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Solidariedade Ativa e Passiva no Direito Civil

1. A solidariedade pode ser ativa ou passiva. Na ativa, cada credor pode cobrar o total da dívida de qualquer devedor. Na passiva, cada devedor deve o total da dívida ao credor, mas podem pagar suas quotas. 2. A solidariedade ativa permite que qualquer credor cobre o total da dívida de qualquer devedor. Já na passiva, os herdeiros de um devedor só devem a sua quota hereditária, exceto se a obrigação for indivisível. 3. Na solidaried

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Solidariedade Ativa e Passiva no Direito Civil

1. A solidariedade pode ser ativa ou passiva. Na ativa, cada credor pode cobrar o total da dívida de qualquer devedor. Na passiva, cada devedor deve o total da dívida ao credor, mas podem pagar suas quotas. 2. A solidariedade ativa permite que qualquer credor cobre o total da dívida de qualquer devedor. Já na passiva, os herdeiros de um devedor só devem a sua quota hereditária, exceto se a obrigação for indivisível. 3. Na solidaried

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DIREITO CIVIL

Solidarieradade:

É personalíssima

Advém da lei

Advém da vontade entre as


partes

SOLIDARIEDADE

Ativa Passiva Mist


(+ 01 credor) (+ 01 devedor)
a
ATIVA (art. 267 a 266):
1. Art. 267. Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumprimento da
prestação por inteiro.
Art. 268. Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum, a
qualquer daqueles poderá este pagar.

EX: CREDORES DEVEDOR Prestação/Débito= 60 mil.


A
B D Paga quota parte de A(20 mil)/tudo (60 mil):
C - A qualquer um (antes de eventual demanda);
- A quem propor a demanda.

2. Art. 269. O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante
do que foi pago.
EX: CREDORES DEVEDOR Prestação/Débito= 60 mil.
A
B D Paga quota parte de A(20 mil):
C
- 40 mil restantes poderão ser cobrados pelos
credores.

3. Art. 270. Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá
direito a exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário,
salvo se a obrigação for indivisível.

EX: CREDORES DEVEDOR Prestação/Débito= 60 mil.


A
B D
C (de cujus)
F e E (sucessores) - Refração do crédito: Os sucessores de C, poderão
cobrar do devedor 10 mil reais cada um, uma vez
que a quota parte do de cujus era de 20 mil.
- Apenas poderão cobrar 20 mil em casos de
obrigação indivisível e espólio (sub-roga o direito
do “de cujus”).

4. Art. 271. Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os efeitos, a
solidariedade.
EX: CREDORES DEVEDOR Prestação/Débito= 60 mil.
A
B D Paga quota parte de A(20 mil) + perdas e danos

(culpado)
C - A culpa precisa ser comprovada (subjetivo);

É diferente do Art. 263. :


“Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.
§ 1o Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores, responderão
todos por partes iguais.
§ 2o Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas perdas e
danos.”
Nesse caso, perderá seu caráter quando da sua conversão em perdas e dano, mas isso não ocorre
na obrigação solidária ativa, que irá permanecer a obrigação do passivo (o que ele deve).

5. Art. 272. O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos
outros pela parte que lhes caiba.
EX: CREDORES DEVEDOR Prestação/Débito= 60 mil.
A
B (20 mil) D Paga tudo à de A (60 mil) ou A perdoa a dívida.
C (20 mil)
- A deve dispor a B e C cada quota parte
pertinente.

6. Art. 273. A um dos credores solidários não pode o devedor opor as exceções pessoais
oponíveis aos outros.

EX: CREDORES DEVEDOR Prestação/Débito= 60 mil.


A
B D Coagido por A à pagar:
C
- D poderá propor, somente em face de A, Ação
Nulatória (prazo decadencial de 04 anos).

- Se A agisse com Simulação em face de D, o


adimplemento seria de nulidade absoluta (para
a prescrição e a decadência).
Casos de Exceções Pessoais:
-Fraude contra credores -Dolo
-Lesão -Coação Cabe Ação Nulatória.
-Erro -Estado de Perigo
Em caso de Simulação, cabe Nulidade Absoluta.

7. Art. 274.  O julgamento contrário a um dos credores solidários não atinge os demais, mas o
julgamento favorável aproveita-lhes, sem prejuízo de exceção pessoal que o devedor tenha
direito de invocar em relação a qualquer deles.  
 Julgamento contrário ao credor = Não afeta os demais credores.
 Julgamento favorável ao credor = Afeta os demais credores.

PASSIVA (Art. 275 ao 285):


1. Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcial
ou totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais
devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto.
Parágrafo único. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor
contra um ou alguns dos devedores.

Credor Devedores Prestação/Dívida


A B (não pagou) 60 mil
C (não pagou)
D (pagou) - A pode cobrar o 60 mil de qualquer devedor;
- Todos podem pagar sua quota parte. Porém, se
somente um pagar, e os demais não, A pode
demandar contra esse que pagou, para que pague
o valor dos demais.

2. Art. 276. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, nenhum destes será
obrigado a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a
obrigação for indivisível; mas todos reunidos serão considerados como um devedor solidário
em relação aos demais devedores.
Credor Devedores Prestação/Dívida
A B 60 mil
C
D (de cujus)
E e F (sucessores)
- Refração do débito: Os sucessores de D, poderão
pagar ao credor 10 mil reais cada um, uma vez que
a quota parte do de cujus era de 20 mil.
- Os herdeiros juntos, deverão ser considerados
como apenas 01 devedor.

3. Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não
aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou relevada.

Credor Devedores Prestação/Dívida


A B (paga 20 mil) 60 mil
C (não pagou)
D (não pagou) - Se somente B pagou sua cota parte ou receber o
perdão da dívida por A, os demais devedores ainda
terão que pagar o valor de cada um ou restante.
4. Art. 278. Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, estipulada entre um dos
devedores solidários e o credor, não poderá agravar a posição dos outros sem
consentimento destes. (Princípio da Relatividade dos efeitos na relação obrigacional).
 Res inter alios acta : cláusula/condição/obrigação adicional, não poderá agravar a posição dos
outros devedores, sem o consentimento destes.
5. Art. 279. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste
para todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas perdas e danos só responde o
culpado.

Credor Devedores Prestação/Dívida


A B (culpado) 60 mil
C (paga a quota)
D (paga a quota) - Se B deixa de pagar a prestação
por sua culpa, deverá pagar sua
quota + perdas e danos.
- C e D pagam apenas suas
quotas.

6. Art. 280. Todos os devedores respondem pelos juros da mora, ainda que a ação tenha sido
proposta somente contra um; mas o culpado responde aos outros pela obrigação acrescida.
Credor Devedores Prestação/Dívida
A B (culpado) 60 mil
C (paga a quota + mora)
D (paga a quota + mora) - Se B atrasa o pgto da prestação
por sua culpa, deverá pagar sua
quota + mora + obrigação
acrescida.
- C e D pagam suas quotas +
mora.

7. Art. 281. O devedor demandado pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e
as comuns a todos; não lhe aproveitando as exceções pessoais a outro co-devedor.

Credor Devedores Prestação/Dívida


A B (exceção pessoal) 60 mil
C
D - Se B alega exceção pessoal, esta
não se aproveita aos demais
devedores.
- Se B alegar exceções comuns,
estas se aproveitarão aos demais
devedores.

8.
Art. 282. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os
devedores.
Parágrafo único. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores, subsistirá a
dos demais.
 A renúncia do credor à solidariedade de um dos devedores, acarreta o desmembramento da
obrigação, o qual o devedor exonerado responsabiliza-se pelo pagamento de sua quota parte,
enquanto os demais codevedores solidários, mantêm-se responsáveis pelo resto da dívida.
9. Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-
devedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver,
presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os co-devedores.
 Satisfeita a dívida por inteira, a obrigação é cessada.

 O devedor que efetua o pagamento integral, tem direito de exigir dos demais a sua quota parte
(sub-rogação legal).

 O devedor que quita a dívida por inteira, terá direito de regresso contra os codevedores
solidários e, em caso de insolvência de algum do devedores, a solidariedade será mantida,
respondendo os demais devedores pela dívida em sua integralidade.
10. Art. 284. No caso de rateio entre os co-devedores, contribuirão também os exonerados da
solidariedade pelo credor, pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente.
11. Art. 285. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá
este por toda ela para com aquele que pagar.
Credor Devedores Prestação/Dívida
A B 60 mil
C
D
- B paga a integralidade e pode regressar
em face aos demais devedores. [Link]ça.

ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES:

Tipos de Pagamento:
1) Direto: a) quem paga;
b) quem recebe;
c) onde paga;
d) quando paga.

2) Indireto: a) sub-rogação convencional;


b) dação em pagamento;
c) novação;
d) compensação;
e) confusão;
f) remissão.

3) Regras Especiais- Atos unilaterais: a) pagamento em consignação;


b) imputação de pagamento;
c) subrogação legal.

DIRETO:
Quem paga?
Devedor (solvens) (podem perder o bem de
(Art. 304/307)
família);

Terceiro interessado ou não interessado


juridicamente.

-3º interessado: subroga-se dos direitos


creditícios;
-3º não interessado: possui direito de reembolso.

OBS: Art. 305. O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a
reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor.
Parágrafo único. Se pagar antes de vencida a dívida, só terá direito ao reembolso no vencimento.
 Se o terceiro não interessado fizer o pagamento em seu próprio nome, tem direito a reembolso
(se vencido o prazo para pagamento), mas não sub-roga-se nos direitos do credor.

 Se o terceiro não interessado fizer o pagamento em seu próprio nome, tem apenas direito a
reembolso (se não vencido o prazo para pagamento).
Art. 304. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se
opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor.
Parágrafo único. Igual direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do
devedor, salvo oposição deste.
 Se o terceiro não interessado fizer pagamento em nome e em conta do devedor, sem a
oposição deste, não terá direito a nada (ocorre uma doação).
Art. 306. O pagamento feito por terceiro, com desconhecimento ou oposição do devedor, não
obriga a reembolsar aquele que pagou, se o devedor tinha meios para ilidir a ação.
 Se o devedor tinha maios de ilidir a ação, e o terceiro paga, não tem direito ao reembolso, pois
ocorrerá a prescrição.
Quem recebe?
(Art. 308/312) Credor (accipiens);

Quem representa o credor;

Sucessores do credor
(herdeiros ou legatários).
Art. 309. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido, ainda provado depois que não era
credor.
 Boa-fé do devedor;
 Reconhecibilidade de erro.

OBJETO DO PAGAMENTO E SUA PROVA:


Art. 313. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais
valiosa.
 Princípio da exatida/do pagamento:
Depois de vencida a dívida = DAÇÃO EM PAGAMENTO;
Antes de vencida a dívida = OBRIGAÇÃO FACULTATIVA.
Art. 315. As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento, em moeda corrente e pelo valor
nominal, salvo o disposto nos artigos subsequentes.
Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para
compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na
legislação especial.
 Princípio do Nominalismo = pagamento em moeda nacional.

Art. 316. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas .


 Cláusula de escala móvel = aquela vinculada ao pagamento em dinheiro, ao valor de
certo bens/serviços ou índices do devedor da inflação (mitiga o princípio do
nominalismo)
*Súm. 121-STF: É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada .
Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da
prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo
que assegure, quanto possível, o valor real da prestação.
 Teoria da Imprevisão= motivos imprevisíveis.
a) Permite a revisão do contrato
b) Cláusula “rebus sic stantibus”: visa reestruturar, reequilibrar o contrato.
c) Tal cláusula não pode ser proposta de ofício, só por requerimento do interessado;
d) Esta Teoria é diversa da Teoria da Imprevisibilidade e Extraordinariedade, a qual
traz a resolução do contrato (Art. 418 C.C.).
QUITAÇÃO REGULAR (Art. 320 C.C.):
Elementos : a) valor expresso da obrigação;
b) especificidade da dívida quitada;
c) identificação do devedor/de quem paga em seu lugar;
d) tempo e lugar do pagamento;
e) assinatura do credor/de seu representante, dando quitação à divida.
LOCAL DO PAGAMENTO (art. 327/330):
 As partes podem estipular o local o qual se dará o pagamento, por meio de pacto
(art. 327);
 Silêncio das partes: domicílio do devedor.
 A regra é : Obrigação querable/quesivel (quem quer pagar/devedor).
 Pagamento no domicílio do credor: Obrigação portable/portável.
 Bem imóvel: local onde está situado o bem imóvel.
Art. 329. Ocorrendo motivo grave para que se não efetue o pagamento no lugar determinado, poderá o
devedor fazê-lo em outro, sem prejuízo para o credor.
 Mitiga a “pacta sun servanda” em casos de motivos graves.
Art. 330. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor
relativamente ao previsto no contrato.
 Duas figuras parcelares da Boa-fé Objetiva:
a) Supressio= Supressão do conteúdo obrigacional, em razão da inércia da parte
contrária;
b) Surrecito= Ampliação do conteúdo obrigacional, em razão da inércia da parte
contrária.
 Havendo a Supressio, ocorrerá a Surrectio.
 Ex. O locador que combina com o locatário de ir buscar o pagamento na casa do
locatário. O locador faz o combinado por meses ou anos, quando deixa de ir um dos
meses. O locatário presume que ele irá receber, mesmo que atrasado. O locador, após
um tempo, ingressa com Ação de despejo, por ausência de pagamento de aluguel. O
locatário poderá alegar o estipulado em contrato a seu favor, diante de sua boa-fé.
TEMPO DO PAGAMENTO (ART. 331/333):
Art. 331. Salvo disposição legal em contrário, não tendo sido ajustada época para o pagamento, pode o
credor exigi-lo imediatamente.
 Principio da Satisfação Imediata do Pagamento.

ARRAS/SINAL:
a) Confirmatórias: -Não se admite arrependimento (tácito);
- Admite indenização suplementar.

b) Penitenciais: -Admite arrependimento (expresso);


- Não cabe indenização suplementar.
 Se aquele que deu arras, desistir do negócio, poderá aquele que as recebeu:
a) desfazer o negócio;
b) reter o valor.
 Se aquele quem recebeu o arras, desistiu do negócio, poderá aquele que as deu:
a) desfazer o negócio;
b) pegar o valor de volta + o equivalente do negócio.

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