Normas e Procedimentos em O&M
Normas e Procedimentos em O&M
PROCEDIMENTOS -
ROTINAS
ORGANIZACIONAIS
Profa. Cristiane Resende
SUMÁRIO
2
BLOCO 1. SISTEMAS, ORGANIZAÇÃO E MÉTODOS
Apresentação
Para acompanharem as influências, ameaças e oportunidades do mercado, as empresas precisam sempre
se reorganizar, reinventar, replanejar e inovar, ou seja, devem estar preparadas para se posicionarem à
frente de seus concorrentes e encantarem seus clientes, com produtos e serviços de excelência.
Este bloco abordará a área de Sistema, Organização e Métodos, que é uma metodologia de trabalho em
que se planejam, organizam e sistematizam as atividades para proporcionar um trabalho com uma maior
eficiência, eficácia e com otimização de recursos. Organogramas, fluxogramas e formulários são
ferramentas utilizadas nessa metodologia para facilitar os processos nas organizações com objetivo de
aprimorar seus procedimentos.
3
Fonte: Chiavenato (2010).
Ainda conforme Chiavenato (2010), as premissas necessárias para que a excelência seja alcançada com a
proposta da implementação do SO&M são as seguintes:
4
1.2 Evolução da SO&M
Os parâmetros e as prioridades da Administração foram evoluindo e se rearranjando com o decorrer do
tempo, em consonância com as necessidades da época e com a demanda mercadológica.
Abordaremos a seguir a Evolução da SO&M, como se apresentaram e se configuraram na linha do tempo, e
o seu comportamento a partir da real necessidade de suas épocas e oportunidades impostas pelo
momento do mercado.
Administração Científica
O engenheiro americano Frederick Winslow Taylor (1856-1915), precursor dessa linha de pensamento,
estabeleceu que, nas organizações, o primordial era o planejamento, a organização e o controle dos
superiores aos seus subordinados, que executavam as tarefas mediante o que já fora planejado.
Para melhorar e sistematizar o papel do funcionário, Taylor criou algumas melhorias para a sua rotina de
trabalho:
Estudo de tempos e métodos: fazer a tarefa do melhor jeito possível, eliminando movimentos
desnecessários.
Processo seletivo: escolha da pessoa mais apropriada para determinada função.
Fadiga: otimizar os movimentos para que evitem cansaço e perda de eficiência.
Plano de incentivo salarial: incentivar a melhor produtividade e motivar o funcionário por meio da
remuneração.
Supervisão por função: cada operário se subordina a diversos supervisores, cada qual na sua área, pois
as funções são especializadas.
Melhorias e adequações no ambiente de trabalho: proporcionar uma iluminação mais adequada,
controlar a temperatura e o nível de ruído, entre outras.
Abordagem Clássica
A partir dos conceitos do engenheiro francês Jules Henri Fayol (1841-1925), se valorizou o trabalho a partir
das especialidades, segmentado por departamentos. Podemos caracterizar a Abordagem Clássica em dois
aspectos principais:
Gestão centralizada: o comando e as decisões partem da alta direção, bem como a comunicação, de
cima para baixo.
5
Funcionários: divisão do trabalho (separação por especialidade), hierarquia (respeitar os supervisores),
disciplina, apenas um chefe, remuneração (salários adequados à função), estabilidade (a baixa
rotatividade dos funcionários é reflexo de uma boa administração), espírito de equipe.
A partir de então, começou a se utilizar nas empresas a O&M (Organização e Métodos) como uma
ferramenta de Administração.
Abordagem Neoclássica
Esta abordagem tem como referência o austríaco Peter Ferdinand Drucker (1909-2005). Podemos destacar
que, a partir de então, houve uma “repaginada” dos conceitos preconizados pela Abordagem Clássica.
Deu-se continuidade aos conceitos da Abordagem Clássica, mas tomando-se com um ponto importante o
comportamento de todos na organização, como um fator relevante para o direcionamento das
organizações para chegar aos seus objetivos e resultados.
Abordagem Humanística
Como o próprio nome diz, o foco foi a ênfase nas pessoas, no bem-estar do trabalhador. Esta abordagem
também é chamada de Teoria das Relações Humanas e, a partir daí, as empresas se caracterizaram como
grupos sociais, pois são formadas por pessoas que se relacionam entre si.
Abordagem Burocrática
Maximilian Karl Emil Weber (1864-1920) defendeu que o modelo burocrático era a maneira mais eficiente
de se organizar uma empresa. A burocracia sistematiza as atividades, através da:
Divisão de trabalho;
Hierarquia de autoridade;
Regulamentação: as diretrizes da empresa estão prescritas no manual da empresa;
Comunicação feita através de formulários padronizados;
Impessoalidade: ambiente de trabalho é tratado por funções e cargos, o foco não está nas pessoas
em si, mas sim no cargo que elas ocupam.
Competência profissional: as pessoas fazem carreira nas empresas por tempo de serviço.
6
Abordagem Estruturalista
Esta abordagem foi aprimorada a partir das abordagens anteriores, por exemplo, institucionalizando a
organização formal e informal, recompensas salariais e sociais, diversidade de organizações e relação da
organização com a sociedade.
Abordagem Comportamental
Esta abordagem foi uma extensão da Abordagem Humanística, pois defendeu os estilos de gestão e
administração focados na motivação das pessoas. A organização é um sistema social cooperativo
caracterizado por um processo decisório que envolve todas as pessoas. O comportamento organizacional
envolve vários tipos de participantes – como acionistas ou proprietários, dirigentes, clientes e
fornecedores – que investem na organização, na espera de diferentes tipos de retornos (CHIAVENATO,
2010).
Abordagem Sistêmica
Com essa abordagem, as empresas passam a ser visualizadas segundo duas características sistêmicas:
Totalidade: enxergar a organização como um todo e não suas diversas partes e peculiaridades.
Propósito: o todo da organização, como um sistema único, com um objetivo para se alcançar.
Abordagem Contingencial
Pressupõe que há dois tipos de organizações:
Mecanística: os funcionários são preparados para produzirem como uma máquina. A estrutura
organizacional é pautada na gestão centralizada, com uma estrutura rígida.
Orgânica: as organizações são flexíveis e o foco é o trabalho em equipe.
O sucesso das empresas dependerá de sua rápida adaptação às influências e demandas ambientais.
Abordagem Complexa
As organizações são dinâmicas, vivas e interligadas por diversos atores, e reagem de acordo com a
influência que o mercado sinaliza.
Num ambiente de incertezas, as organizações precisam definir estratégias capazes de gerar vantagens
competitivas que garantam a sustentabilidade no longo prazo, sendo essas:
7
Teoria do Caos: salienta que tudo na natureza muda e evolui continuamente. O equilíbrio é exceção,
enquanto a mudança é a regra. A realidade está sujeita a perturbações e ruídos que redundam em
imprevisibilidade e incerteza.
Teoria da Complexidade: trata de sistemas altamente complexos como as organizações, os mercados,
as condições climáticas, a competição etc. A complexidade significa a impossibilidade de se chegar a
qualquer conhecimento completo e definitivo.
Conforme Chiavenato (2010), o quadro a seguir apresenta uma visão geral da evolução das abordagens
administrativas e suas contribuições para o SO&M:
8
1960 Sistêmica Conceitos de sistemas.
Relativismo na administração, análise
1972 Contingencial
ambiental, tecnologia.
Teoria do caos da complexidade,
2000 Complexa competitividade, responsabilidade social e
sustentabilidade.
9
AMBIENTE EXTERNO
feedback
As empresas, quanto à sua constituição, possuem Elementos Concretos e Abstratos. Podemos dizer que os
Elementos Concretos dizem respeito à unidade física, compreendida pelas instalações, seus equipamentos
e o material necessário para que se tenha o efetivo, o produto em si. Os Elementos Abstratos dizem
respeito à maneira de pensar da empresa, os modos operantes, sua política organizacional, sua missão,
visão e valores.
Já de acordo com o seu relacionamento com o meio ambiente, uma empresa também pode ser classificada
como Fechada, por ser considerada sua unidade física (instalações, equipamentos e insumos), ou Aberta,
por abranger sua organização, pessoas e mercado, e apresentar fenômenos sistêmicos, tais como:
Sinergia: tudo interligado, perfeito funcionamento.
Entropia: chega à exaustão, à desorganização, sistema desintegra.
10
Negentropia: é a obtenção de recursos extras para que não chegue à entropia.
11
empresa – onde a comunicação e a informação com precisão é que a diferencia das concorrentes – ela é
determinante.
Conclusão
Os conceitos abordados neste bloco apresentam uma visão global da aplicabilidade da ferramenta SO&M
nas empresas.
Mais importante do que compreender os conceitos propriamente ditos, é que os gestores tenham a
disposição de colocar tais conceitos em prática. Afinal, de nada adianta a teoria se não houver uma boa
estratégia e vontade de “arrumar a casa”.
Na maioria das vezes, é necessária a quebra de paradigmas para alterar a rotina da empresa,
considerando-se ser preciso primeiro desorganizar, para depois organizar.
Referências Bibliográficas
BALLESTERI-ALVAREZ, María Esmeralda. Manual da organização, sistemas e métodos: abordagem teórica e
prática da engenharia da informação. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
CHIAVENATO, I. Iniciação a sistemas, organização e métodos: SO&M. Barueri: Manole, 2010.
12
BLOCO 2. ORGANIZAÇÃO
Apresentação
Vivemos em sociedade e muitas vezes não nos atentamos aos conceitos por trás de tudo que nos cerca e
que faz sentido em nossas vidas. Você frequenta algum clube esportivo?
Seja sua resposta sim seja não, a proposta de um clube é proporcionar a um grupo de pessoas a prática de
esportes, lazer com a família etc. Para que efetive seu propósito, existe uma equipe ou equipes que o
administram. Isso é denominado ORGANIZAÇÃO e a proposta deste bloco é abordar os conceitos da sua
estrutura. Vamos lá?
13
Pré-História Primeiras organizações Revolução
(aproximadamente rudimentares Industrial Era Industrial Era da Informação
3.500 a.C) (aproximadamente (Século XX) (após Século XX) (a partir de 1990)
1.500 a.C)
Fonte: autor.
14
Pré-História Primeiras organizações fenícias
(aproximadamente 3.500 a.C) (aproximadamente 1.500 a.C)
Foi a partir do século XVIII que percebemos um maior avanço do homem nos modelos organizacionais,
chegando à Revolução Industrial, a qual divide-se em duas fases:
Primeira Fase (1780 a 1860): a força braçal exercida pelo homem e pelos animais foi substituída
pelo trabalho das máquinas. Surgiu então o sistema fabril, com as primeiras fábricas. O carvão é a principal
fonte de energia e o ferro a principal matéria-prima. A partir desta fase também começam mudanças nos
sistemas de transporte e de comunicação, surgem as locomotivas, os navios a vapor, o telefone e o
telégrafo. Inicia-se o capitalismo industrial.
Segunda Fase (1860 a 1914): os sistemas fabris começam a se automatizar, e em virtude do novo
cenário, a necessidade de os operários se especializarem em suas funções. O petróleo é a principal fonte
de energia e o aço a principal matéria-prima. Nos transportes, surgem a estrada de ferro, o automóvel e o
avião, e, na comunicação, o telégrafo sem fio e o rádio, além da lâmpada elétrica. Começam a surgir os
grandes bancos e as empresas multinacionais (Ford, Siemens, Du Pont, General Electric, dentre outras).
Inicia-se nesta fase o capitalismo financeiro.
15
Em consequência da Revolução Industrial, o mundo de negócios se expandiu e se aprimorou, e houve a
necessidade de estruturar as organizações com o propósito de enfrentar os novos concorrentes e atender
ao mercado, que ficava cada vez mais exigente. Na visão de Chiavenato (2010), a partir daí se iniciou a Era
Industrial, predominando nas empresas deste período:
Lucro
Indústria Estrutura rígida e conservadora
(retorno financeiro aos
(fonte de riqueza) (estabilidade no emprego)
acionistas)
O estilo de gestão na maioria das organizações era o da Administração Burocrática (já abordado no Bloco
1), cujas principais características são:
1. Divisão de trabalho
2. Hierarquia por autoridade
3. Regras ou regulamentos
4. Formalização da comunicação
5. Seleção e promoção de pessoas: meritocracia
6. Procedimentos técnicos baseados na racionalidade: métodos estabelecidos pela organização
Segundo Chiavenato (2010), “as organizações, mesmo nos dias de hoje, possuem algumas características
burocráticas, sendo umas mais, outras menos”.
A busca pela excelência foi o grande destaque na Era Industrial e se perpetua desde então, propiciando
que as organizações se mantenham “vivas” e operantes em um mercado cada vez mais competitivo.
Ao longo da Era Industrial predominaram seis princípios fundamentais de Organização (CHIAVENATO,
2010):
1) Divisão do Trabalho: visando à eficiência, a produção deve basear-se na divisão do trabalho.
16
2) Especialização: devido ao princípio da divisão do trabalho, toda organização deve basear-se na
especialização dos órgãos e das pessoas, visando ao incremento tanto da quantidade quanto da qualidade
do trabalho.
3) Definição Funcional: com base no organograma da organização: funções e manual organizacional.
4) Paridade da Autoridade e Responsabilidade: a autoridade e a responsabilidade atribuídas a cada órgão
ou pessoa devem ser correspondentes e equivalentes entre si.
5) Escalar ou Hierárquico: cada pessoa deve saber a quem deve se subordinar (a quem presta
responsabilidade) e quem são seus subordinados (sobre os quais exerce autoridade).
6) Funções de Linha e de Staff: essas funções devem ser definidas e distintas, com base no relacionamento
direto (Linha) ou indireto (Staff), com os objetivos da empresa ou do departamento considerado.
Com a evolução das empresas e da sociedade, tem início a Era da Informação, que se caracterizou com a
disseminação do uso da Internet, a qual ultrapassou as fronteiras das universidades, e que se popularizou
no Brasil a partir da década de 1990.
Por meio da Internet, houve o aprimoramento das tecnologias da informação e o mundo dos negócios e,
consequentemente, o dia a dia das pessoas mudou radicalmente.
O modus operandi das empresas se revolucionou: facilidade e benefícios para as rotinas organizacionais, as
portas para o mundo se abriram, a globalização se instaurou e com isso aumentou o número de
concorrentes. As empresas, para continuarem atuantes, tiveram que se adaptar a essa rápida
transformação, tendo como pontos fundamentais: inovação, qualidade e tempo de resposta, dentre
outros.
A Era da Informação acendeu características nas organizações que antes passavam despercebidas, como a
valorização das competências, sustentabilidade, preocupação com o meio ambiente, responsabilidade
social, capital humano.
Chiavenato (2010) destaca as diferentes características da Era Industrial e da Era da Informação:
17
Era Industrial Era da Informação
Divisão e especialização do trabalho Integração e articulação do trabalho
Ordem e disciplina organizacional
Definição clara e exata das funções Flexibilidade e adaptabilidade às
Controle minucioso das ações passadas mudanças
Prontidão e velocidade nas respostas
Inovação necessária para ações
futuras
Na Era da Informação, são evidentes que aspectos organizacionais, intangíveis e invisíveis, como
competitividade, competência, sustentabilidade, ética, responsabilidade, capital humano e capital
intelectual, até então ignorados ou desconhecidos, passam a ser fundamentais para o sucesso das
empresas (CHIAVENATO, 2010).
Nesse sentido, os principais componentes que estruturam uma Organização são:
18
Tarefas Pessoas Órgãos Relações
Também chamados de
departamentos ou
divisões.
São os agrupamentos
de pessoas que
executam as tarefas. São o foco da
Na medida em que organização,
envolvam distinguindo-se entre
As tarefas são
As atividades são características ou o relacionamento com
executadas por
feitas por divisão de objetivos similares, os as pessoas internas à
pessoas, as quais são
trabalho, por órgãos passam a ser empresa (os
separadas por
especialidades, por dispostos em níveis executores das
funções, cargos e
tarefas. hierárquicos e em tarefas) e o
especialidades.
áreas de atividades. relacionamento com
Em função da ligação as pessoas externas à
direta ou indireta com empresa: clientes.
os objetivos da
empresa, passam a
existir os órgãos de
linha e de staff.
Chiavenato (2010) faz um comparativo dos principais atributos das organizações através da passagem da
Era Industrial para a Era da Informação, e percebe-se que a maneira de se enxergar cada item se
modificou, como demonstrado no quadro a seguir:
19
Atributos Paradigma da Era Industrial Paradigma da Era da Informação
Pessoas Geradores de custos ou recursos Geradores de receitas
Fonte do poder
Nível hierárquico na organização Nível de conhecimentos
gerencial
Trabalhadores do conhecimento x
Luta de poder Operários x capitalistas
gerentes
Responsabilidade da
Supervisionar os subordinados Apoiar os colegas
gerência
Recurso e ferramenta para
Informação Instrumento de controle
comunicação
Trabalhadores do conhecimento
Operários que processam recursos
Produção que convertem conhecimento em
físicos para criar produtos tangíveis
ativos intangíveis
Através da hierarquia
Fluxo de informação Através de redes colegiadas
organizacional
Gargalos da Capital financeiro e habilidades
Tempo e conhecimento
produção humanas
Sequencial: direcionado por
Fluxo de produção Caótico: direcionado por ideias
máquinas
Economia de escala no processo
Efeito do tamanho Economia no escopo das redes
produtivo
Relação com os Interativas através de redes
Unidirecionais através do mercado
clientes pessoais
Conhecimento Uma ferramenta ou recurso O foco do negócio
Propósito do
Aplicação de novas ferramentas Criação de novos ativos
aprendizado
Valor do mercado
Decorrentes dos ativos tangíveis Decorrentes dos ativos intangíveis
(ações)
Para efeito comparativo, a seguir apresentamos um organograma tradicional, o qual predominou na Era
Industrial, mas que ainda é utilizado em diversas organizações:
Presidente
Recursos
Finanças Marketing Produção
Humanos
20
Segundo Chiavenato (2010), as competências são responsáveis pelo acionamento e viabilização dos
recursos de uma Organização, propiciando fortalecimento, ação, direção, capacitação e resultados, ou seja,
as competências representam a dinâmica e os recursos a infraestrutura básica de uma Organização.
É por meio das competências organizacionais que as empresas conseguem buscar uma maior
competitividade frente à concorrência e excelência em suas soluções:
Competências Organizacionais
•Competividade
•Sustentabilidade
•Inovação
Competências •Imagem e prestígio
Organizacionais •Marca
•Marketing
•Finanças
•Produção
Competências •Recursos Humanos
Funcionais •Tecnologias
• Liderança
•Comunicação
•Construção de equipes
Competências •Gestão de conflitos
Gerenciais •Definição de Objetivos
•Aprender a aprender
•Relacionamento Interpessoal
•Espírito de equipe
Competênciais •Foco em metas e resultados
Individuais •Espírito empreendedor
A dinâmica do mercado é tão intensa que outros componentes foram incorporados às organizações a
partir da Era da Informação:
21
Aspectos Modelo do Século XX Protótipo do Século XXI
Divisão de trabalho e cadeia Rede de parcerias com valor
Organização
escalar de hierarquia agregado
Desenvolver a maneira atual de Criar mudanças com valor
Missão
fazer negócios agregado
Mercados Domésticos ou regionais Globais
Vantagem Competitiva Custo Tempo
Ferramenta para desenvolver a Ferramenta para desenvolver a
Tecnologia
mente colaboração
Equipes interfuncionais de
Processo de trabalho Cargos funcionais e separados
trabalho
Força de trabalho Homogênea e padronizada Heterogênea e diversificada
Liderança Autocrática Inspiradora e renovadora
Ainda sob a ótica de Chiavenato (2010), podemos colocar lado a lado os fatores que indicavam o sucesso
em velhos tempos, comparados ao que se preza e busca nos dias atuais:
Os indicadores de sucesso nas
Os indicadores de sucesso no passado
empresas hoje em dia
Tamanho organizacional Velocidade e rapidez de resposta
Divisão do trabalho Integração sistêmica
Clareza das funções Flexibilidade e adaptabilidade
Controle Criatividade e inovação
Concluindo, as principais características das empresas bem-sucedidas de hoje, segundo o autor, são:
1) As empresas são lucrativas, pois produzem valor e riqueza.
2) Alcançam longevidade, pois duram muito tempo, atravessando gerações.
3) Não têm conflitos duradouros, pois mantêm um clima agradável de trabalho em todos os níveis.
4) São inovadoras e criativas, pois têm imaginação.
5) São flexíveis, pois têm elevada adaptabilidade.
6) São admiradas, pois inspiram as outras empresas.
7) Têm identidade própria, porque possuem uma cultura especial.
8) São os melhores lugares para se trabalhar.
9) Produzem retornos para todos os stakeholders.
22
2.3 Estruturas Organizacionais
Para que uma Organização se sustente em pé, como um prédio, é preciso que tenha uma estrutura sólida,
de modo que se mantenha como um todo. Podemos definir que essa estrutura é a disposição e ordem dos
elementos essenciais que compõem um corpo (concreto ou abstrato).
Trazendo esse conceito para a realidade das empresas, das organizações, é necessário haver uma estrutura
organizacional para reunir, interligar seus departamentos, órgãos e pessoas, definir suas atribuições,
determinar os recursos necessários, aglutinar seus relacionamentos e garantir, como já vimos, que um
sistema funcione como uma totalidade.
As empresas são constituídas por pessoas e recursos agrupados em órgãos. A composição dos diversos
órgãos da empresa é denominada estrutura organizacional.
A Estrutura Organizacional é a maneira como a empresa agrupa e reúne órgãos e pessoas em diferentes
escalões hierárquicos (níveis de autoridade) e em diferentes áreas de atividade (departamentos, por
exemplo) (CHIAVENATO, 2010). A Estrutura Organizacional pode se dar a partir de dois ângulos:
Vertical: são os níveis hierárquicos, superiores (topo) e inferiores (demais níveis), com os níveis
mais baixos subordinados aos níveis imediatamente superiores. No exemplo a seguir, os Gerentes
respondem à Diretoria, o Técnico de TI ao Gerente de TI etc.
Horizontal: são os diversos departamentos das empresas, como Comercial, Financeiro, RH,
Produção etc.
23
Diretor
Coordenador de
Vendedores
Treinamentos
2.5 Departamentalização
A departamentalização representa a estrutura organizacional no sentido horizontal. O ato de
departamentalizar significa colocar as pessoas de uma determinada empresa em segmentos de atuação,
seja por funções (especialidades), por produtos, clientes, processos, projetos, com a proposta de atender
ao objetivo final da empresa, que é atender ao seu público-alvo.
Apresentamos um quadro de acordo com a visão de Chiavenato (2010) com as várias possibilidades com
que os departamentos podem ser configurados e com seus respectivos pontos fortes e fracos.
24
25
26
Conclusão
Neste bloco, tivemos a oportunidade de abranger a significância da organização nas empresas e como se
ela comportou ao longo do tempo, também em consequência da evolução mercadológica.
Vimos como se objetivam as funções e o propósito da empresa através das estruturas organizacionais, dos
seus níveis hierárquicos e as diversas formas como as empresas se desenham para atender ao seu mercado
específico.
Referência Bibliográfica
CHIAVENATO, I. Iniciação a sistemas, organização e métodos: SO&M. Barueri: Manole, 2010.
Apresentação
Olá! Neste bloco, identificaremos os caminhos que levam à excelência dos serviços nas organizações, o que
se traduz na satisfação do cliente.
Abordaremos os conceitos relacionados aos processos empresariais, passando pela reengenharia, cadeia
de valor, além da técnica de benchmarking e, finalmente, os projetos organizacionais.
Nosso foco serão as atitudes de produção da empresa, com a consciência de que menos é mais e de que,
em um mundo de negócios cada vez mais competitivo e cheio de inovações, as empresas precisam estar
sempre atentas.
Bons estudos!
27
O objetivo dos processos empresariais é realizar o trabalho da melhor forma possível, e o êxito do
processo se traduz no valor da organização. Nesse sentido, nos processos, é importante analisar e
dimensionar os fatores que serão revertidos em valor, e como desenhar programas de melhoria contínua.
Veja no esquema a seguir alguns critérios que nos auxiliam a avaliar o resultado dos processos:
O bom desenho de processos leva ao melhor uso dos recursos, contribuindo para o sucesso do negócio,
enquanto processos mal desenhados podem gerar aumento dos custos operacionais, prejudicando a
competitividade da empresa no mercado.
Os processos estão em todos os negócios, seja numa padaria, escolas e até uma fábrica de automóveis.
28
Fundamental Radical Drástica Focada nos Processos
Busca reduzir a Renovação das Elimina o modelo O foco é o processo,
organização ao estruturas e antigo e substitui por não as tarefas ou
essencial. Por que procedimentos atuais: um novo modelo de serviços, nem as
fazemos o que nova maneira de execução das pessoas e estrutura
fazemos?” e “Por que fazer. atividades. organizacional. Busca
fazemos dessa entender o quê e o
maneira?”. porquê, e não o como
do processo.
Ainda sob a ótica de Chiavenato (2010), a proposta da reengenharia é fazer mais com menos. Para que se
efetive a reengenharia, o trabalho deve pensar nas pessoas, na tecnologia da informação e nos processos
organizacionais. Na maioria das empresas, os principais processos a serem estruturados são:
desenvolvimento do produto/serviço;
atendimento ao cliente;
fabricação e manufatura/operações;
logística;
gerenciamento de pedidos;
gestão de pessoas;
planejamento e alocação de recursos;
monitoração do desempenho organizacional.
29
Treinamento específico e com ênfase na Treinamento dos funcionários pressupõe uma
posição e no cargo de cada profissional. educação integral e com ênfase nas
habilidades e competências de cada um.
Para se avaliar a necessidade da reengenharia, o caminho é elencar quais são os processos mais
importantes, os mais problemáticos, e os mais exequíveis da organização, sempre lembrando que todos os
esforços são voltados a atender ao cliente. Portanto, para se iniciar uma reestruturação, é necessário
avaliar sua real necessidade, considerando que o processo final da empresa (output) significa a entrega
(input) ao seu cliente.
Os processos de maior importância para o negócio da empresa são geralmente processos genéricos e
amplos, que percorrem várias áreas e departamentos. São os chamados “processos-chave”, que causam
grande impacto sobre o cliente, sobre o custo dos produtos/serviços que a empresa oferece, sobre as
pessoas da organização, sobre a tecnologia utilizada e sobre a empresa como um todo. Nas organizações,
embora haja processos peculiares dependendo do tipo de atividade, os mais usuais são: desenvolvimento
de produtos, atendimento aos pedidos dos clientes e gestão dos ativos financeiros (CHIAVENATO, 2010).
A equipe que atuará no desenho, planejamento e implantação do processo de reengenharia deve ser
composta pelos seguintes profissionais:
Executivo que mobilize recursos, apoie e motive toda a mudança que está prevista.
Responsável pelo processo que tenha poder para as tomadas de decisão; algumas vezes, isso
significa mudar as políticas e regras para que o processo tenha sucesso. É o principal responsável
pelo sucesso ou fracasso do esforço.
Equipe de reengenharia que vai operacionalizar o processo: avaliar a situação inicial, diagnosticar e
colocar em prática o novo modelo. Esta equipe é formada por funcionários de vários
departamentos e diferentes especialidades (equipe multidisciplinar).
30
Uma vez decidido que a reengenharia deverá ser implementada, é necessário percorrer os seguintes
passos:
1) Escolha do processo a ser reengendrado.
2) Definição, pela alta direção, do proprietário do processo.
3) Escolha, pelo proprietário do processo, da equipe de reengenharia.
4) Atividade conjunta da equipe de reengenharia.
5) Compreensão, de modo integral e abrangente, do processo; definição de seus limites, entradas, saídas,
gargalos, restrições etc.
6) Invenção de um processo novo e diferente.
7) Implementação do novo processo.
8) Acompanhamento dos resultados alcançados.
O objetivo de se fazer uma reengenharia no processo (ou processos) da organização é criar valor para a
empresa, melhorando sua cadeia de valor.
31
Fonte: Camargo (2017).
Ao estruturarmos uma empresa sob o conceito de cadeia de valor, podemos descobrir vantagens
competitivas que, sem uma sistematização, seria difícil de se perceber.
Quando tratamos das atividades primárias, elas se estruturam da seguinte forma:
1. Entrada de matéria-prima (materiais) para dentro da organização (logística interna de entrada).
2. Conversão da matéria-prima em produtos finais (operações).
3. Expedição dos produtos finais (logística externa de saída).
4. Comercialização dos produtos (marketing e vendas).
5. Prestação de assistência técnica (serviços).
Já as atividades de apoio são: suprimentos, desenvolvimento tecnológico, gestão de recursos humanos e
infraestrutura da organização. Além de serem realizadas em departamentos específicos, outros
departamentos também podem realizar algumas das atividades de apoio, como por exemplo, suprimentos
de materiais ou contratação de pessoal.
As empresas sempre devem monitorar os fatores de desempenho em cada atividade da cadeia de valor,
assim como seus custos, a fim de se posicionarem à frente de seus concorrentes.
32
3.4 Benchmarking
Benchmarking consiste em um processo contínuo e sistemático para avaliar produtos, serviços e processos
de trabalho de empresas que são reconhecidas como representantes das melhores práticas, com o
propósito de aprimoramento organizacional.
Foi introduzido pela Xerox em 1979 como um “processo contínuo de avaliar produtos, serviços e práticas
dos concorrentes mais fortes e daquelas empresas que são reconhecidas como líderes empresariais”
(CHIAVENATO, 2010).
O Benchmarking ensina as organizações a pesquisar os fatores-chave que influenciam a produtividade e a
qualidade e, para isso, usam como referência as empresas consideradas “top” em sua área de atuação. O
propósito é estimular e facilitar as mudanças organizacionais e a melhoria de desempenho das
organizações através de um processo de aprendizado.
O Benchmarking pode ser implementado em qualquer tipo de organização, seja ela pública ou privada,
com ou sem fins lucrativos.
Ao implementar o Benchmarking, as empresas, para chegaram aos modelos “visitados”, costumam
estabelecer metas que podem ser um fator de motivação a todos os envolvidos no processo, desde a alta
gerência, passando pelos gestores até os funcionários.
Quando na eminência de começar o processo de Benchmarking, a organização deve pontuar o que há de
melhor e de pior em suas práticas/operações (sistematizar). Uma vez feito o diagnóstico, deve incorporar
as melhores práticas adotadas pelos concorrentes.
No quadro a seguir, apresentamos os 15 estágios da implementação do Benchmarking, conforme
Chiavenato (2010):
Planejar 1. Selecionar órgãos ou processos para avaliação
2. Identificar o melhor concorrente
3. Identificar os benchmarks (demais concorrentes de destaque na área)
4. Organizar o grupo de avaliação
5. Escolher a metodologia para a coleta de dados
6. Agendar visitas à empresa selecionada com benchmark
7. Aplicar a metodologia da coleta de dados
Analisar 8. Comparar a organização com seus concorrentes
9. Catalogar informações e criar centros de competência
10. Compreender os processos e as medidas de desempenho
Desenvolver 11. Estabelecer objetivos ou padrões do novo nível de desempenho
12. Desenvolver planos de ação para atingir as metas e integrá-los na
organização
Melhorar 13. Implementar ações específicas e integrá-las nos processos da
organização
33
Revisar 14. Monitorar os resultados e as suas respectivas melhorias
15. Revisar os benchmarks e as relações com a organização-alvo
Os projetos podem ser implementados em todos os níveis da organização. Podem envolver uma única
pessoa ou várias. Podem abranger uma só unidade da organização, como podem cruzar as fronteiras
organizacionais por meio de parcerias ou empreendimentos conjuntos.
35
Exemplos de projetos: criação e desenvolvimento de um novo produto, mudança na estrutura/cultura
organizacional; desenvolvimento ou aquisição de um novo sistema de informação, dentre outros.
Conclusão
Neste bloco, abordamos o dia a dia dos processos empresariais e como torná-los mais efetivos através da
reengenharia, quando da necessidade de a organização se reposicionar no mercado.
Vimos que é fundamental entender a cadeia de valor, e caso a organização esteja perdendo posição no
mercado frente aos seus concorrentes, pode se valer de uma ferramenta valiosa: o Benchmarking, que
possibilita comparar aquilo que a empresa vem fazendo àquilo que vem sendo praticado pelos
concorrentes considerados “top” em suas respectivas áreas de atuação.
Por fim, tratamos dos projetos organizacionais, que atuam em paralelo aos processos organizacionais e
possuem uma finalidade pontual/específica (seja a implantação de um novo sistema, lançamento de um
novo produto etc.) e de grande valia.
Referências Bibliográficas
CAMARGO, Renata Freitas de. Como a Cadeia de Valor contribui para a criação de valor aos seus clientes?
Treasy, 11 de set. 2017. Disponível em: <[Link] Acesso em:
maio 2019.
CHIAVENATO, I. Iniciação a sistemas, organização e métodos: SO&M. Barueri: Manole, 2010.
BLOCO 4. MÉTODOS
Apresentação
Sistematizar e organizar são ações de grande valia, mas, nas empresas, é preciso ir além: elas também
adotam métodos racionais de trabalho para minimizar desperdícios.
36
Quando Taylor inaugurou esta prática na Administração Científica, pouco mais de cem anos atrás, a
racionalização do trabalho por meio de métodos buscou primeiramente eliminar o fantasma das perdas e
do desperdício que aconteciam nas indústrias americanas da época.
Com o mercado cada vez mais competitivo, as empresas estão sempre em busca de reduzir custos e
agregar valor. São por estes e outros desafios com os quais as empresas se deparam rotineiramente que a
aplicação de metodologias cada vez mais eficientes e eficazes se tornou importantíssima.
Esta é mais uma missão da SO&M: analisar os métodos mais eficazes e eficientes de trabalho da empresa
em busca da excelência, que se reflete na satisfação do cliente. É o que veremos neste bloco.
Bons estudos!
37
Melhorar a eficiência das pessoas e, consequentemente, seu desempenho e rendimento em termos de
produtividade.
Distribuir uniformemente o trabalho, para que não haja períodos de excesso ou falta de trabalho, nem
pontos de estrangulamento, gargalos ou restrições.
Estabelecer normas detalhadas sobre como executar o trabalho para facilitar o treinamento das
pessoas.
Eliminar congestionamentos, gargalos e restrições, bem como reduzir custos e agregar valor ao
trabalho, à empresa e ao cliente, sem omitir a satisfação da pessoa que o executa.
O objetivo da adoção de métodos é a multiplicação de esforços e não somente a soma, com o objetivo de
chegar à excelência, através da eficiência.
38
Diretor
Coordenador de
Vendedores
Treinamentos
O objetivo da estrutura organizacional e dos níveis hierárquicos é tornar a empresa mais eficiente e mais
eficaz, e o que se objetiva é colocar a pessoa certa, no lugar certo (função), no momento certo, com a
busca incansável de se chegar à EXCELÊNCIA.
39
Escolha da solução mais adequada para o problema: é a seleção da alternativa mais indicada para a
solução do problema. Muitas vezes, escolhe-se a alternativa mais adequada para a situação e nem
sempre a melhor alternativa possível em razão de custo, demora ou complexidade da situação.
Implantação da solução: escolhida a alternativa mais adequada de solução, esta fase se ocupa em
executá-la ou introduzi-la no trabalho.
Verificação dos resultados: após a implantação, esta fase é a avaliação da nova situação para saber se o
problema ou dificuldade foi removido com a implantação da solução.
Esses são procedimentos que vão e voltam na empresa. Se quisermos estar bem posicionados no mercado,
precisamos estar sempre atentos para organizar e reorganizar.
40
Lançamento de um novo produto
Os fluxogramas são gráficos que descrevem, passo a passo, o fluxo ou a sequência de atividades ou de
rotinas. Representam a sequência do processo envolvido, as unidades envolvidas e os responsáveis pela
execução. Assim, permitem a visualização das atividades centrais e das atividades desnecessárias, além de
mostrarem se a distribuição do trabalho está balanceada. Os fluxogramas podem ser de três tipos: Vertical,
Horizontal e em Blocos.
O fluxograma vertical é bastante útil para montar uma rotina/procedimento, auxiliando a
operacionalização do pessoal envolvido e a racionalização do trabalho. É formado por um gráfico com
colunas e linhas, sendo que nas colunas estão os símbolos ou convenções (de operação, transporte,
controle, espera e arquivamento), os funcionários envolvidos na rotina, o espaço percorrido para a
execução e o tempo despendido.
A seguir, apresentamos os símbolos que são utilizados para representar o fluxograma vertical e suas
funções:
41
Análise/Operação
Transporte
Execução/Inspeção
D Demora/Atraso
Parada quase definitiva ou muito prolongada. Pode ser
um armazenamento (quando se tratar de materiais) ou
um arquivamento (quando se tratar de documentos).
42
O fluxograma horizontal utiliza os mesmos símbolos e convenções do fluxograma vertical, mas ao invés da
sequência se deslocar verticalmente, ela o faz horizontalmente.
O fluxograma horizontal enfatiza as pessoas ou órgãos que participam de uma determinada rotina ou
procedimento. É muito utilizado quando uma rotina envolve vários órgãos ou pessoas, permitindo
visualizar a parte que cabe a cada um e comparar a distribuição das tarefas para uma possível
racionalização ou redistribuição do trabalho.
O fluxograma de blocos representa a rotina por meio de uma sequência de blocos, cada qual com um
significado e encadeados entre si. Utiliza uma simbologia muito mais rica e variada que os fluxogramas
anteriores e não se restringe a linhas e colunas preestabelecidas no gráfico.
Os analistas de sistemas gostam bastante de utilizar o fluxograma de blocos para a representação dos
sistemas conceituais ou de programas de computação (softwares), isto é, para indicar as entradas,
operações, saídas, conexões, decisões, arquivamentos etc., que constituem o fluxo ou a sequência das
atividades dos sistemas.
43
Exemplo de rotina de entrada de pedido até a sua expedição
O Diagrama PERT (Program Evaluation Review Technique) é uma técnica de avaliação e revisão de
programas; trata-se de um modelo de planejamento operacional utilizado em atividades de produção e
projetos de pesquisa e desenvolvimento. Pode ser utilizado em todo um trabalho, ou apenas para as partes
mais importantes de um projeto. São utilizados círculos, retângulos ou tabelas para identificar pontos
importantes no projeto.
44
Fonte: Chiavenato (2010).
45
Através do PERT, é possível acompanhar/avaliar/identificar o progresso feito em comparação com padrões
de tempo predeterminados; ele proporciona indicações quanto a ações corretivas imediatas.
Conclusão
O objetivo deste bloco foi elencar a importância do terceiro elemento do SO&M: os Métodos.
Conceituamos os métodos e vimos como é sua repercussão no dia a dia das organizações. Conhecemos
também algumas técnicas para definição e orientação de métodos e a rotina de trabalho.
Podemos perceber que esse é um processo contínuo, tal método de trabalho pode ser eficaz e oportuno
para determinado momento na empresa, mas é necessário sempre estar atento às influências que vêm do
ambiente externo: suas oportunidades e ameaças. Este é um trabalho sem limites.
Referências Bibliográficas
CARREIRA, Dorival. Organização, sistemas e métodos: ferramentas para racionalizar as rotinas de trabalho
e a estrutura organizacional da empresa. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
CHIAVENATO, I. Iniciação a sistemas, organização e métodos: SO&M. Barueri: Manole, 2010.
VILLA, Augusto. Mapeamentos e padronização dos fluxos de trabalho no restaurante Grelha do Porto.
Porto Alegre, 2017.
47
5.1 Conceito de Manuais e Normas de Serviços
Quando pensamos no manual de qualquer produto, já logo sabemos que ali estarão todos os passos para
que possamos nos familiarizar e aprender como operacionalizar tal produto, como por exemplo, uma
televisão, um celular etc.
No caso dos manuais que instrumentam uma organização, acontece a mesma coisa: ali deverão ser
encontrados todos os procedimentos, as condutas e as regras a partir dos quais a empresa se norteará
para ministrar sua operação.
O manual é um documento que deve passar por atualizações à medida que alguns procedimentos não são
mais usuais. Deve ser, portanto, um documento dinâmico.
Conceituamos as normas como as diretrizes em que se baseiam os procedimentos e comportamentos
sobre como devem ser feitos ou elaborados determinados tipos de atividade. As normas geralmente fazem
parte do conteúdo do manual e são constantemente modificadas em virtude das mudanças que ocorrem
nas empresas.
48
Nos manuais se encontram várias informações, tais como:
1. Descrição da rotina do departamento de Recursos Humanos (desde a admissão do funcionário, o
dia a dia em si, até seu desligamento efetivo).
2. Descrição da rotina do Departamento do Comercial etc.
3. Descrição da rotina do Departamento de Financeiro etc.
49
2. Coletar as informações dos assuntos eleitos: esse não deixa de ser um trabalho de pesquisa, pois
compreende analisar ou conversar (entrevistar) com os executores de cada atividade para
estabelecer o que é, como, quem executa e para qual objetivo.
3. Elaborar a norma de serviço que deverá ser incluída no manual: deverá explicar o porquê, como,
quem o faz e para quê. Deverá ser redigida de forma clara e objetiva, em folhas soltas, para facilitar
o arquivamento e substituição. Todas as informações deverão ser prestadas, mesmo as
informações óbvias. Pode-se adotar um sistema de codificação e catalogação para facilitar a
localização.
4. Entregar os manuais aos seus usuários: a cada entrega deve ser explicada a sua utilidade.
5. Monitorar a utilização dos manuais: o objetivo é que seja constantemente avaliado se as pessoas
estão usando os manuais, se têm dúvidas, sugestões de melhorias etc.
50
Segundo Chiavenato (2010, p. 217-218), para se elaborar um formulário são necessárias algumas técnicas
básicas:
1) Ordenamento de todos os dados e informações: que devem ser transmitidos e recebidos de uma
pessoa para outra ou de um órgão para outro;
2) Seleção dos dados e informações: que são importantes ou relevantes aos usuários;
3) Desenho do formulário e dimensionamento dos campos a serem preenchidos pelos usuários:
campos são espaços, casas ou boxes desenhados no formulário, para serem preenchidos com
economia de tempo e trabalho;
4) Identificação dos usuários: ou seja, das pessoas ou órgãos que deverão preencher, receber e
arquivar o formulário: quem emitirá, quem receberá e quem arquivará o formulário em questão;
5) Verificação do número de vias ou cópias do formulário: tendo em vista o número de destinatários
que deverão recebê-lo e arquivá-lo;
6) Instruções para o preenchimento do formulário: quando possível o formulário deve ser
autoexplicativo, ou seja, tão óbvio que as explicações sobre o seu preenchimento sejam
dispensáveis. Porém, se as instruções forem realmente necessárias, elas devem ser simples, claras
e objetivas para todos os usuários, tanto os que devem transmitir como os que devem receber
informações;
7) Verificação final dos aspectos visuais do formulário: como identificação da empresa (logotipo ou
marca), margem, tipos de letras, enquadramentos etc.;
8) Verificação de quantidades de cópias: em função da sua utilização, custos etc.
Sabe aquela velha história: um é pouco, dois é bom e três é demais? O exagero de formulários nas
empresas, ao invés de facilitar o dia a dia, acaba burocratizando os processos, portanto, a racionalização e
a importância desses documentos são mais uma tarefa da SO&M de identificar o que de fato é primordial,
necessário para organizar, racionalizar, facilitar e agilizar o trabalho.
Conclusão
Neste bloco, abordamos o conceito, as finalidades, as funções, as técnicas e os conteúdos dos manuais,
bem como a finalidade e funções dos formulários.
O grande diferencial de uma organização é que esses documentos sejam úteis, de serventia, e não apenas
documentos que constem para atender a exigências operacionais ou para cumprir uma padronização
imposta pelo mercado de atuação.
Referências Bibliográficas
ANDREOLO, T. P.; ROSSINI, F. Organização, sistemas e métodos. Curitiba: InterSaberes, 2015.
51
BALLESTERI-ALVAREZ, María Esmeralda. Manual da organização, sistemas e métodos: abordagem teórica e
prática da engenharia da informação. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
CHIAVENATO, I. Iniciação a sistemas, organização e métodos: SO&M. Barueri: Manole, 2010.
Apresentação
As empresas são estabelecidas para gerar uma prestação de serviços, oferecer um produto, enfim,
proporcionar ao seu cliente a melhor proposta do que a ele foi dito como sendo uma ou a melhor opção
daquele segmento, seja por qualidade, preço etc. Além de atender ao seu público-alvo, o objetivo das
organizações é gerar receita aos seus acionistas.
Quando a empresa começa a perder seus clientes, o faturamento começa a minguar, e é necessário
analisar o que está ocorrendo e o porquê.
O objetivo deste bloco será percorrer as ferramentas que são utilizadas nas organizações com o objetivo
de mapear e diagnosticar os fatores que a estão posicionando nesta situação.
Vamos lá?
52
6.2 Análise SWOT
A Análise SWOT, também chamada de matriz, é uma das mais utilizadas e conhecidas das ferramentas de
diagnóstico organizacional.
A análise SWOT faz um levantamento da empresa sobre quatro aspectos: Pontos Fortes e Pontos Fracos,
Oportunidades e Ameaças; com isso, é possível checar a posição estratégica da empresa no ambiente em
que ela atua.
A proposta é dividir a análise em duas frentes: uma através do que denominamos de ambiente interno,
analisando quais as características da empresa, e a outra é analisar a empresa a partir do meio externo, em
que posição ela se situa.
O termo SWOT é derivado das palavras em inglês Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats, que
significam, respectivamente, forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. No Brasil, é também conhecida
por “Análise FOFA”.
O ponto de partida é analisar o que chamamos de ambiente interno, dentro da empresa. Por exemplo: a
empresa tem um produto de qualidade? Sua marca é boa? Seu time de vendas é agressivo? A partir dessa
análise, elencar os pontos fortes da empresa e fazer o trabalho no sentido oposto, elencar o que justifica
um mal desempenho; é o que chamamos de pontos fracos: por exemplo: seu prazo de entrega não é
satisfatório para os clientes? A gestão é centralizada? O exercício é listar tudo que é de positivo e negativo
da empresa.
Por outro lado, a análise é feita vendo a empresa do lado de fora – ambiente externo, como ela se
posiciona no mercado. A partir do negócio da empresa, é possível listar quais são as oportunidades que ela
tem perante o mercado. Por exemplo: a empresa trabalha com produtos saudáveis e orgânicos, oferecidos
para redes de mercados que trabalham com esse público fitness. E quando tratamos de elencar as
ameaças, estas são oriundas do mercado, por exemplo: tudo o que influencia o negócio da empresa: a
política instável, a taxa de juros etc.
Portanto, entendemos que a proposta da Análise SWOT é posicionar a empresa perante seu mercado de
atuação.
53
Após essa avaliação, é possível que os diretores das empresas possam elaborar estratégias eficazes visando
à consolidação dos pontos fortes para aproveitamento das oportunidades, correção das fraquezas e para
se proteger contra as ameaças.
Devido à simplicidade e abrangência da metodologia, a análise SWOT pode ser utilizada para fazer
qualquer tipo de análise de cenário ou ambiente, desde a criação de uma pequena empresa à gestão de
uma multinacional ou organização governamental.
54
6.3 Análise de Cenário
A velocidade com que o mundo está mudando é cada vez maior, e essa velocidade tem grande influência
sobre os negócios e os cenários econômico-financeiros. Com essa agilidade, é importantíssimo que as
empresas estejam atentas a todas as mudanças que estão ocorrendo, por exemplo: à variação da
demanda, consumidores mais exigentes, influências econômicas e governamentais, entre outras.
Analisando apenas esses fatores, já se justifica uma análise detalhada de todos os fatores que possam
influenciar a empresa a atingir seus objetivos.
As organizações precisam analisar detalhadamente o seu posicionamento nesse cenário econômico, prever
e prevenir que fatores negativos as influenciem.
Ao mesmo tempo, precisam destacar seus pontos fortes e direcionar suas estratégias para que tenham
sucesso nesse ambiente mutante. É nesse contexto que a Análise de Cenários no planejamento estratégico
se faz presente. Ela permite que estratégias sejam estabelecidas considerando-se um contexto futuro. Sua
principal função é analisar o contexto (interno e externo) no qual a empresa está inserida.
Nesse caso, fatores que podem impulsionar o negócio são identificados, esperando-se obter um avanço
perante diferentes tipos de cenários no planejamento estratégico.
É a Análise de Cenários que irá fundamentar as estratégias da empresa; por isso, é de extrema importância
na concepção do Planejamento Estratégico.
Em seguida, identificam-se os fatores futuros que são passíveis de ocorrer, possibilitando-se uma visão
mais clara do cenário atual e permitindo a tomada de decisão mais fundamentada e precisa.
É importante destacar que a principal função da construção de cenários no planejamento estratégico não é
tentar prever o futuro, mas identificar fatores que podem se tornar reais a longo prazo.
São vários os motivos que justificam a análise dos cenários, uma vez que a turbulência do mundo dos
negócios não é mais a mesma do que no passado. Cada tipo de negócio empresarial tem uma variável e
cada uma delas precisará ser medida com relação ao nível de impacto para o sucesso empresarial.
Para cada variável, deve haver uma análise detalhada: o grau de ameaça que a variável representa para a
empresa, o nível de oportunidade para a continuidade ou expansão dos negócios, o impacto que essa
variável representa para a consecução dos objetivos e qual é a capacidade da empresa para enfrentar a
mesma, como sendo uma ameaça ou oportunidade.
Através da análise detalhada de cada variável e seu impacto para os negócios será possível estabelecer
cenários, sendo que cada variável deverá ser amplamente debatida e analisada, estabelecendo as
variações que possam surgir a partir dessas análises.
55
Por exemplo: os cenários devem ser construídos a partir de alguns fatores que não dependem das ações da
empresa, forças externas:
Político: diante de uma tendência política o que vai gerar oportunidade ou o que será uma ameaça
ao seu negócio.
Econômico: quando o PIB do Brasil aumenta, quais são os impactos positivos ao seu negócio, e no
caso de recessão, o que vai impactar. Diminui o poder de consumo?
Tecnologias: a velocidade na qual as tecnologias estão mudando será uma oportunidade ou uma
ameaça ao seu negócio.
A partir daí, fazer a Construção de Cenários – Simular cenários pensando no contexto interno e externo da
empresa e traçar estratégias e ações específicas para um futuro.
56
A matriz de Ansoff trabalha a partir de quatro quadrantes divididos em duas categorias: produtos e
mercado, e se essas categorias são novas ou já existentes:
Penetração: quando a empresa já possui um produto e o mercado para esse produto é existente, a
partir da leitura dessa matriz, identificamos que esse produto já atua nesse mercado e, com isso,
checar qual é sua participação nesse mercado (Market Share). Essa análise permite checar a fidelização
dos clientes perante esse produto e buscar uma diferenciação. Exemplos de caso de penetração: lançar
várias versões do mesmo produto, como é o caso dos celulares: SAMSUNG lança um modelo por ano,
assim como a Apple, que lança um novo modelo de iPhone de tempos em tempos.
Desenvolvimento de Mercado: o produto é existente, mas há a necessidade de desenvolvê-lo em
novos mercados, buscar novos clientes. Por exemplo: uma rede de academia de ginástica que deu
certo em uma cidade e abre outras filiais em novas cidades para conquistar/atingir novos clientes.
Desenvolvimento de Produto: aqui, há a necessidade de novos produtos para um mercado já
existente, no qual a empresa já é posicionada. O objetivo é se diferenciar e lançar no mercado
produtos inovadores para manter a fidelização dos seus clientes. Por exemplo: a Havaianas, além dos
chinelos, lançou tênis, toalhas, bolsas etc.
Diversificação: nessa situação, tanto o produto quanto o mercado são novos. Aqui destacamos as
empresas que estão iniciando ou até empresas já bem estabelecidas no mercado, mas que lançam
novos produtos para um mercado novo. Por exemplo: startups como a Easy Táxi, que uniu os taxistas
aos clientes através de aplicativos de celulares.
PRODUTOS
Existentes Novos
Penetração de Desenvolvimento
Existentes
MERCADOS
Mercado de Produtos
Desenvolvimento
Novos Diversificação
de Mercado
57
e seu fluxo são aspectos que baseados nas variáveis ambientais detectadas pelo empresário ou
administrador de seu estilo e do tipo de empresa que comanda, acionam a estrutura e a cultura
organizacionais da empresa, com objetivos declarados, e desenvolvem um processo de planejamento que
pressupõe e acrescenta informações e decisões cabíveis para percorrer o caminho escolhido rumo ao alvo
desejado.
Existem vários indicadores que podem ser usados para mensurar o negócio. É preciso, no entanto, não
exagerar na quantidade de métricas, que podem, inclusive, surtir o efeito contrário, sendo ineficientes.
Para tanto, devemos nos valer de critérios que sejam específicos, mensuráveis e fáceis para avaliar e
reavaliar.
Conclusão
O objetivo deste bloco foi conhecer a importância da utilização das ferramentas de diagnóstico de uma
organização e sua relevância no planejamento estratégico bem como na tomada de decisão, com o
objetivo maior de se alcançar a EXCELÊNCIA.
Referência Bibliográfica
IZIDORO, C. (Org.). Avaliação de desempenho de empresas. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015.
59