Época: Verão Esta época, por ser a primeira do ano, as atividades principais
semanais vão sendo introduzidas aos poucos na formação do ritmo
da criança: desenho livre, aquarela, trabalhos manuais, modelagem,
culinária. As primeiras a serem introduzidas são: desenho e
♫ O sol, o sol, vem culinária, para que as crianças possam vivenciar mais o brincar
esquentar livre, formando e fortalecendo relações com o ambiente, com a
professora e com os colegas. É importante que o jardim seja um
a Terra toda vai brilhar... ♫ lugar que a criança tenha prazer, segurança e alegria em ficar! E
A criança vivencia o verão com um abandono total à natureza. É isso as crianças observam o professor para depois imitarem.
uma época de expansão e descontração. A criança, com pouca Mesa de época: Sobre uma pequena mesa ou tocos / troncos de
roupa, tem a vivência com diversos elementos para explorar o tato, árvore, montamos um cenário que traga um contexto de praia, com
a criatividade, o olfato, equilíbrio, motricidade grossa (subindo nas conchinhas, barquinhos, estrela do mar, ou de montanha com
árvores, correndo, balançando), entrar em contato com os árvores, bichos, ou até mesmo uma representação da casa da vovó
elementos da natureza tais como: água (nos tanques de areia, nos com objetos antigos.
banhos de esguicho), terra (areia para fazer bolos, castelos, riachos,
pontes, estradinhas no tanque), o calor no ar e nos pezinhos quando Cores: amarelo (dias bem ensolarados) , cores de água (azul e
pisam no chão bem aquecido pelo sol. verde claro), tons de marrom (montanhas, terra).
As crianças estão chegando das férias, já passaram por um período
de adaptação no jardim e é nesta época que se começa a instalar um Roda Rítmica:
ritmo diário, semanal, mensal (cada época vivenciada) e anual.
“Brisa enrolou os cachinhos do mar.
Na época do verão, as crianças trazem as vivências das férias:
Soprando vai levando meu barco a
viagens para a praia ou montanhas, casa da avó... Aproveitamos
esse conteúdo que já está vivo dentro de cada criança, e fazemos a vagar. Meu barco dourado vai breve
Roda Rítmica no meio do período. Essa roda é uma seqüência de ancorar. Na areia fininha da praia do mar”.
músicas e versos acompanhados por gestos e movimento de todo o
corpo, de acordo com um tema específico. Na areia fininha
Nesta época, brincamos bastante em conjunto no tanque de areia, Nos vamos brincar
construindo castelos, riachos, etc, fazemos brincadeiras coletivas E um buraco bem fundo
no parque como a do “Pescador”, onde as crianças “nadam” como
peixinhos e não podem deixar o “pescador” (professora) pescá-los. Iremos cavar
Também fazemos desenho livre, dobradura com papel sulfite em Um monte de areia então vai surgir
forma de barquinhos que podem ser usados nos riachos do tanque
E assim um castelo
de areia no momento do parque. Outro trabalho coletivo para a
Vamos construir
sala, são peixinhos de feltro enfeitados com lã de carneiro
formando um quadro para enfeite na parede. Como muito cuidado
Uma torre vou erguer E pingam ploc, ploc, ploc”.
E assim um castelo
Vai aparecer “O rio vai fluindo, fluindo e indo
Conchinhas, ouriços, estrelas-do-mar! O rio vai fluindo, para o mar.
Todos eles o castelo irão visitar Nos braços da mãe terra criança
Siris, caranguejos também vão brincar Sempre serei,
Na areia, na areia do mar! Nos braços da mãe terra para o mar”.
“Caranguejo não é peixe”. Músicas para a época
Caranguejo peixe é
Caranguejo só é peixe na 1. Seu Lobato
Enchente da maré. Seu Lobato tinha um sítio ia ia ô
Palma, palma, palma, E no seu sítio tinha uma vaquinha ia ia ô
Pé, pé, pé, Era mu mu mu pra cá,
Roda, roda, roda, Era mu mu mu pra lá,
Caranguejo peixe é. Era mu mu mu pra todo lado ia ia ô
(gato, cachorro, grilo, peru, galinha...).
O sol lá no céu
Já começa a descer 2. Riacho
E dos pingos de chuva Em um riacho claro e branquinho,
Vou me esconder vai nadando um lindo peixinho,
vai nadando um lindo peixinho.
“A chuva, a chuva ploc, ploc”. Vai saltando e mergulhando,
A água cai do céu plim, plom. vai saltando e mergulhando.
Os pingos, os pingos molham. Balança e descansa,
E pingam ploc, ploc, ploc. Balança e descansa.
E vai lá pro fundo do rio. Olhe quem está aqui!
É o bem-te-vi, bem-te-vi.
3. Palminhas Até que surge uma onça,
Palminhas, palminhas, que dá um urro!!!!!!!!!!!
Nós vamos bater E todos correm para suas casinhas.
Depois as mãozinhas E Pesico e Pesaco correm para o saco.
Pra trás esconder Crianças prestem toda atenção...
Bem fraco, bem fraco, nós vamos bater Neste saco tem um buraco e lá se vê
Bem forte, bem forte, nós vamos bater Pesico e Pesaco.
Depois as mãozinhas
Pra trás esconder 5. Bom Dia Sol
Pra trás, pra trás, nós vamos bater. Bom dia sol –
Pra baixo, pra baixo, nós vamos bater... Bom dia luz
Um grande amor
4. Pesico e Pesaco É o que nos conduz
Pesico e Pesaco, dois anõezinhos Pássaros cantando
que moram num saco. Flores no jardim
Pesico tem chapéu vermelho e Todos bem alegres
Pesaco tem fita branca na cabeça. Vão cantando assim:
Todos os dias eles saem do saco.
se abraçam e brincam.
Eles vão à floresta para buscar lenha
e lá encontram seus amiguinhos. 6. Igrejinha
Bom dia Senhor Macaco! Esta é a igrejinha
Como vai tamanduá? Esta é a sua torrinha
Olá querido quati. Abre a porta não tem ninguém
É dia de semana ó meu bem. Esta é a igrejinha
Esta é a igrejinha Esta é a sua torrinha
Esta é a sua torrinha Abre a porta quanta gente!
Abre a porta quanta gente! É domingo, estou contente.
É domingo, estou contente. Este aqui é o sacristão
Este aqui é o sacristão O nome dele é Sebastião
O nome dele é Sebastião Vai subindo a escadinha / ou escadão
Vai subindo a escadinha / ou escadão E bate o sino dim, dim, dom, Dom, dom.
E bate o sino dim, dim, dom, Dom, dom.
7. Canoa
7. Canoa A canoa virou
A canoa virou Por deixarem-na virar
Por deixarem-na virar Foi por causa da...(nome da criança)
Foi por causa da...(nome da criança) Que não soube remar.
Que não soube remar. Tiriri pra cá
Tiriri pra cá Tiriri pra lá
Tiriri pra lá O......... é novo
O......... é novo E já quer casar.
E já quer casar.
6. Igrejinha 8. Sobe a chama
Esta é a igrejinha Sobe a chama
Esta é a sua torrinha Sobe a chama
Abre a porta não tem ninguém Mais alto,
É dia de semana ó meu bem. Mais alto
Ilumina, ilumina; Tiriri pra cá
Nossas vidas, Tiriri pra lá
Nossas almas O... é velho
E já quer casar.
9. Peixinho
Tem um peixinho no aquário colorido e brincalhão 12. Lagartixa
Gira, gira, tchum que mergulho! Só pra chamar atenção! (2x) Fui morar numa casinha-nha-nha
Tem um peixão no aquário colorido e brincalhão Infestada-da-da de cupim-pim-pim
Gira, gira, tchum que mergulho! Só pra chamar atenção! (2x) Saiu de lá-lá-lá uma lagartixa-xa-xa
olhou pra mim, olhou pra mim.
10. Pintinho e fez assim... (careta)
Meu pintinho amarelinho
Cabe aqui na minha mão, na minha mão Fui morar numa casinha-nha-nha
Quando vê algum bichinho Infestada-da-da de morceguinho-nho-nho
Com seus pezinhos ele cisca o chão Saiu de lá-lá-lá uma bruxinha-nha-nha
Ele bate as asas olhou pra mim, olhou pra mim.
Ele faz piu, piu. e fez assim... (há-há-há)
Ele só tem medo do gavião
Fui morar numa casinha-nha-nha
11. Se eu fosse um peixinho Enfeitada-da-da de florzinha-nha-nha
Se eu fosse um peixinho Saiu de lá-lá-lá uma princesinha-nha-nha
E soubesse nadar, olhou pra mim, olhou pra mim,
Eu tirava a... (nome da criança) e fez assim... (beijo)
Lá do fundo do mar.
13. Jacaré Mostrou os dentinhos
Jacaré passeando na lagoa (2x) Comeu?... Comeu!
Viu um peixinho Mastigou e engoliu
Abriu a boquinha Glupt!!!
Mostrou os dentinhos
Comeu? Não!
Jacaré passeando na lagoa
Jacaré passeando na lagoa
Viu outro peixinho
Abriu a boquinha
Época: Carnaval Músicas para a época
1. Balancê
O balancê, balancê
“Eu danço, porque nenhuma parte do meu corpo”.
Quero dançar com você
deve ficar sem a vivência do religioso ““.
Sócrates
Entra na roda morena pra ver
O balancê, balancê
Esta é uma época curta, a qual vivenciamos geralmente uma
semana, fazemos uma pequena roda, no momento da roda rítmica, 2. Ala-la-ô-ôôô-ôôô
com trechos de músicas carnavalescas, e confeccionamos uma
máscara simples como fantasia. Algumas vezes a criança se Ala-la-ô-ôôô-ôôô!
fantasia com os panos que possuem na sala, utilizamos confete e Mas que calor! Ôôô! Ôôô! (2x)
serpentina para esta grande brincadeira, onde podemos junto com
as crianças, vivenciar diferentes papéis (máscaras): ser uma
princesa, um padeiro, um pintor, um pirata, etc. Através da dança, 3. Coração
desse soltar-se, cria-se um movimento exterior. Após esse grande Meu coração amanheceu pegando fogo!
“soltar-se”, entra a época da Páscoa, de grande recolhimento.
Fogo! Fogo!
Após essa época, o ritmo semanal já se instala por completo:
Foi uma morena que passou perto de mim
E que me deixou assim! Vamos pra caminha, Vamos pra caminha
A gente ouve a cidade inteirinha
4. Beijinho Vamos pra caminha, vamos pra caminha!
Me dá um beijinho de boa noite
Me dá, me dá, me dá
Me dá um beijinho de boa noite
Tá na hora de fazer nanar
Tá na hora de fazer naninha
Época: Páscoa através das idéias crísticas. Um momento de acharmos um mundo
novo! Isso é simbolizado pela procura dos ovos com as crianças!
Uma abertura para a alegria, felicidade... que se encontram dentro
de nós.
♫Quando a lagarta se recolhe, Para as crianças, transmitimos esse conteúdo através de imagens,
ela dorme, se envolve num casulo delicado, por isso escolhemos a imagem da lagarta, que se recolhe em seu
casulo e depois se transforma em uma linda borboleta! Essa
e na escuridão, nasce a luz! ♫ imagem mostra que em cada morte há o germe de uma nova vida.
É uma época de transformação na natureza e no homem. A estação
do ano é o outono, a transformação são as folhas que caem dando
Após 40 dias de preparo (quaresma), há o dia da páscoa. Nesta lugar aos frutos que surgem e alimentam. Observa-se nas árvores,
época, Cristo traz um significado de Ressurreição, ele se tornou várias lagartas que surgem, se alimentando para logo adormecerem
semente viva do amor! no casulo, passando por um momento de pausa, aparente morte,
Esta época culmina em Pentecostes (50 dias após a Páscoa), festa para depois se transformar em borboleta! A “morte” é vista como
que ficou marcada pela presença do Espírito Santo que desceu um caminho para a transformação e não como o fim de um
sobre os apóstolos. processo.
Nesta época, para festejar, há o costume de escondermos ovos para O homem deve viver a morte da paixão individual e a ressurreição
as crianças acharem. O ovo é o símbolo do caos que ainda se do maior universal. A morte do egoísmo para nascer o altruísmo.
encontra aberto. Se for fecundado pode se transformar em um ser Se existir o altruísmo, existe a doação, e devemos receber a doação
em potencial. A substância receptiva e sensível é adequada para com gratidão na alma.
receber a atuação do mundo espiritual. Assim, o ovo fechado e A GRATIDÃO é o conteúdo da festa da páscoa. A criança vivencia
circular esconde dentro de si esse mundo virgem receptivo, esta época através da “ressurreição” da lagarta em borboleta que
tornando-se símbolo real da renovação. Algo que deve acontecer embeleza o mundo com suas cores após grande esforço para se
dentro de nós, uma abertura para a renovação e transformação
transformar, através do coelho que doa seu ninho para outro dar Um dia, pediram à vovó que os deixassem passear pela floresta e a
cria, da procura dos ovos, representando a busca da vida em vovó disse:
potencial e a gratidão ao encontrá-lo. O homem só pode sentir-se – Podem ir, mas não demorem muito.
de fato grato, se acompanhar todo o caminho da transformação, por E lá se foram os dois bem felizes passear floresta adentro.
isso a importância da vivência do professor, de toda semana. No caminho, paravam para olhar as lindas pedras, colhiam folhas,
ficavam admirando os bichos. Andaram, andaram, andaram e tão
Atividades específicas dessa época: Confecção de borboletas com
cansados ficaram que resolveram parar para descansar.
base de feltro e enfeitadas com lã de carneiro para enfeitarem a sala
Escolheram uma árvore bem frondosa e de tronco bem grosso para
em um quadro de juta, pintura de cascas de ovos (trabalhando
poderem se encostar.
cuidado, destreza manual, criatividade...), brincadeiras de
Nem conseguiram falar de tão cansados que estavam e, como
coelhinho sai da toca, festa interna com a presença dos pais para
estavam bem quietos, podiam ouvir os pássaros cantarem e os bichos
assistir a um teatro de bonecos e a procura dos ovos, histórias de
andando pelas folhas. Mas, de repente Maria começou a ouvir um
dedos sobre lagartas e borboletas, coelhinho. Grande lanche com
barulho estranho.
todos os colegas, na quinta-feira santa, com a rosca da páscoa,
– De onde vem esse barulho, Pedro? – perguntou Maria
frutas e sucos.
– Acho que é lá de cima dos galhos da árvore. Deve ser o vento. –
Novas idéias: lagartas de feltros picadinhos, casca de coco com disse Pedro
alpiste, ovinhos de chocolate. Mas depois de algum tempo Maria falou:
– Continuo ouvindo o barulho e não sinto nenhum vento.
Mesa de época:
– É mesmo. Vamos ver o que é? – disse Pedro.
Colocamos um galho de árvore típica do outono (caqui, por Quando olharam para cima, viram uma enorme lagarta comendo
exemplo) e deixamos o galho por uns dias até que comecem a cair muitas e muitas folhas.
suas folhas. Enfeitamos com lagartas feitas de lã, ovos de galinha – Nossa! Como ela com bastante! – disse Maria.
pintados pelas crianças, pequenos coelhinhos feitos de lã... No dia – Ela quer crescer e ficar forte! – disse Pedro.
da páscoa, essas lagartas se transformam em borboletas. Ficaram olhando encantados! A lagarta não parava de comer! Mas
começaram a ter fome também e trataram de voltar logo para casa.
Cores: alaranjados e avermelhados.
Andaram o mais depressa que podiam e quando chegaram em casa
Toda época é vivenciada com a preparação de todo o ambiente do contara tudo o que tinham visto. Pediram para voltar outras vezes na
jardim. A mesa de época, os móbiles na sala, alguns brinquedos, a floresta para verem a lagarta.
roda rítmica, alguns trabalhos manuais, as músicas cantadas ao Alguns dias se assaram e, numa manhã, quando a neblina se foi,
longo da tarde, as histórias escolhidas para serem contadas. Pedro Maria e vovó foram para a floresta visitar a lagarta.
Ouviram o canto dos pássaros, o barulho dos bichos...
Andaram, andaram e quando chegaram até a árvore onde vivia a
Teatro da Páscoa: A lagarta lagarta...
Que surpresa! A lagarta estava se enrolando! E enrola, enrola... Que
Perto de uma linda floresta moravam Pedro e Maria com sua avó já lindo casulo ela estava fazendo!
bem velha. Todas as manhãs, Pedro e Maria saiam ara dar um passeio Os três ali ficaram observando a lagarta. Mas, de repente, um vento
pelos arredores, mas tinham muita vontade de ir para a floresta. frio começou a soprar, as folhas secas das árvores começaram a cair.
Vovó ficou preocupada e quis logo voltar, pois quando o vento
parasse, a chuva viria. Foram para casa e quando chegaram, Um campo de cores
começaram a ouvir os pingos da chuva que se aproximava.
Pedro e Maria ficaram preocupados com a lagarta. Ela ia tomar
chuva, sentir frio, podia até cair do galho. Mas, vovó disse que não Um beija-flor numa planta sentou
deveriam se preocupar, pois a mãe Natureza é sábia e nada Mas logo se assustou
aconteceria à lagarta.
Muitos dias depois, numa linda manhã de sol, Pedro e Maria pediram É que uma lagarta
à vovó que os deixasse ir para a floresta, pois queriam ver a lagarta Peluda e gordinha
em seu casulo. Vovó os deixou ir.
Iam bem depressa e contentes, cantando e pulando... Subia na plantinha
Mas, quando chegaram... Com mil perninhas
– Onde está a lagarta? – perguntou Maria.
Comeu uma folha,
O casulo está vazio! – disse Pedro.
De repente, viram algo se mexer e tentar voar. Duas, três, comeu tão depressa,
Era uma linda borboleta. A lagarta tinha se transformado! Que nem pausa ela fez
Correrem felizes de volta para casa, para contar tudo para a vovó. A
linda borboleta, por todo o caminho, os acompanhou. E para a
floresta, depois voltou. Lagarta arrasta-se no chão
Comendo folhinhas de montão
Come, come e não para não.
Roda Rítmica:
Mas um dia a lagarta parou,
De manhã o sol levanta Pois com muita fome ficou
E acorda um lindo girassol Num galho alto se segurou e
A violeta ainda está dormindo, Num casulo se enrolou
Mas logo chega um raio de sol Passou-se o tempo e a lagarta
Tão leve se sentia
Acorda, acorda, É que um grande milagre aconteceu
Linda florzinha, Uma borboleta da lagarta nasceu
O dia já raiou,
O galo já cantou Borboleta sorrindo,
E todas as flores enfeitam
No alto céu vai subindo outra folhinha e engoliu
Borboleta multi cor Veio a chuva, veio o vento,
Vai pousar na linda flor. veio o sol e esquentou
Num lindo casulo se transformou
Músicas para a época e numa linda borboleta se transformou
1. Borboleta azul
Borboleta azul 4. Borboleta
Voa pelos campos Borboleta a voar
Campos multicores Pela luz a flutuar
Cheios de flores Beija as flores do jardim
No azul do vento Vai ao céu azul sem fim.
No azul do céu
Voa pelos campos 5. Dorme, dorme lagartinha .
Como um véu. num casulo
2. Coelhinho bem quentinho
Coelhinho foi passear e quando acordar
Passear sozinho linda borboleta
Nariz pro alto vai voar.
Não viu o rio Pluft! Ele caiu.
6. Coelhinho da Páscoa
3. Lagarta Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim?
Era uma vez uma lagarta muito gordinha um ovo, dois ovos, três ovos assim (2x),
encontrou uma folhinha e mastigou Coelhinho da Páscoa que cor eles têm?
e outra folhinha e devorou azul, amarelo, vermelho também (2x),
outra folhinha e triturou Coelhinho da Páscoa com quem quer dançar?
outra folhinha e rasgou com esta(s) criança(s) que sabe(m) cantar? (2x)
Coelhinho da Páscoa na toca está?
Sonhando com a Páscoa que já vai chegar (2x) Sou muito assustado / porém sou guloso
por uma cenoura / já fico manhoso
7. Quando a lagarta se recolhe Eu pulo pra frente / eu pulo pra trás
Quando a lagarta se recolhe dou mil cambalhotas / sou forte demais
Ela dorme se envolve
Num casulo delicado e
Na escuridão nasce a luz 9. Coelhinho
Que dá vida à borboleta Eu sou um coelhinho
Voa cor de flor em flor Orelhudo e peludinho eu sou coelhinho
Minha vida é só pular
Minha sombra é engraçada
8. De olhos vermelhos ora curta ora alongada
De olhos vermelhos Que vai me acompanhar.
de pêlo branquinho Se eu pulo, ela também pula,
de pulos bem leves Fica quieta se eu parar.
Eu sou um coelhinho
Época: Outono lavam o seu rosto e a barbinha
vestem a calça, abotoam o manto
calçam as botas, vestem o gorrinho
♫Tardes azuis e serenas, folhas douradas no chão... e reunem-se para o canto ··
Doce brisa sussurrante, verde ausente, sono profundo... ♫
Miscofi taro taro tiro liro
No outono os ventos são mais freqüentes, derrubando as folhas das clin clin clóf taro taro tiro ló
árvores, que perderam seu verde intenso, dando lugar a tons
amarelos e laranjas. Muitas frutas aparecem, trazendo um flim flum
equilíbrio especial. É como um momento de pausa, entre a frungs trungs sibsiribisibis
expansão do verão, e a contração do inverno.
catapariúngs trá trics
Nesta época, há muitas histórias, músicas e rodas dos anões /
gnomos ligados a terra, pedras preciosas, trabalho. As histórias de
dedos: Pesico e Pesaco, a roda dos anões, das folhas do outono, Depois de tomar o seu chá
que são bastante ritmadas. As crianças vivenciam esta época com
pegam a enxada, o martelo e a pá
brinquedos: gorros coloridos, pedras preciosas, diferentes
sementes. Fazemos móbiles para enfeitar as janelas com sementes e vão para as montanhas trabalhar ··
de diferentes tipos, é um ótimo trabalho para destreza manual.
Idéias: fazer uma grande salada de frutas, tricotar bonecos – anões Trap trap trap na montanha vão subir
para a decoração, gorros para eles se fantasiarem.
Trap trap trap não tem medo de cair
Mesa de época: sementes variadas, anões, folhas secas.
Trap trap trap na montanha vão entrar
Cores: marrom, alaranjados escuros, verde escuro. Anõezinhos
cuidando das pedras preciosas e sementes. Folhas coloridas e secas Trap trap trap vão agora trabalhar
da época.
Bate bate bate noite e dia
Roda Rítmica: bate bate bate sem cessar
1. Anãozinho na terra escura e sombria
De manhã bem cedinho pequenos anões a trabalhar
acordam os homenzinhos ·· pam pam pam a martelar
vão para a biquinha ·· grandes cristais a lapidar
plim plim plim a martelar Scrich, scrach
pequenos cristais a lapidar Scrich, scrach
De repente um trovão – Bolmm! Esperem um momento
É o gigante girantantão Scrich, scrach
Scrich, scrach
passos largos procurando
quem está cavocando Vamos fazer silêncio
Corram corram anõezinhos Será que vem vindo um bichinho?
para a gruta bem quietinhos Scrich, scrach
depois de algum tempo – ronc, ronc Scrich, scrach
dorme gigante girantantão
Corram corram anõezinhos Vejam só, mas que surpresa
bem depressa para a floresta Não é um bichinho
Quando chegam na floresta São nossos pezinhos
eles preparam a grande festa Pisando nas folhas secas
ao luar bem contente Música
cantam e dançam alegremente Scrich, scrach
Cada um no seu cantinho Scrich, scrach
Dormem quietos os anõezinhos Quantas folhas secas
Música: Scrich, scrach
Tardes azuis e serenas Soltas no caminho
folhas douradas no chão Scrich, scrach
doce brisa sussurrante Quando piso nelas
verde ausente, sono profundo Scrich, scrach
Faz um barulhinho
2. Scrich, Scrach Scrich, scrach
Scrich, scrach Que fosse um anãozinho
Esperem um pouco, o que é aquilo? Splish, splesh
Do lado daquele tronco? Splish, splesh
Scrich, scrach Esperem um pouquinho
Scrich, scrach Olhem! Naquele galho!
O que é aquilo?
Chchchch fiquem quietinhos
Eu acho que é um anãozinho Scriiiish, scraaaach
Scrich, scrach Vejam só que maravilha
Scrich, scrach Não é um passarinho
É uma folhinha, toda colorida
Vejam só que confusão
Não é um anãozinho não Slif, slef
São pequenos cogumelos Slif, slef
Espalhados pelo chão Vejam quantas cores
Slif, slef
Splish, splesh Eu encontro nelas
Splish, splesh Slif, slef
Eu vi um cogumelo Umas são vermelhas
Splish, splesh Slif, slef
Crescendo no caminho Outras amarelas
Splish, splesh Slif, slef
Eu pensei que fosse Slif, slef
Splish, splesh
Vejam só, uma semente porque o gigante pisa forte
E o anãozinho, de levinho
Como é gorda e redondinha
Ali tem outra, e mais outra Voz do gigante é grave
Esta tem uma pontinha E de anãozinho é agudinha
Porque o gigante é grande
E o anãozinho, miudinho
Que lindas sementes eu encontrei
Voz de gigante é grave
Para minha casa eu as levarei E de anãozinho é agudinha
Porque o gigante anda lento
E o anãozinho, ligeirinho
Numa linda cesta eu as guardarei
Com muito carinho delas cuidarei
2. Anõezinhos
Anõezinhos pequeninos
Oooooooo oh Sobem o morro sem cansar
Oooooooo oh Seus gorrinhos vermelhinhos
Oooooooo oh Vão pra lá e vão pra cá
Anõezinhos bem alegres
Descem o morro sem cessar
Dorme a sementinha Procurando um bom cantinho
Dentro da cestinha Pra dormir e descansar.
Músicas para a época 3. Anõezinhos
Eure soumi umsol anãozinhola sol
1.Gigante Dasre plantasmi sol voula cuidarsol mi
Voz do gigante é grave Ventinhosi re si podela si soprarsol sol
E de anãozinho é agudinha
Sementes vou plantar
Época: Pentecostes instrumento musical marcando ritmos em músicas dessa época,
todos juntos pintarem uma grande toalha para o pic nic, introduzir
o “papagaio” nessa época para brincar e cantar com as crianças
músicas em inglês no momento de despedida do dia em um dia da
♫O trenzinho vai soltando, a fumaça pelo ar, semana.
vai descendo a montanha, Mesa de época: personagens de várias etnias (bonecos de lã),
mostrando as diferenças de raça, sexo, idade. Objetos trazidos de
pra no vale enfim chegar! ♫ vários cantos do mundo. Ou idéia de fazer um pequeno arco
decorado com motivos outonais e abaixo dele um pequeno casal
Cinqüenta dias após a Páscoa, os apóstolos estavam todos reunidos que representa a vinda de uma nova vida. Uma pomba branca feita
e vivenciaram o encontro com o Espírito Santo. É a festa da de lã pode simbolizar o Espírito Santo.
liberdade e do amor, que abre a porta para o futuro. Faz o adulto Cores: avermelhado e verde escuro.
refletir sobre que qualidade temos que ter para nos unirmos,
olharmos nos olhos uns dos outros, qual língua é esta que pode ser
comum a todos nós. Roda Rítmica:
O presente construindo um futuro! 1) Lavadeiras
A imagem desta época é a imagem de um trem, que leva todos a
todas as partes do mundo, a todas as culturas, línguas e religiões. Me mostre seu pezinho
Fazemos a roda rítmica com esse trem, onde cada passageiro Levinho sobre o chão
cumprimenta e canta uma música na língua de seu país, também E vejam as lavadeiras
músicas e rodas com contextos de diferentes profissões trazendo
um pouco do trabalho humano (pintor, alfaiate, lavadeira, Trabalhadeiras são
marceneiro, ferreiro, jardineiro, etc).
Comemoramos esta data com um lanche com todos os colegas de Elas lavam, elas lavam, elas lavam na segunda-feira
um período onde cada sala leva um prato feito junto com as
crianças, e ascendemos velas para enfeitar a mesa e trazer essa Elas lavam, elas lavam, elas lavam na segunda-feira
imagem de recolhimento e luz para o momento.
O pinhão traz um pouco essa imagem de pentecostes, uma vez que Me mostre seu pezinho
quando está maduro e cai do pé, estoura fazendo com que todos se
Levinho sobre o chão
espalhem, como a imagem dos apóstolos e discípulos que saíram
pelo mundo para levar suas mensagens. E vejam as lavadeiras
Idéias: Algum trabalho acompanhado por um jardineiro ou outra Trabalhadeiras são
profissão. Trabalhos com bambu, lixar bambu, tocos, lavar
paninhos, passar, etc., lixar cascas de coco para usar como
Elas torcem, elas torcem, elas torcem na terça-feira
Elas torcem, elas torcem, elas torcem na terça-feira Levinho sobre o chão
E vejam as lavadeiras
Me mostre seu pezinho Trabalhadeiras são
Levinho sobre o chão
E vejam as lavadeiras Elas dançam, elas dançam, elas dançam no sábado
Trabalhadeiras são Elas dançam, elas dançam, elas dançam no sábado
Elas estendem, elas estendem, elas estendem na quarta-feira Me mostre seu pezinho
Elas estendem, elas estendem, elas estendem na quarta-feira Levinho sobre o chão
E vejam as lavadeiras
Me mostre seu pezinho Trabalhadeiras são
Levinho sobre o chão
E vejam as lavadeiras Elas dormem, elas dormem, elas dormem no domingo
Trabalhadeiras são Elas dormem, elas dormem, elas dormem no domingo
Elas passam, elas passam, elas passam na quinta-feira 2) Trem
Elas passam, elas passam, elas passam na quinta-feira O outono acaba de chegar
Não está frio, nem está quente
Me mostre seu pezinho Quero passear!
Levinho sobre o chão Este céu azul admirar
E vejam as lavadeiras
Trabalhadeiras são Tuíííí ...!
O trem já vai partir!
Elas guardam, elas guardam, elas guardam na sexta-feira Café com pão, café com pão...
Elas guardam, elas guardam, elas guardam na sexta-feira Tuííííí...!
Me mostre seu pezinho
“O trenzinho vai soltando a fumaça pelo ar Será que é um alemão?
vai descendo a montanha pra no vale enfim chegar.” Guten Morgen liebe Leute
Was fure in schooner Tag, haben wir heute!
Tuíííí ! Tchi, tchi, tchi... Em alemão o trem canta assim:
Outra estação Ach hab ich schwer...
Tuíííí ! Tchi, tchi, tchi...
Quanta gente vai entrando E a última estação!
E logo nos cumprimentando
- Buenos dias muchacho, mi nombre és Juan Tem mais gente vindo aí
Y mi mujerzita si llama Florcita! Olha só quem vai subir!
Em espanhol o trem canta assim: Misses Mary and little Jonh
Tuííí ...! E a irmã, o pai, o avô e a avó também
Chorizo si, chorizo no... -Good morning everybody!
Tuíííí...Tchi, tchi, tchi... E o pequeno Jonh vai cantando assim:
Outra estação!
“My mother, my father, my sister my brother
Tem mais gente vindo aí Gran pa, gran ma, that’s my family, that’s my family!”
Olha só quem vai subir
Bonjour Madame, bonjour Messie Tuííí ! tchi, tchi,tchi…
Je suis lê grand René! Que viagem divertida!
Em francês, o trem canta assim: Chegou à hora da despedida
Je ne se pa, je ne se pa... Até logo minha gente
Tuíííí ...! Tchi, tchi, tchi... Nos veremos brevemente!
Outra estação! “Hasta luego, hasta luego
Good bye,
Nossa! Que homem grandão! Auf wiedersehen,
Au revoir, au revoir Do sapato envernizado
Até logo, até amanhã!”
Na cozinha
Músicas para a época Quero um pé de bananeira
Só para alegrar
1. Pintor de Jundiaí O coração da cozinheira
Tum, tum, tum, Só para alegrar
Quem bate aí? O coração da cozinheira
Sou eu minha senhora
O pintor de Jundiaí No portão
Sou eu minha senhora Quero sete cachorrões
O pintor de Jundiaí Só para espantar a cara feia
Dos ladrões
Pode entrar e se sentar Só para espantar a cara feia
Conforme as pinturas Dos ladrões
Nós iremos conversar
Conforme as pinturas Na varanda
Nós iremos conversar Quero dois macaquinhos
Só para alegrar o
Lá em cima quero tudo Coração dos amiguinhos
Bem pintado, Só para alegrar o
Só para as meninas Coração dos amiguinhos
Do sapato envernizado
Só para as meninas Tum, tum, tum,
Já deu seis horas Bate, bate sem parar!
Adeus, minha senhora Bate o prego com martelo
O pintor já vai embora, Sempre alegre a trabalhar!
Adeus, minha senhora Poc! Poc!Poc! Poc!
O pintor já vai embora. Ah! A trabalhar!
Corta, corta alfaiate!
2.Enxadinha Corta, corta sem parar!
Minha enxadinha trabalha bem Corta o pano com a tesoura
Corta os matinhos num vai e vem Sempre alegre a trabalhar
Roc! Roc! Roc! Roc!
3. Profissões Ah! A trabalhar!
Serra, serra marceneiro!
Serra, serra sem parar! 4. Pombinha
Serra a tabua com serrote Pombinha, rolinha, passou por aqui
Sempre alegre a trabalhar! Comendo, bebendo, fazendo assim
Roc! Roc! Roc! Roc! Assim, assim, assim,
Ah! A trabalhar! Outra vez assim.
Bate, bate, carpinteiro!
Época: Lanterna
♫Eu vou com minha lanterna,
e ela comigo vai,
no céu brilham estrelas, que essas duas épocas são comemoradas em uma só festa com as
famílias. Em um final de semana, enfeitamos a escola / ou outro
na Terra brilhamos nós... ♫ local com o tema junino, fazemos brincadeiras, o teatro da lanterna
(pode ser com bonecos de lã em uma mesa, ou com os pais e
professores representando seus personagens), o passeio da lanterna,
onde cada um leva sua lanterna acesa ao entardecer, guiando um
Esta festa é tradicional em alguns países da Europa, é comemorada caminho, ajudando aqueles que o vento apagou as luzes,
na época do inverno e nos traz um significado de recolhimento e culminando em uma fogueira, onde fazemos a roda de São João
interiorização. Esse recolhimento nos aproxima de nossos com as crianças e famílias.
conteúdos interiores. É um caminho percorrido, simbolizado
através da história da Menina da Lanterna que busca sol para
acender sua luz (nossa luz interior). Todos passamos por momentos HISTÓRIA
difíceis na vida, onde nos sentimos desorientados e sem rumo.
Como a menina da história, quando o vento apaga sua luz, e ela A Menina da Lanterna
precisa percorrer todo um caminho até reencontrá-la. Em princípio
(Érika Kressler, recortado por Suse Konig)
ela encontra os animais simbolizando os nossos instintos básicos e
que precisam ser dominados. Todos eles negam a ajudá-la neste
momento e ela adormece para um sonho no qual recebe ajuda das
Era uma vez uma menina que carregava alegremente a sua lanterna
estrelas que indicam qual caminho seguir. Em seguida, a menina se
pelas ruas. De repente chegou o vento, que com grande ímpeto
depara com três partes que formam o homem: o pensar, o querer /
apagou a lanterna da menina.
fazer, e o sentir, representados respectivamente pela fiandeira que
tece o fio do pensamento; o sapateiro que com sua ação e vontade – Ah! - exclamou a menina - Quem poderá reacender a minha
faz os sapatos que nos mantém com os pés no chão; e a criança da lanterna?
bola, que experiência o mundo com seus sentimentos. A menina Olhou para todos os lados, mas não achou ninguém..
pede ajuda a estes, mas esta também é negada, desanimada desiste
e se entrega a um sono profundo. O sol que já havia avistado a Apareceu, então, um animal muito estranho, com espinhos nas
menina acendeu sua luz. Ao despertar para o mundo físico, ela costas, de olhos vivos, que corria e se escondia muito ligeiro pelas
encontra sua luz, e no caminho de volta, ilumina o caminho pedras. Era um ouriço.
daqueles que precisam, num gesto de doação e amadurecimento do – Querido ouriço! - exclamou a menina - O vento apagou a minha
seu pensar, sentir e querer. Ao encontrar os animais e ajudá-los, luz. Será que você não sabe quem poderia acender minha lanterna?
está reconhecendo seus instintos e dominando seu mundo interior.
E o ouriço disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois
Nesta época, as crianças pintam as aquarelas para as oficinas que precisava ir para casa cuidar dos filhos.
os pais participam semanalmente nesta época para a confecção das
lanternas. A menina continuou caminhando e encontrou-se com o urso, que
caminhava lentamente. Ele tinha uma cabeça enorme e um corpo
Na sala, a roda rítmica também possui o tema da história que é pesado e desajeitado, e grunhia e resmungava.
contada para as crianças, como também a mesa de época é montada
com este cenário, juntamente com o cenário de São João, sendo
– Querido urso! - falou a menina - O vento apagou a minha luz. Bem longe, avistou uma montanha muito alta.
Será que você sabe quem poderia acender a minha lanterna? Com certeza, o Sol mora lá em cima - pensou a menina e pôs-se a
E o urso da floresta disse a ela que não sabia, que perguntasse a correr, rápida como uma corsa. No meio do caminho, encontrou
outro, pois estava com sono e ia dormir e repousar. uma criança que brincava com uma bola. Chamou-a para que fosse
com ela até o Sol, mas a criança nem respondeu. Preferiu brincar
Surgiu, então, uma raposa, que estava caçando na floresta e se
com sua bola e afastou-se saltitando pelos campos. Então, a menina
esgueirava entre o capim. Espantada, a raposa levantou o seu
da lanterna continuou sozinha o seu caminho. Foi subindo pela
focinho e, farejando, descobriu a ela e mandou que voltasse para
encosta da montanha. Quando chegou no topo, não encontrou o
casa, porque a menina espantava os ratinhos.
Sol.
Com tristeza, a menina percebeu que ninguém queria ajudá-la.
– Vou esperar aqui até o Sol chegar - pensou a menina e sentou na
Sentou-se sobre a pedra e chorou.
terra.
Neste momento surgiram estrelas que lhe disseram para ir
Como estava muito cansada de sua longa caminhada, seus olhos se
perguntar ao Sol, pois ele poderia ajudá-la.
fecharam e ela adormeceu.
Depois de ouvir o conselho das estrelas, a menina criou coragem
O Sol já tinha avistado a menina há muito tempo. Quando chegou a
para continuar o seu caminho.
noite, ele desceu até a menina e acendeu a sua lanterna.
Finalmente, chegou a uma casinha, dentro da qual avistou uma
Depois que sol voltou para o céu, a menina acordou.
mulher muito velha, sentada, fiando em sua roca. A menina abriu a
porta e cumprimentou a velha. – Oh! A minha lanterna está acesa! - exclamou e, com um salto,
pôs-se alegremente a caminho.
– Bom dia, querida vovó - disse ela.,
Na volta, reencontrou a criança da bola, que lhe disse Ter perdido a
– Bom dia - respondeu a velha.
bola, não conseguindo encontrá-la por causa do escuro. As duas
A menina perguntou se ela conhecia o caminho até o Sol e ela crianças procuraram, então, a bola. Após encontrá-la, a criança
queria ir com ela, mas a velha disse que não podia acompanhá-la, afastou-se alegremente.
porque ela fiava sem cessar a sua roca não podia parar . Mas pediu
A menina da lanterna continuou o seu caminho até o vale e chegou
à menina que descansasse um pouco, pois o caminho era muito
à casa do sapateiro, que estava muito triste, na sua oficina. Quando
longo. A menina entrou na casinha e sentou-se para descansar.
viu a menina, disse-lhe que seu fogo tinha apagado e suas mãos
Pouco depois, pegou a lanterna e continuou a sua caminhada.
estavam frias, não podendo, portanto, trabalhar mais. A menina
Mais para frente encontrou outra casinha no seu caminho, a casa do acendeu a lanterna do sapateiro, que agradeceu, aqueceu as mãos e
sapateiro. Ele estava consertando muitos sapatos. A menina abriu a pôde martelar e costurar os seus sapatos.
porta e cumprimentou-o. Perguntou, então, se ele conhecia o
A menina continuou lentamente a sua caminhada pela floresta e
caminho do sol e se queria ir com ela procurá-lo. Ele disse que não
chegou ao casebre da velha. Seu quartinho estava escuro. Sua luz
podia acompanhá-la, pois tinha muitos sapatos para consertar.
tinha se consumido e ela não podia mais fiar. A menina acendeu
Deixou que ela descansasse um pouco, pois sabia que seu caminho
nova luz e a velha agradeceu, e logo a sua roca girou sem cessar,
era longo. A menina entrou e sentou-se para descansar. Depois que
fiando, fiando sem cansar.
descansou, pegou a sua lanterna e continuou a caminhada.
Depois de algum tempo, a menina chegou ao campo e todos os Balanga, balanga lampião
animais acordaram com o brilho de sua lanterna. Eu vou com a minha lanterna
E ela vai comigo
A raposinha, ofuscada, farejou para descobrir de onde vinha tanta
luz. O urso bocejou, grunhiu e, tropeçando desajeitado, foi atrás da No céu brilham estrelas
Na terra brilhamos nós
menina. O ouriço, muito curioso, aproximou-se dela e perguntou
de onde vinha aquele vaga-lume gigante.
Assim a menina voltou feliz para casa... Músicas para a época
Roda Rítmica: 1. Luz
Eu vou com a minha lanterna Minha luz vou levando
E ela vai comigo Sempre dela cuidando
No céu brilham estrelas Se alguém precisar
Na terra brilhamos nós Dela posso dar
O vento assoprou, minha luz apagou
Balanga, balanga lampião 2. Lanterna
Eu vou com a minha lanterna Lanterna, lanterna
E ela vai comigo Sol, lua, estrela
No céu brilham estrelas Um ventinho vai
Na terra brilhamos nós Um ventinho vem
O sol fulgurou, minha luz brilhou
Balanga, balanga lampião Não apaga a lanterna de ninguém
A lua chegou, sua luz espalhou
Época: São João o céu fica todo iluminado, fica todo estrelado,
pintadinho de balão...
♫ [...] quando eu era pequenino, de pé no chão,
♫Chegou a hora da fogueira, eu cortava papel fino pra fazer balão,
é noite de São João, e o balão ia subindo
pelo azul da imensidão... ♫ A luz da fogueira simboliza a SABEDORIA, a luz interior, o calor,
o amor, representando o movimento da sabedoria capaz de
iluminar o pensamento, aquecendo o coração. Este é o conteúdo
As noites escuras e frias propiciam à nossa alma um momento desta festa, uma vez que conseguimos aprender algo a partir de nós
de introspecção e busca da nossa luz interior para iluminar nossas mesmos. Devemos trabalhar em nós a coragem para um
vidas e a do próximo, esse caminho é individual. julgamento interior consciente visando um amadurecimento
interior como pessoa.
As festas juninas têm um papel importante no folclore
brasileiro. Na escola waldorf, há uma ênfase em homenagem a São Mesa de época:
João Batista pelo papel importante que teve na concretização do O cenário ganha uma pequena fogueira feita com gravetos e lã de
impulso crístico na Terra. Concentrava-se em João toda a sabedoria carneiro, mini bandeirinhas, bonequinhos de pano, etc. As salas
iniciática pré-cristã que teria que passar por transformações a partir também são enfeitadas com bandeirinhas. Balões e lanternas que
da vinda e encarnação de Cristo. Como adultos, podemos nos sentir serão utilizadas no dia da festa.
chamados para refletir sobre o quanto de joanino ainda existe em
nós, e que deve ser superado para podermos nos abrir ao impulso
crístico. Deveríamos jogar todas estas coisas como crendices, o Roda Rítmica:
egoísmo, o egocentrismo, etc; na fogueira e guardar em nossos
corações o calor do qual pode nascer o amor universal, o altruísmo Música:
e a fraternidade. Jesus Cristo indicou uma nova ordem social que “Pipoca, paçoca, vamos todos dar as mãos
apela para a consciência e responsabilidade individual em função
do todo. já chegou dia de festa
Como já foi descrito na época anterior, esta época possui sua a festa de São João.
comemoração em um dia festivo, na qual as crianças e seus Um passinho para frente
familiares participam da festa da lanterna e São João com doces e
um passinho pro lugar
pratos típicos, brincadeiras, bandeirinhas, balõzinhos, uma
fogueira. todos juntos alegremente
Ao longo da época, algumas atividades são incorporadas no uma volta vamos dar.”.
programa de acordo com o tema: fazer balões de dobraduras
juntamente com as crianças, bandeirinhas. Na culinária,
aproveitamos para fazer pratos típicos da época; cuzcuz, pipoca, Verso:
pinhão, canjica, arroz doce, etc. “Estoura pipoca, estoura bem
O elemento fogo é vivenciado pelas crianças na culinária e nas espero que sobre para mim também.
pequenas fogueiras que fazemos no parque com as crianças, como
também na fogueira maior no dia da festa. O fogo traz sua força de Se sobrar piruá, que me importa lá.
transformação, de nos aquecer e com sua luz iluminar nossas Bate pilão, bate pilão
almas.
soca o milho, tritura o grão.
Rala o coco bem raladinho
enrola de leve um docinho”. Música:
“Chegou a hora da fogueira
Música: É noite de São João
“Tem, tem, tem cocadinha O céu fica todo iluminado
tem, tem para comprar Fica todo estrelado
vem, vem, vem sinhazinha Pintadinho de balão”.
a barraquinha provar. Pensando na cabocla a noite inteira
Pé-de-moleque, melado, Também sinto uma fogueira
cana, aipim, batatinha Dentro do meu coração.
oh, quanta coisa gostosa
para você sinhazinha.” Quando eu era pequenino
De pé no chão
Verso: Eu cortava papel fino
“O vento está frio, que arrepio! Pra fazer balão
Vamos cortar madeira E o balão ia subindo
e fazer uma fogueira?” Pelo azul da imensidão.”
Música: Música:
“Madeira sobre madeira “O balão vai subindo
faremos uma fogueira Vai caindo a garoa
no céu brilham estrelas O céu é tão lindo
na terra mil fogueiras. E a noite é tão boa
São João, fogueira de São João São João, São João
toda a terra brilha Acende a fogueira
na noite de São João”. Do meu coração.”
Olha que a fogueira
Músicas para a época já queimou o meu amor
1. São João da-ra-rão 3. Capelinha de melão
São João da-ra-rão Capelinha de melão
Tem uma gaita-ra-raita É de São João
Quando toca-ro-rota É de cravo, é de rosa
Bate nela... É de manjericão
Todos os anjos ran-ranjos São João está dormindo
Tocam gaita-ra-raita Não acorda não
Tocam tanto-ra-ranto Acordai, acordai
Aqui na terra Acordai João
Lá no centro-re-rento
Da avenida-ri-rida
Tem xarope-ro-rope 4. Eu pedi numa oração
Escorregou Eu pedi numa oração
Agarrou-se ro-rouse Ao querido São João
Em meu vestido-ri-rido Que me desse um matrimônio
Deu uma prega re-rega São João disse que não
E se rasgou... São João disse que não
Isso é lá com São Antônio
2. Pula a fogueira Implorei a São João
Pula a fogueira ia, iá Desse ao menos um cartão
Pula a fogueira iô, iô Que eu levava a Santo Antônio
Cuidado para não São João ficou zangado
se queimar São João só dá cartão
Com direito a batizado 6. Maria
São João não me atendendo Maria, tu vais ao baile?
A São Pedro eu fui correndo tu levas o xale / Que vai chover
nos portões do paraíso Maria! E depois de madrugada
Matrimônio, matrimônio Maria, toda molhada / Maria, tu vais morrer
Isso é lá com São Antônio. Maria, tu vais casares
Eu vou lhe dares os parabéns
5. O balão vai subindo Vou lhe dares uma prenda
O balão vai subindo Maria, saia de renda / Maria! E dois vinténs.
Vem caindo à garoa
O céu é tão lindo
E a noite é tão boa
São João
São João
Acende a fogueira
No meu coração
2º SEMESTRE
Época: Vento
♫Olha o vento assoprar, leva a pipa no ar,
olha o vento assoprar, com as folhas quer brincar,
olha o vento assoprar, leva o barquinho no mar...
e o catavento não pára de girar.. ♫.
Voltando das férias, as crianças passam por uma semana (ou um pouco mais) de
adaptação novamente ao ritmo do jardim. Logo depois iniciamos a época do vento.
É um tempo de seca, as sementes dormem no fundo da terra e esperam a chuva para
brotarem. O vento constante dessa época, permite que façamos atividades com
vivência do elemento ar dentre outros: fazer e soltar uma pipa, catavento, bolinha de
sabão.
O costume de soltar pipas faz muito sentido, pois quem não solta a própria alma para
voar até as nuvens e se deleitar com o grande sopro – vento da sabedoria – não vai
conseguir andar sozinho. Tudo que vamos fazer exteriormente tem uma força de
fortalecimento interior. Devemos ainda executar o exercício de rir de si mesmo, quem
sabe rir dos seus erros, pode rir dos erros alheios sem crítica.
O inverno nos remete a um movimento de introspecção, acolhimento. Buscamos nos
aquecer espiritualmente através do olhar para nosso interior, utilizamos alimentos,
roupas e bebidas quentes. A natureza acolhe as sementes que se preparam para
desabrochar na primavera. O sol surge tímido, para aquecer um pouco os dias, mas a
Lua e as estrelas parecem brilhar mais intensamente nas noites de frio.
Mesa de época:
Panos na cor areia, bonecos com pipas, cataventos e barquinhos em panos azulados
simbolizando a água.
Idéias:
Fazer oficinas de pipas com os pais durante a aula ou em um dia festivo, como
também catavento e bolinha de sabão. Para culinária fazer chás quentes, mingau,
sopas, etc.
Roda rítmica
O vento é um bom bailador,
Baila, baila
E rodopia
Baila, baila
E assovia
E tudo baila ao seu redor
Levanta a poeira do chão
Derruba as folhas das árvores
Espalha semente de montão
O vento sopra tão forte que
Faz a roupa secar
O vento sopra tão frio
Que faz a gente espirrar
Atchim, atchim
O vento sopra quentinho,
Levanta as ondas do mar
O vento sopra ligeiro
E leva a pipa pro ar
Olha o vento a soprar
Leva a pipa pro ar
Olha o vento a sopra
Com as folhas quer brincar
Olha o vento a soprar
Leva o barquinho pro mar
E o catavento
Não para de girar
O redemoinho aparece
No pomar
Sassaricando,
Sorrindo e pulando
Quem vejo ali?
Será que é o saci?
Saci, saci, saci pererêê
Mora no oco do toco
No oco do toco
Do redemoinho
Mora no oco do toco
No oco do toco
Do redemoinho
Saci, saci, saci pererêêê
Usa um chapeuzinho, fuma um cachimbinho
E pula de uma perna só
Usa um chapeuzinho, fuma um cachimbinho
E pula de uma perna só
Musicas para a época
1. Anãozinho
“ Eure soumi umsol anãozinhola sol mi
Dasre plantasmi sol voula cuidarsol mi
Ventinhosi re si podela si soprarsol sol
Sementesre mi sol voula plantarsol mi
2. Bom dia sol
“Bom dia sol
Bom dia luz
Um grande amor
É o que nos conduz”
Pássaros cantando
Flores no jardim
Todos bem alegres
Vão cantando assim:
3. Vento
O vento a balançar,
O pé de uma roseira,
E o sol a espiar,
A flor ainda botão
Sorrindo ela dizia,
O sol é minha vida,
E quanto mais sorria,
Se abria numa flor.
4. Vento da manhã
Vento frio, vento da manhã
Vento que leva a mensagem de paz
Leva a todo o povo e
Vento frio, vento da manhã
Vento que leva a mensagem de paz...
Época: Primavera
♫Leves cantos pelo ar, com a primavera,
lindas flores vão chegar, com a primavera... ♫
É na Primavera que nos lembramos de um ser iluminado e corajoso, humilde que
tenha como princípio despertar o impulso da coragem. Coragem esta de reconhecer os
próprios erros e a partir daí atuar no mundo.
Na Primavera ocorre a explosão das flores e das sementes que caíram durante o
outono, adormeceram durante o inverno e agora despertam com toda força interna
para embelezar nossos dias. Esta estação nos leva à ação, atuação do querer. Assim
como a natureza desperta de seu adormecer, sentimos também que nossa alma busca
atuar, a partir do que percebeu em sua introspecção, concretizando as transformações
necessárias para a nossa evolução espiritual. O verde na natureza se ilumina e é
envolvido pelo colorido das flores. É tempo de fertilidade. Nossa alma parece
transbordar de alegria pela magia das cores das borboletas, pássaros, abelhas, flores.
É possível cultivar o hábito de veneração pelos alimentos oferecidos pela terra e o
cuidado com as plantas.
Essa festa culmina em um dia festivo no qual as famílias estão presentes na escola
para confeccionarem coroas de flores naturais, plantar mudas de flores ou ervas, as
crianças fazem a Roda Rítmica, as mães participam com danças circulares utilizando
fitas de cetim colorias, os pais finalizam jogando uma chuva de pétalas de rosas sobre
as crianças que estão no centro da roda.
Ao longo dessa época, pintamos sementes de flamboyant que as crianças utilizaram
durante a Roda Rítmica da festa para percussão das músicas dançadas pelas mães.
Neste ano, tivemos a presença de um artesão de Botucatu, que deu um curso com
oficinas para objetos e brinquedos de bambu. As crianças, os professores e os pais
participaram desse processo enriquecedor. Brinquedos como roda bolinha, fonte de
água, “baldes” para o tanque de areia, foram confeccionados com a participação das
crianças, o que valorizou muito o trabalho manual, a veneração por esses brinquedos
e por alguém que tem esse conhecimento e esse carinho em transmitir algo que
conhece.
As crianças mergulharam nesse fazer, lixando bambus por longos momentos,
construindo coisas com pedaços de bambu e brincando com estes.
Mesa de época:
Os tons em verde-claro e amarelo começam a surgir. Bonecos rodeados de flores e
árvores floridas.
Roda Rítmica:
Leves cantos pelo ar
Como a primavera
Lindas flores vão chegar com a primavera
Lírios, dálias e alecrins
Violetas, e jasmins
O sol vai brilhar,
Passarinhos vão cantar, com a primavera
No fundo da terra
Dormindo e sonhando
Uma sementinha está descansando
Ploc, ploc,ploc,
Bem nas costas da semente
Gotas de chuva, foram caindo
Divina semente, está na hora de acordar
Um belo jardim, você irá enfeitar
Desenrolando, estirando,
Novas folhas vão crescendo
Um precioso tesouro agora guarda um botão
Uma fadinha delicada,
No jardim vai passear
Com sua varinha mágica,
Plim, os botões vem despertar
Os botões pequenininhos
Vão se abrindo devagar
Desabrocham lentamente
Suas pétalas vão mostrar,
Aparecem lindas flores, coloridas
E perfumadas, enfeitando um jardim
Com suas pétalas delicadas
Entrei num jardim com flores,
Não sei qual escolherei,
Escolho a mais formosa com ela
Eu dançarei
Dolisquindo lelê, dlisquindo lalá
Toca viola para eu dançar
Dolisquindo lelê, dlisquindo lalá
Toca viola para eu dançar.
Músicas para a época
1- Canta o passarinho
Canta o passarinho para anunciar
que a primavera, breve vai chegar.
Rios e cascatas correm para o mar
que a primavera, breve vai chegar.
Grilos bem alegres se põe a saltar,
que a primavera, breve vai chegar.
2- Desperta no bosque
Desperta no bosque, gentil primavera
com ela chegou o canto
o gorjeio dos sabiás...
Trá-lá-lá...
Com lindos trinados, suaves e belos,
Gentis vão os passarinho
saudando a primavera...
Trá-lá-lá-lá...
Parece que há festa
Chegou na floresta
O bosque está perfumado
Com flores de manacá
Trá -lá-lá-lá
3. Manacá
em um galho de manacá
canta, canta o sabiá
tralalalalalalalala
tralalatralala
4. Sabiá
Sabiá lá na gaiola, fez um buraquinho
Voou, voou, voou
E a menina que gostava tanto do bichinho
Chorou, chorou, chorou, chorou
Sabiá fugiu pro terreiro
Foi pousar lá no abacateiro
E a menina pos-se a chamar
Vem cá sabiá, vem cá.
5.Primavera
Canta, canta, canta
Uma esperança, dança, dança
Que a primavera, bela, bela,
Chega no ar, voar, voar
Tra-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la
6. Alecrim
Alecrim, alecrim dourado
Que nasce no campo sem ser semeado
Foi meu amor,
Que me disse assim,
Que a flor do campo, era o alecrim,
Foi meu amor,
Que me disse assim,
Que a flor do campo, era o alecrim.
7. Belo jardim
Tenho um belo jardim,
Com flores, folhas e capim.
Borboletas com asas aveludadas
Que visitam as flores perfumadas
Essa é a margarida, tão desinibida,
Esse é o ibisco, pro beija-flor um petisco
Esse é o jasmim, dá um pra mim
Essa é a rosa, rainha e formosa
Esse é o cravo, valente e bravo
Esse é o girassol, rei de todo paiol.
Época: Micael
♫Ó Micael, ó Micael...
ajuda-nos a dominar este terrível dragão... ♫
Esta é uma festa interna, buscamos a CORAGEM e atuação. No dia 29 de setembro
comemoramos a festa de São Micael, o arcanjo que com força objetiva e inteligência,
defende a humanidade por acreditar nela. O conteúdo desta festa – coragem – auxilia-
nos a ultrapassar nossos limites e vencer os medos (os dragões), pois este é o único
caminho para a liberdade.
A primavera vai se apresentando e toda natureza, como um ato de coragem, começa a
florescer. O homem desperta uma vez que o sol o puxa para fora, ele agora deve
atuar.
Para as crianças, contamos as histórias nas quais aparecem a imagem de São Micael
dominado o mal que aparece em figuras de dragões. As histórias incentivam a força
de vontade tão necessária e escassa para a formação de adultos fortes interiormente.
Com as crianças fazemos desafios que estimulam habilidades corporais, de equilíbrio
e destreza, trabalhando o medo e coragem. Fazemos um lanche coletivo onde todos os
colegas do período participam, e terminamos a época com o teatro de bonecos que
traz essa imagem do dragão.
Roda Rítmica:
Onde está o castelo do rei
Onde está o castelo do rei
Eu não sei, eu não sei.
Torres bem altas vamos construir
E o castelo vai surgir,
E o castelo vai surgir.
Em um castelo grande um rei vivia
Com sua filha princesa que sempre sorria.
Ela gostava muito de dançar
E a todo povo alegrar
Ai bota aqui, ai bota aqui o seu pezinho
O seu pezinho bem juntinho com o meu
Ai bota aqui, ai bota aqui o seu pezinho
O seu pezinho bem juntinho com o meu
Mas um dia a alegria acabou
E do escuro profundo um dragão chegou
Da princesinha ele muito gostou e consigo
Para bem longe a levou
A triste prisioneira então
cantava sempre a mesma canção
Eu vivo triste e sozinha,
Esperando alguém,
Que vença o dragão e ganhe o meu coração
Um príncipe valente de escudo na mão
Queria salvar a princesa
Das garras do dragão
Uma espada de ferro do rei ele ganhou
E com ela sua longa jornada iniciou
No meio do caminho uma capela encontrou
E ali mesmo se ajoelhou e rezou
“Oh Micael! Celeste e herói
dai-nos força e coragem
daí-nos força e coragem
em nossos corações, em nossos corações.”
Uma luz brilhante iluminou o ceu
E dela surgiu o arcanjo Micael
Abençoou a espada e o escudo dourado
E se tiveres coragem não serás dominado
Eu crescendo, eu crescendo
Sendo grande como o mundo
Eu venço com certeza
O dragão lá do fundo
Com força e coragem
Ele lutou e venceu o terrível dragão
Finalmente a princesinha estava livre
E o herói com muita glória vive
Se eu salvei, se eu salvei a princesinha
Foi porque o feroz dragão venci
Se eu salvei, se eu salvei a princesinha
Foi porque minha espada eu usei
Finalmente eles voltaram ao reino dourado
Levando alegria ao pai muito amado.
Músicas para a época
1. Caracol
Um caracol pequenininho foi se enrolando
E o caracol pequenininho grande foi ficando.
2.Micael
Micael, Micael,
Arcanjo da luz,
faça brilhar tua força, justiça e amor
através do meu ser.
3.Portal do céu
Se abre o portal do céu
O arcanjo vem o Micael
Nós te seguimos por onde for
Brilhante, forte tu serás!
Época: Pastores
♫Havia um pastorzinho que andava a pastorar,
saiu de sua casa e pôs-se a cantar...
Nesta época, introduzimos o tema sobre os pastores como uma preparação para a
época seguinte do advento e Natal. Trabalhamos com uma roda rítmica que traz o
contexto do contato com a lã das ovelhinhas e carneirinhos, o lavar, cardar, fiar, fazer
novelo, tecer, etc. Aproveitamos esses temas para fazer essas atividades com as
crianças, explorando os sentidos quando lavamos as lãs com eles, com água com
diferentes temperaturas.
Mesa de época:
Um cenário com um gramado (tecidos no tom verde-claro), um pastor e ovelhinhas o
seguindo.
Roda Rítmica:
Todo dia o sol levanta,
E a gente canta o sol de todo dia
De manha o galo cantou, kikirikiki
E o pastor então se levantou
Pegou seu cajado e o rebanho juntou
Havia um pastorzinho que andava a pastorar,
Saiu de sua casa e pos-se a cantar
Bem alegre pelos campos lá se vão os carneirinhos
Do maior ao menorzinho
Sempre, sempre bem juntinhos
Quanta lã e que calor
Corta nosso pelo bom pastor
E o pastor logo lhes atende
E começa a tosquiar roc,roc,roc,roc
Bem fresquinhos vão ficar
Roc,roc,roc,roc
Bem fresquinhos vão ficar
Quanta lã e que fofinha
Vou fazer um belo cobertor
Tirou então picão por picão
Lavou a lã no ribeirão e
Pendurou-a no mourão
A lã já está seca,
Vamos cardá-la?
Carda ,carda sem parar,
Bem fofinha vai ficar
Carda, carda sem parar,
Bem fofinha vai ficar
Vamos fiá-la
Fia, fia, com a roca
Gira, gira, sem parar
Fia, fia com a roca
Gira, gira, sem parar
Que fio comprido
Já podemos tecer
Navete pra cá
Navete pra lá
Tece, tece no tear
O cobertor já está pronto!!!
Que quentinho,
Obrigado queridos carneirinhos
Carneirinho, carneirão, neirão, neirão
Olhar pro céu, olhar pro chão, pro chão, pro chão
Manda ao rei nosso senhor, senhor, senhor,
Para todos descansarem
Músicas para a época
1.Carneirinho
Carneirinho, carneirão, neirão, neirão
Olhai pro céu,
Olhai pro chão, pro chão, pro chão
Manda a rei,
Nosso senhor, senhor, senhor,
Para todos descansarem
Época: Advento e Natal
♫Vem a luz em divino silêncio, ilumina nosso lar,
ilumina nossos corações, um por um com carinho! ♫
O advento começa no quarto domingo antes do Natal. Existe uma tradição antiga de
começar a montar o presépio nesta data, sendo que durante essa primeira semana do
advento, só apareceram elementos do reino mineral: pedras, areia, terra para depois
plantar mudinhas, cristais, etc. A partir do segundo Domingo de advento serão usados
elementos do reino vegetal: mudinhas, flores, a choupana de madeira e a palha por
exemplo. No terceiro domingo chegam os animais: ovelhas, o boi no estábulo, o
burrinho lá longe... E no quarto domingo até o Natal vão aparecendo os humanos: os
pastores, no caminho José e Maria, que todos os dias se acercam um pouquinho mais
da manjedoura. O menino Jesus só nasce na Noite Santa.
Com as crianças também fazemos uma grande faxina com as crianças na escola. Os
vidros são limpos e enfeitados com transparências, a sala de aula é cuidadosamente
arrumada para a montagem do presépio.
Com os pais, fazemos os calendários do advento para as crianças esperarem e
prepararem o Natal também em suas casas.
No dia 06 de dezembro comemoramos São Nicolau. Presenteamos as crianças com
maçãs e pães de mel como acontece na história (adiante).
Com as crianças terminamos os trabalhos manuais realizados ao longo do ano e
preparamos para a exposição que acontece no dia da festa de natal. Fazemos as pastas
para levarem todos os desenhos, aquarelas e relatórios finais.
O conteúdo da época do Natal, é o AMOR, é o que as crianças devem viver com
intensidade nesta festa, o amor que une e fortalece os homens, o amor sem
discriminação ou vaidade. A imagem deste sentimento é representada no nascimento
de uma criança, e o homem vivencia esta época na medida em que se prepara para
comemorar este nascimento, no dia 25 de dezembro. O nascimento de uma nova vida
vem sempre cheio de esperança.
História de São Nicolau
Muito longe, no Oriente, vivia um bispo piedoso chamado Nicolau.
Certo dia ouviu contar que no Ocidente havia uma cidade onde todas as pessoas
sofriam grande fome, inclusive as crianças. Nicolau chamou então seus servos que o
amavam muito e lhes falou:
-“Tragam-me frutas de seus pomares e colheitas de seus campos para que possamos
saciar os famintos.”
Os servos trouxeram cestas cheias de maças e nozes, e em cima colocaram pães de
mel que haviam sido feitos pelas mulheres do lugar. Trouxeram também sacos cheios
de grãos dourados de trigo. O bispo Nicolau ordenou que todas as dádivas fossem
colocadas num navio. Era um lindo navio, todo branco, com as velas azuis como o
céu e como o manto de São Nicolau.
O vento soprou nas velas do navio para que ele andasse. E quando o vento ficou
cansado, os servos pegaram os remos e remaram o navio em direção do ocidente.
Viajaram por muito tempo: sete dias e sete noites.
Quando chegaram aquela cidade, já era noite. As estradas estavam vazias, mas dentro
das casas brilhavam luzes. O bispo Nicolau bateu numa porta. A mãe daquela casa,
achando que era um caminhante pedindo pousada para a noite, pediu a um filho que
abrisse a porta. Não havia ninguém lá fora. A criança correu para a janela. Não havia
ninguém lá também. Em vez disso, estava lá um cesto cheio de maças e nozes,
vermelhas e amarelas, e um pão de mel em cima. Ao lado do cesto havia um saco
cheio até a borda com grãos de trigo.
Todas as pessoas comeram das dádivas e ficaram fortes e felizes.
Hoje São Nicolau está no céu. Todos os anos, no dia de seu aniversário ele viaja até a
terra montado em seu cavalo branco e viaja de estrela em estrela. Lá encontra com a
Mãe Maria que junta fios dourados e prateados para a camisa do menino Jesus.
Mãe Maria então diz:
- “Querido São Nicolau, por favor vá outra vez às crianças e leva-lhes teus presentes.
Conte-lhes: Natal está perto e logo o Menino Jesus irá visitá-las.”
A Terra é grande. Lá onde São Nicolau não pode ir pessoalmente, ele pede às pessoas
bondosas que vão até as crianças e lhes levem maças, nozes e contem-lhes da vinda
do Menino JESUS.
Roda Rítmica:
1.De onde vem, Pastora
De onde vem Pastora
De onde vem?
Venho do presépio que fica em Belém. (bis)
Quem viu lá pastora
Quem viu lá?
Sobre a palha fria vi o Bom Jesus. (bis)
E que tal pastora
E que tal ?
Mais lindo que a lua, mais lindo que o sol (bis)
Quem está lá pastora
Quem está lá?
José e Maria junto dele estão (bis)
E que mais pastora
E que mais?
Um boi e um jumento dormem a seus pés (bis)
Algo mais pastora
Algo mais?
Anjos e anjinhos num raio de luz,
cantam de mansinho louvando a Jesus.
Músicas para a época
1. Advento
Advento, advento uma luz reluz
Uma após outra anunciando Jesus
Advento, advento uma luz reluz
Uma após outra esperando Jesus
Advento, advento uma luz reluz
Uma após outra nasceu Jesus.
2. No pinheirinho
No pinheirinho as luzes brilham
festivamente com amor
e os homens todos na terra esperam
só pela vinda do Senhor
3. Pinheirinhos
Pinheirinhos que alegria
Uma após outra anunciando Jesus
Tra la la la la la la la la
Sinos tocam noite e dia
Uma após outra esperando Jesus é natal que vem chegando
tra la la la la la la la la
Uma após outra nasceu Jesus
Vamos pois cantarolando
Tra la la la la la la la la
4. Os passarinhos de Nazaré
Os passarinhos de Nazaré
estão felizes a cantar.
O nascimento de Jesus,
noite de amor noite de luz
5. Entre o boi e o Burrinho
Entre o boi e o burrinho dorme,
dorme o pequenino
e os anjos do céu, cantam sem cessar
ao bom Jesus que veio nos salvar
6. Ó Vinde Crianças, ó vinde a Belém
Oh! Vinde crianças! Oh! Vinde a Belém!
Oh! Vinde ao presépio!
Não falte ninguém
e vede o que Deus nessa noite nos deu
Seu Filho Jesus
Pôr nós todos nasceu
7. Hoje a noite é bela!
Hojé a noite é bela, juntos eu e ela
Vamos ã capela, felizes a rezar
Ao soar o sino, sino pequenino
Vem o Deus Menino, nos abençoar
Bate o sino pequenino, sino de Belém
Já nasceu Deus Menino, para o nosso bem
Paz na terra pede o sino, alegre a cantar
Abençoe Deus Menino esse nosso lar.
8. São Nicolau
Quando é noite de dezembro
Noite de amor e alegria / as estrelas lá do céu
vão tecendo um caminho / nessa estrada luminosa
Vem vindo São Nicolau
trazendo para as criancinhas biscoitos feitos de mel
Um pouco mais sobre o jardim II ...
No jardim II, a criança começa a se tornar cada vez mais independente, tanto na
hora de ir ao banheiro, quanto ao início do controle dos seus esfincteres e no início do
segundo semestre a liberdade vigiada de se limpar sozinha ao ir ao banheiro. Escova
os dentes sozinha após o lanche, troca uma roupa quando preciso e a dobra para
colocar na mochila, coloca os sapatos e os amarra... É importante que se separe da
mãe tranqüilamente no portão de entrada, se direcione para a sala, guarde sua mochila
e entre. Nessa idade, as crianças alternam o brincar sozinho e o brincar com outros
dando início a sua vida social e percebendo a relação dele com o mundo (aqui
aparecem as brincadeiras com metas, começo-meio-fim).
Nessa idade, a criança interage mais com os amigos de sala (convívio social, se
forma o “nós”), não se contenta tanto com respostas prontas, começa a refletir um
pouco sobre o que foi e começa a programar o que virá, coloca intenções em suas
ações (isso aparece no brincar), as brincadeiras ficam um tempo sendo planejadas
(quem será o que, do que vão brincar, as regras, etc), os objetos precisam ser mais de
acordo com o que imaginou ser uma cadeira ou uma panela, por exemplo. A criança
segue respeitosamente o adulto que responde suas perguntas latentes.
Nos desenhos, a criança com 6 anos de idade, desenha casas, árvores e pessoas
já com bastante detalhes conseguindo resgatar as imagens armazenadas em seu
intelecto. Os objetos e pessoas se situam sobre um chão com um céu acima, aparecem
janelas prontas nas casas, chaminé com fumaça demonstrando que tem movimento
dentro da casa. Árvores com raízes, copa, frutos e flores... Aparecem também várias
formas geométricas inclusive o triângulo, figuras formadas a partir do jogo com as
cores. As folhas de papel ficam totalmente preenchidas de cor. Os desenhos são
arquetípicos e bem individuais com os detalhes criados por cada criança. É
importante a observação do desenho da criança uma vez que é um dos meios para
saber como está caminhando seu desenvolvimento e elaborar estratégias caso este não
esteja caminhando como deveria.
Ao longo do jardim, as crianças fazem aquarela sem sujar as tintas, sem raspar
o pincel no papel, segurando-o corretamente e com leveza. Descobrem as cores e
participam do momento seguinte de lavar e guardar o material utilizado: potes, vidros,
pincéis, paninhos, lembrando que tudo isso é feito na mais pura sintonia entre eles e o
material utilizado.
Na culinária, as crianças vivenciam texturas diferentes, noções de quantidade,
peso, medidas, misturas, o modelar e amassar, a transformação das substâncias, a
importância da higiene (limpar a mesa antes e depois de preparar o lanche),
organização do espaço. Explora os sentidos, a destreza manual ao cortar alimentos
com faca: legumes, queijo, etc. Passam a ter o conhecimento de todo um processo e
esperar ficar pronto o resultado.
Quanto aos trabalhos manuais, fazemos pompom (crianças com 4 anos de
idade), tricô de dedo (crianças de 5 anos) e bordado na juta com lã e agulha grossa e
no tecido com bastidor com linha e agulha fina (crianças de 6 anos de idade). São
trabalhos que desenvolvem a motricidade fina, a concentração, tranqüilidade para ir
até o final de um processo, o entender que se fizer pontos trocados, precisa
desmanchar e refazer para ficar melhor! Estas atividades continuam semanalmente,
desenvolvendo uma memória a longo prazo, não é tanto pontual.
Há um calendário semanal na sala com as atividades principais que auxilia na
estruturação temporal das crianças, percebendo que dia vem antes e qual vem depois,
etc.
As rodas rítmicas são maiores no jardim II, marcam mais o ritmo. Trabalham o
movimento amplo das crianças, a coordenação motora dos braços, pernas, equilíbrio,
movimento, leveza.
Nas vivências musicais, trabalham concentração, ritmo, memória musical, melodias,
etc.
O momento de ouvir histórias é de recolhimento e as crianças vão conseguindo
ouvir contos cada vez maiores, fazendo a representação mental.
As atividades de modelagem, trabalham o tônus muscular, a coordenação
motora fina, as características de cada material: é diferente trabalhar com cera de
abelha, com argila, massa de pão, etc. E para cada massa, coloco uma força diferente
nas mãos. Na idade das crianças do jardim II, elas já fazem uma representação mental
e querer expressar essa imagem no material, mostrando depois o que conseguiu fazer.
Alguns versos e canções:
Antes do lanche:
Mãos que atuam e fazem o bem, mãos que trabalham e não se detém. Mãos que
amorosas a todos amparam, mãos sim que rezam e sempre rezaram. Mãos que se
elevam num gesto profundo, destas mãos que precisa o mundo.
Obrigado Senhor por tudo que nos tem dado, obrigado por este alimento que é por
vós abençoado. Obrigado também ao nosso amigo (a)... que trouxe o lanche de hoje.
Amém. Bom apetite para todos nós!
Despedida da tarde:
♫O Sol declinando, estrelas brilhando, no ninho os passarinhos vão se recolher.
Para casa eu vou, descansar eu vou.
Meu anjo da guarda, minha doce companhia, me zela e me guarda de noite e de dia.
Obrigado Papai do Céu por mais esse dia, obrigado pelas nossas brincadeiras, pelos
nossos amigos. E Papai do Céu, faça com que as crianças voltem amanhã bem
dispostas para brincarem bastante! Amém.
DE ACORDO COM O PLANO DE ENSINO :
1 – Formação pessoal e social
Com o objetivo de proporcionar a formação de identidade e autonomia de cada
criança no processo de socialização, nessa época as crianças se conhecem (no caso
das novas que entram na escola), se reencontram. Essa época de descontração e
expansão proporciona um ótimo momento para essa troca. Acompanhadas de um
adulto em processo de auto-educação, criando condições para um desenvolvimento
dessas relações, proporcionando que as crianças entrem em contato com novos
sentimentos, idéias,costumes, papéis. Essas situações permitem que as crianças
sejam ouvidas, cuidadas e amadas, oferecendo segurança para sua formação social e
pessoal.
Na rotina, isso acontece nos momentos de atividades que exijam cooperação, ajuda
na relação com os outros, cuidado com os materiais de uso individual e coletivo.
Nesta época, brincamos bastante em conjunto no tanque de areia, construindo
castelos, riachos, etc, fazemos brincadeiras coletivas no parque como a do
“Pescador”, onde as crianças “nadam” como peixinhos e não podem deixar o
“pescador” (professora) pescá-los. Também fazemos desenho livre, dobradura com
papel sulfite em forma de barquinhos que podem ser usados nos riachos do tanque de
areia no momento do parque. Outro trabalho coletivo para a sala, são peixinhos de
feltro enfeitados com lã de carneiro formando um quadro para enfeite na parede.
O professor observa o comportamento de cada criança diante do grupo, com os
materiais, brinquedos e objetos que utiliza, suas reações nas situações de conflito,
podendo refletir sobre as condições que são impostas diante das crianças, como
também da sua postura.
2 – Conhecimento do mundo.
As crianças conhecem o mundo através do movimento, da expressividade, equilíbrio,
coordenação... As brincadeiras livres, dirigidas com temas, as rodas rítmicas,
proporcionam essa exploração de forma sadia e prazerosa. A própria exploração do
espaço físico da escola já trabalha esses aspectos uma vez que possui árvores, cordas
de balanço, de equilíbrio, escadas, escorregas, gangorras, tanque de areia, etc.
O professor avalia continuamente os movimentos das crianças levando em
consideração os processos vivenciados. Deve intervir, construindo esse momento de
prática que considere o corpo e o movimento das crianças.
3 – Música.
De acordo com cada época, o professor escolhe as músicas, rodas rítmicas e também
algumas brincadeiras com danças e movimentos corporais que se repetem ao longo
desse período, desenvolvendo uma memória musical, momentos que diferenciem o
silêncio / pausa e discriminação dos sons de diversos instrumentos tais como: pau de
chuva, metalofone, kântele, xilofone, chocalhos de sementes, chaves, casca de nozes,
etc, e manuseio desses materiais.
Além da utilização destes em momentos de rodas, histórias, há uma atividade semanal
que possui esse enfoque.
A música acompanha também o momento de arrumar a sala, lavar as mãos, introduzir
uma história, término da aula, rodas rítmicas, jogos, etc.
O professor deve avaliar continuamente a riqueza dessas vivências e acompanhar a
relação de cada criança com estas.
4 – Artes visuais
O objetivo é estimular o pensamento, a imaginação, a percepção,a intuição e cognição
da criança sendo trabalhada de forma integrada, favorecendo o desenvolvimento da
criatividade das crianças, valorizando suas próprias produções e das outras crianças
também. Respeito e cuidado são trabalhados como também organização do material.
As crianças fazem o desenho livre, a pintura em aquarela, a modelagem em cera de
abelha, em alguns momentos com argila também, trabalhos manuais como pompom,
tricô de dedo e bordado com lã em juta com agulha grossa e bordado com linha e
agulha fina (essas de acordo com cada idade da criança). Alguns trabalhos manuais
são vivenciados também de acordo com cada época, como por exemplo, a confecção
das lanternas para a época da lanterna, enfeites com sementes diversas para a época
do outono, um trabalho para o presente do dia dos pais ou das mães (colar de
sementes, uma bolsa, chaveiro, etc.) como também trabalhos que o professor faz para
a sala: uma pequena toalhinha de mesa em um tear, uma boneca para a sala ou para
teatro de bonecos, ou mesmo costurar um brinquedo que rasgou ou arrumar um
brinquedo / objeto da sala que quebrou.
O professor registra e avalia como esses trabalhos se desenvolvem ao longo do ano,
uma vez que são atividades que se repetem semanalmente.
5 - Natureza e sociedade.
O objetivo é que as crianças se acerquem do mundo onde elas vivem, conhecendo
seus fenômenos naturais e sociais.
Quanto aos fenômenos sociais, estes podem ser vivenciados nas situações mais
simples com os colegas da sala e da escola, como também com os adultos que os
cercam. O respeito em ouvir a vontade ou pedido de um colega, a instrução ou uma
história que o professor está passando... Respeito por amigo especial, ou que tenha
uma dificuldade diferente da sua, o saber esperar a vez, obedecer a regra de um jogo,
etc.
Quanto aos fenômenos naturais, um meio de fazer com que a criança se ligue ao
mundo, é acordar suas percepções para as épocas da natureza e festas do ano, uma
vez que a criança passa a ter a noção do tempo de forma cíclica, conhecer um pouco
dos fenômenos da natureza: o calor e o sol do verão, o frio e a introspecção do
inverno, o plantar, o florescer da primavera, também no momento do lancha, podem
vivenciar os alimentos de cada época como as frutas. Na própria escola, podem
perceber que o Ipê rosa floresce todo ano na primavera fazendo um lindo tapete no
gramado quando as flores caem, a amora também dá seus frutos no início dessa
época, já a lixia dá seus frutos maduros perto do natal... Os brinquedos serem
confeccionados com materiais naturais: madeira, tecidos, sementes, bambu, etc.,
também já é uma maneira de devoção e respeito aos elementos da natureza. Cuidado
com as plantas do jardim, o regar, colher e utilizar na culinária um tempero, por
exemplo, além de aguçar outros sentidos: paladar, olfato, etc... O separar o lixo
(orgânico e inorgânico) dentro da sala de aula também é um hábito introduzido com
este objetivo.
Esse olhar da criança para o mundo da natureza e das relações humanas fazem com
que elas desenvolvam o que possuem de humano. Por isso a preferência com esse
contato ao invés de inseri-los no mundo virtual, tão comum nos dias de hoje, porém
se utilizado em excesso ou sem essa vivência com o natural e social, podem acarretar
futuramente na vida adulta, em complicações nas relações humanas (sociais) e
naturais (ecológicas) uma vez que isso não foi cultivado na infância!
A participação dos adultos (pais), acontece nas oficinas para confecção das lanternas
para a festa, calendário do advento, no dia de comemoração do aniversário de cada
criança.
6 – Linguagem oral e escrita.
Com o objetivo de formação do sujeito, para interação com as outras pessoas,
formação do pensamento, as crianças participam de comunicações orais para
expressar seus desejos, pensamentos, sentimentos, idéias nas brincadeiras livres,
relatos de vivências e acontecimentos, músicas, ouvir histórias, teatros, participar da
roda rítmica que possui um começo, um meio e um fim, contato com a linguagem
escrita através de livrinhos, receitas do lanche, bilhetes para os pais, etc.
As crianças também preparam pequenos teatros com suas esculturas moldadas em
massinha, com os bonecos existentes na sala ou eles mesmos são personagens quando
montam pequenos enredos que são dramatizados no brincar livre.
7 – Matemática.
Com o objetivo de estabelecer aproximações e algumas noções matemáticas presentes
no cotidiano como contagem, relações espaciais e de quantidades, o professor prepara
momentos para esse aprendizado como na culinária (com as medidas doa ingredientes
e quantidades, peso e volume), no momento de contar os amigos para servir o lanche
(cálculo mental), contar quantos pulos consegue dar na brincadeira de corda, etc.
A relação com o espaço se dá com o próprio corpo, de uma forma mais ampla,
fazendo com que a criança desenvolva noções de em cima, embaixo, um lado e outro,
alto, baixo, fino, largo, etc, como também de forma mais sutil na modelagem,
vivenciando apenas com as mãos e dedos, o que é uma esfera, um fio mais grosso ou
fininho, curto, longo, etc. O material utilizado em sala de aula para o brincar livre
possibilitam a vivência das formas diferenciadas, texturas e peso: sementes variadas,
tocos de madeira, pedras, folhas, flores, etc.
A medida do tempo pode ser vivenciada através do ritmo diário (após cada atividade,
as crianças já sabem o que vem em seguida, qual é o momento de chegada, meio da
tarde ou hora de ir embora), também o ritmo semanal como calendário que mostra
qual atividade principal acontece em cada dia, o ritmo mensal (que são as épocas do
ano) e o ritmo anual, um ciclo que estações e festas do ano que se passa. As crianças
adquirem noção do que vem antes, depois, passado, presente, futuro.
O professor avalia como essas noções vão sendo adquiridas por cada criança para
observar como está o seu desenvolvimento, refletindo sobre as estratégias de
intervenção.
Toda época descrita a seguir, trabalha esses aspectos e objetivos de forma crescente e
contínua.