Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul Instituto de Letras Programa de Pós-Graduação em Letras
Universidade Federal Do Rio Grande Do Sul Instituto de Letras Programa de Pós-Graduação em Letras
INSTITUTO DE LETRAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS
A TRADUÇÃO DE LITERATURA
HISPANO-AMERICANA NO BRASIL:
UM CAPÍTULO DA HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA
PORTO ALEGRE
2016
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE LETRAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS
ÁREA: ESTUDOS DE LITERATURA
LINHA DE PESQUISA: LITERATURA, SOCIEDADE
E HISTÓRIA DA LITERATURA
A TRADUÇÃO DE LITERATURA
HISPANO-AMERICANA NO BRASIL:
UM CAPÍTULO DA HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA
PORTO ALEGRE
2016
Para Iara e Tomás, os meus amores.
AGRADECIMENTOS
Ao Professor Homero Araújo, por sua amizade, inteligência e bom humor e por ter topado
esta bronca de coração aberto.
Ao Professor Luís Augusto Fischer, igualmente por sua amizade, inteligência e bom humor,
e também por ter insistido por tanto tempo na ideia de que eu voltasse ao mundo das Letras. Ainda
não sei se foi uma boa ideia, mas ele deve saber.
À Professora Karina Lucena, tão jovem, tão brilhante, imensa parceira nesta paixão comum
pelos assuntos hispano-americanos. E, claro, por sua amizade, inteligência e bom humor.
(Considero um enorme privilégio poder conviver e aprender com os três. Infinitas gracias.)
Aos demais professores com quem também tive o prazer de conviver e aprender nestes dois
anos de mestrado, em aula ou fora dela: Ian Alexander, Guto Leite, Denise Sales, Antônio
Sanseverino e Liliam Ramos. Gracias por tudo.
Aos novos amigos que conheci nesta inesperada etapa de “volta às aulas” e que hoje fazem
parte da minha vida, especialmente às queridas “ermãs” Heloísa Netto e Patrícia Lima, e também à
Mariana, à Roberta, ao Tiago, ao João Vicente, à Olívia, ao Michel, à Carolina, à Márcia, ao
Jackson, à Berta, ao Giovanni e àqueles que eu injustamente esqueço de nomear neste momento.
Ao compadre Arthur de Faria e à chefinha Katia Suman, que conheço de outros carnavais e
que também foram meus coleguinhas de aula.
A todos os que ajudaram durante o trabalho insano de levantamento de dados, muito especial
e carinhosamente a duas grandes tradutoras brasileiras, que foram de uma gentileza inesquecível: a
Denise Bottmann, que vibrou com a ideia desde o início, e a Josely Vianna Baptista, que me ajudou
muito mais do que ela pensa. Também ao mestre Sergio Faraco, ao Flávio Moreira da Costa e ao
Eric Nepomuceno, pelos esclarecimentos.
À Giovanna Borsatto, minha querida parceira nas lides do TRT, por ter segurado a onda,
como sempre, e ao André Dorneles, também colega do TRT, por quebrar vários galhos informáticos.
Aos demais amigos que ajudaram de alguma forma a fazer este trabalho acontecer e que eu
esqueço de citar aqui (e que um dia, claro, vão me xingar por isso, mas não importa): muito
obrigado a vocês.
À família que me fez: mamãe Margot, papai Nilo, os manos Cláudio, Lúcia e Vera (onde
quer que ela esteja). Amo vocês.
À família que eu ajudei a fazer: Iara e Tomás, os meus amores, de novo e sempre. Pela
infinita paciência nestas últimas semanas, e por tudo mais.
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo fazer um levantamento das traduções de obras de ficção em prosa
de autores hispano-americanos publicadas no Brasil, tanto em coleções criadas com o fim
específico de divulgar a literatura hispano-americana no país quanto em edições isoladas, fora de
coleção. A análise principal está voltada para as coleções publicadas por diversas editoras
brasileiras entre as décadas de 1960 e 1990, mas também serão analisadas algumas iniciativas
editoriais anteriores e posteriores a estas décadas. Além do levantamento em si, o trabalho procura
identificar o propósito editorial que norteou a tradução e publicação de autores hispano-americanos
no Brasil, em cada momento histórico analisado, para tentar entender o que significou a circulação
destas obras no sistema literário brasileiro.
The aim of this work is to do a survey of the prose fiction of Spanish-American authors translated
to Portuguese and published in Brazil, not only in book collections or series created with the specif
design of spreading the word about this kind of literature but also in individual editions. The core
of the analysis is directed to some collections of Spanish-American Literature that were published
in Brazil between the 1960's and the 1990's, although some other editorial efforts will also be
analysed, both before and after this period of time. Beyond the survey itself, this work intends to
identify the editorial purposes behind the translation and publication of books by Spanish-
American authors in Brazil in each of the historical moments analyzed, in a attempt to understand
the importance of the circulation of these books within the Brazilian literary system.
1 INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................9
2 AS COLEÇÕES E SEU CONTEXTO HISTÓRICO ............................................................16
2.1 AS COLEÇÕES OFICIAIS – DA DÉCADA DE 1930 À DE 1950 ....................................16
2.1.1 Coleção Brasileira de Autores Argentinos – Ministério das Relações Exteriores do
Brasil .............................................................................................................................................18
2.1.2 Biblioteca de Autores Brasileños Traducidos al Castellano – Ministerio de Justicia e
Instrucción Pública da Argentina ...............................................................................................20
2.2 AS EDITORAS COMERCIAIS - DA DÉCADA DE 1920 À DE 1960 ..............................22
2.2.1 A Bibliotheca Americana da Monteiro Lobato & Cia ......................................................23
2.2.2 A Estante Americana da Editora Guaíra ...........................................................................24
2.2.3 Publicações esparsas entre 1930 e 1960.............................................................................26
2.3 DITADURAS & LATINO-AMERICANISMO ...................................................................32
2.3.1 Editora Civilização Brasileira – Coleção Nossa América e depois..................................35
2.3.2 Editora Brasiliense – Coleção América Latina – Realidade e Romance e depois ...........44
2.3.3 As publicações da EdInova (com um Panorama do Romance Mexicano) ......................49
2.3.4 As publicações da Editora Sabiá ........................................................................................51
2.3.5 As publicações da Editora Expressão e Cultura ..............................................................57
2.3.6 Editora Paz e Terra – Coleção Literatura e Teoria Literária e outras .............................59
[Link] A Biblioteca Ayacucho ......................................................................................................67
2.3.7 Editora Alfa-Omega – Biblioteca Alfa-Omega de Literatura Latino-americana .............71
2.3.8 Editora Francisco Alves – Coleção Latino-América .........................................................73
2.4 MERCOSUL, UM SONHO GAÚCHO ...............................................................................80
2.4.1 Editora Mercado Aberto – Série Descobrindo a América ................................................80
2.4.2 IEL/RS – Projeto Latino-América ......................................................................................86
2.4.3 Editora Tchê ........................................................................................................................88
2.4.4 L&PM Editores ...................................................................................................................89
2.5 AGORA ...................................................................................................................................95
2.5.1 As publicações da Editora Iluminuras ..............................................................................96
2.5.2 Editora Cosac Naify – Coleção Prosa do Observatório e depois ....................................100
2.5.3 Editora Rocco – Coleção Otra Língua e antes ................................................................108
2.5.4 Editoras Grua e Yaugurú – Coleção Boca a Boca .......................................................... 115
2.5.5 Editora Amauta ................................................................................................................. 117
2.5.6 Alfaguara/Objetiva ........................................................................................................... 119
2.5.7 Companhia das Letras ......................................................................................................124
2.5.8 Editoras Circuito/Azougue e Ediciones Manantial ........................................................129
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................132
REFERÊNCIAS .........................................................................................................................137
1 INTRODUÇÃO
Além do levantamento propriamente dito, o trabalho busca avaliar até que ponto foi
determinante para a divulgação da literatura hispano-americana no Brasil o fato de que muitas
destas traduções tenham sido apresentadas em séries ou coleções especificamente voltadas
para este fim, e não em edições isoladas. Busca também compreender a intenção, mais ou
menos explícita conforme o caso, que existiu por trás das diversas iniciativas editoriais que
fizeram circular estas obras no país. Em outras palavras: procurar identificar a justificativa ou
o propósito editorial que norteou a tradução e publicação de autores hispano-americanos no
Brasil, em cada um dos momentos históricos analisados, para tentar entender o que significou
a circulação destas obras no sistema literário brasileiro, de que modo elas se integraram (ou
não) a ele.
Com este fim foi realizado um levantamento prévio, tão completo quanto possível, das
obras de literatura de ficção hispano-americana traduzidas e publicadas no Brasil desde
meados dos anos 20 do século passado até os dias de hoje, contendo as informações editoriais
básicas destas publicações, quais sejam: país de origem do autor, nome do autor, título do
livro, localização e identificação da editora, ano de publicação no Brasil, identificação dos
tradutores, ano de publicação original, título da publicação original e outros dados relevantes.
As informações resultantes deste levantamento estão disponíveis na tabela anexa a este
trabalho, cuja elaboração visa também facilitar pesquisas posteriores, na medida em que sua
disponibilização neste formato possibilita a geração de diferentes tipos de relatórios ou séries
de informações, de acordo com o que se queira destacar. Por exemplo, a frequência de
9
publicação ao longo do tempo de um determinado autor, ou, noutro exemplo, a quantos e
quais autores se pode associar o nome de um determinado tradutor, e assim por diante.
Levantados os dados básicos, uma das hipóteses de interpretação para o fato de terem
sido criadas estas coleções, a julgar pelo que foi possível verificar, aponta para razões de
fundo eminentemente político-ideológico, principalmente no período que vai da década de
1960 à de 1980. Várias destas iniciativas, vinculadas a editoras do chamado centro do país
(leia-se Rio de Janeiro e São Paulo), tiveram como objetivo declarado contribuir para uma
almejada “unidade latino-americana”, numa tentativa não só de “aproximar os povos da
América Latina por meio de sua literatura” mas também de responder à velha pergunta “por
que é que nós vivemos dando as costas aos nossos vizinhos latino-americanos”, além de
outras justificativas mais ou menos neste estilo. Um argumento de tipo semelhante (mas não
idêntico) sustentou, já na década de 1990, no contexto da criação do Mercosul, certa coleção
publicada por uma editora do Rio Grande do Sul.
Veremos também que, antes disso, mais exatamente ao longo das décadas de 1930 e
1940, verifica-se um importante esforço institucional, diretamente vinculado ao governo
brasileiro, no sentido de divulgar no país a produção de alguns autores argentinos, cujas obras
situam-se essencialmente no âmbito da ensaística de interpretação nacional. Cabe ressaltar
que este foi um esforço de mão dupla, envolvendo os governos brasileiro e argentino da
época, e que houve a devida contrapartida de divulgação da obra de autores brasileiros no país
vizinho, aproximadamente nos mesmos moldes em que foi feita aqui.
Já nas coleções mais recentes, todas elas publicadas em pleno século XXI, pode-se
perceber que os critérios editoriais não se caracterizam por uma postura política ou ideológica
tão definida quanto a que marcou as publicações realizadas entre os anos 60 e 80, a maioria
delas identificadas, ao menos nominalmente, com um ideário de esquerda, num contexto de
luta contra as diversas ditaduras então no poder em vários países do continente. Atualmente
verifica-se um certo alargamento dos critérios de edição, típico do momento supostamente
“pós-tudo” em que vivemos, com vistas a poder apresentar obras de autores menos
conhecidos do público leitor brasileiro, sem exclusão de autores já reconhecidos nos âmbitos
latino-americano e mundial.
10
literatura hispano-americana no Brasil, vamos recorrer, sempre que possível, à análise dos
diversos paratextos (prólogos, posfácios, textos de orelha ou de contracapa) com que os
editores brasileiros por elas responsáveis procuraram justificar a publicação de tais obras.
Veremos que, em muitos casos, a publicação da obra de alguns escritores, em geral os menos
conhecidos do público, só se tornou possível dentro do marco mais abrangente de coleções
destinadas à divulgação, digamos “coletiva”, da obra de diferentes autores, quase sempre com
uma justificativa editorial que apelava, em maior ou menor grau, à tal unidade latino-
americana.
Outro objetivo deste trabalho, para além do levantamento e análise das edições
brasileiras de obras de ficção (e ensaio) de autores hispano-americanos, é o de contribuir para
a construção de uma história da tradução literária no Brasil, com vistas a que, num futuro que
se deseja próximo, seja possível integrá-la à própria história da literatura brasileira, tomando-a
como um capítulo específico e imprescindível desta história. Concordo inteiramente com a
opinião do escritor e crítico argentino Ricardo Piglia, expressa em entrevista concedida em
2000 a Andrea Jeftanovic, Marcelo Pellegrini e Samuel Monder, quando afirma que
fazer uma história da literatura nacional é também fazer uma história das
traduções. (...) Penso que a tradução fixa o estado da língua literária com
mais clareza do que a própria literatura nacional, porque o tradutor trabalha
de modo inconsciente com modelos e estilos que têm a ver com exigências
sociais e é por isso que, constantemente, precisamos voltar a traduzir os
grandes textos. A presença das traduções é muito importante do ponto de
11
vista da construção de uma literatura nacional. (...) Há todo um trabalho por
fazer a respeito de como circularam os textos e como foram traduzidos e de
que maneira a língua dos tradutores influenciou a língua literária. [Ricardo
Piglia, em entrevista disponível em [Link]
Talvez se possa fazer uma afirmação semelhante empregando os termos utilizados pelo
linguista israelense Itamar Even-Zohar em sua Teoria dos Polissistemas, mais especificamente
em seu artigo “The position of translated literature within the literary polysistem”, publicado
originalmente em 1978, com versão revisada em 1990. Se considerarmos a literatura brasileira
como um polissistema periférico ("galho secundário da portuguesa") em relação aos
polissistemas centrais de países como França, Itália, Inglaterra e Alemanha (citados na ordem
em que Candido os dispõe, em termos de nacionalidade, no prefácio à Formação), podemos
afirmar que nela a presença de obras traduzidas (de diversas línguas) ocupa uma posição
central.
Segundo o teórico israelense, são três os casos em que se criam as condições para uma
situação deste tipo: 1) quando um polissistema ainda não se cristalizou, ou seja, quando uma
literatura ainda é jovem e está em processo de construção; 2) quando uma literatura é
periférica ou débil (ou ambas as coisas) em relação a um grupo de literaturas inter-
relacionadas; e 3) quando existem "pontos de inflexão, crises ou vácuos literários numa
literatura". Ao longo do tempo, o Brasil parece ter passado da condição apontada no primeiro
item (literatura jovem) para aquela identificada no segundo (literatura periférica), na qual,
salvo engano, permanece até hoje, sem exclusão de momentos em que pode ter havido "crises
ou vácuos literários".
Para Even-Zohar, "como uma literatura jovem não tem condições de criar
imediatamente textos de todos os tipos conhecidos por seus produtores, pode ao menos
beneficiar-se da experiência de outras literaturas, e assim a literatura traduzida torna-se um de
seus sistemas mais importantes." (Even-Zohar, 2000 [1990], p. 194). Isto seria igualmente
válido para as "literaturas relativamente estabelecidas, cujos recursos são limitados e cuja
posição numa hierarquia literária mais ampla é, em geral, periférica", como é o caso da
brasileira (digo eu, não Even-Zohar). Nestas literaturas periféricas, as traduções tendem a
preencher, total ou parcialmente, as lacunas de repertório que se observam em relação às
literaturas mais desenvolvidas, não apenas atualizando-as mas proporcionando a elas novas
alternativas.
No caso de algumas literaturas dos países centrais, ao contrário, o que pode acontecer
é que, ao traduzirem pouco, acabem por se privar de conhecer novas alternativas, novas
13
técnicas e novos temas, enfim, novas formas. O exemplo citado por Franco Moretti no
terceiro capítulo de seu Atlas do romance europeu, livro de 1997 traduzido no Brasil em 2003,
é bastante eloquente: analisando a presença de romances estrangeiros na Grã-Bretanha,
constata que ela passa de 20% em 1750 para apenas 5% cem anos depois. (Moretti, 2003, p.
163).
Além disso, Moretti constata aquilo que chama de "uma hostilidade às formas
estrangeiras", que se reflete inclusive no tempo decorrido entre a publicação original de um
romance em língua estrangeira e sua tradução para o inglês, dando alguns exemplos
concretos: 45 anos para a primeira tradução inglesa de Afinidades eletivas, de Goethe, e 62
anos para A cartuxa de Parma, de Stendhal. Também em relação às traduções dos primeiros
clássicos russos (Almas mortas, de Gogol, e Pais e filhos, de Turgueniev, entre eles), numa
comparação com a França, os dados são significativos: os franceses levaram em média 20
anos para traduzir estas e outras obras após sua publicação russa, enquanto os ingleses
levaram mais de quarenta anos, em média, para fazer o mesmo. (Moretti, 2003, pp. 166-167).
15
2 AS COLEÇÕES E SEU CONTEXTO HISTÓRICO
Brasil e Argentina, os dois países mais poderosos da América do Sul, parecem ter
estado sempre em disputa pela primazia política e econômica no subcontinente. Ao longo do
tempo, esta disputa foi ocasionalmente atenuada por tentativas de conciliação e entendimento
entre os governos dos dois países, como a que ocorreu, por exemplo, em meados dos anos 30
do século passado, com a visita do presidente argentino, general Agustín Pedro Justo, ao Rio
de Janeiro, em outubro de 1933, e a visita de retribuição do presidente brasileiro Getúlio
Vargas a Buenos Aires, em maio de 1935.
A coleção argentina foi publicada entre 1937 e 1949 e, como a brasileira, constou de
dez títulos, publicados em doze volumes devido ao fato de duas destas obras terem sido
editadas em dois tomos (Los Sertones, de Euclides da Cunha, e Casa Grande y Senzala, de
Gilberto Freyre). Oito dos títulos (em dez volumes, já incluídos os tomos duplos recém
citados) foram publicados entre 1937 e 1943, e os dois restantes de modo bem mais esparso,
um em 1947 e o último da coleção em 1949, ambos durante o primeiro período de governo de
Juan Domingo Perón, eleito em 1946. Isto parece indicar uma menor continuidade de
propósitos institucionais entre os governos argentinos do período 1935-45 e o governo
peronista, pelo menos no que se refere às relações culturais com o Brasil.
17
2.1.1 Coleção Brasileira de Autores Argentinos – Ministério das Relações Exteriores do
Brasil
Volume 6 – Seis figuras do Prata, do jornalista, crítico teatral e historiador Juan Pablo
Echagüe. Publicado em 1946, traduzido e apresentado pelo escritor baiano Eduardo Tourinho,
o livro reúne textos sobre Sarmiento, Leopoldo Lugones, Henrique Garcia Velloso, Martin
Gil, Florencio Sanches e Pedro Chutro, e foi originalmente publicado em 1938, em Buenos
Aires, pela Editorial Losada, como Seis figuras del Plata.
19
2.1.2 Biblioteca de Autores Brasileños Traducidos al Castellano – Ministerio de Justicia e
Instrucción Pública da Argentina
20
Volume VI – Conferencias y discursos, de Ruy Barbosa. Publicado em 1939, com
tradução de Julio E. Payró e prólogo do jurista, historiador e político argentino Emilio
Ravignani.
21
Volume XII – La vida en la selva, do zoólogo paraibano Cândido de Mello-Leitão.
Publicado em 1949 pela Imprenta López (ao contrário de todos os outros, publicados pela
Imprenta Mercatali), com tradução de María Victoria C. de Lisanda e prólogo do geógrafo e
pesquisador argentino Federico A. Daus. É a tradução de A vida na selva, publicado no Brasil
em 1940 pela Cia. Editora Nacional, na Biblioteca Pedagógica Brasileira, série Iniciação
Científica.
Além das iniciativas institucionais analisadas nos dois itens anteriores, cabe registrar o
esforço de algumas editoras comerciais argentinas, como a Claridad, a Emecé e a Santiago
Rueda, no sentido de traduzir, publicar e ajudar a divulgar, desde meados dos anos 30 e ao
longo da década de 1940, a obra de vários escritores brasileiros, dentre eles Jorge Amado,
Monteiro Lobato e Erico Verissimo. A Editorial Claridad, por exemplo, publicou uma
Biblioteca de Novelistas Brasileños, dirigida por Benjamín de Garay, velho conhecido de
escritores brasileiros como Monteiro Lobato e Ribeiro Couto, que havia vivido por algum
tempo em São Paulo nos anos 20 e que desde então encarregou-se de promover a literatura
brasileira em seu país, dirigindo coleções e fazendo uma série de traduções. De Garay não
apenas traduziu os oito títulos desta coleção como preparou glossários e escreveu prefácios
para todos eles. Além disso, como já vimos, foi ele o tradutor de quatro dos dez títulos
publicados na Biblioteca de Autores Brasileños Traducidos al Castellano, analisada acima,
incluindo a tradução de Os Sertões e Casa Grande e Senzala.
Os livros selecionados para integrar esta Biblioteca de Novelistas Brasileños, aqui com
os títulos em espanhol, foram: Rey Negro, de Coelho Neto; Amazonia Misteriosa, de Gastão
Cruls; Morro de Salgueiro, de Lúcio Cardoso; Garimpos, de Herman Lima; Chinita, de
Afrânio Peixoto; Navios iluminados, de Ranulfo Prata; Sed, de Rachel de Queiroz; e Mar
muerto, de Jorge Amado. Além destes, a Claridad publicou, entre 1935 e 1945, isoladamente
ou integrando outras coleções, mais dez títulos de autores brasileiros, entre eles dois de Jorge
Amado (Cacao e El caballero de la esperanza), um de Monteiro Lobato (Don Quijote de los
22
niños), um de Erico Verissimo (La vida heroica de Juana de Arco) e um de Vianna Moog
(Eça de Queiroz: el arquetipo del siglo XIX). (Sorá, 2003, pp. 115-116).
No Brasil, a julgar pelo que foi possível rastrear, a tradução e publicação da obra de
autores hispano-americanos, no longo período que vai de 1920 a 1960, realizou-se em geral
de maneira pouco sistemática, a não ser em alguns casos especiais, como os do colombiano
José María Vargas Vila (cerca de vinte títulos publicados pela Editora Prometeu entre 1944 e
1956), do argentino Hugo Wast (oito títulos publicados pela Editora Globo nos anos 30) e do
uruguaio radicado na Argentina Constancio C. Vigil (cerca de quinze títulos publicados nas
décadas de 30 e 40).
23
Pelo menos dois clássicos da literatura argentina chegaram às mãos dos leitores
brasileiros pela iniciativa de Lobato. Em 1923, dentro da coleção, apareceu a primeira
tradução brasileira do Facundo, de Domingo Faustino Sarmiento, originalmente publicado em
1845, no Chile, durante o exílio do autor naquele país, livro considerado por alguns críticos
como a obra inaugural da literatura argentina, apesar (ou por causa) de seu caráter híbrido de
ensaio, biografia e narrativa romanceada. Em 1925 foi a vez do romance gauchesco Juan
Moreira, de Eduardo Gutiérrez, publicado inicialmente em forma de folhetim na imprensa
argentina, entre 1879 e 1880. A tradução das duas obras ficou a cargo de Carlos Maul.
Além destes, a Monteiro Lobato & Cia publicou, em 1924, também dentro da coleção,
e cinco anos após sua publicação na língua original, o romance Nacha Regules, do argentino
Manuel Gálvez, que já não era inédito em português, pois em 1920 tivera um romance seu de
1916 traduzido aqui, O mal metaphysico, publicado pela editora Braz Lauria, do Rio de
Janeiro. Em 1925, Lobato publicou ainda, em tradução de Murilo Torres, o romance Maria,
do colombiano Jorge Isaacs, um clássico do romantismo hispano-americano, publicado
originalmente em 1867.
Registre-se que, no mesmo ano de 1925, outra editora de São Paulo, a Empresa
Editora Rochea, havia publicado uma tradução, assinada por Francisco Pati, do romance
Bésame en la boca Mariluisa! Ave Venus física, do argentino Nicolás Olivari, publicado em
Buenos Aires em 1923, e que aqui ganhou o título de Maria Luiza, Ave Venus Physica:
Novella Realista.
A editora Guaíra foi fundada no final da década de 1930, em Curitiba, pelo jurista,
escritor e professor Oscar Joseph De Plácido e Silva, com a finalidade de “superar o
ilhamento cultural caracterizado pela incomunicabilidade da região em relação às
manifestações nacionais na área da cultura”, segundo Leilah Bufrem, citada por Sandra
Bassani (2009) numa tese de doutorado sobre o escritor Jorge Amado. Apesar de situada fora
do eixo Rio-São Paulo, foi exatamente o contato com Jorge Amado que possibilitou à editora
24
tornar-se conhecida nacionalmente, em especial por ter sido a responsável pela publicação,
em 1940, da tradução de Amado para Doña Bárbara, do venezuelano Rómulo Gallegos.
Num artigo publicado pelo Jornal do Brasil em 1974, Jorge Amado relembra que a
pequena editora Guaíra foi a única a demonstrar interesse por sua tradução, depois de ele a ter
oferecido a diversas editoras de maior porte. E não apenas isso: a Guaíra acabou criando uma
coleção específica para a divulgação da obra de autores hispano-americanos, todos eles de
esquerda, a partir das indicações do escritor baiano. Assim nasceu a Estante Americana, que
chegou a publicar seis títulos:
Jorge Amado propôs ainda a tradução de três outras obras: En las calles, de Jorge
Icaza, Canal Zona, do equatoriano Aguilera Malta, e La vorágine, do colombiano José
Eustasio Rivera. Destas, apenas a última teve edição brasileira, publicada em 1945 pela
Editora Leitura, do Rio de Janeiro, em tradução de José César Borba, listada a seguir.
25
2.2.3 Publicações esparsas entre 1930 e 1960
Além das duas iniciativas editoriais acima referidas, e sem contar as obras publicadas
pelo esforço oficial do Ministério das Relações Exteriores entre 1938 e 1952, também
analisadas anteriormente, a tradução e publicação de literatura hispano-americana no Brasil,
como já foi dito, foi realizada de maneira bastante errática, antes do surgimento das coleções
lançadas a partir da década de 60. A seguir, apresentamos uma lista das obras de autores
hispano-americanos publicadas no Brasil entre 1930 e 1960 (excluindo-se as que foram
comentadas nos itens acima):
- Vale negro, A casa dos corvos, Flor de pessegueiro, Fonte selada e Deserto de pedra
(todos em 1930), e A que não perdoou (1932), livros de autoria de Hugo Wast, pseudônimo
utilizado pelo escritor e político argentino Gustavo Adolfo Martínez Zuviría (1883-1962), de
forte inclinação autoritária, conhecido por sua simpatia pelo franquismo. Os romances foram
publicados pela Editora Globo, de Porto Alegre, integrando a Coleção Verde, destinada "a
editar romances sentimentais (...) que têm como temática principal as relações amorosas e
como público-alvo as moças e senhoras." [AMORIM, 1999]. Os seis títulos, além de uma
biografia de Dom Bosco (1933) e de Lucia Miranda, novela publicada em 1938 no número 24
da revista semanal A Novela, da mesma Globo, foram traduzidos por Almáchio Cirne.
26
tradução de Hermes da Fonseca Filho. O livro ganharia uma nova tradução brasileira em 1991
pela Editora da Unicamp, a cargo de Denise Bottmann.
- Páginas escolhidas, do cubano José Martí, traduzido por Sílvio Júlio de Albuquerque
Lima, um estudioso da obra do autor, e publicado em 1940 pela Editora Alba, do Rio de
Janeiro.
28
exilada entre 1938 e 1948, juntamente com seu marido, o escritor Newton Freitas (é de autoria
de ambos, por exemplo, o livro Diez escritores del Brasil, publicado em 1939 em Buenos
Aires). O livro de Norah Lange ganhou nova tradução brasileira pela Editora Record, em
2009, a cargo de Joana Angélica D'Ávila Melo.
- Todo verdor perecerá, do argentino Eduardo Mallea, romance de 1943 traduzido por
José Lins do Rego e Henrique de Carvalho Simas, publicado pela Editora Globo, de Porto
Alegre, em 1949, dentro da Coleção Nobel.
- Entre a vida e o sonho, da chilena María Luisa Bombal, traduzido do inglês por
Carlos Lacerda e publicado pela Editora Pongetti, do Rio de Janeiro, em 1949. Trata-se da
tradução de The house of mist, de 1947, uma versão para o inglês, realizada pela própria
autora, de seu romance La última niebla, publicado originalmente em 1934, em Buenos Aires.
O romance ainda ganharia outras duas traduções brasileiras, uma publicada em 1985 pela
Difel e a outra em 2013 pela Cosac Naify.
Além das obras individuais dos autores acima mencionados, na década e meia que vai
de 1945 a 1960 também foram publicadas pelo menos três antologias:
- Os mais belos contos hispano-americanos dos mais famosos autores, publicada pela
Editora Vecchi, do Rio de Janeiro, em 1946, compilada por um certo John Agarb. Reúne
contos de mais de vinte autores, entre eles Roberto Payró, Amado Nervo, Rodó, Blanco
Fombona, Manuel Gálvez, Benito Lynch, Ricardo Güiraldes, Manuel Rojas, Mariano Azuela
29
e Ciro Alegría, com traduções atribuídas a Manuel da Silva, José Dauster, Enéias Marzano e
Frederico dos Reis Coutinho.
E nada melhor do que transcrever alguns trechos da introdução a esta última antologia,
assinada por Abelardo Gómez Benoit, para preparar o leitor para o espírito de época
predominante a partir dos anos 60:
Veremos, a seguir, que ao longo dos anos 60 a expressão "extinguir o isolamento que
separa nossos povos" assumiu um novo significado e acabou se transformando numa espécie
de mantra, repetido a torto e a direito (mais a torto do que a direito, aliás). Esse clima de
época não poderia deixar de se fazer notar também no campo da atividade editorial brasileira
e, no que se refere especificamente à publicação de obras de autores hispano-americanos, a
necessidade de romper o isolamento histórico entre o Brasil e a América Hispânica, apesar das
tentativas isoladas apontadas anteriormente, acabou servindo de propósito editorial para mais
de uma coleção dedicada a este tipo de literatura. É o que veremos no capítulo a seguir.
31
2.3 DITADURAS & LATINO-AMERICANISMO
"Até segunda ordem", como o próprio Roberto Schwarz gosta de dizer, permanece
válido o diagnóstico feito por ele no artigo "Cultura e política, 1964-1969", escrito em
1969/1970 e publicado em 1978 no livro O pai de família e outros estudos (justamente na
coleção Literatura e Teoria Literária, da Editora Paz e Terra, que será analisada mais adiante):
o de que, apesar da ditadura implantada em 1964 no país, "para surpresa de todos, a presença
cultural da esquerda não foi liquidada naquela data" e não parou de crescer, estabelecendo
"uma relativa hegemonia cultural" (em itálico no texto) que se podia constatar, entre outras
manifestações, nos livros que eram então publicados, nas peças de teatro encenadas, nos
filmes realizados, "na movimentação estudantil e nas proclamações do clero avançado"
(Schwarz: 2008 [1978], p. 71).
É neste contexto de marcada luta ideológica que se insere a atividade levada a cabo por
várias editoras brasileiras, muitas delas conduzidas por gente historicamente ligada à
esquerda, como Ênio Silveira (da Civilização Brasileira) e Caio Prado Jr. (da Brasiliense),
entre outros. Não por acaso, foram estas duas editoras as primeiras a criar, nos anos 60 (já
falamos das tentativas anteriores), coleções destinadas à divulgação da obra de escritores
latino-americanos, num momento (que iria perdurar por pelo menos outras duas décadas) em
que vários países do continente encontravam-se subjugados por ditaduras militares.
32
Apenas para lembrar (porque realmente nunca é demais): no Paraguai, Stroessner
governou de 1954 a 1989; a Argentina teve Onganía no poder entre 1966 e 1970, Lanusse
entre 1971 e 1973 e um breve e conturbadíssimo período democrático que desembocou
diretamente numa das mais sangrentas ditaduras da América do Sul, que durou de 1976 a
1983; o Uruguai e o Chile, que até meados dos anos 70 estiveram mais ou menos a salvo de
tentações totalitárias, também foram tomados por regimes militares a partir de 1973, que só
terminaram em 1985 e 1990, respectivamente; a Bolívia foi governada por militares de
direita entre 1964 e 1982, enquanto no Peru registrou-se uma espécie de anomalia, um
governo militar de inclinação esquerdizante, com Alvarado no poder entre 1968 e 1975. E o
Brasil, claro, cujo período ditatorial estendeu-se de 1964 a 1985.
Esta sucessão de ditaduras militares na América Latina, apoiadas pelo governo norte-
americano, tem como pano de fundo mais amplo a Guerra Fria que se estabeleceu desde o
final da Segunda Guerra Mundial entre as duas grandes potências da época, EUA e URSS, e
que só terminou (se é que terminou) com a derrocada da União Soviética na passagem dos
anos 80 para os 90, quando também se restabelecem os governos democráticos na maioria
dos países de nosso continente. O pano de fundo mais próximo, ponto nevrálgico da Guerra
Fria nas Américas, estava dado desde 1959 com o sucesso da Revolução Cubana, que logo
pendeu para o lado soviético em busca de apoio político, econômico e estratégico, e que
além disso gerou um clima de euforia generalizado entre as esquerdas latino-americanas,
cujas ilusões revolucionárias, por mais descabeladas, acabaram sendo esmagadas, por via
das dúvidas, exatamente por estas ditaduras militares.
33
Voltando ao âmbito mais restrito da indústria editorial, deve-se levar em conta que esta
já se encontrava plenamente desenvolvida pelo menos desde a década de 1940, se não antes,
tanto no Brasil quanto em outros países latino-americanos, especialmente em seus dois polos
editoriais mais fortes, o México e a Argentina (mais exatamente, Buenos Aires). Não que
tenha ocorrido exatamente um intercâmbio entre as editoras brasileiras e as argentinas e/ou
mexicanas, mas o fato é que o terreno estava preparado para receber e impulsionar o grande
acontecimento editorial da década de 60 representado pelo chamado boom da narrativa
hispano-americana.
Claro que este impulso se fez sentir mais fortemente nos países de língua espanhola e
também é claro que ele dependeu, em certa medida, da validação internacional (ou ao menos
europeia) conferida pelo fato de que alguns dos autores da nueva narrativa
hispanoamericana publicavam em editoras espanholas. O crítico uruguaio Ángel Rama, no
brilhante ensaio "El boom em perspectiva", escrito em 1979 e publicado pela primeira vez
no ano seguinte, enumera as editoras que participaram deste processo, conferindo um papel
central na divulgação dos novos narradores às argentinas Fabril, Sudamericana e Losada, às
mexicanas Fondo de Cultura e Joaquín Mortiz e à espanhola Seix Barral, "cujos catálogos,
nos anos sessenta, mostraram uma mudança do habitual material estrangeiro que as ocupava
majoritariamente para uma porcentagem elevada de produção nacional ou latino-americana"
(Rama: 1986 [1980], p. 249). Rama destaca também o papel desempenhado neste processo
pelos concursos literários da Casa de las Américas cubana, realizados anualmente desde
1959.
34
2.3.1 Editora Civilização Brasileira – Coleção Nossa América e depois
Conhecido por suas inequívocas posições de esquerda, Ênio Silveira foi talvez o mais
emblemático dos editores brasileiros dos anos 60 e 70, momento em que a edição de livros
tornou-se uma das tantas trincheiras do combate à ditadura militar (atualmente designada
como ditadura civil-militar) que se instalou no país em 1964. No catálogo de sua editora, a
Civilização Brasileira, conviviam em pé de igualdade a literatura brasileira, boa parte do
melhor da literatura estrangeira e uma série de livros da área de ciências humanas, entre eles
ensaios historiográficos, sociológicos e antropológicos que eram editados no calor da hora,
em meio ao intenso debate ideológico que caracterizou a década de 60. Além disso, tanto a
editora quanto a livraria Civilização Brasileira, instalada no centro do Rio de Janeiro,
serviam de ponto de encontro e de arena de debate para alguns dos intelectuais e escritores
mais destacados da época, assunto que foi objeto de um estudo muito interessante,
Consagrados e malditos - os intelectuais e a Editora Civilização Brasileira, do sociólogo
Luiz Renato Vieira.
Antes de abordarmos esta coleção, porém, cabe registrar um fato intrigante: a mesma
Civilização Brasileira havia editado, anteriormente, dois romances de autores hispano-
35
americanos, mas optou por publicá-los como parte de sua Biblioteca do Leitor Moderno
(BLM). Foram eles O túnel, do argentino Ernesto Sábato, romance de 1948 publicado aqui
em 1961 (volume 28 da BLM) em tradução de Noelini de Souza, e Filho do homem, do
paraguaio Augusto Roa Bastos, romance de 1960 aqui publicado em 1965 (volume 64 da
BLM), traduzido por Marlene de Castro Correa. Pois bem: o que nos parece intrigante e bem
significativo é o forte contraste entre o propósito editorial anunciado em 1966 com a criação
da coleção Nossa América e o texto de contracapa que se encontra no livro de Sábato,
publicado apenas cinco anos antes. Ali pode-se ler o seguinte: “Embora admirando todas as
realizações culturais das nações amigas do Continente, não nos move qualquer espírito de
fraternidade latino-americana ao lançarmos esta fascinante novela de Ernesto Sábato,
escritor argentino. Editamo-la na Biblioteca do Leitor Moderno porque ela é,
indiscutivelmente, uma das obras de maior expressão em toda a literatura contemporânea
universal” [grifos meus].
Voltando à coleção Nossa América: ela foi dividida em duas séries, Ficção e Ensaios,
com numeração única para ambas, e, salvo engano, não foi além de sete volumes,
publicados entre 1966 e 1968, sendo quatro de ficção (volumes 1, 3, 4 e 5) e três de ensaios
36
(volumes 2, 6 e 7). Não vamos nos ocupar em detalhe da série Ensaios, apenas registrar que
ela teve o mérito de reunir dois livros de autores brasileiros ao de um autor mexicano,
promovendo na prática a propalada união latino-americana. Os volumes publicados nesta
série, de forma um pouco desordenada, foram: Subdesenvolvimento e estagnação na
América Latina, do economista brasileiro Celso Furtado, publicado em 1968 (volume 2); A
democracia no México, do sociólogo mexicano Pablo González Casanova, publicado em
1967 (volume 6, com tradução de Ana Arruda); e Problemas do desenvolvimento latino-
americano: estudos de política, do sociólogo e cientista político brasileiro Hélio Jaguaribe,
também publicado em 1967 (volume 7). Note-se que a prática de integrar obras de autores
brasileiros à de autores de outros países da América Latina numa mesma coleção,
especialmente na área das ciências humanas, foi adotada nesta mesma época pela Editora
Paz e Terra (que surgiu, aliás, como um braço da Civilização Brasileira).
A série Ficção, que nos interessa mais diretamente, era dirigida por Thiago de Mello,
amigo pessoal do editor Ênio Silveira, que em 1965 havia editado Faz escuro mas eu canto,
um dos livros mais conhecidos do poeta amazonense. Perfeitamente integrado ao espírito de
“quebrar as muralhas do isolamento cultural”, o primeiro volume da série, publicado em
1966, foi o romance O reino deste mundo, do escritor e diplomata cubano Alejo Carpentier,
com tradução de João Olavo Saldanha e apresentação do crítico Otto Maria Carpeaux. O
romance, cuja edição original é de 1949, foi o primeiro do autor a ser traduzido e publicado
no Brasil, e dele consta o famoso prólogo em que Carpentier se acerca ao “real
maravilhoso”, um conceito que seria esporadicamente retomado, para o bem e para o mal,
durante a década de 60, nas variadas tentativas críticas empreendidas com o fim de explicar
a singularidade de boa parte da obra produzida pelos romancistas do continente.
O segundo livro da série Ficção, publicado em 1967 como o volume 3 da coleção, foi
Metal do diabo, um romance de 1946 do jornalista, escritor e político boliviano Augusto
Céspedes, em tradução de Ana Arruda. O romance era um retrato mal disfarçado do
empresário boliviano da mineração Simón Patiño, conhecido por ser um explorador
inescrupuloso dos mineradores e sustentáculo dos diversos governos conservadores de seu
país. Augusto Céspedes, falecido em 1997, não teve nenhum outro livro publicado no Brasil.
E seria preciso esperar um longo tempo até que outros autores bolivianos tivessem alguma
obra de ficção publicada no Brasil, o que só ocorreu em pleno século XXI, com a publicação
37
dos livros de Juan Claudio Lechín, Edmundo Paz Soldán e Maximiliano Barrientos.
Depois dos dois romances publicados pela Francisco Alves em 1980 e 1981, de que
ainda falaremos na seção dedicada à coleção Latino-América, e de uma antologia de contos
publicada em 1989 pela então jovem editora Companhia das Letras, com tradução de Eric
Nepomuceno, Onetti só voltou a ter obra sua publicada no Brasil quinze anos mais tarde.
Em 2004 a Editora Planeta, recém instalada no Brasil, publica o romance A vida breve, de
1950 (livro citado por quase todos os escritores do boom como uma de suas grandes
influências), numa bela tradução de Josely Vianna Baptista, e no ano seguinte publica uma
nova tradução de Junta-cadáveres, a cargo de Luis Reyes Gil. Em 2006 a Companhia das
Letras publica 47 contos de Juan Carlos Onetti, na verdade seus contos completos,
traduzidos por Josely Vianna Baptista, e em 2009, juntamente com a reedição de A vida
38
breve e Junta-cadáveres, a Planeta publica o romance O estaleiro e um volume com as
novelas O poço e Para uma tumba sem nome, ambos com tradução de Luis Reyes Gil.
Mas o mais interessante desta reedição de O reino deste mundo é o que ela claramente
nos diz a respeito do (escasso) sucesso comercial da coleção Nossa América, numa nota
editorial que vale a pena transcrever quase na íntegra:
Sem qualquer jactância, mas com muita alegria por ter cumprido um dever
cultural, a EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA foi pioneira no
lançamento, há 20 anos, de importantes autores latino-americanos, numa
coleção intitulada NOSSA AMÉRICA, dirigida pelo poeta Thiago de
Mello. Ela não teve o êxito comercial que esperávamos, pois os leitores
brasileiros somente anos depois começaram não apenas a tomar consciência
de sua inescapável e indispensável integração no complexo dos problemas e
aspirações continentais, mas a constatar que, nas décadas mais recentes, a
literatura latino-americana se vem firmando universalmente como o celeiro
de grandes talentos criativos e inovadores. Muitos dos autores que pela
primeira vez publicamos no Brasil são hoje nomes consagrados em toda
parte, tanto pela crítica quanto pelos leitores, como é o caso de Alejo
Carpentier, cujo extraordinário romance O REINO DESTE MUNDO
reeditamos agora.
O texto parece bastante claro, embora ligeiramente problemático: quase vinte anos
depois de dar à luz a coleção, a editora afirma que cumpriu “um dever cultural” (o que
parece correto) mas que a mesma “não teve o êxito comercial” esperado (igualmente
correto), isto porque “os leitores brasileiros” ainda não estavam suficientemente conscientes
39
“de sua inescapável e indispensável integração no complexo dos problemas e aspirações
continentais” (uma afirmação no mínimo discutível, além de injusta para com os leitores) e
tampouco do fato de que “nas décadas mais recentes, a literatura latino-americana se vem
firmando universalmente como o celeiro de grandes talentos criativos e inovadores” (o que
também parece correto, considerando, entre outras coisas, o sucesso internacional dos
escritores ligados ao boom). Além disso, declara que “muitos dos autores que pela primeira
vez publicamos no Brasil são hoje nomes consagrados em toda parte, tanto pela crítica
quanto pelos leitores”. Bem, relativizemos. Como já vimos, a coleção publicou apenas
quatro títulos de ficção em sua coleção, de quatro autores diferentes, e de fato todos estavam
sendo publicados aqui pela primeira vez. No entanto, apenas dois deles - Alejo Carpentier e
Juan Carlos Onetti - contaram, com o passar do tempo, com algo que se possa chamar de
uma trajetória editorial significativa no Brasil.
O propósito editorial, portanto cultural, desta série era o de abrir acesso aos
leitores brasileiros do fascinante universo da literatura latino-americana,
num momento em que a obra dos principais nomes dessa literatura, já
difundida e respeitada em tantas outras partes do mundo, era
completamente ignorada pelos leitores e até por escritores do nosso país.
Foi, é de justiça reconhecer, uma edição pioneira. (...) Vinte anos se
passaram entre a primeira e esta nova edição. Vinte anos não são nada para
a literatura e a história de um povo. Sucede, porém, que os últimos vinte
anos marcam um tempo de densa importância na vida dos povos de nossa
América. Tempo de padecimento, de ferocidade, de degradação da
soberania, de esmagamento das liberdades individuais, e agravamento das
desigualdades sociais. Mas também um tempo de resistência, de luta e de
esperança. Para o povo brasileiro, por exemplo, que começa a reconquistar
as liberdades democráticas, a expressão 'os últimos vinte anos' significa
terror e arbítrio, escárnio e corrupção, violência e mentira. Mas foi também
um tempo durante o qual os leitores brasileiros começaram a se interessar
40
pela obra literária dos nossos irmãos escritores da América de fala
espanhola.
De fato, o interesse “pela obra literária dos nossos irmãos escritores da América de fala
espanhola” cresceu bastante no Brasil ao longo das duas décadas referidas no texto. A
própria Civilização Brasileira chegou a publicar, entre 1970 e 1979, outros dezesseis livros
de autores hispano-americanos, embora tenha optado por editar quinze deles como parte da
Biblioteca do Leitor Moderno, talvez por não sentir mais a necessidade de fazê-lo numa
coleção exclusiva, devido ao novo status de que então desfrutavam alguns destes autores,
agora confortavelmente instalados no âmbito acolhedor da “literatura contemporânea
universal”. Devemos destacar igualmente o fato de que treze destes dezesseis livros foram
traduzidos pela jornalista e tradutora uruguaia Gloria Rodríguez, amiga do editor Ênio
Silveira e companheira do também jornalista e tradutor Moacir Werneck de Castro.
41
Garabombo, o invisível, em 1975, e O cavaleiro insone e Cantar de Agapito Robles, ambos
em 1979); e o argentino Jorge Asís (também inédito no país), com os romances Os
arrebentados, em 1976, As Fac, em 1977, e Dom Abdel Zalim, em 1979. Todos os livros
citados foram traduzidos por Gloria Rodríguez, com exceção de Bom dia para os defuntos,
que ganhou tradução do dicionarista Hamílcar de Garcia, ex-integrante da brilhante equipe
de tradutores da Globo de Porto Alegre nos anos 30 e 40. De quebra, a Civilização publicou,
em 1974, na coleção Documentos da História Contemporânea, em tradução de Miguel
Urbano Rodrigues, o livro A revolução peruana, de Carlos Delgado, um dos integrantes da
junta militar esquerdizante que governou o Peru de 1968 a 1975.
Na década de 70, além dos seis livros publicados pela Civilização Brasileira e dos dois
pela Expressão e Cultura, Cortázar teve outros dois livros lançados pela Editora Perspectiva,
ambos em 1974: Prosa do observatório, um texto de prosa poética ilustrado por fotos
tomadas pelo próprio escritor, e Valise de cronópio, uma coletânea de artigos e ensaios só
existente no Brasil, recolhendo itens esparsos e outros já publicados nos livros-miscelânea
do autor, La vuelta al día en ochenta mundos, de 1967, e Último round, de 1969. Depois
disto, entre 1981 e 1986, a Editora Nova Fronteira publicou seis títulos do autor, sendo cinco
livros de contos - os inéditos Alguém que anda por aí, Orientação dos gatos (tradução de
Queremos tanto a Glenda), Um tal Lucas e Fora de hora (tradução de Deshoras) e uma
reedição de Bestiário - e o romance O livro de Manuel.
42
dos artigos militantes de Cortázar em favor da revolução nicaraguense, e, em 1991, Os
autonautas da cosmopista, assinado por Cortázar e sua então companheira, a escritora Carol
Dunlop. A José Olympio publicou, em 1994, trinta e cinco anos (!!!) após sua publicação em
espanhol, um dos mais importantes livros de contos de Cortázar, As armas secretas, e, em
1997, o Diário de Andrés Fava, um texto de 1950 publicado postumamente em espanhol em
1986.
No final da década de 90, a obra de Cortázar voltou a ser editada pela Civilização
Brasileira, já então a caminho de se tornar mais um dos selos do Grupo Editorial Record, o
que acabou se concretizando em 2000 (a Record encamparia também a José Olympio, em
2001). Nesta condição, a Civilização publicou os seguintes títulos: Adeus, Robinson e outras
peças curtas (1997), Obra crítica (em três volumes, entre 1998 e 2001), Os reis (texto
dramático de 1949, em 2001), Divertimento e O exame final (romances escritos em 1949/50,
publicados postumamente na Argentina em 1986 e aqui em 2003), A volta ao dia em oitenta
mundos e Último round (livros-miscelânea, de 1967 e 1969, em dois tomos cada, publicados
aqui em 2008), Papéis inesperados (2010), novas traduções de Bestiário (2013), Final do
jogo e Um tal Lucas (ambos em 2014) e, em 2015, Classes de literatura - Berkeley, 1980.
Além destes, o selo infantil da Record publicou, em 2009, Discurso do urso, a Cosac
Naify publicou uma edição ilustrada do conto (ou novela?) O perseguidor (de 1959),
recuperando uma tradução de 1979 assinada por Sebastião Uchoa Leite, e a L&PM Editores
publicou a antologia de contos A autoestrada do sul & outras histórias, traduzida por
Heloísa Jahn. Finalmente, espera-se para o segundo semestre de 2016 o lançamento da nova
tradução brasileira de Rayuela, já concluída, a cargo de Eric Nepomuceno, 53 anos após a
publicação original do livro e 46 após sua primeira tradução brasileira.
43
2.3.2 Editora Brasiliense – Coleção América Latina – Realidade e Romance e depois
O colunista listava nada menos do que doze títulos já programados para compor a série,
detalhando inclusive os autores dos prefácios de alguns deles: O senhor presidente, de
Miguel Ángel Asturias (Guatemala), com prefácio de Otto Maria Carpeaux; Pedro Páramo,
de Juan Rulfo (México), com prefácio de Nelson Werneck Sodré; Terra alheia, de Eduardo
Caballero Calderón (Colômbia), com prefácio de Jurema Finamour; Oficina nº 1, de Miguel
Otero Silva (Venezuela), com prefácio de Geir Campos; O inferno das bananeiras, de
Carlos Fallas (Costa Rica); O cavalo e sua sombra, de Enrique Amorim (Uruguai); O século
de luzes, de Alejo Carpentier (Cuba); A morte de Artemio Cruz, de Carlos Fuentes (México);
Ficções, de Jorge Luis Borges (Argentina), com prefácio de Adonias Filho; O delinqüente,
de Manuel Rojas (Chile); A cidade e os cães, de Mario Vargas Llosa (Peru); e O sol, de
Humberto da Mata (Equador).
Por essa época a jornalista Jurema Finamour já havia publicado vários livros de
reportagem, entre eles Coréia sem paz, China sem muralhas, Quatro semanas na União
44
Soviética e, obviamente o mais significativo para os assuntos latino-americanos, Vais bem,
Fidel!, este o fruto de uma série de reportagens escritas após um período de quase dois
meses passados pela autora em Cuba, e que foi publicado em 1962 pela Editora Brasiliense,
com prefácio de ninguém menos que o então governador gaúcho Leonel Brizola.
Os doze títulos listados por José Condé atestam uma concepção bastante ampla da
literatura latino-americana por parte da idealizadora da coleção, para não falar de uma
concepção bastante "acertada" se analisada com os olhos de hoje, em que o cânone de
autores hispano-americanos já se encontra mais claramente estabelecido. Prova disso é a
inclusão de obras de Borges, Vargas Llosa, Fuentes, Rulfo, Carpentier e Asturias entre os
títulos previstos para a coleção, embora apenas Rulfo e Asturias, destes seis autores, tenham
sido, afinal, por ela publicados. Iniciada em 1967 com o lançamento de uma das obras mais
conhecidas do autor guatemalteco, que recebeu o prêmio Nobel de Literatura naquele
mesmo ano, a coleção acabou por publicar as obras de apenas quatro daqueles doze autores
inicialmente previstos, sendo duas de Miguel Ángel Asturias, uma de Eduardo Caballero
Calderón, uma de Juan Rulfo e uma de Miguel Otero Silva.
Quanto aos propósitos editoriais da coleção, transcrevo a seguir o texto de orelha, sem
assinatura, encontrado na edição de Pedro Páramo, de Juan Rulfo, volume 4 da série:
Neste texto, de maneira muito semelhante à noção de “dever cultural” que havíamos
45
constatado num dos textos de justificação da coleção Nossa América, da Civilização
Brasileira, encontramos as noções de “ponte”, “voz”, “elo” e “alto-falante”, todas
empregadas para caracterizar a coleção em andamento. Nos textos de apoio das duas
coleções, igualmente, a constatação de uma comunicação truncada entre os países (e os
escritores) latino-americanos, situação que tentava ser revertida ou minimizada com a
divulgação da literatura dos países hermanos.
Asturias teve outro romance seu lançado como o volume 3 da coleção, Week-end na
Guatemala, de 1956, publicado aqui em 1968, com tradução, mais uma vez, de Antonieta
Dias de Moraes. Depois disto, pela mesma Brasiliense, mas fora da coleção, foram
traduzidos outros dois romances do autor: Vento forte, de 1950, lançado aqui em 1971, e O
papa verde, de 1954, aqui publicado em 1973. Junto com Los ojos de los enterrados, de
1960, sem tradução brasileira, os dois livros integram uma série intitulada La Trilogía
Bananera, e, incrivelmente, foram os últimos livros do autor a serem publicados no Brasil.
O segundo volume da coleção editada pela Brasiliense foi o romance Terra alheia, de
1954, do colombiano Eduardo Caballero Calderón, publicado em 1968 com tradução e
prefácio da organizadora da coleção, Jurema Finamour. Nele, o autor colombiano aborda a
questão agrária, valendo-se de "um inconformismo rebelde frente à situação deprimente que
subsiste para os camponeses latino-americanos, de quem, não podendo ser um vingador
combativo, constitui-se em um eloquente porta-voz por meio da descrição justa e amarga",
conforme as palavras da tradutora no prefácio escrito para o livro. O autor, falecido em
1993, não teve nenhum outro livro traduzido no Brasil.
46
Aos olhos de hoje, talvez o livro mais importante da coleção tenha sido aquele
publicado em 1969 como o volume 4, o romance Pedro Páramo, de Juan Rulfo, com
tradução de Jurema Finamour e introdução de Otto Maria Carpeaux. Apesar de ter publicado
pouco, Rulfo é considerado até hoje um dos mais importantes romancistas mexicanos, se
não o mais importante, firmando-se como um verdadeiro clássico da literatura de toda a
América. Para tanto, bastou-lhe publicar dois livros, este Pedro Páramo, de 1955, e o
volume de contos El llano en llamas, de 1953, que foram editados em volume único nos
muitos países em que foram traduzidos, inclusive no Brasil, como veremos mais adiante. O
silêncio literário de Rulfo foi rompido apenas em 1980, com a publicação da novela El gallo
de oro.
Finalmente, em 1970, foi publicado o quinto volume da coleção, Casas mortas e Poço
nº 1, reunindo duas novelas, de 1955 e 1961, respectivamente, de autoria do escritor
venezuelano Miguel Otero Silva, com tradução de Beatriz Bandeira revista por Marina
Arrázola Madrid e prefácio de Jurema Finamour. O autor teve apenas mais um livro
traduzido no Brasil, em 1988, lançado pela Editora Globo.
Assim, depois de um projeto inicial que incluía doze títulos, listados na coluna de José
Condé acima referida, a coleção América Latina - Realidade e Romance acabou publicando
apenas os quatro primeiros ali constantes: O senhor presidente, Pedro Páramo, Terra alheia
e Oficina nº 1 (com o título de Poço nº 1, acrescido de Casa mortas), mais Week-end na
Guatemala, que não constava da lista. Em relação às outras oito obras que a Editora
Brasiliense pensava publicar na coleção, vejamos a seguir qual foi seu "destino editorial" no
Brasil.
Duas delas foram publicadas ainda durante o período (1967-1970) em que a própria
coleção da Brasiliense estava em curso: A morte de Artemio Cruz, de Carlos Fuentes,
publicada em 1968 pela EdInova (ver item 2.3.3), e Ficções, de Jorge Luis Borges,
publicada em 1970 pela Editora Globo de Porto Alegre (ver item 2.3.4). Outras duas foram
traduzidas e publicadas um pouco mais tarde: O século das luzes, de Alejo Carpentier, pela
Labor do Brasil, em 1976, e Batismo de fogo, de Mario Vargas Llosa (listada na coluna de
Condé como A cidade e os cães, na verdade a tradução literal do título da obra em
espanhol), pela Nova Fronteira, em 1977.
47
Das quatro restantes, O cavalo e sua sombra, do uruguaio Enrique Amorim, já tinha
tradução brasileira desde a década de 40, publicada pela Editora Guaíra, de Curitiba,
responsável também pela publicação, na mesma época, de uma obra do equatoriano
Humberto da Mata (o romance Prometeo, e não O sol, constante da lista; para ambos, ver
item 2.2.2). Quanto aos outros dois, o costa-riquenho Carlos Fallas jamais teve uma obra
publicada no Brasil, ao passo que o chileno Manuel Rojas teve o romance Filho de ladrão (e
não El delincuente, que é um livro de contos de 1929) publicado em 1967 pela Civilização
Brasileira, na coleção Nossa América (ver item 2.3.1).
Foram publicados, por exemplo, nada menos do que quatro romances do cubano Alejo
Carpentier (Concerto barroco, Os passos perdidos, A sagração da primavera e Écue-
Yamba-Ó), além do monumental Paradiso e do livro de ensaios A expressão americana,
ambos de um outro escritor cubano fundamental, José Lezama Lima. A editora publicou
também Mascaró, o caçador americano, único título do argentino Haroldo Conti traduzido
no Brasil, e A cidade das letras, um ensaio do crítico uruguaio Ángel Rama, além das duas
obras de Cortázar já referidas no item 2.3.1 (Nicarágua tão violentamente doce e Os
autonautas da cosmopista) e outros sete títulos.
48
2.3.3 As publicações da EdInova (com um Panorama do Romance Mexicano)
Entre 1966 e 1969, a EdInova publicou, numa coleção que reunia autores tão diversos
como o francês Alain Robbe-Grillet, o japonês Yukio Mishima e o norte-americano John
Cheever, pelo menos quatro volumes dedicados à literatura hispano-americana, sendo dois
do mexicano Carlos Fuentes, um do também mexicano Juan José Arreola e um do
equatoriano Jorge Icaza. Na edição do romance A morte de Artemio Cruz, publicado em
1968, com tradução de Geraldo Galvão Ferraz, nada encontramos a respeito de uma possível
intenção, por parte da editora, de publicar autores hispano-americanos numa série
específica. No texto de orelha, no entanto, há uma referência à publicação anterior da novela
Aura (publicada em 1966, com tradução de Sérgio Bath e Marisa Bath) e à intenção de
publicar o livro de estreia de Fuentes, um volume de contos com título já traduzido para o
português, As máscaras dos dias, que acabou não se concretizando.
É preciso frisar que estas edições de Aura e de A morte de Artemio Cruz, ambos
publicados em espanhol em 1962, são as primeiras de Carlos Fuentes no Brasil, e que foram
publicadas aqui num espaço de tempo relativamente curto após a publicação na língua
original (quatro e seis anos, respectivamente). Além disso, se tomarmos o ano de 1967 como
referência para o início do que se convencionou chamar de boom da narrativa hispano-
americana (com o sucesso de vendas de Cien años de soledad, de García Márquez),
devemos notar que Aura foi publicada pouco antes do início do boom e Artemio Cruz apenas
um pouco depois, quando mal começavam a firmar-se internacionalmente os nomes dos
principais escritores ligados ao movimento: os do colombiano Gabriel García Márquez, do
peruano Mario Vargas Llosa, do argentino Julio Cortázar e o do próprio Carlos Fuentes.
Registre-se, também, o fato de que por estes anos, 1966/68, destes quatro autores, além de
Fuentes, apenas García Márquez possuía livro traduzido e publicado no Brasil (exatamente
Cem anos de solidão, na tradução pioneira de Eliane Zagury para a Editora Sabiá, como
veremos a seguir).
Depois deste impulso inicial, porém, Carlos Fuentes só voltou a ter outro livro
traduzido e publicado no Brasil em 1980, quando a Editora Nova Fronteira lançou A cabeça
49
da hidra, romance de 1978, em tradução de Remy Gorga Filho. Antes disso, porém, em
1975, a Editora Abril havia relançado a tradução de Geraldo Galvão Ferraz para A morte de
Artemio Cruz como o volume 42 da Coleção Clássicos Modernos. A novela Aura ganharia
uma nova tradução brasileira em 1981, pela Editora L&PM, a cargo de Olga Savary,
enquanto A morte de Artemio Cruz precisaria esperar até 1994 para ganhar uma nova
tradução, assinada por Inez Cabral e lançada pela Editora Rocco, responsável pela
publicação da obra (quase) completa de Fuentes no Brasil desde 1988 (ver item 2.5.3).
Além dos dois livros de Fuentes acima citados, a EdInova também tratou de divulgar
no Brasil a obra de um autor mexicano dez anos mais velho que Fuentes, Juan José Arreola,
de quem publicou o livro Confabulário total, em 1969, com tradução de Luiz Pappi e
Haroldo Bruno e prefácio de Otto Maria Carpeaux. O volume é uma coletânea dos livros de
contos e de uma peça cômica do autor publicados originalmente entre 1941 e 1961, editado
em 1962 pelo Fondo de Cultura Económica mexicano. Na contracapa do livro pode-se ler o
seguinte texto: “PANORAMA DO ROMANCE MEXICANO: Prosseguindo no seu
programa de divulgação da literatura hispano-americana, EdInova apresenta outro grande
escritor mexicano, Juan José Arreola, cuja pena insólita e de rara sensibilidade revela um
talento novo, que ocupa lugar de vanguarda na atividade literária em seu país.” Somente em
2015, numa edição da curitibana Arte & Letra, o autor voltou a ter um livro traduzido e
publicado no Brasil, a coletânea Confabulário, de 1952, parte deste Confabulário total
publicado pela EdInova (em tradução de Iara de Souza Tizzot).
A Editora Sabiá, dirigida pelos escritores Rubem Braga e Fernando Sabino entre 1967
e 1972, apesar de ter se dedicado essencialmente à publicação de autores brasileiros, entre
cronistas, poetas e romancistas, acabou por desempenhar um papel importantíssimo na
divulgação da obra de alguns escritores hispano-americanos no curto espaço de tempo em
que esteve em atividade. Sem que tenha chegado a criar uma coleção específica para tanto,
acabou sendo a editora responsável por lançar as primeiras traduções brasileiras de quatro
autores importantíssimos, quatro verdadeiros pesos-pesados da literatura hispano-americana:
nada menos do que Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e
Manuel Puig tiveram suas primeiras traduções brasileiras publicadas pelo selo do sabiá.
Além deles, a editora publicou também dois livros do poeta chileno Pablo Neruda e Nossa
luta em Sierra Maestra, livro-depoimento do revolucionário argentino Ernesto 'Che'
Guevara.
Como o foco aqui não está posto nas edições de poesia, apenas registramos que Neruda
era um velho conhecido dos escritores brasileiros, em boa parte devido a seus vínculos com
a esquerda representada pelos partidos comunistas do pós-guerra. Dele a Sabiá publicou,
primeiro, uma Antologia poética, em 1968, numa edição bilíngue, com tradução de Eliane
Zagury e prólogo do escritor e diplomata chileno Jorge Edwards, antologia que viria se
juntar, no catálogo da editora, às de Vinicius de Moraes, Jorge de Lima, João Cabral de
51
Melo Neto, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. Ou seja: apenas a melhor
poesia brasileira do século XX. Em 1971, a Sabiá ainda publicaria, novamente em edição
bilíngue, um pequeno volume com um dos primeiros e mais conhecidos livros de Neruda,
20 poemas de amor e uma canção desesperada, de 1924, com tradução de Domingos
Carvalho da Silva e ilustrações de Carybé.
Agora passemos aos comentários sobre as edições dos quatro autores hispano-
americanos publicados pela primeira vez no Brasil pela Editora Sabiá. O primeiro deles foi o
colombiano Gabriel García Márquez, em 1968, justamente com seu já então best-seller,
Cem anos de solidão, publicado no ano anterior em Buenos Aires, pelas mãos do editor
Francisco 'Paco' Porrúa, da Editorial Sudamericana. No Brasil, a tradução foi entregue a
Eliane Zagury, e o livro contou com ilustrações de Carybé, como muitos outros da Sabiá.
Como se vê, pouquíssimo tempo decorreu entre a publicação do livro em espanhol e a de
sua tradução para o português do Brasil, que foi uma das primeiras no mundo todo, ao lado
da francesa e da italiana.
O sucesso mundial de vendas do livro, que de certa forma foi o responsável pela
deflagração do famoso boom da literatura latino-americana, repetiu-se no Brasil, e também
52
aqui gerou uma espécie de efeito colateral que foi o interesse pelas obras anteriores do autor,
que haviam sido relançadas em espanhol e acabaram sendo também traduzidas para diversas
línguas. A Editora Sabiá soube aproveitar o momento e publicou, entre 1969 e 1970, outros
quatro livros de García Márquez: a novela Ninguém escreve ao coronel, de 1961, em
tradução de Virgínia Wey; o livro de contos Os funerais da Mamãe Grande, de 1962,
traduzido por Édson Braga; e os romances O veneno da Madrugada (tradução de La mala
hora, de 1962) e O enterro do diabo (tradução de La hojarasca, de 1955, o primeiro do
autor), ambos traduzidos por Joel Silveira. Assim como acontecera com Cem Anos de
Solidão, a edição brasileira destes livros contou com ilustrações do artista plástico
argentino-baiano Carybé.
Destas cinco traduções lançadas pela Sabiá, três continuam a ser utilizadas nas edições
mais recentes (de 2015) dos livros do autor colombiano no Brasil, a cargo da Editora
Record, que desde o início dos anos 70 já publicou mais de vinte títulos: são elas as duas de
Joel Silveira, agora comercializadas com os títulos duplos A revoada (O enterro do diabo) e
O veneno da madrugada (A má hora), e a de Édson Braga, também com o título levemente
modificado para Os funerais de Mamãe Grande. A novela Ninguém escreve ao coronel, com
tradução atribuída a Virgínia Wey nas duas primeiras edições do livro pela Sabiá, desde a
terceira (de 1973, ainda pela Sabiá) aparece como tendo sido traduzida por Danúbio
Rodrigues, e também continua sendo utilizada até hoje. Já Cem anos de solidão, que em
cerca de quarenta anos teve mais de 70 tiragens estampando a tradução pioneira de Eliane
Zagury, ganhou uma nova tradução em 2009, assinada por Eric Nepomuceno.
A cronologia da publicação das obras de Borges no Brasil já foi bem detalhada num
livro de 2001 organizado por Jorge Schwartz (ver bibliografia). Para os fins deste trabalho,
de qualquer modo, cabe registrar que, nos longos intervalos de tempo entre as três diferentes
traduções brasileiras da Nova antologia pessoal, praticamente toda a obra do escritor
argentino foi publicada aqui. O primeiro grande impulso neste sentido, pouco depois da
edição pioneira da Sabiá, partiu da Editora Globo de Porto Alegre, responsável pela
publicação de oito obras do autor entre 1970 e 1982, com destaque para seus principais
livros de contos, que contaram com traduções de Carlos Nejar (Ficções), Flávio José
Cardozo (O Aleph e História universal da infâmia), Hermilo Borba Filho (O informe de
Brodie) e Lígia Morrone Averbuck (O livro de Areia).
54
O livro, um folhetim assumido que aqui ganhou o título de Boquinhas Pintadas e era o
segundo romance do autor, não teve, no Brasil, o mesmo sucesso imediato de vendas que o
livro do autor colombiano tivera, embora a edição argentina tenha vendido cem mil
exemplares poucas semanas depois de seu lançamento, em setembro de 1969 [Jill-Levine,
2002], e tenha ajudado a transformar Puig num best-seller no mundo hispânico nos anos
seguintes. De qualquer forma, a edição da Sabiá abriu o caminho para a publicação de toda a
obra posterior do autor no Brasil, e também de seu primeiro romance, A traição de Rita
Hayworth, traduzido por Gloria Rodríguez e publicado em 1973 pela Editora Civilização
Brasileira.
Manuel Puig acabou tendo seus outros seis romances publicados no Brasil, na seguinte
ordem: The Buenos Aires affair (Civilização Brasileira, 1975), com este título na edição
argentina, numa homenagem ao romance policial e seus clichês; O beijo da mulher aranha
(Codecri, 1980); Pubis angelical (Codecri, 1981); Sangue de amor correspondido (Nova
Fronteira, 1982), escrito em português; Maldição eterna a quem ler estas páginas (Nova
Fronteira, 1983) e Cai a noite tropical (Rocco, 1989). Além deles, foi publicado o livro A
cara do vilão (Rocco, 1985), reunindo dois roteiros de cinema. A relação de Puig com o
Brasil, no entanto, iria bem além disso: o escritor morou no Rio de Janeiro entre 1980 e
1988 (o que explica que Sangue de amor correspondido tenha sido escrito em português) e
foi no meio deste período, mais exatamente em 1985, que um de seus amigos, o cineasta
argentino naturalizado brasileiro Héctor Babenco, obteve um imenso sucesso comercial e
artístico com o filme O beijo da mulher aranha, baseado na obra homônima de Puig.
O único de seus romances a ganhar uma segunda tradução brasileira foi exatamente o
primeiro publicado aqui: desta vez com o título de Boquitas pintadas, como no original, o
livro foi traduzido por Luiz Otávio Barreto Leite (revisor do original em português de
Sangue de amor correspondido) e publicado pela Editora Nova Fronteira em 1982.
Finalmente, depois de circular por cinco editoras diferentes entre 1970 e 1989 (Sabiá,
Civilização Brasileira, Codecri, Nova Fronteira e Rocco, todas cariocas), as edições mais
recentes da obra de Puig no Brasil, publicadas entre 2003 e 2006, ficaram a cargo do selo
José Olympio (propriedade da Editora Record), que optou por recuperar as já velhas
traduções de seus quatro primeiros romances: três delas assinadas por Gloria Rodríguez e,
ironicamente, a tradução pioneira de Joel Silveira, recolocando em circulação, desta forma,
55
o título inicial de Boquinhas Pintadas. Mais um círculo que se fecha, portanto.
Considerando que desde 1997 Vargas Llosa publica seus romances em espanhol pelo
selo Alfaguara e desde 2006 suas traduções para o português pela filial brasileira do mesmo
selo (atualmente, lá como aqui, de propriedade da megacorporação Penguin Random
House), é provável que esta se torne a casa definitiva da edição das obras completas do autor
em nosso país. Dentre os vinte títulos já publicados em português pela Alfaguara/Objetiva
56
encontram-se quatro romances que já estão em sua terceira tradução brasileira (Tia Júlia e o
escrevinhador, A cidade e os cachorros, Pantaleão e as visitadoras e Conversa no Catedral)
e outros seis que foram traduzidos pela segunda vez (A guerra do fim do mundo, Elogio da
madrasta, Os cadernos de dom Rigoberto, A casa verde, Lituma nos Andes e A Festa do
Bode), a comprovar o status especial de que desfruta o autor, contemplado com o prêmio
Nobel de literatura em 2010.
Outra editora que não chegou a criar uma coleção específica para a divulgação de
literatura hispano-americana mas que acabou publicando vários títulos e autores importantes
nesta área, na primeira metade da década de 1970, foi a Expressão e Cultura, cujo editor à
época era o português Fernando de Castro Ferro [Bottmann, 2015], autor da tradução de
Rayuela, de Julio Cortázar, publicada em 1970 pela Civilização Brasileira com o nome de O
jogo da amarelinha, como vimos no item 2.3.1, acima.
No total, entre 1970 e 1974, a Expressão e Cultura chegou a publicar nove livros de
cinco autores, todos argentinos: cinco livros assinados por três escritoras que faziam um
enorme sucesso comercial em seu país na mesma época (três de Beatriz Guido, um de
Silvina Bullrich e um de Marta Lynch), dois de Julio Cortázar e dois de Adolfo Bioy
Casares. Com exceção de Cortázar, que já tinha dois de seus romances, O jogo da
amarelinha e Os prêmios, traduzidos e publicados pela Civilização Brasileira, ambos em
1970, os outros quatro autores editados pela Expressão e Cultura eram inéditos no Brasil até
aquele momento.
57
editora entre 1981 e 1985 (ver item 2.3.1). O mesmo não ocorreu com a tradução de Final
do jogo, que acabou se tornando uma espécie de raridade. Os dois livros só ganhariam novas
traduções brasileiras em 2013 e 2014, respectivamente, ambas a cargo da dupla Paulina
Wacht e Ari Roitman, publicadas pela Civilização Brasileira, já então apenas um selo
pertencente ao Grupo Editorial Record.
Quanto a Adolfo Bioy Casares, que padeceu do fato de ser o melhor amigo de Jorge
Luis Borges, o que parece ter contribuído para a demora na apreciação de seus próprios
méritos literários por parte da crítica, a Expressão e Cultura publicou, em 1972, o romance
Diário da guerra do porco, apenas três anos depois de sua publicação em Buenos Aires, e,
em 1974, A máquina fantástica, que vem a ser a tradução do primeiro e mais conhecido
livro de Bioy, La invención de Morel, publicado originalmente em 1940. A tradução
brasileira de ambos os livros ficou a cargo de Vera Neves Pedroso, sobre cuja carreira a
pesquisadora e tradutora Denise Bottmann escreveu um belíssimo artigo [Bottmann, 2015].
A trajetória editorial de Bioy Casares no Brasil, logo após a publicação destes dois
livros no início da década de 1970, não foi das mais espetaculares: a Editora Rocco
republicou a tradução de Vera Neves Pedroso em 1986, restaurando o título original do
romance, A invenção de Morel; no ano seguinte, a L&PM Editores, de Porto Alegre,
publicou a tradução de uma antologia de contos do autor, Histórias de amor, traduzida por
Remy Gorga Filho; e a José Olympio publicou, em 1991, O sonho dos heróis, romance de
1954 traduzido por Andréa Ramal.
Somente quinze anos depois, talvez como reflexo de uma nova e positiva avaliação da
obra do autor após sua morte em 1999, Bioy Casares voltou a ter livros traduzidos no Brasil.
Entre 2006 e 2010 a Editora Cosac Naify, recentemente falecida, publicou quatro deles:
Histórias fantásticas, em tradução de José Geraldo Couto, e novas traduções para A
invenção de Morel (por Samuel Titan Jr.), O sonho dos heróis e Diário da guerra do porco
(ambos por José Geraldo Couto). Finalmente, em 2014, a Editora Globo de São Paulo
publicou o volume A das Obras Completas do autor, abrangendo o período de 1940 a 1958,
do qual fazem parte seis livros: A invenção de Morel, Plano de fuga, A trama celeste, As
vésperas de Fausto, História prodigiosa e O sonho dos heróis.
58
Beatriz Guido (1922-1988), Silvina Bullrich (1915-1990) e Marta Lynch (1925-1985)
são três escritoras com muito em comum e costumam ser analisadas em conjunto, por vários
motivos: pertenceram mais ou menos à mesma geração, retrataram em seus livros a vida da
decadente aristocracia argentina (à qual pertenciam ou com a qual estiveram em permanente
contato) e foram autoras, todas elas, de numerosos best-sellers, que as tornaram conhecidas
mundialmente. Não é por acaso, portanto, que tenham tido alguns de seus livros publicados
no Brasil pela mesma editora.
Beatriz Guido teve três livros publicados pela Expressão e Cultura: Antes do incêndio,
de 1964, publicado aqui em 1970, em tradução de Vera Neves Pedroso, A mão na ratoeira,
livro de contos de 1961, e Fim de festa, de 1958, ambos publicados aqui em 1971. A autora
não voltou a ter livros publicados no Brasil. Silvina Bullrich teve apenas um livro editado
pela Expressão e Cultura, Um momento muito longo, romance de 1961 publicado aqui em
1970, mais uma vez com tradução de Vera Neves Pedroso. No entanto, a autora teve pelo
menos outros quatro romances publicados no Brasil pela Editora Record na década de 70,
todos traduzidos por Remy Gorga Filho, além de um livro de memórias de 1980, publicado
aqui em 1983, também pela Record. Como Bullrich, Marta Lynch teve um único livro
publicado pela Expressão e Cultura, O tapete vermelho, um romance de 1962 publicado aqui
em 1973, também traduzido por Remy Gorga Filho, mas, depois disso, não teve nenhum
outro livro traduzido e publicado no Brasil.
A Editora Paz e Terra foi criada pelo editor Ênio Silveira, da Civilização Brasileira, em
meados de 1966, a partir da publicação da revista de mesmo nome, ligada aos movimentos
religiosos ecumênicos com forte expressão naquela conjuntura política brasileira. A ideia de
publicar a revista foi do sociólogo e jornalista (de religião protestante) Waldo Aranha Lenz
Cesar (pai de Ana Cristina Cesar, então com quatorze anos, que viria a se tornar tradutora e
poeta cultuada nos anos 70/80), que a dirigiu ao longo dos nove números publicados entre
1966 e 1969, tendo como secretário de redação o poeta Moacyr Félix (Cunha, 2007, p. 154).
59
Em 1975, a editora foi vendida ao empresário Fernando Gasparian, proprietário do
semanário de oposição Opinião, um dos mais ativos no combate à ditadura.
Na primeira fase de sua existência, entre 1968 e 1974, a Paz e Terra publicou uma série
intitulada Estudos sobre o Brasil e a América Latina, na qual foram editados 25 títulos. Mais
tarde, já administrada por Gasparian, e até fins da década de 1980, a editora foi responsável
pela publicação de pelo menos três coleções que marcaram época: a coleção Estudos
Brasileiros, publicada entre 1974 e 1987 (com 95 títulos), a coleção Estudos Latino-
americanos, publicada entre 1976 e 1987 (com 23 títulos), e aquela que nos interessa mais
diretamente, a coleção Literatura e Teoria Literária, publicada entre 1976 e 1986 (com 57
títulos).
Dentro da série Estudos sobre o Brasil e a América Latina, dirigida por Moacir Félix,
em meio a obras dos brasileiros Celso Furtado, Alberto Passos Guimarães, Darcy Ribeiro,
Hélio Jaguaribe e Fausto Cunha, entre outros, foram publicados pelo menos dois títulos
traduzidos do espanhol: Dialética do subdesenvolvimento, do sociólogo venezuelano Ramón
Losada Aldana, em 1968, como o volume 3 da série, traduzido por Ignácio M. Rangel, e o
ensaio O que é o ser nacional?, do escritor e político argentino ligado à esquerda peronista
Juan José Hernández Arregui, em 1971, como o volume 15 da série.
Os outros dois títulos publicados pela coleção, por sua importância, merecem ser
destacados: são eles O labirinto da solidão, talvez o livro mais importante do ensaísta
60
mexicano Octavio Paz, publicado em 1976 (volume 6), em tradução de Eliane Zagury, e o
famosíssimo As veias abertas da América Latina, do escritor uruguaio Eduardo Galeano,
publicado em 1978 (volume 12), em tradução do jornalista Galeno de Freitas.
Alguns aspectos até há pouco desconhecidos (ou, pelo menos, não de domínio público)
a respeito destas edições da Paz e Terra foram revelados com a publicação, em 2015, de um
livro interessantíssimo, Diálogos latino-americanos (São Paulo: Global, 2015), que reúne a
correspondência entre o crítico uruguaio Ángel Rama e os antropólogos brasileiros Berta e
Darcy Ribeiro. Ocorre que Berta Ribeiro trabalhou como assistente da direção da editora
61
entre 1975 e 1976, o que significa que, na prática (conforme se pode observar claramente na
correspondência), ela estava encarregada de supervisionar toda a parte de produção editorial
da empresa, cuidando não apenas dos contratos envolvendo os livros e autores sugeridos
pelos diretores das diversas coleções mas tratando igualmente dos contatos com tradutores,
ilustradores, gráficas, etc.
Como no caso dos livros da coleção editada pela Brasiliense (ver item 2.3.2, acima),
em que uma coluna de jornal assinada por José Condé nos permitiu vislumbrar quais títulos
a editora pretendia publicar, uma carta de Berta Ribeiro a Ángel Rama, datada de 12 de
maio de 1975, apresenta, num anexo, uma lista semelhante, também composta de doze
títulos. São eles: Yo el Supremo, do paraguaio Augusto Roa Bastos; Los ríos profundos, do
peruano José María Arguedas; El llano en llamas, do mexicano Juan Rulfo; Zona sagrada,
do mexicano Carlos Fuentes; La serpiente de oro ou El mundo es ancho y ajeno, do peruano
Ciro Alegría; Los pasos perdidos, do cubano Alejo Carpentier; Un mundo para Julius, do
peruano Alfredo Bryce Echenique; uma antologia de contos do uruguaio Juan Carlos Onetti;
Vagamundo, do uruguaio Eduardo Galeano; Las lanzas coloradas, do venezuelano Arturo
Uslar-Pietri; Paradiso, do cubano José Lezama Lima; e El laberinto de la soledad, do
mexicano Octavio Paz.
62
Vagamundo, de Eduardo Galeano, ao qual se seguiriam outros três títulos do autor na
coleção: A canção de nossa gente, em 1978 (vol. 21, numa tradução que já havia sido
publicada pela efêmera Editora Folhetim em 1976), Dias e noites de amor e de guerra,
também em 1978 (vol. 28) e Nascimentos - Memória do fogo I, em 1983 (vol. 47), todos
traduzidos por Eric Nepomuceno. Além destes, como vimos, Galeano teve o ensaio As veias
abertas da América Latina publicado em 1978 noutra coleção da Paz e Terra, a mesma que
abrigou O labirinto da solidão, de Octavio Paz, publicado em 1976.
Quanto aos outros dois livros marcados como estando com "contrato assinado" na lista
elaborada em meados de 1975 por Berta Ribeiro, foram ambos lançados em 1977: os
romances As lanças coloradas, de Arturo Uslar-Pietri, volume 10 da coleção, em tradução
de Heloisa Campos Freire, e Os rios profundos, de José Maria Arguedas (volume 13), em
tradução de Gloria Rodríguez. Os dois títulos acabaram por se tornar os únicos de seus
respectivos autores a serem traduzidos e publicados no Brasil, com a importante diferença
de que Os rios profundos ganhou uma nova tradução em 2005, assinada por Josely Vianna
Baptista, pela Companhia das Letras.
Dos outros oito autores e respectivos livros previstos para publicação, apenas três
foram afinal publicados na coleção, fato amplamente compensado pelo acréscimo de vários
títulos não previstos inicialmente, que foram se incorporando progressivamente ao catálogo
da editora, o que de certa forma fez dela a mais bem sucedida neste tipo de empreitada, se
comparada às tentativas levadas a cabo nos anos 60 pelas editoras Civilização Brasileira e
Brasiliense, analisadas anteriormente. Estes títulos foram o fundamental Eu, o Supremo,
"romance de ditador" de 1974 de Augusto Roa Bastos, publicado aqui em 1977 como o
volume 8 da coleção, em tradução de Galeno de Freitas; um volume reunindo a obra de Juan
Rulfo dos anos 50 (que é toda a obra ficcional do autor), Pedro Páramo/O planalto em
chamas, publicado em 1977 como o volume 11, em tradução de Eliane Zagury; e a segunda
tradução brasileira do romance (de 1941) Grande e estranho é o mundo, de Ciro Alegría,
assinada por Olga Savary e publicada em 1981 (volume 40), sendo que o autor já tivera um
romance (de 1939) publicado em 1978 como o volume 32 da coleção, Os cães famintos, em
tradução de Maria Lúcia Alves Ferreira.
Em relação à edição de 1977 que acabou reunindo num mesmo volume o romance
63
Pedro Páramo ao livro de contos O planalto em chamas, de Juan Rulfo, vale a pena, por
instrutivo e divertido, transcrever alguns trechos da correspondência entre Berta Ribeiro e
Ángel Rama. Na carta de 12 de maio de 1975, por exemplo, ela escreve:
Preciso que peçam a Juan Rulfo que nos dê os direitos para publicar seu El
llano en llamas. É um livro que já nasceu clássico. E embora seja difícil
traduzi-lo e até vendê-lo, me parece muito importante publicá-lo em
português. (Pedro Páramo já foi editado). [Pela Brasiliense, em 1969,
como vimos - SBK.] (...) Mando-lhe as cartas enviadas a Juan Rulfo. Estou
com uma ideia fixa de publicar seu livro, pelo fato de ser sucinto e bonito.
Creio que todos os escritores deveriam ser como Rulfo: escrever nada além
de dois livros na vida. Os que escrevem demais acabam metendo os pés
pelas mãos.
Depois de longos trâmites com Augusto Roa Bastos, primeiro com sua
mulher Amelia Hannois - até agora seu agente literário - depois - e
finalmente - com Carmen Balcells, assinamos o contrato para a publicação
64
de Yo el Supremo. Com isso, teremos uma boa coleção do romance hispano-
americano para a qual colaboram Rulfo, Arguedas, Roa Bastos, Uslar-Pietri
e Eduardo Galeano. Falta-nos muito, inclusive Onetti. (...) Da ensaística,
temos já O labirinto da solidão e, de Óscar Varsavsky, Hacia una política
científica nacional. [ambos publicados em 1976 na coleção Estudos Latino-
Americanos - SBK] Nada mal, não é verdade?
Quanto ao fato do livro de Juan Carlos Onetti não ter sido afinal publicado na coleção,
encontramos uma explicação bastante convincente na carta escrita por Berta Ribeiro em 09
de outubro de 1976, em que reitera a Rama o pedido de ajuda na escolha de títulos:
Retomando: dos doze autores listados no anexo à carta de 12/05/1975, seis foram
publicados na coleção Literatura e Teoria Literária (Augusto Roa Bastos, José María
Arguedas, Juan Rulfo, Ciro Alegría, Arturo Uslar-Pietri e Eduardo Galeano) e um (Octavio
Paz) na coleção Estudos Latino-americanos, que acabou abrigando também o livro mais
famoso de Galeano. Quanto aos outros cinco autores/títulos, não temos informação a
respeito do motivo pelo qual não foram publicados pela Paz e Terra, a não ser no caso de
Onetti, como vimos acima. De qualquer forma, para darmos uma ideia do destino editorial
destas obras no Brasil, registramos: a primeira antologia de contos de Onetti a ser publicada
no Brasil foi Tão triste como ela e outros contos, pela Companhia das Letras, em 1989; Los
pasos perdidos, de Alejo Carpentier, foi publicado pela Brasiliense, em 1985; Un mundo
para Julius, de Alfredo Bryce Echenique, pela Rocco, em 1987; Paradiso, de José Lezama
Lima, pela Brasiliense, também em 1987; e Zona sagrada, de Carlos Fuentes, um romance
de 1967, permanece inédito no Brasil.
Agora, passemos aos títulos não previstos inicialmente e afinal publicados na coleção.
Talvez a grande surpresa seja a edição de A perda do reino, do argentino José Bianco, um
romance publicado em 1972 em Buenos Aires e em 1977 no Brasil, como o volume 14 da
65
coleção, em tradução de Paulo Ramos Filho. "Pepe" Bianco, como era conhecido, esteve
intimamente ligado ao grupo da famosa revista literária dirigida por Victoria Ocampo, Sur,
para a qual traduzia e da qual foi secretário de redação por mais de vinte anos, entre 1938 e
1961. Bianco só voltou a ter uma obra publicada no Brasil em 2013, o conto/novela
Sombras suele vestir, integrante da Antologia da literatura fantástica organizada por
Borges, Bioy Casares e Silvina Ocampo, publicada pela Editora Cosac Naify em tradução de
Josely Vianna Baptista.
Outro argentino, o jornalista e escritor Osvaldo Soriano, teve seu primeiro romance,
Triste, solitário e final, publicado na coleção em 1978 (volume 25), em tradução de Luciano
Ramos. Soriano, um dos muitos escritores argentinos exilados durante a vigência da ditadura
militar em seu país, foi um dos fundadores, em 1987, do jornal Página/12, para o qual
escreveu até morrer, dez anos depois. Publicou várias compilações de contos e artigos
jornalísticos, além de outros seis romances, dois deles também traduzidos e publicados no
Brasil: Não haverá mais dores nem esquecimento, em 1985, pela Rocco, e Uma sombra
logo serás, em 1993, pela Relume Dumará.
66
da Penha.
Dois aspectos podem ser destacados em relação a este livro: o primeiro, e mais óbvio, é
a ideia mesma de integrar dois autores brasileiros à constelação de autores latino-americanos
(o que já estava sendo posto em prática por Rama, na mesma época, em seu trabalho como
editor da Biblioteca Ayacucho, na Venezuela), e, mais ainda, de fazê-lo indagando a respeito
das origens literárias destes escritores, dando a ver uma perspectiva de formação que
transcendia a dimensão imediatista do boom. O outro é que existe nele, embutido, além dos
contos propriamente ditos, um outro livro, formado pelo conjunto dos dez pequenos e
brilhantes ensaios de Rama abordando a obra de cada um dos autores, o que daria, por si só,
um excelente volume. De qualquer maneira, foi a primeira vez que o grande crítico uruguaio
teve textos seus publicados no Brasil em forma de livro, pelo que devemos ficar gratos.
Na Venezuela desde 1972 para lecionar na Universidad Central daquele país, o crítico
Ángel Rama viu-se repentinamente impossibilitado de regressar ao Uruguai, devido ao
golpe militar de junho de 1973, e assim encontrou-se de um momento para o outro na
condição de exilado político. Mas foi esta circunstância fortuita que acabou favorecendo a
67
criação de um ambicioso projeto, a Biblioteca Ayacucho, que contou com Rama como
diretor literário e que teve, desde o início, o apoio político e financeiro do governo
venezuelano. O nome escolhido para a coleção era uma homenagem explícita aos 150 anos,
comemorados em 1974, da Batalha de Ayacucho, que marcou o fim do domínio espanhol na
América do Sul.
Numa carta de setembro de 1974, por exemplo, Rama solicita a Candido uma lista "dos
vinte títulos brasileiros que indiscutivelmente devem estar numa Biblioteca deste tipo". Ou
seja, desde o início, claramente a disposição é a de integrar o Brasil à América Latina, e não
fazer dele um mero apêndice da América de língua espanhola. Em termos numéricos, a
proporção de títulos brasileiros na coleção acabou sendo bastante significativa: entre os cem
primeiros volumes da coleção, publicados entre 1976 e 1982, contavam-se dez títulos de
autores brasileiros (traduzidos para o espanhol), o mesmo número de títulos de autores
venezuelanos, contra oito títulos de autores argentinos e oito de autores mexicanos. Nesta
primeira fase da coleção, o país que obteve a maior representação numérica foi o Peru, com
treze títulos, enquanto onze títulos abrangiam um conteúdo mais genérico, quase sempre
ligado à história da América Latina como um todo.
68
Modernismo Brasileiro (1917-1930) (vol. 47, 1978, tradução de Marta Traba, compilação e
prólogo de Aracy Amaral); Recordações do escrivão Isaías Caminha / O triste fim de
Policarpo Quaresma, de Lima Barreto (vol. 49, 1978, tradução e notas de Haydée M. Jofre
Barroso, prólogo e cronologia de Francisco de Assis Barbosa); Quincas Borba, de Machado
de Assis (vol. 52, 1979, tradução de Juan García Gayo, prólogo e notas de Roberto
Schwarz); Obra escolhida. Novela, conto, ensaio, epistolário, de Mario de Andrade (vol. 56,
1979, tradução de Santiago Kovadloff e Héctor Olea, seleção, prólogo e notas de Gilda de
Mello e Souza); Os sertões, de Euclides da Cunha (vol. 79, 1980, tradução de Estela dos
Santos, prólogo, notas e cronologia de Walnice Nogueira Galvão); Obra escolhida, de
Oswald de Andrade (vol. 84, 1981, tradução de Santiago Kovadloff, Héctor Olea e Márgara
Russotto, seleção e prólogo de Haroldo de Campos); e Ensaios literários, de Sílvio Romero
(vol. 93, 1982, tradução de Jorge Aguilar Mora, seleção, prólogo e cronologia de Antonio
Candido).
Foram os seguintes os sete títulos brasileiros publicados entre 1987 e 2002: Visão do
Paraíso, de Sergio Buarque de Holanda (vol. 125, 1987, tradução de Estela dos Santos e
Agustín Martínez, prólogo de Francisco de Assis Barbosa, cronologia de Arlinda de Rocha
Nogueira), livro que já constava dos planos iniciais de Rama para a coleção; Crítica radical,
coletânea de ensaios de Antonio Candido (vol. 162, 1991, seleção, notas, cronologia,
bibliografia e tradução de Márgara Russotto, prólogo de Agustín Martínez); Um estadista do
império e outros textos, de Joaquim Nabuco (vol. 167, 1991, tradução de João Lopes,
seleção, prólogo, notas, cronologia e bibliografia de Francisco Iglesias); Cacau / Gabriela,
cravo e canela, de Jorge Amado (vol. 171, 1991, sem indicação de tradutor, com prólogo,
cronologia e bibliografia de José Paulo Paes); As Américas e a civilização, de Darcy Ribeiro
69
(vol. 180, 1992, tradução de Renzo Pi Hugarte, prólogo de María Elena Rodríguez Ozán,
cronologia e bibliografia de Mércio Pereira Gomes); A fundação do Brasil (Testemunhos:
1500-1700) (vol. 185, 1992, tradução de Aldo Horacio Gamboa e Marcelo Luis
Montenegro, seleção de textos de Darcy Ribeiro e Carlos de Araujo Moreira Neto); e,
somente dez anos mais tarde, em 2002, Pedra fundamental. Poesia e prosa, de João Cabral
de Melo Neto (vol. 204, tradução de Carlos Germán Belli, Ángel Crespo, Santiago
Kovadloff, Yhana Riobueno e Márgara Russotto, prólogo, cronologia e bibliografia de
Felipe Fortuna, seleção e posfácio de Antonio Carlos Secchin).
A Biblioteca Ayacucho deve ser entendida como a tentativa mais bem sucedida de
integrar a literatura brasileira e a hispano-americana numa iniciativa editorial de alto nível,
em cujos volumes constavam sempre um prólogo escrito por um especialista e uma
detalhada bibliografia, além de cronologia e notas adequadas ao espírito da coleção. Apesar
da proporção de títulos brasileiros ter sido, afinal, bem menor do que a inicialmente
esperada (apenas 17 volumes entre os 236 da chamada Colección Clásica da Biblioteca
Ayacucho), ainda assim a presença do Brasil na coleção foi bastante significativa. O público
leitor de língua espanhola pôde finalmente dispor da tradução de obras de autores como
Gilberto Freyre, Machado de Assis, Mario de Andrade e Euclides da Cunha colocadas lado a
lado com obras de Rúben Darío, Domingo Faustino Sarmiento, Juan Rulfo, Roberto Arlt e
muitos outros autores hispano-americanos. Também se pode conjeturar tranquilamente que a
permanência de Ángel Rama à frente do projeto da coleção teria assegurado a presença
ainda mais marcante da literatura brasileira na Biblioteca Ayacucho, atualmente com boa
parte de seus títulos disponíveis em formato digital no site
[Link]
70
2.3.7 Editora Alfa-Omega – Biblioteca Alfa-Omega de Literatura Latino-americana
Apenas aquela identificada como a Série 1ª da coleção era dedicada a autores de outros
países, e nela foram publicados três títulos, claramente marcados como os volumes 1, 2 e 4
da série, não tendo sido possível verificar se o volume 3 chegou realmente a ser publicado.
Os três títulos saíram em 1976 e tudo indica que esta série específica não teve continuidade.
71
autoria de Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares, com tradução de Janer Cristaldo e
precedida por uma "advertência" assinada por Gudiño Kiefer, a comprovar seu
envolvimento com a escolha de títulos para a série.
72
2.3.8 Editora Francisco Alves – Coleção Latino-América
Embutido no período (1976-1986) em que a Editora Paz e Terra publicou sua coleção
Literatura e Teoria Literária, na qual disponibilizou quinze títulos de autores hispano-
americanos no Brasil, alguns deles nunca dantes traduzidos no país (casos de José María
Arguedas, Arturo Uslar-Pietri, José Bianco e Osvaldo Soriano), outra editora carioca, esta
veterana, resolveu apostar numa coleção dedicada exclusivamente à literatura dos países
hermanos. A editora era a Francisco Alves, cuja origem como livraria remonta a 1854 e que
começou a funcionar como editora na primeira década do século passado, tornando-se uma
das mais importantes do país até meados do século. No início dos anos 70, depois de
algumas crises, a editora foi comprada por um empresário do ramo da navegação que
resolveu renovar a aposta na edição de literatura de ficção. É nesse contexto de renovação
do catálogo da editora que nasce a coleção Latino-América.
73
americanos, em fecunda discussão sobre o nosso tempo. Engloba também
os autores que já pertencem à tradição cultural da região e que, passo a
passo, vieram identificando e reconstruindo, com amor, inteligência e
beleza, o perfil desse sofrido homem tão próximo de nós, brasileiros, que
mal podemos enxergar. A Coleção Latino-América, como um óculo de
alcance invertido, chama a si a tentativa de expô-lo ao nosso público, com o
vagar que exige o rigor da seleção, mas na certeza de estar contribuindo
verdadeiramente para a formação de uma Biblioteca digna em língua
portuguesa.
Como aconteceu com a coleção da Editora Brasiliense, analisada no item 2.3.2, que se
propunha a ser "um elo" ou "uma ponte" entre os escritores da América Latina, dando a
conhecer algumas obras que de outra forma continuariam a ser ignoradas em nosso país, de
modo semelhante a coleção da Francisco Alves se propõe a ser "um óculo de alcance
invertido" para que o leitor brasileiro possa enxergar melhor o perfil do sofrido homem
latino-americano, tal qual ele aparece retratado nas obras dos escritores do continente. A
justificativa da coleção, neste sentido, não parece estar tão distante daquela utilizada dez
anos antes pela Brasiliense: "matéria-prima para o conhecimento do homem latino-
americano", em 1969; "e o homem latino-americano, quem é? (...) Porque não acreditamos
que o brasileiro se possa definir sem conhecer a sua circunstância continental", em 1979.
O único autor a ter três romances publicados na coleção Latino-América foi o argentino
Ernesto Sábato (neste caso, todos os romances que publicou, em intervalos regulares de
treze anos entre um e outro), e todos foram traduzidos pelo jornalista Janer Cristaldo. Sobre
75
heróis e tumbas, de 1961, saiu aqui em 1980 (volume 5); Abadon, o exterminador, de 1974,
saiu aqui em 1981 (volume 6); e O túnel, de 1948, saiu também em 1981 (volume 8).
Lembremos que este romance já tinha uma tradução brasileira, por Noelini Souza, publicada
pela Civilização Brasileira em 1961 e republicada em 1976 pela editora paulista Alfa-
Omega. A Francisco Alves ainda publicaria outros três títulos do autor, fora da coleção: os
livros de ensaios O escritor e seus fantasmas e Nós e o Universo, também traduzidos por
Janer Cristaldo, e um livro com entrevistas concedidas pelo autor a outro escritor argentino,
Carlos Catania, Meus fantasmas, este traduzido da versão francesa. A obra romanesca e
parte da ensaística de Ernesto Sábato voltaria a ser traduzida no Brasil apenas nos anos
2000, em edições da Companhia das Letras.
Assim como Vargas Llosa, Onetti e Sábato, três outros autores publicados pela Latino-
América também já não eram inéditos no país, e vamos apenas registrar sua presença na
coleção. O poeta chileno Pablo Neruda, com alentada bibliografia nacional, teve um de seus
últimos livros, Incitação ao nixonicídio e louvor da revolução chilena, de 1973, publicado
em 1980 como o volume 4, em tradução de Olga Savary. O argentino Ricardo Güiraldes
teve reeditada, em 1981, a velha tradução que Augusto Meyer publicara em 1944 (e em
1952) do romance Dom Segundo Sombra, volume 7 da coleção. E o romance A voragem, de
1924, do colombiano José Eustasio Rivera, ganhou, em 1982, sua segunda tradução
brasileira (a primeira foi publicada em 1945), por Reinaldo Guarany, editada no volume 13
da coleção.
Dentre os autores lançados pela coleção que estavam sendo traduzidos pela primeira
vez no Brasil encontra-se o dramaturgo, romancista e professor porto-riquenho Luis Rafael
Sánchez. Autor de uma extensa obra teatral, Sánchez, que viveu no Rio de Janeiro no final
dos anos 70, teve aqui traduzido, por Eliane Zagury, o romance satírico A guaracha do
macho Camacho, de 1976, publicado em 1981 como o volume 9 da coleção. O autor não
teve nenhuma outra obra traduzida e publicada no Brasil.
Outro autor inédito no país até aquele momento era o argentino Roberto Arlt, cuja obra
estava sendo objeto de uma nova e positiva avaliação crítica na própria Argentina, graças
aos estudos de ensaístas do porte de Beatriz Sarlo, Ricardo Piglia e David Viñas. Seu
romance mais conhecido, Os sete loucos, de 1929, foi publicado na coleção em 1982, em
76
tradução de Janer Cristaldo (volume 11). O texto de orelha, assinado por Juan Carlos Onetti
(traduzido e adaptado por Flávio Moreira da Costa com base na introdução a uma edição
italiana da obra de Arlt) refere-se ao autor como "um romancista que será muito maior
quando os anos passarem - no que já se pode apostar - e que, incompreensivelmente, é quase
desconhecido do mundo." Roberto Arlt veio a ter boa parte de sua obra traduzida e
publicada no Brasil a partir do final dos anos 90, pela Editora Iluminuras, de São Paulo (ver
item 2.5.1).
Além de Juan Carlos Onetti e seu opressivo retrato do mundo urbano, outro uruguaio,
este mais chegado à vida campeira, esteve representado na coleção Latino-América, em seu
volume 12. Trata-se de Mario Arregui, de cuja obra o tradutor Sergio Faraco selecionou oito
contos que deram origem à coletânea Cavalos do Amanhecer, publicada em 1982,
considerada pelo próprio autor como seu melhor livro, "pois feito com o melhor de todos os
outros", conforme se pode ler na deliciosa correspondência entre autor e tradutor recolhida
em Diálogos sem fronteira (Porto Alegre: L&PM, 2009). Neste livro, Faraco relata alguns
problemas ocorridos com a edição de Cavalos do Amanhecer pela Francisco Alves, como a
insistência do revisor em substituir o tu gaúcho da tradução pelo você carioca e a eliminação
sumária de "todos os guris das coxilhas sulinas para dar lugar ao garoto das areias
copacabânicas", nas palavras do escritor e tradutor gaúcho, que se queixa, com razão, da
"imposição do linguajar ex-metropolitano e decadente, atípico, a uma literatura cujo
substrato é típico, provincial e muito mais cheio de vida." As barbaridades cariocas foram
corrigidas numa edição posterior do livro, de 2003, pela editora gaúcha L&PM (ver item
2.4.4), e além desta deve-se registrar a edição de outra coletânea de contos de Arregui
traduzidos por Faraco, A cidade silenciosa, publicada pela Editora Movimento, de Porto
Alegre, em 1985, poucos meses após o falecimento do escritor uruguaio.
O volume 15, o último da coleção, lançado em 1984, foi uma tradução, assinada por
Paulo Octaviano Terra, de O mundo alucinante, romance do escritor cubano Reinaldo
Arenas publicado no México em 1969. O romance baseia-se na biografia do frei dominicano
Servando Teresa de Mier, autor de diversos tratados sobre religião e política publicados no
início do século XIX e personagem que se envolveu na luta pela independência do México.
Arenas foi um dissidente do regime cubano que viveu no exílio de 1980 a 1990, quando
faleceu. Teve mais quatro livros traduzidos e publicados no Brasil pela Editora Record, entre
1994 e 2000, dentre eles uma nova tradução de O mundo alucinante, por Carlos Nougué.
Fechando o círculo, faltou registrar que o chileno José Donoso, autor de O obsceno
pássaro da noite, primeiro volume da coleção Latino-América, teve dois romances
publicados pela Difel em 1984 (O misterioso desaparecimento da marquesinha de Loria e
Casa de campo) e depois ficou quase trinta anos sem ter livros traduzidos no Brasil, até que
a Cosac Naify publicou, em 2013, O lugar sem limites, e a Benvirá, no mesmo ano, editou
uma nova tradução de O obsceno pássaro da noite, ambas a cargo de Heloisa Jahn.
Resumindo: dos doze autores publicados nos quinze títulos da coleção, metade estava
tendo uma obra traduzida no Brasil pela primeira vez (Donoso, Sánchez, Arlt, Arregui,
Skármeta e Arenas) e, destes, todos, com exceção do porto-riquenho Sánchez, tiveram obras
publicadas posteriormente no país, em maior ou menor medida. Deve-se destacar
especialmente a importância da publicação do romance de Arlt na coleção, na medida em
que abriu caminho para o conhecimento, no Brasil, da obra de um dos mais poderosos
narradores argentinos, cuja importância, atualmente, só é comparável à de Jorge Luis
Borges.
Quanto aos outros seis autores publicados (Vargas Llosa, Onetti, Neruda, Sábato,
Güiraldes e Rivera), os primeiros quatro poderiam perfeitamente ser classificados como
"clássicos contemporâneos", cada um a seu modo, sendo que Vargas Llosa continua em
plena atividade, tendo lançado internacionalmente, em março de 2016, seu novo romance,
Cinco esquinas. Já o argentino Ricardo Güiraldes (1886-1927) e o colombiano José Eustasio
78
Rivera (1888-1928), exatos contemporâneos e desaparecidos há quase um século, tiveram,
cada um deles, seu romance mais importante (no caso de Rivera, o único) traduzido e
publicado aqui, com o adendo de que em 2011 Don Segundo Sombra ganhou uma nova
tradução brasileira, a cargo de Aldyr Garcia Schlee, publicada pelas Edições Ardotempo, de
Porto Alegre. No panorama geral das coleções especialmente dedicadas à divulgação de
literatura hispano-americana no Brasil, a Latino-América, da Editora Francisco Alves, por
menor que tenha sido seu sucesso comercial, cumpriu honrosamente seu papel.
79
2.4 MERCOSUL, UM SONHO GAÚCHO
80
Em relação à participação institucional na edição dos livros da série Descobrindo a
América, é importante registrar que algumas destas edições contaram com a parceria do
Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul (IEL/RS), que durante a época de
publicação da maior parte dos títulos da coleção foi dirigido sucessivamente por Alcy
Cheuiche (1991), José Hilário Retamozo (1991-1993) e Paulo Flávio Ledur (1993-1995). Ao
mesmo tempo, o IEL encarregou-se de realizar algumas edições por conta própria, como
veremos adiante.
É justamente numa coedição de 1993 da Mercado Aberto com o IEL, e isto depois de
dez títulos terem sido publicados, que vamos encontrar, pela primeira vez, um texto que
pode ser interpretado como uma justificativa editorial da coleção, sem que, no entanto, se
mencione uma vez sequer o nome desta (ao contrário da palavra Mercosul, utilizada três
vezes). Vejamos o texto, assinado pelos editores, constante da orelha da novela A menina
que perdi no circo, de Raquel Saguier, traduzida por Sergio Faraco:
81
90), de outras iniciativas institucionais que apontavam para o caminho da integração
regional no campo da cultura, especialmente festivais como o Porto Alegre em Buenos Aires
e o Porto Alegre em Montevidéu, realizados pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre em
convênio com as autoridades municipais das duas capitais platinas.
No total, se levarmos em conta os livros técnicos Espanhol para executivos (de 1993) e
Manual de correspondência (de 1997), ambos de Susana Creus, e o único título ficcional de
autor brasileiro a fazer parte da coleção (O elefante trombudo, de 1994, da escritora gaúcha
Mara Regina Rösler), a série Descobrindo a América chegou a publicar 20 títulos. Dos 17
livros que formaram o núcleo da coleção, nada menos do que 15 eram de oito autores
uruguaios (três deles com mais de um título publicado), um de autora paraguaia (a acima
citada Raquel Saguier) e um de autor argentino (Mempo Giardinelli). Quanto às traduções
destes livros, dez foram assinadas por Sergio Faraco, cinco por Charles Kiefer, uma por
Tabajara Ruas e uma por Sissa Jacoby. Mas passemos, finalmente, aos livros e seus autores.
O uruguaio Juan José Morosoli (1899-1959) teve três títulos publicados na coleção,
começando pelos contos de A longa viagem de prazer, selecionados e traduzidos por Sergio
Faraco a partir de vários livros do autor, especialmente Tierra y tiempo, de 1959. O volume
tem prólogo do lendário crítico e editor Heber Raviolo (um dos fundadores de Ediciones de
la Banda Oriental), em que situa adequadamente a obra de Morosoli, louvando sua
economia verbal e a fusão dos planos regional e universal em seu trabalho, o que facultaria
"a superação de qualquer pretensa limitação criollista". O livro foi publicado com apoio do
IEL, em 1991. Os outros dois títulos do autor na coleção, de literatura infanto-juvenil, foram
publicados em 1992 (Três meninos, dois homens e um cachorro) e 1993 (Perico), ambos
com tradução de Charles Kiefer e ilustrações de Leonardo Menna Barreto Gomes.
82
Julián Murguía (1930-1995), também responsável pela sugestão de alguns títulos da
coleção (embora não saibamos exatamente quais), foi outro dos uruguaios a ter três títulos
nela publicados. O primeiro foi um livro publicado em 1991 no Uruguai, que saiu aqui no
ano seguinte, com o título de Contos do país dos gaúchos, com tradução de Sergio Faraco e
ilustrações de Yamandú Tabárez, como no original. Além deste, saíram também os livros
infantis A guerra das formigas (em 1994, com tradução de Sergio Faraco) e O tesouro de
Canhada Seca (em 1995, com tradução de Tabajara Ruas). Na mesma época, mais
exatamente em 1993, a editora paulista FTD publicou outro livro infantil de Murguía, O
amigo que veio do sul, traduzido por Faraco.
Outros dois títulos traduzidos por Faraco para a série foram o livro de contos Os
demônios de Pilar Ramírez, do uruguaio Jesús Moraes, em 1992, e o romance Bernabé,
Bernabé!, do também uruguaio Tomás de Mattos, igualmente publicado em 1992. O livro de
Moraes (nascido em 1955) era uma tradução de Sótanos y ventanas, de 1991, primeira
coletânea de seus contos ambientados no norte uruguaio, e o de Tomás de Mattos (1947-
2016) a tradução de um romance histórico, publicado em 1988 no Uruguai, em que o autor
aborda o extermínio dos índios charruas durante os primeiros anos da presidência de
Fructuoso Rivera, entre 1830 e 1832. Tomás de Mattos, falecido na semana em que este
trabalho estava sendo concluído, tem mais de dez livros publicados em seu país e foi diretor
da Biblioteca Nacional do Uruguai entre 2005 e 2010.
83
o romance A trégua (Brasiliense, 1989). Em relação a esta última obra, aliás, é interessante
destacar que, além do Facundo de Sarmiento, ela se constitui no único outro caso de livro de
autor hispano-americano a ter tido quatro traduções diferentes no Brasil (as outras saíram
pela Martins Fontes, em 2000, pela Alfaguara, em 2007, e pela L&PM, em 2008). Quanto a
Quem de nós, ganharia também uma nova tradução em 2007, pela Record.
Apesar de não ser o foco deste trabalho, não há como não salientar o fato de que os
títulos de literatura infanto-juvenil foram um dos sustentáculos da série Descobrindo a
América. Além dos livros de Morosoli, de Murguía e da gaúcha Mara Rösler, acima citados,
a Mercado Aberto publicou também Busca-bichos (de 1970), assinado por Júlio C. da Rosa
(1920-2001), com tradução de Charles Kiefer e ilustrações de Vera Muccillo, em 1993, e As
meias dos flamingos, de Horacio Quiroga, conto integrante dos Cuentos de la selva (de
1918), com tradução de Sissa Jacoby e ilustrações de Leonardo Menna Barreto Gomes, em
1994.
O livro saiu aqui em 1994, com o título de Assim se escreve um conto, em tradução de
Charles Kiefer, sendo o volume mais alentado da coleção, com mais de 300 páginas. Entre
84
os escritores entrevistados, na maioria argentinos, estão Silvina Ocampo, Juan Filloy, José
Donoso (chileno), Juan José Saer, Adolfo Bioy Casares e Carlos Fuentes (mexicano). Em
1996, a editora publicou um pequeno volume de contos de Giardinelli, A máquina de dar
beijinhos, em tradução de Eric Nepomuceno, e no ano seguinte lançou uma nova edição da
tradução de Sergio Faraco para seu primeiro romance editado no Brasil (o terceiro por ele
publicado), com o título aumentado para Luna caliente: três noites de paixão.
Depois de Vozes da selva, a Mercado Aberto ainda lançou dois pequenos volumes com
obras de Quiroga, cada um deles contendo uma novela do autor, mas isto num momento em
que a coleção já tinha sido praticamente desativada. História de um louco amor,
originalmente publicada em 1908, ganhou sua tradução brasileira exatos noventa anos
depois, e Passado amor, de 1929, precisou esperar setenta anos para poder ser lida em
português. A tradução das novelinhas ficou, mais uma vez, a cargo de Sergio Faraco, e mais
uma vez o aparato crítico foi confiado a Pablo Rocca. Feitas as contas, com a edição destes
dois pequenos volumes em 1998 e 1999 registra-se o encerramento da coleção, que, como
disse Faraco, "de repente deixou de ter" nome (e existência). De fato, na orelha da edição de
História de um louco amor, de 1998, ainda consta uma lista (quase) completa dos títulos
lançados pela série Descobrindo a América, ao passo que, na edição de Passado amor, de
1999, não há qualquer referência à coleção, constando apenas a indicação das "outras obras
de Horacio Quiroga publicadas pela Mercado Aberto". As duas novelas foram reeditadas
num só volume em 2008 pela L&PM Editores, que, à época, já havia lançado outros dois
livros com obras do autor (ver item 2.4.4).
85
Vale registrar que o mais famoso livro de contos de Quiroga, Cuentos de amor de
locura y de muerte, de 1917, ganhou três traduções brasileiras diferentes: em 2001, por Eric
Nepomuceno, para a Record; em 2013, por John O'Kuinghttons, para a Hedra; e, em 2014,
por Wilson Alves-Bezerra, para a Iluminuras. Isso sem contar os sete contos pertencentes ao
livro traduzidos por Sergio Faraco e distribuídos pelos volumes lançados pela Mercado
Aberto e pela L&PM.
O Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul (IEL/RS), que, como já vimos,
conseguiu a proeza de ter três diretores entre 1991 e 1995 [Alcy Cheuiche (1991), José
Hilário Retamozo (1991-1993) e Paulo Flávio Ledur (1993-1995)], também abraçou a ideia
de uma integração latino-americana, mais especificamente entre os países integrantes do
Mercosul. Elvo Clemente, em texto publicado em 1995, informa:
86
A presente edição faz parte do Projeto Latino-América, do Instituto
Estadual do Livro, que busca intensificar, através da literatura, a integração
das nações latino-americanas, com ênfase nos países do cone sul. Nesse
primeiro livro da coleção estão reunidos importantes e representativos
nomes da ficção uruguaia contemporânea, ainda não suficientemente
conhecidos entre os leitores de nosso país.
A coletânea Para sempre Uruguai, organizada e traduzida por Aldyr Garcia Schlee e
Sergio Faraco, publicada em 1991, reuniu contos de 22 autores uruguaios, alguns deles
traduzidos pela primeira vez no Brasil. Conforme o texto de apresentação do volume,
assinado pelos dois organizadores/tradutores, "a criteriosa tarefa de seleção" dos textos para
a antologia foi "dificultada pela profusão de admiráveis contistas uruguaios" e o trabalho de
tradução "facilitado pela presença quase constante de uma temática, a do homem gaúcho".
Pela mesma coleção, foram também publicados dois volumes com obras de escritores
brasileiros (gaúchos, mais especificamente) traduzidos para o espanhol: La hora evarista,
reunião de quatro livros de poesia de Heitor Saldanha, com tradução e apresentação de
Héctor Báez, e La salamanca del jarau, conto de Simões Lopes Neto, com tradução e notas
de Aldyr Garcia Schlee (ambos: Porto Alegre: IEL/IGEL, 1991). Além destes, seis anos
depois foi publicada a antologia Pátria uruguaia, de Eduardo Acevedo Díaz, que teve
tradução, prefácio e notas de Aldyr Garcia Schlee e incluía trechos selecionados dos
romances Ismael (1888), Nativa (1890), Grito de gloria (1893), Soledad (1894) e Lanza y
sable (1914) e os contos "El combate de la tapera", "La cueva del tigre" e "El primer
87
suplicio".
De qualquer modo, a iniciativa do Projeto Latino-América parece ter parado por aí,
talvez pelo fato de, também em 1991, ter se iniciado a publicação da série Descobrindo a
América, pela Mercado Aberto, que, como vimos, contou com o apoio explícito do IEL em
algumas de suas edições. Registre-se, ainda, fora do projeto, a edição bilíngue
português/espanhol do primeiro livro de contos (de 1934) do escritor gaúcho Cyro Martins,
Campo fora/Campo afuera, em tradução de Aldyr Garcia Schlee, publicada em 2000 pelo
IEL, em coedição com o Centro de Estudos de Literatura e Psicanálise Cyro Martins
(CELPCYRO).
Sergio Faraco, no mesmo e-mail de 01-03-2016: "A Tchê não tinha uma coleção de
autores hispano-americanos, ela publicou aquilo que eu pedi que ela publicasse." Os títulos
sugeridos e traduzidos por Faraco para a Editora Tchê foram Made in Buenavista, uma
seleção de contos do escritor argentino José Gabriel Ceballos, publicado em 1992, e
Caballero, um romance de 1986 do paraguaio Guido Rodríguez Alcalá, publicado aqui em
1994.
Alguns anos antes, porém, mais exatamente em 1987, a Tchê já havia publicado uma
obra de autor hispano-americano, a novela El inglés de los güesos, do argentino Benito
Lynch, originalmente publicada em 1924, que aqui ganhou o nome de O inglês dos ossos,
traduzida pelo escritor gaúcho Paulo Hecker Filho.
No mesmo ano de 1992 em que saiu seu livro traduzido por Faraco, o escritor argentino
José Gabriel Ceballos envolveu-se, juntamente com o gaúcho Sergio Napp, na organização
de uma antologia bilíngue reunindo sete autores do chamado litoral argentino e sete autores
gaúchos, antologia que se originou de um encontro chamado Diálogo Cultural Latino-
Americano, realizado em julho de 1991 em Porto Alegre, por iniciativa conjunta da Casa de
88
Cultura Mario Quintana e da Casa de la Cultura da cidade argentina de Alvear.
O livro, intitulado Marco Sul/Sur, foi afinal publicado pela Editora Tchê em 1992, e
reúne contos dos argentinos Efraín Maidana, José Gabriel Ceballos, Juan José Manauta,
Mempo Giardinelli, Miguel Angel Molfino, Orlando Van Bredam e Sonia Catela, e dos
gaúchos Liberato Vieira da Cunha, Luis Fernando Verissimo, Moacyr Scliar, Patrícia Bins,
Paulo Wainberg, Sergio Faraco e Sergio Napp. As traduções ficaram a cargo de Vânia Conde
(todas do espanhol para o português), e de José Gabriel Ceballos, José Luis Roldao Pérez e
Julián Murguía, que dividiram as traduções do português para o espanhol.
Como outras editoras brasileiras, a L&PM, de Porto Alegre, fundada em 1974, não
chegou a criar uma coleção dedicada exclusivamente à literatura hispano-americana, embora
tenha publicado, ao longo de mais de quatro décadas de atividade, uma quantidade
significativa de títulos de ficção e ensaio de autores dos países hermanos (quase 40,
conforme o levantamento efetuado), sem falar na publicação de nada menos do que 16
títulos dedicados à obra do poeta Pablo Neruda, o que escapa aos limites impostos a este
trabalho.
Sem contar os livros do poeta chileno, mais de um terço dos títulos de autores hispano-
americanos produzidos pela L&PM pertence ao uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015),
cuja obra passou a ser publicada pela editora gaúcha a partir de 1994, com o lançamento do
livro As palavras andantes, traduzido por Eric Nepomuceno, aliás responsável pela tradução
de doze dos quinze títulos do autor na editora, com exceção de três livros traduzidos por
Sergio Faraco.
Como vimos no item 2.3.6, o primeiro livro de Eduardo Galeano publicado no Brasil
foi A canção de nossa gente, em 1976, pela Editora Folhetim, tradução republicada dois
anos depois pela Editora Paz e Terra, que ainda lançaria outros quatro títulos do autor entre
89
1978 e 1983: Vagamundo, Dias e noites de amor e de guerra, Nascimentos - Memória do
fogo I, e o ensaio As veias abertas da América Latina, um estrondoso sucesso de vendas.
Estes quatro títulos, bem como As caras e as máscaras e O século do vento (segunda e
terceira partes da trilogia Memória do fogo), publicados anteriormente pela Editora Nova
Fronteira (em 1985 e 1988), foram reeditados pela L&PM, mantidas as traduções de Eric
Nepomuceno para cinco deles, a exceção sendo exatamente As veias abertas da América
Latina (traduzido por Galeno de Freitas para a Paz e Terra), que ganhou nova tradução por
Sergio Faraco em 2010. Os livros da trilogia Memória do fogo foram reeditados também em
2010, na coleção L&PM Pocket, e em 2013 foi publicada uma edição em volume único, em
formato grande, com a trilogia completa, na Série Ouro da editora. Já Vagamundo e Dias e
noites de amor e de guerra foram reeditados, respectivamente, em 1999 e em 2001.
Mas passemos aos livros inéditos de Galeano publicados pela L&PM. O primeiro
deles, como vimos, foi As palavras andantes, editado em 1994, ao qual se seguiriam
Futebol ao sol e à sombra (1995, com tradução de Eric Nepomuceno e Maria do Carmo
Brito), Mulheres, uma antologia de contos selecionados pelo próprio autor (1998) e De
pernas pro ar – a escola do mundo às avessas (1999, este traduzido por Faraco).
Entre 2004 e 2012, finalmente, foram publicados os outros títulos de Galeano pela
L&PM: Bocas do tempo (2004), O livro dos abraços (2005, tradução de um livro de 1989),
a antologia O teatro do bem e do mal (2006, traduzido por Sergio Faraco), Espelhos – uma
história quase universal (2008), o já citado As veias abertas da América Latina (2010,
também traduzido por Faraco) e Os filhos dos dias (2012), último livro publicado em vida
pelo autor.
A L&PM publicou outros uruguaios além de Galeano. Mario Benedetti foi um deles,
presente com Gracias por el fuego, um romance de 1965 publicado aqui em 1997 em
tradução de Eric Nepomuceno e Maria do Carmo Brito, e A trégua, de 1960, que teve sua
quarta tradução brasileira (assinada por Pedro Gonzaga) lançada pela editora em 2008.
Outro uruguaio a sair pela editora porto-alegrense foi Horacio Quiroga, com quatro
livros publicados, todos traduzidos por Sergio Faraco e contando com notas, prólogos ou
posfácios de Pablo Rocca. Em 1999 foi lançado o volume Uma estação de amor seguido de
90
Dorothy Phillips, minha esposa, tradução dos contos "Una estación de amor" (de 1917) e
"Miss Dorothy Phillips, mi esposa" (de 1921). Em 2002 saiu A galinha degolada e outros
contos seguido de Heroísmos (Biografias exemplares), tradução de 6 contos retirados de
vários livros do autor e de 18 textos originalmente publicados na revista Caras y Caretas em
1927, recuperados por Pablo Rocca em 1996.
Do Uruguai para a Argentina, como se sabe, é só cruzar o rio, mesmo que para isso seja
preciso escrever em francês. É o caso do livro Borges por Borges, do uruguaio Emir
Rodríguez Monegal, lançado pela editora gaúcha em 1987 em tradução de Ernani Ssó.
Publicado originalmente em francês, em 1970, Borgès par Lui-Même, dividido entre uma
"antologia arbitrária" de textos e entrevistas de Borges e o estudo de Monegal sobre o autor
argentino, ganhou uma versão corrigida e aumentada em espanhol em 1979, a partir da qual
91
foi feita a tradução brasileira. E, por falar em Borges, o solitário título do autor no catálogo
da L&PM, lançado em 1985 em tradução de Carmen Vera Cirne Lima, é o estudo O "Martín
Fierro", escrito em colaboração com Margarita Guerrero e publicado originalmente em
1953.
Outros autores argentinos publicados pela L&PM foram: Adolfo Bioy Casares, com a
antologia de contos Histórias de amor, de 1972, publicada em 1987 em tradução de Remy
Gorga Filho; Roberto Arlt, com Armadilha mortal, tradução (por Sergio Faraco, em 1997)
de sete contos policiais de Arlt publicados em livro na Argentina somente em 1994; Federico
Andahazi, com O segredo dos flamengos (2004, traduzido por Sérgio Fischer) e O
anatomista, reedição feita em 2005 pela L&PM Pocket de uma tradução de Paulina Wacht e
Ari Roitman lançada em 1997 pela Editora carioca Relume Dumará; e Julio Cortázar, com a
antologia de contos A autoestrada do sul & outras histórias, publicada em 2013, em
tradução de Heloisa Jahn.
Talvez o mais interessante do catálogo da L&PM, pelo lado argentino, tenha sido a
publicação em sequência (e em ordem inversa à de sua publicação original) dos três
primeiros romances do escritor Mempo Giardinelli, todos traduzidos por Sergio Faraco:
Luna caliente, em 1985, O céu em minhas mãos, em 1986, e A revolução de bicicleta, em
1987, deram a conhecer ao leitor brasileiro, ainda em tempos pré-Mercosul, um dos mais
talentosos ficcionistas argentinos da época. Como vimos, outra editora gaúcha, a Mercado
Aberto, publicou em 1992 uma tradução de Así se escribe un cuento, reunindo pequenos
ensaios de Giardinelli a respeito do gênero conto e uma série de entrevistas por ele
conduzidas junto a dezoito escritores hispano-americanos.
Finalmente, em 2010 e 2012, com tradução de Heloisa Jahn para ambos os títulos, a
92
editora gaúcha publicou os romances Os informantes e História secreta de Costaguana, de
um dos escritores hispano-americanos mais interessantes da atualidade, o colombiano Juan
Gabriel Vásquez. Estes eram, respectivamente, o terceiro e o quarto romances do autor,
publicados originalmente em 2004 e 2007 pela então ainda espanhola Alfaguara. Seu dois
romances seguintes também ganharam edição brasileira: O ruído das coisas ao cair, de
2011, foi publicado pela filial brasileira da Alfaguara, em 2013, em tradução de Ivone
Benedetti, e As reputações, de 2013, acabou de sair (março de 2016) pela Bertrand Brasil,
traduzido por Joana Angélica D'Ávila Melo.
A seguir, simplesmente por ser impossível ignorá-los, uma mera relação dos 16 livros
do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) publicados pela L&PM, com os respectivos
títulos, ano de publicação original, nome do tradutor e ano de publicação pela editora
gaúcha: Cem sonetos de amor, de 1959, tradução de Carlos Nejar, 1979; Livro das perguntas
(bilíngue), de 1974, tradução de Olga Savary, 1980; Residência na Terra – I (bilíngue), de
1935, tradução de Paulo Mendes Campos, 1980; Residência na Terra – II (bilíngue), de
1935, tradução de Paulo Mendes Campos, 1980; As uvas e o vento, de 1954, tradução de
Carlos Nejar, 1980; A rosa separada (bilíngue), de 1972, tradução de Olga Savary, 1981;
Elegia (bilíngue), de 1974, tradução de Olga Savary, 1981; O coração amarelo (bilíngue),
de 1974, tradução de Olga Savary, 1982; Últimos poemas (bilíngue), tradução de El mar y
las campanas, de 1973, por Luiz de Miranda, 1983; A barcarola, de 1967, tradução de Olga
Savary, 1983; Defeitos escolhidos & 2000, 1974, tradução de Geraldo Galvão Ferraz, 1984;
Crepusculário (bilíngue), de 1923, tradução de José Eduardo Degrazia, 2004; Terceira
residência (bilíngue), de 1947, tradução de José Eduardo Degrazia, 2004; Cantos
cerimoniais, de 1961, tradução de José Eduardo Degrazia, 2005; Memorial de Isla Negra, de
93
1964, tradução, notas e apresentação de José Eduardo Degrazia, 2007; e Jardim de inverno
(bilíngue), de 1975, tradução de José Eduardo Degrazia, 2007.
94
2.5 AGORA
Outra característica do período que se inicia em meados dos anos 80 e se prolonga até
os dias de hoje é a concentração de diversos empreendimentos da indústria cultural, entre
eles o setor editorial, nas mãos de um número cada vez menor de grandes grupos de mídia.
Um dos lugares em que se pode observar claramente esta tendência mundial à concentração
da atividade editorial em megacorporações midiáticas é a Argentina, onde duas das mais
tradicionais editoras do país, a Emecé e a Sudamericana (ambas fundadas em 1939) foram
adquiridas por grandes empresas multinacionais na passagem dos anos 90 para os anos
2000: a Emecé passou ao grupo espanhol Planeta em 2002, enquanto a Sudamericana foi
sendo engolida, entre 1998 e 2001, pela Penguin Random House, pertencente ao grupo
alemão Bertelsmann. Em 2014, a mesma Penguin Random House adquiriu a espanhola
Alfaguara, que tinha filiais mais ou menos independentes em toda a América Latina
(inclusive no Brasil), aumentando ainda mais o nível de concentração da atividade editorial
em mãos de grandes grupos.
(Outro aspecto do mundo da edição contemporânea que não pode deixar de ser
mencionado é o surgimento do livro digital, mas não vamos entrar aqui em qualquer tipo de
consideração a respeito do assunto, a não ser para registrar que este é um mercado em
expansão no mundo inteiro, embora esteja tendo, no Brasil, um crescimento menor do que o
esperado.)
Como as editoras Sabiá e Expressão e Cultura tinham feito na passagem dos anos 60
para os 70, a editora paulista Iluminuras, duas décadas mais tarde, irá publicar vários títulos
de autores hispano-americanos, sem chegar a criar uma coleção específica para tanto. O que
diferencia o projeto da Iluminuras, no entanto, é o fato de a editora ter sido fundada e
dirigida por um argentino exilado no Brasil, Samuel León, que desde o início das atividades
da editora, em 1987, vem privilegiando a publicação de autores de alguns países hermanos,
especialmente, claro, os argentinos.
96
no primeiro número da revista Caracol, ligada à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da USP, Samuel León estimava que as obras traduzidas do espanhol (todas elas de
autores hispano-americanos) representavam cerca de vinte por cento do catálogo da editora,
embora tenha ressalvado que "o público para textos traduzidos do castelhano é ainda
pequeno. A literatura hispano-americana, em particular, tem um público de leitores muito
restrito, de leitores formados. Com exceção dos autores do boom ou algum outro que vai se
incorporando neste rótulo, poucos que tenham trilhado caminhos mais decisivos e
inovadores foram publicados." (Hosiasson, 2010, pp. 3-4).
A intenção do editor parece ter sido, desde o começo, publicar exatamente aqueles
autores que, a seu juízo, estivessem empenhados em trilhar os tais caminhos decisivos e
inovadores. Neste sentido, é muito significativo o fato de que o primeiro título publicado
pela editora, em 1987, tenha sido o romance Respiração artificial, do argentino Ricardo
Piglia, em tradução de Heloisa Jahn. Esta foi, inclusive, a primeira tradução de um livro de
Piglia para outra língua, segundo o já citado depoimento do editor.
Além de seu romance mais conhecido, Ricardo Piglia teria ainda os seguintes livros
publicados pela Iluminuras entre 1988 e 1997, listados com o nome de seus respectivos
tradutores: Nome falso (1988, por Heloisa Jahn), Prisão perpétua (1989, por Rubia Prates
Goldoni), A cidade ausente (1993, por Sérgio Molina), O laboratório do escritor (1994, por
Josely Vianna Baptista, sendo este um livro que só existe em edição brasileira) e A invasão
(1997, por Rubia Prates Goldoni e Sérgio Molina), este último uma tradução do primeiro
livro do escritor, publicação que marcou os dez anos de existência da editora.
Não apenas Ricardo Piglia, mas vários outros autores hispano-americanos tiveram seus
livros traduzidos no Brasil pela primeira vez pela Iluminuras. É o caso de outro argentino,
Luis Gusmán, com quatro romances publicados aqui pela editora: O vidrinho (1990,
traduzido por Sérgio Molina), Villa (2001, por Magali de Lourdes Pedro), Pele e osso e
Hotel Éden (2009 e 2013, ambos por Wilson Alves-Bezerra). Gusmán também foi o
responsável pela organização de uma antologia dedicada à narrativa argentina
contemporânea, Os outros, publicada em 2010 em tradução de Wilson Alves-Bezerra, em
que constam contos ou trechos de romances de 27 escritores argentinos da atualidade, a
grande maioria deles absolutamente inédita no Brasil não só até aquele momento como até
97
agora (e apenas quatro com livros inteiros traduzidos no país: Sergio Chejfec, Sergio Bizzio,
Martín Kohan e Alan Pauls).
Vinte anos antes, precisamente em 1990, a editora havia publicado outra antologia,
intitulada Nova narrativa argentina, com organização de May Lorenzo Alcalá e tradução de
Heloisa Jahn, Sérgio Molina e Rubia Prates Goldoni, contendo contos de 14 autores
argentinos, entre eles Ricardo Piglia, Hector Libertella, Jorge Asís, César Aira, Liliana
Heker e a própria organizadora. May Lorenzo Alcalá, à época diretora do Instituto Cultural
Brasil-Argentina, também organizou, junto a Jorge Schwartz, em 1992, o volume
Vanguardas argentinas. Anos 20, traduzido por Maria Angélica Keller de Almeida, que
incluía textos de Jorge Luis Borges, Leopoldo Lugones, Oliverio Girondo, Xul Solar e
Leopoldo Marechal, entre outros. Schwartz, por sua vez, organizou, em 1995, o volume
Vanguardas latino-americanas: polêmicas, manifestos e textos críticos, em coedição da
Iluminuras com a Edusp e a Fapesp, uma compilação de textos ligados às diversas
vanguardas latino-americanas, com traduções de Neide M. González, Ana Regina Lessa,
Rosana Pereira Ventura, Maria Luiza Paul e Gênese A. da Silva.
Outros autores publicados no Brasil pela primeira vez pela Iluminuras foram o cubano
Virgilio Piñera, com Contos frios (1990, traduzido por Teresa Cristófani Barreto) e os
argentinos Alan Pauls, com Wasabi (1996, por Maria Paula Gurgel Ribeiro), Sylvia Molloy,
com Em breve cárcere (1995, por Heloisa Jahn), César Aira, com A trombeta de vime (2002,
por Sérgio Molina), Edgardo Cozarinsky, com um livro sobre Borges e o cinema (em 2000)
e o romance Vodu urbano (2005, traduzido por Lilian Escorel) e Néstor Perlongher, como
organizador de Caribe Transplatino: poesia neobarroca cubana e rioplatense (1991, por
Josely Vianna Baptista) e como autor do livro Evita vive e outras prosas (2001, também
traduzido por Josely Vianna Baptista).
Além destes, a Iluminuras publicou obras de Estela Canto, Juan José Saer, Beatriz
Sarlo, Eduardo Sguiglia, José Lezama Lima, Roberto Arlt (cinco livros) e Horacio Quiroga
(três livros), num total aproximado de 35 títulos de autores hispano-americanos publicados
entre 1987 e 2015, fazendo jus à afirmação do editor Samuel León, na entrevista citada:
"Publicamos autores que possam acrescentar alguma coisa na discussão sobre o que é
escrever literatura hoje no Brasil. Obras que estabeleçam um diálogo com o que se publica
98
aqui, trazendo, por assim dizer, certo oxigênio e diferença."
Merecem menção especial os cinco títulos de Roberto Arlt publicados pela editora, que
se tornou a principal responsável pela divulgação da obra deste grande escritor argentino no
Brasil, após a publicação pioneira do romance Os sete loucos, pela Francisco Alves, em
1982 (ver item 2.3.8, acima). Em 1996 (traduzido por Sérgio Molina) e em 1999 (traduzido
por Maria Paula Gurgel Ribeiro) foram publicados, respectivamente, os livros As feras e
Viagem terrível, que juntos perfazem a tradução do livro de contos El jorobadito, de 1933, e
da noveleta Viaje terrible, de 1941. Em 2000, chegou a vez dos romances Os sete loucos &
Os lança-chamas, lançados num único volume reunindo a segunda tradução brasileira do
mais famoso romance de Arlt, de 1929, à sua continuação, Los lanzallamas, de 1931,
traduzido aqui pela primeira vez, com apresentação e cronologia da tradutora Maria Paula
Gurgel Ribeiro e posfácio de Luis Gusmán.
Um fato curioso: no mesmo ano de 2013 seria publicada no Brasil, pela Editora Rocco,
uma outra tradução das Aguafuertes cariocas, esta realizada pelo diplomata Gustavo
Pacheco a partir de uma edição argentina baseada na compilação e transcrição das crônicas
que ele mesmo havia realizado em consulta à coleção do jornal El Mundo disponível na
hemeroteca da Biblioteca Nacional da Argentina, mesma fonte da compilação realizada pela
tradutora Maria Paula Gurgel Ribeiro para a Iluminuras. Outro fato curioso, a atestar a
vigência da obra de Roberto Arlt: em 2014 saiu no Brasil uma outra tradução de El juguete
rabioso, realizada por Davidson de Oliveira Diniz e publicada pela Editora Relicário, de
99
Belo Horizonte, que optou por utilizar o que teria sido o título original do romance, A vida
porca.
Para encerrar, transcrevemos outro trecho da entrevista concedida por Samuel León à
revista Caracol, publicada em 2010, que de certa forma define o papel cumprido pelas
pequenas editoras na divulgação de certo tipo de obras literárias (especialmente de autores
hispano-americanos) e que também faz referência ao trabalho de outras editoras:
100
escritores hispano-americanos e brasileiros que não podem deixar de ser
lidos. Faz eco ao projeto de prosa experimental de Julio Cortázar, mas
recolhe desde narrativas raras e estranhas do uruguaio Felisberto
Hernández, até um ensaio histórico de nosso Joaquim Nabuco. Além disso,
pode trazer para o diálogo textos latino-americanos de todos os tempos,
sobre outras artes - pintura, arquitetura, escultura, fotografia ou cinema -,
tudo de cambulhada, como diria Machado, patrono de nossas letras
mestiças.
"Misturada e aberta", sim, como convém a uma coleção publicada em pleno século
XXI. O fato é que, por um motivo ou outro, a editora lançou apenas seis títulos pela Prosa
do Observatório, entre 2006 e 2010, enquanto no mesmo período chegou a publicar
isoladamente sete outros títulos de autores hispano-americanos, além de muitos mais
lançados posteriormente. Os livros que saíram pela coleção foram os seguintes:
102
- Facundo, do ensaísta e político argentino Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888),
lançado em 2010, com tradução e notas de Sérgio Alcides, prólogo de Ricardo Piglia e
posfácio de Francisco Foot Hardman. O Facundo teve três traduções brasileiras prévias: a
primeira, de Carlos Maul, foi lançada pela editora de Monteiro Lobato em 1923 e relançada
quinze anos depois pela Biblioteca do Exército; as outras duas traduções foram publicadas
quase sessenta anos mais tarde, ambas em 1996, e devem-se a Jaime A. Clasen (Editora
Vozes) e a Aldyr Garcia Schlee (coedição das editoras da UFRGS e da PUCRS).
103
Do argentino Adolfo Bioy Casares, além do título publicado na coleção, foram
lançados outros três livros: Histórias fantásticas, em 2006, tradução da antologia de contos
Historias fantásticas, de 1972; O sonho dos heróis, em 2008, segunda tradução brasileira do
romance El sueño de los héroes, de 1954; e Diário da guerra do porco, em 2010, também a
segunda tradução brasileira de outro romance, Diario de la guerra del cerdo, de 1969. Os
três volumes foram traduzidos por José Geraldo Couto e tudo levava a crer que Bioy
Casares teria sua obra completa lançada no Brasil pela Cosac Naify, o que acabou não se
concretizando. Em 2014 a Editora Globo, de São Paulo, iniciou a publicação da obra
completa de Bioy no Brasil.
Outro argentino publicado pela Cosac Naify, com cinco títulos traduzidos por Josely
Vianna Baptista, foi o romancista Alan Pauls, que já tinha tido o romance Wasabi traduzido
no Brasil (por Maria Paula Gurgel Ribeiro), lançado pela Editora Iluminuras, em 1996. Os
livros publicados pela Cosac foram: O passado, em 2007, livro de 2003 que foi adaptado
para o cinema pelo diretor Héctor Babenco; a trilogia sobre a Argentina nos anos 70,
composta pelos romances História do pranto (2008), História do cabelo (2011, com texto
de quarta capa por Alejandro Zambra) e História do dinheiro (2014), publicados
originalmente em 2007, 2010 e 2013, respectivamente; e o ensaio autobiográfico A vida
descalço, de 2006, lançado aqui em 2013, com texto de quarta capa assinado pela argentina
104
Pola Oloixarac (autora do romance As teorias selvagens, publicado no Brasil pela Editora
Benvirá em 2011, em tradução de Marcelo Barbão).
Mais argentinos, desta vez três escritores contemporâneos: Rodrigo Fresán, morador de
Barcelona, que já tinha livro publicado no Brasil (Jardins de Kensington, lançado em 2007
pela Editora Conrad) aparece com O fundo do céu, romance de 2009 publicado pela Cosac
em 2014, em tradução de Antônio Xerxenesky; Diego Vecchio, morador de Paris, com o
livro de contos Micróbios, de 2006, lançado aqui em 2015, em tradução de Paloma Vidal; e,
finalmente, uma das melhores escritoras em atividade atualmente na Argentina, a
entrerriana Selva Almada, moradora de Buenos Aires, com o romance O vento que arrasa,
de 2012, lançado aqui em 2015, com tradução de Samuel Titan Jr. e texto de quarta capa por
Beatriz Sarlo.
Embora possamos ter essa impressão, nem só de argentinos vive a literatura hispano-
americana. Somente entre 2012 e 2015 a Cosac Naify publicou nove títulos de seis autores
chilenos, dois deles inéditos no país. Comecemos pelos mais conhecidos, já com obra
publicada aqui. Da escritora María Luisa Bombal (1910-1980) foram publicadas, em 2013,
em volume único, as novelas A última névoa e A amortalhada, de 1934 e 1938,
respectivamente, ambas em segunda tradução brasileira, a cargo de Laura Janina Hosiasson,
contando com texto de orelha de Jorge Luis Borges (de 1938) e posfácio da tradutora. De
José Donoso (1925-1996), relegado a uma espécie de segundo plano entre os escritores
ligados ao boom (a respeito do qual publicou Historia personal del boom, em 1972, ainda
inédito em português), foi publicado em 2013 o romance O lugar sem limites, de 1966, em
105
tradução de Heloisa Jahn. A mesma tradutora, no mesmo 2013, foi responsável pela segunda
tradução brasileira de O obsceno pássaro da noite, publicada pela Editora Benvirá.
Outros dois escritores chilenos editados pela Cosac Naify que já contavam com algum
título publicado no Brasil são Jorge Edwards e Hernán Rivera Letelier. Do primeiro saiu, em
2014, A origem do mundo, romance originalmente publicado em 1996, com tradução de José
Rubens Siqueira e posfácio de Mario Vargas Llosa. Do segundo foi publicado A contadora
de filmes, romance de 2009 traduzido por Eric Nepomuceno, com texto de orelha de Walter
Salles, em edição de 2012, mesmo ano em que foi publicado outro romance do autor no
Brasil, A arte da ressurreição, pela Editora Alfaguara, em tradução de Bernardo Ajzenberg.
Os dois escritores chilenos inéditos no Brasil até sua publicação pela Cosac Naify são
Lina Meruane e Alejando Zambra, ambos em franca ascensão no âmbito do mundo editorial
de língua espanhola. Lina Meruane, ficcionista, editora e professora de literatura hispano-
americana da Universidade de Nova York, teve publicado aqui, em 2015, o romance Sangue
no olho, de 2012, em tradução de Josely Vianna Baptista, com texto de orelha do mexicano
Juan Pablo Villalobos. Já Alejando Zambra, ficcionista e professor de literatura da
universidade chilena Diego Portales, teve quatro de seus livros publicados no Brasil pela
finada editora paulista: as novelas Bonsai (de 2006) e A vida privada das árvores (de 2007),
ambas traduzidas por Josely Vianna Baptista, publicadas em 2012 e 2013, com textos de
orelha do brasileiro Emilio Fraia e da mexicana Valeria Luiselli, respectivamente; o romance
Formas de voltar para casa, de 2011, traduzido por José Geraldo Couto, com texto de
orelha de Alan Pauls, publicado em 2014; e o livro de contos Meus documentos, de 2013,
traduzido por Miguel Del Castillo, com texto de orelha do brasileiro Rogério Pereira,
publicado em 2015.
106
Zagury (O labirinto da solidão, publicado pela Paz e Terra em 1976).
Outro escritor mexicano a constar do catálogo da editora paulista é Mario Bellatin, que
já tinha um livro com edição brasileira, Salão de beleza, lançado em 2007 pela Editora
Leitura XXI, de Porto Alegre, em tradução de Maria Alzira Brum Lemos. Dele a Cosac
publicou Flores, de 2000, em tradução de Josely Vianna Baptista e com texto de orelha de
Joca Reiners Terron, em 2009, e Cães heróis, um livro de 2003, em tradução de Joca Wolff e
com texto de quarta capa de Michel Laub, em 2012, ambos na Coleção Particular da
editora, com projeto gráfico especial.
Fazendo as contas: dos 36 títulos publicados pela editora (seis pela coleção Prosa do
Observatório mais os 30 editados fora da coleção) num período de 10 anos (2006-2015), 17
são de autores argentinos, nove de autores chilenos e cinco de autores mexicanos, as três
nacionalidades somando 31 títulos, o que perfaz quase 90% do que foi publicado. Os outros
cinco títulos são dois de autores uruguaios, um de autor peruano, um de autor guatemalteco
e um de autor brasileiro (que só entrou na conta por pertencer à coleção). Tirando da conta o
livro do brasileiro Joaquim Nabuco, ou seja, levando em consideração estritamente os
autores dos países hispano-americanos, constatamos que quase metade dos títulos
publicados pela Cosac Naify nesta área são de autores argentinos, o que vem corroborar a
presença marcante dos hermanos no âmbito da literatura de ficção (e de ensaio) hispano-
americana traduzida no Brasil.
107
assinados pelos pares dos autores publicados, embora não seja uma prática nova na área
editorial, vem reforçar a impressão de que está se formando uma espécie de rede entre
escritores hispano-americanos de diversos países. Se nos anos 60 um escritor argentino
(Julio Cortázar) precisava escrever uma carta para recomendar a um editor catalão (Carlos
Barral) a publicação da obra de um colega peruano (Mario Vargas Llosa), os escritores
atualmente em atividade, por motivos já óbvios (uso da internet, e-mail, blogs, sites, etc),
dispõem de muito maior facilidade para este tipo de contato e de divulgação e acabam
apresentando-se uns aos outros quando publicados. E é assim que, nas edições da Cosac
Naify, o mexicano Juan Pablo Villalobos pode apresentar a chilena Lina Meruane ao leitor
brasileiro, enquanto o argentino Alan Pauls ou a mexicana Valeria Luiselli falam do trabalho
do chileno Alejandro Zambra e o brasileiro Joca Reiners Terron apresenta ao distinto
público a obra do mexicano Mario Bellatin.
Com o anúncio surpreendente do fim das atividades da Cosac Naify, feito pelo editor
Charles Cosac no final de novembro de 2015, é certo que muitos livros já em processo de
tradução e/ou de produção, das diversas áreas em que a editora atuava, ficaram pendentes de
publicação, sem que se saiba se serão ou não adquiridos por outras editoras. No que se
refere aos autores hispano-americanos, a tradutora Josely Vianna Baptista informa, em e-
mail datado de 04-12-2015, que tem já prontas as traduções de mais um livro de Alan Pauls
(O pudor do pornógrafo, primeiro romance do autor, de 1984, reeditado em 2014 pela
Editorial Anagrama) e daquele que pode vir a ser, caso seja afinal publicado, o primeiro
romance do argentino Juan Filloy publicado no Brasil, o famoso Caterva, de 1937, que
influenciou autores como Julio Cortázar e Leopoldo Marechal (este, aliás, absolutamente
inédito no Brasil até o momento).
Paulo Roberto Rocco, editor com passagem pelas Editoras Sabiá e Francisco Alves
(onde ajudou a criar a coleção Latino-América, como vimos), fundou sua própria editora em
1975, embora a casa tenha começado a editar de maneira mais regular apenas em meados
108
dos anos 80. Veremos adiante que, no que se refere à publicação de autores hispano-
americanos, a Rocco lançou pelo menos 40 títulos de maneira isolada (ou seja, fora de
coleção específica) ao longo de sua história, aí incluída a obra quase completa do mexicano
Carlos Fuentes. Agora, porém, vamos falar de uma coleção recente, iniciada em 2013.
Desde o início, a coleção Otra Língua, coordenada por Joca Reiners Terron, escritor
mato-grossense radicado em São Paulo, colocou claramente as cartas na mesa, como se pode
ler no texto de contracapa (assinado pelo coordenador) constante dos doze volumes
publicados até agora:
109
dois tinha livro publicado no Brasil. Castellanos Moya, nascido em 1957, autor de mais de
20 títulos (entre romances, contos e ensaios) publicados em San Salvador, no México e na
Espanha, é professor da Universidade de Iowa e Asco é seu terceiro romance, publicado
originalmente em 1997. Mario Levrero (1940-2004), escritor de uma geração anterior, foi
enquadrado (pelo crítico Ángel Rama, em estudo célebre) na categoria dos "raros" (ou seja:
autores de obra inclassificável), na qual tem como brilhante antecessor seu conterrâneo
Felisberto Hernández. Como o de Bolaño, embora em menor escala, o sucesso editorial de
Levrero é também póstumo, embora ele seja um contista e romancista com obra editada
desde 1968. Deixa comigo foi publicado originalmente em 1996.
Conexão argentina: dois outros títulos lançados em 2013 na Otra língua pertencem a
dois autores argentinos em plena atividade. César Aira, com o volume reunindo as novelas
Como me tornei freira e A costureira e o vento, traduzido por Angélica Freitas, e Fabián
Casas, com o livro de contos Os lemmings e outros, com tradução de Jorge Wolff, são
exemplos da vitalidade da narrativa argentina contemporânea. Aira, nascido em 1949, já
tinha cinco livros publicados no Brasil (o primeiro saiu pela Iluminuras, em 1998) e é autor
de uma obra extensa (cerca de 80 títulos), em geral pequenas novelas que ele publica à razão
de três ou quatro por ano em editoras variadas. Como me tornei freira e A costureira e o
vento são de 1993 e 1994, respectivamente. Fabián Casas, mais jovem, nascido em 1965, é
jornalista e poeta e - sinal dos tempos - dedicou-se também a escrever em blogs, tendo
posteriormente reunido parte deste material no livro Ensayos bonsái, de 2007. Os contos de
Os lemmings e outros foram publicados em livro em 2005.
Um homem morto a pontapés, do equatoriano Pablo Palacio, traduzido por Jorge Wolff,
e Hotéis, do boliviano Maximiliano Barrientos, traduzido por Joca Reiners Terron, foram os
primeiros volumes lançados pela coleção em 2014. O livro de Palacio (1906-1947), escritor
de vida conturbada ligado à vanguarda equatoriana, reúne os contos de Un hombre muerto a
puntapiés e a novela Débora, ambos publicados em 1927 em seu país natal. Suas Obras
completas foram publicadas em 2000 na Colección Archivos, o que muito contribuiu para
sua revalorização nos últimos anos, após ter permanecido longo tempo na obscuridade.
Maximiliano Barrientos, nascido em 1979, é um dos novos talentos da ficção boliviana,
contando, além dos livros publicados em seu país, com três livros publicados na Espanha e
um, no final de 2015, em Buenos Aires. Hotéis é a tradução de um pequeno romance
publicado originalmente em 2007, refeito para uma edição espanhola de 2011. Nem Palacio
nem Barrientos tinham livros traduzidos no Brasil anteriormente.
A Rocco já havia publicado, bem antes da coleção Otra língua, 40 livros de autores
hispano-americanos, mais da metade deles de Carlos Fuentes, cuja obra começou a ser
editada no Brasil pela editora carioca em 1988. Houve inclusive um momento, entre 1985 e
1991, em que chegaram a ser publicados 18 títulos (incluídos os dois primeiros de Fuentes,
que serão tratados à parte). A seguir, um rápido levantamento dos outros 16 títulos.
112
Comprovando mais uma vez a forte presença de autores argentinos nos catálogos das
editoras brasileiras, metade daqueles 16 títulos era de autores do país vizinho. Manuel Puig
teve quatro livros publicados, dois deles sendo reedições de traduções anteriormente
editadas pelo selo Codecri (O beijo da mulher aranha, traduzido por Gloria Rodríguez, e
Pubis angelical, traduzido por José Sanz, ambos em 1985) e dois livros inéditos em
português (A cara do vilão, em 1985, com dois roteiros de cinema, em tradução de Luiz
Otávio Barreto Leite, e o último romance de Puig, Cai a noite tropical, em 1989, traduzido
por Sieni Maria Campos).
O peruano Alfredo Bryce Echenique, que, como vimos, esteve nos planos da Editora
Paz e Terra em meados dos anos 70, acabou tendo três romances publicados pela Rocco: Um
mundo para Julius, em 1987, traduzido por Remy Gorga, Filho; A vida exagerada de Martín
Romaña, em 1988, em tradução de Vera Mourão; e O homem que falava de Otávia de Cádiz,
em 1991, traduzido por Márcia Ribas. São, até hoje, seus únicos livros publicados no Brasil.
113
1991, traduzido por Moacir Werneck de Castro.
Já bem entrados os anos 2000, e antes de aparecer a coleção Otra língua, a Rocco
publicou os livros Rádio Cidade perdida, do peruano Daniel Alarcón, em 2007, traduzido do
original em inglês por Léa Viveiros de Castro; Coisa de negros, do argentino Washington
Cucurto, também em 2007, em tradução de André Pereira da Costa; e O fantasista, do
chileno Hernán Rivera Letelier, em 2008, traduzido por André Costa. Alarcón teve outro
livro traduzido no Brasil (em 2014), Rivera Letelier teve mais dois (ambos em 2012) e
Cucurto, nenhum.
Como vimos, o mexicano Carlos Fuentes, uma das estrelas do boom da narrativa
latino-americana dos anos 60, começou a ter sua obra publicada regularmente no Brasil pela
Rocco em 1988, depois de ter cinco livros editados no país entre 1966 e 1982. Os 21 títulos
de Fuentes publicados pela Rocco, com os respectivos anos de publicação e nome do
tradutor, foram: os romances Gringo velho (1988, Tizziana Giorginni), Cristóvão Nonato
(1992, Carlos Nougué), A Morte de Artemio Cruz (1994, segunda tradução brasileira, por
Inez Cabral), Diana ou A caçadora solitária (1995, Carlos Nougué), A campanha (1996,
Carlos Nougué), Os anos com Laura Díaz (2000, Carlos Nougué), Instinto de Inez (2003,
Ebréia de Castro Alves), A cadeira da águia (2005, Marcos Arzua), A vontade e a fortuna
(2009), Adão no Éden (2011) e Federico em sua sacada (2013), os três últimos traduzidos
por Carlos Nougué.
Além destes, saíram também os livros de contos A laranjeira (1997, Carlos Nougué), A
fronteira de cristal (1999, Mauro Gama), Inquieta companhia (2007, Ebréia de Castro
Alves) e Todas as famílias felizes (2009, André Costa) e os livros de ensaios Eu e os outros:
ensaios escolhidos (1989, Sergio Flaksman, escrito e publicado originalmente em inglês),
Contra Bush (2004, Ebréia de Castro Alves), Este é meu credo (2006, Ebréia de Castro
Alves), Geografia do romance (2007, Carlos Nougué) e Em 68: Paris, Praga e México
(2008, Ebréia de Castro Alves), além do ambicioso estudo O espelho enterrado (2001,
Mauro Gama), em que Fuentes revisa os quinhentos anos de história latino-americana desde
a conquista pelos espanhóis até 1992, data da publicação original do livro.
114
dirigida pela escritora, tradutora e professora de teoria literária Paloma Vidal, brasileira
nascida na Argentina, coleção centrada na reflexão sobre a abertura da literatura a outras
práticas artísticas, e que até o momento publicou cinco títulos: Frutos estranhos, da
argentina Florencia Garramuño, traduzido por Carlos Nougué; Poesia e escolhas afetivas, de
Luciana Di Leone (escrito em português); Depois da fotografia, da argentina Natalia
Brizuela, também traduzido por Carlos Nougué; Literatura e ética: da forma para a força,
da brasileira Diana Klinger, os quatro editados em 2014, e o recém-lançado (março de 2016)
Formas comuns: animalidade, literatura, biopolítica, do argentino Gabriel Giorgi,
igualmente traduzido por Carlos Nougué.
A coleção Boca a Boca, publicada entre 2012 e 2013, nasceu de uma parceria entre a
editora brasileira Grua Livros e a uruguaia Yaugurú e tinha como objetivo publicar edições
bilíngues de autores uruguaios no Brasil e edições de autores brasileiros em espanhol no
Uruguai, com coordenação editorial de Alfredo Fonticelli e Gustavo Wojciechowski (pela
Yaugurú) e de Carlos Eduardo de Magalhães e Lui Fagundes (pela Grua Livros). A iniciativa
contou com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura do Brasil e
da Biblioteca Nacional do Uruguai e assim se apresentava nos textos de contracapa das
edições brasileiras:
Pela coleção Boca a Boca, no Brasil, acabaram sendo publicados, em formato bilíngue,
apenas os quatro livros listados a seguir:
2. Torquator, de Henry Trujillo, em 2012, traduzido por Pablo Cardellino Soto e Walter
Carlos Costa. É uma tradução da novela Torquator, a primeira de Trujillo, publicada
originalmente em Montevidéu por Ediciones de la Banda Oriental, em 1993. Embora tenha
tido cinco romances publicados no Uruguai entre 1993 e 2007, este é o único livro do autor
editado no Brasil.
3. A alma do mundo/El alma del mundo, de Felipe Polleri, em 2013, com tradução de
Martín Palacio Gamboa. A edição original de El alma del mundo é de 2005, feita pela
própria Yaugurú. Como no caso de Trujillo, infelizmente este é o único livro de Polleri
publicado no Brasil. O autor é um dos mais interessantes da atual narrativa uruguaia, tendo
mais de dez títulos publicados entre 1990 e 2015.
Os dois mexicanos publicados pela Amauta em 2004 são autores pouco conhecidos no
Brasil. Salvador Elizondo (1932-2006), tradutor, crítico literário e romancista da cena
117
vanguardista mexicana dos anos 60, teve editada aqui sua "antinovela" Farabeuf o la
crónica de un instante, de 1965, com o título Farabeuf, em tradução de Marcelo Barbão. É
seu único livro traduzido no Brasil. O outro, Francisco Hinojosa, nascido em 1954, já tinha
um livro publicado no Brasil, o infantil A pior mulher do mundo, lançado em 1998 pela
Nova Fronteira. Dele a Amauta lançou Nunca aos domingos - uma novela em cem capítulos,
em tradução de Vanderley Mendonça.
Os autores europeus publicados na série Ficção Ibero-americana são Max Aub (1903-
1972), francês naturalizado mexicano, e Ramón Gómez de la Serna (1888-1963), um dos
tantos intelectuais espanhóis exilados na Argentina desde o início da Guerra Civil
Espanhola. Do primeiro a Amauta publicou Crimes exemplares, uma antologia de contos
com tradução de Vanderley Mendonça, e do autor espanhol foram traduzidas as Greguerías,
também por Vanderley Mendonça.
Outra coleção editada pela Amauta foi a Muro de Tordesilhas, composta por pequenos
volumes de 24 ou 32 páginas, originalmente disponíveis para download gratuito no site da
editora, reunindo contos (e uma peça) de autores brasileiros e hispano-americanos, com os
seguintes títulos publicados: Más allá de la calle, do paulista Rogério Augusto, com três
contos extraídos do livro Além da rua, de 2002, traduzidos ao espanhol por Stella Maris
Baygorria; O pássaro azul, conto do nicaraguense Rubén Dario (1867-1916), traduzido por
Marcelo Barbão; Ciudad ácida, do pernambucano Marcelino Freire, conto extraído do livro
118
Angu de Sangue, de 2000, traduzido ao espanhol por Stella Maris Baygorria; Uma pena
extraordinária, do argentino Martín Kohan, tradução do conto-título do livro Una pena
extraordinaria, de 1998, por Stella Maris Baygorria; Os imigrantes, do uruguaio Horacio
Quiroga, tradução de Vanderley Mendonça do conto "Los inmigrantes", integrante do livro
El salvaje, de 1920; e Un acreedor del Ministerio de Economía, tradução ao espanhol, por
Stella Maris Baygorria, do texto dramático Um credor da Fazenda nacional, do dramaturgo
gaúcho Qorpo Santo, pseudônimo de José Joaquim de Campos Leão (1829-1883).
2.5.6 Alfaguara/Objetiva
119
hispano-americanos, tanto na Europa quanto na América Latina. Não é preciso mais do que
mencionar alguns nomes pertencentes a seu catálogo para atestar esta importância: Carlos
Fuentes, Julio Cortázar e Mario Vargas Llosa (entre os grandes autores do boom), além de
Mario Benedetti, Guillermo Cabrera Infante, Álvaro Mutis, Augusto Roa Bastos, Augusto
Monterroso, Julio Ramón Ribeyro, José Donoso e Alfredo Bryce Echenique, entre muitos
outros.
Como vimos anteriormente, boa parte da obra de Vargas Llosa já havia sido publicada
no Brasil, desde a pioneira edição de A casa verde pela Sabiá em 1971, passando pelas
edições da Nova Fronteira (5 títulos), Francisco Alves (11 títulos), Companhia das Letras (8
títulos) e Mandarim/Arx (6 títulos), entre elas cinco livros já em sua segunda tradução
brasileira. Era uma questão de tempo que a filial brasileira da Alfaguara, editora responsável
pela publicação da obra de Vargas Llosa em espanhol desde 1997, passasse a editá-lo aqui.
120
segunda tradução de A Festa do Bode, todos lançados em 2011; uma edição em formato
especial, com fotografias de Xavier Miserachs, da novela Os filhotes e o ensaio A tentação
do impossível, sobre o escritor francês Victor Hugo, ambos em 2012; a terceira tradução
brasileira de Conversa no Catedral (pela primeira vez no e não na Catedral) e o romance
inédito O herói discreto, os dois em 2013.
Afora Vargas Llosa, o autor com maior número de títulos publicados pela Alfaguara no
Brasil é o uruguaio Mario Benedetti, com quatro livros editados entre 2007 e 2012, listados
a seguir com o nome de seus respectivos tradutores: A trégua (Joana Angélica D'Ávila Melo,
sendo esta a terceira tradução brasileira do romance), o livro de contos Correio do tempo
(Rubia Prates Goldoni), Primavera num espelho partido (Eliana Aguiar) e a segunda
tradução brasileira de A borra do café (Joana Angélica D'Ávila Melo).
Autores com dois títulos publicados (e seus tradutores): o cubano Pedro Juan Gutiérrez,
com a segunda tradução de Trilogia suja de Havana e o inédito Nosso GG em Havana,
ambos em 2008, traduzidos por Paulina Wacht e Ari Roitman; a chilena Marcela Serrano,
com Dez mulheres, em 2012 (Paulina Wacht e Ari Roitman) e Doce inimiga minha, em 2014
(Joana Angélica D'Ávila Melo); e o argentino (radicado na Espanha) Andrés Neuman, com
O viajante do século, em 2011 (Maria Paula Gurgel Ribeiro) e Falar sozinhos, em 2013
(Maria Alzira Brum Lemos).
121
(além de Vargas Llosa) aparecem pela Alfaguara, cada um com um título: Santiago
Roncagliolo, com Abril vermelho (2007, Joana Angélica D'Ávila Melo); Daniel Alarcón,
com À noite andamos em círculos (2014, Rafael Mantovani, traduzido do original em
inglês) e Jeremías Gamboa, com Contar tudo (2015, Joana Angélica D'Ávila Melo).
Roncagliolo teve sua reportagem sobre o grupo Sendero Luminoso, A quarta espada,
publicada em 2008 pelo selo Objetiva; Alarcón já tinha um romance publicado no Brasil,
Rádio Cidade Perdida, pela Rocco, em 2007; já Contar tudo foi o primeiro livro de Gamboa
traduzido no Brasil.
Os autores mexicanos publicados pela Alfaguara também foram três até o momento,
todos traduzidos no Brasil pela primeira vez: Xavier Velasco, com o romance Diabo
guardião (2007, Ana Zubasti Van Eersel e Paulo Andrade Lemos), Sabina Berman, com A
mulher que mergulhou no coração do mundo (2012, Eliana Aguiar), e a jovem Valeria
Luiselli, com Rostos na multidão (2012; Maria Alzira Brum Lemos), tradução do romance
Los ingrávidos, de 2011.
Da Colômbia, também foram editados três autores: Jorge Franco, com o romance
Rosario Tijeras (2007, Fabiana Camargo), o polêmico Fernando Vallejo, com O
despenhadeiro (2008, Bernardo Ajzenberg) e Juan Gabriel Vásquez com O ruído das coisas
ao cair (2013, Ivone Benedetti), seu terceiro título a ser publicado no Brasil (os dois
primeiros saíram pela L&PM em 2010 e 2012, e um quarto título acabou de ser lançado pela
Bertrand Brasil). Jorge Franco não teve nenhum outro livro traduzido no Brasil, enquanto
Fernando Vallejo, apesar de uma obra com mais de dez títulos, teve apenas um deles, A
virgem dos sicários, publicado aqui em 2006, pela Companhia das Letras.
Além de Andrés Neuman, citado acima, a Alfaguara publicou outros três escritores
argentinos no Brasil: Claudia Piñeiro, com As viúvas das quintas-feiras (2007, Joana
Angélica D'Ávila Melo), Pablo De Santis, com Os antiquários (2012, Ivone C. Benedetti) e
Leopoldo Brizuela, com Uma mesma noite (2014, Maria Alzira Brum Lemos), sendo este
seu primeiro livro traduzido aqui. Claudia Piñeiro teve mais dois títulos publicados no país,
em 2014 e 2015, pelo selo Verus (pertencente ao Grupo Record), e Pablo De Santis já tinha
três livros traduzidos aqui anteriormente, em 2003, 2007 e 2008.
122
Último da lista, o livro Contos em trânsito - Antologia da narrativa argentina,
publicado aqui em 2014, com traduções de Maria Alzira Brum Lemos, Mariana Sanchez,
Ernani Ssó e Tamara Sender, inclui contos de 14 autores editados pela Alfaguara no país
vizinho, muitos deles absolutamente inéditos no Brasil: Abelardo Castillo, Marcelo Cohen,
Inés Fernández Moreno, Fogwill, Inés Garland, Liliana Heker, Sylvia Iparraguirre,
Alejandra Laurencich, Claudia Piñeiro, Pablo Ramos, Eduardo Sacheri, Manuel Soriano,
Héctor Tizón e Hebe Uhart. Destes, apenas quatro - Fogwill, Iparraguirre e Sacheri, com um
título, e Claudia Piñeiro, com três - têm livros traduzidos no Brasil. Dos outros dez autores,
apenas Marcelo Cohen e Liliane Heker já tinham tido algum conto traduzido em outras
antologias (no caso de Cohen, ironicamente, o mesmo conto aqui presente).
Além de apresentar aos brasileiros uma pequena amostra da obra de alguns dos mais
destacados autores argentinos, esta antologia foi publicada aqui ao mesmo tempo em que
sua contraparte brasileira, Cuentos en tránsito - Antología de narrativa brasileña, reunindo
14 autores editados pela Alfaguara no Brasil, era publicada na Argentina. Os autores
selecionados foram Vanessa Bárbara, Ronaldo Correia de Brito, Laura Erber, Emilio Fraia,
Adriana Lisboa, Ricardo Lísias, Ana Maria Machado, Reinaldo Moraes, José Luiz Passos,
Maria Valéria Rezende, João Ubaldo Ribeiro, Paulo Scott, José Roberto Torero e Luis
Fernando Verissimo.
Antes da fusão com a Alfaguara em 2005, a Editora Objetiva já havia publicado alguns
livros de autores hispano-americanos. Do chileno Ariel Dorfman, dois títulos: o
autobiográfico Uma vida em trânsito: memórias de um homem entre duas culturas (1998,
traduzido do inglês por Ana Luiza Borges) e o romance Terapia (1999, por Anna Olga de
Barros Barreto), editado na Coleção Plenos Pecados, a mesma que publicou, em 2002, O
vôo da rainha, do argentino Tomás Eloy Martínez, em tradução de Sergio Molina.
Da mexicana Laura Esquivel a Objetiva publicou Tão veloz como o desejo (2001, Luís
Carlos Cabral e Eric Nepomuceno) e, de sua compatriota Ángeles Mastretta, os romances
Mal de amores (1997, Eric Nepomuceno), Mulheres de olhos grandes (2001, Rubia Prates
Goldoni) e Arranca-me a vida (2003, Ledusha Spinardi). Outra mexicana editada na
Objetiva foi Elena Poniatowska, em 2003, com A pele do céu, seu único livro traduzido no
Brasil, por Rubia Prates Goldoni, que também foi a responsável pela tradução de Há vinte
123
anos, Luz, da argentina Elsa Osorio, em 1999.
Já depois da fusão saíram pelo selo Objetiva, como vimos, a reportagem A quarta
espada: a história de Abimael Guzmán e do Sendero Luminoso, do peruano Santiago
Roncagliolo, em 2008, e dois livros de ensaios de seu conterrâneo mais famoso, Mario
Vargas Llosa: Sabres e utopias: visões da América Latina, em 2010, traduzido por Bernardo
Ajzenberg, e A civilização do espetáculo, em 2013, em tradução de Ivone Benedetti.
Fundada em 1986 pelo editor Luís Schwarcz, que vinha de trabalhar com Caio Graco
Prado na Editora Brasiliense, a Companhia das Letras rapidamente se transformou numa das
editoras mais importantes do país, tendo apostado ao longo dos últimos 30 anos na
construção de um catálogo variado, com muita ficção nacional e (principalmente)
internacional, além de se dedicar à edição de ensaios de história, sociologia e outras das
assim chamadas ciências humanas. Em 2011, com a venda de 45% das ações da editora para
a multinacional Penguin Random House (pertencente à gigante alemã Bertelsmann), a
Companhia das Letras passou a fazer parte do maior conglomerado editorial do mundo,
124
administrando, por sua vez, desde 2015, o catálogo da Objetiva/Alfaguara, também
comprada pela megacorporação, como vimos no item anterior.
Mais uma vez constatamos que, como tantas outras editoras no Brasil, a Companhia
das Letras não chegou a criar uma coleção específica para a divulgação de literatura
hispano-americana, embora, pelo próprio volume de edições realizadas nestes 30 anos, tenha
acabado por publicar ao redor de cem títulos de autores da América Hispânica. Não faremos
aqui uma listagem exaustiva, vamos apenas destacar alguns dos autores e títulos publicados.
A lista, tão completa quanto possível, está disponível na tabela anexa a este trabalho.
Se a coleção Otra língua, dirigida por Joca Reiners Terron para a editora Rocco, tinha
como objetivo publicar "a ficção mais inventiva do planeta literário onde habitam Borges e
Bolaño", como se pode ler nos livros por ela editados, a Companhia das Letras pode se dar
ao luxo de ostentar em seu catálogo boa parte da obra literária destes dois escritores.
Somente da obra do chileno Roberto Bolaño (1953-2003), cuja importância ainda está para
ser devidamente avaliada (tanto por seu valor intrínseco quanto pelo que ela significou em
termos de exemplo e impulso à carreira de outros escritores hispano-americanos), a
Companhia publicou 11 títulos, começando por Noturno do Chile, em 2004, traduzido por
Eduardo Brandão, que se tornou praticamente o tradutor oficial de Bolaño no país, tendo
vertido para o português 10 destes 11 títulos. Além de algumas novelas e de dois excelentes
livros de contos, Bolaño teve publicados aqui os dois calhamaços que lhe deram fama
internacional, Os detetives selvagens, de 1998, com tradução publicada em 2006, e o livro
póstumo 2666, de 2004, na verdade uma reunião de cinco romances mais ou menos
interligados, que saiu aqui em 2010.
Quanto a Jorge Luis Borges, desde 2007 a Companhia vem editando, com coordenação
editorial de Davi Arrigucci Jr., Heloisa Jahn, Jorge Schwartz e Maria Emília Bender, a
Biblioteca Borges, atualmente com 20 volumes publicados. Diferentemente da Editora
Globo de São Paulo, que havia publicado as Obras completas de Borges em quatro volumes
entre 1998 e 1999, numa edição idêntica à da argentina Emecé, inclusive graficamente, a
Companhia vem publicando os livros do autor em volumes individuais.
125
Brodie (2008), O livro de areia (2009) e História universal da infâmia (2012), todos
traduzidos por Davi Arrigucci Jr. (os quatro primeiros apenas em sua segunda tradução
brasileira, o último em sua terceira). Quanto à poesia, está recolhida em Primeira poesia
(2007, tradução dos livros Fervor de Buenos Aires, Luna de enfrente e Cuaderno San
Martín, publicados entre 1923 e 1929), O fazedor (2008) e Poesia (2009, com a poesia
completa de Borges), os três traduzidos por Josely Vianna Baptista, além de O outro, o
mesmo (2009), este em tradução de Heloisa Jahn.
Por quê "apenas" em sua segunda tradução brasileira? Porque, apesar do longo tempo
decorrido entre as primeiras edições de Borges no Brasil, em 1969/1970 (pela Sabiá e,
principalmente, pela Globo de Porto Alegre), e o início de sua publicação pela Companhia
das Letras, em 2007, seria de se esperar que um autor com o seu prestígio e importância já
tivesse sido traduzido mais vezes, como compete a um clássico. Ocorre que a publicação de
suas Obras completas pela Globo de São Paulo, em 1998/1999, optou por aproveitar várias
das antigas traduções da Globo gaúcha (dos anos 70), embora estas tenham passado "por um
rigoroso processo de revisão" (Schwartz, 2001: p. 186). Por outro lado, a maior parte da
obra poética de Borges era inédita em português até sua publicação nas Obras completas, e,
repetindo o procedimento então adotado pela Globo, a Companhia das Letras reaproveitou
em suas atuais edições boa parte das traduções de poesia publicadas pela primeira vez pela
Globo em 1998/1999.
Outro argentino com mais de dez títulos publicados pela Companhia das Letras é
Alberto Manguel, romancista, tradutor, editor e crítico literário, recentemente indicado para
assumir o cargo de diretor da Biblioteca Nacional argentina, há muito vivendo fora de seu
país e escrevendo basicamente em inglês. Dele a editora publicou, entre outros, os estudos
Uma história da leitura (1997, Pedro Maia Soares) e, em coautoria com Gianni Guadalupi,
o Dicionário de lugares imaginários (2003, Pedro Maia Soares), além de romances como
126
Stevenson sob as palmeiras (2000, Paulo Henriques Britto), encomenda da editora para a
coleção Literatura ou morte, e Todos os homens são mentirosos (2010, Josely Vianna
Baptista), este traduzido do espanhol.
Outro cubano no catálogo da editora foi Juan Pedro Gutiérrez, com cinco livros
publicados entre 1999 e 2005: Trilogia suja de Havana, O rei de Havana, Animal tropical,
O insaciável homem-aranha e O ninho da serpente: memórias do filho do sorveteiro, todos
traduzidos por José Rubens Siqueira. Como vimos, Gutiérrez teve dois livros editados no
Brasil em 2008 pelo selo Alfaguara, que também passou a publicar a obra de Mario Vargas
Llosa a partir de 2006. Pela Companhia, Vargas Llosa chegou a publicar oito títulos, sendo
quatro novas traduções de livros anteriormente publicados no Brasil, uma reedição da
tradução de Remy Gorga Filho para A guerra do fim do mundo e os romances então inéditos
Lituma nos Andes (1994, Josely Vianna Baptista) e Os cadernos de dom Rigoberto (1997,
Rosa Freire d'Aguiar), além do livro de memórias Peixe na água (1994), traduzido por
Heloísa Jahn.
127
de Antes do fim (2000, Sérgio Molina) e dos livros de ensaios O escritor e seus fantasmas
(2003, Pedro Maia Soares) e A resistência (2008, Sérgio Molina).
Juan José Saer teve cinco de seus doze romances publicados pela Companhia: Ninguém
nada nunca (1997, por Bernardo Carvalho), A pesquisa (1999, por Rubens Figueiredo), A
ocasião (2005, por Paulina Wacht e Ari Roitman), As nuvens (2008) e o póstumo O grande
(2010), os dois últimos traduzidos por Heloisa Jahn. Em 2002 a Iluminuras publicou, de
Saer, O enteado, em tradução de José Feres Sabino. Também pela Iluminuras, como vimos,
foram publicados seis títulos de Ricardo Piglia, entre 1987 e 1997. No ano seguinte, Piglia
começou a ser editado no Brasil pela Companhia, que lançou o romance Dinheiro
queimado, em tradução de Rosa Freire d'Aguiar. A ele seguiram-se os livros de ensaios
Formas breves (2004, José Marcos Mariani de Macedo) e O último leitor (2006, Heloisa
Jahn), e os romances Alvo noturno (2011, Heloisa Jahn) e O caminho de Ida (2014, Sérgio
Molina), além da reedição em formato de bolso de seu livro mais conhecido, Respiração
artificial, na tradução de Heloisa Jahn lançada pela Iluminuras em 1987.
128
quatro romances policiais editados aqui entre 2000 e 2008, antes do estrondoso sucesso
comercial de seu romance O homem que amava os cachorros, publicado em 2013 pela
Boitempo Editorial.
No Brasil já foram publicados oito títulos, e pelo menos sete deles foram editados no
âmbito do Programa Sur de Apoio à Tradução, criado pelo Ministério das Relações
Exteriores, Comércio Internacional e Culto da República Argentina em 2009, que desde
então vem apoiando a tradução de obras de escritores argentinos no mundo inteiro, inclusive
cerca de 50 títulos já mencionados neste trabalho (a identificação dos títulos que contaram
129
com o apoio do Programa Sur encontra-se na tabela anexa).
Entre 2015 e 2016 foram lançados mais quatro títulos pela coleção, outra vez
apresentando dois autores inéditos no país e dois já com obra publicada aqui. Os inéditos
são Rafael Cippolini, com Amazônia & Co., e a poeta Diana Bellessi, com o livro de ensaios
A pequena voz do mundo, traduzido por Amanda Orlando. Os outros dois autores publicados
são o crítico literário e professor Daniel Link, com Suturas. Um breviário, e a poeta Tamara
Kamenszain, que já tinha dois títulos publicados pela 7Letras em 2012 e 2015, com o livro
de ensaios Fala, poesia, traduzido por Ana Isabel Borges e Ariadne Costa.
Pelo lado argentino foram publicados, até o momento, quatro títulos, lançados entre
julho de 2013 e dezembro de 2014, todos traduzidos por Teresa Arijón e Bárbara Belloc,
ambas coordenadoras da coleção, lá e cá. O primeiro a sair foi uma reunião de ensaios da
poeta Ana Cristina Cesar, El método documental, tradução de parte do livro Crítica e
tradução, publicado no Brasil em 1999. Depois foi a vez de Materialismos, do artista
plástico Hélio Oiticica, uma seleção de textos retirados dos livros Encontros e Museu é o
mundo, publicados no Brasil pela Azougue.
130
posta em questão e Vanguarda e subdesenvolvimento. Pelo menos estes dois últimos títulos
foram publicados no âmbito do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores
Brasileiros da Fundação Biblioteca Nacional brasileira.
Como Julio Payró e Benjamín de Garay, responsáveis pela tradução da maior parte dos
títulos publicados na Biblioteca de Autores Brasileños Traducidos al Castellano, editada em
Buenos Aires nos anos 30/40, analisada no início deste trabalho, as poetas e tradutoras
Teresa Arijón e Bárbara Belloc (estas trabalhando em dupla, ao contrário daqueles) têm se
destacado no trabalho de divulgação da obra de autores brasileiros na Argentina. Além dos
títulos mencionados acima, elas traduziram pelo menos outros oito livros de ficcionistas
brasileiros (quatro de Clarice Lispector, dois de Rubem Fonseca e dois de Hilda Hilst) para a
série latinoamericana da editora El Cuenco de Plata, que os publicou ao lado de autores
como Felisberto Hernández, Armonía Somers, Marosa di Giorgio e Manuel Puig. Lá, como
aqui, continuará vigente o sonho da pátria grande?
131
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Entre um e outro momento, entre uma e outra coleção "de mão dupla", o que
prevaleceu? Prevaleceram as iniciativas ligadas a editoras comerciais, na maioria dos casos
sem qualquer apoio institucional, que publicaram obras de literatura hispano-americana de
dois modos básicos: ou em coleções criadas com o fim específico de divulgar este tipo de
literatura (principal objeto de estudo deste trabalho) ou de maneira isolada, quer dizer, fora
de coleções específicas, embora algumas vezes estas obras estivessem inseridas em coleções
de literatura universal, ou seja, junto a obras traduzidas de diversas outras línguas (como a
Biblioteca do Leitor Moderno da Editora Civilização Brasileira, por exemplo).
Isto não significa, absolutamente, que estas coleções não tenham tido importância e não
132
tenham contribuído, à sua maneira, para a divulgação da literatura hispano-americana no
Brasil. No entanto, vimos que várias delas acabaram tendo a publicação interrompida depois
de uma meia dúzia de volumes editados, por uma questão estritamente comercial, de baixas
vendas, e que apenas quatro destas coleções chegaram a publicar em torno de 15 títulos cada
uma. O que isto certamente significa é que nenhuma análise da literatura hispano-americana
traduzida no Brasil ao longo do período de tempo aqui abordado pode deixar de levar em
conta o volume muitíssimo maior de obras publicadas fora de coleção, ou correria o risco de
deixar de fora a parte principal de seu objeto de estudo.
Agora, o que isto quer dizer? Que há pouco interesse por este tipo de literatura? Ou,
pelo contrário, que a literatura hispano-americana já foi definitivamente incorporada ao
repertório de literatura estrangeira geral traduzida e publicada no país? Ou que, por isso
mesmo, ela não necessita mais, se é que algum dia realmente necessitou, ser publicada à
parte, como se fosse um assunto para o qual ainda se precisa chamar atenção? Tendo a
concordar com o diagnóstico do editor Samuel León, da Iluminuras, quando afirma que "o
público para textos traduzidos do castelhano é ainda pequeno. A literatura hispano-
americana, em particular, tem um público de leitores muito restrito, de leitores formados."
(entrevista a Laura Hosiasson, 2010, pp. 3-4). Mas talvez seja exatamente por isto, por
constatar que o público é ainda pequeno e precisa ser formado, que, apesar do fracasso
comercial de uma série de tentativas anteriores, ainda existam editoras dispostas a publicar
obras de literatura hispano-americana em coleções específicas.
Uma exceção a esta regra, ainda de acordo com Samuel León, seriam os autores
ligados ao boom, cuja obra vem sendo publicada no Brasil desde o final dos anos 60 e já
conseguiu, assim, criar um público leitor mais ou menos fiel e numeroso. Cabe observar,
porém, que a maioria destes autores, apesar do tempo decorrido, não conta com mais do que
uma tradução para a maior parte de seus títulos editados aqui. Em relação aos "quatro
grandes", a situação é a seguinte: Julio Cortázar conta com 36 livros editados no Brasil
desde 1970 mas apenas três em segunda tradução, assim mesmo recentes (2013 e 2014,
embora se espere para breve a edição da nova tradução de Rayuela); García Márquez tem 30
títulos publicados desde 1968 e apenas dois em segunda tradução, uma delas também
recente (Cem anos de solidão, em 2009); Carlos Fuentes, com 26 livros publicados desde
1966 e somente dois com duas traduções; finalmente, Mario Vargas Llosa, que conta com 55
133
títulos publicados no Brasil desde 1971, isto porque oito de seus livros estão em segunda
tradução e cinco em sua terceira tradução brasileira.
Outro é o caso de Jorge Luis Borges, não exatamente um fenômeno de vendas mas um
autor de enorme prestígio, que já deu ensejo à publicação, no Brasil, após os esforços
pioneiros da Sabiá (em 1969) e da Globo de Porto Alegre (nos anos 70), de suas Obras
completas, em quatro volumes, pela Globo de São Paulo (em 1998-99), e, atualmente, vem
tendo sua obra publicada em volumes individuais, a maioria apenas em sua segunda
tradução brasileira, pela Companhia das Letras, na assim chamada Biblioteca Borges.
Por falar em Borges, o fato do levantamento realizado para este trabalho começar e
terminar com coleções dedicadas a autores argentinos não parece ser, de maneira alguma,
casual. Há um visível e impressionante predomínio da publicação de autores argentinos ao
longo do tempo no Brasil. Dos pouco mais de 300 autores (307, para ser exato) listados na
tabela anexa, nada menos do que 140 são argentinos, o que representa cerca de 45% do total,
contra 32 autores mexicanos (pouco mais de 10%), 30 uruguaios (quase 10%), 24 cubanos
(quase 8%), 21 chilenos (quase 7%), 17 colombianos (5,5%) e 14 peruanos (4,5%), entre os
mais numerosos. A explicação talvez esteja no fato de a Argentina ser um dos principais
centros editoriais da América hispânica, além de ser um país com o qual o Brasil tem
mantido sólidas relações econômicas e culturais ao longo dos últimos cem anos.
Fechando o foco somente nas editoras do Rio Grande do Sul, de que tratamos no item
134
2.4 deste trabalho, a ênfase recai fortemente na publicação de autores uruguaios. Somando-
se apenas os livros publicados pela L&PM e pela Mercado Aberto, temos um total de 56
títulos, sendo 40 de autores uruguaios (mais de 70%) e 11 de autores argentinos (quase
20%). Isto parece mais fácil de explicar: não apenas porque o Rio Grande do Sul sempre
manteve estreitos laços com os países platinos, por uma questão de identidade cultural, mas
também porque neste total estão incluídos os 15 títulos de Eduardo Galeano publicados pela
L&PM e o mesmo número de títulos de vários autores uruguaios publicados na série
Descobrindo a América, da Mercado Aberto.
Cabe ainda reiterar o que já havia sido exposto na introdução a este trabalho, ou seja,
que o material reunido na tabela anexa pretende servir de subsídio para pesquisas
posteriores, na medida em que os dados ali constantes podem gerar diferentes tipos de
relatórios, conforme o aspecto da pesquisa que se queira privilegiar.
Por exemplo, pensando nos tradutores: entre aqueles que se encontram listados com
maior frequência neste levantamento estão Josely Vianna Baptista (59 vezes), Eric
Nepomuceno (47) e Sergio Faraco (33), aos quais devemos, antes de mais nada, agradecer
por se dedicarem à nobre tarefa de recriar em português tantas obras significativas da
literatura hispano-americana. Pois bem, um estudo interessante a ser realizado, entre tantos
possíveis, seria analisar as conexões entre tradutores e autores traduzidos, ou melhor,
verificar que tipo de afinidade (literária? de visão de mundo? não serão a mesma coisa?) se
pode encontrar entre uns e outros. Assim, rapidamente, é fácil constatar que o trabalho
tradutório de Josely Vianna Baptista encontra-se vinculado tanto à obra dos cubanos Alejo
Carpentier e Guillermo Cabrera Infante quanto à poesia e aos ensaios de Jorge Luis Borges;
135
o de Eric Nepomuceno está fortemente associado aos nomes de Gabriel García Márquez e
Eduardo Galeano; e o de Sergio Faraco, finalmente, ao do argentino Mempo Giardinelli e
aos dos uruguaios Mario Arregui e Horacio Quiroga, entre outros.
É claro que este tipo de abordagem, por implicar a análise de aspectos internos às obras
traduzidas, aspectos propriamente literários (como, entre outros, a presença de narradores de
primeira ou terceira pessoa nos romances), ultrapassa os limites impostos ao trabalho que
aqui se apresenta, devendo ser postergado para uma nova etapa de estudos e pesquisas. No
que diz respeito à publicação da obra de autores hispano-americanos no Brasil, talvez este
tipo de pesquisa possa finalmente nos colocar no caminho de começar a entender o que
significou a circulação destas obras no sistema literário brasileiro, para usar mais uma vez a
expressão consagrada por Antonio Candido, começar a entender de que modo elas se
integraram (ou não) a ele, objetivo colocado tão singelamente no início deste trabalho.
Espero que o levantamento aqui apresentado possa ter contribuído para este objetivo.
136
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE LETRAS
PORTO ALEGRE
2016
1
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no Brasil do original
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tristes Goldoni
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Cupertino e
Terezinha
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2
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Aguinis, Assalto ao Itupeva Palíndromo 2005 Henrique Amat 2002 Tradução de Asalto al paraiso, de
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procedimentos Marco Maschio e Marco Maschio Chaga
Chaga
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afrodisíacos
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Allende, Retrato em sépia Rio de Bertrand 2001 Mario Pontes 2000 Tradução de Retrato en sepia, de 2000.
Isabel Janeiro Brasil
Allende, Meu país Rio de Bertrand 2003 Mario Pontes 2003 Tradução de Mi país inventado, de
Isabel inventado Janeiro Brasil 2003.
Allende, Zorro Rio de Bertrand 2006 Elisa Amorim 2005 Tradução de Zorro, de 2005.
Isabel Janeiro Brasil
Allende, Inés da minha Rio de Bertrand 2007 Ernani Ssó 2006 Tradução de Inés del alma mía, de
Isabel alma Janeiro Brasil 2006.
Allende, A soma dos dias Rio de Bertrand 2008 Ernani Ssó 2007 Tradução de La suma de los días, de
Isabel (memórias) Janeiro Brasil 2007.
Allende, A ilha sob o mar Rio de Bertrand 2010 Ernani Ssó 2010 Tradução de La isla bajo el mar, de
Isabel Janeiro Brasil 2010.
Allende, O caderno de Rio de Bertrand 2011 Ernani Ssó 2011 Tradução de El cuaderno de Maya, de
Isabel Maya Janeiro Brasil 2011.
5
Allende, Amor Rio de Bertrand 2013 Joana Angélica 1982-2011 Compilação das cenas de amor dos
Isabel Janeiro Brasil D'Ávila Melo livros da autora, utilizando as traduções
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introdutórios)
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Isabel Ripper Janeiro Brasil Cabral 2014.
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Isabel japonês Janeiro Brasil D'Ávila Melo 2015.
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lagartixas
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Janeiro Alves Volume 11 da coleção Latino-América,
coordenada por Bella Jozef, Eliane
Zagury e Flávio Moreira da Costa;
prólogo de Mirta Arlt, texto de orelha
de Juan Carlos Onetti (traduzido e
adaptado da introdução à edição
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jorobadito, de 1933, com exclusão do
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de orelha de Oscar Cesarotto.
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Arlt, Roberto Viagem terrível São Paulo Iluminuras 1999 Maria Paula 1941 Tradução de Viaje terrible, de 1941.
Gurgel Ribeiro Inclui duas versões anteriores da
novela mais "El traje del fantasma",
excluído da edição de As feras.
Apresentação e cronologia da
tradutora.
Arlt, Roberto Os sete loucos & São Paulo Iluminuras 2000 Maria Paula 1929/1931 Segunda tradução brasileira de Los
Os lança- Gurgel Ribeiro siete locos, de 1929, e primeira de Los
chamas lanzallamas, de 1931. Apresentação e
cronologia da tradutora, posfácio de
Luis Gusmán, texto de orelha de
Adrián Cangi.
Arlt, Roberto Águas-fortes São Paulo Iluminuras 2013 Maria Paula 1933 Tradução de Aguafuertes porteñas, de
portenhas Gurgel Ribeiro 1933, e de Aguafuertes cariocas,
seguidas por crônicas de 1930 inéditas em livro,
Águas-fortes compiladas pela tradutora, também
cariocas responsável pelo ensaio introdutório,
nota biográfica e cronologia.
Arlt, Roberto O brinquedo São Paulo Iluminuras 2013 Maria Paula 1926 Tradução do romance El juguete
raivoso Gurgel Ribeiro rabioso, de 1926.
9
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cariocas Janeiro Pacheco realizada a partir da edição argentina
(Buenos Aires: Adriana Hidalgo,
2012). Organização e introdução de
Gustavo Pacheco. Coleção Otra
Língua, dirigida por Joca Reiners
Terron.
Arlt, Roberto A vida porca Belo Relicário 2014 Davidson de 1926 Segunda tradução brasileira de El
Horizonte Oliveira Diniz juguete rabioso, de 1926. Prefácio de
Eleonora Frenkel, posfácio do tradutor.
Programa Sur de Apoio à Tradução.
Uruguai Arregui, Cavalos do Rio de Francisco 1982 Sergio Faraco 1956-1979 Coletânea de oito contos retirados de
Mario Amanhecer Janeiro Alves vários livros do autor. Volume 12 da
coleção Latino-América, coordenada
por Bella Jozef, Eliane Zagury e Flávio
Moreira da Costa. Seleção e texto de
orelha de Sergio Faraco, ilustrações de
Marcelo Lima.
Arregui, A cidade Porto Movimento 1985 Sergio Faraco 1956-1985 Coletânea de treze contos retirados de
Mario silenciosa Alegre vários livros do autor. Seleção e texto
de orelha de Sergio Faraco, prólogo de
Mario Arregui, ilustrações de Martín
Arregui. Volume 2 da coleção América
Latina.
Arregui, Cavalos do Porto L&PM 2003 Sergio Faraco 1956-1979 Reedição com um conto a mais do que
Mario Amanhecer Alegre a edição da Francisco Alves, já
publicado no livro editado pela Ed.
Movimento.
Arregui, Diálogos sem Porto L&PM 2009 Sergio Faraco 1990 Correspondência entre os autores, entre
Mario & fronteira Alegre 1981 e 1985. Notas de Sergio Faraco,
Faraco, introdução de Pablo Rocca, introdução
10
Sergio à edição uruguaia de Martín Arregui.
México Arreola, Juan Confabulário Rio de EdInova 1969 Luiz Papi e 1962 Tradução de Confabulario total
José total Janeiro Haroldo Bruno (México: FCE, 1962). Prefácio de Otto
Maria Carpeaux.
Arreola, Juan Confabulário Curitiba Arte & 2015 Iara de Souza 1952 Tradução de Confabulario, de 1952.
José Letra Tizzot Reunião de 28 narrativas curtas.
México Arriaga, O búfalo da Rio de Gryphus 2002 Joana Angélica 1999 Tradução de El búfalo de la noche, de
Guillermo noite Janeiro D'Ávila Melo 1999.
Arriaga, Um doce aroma Rio de Gryphus 2007 Joana Angélica 1994 Tradução de Un dulce olor a muerte
Guillermo de morte Janeiro D'Ávila Melo (México: Planeta, 1994).
Arriaga, O esquadrão da Rio de Gryphus 2008 Carla Branco 1991 Tradução de Escuadrón Guillotina
Guillermo guilhotina Janeiro (México: Planeta, 1991).
Arriaga, Retorno 201 Rio de Gryphus 2011 Isa Laxe 2002 Tradução da coletânea de contos
Guillermo Janeiro Retorno 201, de 2002.
Argentina Asís, Jorge Os arrebentados Rio de Civilização 1976 Gloria 1974 Tradução de Los reventados, de 1974.
Janeiro Brasileira Rodríguez Coleção Biblioteca do Leitor Moderno,
vol. 158.
Asís, Jorge As Fac Rio de Civilização 1977 Gloria 1976 Tradução do livro de contos Fe de
Janeiro Brasileira Rodríguez ratas (Buenos Aires: Sudamericana,
1976). Coleção Biblioteca do Leitor
Moderno, vol. 170.
Asís, Jorge Dom Abdel Rio de Civilização 1979 Gloria 1972 Tradução de Don Abdel Salim, el
Zalim Janeiro Brasileira Rodríguez burlador de Domínico, de 1972.
Coleção Biblioteca do Leitor Moderno,
vol. 184.
Guatemala Asturias, O senhor São Paulo Edições 1957 Antonieta Dias 1946 Tradução de El señor presidente, de
Miguel presidente Zumbi de Moraes 1946. Coleção Clássicos de hoje e de
Ángel amanhã.
Asturias, O senhor São Paulo Brasiliense 1967 Antonieta Dias 1946 Mesma tradução da edição de 1957
11
Miguel presidente de Moraes pela Edições Zumbi. Coleção América
Ángel Latina – Realidade e Romance, vol. 1.
Introdução de Otto Maria Carpeaux.
Tradução republicada em 1973 pela
Opera Mundi na Coleção Biblioteca
dos Prêmios Nobel de Literatura.
Asturias, Week-end na São Paulo Brasiliense 1968 Antonieta Dias 1956 Tradução de Week-end en Guatemala,
Miguel Guatemala de Moraes de 1956. Coleção América Latina –
Ángel Realidade e Romance, vol. 3.
Asturias, Vento forte São Paulo Brasiliense 1971 Antonieta Dias 1950 Tradução de Viento fuerte, de 1950,
Miguel de Moraes primeiro volume de La Trilogía
Ángel bananera. Apresentação de Bella Jozef.
Asturias, O papa verde São Paulo Brasiliense 1973 Gloria 1954 Tradução de El papa verde, de 1954,
Miguel Rodríguez segundo volume de La Trilogía
Ángel bananera.
México Azuela, Os rebelados Rio de Machado & 1934 Aurélio 1915 Tradução de Los de abajo, de 1915.
Mariano Janeiro Ninitch Pinheiro
Argentina Barletta, Royal Circo Curitiba Guaíra 1940's De Plácido e 1930 Tradução de Royal Circo (Buenos
Leónidas Silva Aires, 1930). Coleção Estante
Americana.
Cuba Barnet, Memórias de um São Paulo Marco Zero 1986 Beatriz A. 1966 Tradução de Biografía de un cimarrón,
Miguel cimarron Cannabrava de 1966.
Bolívia Barrientos, Hotéis Rio de Rocco 2014 Joca Reiners 2011 Tradução de Hoteles, de 2011. Coleção
Maximiliano Janeiro Terron Otra Língua, dirigida por Joca Reiners
Terron. Posfácio do tradutor.
México Bellatin, Salão de beleza Porto Leitura 2007 Maria Alzira 1994 Tradução de Salón de belleza (Lima,
Mario Alegre XXI Brum Lemos 1994). Coleção Novelas Exemplares.
Posfácio de Ariel Schettini.
Bellatin, Flores São Paulo Cosac 2009 Josely Vianna 2000 Tradução de Flores (Santiago, 2000).
12
Mario Naify Baptista Coleção Particular. Texto de orelha de
Joca Reiners Terron.
Bellatin, Cães heróis São Paulo Cosac 2012 Joca Wolff 2003 Tradução de Perros héroes (Alfaguara,
Mario Naify 2003). Coleção Particular. Quarta capa
de Michel Laub.
Argentina Bellessi, A pequena voz Rio de Editora 2016 Amanda 2011 Tradução de La pequeña voz del
Diana do mundo Janeiro Circuito/ Orlando e mundo (Buenos Aires: Taurus, 2011).
Azougue Renato Coleção Nomadismos. Programa Sur
Editorial Rezende de Apoio à Tradução.
Nicarágua Belli, A mulher Rio de Record 2000 Enrique Boero 1988 Tradução de La mujer habitada, de
Gioconda habitada Janeiro Baby 1988.
Belli, O país sob Rio de Record 2002 Ana Carla 2001 Tradução da autobiografia El país bajo
Gioconda minha pele: Janeiro Lacerda mi piel, memorias de amor y de guerra,
memórias de de 2001.
amor e guerra
Belli, O país das Campinas Verus 2011 Ana Resende 2010 Tradução de El país de las mujeres, de
Gioconda mulheres (SP) 2010.
Belli, O olho da Diamantin Arte 2012 Silvio Diogo 1991 Tradução da antologia de poesia El ojo
Gioconda mulher a (MG) Desemboqu de la mujer, de 1991. Revisão da
e tradução, notas e prólogo de Bethania
Guerra de Lemos, ilustrações de
Carolina Tiemi Teixeira.
Uruguai Benedetti, Antologia Rio de Record 1988 Julio Luis Ilustrações de Luiz Trimano.
Mario poética Janeiro Ghelen
Benedetti, A trégua São Paulo Brasiliense 1989 Mustafa Yazbek 1960 Tradução de La tregua, de 1960.
Mario
Benedetti, Quem de nós Porto Mercado 1992 Charles Kiefer 1953 Tradução de Quién de nosotros, de
Mario Alegre Aberto 1953. Série Descobrindo a América.
Benedetti, Gracias por el Porto L&PM 1997 Eric 1965 Tradução de Gracias por el fuego (Seix
13
Mario fuego Alegre Nepomuceno e Barral, 1965).
Maria do
Carmo Brito
Benedetti, A borra do café Rio de Record 1998 Ari Roitman e 1992 Tradução de La borra del café, de
Mario Janeiro Paulina Wacht 1992.
Benedetti, A trégua São Paulo Martins 2000 Mônica Stahel 1960 Segunda tradução brasileira de La
Mario Fontes tregua, de 1960.
Benedetti, Quem de nós Rio de Record 2007 Maria Alzira 1953 Segunda tradução brasileira de Quién
Mario Janeiro Brum Lemos de nosotros, de 1953.
Benedetti, A trégua Rio de Alfaguara 2007 Joana Angélica 1960 Terceira tradução brasileira de La
Mario Janeiro D'Ávila Melo tregua, de 1960. Reeditado em 2012
como o volume 8 da coleção Folha de
Literatura Ibero-Americana.
Benedetti, Correio do Rio de Alfaguara 2007 Rubia Prates 1999 Tradução do livro de contos Buzón de
Mario tempo Janeiro Goldoni tiempo, de 1999.
Benedetti, A trégua Porto L&PM 2008 Pedro Gonzaga 1960 Quarta tradução brasileira de La
Mario Alegre tregua, de 1960.
Benedetti, Primavera num Rio de Alfaguara 2009 Eliana Aguiar 1982 Tradução de Primavera con una
Mario espelho partido Janeiro esquina rota, de 1982.
Benedetti, O amor, as Campinas Verus 2010 Julio Luis 1995 Tradução do poemário El amor, las
Mario mulheres e a (SP) Ghelen mujeres y la vida, de 1995.
vida
Benedetti, A borra do café Rio de Alfaguara 2012 Joana Angélica 1992 Segunda tradução brasileira de La
Mario Janeiro D'Ávila Melo borra del café, de 1992.
Benedetti, Histórias de São Paulo Globo 2013 Paulina Wacht e Antologia de contos, com ilustrações
Mario Paris Ari Roitman de Antonio Seguí.
México Berman, A mulher que Rio de Alfaguara 2012 Eliana Aguiar 2010 Tradução de La mujer que buceó
Sabina mergulhou no Janeiro dentro del corazón del mundo (México:
coração do Planeta, 2010).
14
mundo
Brasil Besouchet, José Maria Rio de Nova 1985 Vera Mourão 1942 Tradução de José Maria da Silva
Lídia Paranhos, Janeiro/Br Fronteira/ Paranhos - El visconde del Rio Branco
visconde do Rio asília INL (Buenos Aires: Viau, 1942), por sua
Branco vez traduzido do original em português
por M. Bandizzone.
Besouchet, Aventuras do tio Rio de Nova 1986 Vera Mourão 1947 Tradução de Los cuentos de tio
Lídia Macário Janeiro Fronteira Macario (Buenos Aires: Peuser, 1947).
Ilustrações de Carybé.
Argentina Bianco, José A perda do reino Rio de Paz e Terra 1977 Paulo Ramos 1972 Tradução de La pérdida del reino
Janeiro Filho (Buenos Aires: Siglo XXI, 1972).
Coleção Literatura e Teoria Literária,
vol. 14. Texto de orelha de Enrique
Pezzoni.
Argentina Bimbi, Bruno Casamento Rio de Garamond 2013 Rosanne M. 2011 Tradução de Matrimonio igualitario,
igualitário Janeiro Nascimento de de 2011. Programa Sur de Apoio à
Souza Tradução.
Argentina Bioy Casares, Diário da Rio de Expressão e 1972 Vera Neves 1969 Tradução de Diario de la guerra del
Adolfo guerra do porco Janeiro Cultura Pedroso cerdo, de 1969.
Bioy Casares, A máquina Rio de Expressão e 1974 Vera Neves 1940 Tradução de La invención de Morel,
Adolfo fantástica Janeiro Cultura Pedroso de 1940. Prólogo de Jorge Luis Borges.
Reeditada em 1986 pela Ed. Rocco,
com o título de A invenção de Morel.
Bioy Casares, Histórias de Porto L&PM 1987 Remy Gorga 1972 Tradução da antologia de contos
Adolfo amor Alegre Filho Historias de amor, de 1972.
Bioy Casares, O sonho dos Rio de José 1991 Andréa Ramal 1954 Tradução de El sueño de los héroes, de
Adolfo heróis Janeiro Olympio 1954. Texto de orelha de Bella Jozef.
Bioy Casares, Histórias São Paulo Cosac 2006 José Geraldo 1972 Tradução da antologia de contos
Adolfo fantásticas Naify Couto Historias fantásticas, de 1972.
15
Reeditado em 2012 como o volume 10
da coleção Folha de Literatura Ibero-
Americana.
Bioy Casares, A invenção de São Paulo Cosac 2006 Samuel Titan Jr. 1940 Segunda tradução brasileira de La
Adolfo Morel Naify invención de Morel, de 1940. Coleção
Prosa do Observatório, coordenada por
Davi Arrigucci Jr. Prólogo de Jorge
Luis Borges, posfácio de Otto Maria
Carpeaux.
Bioy Casares, O sonho dos São Paulo Cosac 2008 José Geraldo 1954 Segunda tradução brasileira de El
Adolfo heróis Naify Couto sueño de los héroes, de 1954. Posfácio
de Rodrigo Fresán.
Bioy Casares, Diário da São Paulo Cosac 2010 José Geraldo 1969 Segunda tradução brasileira de Diario
Adolfo guerra do porco Naify Couto de la guerra del cerdo, de 1969. Quarta
capa de Rubem Fonseca. Programa Sur
de Apoio à Tradução.
Bioy Casares, Obras completas Rio de Globo 2014 Sergio Molina, 1940-1958 Organização de Daniel Martino. Inclui
Adolfo – volume A – Janeiro Livros Rubia Prates as obras: A invenção de Morel, Plano
1940-1958 Goldoni, Ari de fuga, A trama celeste, As vésperas
Roitman e de Fausto, História prodigiosa e O
Paulina Watch, sonho dos heróis (Selo Biblioteca
Josely Vianna Azul).
Baptista,
Antonio
Xerxenesky
Bioy Casares, Antologia da São Paulo Cosac 2013 Josely Vianna 1940/1965 Tradução de Antología de la literatura
Adolfo, literatura Naify Baptista fantástica, de 1940, com edição
Borges, Jorge fantástica aumentada em 1965. Prólogo de
Luis e Adolfo Bioy Casares. Textos de Walter
Ocampo, Carlos Costa e Ursula K. Le Guin.
Silvina
16
Argentina Bird, Poldy Ternura para Rio de Artenova 1972 Regina Brandão 1971 Tradução de Cuentos para leer sin
sorrir e chorar Janeiro rimmel, de 1971.
Chile Bitar, Sergio Transição, Rio de Paz e Terra 1980 Rita Braga 1979 Tradução de Transición, Socialismo y
socialismo e Janeiro Democracia. La experiencia chilena
democracia: (México: Siglo XXI, 1979). Coleção
Chile com Estudos Latino-Americanos, vol. 16.
Allende
Argentina Bizzio, Raiva Rio de Record 2011 Luís Carlos 2005 Tradução de Rabia, de 2005.
Sergio Janeiro Cabral
Argentina Blaisten, Dublin ao sul São Paulo Girafa 2007 Mauro Gama 1980 Tradução de Dublín al Sur, de 1980.
Isidoro
Chile Bolaño, Noturno do São Paulo Companhia 2004 Eduardo 2000 Tradução de Nocturno de Chile
Roberto Chile das Letras Brandão (Barcelona: Anagrama, 2000).
Bolaño, Os detetives São Paulo Companhia 2006 Eduardo 1998 Tradução de Los detectives salvajes
Roberto selvagens das Letras Brandão (Barcelona: Anagrama, 1998).
Bolaño, A pista de gelo São Paulo Companhia 2007 Eduardo 1993 Tradução de La pista de hielo, de 1993.
Roberto das Letras Brandão
Bolaño, Amuleto São Paulo Companhia 2008 Eduardo 1999 Tradução de Amuleto (Barcelona:
Roberto das Letras Brandão Anagrama, 1999).
Bolaño, Putas assassinas São Paulo Companhia 2008 Eduardo 2001 Tradução do livro de contos Putas
Roberto das Letras Brandão asesinas (Barcelona: Anagrama, 2001).
Bolaño, Estrela distante São Paulo Companhia 2009 Bernardo 1996 Tradução de Estrella distante
Roberto das Letras Ajzenberg (Barcelona: Anagrama, 1996).
Reeditado em 2012 como o volume 14
da coleção Folha de Literatura Ibero-
Americana.
Bolaño, 2666 São Paulo Companhia 2010 Eduardo 2004 Tradução de 2666 (Barcelona:
Roberto das Letras Brandão Anagrama, 2004).
Bolaño, Monsieur Pain São Paulo Companhia 2011 Eduardo 1999/1984 Tradução de Monsieur Pain
17
Roberto das Letras Brandão (Barcelona: Anagrama, 1999).
Originalmente publicada como La
senda de los elefantes, em 1984.
Bolaño, O terceiro Reich São Paulo Companhia 2011 Eduardo 2010 Tradução de El Tercer Reich
Roberto das Letras Brandão (Barcelona: Anagrama, 2010).
Bolaño, Chamadas São Paulo Companhia 2012 Eduardo 1997 Tradução do livro de contos Llamadas
Roberto telefônicas das Letras Brandão telefónicas (Barcelona: Anagrama,
1997).
Bolaño, As agruras do São Paulo Companhia 2013 Eduardo 2011 Tradução de Los sinsabores del
Roberto verdadeiro tira das Letras Brandão verdadero policía (Barcelona:
Anagrama, 2011).
Venezuela Bolívar, Escritos Campinas Ed. da 1992 Jaques Mario 1812-1830 Tradução de Escritos políticos, que
Simón políticos Unicamp Brand e Josely reúne textos escritos entre 1812 e 1830,
Vianna Baptista entre eles o Manifesto de Cartagena
(1812) e o Discurso de Angostura
(1819). Introdução de Graciela
Soriano.
Bolívar, Simon Bolívar: Rio de Consequên 2015 ???? ???? Volume organizado por Brigadas
Simón independência e Janeiro cia Populares, Marcha Patriótica e
unidade latino- Consulado-geral da República
americana. Bolivariana da Venezuela no Rio de
Escritos Janeiro.
políticos.
Colômbia Bolívar Sem tetas não há Rio de Record 2015 Luís Carlos 2005 Tradução de Sin tetas no hay paraíso,
Moreno, paraíso Janeiro Cabral de 2005.
Gustavo
Chile Bombal, Entre a vida e o Rio de Pongetti 1949 Carlos Lacerda 1947/1934 Traduzido do original em inglês House
María Luisa sonho Janeiro of mist, de 1947, uma reescritura de La
última niebla, de 1934.
Bombal, A última névoa São Paulo Difel 1985 Neide T. Maia 1934 Tradução de La última niebla, de 1934.
18
María Luisa Gonzalez Prólogo de Amado Alonso. Inclui
quatro contos da autora.
Bombal, A amortalhada São Paulo Difel 1986 Aurora Fornoni 1938 Tradução de La amortajada, de 1938.
María Luisa Bernardini e
Alicia Ferrari
Del Pardo
Bombal, A última névoa e São Paulo Cosac 2013 Laura Janina 1934/1938 Segunda tradução brasileira de La
María Luisa A amortalhada Naify Hosiasson última niebla, de 1934, e de La
amortajada, de 1938. Texto de orelha
de Jorge Luis Borges, posfácio de
Laura Janina Hosiasson.
Argentina Borges, Jorge Nova antologia Rio de Sabiá 1969 Maria Julieta 1968 Tradução de Nueva antología personal
Luis pessoal Janeiro Graña e Marly (Buenos Aires, 1968). Primeiro livro de
de Oliveira Borges publicado no Brasil.
Moreira
Borges, Jorge Ficções Porto Globo 1970 Carlos Nejar 1944 Tradução de Ficciones, de 1944. Nova
Luis Alegre edição, com tradução revista por Maria
Carolina de Araújo e Jorge Schwartz:
São Paulo: Globo, 1999.
Borges, Jorge Elogio da Porto Globo 1971 Carlos Nejar e 1969/1970 Tradução de Elogio de la sombra, de
Luis sombra e Perfis: Alegre Alfredo Jacques 1969, e de Autobiographical notes, um
Um ensaio (Elogio da perfil autobiográfico ditado por Borges
autobiográfico sombra); Maria a Norman Thomas di Giovanni e
da Glória publicado em setembro de 1970 na
Bordini (Perfis: revista The New Yorker.
Um ensaio
autobiográfico)
Borges, Jorge O Aleph Porto Globo 1972 Flávio José 1949 Tradução de El Aleph, de 1949. Nova
Luis Alegre Cardozo edição, com tradução revista por Maria
Carolina de Araújo e Jorge Schwartz:
São Paulo: Globo, 1999.
19
Borges, Jorge História Porto Globo 1975 Flávio José 1935 Tradução de Historia universal de la
Luis universal da Alegre Cardozo infamia, de 1935. Ensaio introdutório
infâmia de Regina L. Zilberman e Ana Mariza
R. Filipouski. A partir de 1993, com
prefácio de Daniel Balderston
(incorporado à edição de 2001, com
tradução de Alexandre Eulálio).
Borges, Jorge O informe de Porto Globo 1976 Hermilo Borba 1970 Tradução de El informe de Brodie, de
Luis Brodie Alegre Filho 1970. Ensaio introdutório de Regina L.
Zilberman e Maria da Glória Bordini.
A partir de 1995, com prefácio de
Beatriz Sarlo (traduzido por Teresa
Cristófani Barreto). Nova edição, com
tradução revista por Maria Carolina de
Araújo e Jorge Schwartz: São Paulo:
Globo, 1999.
Borges, Jorge O livro de areia Porto Globo 1978 Lígia Morrone 1975 Tradução de El libro de arena, de
Luis Alegre Averbuck 1975. A partir de 1995, com prefácio
de Adriana Rodríguez Pérsico
(traduzido por Teresa Cristófani
Barreto), incorporado à nova edição,
com tradução revista por Maria
Carolina de Araújo e Jorge Schwartz:
São Paulo: Globo, 2001.
Borges, Jorge História da Porto Globo 1982 Carmen Vera 1936 Tradução de Historia de la eternidad,
Luis eternidade Alegre Cirne Lima de 1936. Nova edição, com tradução
revista por Maria Carolina de Araújo e
Jorge Schwartz: São Paulo: Globo,
2001, com prefácio de Antonio
Fernández Ferrer.
Borges, Jorge Nova antologia São Paulo Difel 1982 Rolando Roque 1968 Segunda tradução brasileira de Nueva
20
Luis pessoal da Silva antología personal (Buenos Aires,
1968).
Borges, Jorge Sete noites São Paulo Max 1983 João Silvério 1980 Tradução de Siete noches, de 1980.
Luis Limonad Trevisan Epílogo de Roy Bartholomew.
Borges, Jorge O fazedor São Paulo Difel 1984 Rolando Roque 1960 Tradução de El hacedor, de 1960.
Luis da Silva
Borges, Jorge Cinco visões Brasília Editora da 1985 Maria Rosinda 1979 Tradução de Borges oral, de 1979.
Luis pessoais UNB Ramos da Silva Coleção Itinerários, vol.19.
Borges, Jorge Discussão São Paulo Difel 1985 Cláudio Fornari 1932 Tradução de Discusión, livro de
Luis ensaios de 1932.
Borges, Jorge Prólogos com Rio de Rocco 1985 Ivan Junqueira 1975 Tradução de Prólogos con un prólogo
Luis um prólogo dos Janeiro de prólogos, de 1975.
prólogos
Borges, Jorge Dezessete haiku São Paulo Arte Pau- 1990 Amálio Prólogo do tradutor.
Luis Brasil Pinheiro
Borges, Jorge Borges poeta Rio de Leviatã 1992 Jorge Coordenação e prefácio de Darío
Luis Janeiro Wanderley Henao Restrepo; assessoria linguística
de Silvia Inés Cárcamo.
Borges, Jorge Obras completas São Paulo Globo 1998 Glauco 1923-1949 Revisão de tradução de Maria Carolina
Luis - volume I, 1923- Mattoso, Jorge de Araújo e Jorge Schwartz. Contém
1949 Schwartz, Fervor de Buenos Aires, Lua defronte,
Josely Vianna Caderno San Martín, Evaristo
Baptista, Vera Carriego, Discussão, História
Mascarenhas, universal da infâmia, História da
Maria Carolina eternidade, Ficções e O aleph.
de Araújo,
Victoria Rébori,
Alexandre
Eulálio,
Carmen Vera
21
Cirne Lima,
Carlos Nejar e
Flávio José
Cardozo
Borges, Jorge Obras completas São Paulo Globo 1999 Sérgio Molina, 1952-1972 Revisão de tradução de Maria Carolina
Luis - volume II, Josely Vianna de Araújo e Jorge Schwartz. Contém
1952-1972 Baptista, Outras inquisições, O fazedor, O outro,
Leonor Scliar- o mesmo, Para as seis cordas, Elogio
Cabral, Nelson da sombra, O informe de Brodie e O
Ascher, Carlos ouro dos tigres.
Nejar, Alfredo
Jacques e
Hermilo Borba
Filho
Borges, Jorge Obras completas São Paulo Globo 1999 Lígia Morrone 1975-1985 Revisão de tradução de Maria Carolina
Luis - volume III, Averbuck, de Araújo e Jorge Schwartz. Contém O
1975-1985 Josely Vianna livro de areia, A rosa profunda, A
Baptista, Sérgio moeda de ferro, História da noite, Sete
Molina, Samuel noites, A cifra, Nove ensaios dantescos,
Titan Jr. e Bella A memória de Shakespeare, Atlas e Os
Jozef conjurados.
Borges, Jorge Obras completas São Paulo Globo 1999 Josely Vianna 1975-1988 Revisão de tradução de Maria Carolina
Luis - volume IV, Baptista, Maria de Araújo e Jorge Schwartz. Contém
1975-1988 Rosinda Ramos Prólogos com um prólogo de prólogos,
da Silva e Borges, oral, Textos cativos e
Sérgio Molina Biblioteca pessoal. Prólogos.
Borges, Jorge Esse ofício do São Paulo Companhia 2000 José Marcos 2000 Tradução de This craft of verse, de
Luis verso das Letras Mariani de 2000. Transcrição de seis palestras
Macedo proferidas por Borges na Universidade
Harvard, em 1967, inéditas por mais de
30 anos.
22
Borges, Jorge Um ensaio São Paulo Globo 2000 Maria Carolina 1999/1970 Tradução de Un ensayo autobiográfico,
Luis autobiográfico de Araújo e de 1999, versão em espanhol, por
Jorge Schwartz Aníbal González, do texto
Autobiographical notes, publicado
originalmente em inglês em 1970.
Borges, Jorge Elogio da São Paulo Globo 2001 Carlos Nejar e 1969 Tradução de Elogio de la sombra, de
Luis sombra Alfredo Jacques 1969. Revisão de tradução de Maria
Carolina de Araújo e Jorge Schwartz,
prefácio de Jorge Schwartz.
Borges, Jorge História São Paulo Globo 2001 Alexandre 1935 Segunda tradução brasileira de Historia
Luis universal da Eulálio universal de la infamia, de 1935.
infâmia Revisão de tradução de Maria Carolina
de Araújo e Jorge Schwartz, prefácio
de Daniel Balderston.
Borges, Jorge Curso de São Paulo Martins 2002 Eduardo 2001 Tradução de Borges profesor (Buenos
Luis literatura Fontes Brandão Aires: Emecé, 2001), organizado por
inglesa Martín Arias e Martín Hadis, com a
transcrição das 25 aulas que Borges
ministrou na UBA em 1966.
Borges, Jorge Ficções São Paulo Companhia 2007 Davi Arrigucci 1944 Segunda tradução brasileira de
Luis das Letras Jr. Ficciones, de 1944. Biblioteca Borges.
Borges, Jorge O livro dos seres São Paulo Companhia 2007 Heloisa Jahn 1967 Segunda tradução brasileira de El libro
Luis imaginários das Letras de los seres imaginarios, de 1967.
Biblioteca Borges. Na capa desta
edição não consta o nome da coautora
Margarita Guerrero.
Borges, Jorge Outras São Paulo Companhia 2007 Davi Arrigucci 1952 Segunda tradução brasileira do livro de
Luis inquisições das Letras Jr. ensaios Otras inquisiciones, de 1952.
Biblioteca Borges.
Borges, Jorge Primeira poesia São Paulo Companhia 2007 Josely Vianna 1923-1929 Tradução dos livros Fervor de Buenos
23
Luis das Letras Baptista Aires (1923), Luna de enfrente (1925) e
Cuaderno San Martín (1929),
anteriormente publicadas em Obras
completas - volume I, 1923-1949
(Globo, 1998). Biblioteca Borges.
Borges, Jorge O Aleph São Paulo Companhia 2008 Davi Arrigucci 1949 Segunda tradução brasileira de El
Luis das Letras Jr. Aleph, de 1949. Biblioteca Borges.
Borges, Jorge O informe de São Paulo Companhia 2008 Davi Arrigucci 1970 Segunda tradução brasileira de El
Luis Brodie das Letras Jr. informe de Brodie, de 1970. Biblioteca
Borges.
Borges, Jorge Antologia São Paulo Companhia 2008 Davi Arrigucci 1961 Tradução de Antología personal, de
Luis pessoal das Letras Jr., Josely 1961. Biblioteca Borges.
Vianna Baptista
e Heloisa Jahn
Borges, Jorge Discussão São Paulo Companhia 2008 Josely Vianna 1932 Segunda tradução brasileira de
Luis das Letras Baptista Discusión, livro de ensaios de 1932,
anteriormente publicada em Obras
completas - volume I, 1923-1949
(Globo, 1998). Biblioteca Borges.
Borges, Jorge O fazedor São Paulo Companhia 2008 Josely Vianna 1960 Segunda tradução brasileira de El
Luis das Letras Baptista hacedor, de 1960, anteriormente
publicada em Obras completas -
volume II, 1952-1972 (Globo, 1999).
Biblioteca Borges.
Borges, Jorge Ensaio São Paulo Companhia 2009 Jorge Schwartz 1999/1970 Tradução de Un ensayo autobiográfico,
Luis autobiográfico das Letras e Carolina de de 1999, versão em espanhol, por
Araújo Aníbal González, do texto
Autobiographical notes, publicado
originalmente em inglês em 1970.
Tradução anteriormente publicada pela
Editora Globo, em 2000. Biblioteca
24
Borges.
Borges, Jorge O livro de areia São Paulo Companhia 2009 Davi Arrigucci 1975 Segunda tradução brasileira de El libro
Luis das Letras Jr. de arena, de 1975. Biblioteca Borges.
Reeditado em 2012 como o volume 1
da coleção Folha de Literatura Ibero-
Americana.
Borges, Jorge O outro, o São Paulo Companhia 2009 Heloisa Jahn 1964 Segunda tradução brasileira de El otro,
Luis mesmo das Letras el mismo, de 1964. Biblioteca Borges.
Programa Sur de Apoio à Tradução.
Borges, Jorge Poesia São Paulo Companhia 2009 Josely Vianna 1969-1985 Reúne traduções dos livros de poesia
Luis das Letras Baptista Elogio da sombra, O ouro dos tigres, A
rosa profunda, A moeda de ferro,
História da noite, A cifra e Os
conjurados, anteriormente publicadas
em Obras completas - volumes II, III e
IV (Globo, 1998-1999), com exceção
de Elogio da sombra, que ganhou nova
tradução. Biblioteca Borges.
Borges, Jorge História da São Paulo Companhia 2010 Heloisa Jahn 1936 Segunda tradução brasileira de Historia
Luis eternidade das Letras de la eternidad, de 1936. Biblioteca
Borges. Programa Sur de Apoio à
Tradução.
Borges, Jorge Prólogos com São Paulo Companhia 2010 Josely Vianna 1975 Segunda tradução brasileira de
Luis um prólogo de das Letras Baptista Prólogos con un prólogo de prólogos,
prólogos de 1975, anteriormente publicada em
Obras completas - volume IV, 1975-
1988. Biblioteca Borges.
Borges, Jorge Borges oral & São Paulo Companhia 2011 Heloisa Jahn 1979/1980 Segunda tradução brasileira de Borges,
Luis Sete noites das Letras oral, de 1979, e terceira de Siete
noches, de 1980. Biblioteca Borges.
Programa Sur de Apoio à Tradução.
25
Borges, Jorge Nove ensaios São Paulo Companhia 2011 Heloisa Jahn 1982/1983 Segunda tradução brasileira de Nueve
Luis dantescos & A das Letras ensayos dantescos, de 1982, e de La
memória de memoria de Shakespeare, de 1983.
Shakespeare Biblioteca Borges. Programa Sur de
Apoio à Tradução.
Borges, Jorge História São Paulo Companhia 2012 Davi Arrigucci 1935 Terceira tradução brasileira de Historia
Luis universal da das Letras Jr. universal de la infamia, de 1935.
infâmia Biblioteca Borges.
Borges, Jorge Nova antologia São Paulo Companhia 2013 Davi Arrigucci 1968 Terceira tradução brasileira de Nueva
Luis pessoal das Letras Jr., Josely antología personal (Buenos Aires,
Vianna Baptista 1968). Biblioteca Borges.
e Heloisa Jahn
Borges, Jorge Livro dos sonhos Rio de Difel 1979 Cláudio Fornari 1976 Tradução de Libro de sueños, de 1976.
Luis Janeiro Reeditado em 1985 pelo Círculo do
(compilador) Livro.
Borges, Jorge Crônicas de São Paulo Alfa- 1976 Janer Cristaldo 1967 Tradução de Crónicas de Bustos
Luis e Bioy Bustos Domecq Omega Domecq, de 1967. Biblioteca Alfa-
Casares, Omega de Literatura Latino-
Adolfo Americana, Série 1ª, Vol. 4
Borges, Jorge Seis problemas São Paulo Globo 2008 Maria Paula 1942/1946 Tradução de Seis problemas para don
Luis e Bioy para Dom Isidro Gurgel Ribeiro Isidro Parodi, de 1942, e de Dos
Casares, Parodi e Duas fantasías memorables, de 1946.
Adolfo [sob o fantasias Prefácio de Michel Lafon. Relançado
pseudônimo memoráveis em 2014 pelo Selo Biblioteca Azul da
de H. Bustos Globo Livros.
Domecq]
Borges, Jorge Um modelo para São Paulo Globo 2008 Maria Paula 1946/1955 Tradução de Un modelo para la
Luis e Bioy a morte, Os Gurgel Ribeiro muerte, de 1946, Los orilleros e El
Casares, suburbanos e O paraíso de los creyentes, ambos de
Adolfo [sob o paraíso dos 1955. Prefácio de Júlio Pimentel Pinto.
pseudônimo crentes Relançado em 2014 pelo Selo
26
de B. Suárez Biblioteca Azul da Globo Livros.
Lynch]
Borges, Jorge Crônicas de São Paulo Globo 2010 Maria Paula 1967/1977 Segunda tradução brasileira de
Luis e Bioy Bustos Domecq Gurgel Ribeiro Crónicas de Bustos Domecq, de 1967,
Casares, e Novos contos e primeira de Nuevos Cuentos de
Adolfo de Bustos Bustos Domecq, de 1977. Prefácio de
Domecq Davi Arrigucci Jr. Relançado em 2014
pelo Selo Biblioteca Azul da Globo
Livros.
Borges, Jorge Borges em Rio de Rocco 1986 Eliane Zagury 1985 Tradução de Borges en diálogo
Luis e diálogo Janeiro (Grijalbo, 1985). Contém 30 diálogos
Ferrari, entre Borges e Ferrari gravados em
Osvaldo 1984/85 em programas transmitidos
pela Rádio Municipal de Buenos Aires.
Borges, Jorge Sobre os sonhos São Paulo Hedra 2009 John 1985 Tradução de Borges en diálogo (2
Luis e e outros O'Kuinghttons vols.) (Buenos Aires: Sudamericana,
Ferrari, diálogos 1985). Organização e introdução de
Osvaldo John O'Kuinghttons. Contém 30
diálogos entre Borges e Ferrari
gravados em 1984/85 em programas
transmitidos pela Rádio Municipal de
Buenos Aires (20 publicados pela
Rocco, 10 inéditos em português).
Borges, Jorge Sobre a amizade São Paulo Hedra 2009 John 1985 Tradução de Borges en diálogo (2
Luis e e outros O'Kuinghttons vols.) (Buenos Aires: Sudamericana,
Ferrari, diálogos 1985). Organização de John
Osvaldo O'Kuinghttons, introdução de Daisi
Irmgard Vogel. Contém 30 diálogos
entre Borges e Ferrari gravados em
1984/85 em programas transmitidos
pela Rádio Municipal de Buenos Aires
27
(os 30 inéditos em português).
Borges, Jorge Sobre a filosofia São Paulo Hedra 2009 John 1985 Tradução de Borges en diálogo (2
Luis e e outros O'Kuinghttons vols.) (Buenos Aires: Sudamericana,
Ferrari, diálogos 1985). Organização de John
Osvaldo O'Kuinghttons, introdução de Walter
Carlos Costa. Contém 30 diálogos
entre Borges e Ferrari gravados em
1984/85 em programas transmitidos
pela Rádio Municipal de Buenos Aires
(10 publicados pela Rocco, 20 inéditos
em português).
Borges, Jorge O livro dos seres Porto Globo 1974 Carmen Vera 1967 Tradução de El libro de los seres
Luis e imaginários Alegre Cirne Lima imaginarios, de 1967. A partir de 1996,
Guerrero, com prefácio de Sylvia Molloy. Na
Margarita capa da edição de 2007, pela
Companhia das Letras, com nova
tradução, não consta o nome de
Margarita Guerrero.
Borges, Jorge O "Martín Porto L&PM 1985 Carmen Vera 1953 Tradução de El Martín Fierro, de 1953.
Luis e Fierro" Alegre Cirne Lima
Guerrero,
Margarita
Borges, Jorge Buda Rio de Difel 1977 Cláudio Fornari 1976 Tradução de ¿Qué es el budismo?, de
Luis e Janeiro 1976.
Jurado, Alicia
Borges, Jorge Atlas São Paulo Companhia 2010 Heloisa Jahn 1984 Tradução de Atlas, de 1984. Biblioteca
Luis e das Letras Borges. Programa Sur de Apoio à
Kodama, Tradução.
María
Borges, Jorge Diálogos Borges São Paulo Globo 2005 Maria Paula 1982 Tradução de Diálogos Borges Sabato
Luis e Sabato Gurgel Ribeiro (Buenos Aires: Emecé, 1982).
28
Sabato, Organização de Orlando Barone.
Ernesto
Argentina Bornemann, Os São Paulo Martins 2001 Mônica Stahel 1991 Tradução de Los desmaravilladores, de
Elsa Isabel desencantadores Fontes 1991.
: 10 contos de
amor, humor e
terror
Uruguai Bortagaray, Um, dois e já São Paulo Cosac 2014 Miguel Del 2006 Tradução de Prontos, listos, ya, de
Inés Naify Castillo 2006. Texto de orelha de Vitor Ramil.
Argentina Brizuela, Uma mesma Rio de Alfaguara 2014 Maria Alzira 2012 Tradução de Una misma noche
Leopoldo noite Janeiro Brum Lemos (Buenos Aires: Alfaguara, 2012).
Argentina Brizuela, Fotografia e São Paulo Companhia 2012 Marcos Bagno 2012 Tradução do inglês de Photography
Natalia Império: das and Empire: landscapes for a modern
paisagens para Letras/Insti Brazil, de 2012.
um Brasil tuto
moderno Moreira
Salles
Brizuela, Depois da Rio de Rocco 2014 Carlos Nougué Coleção Entrecríticas, dirigida por
Natalia fotografia: uma Janeiro Paloma Vidal.
literatura fora
de si
Peru Bryce Um mundo para Rio de Rocco 1987 Remy Gorga, 1970 Tradução de Un mundo para Julius, de
Echenique, Julius Janeiro Filho 1970.
Alfredo
Bryce A vida Rio de Rocco 1988 Vera Mourão 1981 Tradução de La vida exagerada de
Echenique, exagerada de Janeiro Martín Romaña, de 1981.
Alfredo Martín Romaña
Bryce O homem que Rio de Rocco 1991 Márcia Ribas 1985 Tradução de El hombre que hablaba de
Echenique, falava de Otávia Janeiro Octavia de Cádiz, de 1985.
Alfredo de Cádiz
29
Argentina Bullrich, Um momento Rio de Expressão e 1970 Vera Neves 1961 Tradução de Un momento muy largo,
Silvina muito longo Janeiro Cultura Pedroso de 1961.
Bullrich, Bodas de cristal Rio de Record 1970 Remy Gorga, 1951 Tradução de Bodas de cristal, de 1951.
Silvina Janeiro Filho
Bullrich, Amanhã digo Rio de Record 1971 Remy Gorga, 1968 Tradução de Mañana digo basta, de
Silvina basta Janeiro Filho 1968.
Bullrich, Os passageiros Rio de Record 1971 Remy Gorga, 1971 Tradução de Los pasajeros del jardín,
Silvina do jardim Janeiro Filho de 1971.
Bullrich, O feiticeiro Rio de Record 1971 Remy Gorga, 1961 Tradução de El hechicero, de 1961.
Silvina Janeiro Filho
Bullrich, Minhas vidas Rio de Record 1983 ???? 1980 Tradução de Mis memorias, de 1980.
Silvina Janeiro
Argentina Burundarena, Segredos de São Paulo Benvirá 2013 Paloma Vidal 2011 Tradução de Rumble, de 2011.
Maitena menina
Colômbia Caballero Terra alheia São Paulo Brasiliense 1968 Jurema 1954 Tradução de Siervo sin tierra, de 1954.
Calderón, Finamour Prefácio da tradutora. Coleção América
Eduardo Latina – Realidade e Romance, vol. 2.
Cuba Cabrera Três tristes São Paulo Global 1980 Stella 1967 Primeira tradução brasileira de Tres
Infante, tigres Leonardos tristes tigres (Barcelona: Seix Barral,
Guillermo 1967).
Cabrera Havana para um São Paulo Companhia 1987 João Silvério 1979 Tradução de La Habana para un
Infante, infante defunto das Letras Trevisan infante difunto (Barcelona: Seix Barral,
Guillermo 1979).
Cabrera Vista do São Paulo Companhia 1988 Josely Vianna 1974 Tradução de Vista del amanecer en el
Infante, amanhecer no das Letras Baptista e José trópico (Barcelona: Seix Barral, 1974).
Guillermo trópico Antonio
Arantes
(trechos em
inglês)
30
Cabrera Mea Cuba São Paulo Companhia 1996 Josely Vianna 1992 Tradução de Mea Cuba (Madri:
Infante, das Letras Baptista Alfaguara, 1992).
Guillermo
Cabrera Delito por Rio de Ediouro 1998 Floriano 1995 Tradução de Delito por bailar el
Infante, dançar o cha- Janeiro Martins chachachá (Madri: Alfaguara, 1995).
Guillermo chá-chá Inclui três contos.
Cabrera Fumaça pura Rio de Bertrand 2003 Mario Pontes 1985/2000 Tradução de Puro humo (Madri:
Infante, Janeiro Brasil Alfaguara, 2000). Publicado antes em
Guillermo inglês, em 1985, com o título de Holy
smoke.
Cabrera Três tristes Rio de José 2009 Luís Carlos 1967 Segunda tradução brasileira de Tres
Infante, tigres Janeiro Olympio Cabral tristes tigres (Barcelona: Seix Barral,
Guillermo 1967).
Cabrera A ninfa São Paulo Companhia 2011 Eduardo 2008 Tradução de La ninfa inconstante
Infante, inconstante das Letras Brandão (Barcelona: Galaxia Gutenberg, 2008).
Guillermo Reeditado em 2012 como o volume 19
da coleção Folha de Literatura Ibero-
Americana.
Cabrera Cinema ou Rio de Gryphus 2013 Carlos Ramires 1997 Tradução de Cine o sardina (Madri:
Infante, sardinha - Janeiro Alfaguara, 1997). No Brasil, a ser
Guillermo 1. Pompas publicado em três volumes.
fúnebres
Cabrera Cinema ou Rio de Gryphus 2014 Gilson B. 1997 Tradução de Cine o sardina (Madri:
Infante, sardinha - Janeiro Soares Alfaguara, 1997). No Brasil, a ser
Guillermo 2. Vivas, bem publicado em três volumes.
vivas
Cabrera Corpos divinos São Paulo Companhia 2016 Josely Vianna 2010 Tradução de Cuerpos Divinos
Infante, das Letras Baptista (Barcelona: Galaxia Gutenberg, 2010).
Guillermo
Uruguai Cabrera, Mudança/ São Paulo Grua 2013 Fábio 2013 Coleção Boca a Boca, vol. 4, edição
31
Fernando Mudanza Livros Aristimunho bilíngue. Aparentemente não há edição
Vargas uruguaia deste livro.
Colômbia Caicedo, Viva a música! Rio de Rádio 2014 Luis Reyes Gil 1977 Tradução de ¡Que viva la música!, de
Andrés Janeiro Londres 1977.
Argentina Calveiro, Poder e São Paulo Boitempo 2013 Fernando 1998 Tradução de Poder y desaparición: los
Pilar desaparecimento Correa Prado campos de concentración en Argentina
(Buenos Aires: Colihue, 1998).
Introdução de Juan Gelman, prefácio
de Janaína de Almeida Teles.
Argentina Canto, Estela Borges à São Paulo Iluminuras 1991 Vera 1989 Tradução de Borges a contraluz, de
contraluz Mascarenhas de 1989.
Campos
Argentina Caparrós, Valfierno São Paulo Companhia 2008 Josely Vianna 2004 Tradução de Valfierno, de 2004.
Martín das Letras Baptista
Caparrós, A quem de São Paulo Companhia 2011 Heloisa Jahn e 2008 Tradução de A quien corresponda
Martín direito das Letras Lucia Maria (Anagrama, 2008).
Goulart Jahn
Argentina Cárcano, Juan Facundo Rio de Instituto 1935 J. Paulo de 1931 Tradução do estudo biográfico Juan
Ramón Quiroga Janeiro Argentino- Medeyros Facundo Quiroga, de 1931.
Brasileiro
de Cultura
Cárcano, De Caseros ao Rio de Imprensa 1939 J. Paulo de 1919 Tradução de De Caseros al 11 de
Ramón XI de setembro Janeiro Nacional Medeyros Septiembre, de 1919. Vol. 2 da Coleção
Brasileira de Autores Argentinos
(Ministério das Relações Exteriores).
Argentina Carella, Tulio Orgia – Livro Rio de José Álvaro 1968 Hermilo Borba 1968 Reeditado em 2011 pela editora
Primeiro Janeiro Editor Filho paulista Opera Prima, com o título
Orgia: os Diários de Tulio Carella,
Recife, 1960, com introdução e notas
de Alvaro Machado.
32
Cuba Carpentier, O reino deste Rio de Civilização 1966 João Olavo 1949 Tradução de El reino de este mundo, de
Alejo mundo Janeiro Brasileira Saldanha 1949. Volume 1 da coleção Nossa
América, Série Ficção, dirigida por
Thiago de Mello, com apresentação de
Otto Maria Carpeaux. Reeditado em
1985 com texto de orelha de Thiago de
Mello e uma nota dos editores.
Carpentier, O século das Rio de Labor do 1976 Stella 1962 Tradução de El siglo de las luces, de
Alejo luzes Janeiro Brasil Leonardos 1962, com prefácio de Otto Maria
Carpeaux. Coleção de bolso Labor, vol.
7. Reeditado em 1985 pela editora
Global.
Carpentier, O recurso do Rio de Marco Zero 1984 Beatriz A. 1974 Tradução de El recurso del método, de
Alejo método Janeiro Cannabrava 1974.
Carpentier, Concerto São Paulo Brasiliense 1985 Jean-Claude 1974 Tradução de Concierto barroco, de
Alejo barroco Bernardet e 1974, com posfácio dos tradutores.
Teixeira Coelho Coleção Circo de Letras, vol. 36.
Carpentier, Os passos São Paulo Brasiliense 1985 Josely Vianna 1953 Tradução de Los pasos perdidos, de
Alejo perdidos Baptista 1953.
Carpentier, A sagração da São Paulo Brasiliense 1987 Mustafa Yazbek 1978 Tradução de La consagración de la
Alejo primavera primavera, de 1978.
Carpentier, A literatura do São Paulo Vértice 1987 Rubia Prates Livro contendo 10 ensaios, com
Alejo maravilhoso Goldoni e seleção e ordenação de textos de Mário
Sérgio Molina de Moura.
Carpentier, A harpa e a Rio de Bertrand 1987 Reinaldo 1979 Tradução de El harpa y la sombra, de
Alejo sombra Janeiro Brasil Guarany 1979. Texto de orelha de Bella Jozef.
Carpentier, O cerco (El São Paulo Global 1988 Eliane Zagury 1958 Tradução de El acoso, de 1958, com
Alejo acoso) prefácio dos editores.
Carpentier, Écue-Yamba-Ó São Paulo Brasiliense 1989 Mustafa Yazbek 1933 Tradução de Écue-Yamba-O!, de 1933.
33
Alejo
Carpentier, Guerra do tempo Rio de Bertrand 1995 Mario Pontes 1956 Tradução de Guerra del tiempo, de
Alejo Janeiro Brasil 1956. Contém os três contos originais e
outros quatro, publicados no tomo 3
das Obras completas, em 1984.
Ilustrações de José Pérez Olivares.
Carpentier, O músico em Rio de Civilização 2000 Carlos Araújo 1980 Tradução de Ese músico que llevo
Alejo mim Janeiro Brasileira dentro, de 1980, livro de crônicas e
ensaios sobre música, com seleção e
prefácio de Eduardo Rincón e texto de
orelha de Clóvis Marques. Coleção
Oficina Interior.
Carpentier, O século das São Paulo Companhia 2004 Sérgio Molina 1962 Segunda tradução brasileira de El siglo
Alejo luzes das Letras de las luces, de 1962.
Carpentier, Visão da São Paulo Martins 2006 Rubia Prates 1947-1975 Coletânea de 29 ensaios escritos entre
Alejo América Fontes Goldoni e 1947 e 1975.
Sérgio Molina
Carpentier, Concerto São Paulo Companhia 2008 Josely Vianna 1974 Segunda tradução brasileira de
Alejo barroco das Letras Baptista Concierto barroco, de 1974.
Carpentier, Os passos São Paulo Martins 2008 Marcelo Tápia 1953 Segunda tradução brasileira de Los
Alejo perdidos Fontes pasos perdidos, de 1953.
Carpentier, O reino deste São Paulo Martins 2009 Marcelo Tápia 1949 Segunda tradução brasileira de El reino
Alejo mundo Fontes de este mundo, de 1949.
Argentina Carrera, A inocência Rio de 7 Letras 2010 Rodrigo 2006 Tradução de La inocencia (Buenos
Arturo Janeiro Alvarez Aires: Mansalva, 2006). Poesia.
Programa Sur de Apoio à Tradução.
Carrera, O homem mais Rio de Editora 2014 ???? 2009 Seleção de ensaios publicados em
Arturo portátil do Janeiro Circuito/ Ensayos murmurados (Buenos Aires:
mundo Azougue Mansalva, 2009). Coleção
34
Editorial Nomadismos.
Argentina Casas, Fabián Os lemmings e Rio de Rocco 2013 Jorge Wolff 2005 Tradução de Los Lemmings y otros, de
outros Janeiro 2005. Coleção Otra Língua, dirigida
por Joca Reiners Terron. Posfácio de
Carlito Azevedo.
El Salvador Castellanos Asco Rio de Rocco 2013 Antônio 1997 Tradução de El asco: Thomas
Moya, Janeiro Xerxenesky Bernhard en San Salvador, de 1997.
Horacio Coleção Otra Língua, dirigida por Joca
Reiners Terron. Posfácio de Adriana
Lunardi.
Cuba Castro, Fidel A História me São Paulo Alfa- 1979 Pedro Pomar 1953 Tradução do discurso de defesa
absolverá Omega pronunciado por Fidel Castro quando
de seu julgamento em 1953. Há outra
edição, de 2005, pela Editora
Expressão Popular (mesma tradução?).
Argentina Ceballos, Made in Porto Tchê 1992 Sergio Faraco Antologia de contos retirados de vários
José Gabriel Buenavista Alegre livros.
Bolívia Céspedes, Metal do diabo Rio de Civilização 1967 Ana Arruda 1946 Tradução de Metal del diablo, de 1946.
Augusto Janeiro Brasileira Volume 3 da coleção Nossa América,
Série Ficção, dirigida por Thiago de
Mello. Texto de orelha de Franklin de
Oliveira.
Uruguai/ Chavarría, Perigo na ilha Rio de Marco Zero 1986 Beatriz A. 1978 Tradução de Joy, de 1978.
Cuba Daniel Janeiro Cannabrava
Argentina Chejfec, Boca de lobo São Paulo Amauta 2007 Marcelo Barbão 2000 Tradução de Boca de lobo (Buenos
Sergio Aires: Alfaguara, 2000).
Argentina Cherniavsky, Sonhadoras, São Paulo Beca 1999 Joyce 1995 Tradução de Soñadoras, coquetas y
Daniel coquetes & Rodrigues ardientes (Buenos Aires: Corregidor,
ardentes Ferraz e Denise 1995).
Reijtman
35
Argentina Cippolini, Amazônia & Co. Rio de Editora 2016 Ana Isabel 2015 Tradução de Amazonia & Co., de 2015.
Rafael Janeiro Circuito/ Borges, Ariadne Coleção Nomadismos. Programa Sur
Azougue Costa e Renato de Apoio à Tradução.
Editorial Rezende
Argentina Coelho, Um homem São Paulo Virgiliae 2011 Júlia Grillo 2011 Tradução de Un hombre llamado Lobo
Oliverio chamado Lobo (Buenos Aires: Duomo, 2011).
Argentina Conti, Mascaró, o São Paulo Brasiliense 1985 Heloisa Jahn 1975 Tradução de Mascaró el cazador
Haroldo caçador americano, de 1975.
americano
Argentina Copi Eva Perón / Rio de 7Letras 2007 Giovana Soar, 1970/1974/ Tradução do texto das peças Eva Perón
Loretta Strong / Janeiro Ângela Leite 1983 (1970), Loretta Strong (1974) e Le
A geladeira Lopes e Maria Frigo (1983). Coleção Dramaturgias.
Clara Ferrer
Copi O uruguaio Rio de Rocco 2015 Carlito 1973/1988 Tradução (do francês) de L'Uruguayen,
seguido de A Janeiro Azevedo de 1973, e de L'Internationale
Internacional argentine, de 1988. Coleção Otra
Argentina Língua, dirigida por Joca Reiners
Terron. Posfácio de Álvaro Costa e
Silva.
Argentina Cortázar, O jogo da Rio de Civilização 1970 Fernando de 1963 Tradução do romance Rayuela (Buenos
Julio amarelinha Janeiro Brasileira Castro Ferro Aires: Sudamericana, 1963). Volume
124 da Biblioteca do Leitor Moderno.
Cortázar, Os prêmios Rio de Civilização 1970 Gloria 1960 Tradução do romance Los premios
Julio Janeiro Brasileira Rodríguez (Buenos Aires: Sudamericana, 1960).
Volume 122 da Biblioteca do Leitor
Moderno.
Cortázar, Bestiário Rio de Expressão e 1971 Remy Gorga, 1951 Tradução de Bestiário (Buenos Aires:
Julio Janeiro Cultura Filho Sudamericana, 1951). Texto de orelha
do tradutor. Republicado pela Nova
Fronteira em 1986. Contos.
36
Cortázar, Final do Jogo Rio de Expressão e 1971 Remy Gorga, 1956/1964 Tradução de Final del juego (México:
Julio Janeiro Cultura Filho Los presentes, 1956; Buenos Aires:
Sudamericana, 1964, ed. aumentada).
Contos.
Cortázar, Todos os fogos o Rio de Civilização 1972 Gloria 1966 Tradução de Todos los fuegos el fuego
Julio fogo Janeiro Brasileira Rodríguez (Buenos Aires: Sudamericana, 1966).
Volume 147 da Biblioteca do Leitor
Moderno. Contos.
Cortázar, Histórias de Rio de Civilização 1973 Gloria 1962 Tradução de Historias de cronopios y
Julio cronópios e de Janeiro Brasileira Rodríguez de famas (Buenos Aires:
famas Sudamericana, 1962). Volume 148 da
Biblioteca do Leitor Moderno. Textos
curtos.
Cortázar, 62: modelo para Rio de Civilização 1973 Gloria 1968 Tradução do romance 62: modelo para
Julio armar Janeiro Brasileira Rodríguez armar (Buenos Aires: Sudamericana,
1968). Volume 151 da Biblioteca do
Leitor Moderno.
Cortázar, Prosa do São Paulo Perspectiva 1974 Davi Arrigucci 1972 Tradução de Prosa del observatorio, de
Julio observatório Jr. 1972. Fotos de Julio Cortázar.
Cortázar, Valise de São Paulo Perspectiva 1974 Davi Arrigucci 1946-1969 Reunião de artigos e ensaios
Julio cronópio Jr. e João publicados entre 1946 e 1969, inclusive
Alexandre textos de La vuelta al día en 80
Barbosa mundos e Último round. Organização
de Haroldo de Campos e Davi
Arrigucci Jr.
Cortázar, Octaedro Rio de Civilização 1975 Gloria 1974 Tradução de Octaedro (Buenos Aires:
Julio Janeiro Brasileira Rodríguez Sudamericana, 1974). Volume 157 da
Biblioteca do Leitor Moderno. Contos.
Cortázar, Alguém que Rio de Nova 1981 Remy Gorga, 1977 Tradução de Alguien que anda por ahí
Julio anda por aí Janeiro Fronteira Filho (Alfaguara, 1977). Contos.
37
Cortázar, Orientação dos Rio de Nova 1981 Remy Gorga, 1980 Tradução de Queremos tanto a Glenda
Julio gatos Janeiro Fronteira Filho (Alfaguara, 1980). Texto de orelha de
Remy Gorga, Filho. Contos.
Cortázar, Um tal Lucas Rio de Nova 1982 Remy Gorga, 1979 Tradução de Un tal Lucas (Alfaguara,
Julio Janeiro Fronteira Filho 1979). Textos curtos.
Cortázar, O livro de Rio de Nova 1984 Olga Savary 1973 Tradução do romance Libro de Manuel
Julio Manuel Janeiro Fronteira (Buenos Aires: Sudamericana, 1973).
Cortázar, Fora de hora Rio de Nova 1985 Olga Savary 1982 Tradução de Deshoras (Alfaguara,
Julio Janeiro Fronteira 1982). Contos.
Cortázar, Nicarágua tão São Paulo Brasiliense 1987 Emir Sader 1983 Tradução de Nicaragua tan
Julio violentamente violentamente dulce, de 1983. Textos
doce de apoio à revolução sandinista.
Cortázar, Os autonautas São Paulo Brasiliense 1991 Josely Vianna 1983 Tradução de Los autonautas de la
Julio e da cosmopista Baptista cosmopista (Barcelona: Muchnik
Dunlop, Editores, 1983).
Carol
Cortázar, As armas Rio de José 1994 Eric 1959 Tradução de Las armas secretas
Julio secretas Janeiro Olympio Nepomuceno (Buenos Aires: Sudamericana, 1959).
Posfácio de Eric Nepomuceno, texto de
orelha de Davi Arrigucci Jr.
Cortázar, Adeus, Robinson Rio de Civilização 1997 Mario Pontes 1995 Tradução de Adiós, Robinson y otras
Julio e outras peças Janeiro Brasileira piezas breves (Alfaguara, 1995). Inclui
curtas Peça em 3 cenas, A Temporada das
Pipas, Nada para Pehuajó e Adeus,
Robinson.
Cortázar, Diário de Rio de José 1997 Mario Pontes 1950/1986 Tradução de Diário de Andrés Fava,
Julio Andrés Fava Janeiro Olympio texto de 1950 publicado em 1986.
Texto de orelha de José Geraldo Couto.
Cortázar, Obra crítica/1 Rio de Civilização 1998 Paulina Wacht e 1994 Tradução de Obra crítica/1 (Alfaguara,
38
Julio Janeiro Brasileira Ari Roitman 1994), com o ensaio Teoria del túnel,
(1947) de 1947. Organização de Saúl
Yurkievich.
Cortázar, Obra crítica/2 Rio de Civilização 1999 Paulina Wacht e 1994 Tradução de Obra crítica/2 (Alfaguara,
Julio Janeiro Brasileira Ari Roitman 1994). Reúne textos escritos entre 1941
(1941- e 1963, entre eles os ensaios Situação
1963) do romance, de 1950, e Vida de Edgar
Allan Poe, de 1956. Organização de
Jaime Alazraki.
Cortázar, Obra crítica/3 Rio de Civilização 2001 Paulina Wacht e 1994 Tradução de Obra crítica/3 (Alfaguara,
Julio Janeiro Brasileira Ari Roitman 1994). Reúne textos escritos entre 1967
(1967- e 1983, entre eles o ensaio América
1983) Latina: exílio e literatura, de 1978.
Organização de Saúl Sosnowski.
Cortázar, Os reis Rio de Civilização 2001 Paulina Wacht e 1949 Tradução do texto dramático Los reyes,
Julio Janeiro Brasileira Ari Roitman de 1949.
Cortázar, Divertimento Rio de Civilização 2003 Paulina Wacht e 1949/1986 Tradução de Divertimento, novela de
Julio Janeiro Brasileira Ari Roitman 1949 publicada em 1986. Texto de
orelha de Eric Nepomuceno.
Cortázar, O exame final Rio de Civilização 2003 Fausto Wolff 1950/1986 Tradução de El examen, romance de
Julio Janeiro Brasileira 1950 publicado em 1986.
Cortázar, A volta ao dia Rio de Civilização 2008 Paulina Wacht e 1967 Tradução de La vuelta al día em
Julio em 80 mundos Janeiro Brasileira Ari Roitman ochenta mundos (México: Siglo XXI,
1967). Em 2 tomos.
Cortázar, Último round Rio de Civilização 2008 Paulina Wacht e 1969 Tradução de Último round (México:
Julio Janeiro Brasileira Ari Roitman Siglo XXI, 1969). Em 2 tomos.
Cortázar, Discurso do urso Rio de Galerinha 2009 Leo Cunha 2009 Tradução de El discurso del oso
Julio Janeiro Record (Libros del Zorro Rojo, 2009).
Ilustrações de Emilio Urberuaga.
39
Cortázar, Papéis Rio de Civilização 2010 Paulina Wacht e 2009 Tradução de Papeles inesperados, de
Julio inesperados Janeiro Brasileira Ari Roitman 2009, reunindo textos inéditos escritos
entre 1940 e 1984, compilados por
Aurora Bernárdez e Carles Álvarez
Garriga.
Cortázar, O perseguidor São Paulo Cosac 2012 Sebastião 1959 Tradução do conto "El perseguidor", de
Julio Naify Uchoa Leite 1959, publicada anteriormente na
revista Abre Alas, número 1, São
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Ilustrações de José Muñoz.
Cortázar, A autoestrada do Porto L&PM 2013 Heloisa Jahn 1951-1982 Seleção e apresentação de Sérgio
Julio sul & outras Alegre Karam. Inclui oito contos, de oito
histórias diferentes livros do autor.
Cortázar, Bestiário Rio de Civilização 2013 Paulina Wacht e 1951 Segunda tradução brasileira de
Julio Janeiro Brasileira Ari Roitman Bestiário (Buenos Aires:
Sudamericana, 1951). Texto de orelha
do tradutor. Republicado pela Nova
Fronteira em 1986. Contos.
Cortázar, Final do Jogo Rio de Civilização 2014 Paulina Wacht e 1956/1964 Segunda tradução brasileira de Final
Julio Janeiro Brasileira Ari Roitman del juego (México: Los presentes,
1956; Buenos Aires: Sudamericana,
1964, ed. aumentada). Contos.
Cortázar, Um tal Lucas Rio de Civilização 2014 Paulina Wacht e 1979 Segunda tradução brasileira de Un tal
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Laura Fontes Brandão
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Nepomuceno
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como deixar de 12 sesiones (Suma de Letras, 2013).
ser vítima em 12
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comparada
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recém-chegado recienvenido. Organização e
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XXI
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46
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subterrânea
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Carlos Janeiro Giorginni FCE, 1985).
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solitária
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Carlos Janeiro
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Gabriel cândida abuela desalmada, de 1972. Ilustrações
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avó desalmada
García Ninguém escreve Rio de Sabiá 1973 Danúbio 1961 Segunda tradução brasileira de El
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Márquez, ao coronel Janeiro Rodrigues coronel no tiene quién le escriba, de
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Gabriel
García O outono do Rio de Record 1975 Remy Gorga, 1975 Tradução de El otoño del patriarca, de
Márquez, patriarca Janeiro Filho 1975.
Gabriel
García Textos do Rio de Record 1981 Joel Silveira 1981 Tradução de Textos costeños, de 1981,
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Gabriel 2 1952.
García Crônica de uma Rio de Record 1981 Remy Gorga, 1981 Tradução de Crónica de una muerte
Márquez, morte anunciada Janeiro Filho anunciada, de 1981.
Gabriel
García Cheiro de Rio de Record 1982 Eliane Zagury 1982 Tradução de El olor de la guayaba, de
Márquez, goiaba – Janeiro 1982, livro com entrevistas concedidas
Gabriel e conversas com a Plinio Apuleyo Mendoza.
Mendoza, Plinio Apuleyo
Plinio Mendoza
Apuleyo
García O amor nos Rio de Record 1985 Antônio 1985 Tradução de El amor en los tiempos del
Márquez, tempos do cólera Janeiro Callado cólera, de 1985.
Gabriel
García A aventura de Rio de Record 1986 Eric 1986 Tradução da reportagem La aventura
Márquez, Miguel Littín, Janeiro Nepomuceno de Miguel Littín clandestino en Chile,
Gabriel clandestino no de 1986.
Chile
García O general em Rio de Record 1989 Moacir 1989 Tradução de El general en su laberinto,
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54
fascículos, com ilustrações de Gonzalo
Ivan Cárcamo Luna.
García Entre amigos Rio de Record 1990 Remy Gorga 1982 Tradução de Entre cachacos, de 1982,
Márquez, Janeiro Filho que reúne crônicas publicadas em
Gabriel 1954-55.
García Doze contos Rio de Record 1992 Eric 1992 Tradução de Doce cuentos peregrinos,
Márquez, peregrinos Janeiro Nepomuceno de 1992.
Gabriel
García Do amor e Rio de Record 1994 Moacir 1994 Tradução de Del amor y otros
Márquez, outros demônios Janeiro Werneck de demonios, de 1994.
Gabriel Castro
García Notícia de um Rio de Record 1996 Eric 1996 Tradução da reportagem Noticia de un
Márquez, sequestro Janeiro Nepomuceno secuestro, de 1996.
Gabriel
García Viver para Rio de Record 2003 Eric 2002 Tradução do livro de memórias Vivir
Márquez, contar Janeiro Nepomuceno para contarla, de 2002.
Gabriel
García Memória de Rio de Record 2004 Eric 2004 Tradução de Memoria de mis putas
Márquez, minhas putas Janeiro Nepomuceno tristes, de 2004.
Gabriel tristes
García Me alugo para Rio de Casa Jorge 2004 Eric 1995 Tradução de Me alquilo para soñar, de
Márquez, sonhar Janeiro Editorial Nepomuceno 1995. Adaptação para roteiro de série
Gabriel de TV de um conto de G. G. Márquez.
García Textos Rio de Record 2006 Joel Silveira 1981 Reedição da tradução de Textos
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1 – 1948-1952
García Textos andinos – Rio de Record 2006 Remy Gorga, 1982 Tradução de Entre cachacos: obra
Márquez, obra jornalística Janeiro Filho e Léo periodística 2, 1954-55, de 1982, com
55
Gabriel 2 – 1954-1955 Schlafman crônicas e reportagens escritas para o
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Recompilação e prólogo de Jacques
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García Da Europa e da Rio de Record 2006 Léo Schlafman 1983 Tradução de Obra periodística 3: De
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1955-1960
García Reportagens Rio de Record 2006 Léo Schlafman 1984 Tradução de Obra periodística 4: Por
Márquez, políticas – obra Janeiro la libre, de 1984.
Gabriel jornalística 4 –
1974-1995
García Crônicas – obra Rio de Record 2006 Léo Schlafman 1991 Tradução de Obra periodística 5:
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o título de Luna caliente: três noites de
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Giardinelli, O céu em Porto L&PM 1986 Sergio Faraco 1981 Tradução de El cielo con las manos, de
Mempo minhas mãos Alegre 1981.
Giardinelli, A revolução de Porto L&PM 1987 Sergio Faraco 1980 Tradução de La revolución en bicicleta,
Mempo bicicleta Alegre de 1980.
Giardinelli, Assim se escreve Porto Mercado 1994 Charles Kiefer 1992 Tradução de Así se escribe un cuento
Mempo um conto Alegre Aberto (Ensayos y entrevistas), de 1992. Série
Descobrindo a América. Inclui
entrevistas com 18 autores hispano-
americanos.
Giardinelli, A máquina de Porto Mercado 1996 Eric Tradução de cinco contos do autor.
Mempo dar beijinhos Alegre Aberto Nepomuceno Série Pequenas Grandes Obras.
Giardinelli, Impossível Rio de Record 1997 Tabajara Ruas 1995 Tradução de Imposible equilibrio, de
Mempo equilíbrio Janeiro 1995.
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Bastos Ferreira Filho. Edição bilíngue.
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Itacarambi
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Efraim que matá-lo
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Tradução republicada em 2014 pela
editora Cosac Naify, sem as
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Fabio panteras não Rubia Prates eran negras, de 1996. Desenhos de
eram negras Goldoni Ulysses Bôscolo.
Uruguai Moraes, Os demônios de Porto Mercado 1992 Sergio Faraco 1991 Tradução do livro de contos Sótanos y
Jesús Pilar Ramírez Alegre Aberto ventanas, de 1991. Prefácio de Léa
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María sublinhados Janeiro Circuito/ de Apoio à Tradução.
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Reeditado em 2009 pela L&PM.
Morosoli, Três meninos, Porto Mercado 1992 Charles Kiefer 1967 Tradução de Tres niños, dos hombres y
Juan José dois homens e Alegre Aberto un perro, de 1967. Ilustrações de
um cachorro Leonardo Menna Barreto Gomes. Série
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Juan José Alegre Aberto niños, de 1945, acrescida de cinco
contos agregados em edições
posteriores. Ilustrações de Leonardo
74
Menna Barreto Gomes. Série
Descobrindo a América.
Morosoli, A longa viagem Porto L&PM 2009 Sergio Faraco 1932/1959/ Reedição do livro publicado pela
Juan José de prazer Alegre 1962 Mercado Aberto em 1991. Prefácio de
Léa Masina, prólogo de Heber Raviolo,
cronologia e posfácio de Pablo Rocca.
Argentina Mujica Bomarzo São Paulo Martins 1995 Mario Pontes 1962 Tradução de Bomarzo, de 1962.
Lainez, Fontes
Manuel
Uruguai Murguía, Contos do país Porto Mercado 1992 Sergio Faraco 1991 Tradução de Contos de lo país de los
Julián dos gaúchos Alegre Aberto gauchos (Montevidéu: Banda Oriental,
1991). Ilustrações de Yamandú
Tabárez. Contém um vocabulário de
termos gauchescos. Série Descobrindo
a América.
Murguía, O amigo que São Paulo FTD 1993 Sergio Faraco 1993 Tradução de El amigo que vino del sur,
Julián veio do sul de 1993.
Murguía, A guerra das Porto Mercado 1994 Sergio Faraco 1994 Tradução de La guerra de las
Julián formigas Alegre Aberto hormigas, de 1994. Série Descobrindo
a América.
Murguía, O tesouro de Porto Mercado 1995 Tabajara Ruas 1995 Tradução de El tesoro de Cañada Seca,
Julián Canhada Seca Alegre Aberto de 1995. Série Descobrindo a América.
Colômbia Mutis, Alvaro A neve do São Paulo Companhia 1990 Josely Vianna 1986 Tradução de La nieve del almirante, de
almirante das Letras Baptista 1986, primeiro livro da saga Maqroll el
Gaviero, composta de sete volumes.
Mutis, Alvaro Ilona chega com São Paulo Companhia 1991 Josely Vianna 1988 Tradução de Ilona llega con la lluvia,
a chuva das Letras Baptista de 1988, segundo livro da saga Maqroll
el Gaviero, composta de sete volumes.
Mutis, Alvaro Poesias Rio de Record 2000 Geraldo Seleção e tradução de Geraldo Holanda
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Cavalcanti autor. Edição bilíngue.
Mutis, Alvaro A última escala Rio de Record 2004 Luís Carlos 1988 Tradução de La última escala del
do velho Janeiro Cabral Tramp Steamer, de 1988, quarto livro
cargueiro da saga Maqroll el Gaviero, composta
de sete volumes.
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Pablo amor e uma Janeiro Carvalho da una canción desesperada (Santiago:
canção Silva Ed. Nascimento, 1924). Edição
desesperada bilíngue, com ilustrações de Carybé.
Neruda, Confesso que Rio de Difel 1977 Olga Savary 1974 Tradução de Confieso que he vivido.
Pablo vivi Janeiro Memorias (Barcelona: Seix Barral,
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louvor da (Santiago, 1973). Volume 4 da coleção
revolução Latino-América, coordenada por Bella
chilena Jozef, Eliane Zagury e Flávio Moreira
da Costa.
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Pablo regressos Siqueira (Buenos Aires: Losada, 1959). Volume
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Andrés século Janeiro Gurgel Ribeiro (Alfaguara, 2009).
Neuman, Falar sozinhos Rio de Alfaguara 2013 Maria Alzira 2012 Tradução de Hablar solos (Alfaguara,
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Gustavo Alegre Schneider
Colômbia Niño, Jairo Contos Rio de Paz e Terra 1983 Julio Cesar do 1977 Tradução de Puro pueblo, de 1977.
Aníbal povoados de Janeiro Prado Leite Coleção Literatura e Teoria Literária,
povo vol 46.
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Nicolás Venus Physica: Editora Mariluisa! Ave Venus física, de 1923.
Novella Realista Rochea
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Lavié, Héctor Garcia de Las montoneras (Buenos Aires: Tor,
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Carlos vento Janeiro Alves Lourdes de 1979. Volume 10 da coleção Latino-
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Martini América, coordenada por Bella Jozef,
Eliane Zagury e Flávio Moreira da
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Onetti, Juan A vida breve São Paulo Planeta 2004 Josely Vianna 1950 Tradução de La vida breve, de 1950.
Carlos Baptista
Onetti, Juan Junta-cadáveres São Paulo Planeta 2005 Luis Reyes Gil 1964 Segunda tradução brasileira de
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Onetti, Juan O poço/Para São Paulo Planeta 2009 Luis Reyes Gil 1939/1959 Tradução das novelas El pozo, de 1939,
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Onetti, Juan O estaleiro São Paulo Planeta 2009 Luis Reyes Gil 1961 Tradução de El astillero, de 1961.
Carlos
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liberdade Sérgio Molina
México Padilla, Amphitryon São Paulo Companhia 2006 Sérgio Molina e 2000 Tradução de Amphitryon, de 2000.
Ignacio das Letras Rubia Prates
Goldoni
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Ignacio artilharia das Letras 2003.
Cuba Padura Máscaras São Paulo Companhia 2000 Rosa Freire 1997 Tradução de Máscaras, de 1997.
Fuentes, das Letras d'Aguiar
Leonardo
Padura Adeus, São Paulo Companhia 2001 Lúcia Maria 2001 Tradução de Adiós Hemingway, de
Fuentes, Hemingway das Letras Goulart Jahn 2001.
Leonardo
Padura Passado perfeito São Paulo Companhia 2005 Paulina Wacht e 1991 Tradução de Pasado perfecto, de 1991.
Fuentes, das Letras Ari Roitman
Leonardo
Padura Ventos de São Paulo Companhia 2008 Rosa Freire 1994 Tradução de Vientos de cuaresma, de
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Leonardo
Padura O homem que São Paulo Boitempo 2013 Helena Pitta 2009 Tradução de El hombre que amaba a
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de orelha de Frei Betto.
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Pericás Neto
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Leonardo
Equador Palacio, Um homem Rio de Rocco 2014 Jorge Wolff 1927 Tradução do livro de contos Un
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Pauls, Alan História do São Paulo Cosac 2008 Josely Vianna 2007 Tradução de Historia del llanto
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Reeditado em 2012 como o volume 16
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Pauls, Alan História do São Paulo Cosac 2011 Josely Vianna 2010 Tradução de Historia del pelo
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Pauls, Alan A vida descalço São Paulo Cosac 2013 Josely Vianna 2006 Tradução do ensaio La vida descalzo
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Naify Baptista (Buenos Aires: Sudamericana, 2006).
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Pauls, Alan História do São Paulo Cosac 2014 Josely Vianna 2013 Tradução de Historia del dinero
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solidão Naify Paulina Wacht laberinto de la soledad, de 1950, e
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83
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Piglia, Prisão perpétua São Paulo Iluminuras 1989 Rubia Prates 1988 Tradução de Prisión perpétua (Buenos
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que inclui versões revistas de vários
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Piglia, A cidade ausente São Paulo Iluminuras 1993 Sérgio Molina 1992 Tradução do romance La ciudad
Ricardo ausente (Buenos Aires: Sudamericana,
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Piñeiro, Tua Rio de Verus 2015 Marcelo Barbão 2008 Tradução de Tuya (Buenos Aires:
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morte de Eric Nepomuceno. Contém, além de
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contista (sic) na contracapa.
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90
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Passado amor Faraco, posfácio e notas de Pablo
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Horacio flamingos Júnior (adaptação) flamencos", integrante de Cuentos de
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Quiroga, Decálogo do Porto L&PM 2009 Sergio Faraco 1927 Tradução do Decálogo del perfecto
Horacio perfeito contista Alegre cuentista, de 1927. Organização de
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David Janeiro Palavra Pelegrino e Coleção Palavra do Mundo. Revisão da
Magali Pedro tradução de Maria Alzira Brum Lemos.
Toscana, Santa Maria do Rio de Casa da 2006 Maria Alzira 1998 Tradução de Santa María del circo, de
David circo Janeiro Palavra Brum Lemos 1998. Coleção Palavra do Mundo, vol.
4. Revisão da tradução de Michelle
Strzoda.
Toscana, O exército Rio de Casa da 2007 Michelle 2006 Tradução de El ejército iluminado, de
David iluminado Janeiro Palavra Strzoda 2006. Coleção Palavra do Mundo, vol.
5. Revisão da tradução de Isa Laxe.
Texto de orelha de Aderbal Freire
Filho.
Toscana, As pontes de Rio de Casa da 2012 Michelle 2009 Tradução de Los puentes de
David Königsberg Janeiro Palavra Strzoda Königsberg, de 2009.
Argentina Traba, Marta Duas décadas Rio de Paz e Terra 1977 Memani Cabral 1973 Tradução de Dos décadas vulnerables
108
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Traba, Marta Algemas São Paulo Brasiliense 1993 Vera Lúcia 1981 Tradução de Conversación al sur
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e Walter Carlos Boca, vol. 2, edição bilíngue. Posfácio
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Arturo coloradas Janeiro Campos Freire 1931. Coleção Literatura e Teoria
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cotidiano Janeiro Paulina Wacht 1995.
Valdés, Zoé Te dei a vida Rio de Record 1999 Christina Cabo 1996 Tradução de Te di la vida entera
inteira Janeiro (Planeta, 1996).
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Valdés, Zoé A eternidade do São Paulo Benvirá 2012 Marcelo Barbão 2004 Tradução de La eternidad del instante
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Luisa com argentinos Janeiro/Be Ambiciosos argentinos (Barcelona: Plaza y Janés,
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Colômbia Vallejo, A virgem dos São Paulo Companhia 2006 Rosa Freire 1994 Tradução de La Virgen de los sicarios
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Carybé.
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Mario visitadoras Janeiro Fronteira Filho visitadoras (Barcelona: Seix Barral,
1973).
Vargas Llosa, Os chefes Rio de Nova 1976 Remy Gorga, 1959/1967 Tradução de Los jefes, livro de contos
Mario Janeiro Fronteira Filho de 1959, e da novela Los cachorros, de
1967.
Vargas Llosa, A casa verde Rio de Nova 1977 Remy Gorga, 1966/1971 Tradução revista de La casa verde
Mario seguida de Janeiro Fronteira Filho (Barcelona: Seix Barral, 1966), tendo
História secreta como apêndice a tradução da
de um romance conferência Historia secreta de una
novela, de 1971. Ilustrações de Carybé.
Vargas Llosa, Conversa na Rio de Francisco 1977 Olga Savary 1969 Tradução de Conversación en La
Mario catedral Janeiro Alves Catedral (Barcelona: Seix Barral,
1969).
Vargas Llosa, Batismo de fogo Rio de Nova 1977 Milton Persson 1963 Tradução de La ciudad y los perros
Mario Janeiro Fronteira (Barcelona: Seix Barral, 1963).
Vargas Llosa, Tia Júlia e o Rio de Nova 1978 Remy Gorga, 1977 Tradução de La tía Julia y el escribidor
Mario escrevinhador Janeiro Fronteira Filho (Barcelona: Seix Barral, 1977).
Vargas Llosa, A orgia perpétua Rio de Francisco 1979 Remy Gorga, 1975 Tradução do ensaio La orgía perpétua.
Mario - Flaubert e Janeiro Alves Filho Flaubert y Madame Bovary, de 1975.
Madame Bovary Volume 2 da coleção Latino-América,
coordenada por Bella Jozef, Eliane
110
Zagury e Flávio Moreira da Costa.
Tradução dos trechos em francês de
Piero Angarano, texto de orelha de
Bella Jozef.
Vargas Llosa, A guerra do fim Rio de Francisco 1981 Remy Gorga, 1981 Tradução de La guerra del fin del
Mario do mundo Janeiro Alves Filho mundo (Barcelona: Seix Barral, 1981).
Vargas Llosa, A senhorita de Rio de Francisco 1981 Millor 1981 Tradução da peça teatral La señorita de
Mario Tácna Janeiro Alves Fernandes Tacna, de 1981.
Vargas Llosa, História de Rio de Francisco 1984 Remy Gorga, 1984 Tradução de Historia de Mayta
Mario Mayta Janeiro Alves Filho (Barcelona: Seix Barral, 1984).
Vargas Llosa, Contra vento e Rio de Francisco 1985 Carlos Jorge 1983 Tradução de Contra viento y marea
Mario maré Janeiro Alves Rio Branco (1962-1982), reunião de artigos
Bailly publicada em 1983.
Vargas Llosa, Quem matou Rio de Francisco 1987 Remy Gorga, 1986 Tradução de Quién mató a Palomino
Mario Palomino Janeiro Alves Filho Molero? (Barcelona: Seix Barral,
Molero? 1986).
Vargas Llosa, A Chunga Rio de Francisco 1987 Bella Jozef 1986 Tradução da peça teatral La Chunga,
Mario Janeiro Alves de 1986.
Vargas Llosa, Kathie e o Rio de Francisco 1988 Bella Jozef 1983 Tradução da peça teatral Kathie y el
Mario hipopótamo Janeiro Alves hipopótamo, de 1983. Coleção Grandes
autores internacionais.
Vargas Llosa, O falador Rio de Francisco 1988 Remy Gorga, 1987 Tradução de El hablador (Barcelona:
Mario Janeiro Alves Filho Seix Barral, 1987). Coleção Grandes
autores internacionais.
Vargas Llosa, Elogio à Rio de Francisco 1988 Remy Gorga, 1988 Tradução de Elogio de la madrastra
Mario madrasta Janeiro Alves Filho (Barcelona: Tusquets, 1988).
Vargas Llosa, Lituma nos São Paulo Companhia 1994 Josely Vianna 1993 Tradução de Lituma en los Andes
Mario Andes das Letras Baptista (Barcelona: Planeta, 1993).
Vargas Llosa, Peixe na água – São Paulo Companhia 1994 Heloísa Jahn 1993 Tradução de El pez en el agua.
111
Mario Memórias das Letras Memorias (Barcelona: Seix Barral,
1993).
Vargas Llosa, Pantaleón e as São Paulo Companhia 1996 Heloísa Jahn 1973 Segunda tradução brasileira de
Mario visitadoras das Letras Pantaleón y las visitadoras (Barcelona:
Seix Barral, 1973).
Vargas Llosa, A cidade e os São Paulo Companhia 1997 Sérgio Molina 1963 Segunda tradução brasileira de La
Mario cachorros das Letras ciudad y los perros (Barcelona: Seix
Barral, 1963).
Vargas Llosa, Os cadernos de São Paulo Companhia 1997 Rosa Freire 1997 Tradução de Los cuadernos de don
Mario dom Rigoberto das Letras d'Aguiar Rigoberto (Madri: Alfaguara, 1997).
Vargas Llosa, Os filhotes São Paulo Companhia 1999 Sérgio Molina 1967 Segunda tradução brasileira de Los
Mario das Letras cachorros, novela de 1967.
Vargas Llosa, A guerra do fim São Paulo Companhia 1999 Remy Gorga, 1981 Tradução de La guerra del fin del
Mario do mundo das Letras Filho mundo (Barcelona: Seix Barral, 1981).
Mesma tradução da edição de 1981
pela Francisco Alves.
Vargas Llosa, Tia Júlia e o São Paulo Companhia 2000 Sérgio Molina 1977 Segunda tradução brasileira de La tía
Mario escrevinhador das Letras Julia y el escribidor (Barcelona: Seix
Barral, 1977).
Vargas Llosa, A Festa do Bode São Paulo Mandarim 2000 Wladir Dupont 2000 Tradução de La Fiesta del Chivo
Mario (Madri: Alfaguara, 2000).
Vargas Llosa, A linguagem da São Paulo Arx 2002 Wladir Dupont 2001 Tradução de El lenguaje de la pasión,
Mario paixão de 2001, reunindo artigos e ensaios.
Vargas Llosa, Quem matou Rio de Arx 2003 Remy Gorga, 1986 Tradução de Quién mató a Palomino
Mario Palomino Janeiro Filho Molero? (Barcelona: Seix Barral,
Molero? 1986). Mesma tradução da edição de
1987 pela Francisco Alves.
Vargas Llosa, O paraíso na São Paulo Arx 2003 Wladir Dupont 2003 Tradução de El paraíso en la otra
Mario outra esquina esquina (Madri: Alfaguara, 2003).
112
Vargas Llosa, Conversa na São Paulo Arx 2004 Wladir Dupont 1969 Segunda tradução brasileira de
Mario catedral Conversación en La Catedral
(Barcelona: Seix Barral, 1969).
Vargas Llosa, A verdade das São Paulo Arx 2004 Cordélia 1990 Tradução de La verdad de las mentiras.
Mario mentiras Magalhães Ensayos sobre la novela moderna, de
1990.
Vargas Llosa, Cartas a um São Paulo Alegro 2006 Regina Lyra 1997 Tradução de Cartas a un joven
Mario jovem escritor novelista, de 1997.
Vargas Llosa, Travessuras da Rio de Alfaguara 2006 Ari Roitman e 2006 Tradução de Travesuras de la niña
Mario menina má Janeiro Paulina Wacht mala (Madri: Alfaguara, 2006).
Vargas Llosa, Dicionário Rio de Ediouro 2006 Wladir Dupont 2005 Tradução de Dictionnaire amoureux de
Mario amoroso da Janeiro e Hortencia l’Amérique Latine, de 2005. A versão
América Latina Lancastre em espanhol saiu em 2006, com o
título de Diccionario del amante de
América Latina.
Vargas Llosa, Tia Júlia e o Rio de Alfaguara 2007 José Rubens 1977 Terceira tradução brasileira de La tía
Mario escrevinhador Janeiro Siqueira Julia y el escribidor (Barcelona: Seix
Barral, 1977). Reeditado em 2012
como o volume 3 da coleção Folha de
Literatura Ibero-Americana.
Vargas Llosa, A cidade e os Rio de Alfaguara 2007 Samuel Titan Jr. 1963 Terceira tradução brasileira de La
Mario cachorros Janeiro ciudad y los perros (Barcelona: Seix
Barral, 1963).
Vargas Llosa, Pantaleão e as Rio de Alfaguara 2007 Ari Roitman e 1973 Terceira tradução brasileira de
Mario visitadoras Janeiro Paulina Wacht Pantaleón y las visitadoras (Barcelona:
Seix Barral, 1973).
Vargas Llosa, A guerra do fim Rio de Alfaguara 2008 Ari Roitman e 1981 Segunda tradução brasileira de La
Mario do mundo Janeiro Paulina Wacht guerra del fin del mundo (Barcelona:
Seix Barral, 1981).
113
Vargas Llosa, Elogio da Rio de Alfaguara 2009 Ari Roitman e 1988 Segunda tradução brasileira de Elogio
Mario madrasta Janeiro Paulina Wacht de la madrastra (Barcelona: Tusquets,
1988).
Vargas Llosa, Os cadernos de Rio de Alfaguara 2009 Joana Angélica 1997 Segunda tradução brasileira de Los
Mario dom Rigoberto Janeiro D'Ávila Melo cuadernos de don Rigoberto (Madri:
Alfaguara, 1997).
Vargas Llosa, A casa verde Rio de Alfaguara 2010 Ari Roitman e 1966 Segunda tradução brasileira de La casa
Mario Janeiro Paulina Wacht verde (Barcelona: Seix Barral, 1966).
Vargas Llosa, Os chefes/Os Rio de Alfaguara 2010 Ari Roitman e 1959/1967 Segunda tradução brasileira de Los
Mario filhotes Janeiro Paulina Wacht jefes, livro de contos de 1959, e
terceira da novela Los cachorros, de
1967.
Vargas Llosa, Sabres e Rio de Objetiva 2010 Bernardo 2009 Tradução de Sables y utopías. Visiones
Mario utopias: visões Janeiro Ajzenberg de América Latina, livro de ensaios de
da América 2009. Seleção e prefácio de Carlos
Latina Granés.
Vargas Llosa, Lituma nos Rio de Alfaguara 2011 Ari Roitman e 1993 Segunda tradução brasileira de Lituma
Mario Andes Janeiro Paulina Wacht en los Andes (Barcelona: Planeta,
1993).
Vargas Llosa, Fonchito e a lua Rio de Alfaguara 2011 Ari Roitman e 2010 Tradução do livro infantil Fonchito y la
Mario Janeiro Paulina Wacht luna, de 2010.
Vargas Llosa, O sonho do celta Rio de Alfaguara 2011 Ari Roitman e 2010 Tradução de El sueño del celta (Madri:
Mario Janeiro Paulina Wacht Alfaguara, 2010).
Vargas Llosa, A Festa do Bode Rio de Alfaguara 2011 Ari Roitman e 2000 Segunda tradução brasileira de La
Mario Janeiro Paulina Wacht Fiesta del Chivo (Madri: Alfaguara,
2000).
Vargas Llosa, Os filhotes Rio de Alfaguara 2012 Ari Roitman e 1967 Tradução da novela Los cachorros, de
Mario Janeiro Paulina Wacht 1967. Edição em formato especial, com
fotografias de Xavier Miserachs.
114
Vargas Llosa, A tentação do Rio de Alfaguara 2012 Ari Roitman e 2004 Tradução do ensaio La tentación del
Mario impossível Janeiro Paulina Wacht imposible (Madri: Alfaguara, 2004),
sobre o escritor francês Victor Hugo.
Vargas Llosa, Conversa no Rio de Alfaguara 2013 Ari Roitman e 1969 Terceira tradução brasileira de
Mario Catedral Janeiro Paulina Wacht Conversación en La Catedral
(Barcelona: Seix Barral, 1969).
Vargas Llosa, A civilização do Rio de Objetiva 2013 Ivone Benedetti 2012 Tradução de La civilización del
Mario espetáculo Janeiro espectáculo, livro de 2012 reunindo
artigos e ensaios.
Vargas Llosa, O herói discreto Rio de Alfaguara 2013 Ari Roitman e 2013 Tradução de El héroe discreto (Madri:
Mario Janeiro Paulina Wacht Alfaguara, 2013).
Vargas Llosa, Elogio da leitura São Paulo Simonsen 2015 Larry Fernandes 2010 Tradução do discurso proferido por
Mario Mario Vargas Llosa ao receber o
Prêmio Nobel, em dezembro de 2010.
Vargas Llosa, A orgia perpétua Rio de Alfaguara 2015 José Rubens 1975 Segunda tradução brasileira do ensaio
Mario - Flaubert e Janeiro Siqueira La orgía perpétua. Flaubert y Madame
Madame Bovary Bovary, de 1975.
Vargas Llosa, O barco das Rio de Alfaguara 2016 Ari Roitman e 2014 Tradução do livro infantil El barco de
Mario crianças Janeiro Paulina Wacht los niños, de 2014.
Colômbia Vargas Vila, Ibis São Paulo Prometeu 1944 Galvão de 1900 Tradução de Ibis, de 1900. Coleção
José María Queiroz Eros.
Vargas Vila, Rosas da tarde São Paulo Prometeu 1945 ???? 1906 Tradução de Las rosas de la tarde, de
José María 1901.
Vargas Vila, A loucura de Job São Paulo Prometeu 1946 ???? 1916 Tradução de La demencia de Job, de
José María 1916.
Vargas Vila, A semente São Paulo Prometeu 1947 Líbero Rangel 1906 Tradução de La simiente, de 1906.
José María de Andrade Coleção Eros.
Vargas Vila, Lírio vermelho São Paulo Prometeu 1947 ???? 1904/1930 Tradução de Lirio rojo. Eleonora, de
José María 1930. Originalmente publicado em
115
1904 como segundo livro da trilogia El
alma de los lirios. Coleção Eros.
Vargas Vila, Lírio negro São Paulo Prometeu 1947 ???? 1904/1930 Tradução de Lirio negro. Germania, de
José María 1930. Originalmente publicado em
1904 como terceiro livro da trilogia El
alma de los lirios. Coleção Eros.
Vargas Vila, Lírio branco São Paulo Prometeu 1948 ???? 1904/1930 Tradução de Lirio blanco. Delia, de
José María 1930. Originalmente publicado em
1904 como primeiro livro da trilogia El
alma de los lirios. Coleção Eros.
Vargas Vila, A conquista de São Paulo Prometeu 1950 ???? 1910 Tradução de La conquista de Bizancio,
José María Bizâncio de 1910. Coleção Eros.
Vargas Vila, O caminho do São Paulo Prometeu 1950 ???? 1909 Tradução de El camino del triunfo, de
José María triunfo 1909. Coleção Eros.
Vargas Vila, O caminho das São Paulo Prometeu 1951 ???? 1929 Tradução de El sendero de las almas:
José María almas novelas cortas, de 1929. Coleção Eros.
Vargas Vila, Aurora rubra São Paulo Prometeu 1952 João Henrique 1901 Tradução de Alba roja, de 1901.
José María Coleção Eros.
Vargas Vila, Do rosal São Paulo Prometeu 1953 ???? 1914 Tradução de El rosal pensante, de
José María pensante 1914.
Vargas Vila, Salomé São Paulo Prometeu 1953 Marina 1920 Tradução de Salomé, novela poema, de
José María Guaspari 1920. Coleção Eros.
Vargas Vila, Os párias São Paulo Prometeu 1953 ???? 1914 Tradução de Los parias, de 1914.
José María Coleção Eros.
Vargas Vila, Filhote de leão São Paulo Prometeu 1953 ???? 1920 Tradução de Cachorro de león, novela
José María de almas rústicas, de 1920. Coleção
Eros.
Vargas Vila, Aura, ou as São Paulo Prometeu 1953 ???? 1887 Tradução de Aura o las violetas, de
José María violetas 1887. Coleção Eros.
116
Vargas Vila, Flor do lôdo São Paulo Prometeu 1954 Pacheco da 1895 Tradução de Flor del fango, de 1895.
José María Silva Gurgel Coleção Eros.
Vargas Vila, O final de um São Paulo Prometeu 1955 ???? 1920 Tradução de El final de un sueño, de
José María sonho 1920.
Vargas Vila, O minotauro São Paulo Prometeu 1955 ???? 1919 Tradução de El minotauro, de 1919.
José María Coleção Eros.
Vargas Vila, Dos vinhedos da São Paulo Prometeu 1955 Galvão de 1920 Tradução de De los viñedos de la
José María eternidade Queiroz eternidad, de 1920. Coleção Eros.
Vargas Vila, A fonte dos São Paulo Prometeu 1956 ???? ???? ????
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Juan Gabriel de Costaguana Alegre Costaguana (Alfaguara, 2007).
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Constancio Progresso
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Villalobos, Se vivêssemos São Paulo Companhia 2013 Andreia Moroni 2012 Tradução de Si viviéramos en un lugar
Juan Pablo em um lugar das Letras normal (Anagrama, 2012).
normal
Villalobos, No estilo de Santos Realejo/ 2014 2014 Escrito em português.
Juan Pablo Jalisco (SP) Bateia
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Juan Pablo cachorro das Letras (Anagrama, 2014).
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das Letras Xerxenesky
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desejos Nome Nepomuceno 2010. Ilustrações de Francisco França.
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Klingsor das Letras (Seix Barral, 1999).
Vv. Aa. Os mais belos Rio de Vecchi 1946 Manuel da Compilação de John Agarb. Reúne
contos hispano- Janeiro Silva, José contos de Payró, Amado Nervo, Rodó,
americanos dos Dauster, Enéias Blanco Fombona, Gálvez, Lynch,
mais famosos Marzano, Güiraldes, Rojas, Azuela e outros.
autores Frederico dos
Reis Coutinho.
Vv. Aa. Maravilhas do São Paulo Cultrix 1958 Jorge F. de Introdução e notas de Edgard
conto hispano- Figueiredo, Cavalheiro, organização de Diaulas
americano José César Riedel e seleção de Juan S. Vendrell y
Borba, López. Reúne contos de 26 autores de
Antonieta Dias 19 países, entre eles Eduardo Mallea,
de Moraes e Miguel Ángel Asturias, Ciro Alegría e
outros não Horacio Quiroga.
creditados
Vv. Aa. Antologia São Paulo Instituto 1960 Julieta Tagle, Seleção, introdução e notas de
Contemporânea Latino- Blanca Diez e Abelardo Gómez Benoit. Inclui contos
do Conto Americano Luís Gonzaga de 20 autores, entre eles Juan Rulfo,
Hispano- de Macedo Miguel Ángel Asturias, José Maria
Americano Vinculação Arguedas, Augusto Roa Bastos, Juan
(Contos Cultural José Morosoli e Jorge Luis Borges
hispano- ("Homem da esquina cor-de-rosa",
americanos) talvez o primeiro conto de Borges
119
traduzido e publicado em livro no
Brasil).
Argentina Vv. Aa. Nova narrativa São Paulo Iluminuras 1990 Heloisa Jahn, Organização de May Lorenzo Alcalá,
argentina Sérgio Molina e posfácio de Sílvia Inés Cárcamo;
Rubia Prates contém contos de 14 autores
Goldoni argentinos, entre eles Ricardo Piglia,
Hector Libertella, Jorge Asís, César
Aira, Liliana Heker e a própria
organizadora...
Uruguai Vv. Aa. Para sempre Porto IEL 1991 Aldyr Garcia Organização de Aldyr Garcia Schlee e
Uruguai Alegre Schlee e Sergio Sergio Faraco; contém contos de 22
Faraco autores uruguaios, entre eles Felisberto
Hernández - sua primeira tradução no
Brasil -, Horacio Quiroga, Juan Carlos
Onetti, Armonía Somers e Anderssen
Banchero, os dois últimos também pela
primeira vez no Brasil.
Argentina e Vv. Aa. Marco Sul/Sur Porto Tchê 1992 Vânia Conde Antologia bilíngue reunindo sete
Brasil Alegre (do espanhol), autores do litoral argentino e sete
José Gabriel autores gaúchos, organizada por José
Ceballos, José Gabriel Ceballos e Sergio Napp. Reúne
Luis Roldao contos de Efraín Maidana, José Gabriel
Pérez e Julián Ceballos, Juan José Manauta, Liberato
Murguía (do Vieira da Cunha, Luis Fernando
português) Verissimo, Mempo Giardinelli, Miguel
Angel Molfino, Moacyr Scliar,
Orlando Van Bredam, Patrícia Bins,
Paulo Wainberg, Sergio Faraco, Sergio
Napp e Sonia Catela.
Vv. Aa. 16 contos latino- São Paulo Ática 1992 Josely Vianna Inclui contos de Julio Cortázar, G. G.
americanos Baptista Marquez, Augusto Monterroso e outros
120
(inclusive o brasileiro Murilo Rubião).
Cuba Vv. Aa. A ilha contada: São Paulo Página 1997 Josely Vianna Compilação de Francisco López Sacha,
o conto Viva Baptista prólogo de Manuel Vasquez
contemporâneo Montalbán. Inclui contos de vinte
em Cuba autores cubanos, entre eles Senel Paz,
Jesús Dias, Eduardo Heras León, María
Elena Liana, Reinaldo Monteiro, Abel
Prieto, Ainda Bahr, Félix Luis Viera,
Mirta Yánez e Leonardo Padura.
Vv. Aa. Palavras ao sul - Belo Autêntica/F 1999 Maria Reúne entrevistas com, ensaios sobre e
seis escritores Horizonte aculdade de Antonieta contos de seis escritores: os brasileiros
latino- Letras da Pereira e Luiz Rubem Fonseca e Sérgio Sant'Anna, o
americanos UFMG Alberto argentino Ricardo Piglia, os uruguaios
contemporâneos Brandão Santos Rafael Courtoisie e Tomás de Mattos e
o chileno Alberto Fuguet.
Argentina e Vv. Aa. Vinte ficções Brasília UNESCO 2002 Sem tradução Organização e prólogo de Violeta
Brasil breves - Weinschelbaum, apresentação de Jorge
antologia de Werthein; contém contos de 10 autores
contos brasileiros (em português) e de 10
argentinos e autores argentinos (em espanhol):
brasileiros César Aira, Marcelo Cohen, Fogwill,
contemporâneos Elvio Gandolfo, Liliana Heker, Tununa
Mercado, Ricardo Piglia, Juan José
Saer, Matilde Sánchez e Hebe Uhart.
Vv. Aa. O Livro da Rio de Record 2002 Josely Vianna Reúne textos de quatro autores: “Em
Guerra Grande Janeiro Baptista, Vera frente à frente argentina”/“Em frente à
Mello frente paraguaia”, de Augusto Roa
Joscelyne e Eric Bastos; “Fundação, apogeu e ocaso do
Nepomuceno Quilombo do Gran Chaco”, de
Alejandro Maciel (autor do prefácio);
“Os papéis do general Rocha
121
Dellpiane”, de Omar Prego Gadea; e
“Um barão não mente, envelhece”, de
Eric Nepomuceno.
Vv. Aa. Contos latino- Rio de Bom Texto 2005 Alicia Ramal Organização da tradutora. Reúne
americanos Janeiro contos de 22 autores: Adolfo Bioy
eternos Casares, Alejo Carpentier, Augusto
Roa Bastos, Carlos Fuentes, César
Vallejo, Gabriel García Márquez,
Horacio Quiroga, José Donoso, Jorge
Luis Borges, Juan Carlos Onetti, Juan
Rulfo, Julio Cortázar, Leopoldo
Lugones, Mario Benedetti, Mario
Vargas Llosa, Miguel Ángel Asturias,
Octavio Paz, Roberto Arlt e Rubén
Darío, além dos brasileiros Machado
de Assis, Mário de Andrade e Rubem
Fonseca.
Vv. Aa. Amor em tom São Paulo Melhorame 2006 Luiz Antonio Inclui contos de 15 autores, entre eles
maior – contos ntos Aguiar Mempo Giardinelli, Julio Cortázar,
latino- Edmundo Paz Soldán, Juan Rulfo e
americanos Alfredo Bryce Echenique. Ilustrações
de Eduardo Tokeski.
Vv. Aa. Latinoamericana São Paulo Boitempo 2006 Vários Enciclopédia coordenada por Emir
- enciclopédia tradutores Sader, Ivana Jinkings, Carlos Eduardo
contemporânea Martins e Rodrigo Nobile, com 980
da América verbetes, 1.040 fotos em cor, 95 mapas,
Latina e do 136 tabelas, 21 gráficos e fichas com
Caribe dados gerais atualizados sobre cada
país da região. Coedição do
Laboratório de Políticas Públicas da
UERJ.
122
Vv. Aa. Os melhores Rio de Agir 2008 Léo Schlafman, Organização de Flávio Moreira da
contos da Janeiro Celina Costa. Reúne 80 contos, desde trechos
América Latina Portocarrero, selecionados do Popol Vuh até autores
Davi Arrigucci contemporâneos como Ricardo Piglia e
Jr., Edson Roberto Bolaño, incluindo 20 contos
Braga, Eduardo de 16 autores brasileiros.
Brandão, Eric
Nepomuceno,
Flávio Alves
MC, Luis
Carlos Cabral,
José Geraldo
Couto, Josely
Vianna Baptista
e Sergio Faraco
Argentina Vv. Aa. Os outros - São Paulo Iluminuras 2010 Wilson Alves- Organização e prefácio de Luis
narrativa Bezerra Gusmán; contém contos ou trechos de
argentina romances de 27 autores argentinos,
contemporânea entre eles Sergio Chejfec, María
Martoccia, Jorge Consiglio, Sergio
Bizzio, Daniel Guebel e Ricardo
Zelarrayán, a maioria deles inéditos no
Brasil.
Vv. Aa. Os melhores Rio de Objetiva 2011 Maria Paula Revista Granta em português/7;
jovens escritores Janeiro Gurgel Ribeiro, contém contos ou trechos de romances
em espanhol Eliana Aguiar, de 22 autores, sendo 6 espanhóis, 8
Ivone C. argentinos (Lucía Puenzo, Oliverio
Benedetti e Coelho, Samanta Schweblin, Andrés
Cristina Neuman, Pola Oloixarac, Federico
Cupertino Falco, Matías Néspolo e Patricio Pron),
2 peruanos (Carlos Yushimito e
Santiago Roncagliolo), 2 chilenos
123
(Alejandro Zambra e Carlos Labbé), 1
boliviano (Rodrigo Hasbún), 1
mexicano (Antonio Ortuño), 1
colombiano (Andrés Felipe Solano) e 1
uruguaio (Andrés Ressia Colino).
Argentina Vv. Aa. Contos em Rio de Alfaguara 2014 Maria Alzira Inclui contos de 14 autores: Abelardo
trânsito - Janeiro Brum Lemos, Castillo, Marcelo Cohen, Inés
Antologia da Mariana Fernández Moreno, Fogwill, Inés
narrativa Sanchez, Garland, Liliana Heker, Sylvia
argentina Ernani Ssó e Iparraguirre, Alejandra Laurencich,
Tamara Sender Claudia Piñeiro, Pablo Ramos,
Eduardo Sacheri, Manuel Soriano,
Héctor Tizón e Hebe Uhart.
Cuba Vv. Aa. Contos de amor Rio de Record 1978 Joel Silveira Seleção de contos de 37 autores
cubanos Janeiro cubanos.
Cuba Vv. Aa. Contos policiais Rio de Record 1985 Joel Silveira Organização de Agenor Martí. Reúne
cubanos Janeiro 18 contos de 13 autores.
Cuba Vv. Aa. Nós que ficamos São Paulo Marco Zero 2001 Jacqueline Reúne contos de autores cubanos como
(contos cubanos) Schor e Regina Ruben Wong, Diana Fernández e Ana
Gulla Nuñez. Organização de Jacqueline
Schor.
Peru Wagner de Psyche, São Paulo Moema 1943 Georgino ???? Livro de contos.
Reina, tecedeira de Paulino
Alberto estrelas
Argentina Walsh, Operação São Paulo Companhia 2010 Hugo Mader 1957 Tradução de Operación Masacre, de
Rodolfo Massacre das Letras 1957. Posfácio de Natalia Brizuela.
Programa Sur de Apoio à Tradução.
Walsh, Essa mulher e São Paulo Editora 34 2010 Sérgio Molina e 1965/1967/ Contos retirados dos livros Los oficios
Rodolfo outros contos Rubia Prates 1973 terrestres (1965), Un kilo de oro (1967)
Goldoni e Un oscuro día de justicia (1973).
124
Apresentação pelos tradutores.
Programa Sur de Apoio à Tradução.
Walsh, Variações em São Paulo Editora 34 2011 Sérgio Molina e 1953/1987 Contos retirados dos livros Variaciones
Rodolfo vermelho e Rubia Prates en rojo (1953) e Cuento para tahúres y
outros casos de Goldoni otros relatos poliales (1987). Posfácio
Daniel dos tradutores. Programa Sur de Apoio
Hernández à Tradução.
Walsh, A máquina do São Paulo Editora 34 2013 Sérgio Molina e 1950-1967 Compilação de contos publicados em
Rodolfo bem e do mal Rubia Prates revistas ou antologias entre 1950 e
Goldoni 1967. Prefácio de Ricardo Piglia;
organização de Sérgio Molina.
Programa Sur de Apoio à Tradução.
Argentina Wast, Hugo Vale negro Porto Globo 1930 Almáchio Cirne 1918 Tradução de Valle negro, de 1918.
Alegre
Wast, Hugo A casa dos Porto Globo 1930 Almáchio Cirne 1916 Tradução de La casa de los cuervos, de
corvos Alegre 1916.
Wast, Hugo Flor de Porto Globo 1930 Almáchio Cirne 1911 Tradução de Flor de durazno, de 1911.
pessegueiro Alegre
Wast, Hugo Fonte selada Porto Globo 1930 Almáchio Cirne 1914 Tradução de Fuente sellada, de 1914.
Alegre
Wast, Hugo Deserto de Porto Globo 1930 Almáchio Cirne 1925 Tradução de Desierto de piedra, de
pedra Alegre 1925.
Wast, Hugo A que não Porto Globo 1932 Almáchio Cirne 1923 Tradução de La que no perdonó, de
perdoou Alegre 1923.
Wast, Hugo Lucía Miranda Porto Globo 1938 Almáchio Cirne 1929 Tradução de Lucía Miranda, de 1929,
Alegre publicada na revista semanal A Novela
nº 24.
Chile Zambra, Bonsai São Paulo Cosac 2012 Josely Vianna 2006 Tradução de Bonsái (Barcelona:
Alejandro Naify Baptista Anagrama, 2006). Texto de orelha de
125
Emilio Fraia.
Zambra, A vida privada São Paulo Cosac 2013 Josely Vianna 2007 Tradução de La vida privada de los
Alejandro das árvores Naify Baptista árboles (Barcelona: Anagrama, 2007).
Texto de orelha de Valéria Luiselli.
Zambra, Formas de São Paulo Cosac 2014 José Geraldo 2011 Tradução de Formas de volver a casa
Alejandro voltar para casa Naify Couto (Barcelona: Anagrama, 2011). Texto de
orelha de Alan Pauls.
Zambra, Meus São Paulo Cosac 2015 Miguel Del 2013 Tradução do livro de contos Mis
Alejandro documentos Naify Castillo documentos (Barcelona: Anagrama,
2013). Texto de orelha de Rogério
Pereira.
126