Trabalho de Geografia
NB:Frida Kahlo
Componentes do NB:Kauã,Keilane,Ruan,Luanny e Leidivaldo.
1°Série B.
Tema: O Tectonismo
O que é o Tectonismo
O tectonismo relaciona-se aos movimentos das diferentes “partes” que
montam o quebra-cabeça da crosta terrestre: as placas tectônicas.
O tectonismo – também chamado de diastrofismo – é um dos
agentes endógenos de transformação do relevo terrestre, oriundo da
movimentação, inteiração, colisão e afastamento das placas
tectônicas. Graças a esses movimentos, manifesta-se na superfície
terrestre uma série de formas de relevo, como as montanhas, além de
fenômenos como o vulcanismo e os terremotos.
As placas tectônicas são algumas partes que compõem a crosta
terrestre e existem graças à fina espessura dessa camada e à grande
pressão exercida pela movimentação do magma localizado na região
do manto.
O que provoca a movimentação das
placas tectônicas?
As placas tectônicas movem-se graças à ação das chamadas células ou
correntes de convecção, que são os movimentos circulares exercidos
pelo magma e que funcionam como uma espécie de “esteira” que, ao
girar, provoca o deslocamento dessas placas.
Como essas placas se movimentam?
As placas tectônicas movimentam-se e interagem-se a partir de dois
movimentos principais: a orogênese e a epirogênese.
A orogênese refere-se a movimentos horizontais realizados pelas
placas tectônicas, os quais são responsáveis pela aproximação ou
afastamento entre elas. Eles costumam ocorrer em regiões instáveis e
geologicamente recentes, provocando a ocorrência de terremotos e
vulcanismo, além da formação de cadeias de montanhas.
A epirogênese refere-se aos movimentos verticais realizados pelas
placas tectônicas, geralmente associados à emigração ou imigração de
magma do subsolo, provocando o soerguimento ou a declinação do
relevo. Ocorre, geralmente, em zonas continentais, longe das placas
tectônicas, regiões estáveis e de formação geológica recente.
Nas zonas de encontro – também chamadas de zonas endógenas de
tensão – entre as placas tectônicas, existe uma classificação que
segmenta os diferentes tipos e suas consequências. De um lado, temos
as zonas de convergência e, de outro, as zonas de divergência.
As zonas de convergência, como o próprio nome sugere, ocorrem
quando as placas tectônicas se convergem, em função de se
deslocarem uma em direção à outra. Elas ocorrem de duas formas,
quando os movimentos das placas são opostos (subducção) e quando
eles são tangentes (obducção). Observe os esquemas abaixo:
As zonas de divergência, por sua vez, acontecem com o afastamento
das placas tectônicas, fenômeno que costuma ocorrer em regiões
oceânicas, provocando a formação de fossas, também conhecidas por
dorsais oceânicas.
Quantas placas tectônicas existem?
Existem 12 placas tectônicas, a saber: Africana, Antártica, Arábica,
Caribeana, dos Cocos, Eurasiática, Filipina, Indo-Australiana, de Nazca,
Norte-Americana, do Pacífico e a Sul-americana. É nessa última onde
se encontra o território brasileiro.
Quais as principais consequências do
tectonismo?
Além dos terremotos e vulcanismos, geralmente presentes nas regiões
de fronteira entre duas placas tectônicas, o movimento das placas
tectônicas provoca a modelagem do nosso relevo, como as
montanhas, as falhas, depressões e dobramentos na superfície. Além
disso, é graças a esses movimentos que os continentes encontram-se
em sua atual forma, pois, antes, sua distribuição sobre a superfície da
Terra era bem diferente.
No início, segundo a teoria da Deriva Continental, havia apenas um
continente, chamado de Pangeia, que se dividiu por várias e várias
vezes, formando a Gondwana e a Laurásia, que novamente se dividiu,
dando origem aos atuais continentes. Como as placas tectônicas
continuam se movimentando, é possível que daqui a alguns milhares
de anos as configurações das terras emersas do planeta sejam
diferentes das atuais.