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Evolução e Conceitos de Automação Industrial

O documento discute a evolução da automação industrial e conceitos básicos sobre o assunto. Aborda a evolução gradual da mecanização para a automação com o desenvolvimento da energia a vapor e elétrica. Explora componentes de sistemas de automação como sensores, atuadores e controladores, além de definir controle em malha aberta e fechada.
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Evolução e Conceitos de Automação Industrial

O documento discute a evolução da automação industrial e conceitos básicos sobre o assunto. Aborda a evolução gradual da mecanização para a automação com o desenvolvimento da energia a vapor e elétrica. Explora componentes de sistemas de automação como sensores, atuadores e controladores, além de definir controle em malha aberta e fechada.
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17/07/22, 14:23 UNINTER

 
 
 
O TECNÓLOGO EM AUTOMAÇÃO
INDUSTRIAL
AULA 2

 
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Prof. Luciano Carstens

CONVERSA INICIAL

Nesta aula, iremos continuar nossos estudos


sobre a profissão de tecnólogo em automação

industrial. Para tanto, abordaremos


os aspectos sobre a área de automação industrial explorando

inicialmente a
evolução da automação industrial, posteriormente, apresentaremos alguns
conceitos
básicos sobre automação de processos, e faremos uma discussão a
respeito das linhas de fluxo

automatizadas e sua relação entre volume de


produção e variabilidade de produtos, então, falaremos

sobre as principais
estratégias de automação e seus requisitos de controle. Ao final, faremos uma

reflexão a respeito da automação nas relações empresariais.

TEMA 1 – A EVOLUÇÃO DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

As primeiras tentativas de mecanização


ocorreram na pré-história, com as invenções da roda, do

moinho movido por água, vento ou força animal, do arado etc.

1.1 EVOLUÇÃO GRADUAL

Essas tentativas trouxeram uma evolução gradual


no processo de produção que provocaram

uma mudança do sistema de produção de


agrário para industrial, como visto em conteúdo anterior,

tudo isso iniciou-se


com a 1ª Revolução Industrial, inicialmente na Inglaterra, no século XVIII.

Com o desenvolvimento dos mecanismos de


regulação do fluxo de vapor em máquinas,

desenvolvido por James Watt no século


XVIII, pode ser considerado como um dos primeiros sistemas

de controle com
realimentação (Figura 1).

Figura 1 – Regulador a Vapor de Watt

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1.2 A CHEGADA DA ENERGIA ELÉTRICA

A partir de 1870, a energia elétrica passou a


ser utilizada em indústrias. O setor de transportes

progrediu muito devido à


expansão das estradas de ferro e a indústria naval.

Os primeiros sistemas inteiramente automáticos


surgiram no início do século XX. A tecnologia de

automação passou a contar com


computadores, servomecanismos e controladores programáveis.

Nos últimos anos, os sistemas de controle


automático têm assumido uma importância crescente

no desenvolvimento e no avanço
da tecnologia.

1.3 OS SISTEMAS DE CONTROLE

Praticamente todas as atividades envolvidas em nosso


dia a dia são afetadas por algum tipo de

sistema de controle.

Os sistemas de controle automáticos são


encontrados em abundância em setores da indústria,

tais como controle de qualidade


e fabricação de produtos, linha de montagem automática, controle

de
ferramentas, tecnologia espacial e de armamento, sistemas de transporte,
sistemas de potência,

robôs e muitos outros.

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Sistemas de controle automáticos representam um


papel vital no avanço da engenharia e da

ciência, tornando-se parte integrante


e importante dos processos industriais e de fabricação

modernos.

A melhor maneira para se entender o que são os


sistemas de controle pode ser por meio da

exemplificação de onde são aplicados


alguns sistemas simples.

No domínio doméstico: necessita-se controlar a temperatura e a umidade para se ter


conforto

ambiental;

No transporte: necessita-se controlar o veículo para que possa ir de um ponto a


outro com

segurança;

Na indústria: processos de manufatura incorporam diversos objetivos para que o


produto

alcance os requerimentos de precisão, custo etc.;

No ser humano: o ser humano é capaz de executar uma grande quantidade de tarefas,

inclusive tomada de decisão. Em algumas situações, essas tarefas devem ser


executadas da

melhor forma possível, por exemplo, um corredor de maratona, para


alcançar seu objetivo, deve

correr a distância no menor tempo possível,


controlando o consumo de energia e decidindo a
melhor estratégia de corrida.

TEMA 2 – CONCEITOS BÁSICOS DE AUTOMAÇÃO DE PROCESSOS

A automação pode ser definida como um “sistema


de equipamentos

eletroeletrônicos/mecânicos que controlam seu próprio


funcionamento, quase sem a intervenção do

ser humano” (Aurélio, 2002).

A automação é diferente da mecanização. A


mecanização consiste simplesmente no uso de

máquinas para a realização de um


determinado trabalho, substituindo o esforço físico do homem.

A automação, por sua vez, possibilita realizar


um trabalho com o uso de máquinas controladas

automaticamente, capazes de se autorregularem.


A palavra controle (de origem francesa) denota o

ato ou poder de exercer domínio,


fiscalizar, supervisionar, manter o equilíbrio.

2.1 ASPECTOS FUNCIONAIS

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Automatizar um sistema tornou-se bastante


viável quando a tecnologia eletrônica disponibilizou

circuitos eletrônicos
capazes de realizar funções lógicas e aritméticas.

Sistema automático é aquele no qual o resultado


é definido previamente e o sistema se

encarrega de atingi-lo sem que haja


interferência de um operador.

Sistema rígido de automação é aquele em que o


controle é automático, porém, não permite

alterações do processo após a


definição do sistema e de seus componentes. Os primeiros sistemas

de automação
operavam por meio de componentes eletromecânicos, como relés e contatores.

Sistema flexível de automação é aquele que


permite fazer algumas alterações no sistema e em

seus componentes, como incluir


e retirar entradas e saídas, lógicas, blocos etc.

2.2 COMPONENTES DE UM SISTEMA DE AUTOMAÇÃO

O sensor ou transdutor é o dispositivo capaz de


medir uma propriedade particular do sistema de

automação.

O atuador fornece energia ao sistema para


atingir o objetivo desejado. Esse componente faz

parte do processo controlado.

O comparador compara os valores medidos com


valores preestabelecidos, fornecendo uma

informação ao controlador.

O controlador, por sua vez, utiliza a


informação do comparador, tomando a decisão de como e

quando atuar no sistema,


por meio de comando para o atuador.

2.3 DEFINIÇÕES

A seguir são apresentados alguns conceitos e


definições importantes, para que o profissional

atuante com a automação


industrial possa interpretar e agir corretamente:

planta: parte de um equipamento ou conjunto de itens de uma máquina;

processo: qualquer operação a ser controlada;

sistema: combinação de componentes que atuam conjuntamente e realizam um certo objetivo;

distúrbio: sinal que tende a afetar adversamente o valor da saída de um sistema;

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servomecanismo: sistema de controle realimentado no qual a saída é uma posição mecânica,

velocidade, aceleração, entre outros.

Os tipos de controle aplicados aos processos


também são importantes, e serão abordados com

maior profundidade em outras disciplinas,


porém, é importante saber diferenciar desde já as

possibilidades de controle
que implicam diretamente nas soluções de automação industrial a serem

adotadas.
Os tópicos a seguir apresentam essas definições.

2.4 CONTROLE EM MALHA ABERTA

Um sistema de controle em malha aberta é aquele


no qual a saída não tem efeito sobre a
entrada. Nesse sistema, a saída não é
medida e nem é realimentada para comparação com a entrada.

Assim, a precisão do
sistema depende de uma calibração, sendo que o sistema deve mantê-la de
forma a
operar corretamente. A Figura 2 ilustra um sistema de controle em malha aberta.

Figura 2 – Exemplo de sistema de controle em malha aberta

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Devido
à sua simplicidade e economia, os sistemas de controle em malha aberta são
utilizados
em aplicação não críticas.

2.5 CONTROLE EM MALHA FECHADA

Esse sistema é aquele no qual o sinal de saída


possui um efeito direto no sinal de entrada. Isto é,
sistemas de controle em
malha fechada são sistemas de controle realimentados.

O sinal de erro atuante, que é a diferença


entre o sinal de entrada e o sinal realimentado, é

fornecido ao controlador de
modo a reduzir o erro e manter a saída do sistema em um valor
desejado. Em
outras palavras, o termo “malha fechada” implica uso de ação de realimentação
com a

finalidade de reduzir o erro do sistema. A Figura 3 ilustra esse tipo de


sistema.

Figura 3 – Exemplo de sistema de controle em malha fechada

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Um
controle realimentado se caracteriza por uma operação que, na presença de
distúrbios,

tende a reduzir a diferença entre a saída do sistema e a entrada de


referência. Um controlador
compara o valor real da saída do processo com o
valor desejado, determina o desvio e produz um

sinal de controle que reduz o


desvio a um valor nulo ou muito pequeno. Assim, uma vantagem do
sistema com
realimentação é tornar a resposta do sistema relativamente insensível a
distúrbios

externos e variações internas em parâmetros do sistema. Dessa forma,


é possível a utilização de
componentes mais baratos e sem muita precisão para
se obter o controle preciso de um dado

processo.

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TEMA 3 – LINHAS DE FLUXO AUTOMATIZADAS

A automação de produção precisa considerar as características


dos processos, com relação ao
volume e à variabilidade, assim como todas as
entradas e saídas, avaliando com segurança os fluxos

de produção adotados.

3.1 FLUXOS DE PRODUÇÃO

Assim como nos sistemas de controle


apresentados no tópico anterior, os fluxos de produção

são importantes. Eles


mostram as características dos sistemas produtivos, e são parte importante na
tomada de decisões para os processos de automação industrial.

Para tanto, o tecnólogo em automação industrial


também precisa conhecer alguns conceitos de

gestão de produção e que surgem à


medida que ocorre a evolução histórica dos sistemas de
manufatura de acordo com
as revoluções industriais apresentadas no tema anterior.

Por exemplo, nos casos de um sistema de


produção puxado como o da Toyota, para automatizar
todos os processos, é
necessário conhecer as características de todos os equipamentos, os volumes
de
produção necessários pelo cliente de forma a projetar linhas de produção que
mantenham o fluxo

de produção em cadência, sem atrasos, e sem formação de


gargalos. Para sistemas de produção em
massa, busca-se a diminuição dos
estoques, um fluxo contínuo e que ocorra de maneira puxada, ou

seja, o mercado
ou o processo subsequente é quem determina a velocidade do processo anterior.

Indo para o campo da automação, é necessário


também adaptar alguns sistemas de controle

que auxiliem nesse bom funcionamento.


A seguir, apresentam-se alguns exemplos de sistemas de
controle de automação.

3.2 EXEMPLOS DE SISTEMAS DE CONTROLE DE AUTOMAÇÃO

Controle
de temperatura: no sistema de controle de
temperatura apresentado na Figura 4, o

ser humano atua como controlador. O


objetivo é manter a temperatura da água quente em um valor
desejado.

A saída do sistema é a temperatura da água


quente, sendo medida por um termômetro. O
operador observa continuamente a
temperatura utilizando o termômetro, aumentando a quantidade

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de vapor quando
for necessário um aumento da temperatura da água. Caso seja necessária a

diminuição da temperatura, ele deve realizar o procedimento inverso.

Sistemas desse tipo são chamados de sistemas de


controle em malha fechada manual.

Figura 4 – Controle manual de temperatura

Se
para o controle de temperatura do exemplo anterior for utilizado um controlador
automático
para substituir o operador humano, conforme a Figura 5, o sistema de
controle torna-se automático.

Figura 5 – Controle automático de temperatura

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A saída do sistema é a temperatura da água


quente, que, nesse caso, é medida pelo dispositivo
de medida da temperatura. No
controlador, a saída do sistema é comparada com a temperatura

desejada de modo
a gerar um sinal de erro atuante. O sinal de erro produzido no controlador é
então amplificado e enviado a uma válvula de controle, que comanda a passagem
de vapor.

Nos sistemas considerados, as variações na


temperatura ambiente, na temperatura da água de

entrada etc. podem ser considerados


como distúrbios externos.

Exemplo
de controle de rotação de um motor: o objetivo desse sistema de controle é
manter
a rotação de marcha lenta do motor de um automóvel (para economia de
combustível e

funcionamento regular do motor) indiferente à aplicação de cargas


no motor (exemplo: ar-

condicionado, direção hidráulica etc.). Sem o sistema de


controle, uma aplicação súbita de carga

poderia causar a queda de rotação do


motor, podendo causar até sua parada. O objetivo principal
desse sistema de
controle é eliminar ou minimizar a queda de rotação do motor quando for
aplicada

uma carga, mantendo a rotação de marcha lenta no valor predeterminado.

A entrada de referência desse sistema é a


rotação que se deseja manter no motor. A saída do

sistema será um sinal


elétrico que comandará o sistema de injeção de combustível do automóvel.

Em um sistema em malha fechada, a rotação do


motor deverá ser medida com o uso de

sensores adequados. A Figura 6 compara


resultados típicos de sistemas de controle em malha aberta
e em malha fechada
para um controle de rotação de um motor.

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Nota-se que em malha aberta o distúrbio causado


pela aplicação da carga faz com que a

rotação de marcha lenta do motor caia consideravelmente,


estabilizando-se em rotações inferiores à

estabelecida, consumindo mais tempo


para se estabilizar do que no caso do sistema em malha

fechada. Com o sistema


em malha fechada, o distúrbio de carga causa uma pequena queda na
rotação do
motor que é medida pelo sensor de rotação e comparada com a rotação de marcha
lenta

estabelecida. Um sinal de erro é enviado ao controlador que atua no sistema


de injeção do motor no

sentido de corrigir a diferença na rotação.

Como resultado, tem-se a rotação do motor


estabilizada no valor desejado e em um tempo de

reação menor.

Figura 6 – Comparação da atuação de sistemas de controle em malha aberta e fechada no controle


de rotação de um motor

Exemplo
de controle de nível: no sistema de controle de nível de água apresentado
na Figura

7, a válvula pneumática atua como controlador. O objetivo é manter o


nível de água no tanque em
um valor desejado.

A saída do sistema é o nível de água no tanque,


sendo medido através de um sensor de nível
(bóia). O controlador recebe
informação continuamente do nível no tanque através do sensor de

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nível,
aumentando a abertura da válvula pneumática de entrada quando for necessário um
aumento
do nível de água. Caso seja necessária uma diminuição do nível de água,
o controlador deve realizar

o procedimento inverso.

Figura 7 – Controle automático de nível

No sistema considerado, as variações no fluxo


de entrada ou de saída de água podem ser

consideradas como distúrbios externos.

TEMA 4 – ESTRATÉGIAS DE AUTOMAÇÃO

Como vimos, automatizar é basicamente poder


delegar algumas funções de controle humano
para máquinas e equipamentos com o
objetivo de:

aumentar a produtividade;

melhorar a qualidade;

reduzir custos;

aumentar as condições de segurança no trabalho.

Para
isso, pode-se dizer que existem três tipos de automação a serem implementados,
que
ajudam a definir a melhor estratégia a ser adotada, dependendo das
características do produto,

principalmente em relação aos requisitos de variedade


de itens produzidos e a quantidade ou

volume de produção, conforme pode ser


visto na figura a seguir.

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Figura 8 – Tipos de Automação em relação à variedade e à quantidade de produtos

Automação
programável/variável: quando a variedade de produtos é alta e a quantidade
é

baixa, adota-se um sistema de automação programável, em que para cada tipo de


produto é

necessário um ajuste nos parâmetros de controle, ou seja, um sistema


de Setup que atenda ao
planejamento de produção e a disponibilidade dos
equipamentos.

Automação flexível:
tanto a variedade quanto a quantidade de produtos são médias, ou seja,
partes
do processo possuem sistemas de automação fixos e outras variáveis, com
pequenos ajustes e

setups.

Automação fixa: quando


os produtos possuem pouca variedade, porém alto volume de

produção, nesse caso,


a automação, uma vez programada, sofre pequenas interferências, e atua de

maneira constante, de forma a conseguir atender a alta demanda.

A seguir, apresentam-se algumas estratégias de


automação a serem avaliadas durante os
processos de melhoria e implementação, ou
seja, que necessitam ser observadas nos processos

produtivos para se definir o


tipo de solução de automação industrial a ser utilizada e que garanta o

fluxo
produtivo mais adequado.

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É necessário avaliar se as características das


operações são:

operações especializadas;

operações combinadas;

operações simultâneas;
operações integradas.

Ou se exigem durante o processo produtivo:

aumento de flexibilidade;
melhoria dos sistemas de movimentação de materiais e estocagem;

inspeções de qualidade em tempo real;

otimização e controle de processos;

controle e supervisão de plantas de operação;


manufatura integrada por computador.

Para atender a essas necessidades, os


controladores empregados nos sistemas de automação

precisam ser parametrizados,


e os sistemas de automação aumentam de complexidade, de acordo

com o nível de
atuação dos sistemas de controle.

Figura 9 – Exemplo de sistema de controle

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Nos
tópicos a seguir, veremos alguns exemplos dos tipos de controle empregados para
atender

as estratégias de automação.

4.1 CONTROLADOR DO TIPO “LIGA-DESLIGA”

Nesse tipo de sistema de controle, o elemento


atuante possui apenas duas posições,
normalmente ligado ou desligado. Uma
oscilação da saída entre dois limites é uma resposta típica

desse sistema de
duas posições.

4.2 CONTROLADOR DE AÇÃO PROPORCIONAL

Um controlador do tipo proporcional produz um


sinal de saída que é proporcional ao erro. Ele

responde imediatamente ao erro.


Uma característica importante é a presença permanente de um erro
residual na
saída.

Características:

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diminui o tempo de subida;

pode aumentar o sobressinal;

diminui o erro em regime.

4.3 CONTROLADOR DE AÇÃO INTEGRAL

Um controlador do tipo integral responde com uma taxa proporcional ao valor do


erro atuante.
Pode-se dizer que a velocidade de correção do controlador é
proporcional ao erro atuante. O

controlador do tipo integral raramente é usado


separadamente.

Características:

torna o sistema mais lento;

zera o erro em regime;

pode aumentar o sobressinal;


filtra ruídos de alta frequência.

4.4 CONTROLADOR DE AÇÃO DERIVATIVA

Um controlador do tipo derivativo responde à


taxa de variação do erro, tendo um

comportamento antecipatório. O controlador do tipo derivativo nunca é usado separadamente.

Características:

torna o sistema mais rápido;

melhora o amortecimento;

reduz o sobressinal;
diminui o tempo de subida;

sensível a ruídos;

pode causar saturação no atuador.

4.5 CONTROLADOR PID

Na prática, esses controladores podem ser


encontrados atuando de forma combinada, com os

três sistemas. Ele é chamado de


controlador Proporcional-Integral-Derivativo (PID); isso permite um

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melhor
controle dos processos, especialmente com os que precisam dosar volumes de
líquidos,
controlar parâmetros de temperatura, ou posicionamento de peças em
movimento. Trata-se de um

sistema de automação que permite melhor acurácia e


precisão.

Figura 10 – Diagrama de blocos de um controlador PID

TEMA 5 – INTRODUÇÃO À AUTOMAÇÃO NAS RELAÇÕES


EMPRESARIAIS

A automação nas relações empresariais é a


revisão sistemática dos processos de uma

organização para garantir o desempenho


ideal enquanto procura processos manuais que podem ser

substituídos por
alternativas digitais inteligentes.

A estratégia de automatizar processos


burocráticos ou repetitivos permite que haja um aumento
de produtividade nas
atividades ligadas ao core business do negócio. Essa é uma forma de
aproveitar

melhor os recursos da organização, otimizando o tempo dos


colaboradores.

A automação corporativa é uma vasta disciplina


que possui diferentes percepções e pontos de

vista de vários profissionais de


TI e negócios. Assim, esse assunto é tão vasto quanto o corpo do
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elefante, com
várias partes do corpo. Aqui, as quatro patas do elefante representam os quatro
pilares

principais da disciplina. Os quatro pilares da jornada de automação


incluem a adoção de plataformas
corporativas (como software de gerenciamento de
relacionamento com o cliente), plataformas de

experiência (como plataformas de


gerenciamento de conteúdo corporativo), plataformas de

integração (como
plataformas de baixo código e plataformas de microsserviços) e plataformas

movidas por automação de processos robóticos e outras plataformas inteligentes.

Apesar dos avanços recentes na tecnologia,


muitas equipes ainda buscam soluções que possam
ajudá-las a diminuir a
monotonia do trabalho manual, e lidar com esse elefante chamado automação

empresarial não é uma tarefa fácil. Vamos explorar cada um desses pilares em
mais detalhes nos

tópicos seguintes.

5.1 PILAR 1: FUNDAÇÃO

Plataformas básicas como soluções de CRM se


tornaram promissoras no final dos anos 1990 e

no início dos anos 2000 com a


explosão do software de pacote ERP. Essas plataformas conectam os

processos
financeiros e de cadeia de suprimentos da empresa ao resto do negócio, permitindo
a

automação de ponta a ponta. O afastamento dos mainframes monolíticos ajudou a


garantir a
automação das informações nos negócios.

Esse continua a ser um grande ponto focal para


a maioria das empresas até hoje, uma vez que
os sistemas de registro de toda a
empresa são o núcleo dos processos e sistemas ERP. A escala e o

impacto desses
sistemas consumiram a maior parte dos orçamentos de TI no espaço de aplicativos

em seus primeiros anos, e agora eles estão atingindo a maturidade.

5.2 PILAR 2: FOCO EM CONEXÃO

Enquanto os sistemas básicos discutidos anteriormente


ganharam destaque, um novo pilar

focado em sistemas de engajamento começou a


ganhar destaque no final dos anos 2000 e no início

dos anos 2010. Esse pilar


está focado na automação de processos de negócios e na experiência do

cliente,
que prioriza os fluxos de trabalho de suporte e a troca de dados. Esse pilar é
a base dos
ecossistemas de big data. E embora a escala desses sistemas não seja
tão grande quanto a do

primeiro pilar, eles são de grande importância dentro e


fora do departamento de TI.

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5.3 PILAR 3: INDO ALÉM DA TI

Com a explosão de dados originada do segundo


pilar, a necessidade de estabelecer a

movimentação de dados levou a um novo


conjunto de plataformas de baixo código e baseadas em

microsserviços. Esse
pilar da automação estende a jornada da automação além dos ecossistemas
internos e no espaço do consumidor e começou a ocorrer em meados da década de
2010. Ele ainda

continua a amadurecer e escalar hoje e impulsiona resultados de


negócios mais rápidos e fáceis em

vários setores.

5.4 PILAR 4: RETORNOS FINANCEIROS MAIS RÁPIDOS

Com grandes programas de TI plurianuais em


execução e a capacidade limitada de mudar o

curso e aumentar a agilidade em


geral, os proprietários de negócios tornaram-se cada vez mais

inquietos. À luz
disso, a automação baseada em RPA cresceu em popularidade e tentou preencher o

espaço deixado pelos três pilares iniciais discutidos anteriormente. Além


disso, a falta de talentos
disponíveis em TI construiu um caso forte para a
implementação de trabalhos de bot. Para resolver

isso, as empresas começaram a


implementar automação focada em processos e tarefas, com

mineração de
processos, para direcionar inteligência em toda a empresa rapidamente.

Mesmo que esses pilares sejam implantados


sequencialmente, todas as empresas ainda estão

tratando de cada um de seus


padrões de crescimento contínuo em paralelo. A maioria das empresas
está
implementando e experimentando os pilares três e quatro, e muitas estão em
processo de

maturação dos pilares um e dois. A chave é garantir que todos os


quatro sejam equilibrados, com

foco em seus resultados e necessidades de


negócios exclusivos.

Para começar a abordar cada um desses pilares,


as empresas podem avaliar seu cenário

empresarial atual e determinar qual pilar


é mais importante para eles se concentrarem com base em
seus casos de uso de
negócios individuais. Um pode ter mais importância com base nos resultados

projetados e pode render um ROI mais alto do que outros, mas certifique-se de
manter todos os

quatro pilares em sua mente. O “elefante” não pode ficar


em apenas duas ou três pernas,

especialmente se esses pilares não estiverem


funcionando em uníssono e forem isolados.

FINALIZANDO

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Nesta
aula, fomos capazes de compreender a evolução dos processos de automação de
acordo

com os momentos históricos apresentados em conteúdo anterior, entendo os


conceitos básicos por

trás dos sistemas de automação industrial, assim como as


linhas de fluxo devem ser avaliadas para
que possam ser corretamente
automatizadas, e as estratégias de automação que devem ser

consideradas dadas
as características dos processos produtivos; por fim, fizemos uma reflexão com

relação ao posicionamento da automação nas relações empresariais, e nos


resultados estratégicos

que se busca atingir com a adoção dela.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA,
S. P. de. Indústria 4.0: princípios básicos, aplicabilidade e
implantação na área
industrial. São Paulo: Editora Érica, 2019.

BP. Statistical Review of World


Energy. 2021. Disponível em: <[Link]

orporate/energy-economics/[Link]>. Acesso em: 10


fev. 2022.

FEATURE STORY. Global Action Urgently


Needed to Halt Historic Threats to Poverty Reduction.

The World Bank.


2020. Disponível em: <[Link]

obal-action-urgently-needed-to-halt-historic-threats-to-poverty-reduction>. Acesso em: 10


fev.
2022.

LAMB, F. Automação
industrial na prática. Porto Alegre: Editora AMGH, 2015.

NATALE, F. Automação
industrial. 10. ed. São Paulo: Editora Érica, 2006.

NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO. Século XXI.


2002.

[Link]
Projeções indicam aceleração do

envelhecimento dos brasileiros até 2100.


2021. Disponível em: <[Link]
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[Link] 21/22
17/07/22, 14:23 UNINTER

SCHWAB, K. A
quarta Revolução Industrial. 1. ed. São Paulo: Editora Edipro, 2018.

[Link] 22/22

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