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Cultura e Personalidade Humana

Este documento discute o impacto da cultura na personalidade humana. Ele apresenta objetivos gerais e específicos, incluindo entender como a cultura influencia o comportamento e desenvolvimento da personalidade. Também aborda conceitos como temperamento, capacidades humanas e papéis de gênero. A metodologia inclui pesquisa bibliográfica sobre o tema.
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Cultura e Personalidade Humana

Este documento discute o impacto da cultura na personalidade humana. Ele apresenta objetivos gerais e específicos, incluindo entender como a cultura influencia o comportamento e desenvolvimento da personalidade. Também aborda conceitos como temperamento, capacidades humanas e papéis de gênero. A metodologia inclui pesquisa bibliográfica sobre o tema.
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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Ensino à Distância

A Cultura e o seu impacto na Personalidade Humana

Izequel Rui Querene Canevete

Código: 708215916

Licenciatura em Ensino de Desenho

Ano de Frequencia: 2º Ano

Turma Única

Disciplina: Habilidades de Vida, Saúde Sexual e

Reprodutiva, Gênero e HIV & SIDA

Docente:

Beira, Outubro de 2022


Folha de Feedback

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Pontuação Nota do
Subtotal
máxima tutor
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
 Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
 Metodologia
adequada ao objecto 2.0
do trabalho
 Articulação e
domínio do discurso
académico
Conteúdo 2.0
(expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e
 Revisão bibliográfica
discussão
nacional e
internacionais 2.
relevantes na área
de estudo
 Exploração dos
2.0
dados
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
Normas APA 6ª
 Rigor e coerência das
Referências edição em
citações/referências 4.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Indice
1. Introdução.................................................................................................................................5

1.2. Objectivos.............................................................................................................................6

1.2.1. Objectivo geral..................................................................................................................6

1.2.1.1. Objectivos específicos...................................................................................................6

1.3. Metodologia de pesquisa......................................................................................................7

1.3.1. Pesquisa bibliográfica.......................................................................................................7

2. A Cultura e o seu impacto na Personalidade Humana.............................................................8

2.1. Conceito da personalidade e as suas fases do seu desenvolvimento....................................8

2.1.1. Etapas do desenvolvimento da personalidade...................................................................8

2.2. Diferentes tipos de temperamento......................................................................................14

2.3. As principais capacidades humanas....................................................................................16

2.6. Papeis de gênero.................................................................................................................22

3. Conclusão...............................................................................................................................24

4. Referências Bibliográficas.....................................................................................................25
1. Introdução

A cultura de um povo determina a sua conduta. Ela influencia o seu comportamento em varias
áreas incluindo o comportamento sexual da comunidade. Por causa de crenças, tabus, mitos; esse
comportamento varia de cultura para cultura.
O conceito de autoestima que orienta essa proposta segue os pressupostos de Branden (2002) que
apresenta seis atitudes fundamentais que necessitam ser desenvolvidas: viver conscientemente,
autoaceitação, autorresponsabilidade, autoafirmação, intencionalidade e integridade pessoal. Se
propõe também a oferecer uma proposta de cuidado corporal para o alívio do estresse e de
tensões, favorecendo o autoconhecimento e a integração corpo e mente.

Para a ciência, o temperamento nada mais é que um conjunto de tendências e características que
determinam o comportamento dos indivíduos. Com base no temperamento – que para muitos
estudiosos, é algo inato – é que cada ser humano tem sua percepção do mundo, desenvolve
habilidade e cria seus próprios valores.
1.2. Objectivos
LIBANEO (2002:104) afirma que “objectivo, é um fim a ser alcançado, alvo a ser alcançado”.
Por conseguinte, de acordo com a citação que apresentamos acima, o nosso trabalho apresenta
dois objectivos, sendo um geral e outros de caracteres específicos.

1.2.1. Objectivo geral.


Debruçar-se sobre a Cultura e o seu impacto na Personalidade Humana.

1.2.1.1. Objectivos específicos.

 Conhecer o conceito da personalidade e as suas fases do seu desenvolvimento;


 Identificar diferentes tipos de temperamento;
 Conhecer as principais capacidades humanas;
 Conhecer os pilares de auto- estima e autoconfiante;
 Conhecer as formas como a cultura influência no desenvolvimento da personalidade,
personalidade;
 Conhecer a relação existente entre o gênero e personalidade;
 Conhecer os papeis de gênero;
1.3. Metodologia de pesquisa
Para a efectivação deste trabalho usou-se o método Analítico que consistiu no uso de técnica de
pesquisa bibliográfica.

1.3.1. Pesquisa bibliográfica


Segundo (LAKATOS 1991:98) abrange toda literatura já tornada publica em relação ao tema em
estudo.

A pesquisa bibliográfica consistiu basicamente na recolha de informações em manuais, livros e


artigos publicados que abordam sobre os conteudos pesquisados.
2. A Cultura e o seu impacto na Personalidade Humana
2.1. Conceito da personalidade e as suas fases do seu desenvolvimento

O temo personalidade “vem do latim persona que originalmente significava máscara”


(CARDOSO, FROIS & FACHADA, 1993, p. 370). Esta visão serviu para definir personalidade
do ponto de vista externo. Mais tarde o conceito de personalidade passou a referir as qualidades
que estão por detrás da máscara, ou seja, as qualidades íntimas e pessoais do indivíduo.

Neste sentido Pestana & Páscoa (1995) entendem por personalidade ao conjunto estruturado das
características inatas (herdadas), das aquisições do meio (sociocultural), e da história das
experiências vividas (desenvolvimento) que organizam e determinam o comportamento do
indivíduo.

A definição destes autores dispensa o esclarecimento dos elementos importantes no


desenvolvimento da personalidade, pois ficou claro que o meio, a herança, e as experiências
vividas constituem factores preponderantes na compreensão da totalidade do indivíduo.

2.1.1. Etapas do desenvolvimento da personalidade


As duas teorias da personalidade mais conhecidas que enfatizam nas diferentes etapas que
moldam seu desenvolvimento são, por um lado, a teoria de Sigmund Freud e, por outro lado, a
teoria de Erik Erikson.
a) Etapas do desenvolvimento da personalidade segundo Freud
De acordo com a teoria da personalidade de Freud, o desenvolvimento da personalidade é
dividida em cinco etapas ou fases que são identificadas com as zonas erógenas, os órgãos nos
quais o prazer sexual, a energia e a libido das pessoas são focalizados.
Além disso, cabe destacar que, devido à experiência de algum trauma, uma fixação ou uma
regressão pode ocorrer no processo de desenvolvimento, portanto, se ocorrer uma alteração em
uma das etapas específicas, a personalidade da pessoa será determinada por isso. As etapas de
Freud são:
Etapa oral (0-1 ano)
É a primeira etapa do desenvolvimento que começa no nascimento e dura até o primeiro ano de
vida das pessoas. Nesta etapa ou fase, o prazer é encontrado na boca e é obtido com atividades de
sucção, de chupar, de comer ou de morder. Normalmente é relacionada com o ato de mamar,
morder objetos, entre outros. A correta evolução dessa etapa depende das experiências
agradáveis e seguras que as crianças experimentam durante esse período. Assim, segundo Freud,
um grande exemplo de trauma vivenciado nessa situação que pode provocar uma fixação nessa
etapa é o fato de interromper a amamentação antes do previsto ou amamentar por mais tempo
que o necessário. Os resultados de uma fixação nessa etapa podem ser vícios em tabaco, roer as
unhas, entre outros.
 Etapa anal (1-3 anos)

Essa etapa começa ao um ano e termina aos 3 anos. É caracterizada por ser a etapa na qual a
fonte de prazer é encontrada no ânus, portanto, está relacionada com atividades agradáveis do
controle dos esfíncteres (incluindo também a bexiga), como reter e/ou expulsar fezes. Segundo
Freud, nessa etapa podem surgir dois inconvenientes se a evolução adequada não for seguida:
por um lado, as crianças podem apresentar uma grande retenção de fezes, levando a constipação
e, consequentemente, desenvolver um caráter teimoso. Por outro lado, as crianças podem se
rebelar e expulsar as fezes em momentos inoportunos e, consequentemente, desenvolver
um caráter mais destrutivo.

 Etapa fálica (3-6 anos)

A terceira etapa do desenvolvimento, de acordo com Freud, começa aos 3 anos e termina aos 6
anos, e a fonte de prazer é focada nos órgãos genitais (no caso da mulher, no clitóris, comparada
à etapa clitoridiana). Essa etapa está relacionada com o prazer que as crianças sentem com o
exibicionismo dos seus genitais e o interesse pelos genitais do sexo oposto e o próprio. No início
dessa etapa, as pessoas mostram um grande interesse autoerótico, mas com o passar do tempo, o
foco de interesse muda para os pais, levando em consideração o complexo de Édipo.
Assim, o complexo de Édipo é caracterizado pela busca de satisfação no progenitor do sexo
oposto, embora também apareça um interesse para o progenitor do mesmo sexo, em relação à
superar sua rivalidade. É comum que as crianças, nessa etapa, busquem contato corporal,
carícias, se masturbem ou criem fantasias em relação ao que as pessoas mais velhas fazem. No
entanto, chega um momento em que o complexo de Édipo entra em um estado de liquidação,
onde pequenas diferenças são encontradas entre meninos e meninas.
Por um lado, no caso dos meninos, a hostilidade que mostram em relação ao pai, concebido
como um rival, e o interesse sexual pela mãe fazem com que o menino espere ser castigado com
a castração. Além disso, as fantasias de castigo não satisfeitas podem provocar sintomas
neuróticos na personalidade do menino. E é nessa fase do complexo de Édipo em que o menino
se identifica com o pai e quer adotar sua imagem, a agressividade rival desaparece e perde o
interesse pelo falo.
Por outro lado, no caso das meninas, inicialmente, do mesmo modo que os meninos, mostram
amor pela mãe (progenitor do mesmo sexo). Mas diferente dos meninos, chega um momento em
que as meninas descobrem a falta do pênis, como resultado do clitóris menor em sua comparação
e, portanto, imaginam que foram mutiladas. Assim, atribuem à mãe a culpada de sua mutilação e,
diante de sua situação de ambivalência sexual, decidem escolher o pai (progenitor do sexo
oposto) como objeto de amor, devido à inveja ou desejo de seu pênis.

 Etapa de latência (5-12 anos)

Essa etapa começa aos cinco anos e termina aos doze, a idade aproximada em que a puberdade
começa. Nessa etapa, os impulsos sexuais permanecem adormecidos, ou seja, há uma supressão
temporal do instinto sexual nas crianças durante esse período. Nesse sentido, essa etapa é
caracterizada por não ter uma área específica onde o prazer está focalizado.

 Etapa genital (puberdade e maturidade)

Essa é a última etapa do desenvolvimento, segundo Freud, e é acompanhada por mudanças


físicas, psíquicas e emocionais próprias da idade. A zona erógena na qual o prazer é focado é
novamente os genitais, embora, neste caso, as pessoas já tenham a capacidade de expressar a
sexualidade em função do consenso e do vínculo com as outras pessoas. Em outras palavras,
poderíamos dizer que se trata da sexualidade adulta e madura. Essa etapa é caracterizada pelo
surgimento, novamente, dos interesses sexuais e de satisfação, atividades sexuais começam e a
organização e a maturidade sexual são produzidos. Além disso, a identidade sexual das pessoas é
reafirmada. Finalmente, cabe destacar que nessa etapa são desencadeados aspectos como a
amabilidade, afetuosidade, receptividade, segurança, aptidão, capacidade de compreensão e
apreciação do bem-estar dos outros, a inclinação para colaborar com outras pessoas, etc.
b) Etapas do desenvolvimento da personalidade segundo Erikson
De acordo com a teoria da personalidade de Erik Erikson, o desenvolvimento da personalidade é
dividido em oito etapas diferentes, que vão desde o nascimento das pessoas até sua morte. Essas
etapas consistem na busca e adaptação das pessoas no ambiente e, em cada uma dessas etapas
existem conceitos opostos que entram em conflito. Além disso, o objetivo das pessoas é
conseguir um equilíbrio entre ambos conceitos opostos e obter uma conquista ao finalizar cada
etapa. As etapas de Erikson são:

 Confiança vs desconfiança (0-18 meses)

O primeiro conflito que as pessoas encontram ao nascer é aquele entre a confiança e a


desconfiança, e dura até, aproximadamente, os 18 meses. Nessa idade, as crianças recebem os
cuidados de seus progenitores em relação às necessidades dos filhos, como a comida, a proteção,
a atenção, entre outros, portanto, as crianças esperam formar um vínculo com seus pais de
acordo com a satisfação de suas necessidades.
Assim, nessa etapa, as crianças devem lutar contra o conflito entre a confiança e a desconfiança
de gerar um vínculo de confiança com seus pais. Pois, a sensação de confiança, a
vulnerabilidade, a frustração, a satisfação, a segurança, etc., determinarão a maneira de
estabelecer relações e a qualidade dessas relações com outras pessoas ao longo de sua vida, ao
mesmo tempo que a criança também deve aprender a confiar em si mesma. Ou seja, os
relacionamentos futuros da criança com o exterior dependerão do vínculo que foi criado com
seus pais nessa etapa.
O objetivo a ser alcançado nessa etapa é chegar ao ponto de equilíbrio entre a confiança e a
desconfiança, fato que permite à criança um adequado ajuste entre sua autonomia e sua vida
social. Além disso, outra conquista que deve ser obtida ao finalizar a etapa é a esperança, ou seja,
a criança deve compreender que os progenitores nem sempre estarão ao seu lado, nem sempre
poderão satisfazer todas suas necessidades, de modo que a criança deve ser capaz de ter a
esperança de sobreviver quando ninguém puder satisfazer suas necessidades.

Autonomia vs vergonha (18 meses-3 anos)


Nessa etapa, as crianças começam a desenvolver suas capacidades de movimento e excreção,
fato que requer um aprendizado e um controle por parte dos progenitores. Nesse sentido, a
autonomia se reflete nas crianças, pois o desenvolvimento dessas novas capacidades lhes causa
um sentimento de liberdade, porque sentem que já não dependem de seus cuidadores para
poder se movimentar e, com o passar do tempo, as crianças se tornam mais independentes,
graças às suas capacidades desenvolvidas. No entanto, a vergonha se reflete nas crianças devido
a sua maneira inexperiente de se mover ou de controlar seus esfíncteres e também se deve, de
certa forma, à liberdade que os pais proporcionam à seus filhos, que envolve duvidar de suas
capacidades, ou seja, do que os pais consideram que os filhos podem fazer ou não.
A conquista a ser obtida ao finalizar essa etapa é a determinação ou a vontade de fazer ou não
fazer as coisas que as crianças querem, levando em consideração a confiança que tenham em si
mesmas. Assim, com o passar do tempo, as crianças realizarão testes de suas ações para poder
conhecer os efeitos e as consequências que cada uma de suas ações acarreta, deste modo,
desenvolverão sua autonomia ao mesmo tempo que necessitarão de limites marcados do que
podem e do que não podem fazer. Neste sentido, chegarão a um equilíbrio entre a autonomia e a
vergonha, o que levará a um autocontrole e autogestão de seus próprios comportamentos.

 Iniciativa vs culpa (3-5 anos)

Nessa etapa, as crianças desenvolverão suas capacidades de maneira mais autônoma do que
anteriormente. Portanto, graças ao descobrimento de suas capacidades, as crianças percebem
todas as possibilidades que estão ao seu alcance em comparação com a etapa anterior, fato que
promove a iniciativa das crianças, pois testam suas capacidades e habilidades realizando novas
atividades. No entanto, se os pais reagirem negativamente diante da iniciativa de seus filhos,
como por exemplo repreendê-los, provavelmente gerará um sentimento de culpa nas crianças.
Em relação à conquista a ser obtida ao finalizar essa etapa, devemos levar em consideração que é
necessário um equilíbrio que permita que as crianças sejam capazes de reconhecer a
responsabilidade de seus atos e que, ao mesmo tempo, possam se sentirem livres sob essa
responsabilidade. Assim, as crianças devem conhecer quais são as consequências de seus
comportamentos para poder saber o que devem e o que não devem fazer, levando à conquista
chamada “propósito”. O propósito é o que permitirá que as crianças aprendam as limitações que
suas ações têm em relação a tudo aquilo ao seu redor.

 Laboriosidade vs inferioridade (5-13 anos)

Durante essa etapa, as crianças continuam amadurecendo e aprendendo sobre suas ações, por
qual coisa precisam agir e experimentar. Quando não conseguem o que querem, realizando essas
ações, pode gerar um sentimento de inferioridade e frustração. Pois o objetivo dessa etapa é que
as pessoas possam alcançar um sentimento de competência que lhes permita se sentirem
capazes de agir de maneira equilibrada e realizarem o que se propõem, sem estabelecer objetivos
inatingíveis que estão fora do lugar, sem desistir ou atribuir o fracasso à inferioridade.

 Pesquisa da identidade vs difusão da identidade (13-21 anos)

O conflito que as pessoas encontram nessa etapa do desenvolvimento da personalidade é


encontrar sua identidade, ou seja, quando uma pessoa está nessa etapa, ela luta para descobrir
quem é, encontrar a si mesma e saber o que quer. Por esse motivo, durante essa etapa, as pessoas
geralmente experimentam e exploram novas opções que estão longe do que já conheciam
anteriormente. Nesse conflito, é comum viver inseguranças, ter dúvidas sobre os papéis sociais,
duvidar da preferência sexual, questionar aspectos da independência e da adesão à grupos,
experimentar dúvidas ideológicas e de valores, etc. Pois uma alteração nessa etapa pode fazer
com que a identidade das pessoas não seja desenvolvida sob sua liberdade e leve à problemas de
personalidade em um futuro próximo.

 Intimidade vs isolamento (21-40 anos)

Nessa etapa do desenvolvimento da personalidade, as pessoas geralmente


buscam relacionamentos pessoais e estabelecer vínculos emocionais para que possam
compartilhar suas experiências, afetos, emoções e intimidade. É nessa etapa que as pessoas se
relacionam com outras de uma maneira diferente, procuram relacionamentos mais íntimos das
que esperam um compromisso e reciprocidade. Além disso, esperam que esses relacionamentos
lhes permitam compartilhar suas experiências, afetos, emoções e que lhes permitam se sentirem
seguros e confiantes. Portanto, se esse tipo de intimidade for evitado, as pessoas podem se
encontrar em uma situação de isolamento. Assim, o objetivo dessa etapa é conseguir receber o
amor de outras pessoas, levando em consideração o equilíbrio entre a intimidade e o
isolamento, respeitando os limites que cada um estabelece em relação à sua intimidade e a
facilidade com que a compartilha.

 Generatividade vs estagnação (40-60 anos)

Durante esse período, as pessoas geralmente se veem em conflito com o fato de se sentir
produtivo em seu dia a dia e se sentir estagnada e inútil. As pessoas desejam se sentirem
produtivas e que seus esforços tenham sentido, geralmente em relação a terem a responsabilidade
e o cuidado de algo ou alguém. Por outro lado, as pessoas podem se sentirem estagnadas pelo
fato de não se sentirem produtivas, por exemplo, por não conseguirem um cônjuge romântico,
por não terem um emprego, entre outros. Por esse motivo, o objetivo dessa etapa é se preparar
para a vida e envolver-se no cuidado pessoal, de modo que é preciso buscar um equilíbrio
entre a produtividade e a estagnação.

 Integridade vs desespero (60-morte)

Na última etapa do desenvolvimento da personalidade, as pessoas, segundo Erikson, chegam ao


ponto em que sua produtividade começa a diminuir ou deixa de existir, portanto, devem olhar
para trás e prestar atenção às realizações das etapas anteriores. As pessoas procuram não se
estagnar socialmente e transmitir seus conhecimentos às próximas gerações, de modo que é nesse
momento que as pessoas estão carregadas de sabedoria. Tudo isso leva as pessoas a cuidar da sua
saúde física e mental. Assim, as pessoas que estão nessa etapa buscam avaliar o sentido de sua
existência e aceitá-la como foi vivida, sempre levando em consideração o equilíbrio entre a
integridade das pessoas e seu desespero.

2.2. Diferentes tipos de temperamento

Para a ciência, o temperamento nada mais é que um conjunto de tendências e características que
determinam o comportamento dos indivíduos. Com base no temperamento – que para muitos
estudiosos, é algo inato – é que cada ser humano tem sua percepção do mundo, desenvolve
habilidade e cria seus próprios valores.

Os quatro tipos de temperamento


Mas, quais são os tipos de comportamento existentes? Listei aqui os 4 tipos mais comuns. Qual
deles será o seu, querida pessoa?

a) Colérico
Pessoas que possuem este tipo de temperamento costumam ser bastante explosivas e a liderança
é um de seus pontos fortes. Quem possui temperamento colérico tem muita energia e uma grande
facilidade para trabalhar com planejamentos.
Além disso, são indivíduos que lidam com as mais diversas situações da vida de maneira prática,
são ambiciosas e podem ser dominadoras. Quem tem este tipo de temperamento pode ser
impaciente e intolerante. Estes são os principais pontos que precisam ser trabalhados.

b) Melancólico
Timidez, solidão e pessimismo. Estas são as principais características de quem tem o
temperamento melancólico. Com a sensibilidade bastante intensa, pessoas com este tipo de
temperamento costumam ser introvertidas e tendem a esconder seus próprios sentimentos.

Além disso, indivíduos com temperamento melancólico preferem trabalhar com funções que
possam ser exercidas individualmente. Um dos pontos fortes de quem tem o temperamento
melancólico é a sua lealdade.

Porém, o pessimismo é algo muito forte em quem possui este temperamento e é um dos
principais pontos que precisa ser trabalhado.

c) Sanguíneo
Quem possui este tipo de temperamento não sabe o que é passar sem ser notado. As pessoas com
temperamento sanguíneo são muito extrovertidas e falam bem, principalmente para grandes
públicos.

Por serem comunicadores natos, quem pertence a esse grupo gesticula exageradamente enquanto
conversa e consegue se adaptar com facilidade às mais diversas situações. Pessoas com
temperamento sanguíneo são bastante otimistas e sensíveis.

Porém, vale ressaltar que essas pessoas têm o hábito de exagerar em suas falas, além de serem
impulsivas. Tais pontos – impulsividade e exagero – precisam de uma melhor atenção por parte
dos sanguíneos.

d) Fleumático
Sabe como reconhecer uma pessoa com temperamento fleumático? Pela sua doçura e paciência.
Estas são as maiores características de quem possui este tipo de comportamento.
Além disso, pessoas com temperamento fleumático são excelentes observadores e preferem ter
uma vida pautada por rotina.

Ambientes silenciosos para quem possui o temperamento fleumático são verdadeiros paraísos.
Alguns pontos que precisam ser trabalhados por pessoas que tem este perfil de temperamento:
indecisão, falta de flexibilidade e resistência a críticas.

2.3. As principais capacidades humanas


A organização de cada grupo de operações da organização, corresponde a uma capacidade
especial necessária aos recursos humanos da empresa.
As capacidades humanas são o conjunto de aptidões, qualidades e conhecimentos, contidos nas
seis funções citadas em operações da organização.
Segue abaixo, lista das especialidades dos elementos que compõem as capacidades humanas.

 Física: saúde, vigor, destreza, força muscular, agilidade, coordenação, rapidez e precisão.


 Intelectual: aptidão para compreender, aprender e ter discernimento (ou saber diferenciar),
força e agilidades intelectuais, habilidades analíticas, julgamento e engenhosidade.
 Morail: energia, firmeza, coragem de aceitar as responsabilidades, iniciativa, decisão, tato e
dignidade.
 Cultura geral: conhecimentos variados que não são exclusivamente da função exercida.
 Conhecimentos especiais: relativos unicamente a função exercida, seja ela técnica,
comercial, financeira, administrativa, etc.
 Experiência: conhecimento resultante da prática das funções, adquirido na vivência de
problemas reais e na própria realização de trabalho.

2.4. Os pilares de auto- estima e autoconfiante


O conceito de autoestima que orienta essa proposta segue os pressupostos de Branden (2002) que
apresenta seis atitudes fundamentais que necessitam ser desenvolvidas: viver conscientemente,
autoaceitação, autorresponsabilidade, autoafirmação, intencionalidade e integridade pessoal. Se
propõe também a oferecer uma proposta de cuidado corporal para o alívio do estresse e de
tensões, favorecendo o autoconhecimento e a integração corpo e mente.
Segundo Barreto (2010), todo sofrimento é uma construção humana, e cabe a cada um de nós
encontrarmos saídas, desde que tenhamos cuidados conosco, não distanciando da nossa história e
nos livrarmos do sentimento de impotência que nos paralisa, por não compreendermos o que está
acontecendo.

Para Branden (2002), a autoestima quando plenamente internalizada é vivência de que somos
adequados para a vida e suas exigências, assim autoestima é:

1. Confiança em nossa capacidade de pensar;


Confiança em nossa habilidade de dar conta dos desafios básicos da vida;

2. Confiança em nosso direito de vencer e sermos felizes;


A sensação de que temos valor e de que merecemos e podemos afirmar nossas necessidades e
aquilo que queremos alcançar nossas metas e colher os frutos de nossos esforços. (BRANDEN,
2002, p.22).

Barreto (2010) refere que a autoestima se constrói nas relações familiares e se consolida através
do estabelecimento ou ampliação de relações sociais saudáveis. Uma educação baseada no amor,
no respeito, na valorização, na competência e bondade do indivíduo são adubos essenciais para o
seu desenvolvimento.

No manual do Cuidando do Cuidador – Resgate da Autoestima na Comunidade, Barreto (2010)


reforça que a autoestima passa pela rede relacional e contextual. Assim, a consciência e a
construção de identidade de si nascem de uma relação de comunicação com o outro.

Branden (2002) descreve que autoestima correlaciona-se com racionalidade, realismo, intuição,
criatividade, independência, flexibilidade, habilidade para lidar com mudanças, disponibilidade
para admitir e corrigir erros, benevolência e cooperação.

Branden (2002) cita 06 atitudes fundamentais as quais denominou “os seis pilares da autoestima”
que devemos desenvolver.

1º pilar da autoestima: “A atitude de viver conscientemente”


Branden (2002) discute que é muito importante ter consciência do que está por trás dos nossos
atos. Quanto mais elevada for a forma de consciência, que é um recurso de sobrevivência, mais
avançada será a relação com a vida. Isso nos leva à maturidade, sair do estado de nevoeiro
mental.

Viver conscientemente significa querer estar ciente de tudo o que diz respeito a nossas ações,
nossos propósitos, valores e objetivos, ao máximo de nossa capacidade, qualquer que seja ela e
comportarmonos de acordo com aquilo que vemos e conhecemos.

2º pilar da autoestima: “A atitude da autoaceitação”


Sem autoaceitação, a autoestima é impossível. Enquanto a autoestima é algo que
experimentamos, a autoaceitação é algo que fazemos: valorizo “a mim mesmo”, tratando-me
com respeito e lutando por meu direito de ser e a disposição de dizer sobre qualquer emoção ou
comportamento.

Barreto (2010) comenta que autoaceitação envolve se perceber com valor próprio, poder dizer
que “tenho valor”, “que sou capaz” e poder me afirmar e de dizer não, é estar a meu favor, ser
coerente com o que sinto. Quando calamos, com certeza o corpo vai falar através de vários
sintomas: gastrites, úlceras, etc. Quem se rejeita e não se aceita não tem futuro promissor.

Todo ser humano é imperfeito, todos cometemos erros, e muitas vezes somos possuídos por
sentimentos negativos. Se desejarmos nos livrar deles temos que primeiro aceitar que erramos.
Se tenho raiva, aceito ter raiva, se tenho medo, aceito que tenho medo.

A autoaceitação envolve a ideia de ser amigo de si mesmo, aceitando as imperfeições, os


conflitos e até mesmo a nossa grandeza.

 3º pilar da autoestima: “A atitude da autorresponsabilidade”

Branden (2002) refere que a atitude de autorresponsabilidade envolve: ser responsável pela
realização de meus desejos, por minhas escolhas e meus atos, pelo nível de consciência com que
trabalho e vivo meus relacionamentos, por meu comportamento com os outros, pela qualidade
das minhas comunicações, por aceitar e escolher os valores que vivo pela minha própria
felicidade e pela minha própria autoestima.
Se errei, reconheço que errei, peço perdão, me desculpo, me corrijo, tiro as lições e sigo em
frente. Jamais culparei os outros por meus próprios erros e nem muito menos procurarei álibis
para justificar meus deslizes. Diz um filosofo alemão:

“Não me envergonho de mudar porque não me envergonho de pensar.” (BARRETO, 2010,


p.11).
4º pilar da autoestima: “A atitude da autoafirmação”
Segundo Branden (2002), esse pilar é a disposição para honrar minhas vontades, meus desejos,
necessidades e valores e tratar a mim com respeito. Sem a autoafirmação agimos como meros
expectadores e não participantes. É necessário sermos atores de nossas próprias vidas.
A autoafirmação é aceitar ser o que se é com suas qualidades e defeitos, sem precisar esconder
ou falsificar a si mesmo para poder ser aceito pelos outros. Precisamos agir sem agressividade,
prestando atenção ao contexto, nutrindo em nós a confiança e a segurança naquilo que se é, sem
medo de represálias.

 5º- Pilar da autoestima: “A atitude da Intencionalidade”

É necessário estarmos atentos, estabelecendo metas e objetivos produtivos. É viver de forma


intencional, assumindo as escolhas com responsabilidade e de forma consciente.

Para viver de forma intencional e produtiva, segundo Branden (2002) é necessário desenvolver
dentro de nós a capacidade da autodisciplina, que é uma virtude de sobrevivência.

Essa atitude envolve os seguintes aspectos: preocupar-se em identificar os atos necessários para
alcançar os objetivos estabelecidos, monitorar o comportamento para que ele esteja em sintonia
com esses objetivos, prestar atenção aos resultados dos próprios atos, para saber se eles levam ao
que se quer chegar e estar conectado com o nosso presente, pois assim estaremos olhando para o
futuro. 

6º- Pilar da autoestima: “A atitude da integridade pessoal”


Integridade é a integração dos ideais, das convicções, dos critérios, das crenças e dos
comportamentos.
Integridade é a congruência dos nossos atos, dos nossos valores, compromissos e prioridades. É
ter autoconsciência e autorresponsabilidade. É ser integro consigo mesmo, admitir nossas falhas
sem culpar os outros, entender o porquê daquilo que fazemos, reconhecer nossos erros e pedir
perdão, reparar os danos causados e se comprometer intencionalmente a agir de forma diferente.
É agirmos com os demais de forma como gostaríamos que agissem conosco, de forma gentil,
delicada e justa.

2.5. As formas como a cultura influência no desenvolvimento da personalidade,


personalidade

Como sabemos, a cultura tem grande influencia no comportamento sexual da comunidade. Por
causa de crenças, tabus, mitos; esse comportamento varia de cultura para cultura e em vários
aspectos tais assim como:

 Em relação ao trabalho:

Homem e mulher tem um papel importante de produção (bens e serviços).

Ao nível doméstico, homens e crianças, devem ser cuidados e sustentados, o que significa que a
mulher tem muito trabalho e ainda sob carregada de que o homem. Isto porque desde crianças na
sua adolescência e os ritos de iniciação a mulher foi ensinada a servir o marido, cuidar dele e dos
filhos; enquanto que o homem foi ensinado a trazer dinheiro, fazer os trabalhos mais pesados ir a
escola

 Em relação aos direitos humanos:

Antigamente, em todo mundo as mulheres eram negadas os seus direitos. Metades delas eram
subordinadas, apesar das leis darem “direitos iguais” sem distinção do sexo, raça e tribo.

Estes direitos iguais nos quais as mulheres eram negadas estavam relacionados a: terra,
propriedade, educação, alimento, oportunidade de emprego e poder de decisão, mais actualmente
elas exercem os tais direitos.

Relação existente entre o gênero e personalidade


Butler (2015) tornou a discussão mais complexa, ao introduzir os indivíduos que se constroem
fora desta binariedade homem e mulher, ou homossexual e heterossexual. Assim nasceram os
estudos Queer, que desvinculava o gênero, a sexualidade e a subjetividade. De acordo com a
autora:
O gênero não deve ser construído como uma identidade estável ou um locus de ação do qual
decorrem vários atos; em vez disso, o gênero é uma identidade tenuemente constituída no tempo,
instituído num espaço externo por meio de uma repetição estilizada de atos. (BUTLER, p. 242,
2015
Com isso, Butler (2006) inaugura a chamada performatividade de gênero, ou seja, para que
gênero exista, é necessária uma performance repetida. Repetida no sentido de praticar aquilo que
foi socialmente ensinado aos indivíduos como o correto, ou como o normal.
Porém, no momento em que as pessoas se portam, se vestem e se relacionam entre si, encenando
o roteiro que lhes foi imposto desde o nascimento, há de se concordar com Butler (2015), quando
a mesma afirma que o gênero, se trataria de uma ficção reguladora. Conforme discute Butler
(2015):
Se os atributos e atos do gênero, as várias maneiras como o corpo mostra ou produz sua
significação cultural, são performativos, então não há identidade preexistente pela qual um ato
ou atributo possa ser medido; não haveria atos de gênero verdadeiros ou falsos, reais ou
distorcidos, e a postulação de uma identidade de gênero verdadeira se revelaria uma ficção
reguladora. (BUTLER, 2015, p. 243-244)
E é exatamente esta a realidade da atualidade. E, aos poucos, nota-se uma evolução para a quebra
destes paradigmas. Seja através da dicotomia dos papéis de gênero, ou seja, o que significa ser
um homem, ou o que significa ser uma mulher.
A Identidade de Gênero, modernamente, em um primeiro momento diz respeito à forma com que
o indivíduo se identifica, não necessariamente de acordo com o gênero que lhe foi atribuído em
seu nascimento, quais sejam, masculino ou feminino.
Antes de conceituar o que vem a ser a identidade de gênero, é necessário entender a forma como
seus teóricos a enxergam, ou seja, o ponto de partida para suas pesquisas. E o ponto de partida se
trata, exatamente, do que a identidade de gênero não é, qual seja, biológica.
Com isso, está claro que a identidade relacionada ao gênero não é mais aceita por aqueles que a
estudam, como produto da natureza, ou seja, do nascimento do indivíduo com a genitália
masculina ou feminina. Se assim o fosse, não existiria a pluralidade de indivíduos que a cada dia,
se aceitam e se assumem como realmente são.
2.6. Papeis de gênero
O termo papéis de gênero refere-se a um tipo de papel social que determina a maneira pela qual
homens e mulheres na sociedade devem agir. Os papéis de gênero são baseados em normas e
padrões acordados pela sociedade sobre o que é masculinidade e o que é feminilidade.
A diferença entre o conceito de gênero e o de sexo é que o sexo se refere à parte biológica, isto é,
às características primárias, como o sistema reprodutivo, e às características secundárias, como a
altura. Em outras palavras, o sexo biológico pode definir uma pessoa com seios ou pelos faciais.
Os papéis de gênero são construídos sobre as noções que uma determinada sociedade tem sobre
masculinidade e feminilidade.

Esses são todos os comportamentos que se espera que homens e mulheres realizem dentro da
estrutura de uma sociedade. Os papéis de gênero não são estáticos, mas estão constantemente
mudando em resposta à evolução de uma determinada sociedade e à transformação do conceito
associado a cada um dos sexos. Existem diferentes teorias sobre como os papéis de gênero são
adquiridos em nossa sociedade. Por um lado, existem mais abordagens biológicas que tentam
explicar as preferências, brinquedos, interesses e profissões de jogos por meio de características
dependentes do sexo que influenciam o funcionamento do cérebro humano .

 Papéis de gênero e socialização

Socialização é a maneira pela qual a sociedade incute em seus membros quais são as funções e
expectativas associadas à masculinidade e à feminilidade. Dessa maneira, as crianças aprendem
quais são seus “papéis” (papéis) no “trabalho” da sociedade.

 Socialização familiar
A socialização ocorre em muitos níveis, mas o mais importante é o que ocorre na família, uma
vez que é o ambiente em que as crianças nascem e em que serão exclusivamente até começarem
a participar mais da sociedade. ir a escola.

Esse processo de socialização em termos de papéis começa a partir do momento em que o


menino ou menina nasce. A linguagem utilizada pela família é levada em consideração, bem
como as atitudes adotadas pelos membros da família, observadas pela criança desde tenra idade.
Esses sinais de aprovação ou desaprovação nem sempre ocorrem explicitamente, mas podem ser
observados em comportamentos como aproximação física, reforço verbal ou nível de atenção
(olhar, conversar) quando a criança executa o comportamento desejado.

 Papéis de gênero: masculinidade e feminilidade

A maneira como o sexo é expresso como um aspecto biológico é praticamente inalterado entre
diferentes sociedades. Ou seja, independentemente da cultura, a grande maioria das mulheres
menstrua e desenvolve seios. No entanto, a maneira como o gênero é expresso varia muito entre
as sociedades. Por exemplo, existem culturas nas quais vestidos e saias são considerados roupas
masculinas. Na cultura ocidental, espera-se que os meninos brinquem com caminhões, armas de
brinquedo, super-heróis e figuras de ação (jogos e brinquedos relacionados a questões agressivas
ou de ação) e que as meninas brinquem com bonecas, roupas e maquiagem (jogos e brinquedos
relacionados com cuidado e delicadeza).

 Papéis de gênero na vida escolar e profissional


No sistema educacional, você também pode ver diferenças: desde escolas completamente
segregadas por sexo (escolas femininas e masculinas) até a separação que pode ser feita durante
as aulas em termos de assentos, assuntos ou eventos competitivos. Na escola, também existem
expectativas diferentes de como meninos e meninas devem se comportar. E na idade adulta
também existem profissões e ofícios nos quais os homens superam as mulheres e vice-versa.
3. Conclusão

Feito o trabalho, conclui-se que a personalidade ao conjunto estruturado das características inatas
(herdadas), das aquisições do meio (sociocultural), e da história das experiências vividas
(desenvolvimento) que organizam e determinam o comportamento do indivíduo.

As duas teorias da personalidade mais conhecidas que enfatizam nas diferentes etapas que
moldam seu desenvolvimento são, por um lado, a teoria de Sigmund Freud e, por outro lado, a
teoria de Erik Erikson.
Os papéis de gênero são baseados em normas e padrões acordados pela sociedade sobre o que é
masculinidade e o que é feminilidade.
A diferença entre o conceito de gênero e o de sexo é que o sexo se refere à parte biológica, isto é,
às características primárias, como o sistema reprodutivo, e às características secundárias, como a
altura. Em outras palavras, o sexo biológico pode definir uma pessoa com seios ou pelos faciais.
Os papéis de gênero são construídos sobre as noções que uma determinada sociedade tem sobre
masculinidade e feminilidade.
4. Referências Bibliográficas
 ABRUNHOSA, Maria Antónia e LEITÃO, Miguel. Psicologia B. Lisboa: Edições Asa,
2009.
 BARRETO, A. Manual: cuidando do cuidador-resgate da autoestima na comunidade.
Fortaleza: [s.n.], 2010.
 BARRETO, A. Terapia comunitária passo a passo. 3. ed. Fortaleza: LCR, 2008.
 BRANDEN, N. Autoestima e os seus seis pilares. Tradução de Vera Caputo. 7. ed. São
Paulo: Saraiva, 2002.
 Lindsey, L. (2005). Papéis de gênero: uma perspectiva sociológica. Nova Jersey: Pearson
Prentice Hall.
 SPRINTALL, Norman A., SPRINTALL, Richard C. Psicologia Educacional, Lisboa:
MP-Graw-Hil, 2000.

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