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Filosofia Da Religião-Resumo R

1) O documento discute vários conceitos filosóficos relacionados à religião, incluindo teísmo, deísmo, politeísmo e panteísmo. 2) A definição teísta de Deus inclui características como onipotência, onisciência e ser o criador do universo. 3) São discutidos argumentos a priori e a posteriori para a existência de Deus, como o argumento ontológico e o argumento cosmológico.

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Filosofia Da Religião-Resumo R

1) O documento discute vários conceitos filosóficos relacionados à religião, incluindo teísmo, deísmo, politeísmo e panteísmo. 2) A definição teísta de Deus inclui características como onipotência, onisciência e ser o criador do universo. 3) São discutidos argumentos a priori e a posteriori para a existência de Deus, como o argumento ontológico e o argumento cosmológico.

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Filosofia da

Um deísta é aquele que está inclinado a


afirmar a existência de um princípio criador,
mas não pratica nenhuma religião, não
Religião negando a realidade de um mundo
completamente regido pelas leis naturais e
físicas.
A interpretação de Deus pode variar para
A filosofia da religião tem como objetivo
cada deísta.
investigar por processos estritamente
racionais as crenças religiosas fundamentais, Politeísmo: consiste na crença e
com o fim de determinar o seu significado e subsequente adoração a mais do que
de saber se são justificadas. uma divindade, sendo cada uma considerada
Muitas pessoas consideram que a uma entidade individual e independente com
existência de Deus é uma questão de fé e não uma personalidade e vontade próprias,
de razões. Mas o que é a fé e que relação tem governando sobre diversas atividades, áreas,
com a razão? objetos, instituições, elementos naturais e
mesmo relações humanas.
A fé é uma crença com elevado grau de
convicção na verdade de uma afirmação, sem
Panteísmo: O panteísmo é a crença de que
razões que estabeleçam a sua verdade.
absolutamente tudo e todos compõem
S. Tomás de Aquino, considera que a fé é
um Deus abrangente, e imanente, ou que
uma fonte de verdade, a par da razão, e que
o Universo (ou a Natureza) e Deus são
a razão, por sua vez, produz um
idênticos.
conhecimento da verdade, recorrendo a
provas e argumentos.
Sendo assim, os adeptos dessa posição, os
panteístas, não acreditam num deus
1. TEÍSMO, DEÍSMO, POLITEÍSMO E
pessoal, antropomórfico ou criador.
PANTEÍSMO.
Embora existam divergências dentro do
Teísmo: é o nome para classificar a posição
panteísmo, as ideias principais dizem que
segundo a qual existe ou existem deuses,
Deus é tudo.
entendendo-se que Deus é a única entidade
responsável pela criação do Universo,
2. A DEFENIÇÃO TEÍSTA DE DEUS.
omnipotente e omnisciente.
✓ Omnipotente – sumamente poderosa.
O Teísmo contrapõe-se ao ateísmo, posição
de quem não acredita na existência de uma
✓ Omnisciente – tudo sabe.
divindade suprema.
✓ Sumamente bom – não tenciona fazer o
A religião teísta pode os dividir em:
mal.
✓ Monoteísmo: crença em um só Deus.
✓ Criador – criou todo o universo e tudo o
✓ Politeísmo: crença em vários deuses.
que ele contém. Não pertence ao tempo
e ao espaço, mas criou tudo o que faz
Deísmo: é uma parte da realidade espácio temporal.
posição filosófica naturalista que acredita na
criação do universo por uma inteligência ✓ Transcendente – está para lá da
superior (que pode ser Deus, ou não), através realidade espácio temporal. Está para lá
da razão, do livre pensamento e da do espaço e do tempo em que
experiência pessoal, em vez dos elementos habitamos. Está para lá do universo.
comuns das religiões teístas .
✓ Personificada – é pessoal – tem 4. ARGUMENTO ONTOLÓGICO (argumento a
características psicológicas, não priori) – Santo Anselmo
necessariamente físicas da pessoa– não
pertence à espécie humana Este argumento por redução ao absurdo diz
biologicamente. Será pessoa, mas não ser que não é possível/racional pensar num ser
humano. que seja superior a Deus.
Santo Anselmo, define Deus como “ser maior
do que o qual nada pode ser pensado”, ou
Chama-se teísmo à doutrina que defende a seja, é como dizer que ele é supremamente
existência de Deus. As três grandes religiões perfeito, ou seja, tem todas as qualidades.
monoteístas contemporâneas (o
cristianismo, o judaísmo e o islamismo) A primeira distinção importante a ter em
defendem a existência de um Deus teísta. conta para compreender o argumento é a
diferença entre existir no pensamento e
3. ARGUMENTOS A PRIORI E ARGUMENTOS existir na realidade:
A POSTERIORI.
✓ Uma coisa existe no pensamento quando
Argumento a priori: recorre exclusivamente pensamos nela.
a premissas a priori, não se apoiando em
qualquer informação empírica. ✓ Uma coisa existe unicamente no
pensamento quando pensamos nela e
não existe na realidade.
É independente da experiência, não depende
da observação e por isso, tudo o que constituí No entanto existem coisas que para além do
o argumento deriva do pensamento. pensamento existem na realidade.
E, uma coisa que existe na realidade é maior
do que o que existe no pensamento porque
Argumento a posteriori: tem pelo menos tem mais qualidades.
uma premissa a posteriori, apoiando.se por
isso em alguma informação empírica. Argumento

Depende da experiência. Premissa 1: Deus é o ser maior do que o qual


Nada pode ser pensado. (definição de Deus)
Será que
Deus existe? Premissa 2: Deus existe apenas no
pensamento.
Sim Não
(Se isto fosse verdade, então haveria alguém
maior do que Deus, o que contraria a
Argumento Arguemento Argumento premissa 1, porque existir na realidade é uma
Cognitivo Pragmático Cognitivo perfeição. Logo a premissa 2 pode ser
refutada.)
A aposta de Argumento
Ontológico
Pascal do mal Premissa 3: Se Deus existe apenas no
pensamento, então podemos conceber outro
ser maior do que o qual nada pode ser
Cosmológico
pensado nomeadamente, um ser que exista
também na realidade.
Teleológico
Conclusão: Logo é falso que Deus existe Nós existimos porque os nossos pais existem
apenas no pensamento. Isto é, Deus existe e foram eles que num determinado sentido,
também na realidade. Ou seja, Deus existe. causaram a nossa existência. Os nossos pais
sua vez existem porque os pais deles os
4.1. OBJEÇÕES AO ARGUMENTO causaram e assim sucessivamente…
ONTOLÓGICO
Chama-se cadeias causais as sequências de
1ºObjeção: A estrutura do argumento causa e efeito. A ideia que as cadeias causais
ontológico permite provar a existência de não podem regredir infinitamente; logo há
realidades ou coisas que nós sabemos que uma causa primeira que é a causa de tudo o
não existem. Logo não é um bom argumento. resto.
A conclusão final é a de que essa causa é
Por exemplo, através deste tipo de Deus, logo Deus existe por razões óbvias.
argumento podemos estabelecer a existência
de a ilha perfeita ou de um bolo perfeito ou Este argumento também é conhecido como
do que quisermos. argumento da causa primeira e por
argumento causal.
Se definirmos a ilha perfeita como aquela ilha
maior do que a qual nenhuma outra pode ser Argumento
pensada, então também essa ilha tem de
existir na realidade, caso contrário não seria Premissa 1: No mundo, todas as coisas têm
absolutamente perfeita. Mas isto é um uma causa.
resultado inaceitável, logo o argumento
ontológico não funciona: não serve para Premissa 2: Nada pode ser a causa de si
estabelecer a existência de Deus. próprio.

2ºObjeção: O erro do argumento ontológico, (As cadeias não podem causar a si próprio,
criticado por Kant, afirma que não se pode porque teria de existir no passado)
tratar a existência como se fosse uma
característica das coisas, porque sendo assim Premissa 3: As cadeias causais não podem
a existência existe. regredir infinitamente.

E para compreender isto, basta pensar no (Se não houver uma causa primeira, não pode
absurdo, pensar que a existência existe e que haver uma cadeia.)
era uma característica.
Conclusão: Logo, existe uma causa primeira
5. ARGUMENTO COSMOLÓGICO (argumento a que é Deus.
posteriori) – S. Tomás
5.1. OBJEÇÕES AO ARGUMENTO
COSMOLÓGICO
O argumento cosmológico baseia-se em
alguma informação acerca do modo como o
1ºObjeção: Segundo S. Tomás, sem uma
mundo é. Todas as versões deste argumento,
primeira causa, não há quaisquer efeitos, do
partem de uma característica particular do
mesmo modo, dizer que as cadeias regridem
mundo para concluir que Deus existe - pois só
infinitamente é retirar a primeira causa de
existência de Deus poderá explicar essa
tudo. E sem uma primeira causa, nada pode
característica do mundo.
existir.
Este argumento parte de uma constatação:
Mas isto é falso, pois existem imensas coisas,
tudo o que acontece no mundo tem uma
logo as cadeias causais não podem regredir.
causa.
Sucintamente o argumento a favor da ideia Eis um exemplo de um argumento por
de que as cadeias regridem infinitamente fica analogia:
assim:
Premissa exemplo: O objeto x tem a
Premissa 1: Se as cadeias causais regridem propriedade F.
infinitamente, não existe uma primeira
causa. (…A B C D …) Premissa da analogia: O objeto y é como o
objeto x.
Premissa 2: Mas se não existe uma primeira
causa, também não existe qualquer dos seus Conclusão: Logo, o objeto y também tem a
efeitos. (premissa falsa) propriedade F.

Premissa 3: Se não existem efeitos, é porque O ponto de partida do argumento teológico


nada existe. ou do desígnio é o nosso sentimento de
surpresa por muitas das coisas que existem
Conclusão: Logo as cadeias causais não no nosso universo manifestarem ordem e
podem regredir infinitamente. designo.

Por outras palavras, é falso que se retirarmos O mundo assemelha-se a um artefacto, pois
a causa primeira, os efeitos desapareçam. E é ambos são constituídos por partes que se
falso pela simples razão de que não há ajustam perfeitamente para emitir um
qualquer causa primeira que possa deixar de propósito.
existir.
As coisas que existem são tão acertadas com
2ºObjeção: Outro problema que o os seus propósitos que é impossível que não
argumento cosmológico enfrenta é o exista um arquiteto divino que tenha
seguinte, aceitemos que todas as cadeias organizado estas coisas.
causais que observamos mundo tem de ter
um início, mesmo assim, isso não mostra que A partir disso, procura mostrar-se que seja o
todas as cadeias causais tenham o mesmo que for que produziu o universo tem de ser
início como causa. um ser inteligente.

Por exemplo: Dizer que todas as pessoas têm Argumento


uma cabeça, segundo o argumento, teríamos
que dizer que há uma cabeça única para toda Premissa 1: Os melhores artefactos são
a gente, o que é claramente um absurdo. criados por seres inteligentes.

Esta versão do argumento cosmológico, Premissa 2: O mundo é como um artefacto.


mesmo que prove que há uma causa
primeira, nada garante que existe um Deus Conclusão: Logo, o mundo foi criado por um
teísta. ser inteligente. E esse ser só pode ser Deus.

6. ARGUMENTO TELEOLÓGICO / DESÍGNIO 6.1. OBJEÇÕES AO ARGUMENTO DESÍGNIO


(argumento a posteriori)
1ºObjeção: Falácia da falsa analogia, ou seja,
O argumento clássico baseia-se numa a comparação feita entre a natureza e o
analogia entre artefactos (objetos criados mundo é fraca.
pelos seres humanos) e a natureza.
Existem diferenças significativas entre os
Um argumento por analogia consiste em artefactos e todas as coisas do universo,
comparar duas coisas distintas. mesmo que o argumento seja verdadeiro,
não prova a existência de um Deus Teísta e 4.Portanto devemos usar a razão prudencial,
sim a existência de um ser. se entre as alternativas disponíveis os
resultados de uma alternativa x forem
2ºObjeção: Seleção Natural de Darwin. melhor do que os outros devemos escolher x.
Se Deus criou os seres vivos, porque motivo
precisam de evoluir de modo a sobreviver? Se Deus Existe Deus não
fossem criações divinas, já deveriam estar existe
suficientemente adaptadas ao meio B- Alguma
ambiente. felicidade finita
Acredito A-Felicidade = ganho uma
A teoria de Darwin tem uma maior em infinita é igual vida virtuosa
capacidade explicativa do que a hipótese de Deus ao ganho com imensos
um desígnio divino. máximo; aspetos
positivos;
7. APOSTA DE PASCAL (argumento a posteriori) Nenhuma
Para Pascal é obrigatório tomar uma decisão: perda; Perda de tempo
se acredita ou não em Deus. dedicado a
Se não podemos usar a nossa razão para atividades e da
descobrir a verdade temos de escolher o feição de alguns
melhor para nós. trabalhos;
C-Alguma D-Alguma
Pascal afirma que só há uma conclusão felicidade felicidade finita
racional: apostar que Deus existe. finita = ganho = ganho do
Não do tempo não tempo não
A razão epistêmica procura sempre descobrir acredito dedicado a dedicado a
a verdade, portanto num sentido epistémico em atividades atividades
é racional acreditar que uma crença é Deus religiosas; religiosas e da
verdadeira se, e só se essa verdade assenta feição de alguns
numa justificação infalível ou muito provável. Perda da prazeres; perda
felicidade de uma vida
A razão prudencial não procura encontrar a eterna; virtuosa e os
verdade a todo o custo, mas aceita como seus benefícios.
atitude racional a aceitação de crenças
benéficas para nós, mesmo na ausência de 5.Se Deus existe e acreditamos nele
justificação infalível ou muito provável. alcançaremos um ganho infinito na vida após
a morte.
Assim no sentido prudencial é racional
acreditar numa crença que é benéfica, 6.Se Deus não existe e acreditamos nele
excluídas as alternativas mais verosímeis. ganhamos alguma felicidade (uma vida
virtuosa).
1.Temos que decidir se devemos ou não
acreditar em Deus. 7.Se escolhermos não acreditar em Deus
quer ele existe quer não exista não
2.Dado que Deus é algo infinito e a mente
alcançaremos o ganho maior - a felicidade
humana é finita, as nossas capacidades
infinita.
cognitivas não conseguem responder a esse
No máximo temos alguma felicidade terrena.
problema.
3.Se a razão epistémica não consegue 8.Portanto acreditar em Deus é melhor do
responder ao nosso problema então que não acreditar quer Deus existe ou não.
devemos usar a razão prudencial.
Argumento O argumento baseia-se na ideia de que a
existência do mal é incompatível com a
Premissa 1: Se entre as alternativas existência de Deus.
disponíveis os resultados de uma alternativa
x forem melhores do que os das outras Se Deus é omnisciente, sabe que o mal existe,
devemos escolher x (princípio prudencial). se é sumamente bom, devia querer o
impedir, se é omnipotente pode impedi-lo.
Premissa 2: Acreditar em Deus é melhor do Logo se Deus existisse, não haveria mal no
que não acreditar, quer Deus exista ou não. mundo. Mas há mal, logo Deus não existe.

Conclusão: Logo, devemos acreditar em Que tipos de mal existem?


Deus.
✓ Mal moral: sofrimento provocado pelos
7.1. OBJEÇÕES AO ARGUMENTO DE PASCAL seres humanos, deliberadamente ou por
negligencia.
1ºObjeção: Este argumento não responde a
existência ou não de Deus responde apenas ✓ Mal natural: sofrimento que resulta de
se devemos ou não acreditar. fenómenos naturais.

2ºObjeção: Objeção dos múltiplos Deuses. Argumento


O argumento apresenta-nos um dilema entre
a existência de Deus teísta e a sua não Premissa 1: Se Deus existe, não pode existir
existência. mal no mundo.
Mas será que existem apenas essas duas
opções? E se existem outras divindades? E se Premissa 2: Mas existe mal no mundo.
uma dessas divindades é hostil a todos os
crentes e premeia os não crentes? Conclusão: Logo, Deus não existe.

Pascal não justifica porque propõe apenas A dificuldade está em compreender como
duas hipóteses como ponto de partida para a pode Deus permitir a existência do mal, quer
aposta, daí poderemos considerar que o moral quer natural. Uma maneira de
argumento inclui um falso dilema. responder ao problema do mal é contruir
uma teodiceia.
A existência de uma terceira hipótese (um
Deus sumamente misericordioso que Construir uma teodiceia consiste em dar uma
premeia com felicidade eterna os clientes e resposta à questão de saber por que motivo
os ateus) põe em causa o cálculo efetuado na Deus permite o mal.
segunda parte do argumento.
Dessa forma a conclusão (8) fica totalmente 7.1. RESPOSTA DE LEIBNIZ AO ARGUMENTO
fragilizada: pode ser que acreditar do Deus DO MAL
teísta não seja a melhor alternativa.
Para compreendermos a teodiceia de Leibniz
7. ARGUMENTO DO MAL (argumento a temos que distinguir dois conceitos de mal, o
posteriori) mal que existe como meio para alcançar um
bem maior e o mal gratuito, sem sentido, sem
O argumento do mal é o argumento mais propósito, ou significado nenhum.
forte contra a existência de Deus e tem sido
usado como argumento a favor do ateísmo. O mal é entendido por alguns filósofos como
uma condição necessária de alguns bens, por
exemplo, o bem do perdão só é possível
porque existe o mal da ofensa.
Se anularmos o mal da ofensa, estaremos a Resumindo:
anular o bem do perdão.
Deus permite mal para bens maiores, pois, se
Leibniz não aceita a primeira premissa do não houvesse ofensa não teríamos o perdão.
argumento do mal pois Deus sendo (o perdão é a suprema bondade)
absolutamente perfeito, pode permitir a
existência de mal no mundo. No entanto existem sofrimentos que
ultrapassam os limites do nosso intelectual,
Todo o mal que presenciamos no mundo tem pois não percebemos o que Deus faz.
uma justificação, um propósito, mesmo
quando nós não compreendemos qual é o Deus Apesar de ser sumamente bom ele não
seu sentido. criou um mundo perfeito, Ele criou o melhor
de todos.
Deus é omnisciente, omnipotente e
omnibenevolente, e por isso, tem o CONCORDO/ NÃO CONCORDO COM LEIBNIZ
conhecimento mais perfeito possível, por
isso, quando decidiu criar o mundo escolheu Não concordo, pois pode negar-se a premissa
o melhor de entre todos os mundos possíveis. 1 do argumento de Leibniz ao defender que
não há o melhor de todos os mundos
Mas como explicar a existência de mal no possíveis, dado que, para cada mundo que se
melhor dos mundos possíveis? conceba, é possível pensar num mundo ainda
melhor e assim sucessivamente ao infinito,
Para Leibniz a maldade existe no mundo sendo que dessa forma não há “o melhor
melhor como meio para promover bens mundo”.
maiores que anulam o peso negativo desses
males. Portanto, não existem males sem
sentido. Concordo, pois, Leibniz pelo menos consegue
estabelecer a compatibilidade lógica entre
O mal tem um propósito: o bem. Deus e o mal. É verdade que se pode
Por exemplo, sem o mal das ofensas não questionar que muitos males no mundo não
existiria o bem do perdão. parecem
Um mundo sem esse bem seria menos servir para qualquer propósito benéfico,
perfeito do que o nosso. sendo dessa forma males injustificados. Mas
ainda que Leibniz não tenha uma resposta
Para defender este ponto Leibniz socorre-se forte para este último problema, pelo menos
de uma analogia com a criação artística, tal consegue mostrar que o argumento lógico do
como pintor usa as sombra e pormenores mal não é bom.
feios ou desagradáveis para fazer sobressair
a beleza da totalidade do seu trabalho, Deus
permite o mal porque dele surge um bem
maior do que ele.

Se olharmos apenas para essa sombra ou


pormenor feio, não seremos capazes de
entender a sua obra e a sua beleza.

Da mesma forma somos capazes de ver os


maus, mas as nossas capacidades cognitivas
como são limitadas impedem-nos de apreciar
a totalidade da obra divina: o melhor mundo
possível.

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