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Benefícios da Massagem Laboral

Este documento discute a massagem laboral. Resume que a massagem laboral é uma massagem rápida aplicada no local de trabalho para relaxar as tensões musculares da região cervical, dorsal e membros superiores. A massagem laboral geralmente é realizada em uma cadeira especialmente projetada e dura no máximo 15 minutos, proporcionando alívio imediato das tensões.
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Benefícios da Massagem Laboral

Este documento discute a massagem laboral. Resume que a massagem laboral é uma massagem rápida aplicada no local de trabalho para relaxar as tensões musculares da região cervical, dorsal e membros superiores. A massagem laboral geralmente é realizada em uma cadeira especialmente projetada e dura no máximo 15 minutos, proporcionando alívio imediato das tensões.
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MASSAGEM LABORAL

Quadro
Para realizar um bom atendimento massoterápico A Massagem laboral
necessitamos ter uma pequena noção do que é o toque também é conhecida
humano; bem como aprender os principais movimentos
como “Quick
necessários para a aplicação de uma técnica de massagem, e
massage” ou
das características, indicações e benefícios desta técnica.
“massagem na
1. TOQUE cadeira”.

O contato físico é um instrumento poderoso para uma vida melhor. O toque transmite
amor, consciente ou inconscientemente, e pode desencadear alterações metabólicas e
químicas. Em pesquisas realizadas sobre o toque no Instituto de Pesquisa do Toque, com
crianças que possuem a síndrome de Down verificou-se que começam a andar mais cedo
quando recebem uma grande quantidade de abraços, toques e afagos maternal-familiares,
provenientes de todos que as cercam. Há relatos que, em mulheres em trabalho de parto, o
contato físico torna as contrações mais toleráveis e diminui a necessidade de analgésicos e
anestésicos. Numerosos experimentos mostram que o contato físico é eficiente, tanto dado
quanto recebido. Mostram ainda, que nesta era de drogas miraculosas, amor, carinho e ternura
são complementos importantes ao tratamento.
Os ferimentos traumáticos também podem ser tratados com todos os tipos de contatos
físicos. Como exemplo, temos massagens que atuam revigorando células, tecidos e músculos
(massagem desportiva, por exemplo). Ao tocar ou massagear, contribui-se para promover a
tranqüilidade, o relaxamento, e o estímulo para que o corpo reaja buscando a sua recuperação.
A endorfina, hormônio natural que alivia a dor, pode ser “estimulado” pela estimulação
tátil, proporcionando bem-estar. O contato físico, o toque, reduz o impulso da dor que vai para o
cérebro, proporcionando outras sensações que o bloqueiam. Desta forma, usada como
relaxamento, a massagem permite reduzir as tensões que provocam dores, cansaço, noites
mal dormidas, etc. Aumentando assim a capacidade de se enfrentar o dia-a-dia e suas
exigências. Ela ativa a circulação e ajuda a eliminar toxinas, reduz o desconforto físico, alivia as
dores, induz uma sensação de bem estar, assim como estimula o sistema imunológico
A massagem, como agente do toque, é cada vez mais reconhecida como uma valiosa
prática de cuidado com a saúde. O ato de aceitar alguém pelo que é, em seu corpo, e dele tratar
fisicamente, por meio de toques e massagens, pode fazer maravilhas pela auto-aceitação e

73
Unidade 5
recuperação motora de uma pessoa, e trás benefícios a todos os níveis.

2. MASSAGEM LABORAL

A Massagem Laboral consiste no atendimento da massagem nos locais de trabalho, ela


tem seu embasamento na massagem sentada ou “quick massagem”, como é mais conhecida.
É uma massagem rápida, com duração de máxima de 15 minutos, aplicada no próprio
ambiente de trabalho, sem necessidade de roupas apropriadas ou da aplicação de óleos ou
cremes. Ela enfatiza o relaxamento muscular das regiões cervical, dorsal e membros
superiores, e também pode ter um caráter terapêutico, quando o cliente tem uma queixa muito
específica para esta região. Também atua no desbloqueio das tensões musculares, melhora a
percepção do próprio corpo possibilitando uma melhora postural (propriocepção) e restabelece
o fluxo energético do corpo.
A Quick Massagem é aplicada com a pessoa numa cadeira especialmente elaborada,
fazendo-se pressões com a polpa dos dedos, palmas das mãos e cotovelos, proporcionando
alívio imediato das tensões. Porém pode ser adaptada a cadeiras comuns e até a própria maca.

2.1. HISTÓRICO

Como a maioria das técnicas, a massagem vem de séculos, e evoluiu para diferentes
estilos, dentre eles a massagem sentada, que é praticada há milênios como comprovam
hieróglifos egípcios datados de 2500 AC e impressões japonesas em pedra mostram a
massagem em banquinhos.
Na idade moderna séc. XX renasce a massagem nos Estados Unidos, com o
massoterapeuta aplicando a massagem no cliente sentado num banquinho. Na Europa atletas
russos recebiam massagem nesta posição para tratamento da região do pescoço e dos
ombros.
David Palmer, considerado fundador da massagem sentada moderna –não inventou a
técnica – destacou as características e promoveu a acessibilidade, tornando a massagem
conhecida. O primeiro treinamento foi ministrado por Palmer em 1982, onde ensinou o método
que desenvolveu.
Em 1984 – Palmer e Pizella assinam o primeiro contrato com um cliente corporativo,
prestando 350 massagens por semana, com sete profissionais. Também em 1984 solicitou ao
marceneiro Serge Boyssou, uma cadeira portátil, que suportasse o peso dos clientes e que o
acesso do massoterapeuta fosse favorecido. Esta cadeira foi apresentada em 1986, toda de
madeira e pesando 12 Kg. Em 1989, uma empresa lança uma cadeira leve com estrutura de

73
metal, com ajustes mais simples e rápidos, que desencadeou uma série de modelos
conhecidos atualmente.

2.2. VANTAGENS DA MASSAGEM NA CADEIRA

 Pode ser feita em vários lugares.


 Requer menos espaço que a maca.
 Fáceis de carregar e montar.
 Cliente não precisa se despir.
 Melhor utilização do tempo, do cliente e do terapeuta.
 Sem óleos ou cremes.
 Acesso financeiro.
 Sistema de apoio maca x cadeira: alguns clientes podem ter dificuldade de subir na maca.
 Sentada tem limitações, mas também tem qualidades:

 Tratamento da parte superior do corpo: costas, ombros, região posterior do pescoço,


antebraços, punhos e mãos do cliente;
 Quadris e MMII limitado pela mecânica corporal do terapeuta e pelo alongamento
dos glúteos e quadríceps do cliente.

2.3. INDICAÇÕES

Dentre inúmeras indicações podemos ressaltar dois aspectos da massagem laboral,


ela pode ser:

 RELAXANTE e TERAPÊUTICA

Ambas têm o objetivo de provocar uma resposta de relaxamento do sistema nervoso, o


que também produz a redução da ansiedade, melhora dos padrões de agilidade e raciocínio,
comprovados por pesquisas publicadas pelo Touch Research Institute, Instituto de Pesquisa do
Toque, da Escola de Medicina da Universidade de Miami, através de exames como o
eletroencefalograma, o que validou a massagem na cadeira como componente importante para a
atividade laboral.

75
2.4. MASSAGEM RELAXANTE

A massagem sentada pode ser relaxante, cuja sequência visa proporcionar um


tratamento sistêmico cujo resultado é o relaxamento e a sedação do cliente, mas não
direcionado a nenhuma queixa, condição ou lesão especifica. Uma rotina de relaxamento é
desenvolvida para criar uma resposta parassimpática sistêmica, e não um relaxamento
localizado. Busca-se solucionar o principal problema do tecido mole, o espasmo muscular.

2.5. ESPASMO MUSCULAR

Um fator que pode afetar a flexibilidade do músculo é o espasmo muscular definido por
Stephens (2008):

Contração involuntária de um ou mais grupos musculares que não pode ser resolvida
pelo relaxamento voluntário; varia desde a tensão excessiva que causa desconforto e
restrição dos movimentos até as cãibras que provocam dor e movimentos ou desvios
repentinos e descontrolados.

Quando um espasmo leve está presente em um músculo, isso significa que algumas de
suas fibras ainda são estimuladas pelo sistema nervoso e estão contraídas (encurtadas). Um
espasmo pode ser qualquer contração involuntária, desde algumas fibrilas em uma área do
músculo ate a contração total (geralmente denominada cãibra). Uma cãibra causa movimento
involuntário e dor, pois o músculo encurta e não permite o alongamento.
Os espasmos parciais, que são muito mais comuns, têm a chance de se tornar
isquêmicos e são sensíveis a palpação e possivelmente ao movimento. Frequentemente, um
espasmo começa em uma pequena área do músculo.
No entanto, se não for tratado com o passar do tempo, mais fibrilas, se unirão ao
espasmo, aumentando assim a resistência ao alongamento e deixando o músculo
continuamente “travado” e muito fatigado. As fibrilas dos espasmos isolados, quando
repentinamente convocadas para alongar rapidamente durante atividades desportivas, no local de
trabalho, em uma queda etc., rompem-se e causam lesões do tecido mole. Para aliviar a dor e
restaurar a flexibilidade e a amplitude de movimento normal, o massoterapeuta deve usar
técnicas de alongamento que relaxem e “desativem” esses espamos musculares.

2.6. SEQUÊNCIA DE RELAXAMENTO

 Colocar as mãos suavemente no cliente e posicionar-se corretamente;

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 Orientar a respiração que deve ser lenta e profunda;
 Na expiração faz-se a compressão e na inspiração alivia-se a pressão.

2.7. MOVIMENTOS MAIS USADOS

Os movimentos mais usados na massagem laboral relaxante são:

 Compressão
 Palma da mão aberta
 Mãos fechadas - região falanges proximais
 Fricção
 Superficial
 Profunda
 Deslizamento
 Pressão mantida
 Com polegares
 Dedos sobrepostos
 Cotovelos
 Antebraço
 Eminência tênar
 Mãos fechadas – falanges proximais
 Amassamento
 Percussão
 Vibração
 Técnicas de alongamentos
 Para os quadris e MMII - Tapotagem, vibração e deslizamentos leves

2.8. MASSAGEM TERAPÊUTICA

Outra forma de aplicação da massagem sentada é a sequência da massagem


terapêutica. Muito desafiadora para os terapeutas por se tratar de queixas específicas, o que
requer um tratamento mais individualizado e não tão padronizado.
A queixa de dores específicas vai além da necessidade de relaxamento, o cliente busca o
alívio da dor e do desconforto por ela causado. A massagem laboral é uma oportunidade de
incorporar um tratamento: para o tecido mole como a dor lombar; para a cefaléia; lesões do
braço/ombro (ombro congelado, cotovelo de tenista e de golfista, síndrome do manguito rotador

77
e do túnel do carpo, etc.).

2.9. OBJETIVO DA MASSAGEM TERAPÊUTICA

A principal mudança que se quer provocar é redução do tônus muscular, a


massagem terapêutica favorece o aumento da circulação, da amplitude do movimento e no
alivio da dor.
A dor é um alarme que informa ao corpo que algo esta errado, o que é geralmente
percebido como uma ameaça pelo sistema nervoso. Ela é um fator que causa de fato um stress
significativo. A maioria das dores tem natureza isquêmica, ou seja, falta sangue na área
dolorida. Então, a missão do terapeuta ao lidar com a dor localizada é encontrar os tecidos
anormais que estão isquêmicos e normalizá-los. Tal tarefa requer a aplicação de um estimulo
para relaxar os tecidos normais e melhorar o fluxo sanguíneo através deles; a estimulação pelo
toque com o objetivo de provocar uma resposta neurológica e o aumento da circulação.

2.10. AVALIAÇÃO DO CLIENTE

Durante a recepção do cliente e a entrevista, o profissional precisa identificar a principal


queixa e concentrar seu trabalho terapêutico nessa área, fazendo um trabalho mais
generalizado nas demais regiões do corpo.
Primeiramente o cliente faz a indicação das áreas doloridas. Na palpação do tecido
deve-se examiná-lo de maneira meticulosa e precisa, para encontrar essas áreas isoladas de
tecido anormal, pontos sensíveis:

 Pontos gatilhos;
 Tecidos em contração concêntrica – encurtados;
 Tecidos em contração excêntrica – estirado.

A parte mais difícil do tratamento terapêutico é encontrar o problema. Depois que a área
anormal é identificada, o mais simples é normalizá-la.

2.11. ROTINATERAPÊUTICA PARA: COSTAS E PESCOÇO

2.11.1. REGIÃO CERVICAL

Dor normalmente causada pela anteriorização da cabeça ou por machucar o pescoço

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em chicote (acidentes, lesões por esportes, etc.). Muitas vezes causam cefaléia e restringem os
movimentos. Devem-se usar os alongamentos combinados com a massagem.

Músculos:

 Parte descendente do trapézio;


 Parte transversa do trapézio;
 Levantador da escápula;
 Cervicais posteriores;
 Suboccipitais.

Sempre que houver DOR – o exame é bilateral – quando tratar fazer o movimento
separado, em cada lateral

2.11.2. REGIÃO TORÁCICA

A dor entre os ombros é a maior queixa, a respiração superficial se agrava e a dor reflete
lateralmente à coluna torácica. Muitas vezes ela é causada pela manutenção da coluna ereta
que sobrecarrega os paravertebrais, sob os rombóides.

Músculos:

 Parte ascendente do trapézio;


 Rombóide maior e menor;
 Serrátil posterior superior;
 Serrátil posterior inferior;
 Paravertebrais.

2.11.3. REGIÃO LOMBAR

Subir e descer da maca quando o cliente tem excesso de dor lombar, ela se agrava, na
cadeira esta região fica acessível sem este desconforto. A região mais sensível de L1 A L4 em
função dos órgãos (rins), então se deve evitar a palpação profunda e tapotagem.

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 Músculos:

 Quadrado lombar;
 Paravertebrais:

 Superficiais - eretores da espinha;


 Profundas – multifídos e rotadores.

2.12. ROTINATERAPÊUTICA PARA: ANTEBRAÇO, PUNHO E MÃO

Lembrar que a mão é o final de uma cadeia cinética que começa no pescoço. Quando o
trauma não é direto na mão, a origem do problema pode ser até no pescoço. Observar sempre
ao realizar a anamnese e a palpação, se é necessário encaminhar para avaliação da área de
trabalho e treinamento de movimentos, devido a aparecer nesta região situações bem
específicas:

 Cotovelo de golfista – epicondilite medial;


 Cotovelo de tenista – epicondilite lateral;
 Síndrome do túnel do carpo.

Atenção à artrite degenerativa e osteoporose, no caso de mobilização de punho e


dedos; os braços devem estar pendentes para relaxar e apoiados para terapêutica;

 Músculos;
 Flexores do punho;
 Extensores do antebraço;
 Flexores do antebraço;
 Supinador e braquioradial;
 Retináculos do punho;
 Mão – espaços metacarpais - interósseos .

Obs.: Os marcos ósseos do cotovelo – epicôndilo lateral e medial devem ser tratados com
fricção circular.

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2.13. ROTINATERAPÊUTICA PARA: OMBROS

Condições especiais para o ombro observando com atenção as restrições de


movimentos que indicam: lesões de manguito rotador; ombro congelado (capsulite adesiva),
ombros caídos ou elevados e as bursites.

Músculos:

 Infra-espinal e supra-espinal;
 Latíssimo do dorso;
 Deltóide;
 Manguito rotador – grupo de tendões (supra infraespinal, redondo menor e subescapular);
 Peitoral maior e menor:

 Subescapular.

2.14. MOVIMENTOS

 Alongamentos;
 Manobras;
 Finalização.

2.14.1. ALONGAMENTOS

Objetivo é movimentar as articulações e alongar músculos e os tecidos faciais; os


alongamentos são aplicados com pouca força e longa duração (15 seg.).

 Flexão cervical lateral;

O terapeuta move lateralmente a cabeça do cliente em direção ao ombro ate ele relatar
um alongamento confortável, mantendo a posição por 5s. A mão do terapeuta deve estabilizar o
ombro do cliente. O terapeuta volta à cabeça do cliente a posição ereta e alonga para o outro
lado.

 Cervical posterior obliquo;

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O terapeuta gira a cabeça do cliente em 45º para direita e depois a conduz aos poucos
posterior e lateralmente em ângulo de 45º, movendo a orelha do cliente a margem lateral da
escápula.

 Braços em abdução – peitoral;


 Cruza mãos na nuca - alonga;
 Extensão ativa do punho;
 Hiperextensão cervical;
 Flexão cervical lateral.

Sempre observar:

No caso da aplicação da massagem sentada, devemos seguir algumas observações


muito importantes, independentemente de ser ela relaxante ou de tratamento.

 Montagem e higienização da cadeira.


 Receber o cliente e fazer uma rápida anamnese.
 Demonstração de como sentar fazer os ajustes adequados na cadeira e dos apoios.
 Comunicação com o cliente***.
 Iniciar a rotina.

***É importante que o cliente se envolva ativamente no seu processo de cura. O cliente se
conscientizando de seu corpo e de sua dor por meio desse processo, ele pode informar a
melhora alem de descrever a dor. É estabelecida uma comunicação em que o cliente diz: “sinto
dor nesse local” e segundos, mais tarde, informa “está melhor”. Freqüentemente, o
reconhecimento verbal reforça psicologicamente a melhora real.

Outras considerações importantes:

O Massoterapeuta deve determinar se a massagem é apropriada ao cliente e garantir


que ela não seja prejudicial. Em casos de doença cardíaca, câncer e diabetes será necessário o
aval médico e como profissional da Saúde o massoterapeuta pode solicitar um atendimento
médico e do fisioterapeuta para melhor avaliar a situação.

Indicações para encaminhamento a outro profissional da saúde:

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 Dor intensa;

Piorar a noite e for constante (tumores, inflamações/infecções significativas).

 Dor local intensa após trauma (fraturas).


 Sangramentos ou contusões, náusea, vomito, diarréia.
 Edema, alterações da pele, nódulos, temperatura (alta/baixa).

2.15. CONTRA- INDICAÇÕES

A massagem laboral também tem contra-indicações, todas as intercorrencias que


possam causar efeito prejudicial ao cliente, ou seja, sempre zelar pelo bem-estar do cliente.

As contra-indicações podem ser: Parciais ou Totais.

Parciais – ou locais: exige atenção e muitas vezes adaptação, a massagem pode ser
evitada em determinado local.

Absolutas: quando a massagem será prejudicial, então não deve ser aplicada.

2.15.1. CONTRA - INDICAÇÕES PARCIAIS

 Cistos, nódulos, bolhas e feridas abertas;


 Surto de herpes simples;
 Glândulas linfáticas inchadas;
 Queimaduras;
 Contusões (há menos de 72h)

2.15.2. CONTRA- INDICAÇÕES ABSOLUTAS

 Estado ativo de doenças contagiosas;


 Hepatite, na fase aguda;
 Doenças auto-imunes e processos inflamatórios;
 Câncer, sem aprovação do médico;
 Febre;
 Pessoas sob influência medicamentosa ou tóxica.

83
2.16. PONTOS DE RISCO

Além das contra-indicações, observar pontos sensíveis, de estrutura anatômica


delicada; que necessitam de um trabalho de maneira lenta e cuidadosa, observando: nervos,
vasos sanguíneos, órgãos, projeções ósseas ou proeminências pequenas.

2.16.1. POSTERIORMENTE

 Região dos rins e costelas flutuantes – evitar as tapotagens e pressão intensa;


 Processos espinhosos; processos estilóide do rádio e ulna;
 Cotovelo, nervo radial e ulnar;
 Joelho: fossa poplítea, nervos e vasos;
 Trígono cervical: veia jugular; artéria subclávia.

2.16.2. ANTERIORMENTE

 Trígono cervical: veia jugular medial; artéria carótida; traquéia, nervo vago;
 Bulbo do olho e Processo xifóide;
 Axila: plexo braquial;
 Trígono femoral: artéria femoral; nervo femoral, veia safena magna;
 Abdômen: aorta e plexo lombar.

Apesar dos devidos cuidados a massagem realizada na cadeira oferece muita


segurança na aplicabilidade. Um profissional atento será conseqüentemente um terapeuta
atencioso e competente.

3. SEMIOLOGIA DA DOR

Quando estudamos as diferentes técnicas com o enfoque terapêutico nos deparamos


com a queixa da DOR, desta forma observaremos uma série de conhecimentos deste
fenômeno fisiológico.

3.1. CONCEITUAÇÃO

É uma sensação desagradável, variável em intensidade, extensão e em localização,


produzida pela estimulação de terminações nervosas especializadas em sua recepção.

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Sofrimento moral, mágoa, pesar, aflição. (Aurélio Buarque de Holanda).

Segundo a Associação Internacional para Estudos da Dor (IASP):

Dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a um dano real ou


potencial dos tecidos, ou descrita em termos de tais danos. Cada indivíduo aprende a utilizar
este termo através de experiências anteriores...

A dor é uma sensação subjetiva desagradável, que pode assumir diferentes formas: do
simples Desconforto ao de Pior sensação dolorosa; tem variações na maneira de Sentir e no
Modo de expressar.
A dor é nosso mecanismo básico de defesa. Ela pode ser diferenciada de duas formas:
dor mecânica e não mecânica.

3.2. DOR MECÂNICA

É a dor relacionada ao movimento, à atividade e a postura, o movimento e troca de


posição alteram a dor, a massoterapia normalmente é eficaz neste tipo de dor;

3.3. DOR NÃO-MECÂNICA

É constante e não se relaciona à posição ou movimento; a causa da dor é visceral ou


patológica e mesmo após atendimento massoterápico a dor persiste. Exemplo: esôfago; rins,
vesícula biliar; intestino grosso ou delgado que refletem dor lombar

3.4. DOR VISTAATRAVÉS DOS TEMPOS

 Sociedades Primitivas - Dores internas atribuídas à encarnação de maus espíritos; Cérebro


era relegado e tido como o órgão de menor importância; Acreditava-se que o coração tinha
controle das funções motoras e sensoriais, Incluindo a dor.
 Grécia – séculos V e VI a.C. - Cérebro foi reconhecido como centro das sensações –
responsável pelo processamento da sensação nociceptiva.
 Alexandria – séculos III e IV a.C.- Distinção anatômica de nervos e artérias o percurso das
fibras nervosas até cérebro e a medula espinhal. Reconhecimento dos nervos nas atividades
sensoriais e motoras.
 Renascimento - Atribuição ao SNC o papel fundamental no mecanismo das sensações e da
Nocicepção.

85
 Século XIX - Teoria da especificidade; Teoria do Padrão de estímulos;
 1965 – Melzack e Wall - Teoria do Portão – o impulso conduzido pelo SNP ao SNC sofre a
atuação de sistemas moduladores, antes que a percepção dolorosa seja evocada.
 Recepção, Condução e Percepção - Um estímulo adequado atinge terminações sensitivas
de uma estrutura, origina-se uma sucessão de fatos eletrofisiológicos (bradicininas). O
impulso percorre a via nervosa até as raízes dorsais da medula, neste nível passará para
uma nova via de condução – feixes espino-talâmicos. Chega ao tálamo e córtex parietal
 Nocicepção – é a resposta neural ao estímulo nociceptivo. Dor é a percepção consciente da
Nocicepção. Sofrimento é entendido como respostas afetivas negativas geradas pela dor.
 Comportamento de dor todas as formas de comportamento que refletem a experiência
dolorosa.

Figura 01: <http://fisiosaude-ce.blogspot.com/2009/02/dor-um-problema-grave-de-saude-


publica.html>.

85
3.5. MECANISMO DA DOR

O sistema Nervoso através de variações energéticas no ambiente analisa estas


variações e organiza respostas, de ordem física e psíquica convenientes para “lidar” com o
estímulo.

 Termonociceptores;
 Mecanonociceptores;
 Polimodais.

Distribuição: maior número nos tecidos superficiais e em menor número nos tecidos
mais profundos.

Estruturas pouco sensíveis:

 Ossos;
 Pericárdio visceral;
 Peritônio visceral;
 Tecido hepático.

Estruturas muito sensíveis:

 Pele (picada, calor intenso, inflamação);


 Dentina e polpa dentária;
 Pleura parietal (inflamação e compressão);
 Músculo cardíaco (anóxia);
 Meninges (inflamação e distensão).

3.6. CLASSIFICAÇÃO DA DOR

Dor Aguda:

Está relacionada a afecções traumáticas, infecciosas ou inflamatórias; há expectativa


de desaparecimento após a cura da lesão; delimitação têmporo-espacial é precisa; há
respostas neurovegetativas associadas (elevação da pressão arterial, taquicardia, taquipnéia,
entre outras); ansiedade e agitação psicomotora são respostas freqüentes.

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Dor Crônica:

É aquela que persiste após o tempo razoável para a cura de uma lesão ou que está
associada a processos patológicos crônicos. Causam dor contínua ou recorrente, geralmente
não há respostas neurovegetativas. Mal delimitada no tempo e espaço, ansiedade de
depressão são respostas emocionais freqüentes.

3.7. TIPOS DE DOR

 DOR CUTÂNEA OU SUPERFICIAL

Localiza-se com precisão.

 DOR PROFUNDA

Origina-se de estruturas profundas do organismo – músculos, tendões, articulações.

 DOR FANTASMA

Existe uma permanência da memória da dor mesmo após sua remoção.

 DOR REFERIDA

Dor sentida distante da área lesionada, apesar de haver ligação nervosa entre elas.

 DOR NEUROPÁTICA

Decorrente de lesões parciais ou totais das vias nervosas centrais ou periféricas


(herpes zoster, AVC, diabetes).

3.8. CARACTERÍSTICAS SEMIOLÓGICAS DA DOR

 Localização;
 Irradiação;
 Caráter ou qualidade;
 Intensidade.

88
 Duração;
 Evolução;
 Relação com as funções orgânicas;
 Fatores desencadeantes ou agravantes;
 Fatores que aliviam;
 Manifestações concomitantes.

Importante na intensidade da dor orientar para o cliente situar a sua dor usando o
seguinte padrão:

Zero = nenhuma dor


10 = pior dor já sentida

Figura 2: <http://psychologyofpain.blogspot.com/2006_07_09_archive.html>

3.9. ASPECTOS PSICOCULTURAIS RELACIONADOS À DOR

 Depressão;
 Ansiedade;
 Raiva;

89
 Hostilidade;
 Atitudes e crenças frente à dor e seu manejo;
 Situação trabalhista;
 Estratégias para o enfrentamento da dor.

3.10. PREJUÍZOS ADVINDOS DA DOR

 Sono;
 Movimentação/deambulação;
 Respiração profunda;
 Atenção e concentração;
 Apetite;
 Trabalho****;
 Humor****;
 Relacionamento interpessoal****;
 Lazer****;
 Prazer de viver****;
 Vida Sexual****.

PEQUENO GLOSSÁRIO DA DOR

 DOR: Experiência sensorial e emocional desagradável, relacionada com lesão tecidual atual
ou potencial, ou descrita em termos de tal lesão.
 ALODINIA: Dor que surge como resultado de estimulação não-nociva da pele- dor referida.
 ANALGESIA: Ausência de dor para estimulação nociva.
 CAUSALGIA: Dor queimante por lesão nervosa traumática, associada com disfunção
vasomotora, sudomotora e alterações tróficas tardias.
 HIPERALGESIA: Sensibilidade aumentada para estimulação nociva por diminuição do limiar
de sensibilidade.
 HIPERESTESIA: Sensibilidade aumentada para estimulação não dolorosa como o toque e
as mudanças de temperatura.
 HIPOALGESIA: Sensibilidade diminuída à estimulação nociva.
 LIMIAR DE DOR: A menor intensidade de estímulo na qual a pessoa percebe a dor.
 PARESTESIA: Sensação anormal, espontânea ou provocada.

****Especialmente importantes na dor crônica.

91
4. PONTOS GATILHOS

4.1. DEFINIÇÃO

“Os pontos gatilhos se localizam nos músculos esqueléticos e são identificados


por uma sensibilidade profunda e localizada em uma faixa firme e palpável do músculo (rigidez
muscular). Uma pressão digital sobre um ponto gatilho geralmente produz contração. Se a
pressão for mantida sobre tal ponto produzira uma dor referida em uma área previsível.
(CHAITOW, 2001)”

 Estes são instalados num músculo toda vez que este for sobrecarregado e exigido além da
sua capacidade de tolerância.
 Uma vez instalado ele pode ficar em estado de latência por muito tempo, às vezes anos, até
ser ativado.
 Para ativá-lo basta apenas que se some a ele uma situação de stress físico e/ou emocional e
uma nova sobrecarga do músculo.
 A situação complica quando o sistema nervoso recebe o sinal de dor, intervém exigindo que o
músculo se contraia, numa tentativa de defendê-lo.
 Quando ativo ele produz um espasmo doloroso em algumas fibras muscular.
 Esta nova contração sobre o espasmo doloroso produz mais dor.
 TENSÃO DOR.
 Fecha-se então um ciclo vicioso em que quanto mais dor for produzida pela contração, mais
contração o sistema nervoso pede ao músculo.
 Inicia-se apenas com algumas fibras e logo se estende o músculo inteiro próximos,
abrangendo toda uma região.

4.2. TIPOS

Existem três tipos de pontos gatilho:

1 - Pontos gatilho ativos: São fonte continua de dor;


2 - Pontos gatilho latentes: Desencadeiam dor quando sujeitos a pressão;
3 - Pontos gatilho satélite: Surgem na zona de dor referida de outros pontos gatilho.

91
Existem certos músculos que estão mais aptos a desenvolver pontos-gatilho do que
outros.

Figura 3: <http://acupuntura.blogas-pt.com/tipos-de-pontos-gatilho>.

4.3. CARACTERÍSTICAS ENCONTRADAS

 Os músculos que contem pontos gatilhos geralmente doem quando contraídos e quase
sempre ficam doloridos se alongados a forca.
 Possuem alto nível de consumo energético, baixo suprimento de oxigênio que contribuem a
sensação de fadiga do paciente.
 Os músculos que possuem pontos gatilhos não alcançam seu comprimento normal de
repouso, com isso permanecem encurtados.
 Se o músculo não alcançar seu comprimento normal de repouso, sem causar dor ou esforço, o
tratamento do ponto – gatilho só proporciona alivio temporário podendo ser reativado
depois do tratamento.

92
O Alongamento ativo ou passivo e uma das formas de tratar o encurtamento muscular e o
ponto gatilho já que não só reduz a contração como também aumenta a circulação da área.
(CHAITOW, 2001)

No núcleo do gatilho há um fuso muscular que ocorre uma crise metabólica


aumentando no local a temperatura do ponto-gatilho, encurtando uma parte diminuta do
músculo (sarcomero) e reduz o suprimento de oxigênio e nutrientes no ponto-gatilho. Durante
esse episódio disfuncional, ocorre um influxo de cálcio e o fuso muscular não tem energia
suficiente para bombear o cálcio para o exterior da célula a qual ele pertence. Portanto um ciclo
vicioso é mantido e o fuso muscular não consegue se soltar, impedindo o músculo afetado de
relaxar. (TRAVELL E SIMONS, 1992)

4.3. FATORES IMPORTANTES

De acordo com Travell e Simons (1992) os fatores que ajudam a manter atividade dos
pontos-gatilho são:

 Deficiência alimentar, especialmente da vitamina C, do complexo B e de ferro;


 Desequilíbrios hormonais (produção baixa do hormônio da tireóide, situações de
menopausa ou pré- menstrual);
 Infecções, (bactérias, vírus ou levedura);
 Alergias (trigo, laticínios em particular);
 Oxigenação baixa dos tecidos (agravada por tensão, estresse, inatividade, ma respiração).

Há métodos para obliteração de tais pontos gatilhos, variando o uso de agentes


farmacológicos como a novocaína ou a xilocaína, até sprays de resfriamento e técnicas de
acupuntura. A maioria dos métodos de tratamento fornecem apenas um alívio a curto prazo.
Uma vez que os sintomas sejam aliviados, o músculo que contém o ponto gatilho deve ser
suavemente alongado até seu comprimento máximo em repouso. Se esse procedimento não
for bem sucedido os sintomas retornarão. Tal alongamento deve ser gradual e suave.
(CHAITOW. 2001)

4.4. COMO PREVENIR

 Exercite-se;
 Alongue-se (suavemente e lentamente);

93
 Descanse de tempos em tempos no trabalho;
 Caminhada;
 Boa Postura.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRAUN, M. B.; SIMONSON, S. Introdução à Massoterapia. Barueri, SP. Ed. Manole, 2007
STEPHENS, R. R. S. Massagem Terapêutica na cadeira. São Paulo: Editora Manole, 2008.
1ªED.276p.
LIDELL, L.; THOMAZ, S. O Novo Livro de Massagens – Guia P/P de Técnicas Orientais e
Ocidentais. São Paulo: Editora Manole, 2002. 1ªED.192p.
CHAITOW L. Técnicas neuromusculares posicionais de alívio da dor aplicação no
tratamento de fibromialgia e da síndrome de dor miofascial. São Paulo: Manole 2001
TRAVELL, J. S. D. Myofasial pain and dysfunction, 1992.
WILLIANS AND WILKINS. The trigger point manual. (vol. 2).
<http://inspetra.wordpress.com/2009/07/31/os-pontos-gatilho> Acesso em Nov/2011.

Anotações

57
Unidade 4
Quadro 1
REFLEXOLOGIA PODAL REFLEXOLOGIA PODAL
É A MASSAGEM QUE
Objetivo geral da Massagem Reflexologia Podal: SE REALIZA NOS PÉS.

 Ensinar e aplicar a técnica da Massagem Reflexológica Podal de acordo com suas


indicações.

Objetivos Específicos:

 Identificar as principais doenças através dos mapas dos pés.


 Reconhecer as indicações e contra-indicações, os efeitos fisiológicos da técnica
reflexológica.
 Aplicar a técnica seguindo a seqüência anatômica dos pés.
 Supervisionar a atuação prática dos alunos com relação à aplicação da massagem;

1 INTRODUÇÃO

Para iniciar os estudos da Técnica da Massagem Reflexologia Podal, se faz


necessário, primeiramente, revisar a constituição da pele, suas funções, o sentido do tato, o
efeito da massagem e também sobre a constituição dos nossos pés.

2. PELE

A pele é um órgão complexo que corresponde, aproximadamente, a 16% do peso


corporal. Sua Superfície mede em torno de 1,5 metros e a quantidade de sangue que está
contida nos vasos cutâneos pode chegar a 1800 ml, ou seja, 30% do sangue circulante. Está
dividido em três camadas: epiderme, derme e hipoderme. (NUNES,S.K.,2003).

3. O SENTIDO DO TATO

É pelo sentido do tato que nossa pele recebe impressões sensoriais e reage a qualquer
contato. A sensação do tato ocorre em conseqüência do mínimo contato e ativa os terminais
nervosos apropriados, que transmitem mensagens sensoriais ao longo da coluna vertebral para o
cérebro. A experiência mais precoce, mais elementar e, provavelmente, mais dominante do

57
bebê por nascer é tátil.O senso de humanidade associa-se ao contato físico no instante de nosso
nascimento e continua ao longo da vida. Este contato, ou estimulação tátil, embora receba
pouca atenção, comparado aos nossos outros sentidos e modos de expressão, ainda é a
forma de comunicação mais básica através do subconsciente: é a linguagem apelando ao
contato físico.Este pode ser tranqüilizador, terapêutico, carinhoso, afetuoso, confortador ou
animador. Pode ter a forma do afago, da pressão, do aperto das mãos, da massagem
terapêutica, do movimento carinhoso, do aconchego, do abraço e ou do movimento do apoio.

Enfim não é um acontecimento isolado, mas através da forma que é realizado, pode
atingir os sensores provocando alterações neurais, em todos os sistemas corporais e também
atingir os fatores: mental, emocional e psicológico.

4. A MASSAGEM

Quadro 2
Na Índia, Grécia e Egito, empregou-se a
A MASSAGEM REFLEXOLOGIA
massagem no tratamento de uma grande
variedade de problemas físicos e emocionais.
PODAL PODERÁ SER FEITA
F e l i zm e n t e , em a l guma s cu lt u ra s o POR ZONAS, MERIDIANOS E
conhecimento sobreviveu e agora ressurge em REGIÕES.
nossa cultura.
Os benefícios da massagem são imensos, principalmente na redução do stress que
são as causas da maioria de nossas doenças, e também porque leva o indivíduo ao
relaxamento. A massagem também ativa a circulação, dessa forma liberando as toxinas do
corpo, aumenta a sensação de energia, e promove um bem-estar geral, quando realizada
adequadamente. O mais importante é que a massagem constitui uma experiência de
estimulação tátil maciça podendo remediar a carência do contato físico.
A massagem pode ser uma experiência acalentadora, sensorial. Durante o processo,
muitos descobrem tensões inconscientes, liberam emoções reprimidas, relembram
acontecimentos, além de experimentar novas e agradáveis sensações. (DAVIS, 1991)

4.1. A IMPORTÂNCIA DOS PÉS

Os pés humanos são uma das mais perfeitas obras da criação. Relativamente pequeno
em relação à estrutura do corpo, tem a função de equilibrar, suportar e transportar todo o peso
corporal. (MATTE , IVETE MARIA , 2003).

57
Um pé normal constitui-se por 26 ossos, 33 articulações, ll4 ligamentos e 20 músculos.
Além de toda essa fortaleza, possui ainda mais de 70 mil terminações nervosas permitindo
assim que sua pele, especialmente a região plantar, seja muito sensível.Tudo isso está ligado
por tecido conjuntivo, vasos sanguíneos, nervos e cobertas com camadas de pele.
(DOUGANS, INGE, ELLIS, SUZANNE, 1992).
Os pés nos colocam em contato com o chão, e por seguinte constituem uma ligação
entre vida terrena e espiritual. São a nossa base e alicerces, bem como o nosso contato com a
terra e as energias que desta fluem. (MATTE, 2003).
Eles mostram o quanto compreendemos de nós mesmo, das situações da vida e sobre
todas as pessoas envolvidas. Quaisquer problemas nos pés simbolizam que a pessoa não está
esclarecida quanto aos rumos a seguir. Não aceita as limitações. Precisa compreender que,
para ser melhor precisa ser perseverante e ter mais conhecimento técnico da vida.
Segundo Schutz, os pés são de importância vital em termos psicológicos porque é
contato com a realidade, com o chão e com a gravidade. Em “nível físico um desequilíbrio nos
pés compromete o equilíbrio da totalidade da estrutura”. Como resultado de sua estrutura e
função, os pés indicam a postura e a atitude crônica que uma pessoa precisa assumir a fim de
enfrentar confortavelmente os desafios de sua vida. (DYCHTWALD, 1950).

4.2. ORIGENS DA REFLEXOLOGIA ORIENTAL

Dependendo da autoria há diferentes definições para a Técnica da Reflexologia Podal,


porém, todos concordam ser uma técnica de pressão aplicada em pontos específicos e que isso
redunda num imenso bem-estar. Um dos seus princípios é que cada ponto no pé está ligado á
uma área específica do corpo.
A Reflexologia Podal ocidental nos diz que ao pressionarmos os pontos reflexos nos
pés, induz uma informação para o cérebro através das vias neurais, e este por sua vez, envia
comandos imediatos para o órgão ou glândula que se apresentam sensíveis ao toque.
A pressão exercida nos pontos reflexos pode induzir a pessoa a um completo estado de
relaxamento ou, ao contrário, a uma estimulação energética. Através desses estímulos
reflexos, sabiamente a natureza cumpre seu papel, fazendo com que o organismo volte a
encontrar o seu equilíbrio, regulando as funções do nervo vago (simpático e parassimpático).
(MATTE, IVETE MARIA, 2003).
Para os orientais, a Reflexologia é uma terapia extremamente energética. Ao tocar os
pontos nos pés, ocorre um desbloqueio e a energia passa então a fluir de forma harmônica por
todo o corpo.
Então podemos definir que a Reflexologia é um processo que ativa as forças

59
recuperadoras do organismo, induzindo-o ao estado de homeostasia, ou sendo uma técnica
específica de pressão sobre pontos reflexos ligados a todos os órgãos e sistemas do corpo.
(MATTE, IVETE MARIA, 2003).
Na comunidade científica, ainda, muitos não a aceitam, porém, não há como negar sua
atuação sobre o sistema fisiológico e neurológico do ser humano. Entretanto, afirmamos que a
Reflexologia Podal não é milagrosa, mas pode auxiliar em qualquer tratamento convencional.
Portanto, o paciente não deve interromper seu tratamento médico por recomendação de um
massoterapeuta. . Enfim trata-se de uma terapia extremamente simples e eficaz.
Segundo alguns historiadores, a origem da reflexologia foi no Oriente outros
defendem a tese de que origina-se da China, juntamente com a Acupuntura entre outras
técnicas terapêuticas, entre há mais ou menos 5000 anos. (MATTE, IVETE MARIA, 2003).
Mas há também provas de que a culturas egípcia e babilônia desenvolveram-se antes
da China. Um documento de aproximadamente 2.330 a 2.550 anos A.C descreve a prática da
Reflexologia e foi encontrado na tumba de um médico de nome Ankmahor, em Saqqara, no
Egito antigo. Esse médico era a pessoa mais importante depois do rei e ao que consta, tratava-
se com terapeutas egípcios. (DOUGANS, INGE, ELLIS, SUZANN, 1992).

Surge também a terceira teoria sustentando que essa prática foi transmitida pelos
índios Cherokees, da América do Norte. Por serem muito intuitivos eles reconheciam a
importância dos pés na estrutura corporal e usam até hoje a Reflexologia para manter o
equilíbrio físico, emocional, mental e espiritual. A Reflexologia para eles também faz parte de
uma cerimônia sagrada de purificação através da “limpeza dos pés”, Por serem estes o elo de
ligação com a matéria e com as energias telúricas que fluem através dela. (DOUGANS,INGE
–ELLIS, SUZANNE,1992).
No entanto, a técnica da massagem Reflexologia, Podal perdeu-se no tempo, devido às

59
proibições religiosas e praticamente esquecida, ressurgindo após os movimentos
renascentistas. .Atualmente, as técnicas massoterapeutas são mais conhecidas através dos
conhecimentos ocidentais dividindo os pés em zonas horizontais, longitudinais e localização
dos órgãos nos pés baseados na medicina ocidental.

4.4. INDICAÇÕES E CONTRA INDICAÇÕES DA TÉCNICA

Procura-se não aplicar a técnica da reflexologia podal nos seguintes casos: trombose
aguda; flebites, insuficiência renal; osteoporose ou descalcificação aguda, micoses extensivas,
doenças em estágio final: AIDS e câncer; diabetes; e na gravidez evitar os pontos da região
pélvica durante os três primeiros meses e também após o sexto mês para evitar um aborto e ou
provocar um parto prematuro.
Para os demais casos a Reflexologia mostra-se extremamente eficaz, auxiliando
inclusive na remoção dos resíduos deixados pelos medicamentos. (MATTE, IVETE MARIA,
2003).

4.5. REAÇÕES DURANTE AAPLICAÇÃO DA TÉCNICA

Partindo do princípio de que o ser humano está constituído pelos quatro fatores: físico,
emocional, psicológico e espiritual, dependendo do nível da sensibilidade e imunidade do
paciente pode desenvolver alguns comportamentos descritos como, por exemplo: dores,
arrepios de frios, sensação de calor, vontade de falar, chorar, rir e gritar, podendo também, sentir
a necessidade de eliminar as toxinas através da urina e ou fezes durante a massagem.

5 APLICAÇÃO DA TÉCNICA

Durante o curso a técnica da massagem reflexologia podal será aplicada


primeiramente pelo método da zonoterapia, isto é: por zonas horizontais.

Figura 1: PRESSÃO DOS DEDOS POR ZONAS


REFLEXAS

Esta técnica teve a maior contribuição por


Eunice Ingham. Estabelecendo a distinção entre a
terapia por zonas que correspondem basicamente
na divisão das regiões da nossa coluna, pela

61
localização dos membros superiores e inferiores e, também, pelos órgãos - pontos reflexos nos
pés baseados na estrutura anatômica. Atualmente, existem diversas literaturas sobre o
assunto.
Em um segundo momento, abordaremos a técnica da reflexologia podal buscando
os conhecimentos da acupuntura - através dos meridianos: canais energéticos. Este método
consiste em deslizar os dedos polegares do massoterapeuta obedecendo os meridianos e
seus sentidos correspondentes: yin (sobem) e yang (descem).

Figura 2: MOVIMENTOS CONFORME OS MERIDIANOS

Concluindo, será aplicado à técnica da massagem reflexologia podal através da


localização dos órgãos nos pés nas regiões plantar, dorsal e laterais dos pés, conforme
ilustração a seguir.

62
Figura 3: REGIÃO PLANTAR DO PÉ DIREITO

63
Figura 4: REGIÃO PLANTAR DO PÉ ESQUERDO

65
Figura 5: REGIÃO DORSAL DO PÉ ESQUERDO

65
Figura 6: REGIÃO DORSAL DO PÉ DIREITO

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Figura 7: REGIÃO DAS LATERIAS DO PÉ DIREITO

67
Figura 8: REGIÃO DAS LATERIAS DO PÉ ESQUERDO

5.1. PROPOSTA PARA UM TRATAMENTO EFICAZ

Para iniciar qualquer uma das técnicas orienta-se primeiro, realizar o aquecimento dos
pés que podem ser através dos seguintes movimentos:

1.Deslizamentos
2. Movimentos circulares ao redor dos maléolos

69
3. Desencardir
4. Apertar o pé
5. Engraxar o pé
6. Rolamento
7. Rotação
8. Torção do pé
9. Rotação e aquecimentos dos dedos
10. Relaxamento do Diafragma
11. Movimento de amassar o pão na região plantar
12. Abanar os pés
13. Sacudir
14. Alongar o pé.

Estes movimentos, propositalmente, foram sugeridos por último, porque eles são
utilizados para o aquecimento dos pés: pré-aplicação da técnica reflexologia podal, e,
naturalmente, constitui uma quarta maneira de aplicação da técnica: relaxamento corporal
através dos pés, podendo ser concluída após a aplicação destes movimentos e ou também
pode ser inserida em outras técnicas massoterápicas. .

5.2. MOVIMENTOS E MANOBRAS MAIS UTILIZADAS NA REFLEXOLOGIA PODAL

 Caminhar com o polegar;


 Caminhar com o indicador;
 Rotação cm o polegar sobre um ponto;
 Aperto direto ou pressão sobre um ponto;
 Caminhar com vários dedos;
 Aperto – beliscão;
 Caminhar com os dois polegares, entre outros.

6. AUTO-AVALIAÇÃO

1. O que você sabe sobre a Massagem Reflexologia podal?


2. Qual a correlação do assunto você leva para sua vida?
3. O que você achou fundamental conhecer na Massagem Reflexologia podal?
4. Você saberia responder quais as funções desta Massagem Reflexologia podal para a nossa

69
vida?
5. Dê uma nota de 0 a 10 de quanto você adquiriu de conhecimento neste assunto.

8. REFERÊNCIAS

BOIGEY, M. Anatomia da Pele. Editora Guanabara. 1986.


CAIRO, C. Linguagem do Corpo: Aprenda a ouvi-lo para uma vida saudável. Editora
Mercuryo. São Paulo. 1999.
DAVIS, K. P. O Poder do Toque: Editora Nova Cultural. São Paulo.1991.
DOUGANS, I. e ELLIS, S. Um guia passo a passo para a aplicação da Reflexologia. Editora
Cultrix. São Paulo.
MATTE, I. M. Apostila de Reflexologia. Podal. 2003.
DYCHTWALD, K. Corpomente: Uma síntese dos caminhos do Oriente e do Ocidente para a
autoconsciência, saúde e crescimento pessoal. Summus Editorial. São Paulo. 1950.
GILLANDERS, A. Reflexologia para Mulheres: Tratamento passo a passo para mulheres de
todas as idades. São Paulo. Pensamentos. 2006.
GUIRRO, R. R. J. Fisioterapia dermato-funcional. São Paulo. 2002.
HOGA, T. Seitai preventiva e Seitai corretiva: massagem estética e massagem terapêutica /
Teruyoshi Hoga. São Paulo. Ícone. 2002.
KUNZ, B. e KUNZ, K. Reflexologia: a saúde na ponta de seus dedos. Civilização, Editores Ltda.
2003.
NUNES, S. K. Estética Integral. Editora Porciúncula. Rio de Janeiro. 2003.

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Anotações

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