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Curso Preparatório CPA-10: Conteúdo e Objetivos

Este documento fornece um resumo sobre o sistema financeiro nacional brasileiro e seus principais participantes, incluindo o Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência de Seguros Privados e Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Ele também descreve brevemente a Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais.

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luiza
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Curso Preparatório CPA-10: Conteúdo e Objetivos

Este documento fornece um resumo sobre o sistema financeiro nacional brasileiro e seus principais participantes, incluindo o Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários, Superintendência de Seguros Privados e Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Ele também descreve brevemente a Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais.

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CURSO PREPARATÓRIO PARA O

CPA-10
SOBRE O AUTOR:

Frederico Nobre tem 26 anos, é carioca e economista formado na UFRJ. Tornou-se especialista
em investimentos certificado pela ANBIMA aos 19 anos e atua desde então no mercado
financeiro, com experiência nas áreas de análise de investimentos e distribuição de produtos
financeiros. Dedicou-se por 4 anos ao trabalho de análise e extração de dados financeiros na
Refinitiv, antiga unidade de finanças da Reuters e uma das empresas líderes mundiais em
soluções de dados. Colaborou na criação de mecanismos objetivos de consulta e análise de
dados para instituições brasileiras de extrema relevância como Banco Central do Brasil,
Petrobras, Vale, Banco do Brasil, entre outras. Atualmente trabalha na S&P Global Platts,
empresa líder no segmento de preços de referência e análises para os mercados de energia e
commodities, coordenando a operação de pós venda da América Latina. Paralelamente,
Frederico é um dos fundadores e apoiadores do canal de educação financeira “Economia do
Dia", voltado para pessoas que querem saber mais sobre investimentos e finanças e/ou estudar
para provas de certificação de mercado.

http://www.economiadodia.com.
br/

1
CURSO PREPARATÓRIO PARA O
CPA-10
SOBRE A PROVA

A certificação CPA-10 faz parte do programa de educação continuada da ANBIMA e é


voltada para profissionais que atuam em agências bancárias e cooperativas de crédito, em
contato com o público, no processo de prospecção e venda de produtos de investimento.
O exame é computadorizado e não há pré-requisito para inscrição.

A quem se destina:
Todas as pessoas que trabalham ou queiram trabalhar em instituições financeiras,
autarquias federais ou órgãos públicos que lidem com produtos de investimento.

Questões: 50
Duração: 2h
Aprovação: 70% de acertos

2
CURSO PREPARATÓRIO PARA O
CPA-10
CONTEÚDO:

MÓDULO 1 – SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E PARTICIPANTES DO MERCADO - p. 4 a 13

MÓDULO 2 – ÉTICA, REGULAÇÃO E ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR – p. 14 a 21

MÓDULO 3 – NOÇÕES DE ECONOMIA E FINANÇAS – p. 22 a 28

MÓDULO 4 – PRINCÍPIOS DE INVESTIMENTO – p. 29 a 33

MÓDULO 5 – FUNDOS DE INVESTIMENTO – p. 34 a 46

MÓDULO 6 – INSTRUMENTOS DE RENDA FIXA E RENDA VARIÁVEL – p. 47 a 58

MÓDULO 7 – PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA: PGBL e VGBL – p. 59 a 64

3
Módulo 1 – Sistema Financeiro Nacional e Participantes do Mercado

2 a 5 questões de prova

Sistema Financeiro Nacional - conjunto de órgãos que atuam para regulamentar,


fiscalizar e executar operações voltadas para políticas de moeda e crédito.

SFN possui o papel de intermediar recursos entre agentes superavitários e deficitários.

Agentes Sistema Agentes


superávitário Financeiro deficitário
s Nacional s

Possui recursos Conjunto de instituições que Tomador de recursos.


disponíveis e aplica em viabilizam a transferência de Passa por dificuldades
uma instituição financeira. recursos. Regulação e financeiras ou não
fiscalização para trazer consegue capital para
confiabilidade aos negócios. investimento.
4
Conselho Monetário Nacional (CMN)
Órgão máximo do SFN que tem como finalidade a formulação das políticas de moeda e crédito.
Composição: Ministro da Economia; Presidente do BACEN e o Secretário especial de fazenda do
Ministério da Economia.

Objetivos:
• Equilibrar os meios de pagamento às necessidades da economia;
• Regular o valor interno e externo da moeda (correção de desequilíbrios, prevenção de crises,
saúde financeira do balanço de pagamentos);
• Orientar a aplicação de recursos das instituições financeiras;
• Promover o aperfeiçoamento das instituições financeiras para maior eficiência de mercado;
• Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
• Coordenar a política monetária, credítícia, orçamentária e fiscal.

Competências:
• Autorizar emissões de papel moeda;
• Direcionar a política cambial;
• Disciplinar todas as modalidades de crédito;
• Regular o funcionamento das Instituições Financeiras;
• Limitar, sempre que necessário, taxas de operações ou serviços bancários;
• Determinar o percentual máximo de empréstimos ao mesmo cliente ou grupo de clientes;
• Expedir normas obrigatórias de contabilidade e estatística para as Instituições Financeiras.

5
Banco Central do Brasil (BACEN)
Principal executor das orientações e normas do CMN.
*O presidente do BACEN e seus 8 diretores colegiados são nomeados pelo Presidente da
República sob aprovação do Senado Federal. Desde 2004, o presidente do BACEN ganhou
status de Ministro de Estado.

Finalidades:
• Formular, executar e monitorar políticas monetárias, cambiais, creditícias e financeiras com
o exterior;
• Gerir o Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP);
• Organizar, disciplinar e fiscalizar o SFN e o Sistema de Consórcio.

Objetivos:
• Estabilidade de preços;
• Manter as reservas internacionais em nível adequado;
• Estimular a poupança;
• Zelar pela liquidez da economia e pela estabilidade e aperfeiçoamento do sistema
financeiro.
Política econômica:
CMN – coordenação
BACEN – execução, acompanhamento e controle

6
Atribuições do BACEN:
• Emitir papel moeda e moeda metálica;
• Executar os serviços do meiocirculante;
• Realizar operações de política monetária (redesconto, open market, depósito compulsório);
• Exercer o controle do crédito;
• Autorizar o funcionamento das instituições financeiras (exceto empresas estrangeiras);
• Fiscalizar as instituições financeiras.

Comissão de Valores Mobiliários (CVM):


Entidade autárquica, com autoridade administrativa, autonomia financeira e orçamentária, que zela
pelo bom funcionamento do mercado de capitais.

Objetivos:
• Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e balcão;
• Proteger os investidores contra emissões irregulares, atos ilegais de profissionais do mercado e
uso
de informação privilegiada;
• Evitar fraudes e manipulações de mercado;
• Estimular a formação de poupança e aplicação em valores mobiliários;
• Garantir o acesso de investidores à informações sobre valores mobiliários e sobre as
empresas emissoras.

7
Competências
• Disciplinar, fiscalizar e inspecionar companhias abertas e fundos de investimento;
• Credenciar, fiscalizar e disciplinar atividades desempenhadas por auditores independentes,
administradores de carteiras, agentes autônomos, consultores e analistas de valores
mobiliários;
• Apurar através de inquérito administrativo atos e práticas ilegais de mercado.

Títulos e valores mobiliários de responsabilidade da CVM:


Ações, Debêntures, Notas Promissórias, Cotas de Fundos de Investimento, Opções, Mercado
a Termo, Mercado Futuro, Swaps.

Superintendência de Seguros Privados (SUSEP)


Autarquia federal responsável por fiscalizar e controlar os mercados de seguro,
previdência privada aberta, capitalização e resseguro.

SUSEP – supervisionar e regular.


Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) – órgão normativo.

Competências:
• Fiscalizar a constituição e operação de seguradoras, resseguradoras, sociedades
de capitalização e entidades de previdência privada aberta;

8
• Proteger a poupança de indivíduos efetuadas através de operaçõesde seguros,
resseguros, capitalização ou previdência privada aberta;
• Promover o aperfeiçoamento, estabilidade e expansão do sistema e das instituições vinculadas
ao Sistema Nacional de Seguros Privados e Sistema Nacional de Capitalização;
• Zelar pela liquidez e solvência das instituições;
• Monitorar investimentos das entidades que integram o mercado;
• Cumprir as deliberações do CNSP e executar os serviços de secretaria executiva do CNSP.

Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC)


É uma entidade governamental autônoma que tem como finalidade fiscalizar e supervisionar
entidades fechadas de previdência complementar e executar políticas para o regime de
previdência complementar.

Competências:
• Fiscalizar, apurar e julgar infrações de entidades fechadas de previdência complementar;
• Expedir instruções e determinar procedimentos para aplicação de normas;
• Autorizar a constituição e funcionamento das entidades fechadas de previdência
Complementar;
• Mediar conflitos e promover a conciliação de entidades fechadas de previdência complementar e
seus participantes, assistidos ou patrocinadores;
• Decretar intervenção ou liquidação extrajudicial de entidades fechadas de previdência
Complementar. 9
Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (ANBIMA) - Associação de
bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras que possui quatro objetivos principais:
representar, autorregular, informar e educar.

Informação – disponibilização de informações sobre segmentos de mercado baseada numa sólida base de
dados com objetivo de dar mais transparência ao mercado; divulgação de preços e índices de referência de
mercado.
Representação – proporciona o diálogo entre governo e setor privado para aprimoramento de mercado;
incentiva boas práticas de mercado.
Autorregulação – regras de adesão voluntária criadas pelo mercado em favor do mesmo e
que estão descritas nos Códigos de Autorregulação e Melhores Práticas.
Educação – capacitação de profissionais por meio de certificações; programade educação
continuada; conteúdo sobre educação financeira.

Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de Certificação Continuada:


Tem o objetivo de estabelecer princípios de conduta e regras para atuação no mercado de capitais através
do aprimoramento técnico dos participantes. A obrigatoriedade de adesão é apenas para instituições
associadas (instituições não associadas podem assinar termo de adesão por livre e espontânea vontade).
O código NÃO se sobrepõe a legislação.

10
Principais padrões de conduta para profissionais

certificados Ética de mercado:

• Conhecer e observar as normas e regulamentos da ANBIMA;


• Recusar a intermediação de investimentos ilícitos;
• Não contribuir para a disseminação de notícias ou informações falsas;
• Manter sigilo sobre informações confidenciais de clientes e empresas.

Relação com a instituição empregadora:


• Não participar de atividades independentes que compitam com seu empregador;
• Informar seu empregador sobre “ownership” de investimentos que possam influenciar
a atividade profissional;
• Não manifestar opinião que possa degradar a imagem de seu empregador.

Conduta de auxílio ao investidor:


• Manter independência e objetividade na recomendação de investimentos;
• Distinguir fato de opinião;
• Agir com ética e transparência em situações que possam gerar conflito de interesse;
• Informar ao cliente sobre remuneração ou benefício sobre indicação de investimentos;
• Orientar o cliente na tomada de decisão sobre investimentos.

11
• Tesouro Nacional: O Tesouro Nacional e responsável por cuidar dos recursos da União. Todos
os impostos recolhidos pelo governo vão parar no caixa do Tesouro, que atua de acordo com a
demanda do Estado. No entanto, nem sempre o que o governo arrecada é suficiente para
cumprir com todas as suas obrigações. Dessa forma, o governo pode se endividar através do
mercado de títulos públicos, isto é, o governo emite dívidas que são geridas pelo Tesouro
Nacional.

• Dealers: são instituições financeiras credenciadas pelo Tesouro Nacional que atuam dando
liquidez para o mercado. Os Dealers atuam tanto nas emissões primárias de títulos públicos
federais como na negociação no mercado secundário desses títulos. Atualmente, o Tesouro
Nacional possui 12 Dealers, dos quais dez são bancos e dois são corretoras ou distribuidoras
independentes. Resumindo: são instituições financeiras que compram e vendem títulos
públicos diretamente do governo e também para investidores em geral. O desempenho de
cada instituição é avaliado a cada seis meses e aquelas com pior performance são
substituídas.

• Bancos comerciais: são todos os bancos que oferecem serviços de conta corrente, o chamado
depósito à vista. O cliente deposita seus recursos nesse tipo de banco e o dinheiro deve estar
disponível a todo momento. Os principais bancos do país (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil,
Santander, Caixa) são bancos comerciais.

12
Bancos de investimento: o foco destes bancos é conceder crédito majoritariamente de médio e longo
prazo para investimentos. É permitido que os bancos de investimento também tenham conta corrente,
mas não podem fornecer talão de cheques.

Bancos Múltiplos: Instituição financeira que funciona como “Holding”, tendo obrigatoriamente uma
carteira de banco comercial e/ou de banco de investimentos e mais uma outra carteira como:

• Sociedade de crédito imobiliário – concede empréstimos para o setor imobiliário.


• Banco de desenvolvimento – banco público que atua no desenvolvimento da economia. Ex: BNDES
• Sociedade de arrendamento mercantil – banco que faz leasing (arrenda máquinas e equipamentos).
• Sociedade de financiamento e investimento – faz empréstimos direto ao consumidor. Ex: Crefisa

Distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários


Principal atividade destas instituições é executar ordens de compra e venda de títulos e valores
mobiliários para seus clientes.Outras atividades:
• Compra e venda de títulos e valores mobiliários por conta própria ou para terceiros;
• Intermediação de ofertas públicas de títulos e valores mobiliários;
• Administração de carteira e custódia de títulos e valores mobiliários;
• Subscrição de títulos e valores mobiliários;
• Atuar como agente fiduciário;
• Criar, organizar e administrar fundos e clubes de investimento;
• Intermediar operações no mercado de câmbio e metais preciosos;
• Realizar operações compromissadas; 13
Módulo 2 – Ética, regulação e análise do perfil do investidor

8 a 10 questões de prova

Prevenção e combate a lavagem de dinheiro:


Lavagem de dinheiro é o processo de transformação de recursos obtidos de forma ilegal em
ativos cuja origem é aparentemente legal.
Processo:
Inserção do dinheiro no Mecanismos para impedir o Incorporação formal do
sistema econômico rastreamento dos recursos dinheiro de volta ao sistema

Punição:
Reclusão de três a dez anos e multa aplicada pelo COAF, não superior ao:
- Dobro do valor da operação;
- Dobro do lucro real obtido na operação;
- R$20.000.000,00.

Todos que de alguma forma contribuem para qualquer uma das etapas do processo de lavagem de
dinheiro estão sujeitos a estas punições.
OBS: pena pode ser reduzida de um a dois terços caso haja colaboração com autoridades e aumentada
de um a dois terços caso os crimes tenham sido cometidos de forma reincidente ou por intermédio de
organização criminosa.

14
Operações que são indícios de crimes de lavagem de dinheiro:
• Aumento considerável no número de depósitos de pessoas físicas ou jurídicas;
• Troca de muitas notas de pequeno valor por notas de maior valor;
• Grandes transações de troca de moeda estrangeira;
• Movimentação de recursos incompatível com o patrimônio;
• Movimentações em diversas contas para o mesmo indivíduo ou empresa.

Estratégias:
• fracionamento de valores, estabelecimentos que aceitam apenas cash;
• holdings que prestam serviços.

Fases da lavagem de dinheiro:


Colocação: inserção do dinheiro no sistema econômico.
Mecanismos: depósitos, compra de bens ou ativos negociáveis.
Estratégias: fracionamento de valores, estabelecimentos comerciais que aceitam apenas dinheiro e espécie.
Ocultação: o criminoso quer dificultar o rastreamento do dinheiro para quebrar a cadeia de evidências.
Mecanismos: movimentação eletrônica (principalmente em países com regras de sigilo bancário).
Estratégias: utilização de contas anônimas ou contas fantasmas.
Integração: o criminoso quer inserir os ativos formalmente no sistema econômico.
Mecanismos: investimentos em empreendimentos.
Estratégias: holdings que prestam serviços entre si, cadeia interconectada de serviços.

15
Exemplos:
Colocação – remessa de recursos ilícitos para outro país, compra de imóvel em cash com
dinheiro ilegal;
Ocultação – envio de recursos para paraísos fiscais, troca de moeda;
Integração – compra de hotéis, restaurantes, negócios, doações de contas fantasmas, empresas de fachada.

Identificação de clientes: a lei sobre crimes de lavagem de dinheiro exige que as instituições financeiras
mantenham o cadastro de clientes atualizado, bem como registro das transações financeiras, títulos e
demais ativos. As instituições devem atender todas as requisições do COAF de acordo com prazo fixado
pelo órgão judicial.

Cadastros e registros de transações devem ser armazenados por cinco anos e testes de verificação
devem ser feitos com prazo máximo de um ano para adequação de cadastro de clientes.

Pessoa politicamente exposta (PEP): agentes públicos que desempenham ou tenham desempenhado
cargos relevantes nos últimos cinco anos, bem como seus familiares próximos.

Convenção de Viena (1988) – convenção contra o tráfico ilícito de entorpecentes e de substâncias


psicotrópicas. A convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 1991. Foi um marco internacional
na prevenção e combate à lavagem de dinheiro.
Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF): órgão máximo no combate à lavagem de dinheiro
que tem por finalidade identificar, examinar, disciplinar e aplicar penas administrativas para operações
financeiras ilícitas. O COAF está vinculado ao BACEN.

Competências:
• Receber e avaliar suspeitas de atividades financeiras ilícitas;
• Comunicar as autoridades competentes;
• Coordenar e propor acordos de cooperação e troca de informações;
• Disciplinar e aplicar penas administrativas.

Comunicação ao COAF:
As instituições financeiras devem comunicar ao COAF:
• Depósitos ou saques superiores ao valor de 50 mil reais ou o equivalente em moeda estrangeira
no período de 1 mês;
• Cheque, TED ou qualquer transferência superior a 50 mil reais;
• Depósitos ou saques em espécie que apresentem indícios de ocultação da sua natureza.

OBS: a comunicação deve ser feita até 1 dia útil após verificação.
Código de distribuição de produtos de investimento ANBIMA

Aderente: instituições que aderem ao código por meio contratual e estão comprometidas a seguir as
regras deste documento específico.
Associada/filiada: instituições que têm vínculo associativo e que são comprometidas a seguir todo o código de
autorregulação da ANBIMA.

Objetivos:
• Manter um elevado padrão de ética no mercado, promover a concorrência leal, a padronização de
procedimentos corretos, a transparência no relacionamento com investidores e a qualificação de instituições e
profissionais que atuam na distribuição de produtos de investimento.

Exigências mínimas para as instituições desempenharem atividade de distribuição de produtos


de investimento
• Estar em norma com a regulamentação e devidamente registrada;
• Prestar informações efetivas aos clientes orientando sobre os riscos de cada aplicação;
• Adotar procedimentos de “KYC” (conheça seu cliente ou “know your customer”);
• Adotar verificação dos produtos de investimento ao perfildo investidor (API).

18
Publicidade e divulgação de material sobre produtos de investimento.
Todo material de publicidade é de responsabilidade de quem o divulga e a conformidade com o código
deve ser respeitada mesmo que o material tenha sido desenvolvido por prestadores de serviço. É proibida
a divulgação de comparativo de investimentos de categorias ou instituições distintas.

Regras de publicidade ANBIMA:

Adesão ao código:
ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA
ATIVIDADES DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO NO VAREJO.

Rentabilidade:
A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS.

SIMULAÇÃO DE RENTABILIDADE:
AS INFORMAÇÕES PRESENTES NESSE MATERIAL SÃO BASEADAS EM SIMULAÇÕES E OS RESULTADOS REAIS
PODERÃO SER SIGNIFICATIVAMENTE DIFERENTES.

Garantias:
TRATA-SE DE UMA MODALIDADE DE INVESTIMENTO QUE NÃO CONTA COM A GARANTIA DO FUNDO
GARANTIDOR DE CRÉDITO (FGC).

19
Adequação de perfil do investidor (API):
As instituições financeiras devem eleger critérios próprios para estabelecimento de
procedimentos formais de cadastro e verificação do processo de API, em conformidade com as
diretrizes do Conselho de Regulação e Melhores Práticas da ANBIMA. O processo de API é
necessário para conhecer o investidor. A instituição financeira deve solicitar aos investidores o
preenchimento de um formulário com informações sobre os seus objetivos, situação financeira e
conhecimento prévio de finanças. O formulário não se aplica a investidores qualificados,
investidores profissionais, pessoas jurídicas de direito público e clientes que tenham sua carteira
administrada por profissional autorizado pela CVM.

Informações minimamente necessárias sobre os objetivos do investidor:


• Período de investimento;
• Preferências declarada sobre risco;
• Finalidade do investimento.

Informações minimamente necessárias sobre a situação financeira do investidor:


• Valor de receitas regulares;
• Valor dos ativos sob patrimônio;
• Necessidade futura de recursos.

20
Informações minimamente necessárias sobre o conhecimento do investidor:
• Tipos de produtos e operações que o cliente conhece;
• Tipo, frequência e volume das operações que o cliente já realizou;
• Formação acadêmica e experiência profissional.

Embora o perfil do investidor possa ser bem detalhado, o mercado trabalha conceitualmente com 3
perfis de investidor: conservador, moderado e agressivo. Os produtos de investimento também são
analisados e classificados em categorias. Essa classificação deve considerar:
. Os riscos associados ao produto;
. O perfil dos emissores e prestadores de serviços associados;
. A existência ou não de garantias;
. Os prazos de carência.

Entendendo que os investidores e os produtos de investimentos possuem perfis distintos, a CVM


proíbe a recomendação de produtos de investimento aos clientes:
. Quando o perfil do cliente não for adequado ao produto/serviço;
. Caso não tenham sido obtidas as informações que permitam a identificação do perfil do cliente;
. Caso as informações relativas ao perfil do cliente não estejam atualizadas.

Caso a ordem seja do investidor (sem a recomendação), esta poderá ser realizada, desde que o
profissional de investimento obtenha declaração expressa do cliente de que ele está ciente da
desatualização ou inadequação de seu perfil e informe ao cliente sobre as divergências do
investimento para o seu perfil de risco. As instituições devem atualizar o perfil do investidor
minimamente a cada dois anos.
21
Módulo 3 – Noções de economia e finanças
3 a 5 questões de prova
3.1 Conceitos Básicos de Economia

PIB (Produto Interno Bruto)


• É a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país durante certo período de tempo. Considera
apenas os bens e serviços finais, para não calcular a mesma coisa duas vezes (a matéria-prima usada na
fabricação não é levada em conta);
• O PIB, considerando a ótica do consumo, é obtido pela seguinte equação: PIB = Consumo (C) +
Investimentos (I) + Gastos do Governo (G) + Saldo da Balança Comercial, ou seja, exportações –
importações (X –M).
PIB = C + I + G + (X – M)

IPCA (Índice Nacional de Preços ao ConsumidorAmplo)


• Índice oficial de inflação no Brasil, calculado pelo IBGE, divulgado mensalmente e utilizado como
referência para meta de inflação definida pelo CMN.

IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado)


• Calculado pela FGV e divulgado mensalmente;
• Composto pelos índices: IPA (60%) – Índice de Preços por Atacado ; IPC (30%) – Índice de
Preços ao Consumidor; INCC (10%) – Índice Nacional de Custo de Construção.

22
Selic Meta X Selic Over
• Selic Over é a taxa diária que reflete a média ponderada de juros cobrada por operações de
financiamento por um dia lastreadas em títulos públicos federais;
• Selic Meta é definida pelo Copom, com base na Meta de Inflação. É a principal taxa de juros da
economia que norteia todas as demais;

CDI – Certificado de Depósito Interfinanceiro


Títulos emitidos por instituições financeiras que tem como lastro operações interbancárias:
• A função do CDI é transferir recursos de uma instituição financeira para outra;
• A taxa média diária do CDI é utilizada como parâmetro para avaliar rentabilidade de fundos e
aplicações financeiras.

TR (Taxa Referencial)
• Representa a Taxa Básica Financeira (TBF), deduzida de um redutor (R) e divulgada pelo BACEN;
• A TR é utilizada para remuneração dos títulos da dívida agrária (TDA), dos recursos das cadernetas de
poupança e do FGTS.

Metas de inflação - Anualmente, o CMN estabelece uma meta de inflação ao Banco Central. O Bacen
executa a política monetária para cumprir essa meta.
2018 = 4,5% com intervalo de 1,5%;
2019 = 4% com intervalo de 1,5%;
2020 = 4% com intervalo de 1,5%;
23
COPOM
• Adota desde 1999 as “Metas de Inflação” (definidas pelo CMN) – índice IPCA;
• Composto pela diretoria colegiada do BACEN – (7 diretores + 1 diretor presidente);
• 8 reuniões ao ano, intervaladas em 45 dias, podendo haver exceções, desde que
convocadas pelo presidente do BACEN.

Define a meta da taxa de juros – COPOM


Define a meta de inflação – CMN

Taxa de câmbio
Preço de uma unidade de moeda em relação a outra.
PTAX – média das taxas de câmbio do mercado interbancário divulgada diariamente pelo
BACEN. A PTAX é utilizada para liquidação de contratos no mercado financeiro e também
como referência para pagamento de bens e serviços em dólar. Embora seja a taxa oficial
do Brasil, não confunda a PTAX com o preço da moeda em uma casa de câmbio. Ao
comprar dólar em uma casa de câmbio, você paga um prêmio chamado “spread”, que é
a diferença entre o valor da compra e o valor da venda da moeda estrangeira.
Dólar Spot – taxa à vista
Dólar forward – mercado futuro

24
Conceitos básicos de finanças

Taxa de juros nominal e taxa de juros real

Taxa nominal é o valor dado da taxa de juros. Taxa real desconta a inflação.
𝒕𝒂𝒙𝒂 𝒏𝒐𝒎𝒊𝒏𝒂𝒍
Taxa real =
𝒊𝒏𝒇𝒍𝒂çã𝒐
− 𝟏 𝒙 𝟏𝟎𝟎

25
VF = valor futuro do investimento
VP = valor presente do investimento
I = taxa de juros ou taxa de
desconto
N = número de períodos de
capitalização
Considerando mais de 1 período:
Quando estamos capitalizando a taxa de juros, juros
compostos são superiores ao juros simples.

1% ao mês é equivalente a 12,68% ao ano.


1% ao mês é proporcional a 12% ao ano.

Quando estamos descapitalizando a taxa de juros, juros


compostos são inferiores aos juros simples.

12% ao ano é equivalente a 0,94% ao mês.


12% ao ano é proporcional a 1% ao mês.
26
Volatilidade: mudança de preço que um ativo pode ter ao longo do tempo. Quanto maior a variação
de preço em um ativo, mais volátil é este ativo. A volatilidade é medida pelo desvio padrão e é a
principal medida de risco de mercado.

Benchmark: significa referência. O mercado financeiro costuma buscas índices de referência para
comparar com o resultado de um produto de investimento.

Principais benchmarks de renda fixa: DI, SELIC, IPCA, IGPM, IMA Geral
*IMA Geral (Índice de Mercado Anbima) é um agregado de índices de renda fixa que representam
preços de mercado da dívida pública federal. Subíndices: IRF-M (prefixados) e IMA-B (indexados ao
IPCA).

Principais benchmarks de renda variável - Ibovespa, IBrX, ISE


Ibovespa – principal índice do mercado de ações brasileiro, criado em 1968 e que
acompanha o desempenho das principais empresass negociadas na B3. O índice é reavaliado
a cada 4 meses, sendo resultado de uma carteira teórica de ativos que correspondem a
cerca de 80% do volume de negócios e do volume financeiro do mercado de capitais no
Brasil.
IBrX – índice que representa o desempenho médio de uma carteira teórica composta pelas 100
ações de maior negociabilidade e representatividade do mercado brasileiro Também existe na sua
versão IBrX50.
ISE – representa a performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da sustentabilidade
corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança
corporativa. 27
Prazo médio ponderado: vamos ver ao longo da apostila que títulos de renda fixa tem um
vencimento, uma taxa de juros e representam uma dívida emitida por alguém (governo,
bancos ou empresas na maioria dos casos). Existem diversos formatos de dívidas com prazos
distintos. O prazo médio ponderado da carteira de um investidor considera justamente os
valores dessas dívidas e seus respectivos vencimentos. Títulos de valores maiores têm peso
maior e puxam o prazo médio ponderado da carteira do investidor para perto de sua data de
vencimento.

Marcação a mercado: trata-se de marcar um ativo com seu preço atual, o valor presente.
Como o preço dos ativos pode variar ao longo do dia por conta das inúmeras negociações no
mercado financeiro, é importante que haja um valor de referência para ajuste de contratos e
cotas de fundos de investimento. Por convenção é utilizado o preço de fechamento do dia
para ativos de renda fixa e preço médio de negociação do dia para ativos de renda variável.

Mercado primário: novas emissões (captação de recursos).

Mercado secundário: negociação de ativos em mercados organizados, onde investidores


transferem títulos e valores mobiliários entre si. Principal objetivo do mercado secundário é
fornecer liquidez para ativos financeiros.

IPO (Initial Public Offering) – a oferta pública inicial de ações ocorre quando uma empresa
decide abrir capital na bolsa.

28
Módulo 4 – Princípios de investimento
5 a 10 questões de prova

Existem três conceitos fundamentais que direcionam a análise e a recomendação de investimentos para
clientes: rentabilidade, risco e liquidez. Antes de analisarmos individualmente cada um destes conceitos de
forma detalhada, que tal um resumo para recaptular?!

Rentabilidade: é o retorno esperado de um investimento.


Risco: é o grau de incerteza do retorno de um investimento.
Liquidez: é a velocidade que o investidor consegue vender seus ativos caso precise do dinheiro investido de
volta.

Claro que o investidor sempre estará interessado em saber a rentabilidade da sua aplicação, mas é preciso
compreender a importância de analisar os números absolutos e relativos. Lembre-se do conceito de
“benchmark” aplicado ao mercado financeiro: existem indicadores de referência que podem servir como
comparativos.
Rentabilidade absoluta é avaliada considerando simplesmente um percentual de retorno em um
determinado período de tempo. Ex: fundo de investimento rendeu 12% no último ano.
Rentabilidade relativa é calculada considerando um benchmark.
Ex: fundo de investimento rendeu 95% do CDI
29
Outro ponto importantíssimo para ser levado em consideração para atuar com produtos de
investimento é compreender que o mercado financeiro se move através das expectativas.
Não conhecemos a rentabilidade futura dos investimentos porque ninguém é capaz de
prever o futuro, mas fazemos previsões com base em eventos passados e também de
acordo com as expectativas do mercado.

Rentabilidade observada é o quanto um investimento já rendeu em um determinado


período histórico de tempo.
Rentabilidade esperada é o quanto de retorno se espera de um investimento.

Para efeito de prova da ANBIMA, a rentabilidade esperada pode ser calculada como a
média da rentabilidade observada ao longo do tempo. Obviamente no mundo real existem
diversas variáveis que impactam o comportamento dos ativos e são as expectativas dos
agentes econômicos que movem o mercado financeiro.

Uma dessas variáveis é a taxa de inflação. Nós já vimos aqui na apostila o conceito de juros
nominal e juros real, certo? Todos os investimentos sempre vão pagar ao investidor a
rentabilidade nominal. Para saber a rentabilidade real, é necessário descontar a inflação do
período.

Além disso, o retorno da maioria dos investimentos é tributado pelo governo. É importante
compreender e sempre avaliar tanto a rentabilidade bruta (sem descontar impostos), como
a rentabilidade líquida (descontando os devidos impostos) dos investimentos.
30
Liquidez é a facilidade de converter um ativo financeiro em dinheiro na conta.
Claro que todo mundo quer se sentir seguro e saber que pode se desfazer de suas aplicações
financeiras a qualquer momento se tudo der errado, não é verdade?! Justamente por conta disso,
no mercado financeiro os investidores normalmente exigem um retorno maior para alocar seus
recursos em ativos de baixa liquidez.

Risco: é a medida de incerteza de um investimento, probabilidade do retorno não


corresponder às expectativas. Em geral, quanto maior o retorno esperado de um
investimento, maior o risco envolvido na operação. Da mesma forma, quanto maior o
prazo de uma aplicação financeira, maior o risco envolvido.

Risco de crédito: associado a probabilidade de default do juros ou principal por parte do emissor
de uma dívida. No mercado financeiro, existem algumas empresas que avaliam diversas dívidas e
dão notas de crédito para emissores e títulos. Agências de rating tem o papel de dar
transparência ao mercado e quanto pior for a avaliação de uma dívida, maior será a taxa de
retorno exigida pelos investidores. As agências de rating também medem o risco soberano, que é
a capacidade de um país de honrar com sua dívida pública.

Taxa livre de risco: investimento que não possui risco de crédito. No caso brasileiro o exemplo
mais aproximado seria a taxa básica de juros selic, que remunera os investidores de títulos
públicos federais. Quando falamos em taxa livre de risco, significa dizer basicamente que o risco
de calote é inexistente, ou o menor possível.
31
Risco de liquidez: traduzido pela dificuldade de vender um ativo no prazo e
preço esperados.

Risco de mercado: risco da variação diária de ativos em relação ao retorno esperado de um


investimento. É representado pela volatilidade. O risco de mercado pode ser dividido em
risco sistemático (aquele que afeta todos os ativos) e risco não sistemático (específico de um
determinado título, empresa ou setor).

*Obs: apenas o risco não sistemático é diversificável.

Ao colocar todos os seus recursos em um único tipo de investimento, o investidor


provavelmente estará assumindo mais riscos do que caso opte por diversificar seus
investimentos. A diversificação é fundamental para diminuir o risco de uma carteira de
investimentos.

Entretanto, nem todo tipo de risco é diversificável. O risco de mercado é inerente a todos os
ativos pois faz parte da incerteza em relação aos rumos da economia e do sistema financeiro.

Bom, agora nos já falamos aqui na apostila sobre rentabilidade, liquidez e risco atrelados aos
investimentos. Esses conceitos básicos são imprescindíveis compreender o mercado. Mas
deixemos os produtos financeiros de lado por um tempo e vamos avaliar agora nosso
orçamento pessoal.
32
A disciplina de finanças pessoais estuda o orçamento pessoal e familiar, avalia receitas e despesas,
fluxo de caixa e organização financeira.

Quando avaliamos uma empresa, é importante verificar o patrimônio líquido, isto é, o valor do
ativo menos o valor do passivo do balanço patrimonial. O investidor pessoa física também pode e
deve realizar um balanço patrimonial pessoal ou familiar considerando seus ativos (propriedades e
aplicações financeiras) e passivos (dívidas). Se o saldo do ativo for maior que o do passivo, o
patrimonio liquido é positivo. É importante levar em conta também o índice de endividamento
pessoal (ativo dividido pelo passivo), principalmente no Brasil, onde o histórico de juros cobrado
pelos bancos é bastante alto.

O fluxo de caixa familiar não é diferente, existem receitas e despesas regulares mensais e o
importante é saber equilibrá-las para sobrar alguma coisa no final do mês. Do lado das receitas, o
fluxo de caixa do indivíduo ou família deve mostrar a renda de salário e de aplicacoes financeiras.
Do lado das despesas, deve incluir todos os gastos pessoais ou familiares como aluguel,
mensalidades de escola, transporte, plano de saúde, alimentacao e etc.. Se as despesas superarem
as receitas, o agente econômico é deficitário. Caso contrário, será superavitário.

Antes de pensar em recomendar qualquer produto de investimento, é necessário compreender a


situação financeira na qual o investidor se encontra. Isso vale pra você também, considerando
seus próprios investimentos. Zerar dívidas, balancear despesas e receitas, buscar rendas extras e
ter um fluxo de caixa saudável que permita aportes financeiros todo mês são os primeiros passos
para começar a investir.
33
Módulo 5 – Fundos de Investimento
10 a 15 questões de prova

Fundo de investimento é um produto financeiro que reune pessoas e empresas interessadas em


investir. Através dos fundos, estas pessoas e empresas colocam seus recursos nas mãos de um gestor
profissional, que vai tomar as decisões de compra e venda de ativos de acordo com uma determinada
política de investimento. Atualmente, é possível aplicar em cotas de fundos de investimento com
cerca de R$100, o que democratizou o acesso ao mercado financeiro. Os fundos de investimento são
oferecidos para a grande maioria dos clientes das corretoras, desde aqueles que tem perfil
conservador, até os mais agressivos. Investir em um fundo significa confiar na estratégia de gestão da
empresa por trás da alocação de ativos. Para o investidor pessoa física, os fundos possibilitam uma
maior diversificação na carteira. Isso porque muitas pessoas não conseguem acessar alguns tipos de
mercado por conta de restrições financeiras e custos de transação.
Fundos de investimento: compram ativos (ações, títulos de renda fixa, derivativos, etc..).
Fundos de investimento em cotas: compram cotas de outros fundos de investimento.

Patrimônio líquido do fundo ( PL) é calculado a partir da soma dos ativos da carteira do fundo, mais
valores a receber, menos despesas (taxa de administração, taxa de performance e outras despesas
autorizadas).
Cota: menor fração do patrimônio líquido de um fundo.
Valor da cota: Patrimônio líquido / Número de cotas.
O valor do patrimônio líquido e da cota devem ser divulgados diariamente.
34
Direitos dos cotistas:
O cotista deve ter acesso ao regulamento, valor do patrimônio líquido, da cota ea
rentabilidade mensal do fundo, bem como composição da carteira. O cotista deve receber
mensalmente um extrato de seus investimentos e anualmente um demonstrativo para
Imposto de Renda.

Obrigações dos cotistas:


• Aportar recursos em caso de PL negativo;
• Pagar taxa de administração;
• Observar riscos e prazos mínimos;
• Comparecer nas Assembleias Gerais;
• Manter seus dados cadastrais atualizados.

Assembleia Geral dos Cotistas e suas principais atribuições:


• Debater demonstrações contábeis;
• Debater substituição do administrador, gestor ou custodiante;
• Fusão, incorporação, transformação ou liquidação do fundo;
• Aumento da taxa de administração;
• Alteração da política de investimentos;
• Emissão de novas cotas (fundos fechados);
• Alteração do regulamento (exceto por exigência geral da CVM, atualização cadastral ou
redução da taxa de administração).

35
Convocação da Assembleia Geral deve ser feita com no mínimo 10 dias de antecedência da
data de realização e será instalada com presença de qualquer número de cotistas.

Assembleia Geral Ordinária (AGO) é convocada anualmente em até 120 dias após o
exercício social para debater sobre as demonstrações contábeis do fundo. Deve ser
convocada no mínimo 30 dias após estarem disponíveis as
demonstraçõesauditadas. Qualquer outra convocação é chamada de Assembleia
Geral Extraordinária (AGE).

O cotista deve ser informado sobre:


• Objetivo, política de investimento e riscos associados ao fundo;
• Taxas de administração e demais taxas cobradas;
• Condições de emissão, resgate e prazo de carência (caso haja);
• Critérios de divulgação de informações;
• Advertência de que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura;
• Inexistência de garantias ou seguros.

Para avaliação de performance é recomendável minimamente período de 12 meses.

Chinese Wall: segregação/separação de recursos próprios e de terceiros com objetivo de


evitar potenciais conflitos de interesse.
36
Tipos de fundos:

Fundos abertos: são aqueles cujos cotistas podem aportar ou solicitar o resgate de seu
investimento a qualquer momento. Quando há aportes, são geradas mais cotas. Quando
há resgates, as cotas referentes deixam de existir. Fundos abertos em geral investem em
ativos de maior liquidez.

Fundos fechados: O número de cotas nesse fundo é limitada, (não é possível criar cotas
para aplicação de novos cotistas). Esse tipo de fundo tem data certa para entrada de
cotistas (quando o fundo está aberto ao mercado) e pode ou não ter um vencimento. Se o
investidor quiser resgatar suas cotas antes do vencimento do fundo, ele terá de negociar
suas cotas com outro investidor no mercado secundário.

Fundos restritos: organizado para receber recursos de um grupo específico de cotistas,


como family offices ou empresas de um determinado grupo econômico. Fundos restritos
normalmente são destinados a investidoresqualificados.
Fundo exclusivo: fundo restrito formado por um cotista único queobrigatoriamente
deve ser investidor profissional. A marcação a mercado é opcional.

Carência: o regulamento de um fundo pode ou não estabelecer prazo de carência para


resgates. No caso da existência de prazo de carência, o resgate antecipado das cotas terá
cobrança de IOF (0.5% ao dia). Caso não haja prazo de carência, o resgate pode ser
solicitado a qualquer momento.
37
Cota de abertura: conhecida no início do dia e calculada com base no valor do PL do fundo do
dia anterior acrescido da variação do DI de 1 dia. O investidor sabe com antecedência quanto
pagará pela cota (em caso de aplicação) ou quanto receberá (em caso de resgate). A cota de
abertura só é permitida para fundos de baixa volatilidade: renda fixa curto prazo, referenciado e
simples, além dos fundos exclusivos.
Cota de fechamento: O valor da cota é divulgado no fechamento do mercado e reflete a
variação dos ativos no dia. Esse tipo de cota é obrigatória para fundos que apresentam maior
volatilidade.

Prazo para cotização: quando um cotista vende suas cotas, o valor do resgate considera a cota
no dia da cotização. Exemplo: fundo ABC apresenta prazo de cotização em D+1. Isso significa
que no dia seguinte do pedido de resgate será calculado o valor da cota de referência. No
entanto, repare que o prazo de conversão de cotas pode ser diferente do prazo de pagamento
do resgate, que é quando ocorre de fato a liquidação financeira das cotas (o investidor recebe o
valor em dinheiro na conta da corretora).

Taxa de administração: é o valor pago pelos cotistas para remunerar os prestadores de serviço
de um fundo. A taxa é anual, porém calculada e deduzida diariamente, afetando dessa forma o
valor da cota do fundo. A rentabilidade divulgada é sempre líquida da taxa de administração.

Taxa de performance: fundos podem ou não cobrar taxa de performance quando a


rentabilidade supera um indicador de referência. A cobrança é feita apenas sobre os
rendimentos que excederem o tal indicador e é calculada após dedução de todas as
despesas. A periodicidade de cobrança é semestral. 38
Linha d’agua: metodologia de cálculo da taxa de performance que estabelece uma linha
de corte no ponto mais alto do patrimônio líquido do fundo já utilizado anteriormente
para cobrança. Funciona de modo que o cotista não seja cobrado mais de uma vez.

Taxa de entrada ou saída: não são tão comuns no mercado mas podem ser cobradas. A taxa
de saída geralmente é cobrada em fundos com carência, para resgates dentro do prazo de
carência.

Despesas e encargos dos fundos: taxa paga ao administrador, impostos, despesas com
publicidade, formulátios e relatórios, honorários e despesas com o auditor, emolumentos e
taxas por operação, taxa de custódia e taxas pagas para constituição ou encerramento do
fundo.

Documentos:
Regulamento: estabelece as regras de funcionamento do fundo e deve discriminar
todas as taxas cobradas.
Formulário de Informações Complementares (FIC) : documento que contém a política de
divulgação de material do fundo e informações complementares. É um documento virtual
que deve ser disponibilizado no site do administrador e do distribuidor.
Lâmina: documento de uma única página que resume objetivo, políticas de investimento e
características operacionais da aplicação, tais como valores mínimos, taxas, horários de
aplicação e resgate. Deve ser atualizada mensalmente até o dia 10 de cada mês com os
dados do mês anterior.
39
Termo de adesão: documento pelo qual o cotista atesta, antes de entrar no fundo, que
deve acesso ao regulamento, lâmina e FIC e tem conhecimento sobre os fatores de risco e
ausência de garantias em caso de perda.

Aplicação/Resgate – quando há novas aplicações (compra de cotas), o gestor compra ativos.


Quando há resgates (venda de cotas), o gestor vende ativos para honrar seu compromisso.
Em casos de resgates incompatíveis com a liquidez existente ou que possam prejudicar os
demais cotistas, o administrador pode declarar o fechamento do fundo para resgates. Caso o
fundo permaneça fechado por mais de 5 dias consecutivos, deve ser convocada
obrigatoriamente Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para discutir a substituição do
administrador e/ou gestor, reabertura ou não para resgates, possibilidade do pagamento de
resgate em ativos, cisão ou liquidação do fundo.

Fundos passivos: buscam acompanhar um índice de referência (benchmark).


Justamente por isso os gestores possuem menor liberdade na escolha de
ativos Fundos ativos: buscam superar um benchmark
Fundos alavancados: apresentam alguma possibilidade (ainda que remota) de
perda superior ao patrimônio líquido.

Principais benchmarks de renda fixa: DI, SELIC, IPCA, IGPM, IMA Geral
*IMA Geral (Índice de Mercado Anbima) é um agregado de índices de renda fixa que
representam preços de mercado da dívida pública federal. Subíndices: IRF-M (prefixados) e
IMA-B (indexados ao IPCA).
40
Principais benchmarks de renda variável - Ibovespa, IBrX, ISE
Ibovespa – principal índice do mercado de ações brasileiro, criado em 1968 e que
acompanha o desempenho das principais empresass negociadas na B3. O índice é
reavaliado a cada 4 meses, sendo resultado de uma carteira teórica de ativos que
correspondem a cerca de 80% do volume de negócios e do volume financeiro do
mercado de capitais no Brasil.
IBrX – índice que representa o desempenho médio de uma carteira teórica composta pelas
100 ações de maior negociabilidade e representatividade do mercado brasileiro Também
existe na sua versão IBrX50.
ISE – representa a performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da
sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental,
justiça social e governança corporativa.

Não é tão fácil replicar um benchmark, por inúmeras causas, dentre elas: custos de
transação e operacionais, impostos e regras de marcação a mercado.

De acordo com a instrução CVM 555, os fundos de investimento devem se enquadrar em


uma destas categorias: fundo de renda fixa, fundo cambial, fundo multimercado e fundo de
ações.

Fundos de renda fixa: investem pelo menos 80% do patrimônio líquido em ativos de renda
fixa, que acompanham juros ou índices de preço. Os fundos de renda fixa são caracterizados
como longo prazo se o prazo médio da carteira superar 365 dias. Algumas subclassificações
para fundos de renda fixa são: 41
a) Fundo de renda fixa curto prazo: aplica exclusivamente em títulos públicos ou títulos
privados de baixo risco de crédito. O prazo máximo dos títulos em carteira não pode
ultrapassar 375 dias e o prazo médio deve ser inferior a 60 dias. Nesse caso, há
obrigação de inclusão do sufixo “curto prazo” na denominação do fundo. É proibida
cobrança de taxa de performance.
b) Fundo de renda fixa referenciado: 95% dos ativos em carteira devem acompanhar direta
ou indiretamente um índice de referência. Além disso, 80% desses ativos deve ser de
baixo risco de crédito, sendo permitido o uso de derivativos apenas para proteção
(hedge). Há obrigação de inclusão do sufixo “referenciado” seguido do nome do índice
na denominação do fundo. É proibida cobrança de taxa de performance.
c) Fundo de renda fixa simples: 95% dos ativos em carteira em títulos da dívida pública
federal ou títulos de instituições financeiras com características de risco equivalente. O
nome do fundo deve conter o sufixo “simples” e a cobrança de taxa de performance é
proibida, bem como a realização de investimentos no exterior, concentração em
créditos privados ou transformação do fundo em fundo fechado. A lâmina de
informações desse tipo de fundo deve comparar sua performance com a variação da
taxa SELIC.
d) Fundo de renda fixa de dívida externa: aplica minimamente 80% de seu
patrimônio em títulos da dívida externa de responsabilidade da União.
Podem cobrar taxa de performance.

42
Fundo cambial: possui como principal fator de risco a variação de preços de moeda(s) estrangeira(s)
ou de derivativos relacionados. No mínimo 80% dos ativos em carteira devem pertencer a alguma
destas classes. Importante ressaltar que fundos cambiais NÃO acompanham diretamente a variação
do dólar, euro ou qualquer outra moeda.
Pode existir cobrança de taxa de performance.

Fundo de ações: deve alocar pelo menos 67% do seu patrimônio líquido em ações.

Fundo multimercado: não há compromisso de concentração em nenhum fator específico de risco,


pode cobrar taxa de performance e utilizar derivativos para alavancagem.

Fundo de investimento em cotas (FIC) : mantém 95% dos ativos investidos em cotasde outros
fundos de uma mesma classe. No caso dos FIC multimercado, é permitido investimento em cotas de
fundos de classes distintas. Os 5% restantes podem ser aplicados em títulos públicos federais, títulos
de instituições financeiras e operações compromissadas. Na denominação do fundo deve conter
“fundo de investimento em cotas” e a classe das cotas.

Regras para concentração em crédito privado: os fundos que excederem o limite de 50% do
patrimônio líquido alocado em modalidades de crédito privado devem conter em sua denominação
a expressão “crédito privado”. No regulamento, FIC e material de publicidade deve estar claro para o
investidor que o fundo pode estar sujeito a perdas substanciais em caso de default.

43
Limites de concentração por emissor:
Até 20% do patrimônio líquido quando o emissor for instituição financeira autorizada a funcionar
pelo Banco Central do Brasil;
Até 10% do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for companhia aberta;
Até 10% do patrimônio líquido do fundo quando o emissor for outro fundo de investimento;
Até 5% do patrimônio líquido do fundo quando o emissor não for companhia aberta, fundo de
investimento ou instituição financeira.

Limites de concentração por modalidade:


Até 20% do patrimônio líquido para os seguintes ativos:
. Cotas de fundos de investimento;
. Cotas de fundos de investimento em cotas (FIC);
. Cotas de fundos de investimento imobiliário;
. Cotas de fundos do tipo FDIC ou FIC-FIDC;
. Certificados de Recebíveis Imobiliários – CRI.

Divulgação de fatos relevantes:


O administrador de um fundo de investimento é obrigado a avisar todos os cotistas imediatamente
sobre qualquer ato ou fato relevante relacionado ao funcionamento do fundo, ou referente aos
ativos financeiros integrantes de sua carteira. Essa divulgação é feita de acordo com o regulamento
do fundo. A CVM considera relevante qualquer ato ou fato que possa influir de modo significativo no
valor das cotas ou na decisão dos investidores de adquirir, vender ou manter suas cotas.

44
IOF em fundos de investimento: cobrado sobre os rendimentos para resgates em até 29 dias,
calculado antes do imposto de renda, de acordo com tabela regressiva. Há isenção para fundos de
ações.

Imposto de renda em fundos de investimento:

*Obs2: Quando o investidor aplica em vários fundos do mesmo administrador, a perda


realizada em um fundo pode ser utilizada para abater o rendimento que será́ tributado em
outro, desde que os fundos tenham a mesma classificação.

45
Código ANBIMA de regulação e melhores práticas para fundos de
investimento:visa orientar a concorrência leal, a padronização de procedimentos no
mercado, a maior quantidade e qualidade de informações para o investidor e a
elevação dos padrões fiduciário e de melhores práticas. A adesão é voluntária e o
código não se sobrepõe à legislação. Para registro de fundos, deve ser encaminhado
lâmina, regulamento, comprovante de pagamento da taxa de registro e formulário
de cadastro.

a)Marcação a mercado: o fundo deve reconhecer e informar todos os dias o valor de


mercado de seus ativos (preço de fechamento para ativos de renda fixa e preço médio de
negociação do dia para ativos de renda variável). O objetivo da marcação a mercado é evitar
a transferência de riqueza entre cotistas e o administrador deve divulgar uma versão
simplificada da metodologia.

b)Divulgação de rentabilidade: proibida divulgação de performance anterior a 6 meses ou


compraração de fundos de classes distintas sem qualificá-los, obrigatória discriminação de
fatores de risco.

Classificação de fundos ANBIMA:


Agrupamento de fundos com características semelhantes de acordocom classificação
em três níveis: classes de ativos, riscos e estratégias de investimento.

Para mais informações, acesse o link disponibilizado pela própria ANBIMA:


46
Módulo 6 – Instrumentos de renda variável e renda fixa

8 a 13 questões de prova

Ativos de renda variável : são aqueles cujos rendimentos não são conhecidos. Ações, derivativos e
cotas de fundos de investimento são os principais exemplos.

Ações: é uma fração do capital social de uma empresa. Compras e vendas de ações são realizadas
por intermédio de corretoras (CTVM) ou distribuidoras (DTVM). Quando as transações são efetuadas
em ambiente online, utiliza-se o “Home Broker”, que é a ferramenta web para negociação de ações.

Ações ordinárias (ON): possuem direito a voto em assembleias de acionistas.


Ações preferenciais (PN): não possuem direito a voto, mas têm preferência no pagamento de
dividendos e recebem 10% a mais em dividendos do que as ordinárias. Caso a empresa fique 3 anos
sem distribuir dividendos, a ação PN passa a ter direito a voto.
Obs: empresas que abrem capital devem ter minimamente 50% de suas ações ON.

Dividendos: distribuição de parte do lucro das empresas aos acionistas (minimamente 25% garantido
por lei no Brasil). O valor pago em dividendos é descontado do preço da ação.

Liquidação de ações é realizada na B3, no prazo de D+2.

Corretagem: custo cobrado pelas corretoras para executar ordens de compra e venda de ativos.
47
Lote padrão: conjunto determinado de títulos de características e quantidades
idênticas determinadas pela bolsa. Ex: 1 lote de ações na B3 = 100 ações.

Emolumentos: taxa cobrada pela bolsa (0.035% do valor financeiro da operação) Taxa de
custódia: tarifa de manutenção de conta cobrada por algumas corretoras.

Circuit Breaker: mecanismo que interrompe o pregão para minimizar perdas. Na B3 é acionado
sempre que o Índice Ibovespa atinge uma queda de 10% (30 minutos de suspensão das
negociações). Caso atinja 15% de queda, a B3 as negociações por 1 hora.

IPO (Initial Public Offering) – a oferta pública inicial de ações ocorre quando uma empresa
decide abrir capital na bolsa. As corretoras recebem ordens de potenciais investidores e essas
ordens podem ser de mercado (sem preço pré estabelecido, dependendo das condições de
oferta e demanda) ou limitadas (até um determinado preço específico). Caso a demanda seja
maior do que a oferta de novas ações, pode ser que nem todos os investidores consigam
comprar a quantidade desejada, o que implicaria na ocorrência de rateio.

OPA (Oferta Pública de Aquisição) – ocorre quando uma empresa oferta comprar ações que estão
sendo negociadas no mercado.

48
Direitos do acionista:
Subscrição: Garante a possibilidade do acionista manter a mesma participação no capital total da
empresa caso a companhia aumente seu capital. Os acionistas têm o direito de adquirir as novas ações
com preço e prazos determinados.
Tag Along: caso haja troca de controle da empresa, o acionista ordinário tem o direito de vender suas
ações por, no mínimo, 80% do valor pago pelo novo controlador. Algumas empresas, em seu estatuto,
oferecem tag along maior que 80% a todos os acionistas.
Dividendos: distribuição de parte do lucro das empresas aos acionistas (minimamente 25% garantido
por lei no Brasil). O valor pago em dividendos é descontado do preço da ação.
Juros sob capital próprio: proventos pagos em dinheiro que são dedutíveis do lucro
tributável da empresa.
Bonus de subscrição: títulos negociáveis que garantem aos titulares o direito de subscrever ações de
uma empresa. A emissão é caracterizada como alienada caso o investidor pague por esse direito.
Direito de subscrição: direito de aquisição de ações por conta de um aumento de capital.
Semelhante ao direito de um titular de opção de compra (“call”).

Grupamento (Inplit) – reduz a quantidade de ações e aumenta o valor de cada ação


(objetivo é reduzir o risco).
Desdobramento (Split) - aumenta a quantidade de ações e reduz o valor de cada ação (objetivo é
aumentar a liquidez).
*Obs: tanto no inplit como no split, o montante investido não se altera.

49
Clube de investimento é um veículo de investimento coletivo com no mínimo 3 e no máximo 50
participantes que funciona para aplicação em ações e títulos de participação social no capital de
empresas. Nenhum cotista poderá ter mais de 40% do patrimônio do fundo, que deve estar alocado
minimamente 67% em títulos como ações, bônus de subscrição, debêntures conversíveis em ações,
recibos de subscrição, ETF's e ADR/BDR. Os clubes de investimento são regulados pela Instrução CVM
494 e pelo Regulamento de Clubes da B3, onde encontram-se registrados. Além das normas de
mercado, cada clube conta também com um estatuto social. Os clubes de investimento podem ser
construídos através de uma corretora, por meio de um agente autônomo de investimento ou grupo
de indivíduos interessados (não há necessidade de certificados ou experiência prévia).

Fundo de investimento em ações é um veículo de investimento que conta com um profissional


certificado e qualificado que atua na gestão do dinheiro de diversos investidores, que são chamados
de cotistas. Fundos de investimento exigem uma estrutura mais complexa que compreende também
o administrador, custodiante, auditor e distribuidor das cotas. Geralmente são montados por
instituições financeiras ou gestoras de recursos independentes, com patrimônio acima dos milhões de
reais. O acesso tampouco é limitado e o fundo de investimento pode ter milhares de cotistas.
Atualmente, é extremamente fácil acessar o mercado de fundos e com baixo montante inicial para
aplicação. Muitas corretoras e instituições financeiras disponibilizam listas de fundos para seus
clientes. Os fundos de investimento em ações devem alocar pelo menos 67% do seu patrimônio
líquido em ações.

50
Tributação de ações:
Operação normal – 15%, sendo 0.005% na fonte.
Day Trade (compra e venda no mesmo dia) – 20%, sendo 1% na fonte.
IOF – não há.
Cobrança sempre é efetuada no resgate e o responsável pelo recolhimento é o investidor através
do Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF) até o último dia útil do mês seguinte
a venda.
*Obs: vendas de ações por pessoa física (exceto day trade) com valor igual ou inferior a
R$20.000,00 são isentas de IR.

Compensação de perdas: é permitida para ganhos líquidos auferidos no próprio mês ou em meses
subsequentes até o limite anterior de perda e para operações na mesma classe de ativos. Exemplo:
investidor perde 30 mil reais em janeiro no mercado de ações e lucra 25 mil reais no mesmo
mercado em fevereiro. Os ganhos de fevereiro não serão tributados. Caso fosse ao contrário (ganho
em janeiro e perda em fevereiro), o investidor pagaria o IR sobre os ganhos de janeiro normalmente.

São isentos de IR: templos religiosos, partidos políticos e suas fundações, bem como
associações sindicais sem fins lucrativos.

51
Renda Fixa – ativo cujos rendimentos são determinados no momento da compra. Podem ser prefixados (rendimentos
conhecidos no início da operação) ou pós-fixados (rendimentos indexados e conhecidos no final da operação). Os
juros podem ser pagos periodicamente (título com cupom) ou apenas no resgate (zero cupom). O emissor faz toda
diferença na hora de considerar o risco de crédito (possibilidade de não pagamento do juros ou principal) de um título
de renda fixa. Todo ativo de renda fixa é uma dívida, que foi emitida por alguma instituição (governo, bancos ou
demais empresas).

PU – preço unitário do título, isto é, preço de negociação em determinado momento. É o valor presente dos fluxos de
pagamento de um título de renda fixa. O PU é inversamente proporcional a taxa de juros (quanto maior a taxa de
juros, menor o PU).

Títulos Públicos Federais – títulos emitidos pelo governo, com liquidez diária (possibilidade de recompra pela
Secretaria do Tesouro Nacional) que fazem parte da dívida pública federal.

Tesouro direto é o programa


online de venda e recompra de
títulos públicos federais para as
pessoas físicas. Os títulos da dívida
do governo são negociados todos
os dias e podem ser comprados por
qualquer investidor com aportes a
partir de R$30.

52
Tesouro direto é o programa online de venda e recompra de títulos públicos federais para as pessoas
físicas. Os títulos da dívida do governo são negociados todos os dias e podem ser comprados por
qualquer investidor que tenha pelo mens R$30.

Títulos privados bancários:


•Certificado de depósito bancário (CDB)
•Caderneta de poupança

CDB – emitido por bancos comerciais, bancos de investimento e bancos múltiplos. Pode ter
rentabilidade prefixada ou pós-fixada. CDB pode ser negociado no mercado secundário ou resgatado
antecipadamente (caso o banco emissor concorde). CDB’s não podem estar indexados à variação
cambial. Contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de 250 mil reais
por CPF ou instituição.

Fatores de risco:
Risco de mercado – possibilidade de variação de juros ou índice de preços que impacta o investidor.
Risco de liquidez – LCI’s/LCA’s normalmente não podem ser resgatadas antes do prazo de
vencimento. Pode haver negociação no mercado secundário, mas não há muita liquidez e por conta
disso é possível que seja cobrado um spread caso o investidor decida vender o título antes do prazo.
Risco de crédito – possibilidade de não pagamento da dívida ou do juros associado por parte do
emissor. No caso do CDB, esse risco é minimizado pelo FGC, considerando o limite de R$250.000 por
CPF ou instituição.
53
Caderneta de Poupança: fonte de captação de recursos para instituições financeiras que fazem parte
do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), incluindo Caixa Econômica Federal (CEF),
Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI), Associações de Poupança e Empréstimos, Bancos Múltiplos
com carteira de SCI. Existe cobertura do FGC até o limite de 250 mil reais e garantia do governo no
caso da CEF. Não há cobrança de tarifas para manutenção de conta poupança, que oferece total
liquidez porém baixa rentabilidade. Governo alterou regras em maio de 2012 com a Selic em
patamares mais baixos:

Rentabilidade da caderneta de poupança:


Até 03/05/2012: 6% ao ano + TR
Após 03/05/2012:
Caso a taxa selic seja maior que 8.5% a.a. 6% a.a.
Caso a taxa selic seja menor que 8.5% a.a. 70% da taxa selic

Periodicidade de juros:
Pessoa física e jurídica isenta – mensal (0.5% a.m.) ;
Pessoa jurídica – trimestral (1.5%)

Depósitos efetuados nos dias 29, 30 e 31 recebem juros apenas no dia 1 do mês
subsequente.

Não há incidência de IR para pessoa física.


54
Títulos corporativos:
. Debêntures
. Debêntures incentivadas

Debêntures: funcionam como instrumento de captação de médio/longo prazo para empresas


S.A. não financeiras. Não existe padronização de características, ou seja, pode existir qualquer
prazo de vencimento, amortização, resgate e tipo de remuneração.

Em alguns casos, existe a possibilidade de conversão da debênture em ações da empresa


(debênture conversível). Em geral, o valor de emissão não pode ultrapassar o capital social da
companhia. Debêntures não estão cobertas pelo FGC, mas pode existir garantia contra o
inadimplento.

Qualquer emissão pública de debêntures exige a nomeação de um agente fiduciário, que tem a
função de proteger o interesse dos debenturistas, através de fiscalização ativa e do
estabelecimento de relação de confiança e lealdade com os credores. Em caso de inadimplência, o
agente fiduciário pode:
• Executar garantias reais ou requerer a falência do emissor na ausência de garantias;
• Representar os interesses de debenturistas em processos de falência ou recuperação
Judicial.

55
Garantias Debêntures:
• Garantia real: garantia forte, tem preferência sobre os demais credores e proíbe a
alienação do bem registrado como garantia.
• Garantia flutuante: privilégio sobre o ativo da companhia, embora hajapossibilidade de
negociação dos bens que compõem tal ativo.
• Garantia quirografária: não oferece privilégio sobre o ativo da emissora, não há nenhum tipo de
preferência em relação aos outros credores.
• Garantia subordinada: em um cenário de falência, oferece preferência apenas em relação aos
acionistas.

Cross Default: se uma dívida de determinada empresa vence e o emissor fica


inadimplente, suas debêntures também estarão vencidas de forma automática. O mesmo
vale para o inverso.
Escritura: documento legal que mostra as “regras do jogo” sob as quais as debêntures foram
emitidas. Descreve os direitos dos debenturistas, deveres do emissor, condições de remuneração e
garantias.

Debêntures incentivadas: emitida apenas para financiamento de projetos dos setores de


logística, transporte, mobilidade urbana, energia, telecomunicações, radiofusão, saneamento
básico e irrigação. Diferenças em relação à debêntures comuns:
• Prazo médio ponderado mínimo de 4 anos;
• Isenção de IR para pessoa física e menor alíquota de IR para pessoa jurídica (15%).
56
Títulos do segmento agrícola imobiliário:
• Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
• Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

LCI: emitida por bancos comerciais, caixa econômica, sociedades de crédito imobiliário, companhias
hipotécárias e associações de poupança e empréstimos. LCI’s são obrigatoriamente registradas na B3 e
lastreadas em créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou alienação. O prazo mínimo de
vencimento das LCI’s é de 90 dias, mas caso seja atualizada anualmente ou mensalmente por índice de
preços (CDI, IPCA ou IGPM por exemplo), esse prazo é alterado para 12 meses e 36 meses
respectivamente. Existe isenção de IR para pessoa física e cobertura do FGC até 250 mil reais.

LCA: créditos de recebíveis do agronegócio emitidos por bancos e cooperativas de crédito. Existe
isenção de IR para pessoa física e cobertura do FGC até 250 mil reais. Funciona de forma similar à LCI,
mas os créditos são voltados para o agronegócio.

Fatores de risco:
Risco de mercado – possibilidade de variação de juros ou índice de preços que impacta o investidor.
Risco de liquidez – LCI’s/LCA’s normalmente não podem ser resgatadas antes do prazo de vencimento.
Pode haver negociação no mercado secundário, mas não há muita liquidez e por conta disso é possível
que seja cobrado um spread caso o investidor decida vender o título antes do prazo.
Risco de crédito – possibilidade de não pagamento da dívida ou do juros associado por parte do
emissor. No caso da LCI e da LCA, esse risco é minimizado pelo FGC, considerando o limite de
R$250.000 por CPF ou instituição.
57
Operações Compromissadas: operação através da qual uma instituição financeira vende títulos de renda fixa
ao investidor com o compromisso de recomprá-los em um prazo determinado. O comprador também assume
o compromisso de revender o título para a instituição na data estabelecida e pelo preço acordado. Esse tipo
de operação financeira funciona como uma espécie de aluguel: a instituição vende temporariamente um
título para captar recursos e assume o compromisso de recomprá-lo no futuro. A transação possui lastro
(garantia) em algum título de renda fixa que já foi emitido.

Tributação em renda fixa:


IOF: para resgates em até 29 dias, existe cobrança de IOF sobre os rendimentos. O IOF é regressivo e
incide sempre antes do IR.
IR: a regra é a mesma para CDB, DPGE, LF, debêntures, poupança, títulos do segmento agrícola e
imobiliário, notas promissórias e títulos públicos federais.
Alíquotas:
22,5% - resgates em até 180 dias 20% - resgates entre
181 e 360 dias;
17,5% - resgates entre 361 e 720 dias;
15% - resgates acima de 721 dias.

Isenção de IR para pessoa física: todos os títulos do segmento imobiliário/agronegócio, debêntures


incentivadas e poupança.

58
Módulo 7 – Previdência complementar aberta (PGBL e VGBL)

3 a 5 questões de prova

Previdência social: benefício pago pelo INSS, é uma forma de seguro administrado
pelo governo para pagar aposentadorias e auxílios gravidez/acidente/doenças.
Previdência privada: investimento opcional de longo prazo para acúmulo de reservas.

Conceitos:
Taxa de administração: despesas com a gestão financeira que incidem durante toda a fase de
contribuição sobre o capital total investido. O valor percentual da taxa tem que ser aprovado
pela Susep e pode variar de acordo com o plano.
Taxa de carregamento: cobrança na entrada do plano ou a cada depósito para arcarcom despesas
administrativas e de corretagem. As instituições financeiras podem cobrar até 10% de taxa de
carregamento para planos VGBL e PGBL mas isso não é comum no mercado por conta da concorrência.
Existem três formatos de taxa de carregamento:
a) antecipada: incide no momento do aporte e diminui conforme o depósito ou
montante aumenta;
b) postecipada: incide em casos de resgate ou portabilidade e diminui conforme otempo
de permanência no plano aumenta;
c) híbrida: cobram na entrada e na saída, podendo diminuir devido ao aumento de
capital quanto e ao prazo de permanência.

59
Resgate: O participante poderá solicitar resgate total ou parcial dos recursos aplicados após
o cumprimento do período de carência, disposto entre 60 dias e 24 meses. O prazo de
resgate depende do plano e a contagem começa a partir da data de inscrição na Entidade
Aberta de Previdência Complementar (EAPC).

Renda por sobrevivência: renda paga ao participante do plano em forma de aposentadoria


Existem algumas modalidades:

Resgate total ou parcial: quando o investidor resolve sacar os recursos acumulados no


plano.

Renda Vitalícia: nesse caso, o investidor vai receber uma renda mensal enquanto estiver
vivo.

Renda vitalícia conversível ao cônjuge/filhos: o investidor recebe uma renda mensal até o
seu falecimento e depois essa renda é repassada ao beneficiário indicado no plano.

Renda vitalícia com prazo mínimo garantido: o investidor recebe o benefício durante toda a
sua vida e caso venha a falecer antes do prazo mínimo, a renda é repassada para algum
beneficiário.

60
Renda temporária: o investidor estabelece um prazo para o recebimento da renda e pode
contratar pecúlios (aditivos) para o seu plano. Entenda os casos:

Renda por invalidez: renda paga ao participante em decorrência de sua invalidez total e
permanente. O pagamento é justificado caso o evento de invalidez ocorra durante o período
de cobertura e após período de carência estabelecido no plano.

Pensão por morte: renda a ser paga ao(s) beneficiário(s) indicado(s) na proposta de inscrição
em decorrência da morte do Participante ocorrida durante o período de cobertura e depois
de cumprido o período de carência estabelecido no Plano.

Pecúlio por morte: importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao(s) beneficiário(s)
indicado(s) na proposta de inscrição em decorrência da morte do participante ocorrida
durante o período de cobertura e depois de cumprido o período de carência estabelecido no
Plano.

Pecúlio por invalidez: importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao próprio


participante em decorrência de sua invalidez total e permanente ocorrida durante o período
de cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no Plano.

61
Resgates programados: são definidas datas específicas para retirada do dinheiro e o
saldo que continuar no plano segue rendendo Resgate total: retirada total de
recursos.

Regimes de tributação: podem obedecer a tabela progressiva (compensável) ou regressiva


(definitiva). Uma vez que o investidor escolhe o método de tributação regressivo, não
poderá haver mudança. No caso do PGBL, a tributação incide sobre o valor total
acumulado e no caso do VGBL apenas sobre os lucros.

Portabilidade: transferência total ou parcial de recursos entre planos de previdência. Não é


permitido mudar de modalidade (VGBL para PGBL e vice-versa).

Portabilidade externa: migração de plano de previdência entre instituições distintas.

Portabilidade interna: migração entre planos administrados pela mesma instituição


financeira.

Tributação na portabilidade: não há incidência de imposto de renda no momento da


portabilidade. Se o regime de tributação do plano for definitivo (tabela regressiva), continua
valendo o tempo de permanência anterior. Quem optou pelo regime tributável poderá, no
momento da portabilidade, mudar para o regime de tributação definitiva. Quando isso
acontece, a contagem de tempo anterior é anulada e inicia-se novamente na data da
portabilidade.
62
PGBL X VGBL – São os dois principais produtos financeiros de previdência privada do país. A
principal diferença é que o PGBL cobra o imposto de renda sobre todo o valor acumulado
(dinheiro investido + rendimento), enquanto o VGBL cobra apenas sobre o rendimento.

Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) – indicado para investidores que fazem a
declaração do imposto de renda completa, pois existe a possibilidade de abatimento de até
12% do IR . Não existe nenhuma garantia de rentabilidade e o resgate pode ser feito no prazo
de 60 dias em um único pagamento ou em parcelas mensais.

Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) – indicado para investidores que não possuem
renda tributável ou que querem investir mais de 12% de sua renda bruta em previdência.
No VGBL, o investidor paga IR sobre o valor dos rendimentos.

Regime de tributação regressivo (definitivo):


Indicado para quem planeja investir no plano
por mais tempo.

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Regime de tributação progressivo
(compensável):
Indicado para prazos mais curtos ou
caso o objetivo do investidor seja
uma renda mensal que não
ultrapasse a alíquota de 7,5%.

O contribuinte deve levar o IR retido na fonte pela entidade aberta de previdência complementar
(EAPC) para sua declaração anual de ajuste de IR. Nesta declaração, sai o resultado final do IR a pagar,
já considerando demais receitas e eventuais despesas. O contribuinte pode inclusive ser restituído de
parte do valor pago.

Em caso de resgate total ou parcial, será descontado na fonte 15% de IR. Após o recolhimento, o
investidor pode ter de pagar mais ou ser restituído em sua declaração anual.

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