentosas, idade avançada, anormalidades
eletrolíticas).

Otoxicidade: perda da função auditiva e ou vestibular decorrente de lesões na orelha


interna.
CARBAPENÊMICOS:
Os carbapenêmicos e os monobactâmicos são antibióticos pertencentes ao grupo dos beta-
lactâmicos. Esse grupo é constituído por antimicrobianos úteis e frequentemente prescritos,
semelhantes em estrutura e no mecanismo de ação (inibição da síntese da parede celular
bacteriana). Vale ressaltar que os carbapenêmicos são os beta-lactâmicos que possuem a
maior amplitude de espectro contra as bactérias.

Resistência bacteriana:

Os principais mecanismos de resistência são: produção de beta-lactamases, alterações das


proteínas de ligação das penicilinas ou aquisição de novas proteínas de ligação e a redução
da penetração, ou do efluxo ativo do antibiótico. Diante disso, algumas substâncias são
usadas em associação aos antibióticos com o intuito de inibir a ação das beta-lactamases,
como por exemplo: clavunalato, sulbactam, tazobactam e vaborbactam, sendo esse último
utilizado em associação com o Meropenem.

Carbapenêmicos:

Imipenem: Liga-se às proteínas de ligação da penicilina, interrompendo a síntese da parece


celular bacteriana, levando à morte das bactérias sensíveis. Sua cobertura é ampla, os
estreptococos (inclusive o S. pneumoniae resistente à penicilina), os enterococos, os
estafilococos e a Listeria, são todos sensíveis, sendo excelente contra as Enterobacteriaceae,
incluindo os microrganismos que são resistentes às cefalosporinas. Vale lembrar que, a
maioria das cepas de Pseudomonas e Acinetobacter é resistente a esse medicamento.

Farmacocinética e reações adversas: Sua via de administração é a parenteral.

Quanto as reações adversas, as mais comuns são: náuseas, vômitos e diarreias. Os pacientes
podem apresentar convulsões, em especial quando administradas altas doses.

Indicações terapêuticas: A combinação (imipenem-cilastatina) é muito eficaz no tratamento


de uma ampla variedade de infecções, tais como: infecções do trato urinário e das vias
respiratórias inferiores; infecções intra-abdominais e ginecológicas e infecções da pele, dos
tecidos moles, dos ossos e das articulações. Além disso, é bastante útil para tratar infecções
hospitalares resistentes às cefalosporinas, inclusive Citrobacter freundii e espécies de
Enterobacter.

É um fármaco que é rapidamente hidrolisado por isso é necessária sua associação com a
cilastatina (que é um fármaco que vai inibir a degradação do imipenem pela DH1). Com essa
associação é possível aumentar seu tempo de meia vida.

Resumindo: Via parenteral, cobertura (enterococos, estafilococos, listeria,


enterobacteriaceae). Possui toxicidade ao SNC. E associado a cilastatina inibe a degração
pela dehidropeptidase tubular renal (DH1).

MEROPENEM:

Atividade antimicrobiana: Sua atividade é semelhante à do imipenem, atuando contra algumas


cepas de P. aeruginosa resistentes ao imipenem, mas com um espectro menor em relação aos
cocos gram-positivos.
Farmacocinética e reações adversas: Sua via de administração também é a parenteral, possui
uma boa penetração no Sistema Nervoso Central (SNC) e tem uma meia-vida maior do que o
imipenem. Sua toxicidade assemelha-se a do imipenem, mas tem menor tendência a
provocar convulsões.

O meropenem não precisa ser administrado com a cilastatina, pois ele não é sensível à DH1.

Indicações terapêuticas: Esse medicamento é uma arma importante contra a meningite


bacteriana, alcançando níveis terapêuticos mesmo sem inflamação.

Resumindo: Cobertura (melhor cobertura para P. aeruginosa). Boa penetração no SNC (útil
em meningite bacteriana por gram negativo.

ERTAPENEM:

Atividade antimicrobiana: O ertapenem possui uma atividade antimicrobiana inferior aos


outros dois medicamentos dessa classe no que diz respeito à atuação contra a P. aeruginosa
e espécies de Acinetobacter.

Porém, possui um melhor espectro na cobertura de bactérias gram-positivas,


Enterobacteriaceae e anaeróbios.

Farmacocinética e reações adversas: Possui como vias de administração a intravenosa e a


intramuscular.

Como dito anteriormente, é o medicamento com maior meia-vida, cerca de 24h. Por isso,
pode ser utilizado de forma domiciliar. Os possíveis efeitos colaterais, são: flebite, diarreia,
náuseas e vômitos.

Indicações terapêuticas: É um medicamento que pode ser utilizado para tratar infecções intra-
abdominais e pélvicas, bem como no caso de infecções prolongadas por germes gram-
negativos.

Resumindo: Cobertura (bactérias gram-positivas, enterobacteriaceae e anaeróbios). Meia


vida de 24h. Infecções abdominais e pélvicas.

MONOBACTÂMICOS:

A característica principal dessa classe é definida pela sua estrutura: um composto beta-
lactâmico monocíclico tendo como principal representante o Aztreonam.

AZTREONAM:

É um antibiótico resistente a muitas beta-lactamases, mas não resiste à ação das beta-
lactamases da Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC).

Atividade antimicrobiana: Sua eficácia está restrita às bactérias gram-negativas, não


possuindo qualquer atividade contra as bactérias gram-positivas e microrganismos
anaeróbios. No entanto, possui uma atividade excelente contra as Enterobacteriaceae e
contra P. aeruginosa, além de boa atividade contra H. influenzae e gonococos.

Farmacocinética e reações adversas: É administrado por via intramuscular ou intravenosa.


Sua meia-vida é de aproximadamente 1,7h (meia vida longa) e a maior parte dele é
recuperada em sua forma inalterada na urina. Em geral é um medicamento bem tolerado,
provocando poucos efeitos colaterais, mas pode causar flebite, erupções cutâneas e,
ocasionalmente, testes de função hepáticas anormais.

Indicações terapêuticas: Tem sido utilizado com sucesso no tratamento de algumas infecções
causadas por microrganismos gram-negativos. Logo, observa-se que pode ser uma alternativa
para os pacientes alérgicos aos outros beta-lactâmicos.

Monobactâmicos resumindo: Beta-lactâmico monocíclico, cobertura para gram negativos, IM


ou IV, exemplo Aztreonam.
QUINOLONAS:
As quinolonas são antibióticos que atuam inibindo a duplicação do DNA bacteriano. Existem
dois grupos, as quinolonas e as fluoroquinolonas (nas quais são adicionadas moléculas de
flúor).

Mecanismo de ação: Esse medicamento atravessa a parede bacteriana por meio de canais de
porina e exibem efeitos antimicrobianos em duas enzimas, a DNA-girase (topoisomerase II) e a
topoisomerase bacteriana IV. A inibição da primeira enzima resulta em relaxamento do DNA,
promovendo quebra da fita de DNA, já a inibição da topoisomerase IV tem como consequência
a desestabilização cromossomal durante a divisão celular, interferindo assim na separação do
DNA recém-replicado.

Aspectos farmacocinéticos:

Possuem duas grandes propriedades farmacocinéticas:

1. sua alta biodisponibilidade oral;

2. um grande volume de distribuição.

As quinolonas podem ser administradas de duas maneiras:

1. por via oral;

2. por via intravenosa(IV).

Quando utilizadas por via oral, são bem absorvidas, iniciando a absorção no trato
gastrointestinal superior com meia vida sérica em torno de 3 – 10 horas. Se acumulam em
vários tecidos, em especial: rins, próstata e no pulmão. Os alimentos não reduzem de forma
substancial a absorção dessas drogas, no entanto, laticínios, antiácidos, multivitaminas (em
especial as que contém zinco), e outras fontes de cátions divalentes (magnésio, cálcio e
alumínio) podem interferir significativamente na absorção. As drogas desse grupo, em sua
maioria, não conseguem ultrapassar a barreira hematoencefálica, exceto a ofloxacina, que
consegue penetrar no líquido cefalorraquidiano (LCR). A eliminação das quinolonas, mais
especificamente, da ciprofloxacina e da norfloxacina ocorre parcialmente pelo metabolismo
hepático e parcialmente por eliminação renal.

Espectro de atividade: No geral, as quinolonas são eficazes contra germes gram-negativos (E.
coli, P. aeruginosa, Haemophilus influenzae), gram-positivos (estreptococos) e algumas
micobactérias (Mycobacterium tuberculosis).

1º geração: A quinolona não fluorada, que foi a primeira descoberta, ácido nilidíxico, é
considerada como a de primeira geração, possuindo um pequeno espectro de ação.

2º geração: As fluoroquinolonas de segunda geração são representadas pelo ciprofloxacino e


norfloxacino, que são capazes de atuar contra gram-negativos aeróbicos e bactérias atípicas.

3º geração: O levofloxacino é uma droga de terceira geração, pois possui maior atividade
contra bactérias gram-positivas.

4º geração: Por fim, a quarta geração, aquela que possui um maior espectro de ação, é
representada pelo moxifloxacino, e tem eficácia contra anaeróbios e gram-positivos.
Os bacilos gram-negativos aeróbicos, como a E.coli, Klebsiella spp e Proteus spp são cobertos
de forma efetiva quando as quinolonas são utilizadas, sendo o ciprofloxacino o mais potente.
No que diz respeito aos famosos patógenos respiratórios, tais como:

• Streptococcus pneumonia;

• Haemophilus influenzae;

• Moraxella catarrhalis;

• Legionella spp;

• Mycoplasma spp;

• Chlamydia pneumoniae.

Observa-se que são bem cobertos quando utilizamos drogas como o levofloxacino e
moxifloxacino. Os principais gram-positivos cobertos pelas quinolonas (levofloxacino,
moxifloxacino e delafloxacino) são:

• Staphylococcus aureus;

• alguns streptococci;

• e alguma cepas de estafilococos coagulase-negativa.

Apesar de muitas fluoroquinolonas terem atividade contra alguns organismos gram-positivos e


anaeróbios, os estudos mostram que é uma atividade limitada, e a sua potência é menor do
que a de outros antibióticos. Por isso, as fluoroquinolonas não são os agentes de primeira linha
no tratamento de organismos dessa categoria.

Aplicação prática:

Ciprofloxacino 2º geração

Possui eficácia no tratamento de várias infecções sistêmicas causadas por bacilos gram-
negativos. Possui formulações orais e intravenosa (IV), podendo ser utilizado para o
tratamento de diarreia do viajante (E. coli) e febre tifoide (Salmonella typhi).

Norfloxacino 2º geração

É um medicamento pouco prescrito, pois possui uma biodisponibilidade oral pobre e uma
meia-vida curta. Eficaz no tratamento de infecções não sistêmicas, como as infecções do trato
urinário (ITU), prostatite e diarreia infecciosa.

Levofloxacino 3º geração

Possui um amplo espectro de ação, sendo útil no tratamento de prostatites, infecções de pele,
pneumonias adquiridas na comunidade e nosocomiais. Possui uma excelente atividade contra
o S. pneumoniae.

Moxifloxacino 4º geração

É um medicamento com um grande espectro de ação, possui uma maior atividade contra os
gram-positivos além de ser excelente contra os anaeróbios. Porém, não se concentra na urina
e, assim, não é indicado no tratamento de ITU.
Efeitos adversos: bem toleradas, mas seus efeitos adversos mais comuns são: náuseas, êmese
e diarreia, ou seja, sinais e sintomas gastrointestinais. Além disso, os pacientes podem relatar,
ocasionalmente, tontura, cefaleia e exantemas cutâneos.

Os efeitos colaterias dessas drogas podem ser separados por sistemas.

Desse modo:

• no trato gastrointestinal, os possíveis efeitos são: distúrbio transitório gastrointestinal leve (o


efeito adverso mais comum das quinolonas, como: anorexia, náuseas, vômitos e desconforto
abdominal);

• doença associada ao C. difficile; hepatotoxicidade (associadas com elevações leves das


transaminases);

• distúrbios neurológicos (estão entre os mais comuns também, consistindo em: cefaleia,
tontura, alterações no humor e no sono, mas efeitos menos comuns também podem ocorrer,
como alucinações e convulsões);

• neuropatias periféricas (que cursam com: dor, queimação, formigamento, dormência,


fraqueza ou alteração das sensações);

• outros efeitos neurológicos (convulsões, pseudotumor cerebral e exacerbação da miastenia


gravis);

• cardiovascular (prolongamento do intervalo QT, aneurisma e dissecção aórtica e


regurgitação mitral e aórtica);

• muscoloesquelético (tendinopatias, rotura de tendão e artropatia);

• e outros efeitos adversos, como: hipo ou hiperglicemia, descolamento de retina,


fototoxicidade e reações de hipersensibilidade controlada e idade avançada.

Resistência:

Os mecanismos mais importantes são: alteração do local de ligação e diminuição no acúmulo.


O primeiro mecanismos é ocasionado por mutações cromossômicas em genes bacterianos, o
que diminui a afinidade das quinolonas pelo local de ação, já o segundo mecanismo está
relacionado com a diminuição da concentração intracelular da droga, pois acontece uma
diminuição do número de prinas na membrana externa das células resistentes, o que impede o
acesso do fármaco às topoisomerases, além de haver um bombeamento das fluoroquinolonas
para fora da células.

RESUMINDO GERAL:

FARMACOCINÉTICA:

Absorção (bem absorvidas no TGI superior). Distribuição (rins, próstata e pulmão e a maioria
não atravessa barreira HE). Eliminação (hepática e renal).

MECANISMO DE AÇÃO:

DNA girase-topoisomerase II (relaxamento do DNA)

Topoisomerase bacteriana IV (desestabilização cromossomal)

ESPECTRO DE AÇÃO:

EFEITOS ADVERSOS:

Distúrbio transitório gastrointestinal, doença associada ao C. difficile, hepatotoxicidade,


distúrbios neurológicos, prolongamento do QT.

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